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Professor(a) Esp. Heloiza Helen da Silva
ZOOLOGIA GERAL
REITORIA Prof. Me. Gilmar de Oliveira
DIREÇÃO ADMINISTRATIVA Prof. Me. Renato Valença 
DIREÇÃO DE ENSINO PRESENCIAL Prof. Me. Daniel de Lima
DIREÇÃO DE ENSINO EAD Profa. Dra. Giani Andrea Linde Colauto 
DIREÇÃO FINANCEIRA Eduardo Luiz Campano Santini
DIREÇÃO FINANCEIRA EAD Guilherme Esquivel
COORDENAÇÃO DE ENSINO, PESQUISA E EXTENSÃO Profa. Ma. Luciana Moraes
COORDENAÇÃO ADJUNTA DE ENSINO Profa. Dra. Nelma Sgarbosa Roman de Araújo
COORDENAÇÃO ADJUNTA DE PESQUISA Profa. Ma. Luciana Moraes
COORDENAÇÃO ADJUNTA DE EXTENSÃO Prof. Me. Jeferson de Souza Sá
COORDENAÇÃO DO NÚCLEO DE EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA Prof. Me. Jorge Luiz Garcia Van Dal
COORDENAÇÃO DE PLANEJAMENTO E PROCESSOS Prof. Me. Arthur Rosinski do Nascimento
COORDENAÇÃO PEDAGÓGICA EAD Profa. Ma. Sônia Maria Crivelli Mataruco
COORDENAÇÃO DO DEPTO. DE PRODUÇÃO DE MATERIAIS DIDÁTICOS Luiz Fernando Freitas
REVISÃO ORTOGRÁFICA E NORMATIVA Beatriz Longen Rohling 
 Carolayne Beatriz da Silva Cavalcante
 Caroline da Silva Marques 
 Eduardo Alves de Oliveira
 Jéssica Eugênio Azevedo
 Marcelino Fernando Rodrigues Santos
PROJETO GRÁFICO E DIAGRAMAÇÃO Bruna de Lima Ramos
 Hugo Batalhoti Morangueira
 Vitor Amaral Poltronieri
ESTÚDIO, PRODUÇÃO E EDIÇÃO André Oliveira Vaz 
DE VÍDEO Carlos Firmino de Oliveira 
 Carlos Henrique Moraes dos Anjos
 Kauê Berto
 Pedro Vinícius de Lima Machado
 Thassiane da Silva Jacinto 
 
FICHA CATALOGRÁFICA
 Dados Internacionais de Catalogação na Publicação - CIP
S586z Silva, Heloiza Helen da
 Zoologia geral / Heloiza Helen da Silva
 Paranavaí: EduFatecie, 2023.
 98 p.: il. Color.
 
 1. Zoologia. 2. Invertebrados. I. Centro Universitário
 UniFatecie. II. Núcleo de Educação a Distância. III. Título. 
 
 CDD: 23. ed. 591
 Catalogação na publicação: Zineide Pereira dos Santos – CRB 9/1577
As imagens utilizadas neste material didático 
são oriundas dos bancos de imagens 
Shutterstock .
2023 by Editora Edufatecie. Copyright do Texto C 2023. Os autores. Copyright C Edição 2023 Editora Edufatecie.
O conteúdo dos artigos e seus dados em sua forma, correção e confiabilidade são de responsabilidade exclusiva
dos autores e não representam necessariamente a posição oficial da Editora Edufatecie. Permitido o download da 
obra e o compartilhamento desde que sejam atribuídos créditos aos autores, mas sem a possibilidade de alterá-la 
de nenhuma forma ou utilizá-la para fins comerciais.
https://www.shutterstock.com/pt/
3
Professor(a) Esp. Heloiza Helen da Silva
• Especialista Em Gestão Ambiental em Municípios (UTFPR)
• Especialista em Biologia: Morfofisiologia do Organismo Humano e sua Integra-
ção com o Meio Ambiente (FAFIJAN)
• Habilitação em Biologia (UNIPAR)
• Ciências (FAFIPA)
Trabalhou como professora efetiva do Ensino Fundamental e Médio nas modalida-
des Regular e Educação de Jovens e Adultos e atuou na Secretaria de Estado da Educação 
no setor de Legislação Escolar.
CURRÍCULO LATTES: http://lattes.cnpq.br/0202267381493791
AUTOR
http://lattes.cnpq.br/0202267381493791
4
É muito bom ter você aqui! Seja bem-vindo(a)!
Novos projetos sempre nos propõem grandes desafios, e estudar o Reino Animal 
— grupo com maior número de representantes dentre os seres vivos, desde a sua forma 
mais simples até a mais complexa, permeando de sua origem e evolução, sua estrutura 
morfofisiológica e suas interações entre si e com o meio em que vivem possibilitará, além 
de conhecimento científico, o despertar de condutas para a conservação e manejo da 
biodiversidade, pois o equilíbrio do planeta está diretamente ligado à diversidade animal.
O ramo da Biologia especializado no estudo científico das espécies animais (vivas 
ou extintas) chama-se Zoologia.
Com o intuito de proporcionar uma melhor compreensão e assimilação das infor-
mações vamos apresentar os conteúdos em quatro unidades.
Na unidade I, iniciaremos com o conceito e a importância da Zoologia, onde tere-
mos uma visão geral da diversidade animal, conhecendo sua classificação e a importância 
da Nomenclatura Científica para atribuição de nomes às espécies.
Na unidade II, embarcaremos no complexo mundo dos invertebrados, onde estuda-
remos os Protozoários (primeiros seres vivos considerados animais); Poríferos — conheci-
dos como esponja; Cnidários, comumente representados pelas águas-vivas; Platelmintos e 
Nematelmintos, ambos popularmente conhecidos como vermes.
Na unidade III, continuaremos no mundo dos invertebrados, onde serão estudados 
os Anelídeos, onde o representante mais conhecido e de grande importância agrícola é a 
minhoca; os Moluscos, animais de corpo mole e facilmente identificados pelo rastro que 
deixam por onde passam; os Artrópodes — maior grupo de animais catalogados e os 
Equinodermos — exclusivamente marinhos.
Na unidade IV, serão estudados os animais Vertebrados, que inclui os Peixes — to-
dos aquáticos; os Anfíbios — animais de vida dupla; os Répteis — primeiros animais exclusi-
vamente terrestres; as Aves e Mamíferos — ambos com capacidade de manter a temperatura 
corporal. Os vertebrados são de grande importância na saúde, economia e lazer.
Após esta breve apresentação dos assuntos que serão estudados, desejo que 
jamais lhe falte motivação e que você possa, ao longo dessa caminhada, intensificar e 
implementar seu conhecimento.
 Bom estudo!
APRESENTAÇÃO DO MATERIAL
5
UNIDADE 4
A Diversidade Mais Complexa
do Reino Animal
Invertebrados — Uma Variedade de 
Seres Vivos — Parte II
UNIDADE 3
Invertebrados — Uma Variedade de 
Seres Vivos — Parte I
UNIDADE 2
O Estudo Científico dos Animais
UNIDADE 1
SUMÁRIO
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 
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. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 
Plano de Estudos
• Introdução À Zoologia 
• Classificação e nomenclatura zoológica
Objetivos da Aprendizagem
• Conceituar Zoologia e perceber sua importância para a preservação 
da fauna e flora existentes em nosso planeta;
• Contemplar a magnitude da diversidade animal;
• Conhecer alguns sistemas de classificação dos seres vivos ao longo 
dos tempos e a importância dessa organização para os estudos;
• Compreender o objetivo da Nomenclatura Científica;
• Aprender as principais regras utilizadas na designação científica 
dos seres vivos.
Professor(a) Esp. Heloiza Helen da Silva
O ESTUDO CIENTÍFICO O ESTUDO CIENTÍFICO 
DOS ANIMAISDOS ANIMAIS1UNIDADEUNIDADE
INTRODUÇÃO
7O ESTUDO CIENTÍFICO DOS ANIMAISUNIDADE 1
Olá! Seja bem-vindo(a) a nossaPrimeira Unidade da disciplina de Zoologia Geral. 
É com grande satisfação que preparo este material de estudo e início lhe questio-
nando: você já parou para observar a diversidade de vida que nos cerca, quantas espécies 
já passaram pelo nosso planeta e quantas estão aqui e ainda não conhecemos? Como 
essas espécies estão ligadas à existência humana? Como garantir a sustentabilidade do 
planeta? O que nos diferencia dos demais animais? Como explicamos essa grande diversi-
dade de seres vivos? Qual a importância dos animais para a economia?
A ciência que estuda a vida em seus mais variados aspectos e procura responder 
a esses e outros questionamentos é a Biologia e devido a sua complexidade é subdividida 
em várias áreas, entre elas está a Zoologia que estuda especificamente o Reino Animal.
O equilíbrio dos ecossistemas está diretamente ligado à interação das espécies 
entre si e com o meio, por isso a necessidade de conhecer as características gerais e 
específicas dos animais desde os tempos primórdios, vem de encontro com condutas a fim 
de minimizar prejuízos para o meio ambiente e até mesmo para a economia.
Também sabemos que os seres vivos são “batizados” pela população, o que oca-
siona um mesmo ser vivo receber vários nomes dentro de um país e pelo mundo. Então, 
com o objetivo de favorecer os estudos, um outro ramo dentro da Biologia é responsável 
por organizar esses seres vivos em categorias, agrupando-os de acordo com suas caracte-
rísticas comuns, bem como por suas relações de parentesco evolutivo e também fazendo 
a identificação através da Nomenclatura Científica — que é adotada internacionalmente e 
obedece às mesmas regras — o que permite a comunicação entre diversos profissionais.
Espero que esteja animado(a) para iniciar essa fantástica viagem pela nossa Biodi-
versidade, em especial pelo mundo animal.
INTRODUÇÃO
À ZOOLOGIA1
TÓPICO
8O ESTUDO CIENTÍFICO DOS ANIMAISUNIDADE 1
1.1. O que é Zoologia
Segundo o Dicionário Etimológico, a palavra Zoologia é proveniente do grego zoon 
= “animal” e logos = “estudo”, ou seja, ciência que estuda os animais em seus múltiplos 
aspectos.
A proximidade do homem com os animais, uma vez que apresenta grande depen-
dência deles para alimentação, vestuário, trabalho e até mesmo companhia, o fez zoólogo 
por natureza (BARSA, 1997).
Um dos primeiros destaques como naturalista foi Plínio, o Velho […] “que resumiu 
os conhecimentos zoológicos de sua época na obra História naturalis, na qual reuniu inú-
meras descrições de animais, uns reais e outros mitológicos” […] (BARSA, 1997, p. 500).
