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Modulacao hormonal Nano (R)_ a - Marco Botelho

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Marco Botelho, Msc., PhD
 
 
 
 
MODULAÇÃO HORMONAL
NANO
A VIDA SEM MEDICAMENTOS:
PROTOCOLO BOTELHO
 
 
 
 
 
 
 
 
Talvez você possa compreender a minha solidão
O meu sonho, e a minha fúria
E essa pressa de viver
E esse jeito de deixar sempre de lado a certeza
E arriscar tudo de novo com paixão
Andar caminho errado pela simples alegria de ser
Vem viver comigo, vem correr perigo
 
Coração Selvagem – Belchior
 
 Agradecimentos
 
À minha mãe D. Leda, a responsável por tudo isso,
responsável pela formação do meu caráter, sendo rígida
me mostrou que a honestidade e a determinação são os
pilares de uma boa educação.
Mostrou-me que o amor é plural, ao me falar que a única
herança que poderia me dar era algo que ninguém poderia
roubar de mim: meu Saber, meu Conhecimento.
Hoje eu sei o que ela queria me falar.
 
Ao meu filho Lucas, que com seus insights em
nossas conversas me mostra que o aprendizado sim... é
constante! Te amo, filho!
Obrigado pela sua compreensão, desculpe a minha
ausência!
 
À minha amiga Dinalva Brito de Queiroz, que ao
me chamar de burro, me deu a oportunidade de repensar o
que é ser inteligente!!
 
À minha amiga Dra. Sibéria Morais, que aceitou o
desafio de mudar o mundo junto comigo.
 
À minha amiga Dra. Adriana Scheeren, que hoje
me ensina mais do que eu um dia lhe ensinei.
À Dra. Fabíola Antonio, minha aluna e conselheira
na escola da vida.
 
À minha amiga Dra. Daniela Bernardes, que me
mostra como é bom ter uma amizade verdadeira e leal.
À minha amiga Dra. Karina Lorenzon, que junto
comigo mostrou que a cura do câncer é uma tarefa
simples quando se estuda fisiologia.
 
A todos os meus alunos e amigos que me
proporcionam os melhores momentos que um ser humano
pode desejar ter em uma vida.
 
Obrigado por me fazerem o homem mais feliz desse
planeta!
PREFÁCIO
 
 
O objetivo desta obra é descrever, por meio da pesquisa clínica
e uma acurada revisão da literatura científica e de pesquisas
clínicas, os estudos na área da Reposição Hormonal e, mais
recentemente, o uso da Nanotecnologia na Saúde Humana,
especialmente em tópicos voltados para Terapia de Reposição
Hormonal Transdérmica Nanoestruturada.
Trata-se de um livro pioneiro que irá indicar os últimos avanços
da Medicina que tornaram possível descrever quão prejudiciais à sua
saúde são as drogas que chamamos de medicamentos e quanta
qualidade de vida ganhamos quando fazemos uso de Hormônios
Nanoestruturados, compostos fundamentais na melhoria da
longevidade humana.
No Protocolo do Prof. Botelho, as abordagens são feitas de
maneira prática, segura e eficaz com doses reduzidas graças à
incorporação da Nanotecnologia no processo fabril. A inclusão da
Nanociência revolucionou a Medicina curando várias doenças antes
tidas como incuráveis.
É tentador poder escrever esse capítulo da Medicina, no
entanto, é preciso estar aberto para entender conceitos e aproveitar
este livro para reavaliar dogmas e corrigir erros históricos de uma
Medicina que se constrói, a cada dia, de uma nova descoberta.
Boa leitura!
Marco Botelho, M.Sc., PhD
SOBRE O AUTOR
 
 
Dr. Marco Antonio Botelho, M.Sc., PhD
Criador da técnica de Modulação Hormonal Nano.
 
 Doutorado em Medicina (Ciências Médicas) pela
Universidade Federal do Ceará/UFC;
 Mestrado em Medicina (Saúde Pública) EPIDEMIOLOGIA /
UFC;
 Mestrado em Odontologia (Ortodontia) São Leopoldo
Mandic/Campinas;
 Pós-Doutorado em Ortodontia (University of Michigan –
Orientador Dr. James McNamara);
 Cirurgião Graduado pela Universidade Federal do Ceará
(1988-1992)
 Professor Permanente do Programa de Pós-Graduação da
RENORBIO (Rede Nordeste de Biotecnologia);
 Coordenador do Programa de Pós-Graduação em
Biotecnologia da Universidade Potiguar;
 Professor Visitante da Universidade Paris-SORBONNE Cite
(Paris Diderot VII);
 Professor/Pesquisador Visitante da Universitá Degli Studi de
Sassari;
 Professor do Instituto Federal de Ciência e Tecnologia do
Ceará (IFCE);
 Consultor AD HOC do CNPq, do MEC, Rede BIONORTE e
FAPESP;
 
SUMÁRIO
 
 
PREFÁCIO
I. A VIDA SEM MEDICAMENTOS
II. COMO TUDO COMEÇOU
III. O QUE SÃO HORMÔNIOS BIOIDÊNTICOS
IV. REPOSIÇÃO TRADICIONAL VS. REPOSIÇÃO NANO
V. A CONSULTA QUE MUDOU MINHA VIDA
VI. HORMÔNIOS PREVINEM O CÂNCER
VII. CANCER DE MAMA PELO USO DE ANTICONCEPCIONAIS
VIII. FISIOLOGIA DO ENVELHECIMENTO
XIX. COLESTEROL FAZ BEM
X. TESTOSTERONA
XI. PROGESTERONA
XII. ESTRADIOL
XIII. COLECALCIFEROL – VIT D
XIV. OCITOCINA
XV. PARÂMETROS INFLAMATÓRIOS
XVI. NANOTECNOLOGIA
REFERÊNCIAS
Einstein, quando perguntado se acreditava em Deus, explica que
Deus para ele é o Deus de Spinoza, logo fui ler e me apaixonei pelo
seu pensamento:
 
DEUS SEGUNDO ESPINOZA
 
"Pára de ficar rezando e batendo no peito!
 
O que eu quero que faças é que saias pelo mundo
e desfrutes de tua vida.
Eu quero que gozes, cantes, te divirtas
e que desfrutes de tudo o que Eu fiz para ti.
 
Pára de ir a esses templos lúgubres,
obscuros e frios que tu mesmo construíste
e que acreditas ser a minha casa.
 
Minha casa está nas montanhas,
nos bosques, nos rios, nos lagos, nas praias.
 
Aí é onde Eu vivo
e aí expresso meu amor por ti.
 
Pára de me culpar da tua vida miserável:
Eu nunca te disse que há algo mau em ti
ou que eras um pecador,
ou que tua sexualidade fosse algo mau.
O sexo é um presente que
Eu te dei e com o qual
podes expressar teu amor,
teu êxtase, tua alegria.
 
Assim, não me culpes por tudo
o que te fizeram crer.
Pára de ficar lendo supostas escrituras sagradas
 que nada têm a ver comigo.
Se não podes me ler num amanhecer,
numa paisagem,
no olhar de teus amigos,
 nos olhos de teu filho...
Não me encontrarás em nenhum livro!
 
Confia em mim e deixa de me pedir.
Tu vais me dizer como fazer meu trabalho?
 
Pára de ter tanto medo de mim.
Eu não te julgo, nem te critico,
nem me irrito, nem te incomodo, nem te castigo.
 
Eu sou puro amor.
 
Pára de me pedir perdão.
Não há nada a perdoar.
 
Se Eu te fiz...
Eu te enchi de paixões,
de limitações, de prazeres,
de sentimentos, de necessidades,
 de incoerências, de livre-arbítrio.
 
Como posso te culpar se respondes
a algo que eu pus em ti?
 
Como posso te castigar por seres
como és,
se Eu sou quem te fez?
 
Crês que eu poderia
criar um lugar para
queimar a todos meus filhos?
que não se comportaram bem, pelo resto da eternidade?
Que tipo de Deus pode fazer isso?
 
Esquece qualquer tipo de mandamento,
qualquer tipo de lei;
essas são artimanhas para te manipular,
para te controlar, que só geram culpa em ti.
 
RESPEITA TEU PRÓXIMO E
NÃO FAÇAS O QUE NÃO QUEIRAS PARA TI.
 
A única coisa que te peço
é que prestes atenção à tua vida,
QUE TEU ESTADO DE ALERTA SEJA TEU GUIA.
 
Esta vida não é uma prova,
nem um degrau,
nem um passo no caminho,
nem um ensaio,
nem um prelúdio para o paraíso.
 
Esta vida é a única que há aqui e agora, e a única que precisas.
 
Eu te fiz absolutamente livre.
 Não há prêmios nem castigos.
 
Não há pecados nem virtudes.
Ninguém leva um placar.
Ninguém leva um registro.
 
Tu és absolutamente livre
para fazer da tua vida um céu ou um inferno.
 
Não te poderia dizer se há algo depois desta vida,
mas posso te dar um conselho.
Viva como se não o houvesse.
 
Como se esta fosse tua única oportunidade de aproveitar,
de amar, de existir.
 
Assim, se não houver nada,
terás aproveitado da oportunidade que te dei.
 
E se houver,
Tenha a certeza de que
Eu não vou te perguntar se foste comportado ou não.
 
Eu vou te perguntar
se tu gostaste,
se te divertiste...
 
Do que mais gostaste?
O que aprendeste?
Pára de crer em mim - crer é supor, adivinhar, imaginar.
 
Eu não quero que acredites em mim.
Quero que me sintas em ti.
Quero que me sintas em ti
quando beijas tua amada,
quando agasalha a tua filha,
quando acaricias teus animais,
quando tomas banho no mar.
PÁRA DE LOUVAR-ME!
QUE TIPO DE DEUS EGÓLATRA
 TU ACREDITAS QUE EU SEJA?
 
Me aborrece que me louvem.
 
Me cansa que agradeçam.
 
Tu te sentes grato?
 
Demonstra-o cuidandode ti,
de tua saúde,
de tuas relações,
do mundo.
 
Te sentes olhado, surpreendido?...
Expressa tua alegria!
Esse é o jeito de me louvar.
 
Pára de complicar as coisas
E DE REPETIR COMO PAPAGAIO
O QUE TE ENSINARAM SOBRE MIM.
 
A única certeza é que tu estás aqui,
que estás vivo,
e QUE ESTE MUNDO ESTÁ CHEIO DE MARAVILHAS.
 
Para que precisas de mais milagres?
 
Para que tantas explicações?
 
NÃO ME PROCURES FORA!
NÃO ME ACHARÁS.
PROCURA-ME DENTRO DE TI...
AÍ É QUE ESTOU."
I
A VIDA SEM MEDICAMENTOS
 
“...Sempre via pessoas da minha família
que tomavam vinho, cerveja ou faziam uso
de medicamentos tremerem muito as suas
mãos...”
 
