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Contabilidade Geral 2 atualizado Adm UFRRJ

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Aula 1 
 
Estrutura das Demonstrações Financeiras 
 
1. Introdução: 
 
Esta aula tem como objetivo tecer alguns comentários à cerca da Lei nº 11.638, de 28 de 
dezembro de 2007, principalmente em relação às demonstrações financeiras. 
A 11.638/07 alterou diversos aspectos da Lei nº 6404/76 (base da contabilidade brasileira), 
trazendo as adaptações necessárias para adequação da contabilidade brasileira aos padrões 
internacionais de contabilidade. 
Enquanto tramitava no Congresso Nacional o projeto de lei no 3.741/00 até a sua 
transformação na Lei no 11.638/07, as normas internacionais evoluíram, e sofreram grandes 
modificações. Como essas mudanças não foram captadas pelo projeto de lei, a nova lei 
apresenta-se com algumas defasagens e alguns conceitos ultrapassados, não obstante de 
trazer grande evolução nas práticas contábeis no sentido da convergência internacional. 
Várias questões foram levantadas desde a necessidade de atualização dessa Lei já no seu 
nascedouro, como às questões fiscais que mudanças dessa natureza acabam por provocar. 
Foi editada a Medida Provisória (MP) no. 449/08 que representa um grande passo no 
sentido da convergência às Normas Internacionais de Contabilidade. 
Importante ressaltar, que não obstante, de todas as modificações já implantadas pela 
legislação e dos pronunciamentos técnicos do Comitê de Pronunciamentos Contábeis 
(CPC) há um longo caminho para que a Contabilidade brasileira esteja aparelhada com as 
normas internacionais. 
 
1.1 Demonstrações Financeiras: 
 
A partir de 2008 (Lei nº 11.638/07) as demonstrações financeiras exigidas pela legislação 
societária são as seguintes: 
 
a) Companhias fechadas: 
- Balanço Patrimonial (BP); 
- Demonstração do Resultado do Exercício (DRE); 
- Demonstração de Lucros ou Prejuízos Acumulados (DLPA); 
- Demonstração dos Fluxos de Caixa (DFC), se possuir, à data do balanço, patrimônio 
 líquido igual ou superior a R$ 2.000.000,00 (dois milhões de reais) 
 
 
 2 
b) Companhias abertas: 
- Balanço Patrimonial (BP); 
- Demonstração do Resultado do Exercício (DRE); 
- Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido (DMPL), por exigência da 
 Comissão de Valores Mobiliários 
- Demonstração dos Fluxos de Caixa (DFC), independente do montante do patrimônio 
líquido da companhia; 
- Demonstração do Valor Adicionado (DVA) 
A Demonstração das Origens e Aplicações de Recursos (DOAR) deixou de ser obrigatória, 
mas poderá ser elaborada, a critério das empresas, para fins gerenciais. Foi substituída pela 
Demonstração dos Fluxos de Caixa. 
 
c) Companhias fechadas X Companhias abertas: 
As companhias fechadas se diferenciam das abertas porque não têm ações ou títulos 
negociados em bolsas de valores, isto é, obtêm recursos entre os próprios acionistas – os 
donos da S.A., e seus sócios não dão publicidade ao capital, como acontece nas companhias 
abertas (captam os recursos junto ao público). Em ambos os casos, entretanto, a 
responsabilidade dos sócios é limitada ao capital subscrito. 
 
d) Empresa de Grande Porte: 
É considerada empresa de grande porte, a sociedade ou conjunto de sociedades sob controle 
comum, que tiverem, no exercício social anterior, ativo total superior a R$ 240.000.000,00 
ou receita bruta anual superior a R$ 300.000.000,00, dentro desse conceito estão incluídas 
as limitadas. 
 
e) Sociedades por Quotas de Responsabilidade Limitada: 
 
Pela legislação do Imposto de Renda, essas sociedades deverão seguir parte dos 
dispositivos das Sociedades Anônimas. Assim sendo, as demonstrações financeiras 
exigidas, são: 
- Balanço Patrimonial (BP); 
- Demonstração do Resultado do Exercício (DRE); 
- Demonstração de Lucros ou Prejuízos Acumulados (DLPA) ou Demonstração 
 das Mutações do Patrimônio Líquido (DMPL). 
- Demonstração dos Fluxos de Caixa (DFC), somente para as Limitadas enquadradas como 
uma Sociedade de Grande Porte. 
 
 
 
 3 
1.2. Elaboração e Divulgação das Demonstrações Financeiras 
As demonstrações financeiras são utilizadas pelos administradores para prestar contas sobre 
os aspectos públicos de responsabilidade da empresa, perante aos acionistas, credores, 
governo e a comunidade em geral. Têm, portanto, por objetivo revelar, a todas as pessoas 
interessadas, as informações sobre o patrimônio, e os resultados da empresa, a fim de 
possibilitar o conhecimento e a análise de sua situação econômico-financeira. 
 
Por isso, a legislação societária determina que, ao término de cada exercício social, a 
administração da empresa faça elaborar, com base na sua escrituração contábil, 
demonstrações financeiras, que deverão exprimir com clareza a situação do patrimônio da 
empresa e as mutações ocorridas no exercício. 
 
Essas demonstrações serão publicadas com a indicação dos valores correspondentes das 
demonstrações do exercício anterior. 
 
As notas explicativas fazem parte integrante das demonstrações financeiras, e têm como 
objetivo dar maior transparência às informações contidas nas demonstrações financeiras, de 
modo que possibilite perfeito entendimento por parte das pessoas interessadas – acionistas, 
investidores, credores, governo, etc. 
Através de uma abordagem resumida, apresenta-se o que revelam as demonstrações 
financeiras e cada uma das principais contas que nela aparecem quando publicadas. 
 
As principais partes dessas publicações são: 
 
 Relatório da Diretoria: 
Através desse relatório, a Diretoria presta informações aos acionistas sobre diversos aspectos 
do desempenho e de perspectivas da sociedade relativas a estratégias de vendas, compras, 
produtos, expansão, efeitos conjunturais, legislação, política financeira, de recursos humanos, 
resultados alcançados, planos, previsões, etc... 
É uma forma de manter os acionistas e terceiros a par do que se realiza na empresa. O Relatório 
da Diretoria e uma peça em que se relata livremente aquilo que julga importante e, 
invariavelmente,‘’doura a pílula.” 
 
 Demonstrações Financeiras das Cias. Abertas: 
 
Elas são compostas de cinco peças: 
 4 
a) Balanço Patrimonial (BP); 
b) Demonstração do Resultado do Exercício (DRE); 
c) Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido (DMPL), por exigência da 
 Comissão de Valores Mobiliários 
d) Demonstração dos Fluxos de Caixa (DFC), independente do montante do 
 patrimônio líquido da companhia; 
e) Demonstração do Valor Adicionado (DVA) 
 
 Notas Explicativas: 
 
São dados e informações que ora complementam as demonstrações financeiras – como, por 
exemplo, taxas de juros, vencimentos e garantias de obrigações de longo prazo -, ora fornecem 
critérios contábeis, como avaliação de estoques, depreciação e demais provisões, ou ainda 
acrescentam informações, como garantias prestadas a terceiros, espécies de ações do capital 
social, eventos subsequentes `a data do balanço que tenham efeitos relevantes sobre a situação 
financeira da companhia, etc. 
Enfim, as Notas Explicativas contem um conjunto de elementos que auxiliam a fazer avaliação 
mais ampla da empresa. 
 Parecer dos Auditores: 
 
 É obrigatório para as companhias abertas, ou seja, aquelas que têm papéis negociáveis – ações 
 ou debêntures – colocadas ao público e para as empresas limitadas enquadradas como 
 Sociedade de Grande Porte. 
 
 Os auditores independentes são contadores que, sem manter vínculo empregatício, são 
 contratados para emitir opiniões sobre a correção e veracidade das Demonstrações 
 Financeiras. Verificam os controles internos da empresa, conferem lançamentos 
 e conciliações contábeis e checam os saldos com os bancos, clientes e fornecedores, 
 tudo por amostragem. Em função disso, a opinião dos auditores tem satisfatória 
 probabilidade de estar correta e pequena probabilidade de falhar. 
 
 As verificações por amostragem não necessariamente detectam todos os erros e 
 fraudes. Por isso,fala-se em Parecer dos Auditores e não em Certificado dos Auditores. 
 
 
 
 
 5 
1.3 Balanço Patrimonial: 
 
De acordo com a Lei no. 11.638, o BP deve conter os seguintes grupos de contas: 
 
ATIVO 
ATIVO CIRCULANTE 
 Disponibilidades. 
 Direitos Realizáveis no curso do exercício social seguinte 
 Aplicações de recursos em despesas do exercício seguinte 
 
ATIVO NÃO-CIRCULANTE 
- Ativo Realizável a Longo Prazo 
 Direitos realizáveis após o termino do exercício seguinte 
 Direitos derivados de adiantamentos ou empréstimos a sociedades coligadas ou 
 controladas, diretores, acionistas ou participantes no lucro da companhia, que não 
 constituírem negócios usuais na exploração do objeto da companhia. 
 
- Investimentos 
 
 Participações permanentes em outras sociedades e direitos de qualquer natureza, não 
classificáveis no Ativo Circulante, ou Realizável a Longo Prazo que não se destinem a 
manutenção da atividade da companhia ou empresa. 
 
- Imobilizado 
 
 Direitos que tenham por objeto bens corpóreos destinados à manutenção das atividades da 
companhia ou empresa, ou exercidos com essa finalidade, inclusive os decorrentes de 
operações que transfiram à companhia os benefícios, riscos e controle desses bens. 
 
