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Curativos Podológicos Cilene Regina Savegnago Rodrigues 2 Todos os direitos reservados. Nenhuma parte desta publicação poderá ser reproduzida por qualquer meio, seja este eletrônico, mecânico, de fotocópia, de gravação ou outro, nem ter seu conteúdo divulgado via internet, sem prévia autorização, por escrito, da autora: Cilene R.S. Rodrigues, sob pena de constituir violação do Copyright (lei nº 5.988 de 1998) Rodrigues, Cilene.R.S. Rodrigues, Cilene R.S . Curativos Podológicos - São Paulo, 3ª Edição. 2020. Podologia – Saúde e Bem estar 1ª edição – São Paulo – 2016 2ª edição – São Paulo – 2018 3ª edição – São Paulo – 2020 Ebook – livro digital. Ficha Catalográfica 3 Sumário Introdução.............................................................................................................................................................04 O que é um curativo ?...........................................................................................................................................05 Objetivo do Curativo.............................................................................................................................................06 Finalidades do Curativo........................................................................................................................................07 Infecções...............................................................................................................................................................08 Exsudatos..............................................................................................................................................................09 Tipos de Exsudatos................................................................................................................................................11 * Exsudato Sanguinolento.............................................................................................................12 * Exsudato Serosanguinolento......................................................................................................13 * Exsudato Seroso.........................................................................................................................14 * Exsudato Purulento....................................................................................................................15 * Exsudato Purulento Pútrido.......................................................................................................16 Ferida....................................................................................................................................................................17 Reparo Tecidual.....................................................................................................................................................18 Cicatrização...........................................................................................................................................................19 Tipos de Curativos na Podologia...........................................................................................................................21 * Curativo Aberto..........................................................................................................................22 * Curativo semi oclusivo...............................................................................................................23 * Curativo Oclusivo.......................................................................................................................24 Produtos para Curativos.......................................................................................................................................25 Fitoterapia nos Curativos......................................................................................................................................26 Fibra de Alginato...................................................................................................................................................29 Protocolos em Curativos.......................................................................................................................................32 * Protocolo para Onicocriptose....................................................................................................33 * Protocolo Curativo Semi Oclusivo..............................................................................................36 * Protocolo Curativo Aberto.........................................................................................................37 Orientações Gerais sobre