 
Escrever um livro é uma tarefa um pouco sombria e triste, posso
dizer, pois nos obriga a relembrar experiências há muito esquecidas
e jogadas pra baixo de um tapete que não gostaríamos de voltar a
vê-lo.
Mas vamos lá! Sempre me cobraram um livro, mas fui
empurrando com a barriga até onde deu. Chegou a hora de colocar
os fantasmas pra fora, né?
 Vamos lá, aos dez anos de idade, estudando meu dever de
casa, passei por uma experiência que até hoje está vívida em minha
memória.
Vi minha mãe cair na minha frente convulsionando com a boca
fechada, os dentes trincados, sem poder respirar, ficando cianótica
com aquela coloração azulada, não foi apenas uma vez, foram
várias! Ocorre que toda vez que íamos ao médico, ele aumentava a
dose do seu MERDICAIMENTO. Não é erro não, viu? É assim
mesmo, MERDI de M... e Caimento de caídos, o nome que criei
para as drogas que dizem que nos fazem bem. A indústria é tão
cruel que associa o nome de drogas com o médico. Digo isto porque
aos 50 anos fiz o Enem e fui aprovado para cursar Medicina e hoje,
como acadêmico de Medicina, posso dizer que nada mudou.
Continuam a dizer que flúor faz bem e drogas também.
Bom, vamos lá! Ver sua mãe, aos 10 anos de idade, cair dura
na sua frente, não é uma boa visão pra qualquer criança que deveria
estar brincando e não estar tentando salvar a sua mãe, chorando,
puxando a sua língua, apertando sua bochecha pra que ela pudesse
respirar. Esta foi a única maneira que tive tempo de pensar antes de
vê-la morta em meus braços.
II
COMO TUDO COMEÇOU
 
Muitas pessoas me perguntam como tudo começou, isto é,
como um dentista publica artigos clínicos que comprovam que
hormônios não causam câncer.
Muitas pessoas me perguntam: como tudo começou? Como um
dentista fala mal do flúor? E passa a publicar artigos clínicos que
comprovam que hormônios são os nossos melhores amigos e que,
em hipótese nenhuma, podem levar ao câncer ou participam da sua
proliferação?
— Professor, como tudo começou?
— Como o senhor pensou em tudo isso?
A resposta é bastante simples e guarda uma peculiar
similaridade com aquele filme indiano Quem quer ser um milionário,
não pela vontade de ser um, mas pela vida sofrida do seu
personagem principal, que passa a responder as perguntas mais
difíceis de um QUIZ SHOW na Índia, pelo fato de ter a observação
como sua maior aliada, durante sua pobre e sofrida vida na Índia!
Seria algo parecido com isso, ou mais ou menos assim... vejam:
Ontem na praia, almoçando com meu filho, falei:
Lucas, você sabia que os alimentos de cor amarelo-alaranjado
são ricos em retinol?
E falei a ele como o retinol foi descoberto, pois crianças que não
se alimentavam com alimentos ricos em tal álcool apresentavam
cegueira noturna. Neste momento, ele já me mostra ser bem mais
inteligente que eu, e fala:
 
“Ahh... então papai, é por isso que o
coelho enxerga bem à noite... né?”
Lucas Botelho, 2018
 
A observação sim foi a minha melhor amiga e em todas as
minhas decisões, em testes escolares, e na vida.
Bom, então vamos lá...
Tudo começa no dia 26 de agosto de 1973, oito dias depois de
eu ter completado cinco anos. Naquele dia, fiquei órfão do meu pai,
meu maior herói.
Parafraseando meu poeta favorito Ariano Suassuna:
 
Aqui morava um rei quando eu menino
Pulsava junto ao meu, seu coração.
O seu cantar era Divino, 
Cantava com voz rouca, o Desatino, 
O Sangue, o riso e as mortes do Sertão.
Mas levaram meu pai. Desde esse dia 
Eu me vi como um cego sem meu guia
 
Posso dizer que não tive a oportunidade de conhecê-lo, pois,
após seu falecimento, nenhuma imagem ou recordação pude guardar
das nossas conversas e dos nossos momentos juntos.
Creio que talvez o próprio corpo se encarregue disso como
forma de proteção para a continuidade da vida, sem cicatrizes
evidentes que venham a prejudicar o seu andamento. E pra falar a
verdade tive um sonho com ele semana passada. Foi a primeira vez
que eu sonhei com meu pai depois de 45! Foi uma sensação mágica,
um misto de alegria, plenitude e prazer em poder me sentir amado,
de ficar perto dele, como seu eu tivesse ganhado um presente e
quisesse apresentá-lo para todos que conhecia. Pena que durou tão
pouco e era apenas um sonho. Foi tão lindo, a gente estava em uma
fábrica de barco e eu pegava na mão dele e colocava no meu ombro
e perguntava por onde ele tinha andado, foi perfeito, quanta saudade
de uma pessoa que nem pude conhecer!
A única lembrança do rosto do meu pai é a do momento em que
minha mãe me pegou nos braços e me disse:
 
“...beije seu pai...”
 
Beijei apenas o vidro hexagonal do seu caixão. Não sabia nem
ao menos o que estava acontecendo, pois, em 2010, meu irmão
falou que eu havia dito a ele naquele dia:
 
“...Juninho, painho tá tão bonito ...Ele tá
cheio de flor...Quando ele sair dali, eu vou
pedir uma bicicleta pra ele...”
 
Minhas memórias são obscuras, não são claras, para falar a
verdade, elas aparecem na minha mente como flashes!!
De uma hora pra outra, lá estava eu naquele quarto com tanta
gente ao redor da minha mãe.
Ela com aquele olhar perdido, olhando pra frente sem saber o
que enxergava... pensando talvez como iria criar duas crianças, órfãs
do pai em plena ditadura militar.
Eu ficava me perguntando por que tinha tanta gente no quarto da
minha mãe?
Não entendia o que acontecia, mas aquele olhar dela eu trago
até hoje de forma bastante clara. Posso até dizer onde estava e qual
o lado da cama em que eu a vi.
Por incrível que pareça, senti que algo estava MUITO errado,
pois o namorado da minha tia, a quem chamava de “tio Humberto”,
pegou-me pela mão, desceu comigo, levou-me em uma banca de
revistas e me presenteou com um chocolate da Nestlé que era um
canudo de papelão vermelho. Dentro dele havia uma pilha de moedas
de ouro.
Naquele momento, vi que era algo extremamente sério, pois
sabia que queriam desviar minha atenção, já que esse “tio
Humberto”, sempre que ia à nossa casa, jamais havia me dado
sequer uma bala “soft”!
Os mais jovens não vão saber o que é isso, mas os mais velhos
sim, especialmente quando, assim como eu, quase morreram
engasgados com uma delas.
Minhas memórias da infância são obscuras, para falar a
verdade, elas pouco povoam minha mente, são flashes: o dia em que
vendi manga nos “caçuás” (cestos) no lombo de um jumento no
interior do Ceará.
O dia em que tirei do lixo do meu primo seu sapato Docksides
samelo, que estava rasgado, mas que, pra mim, era puro ouro para
poder frequentar as festas, já que dançava bem forró, até o dia que
choveu e o com papelão se desmanchou!
Os dias em que vendia galinhas no caminhão e voltava para
casa na caçamba, e chovia, e, no meio da chuva, observava que os
porcos comiam as galinhas mortas. Assim, tais lembranças me
ajudaram a compor uma paleta de saberes que, como vimos anos
mais tarde no filme indiano, me ajudaram a ser quem sou!
Apesar de ter vivido uma infância difícil, talvez bem comum à
realidade de tantos de nós, essa experiência fez parte de um
processo de aprendizado, ou seja, aprendemos com nossas
vivências e com nossas observações.
 
Monitor Concursado de Imunologia Médica – Início da carreira
científica.
A vontade de encontrar respostas foi o maior incentivo.
 
Por exemplo, lembro que, quando nós íamos colocar o gado pra
beber água, havia uma preocupação grande e constante: eles não
poderiam correr, pois havia a possibilidade de terem comido “tingui”
– umaplanta que possui fungos que envenenam o gado, que morre
espumando pela boca, pois ela eleva enzimas hepáticas que baixam
a produção do nosso melhor hormônio, o colesterol.
Bom, mas vamos ter que acelerar um pouco o tempo, pois esta
não é a minha autobiografia. Com o apoio de minha mãe, segui
estudando e, no ano de 1988, fui aprovado na Universidade Federal
do Ceará em 16º Lugar no curso de Odontologia, tendo como
classificação geral 101 entre os 12 mil concorrentes daquele ano.
Iniciei a graduação em Odontologia na Universidade Federal do
Ceará no dia do meu aniversário, 18 de agosto, e me apaixonei pela
pesquisa.
Fui monitor nas disciplinas de Imunologia, Cirurgia, Dentística
Operatória, Clínica 1 e Ortodontia, durante os três anos da
Universidade, e o dinheiro dessas bolsas era o único com o qual eu
podia contar na época. Tive um grande mestre, o professor e
cientista Dr. Francisco José de Abreu Matos, que dedicou boa parte
da sua vida às pesquisas de plantas medicinais. Dele provinha a
inspiração para os meus projetos.
 
JORNAL O POVO - Prêmio Estímulo Kolynos pelo trabalho
“Os produtos naturais como antissépticos e dentifrícios alternativos”.
 
Em 1992, ano da minha formatura, recebi um consultório
odontológico como prêmio pela pesquisa na qual constatei a eficácia
de um enxaguatório bucal produzido com alecrim-pimenta, devido às
propriedades antimicrobianas desta planta.
No ano de 2001, aos 33 anos, recebi a notícia de que minha
mãe estava com câncer de mama, o que foi mais um golpe forte
para quem já tinha vivido sem ter conhecido o pai. Foi árdua essa
trajetória de crescer sem pai e de ter uma mãe que, da noite para o
dia, teve que criar dois filhos sem uma formação superior. Este é um
capítulo da minha vida que descrevo como um breve histórico das
motivações que me levaram a criar a Modulação Hormonal Nano
(MHN).
 Essas memórias são extremamente relevantes porque me
alertavam de que talvez perdesse a minha mãe, meu único porto
seguro, para o câncer. Tal pensamento recorrente me mostrava, e
ainda mostra, que a Medicina seguia e ainda segue um caminho
equivocado. Depois dessa notícia fatídica, interrompi
temporariamente meus projetos em Michigan, onde conduzia uma
pesquisa com o Prof. Dr. James McNamara, e voltei ao Brasil. Na
sala de espera da clínica onde minha mãe se tratava, senti-me
fragilizado diante de minha impotência e do fato de nada poder fazer.
Quando você não sabe nada, passa a acreditar naquilo que falam.
Por isso, é tão importante estudar, sempre falo isso para o meu filho
Lucas, de 10 anos.
Então, resolvi pesquisar. Essa foi a minha decisão frente àquela
realidade! Eu já havia estudado o mecanismo do câncer quando fui
aprovado em primeiro lugar no concurso para a monitoria de
Imunologia Médica na Universidade Federal do Ceará em 1990.
Porém, esse momento apresentava uma conotação diferente: era a
vida da minha mãe. Ou seja, mostrar-me fraco, não era uma opção.
Passei a ler milhares de artigos, e todos indicavam que o câncer
tem um mecanismo de ação cruel: “disfarça-se” com células próprias
e engana nosso sistema imune. Não poderia ser diferente porque,
como algo poderia nos matar sem o conhecimento do nosso sistema
imune, sem ser pela simples agressão contra as nossas células?
Então, faço, neste momento, a maior consideração desse estudo:
jamais irão encontrar uma droga seletiva para células cancerígenas,
pois todas são nossas, ou seja, com esse pressuposto, fica ainda
mais compreensível afirmar que a cura do câncer está na reposição
de hormônios e não na privação deles.
 