- Intangível 
 Direitos que tenham por objeto bens incorpóreos destinados à manutenção da companhia 
ou exercidos com essa finalidade, inclusive o fundo de comércio adquirido. 
 6 
 
PASSIVO 
PASSIVO CIRCULANTE 
 
 Obrigações da companhia, inclusive financiamentos para a aquisição de direitos do Ativo 
Permanente quando vencerem no exercício seguinte. 
 
PASSIVO NÃO-CIRCULANTE 
 
 Obrigações vencíveis em prazo maior do que o exercício seguinte. 
 
PATRIMONIO LIQUIDO 
 
Capital Social 
 Montante do capital subscrito e, por dedução, a parcela não realizada. 
Reservas de Capital 
 Ágio na emissão de ações ou conversão de debêntures e partes beneficiárias. 
 Produto da alienação de partes beneficiárias e bônus de subscrição. 
 Correção monetária do capital realizado, enquanto não capitalizada. 
(+-) Ajustes de avaliação patrimonial 
 Enquanto não computadas no resultado do exercício em obediência ao regime de 
 competência, as contrapartidas de aumentos ou diminuições de valor atribuído a 
 elementos do ativo. 
Reservas de Lucros 
 Contas constituídas a partir de lucros gerados pela companhia. 
 (-) Prejuízos Acumulados 
 (-) Ações em Tesouraria 
 Ações de própria emissão da entidade que ela recompra no mercado. 
. 
 
 Quando o BP é elaborado na data do encerramento 
 do exercício social, os direitos e as obrigações classificados no Curto Prazo 
 (até 1 ano) se darão no curso do exercício seguinte. Em relação ao Longo Prazo 
(após 1 ano) se darão após o término do exercício seguinte. 
 
 Parágrafo único. Na companhia em que o ciclo operacional da empresa tiver duração 
 maior que o exercício social, a classificação no circulante ou longo prazo 
 terá por base o prazo desse ciclo. 
 7 
1.4. Demonstração do Resultado do Exercício: 
Segundo a Lei 11.638, dezembro de 2007, a DRE discriminará os seguintes elementos: 
 
RECEITA OPERACIONAL BRUTA 
(-) 
DEDUÇÕES ( Devoluções de vendas, Abatimentos e Impostos incidentes) 
(=) 
RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA 
(-) 
CUSTO OPERACIONAL (de Produtos, Mercadorias e Serviços Vendidos) 
(=) 
LUCRO (ou PREJUÍZO) OPERACIONAL BRUTO 
(-) 
DESPESAS OPERACIONAIS (Comerciais, Administrativas, Financeiras Líquidas e outras 
despesas operacionais) 
(=) 
LUCRO (ou PREJUÍZO) OPERACIONAL 
( + ou - ) 
OUTRAS RECEITAS e OUTRAS DESPESAS 
( + ou - ) 
RESULTADO DO EXERCÍCIO ANTES DO IMPOSTO DE RENDA 
(-) 
RESULTADO LÍQUIDO DO EXERCÍCIO APÓS O IMPOSTO DE RENDA 
(-) 
PARTICIPACOES ( Debenturistas, Empregados, Administradores, Contribuições para Instituições 
ou Fundo de Assistência ou Previdências de empregados, que não se caracterizem como despesa). 
(=) 
LUCRO (ou PREJUÍZO) LÍQUIDO DO EXERCÍCIO 
 
LUCRO ou PREJUÍZO POR AÇÃO 
 
 
OBS: 
 Lucro (ou prejuízo) por ação = Lucro (ou prejuízo) por ação 
 Número de ações
 8 
 1.5 Demonstração dos Lucros ou Prejuízos Acumulados 
 
A DLPA visa a apresentar os elementos que provocaram modificações, para mais ou para 
menos, no saldo da conta “Lucros ou Prejuízos Acumulados”. 
 
Modelo da Demonstração de Lucros ou Prejuízos Acumulados 
 
SALDO DO INÍCIO DO PERÍODO 
( + OU – ) 
AJUSTES DE EXECÍCIOS ANTERIORES 
( = ) 
SALDO INICIAL AJUSTADO 
( - ) 
DESTINAÇÕES DURANTE O EXERCÍCIO 
( aumento de capital, dividendos, etc...) 
( + ) 
REVERSÕES DE RESERVAS 
 ( + OU – ) 
LUCRO (ou PREJUÍZO) LÍQUIDO DO EXERCÍCIO 
( = ) 
SALDO A DISPOSIÇÃO DA A.G.O 
( - ) 
PROPOSTA DE DESTINAÇÃO DO SALDO 
 - Transferência para reservas 
 - Dividendos (R$ por ação) 
 - Aumento de capital etc.. 
( = ) 
SALDO FINAL DO EXERCÍCIO 
 
Pela Lei nº 11.638/07, a conta de Lucros Acumulados é eliminada no Balanço Patrimonial, 
visto que o Patrimônio Líquido é dividido em capital social, reservas de capital, ajustes de 
avaliação patrimonial, reservas de lucros, ações em tesouraria e prejuízos acumulados. 
Todo o resultado precisará, obrigatoriamente, ser destinado, e as parcelas do resultado a 
serem retidas precisarão ser contabilizadas nas reservas próprias. Só poderá haver saldo na 
forma de Prejuízos Acumulados. 
 Na verdade, o que está vedada não é a existência da conta, tanto que sua demonstração 
continua totalmente vigente, mas apenas a figura de saldo positivo no balanço. Assim, sua 
existência precisa, é claro, continua sendo prevista no Plano de Contas. 
 
A conta de Lucros Acumulados continuará sendo utilizada como contrapartida, 
primeiramente, da transferência do Resultado do Exercício, recebendo o lucro ou o prejuízo 
 9 
do período; a seguir, é utilizada para a contabilização de todas as reservas de lucros e 
finalmente, para a distribuição de dividendos. Em outras palavras, o que desaparece é a 
possibilidade de existir saldo final positivo nessa conta ao final de cada exercício social. 
Ao longo do exercício, todavia, não só poderá como deverá esse saldo existir (positivo ou 
negativo), já que a destinação de 100% de seu saldo positivo só ocorre na contabilização da 
proposta de destinação do resultado ao final do exercício social. 
 
1.6 Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido 
 
A DMPL tem por objetivo facilitar a análise das modificações ocorridas nos componentes 
do patrimônio liquido, a partir do saldo final de cada conta do exercício anterior – Capital 
Social, Reservas de Capital, Reservas de Lucros, Prejuízos Acumulados – ate chegar ao 
saldo final do exercício em analise, isto e, aumento ou diminuição do patrimônio liquido. 
 
A seguir um modelo simplificado da DMPL 
 
DISCRIMINAÇAO Capital 
Social 
Reserva de 
Capital 
Reserva 
de 
Lucros 
Lucros 
Acumulados 
Total 
Saldos iniciais 
Aumento do capital 
social 
 
Lucro líquido do 
exercício 
 
Destinação dos lucros 
Constituição de reservas 
Saldos finais 
 
 
Observe que a conta Lucros Acumulados recebe lançamentos referentes ao reconhecimento 
do lucro durante o exercício. Na data do encerramento do exercício, essa conta deve 
apresentar saldo zero. O valor nela contido è destinado ao pagamento de dividendos e/ou à 
constituição de reservas de lucro. 
 10 
 
1.7 Demonstração dos Fluxos de Caixa: 
 
A DFC procura evidenciar as modificações ocorridas no saldo de disponibilidades (caixa e 
equivalentes de caixa, como saldo bancárioe aplicações financeiras) da companhia em 
determinado período, através de fluxos de recebimentos e pagamentos. 
Essas alterações são segregadas em, no mínimo 3 (três) fluxos: 
a) das operações 
b) dos financiamentos e, 
c) dos investimentos. 
 
1.8 Demonstração do Valor Adicionado: 
 
A DVA evidencia o quanto de riqueza uma empresa produziu, ou seja, o quanto ela 
adicionou de valor a seus fatores de produção, e de que forma essa riqueza foi distribuída 
(entre empregados, governo, acionistas, financiadores de capital) e quanto ficou retido na 
empresa. 
 
 
1.9 Modificações ocorridas na estrutura do Balanço Patrimonial – Lei 11.638/07 
 
No Ativo: 
 
a) criação do ativo não-circulante, dividido em ativo realizável a longo prazo, 
investimentos, imobilizado e intangível 
 
b) eliminação do grupo “Permanente” 
 
c) eliminação do Ativo Diferido, mas com a permissão de manutenção do saldo de 
dezembro de 2008 que não puder ser reclassificado, até a sua completa amortização. 
 11 
 
 
No Passivo: 
 
a) criação do passivo não-circulante 
 
b) eliminação do grupo de Resultado de Exercícios Futuros 
 
c) no grupo do Patrimônio Liquido: 
 
- eliminação ou “congelamento” das reservas de reavaliação, já que novas 
 reavaliações estão proibidas. 
 
 - eliminação ou “congelamento” das reservas de doações e subvenções para 
 investimentos 
 
 - eliminação ou “congelamento” das reservas de prêmios por emissão de debêntures 
 
 - eliminação da conta de Lucros Acumulados, só poderá existir a de Prejuízos 
 Acumulados. 
 
 - criação da conta de Ajustes de Avaliação Patrimonial: Enquanto não computadas 
 no resultado do exercício em obediência ao regime de competência, as 
 contrapartidas de aumentos ou diminuições de valor atribuído a elementos do 
 ativo. 
 