Ferigolo (2011, Site Globo Ciência) fala sobre o início das pesquisas em Zoologia:
Considerado o Pai da Zoologia, Aristóteles foi um profundo pesquisador do 
reino animal, chegando a estudar, com grande riqueza de detalhes, as es-
truturas anatômicas de mais de 500 espécies. […] Foi ele quem criou a ana-
tomia comparada para estudar os animais e compreendê-los por meio da 
distinção. O método comparativo aparece pela primeira vez em Aristóteles 
e é utilizado até hoje, sendo a anatomia comparada a base de estudo da 
biologia atual.[…] 
1.2 Importância da Zoologia
A Zoologia vai muito além de uma ciência dentro da Biologia, pois está diretamente 
ligada à cultura, saúde, alimentação e economia da vida humana. Entre tantos exemplos 
podemos citar:
• Produção de substâncias utilizadas em prevenção e/ou tratamento de enfermidades;
9O ESTUDO CIENTÍFICO DOS ANIMAISUNIDADE 1
• Como se dá a transmissão de doenças por vetores específicos;
• Polinização e controle biológico de pragas nas lavouras;
• Domesticação para trabalho e lazer;
• Alimentação;
• Indústria de calçado e vestuário;
• Produção de cosméticos, etc. (BARSA, 1997)
1.3 Diversidade Animal
Jr Cleveland et al. (2022, p. 150) retrata a diversidade animal da seguinte forma:
Praticamente todos os principais planos corporais que vemos hoje, junto com 
muitos planos novos que conhecemos apenas do registro fóssil, evoluíram 
em um espaço de uns poucos milhões de anos. Vivendo em um mundo com 
espécies esparsas e livres de competição, essas novas formas de vida diver-
sificaram-se, produzindo novos temas na arquitetura animal. As explosões de 
diversificação posteriores, que se seguiram a grandes eventos de extinção, 
produziram principalmente variações sobre os tipos estabelecidos.
FIGURA 1 - DIVERSIDADE ANIMAL
Fonte: INTRODUÇÃO ao Estudo dos Seres Vivos. Blog Biologia e Ciências na Cabeça, 2014. Disponível em: http://
quibiolegal.blogspot.com/2014/08/ Acesso em: 10 maio. 2023.
Quando nos reportamos à diversidade não podemos restringir este rol apenas aos 
animais que nos cercam ou que ouvimos falar com certa frequência e que apresentam 
características gerais semelhantes. Os representantes de um mesmo grupo apresentam 
diferenças entre si, como cores, comportamentos, estruturas, formas, etc. É simplesmente 
espetacular a evolução das espécies ao longo das gerações!
CLASSIFICAÇÃO E 
NOMENCLATURA 
ZOOLÓGICA2
TÓPICO
10O ESTUDO CIENTÍFICO DOS ANIMAISUNIDADE 1
2.1. Histórico da classificação dos seres vivos
“O filósofo e biólogo grego Aristóteles (384 a 332 a.C.) foi o primeiro a classificar 
organismos de acordo com suas similaridades estruturais” (JR CLEVELAND et al., 2022, 
p. 194). “No século XVII, John Ray resumiu todo o conhecimento acumulado até então e 
acrescentou-lhes novas classificações úteis.” (BARSA, 1997, p. 495)
“Um sistema taxonômico unificado para todos os animais e plantas surgiu pela pri-
meira vez dois milênios depois, com o trabalho de Carolus Linnaeus (em português, Carlos 
Lineu)” (JR CLEVELAND et al., 2022, p. 194). Segundo a Enciclopédia Barsa, em 1758 
Lineu criou regras para nomear plantas e animais, sendo essa a sua maior contribuição 
para o sistema de classificação.
À medida que os taxonomistas começaram a aceitar a teoria da evolução pro-
posta por Charles Darwin, reconheceu-se que aquilo que havia sido descrito 
como afinidade natural — a existência de caracteres semelhantes — podia 
ser explicado como uma relação estabelecida por descendência evolutiva. 
Fez-se então a passagem do sistema natural de classificação na época vi-
gente para o sistema filogenético atual. (BARSA, 1997, p. 495)
FIGURA 2 - ARISTÓTELES
11O ESTUDO CIENTÍFICO DOS ANIMAISUNIDADE 1
FIGURA 3 - JOHN RAY
Fonte: BIOLOGIA Geral. Blog Trabalhos para a Graduação na Univesp, 2015. Disponível em: http://univesp-katia-
regina.blogspot.com/2015/10/biologia-geral-2-semana.html Acesso em: 10 maio. 2023.
FIGURA 4 - LINEU
Fonte: CLASSIFICAÇÃO e evolução Carolus Linnaeus e a sistemática. Blog Biologia para a Vida, 2020. Disponível em: 
http://segundocientista.blogspot.com/2015/02/classificacao-e-evolucao-carolus.html Acesso em: 10 maio. 2023.
2.1.1 Taxonomia
Taxonomia é o ramo da biologia que se ocupa da identificação, nomenclatura e 
classificação dos seres vivos e extintos (BARSA, 2017, p. 494). O grupo nomeado em 
qualquer nível da hierarquia é chamado de táxon (URRY et al., 2022, p.554).
Os biólogos trabalham com pequenos grupos de seres vivos para determi-
nar quão similares são os diferentes tipos de organismos. Daí a criação da 
hierarquia taxonômica, um sistema de nomenclatura que classifica os orga-
nismos por suas relações evolutivas. Dentro dessa hierarquia, os seres vivos 
são organizados do maior grupo, mais inclusivo, para o menor grupo, menos 
inclusivo. (KRATZ, 2020, p.12)
A seguir, segundo Kratz (2020), a hierarquia taxonômica do maior para o menor:
Domínios: Agrupam organismos segundo características fundamentais, como 
estrutura celular e química. 
Reinos: Classificam os organismos em função de características do desenvolvi-
mento e estratégia nutricional. 
Filos: Separam os organismos com base nas características específicas que defi-
nem os principais grupos dentro dos reinos. 
12O ESTUDO CIENTÍFICO DOS ANIMAISUNIDADE 1
Classes: Agrupam os organismos de acordo com as características que definem 
os principais grupos dentro dos filos. 
Ordens:Classificam os organismos com base em características determinantes 
que definem os principais grupos dentro da classe. 
Famílias: Distinguem os organismos com base nas características diferenciadoras 
que definem os principais grupos dentro da ordem. 
Gêneros: Diferenciam os organismos com base nas características que definem os 
principais grupos dentro da família. 
Espécies: Separam os organismos eucarióticos com base na possibilidade de se 
reproduzirem uns com os outros. 
FIGURA 5: HIERARQUIA TAXONÔMICA
Fonte: Urry et al. (2022, p.554).
2.1.1.1 Classificação e sistematização
A taxonomia se fundamenta em dois princípios gerais: (1) o princípio da descen-
dência, que admite relações genéticas; e (2) o princípio da evolução, onde características 
se acumulam ao longo das gerações. (BARSA, 2017) 
Conforme abordado por Cleveland (2022), classificar significa agrupar conforme caracte-
rísticas em comum; já sistematizar é reunir conforme a evolução a partir de um ancestral comum. 
13O ESTUDO CIENTÍFICO DOS ANIMAISUNIDADE 1
A filogenia estuda as relações evolutivas entre os organismos. […] procura estabe-
lecer linhas em que se reflitam a descendência e o grau de parentesco entre espécies de 
seres vivos do passado e do presente […] (BARSA, vol. 6, p. 274)
[…]uma árvore filogenética representa uma hipótese acerca das relações evo-
lutivas. Essas relações com frequência são representadas como uma série de 
dicotomias, ou pontos de ramificação de duas vias. Cada ponto de ramifica-
ção representa o ancestral comum às duas linhagens evolutivas que diver-
gem dele. Uma linhagem evolutiva é uma sequência de organismos ancestrais 
que leva a um determinado táxon descendente. (URRY et al., 2022, p.555).
FIGURA 6: ÁRVORE FILOGENÉTICA
Fonte: RUSSO, C. A. M. Filogenia, um retrato da evolução das espécies. Ciência Hoje, 2020. Disponível em: https://
cienciahoje.org.br/artigo/filogenia-um-retrato-da-evolucao-das-especies/ Acesso em: 10 maio. 2023.
2.2. Nomenclatura Científica
A humanidade sempre “batizou” os seres vivos que a cerca, porém a nomenclatura 
popular é muito variável tanto em dialetos como idiomas. Assim surgiu a necessidade de 
uma nomenclatura única que facilitasse a comunicação entre os estudiosos dos seres vivos. 
Nomenclatura é a atribuição de nomes (nome científico) a organismos e às cate-
gorias nas quais são classificados. O nome científico é aceito em todas as línguas, e cada 
nome aplica-se apenas a uma espécie.
2.3. Regras de nomenclatura zoológica 
Segundo Linhares (2011) para que a classificação fosse uniforme, foi convencionada 
uma série de regras que devem ser seguidas por todos os cientistas. Abaixo, algumas delas:
14O ESTUDO CIENTÍFICO DOS ANIMAISUNIDADE 1
[…] “Todos os nomes científicos devem ser escritos em latim e se derivarem de 
outra língua, deverão ser latinizados”. (Linhares, 2011, p.15) 
O sistema […] é chamado de nomenclatura binomial. […] grafado em itálico (ou 
sublinhado, no caso de ser escrito à mão ou datilografado). A primeira palavra é o nome do 
gênero, com a primeira letra maiúscula; a segunda palavra […] identifica a espécie dentro 
do gênero, e é grafado em letras minúsculas. (JR CLEVELAND et al., 2022, p. 195)
FIGURA 7: GIRAFFA CAMELOPARDALIS
Fonte: https://www.pexels.com/photo/giraffe-on-meadow-against-mount-with-trees-4577486/
[…] o epíteto genérico é sempre um substantivo e o epíteto específico é geralmente 
um adjetivo, que qualifica o gênero. Por isso, […] podemos escrever o nome genérico 
sozinho, desde que seguido de uma abreviatura padronizada. (AMABIS, 2010, p. 21)
O epíteto da espécie nunca deve aparecer sozinho; o nome binomial completo 
deve ser usado para se referir a uma espécie. (JR CLEVELAND et al., 2022, p. 195)
[…] o mesmo nome não pode ser dado a dois gêneros distintos de animais. No 
entanto, o mesmo epíteto de espécie pode ser utilizado em diferentes gêneros para deno-
minar espécies diferentes.
FIGURA 8: PANTHERA LEO
Fonte: https://www.pexels.com/photo/powerful-lion-lying-on-grass-in-zoological-garden-4168329/
https://www.pexels.com/photo/giraffe-on-meadow-against-mount-with-trees-4577486/
https://www.pexels.com/photo/powerful-lion-lying-on-grass-in-zoological-garden-4168329/
15O ESTUDO CIENTÍFICO DOS ANIMAISUNIDADE 1
FIGURA 9: PANTHERA TIGRIS
Fonte: https://www.pexels.com/photo/close-up-shot-of-a-tiger-7590796/ 
Segundo Amabis (2010) uma mesma espécie pode se diferenciar e formar novas 
populações com características próprias. Quando isso acontece surgem as subespécies ou 
raças geográficas. 