Conclusão do doutorado.
Com o professor Dr. Francisco José de Abreu Matos.
 
Comecei a vislumbrar que, ao realizar a quimioterapia,
atacávamos também as nossas células sadias: aquelas que iriam nos
proteger de toda e qualquer agressão vinda de medicamentos.
Muitos medicamentos têm o potencial de induzir o aparecimento do
câncer, dentre eles estão os próprios antineoplásicos e
imunossupressores. Diversos artigos me mostravam que a
longevidade de pessoas que fazem a quimioterapia não ultrapassa
3%, após cinco anos do tratamento (MORGAN et al, 2004).
Tudo isso ocorre porque muito se fala, muito se gasta, muito se
publica em estudos com animais, mas pouco se prova em ensaios
clínicos com seres humanos.
Com esse raciocínio, comecei a pensar ao estilo de Muhamad
Ali: quando falaram ao esportista que não venceria o campeão
George Foreman (este nunca havia deixado ninguém passar do
primeiro round), ele, como um gênio, respondeu que essa era a
fraqueza do adversário – nunca havia lutado dez rounds. Começava
então a minha história com a Modulação Hormonal Nano.
III
O QUE SÃO HORMÔNIOS BIOIDÊNTICOS
 
Os hormônios, que seu corpo produz ou sintetiza a partir do
COLESTEROL, controlam a maioria de suas funções corporais
básicas. Eles servem como um sistema de comunicação interna
entre as células em todo o corpo. Eles coordenam tudo, desde a
digestão e crescimento até o apetite, função imunológica, humor e
libido. Então, quando seus hormônios estão desequilibrados, mesmo
que ligeiramente, isso pode ter um grande impacto em sua saúde e
no seu bem-estar.
A natureza nos fez e nos quer enquanto somos capazes de
produzir; ocorre que esta tem um mecanismo de seleção natural
formidável, ela não te mata POW e pronto... Ela faz a seguinte
estratégia: passa a diminuir sua produção de hormônios a partir da
sua puberdade, e é quando você passa a morrer lentamente.
Como?
Simples, ela vai fazendo seu corpo produzir menos testosterona,
o hormônio da vida, e aí você passa a dormir mal, passa a ter menos
libido, menos desejo sexual, menos disposição, seu humor altera,
você fica menos sociável, você fica mais chato e morre.
Muitas vezes, quando os hormônios das pessoas diminuem ou
ficam desequilibrados, por diversas razões, começa-se com uma
dieta ou com qualquer medicamento e aí eles recorrem a terapias
com medicamentos que eu costumo chamar de os anti-inteligência!
Seria muito fácil ser médico, se você está depressivo, toma
antidepressivo! Se você está com hipertensão, toma um anti-
hipertensivo! Se tiver uma inflamação, toma um anti-inflamatório!
Poucos sabem os abismos em que estão se metendo! Um poço sem
fim...
Poucos sabem dos benefícios da vida sem medicamentos! Pois,
quando Deus nos fez, ele fez o homem pra funcionar com hormônios
e não com drogas tais como Captopril, Atenolol, Losartana, Estatinas
(Crestor e Liptor), Metformina, Yasmim, Puran T4, Levoid e por aí
vai ...
A Terapia de Reposição Hormonal NANO foi idealizada para
devolver a vida que foi roubada pela queda dos seus hormônios, e
recentemente tem recebido muita atenção, objetivando uma solução
“natural” para problemas hormonais. Mas o que exatamente é a
Terapia de Reposição Hormonal Bioidêntica Nano (TRHBN) e por que
ela é diferente de outras terapias de reposição hormonal?
A TRHBN pode ser usada para tratar homens e mulheres
quando seus níveis hormonais caem ou ficam desequilibrados. É
usada com mais frequência para aliviar os sintomas da
perimenopausa e da menopausa. Também pode ser usada para
melhorar os sintomas do tratamento do câncer ou para tratar
condições como resistência à insulina, distúrbios adrenais e da
tiróide, osteoporose, fibromialgia, entre outros.
Hormônios bioidênticos são hormônios que são sintetizados a
partir de derivados de moléculas parecidas, como COLESTEROL,
proveniente de vegetais que são quimicamente idênticos àqueles
produzidos pelo corpo humano. Estrogênio, progesterona e
testosterona estão entre os mais comumente replicados e usados no
tratamento.
Hormônios bioidênticos são feitos por farmácias de manipulação,
porém, na sua forma transdérmica, poucos têm a capacidade de
permear a pele, sendo assim, criamos a TRHBN, pois somente
NANOPARTÍCULAS conseguem ultrapassar a pele. São feitos sob
medida para seu corpo, o que chamamos de MEDICINA
PERSONALIZADA.
Entendam que, hoje, se um homem pesando 100kg e uma
mulher de 50kg estiverem com uma infecção na garganta, ambos
irão tomar a mesma dose de um antibióticoqualquer como
amoxicilina 500mg e isto não é compatível com a lógica.
A maioria dos hormônios bioidênticos é fabricada e vendida sem
controles de segurança, qualidade ou pureza.
Os hormônios bioidênticos são considerados mais seguros e
mais eficazes do que os hormônios sintéticos. No entanto, a Food
and Drug Administration (FDA) e a maioria dos médicos discordam.
O que de fato se mostra como uma atitude completamente
descabida, haja vista o número de publicações científicas, inclusive
no maior e mais acreditado jornal médico do mundo o The New
England Journal of Medicine, meu grifo (uma pena haver tanta
ignorância nesse tópico).
 
 
 
 
IV
REPOSIÇÃO TRADICIONAL
VS. REPOSIÇÃO NANO
 
Os hormônios bioidênticos são diferentes daqueles usados na
terapia tradicional de reposição hormonal (TRH), que são feitos com
urina de égua prenha, como por exemplo, o PREMARIN
(PRE=PREGNANT MA=MARE RIN=URINE), os chamados equinos
conjugados, pois estes últimos não guardam qualquer similaridade
química com aqueles que nosso corpo produz naturalmente.
As drogas que a indústria farmacêutica insistem em chamar de
hormônios usados na ANTIGA TRH tradicional são feitas a partir da
urina de éguas prenhas.
Os nossos estudos mostram que tais compostos são nocivos a
qualquer mulher, leia o estudo Womens Health Initiative (WHI) que
mostra o risco de câncer quando as mulheres tomaram xixi de égua
prenha. Ora, se a égua excreta é porque não deve ser ingerido,
concorda?
Ao contrário de tais resultados, os nossos estudos mostram a
segurança e eficácia dos hormônios bioidênticos, tendo em vista que
são iguais (idênticos) aos hormônios que o corpo produz naturalmente.
A TRHBN é usada quando os níveis hormonais diminuem, em
homens e mulheres que apresentam níveis NORMAIS e NÃO IDEAIS.
É usado para aumentar os níveis dos hormônios que caíram e
melhorar os sintomas como: ondas de calor, suor noturno, mudança de
humor, perda de memória, ganho de peso, problemas de sono, perda
de interesse em sexo ou dor durante o sexo.
Além de ajudar com os sintomas, a terapia de reposição hormonal
também pode reduzir o risco de diabetes, perda de dentes e catarata.
Há evidências de que isso pode ajudar a melhorar a espessura, a
hidratação e a elasticidade da pele, e até reduzir rugas.
Para aqueles com câncer, que passaram por tratamentos que
afetam seus níveis de estrogênio, a TRHBN tem-se mostrado eficaz
para melhorar seu bem-estar geral e qualidade de vida. Em um estudo,
pessoas com câncer, submetidas à TRHBN, encontraram alívio de
sintomas relacionados ao tratamento, tais como enxaqueca,
incontinência, baixa libido e insônia. O estudo também descobriu que a
taxa de recorrência de câncer de mama não era maior que a média.
 