 
1.10 Modificações ocorridas na Demonstração de Resultado do Exercício – 
 Lei 11.638/07 
 
 - eliminação da figura do resultado não-operacional 
 
 - receitas e despesas registradas de outra forma 
 
 
 
 
 
 
 
 12 
 
 
1.11 Transcrições dos Artigos 178, 179 e 180 
 
 
 À esquerda aparecem riscados os textos que foram retirados da Lei 6.404/76. À direita 
os textos adicionados pela Lei 11.638/07 em negrito. 
. 
Lei 6.404/04 Lei 11.638/07 
BALANÇO PATRIMONIAL BALANÇO PATRIMONIAL 
Art. 178 
No balanço, as contas são classificadas 
segundo os elementos do patrimônio que 
registrem, e agrupadas de modo a facilitar o 
conhecimento e a analise da situação 
financeira da companhia. 
Art. 178 
No balanço, as contas são classificadas 
segundo os elementos do patrimônio que 
registrem, e agrupadas de modo a facilitar o 
conhecimento e a analise da situação 
financeira da companhia. 
Parágrafo 1 No ativo, as contas serão 
dispostas em ordem decrescente de grau de 
liquidez dos elementos nelas registrados, 
nos seguintes grupos: 
Parágrafo 1 No ativo, as contas serão 
dispostas em ordem decrescente de grau de 
liquidez dos elementos nelas registrados, 
nos seguintes grupos: 
a) ativo circulante I – ativo circulante, e (incluído pela Medida 
Provisória no. 449, de 2008 
b) ativo realizável a longo prazo II – ativo não-circulante, composto por 
ativo realizável a longo prazo, 
investimentos, imobilizado e intangível 
(Incluído pela MP no. 449, de 2008. 
c) ativo permanente, dividido em 
investimentos, ativo imobilizado e ativo 
diferido. 
 
Parágrafo 2 No passivo, as contas serão 
classificadas nos seguintes grupos: 
Parágrafo 2 No passivo, as contas serão 
classificadas nos seguintes grupos: 
a) passivo circulante I – passivo circulante (Incluído pela MP no. 
449, de 2008) 
b) passivo exigível a longo prazo II – passivo não-circulante, e (Incluído 
pela MP no. 449, de 2008. 
c) resultados de exercícios futuros III – patrimônio líquido, dividido em capital 
social, reservas de capital, ajustes de 
avaliação patrimonial, reservas de lucros, 
ações em tesouraria e prejuízos 
acumulados. (Incluído pela MP no. 449, de 
2008) 
 
 13 
 
Ativo Ativo 
Lei 6.404/04 Lei 11.638/07 
Art. 179 
As contas são classificadas do seguinte 
modo: 
Art. 179 
As contas são classificadas do seguinte 
modo: 
I – Ativo circulante: .................. I – Ativo circulante: .................. 
II – Ativo realizável a longo prazo: ......... II – Ativo realizável a longo prazo: .......... 
III – em investimentos: ........ III – em investimentos: .......... 
IV – no ativo imobilizado: os direitos que 
tenham por objeto bens destinados à 
manutenção das atividades da companhia e 
da empresa , ou exercidos com essa 
finalidade, inclusive os de propriedade 
industrial ou comercial. 
IV – no ativo imobilizado: os direitos que 
tenham por objeto bens corpóreos 
destinados à manutenção das atividades da 
companhia e da empresa , ou exercidos com 
essa finalidade, inclusive os decorrentes de 
operações que transfiram à companhia os 
benefícios, riscos e controle desses bens 
(Redação dada pela Lei no 11.638, de 2007). 
V – no ativo diferido: as aplicações de 
recursos em despesas que contribuirão para 
a formação do resultado de mais de um 
exercício social, inclusive os juros pagos ou 
creditados aos acionistas durante o período 
que anteceder o início das operações sociais. 
V – (Revogado pela MP no. 449, de 2008) 
 VI – no intangível: os direitos que tenham 
por objeto bens incorpóreos destinados à 
manutenção da companhia ou exercidos 
com essa finalidade, inclusive o fundo de 
comercio adquirido. (Incluído pela lei no 
11.638, de 2007) 
Parágrafo único: ........ Parágrafo único: ........ 
 
 
 14 
 
 
Passivo Exigível Passivo Exigível 
Lei 6.404/04 Lei 11.638/07 
Art. 180 
As obrigações da companhia, inclusive 
financiamentos para aquisição de direitos de ativo 
permanente, serão classificadas no passivo 
circulante quando se vencerem no exercício 
seguinte, e no passivo exigível a longo prazo, se 
tiverem vencimento em prazo maior, observando 
o disposto no parágrafo único do artigo 179. 
Art. 180 
As obrigações da companhia, inclusive 
financiamentos para aquisição de direitos de ativo 
não-circulante, serão classificadas no passivo 
circulante quando se vencerem no exercício 
seguinte, e no passivo não-circulante, se tiverem 
vencimento em prazo maior, observando o 
disposto no parágrafo único do artigo 179 
Resultado de Exercícios Futuros 
Art. 181 Serão classificadas como resultado de 
exercício futuro as receitas de exercícios futuros, 
diminuídas dos custos e despesas a elas 
correspondentes. 
 
Resultado de Exercícios Futuros 
Art. 181. (Revogado pela MP no. 449, de 2008) 
Patrimônio Líquido 
Art. 182. A conta do capital social ....... 
Patrimônio Líquido 
Art. 182. A conta do capital social ....... 
§1 Serão classificadas como reservas de capital 
..... 
§ 1 Serão classificadas como reservas de capital 
..... 
a) a contribuição do subscritor de ações ...... a) a contribuição do subscritor de ações ...... 
b) o produto da alienação de partes beneficiárias e 
bônus de subscrição. 
b) o produto da alienação de partes beneficiárias e 
bônus de subscrição. 
c) o premio recebido na emissão de debêntures. c) (revogada), (Redação dada pela Lei no 
11.638, de 2007) (Revogada pela lei no 11.638, 
de 2007) 
d) as doações e as subvenções para investimentos. d) (revogada). (Redação dada pela lei no 
11.638, de 2007) (Revogada pela lei no 11.638, 
de 2007) 
§ 2. Será ainda registrado como reserva de capital 
o resultado da correção monetária do capital 
realizado ...... 
§ 2. Será ainda registrado como reserva de capital 
o resultado da correção monetária do capital 
realizado ...... 
§ 3. Serão classificadas como reservas de 
reavaliação as contrapartidas de aumentos de 
valor atribuídos a elementos do ativo em virtude 
de novas avaliações combase em laudo nos 
termos do art. 8º, aprovado pela assembléia geral. 
§ 3. Serão classificadas como ajustes de 
avaliação patrimonial, enquanto não 
computadas no resultado do exercício em 
obediência ao regime de competência, as 
contrapartidas de aumentos ou diminuições de 
valor atribuídos a elementos do ativo e do 
passivo, em decorrência da sua avaliação a 
valor justo, nos casos previstos nesta Lei ou, 
em normas expedidas pela Comissão de 
Valores Mobiliários, com base na competência 
conferida pelo § 3 do art. 177. (Redação dada 
pela MP no. 449, de 2008 
 
§ 4 Serão classificadas como reservas de lucros 
........ 
§ 4 Serão classificadas como reservas de lucros 
........ 
§ 5 As ações em tesouraria .... § 5 As ações em tesouraria .... 
 15 
 
Critérios de Avaliação do Ativo 
Lei 6.404/04 Lei 11.638/07 
Art. 183 
No balanço, os elementos do ativo serão avaliados 
segundo os seguintes critérios: 
Art. 183 
No balanço, os elementos do ativo serão avaliados 
segundo os seguintes critérios: 
I – os direitos e títulos de créditos, e quaisquer 
valores mobiliários não classificados como 
investimentos, pelo custo de aquisição ou pelo 
valor do mercado, se este for menor, serão 
excluídos os já prescritos e feitas às provisões 
adequadas para ajustá-los ao valor provável de 
realização, e será admitido o aumento do custo de 
aquisição, ate o limite do valor do mercado, para 
registro de correção monetária, variação cambial 
ou juros acrescidos. 
I – as aplicações em instrumentos financeiros, 
inclusive derivativos, e em direitos e títulos de 
créditos , classificados no ativo circulante ou no 
realizável a longo prazo: (Redação dada pela 
Lei no. 11.638, de 2007 
 a) pelo seu valor justo, quando se tratar de 
aplicações destinadas à negociação ou 
disponíveis para venda, e (Redação dada pela 
MP no 449, de 2008 II 
 b) pelo valor de custo de aquisição ou valor de 
emissão, atualizado conforme disposições legais 
ou contratuais, ajustado ao valor provável de 
realização, quando este for inferior, no caso das 
demais aplicações e os direitos e títulos de 
créditos, (Incluída pela lei no 11.638, de 2007) 
II – os direitos ...... II – os direitos ...... 
III – os investimentos ....... III – os investimentos ....... 
IV – os demais investimentos .... IV – os demais investimentos .... 
V – os direitos classificado no imobilizado .... V – os direitos classificado no imobilizado .... 
VI – o ativo diferido ....... VI – o ativo diferido ....... 
 VII – os direitos classificados no intangível, 
pelo custo incorrido na aquisição deduzido do 
saldo da respectiva conta de amortização 
(Incluído pela Lei no 11.638, de 2007) 
 VIII – os elementos do ativo decorrentes de 
operações de longo prazo serão ajustados a 
valor presente, sendo os demais ajustados 
quando houver efeito relevante. (Incluídos pela 
Lei no 11.638, de 2007) 
§ 1 Para efeitos do disposto neste artigo, 
considera-se valor de mercado. 
§ 1 Para efeitos do disposto neste artigo, 
considera-se valor justo: (Redação dada pela MP 
no. 449, de 2008) 
a) das matérias-primas ...... a) das matérias-primas ...... 
b) dos bens ou direitos ..... b) dos bens ou direitos ..... 
c) dos investimentos, ...... c) dos investimentos, ...... 
 d) dos investimentos financeiros, o valor que 
pode se obter em um mercado ativo, decorrente 
de transação não compulsória realizada entre 
partes independentes,. E, na ausência de um 
 16 
mercado ativo para um determinado 
instrumento financeiro: (Incluída pela lei 
11.638, de 2007) 
 1) o valor que se pode obter em um mercado 
ativo com a negociação de outro instrumento 
financeiro de natureza, prazo e risco similares., 
ou (Incluído peã Lei 11.638, de 2007) 
 2) o valor presente liquido dos fluxos de caixa 
futuros para instrumentos financeiros de 
natureza, prazo e risco similares., ou (Incluído 
pela Lei 11.638, de dezembro de 2007) 
 3) o valor obtido por meio de modelos 
matemático-estatísticos de precificação de 
instrumentos financeiros (Incluído pela lei 
11.238, de 2007) 
§ 2 A diminuição do valor dos elementos dos 
ativos imobilizado será registrada periodicamente 
nas contas de: 
§ 2 A diminuição do valor dos elementos dos 
ativos imobilizado e intangível será registrada 
periodicamente nas contas de: (Redação dada pela 
MP no. 449, de 2008) 
a) depreciação .... a) depreciação .... 
b) amortização, ..... b) amortização, ..... 
c) exaustão, .... c) exaustão, .... 
§ 3 os recursos aplicados no ativo diferido serão 
amortizados periodicamente, em prazo não 
superior a\dez anos, a partir do inicio da operação 
normal ou do exercício em que passem a ser 
usufruídos os benefícios deles decorrentes, 
devendo ser registrada a perda do capital aplicado 
quando abandonados os empreendimentos ou 
atividades a que se destinavam, ou comprovado 
que essas atividades não poderão produzir 
resultados suficientes para amortizá-los. 
§ 3 A companhia deverá efetuar, 
periodicamente analise sobre a recuperação dos 
valores registrados no imobilizado e ao 
intangível, a fim de que sejam: (Redação dada 
pela MP no. 449, de 2008). 
 I – registradas as perdas de valor do capital 
aplicado quando houver decisão de 
interromper os empreendimentos ou atividades 
a que se destinavam ou quando comprovado 
que não poderão produzir resultados 
suficientes para recuperação desse valor., ou 
(Incluídos pela Lei no 11.638, de 2007) 
 II – revisados e ajustados os critérios utilizados 
para determinação da vida econômica estimada 
e para calculo da depreciação, exaustão e 
amortização (Incluído pela Lei no 11.638, de 
2007) 
§ 4 Os estoques ..... § 4 Os estoques ..... 
 