A denominação científica de uma subespécie requer um acréscimo de um terceiro 
termo ao binômio que designa a espécie. (AMABIS, 2010, p. 25)
FIGURA 10: CANIS LUPUS ARCTOS
Fonte: https://pixabay.com/pt/photos/mam%c3%adfero-bonitinho-animal-3265847/ 
FIGURA 11: CANIS LUPUS FAMILIARIS
Fonte: https://pixabay.com/pt/photos/golden-retriever-filhote-de-cachorro-2706672/
https://www.pexels.com/photo/close-up-shot-of-a-tiger-7590796/
https://pixabay.com/pt/photos/mam%c3%adfero-bonitinho-animal-3265847/
https://pixabay.com/pt/photos/golden-retriever-filhote-de-cachorro-2706672/
16O ESTUDO CIENTÍFICO DOS ANIMAISUNIDADE 1
FIGURA 12: CANIS LUPUS ARAB
Fonte: https://www.pexels.com/photo/eurasian-wolf-eating-meat-13923571/
FIGURA 13: CATEGORIAS TAXONÔMICAS ÀS QUAIS PERTENCEM O SER HUMANO E O GORILA
CATEGORIA LINEANA SER HUMANO GORILA
Reino Animalia Animalia
Filo Chordata Chordata
Subfilo Vertebrata Vertebrata
Classe Mammalia Mammalia
Subclasse Eutheria Eutheria
Ordem Primates Primates
Subordem Anthropóidea Anthropóidea
Família Hominidae Hominidae
Subfamília - -
Gênero Homo Gorilla
Espécie Homo sapiens Gorilla
Subespécie - -
Fonte: Adaptado de: JR CLEVELAND et al., (2022, p. 194)
https://www.pexels.com/photo/eurasian-wolf-eating-meat-13923571/
17O ESTUDO CIENTÍFICO DOS ANIMAISUNIDADE 1
O homem, com suas nobres qualidades, ainda carrega no corpo a marca indelével de sua origem modesta. 
(Charles Darwin)
A sistemática nos permite conhecer a história evolutiva da vida e a distribuição dos seres vivos no planeta. Esse 
conhecimento ajuda na pesquisa de novos produtos, como medicamentos que podem ser obtidos de plantas 
e de outros seres vivos, e na busca de novas espécies para o cultivo ou o cruzamento com espécies domésticas. 
Permite ainda acompanhar o nível de extinção das espécies e ajudar na preservação da biodiversidade.
A análise sistemática ajuda também a compreender como a AIDS começou e a evolução do vírus HIV com-
parando as sequências de nucleotídeos de várias linhagens desse vírus. A análise mostra que o HIV é se-
melhante aos vírus do grupo SIV […], encontrados em chimpanzés e outros macacos, assim o vírus pode 
ter sido adquirido quando alguns seres humanos foram mordidos ou arranhados ao caçar chimpanzés 
infectados. A análise permite também identificar de quem uma pessoa contraiu o vírus ao se compararem 
as sequências de nucleotídeos dos vírus das pessoas envolvidas.
Fonte: Linhares e Gewandsznajder (2011, p.21).
18O ESTUDO CIENTÍFICO DOS ANIMAISUNIDADE 1
Concluímos nossa primeira unidade! Este foi apenas o início da nossa viagem com 
um pouco da História desse maravilhoso mundo animal. Sabemos que você terá muito a 
pesquisar e aprender, tanto ao longo do curso como da vida, pois conforme estudamos, 
estamos em constante evolução.
A diversidade animal vem sendo descrita desde a pré-história através das pinturas 
nas paredes das cavernas. Sabemos que o ser humano sempre dependeu dos demais 
seres vivos para sua sobrevivência, então a busca por mais conhecimentos sempre esteve 
presente. Sabemos que animais ocupam um lugar de destaque na vida do ser humano 
— que se encontra no topo da escala zoológica — desde os primórdios (alimentação, ves-
tuário e proteção) até nos dias atuais como na produção de medicamentos, na economia, 
em atividades esportivas, entre outras.
Perante tantos questionamentos sobre esse grande grupo, foi visto a necessidade 
de expandir a diversidadedentro da Biologia, criando-se assim áreas específicas de estudos 
como a Zoologia que se dedica ao estudo dos animais existentes e também dos já extintos e 
a Taxonomia que identifica, classifica e nomeia os seres vivos. O botânico sueco conhecido 
como Lineu foi o primeiro a criar uma estrutura hierárquica na qual se posicionava os seres 
vivos de acordo com suas características e também criou regras aplicadas universalmente 
para a catalogação dos mesmos. A nomenclatura deve ser binominal — gênero e espécie 
— e escrita em Latim, língua que não sofre modificações (língua morta).
 Devemos compreender que o estudo da vida, assim como a própria vida, é uma 
dinâmica. A cada dia novas descobertas são feitas, novos conceitos elaborados e realoca-
ções ocorrem, por isso devemos sempre estar em busca e abertos a novos conhecimentos.
 
Agradeço sua dedicação e lhe aguardo na próxima unidade!
CONSIDERAÇÕES FINAIS
19O ESTUDO CIENTÍFICO DOS ANIMAISUNIDADE 1
A BIODIVERSIDADE E A EXTINÇÃO DAS ESPÉCIES
A extinção é o desaparecimento de espécies, de subespécies ou de grupos de es-
pécies, sejam elas animais ou vegetais. Neste trabalho objetivou-se compreender a extinção 
das espécies, questão abordada frequentemente em nosso cotidiano e também comumente 
divulgada na mídia. Tal fato pode ser ocasionado por diversos fatores tanto de ordem natural, 
caso de extinções em massa por catástrofes naturais como furacões e enchentes, quanto 
de ordem artificial, como ocorre quando o ser humano destrói o hábitat natural das espécies 
e estas não conseguem se adequar aos outros habitats. A degradação do meio ambiente, 
como ocorre quando há queimadas e caça ilícita, é uma das principais causas da extinção 
dos seres vivos, é necessário que se preserve a biodiversidade para que se continue com 
essa vasta diversidade de espécies que existe atualmente no planeta, podendo usufruir 
conscientemente dos recursos que a natureza nos fornece. Deve existir um comprometi-
mento de todos, empresas, pessoas, comunidades, escolas, entre outros para que ocorra 
a preservação da biodiversidade e assim evitar a extinção das espécies e não somente ter 
esse comprometimento, mas também agir, ou seja, ter consciência de que é necessário 
cuidar do meio ambiente e fazer ações que ponham essa consciência em prática. 
Fonte: ROOS, A. A Biodiversidade e a Extinção das Espécies. Rev. Elet. em Gestão, Educação e Tecnologia 
Ambiental. V (7), n.º 7, p. 1494 – 1499, MAR – AGO., 2012. Disponível em: https://periodicos.ufsm.br/reget/article/
download/5651/3628 Acesso em: 09 mai. 2023.
LEITURA COMPLEMENTAR
https://periodicos.ufsm.br/reget/article/download/5651/3628
https://periodicos.ufsm.br/reget/article/download/5651/3628
MATERIAL COMPLEMENTAR
20O ESTUDO CIENTÍFICO DOS ANIMAISUNIDADE 1
FILME/VÍDEO
• Título: Seleção Natural e Adaptação|Filosofia das Origens #3
• Ano: 2016.
• Sinopse: Documentário produzido no Arquipélago de Galápagos, 
local visitado por Charles Darwin em sua viagem a bordo do navio 
H.M.S. Beagle, sua visita foi de fundamental importância para os 
estudos do naturalista. O arquipélago sofreu pouco impacto antró-
pico, o que beneficia sua fauna e flora originais. 
• Link do vídeo: https://youtu.be/hewIbEI71iA
LIVRO
• Título: Princípios Integrados de Zoologia
• Autor: JR., Cleveland PH.; KEEN, Susan L.; David J. Eisenhour; 
e outros
• Editora: EDITORA GUANABARA KOOGAN LTDA.
• Sinopse: Apresenta uma rica e real experiência ao descreverem 
a diversidade da vida animal e as fascinantes adaptações que 
possibilitam aos animais habitarem tantos nichos ecológicos.
https://www.youtube.com/watch?v=hewIbEI71iA
https://youtu.be/hewIbEI71iA
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Plano de Estudos
• Zoologia dos Invertebrados
Objetivos da Aprendizagem
• Conhecer as principais características morfofisiológicas dos 
Protozoa e dos Filos Porifera, Cnidaria, Platyhelminthes e 
Nematoda.
• Caracterizar os principais grupos dos Protozoa e dos Filos Porifera, 
Cnidaria, Platyhelminthes e Nematoda.
• Identificar algumas doenças causadas por Protozoários, 
Platelmintos e Nematoides, bem como seus vetores, modo de 
transmissão e ciclo, reconhecendo em muitas delas a importância 
da higiene e saneamento básico.
Professor(a) Esp. Heloiza Helen da Silva
INVERTEBRADOS — INVERTEBRADOS — 
UMA VARIEDADE UMA VARIEDADE 
DE SERES VIVOS — DE SERES VIVOS — 
PARTE IPARTE I2UNIDADEUNIDADE
INTRODUÇÃO
22INVERTEBRADOS — UMA VARIEDADE DE SERES VIVOS — PARTE IUNIDADE 2
Saudações! Que bom encontrá-lo(a) novamente. Fico muito feliz em continuarmos 
essa jornada pelo fantástico mundo animal.
Com certeza todos conhecemos vários animais, mas você sabia que existem mais 
de 1 milhão de espécies descritas e que entre elas estamos nós, os humanos? Que os 
cientistas acreditam que possam haver muito mais que 5 milhões de espécies viventes? 
Alguma vez você já parou para observar os animais que nos rodeiam? Suas características 
físicas, como se reproduzem, onde vivem, como ocorre a interação com os demais seres 
vivos, de que se alimentam, enfim, como é a vida deles? E quanto aos animais que vivem 
em ambientes totalmente diferentes do nosso, como, por exemplo, os animais aquáticos, 
de que forma se dá o seu desenvolvimento e como nós humanos estamos ligados a eles?
Não podemos nos esquecer da quantidade de doenças que são transmitidas por 
animais, muitas delas devido à falta de higiene e de saúde pública relacionada principal-
mente ao saneamento básico. É também de grande relevância destacar a importância 
ambiental, farmacêutica e econômica de muitas espécies animais.