Curativos......................................................................................................................38 A Autora................................................................................................................................................................39 Contatos................................................................................................................................................................40 4 Introdução O ebook de curativos podológicos traz uma abordagem das técnicas de curativos que o podólogo pode lançar mão dentro do gabinete de podologia e como podem contribuir para a melhora do quadro clínico do cliente. O conhecimento e habilidades em curativos contribuem também para os resultados obtidos nos processos mais complexos de tratamento que o podólogo oferece ao cliente, trazendo qualidade de vida, saúde e bem estar até o momento da alta podológica. O podólogo utiliza inúmeras técnicas e terapias de tratamento para as podopatias e onicopatias, e os curativos vem como um grande auxiliador e finalizador de todo esse processo realizado. O cliente percebe a qualidade do tratamento nesta etapa também. A higiene, a forma de realizar o curativo e a habilidade de cuidados essenciais são critérios que o próprio cliente observam nos tratamentos. Indicar os curativos é também uma questão de cuidado. É um meio terapêutico que consiste na limpeza e aplicação de uma cobertura, quando necessário, com a finalidade de promover a rápida cicatrização e prevenir a contaminação ou infecção. O curativo compreende todo o processo de limpeza, desbridamento e também a seleção da cobertura e/ou tratamento tópico do local. Cobertura é todo material, substancia ou produto que se aplica sobre a ferida, como finalização do curativo que forma uma barreira física capaz de, pelo menos, cobrir e proteger o seu leito. 5 Na podologia, também se faz uso do curativo para regenerar ou cicatrizar as lesões provenientes das onicocriptoses, onicofoses, calos e calosidades, verrugas plantares, tungíase, tíneas entre outros. Temos algumas técnicas nos curativos podológicos que podem ser utilizados como protetores ou como anteparos, pois auxiliam na separação das estruturas e dão suporte para evitar a hiperpressão local. O que é um curativo? • Auxiliar o organismo a promover a cicatrização; • Eliminar os fatores desfavoráveis que retardam a cicatrização da lesão; • Diminuir infecções cruzadas, através de técnicas e procedimentos adequados; 6 Objetivo do Curativo Um curativo ideal contempla limpar a ferida, protegendo-a de traumatismos mecânicos e imobilizando o membro afetado. Além disso, deve também prevenir a contaminação exógena, absorvendo as secreções exsudativas mas ao mesmo tempo mantendo o leito úmido para a regeneração celular. Os curativos podológicos promovem ao cliente um alivio imediato da dor. Embora não seja limite de atuação do podólogo utilizar os fármacos para analgesia, temos a fitoterapia como aliada para os curativos com essa finalidade. A fitoterapia contribui para todo o processo de cicatrização em diversas patologias ungueais e podopatias. Contaminação Exógena – infecção provocada por microorganismos provenientes do exterior. • evitar a contaminação do local;• reduzir a infecção das lesões contaminadas; • facilitar a cicatrização; • remover as secreções; • promover a hemostasia • facilitar a drenagem • proteger a ferida • aliviar a dor 7 Finalidades do Curativo Terapia Tópica Objetivo da Limpeza Objetivo do Desbridamento Função da Cobertura Remover Debris Remover Tecido Necrótico Ser interativa Tecido desvitalizado, matéria estranha, excesso de exsudatos, resíduos de agentes tópicos e microorganismos Reduzir risco de infecção e manter o tecido viável. Ser seletivo. Manter meio úmido, o isolamento térmico e promover a cicatrização Infecções É a invasão de tecidos corporais de um organismo hospedeiro por parte de organismos capazes de provocar doenças; a multiplicação destes organismos; e a reação dos tecidos do hospedeiro a estes organismos e às toxinas por eles produzidas. Alguns sintomas que podem ser causados por infecções: ➢ Febre; ➢ Dor no local infectado; ➢ Aparecimento de pus; ➢ Dores musculares; ➢ Diarreias; ➢ Fadiga; ➢ Tosse. As infecções mais comuns no gabinete de podologia são: ➢ Onicocriptose com presença de granuloma piogênico (agente patológico bactérias) ➢ Paroníquia: presença de agentes patológicos bactérias e fungos Matéria resultante dos processos inflamatórios. Líquido altamente proteico que sai dos vasos e deposita- se nos tecidos e em superfícies teciduais. “O exsudato é um material fluído, composto por células ou debris celulares que escapam de um vaso sanguíneo e se depositam nos tecidos ou nas superfícies teciduais, usualmente