 1 
Aula 2 
 
BALANÇO PATRIMONIAL: Ativo Circulante – Disponibilidades 
 
2. Introdução: 
Esta aula tem como propósito o estudo da estrutura do Ativo, enfocando o grupo do Ativo 
Circulante, e em particular, as contas que representam disponibilidades. 
Os conceitos relativos a exercício social, ciclo operacional e a definição de curto e longo prazo são 
necessários para o entendimento da estrutura do Balanço Patrimonial. 
 
 2.1 Noções sobre Exercício Social, Ciclo Operacional e conceito de Curto e Longo Prazo. 
- Exercício Social: 
Terá duração de um ano, não havendo necessidade de coincidir com o ano civil (1/1 a 31/12), 
As empresas são obrigadas por lei a fixar a data de encerramento do exercício social. 
Ltda. contrato social 
S.A Estatuto 
 
Para fins de Imposto de Renda, o exercício social deverá coincidir com o ano civil. Isto explica 
porque a maioria das empresas fixa a data de encerramento do seu exercício social em 31 de 
dezembro. 
O porquê da necessidade de se estabelecer o exercício social. 
Veja a resposta através de o exemplo a seguir: 
 João Press constituiu a empresa individual J.Press, com um investimento inicial de R$ 10.000,00 
em 1 de janeiro de X1. 
Qual seria o valor desse investimento em 31 de dezembro de X1? 
 Para saber o valor do seu investimento em 31 de dezembro de X1, o Sr João Press teria que 
vender a empresa, e do valor das vendas subtrair o investimento inicial, para saber se 
 houve lucro ou prejuízo Na pratica esse procedimento seria inviável. 
 2 
 O que fez a Contabilidade então para resolver esse impasse. 
 Com base no Principio da Continuidade, a Contabilidade dividiu a vida da empresa, em períodos 
contábeis,definindo esse período contábil de 12 meses de exercício social. 
 No final de cada exercício social a empresa apura o resultado de suas operações. 
Se a empresa J.Press tivesse auferido um lucro de R$ 1.000. O investimento inicial do Sr João dos 
Santos agora estaria valendo R$ 11.000,00 (investimento inicial + lucro do exercício). 
 
Atividade 1 
Verdadeiro ou falso? 
1) Na constituição, no encerramento da companhia, e nos casos de alteração estatutária, o 
exercício social poderá ter duração diferente de 1 ano. 
 () a. verdadeiro ( ) b. falso 
 
2) A lei determina obrigatoriedade de o exercício social seguir o ano comercial. 
 ( ) a. verdadeiro ( ) b. falso 
 
 3) O exercício social terá a duração de 1 ano e a data do término fixada no estatuto (S.A) e no 
 contrato social (Ltda.) da empresa. 
 ( ) a. verdadeiro ( ) b. falso 
 
 4) A duração máxima de um exercício social é de 12 meses. 
 ( ) a. verdadeiro ( ) b. falso 
 
Atividade 2 
Exercício Social significa: 
( ) a) O ano civil (1/1 a 31/12) 
( ) b) gestão 
( ) c) Duração de 1 ano 
( ) d) Ano comercial = 360 dias 
( ) e) ciclo operacional 
 3 
Atividade 3 
 
A empresa Alvorada Ltda. foi constituída em 1 de marco de X3. Seu contrato social estabelece a 
data de 31 de dezembro como termino do exercício social. O primeiro exercício social da empresa 
teria quantos meses? 
 
Atividade 4 
 
E se a empresa tivesse encerrado suas atividades em 30 de junho de X5?O último exercício social 
da empresa teria quantos meses? 
 
- Ciclo Operacional 
Período compreendido entre o momento da aplicação de recursos de qualquer tipo no processo 
produtivo e/ ou comercial, até a ocasião do recebimento do numerário proveniente da venda do bem 
ou serviço originado do referido processo. 
 
Exemplos: 
Na Empresa Comercial: 
A Empresa Anabela comercializa bonecas de panos. Suas vendas são sempre a prazo. As 
mercadorias levam em media 2 meses para serem vendidas e 3 meses para receber o valor das 
vendas a prazo. 
 O ciclo operacional desta empresa é de 5 meses, isto é,o tempo que ela leva desde a compra da 
mercadoria até o recebimento de suas vendas. 
 
Na Empresa Industrial: 
A fabrica de papel Lotex produz formulários para a loteria esportiva. Suas matérias-primas levam 
em media 1 mês no estoque e 1 mês para ser transformadas em formulários. Seus produtos acabados 
permanecem em estoque por 2 meses. A Lotex leva em média, 2 meses para recebimento do 
numerário proveniente de suas vendas. 
 4 
O ciclo operacional desta empresa é de 6 meses, isto é, o tempo que ela leva desde a compra da 
matéria-prima, da transformação dessa matéria-prima em produtos acabados e por fim do 
recebimento do numerário proveniente da venda dos produtos. 
 
Na Empresa Prestadora de Serviços: 
A Empresa Limpex presta serviços de limpeza em geral. Desde a assinatura do contrato até o 
recebimento pelos serviços prestados leva, em média, 45 dias. 
Observação: 
Para efeito de ciclo operacional não importa se a compra foi efetuada a vista ou a prazo. 
 
Atividade 5 
Ciclo Operacional refere-se ao período: 
( ) a) de um ano 
( ) b) do início da industrialização até as vendas das mercadorias 
( ) c) do início da industrialização até o recebimento das duplicatas 
( ) d) relativo ao exercício social. 
 
- Conceito de Curto e Longo Prazo 
Na data da elaboração do balanço Patrimonial, os bens, direitos e as obrigações da empresa deverão 
ser classificados em curto ou longo prazo, para serem colocadas nos respectivos grupos (Ativo 
Circulante, Ativo Realizável a Longo Prazo ( no caso dos bens e direitos) e Passivo Circulante, e no 
Passivo não-Circulante (no caso das obrigações). 
O conceito de Curto e Longo Prazo normalmente tem como base 1 ano, no entanto se o ciclo 
operacional da empresa ultrapassar a um ano, o contador poderá se basear no Ciclo Operacional 
 (§ único do Art. 179 da Lei 11.638/07). 
Curto Prazo: até 1 ano, ou durante o Ciclo Operacional, se este for maior que 1 ano. 
Longo Prazo: acima de 1 ano ou superior ao ciclo Operacional, se este for maior que 1 ano 
Exemplos de empresas cujas atividades demandam ciclos operacionais superiores a 1 ano: 
construção civil, vinícola, gado etc., Neste caso é facultado a essas empresas classificar curto e 
longo prazo em função do ciclo operacional (> que 1 ano). Tal procedimento deverá ser destacado 
em Notas Explicativas que acompanham as Demonstrações Contábeis. 
 5 
Atividade 6 
O ciclo operacional da construtora RM é de 20 meses. Para esta empresa, Curto Prazo será até: 
( ) a) 1 ano 
( ) b) um ano e 8 meses 
( ) c) dois anos 
( ) d) 8 meses 
 
Atividade 7 
O Estaleiro Guanabara, após a compra de matéria–prima, demora em média 15 meses para a 
construção de um navio. A venda, geralmente, é a prazo, com recebimento em 360 dias. Qual é o 
ciclo operacional da empresa? 
 