Neste percurso vamos aprimorar nossos conhecimentos sobre o Reino Animal, o 
maior e mais diversificado grupo de seres vivos. Iniciaremos pelos mais primitivos que são 
os Protozoários e seguiremos em direção ao grande grupo dos Invertebrados - denomina-
dos destacando nessa unidade os Filos Porifera - representado pelas esponjas marinhas; 
Cnidaria - também conhecidos por celenterados, de vida aquática, sendo a maioria marinha; 
Platyhelminthes - vermes de corpo achatado; e Nematoda - vermes de corpo cilíndrico. 
Espero que esteja preparado(a) para novos conhecimentos e que ao final desta 
unidade você tenha compreendido as interações entre os organismos e o ambiente e possa 
relacionar os conhecimentos científicos com os aspectos culturais, sendo capaz de inter-
pretar, avaliar e até mesmo planejar intervenções quando necessárias.
Lembre-se de sempre consultar fontes complementares.
Bom estudo!
23INVERTEBRADOS — UMA VARIEDADE DE SERES VIVOS — PARTE IUNIDADE 2
ZOOLOGIA DOS 
INVERTEBRADOS1
TÓPICO
1.1 Protozoa
O nome protozoário (do grego, proto = “primeiro”; zoon = “animal”) foi cunhado por 
Goldfuss em 1818 como subgrupo de um conjunto enorme de animais conhecidos naquela 
época […], Karl von Siebold restringiu, em 1845, o nome a todas as formas unicelulares de 
vida animal. (BRUSCA, 2018, p. 54).
De acordo com Laurence (2005), na época havia apenas dois grupos de seres 
vivos - plantas e animais - o que levou o grupo dos animais ser dividido em unicelulares 
(protozoários) - atualmente não mais consideradosanimais - e multicelulares (metazoários) 
- termo que pode ser usado como sinônimo de animais. 
Nos livros mais antigos os protozoários podem ser encontrados como membros do 
Reino Animal pelo fato de serem organismos unicelulares, eucariontes, e heterótrofos em 
sua maioria (LIMA, 2015).
Os protozoários exercem papéis de destaque na produção primária e na de-
composição, e podem servir como fonte alimentar importante para muitos in-
vertebrados e, indiretamente, também para muitos vertebrados […] também 
têm proporcionado aos biólogos excelente material para estudos genéticos, 
fisiológicos, de desenvolvimento e ecológicos.[…]
Os protozoários ocorrem sempre que houver umidade. As espécies de vida 
livre são encontradas em habitats marinhos e de água doce, além de solo 
úmido. Muitos protozoários vivem em íntima associação com outros proto-
zoários, com animais ou com plantas, como comensais ou como parasitos. 
(PECHENIK, 2016, p. 36-37). 
 […] cada protozoário é uma célula individual. […] essa única célula atua como 
um organismo completo, cumprindo todas as funções básicas – forrageamento, digestão, 
locomoção, comportamento e reprodução (PECHENIK, 2016, p. 37). 
24INVERTEBRADOS — UMA VARIEDADE DE SERES VIVOS — PARTE IUNIDADE 2
1.1.1 Nutrição, Digestão e Excreção
Os protistas heterotróficos apresentam várias formas de adquirirem alimentos, 
porém todas apresentam interação da membrana celular com o ambiente. Essas formas 
são transporte ativo, transporte passivo, difusão, pinocitose e fagocitose (BRUSCA, 2018). 
Todo alimento engolfado é encapsulado, e lisossomos, carregados de enzimas digestivas, 
fundem-se a estas cápsulas, formando assim os vacúolos digestivos, que proporcionam a 
digestão dos alimentos (LIMA, 2015, p. 27-28).
Os resíduos metabólicos são eliminados pela superfície celular através de difusão 
(JR CLEVELAND et al., 2022).
1.1.2 Regulação Osmótica
Os protozoários de água doce apresentam em seu meio interno concentrações de 
soluto muito maior que o meio em que vivem. Assim, sem um mecanismo de controle, a 
quantidade de água que entraria na célula a levaria ao rompimento. Esse controle é feito 
através de organelas especializadas denominadas vacúolos contráteis, que eliminam 
para o exterior o excesso de líquido coletado do citoplasma (PECHENIK, 2016). 
Certos protozoários marinhos também podem apresentar vacúolos contráteis, mas 
estes são pequenos e pulsam lentamente. Os protozoários parasitas não possuem vacúo-
los (LAURENCE, 2005, p.259).
1.1.3 Locomoção
A locomoção dos protozoários pode ocorrer basicamente de três formas: (1) emis-
são de pseudópodes - projeções da membrana que modificam o formato celular - exemplo 
amoeba; (2) cílios - estruturas filamentosas, curtas e numerosas que se movimentam pro-
porcionando o deslocamento - exemplo paramecium; (3) flagelos - estruturas filamentosas, 
longas e menos numerosas que atuam como os cílios - exemplo Euglena (PECHENIK, 2016).
FIGURA 1 - ESTRUTURAS LOCOMOTORAS
Fonte: https://www.shutterstock.com/pt/image-vector/vector-illustration-unicellular-organisms-amoeba-proteus-1724728045 
https://www.shutterstock.com/pt/image-vector/vector-illustration-unicellular-organisms-amoeba-proteus-1724728045
25INVERTEBRADOS — UMA VARIEDADE DE SERES VIVOS — PARTE IUNIDADE 2
1.1.4 Reprodução
A maioria desses organismos conseguiu aproveitar as vantagens das estratégias 
de reprodução sexuada e assexuada, embora alguns aparentemente se reproduzam ape-
nas assexuadamente. Muitos dos ciclos de vida complexos observados em determinados 
protistas (especialmente nas formas parasitárias) envolvem alternância entre processos 
sexuados e assexuados, com uma série de divisões assexuadas entre curtas fases sexua-
das (BRUSCA, 2018. p 63).
A reprodução assexual é muito comum entre os protozoários, e pode ocorrer 
por fissão binária, quando a célula divide-se em duas outras semelhantes, 
mas também por brotamento, quando uma célula menor destaca-se da célu-
la-mãe, e ainda existe a esquizogonia, também conhecida por fissão múltipla, 
onde uma simples célula divide-se em muitas células de tamanhos menores.
[…] Já nos processos sexuados, há a participação de material genético, e 
também existem diversas estratégias que resultam em maior variabilidade 
genética. […] alguns protozoários apresentam vários núcleos (macronúcleos 
e micronúcleos), e eles podem ser utilizados como gametas. Protozoários 
através de uma conjugação podem trocar micronúcleos entre si, fundindo-os 
após as trocas, e ao ocorrer a divisão celular, teremos novas células com a 
genética diferente da célula-mãe que as originou. Pode ainda ocorrer auto-
fecundação, denominada autogamia, na qual, micronúcleos de uma célula 
podem fundir-se entre si, formando um zigoto no interior da célula, que poste-
riormente é liberado para o meio externo (LIMA, 2015, p. 28)
1.1.5 Classificação dos Protozoários
A classificação dos protozoários é ainda muito discutida. Na tabela abaixo os proto-
zoários estão divididos em seis Filos com seus nomes e principais características.
TABELA 1 - CLASSIFICAÇÃO DOS PROTOZOÁRIOS
Fonte: Amabis (2010, p.87).
26INVERTEBRADOS — UMA VARIEDADE DE SERES VIVOS — PARTE IUNIDADE 2
1.1.6 Doenças Causadas por Protozoários
Lima (2015, p. 30) descreve sobre as doenças causadas por protozoários:
Dentre as doenças ocasionadas por protozoários, algumas se destacam prin-
cipalmente pelo quadro clínico resultante delas. Algumas dessas doenças são 
consideradas graves, e outras podem ser endêmicas (que ocorrem em regiões 
específicas no planeta). Entretanto, a melhoria das condições sanitárias e de 
moradia já seriam medidas úteis para a prevenção de muitas dessas doenças. 
TABELA 2: ALGUMAS DOENÇAS CAUSADAS POR PROTOZOÁRIOS
Fonte: TABELA Protozooses. Scribd, 2009. Disponível em: https://pt.scribd.com/doc/23541520/Tabela-Protozooses# 
Acesso em: 10 jun. 2023.
1.2 Filo Porifera
FIGURA 2: ESPONJAS
Fonte: https://www.shutterstock.com/pt/image-photo/golden-sponge-growing-on-sandy-sea-2058165221
https://pt.scribd.com/doc/23541520/Tabela-Protozooses
https://www.shutterstock.com/pt/image-photo/golden-sponge-growing-on-sandy-sea-2058165221
27INVERTEBRADOS — UMA VARIEDADE DE SERES VIVOS — PARTE IUNIDADE 2
Somente no século XVIII se reconheceu a natureza animal da esponja, até então 
confundida com plantas por sua quase imobilidade e sua conformação (BARSA, vol. 6, p. 45).
Conforme descrito por Castro (2012):
As esponjas são melhor descritas como agregados de células especializadas; 
têm uma organização ao nível celular, ou seja, suas células são altamente inde-
pendentes umas das outras e não formam tecidos verdadeiros nem órgãos. As 
esponjas estão entre os animais multicelulares estruturalmente mais simples.
Quase todas as esponjas são marinhas. Todas são sésseis e vivem perma-
nentemente presas ao fundo ou sobre outras superfícies. Elas têm uma gran-
de variedade de formas, tamanhos e cores, mas compartilham uma estrutura 
corporal relativamente simples. 
1.2.1 Morfofisiologia das Esponjas
• Epiderme - formada por uma camada de células denominadas pinacócitos, in-
terrompida por porócitos, células com poros (óstios) pelos quais a água penetra, 
trazendo alimento (plâncton) e oxigênio (LINHARES, 2011)
• Átrio - também chamado de espongiocele, é uma cavidade interna das espon-
jas. Não está relacionada com canal digestivo (AMABIS, 2010)
• Coanócitos - células características das esponjas que formam a camada interna. 
O batimento de seus flagelos, um por coanócito, faz com que a água passe por cada 
célula trazendo alimento e oxigênio e carregando os dejetos (LINHARES, 2011)
• Meso - hilo - camada de material gelatinoso presente entre a epiderme e os 
coanócitos. Nele encontram-se os arqueócitos, células ameboides e sem formas, 
que exercem várias funções nas esponjas e podem originar todos os outros tipos 
de células especializadas; são também responsáveis pela digestão de partículas 
(PECHENIK, 2016)
• Espongina - rede maciae flexível de filamentos proteicos com função de sus-
tentação das esponjas. É produzida pelos espongioblastos e localiza-se no 
meso - hilo (LINHARES, 2011).
• Espículas - estruturas minerais microscópicas de formas variadas constituídas por 
sílica (SiO2) ou por carbonato de cálcio (CaCO3), produzidas pelos escleroblastos 
e também apresentam função de sustentação das esponjas (AMABIS, 2010).