como resultado de um processo inflamatório. O exsudato é caracterizado por um alto conteúdo de proteína, células e materiais sólidos derivados das células. Os exsudatos das reações inflamatórias variam no conteúdo de líquido, proteínas plasmáticas e células. A natureza exata do exsudato é amplamente ditada pela gravidade da reação e sua causa específica.” (Protocolo de feridas) 9 Exsudatos • É basicamente formado de água. • É proveniente dos vasos capilares e muito semelhante ao plasma. • Além de água, contém também eletrólitos, diversos nutrientes, proteínas, mediadores da inflamação, enzimas (especialmente as MMPs ou metaloproteinases da matrix), fatores de crescimento, resíduos (“lixo”) metabólicos e vários tipos de células, especialmente neutrófilos, macrófagos e plaquetas. Habitualmente tem coloração acastanhada clara e consistência aquosa. • Em geral não exala odor; 10 Exsudato Exsudatos 11 Tipos de Exsudatos Transudato é caracterizado pela baixa quantidade proteínas. Sua causa é pelo aumento da pressão hidrostática ou redução das proteínas plasmáticas. As possíveis causas são insuficiência cardíaca, renal e hepática. Ele é o oposto do exsudato por não ser decorrente de um processo inflamatório. • É decorrente de lesões com ruptura de vãos; • Fibrinoso ou supurativo; • Acompanhado pelo extravasamento de grande quantidade de hemáceas. • Indica sangue ativo decorrente da ruptura de vasos. • Tem coloração vermelho vivo. • Ocorre nas inflamações; • Não tem odor; 12 Exsudato Sanguinolento é muito comum nas onicocriptoses em processos inflamatórios e infecciosos. A lesão fica completamente úmida, sem odor, com sinais inflamatórios (dor, rubor, calor e edema), podendo evoluir para um quadro clínico infeccioso. Exsudato Sanguinolento • Mistura de seroso com sanguinolento. • Ocorre em inflamações. • Tem coloração vermelho claro, “aguado” para róseo. • Não tem odor; 13 As dermatites podem expelir exsudato serosanguinolento. A pele lesionada produz o líquido para proteger a área afetada. Exsudato Serosanguinolento As fissuras são lesões por solução de continuidade, ou seja, vão se aprofundando e lesionando tecidos formando uma fenda exsudativa. • Origina do soro sanguíneo e secreções de células. • É observado nas fases de desenvolvimento da maioria das reações inflamatórias agudas e é encontrada nos estágios precoces da infecção bacteriana. • Tem coloração clara. • Tem odor característico; 14 Mais comuns em onicocriptoses, cuticulites e calos. Exsudato Seroso • Ocorre em infecções. • Tem coloração amarelada, esverdeada, marrom. • Odor fétido. • Dor e rubor local 15 Exsudato Purulento O odor característica de secreção purulenta ocorre porque há presença de bactérias no local. É necessário drenar essa secreção e limpar bem o local para evitar novas formações exsudativas. • Espesso; • Amarelo opaco a esverdeado; • Odor fétido / pútrido; • Presença de infecção (fúngica e bactérias pseudômonas) 16 Exsudato Purulento Pútrido • Ferida é definida como qualquer lesão no tecido epitelial, mucosas ou órgãos com prejuízo de suas funções básicas. As feridas podem ser causadas por fatores extrínsecos como a incisão cirúrgica e as lesões acidentais por corte ou trauma, ou por fatores intrínsecos, como as feridas produzidas por infecção, as úlceras crônicas, as causadas por alterações vasculares, defeitos metabólicos ou neoplasias (HESS, 2002 p. 8). 17 Ferida 18 Reparo tecidual é o processo de cura de lesões teciduais e pode ocorrer por regeneração ou cicatrização. Regeneração: o tecido morto é substituído por outro morfofuncionalmente idêntico. Cicatrização (reparação): um tecido neoformado, substitui o tecido perdido. Regeneração Substituição de células perdidas por células semelhantes, estrutural e funcionalmente completa. A regeneração depende da nobreza das células. Cicatrização Processo pelo qual o tecido lesado é substituído por tecido conjuntivo vascularizado. Primeiro passo é a instalação de reação inflamatória – células do exsudato de células fagocitárias reabsorvem restos celulares e sangue extravasado. Em seguida – proliferação fibroblástica e endotelial formando o tecido conjuntivo cicatricial (tecido de granulação). Finalmente – remodelação com redução do volume da cicatriz. Reparo Tecidual • É o processo pelo qual ocorre a regeneração de uma lesão ou ferimento através do tecido conjuntivo, levando ao fechamento ou a cura; • É a transformação do tecido de granulação em tecido cicatricial, sendo a cicatriz a etapa final do processo curativo da lesão; 19 Cicatrização • Nível nutricional: a diminuição dos elementos protéicos, vitamina C e desidratação são os principais causadores do retardo da cicatrização; • Condições de vascularização: como o sangue fornece os elementos cicatrizantes, quanto