Atividade 8 
A Indústria Alvorada produz válvulas de prospecção de petróleo para Petrobrás. Seu ciclo 
operacional gira em torno de 18 meses. Defina Curto e Longo Prazo para esta empresa. 
 
Atividade 9 
A Indústria Planalto produz instrumentos cirúrgicos. Seu ciclo operacional gira em torno de 10 
meses. Defina Curto e Longo Prazo para esta empresa. 
 
Atividade 10 
Verdadeiro ou Falso? 
1) O conceito de Curto e Longo Prazo, normalmente, ê com base em 365 dias, poderia ser 
diferente se o Ciclo Operacional da empresa ultrapassar um ano. 
( ) a. verdadeiro ( ) b. falso 
2) Neste caso, o Curto e o Longo Prazo seriam baseados no Ciclo Operacional. 
( ) a. verdadeiro ( ) b. falo 
 
3) Para a empresa que possui um ciclo operacional de 14 meses, o seu exercício social será 
também de 14 meses? 
( ) a. verdadeiro ( ) b. falso 
 
 6 
2.2 Comentários sobre a Lei 11.638/07 
A Lei 6.404 das Sociedades por Ações ê substituída pela Lei 11.638/07. 
Sancionada em 28 de dezembro de 2007, entrou em vigor no dia 1 de janeiro de 2008, com o 
objetivo de colocar a nossa Contabilidade nos moldes das normas internacionais. 
Face às modificações ocorridas, muitas normatizações ainda estão sendo emitidas pelos órgãos 
próprios, tais como: (Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC), Comissão de Valores 
Mobiliários (CVM), Banco Central do Brasil (BACEN), Conselho Federal\ de Contabilidade (CFC) 
e outros órgãos reguladores. Provavelmente alguns aspectos só serão regulamentados em 2010. 
 
Estrutura do Balanço Patrimonial - LEI 6.404/76 das Sociedades por Ações 
ATIVO PASSIVO 
Ativo Circulante Passivo Circulante 
Ativo Realizável a Longo Prazo Passivo Exigível a Longo Prazo 
Ativo Permanente Resultados de Exercícios Futuros 
- Investimentos Patrimônio Líquido 
- Imobilizado 
- Diferido 
 
Nova estrutura do Balanço Patrimonial – LEI 11.638/07 das Sociedades por Ações 
ATIVO PASSIVO 
Ativo Circulante Passivo Circulante 
Ativo não-Circulante Passivo não-Circulante 
- Ativo Realizável a Longo Prazo Patrimônio Líquido 
- Investimentos 
- Imobilizado 
- Intangível 
 
 Bens intangíveis (incorpóreos, imateriais ou abstratos) 
 São bens que não podem ser palpáveis, tocados,mas possuem valor 
 econômico. 
 
 7 
 
 
 As contas de Ativos são dispostas em ordem decrescente de liquidez 
 e 
 as contas de Passivo em ordem decrescente de exigibilidades. 
 
 
2.3 Ativo Circulante: 
Em linhas gerais, os valores classificáveis no AC são: 
a) Disponibilidades: 
- Caixa 
- Depósito Bancário à Vista ( Bancos conta Movimento) 
- Aplicações Financeiras de Liquidez Imediata 
b) Bens e Direitos Realizáveis a Curto Prazo (no curso do exercício social seguinte): 
- Duplicatas a Receber 
- Estoques 
- Investimentos temporários 
- Outros Valores 
c) Aplicação de recursos em Despesas do Exercício Seguinte (Despesas Antecipadas): 
- Seguros Antecipados, 
- Aluguéis Antecipados 
- Juro Antecipadosetc. 
 
 
 
 A Lei 11.638?07 das S.A na classificação de curto e longo prazo 
 utiliza como referência a data do encerramento do exercício social. 
 
 Até 12 meses após 12 meses 
 
 
 Curso do ex. seguinte após o ex. seguinte 
 
 
 
 Data do encerramento 
 do exercício social 
 
 
 8 
- Considerações sobre Disponibilidades: 
 
São recursos da empresa para fazer frente aos seus compromissos imediatos. 
 
Para que um ativo seja classificado como disponibilidades não devera haver restrição quanto ao seu 
uso imediato. Por exemplo, os cheques pré-datados só serão considerados disponibilidades se os 
vencimentos forem de curtíssimos prazos. 
 
O disponível é composto dos itens: Caixa, Banco conta Movimento e Aplicações no Mercado 
Aberto, como segue: 
a) Caixa 
 
Representa dinheiro à disposição da empresa. Este item pode incluir, também “cheques em mãos“, 
não depositados ainda, porém recebíveis imediatamente. Outros valores como cheques a receber, 
vales a receber etc. devem ser classificados em Contas a Receber ou Adiantamentos e não figurar 
indevidamente no saldo de caixa. 
 
 O que leva uma empresa ou uma pessoa física a manter recursos disponíveis em caixa? 
Segundo Keynes três são os motivos: 
 
- Transacional: Para atender às necessidades normais das operações da empresa. 
- Preocupação: Para atender às situações inesperadas. 
- Especulação: Para aproveitar as oportunidades de negócios que surgem no decorrer do 
tempo, proporcionando altas remunerações em Investimentos a Curto 
Prazo. 
 
Agora você entende porque leva determinada importância de dinheiro na sua carteira. Não é 
mesmo? 
 
 Keynes: 
 Economista britânico considerado um dos pais 
 da moderna teoria macroeconômica. 
 9 
- Controle do Caixa 
Existem, basicamente, dois tipos de sistema de controle de caixa, com o objetivo de impedir fraudes 
e erros. 
a) Fundo Fixo ou Caixa Pequeno 
b) Caixa Flutuante 
 
- Fundo Fixo ou Caixa Pequeno: 
Este sistema de controle de caixa é usado geralmente, quando o administrador financeiro exige que 
todos os recebimentos devem ser recolhidos diariamente aos bancos e todos os pagamentos sejam 
feitos com cheques nominais. 
Esta norma de controle gera transtorno em relação àquelas despesas miúdas (ou pequenas 
aquisições) que acontecem no dia a dia e que não podem ser feitas por cheques. 
Para resolver esse impasse, a Contabilidade estabeleceu o Fundo Fixo de Caixa, definindo uma 
quantia fixa, que é entregue ao responsável pelo fundo, suficiente para os pagamentos de diversos 
dias e, periodicamente, (à medida que o dinheiro do fundo vai diminuindo), efetua-se a prestação de 
contas do valor total desembolsado, repondo-se o valor do fundo fixo, através de cheque nominal ao 
seu responsável. 
O exemplo a seguir, mostra as etapas do Fundo Fixo: estabelecimento, utilização e o 
restabelecimento. 
 
O diretor financeiro da empresa Via Oral estabeleceu um fundo fixo no valor de 
R$ 1.000,00 representado por um cheque entregue a secretária, que o descontou. Transcorridos 10 
dias, a secretária comunicou ao diretor que o dinheiro estava acabando, face ao pagamento das 
seguintes despesas: 
- despesas de correio ................................................. 300,00 
- despesas de escritório .............................................. 200,00 
- despesas com passagens .......................................... 150,00 
 - despesas diversas --------------------------------------- 80,00 
 
 Um cheque no valor do reembolso foi providenciado e entregue a secretária que o descontou 
 no banco. 
 10 
 Pede-se contabilizar em razonetes: 
1) O estabelecimento do fundo 
2) O reembolso do fundo 
 
 Banco c/Movimento Fundo Fixo 
 
 Saldo 5.000 1.000 (1) (1) 1.000 
 730 (2) 
 
 Despesas.de Correio Despesas de Escritório 
 
 (2) 300 (2) 200 
 
 
 Despesas com Passagens Despesas Diversas 
 
 (2) 150 (2) 80 
 
 
Onde: 
(1) Estabelecimento do fundo fixo. 
(2) Reembolso do fundo. 
 
Comentários: 
 
a) O fundo é utilizado pelos pagamentos que são feitos pela caixa que fica com os respectivos 
comprovantes. Nenhum lançamento é feito na contabilidade por ocasião de tais pagamentos. 
 
b) As contas de despesas são debitadas (em contrapartida com a conta Bancos c/Movimento) 
apenas quando o fundo é recomposto. 
 
c) Os diversos pagamentos são contabilizados por um único cheque e de uma só vez. 
 11 
d) A conta Caixa só é movimentada uma única vez (débito), quando o fundo é constituído. 
Outros lançamentos nessa conta somente serão feitos se houver alteração na quantia fixada 
para o fundo (aumento ou diminuição). 
 
e) O saldo de Caixa corresponderá sempre ao dinheiro em espécie existente em qualquer 
tempo, mais o valor dos comprovantes dos pagamentos efetuados. 
 
f) No fim do exercício social, independente do saldo do dinheiro existente no fundo, deverá 
 contabilizar todas as despesas cujos comprovantes estão na Caixa, a fim de se evitar que as 
 referidas despesas sejam excluídas na apuração do resultado (Principio de 
 Competência). 
 
Atividade 11 
Registre em razonetes os seguintes fatos: 
 
1) Em 1/11/X5: constituição de Um Fundo Fixo no valor de R$ 100,00 
2) Em 15/11/X5: a composição do Fundo Fixo era a seguinte: 
a) em moeda corrente ..................................................... 43,00 
b) em comprovantes de despesas 
 - despesas de escritório......... 9,30 
 - despesas com correios ..... 20,70 
 - despesas com passagens .. 27,00 57,00 
 TOTAL 100,00 
Um cheque no valor do reembolso foi providenciado e entregue ao responsável pelo fundo 
que o descontou no banco. 
 
 3) Em 30/11/X5: o saldo (moeda corrente) do fundo foi considerado alto, sendo reduzido para 
 R$ 70,00 nesta data e, ainda foi feita a reconstituição do fundo. 
 