 
V
A CONSULTA QUE MUDOU MINHA VIDA
 
É muito comum, ao estar diante de um médico, ouvir que seus
exames estão normais. Apesar desse resultado, muitas vezes o
paciente continua se sentindo indisposto, devido, provavelmente, a
algum desequilíbrio hormonal. Com a modulação hormonal
nanoestruturada, cada um pode começar a mudar hábitos e a ter
uma vida mais produtiva, mais feliz, porque, repondo os hormônios,
ter-se-á mais qualidade de vida.
Médico: “Seus exames estão ótimos! Parabéns! Um garoto! O
único problema meu amigo é o seu COLESTEROL que está alto, ok?
Tem que parar de comer carne vermelha, senão vai acabar tendo um
infarto. Seria bom já começar a tomar estatinas, um excelente
remédio pra quem sofre de colesterol alto. O meu também estava
alto, tomei e agora está bem baixo”.
Eu: “Mas, doutor, me sinto exausto, saio de casa para o
trabalho e só Deus sabe como me sinto! Um cansaço sem fim. Em
casa, a mulher reclama que só durmo, que não tenho libido, que não
tenho mais qualquer desejo sexual, porque, doutor, meu único desejo
de verdade é poder terminar o dia no meu consultório, chegar em
casa e desmaiar no sofá”.
Médico: “Meu amigo, você está ficando velho, não é? Veja, você
não é mais um garoto de 18 anos, agora você já tem 38, ok? É
normal se sentir assim, é a velhice chegando. Está tudo normal, é
assim mesmo... vá para casa e tome um Stilnox para dormir, um
Targifor C para melhorar o ânimo e um Viagra para resolver aquele
problema e em breve você vai ver que tudo vai melhorar”.
Um mês depois, voltei ao consultório.
Eu: “Doutor, nada mudou, me sinto um zumbi. Tomo aquele
remédio, desmaio e tenho que tomar outro pra acordar, mas ainda
me sinto exausto, só que agora com dor no estômago, ansiedade e
vontade de ficar em casa”.
Médico: “Sem problemas, vamos começar a tomar Puran T4,
deve ser a sua tireoide. Veja, você não é mais um garoto. É normal
se sentir assim, é a velhice chegando ok? Está tudo normal, é assim
mesmo... vá para casa e tome Puran T4 pela manhã, e vamos trocar
o Stilnox pela Amitriptilina. Para o seu ganho de peso, uma
Sibutramina vai inibir a vontade de comer e, em breve, você vai ver
que tudo vai melhorar”.
Um mês depois, ia voltar ao médico, mas resolvi desistir e
começar a estudar para tratar de mim mesmo.
A palavra hormônio vem do grego ormóni (ὁρμῶv) que significa
“colocar em movimento”. É provável que venha dessa terminologia o
nome FILA-HARMÔNICA “próximo do movimento”. A expressão
lembra um maestro regendo uma orquestra, ou seja, aquele que põe
em equilíbrio os distintos instrumentos, como ocorre quando
nascemos a partir do equilíbrio dos hormônios dos nossos pais.
Mas o que são hormônios? Os hormônios são moléculas de
sinalização produzidas por glândulas endócrinas e transportadas pelo
sistema circulatório para todas as células do corpo, onde se ligam a
receptores específicos em diferentes órgãos a fim de regular os
mecanismos fisiológicos. Apresentam diversas estruturas químicas,
principalmente de três classes: os eicosanoides, os esteroides e os
derivados de aminoácidos/proteínas (aminas, peptídeos e
proteínas).
O que quis dizer com essa explicação é que os hormônios são
como mensagens de whatsapp, usados entre órgãos e tecidos para
regulação das atividades fisiológicas e comportamentais como o
sono, o humor, a digestão, o metabolismo, a respiração, a função
tecidual, a percepção sensorial, a excreção, a lactação, o estresse,
o crescimento, o desenvolvimento, o movimento e a reprodução
(BOTELHO et al, 20102).
Nos Estados Unidos, fui pioneiro ao criticar o primeiro artigo
publicado a respeito em 2001, que mostrava os hormônios
esteroides e sua função na odontologia, evidenciando os riscos e os
problemas relacionados à falta de hormônios. Comecei a entender os
hormônios não mais como mensageiros de “recados corporais” que
podem noticiar o melhor dos efeitos, mas também como anti-
inflamatórios naturais, pois aumentam a nossa resposta imune e
melhoram a nossa resposta mental. Por causa do decréscimo deles,
com o passar dos anos, vamos perdendo a memória, diminuindo a
cognição e ficando com a pele mais envelhecida.
Queremos ter uma vida plena! A partir de agora, com a
perspectiva da modulação hormonal nano, sabemos que isso é
possível, já que os hormônios desempenham um papel fundamental
no equilíbrio metabólico do organismo. Ou seja, o desequilíbrio
hormonal afeta as funções fisiológicas do corpo levando a uma série
de consequências que se manifestam através de doenças e que
comprometem a qualidade de vida, como depressão, hipertensão
arterial, diabetes, câncer.
A técnica de Modulação Hormonal Bioidêntica Nanoestruturada
visa reequilibrar os níveis hormonais do organismo em qualquer faixa
etária. Esse procedimento consiste na reposição de hormônios
molecularmente idênticos aos secretados pelo nosso sistema
endócrino, e na promoção de uma mudança nos hábitos que
comprometem a saúde geral do organismo.
O diagnóstico é realizado através de exames laboratoriais
associados à sintomatologia, com os quais é traçado o perfil
hormonal para posteriormente realizar o balanço adequado, de
maneira personalizada. Podemos chamar esse tratamento de
Medicina Personalizada, na medida em que o objetivo é não somente
tratar os sintomas, mas principalmente a causados problemas, com
foco na prevenção.
Durante 30 anos, entreguei minha vida a essas pesquisas.
Felizmente, os resultados dos estudos clínicos em humanos
demonstraram que a Modulação Hormonal Nanoestruturada será a
medicina do futuro.
VI
HORMÔNIOS PREVINEM O CÂNCER
 
— Dizem que os hormônios causam câncer. Se os hormônios
dão origem à vida, como poderiam causar câncer?
 
A palavra câncer vem do grego karkínos, que significa
caranguejo, e foi citada pela primeira vez por Hipócrates, o pai da
medicina (460 e 377 a.C), quando se referia a um grupo de
doenças que apresentavam em comum o crescimento desordenado
de células, com tendência a invadir tecidos e órgãos vizinhos, ou
seja, promover metástases.
Hipócrates, com essa percepção, comparou os vasos
sanguíneos do tumor com as patas do caranguejo ao observar a
angiogênese, ou seja, a proliferação vascular que promovia
crescimento, pois as células tumorais também dependem de
nutrientes e oxigênio provenientes da corrente sanguínea para
sobreviverem e crescerem. A angiogênese gera uma rede de
capilares, que são pequenos vasos com paredes endoteliais
fragmentadas, que favorecem a penetração e migração das células
neoplásicas através da corrente sanguínea para outros tecidos do
corpo, originando metástases.
Déficits hormonais têm sido associados ao aumento dos
parâmetros inflamatórios do organismo e, consequentemente, ao
risco de desenvolvimento de doenças cardiovasculares, de
determinados tipos de câncer (LASRY; BEM-NERIAH, 2015) e da
progressão dos tumores metastáticos, incluindo os tumores ósseos
(ROODMAN, 2004).
A inflamação crônica (processo natural do organismo em
resposta aos agentes agressores como tentativa de neutralizá-los)
também é um dos principais fatores de progressão e metástase de
diversos tumores.
Diversos estudos mostram essa correlação funcional direta entre
a inflamação crônica e as alterações genéticas que promovem a
transformação maligna. Pesquisadores do Massachussets Institute of
Technology demonstraram, por exemplo, que agentes químicos do
nosso próprio sistema imunológico, usados para combater agressões
ou infecções, podem criar mutações genéticas que levam ao câncer
(FEDELES et al, 2015).
 
É em uma fazenda como esta onde seus anticoncepcionais
conjugados são feitos a partir da coleta da
Urina de Égua Prenha (PRE-MA-RIN= PREgnant MAre uRINe)
 
Ao gerar moléculas reativas (água oxigenada, cloro), a enzima
mieloperoxidase as catalisa em ácido hipocloroso (HOCl), o que
causa danos em tecidos saudáveis. Quando essa resposta persiste
exacerbada ao longo de meses e anos, o dano químico pode
exceder a capacidade de reparo das células expostas, levando à
morte celular ou a modificações genéticas que evoluem para a
transformação maligna.
Entre os agentes mais agressores, os que causam reação
inflamatória crônica, estão os medicamentos. Os contraceptivos
orais, dispositivos intrauterinos (DIU), esteroides anabolizantes, ou
seja, hormônios que não são bioidênticos, aumentam o risco de
desenvolvimento de câncer, como mostram diversos trabalhos
científicos.
 
Se a égua excreta sua urina não seria lógico fornecer
esta urina para mulheres
 
Além destes, medicamentos inibidores da bomba de prótons
(IBPs) – Omeprazol, Pantoprazol, Lansoprazol, Rabeprazol,
Esomeprazol e Dexlansoprazol – comumente utilizados para
tratamento de problemas estomacais (gastrite, úlcera, azia, por
exemplo), aumentam o risco de desenvolver câncer de estômago e
fígado (LIMA, 2013; SHAO YJ et al, 2018). Isso ocorre porque o uso
de IBPs reduz substancialmente a secreção do ácido gástrico, o que
pode acarretar, a longo prazo, em hipergastrinemia, ou seja, o
mecanismo de produção de ácido passa a produzir de modo ainda
mais intenso e descontrolado. Isso estimula a proliferação e o
crescimento de células e tecidos que estão associados não só ao
câncer gástrico, mas também às neoplasias de pâncreas, pulmão,
fígado, ovário e colo-retal.
Diariamente, quando escovamos os dentes ou bebemos água
“tratada”, somos expostos a um dos agentes mais tóxicos ao
organismo, o flúor, o qual altera as funções endócrinas
principalmente no que diz respeito à produção dos hormônios
tireoidianos e esteroides, aumentando o risco de desenvolvimento de
neoplasias e outras doenças inflamatórias crônicas.
O controle da inflamação, por meio da reposição de hormônios
bioidênticos nanoestruturados, tem efeitos terapêuticos benéficos
tanto na prevenção quanto no tratamento do câncer e das doenças
crônicas (STEPHENSON et al, 2013).
 
Primeiro artigo que pude ler antes da sua publicação quando fui
apresentado aos hormônios, ainda em 2001, em Ann Arbor, MI-USA.
 
O câncer de próstata, por exemplo, inicia a partir de um
processo inflamatório crônico devido à deficiência de testosterona.
Não é comum ocorrerem patologias da próstata em adolescentes, já
que o pico de hormônios ocorre nessa fase da vida. Além disso,
estudos mostram que homens com níveis mais baixos de
testosterona são significativamente mais propensos a terem níveis
mais elevados de PSA (antígeno prostático específico). Isso quer
dizer que níveis baixos de testosterona criam um estado inflamatório
sistêmico e reduzem os níveis de óxido nítrico prostático, o que pode
levar ao aumento da pressão intraprostática. Aproximadamente dois
terços dos pacientes masculinos com câncer avançado apresentam
níveis baixos de testosterona, por isso a terapia de reposição de
testosterona é considerada segura para homens com patologias
benignas ou malignas da próstata.
A incidência de câncer de mama, útero e ovários, em mulheres
na puberdade, também não é comum, nem no período gestacional,
pois são épocas de maior produção hormonal. Por outro lado,
quando a mulher entra em menopausa ou faz uso de contraceptivos
orais ou intrauterinos, seus níveis hormonais decrescem
consideravelmente, ocorrendo a maior incidência de neoplasias.
Um dos sintomas que mais compromete a qualidade de vida de
uma pessoa com câncer é a dor. Diversos trabalhos apontam para a
importância dos hormônios esteroides como estradiol, testosterona e
progesterona na modulação da dor e analgesia (CRAFT, 2004).
Níveis séricos hormonais deficientes podem ser considerados
biomarcadores da dor grave que não pode ser controlada por terapia
farmacológica convencional com opióides, como a morfina, por
exemplo, (TENNANT, 2015). O uso indiscriminado de analgésicos
opióides, incluindo codeína, meperidina e morfina, para controle da
dor intensa, está associado à redução drástica dos níveis de
testosterona do organismo, debilitando-o ainda mais e gerando mais
dor.
 