• Ósculo - abertura grande localizada na parte superior das esponjas por onde 
sai a água (LINHARES, 2011)
28INVERTEBRADOS — UMA VARIEDADE DE SERES VIVOS — PARTE IUNIDADE 2
FIGURA 3: ORGANIZAÇÃO DAS ESPONJAS (OS ELEMENTOS DA ILUSTRAÇÃO NÃO ESTÃO NA 
MESMA ESCALA. AS CÉLULAS SÃO MICROSCÓPICAS)
Fonte: Pechenik (2016, p. 83)
1.2.2 Reprodução das Esponjas
As esponjas podem se reproduzir de forma assexuada e também sexuada. Algu-
mas são dioicas (sexos separados) mas a maioria é monoica (hermafroditas), porém óvulo 
e espermatozoide são produzidos em épocas diferentes, o que impede a autofecundação 
(LINHARES, 2011).
1.2.2.1 Reprodução Assexuada e Regeneração
A reprodução assexuada ocorre principalmente por brotamento: consiste na forma-
ção de expansões do corpo, os “brotos”, que crescem e podem constituir novos indivíduos 
- quando se separam do organismo genitor - ou formar colônias - quando permanecem 
presos na esponja - mãe (AMABIS, 2010).
As esponjas também apresentam uma grande capacidade de regeneração, ou seja, um 
simples pedaço do animal pode dar origem a uma esponja completa, isso porque os amebócitos 
dão origem a todos os tipos de células, reconstituindo as partes perdidas (LINHARES, 2011).
1.2.2.2 Reprodução Sexuada
Conforme descrito por Castro (2012, p.133):
29INVERTEBRADOS — UMA VARIEDADE DE SERES VIVOS — PARTE IUNIDADE 2
Diferentemente da maioria dos animais, os gametas das esponjas não são 
produzidos pelas gônadas. Em vez disso, células especializadas do colarinho 
ou amebócitos desenvolvem-se em gametas […] óvulos grandes e ricos em 
nutrientes, e espermatozoides pequenos que têm um flagelo. […] As espon-
jas liberam o espermatozoide na água. […] a fertilização é interna, quando 
os espermatozoides entram na esponja. Os estágios iniciais do desenvolvi-
mento ocorrem dentro da esponja. Finalmente, uma esfera celular minúscula 
e flagelada é liberada na água. Essa larva planctônica, chamada de paren-
químula na maioria das esponjas, é levada pelas correntes até assentar no 
fundo, e se desenvolver em pequenas esponjas. 
1.3 Filo Cnidaria
FIGURA 4: CORAIS
Fonte: https://www.shutterstock.com/pt/image-photo/gorgonian-sea-fan-coral-branching-gorgonia-1668702154
Os cnidários, também conhecidos por celenterados, são invertebrados aquáticos, 
principalmente marinhos, apresentam várias formas e cores, podem ser fixos ou flutuantes, 
são carnívoros se alimentando de zooplâncton, ovas de peixe, larvas e crustáceos. Podem 
ser citados como representantes deste Filo as hidras (que são de água doce), águas-vivas, 
corais, anêmonas e caravelas (BARSA, 2017, vol. 4).
A maioria dos cnidários, com exceção dos corais, tem corpos moles. Anêmonas-
-do-mar e muitos outros estão presos a superfícies duras e, portanto, incapazes 
de fugir do perigo. As formas móveis de águas-vivas não sabem nadar contra as 
correntes oceânicas. A verdade é que, no entanto, muitos cnidários são preda-
dores muito eficientes, aptos a matar e ingerir presas muito mais organizadas, 
ágeis e inteligentes do que eles próprios (CLEVELAND, 2022, p.251)
1.3.1 Organização Corporal
Conforme LINHARES (2011), há duas formas de animais:
• Pólipos - são cilíndricos, sésseis ou pouca mobilidade, onde uma extremidade 
estará sempre apoiada a um substrato e outra livre com tentáculos rodeando a 
abertura bucal.
• Medusas - São arredondadas, têm vida livre e movimentam-se através de 
contrações do corpo, a boca também é rodeada por tentáculos, porém está loca-
lizada na parte inferior do corpo. 
https://www.shutterstock.com/pt/image-photo/gorgonian-sea-fan-coral-branching-gorgonia-1668702154
30INVERTEBRADOS — UMA VARIEDADE DE SERES VIVOS — PARTE IUNIDADE 2
FIGURA 5: ESQUEMAS DE MEDUSA E PÓLIPO
Fonte: Castro (2012, p.125).
1.3.2 Morfofisiologia dos Cnidários
O corpo desses animais é formado basicamente por três camadas: uma camada 
externa denominada epiderme; uma camada intermediária gelatinosa chamada mesogleia 
e uma camada interna denominada gastroderme (LAURENCE, 2005). 
Segundo AMABIS (2010), o corpo é revestido externamente pela epiderme, forma-
da por diversos tipos de células, entre as quais se destacam:
• mioepiteliais epidérmicas - além de servir de revestimento permitem a con-
tração do corpo;
• intersticiais - capazes de originar os diversos tipos celulares dos cnidários, 
participam do processo de crescimento e regeneração;
• sensoriais - captam estímulos ambientais e os transmitem para as células 
nervosas presentes na mesogleia;
• glandulares - secretam muco que lubrifica e protege o corpo, e nas formas 
sésseis permite a fixação no substrato;
• cnidoblastos - são células urticantes e concentram-se nos tentáculos e ao redor 
da boca responsáveis pela defesa de predadores e captura das presas. Dentro 
destas células há uma cápsula denominada nematocisto, que contém um filamen-
to enrolado. Ao ser tocada, a cápsula abre-se, o filamento desenrola-se, penetra na 
31INVERTEBRADOS — UMA VARIEDADE DE SERES VIVOS — PARTE IUNIDADE 2
pele da presa e injeta uma toxina capaz de paralisar e até matar. Os cnidoblastos 
são constantemente produzidos, pois se degeneram após serem descarregados.
Em alguns cnidários, como os corais, a epiderme secreta um exoesqueleto de 
calcário e substâncias orgânicas (LINHARES, 2011, p. 200)
A mesogleia é uma massa gelatinosa, secretada por células das camadas externa e 
interna, que constitui um esqueleto elástico e flexível dando suporte ao corpo (AMABIS, 2010).
A gastroderme reveste a cavidade gastrovascular e funciona principalmente na 
digestão (CLEVELAND, 2022, p. 255). 
Esta camada é constituída por vários tipos de células, entre elas destacam-se as 
intersticiais, sensoriais e glandulares com basicamente as mesmas funções das similares 
epidérmicas e as mioepiteliais digestórias - apresentam dois flagelos que, ao se movi-
mentarem, facilitam a mistura do alimento com as enzimas digestivas, também participam 
ativamente da absorção e digestão intracelular (AMABIS, 2010).
1.3.2.1 Digestão
Os cnidários têm uma boca central localizada ao redor dos tentáculos [...]. A boca 
abre-se no intestino, onde a comida é digerida (CASTRO, 2012, p. 135). Por não possuir 
uma abertura anal, seu tubo digestório é considerado incompleto (LINHARES, 2011).
Enzimas digestivas iniciam a digestão na cavidade gastrovascular (digestão ex-
tracelular), as partículas parcialmente digeridas vão sendo englobadas (AMABIS, 2010). 
A digestão intracelular nas células alinhadas ao intestino completa a quebra do alimento 
(CASTRO, 2012, p. 138). Os restos não digeridos no celêntero são expelidos pela boca 
(BRUSCA, 2018, p. 279).
1.3.2.2 Respiração, Circulação e Excreção
Linhares (2011, p. 200) retrata essas funções da seguinte forma:
Os cnidários não possuem sistemas respiratório, circulatório e excretor. Como 
as distâncias no interior do organismo são pequenas (há poucas camadas de 
células no corpo), a distribuição das substâncias por difusão é suficiente. 
Desse modo, o oxigênio dissolvido na água difunde-se pela parede do corpo 
e atinge todas as células. O gás carbônico faz o caminho inverso. Também 
por difusão, as excretas são eliminadas pela parede do corpo e os alimentos 
passam da gastroderme para a mesogleia e epiderme.
1.3.2.3 Coordenação
Embora os cnidários não tenham cérebro ou nervos verdadeiros, eles têm células 
nervosas especializadas. Essas células são interconectadas, formando uma rede nervosa 
que transmite impulsos em todas as direções (CASTRO, 2012, p. 138), constituindo um 
sistema nervoso difuso (LINHARES, 2011, p. 364).
Essa rede nervosa processa estímuloscaptados por células epiteliais e estimula 
células mioepiteliais, que respondem contraindo-se. (AMABIS, 2010, p. 209). 
32INVERTEBRADOS — UMA VARIEDADE DE SERES VIVOS — PARTE IUNIDADE 2
1.3.2.4 Reprodução
Os cnidários se reproduzem:
1 - De forma assexuada através de:
a. brotamento - as células se multiplicam em uma região do corpo e originam 
um novo ser que poderá se soltar e formar um novo indivíduo ou permanecer 
ligado e formar colônia (LINHARES, 2011);
b. estrobilização (ou estrobilação) - a coluna corporal de um pólipo sofre um 
tipo de estrangulamento e se divide formando numerosos módulos que vão se 
desprendendo e originando novos seres (PECHENIK, 2016).
2 - De forma sexuada:
Na maioria das espécies os gametas produzidos nas células intersticiais são libera-
dos e encontram-se na água (fecundação externa). Do ovo surge uma larva ciliada e livre, 
plânula, que se transforma até atingir a fase adulta (LINHARES, 2011).
3 - Por alternância de gerações
Em muitas espécies de cnidários, há a alternância de gerações ou metagênese, 
ou seja, a reprodução assexuada alterna-se com a sexuada, em um ciclo em que há tam-
bém a alternância entre as formas pólipo e medusa (LINHARES, 2011, p. 201)
As medusas (macho e fêmea), que são sexuadas, formam gametas (óvulos e 
espermatozoides). Após a fecundação, que pode ser interna ou externa, forma-se o zigoto 
que se desenvolve em uma larva (plânula), que se fixa a um substrato, perde os cílios e se 
transforma em um pólipo. Este se desenvolve e origina, assexuadamente, novas medusas, 
fechando o ciclo (AMABIS, 2010).
FIGURA 6: ALTERNÂNCIA DE GERAÇÃO
Fonte: Amabis (2010, p. 214)
33INVERTEBRADOS — UMA VARIEDADE DE SERES VIVOS — PARTE IUNIDADE 2
FIGURA 7: RESUMO TAXONÔMICO
Fonte: Pechenik (2016, p. 126).