 Pede-se: 
 Contabilizar em razonetes os fatos, sabendo que o saldo existente na conta 
 Bancos c/Movimento em 1/11/X5 era de R$ 300,00.. 
 12 
 Banco c/Movimento Fundo Fixo 
 
 
 
 
 Despesas.de Correio Despesas de Escritório 
 
 
 
 
 Despesas com Passagens 
 
 
 
 
 - Caixa Flutuante: 
Neste sistema transitam pela conta caixa os recebimentos e pagamentos em dinheiro. A existência 
na conta caixa de outros valores que não dinheiro (vales, cheques recebidos a depositar etc.) 
representa um aspecto negativo desse controle de caixa, uma vez que para fins de balanço a conta 
Caixa deve figurar tão-somente dinheiro. 
 
b) Depósitos Bancários à Vista 
São depósitos efetuados em conta bancária onde a empresa pode, geralmente com cheque 
movimentar livremente o dinheiro depositado. 
O controle do saldo dessa conta pode ser feito, por exemplo, através de: 
-do canhoto dos cheques (extracontábil) 
- no razão (em livro ou ficha), através de Reconciliações Bancárias. 
 
O controle extracontábil é mais utilizado por pessoas físicas, e o segundo por pessoas jurídicas, em 
função do grande volume de transações envolvendo a conta Bancos conta Movimento. 
 13 
Entende-se por Reconciliação Bancária a comparação das movimentações bancárias evidenciadas 
nos extratos fornecidos pelo banco com as mesmas movimentações registradas na Contabilidade. Só 
assim é que se adquire a certeza da exatidão do controle e da sua fiel correspondência pelo banco. 
 
Antes de realizar uma reconciliação bancária, você verá como se registra uma transação envolvendo 
o razão da empresa e o razão do Banco em que a empresa tem conta (Contabilidade Bancária). 
 
A Cia. Alvorada efetuou um depósito de R$ 100,00 no Banco HBO. Como foi registrado este 
depósito no Razão da Cia. Alvorada e no Razão do Banco HBO. 
 
Cia. Alvorada Banco HBO 
 
 Banco c/Movimento 
 Caixa Bco. HBO 
 
(S) 5.000 100 (a) (a) 100 
 
 
 
 
 Depósitos à vista 
 Caixa Cia.Alvorada 
 
 (a) 100 100 (a) 
 
 
Comentários: 
1. Para a empresa o depósito efetuado representa um aumento na conta Banco c/Movimento. 
 
2. Para o banco, o mesmo depósito representa uma exigibilidade (se a empresa emitir um 
cheque, o banco deverá pagá-lo). 
 
 
 
 
 
 
Débito nos registros no Razão da empresa corresponde a um crédito no 
Extrato Bancário, e vice-versa. 
 
 14 
Como preparar uma Reconciliação Bancaria para uma determinada data. 
Esse tipo de controle é realizado especificamente por pessoal da área contábil, no entanto é 
fundamental que o administrador saiba como é feito, e o mais importante são as atitudes que deve 
tomar para que as divergências constatadas não provoquem transtornos para a empresa e para o 
Banco. 
 
 Pode ser feita de três formas: 
- Partindo do saldo dos registros contábeis da empresa (razão) para chegar ao extrato bancário; 
- Partindo do saldo do extrato para chegar ao do razão; 
- Partindo do saldo do razão e do extrato para chegar a um saldo comum. 
 
 
 Extrato bancário ou extrato de conta é uma cópia da ficha contábil 
 através da qual o banco controla as operações com a empresa. 
 
 
Para realizar uma Reconciliação Bancária, a Contabilidade adota um dos seguintes modelos: 
Exemplo 
1) A Empresa Sol & Mar possui uma conta bancaria de livre movimentação (Bancos 
c;Movimento) com o banco BANDERJ . Em 31 de março recebeu seu primeiro extrato do 
Banderj, onde está registrados as transações realizada no mês, bem como o fornecimento do 
saldo de R$ 180.000. A empresa ao consultar o razão da conta bancos c;Movimento 
constatou que seu saldo era de R$ 150.000. Como há divergência de saldos há necessidade 
de fazer uma reconciliação bancaria para investigar quais as transações que provocaram essa 
diferença no saldo. 
 
 
 
 
 
 
 15 
a. Partindo do saldo do Razão para chegar ao saldo do Extrato: 
 
 R$ 
 Saldo do razão 150.000 
 
 Mais: 
 Créditos no razão não correspondidos no extrato 160.000 
 Créditos no extrato não correspondidos no razão 100.500 
 Menos: 
 Débitos no razão não correspondidos no extrato 120.000 
 Débitos no extrato não correspondidos no razão 110.500 
 
 Saldo do extrato 180.000 
 
 b. Partindo do saldo do Extrato para chegar ao saldo do Razão: 
 
 R$ 
 Saldo do extrato 180.000 
 
 Mais: 
 Débitos no razão não correspondidos no extrato 120.000 
 Débitos no extrato não correspondidos no razão 110.500 
 Menos: 
 Créditos no razão não correspondidos no extrato 160.000 
 Créditos no extrato não correspondidos no razão 100.500 
 
 Saldo do razão 150.000 
 
 c. Partindo do saldo do razão e do extrato, para chegar a um saldo comum: 
 R$ 
 A - Saldo do razão 150.000 
 
 16 
 Mais: 
 Créditos no extrato não correspondidos no razão 100.500 
 Menos: 
 Débitos no extrato não correspondidos no razão 110.500 
Saldo comum 140.000 
 
 B - Saldo do extrato 180.000 
 Mais: 
 Débitos no razão não correspondidos no extrato 120.000 
 Menos: 
 Créditos no razão não correspondidos no extrato 160.000 
 
 Saldo comum 140.000 
 
Depois de reconciliados os saldos e identificados as divergências, a empresa deverá providenciar a 
contabilização dos valores que não haviam sido registrados anteriormente (mas que foram pelo 
banco), e aguardar que o banco contabilize os valores que deixou de registrar (e que a empresa já 
havia contabilizado). 
Na reconciliação do mês seguinte, você deverá verificar se as pendências do mês anterior foram 
resolvidas. 
 
 
 Às divergências ocasionadas pelo banco, como por exemplo, 
 extravio de aviso de débito e crédito, lançamentos errados de débito e crédito deverão 
 ser comunicadas, por escrito, junto a Gerência do banco, em caráter de urgência!!! 
 
 
Exemplo de Reconciliação Bancária 
 
Com base no Razão da conta Bancos c/Movimento da Cia . Alvorada e do extrato bancário recebido 
do Banco HBO, relativos as operações registradas no mês de novembro do ano X1, preparar a 
reconciliação bancária para o mês de novembro. 
 17 
EXTRATO DE CONTA BANCÁRIA DO BANCO HBO 
BANCO HBO. 
Conta: Depósito à vista Correntista: Cia Alvorada 
Data Histórico Débito Crédito Saldo D/C 
31/10/X1 Saldo transportado 25.000 C 
01/11/X1 Cheque no. 550 1.300 23.700 C 
05/11/X1 Depósito no. 820 30.000 53.700 C 
08/11/X1 Nosso aviso de crédito no..150 8.000 61.700 C 
17/11/X1 Nosso aviso de débito no..190 1.350 60.350 C 
18/11/X1 Cheque no. 552 7.300 53.050 C 
22/11/X1 Nosso aviso de débito nº 249 1.000 52.050 C 
30/11/X1 Nosso aviso de crédito no. 204 11.000 63.050 C 
30/11/X1 Nosso aviso de débito nº 280 900 62.150 C 
 
FICHA DE RAZÃODA CIA. ALVORADA 
CIA. ALVORADA 
Conta: Banco conta movimento Banco: HBO. 
Data Histórico Débito Crédito Saldo D/C 
31/10/X1 Saldo transportado 25.000 D 
01/11/X1 Cheque 550 1.300 23.700 D 
05/11/X1 Depósito no. 820 30.000 53.700 D 
08/11/X1 Seu aviso de crédito no. 73 8.000 61.700 D 
22/11/X1 Seu aviso de débito nº 249 1000 60.700 D 
28/11/X1 Cheque 551 7.300 53.400 D 
Observe que o saldo fornecido pelo extrato em 30/11/X1 era de R$ 62.150 e o saldo do Razão da 
Conta banco c/Movimento (último registro em novembro) era de R$ 53.400. 
A conferência se dá verificando se a transação do Razão tem correspondência no extrato bancário e 
vice-versa. Quando se acha a correspondência basta ticar, pois a transação se encerrou, em outras 
palavras, não foi essa transação a responsável pela diferença entre os saldos do extrato e do razão. 
Qualquer diferença, mesma que seja mínima, é considerada uma divergência e precisa ser 
investigada. 
 18 
 RAZÃO EXTRATO 
 
 ے 100 $ 100 $ 
 ے 
 
 $100, 50 
 Não teve correspondência no extrato 
 Reconciliação partindo do Razão 
COMPANHIA ALVORADA 
FOLHA DE RECONCILIAÇÃO BANCÁRIA 
Banco: Banco HBO – Mês: Novembro de X1 
 
 Saldo do razão em 30/11/X1: 53.400 
 Mais: 
 Créditos no razão não correspondidos no extrato: 
 28/11/X1 – Cheque nº 551, nominal a J. Silva, 
 não apresentado ao banco 7.300 
 Créditos no extrato não correspondidos no razão: 
 30/11/X1 – Seu aviso de crédito nº 204, referente a cobrança 
 de duplicata nº 1760-A 11.000 
 
 18.300 
 ====== 
 Débitos no razão não correspondidos no extrato: 
 Não houve - 
 Débitos no extrato não correspondidos no razão: 
 17/11/X1 - Seu aviso de débito nº 190, relativo a Juros 1.350 
18/11/X1 – Cheque nº 552, nominal a Marcia C. Borges, 
 não contabilizado por nós. 7.300 
 30/11/X1 – Seu aviso de débito nº 280, referente à comissão 
 sobre cobrança de duplicatas 900 
 9.550 
 Saldo do extrato em 30/11/X1 62.150 
 ====== 
 19 
O passo seguinte é tomar as atitudes cabíveis, para regularizar as pendências. 
 