O início de tudo, quando soube que hormônios sexuais atuavam na
boca da mesma forma que atuam na vagina e em todas as outras
mucosas.
 
A testosterona bioidêntica nanoestruturada apresenta
propriedades antinociceptivas, que anulam ou reduzem a percepção
e a transmissão de estímulos que causam dor, reduzindo a
capacidade de perceber a dor.
A Terapia de Reposição Hormonal Bioidêntica Nanoestruturada
pode ser considerada a opção mais adequada tanto na prevenção
quanto no tratamento das doenças inflamatórias crônicas como o
câncer, tendo papel fundamental na prevenção das metástases
ósseas e no tratamento da sintomatologia de pacientes com câncer
e outras doenças crônicas avançadas.
Compreendendo os mecanismos carcinogênicos da inflamação,
podemos entender que todo câncer inicia a partir de um processo
inflamatório crônico e que todo processo inflamatório crônico inicia
com o desequilíbrio hormonal. Por causa disso, é indiscutível o fato
de que a Modulação Hormonal Bioidêntica Nanoestruturada devolve a
qualidade de vida.
VII
CÂNCER DE MAMA PELO USO DE ANTICONCEPCIONAIS
 
RELATO DE CASO: KLM, 30 ANOS
 
Aos 30 anos, portadora de carcinoma ductal invasivo de mama
(IDBC), foi submetida a uma mastectomia parcialmente modificada.
O IDBC é um subtipo de carcinoma de mama e é considerado
um carcinoma ductal que sofre metaplasia em um padrão de
crescimento glandular. Após a mastectomia, foram realizadas
quimioterapiae radioterapia pós-operatória sequencial e não foram
observados nódulos embaixo do local da cirurgia.
Durante essa terapia adjuvante anti-hormonal foram
desenvolvidos vários efeitos colaterais. A terapia teve duração de 24
meses através da aplicação de Zoladex a cada 30 dias.
Os efeitos colaterais incluíram:
 
Artralgia;
Perda da densidade mineral óssea;
Dor óssea;
Cãibra nas pernas;
Aumento de apetite;
Aumento de peso.
 
Com a redução dos níveis séricos de testosterona, observou-se
diminuição da potência e disposição, inchaço e sensibilização das
mamas, tontura, insônia, ansiedade, depressão, alterações de
humor, cefaleia. Ainda, pela redução dos níveis séricos de estradiol,
ondas de calor e sudorese frequentes, alteração da libido e
ressecamento vaginal.
Após a terapia anti-hormonal, o protocolo de controle de recidiva
do tumor de mama seguiu com o uso diário de Citrato de Tamoxifeno
por mais cinco anos. Os efeitos colaterais dessa medicação,
segundo o relato da paciente, foram insuportáveis, por isso a mesma
decidiu suspender o seu uso, juntamente com o antidepressivo
associado.
 
Os efeitos colaterais do Citrato de Tamoxifeno incluíram:
 
Incontinência urinária;
Alopécia;
Ressecamento vaginal;
Atrofia vaginal;
Alteração no endométrio;
Sangramento intenso;
Cistos ovarianos recorrentes;
Esteatose hepática;
Cistos hepáticos,
Depressão;
Ansiedade e irritabilidade.
 
Com este quadro, que já durava no total 08 anos, a paciente
decidiu optar por um novo tratamento com NANOPARTÍCULAS de
Testosterona e Progesterona bioidênticas transdérmicas, associando
a doses diárias elevadas de colecalciferol como uma estratégia
alternativa para prevenir a recidiva do carcinoma e da metástase.
Esse tratamento com os hormônios bioidênticos trouxe uma
melhora excepcional na qualidade de vida. Todos os sintomas do
tratamento com Citrato de Tamoxifeno sumiram. Além disso, os
parâmetros inflamatórios foram reduzidos de forma surpreendente. E
os exames de estadiamento foram dentro dos padrões normais, sem
mostrar alteração alguma pelo uso da reposição hormonal
bioidêntica.
 Nenhuma recidiva local e nenhuma metástase foi desenvolvida
posteriormente. E a paciente não apresentou nenhum efeito colateral
em 24 meses, ou seja, até este momento.
O tratamento anti-hormonal provoca o desenvolvimento de
muitos efeitos colaterais que comprometem a qualidade de vida do
paciente, como a incontinência urinária, comprometimento de
endométrio e ovários. Isso indica a natureza agressiva da medicação
de eleição.
Em contrapartida, temos a Terapia de Reposição Hormonal
Bioidêntica Nano, de uso transdérmico, que mostra sucesso em
minimizar os efeitos colaterais da antiga medicação, além de
devolver qualidade de vida à paciente e controlar a recidiva do tumor.
VIII
FISIOLOGIA DO ENVELHECIMENTO
 
— Eu fui a vários médicos
(endocrinologista, ginecologista, nutrólogo
e ortomolecular), e segundo eles os meus
exames, inclusive os hormonais, estão
normais, mas eu não me sinto muito bem.
O que pode estar acontecendo comigo?
 
Talvez o que pode estar acontecendo com você seja o que
acontecia comigo. Quando estamos diante da etapa inicial de
qualquer tratamento, é fundamental que entendamos como o nosso
corpo envelhece, porque temos uma idade fisiológica e uma
cronológica. Hoje eu tenho a experiência e a maturidade de um
homem de 50 anos, mas tenho a vitalidade de um rapaz de 18.
Quando servi ao exército aos 18 anos, não fazia o tempo que faço
hoje nas maratonas, por exemplo. Nós vemos, ao nosso redor,
pessoas com 18 anos de idade que são obesas, cansadas, que não
produzem. Também vemos pessoas mais velhas com energia,
vontade de trabalhar, de fazer atividade física, ou seja, elas não se
cansam tão facilmente.
Meus exames estavam normais, mas eu estava envelhecendo.
Esse é um processo natural; contudo, a pergunta é: como queremos
envelhecer? Poucas mulheres em 1500, quando o Brasil foi
descoberto, conheciam a menopausa, pois geralmente morriam, em
média, aos 35 anos. Hoje, mais da metade da população mundial vai
viver mais tempo na menopausa do que antes dela. Por isso, é tão
importante entender a fisiologia do envelhecimento.
No mundo contemporâneo, é comum que meninas consultem
com o ginecologista muito cedo e que tomem anticoncepcional aos
15 anos ou até mesmo antes, quando apresentam acne. Esta, de
nossa perspectiva, é a pior estratégia que uma mãe pode adotar,
pois a pílula anticoncepcional aumenta muito o risco cardiovascular,
entre outros efeitos colaterais graves. As mães fazem isso, contudo,
por falta de informação; por isso, pensamos nesse livro, pensamos
em ajudar as pessoas a entender que é fundamental conhecer os
riscos e os malefícios dos medicamentos.
A fisiologia hormonal vai determinar como se vai envelhecer.
Então, quando se tem uma filha e se leva a um ginecologista para
que ele possa prescrever medicamentos como o anticoncepcional,
ela, literalmente, vai começar a desafiar a fisiologia do corpo, e o
envelhecimento chegará mais cedo. Também, estudando a fisiologia,
vai-se começar a entender que tanto uma mulher na menopausa não
engravida quanto uma adolescente de 15 anos que toma
anticoncepcional, porque ambas diminuíram seus níveis hormonais.
Porém, essa adolescente começará a envelhecer com 15 anos,
poderá inclusive já sofrer com hipertensão arterial aos 15 anos.
Quando descobriram a pílula anticoncepcional, era esperado
que a mulher tivesse mais liberdade, na medida em que relações
sexuais não levariam à gravidez. No entanto, ocorreu o contrário:
criou-se a maior escravidão da vida das mulheres, porque
começaram a desenvolver câncer de mama, endometriose,
adenomiose, trombose, enxaqueca, depressão e ficaram reféns dos
medicamentos para tratar os efeitos colaterais do uso desses
hormônios não bioidênticos.
Recentemente, um médico falou em um programa de televisão
que o melhor remédio para quem tinha endometriose era tirar o
útero. Ou seja, muitas mulheres estão sendo mutiladas, perdem as
mamas, o útero, as trompas, a tireoide, a vesícula. Quando uma
artista do porte da Angelina Jolie, por exemplo, faz um procedimento
“preventivo”, de dupla mastectomia, outras mulheres repetem o
mesmo erro. São atitudes como essa que aumentam a cada dia o
número de mulheres mutiladas, não apenas no Brasil, como no
mundo.
A fisiologia do envelhecimento é um dos pontos mais
interessantes para se estudar, porque hoje nós temos no Brasil mais
centenários do que no Japão. Contudo, será que somos preparados
para tratar essas pessoas? Não sabemos como nos relacionar com
pessoas idosas, não sabemos como reverter esse processo de
envelhecimento e, o que é pior, não nos ensinaram o básico de
fisiologia.
Desse modo, quando conseguimos entender a fisiologia do
envelhecimento, passamos a compreender que a natureza nos mata,
de forma elegante, já que vai roubando aos poucos os nossos
hormônios. Então, começamos a dormir menos, a cansar mais, e não
percebemos isso, pois é um movimento muito sutil. Vamos
gradualmente perdendo a memória, o raciocínio, a cognição, a visão,
isto é, a natureza nos leva os hormônios que poderiam nos estar
dando melhor sustentabilidade. Observamos, por exemplo, que os
idosos têm uma grande perda da massa muscular, da estrutura
óssea, e ficam fragilizados, visto que sofrem quedas e fraturas
graves.
Além dessa realidade, outro grande problema são as doenças
cardiovasculares, causadas principalmente pelo processo do
envelhecimento, que não é respeitado. Quando começamos a
envelhecer, perdemos a capacidade de queimar gordura, pois se
deterioram os hormônios que realizam esse processo: a
progesterona, a testosterona, o GH (hormônio do crescimento), que
é também responsável pela manutenção das massas muscular e
óssea.
Um dos principais hormônios que está intimamente relacionado
com o envelhecimento é a pregnenolona, cuja função é manter os
impulsos nervosos, preservar a memória e a capacidade de
raciocínio, reduzir o risco de demências e manter a capacidade
cognitiva. Ou seja, é fundamental para a vida comoprecursor dos
hormônios esteroides.
Pesquisas da Universidade de Harvard demonstraram que a
pregnenolona (no Brasil, uma mente brilhante da ANVISA proibiu a
sua venda dizendo que não existem comprovações científicas...
provavelmente não deve ter internet na casa dessa pessoa!! Ou
existe um intere$$e maior por trás de tal manobra) tem maior pico de
secreção por volta dos vinte anos de idade. A partir dos trinta anos,
sua produção declina consideravelmente, chegando a ser sete vezes
menor aos sessenta anos do que aos vinte.
Não bastasse esse dado, aos 18 anos temos uma pele bonita,
dormimos bem. Quando ficamos mais velhos, temos mais
despertares noturnos, não dormimos tão bem e começamos a
engordar. Isso ocorre porque perdemos principalmente testosterona,
a qual regula o ciclo do sono. Ademais, com o envelhecimento,
passamos a ter inflamação, dor crônica, fibromialgia, poliartrite,
poliartralgia, visto que os hormônios esteroides (que são analgésicos
e anti-inflamatórios naturais produzidos pelo nosso corpo) também
diminuem muito. A mulher sente menos dor do que o homem por ter
níveis mais elevados de progesterona, mas o homem emagrece mais
rápido e ganha mais massa muscular, porque tem níveis muito mais
elevados de testosterona no organismo.
Retardar os sintomas do envelhecimento é possível. Sintomas
esses que se devem ao declínio hormonal que geralmente inicia por
volta dos 25 anos e aumenta progressivamente com a idade. A
reposição hormonal bioidêntica nanoestruturada, associada a uma
alimentação saudável e mudança de hábitos, propicia a manutenção
da capacidade funcional e cognitiva, permitindo, assim envelhecer
com saúde, autonomia e independência, ou seja, com qualidade de
vida.
IX
COLESTEROL FAZ BEM
 
— Doutor, porque todos os médicos
querem baixar o meu colesterol? Qual é a
importância do colesterol para o
organismo e qual a relação dele com os
hormônios?
 