melhor a circulação, mais eficiente será a cicatrização. • Idade: ocorre um retardo nos idosos; • Edema: por dificultar a união das extremidades da ferida e diminuir a vascularização local • Administração de drogas que mascaram a presença de infecção. • Administração de drogas anticoagulantes • Técnica de curativo: provocada pela troca insuficiente, falhas de técnica asséptica, curativo apertado e outros. • Alteração da taxa de glicose sanguínea 20 Fatores na Cicatrização 21 Abertos: em fendas sem infecção, que após tratamento permanecem abertos (sem proteção de gaze). Semi oclusivos: possui apenas uma barreira para proteger o ferimento do meio externo. Oclusivos: veda o ferimento criando ambiente úmido favorável, promove isolamento térmico e das terminações nervosas e impede a formação de crostas Barreira contra bactérias. Tipos de Curativos na Podologia ✓ Anteparo de Algodão ✓ Anteparo de gaze micro fios ✓ Anteparo de gaze de rayon ✓ Anteparo com Fibra de alginato 22 Curativo aberto • Troca diária • Uso de fitoterápicos (ANEX), óleo essencial de copaíba e óleo vegetal (A.G.E.) O curativo aberto é simplesmente uma proteção para evitar o contato com sujidades. Nas retiradas de onicofose em que não houve sangramento, mas há micro lesões nas pregas periungueais e o risco de uma inflamação nas próximas 72 horas, é indicado o uso de fitoterápicos e curativo aberto com algodão ou os itens descritos acima. ✓ Gaze micro fios ✓ Gaze de rayon ✓ Micropore 23 Curativo semi oclusivo O curativo semi oclusivo é indicadopara casos em que houve um sangramento e serve para proteger a lesão de sujidades dos calçados entre outros. Também é indicado faze-lo para lesões que sofrerão contato e hiperpressão do chão, como por exemplo, a região plantar. Utilize a fitoterapia: óleos essenciais como anex, óleo de copaíba para cicatrização. Fibra de alginato embebida em A.G.E e gaze para ocluir. ✓ Gaze tubular ✓ Fita Coban ✓ Atadura de Rayon • Troca a cada 48 hs; • Não pode molhar o curativo; • Evitar o uso de calçado fechado; 24 Curativo oclusivo O curativo oclusivo é realizado em casos que há presença de infecção. Nas onicocriptoses com granulomas, nos processos invasivos, nas lesões com exsudação como bolhas, ferimentos, traumas etc. A fitoterapia é a aliada do podólogo nos curativos. Utilize os óleos essenciais para cicatrização, a fibra de alginato para manter a lesão sem exsudatos e o AGE para manter a lesão umedecida somente o suficiente para que ela tenha capacidade de elasticidade e regeneração para unir as bordas da lesão. A gaze tubular é a meia que será colocada por cima da gaze de rayon que está protegendo a lesão. 25 Produtos para curativos Gaze tubular é uma malha elástica que protege as lesões. Mais utilizada nos curativos oclusivos em dedos, principalmente o Hálux, devido ao tamanho do aplicador de gaze que se adapta perfeitamente ao tamanho do hálux. Protege a lesão de sujidades e contato com o calçado. O micropore e a fita cobam são os mais indicados para fechar os curativos, porque são flexíveis, não abafam a pele e normalmente, não causam alergias. 26 Fitoterapia nos Curativos Os óleos essenciais são nossos aliados nos curativos. Para uma boa cicatrização, regeneração e reparo tecidual efetivo, aproprie-se do uso de óleos essenciais nos curativos aplicados. Temos diversos óleos essenciais e cada um com propriedades peculiares com efeitos fisiológicos. Nos curativos utilizamos bastante os blends, que são as misturas dos óleos essenciais para potencializar a ação. Um dos blends mais utilizados na podologia é o anex, que possui a mistura de 6 óleos essenciais. O óleo de copaíba, melaleuca, cravo também podem ser incluídos na lista de óleos para curativos. 27 Fitoterapia nos Curativos A pomada visserex a base de propólis também é uma excelente opção para curativos. O própolis tem propriedades anti-inflamatórias, é excelente para cicatrização de lesões grandes como fissuras, dermatites atópicas, ceratodermias palmo plantar com sangramentos, psoríase e outros. O própolis pode ser encontrado na forma líquida também. Para pequenos ferimentos, basta 2 gotas para ação do fitoterápico. 28 Fitoterapia nos Curativos Curatec AGE Essencial rico em ácidos graxos essenciais contém triglicerídeos de cadeia média, vitaminas A e E e lecitina de soja. É um produto emoliente hidratante que acelera a cicatrização e previne lesões. O AGE ou ácidos graxos essenciais também são indicados para ferimentos que necessitam que a lesão permaneça umedecida para manter a elasticidade da pele e a capacidade de aproximação das bordas da lesão. Indicações •Queimaduras (1º e 2º); •Prevenção de úlceras por pressão; •Dermatites; •Proteção de pele peri-lesão; •Traqueostomias e drenos; •Gastronomias; •Assadura de bebê. Benefícios •Hidrata; •Previne lesões •Acelera a cicatrização/granulação; •Estimula angiogênese e fatores de crescimento; •Alta concentração de ácidos linoleico e oleico, enriquecido com vitaminas A e E. • É uma fibra de não-tecido,impregnada de alginato de cálcio e sódio, extraídas de alga marinha laminaria contendo ácido algínico como seu princípio ativo. • É indicado para feridas superficiais com perda parcial de tecido (placa) ou lesões cavitárias, profundas, altamente exsudativas, com ou sem infecção,como: feridas exsudativas ou com sangramento; feridas agudas ou crônicas; colonizadas ou infectadas. 