Atividade 12 
Verdadeiro ou falso? 
 
1) Um depósito efetuado pela empresa e que o banco não contabilizou representa débito no 
razão não correspondido no extrato bancário? 
 ( ) a. verdadeiro ( ) b. falso 
 
2) Um cheque emitido pela empresa, cujo favorecido não o apresentou ao banco para desconto 
representa um débito no razão não correspondido no extrato bancário? 
 ( ) a. verdadeiro ( ) b. falso 
 
3) Um cheque emitido pela empresa e por qualquer razão não foi contabilizado por ela, tendo 
sido pago e contabilizado pelo banco representa um débito no extrato não correspondido no 
razão? 
( ) a. verdadeiro ( ) b. falso 
4) Um depósito efetuado pela empresa e por esquecimento do contador, deixou de ser 
contabilizado por ele, tendo sido acatado pelo banco representa um débito no extrato 
bancário não correspondido no razão? 
 ( ) a. verdadeiro ( ) b. falso 
 
Atividade 13 
Na reconciliação bancária da Cia. Rio Bonito relativa à conta de movimento mantida com o Banco 
Lar Brasileiro, o contador encontrou os seguintes tipos de divergências: 
A - Débitos no extrato não correspondidos no razão; 
B - Débitos no razão não correspondidos no extrato; 
C - Créditos no extrato não correspondidos no razão; 
D - Créditos no razão não correspondidos no extrato. 
 
Classificar cada pendência com o número do tipo de divergência 
 
 20 
Natureza da pendência Número do 
tipo de divergência 
1) A Cia. Rio Bonito efetuou um depósito bancário no. 80, no valor de 
 R$ 10.000 e o contador esqueceu de contabilizar. 
 
2) O Banco Lar Brasileiro registrou, indevidamente, o depósito no. 530, 
 efetuado pela Cia. Cuca Legal na conta da Cia. Rio Bonito no montante 
 de R$ 170.000 (aviso de crédito no. 2.346). 
 
3) O Banco Lar Brasileiro, efetuou, indevidamente, cobrança de juros no 
 valor de R$ 13.000 à Cia. Rio Bonito (aviso de débito no. 7.300). 
 
4) A Cia. Rio Bonito pagou R$ 1.000 pela pintura da loja, através do cheque 
no. 100, nominal ao Sr Antonio da Silva, ainda não descontado por ele. 
 
5) Aviso de débito no. 9.700 no valor de R$ 10.000, de natureza ainda não 
identificada, emitido pelo Banco Lar Brasileiro e não recebido pela 
empresa. 
 
6) A Cia. Rio Bonito realizou um depósito bancário no. 100 no valor de 
 R$ 3.000, não acusado no extrato bancário enviado pelo Banco Lar 
 Brasileiro 
 
7) Cheque no. 1.100 da Cia Rio Bonito no valor de R$ 30.000, descontado 
 no Banco Lar Brasileiro e não contabilizado por ela 
 
8) Aviso bancário de crédito no. 6.789 no valor de R$ 4.000, (de natureza 
ainda por investigar), não recebido pela Cia. Rio Bonito. 
 
9) O Banco Lar Brasileiro cobrou R$ 5.000 de juros pela prorrogação do 
 vencimento de um título a pagar, não registrado pela Cia. Rio 
 Bonito (aviso de débito no. 12.566). 
 
10) Cheque no. 200 no valor de R$ 7.000, registrado , indevidamente, na 
conta da Cia. Rio Bonito, sendo de responsabilidade de outro emitente. 
 
 
Atividade 14 
Com base na solução da Atividade 13, preparar a reconciliação bancária em 31/08/X2 da Cia Rio 
Bonito, sabendo-se que, na empresa, o saldo do razão da conta "bancos" nessa data era de $ 600.000 
e o saldo do extrato bancário era de $ 717.000 
 21 
 CIA RIO BONITO 
RECONCILIAÇÃO BANCÁRIA 31/8/X2 
CONTA: BANCO LAR BRASILEIRO 
 Descrição: 
 Saldo do razão: _________ 
(+) Créditos no extrato não correspondidos no razão 
 
 ________________________________________________________ _________ 
 
 ________________________________________________________ _________ 
 
 ________________________________________________________ _________Total _________ 
 (+) Créditos no razão não correspondidos no extrato 
 
 _______________________________________________________ _________ 
 
 _______________________________________________________ _________ 
 
 Total _________ 
 
(-) Débitos no extrato não correspondidos no razão: 
 ________________________________________________________ _________ 
 
 ________________________________________________________ _________ 
 
 ________________________________________________________ _________ 
 
 ________________________________________________________ _________ 
 
 ________________________________________________________ _________ 
 
 Total _________ 
 
 22 
(-) Débitos no razão não correspondidos no extrato 
 ________________________________________________________ _________ 
 
 ________________________________________________________ _________ 
 
 ________________________________________________________ _________ 
 
 Total _________ 
(=) Saldo do extrato bancário ________ 
 
Atividade 15 
Com base na solução da Atividade 14, se você fosse o contador da Cia. Rio Bonito quais as 
providencias que tomaria para regularizar as pendências identificadas na reconciliação bancária de 
31/08/X2. 
 
 
 PENDÊNCIA Nº 
 
DESCRIÇÃO DAS PROVIDÊNCIAS 
1 
 
2 
 
3 
 
4 
 
 
5 
 
6 
 
7 
 
8 
 
9 
 
10 
 
 23 
c) Aplicações no Mercado Aberto 
São aplicações de liquidez imediata, ou seja, aplicações em títulos para poucos dias, que podem ser 
vendidos (transformados em dinheiro) a qualquer momento. 
 
Exemplo: CDB (Certificado de Depósito Bancário), RDB (Recibo de Depósito Bancários) etc. 
 As aplicações de liquidez imediata são aplicações com resgate imediato, isto é, aquelas que 
possibilitam movimentação diária, não há restrições. 
 
Atividade 16 
 
Verdadeiro ou Falso? 
1.As aplicações de liquidez imediata são aplicações financeiras efetuadas nos bancos, onde os seus 
valores podem ser resgatados no dia em que se desejar (o dinheiro aplicado está sempre disponível). 
( ) a. verdadeiro ( ) b. falso 
 
GABARITO 
Atividade 1 
Verdadeiro ou falso? 
1) Na constituição, no encerramento da companhia, e nos casos de alteração estatutária, o 
exercício social poderá ter duração diferente de 1 ano. 
 ( x ) a. verdadeiro ( ) b. falso 
 
2) A lei determina obrigatoriedade de o exercício social seguir o ano comercial. 
 ( ) a. verdadeiro ( x ) b. falso 
 
 3) O exercício social terá a duração de 1 ano e a data do término fixada no estatuto (S.A) e no 
 contrato social (Ltda.) da empresa. 
 ( x ) a. verdadeiro ( ) b. falso 
 
 4) A duração máxima de um exercício social é de 12 meses. 
 ( x ) a. verdadeiro ( ) b. falso 
 24 
Atividade 2 
Exercício Social significa: 
 ( x ) c) Duração de 1 ano 
 
Atividade 3: 10 meses 
Atividade 4: 6 meses 
 
Atividade 5: 
 ( x ) c) do início da industrialização até o recebimento das duplicatas 
 
Atividade 6: ( x ) b) um ano e 8 meses 
Atividade 7: 27 meses (15 + 12) 
 
Atividade 8: CP até 15 meses 
 LP após 15 meses 
 
Atividade 9: CP até 1 ano 
 LP após 1 ano 
 
Atividade 10 
Verdadeiro ou Falso? 
1) O conceito de Curto e Longo Prazo, normalmente, ê com base em 365 dias, poderia ser 
diferente se o Ciclo Operacional da empresa ultrapassar um ano. 
( x ) a. verdadeiro ( ) b. falso 
 
2) Neste caso, o Curto e o Longo Prazo seriam baseados no Ciclo Operacional. 
( x ) a. verdadeiro ( ) b. falo 
 
3) Para a empresa que possui um ciclo operacional de 14 meses, o seu exercício social será 
também de 14 meses? 
( ) a. verdadeiro ( x ) b. falso 
 25 
Atividade 11 
 Banco c/Movimento Fundo Fixo 
 Saldo (S) 300 100 (1) (1) 100 30 (3) 
 (3) 30 57 (2) 
 
 Despesas.de Correio Despesas de Escritório 
 (2) 20,70 (2) 9,30 
 
 Despesas com Passagens 
 (2) 27 
 
(1) O estabelecimento do fundo 
(2) O reembolso do fundo 
(3) Alteração do valor do fundo 
 
Atividade 12 
Verdadeiro ou falso? 
1) Um depósito efetuado pela empresa e que o banco não contabilizou representa débito no 
razão não correspondido no extrato bancário? 
 ( x ) a. verdadeiro ( ) b. falso 
2) Um cheque emitido pela empresa, cujo favorecido não o apresentou ao banco para desconto 
representa um débito no razão não correspondido no extrato bancário? 
 ( ) a. verdadeiro ( x ) b. falso 
3) Um cheque emitido pela empresa e por qualquer razão não foi contabilizado por ela, tendo 
sido pago e contabilizado pelo banco representa um débito no extrato não correspondido no 
razão? 
( x ) a. verdadeiro ( ) b. falso 
4) Um depósito efetuado pela empresa e por esquecimento do contador, deixou de ser 
contabilizado por ele, tendo sido acatado pelo banco representa um débito no extrato 
bancário não correspondido no razão? 
 ( ) a. verdadeiro ( X ) b. falso 
 26 
Atividade 13 
A. Débitos no extrato não correspondidos no razão; 
B. Débitos no razão não correspondidos no extrato; 
C. Créditos no extrato não correspondidos no razão 
D. Créditos no razão não correspondidos no extrato. 
Natureza da pendência Número do 
 tipo de 
divergência 
1) A Cia. Rio Bonito efetuou um depósito bancário no. 80, no valor de R$ 10.000 e o 
 contador esqueceu de contabilizar. 
 