Para começar o capítulo é importante dizer que nós nunca
tivemos a oportunidade de dosar nosso colesterol!
Quer que eu prove?
Eu provo de uma forma bastante simples, veja que sempre os
laboratórios dosaram o nosso:
LDL (lipoproteína de baixo peso molecular);
HDL (lipoproteína de alto peso molecular);
VLDL (very low density lipo protein)
Estas proteínas que nunca foram, não são, e jamais serão
colesterol.
Quer que eu prove?
Eu provo!!
Colesterol é um álcool e também, por ser único, é singular!!!
LDL, HDL e VLDL juntos formam um plural, por isso que os
médicos chamam de COLESTEROL TOTAL e NÃO CHAMAM DE
COLESTEROL ok?
O colesterol está presente em todas as nossas células; logo, se
não tivermos colesterol, morreremos. Chamam erroneamente o HDL
(High Density Lipoprotein) de colesterol bom e o LDL (Low Density
Lipoprotein) de colesterol ruim. HDL e LDL são lipoproteínas.
Agora, o que nos interessa é pensar conjuntamente sobre como
se chegou a esse mito de que o colesterol é um vilão. O General
Dwight Eisenhower, presidente americano (1953 a 1961), teve
sucessivos infartos. Naquela época, em 1950, a justificativa para tal
fatalidade foi o colesterol que, coincidentemente, estava alto e
sempre vai estar em situações de estresse como as que Eisenhower
vivenciou na época, enquanto enfrentava os russos na Guerra Fria.
Ou seja, o colesterol nada mais é do que um grito de socorro que o
corpo lança quando passamos por um problema. Quando isso
ocorre, os níveis de colesterol aumentam para que o organismo
produza todos os outros hormônios, por isso, além de ser um
protetor, dá origem a todos os nossos hormônios.
 
 
 
O colesterol é a molécula que dá origem a todos os nossos
hormônios.
 
Para entendermos um pouco melhor essa relação, vamos
pensar em uma analogia: se estivéssemos falando de uma padaria,
qual seria a base fundamental para que esta funcionasse? A farinha
é o principal ingrediente: sem farinha, não há pão. Essa é a relação
do colesterol com a nossa fisiologia, que só funciona com ele. Já
perceberam, por exemplo, que todo mundo gosta de comer aquele
“corinho” da galinha? Existe até uma franquia americana (a KFC),
que vende frango frito, e todo mundo é louco por esse alimento
porque tem muito colesterol.
Se as pessoas não comem essa gordurinha e preferem um
prato pretensamente mais saudável como um sushi, ao chegarem ao
restaurante, não resistem ao Skin, que nada mais é do que a pele do
salmão grelhada, crocante, porque tem muito colesterol. Uma das
características mais fascinantes do metabolismo humano é a
capacidade de produzir colesterol. Em média, 80% do colesterol
presente no organismo é proveniente da sua síntese no fígado e no
intestino. Os 20% restantes provêm dos alimentos.
A Harvard Medical School (maior escola médica do planeta) foi a
precursora na indicação de que o flúor baixava o colesterol. Por isso,
os nazistas o utilizaram nas câmaras de gás, aliás, ele nada mais é
do que um gás. Assim, se entendermos que cloro, flúor e carbono
podem acabar com a camada de ozônio, também entenderemos o
perigo desses gases. Estamos ingerindo estas substâncias na água
diariamente, ou seja, somos envenenados diariamente (escovamos
os dentes com creme dental com flúor, por exemplo), pois eles
diminuem nossos níveis de colesterol.
 
Foto do Livro Guyton, Tratado de Fisiologia Médica, 12ª Edição,
mostrando que LDL não é colesterol.
 
O que tentamos dizer até aqui é que o colesterol sempre foi
visto como um vilão, mas defendemos a ideia de que ele deve ser
visto como melhor amigo do homem, porque é um esteroide presente
em todas as células do organismo, inclusive no sistema nervoso,
fazendo parte da composição da mielina. Além de ser um importante
componente das membranas celulares, é precursor da Vitamina D,
dos ácidos biliares e principalmente dos hormônios esteroides.
Então, quando se quer ter saúde, ganhar músculo, correr sem
cansar, é necessário ter colesterol. A partir do momento em que
baixam os níveis de colesterol, começamos literalmente a jogar
contra a nossa saúde. A nossa bile é quem transforma a gordura em
álcool, ou seja, colesterol não é gordura, mas sim um álcool, que não
“entope” as artérias! Nunca as obstruiu. Pelo contrário, quem obstrui
os vasos sanguíneos é o cálcio.
O colesterol, o etanol, estradiol, o estriol, enfim a terminação
“ol” pertence quimicamente à família dos alcoóis. Isso quer dizer que
o corpo funciona com álcool e cetona. A progesterona e a
pregnenolona são cetonas, ou seja, quimicamente apresentam um
oxigênio a menos quando comparadas aos sabores artificiais da
jujuba que seu filho come. Por isso o PERIGO de fazer uso de
CIPIONATO DE TESTOSTERONA, que é um éster, diferente da
TESTOSTERONA que os animais produzem, que é um álcool. Isso
explica por que o sangue não coagula dentro das nossas veias e fora
do nosso corpo sim, ou seja, dentro do corpo, os alcoóis não
evaporam, pois o estradiol faz com que, no corpo, o sangue
permaneça sem coagular. Com essa explicação, podemos entender
porque as mulheres que tomam anticoncepcionais ou entram em
menopausa têm trombose: o sangue coagula devido à queda da
testosterona que inibe o tromboxano A2 e à diminuição do estradiol
que atua diretamente na anti-trombina.
Portanto, é extremamente importante que todos percebam a
relevância do colesterol para a fabricação de sais biliares,
informação que inclusive consta na página da Sociedade Brasileira
de Cardiologia (https://www.cardiol.br). Como o colesterol dá origem
a todos os nossos hormônios esteroides (testosterona,
progesterona, estradiol...), a nossa pele funciona com ele, a nossa
libido, a nossa sexualidade, a nossa necessidade de sentir prazer em
distintas situações. Todas essas sensações estão circunscritas na
nossa produção de colesterol. Contudo, o mais importante é que o
colesterol fabrica os sais biliares, pois, quando comemos aquela
gordura da picanha, por exemplo, quem a transforma em álcool é o
colesterol, que produz também um dos hormônios mais importantes
do nosso corpo, o colecalciferol.
Qualquer médico, normalmente, quer controlar o colesterol,
ocorre que nunca dosamoso nosso colesterol, sempre dosaram o
seu COLESTEROL TOTAL, que nunca foi, não é, e jamais será
colesterol.
Por exemplo, para baixar o meu, receitaram-me estatinas, mas,
com esse medicamento, senti muita dor nas articulações e nos
músculos, além de ter sofrido com outros tantos efeitos colaterais.
Na bula de qualquer medicamento que combata o colesterol, estão
presentes todos esses efeitos colaterais, basta ler.
Um dos pioneiros na observação dos efeitos da ausência de
colesterol no corpo de animais foi o Dr. Akira Endo, em 1976, no
Japão. Ele começou a pesquisar as estatinas e percebeu que,
quando um animal comia uma planta com determinado fungo, morria
com parada cardíaca por falta de colesterol.
Em 1985, as pesquisas indicavam que os níveis séricos normais
de colesterol eram 310 mg/dl; hoje, defendem que deve estar abaixo
de 160 mg/dl. Ninguém consegue fazer isso, porque, se não se tem
LDL e HDL que transportam o colesterol e o reciclam, também não
vamos fabricar testosterona, estriol, progesterona... Etc.
Essa medicina do passado, de prescrever medicamentos,
felizmente já está obsoleta. Portanto, este livro é um convite a todos
que se interessam pela saúde humana (médicos, dentistas, outros
profissionais da área da saúde) a fazerem parte de uma nova
medicina, a medicina da modulação hormonal nanoestruturada, que
recupera a saúde a partir da reposição desses hormônios, que são a
base do melhor viver.
X
TESTOSTERONA
 
— Doutor, de alguns anos pra cá estou
tendo uma grande perda de cabelo,
principalmente no banho, por que isso pode
estar acontecendo?
— Você está fazendo uso de algum
medicamento, anticoncepcional?
 
A perda de cabelo é um parâmetro claro que mostra, tanto para
o homem como para a mulher, que se está perdendo a força, está se
perdendo testosterona, a qual é o maestro do nosso corpo. É muito
comum você associar esse sintoma da perda de cabelo com a perda
de disposição, de vigor, da vontade de trabalhar, enfim, com a fadiga
do dia a dia.
Durante um ciclo menstrual, de 28 dias, a mulher faz um pico de
estradiol na fase folicular; no meio do ciclo, no período fértil, faz um
pico de testosterona; e depois um pico de progesterona na fase
lútea. A mulher que opta por tomar anticoncepcional está fazendo a
pior das escolhas, pois estará inibindo um dos eixos principais do
corpo, o eixo HPG (hipotálamo-pituitária-gônadas). O mesmo fato
ocorre com o homem que faz uso de esteroides anabolizantes,
porque se perde a capacidade de produzir os hormônios de forma
endógena, natural. Isso também ocorre com o envelhecimento. Após
os 18 anos, a produção de hormônios, em homens e mulheres,
começa a diminuir.
Mesmo que se acredite nisso popularmente, ninguém
infelizmente irá aumentar sua testosterona tomando cipionato de
testosterona, nem aumentar a libido tomando Viagra.
A libido, por exemplo, é uma materialização da presença da
testosterona, do estradiol e da progesterona, ou seja, são esses
hormônios que lubrificam, já que os canais devem estar lubrificados
para que se possa sentir prazer.
A testosterona, portanto, tem várias funções no nosso corpo.
Uma delas, na mulher principalmente, é dar origem aos estrógenos,
um dos hormônios responsáveis pelo desenvolvimento das
características corporais femininas.
Existe uma enzima chamada aromatase que transforma a
testosterona em estradiol. Se não se tem testosterona – devido à
ingestão de anticoncepcional para evitar gravidez –, também não vai
ter o estradiol, o que comprometerá a função plena da tireóide, na
medida em que esta necessita, para funcionar efetivamente, de
testosterona, progesterona e estradiol. Ou seja, sem esses
hormônios, vai se comprometer a possibilidade de existir uma vida
sexual saudável e feliz, a qual garante o bem-estar e, até pode-se
dizer, o bom humor. Por isso, sempre vamos afirmar que a
testosterona não gera agressividade, e sim felicidade, já que, em
muitos casos, a depressão, inclusive, é tratada com esse hormônio
como vários artigos científicos publicados no The New England
Journal of Medicine mostram.
 