1.4 Filo Platyhelminthes
Fonte: https://www.shutterstock.com/pt/image-photo/flatworm-platyhelminths-41950414
Também conhecidos como vermes achatados, apresentam tamanhos variáveis entre 
milímetros e metros. O corpo pode ser em forma de folha ou de fita. (CLEVELAND, 2022).
 O grupo inclui uma classe de indivíduos principalmente de vida livre (os turbelários) 
e três classes de indivíduos exclusivamente parasitos (os monogêneos, trematódeos e 
cestódeos) (PECHENIK, 2016).
1.4.1 Morfofisiologia Geral dos Platelmintos
Apresentam simetria bilateral e desenvolvem em sua vida embrionária três folhe-
tos germinativos, ectoderme, mesoderme e endoderme - são os animais triblásticos mais 
primitivos (AMABIS, 2010). São acelomados, pois não possuem uma cavidade interna, 
https://www.shutterstock.com/pt/image-photo/flatworm-platyhelminths-41950414
34INVERTEBRADOS — UMA VARIEDADE DE SERES VIVOS — PARTE IUNIDADE 2
o espaço entre a parede do corpo e a do intestino é totalmente preenchido por células 
originadas na mesoderme e formam um parênquima maciço (LAURENCE, 2005).
Apresentam gânglios cerebrais, ligados entre si por dois cordões nervosos. Por-
tanto, além da cefalização, há centralização do sistema nervoso, o que permite movimentos 
mais sofisticados (LINHARES, 2011).
Eles não têm órgãos respiratórios, nem sistema circulatório especializados, as 
trocas gasosas são realizadas por difusão simples através da superfície cor-
poral […] a maioria dos platelmintos contém uma série de órgãos especializa-
dos, denominados protonefrídeos […] um grupo de cílios que se projetam para 
dentro de uma estrutura em forma de taça. O batimento ciliar dentro dessa 
estrutura tem sido comparado ao movimento de uma chama; por isso, o nome 
comum desse tipo celular é célula-flama. Outros protonefrídeos assumem a 
forma de solenócitos, em que há um único flagelo em cada estrutura em for-
ma de taça. Em ambos os casos, essa estrutura se comunica com um longo 
túbulo convoluto, o qual desemboca no meio externo através de um único 
poro excretor. […] Assim, os protonefrídeos dos platelmintos provavelmente 
desempenham um papel importante na regulação iônica e no balanço hídri-
co (osmorregulação), além do seu possível papel na eliminação de amônia, 
ureia, aminas e outros resíduos metabólicos. (PECHENIK, 2016, p.148 - 149). 
A digestão de acordo com Linhares (2011, p 208):
Os animais de vida livre costumam ser carnívoros e alimentam-se de outros 
invertebrados. Seu tubo digestório é incompleto, não tem o (sem ânus) e a 
digestão é extra e intracelular (ela termina no citoplasma das células do intesti-
no). Os resíduos são eliminados pela boca. Alguns parasitas, como a tênia, não 
têm tubo digestório e retiram o alimento já digerido do sangue do hospedeiro.
A grande maioria das espécies de platelmintos, de todas as quatro classes, são 
hermafroditas simultâneas; […], Em geral, não há autofertilização (PECHENIK, 2016, p. 149).
1.4.2 Classe Turbellaria
 A maioria das espécies de turbelários é marinha; várias espécies são encontradas na 
água doce; e algumas espécies são consideradas terrestres, embora sejam restritas a áreas 
muito úmidas (PECHENIK, 2016, p. 149). São popularmente conhecidos como planárias. 
O corpo é revestido por uma epiderme em que há células responsáveis pela pro-
dução de uma secreção mucosa. As células da face anterior são ciliadas e o movimento 
destes cílios juntamente com o movimento muscular permite o deslizamento do animal 
sobre a trilha de muco (AMABIS, 2010). Na região dorsal e anterior do corpo, existem 
estruturas que lembram “olhos”, os ocelos. Eles não formam imagens, mas permitem à 
planária perceber variações de sombra e luz (LAURENCE, 2005. p. 374).
Ainda de acordo com Laurence (2005) na região ventral situam-se a boca e o poro 
genital. Para se alimentar, ela fica sobre o alimento e desliza a faringe através da boca 
35INVERTEBRADOS — UMA VARIEDADE DE SERES VIVOS — PARTE IUNIDADE 2
liberando enzimas digestivas e depois suga o alimento parcialmente digerido que será dis-
tribuído ao organismo através do intestino ramificado. O restante da digestão é intracelular.
A reprodução pode ocorrer de forma assexuada (figura 8) - quando ocorre a fissão 
transversal. Cada parte do animal formará um novo ser devido a sua alta capacidade de 
regeneração (AMABIS, 2010); e de forma sexuada (figura 9) - quando dois indivíduos se 
unem colocando seus poros genitais em contato e introduzindo o pênis no parceiro, assim 
os espermatozoides de uma planária alcançam e fecundam os óvulos da outra. Os ovos 
são envoltos por uma cápsula e depositados pela fêmea sob um substrato. As planárias 
eclodem jovens sem passar pelo estágio larval (LAURENCE, 2005). 
FIGURA 8: EM A OCORRE UMA REPRODUÇÃO ASSEXUADA POR MEIO DE UM CORTE EM B A 
REPRODUÇÃO ASSEXUADA JÁ É POR ESTRANGULAMENTO, NÃO HAVENDO CORTES
Fonte: PLANÁRIAS / Anatomia do Sistema Reprodutor e Reprodução Assexuada. Blog Natureza de Mármore, 2017. 
Disponível em: https://naturezademarmore.blogspot.com/2017/10/planarias-anatomia-do-sistema.html Acesso em: 10 jun. 2023.
FIGURA 9: REPRODUÇÃO SEXUADA
Fonte: PLANÁRIAS / Anatomia do Sistema Reprodutor e Reprodução Assexuada. Blog Natureza de Mármore, 2017. 
Disponível em: https://naturezademarmore.blogspot.com/2017/10/planarias-anatomia-do-sistema.html Acesso em: 10 jun. 2023.
https://naturezademarmore.blogspot.com/2017/10/planarias-anatomia-do-sistema.html
https://naturezademarmore.blogspot.com/2017/10/planarias-anatomia-do-sistema.html
36INVERTEBRADOS — UMA VARIEDADE DE SERES VIVOS — PARTE IUNIDADE 2
1.4.3 Classe Trematoda
Todos os trematódeos são vermes parasitas e quase todas as formas adultas são 
endoparasitos de vertebrados, possuindo estruturas específicas como ventosas, ganchos 
e glândulas de penetração (LIMA, 2015). A maioria das espécies possui ciclos de vida 
complexos com alternância de estágios sexuados e assexuados. “Muitos trematódeos 
requerem um hospedeiro intermediário, no qual a larva se desenvolve antes de infectar o 
hospedeiro definitivo” (URRY, 2022, p. 696).
Conforme descrito por Lima (2015, p.67):
A subclasse Digenea é a mais conhecida, e tem ciclo de vida indireto, parti-
cipando dociclo animais invertebrados e vertebrados. Os digêneos são dioi-
cos, e sua ocorrência é ampla no Brasil, principalmente em áreas com pouco 
investimento nos projetos de saneamento urbano.
Podemos citar como principal exemplo deste grupo, o Schistosoma mansoni, 
causador de uma doença popularmente conhecida como esquistossomose, 
ou barriga d’água. A esquistossomose é contraída pela ingestão ou contato 
com água contaminada.
FIGURA 10: CICLO DE VIDA DO SCHISTOSOMA MANSONI
Fonte: Siqueira-Batista (2020, p 406)
1.4.4 Classe Cestoda
Nesta classe estão os endoparasitas conhecidos popularmente por tênias, ou solitá-
rias, o verme na forma adulta vive no intestino de outros animais, principalmente mamíferos. 
O corpo apresenta forma de fita e geralmente há presença de um único verme no hospedei-
ro. Não apresentam sistema digestório, o alimento é absorvido já digerido diretamente do 
intestino do hospedeiro. Podem atingir vários metros de comprimento (AMABIS, 2010).
37INVERTEBRADOS — UMA VARIEDADE DE SERES VIVOS — PARTE IUNIDADE 2
Conforme Linhares (2011) e AMABIS (2010), o corpo (estróbilo) é formado por 
uma repetição de segmentos (proglotes) e na região anterior está uma estrutura denomi-
nada escólex, na qual estão situadas as estruturas de fixação que podem ser ventosas, 
ganchos ou sulcos adesivos (dependendo da espécie). Possuem uma cutícula protetora, 
cordões nervosos e canais excretores. 
Em cada proglote se desenvolve um sistema reprodutor masculino e um feminino 
(são hermafroditas) e se autofecundam. As proglotes grávidas situadas na parte terminal do 
corpo se destacam e são eliminadas com as fezes do hospedeiro. 
FIGURA 11: REPRESENTAÇÃO ESQUEMÁTICA DE ESCÓLEX
Fonte: Amabis (2010, p. 222)
FIGURA 12: PARTES DA TAENIA
Fonte: Cleveland (2022, p. 292)
38INVERTEBRADOS — UMA VARIEDADE DE SERES VIVOS — PARTE IUNIDADE 2
FIGURA 13: CICLO DA TAENIA SP.
Fonte: Siqueira-Batista (2020, p 555)
FIGURA 14: CICLO DO ECHINOCOCCUS GRANULOSUS
Fonte: Siqueira-Batista (2020, p 466)
1.4.4 Classe Monogenea
Os platelmintos monogenéticos são geralmente parasitos na pele ou guelras de peixes; 
isto é, a maioria é ecto-parasito. “Há um único hospedeiro, ao qual o platelminto se fixa princi-
palmente através de ventosas, ganchos ou escleritos complexos” (PECHENIK, 2016, p. 158).
39INVERTEBRADOS — UMA VARIEDADE DE SERES VIVOS — PARTE IUNIDADE 2
1.5 Filo Nematoda
Fonte: https://www.shutterstock.com/pt/image-photo/helminths-toxocara-canis-known-dog-roundworm-474932008
Conforme Amabis (2010) os representantes desse filo são triblásticos, simetria 
bilateral, corpo alongado, cilíndrico com as extremidades afiladas. Diversas espécies são 
parasitas de plantas e animais, mas a maioria tem vida livre e habita diversos ambientes, 
como solo úmido, rios, lagos e oceanos.
1.5.1 Morfofisiologia dos Nematódeos
Apresentam uma cavidade corporal (pseudoceloma) entre a epiderme e o intes-
tino que é preenchida por líquido que funciona como um esqueleto hidrostático, atua na 
distribuição de nutrientes e outras substâncias pelo corpo e também facilita a eliminação de 
excreções nitrogenadas (Linhares, 2011).