C 
2) O Banco Lar Brasileiro registrou, indevidamente, o depósito no. 530, efetuado pela 
 Cia. Cuca Legal na conta da Cia. Rio Bonito no montante de R$ 170.000 (aviso de 
 crédito no. 2.346). 
 
C 
3) O Banco Lar Brasileiro, efetuou, indevidamente, cobrança de juros no valor de 
 R$ 13.000 à Cia. Rio Bonito (aviso de débito no. 7.300). 
 
A 
4) A Cia. Rio Bonito pagou pela pintura da loja, R$ 1.000, através do cheque no. 100 
 nominal ao Sr Antonio da Silva, ainda não descontado por ele. 
 
D 
5) Aviso de débito no. 9.700 no valor de R$ 10.000, de natureza ainda não 
 identificada, emitido pelo Banco Lar Brasileiro e não recebido pela empresa. 
 
A 
6) A Cia. Rio Bonito realizou um depósito bancário no. 100 no valor de 
 R$ 3.000, não acusado no extrato bancário enviado pelo Banco Lar 
 Brasileiro 
 
B 
7) Cheque no. 1.100 da Cia Rio Bonito no valor de R$ 30.000, descontado 
 no Banco Lar Brasileiro e não contabilizado por ela 
 
A 
8) Aviso bancário de crédito no. 6.789 no valor de R$ 4.000, (de natureza 
 ainda por investigar), não recebido pela Cia. Rio Bonito. 
 
C 
9) O Banco Lar Brasileiro cobrou R$ 5.000 de juros pela prorrogaçãodo 
 vencimento de uma duplicata a pagar, não registrado pela Cia. Rio 
 Bonito (aviso de débito no. 12.566). 
 
A 
10) Cheque no. 200 no valor de R$ 7.000, registrado , indevidamente, na conta da 
Cia. Rio Bonito, sendo de responsabilidade de outro emitente. 
 
A 
 27 
Atividade 14 
.CIA RIO BONITO 
RECONCILIAÇÃO BANCÁRIA 31/8/X2 
CONTA: BANCO LAR BRASILEIRO 
 
Descrição: Valor 
Saldo do razão: 600.000 
(+) Créditos no extrato não correspondidos no razão: 
Depósito no. 80, não contabilizado por nós 10.000 
Seu aviso de crédito no. 2346, lançado errado pelo banco 170.000 
Seu aviso de crédito no. 6.789, natureza não identificada e não recebido por nós 4.000 
 Total 184.000 
(+) Créditos no razão não correspondidos no extrato: 
Cheque no. 100, nominal a Antonio da Silva, não apresentado ao banco 1.000 
 Total 1.000 
(-) Débitos no extrato não correspondidos no razão: 
Seu aviso de débito no. 7.300, relativo a juros 13.000 
 Seu aviso de débito no. 9.700, natureza não identificada e não recebido por nós 10.000 
Cheque no. 456, não contabilizado por nós 30.000 
Seu aviso de débito no. 12.566, relativo a juros de duplicatas a pagar 5.000 
Cheque no. 200, de outro emitente lançado errado pelo banco 7.000 
 Total 65.000 
(-) Débitos no razão não correspondidos no extrato: 
 Nosso depósito no. 100, não contabilizado pelo banco 3.000 
 Total 3.000 
(=) Saldo do extrato bancário 717.000 
 
Atividade 15 
Com base na solução da Atividade 14, se você fosse o contador da Cia. Rio Bonito quais as 
providencias que tomaria para regularizar as pendências identificadas na reconciliação bancária de 
31/08/X2. 
 28 
. 
PENDÊNCIA Nº 
 
DESCRIÇÃO DAS PROVIDÊNCIAS 
1 Registrar o depósito feito na conta banco c/movimento 
2 Escrever carta ao banco, pedindo a regularização da pendência, em caráter de urgência. 
3 Idem ao item 2 
4 Aguardar o extrato bancário do mês seguinte, para verificar se o cheque foi descontado, 
eliminando a pendência. 
5 Solicitar ao banco cópia do aviso de débito e, após efetuar a análise da propriedade, 
contabilizar ou contestar junto ao banco. 
6 Idem ao item 2 
7 Contabilizar o cheque não lançado 
8 Solicitar ao banco cópia do aviso de crédito e, após efetuar a análise da propriedade, 
contabilizar ou contestar junto ao banco. 
9 Contabilizar a despesa de juros 
10 Idem ao item 2 
 
 
Atividade 16 
 
Verdadeiro ou Falso? 
 
1.As aplicações de liquidez imediata são aplicações financeiras efetuadas nos bancos, onde os seus 
valores podem ser resgatados no dia em que se desejar (o dinheiro aplicado está sempre disponível) 
( x ) a. verdadeiro ( ) b. falso 
 
Aula 3 
 
 
 
BALANÇO PATRIMONIAL: Ativo Circulante – Duplicatas a Receber e Provisão 
para Devedores Duvidosos (PDD) 
 
 
3. Introdução: 
 Na aula 2 você estudou as contas representativas de disponibilidades. Neste caderno serão 
abordadas, inicialmente, Duplicatas a Receber e Provisão para Devedores Duvidosos 
que fazem parte de um grupo de contas que representam direitos realizáveis a curto prazo, 
isto é, valores que se converterão em dinheiro no prazo inferior a 12 meses da data de 
elaboração do BP , exceto quando o Ciclo Operacional for superior a um ano. 
Principais contas deste grupo: Duplicatas a Receber, Provisão para Devedores Duvidosos, 
Duplicatas Descontas, Estoques, Investimentos Temporários e Outros Valores a Receber 
(Adiantamentos a Empregados, Adiantamentos para Fornecedores, Adiantamentos para 
Viagens, etc.). 
 
3.1. Duplicatas a Receber ou Clientes 
“A conta mais representativa desse grupo é, sem dúvida, “Duplicatas a Receber” ou 
“ Clientes“ originárias de vendas de mercadorias, produtos ou de prestação de serviços, a 
prazo, cujos recebimentos se darão no curto prazo. 
As duplicatas a receber devem ser apresentadas no Balanço Patrimonial pelo seu valor 
líquido de realização, ou seja, o valor que realmente a empresa espera receber. Assim 
sendo, seu saldo deve estar sempre retificado pela subtração do valor das duplicatas objeto 
de desconto bancário e da provisão para créditos de liquidação duvidosa, conforme 
demonstrado a seguir: 
Cia. Alvorada 
Balanço Patrimonial em 31/12/X9 
ATIVO PASSIVO 
Ativo Circulante: 
.................................................. ............... 
.................................................. ............... 
Duplicatas a Receber 100.000 
(-) Duplicatas Descontadas ( 10.000) 
(-) Provisão para Devedores Duvidosos ( 2.000) 
................................................. ............ 
Passivo Circulante: 
.................................. ............. 
.................................. ............. 
 
 2 
 
 
 
 
 Se o prazo de recebimento das duplicatas for superior a 1 ano, 
 a conta Duplicatas a Receber será classificada no Ativo não-Circulante, 
 no subgrupo Ativo Realizável a Longo Prazo. 
 
 
3 .2 Procedimentos de cobrança de Duplicatas a Receber 
Geralmente as empresas utilizam duas maneiras de proceder à cobrança de duplicatas a 
receber: 
 
a) Duplicatas em carteira – consiste em conservar os títulos em poder da empresa e fazer 
ela própria a cobrança. 
 
b) Duplicata em cobrança bancária – realiza a cobrança através de bancos, os quais 
ficam com as duplicatas em seu poder, aguardando que o devedor compareça para 
efetuar o pagamento (duplicatas em cobrança simples). 
Quando as duplicatas são remetidas ao banco simplesmente para que este proceda à 
cobrança, os títulos são ditos “em cobrança simples“. Este procedimento é 
diferenciado daquele em que as duplicatas são descontadas, caso em que a empresa 
recebe o seu valor antes que estas sejam pagas pelo devedor. 
 Para as duplicatas em cobrança simples, o banco é apenas um agente cobrador: ao 
efetuar a cobrança, o dinheiro recebido é depositado na conta da empresa. 
 
3.2.1 Procedimentos Contábeis para cobrança bancária simples 
Visto que, ao remeter as duplicatas para cobrança bancária simples, a empresa não recebe 
qualquer valor, não há lançamentos na conta de bancos, nem na contas de duplicatas a 
receber. 
 
O exemplo a seguir mostra os procedimentos contábeis que devem ser adotados para o caso 
de duplicatas em cobrança bancária simples. 
 
 3 
 
 
a) Pela remessa da duplicata ao banco: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Pelo aviso bancário de cobrança efetuada: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Ao mesmo tempo, a empresa Alvorada faria a baixa dessas duplicatas cobradas no controle 
extracontábil de duplicatas em cobrança simples. 
 
b) Pela devolução das duplicatas não cobradas: 
Considerando que o banco não tenha conseguido cobrar as duplicatas restantes, estas 
seriam devolvidas à empresa, que também não faria qualquer lançamento contábil, mas 
procederia ao registro da devolução no controle extracontábil de duplicatas remetidas

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