Artigo publicado, no melhor jornal médico do mundo, mostrando os
benefícios da reposição de testosterona em homens.
 
Além de melhorar nossa atividade sexual, a testosterona nos
traz outro significativo benefício: regula o sono, o que é fundamental
para o processo de regeneração da capacidade funcional, cognitiva
e física do corpo. Isso significa que, em geral, dificuldades para
dormir, sono agitado e despertares noturnos são causados pela
baixa dos níveis de testosterona e progesterona no organismo, já
que, quando deficientes, deixam o sono prejudicado, menos
reparador e menos relaxante, afetando diretamente a qualidade de
vida. Por fim, estamos defendendo que a testosterona melhora a
qualidade e a quantidade do sono, permitindo que se chegue mais
rápido à fase REM. Ademais, dormir bem aumenta os níveis de
testosterona, ou seja, os dois processos se complementam.
 
O uso de medicamentos para induzir o sono não permite uma
boa recuperação física do corpo (nem psíquica), pois na verdade
não permite a ninguém o que se entende por uma boa noite de sono,
porque apenas dopa o organismo, o que diminui a produção de
serotonina e, consequentemente, de testosterona. A apneia, por
exemplo, é uma falta de ar decorrente de baixos níveis de
testosterona. Antigamente, a medicina tentava resolver os problemas
direcionando os tratamentos para o efeito e não para a causa, como
colocar um CPAP – Continuous Positive Airway Pressure (aparelho
para tratamento da apneia obstrutiva do sono) no paciente com
apneia, em vez de repor seus níveis de testosterona.
 
Veja a composição do DURATESTON, são 04 tipos de DROGAS :
PROPIONATO DE TESTOSTERONA, que não é TESTOSTERONA;
FEMPROPIONATO DE TESTOSTERONA, que não é
TESTOSTERONA; ISOCAPROATO de TESTOSTERONA, que não é
TESTOSTERONA; e DECANOATO de TESTOSTERONA, que não é
TESTOSTERONA.
 
Outro exemplo de equívocos em tratamentos é ministrar
paracetamol para resolver dor de cabeça, porque esse medicamento
é um dos maiores agravantes de problemas hepáticos. No estado do
Ceará, que é um dos maiores centros de transplante hepático do
país, o coordenador revelou que o maior dos vilões hoje é o
paracetamol. Nós, infelizmente, o administramos até nas crianças e,
o que é pior, venenos como este são vendidos sem receita médica e
qualquer pessoa pode comprar, inclusive em supermercados nos
USA.
Portanto, como afirmamos inicialmente quando falávamos da
queda de cabelo, a testosterona é o maestro do nosso corpo. É
transformada em estradiol pela ação da enzima aromatase,
proveniente das células de gordura corporal. Porém, o excesso de
estrogênios leva à predominância estrogênica, que induz ao aumento
da gordura corporal gerando um ciclo vicioso, retroalimentando esse
processo. Além disso, o excesso de estrogênios aumenta muito a
permeabilidade vascular, causando, por exemplo, gengivite. Por isso,
é importante não engordar, deve-se evitar principalmente o consumo
excessivo de carboidratos, porque, quando se controla a ingestão de
carboidratos, começa a diminuir a quantidade de gordura corporal e
a preservar a quantidade de testosterona, ou seja, a melhor forma
de elevar os níveis de testosterona no organismo é cuidar da dieta.
 
Artigo publicado no melhor jornal médico do mundo
mostrando os benefícios da reposição de testosterona em mulheres.
 
Outro agravante a se considerar é que a falta da testosterona
determina a formação de pedras na vesícula, porque – se ela se
transforma em estradiol e passa a ser inibida – este processo não
vai ocorrer, o que prejudicará a produção de calcitonina pela tireoide.
Agora por que isso é relevante? Simplesmente porque a calcitonina é
o hormônio que dá tônus ao cálcio, sem ele, começamos a
desenvolver osteoporose. Agora se entende o porquê de as
mulheres na menopausa apresentarem quadros de osteoporose, ou
seja, por causa da deficiência de testosterona, elas começam a
perder a função tireoidiana, o que aumenta o PTH (paratormônio).
Assim, começama perder cálcio de duas formas: pela incapacidade
de fazer calcitonina e pela diminuição do estradiol que está
diretamente relacionado com a excreção do excesso de cálcio.
Então, sem testosterona o organismo não consegue excretar o
excesso de cálcio, que ficará circulando e causando calcificação na
tireóide, pedra nos rins, calcificação nas placas de ateroma nas
carótidas, pedras na vesícula, tártaro. Portanto, a testosterona é,
com certeza, a garantia de nosso bem-estar.
Quando se repõem esses hormônios, eles passam a se
transformar dentro do corpo, à medida que precisamos deles para
desempenhar nossas funções normais.
Ainda hoje infelizmente, quando a pessoa tem um cálculo, uma
pedra no rim, o que deveria ser um procedimento fácil com litotripsia
pela falta de recursos, geralmente culmina na retirada desse rim.
Isso também ocorre com a vesícula; contudo, deveriam, no
nosso entendimento, remover os cálculos e fazer reposição de
hormônios e não remover a vesícula. Ou seja, é preciso tratar a
causa, não a consequência.
Também se sabe que muitas mulheres já perderam um rim por
trombose renal devido ao uso de anticoncepcional, mas o que não se
leva muito em conta é o óbvio: o anticoncepcional provoca diminuição
da testosterona, o que, já dissemos, acarreta na redução do
estradiol e no aumento da quantidade de cálcio circulante no nosso
corpo. No entanto, o cálcio não deveria estar circulando no corpo,
deveria, por exemplo, ficar nos ossos, nos dentes.
Logo, pode-se dizer que as pessoas que têm baixos níveis de
testosterona têm mais cárie, mais cálculo dental, cálculo renal,
cálculo biliar, calcificação na tireoide.
Infelizmente, esses conceitos básicos hoje não são aplicados
pela maioria dos médicos, que são receosos para reconhecer o
quanto equilibrar os níveis de testosterona evitaria o surgimento e
agravamento dessas patologias.
Temos de levar em consideração, de igual forma, que um fator
importante associado ao envelhecimento e suas implicações (o
encurtamento dos telômeros) apresenta relação direta com os níveis
de testosterona. Os telômeros são as extremidades dos
cromossomos que protegem nosso material genético, chamado de
DNA, por isso são de extrema importância no controle da divisão
celular, protegendo o organismo contra divisões celulares
descontroladas, como ocorre com o câncer, por exemplo. Ao longo
da vida acontece um encurtamento progressivo dos telômeros devido
às inúmeras divisões celulares, o que nos torna mais suscetíveis ao
envelhecimento, às doenças crônicas como o câncer e as doenças
cardiovasculares.
A telomerase, por sua vez, é uma enzima reparadora dos
telômeros e tem a função de repô-los nas extremidades dos
cromossomos, estabilizando seu comprimento. Se isso ocorre, as
células com maior concentração de telomerase apresentam uma vida
útil maior e envelhecimento mais lento.
O que queremos dizer com toda essa explicação é o que
diversos estudos já têm mostrado: existe uma relação intensa entre
hormônios esteroides (principalmente os níveis de testosterona) e o
comprimento dos telômeros. Isso significa que mais uma vez
estamos defendendo o melhor caminho para o bem-estar: repor
testosterona se configura como forma de estimular a enzima
telomerase, dificultando o encurtamento dos telômeros e
promovendo sua reparação, isto é, se fizermos isso, novamente
reiteramos que estaremos atuando na prevenção e tratamento de
diversas patologias (BEKAERT S. et al, 2005; PETER, 2016).
Se ainda existirem dúvidas quanto aos benefícios desse
tratamento, podem se consultar vários estudos que indicam a
reposição diária de testosterona bioidêntica por via transdérmica
como uma forma eficaz e segura para vencer, por exemplo, o
transtorno do desejo sexual em homens e mulheres (DAVIS, 2006;
DAVIS, 2008; BOTELHO, 2013). Como a perda do desejo sexual
entre os parceiros gera um impacto significativo sobre o
relacionamento (isso não acontece só na velhice como se crê
popularmente), muitos casamentos acabam pela falta da libido
(provocada pela deficiência de testosterona tanto nos homens quanto
nas mulheres) e não pela falta de amor; por isso, é bem importante
se tratar o casal. Isso deve ser feito porque a frequência das
relações sexuais aumenta a libido na medida em que, durante o ato
sexual, se produz mais testosterona e outros hormônios como
serotonina, endorfina (este hormônio incrivelmente chega a ser
quatrocentas vezes mais forte do que a morfina, provocando
sensações de anestesia e alívio), dopamina e ocitocina, ou seja,
aumentam-se todos os “hormônios do prazer”, o que ativa o nosso
sistema de recompensa cerebral e nos leva a querer repetir a
experiência que nos trouxe bem-estar e prazer.
Por tudo isso, é importante o seguinte alerta: há muita sugestão
de uso de testosterona que não é bioidêntica, como usada por
atletas para ter hipertrofia muscular. Essa testosterona não é a
mesma produzida pelo nosso corpo, ou seja, são esteroides
anabolizantes, como o cipionato de testosterona, decanoato de
testosterona, acetato de trembolona etc.
 
A técnica de Modulação Hormonal Nanoestruturada é realizada com
a testosterona molecularmente idêntica à produzida pelo nosso
organismo. Os esteroides anabolizantes, por serem molecularmente
diferentes dos hormônios endógenos, causam inúmeros efeitos
colaterais, inclusive câncer.
 