A respiração é cutânea e não há sistema circulatório. Parte da excreção resultante 
do metabolismo celular, constituída principalmente por íons, é eliminada por estruturas 
especiais denominadas renetes (Laurence, 2005)
Sob a epiderme há uma camada de células musculares que por estarem no sentido 
longitudinal do corpo permitem a realização de movimentos de flexão. Revestindo exter-
namente a epiderme há uma película resistente e flexível, a cutícula, que tem por função 
proteger o verme contra substâncias do meio em que vivem. 
Possuem sistema digestório completo com boca, faringe, intestino e ânus. Os ali-
mentos parcialmente digeridos passam da cavidade do intestino para as células, onde a 
digestão se completa e os nutrientes são lançados para o pseudoceloma e distribuído pelo 
corpo. O que não foi digerido é eliminado pelo ânus (AMABIS, 2010). “Em alguns parasitas, o 
intestino apenas absorve o alimento já digerido pelo hospedeiro” (LINHARES, 2011, p. 220).
“Um anel de tecido nervoso e gânglios ao redor da faringe dá origem a pequenos 
nervos para a região anterior e a dois cordões nervosos, um dorsal e um ventral. Papilas 
sensoriais estão concentradas ao redor da cabeça e da cauda” (CLEVELAND, 2022, p. 373).
Na maioria das espécies o sexo é separado (dioicos) e se diferem em algumas 
características, sendo o macho com corpo mais curto e também apresentam a região pos-
terior em forma de gancho com o qual seguram a fêmea durante a cópula (AMABIS, 2010). 
https://www.shutterstock.com/pt/image-photo/helminths-toxocara-canis-known-dog-roundworm-474932008
40INVERTEBRADOS — UMA VARIEDADE DE SERES VIVOS — PARTE IUNIDADE 2
Conforme descrito por Linhares (2011, p. 221):
Os machos possuem testículos, onde são produzidos os espermatozoides, 
além de glândulas anexas, que produzem líquido para o transporte dos ga-
metas. E as fêmeas possuem ovários, que produzem óvulos, ovidutos, que 
levam os óvulos fecundados para dois úteros e uma vagina.
A fecundação é interna e do ovo sai uma forma jovem semelhante ao adulto […]
TABELA 3: ALGUMAS DOENÇAS CAUSADAS POR NEMATÓDEOS
DOENÇA
VERME
CAUSADOR
COMO SE
ADQUIRE
COMO SE EVITA H. D H. I
Ascaridíase Lombriga
Ingerindo alimentos 
e água contamina-
dos por ovos da 
lombriga
Lavando bem os ali-
mentos, fervendo a 
água; lavar as mãos 
antes das refeições.
Homem ............
Amarelão ou 
ancilostomo-
se
Ancilóstomo
Pisando descalço 
em solos contami-
nados por larvas do 
ancilóstomo.
Usar calçados em 
solos desconheci-
dos; não defecar 
em locais impró-
prios; exigir do go-
verno saneamento 
básico.
Homem ............
Oxiurose Oxiúro
Ingerindo alimentos 
e água contamina-
dos por ovos do 
oxiúro; coçando o 
ânus e levando a 
mão na boca de 
outra pessoa.
Lavando bem os 
alimentos e ferven-
do a água; ao coçar 
o ânus e levar as 
mãos na própria 
boca ou na das ou-
tras pessoas.
Homem ............
Filariose ou 
Elefantíase
Filária
Picada do mosquito 
fêmea Culex con-
taminado por larvas 
da Filária.
Matando o mosquito 
Culex; colocar telas 
de proteção em por-
tas e janelas; não 
deixar água parada 
em vasos, pneus e 
garrafas.
Homem
Mosquito 
fêmea 
Culex
Dermatite 
serpiginosa 
ou dermatite 
do bicho-
-geográfico
Pisando descalço 
em areia contendo 
larvas do bicho 
– geográfico, por 
meio de fezes de 
cães e gatos conta-
minados.
Andar calçado em 
praias e parques 
que tenhas cães 
e gatos; recolher 
as fezes desses 
animais ou simples-
mente não levá-los 
a esses locais.
Cães e 
gatos
............
Fonte: Adaptado de MARCIAL, V. Filo dos Nematelmintos ou Nematódeos, ou Asquelmintos. Slide Payer, 2015. 
Disponível em: https://slideplayer.com.br/slide/2908344/l Acesso em: 10 jun. 2023.
41INVERTEBRADOS — UMA VARIEDADE DE SERES VIVOS — PARTE IUNIDADE 2
Não basta ter informação, é preciso saber o que fazer com ela. (Mario Sergio Cortella)
Fonte: https://revistagalileu.globo.com/Ciencia/noticia/2017/08/mario-sergio-cortella-nao-basta-ter-informacao-
e-preciso-saber-o-que-fazer-com-ela.html 
Devido ao fato de se falar da participação dos caramujos no ciclo da esquistossomose, algumas pessoas 
tendem a travar uma guerra contra qualquer tipo desses animais, por isso é importante esclarecermos 
que os caramujos hospedeiros do causador da doença não são os conhecidos como aruás (gên. Pomacea), 
comuns e que podem ficar bem grandinhos. Os caramujos do gênero Biomphalaria, que são os verdadeiros 
hospedeiros, são pequenos, com conchas quase transparentes, e tendendo ao amarelo.
Fonte: Lima (2015, p.67).
https://revistagalileu.globo.com/Ciencia/noticia/2017/08/mario-sergio-cortella-nao-basta-ter-informacao-e-preciso-saber-o-que-fazer-com-ela.html
https://revistagalileu.globo.com/Ciencia/noticia/2017/08/mario-sergio-cortella-nao-basta-ter-informacao-e-preciso-saber-o-que-fazer-com-ela.html
42INVERTEBRADOS — UMA VARIEDADEDE SERES VIVOS — PARTE IUNIDADE 2
Completamos mais uma etapa do nosso caminho pelo vasto mundo animal.
Apesar das características e complexidades distintas, os organismos apresentados 
desempenham papéis importantes nos ecossistemas, além de relevância em termos de 
saúde humana e animal.
Os protozoários, organismos unicelulares, podem ser parasitas ou de vida livre. 
Estudos sobre eles têm contribuído para a compreensão da biologia celular e da evolução 
dos seres vivos. 
Os poríferos, também conhecidos como esponjas, são os animais filtradores, não 
possuem tecidos verdadeiros ou órgãos, mas desempenham um papel importante na cicla-
gem de nutrientes nos oceanos. O estudo deles auxilia na compreensão dos processos de 
filtragem e na manutenção da qualidade da água.
Os cnidários são animais aquáticos que possuem células urticantes chamadas cnidó-
citos, utilizadas para capturar presas e se defender. A compreensão da biologia e do compor-
tamento deles é fundamental para a conservação dos recifes, e pesquisas sobre a capacidade 
de regeneração dos cnidários podem fornecer insights valiosos para a medicina regenerativa.
Os platelmintos podem ser livres ou parasitas. A investigação sobre suas característi-
cas biológicas e o desenvolvimento de estratégias de controle são essenciais para prevenir e 
tratar doenças parasitárias, especialmente em regiões onde essas infecções são endêmicas.
Os nematoides são encontrados desde o solo até o interior do corpo humano. Al-
guns são parasitas de plantas e animais, incluindo seres humanos. A compreensão de seus 
ciclos de vida, transmissão e tratamento é fundamental para o desenvolvimento de medidas 
de prevenção e controle eficazes contra as doenças que causam.
A continuidade da pesquisa e da educação sobre esses organismos é essencial 
para a proteção da biodiversidade e para a promoção de uma convivência sustentável entre 
os seres vivos.
Aguardo você no próximo módulo. Até mais!
CONSIDERAÇÕES FINAIS
43INVERTEBRADOS — UMA VARIEDADE DE SERES VIVOS — PARTE IUNIDADE 2
Corais no litoral do Nordeste estão sofrendo branqueamento em massa, aler-
tam pesquisadores
Nem tudo são golfinhos, tartarugas e baleias voltando a ocupar áreas que antes 
não víamos. Enquanto o planeta convive com a pandemia, pelas águas do Nordeste bra-
sileiro outro fenômeno se alastra desde o último verão devido à temperatura do mar acima 
da média, uma anomalia térmica. E este, que acontece nos mares, está afetando um tipo 
diferente de vida.
Pesquisadores alertam para um grande evento de branqueamento em recifes de 
corais desde o norte de Salvador, na Bahia, até o Rio Grande do Norte. Com águas chegando 
a 30° C, 2 graus acima da média para a época, o NOAA – a agência do governo americano 
que monitora oceanos – emitiu o alerta 2 de branqueamento, o mais alto, quando existe a 
possibilidade de morte de corais. A agência acompanha corais do mundo inteiro e tem sete 
estações virtuais de monitoramento por satélite na costa brasileira. 
O fenômeno está acontecendo em uma região emblemática do país, de recifes 
rasos, e atinge em cheio unidades de conservação como a Área de Proteção Ambiental 
(APA) Costa do Corais, que vai do sul de Pernambuco até Alagoas e encobre cidades turís-
ticas importantes. O branqueamento também foi registrado na APA Estadual dos Recifes de 
Corais, no Rio Grande do Norte, e APA Estadual de Guadalupe, Parque Municipal Marinho 
de Tamandaré e arquipélago de Fernando de Noronha, em Pernambuco.
Fonte: CHAMORRO, P. Corais no litoral do Nordeste estão sofrendo branqueamento em massa, alertam pesquisadores. 
National Geographic, 2020. Disponível em: https://www.nationalgeographicbrasil.com/meio-ambiente/2020/05/
corais-no-litoral-do-nordeste-estao-sofrendo-branqueamento-em-massa-alertam Acesso em: 10 maio. 2023.
LEITURA COMPLEMENTAR
https://www.nationalgeographicbrasil.com/meio-ambiente/2020/05/corais-no-litoral-do-nordeste-estao-sofrendo-branqueamento-em-massa-alertam
https://www.nationalgeographicbrasil.com/meio-ambiente/2020/05/corais-no-litoral-do-nordeste-estao-sofrendo-branqueamento-em-massa-alertam
44INVERTEBRADOS — UMA VARIEDADE DE SERES VIVOS — PARTE IUNIDADE 2
MATERIAL COMPLEMENTAR
FILME/VÍDEO
• Título: Documentário - O Brasil sem o básico saneamento básico
• Ano: 2022.
• Sinopse: Caminhos da Reportagem mostra que a falta de sanea-
mento básico pode trazer uma série de doenças e ainda causar 
vários impactos ao meio ambiente.
• Link do vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=JNHL0qvCH1U
LIVRO
• Título: Biologia dos Invertebrados
• Autor: PECHENIK, Jan A.
• Editora: AMGH Editora Ltda.