29 Fibra de Alginato Seu poder de ação Quando entra em contato com o exsudato ou sangue o alginato forma um gel fibroso, hidrofílico, hemostático e rico em cálcio que interage com os íons de sódio da ferida absorvendo o excesso de exsudato e/ou sangue e mantendo o meio úmido. Na Podologia é indicado para curativos oclusivos em: • Granulomas piogênicos e telangiectásicos; • Infecções (verrugas, calos com núcleos, traumas subungueais, fissuras, tunga;) • Higromas e bolhas; 30 Fibra de Alginato 31 Fissuras (lesão por solução de continuidade) Grau 3 – lesão exsudativa Bolha no hálux com processo inflamatório Tungíase – retirada do protozoário (lesão infectada) Onicocriptose com granuloma piogênico (infecção) Fissura / lesão por tínea pedis - exsudativa Calosidade polpa digital com lesão. Fibra de Alginato 32 Protocolos em Curativos • Antissepsia do local • Lavagem com soro fisiológico • Investigação da espícula • Limpeza das pregas periungueais com anteparos de algodão • Pique com alicate de onicotomia • Deslaminação total da prega periungueal com nuclear 214 • Retirada de espícula - Técnica de giro: nuclear 209 - Técnica de pinçamento: pinça Mathieu, pinça kelly reta • Limpeza das pregas peringueais com anteparos de algodão • Aplicação de fitoterápicos e curativos abertos com anteparos 33 Protocolo para Onicocriptose 34 1. Pique com alicate de onicotomia 2. Deslaminação em diagonal 3. Pinçamento da espícula. 4. Retirada da espícula e extravasamento de exsudato purulento 5. Retorno em 2 dias com lesão seca. 6. Limpeza da lesão no dia do retorno. Protocolo para Onicocriptose 35 Foi realizado o curativo oclusivo para evitar a contaminação/ infecção local. Foi aplicado ANEX com fibra de alginato e a gaze de rayon embebida em A.G.E. Ocluído com gaze tubular e micropore. Retorno em 2 dias para a troca do curativo. Protocolo para Onicocriptose 36 Foi aplicado em torno da lesão um quadrante com micropore. Isso previne a contaminação/ infecção em outras regiões da planta. Neste caso, a verruga plantar, foi administrado o óleo essencial de tuia com um filete de algodão para que não escorra. Finalizado com algodão somente na lesão e micropore. Quadrante da lesão Lesão Fechada com Micropore Protocolo Curativo Semi Oclusivo 37 Nos curativos abertos podemos aplicar os fitoterápicos nas pregas periungueais. Eles servem para proteger o local do atrito, evitando possíveis inflamações locais. Nas retiradas de onicofoses, calos com núcleos, tíneas interdigitais, fissuras entre outros. Protocolo Curativo Aberto 38 ✓ Recomendações sobre a troca: a troca deve ser diária ou a cada 48 horas dependendo do curativo; ✓ Não molhar o curativo. Caso isso aconteça, troque imediatamente; ✓ Para proteger o curativo utilize o filme osmótico ou qualquer proteção no local para evitar molhar; ✓ A troca diária de algodão deve ser com cuidado para evitar ferimentos ou lesões em locais que já sofreram uma intervenção, como por exemplo, a retirada de onicofose. ✓ Evite calçados apertados, caixa baixa e estreita como sapatilhas e sapatos de couro (mais rígido). Os chinelos também não são apropriados no processo de cicatrização. Os calçados adequados são os tênis com tecido na parte da frente ou sapatos fechados com tecidos flexíveis e de preferencia os que não abafam os pés. ✓ Recomende por escrito ao seu cliente todos esses cuidados para que ele possa consultar sempre que for necessário. ✓ Acompanhe a evolução do tratamento por escrito também, e não esqueça de relatar a alta podológica quando o quadro clínico estiver estabilizado e melhorado. Orientações Gerais sobre Curativos 39 A Autora Docente do Senac São Paulo (em Saúde e Bem estar) Proprietária da Podal Clean – Soluções em Educação a distância na área de Saúde e bem estar Formação Profissional Técnico em Podologia pelo Senac Especialização em atendimento ao portador de Diabetes Mellitus Especialização em Pés de Riscos Especialização em Gerontologia Podologia Geriátrica, Esportiva, Infantil, Ocupacionale Estética Cilene Regina Savegnago Rodrigues 40 Contatos http://podalclean.wixsite.com/podalclean https://www.facebook.com/podalclean/ podalclean@gmail.com 11 4824-1706 @podalclean