Por que é importante ficar atento a essas versões?
Simplesmente porque os ésteres injetáveis, diluídos em óleo, têm
potencial para causar uma embolia perigosa (coágulo) na corrente
sanguínea, visto que esteróides anabolizantes fazem anabolismo, ou
seja, forçam o coração a jogar sangue para essa região de
hipertrofia, o que pode acarretar em problemas de hipertensão, dor
de cabeça, problemas hepáticos, baixa libido, perda de cabelo, e
inibem a produção endógena dos nossos hormônios.
Isso significa que defendemos a reposição de testosterona
desde que seja molecularmente idêntica à que produzimos, porque
nosso corpo produz testosterona, cetona para nos proporcionar uma
vida com qualidade (sem, por exemplo, as perdas de cabelo,
inicialmente reclamadas pela paciente no início deste capítulo),
sendo assim, devemos repor o que não oferece riscos à saúde. A
testosterona bioidêntica não tem nome comercial, chama-se apenas
de testosterona, pura e simples, singeleza que reflete a beleza de se
viver plenamente.
XI
PROGESTERONA
 
—Doutor Marco Botelho, a cada ano que
passa fica mais difícil perder peso. Por que
isso acontece?
 
Poderíamos dizer que essa é a “pergunta que vale, pelo menos,
um milhão de dólares” se levarmos em conta os tantos
questionamentos sobre como emagrecer que as pessoas se fazem
cotidianamente.
As mulheres e os homens continuam a ganhar peso mesmo com
tantos programas para emagrecimento e todos os tratamentos
possíveis. Vale nos perguntarmos por que isso ocorre se muitas
vezes diminuímos a ingestão calórica a até fazemos exercícios
físicos.
É simples: ao se entender um pouco de fisiologia, pode-se ver
que existem alguns hormônios que são responsáveis por mobilizar a
queima da gordura como energia. Um desses principais hormônios
se chama progesterona (um esteroide com 21 átomos de carbono e
duas funções cetona), que, por ter sido identificado em mulheres
grávidas em níveis elevados, recebeu seu nome (progesterona: Pro
= para, gest = gestação e ona = cetona).
Sua produção nas mulheres, por exemplo, ocorre nos ovários e
nas glândulas suprarrenais, por isso é mais conhecido popularmente
como hormônio feminino.
 A progesterona é um dos hormônios mais importantes para a
mulher, que infelizmente perde os seus benefícios toda vez que faz
uso de anticoncepcional. Como esse hormônio está diretamente
relacionado com a função tireoidiana, os sintomas mais comuns do
seu declínio são queda de cabelo, dores de cabeça, insônia,
ansiedade, irritabilidade, depressão, irregularidade do ciclo
menstrual, envelhecimento da pele.
Outro fato também ocorre: quando as mulheres fazem uso de
anticoncepcionais, começam a notar que o corpo incha, porque
perdem progesterona,que é o seu melhor diurético. A tireoide,
portanto, está diretamente relacionada com a queima de gordura e
principalmente com a taxa do metabolismo basal, ou seja, sem
progesterona, a tireoide não funciona, o que ocasiona dificuldade de
perder gordura corporal, frieza nas mãos e provável frigidez já que a
mulher perde interesse em manter relações sexuais.
 
Minha mãe teve câncer pela quantidade de medicamentos que tomou
durante sua vida inteira, através de um diagnóstico médico
completamente absurdo (Epilesia Neuromotora), um completo
absurdo!!
Voltou a ter saúde com a reposição hormonal bioidêntica
nanoestruturada.
 
Fora isso, muitas mulheres têm o desejo de ser mães e não
conseguem engravidar, pois seu organismo não produz níveis
suficientes de progesterona. E, quando conseguem, os baixos níveis
podem determinar gravidez ectópica (fora do útero), ou o útero pode
não ser capaz de segurar o bebê até o final de sua formação,
resultando em aborto espontâneo.
Isso significa que a progesterona é indispensável na fase de
preparação do endométrio para receber o embrião, primeiro por criar
no útero um ambiente favorável à implantação do embrião capaz de
permitir seu desenvolvimento até o nascimento e segundo por
possibilitar ao feto metabolizá-la a partir da placenta para produzir
hormônios esteroides nas glândulas supra-renais, fundamentais para
a sua formação.
 
Dra Karina Lorenzon, que fazia uso de Levonorgestrel (Pílula do dia
Seguinte associada ao uso de anticoncepcionais). Antes e depois do
uso da reposição de progesterona, estradiol e testosterona.
 
Além disso, progesterona tem efeito relaxante sobre a
musculatura da mãe (o que permite o crescimento uterino) e
promove analgesia, importante durante o trabalho de parto. Por fim,
por causa do maior nível sérico desse hormônio no corpo feminino,
pode-se dizer que as mulheres são mais resistentes à dor do que os
homens.
 
Dra. Gláucia Paixão, que teve câncer pelo uso de anticoncepcionais
e passou a ter saúde plena após sua modulação hormonal nano.
 
Em um estudo desenvolvido durante o meu projeto de doutorado
na Unifesp, defendi que a reposição de progesterona em mulheres
na menopausa era fundamental. Apesar das evidências
demonstradas, o trabalho recebeu o que se pôde chamar de “festival
de críticas”. Ou seja, muitas pessoas questionavam o porquê de dar
progesterona para a mulher na menopausa se ela não iria mais
“gestar”. Contudo, o que defendemos é que esse hormônio não está
presente e tampouco tem importância somente durante o período
gestacional, ou seja, em todas as fases da vida da mulher, ele é
imprescindível para manter o seu equilíbrio, assim como ocorre
também com os homens (sim, o homem produz e precisa repor
progesterona assim como a mulher produz e precisa repor
testosterona, cada um em suas particularidades físico-químicas).
Nos homens, por exemplo, a progesterona é produzida pelas
glândulas suprarrenais e vesículas seminais nos testículos e tem a
função de evitar que o organismo converta a testosterona em DHT
(diidrotestosterona), pois inibe a ação da enzima 5-alfa-reductase.
Sendo assim, esse hormônio, juntamente com a testosterona,
protege a próstata. Por isso, a progesterona deve sim ser reposta
tanto como prevenção quanto como tratamento das patologias
prostáticas, inclusive o câncer.
A progesterona é um neuroesteróide, isto é, também está
presente no nosso cérebro. Isso quer dizer que praticamente toda
nossa comunicação depende da progesterona. Quando ficamos mais
velhos e perdemos gradativamente a audição, por exemplo, significa
que estamos com baixos níveis de progesterona, na medida em que
as ondas sonoras, que são traduzidas em impulsos elétricos graças
a esse hormônio, deixam de ser percebidas pelo cérebro.
Quando nossos níveis de progesterona baixam, também
perdemos a memória e a velocidade de raciocínio, porque ela está
diretamente relacionada com a nossa memória, a qual depende da
mielinização. A velocidade de pensamento depende da mielinização,
a audição e a visão dependem dos estímulos elétricos, e todos eles
são conduzidos pela bainha de mielina. E quem faz essa bainha de
mielina é a progesterona. Logo, quando se deseja ter boa memória,
visão clara e boa audição não se deve inibir a produção de
progesterona.
Outro detalhe que se pode observar em algumas mulheres
magras é que, apesar de comerem muito, não engordam devido à
predominância de progesterona. Já as mulheres sem ou com pouca
progesterona, além de não conseguirem perder peso e de
engordarem muito fácil, sangram muito durante a menstruação. Por
isso, muitas mulheres não querem menstruar e tomam
anticoncepcionais sem interrupção, porque, além de sangramento
excessivo, sentem dores e cólicas intensas. Esse forte desconforto
físico ocorre porque uma parede completa do epitélio do útero está
sendo destruída e se transformando em sangue.
No entanto, para isso ocorrer, é liberada uma grande quantidade
de prostaglandina, o que amplifica a dor, pois, para aumentar seus
níveis e produzir esse processo, necessariamente a progesterona
tem de diminuir.
Outro aspecto a se considerar é que estudos demonstram os
efeitos benéficos da progesterona no controle da pressão arterial.
Fisiologicamente, a ação anti-hipertensiva desse hormônio decorre
de sua ação vasodilatadora, periférica e central, na medida em que
realiza um importante efeito sobre a regulação da temperatura
corporal: tende a promover a conservação de calor e temperaturas
corporais mais elevadas (CHARKOUDIAN, 2017).
Precisamos entender também a cadeia de eventos da produção
de progesterona, que começa com a produção de colesterol, que
todo mundo quer baixar. Muitos veganos e vegetarianos defendem
hábitos alimentares que priorizem apenas o consumo de plantas, as
quais têm fitoesteróis capazes de reduzir o colesterol, o que não é
bom, pois competem com a absorção do colesterol. Na prática
clínica cotidiana, sempre se vê isso em exames de pessoas que são
vegetarianas e/ou veganas. O resultado dos seus exames indica que
passam a não produzir a quantidade ideal de hormônios
fundamentais para a vida, principalmente a progesterona e a
testosterona.
O que estamos tentando dizer com essa referência a hábitos
alimentares de veganos e vegetarianos é que, a partir do momento
em que se começa a entender as quedas na produção hormonal,
também se vai perceber que nossa dieta está totalmente relacionada
à produção de hormônios. Hipócrates, o pai da medicina, afirmava
que na vida existem duas coisas: a opinião e a ciência. Ou seja,
todos têm o direito de discordar dos posicionamentos apresentados
neste livro, porque o poder de se posicionar é construído a partir de
opiniões. Entretanto, a ciência evidencia, por meio de sérios estudos,
que as pessoas que comem verduras têm menor quantidade de
colesterol.
Essas evidências não são opiniões, são resultados de anos de
pesquisas acadêmicas, isto é, não há como negá-las, ainda mais
quando se descobre o grande erro que é preconizar baixos níveis de
colesterol. Ou seja, não se pode admitir que o colesterol baixo é
saudável para o ser humano, porque somente a partir dele temos a
condição de produzir outros hormônios, inclusive progesterona. E
isso não é uma opinião: é um fato científico.
Mais uma questão importante a se prestar atenção é a dos
cuidados com a pele, o que pode ser proporcionado pela
progesterona, já que esse hormônio está diretamente relacionado
com o ácido hialurônico. Então, isso significa que as pessoas que
fazem reposição de ácido hialurônico ficam mais jovens, porque se
aumenta a quantidade de receptores nas células da camada
granulosa. Ou seja, o ácido hialurônico nada mais é do que uma
“cola” que consegue fazer a ligação entre o colágeno e os
hormônios. Além de apresentar mais esse benefício, a progesterona
inibe a ação da colagenase, principal responsável pela degradação
do colágeno e pela formação de rugas.
A progesterona bioidêntica apresenta ainda mais
potencialidades: é eficaz também no tratamento da alopecia e da
acne.

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