• Sinopse: O incentivo à biologia dos invertebrados está assenta-
da na bibliografia de pesquisa fundamental, e o objetivo principal 
deste livro é motivar e preparar estudantes para terem acesso a 
essa bibliografia.
https://www.youtube.com/watch?v=JNHL0qvCH1U
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 
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Plano de Estudos
• Zoologia dos Invertebrados — Metazoários — Filos Mollusca, 
Annelida, Arthropoda e Echinodermata. 
Objetivos da Aprendizagem
• Conhecer as principais características morfofisiológicas dos Filos 
Mollusca, Annelida, Arthropoda e Echinodermata.
• Caracterizar os principais grupos dos Filos Mollusca, Annelida, 
Arthropoda e Echinodermata.
• Identificar algumas doenças causadas por artrópodes bem como 
seus vetores, modo de transmissão e ciclo, reconhecendo em 
muitas delas a importância da higiene e saneamento básico.
• Reconhecer a importância desses animais nas áreas de saúde, 
alimentação e meio ambiente.
Professor(a) Esp. Heloiza Helen da Silva
INVERTEBRADOS INVERTEBRADOS 
— UMA VARIEDA-— UMA VARIEDA-
DE DE SERES VIVOS DE DE SERES VIVOS 
— PARTE II— PARTE II
UNIDADEUNIDADE3
46INVERTEBRADOS — UMA VARIEDADE DE SERES VIVOS — PARTE IIUNIDADE 3
INTRODUÇÃO
Olá! Estou feliz por nos encontrarmos novamente. Já concluímos metade do nosso 
caminho e espero que esteja apreciando os conhecimentos adquiridos.
Já vimos que os invertebrados formam o maior grupo do reino animal, representan-
do mais de 95% de todas as espécies conhecidas. São extremamente diversos em termos 
de tamanho, forma, habitat e comportamento.
 Vamos, neste novo módulo, ampliar os conhecimentos sobre eles abordando qua-
tro Filos de grande conversão: Mollusca, Annelida, Arthropoda e Echinodermata. Esses 
grupos representam importantes exemplos de evolução e especialização ao longo da his-
tória da vida na Terra. Seus representantes desempenham papéis essenciais na ecologia 
dos ecossistemas em todo o mundo. Cada um desses filos contribui de maneira única para 
a manutenção do equilíbrio ecológico e a saúde dos ecossistemas aquáticos e terrestres.
Suas interações com outros organismos e o ambiente físico contribuem para a 
estabilidade e sustentabilidade dos habitats em que vivem, beneficiando não apenas a vida 
selvagem, mas também os seres humanos que dependem desses ecossistemas para ser-
viços ecossistêmicos, como a polinização de culturas e a purificação da água. A perda ou 
redução desses grupos animais pode ter efeitos negativos em cascata nos ecossistemas, 
prejudicando a estabilidade ea funcionalidade dos mesmos.
Os invertebrados são uma fonte inesgotável de inspiração para a ciência e a 
medicina, fornecendo novos insights sobre a biologia e as estratégias de sobrevivência. 
Além disso, muitos são usados como modelos de pesquisa para estudar processos bio-
lógicos fundamentais e desenvolver medicamentos e terapias. Seu estudo contínuo e a 
compreensão de sua importância são cruciais para a conservação da biodiversidade e o 
futuro sustentável do nosso planeta.
E para darmos continuidade vale lembrar a necessidade de pesquisa e estudos em 
outras fontes para uma melhor compreensão do conteúdo.
Bom estudo!
ZOOLOGIA DOS INVERTEBRADOS — 
METAZOÁRIOS, FILOS MOLLUSCA, ANNELIDA, 
ARTHROPODA E ECHINODERMATA1
TÓPICO
47INVERTEBRADOS — UMA VARIEDADE DE SERES VIVOS — PARTE IIUNIDADE 3
1.1 Filo Mollusca
O nome molusco vem do latim mollis, que significa “mole” e faz referência ao corpo 
dos animais desse grupo (LAURENCE, 2005, p. 390). São animais invertebrados dotados 
de celoma (cavidade situada entre a parede do corpo e os órgãos internos) e constituídos, 
em sua maior parte, por três regiões corporais: cabeça […], massa visceral, […] e pé […] 
(BARSA, 1997, p. 120).
Fransozo (2016, p. 267) diz:
Alguns moluscos têm grande importância econômica para os humanos por 
servirem de alimento, enquanto as conchas de outros são utilizadas na fa-
bricação de botões, bijuterias, corretivo de solo, argamassa de casas e pavi-
mentação de ruas, além de serem aproveitadas como complemento de cál-
cio na alimentação humana (pó de ostra). Alguns moluscos bivalves, como a 
Anomalocardia brasiliana, são fonte do fármaco heparina, um anticoagulante 
utilizado no tratamento da trombose e de outras doenças com coagulação 
sanguínea excessiva. Outros moluscos funcionam como organismos-modelo, 
como o gastrópode Aplysia, utilizado em estudos de neurobiologia e evolução.
48INVERTEBRADOS — UMA VARIEDADE DE SERES VIVOS — PARTE IIUNIDADE 3
1.1.1 Morfofisiologia dos Moluscos
A maioria dos moluscos tem uma cabeça bem desenvolvida, na qual se observam a 
boca e alguns órgãos sensoriais especializados. Os receptores fotossensoriais variam desde 
os mais simples até os complexos olhos dos cefalópodes (CLEVELAND, 2022, p. 232).
De acordo com Amabis (2010) o pé é uma estrutura musculosa com função que di-
fere em cada grupo, podendo ser deslizamento (gastrópodes); nadar, caminhar ou capturar 
presas (cefalópodes); cavar ou fixar o animal ao substrato (bivalves).
A massa visceral é revestida por uma dobra da epiderme (manto ou pálio), 
que delimita uma cavidade entre ela e a massa visceral, chamada cavidade 
palial ou do manto. Nela estão as aberturas dos sistemas digestório e excre-
tor, e as brânquias ou pulmões (nas espécies terrestres).
Na epiderme do manto há glândulas que secretam uma concha calcária (cor-
responde a um exoesqueleto, revestindo o corpo). Na lesma e no polvo está 
ausente. Na lula é interna e reduzida. Além de proteger o corpo contra preda-
dores, abalos mecânicos e desidratação (no caso dos moluscos terrestres), 
em alguns moluscos a concha pode ser usada para escavar ou perfurar (LI-
NHARES, 2011, p. 240)
O sistema digestório é completo (boca, esôfago, estômago, intestino e ânus). Na 
boca (ausente nos bivalves que são filtradores) existe uma estrutura semelhante a uma 
língua denominada rádula, sua função é de raspar os alimentos. Além dela, glândulas 
salivares liberam uma substância mucosa que envolve esses alimentos, facilitando sua 
ingestão (LAURENCE, 2005).
As trocas gasosas nos moluscos ocorrem na superfície corporal, principalmente 
por meio do manto, e em órgãos respiratórios como ctenídios, brânquias secundárias e 
pulmão, este último nas espécies terrestres (FRANSOZO, 2016, p. 268).
Na maioria dos moluscos o sistema circulatório é aberto e consiste em um coração 
propulsor, vasos e seios sanguíneos. O sangue oxigenado é impulsionado pelo coração 
para um sistema ramificado de vasos, mas, em certas áreas (hemocelas), entra em con-
tato direto com os tecidos e depois é recolhido pelos vasos. Os cefalópodes apresentam 
sistema circulatório fechado, ou seja, o sangue circula sempre no interior dos vasos san-
guíneos (CLEVELAND, 2022). 
A maioria dos moluscos dispõe de um par de metanefrídios, cuja extremidade 
interna se abre dentro do celoma por um nefrostômio para a retirada dos produtos nitro-
genados, que são, então, despejados para o exterior por um nefridióporo (FRANSOZO, 
2016, p. 268).
A descrição de Linhares (2011, p. 242) em relação ao sistema nervoso:
49INVERTEBRADOS — UMA VARIEDADE DE SERES VIVOS — PARTE IIUNIDADE 3
É formado por vários pares de gânglios unidos por cordões nervosos.
O polvo e a lula têm olhos bem desenvolvidos […] capazes de formar ima-
gens. Em outros moluscos como a ostra e o mexilhão, os órgãos visuais são 
mais simples e capazes apenas de captar a luz (células fotorreceptoras). 
Há também estatocistos (que funcionam com órgão de equilíbrio), tentá-
culos táteis e osfrádios (receptores químicos próximos às brânquias com 
função de identificar e analisar as substâncias dissolvidas na água).
A maioria das espécies são dioicas, porém algumas são hermafroditas, mas ra-
ramente ocorre a autofecundação (LINHARES, 2011). A fecundação pode ser interna ou 
externa e o desenvolvimento pode envolver fases larvais (que recebem nomes de trocófora 
e véliger) ou ser direto (LAURENCE, 2005).
1.1.2 Classificação
Os principais critérios de classificação do Filo Mollusca são a presença e forma da 
concha e o desenvolvimento da cabeça, do pé e da massa visceral (AMABIS, 2010).
 Conforme Urry (2022), o plano corporal básico dos moluscos evoluiu de várias 
maneiras nos oito principais clados do filo. Estudaremos quatro desses clados:
1.1.2.1 Polyplacophora
Classe representada por animais marinhos e bentônicos conhecidos como quítons 
(LINHARES, 2011). […] têm uma concha dividida em oito placas calcárias imbricadas e articu-
ladas, emolduradas por uma cinta do manto, o perinoto. Eles apresentam, também, um grande 
pé ventral, e seu corpo é oval e achatado dorsoventralmente (FRANSOZO, 2016, p.271).
As placas se sobrepõem posteriormente e são geralmente de colorido fosco para 
combinar com o tom das rochas sobre as quais os quítons aderem. A cabeça e os órgãos 
sensoriais cefálicos são reduzidos (CLEVELAND, 2022, p. 325)
Segundo Linhares (2011), são animais pequenos (entre 2 a 5 cm); e a maioria 
alimenta-se raspando algas das rochas. 
FIGURA 1: TONICELLA LINEATA, UM QUÍTON FORRADO DO PACÍFICO
Fonte: Brusca (2018, p. 435)
50INVERTEBRADOS — UMA VARIEDADE DE SERES VIVOS — PARTE IIUNIDADE 3
1.1.2.2 Gastropoda
Moluscos assimétricos, geralmente com concha contorcida em espiral na qual o corpo 
pode ser retraído; a concha não está presente ou está reduzida em muitos grupos (BRUSCA, 
2018, p. 435). É a classe que apresenta maior número de espécies e maior diversidade de 
habitats entre os moluscos, sendo a única com representantes em três tipos de ambientes: 
marinho, de água doce e terra firme. (AMABIS, 2010, p. 245). O nome deve-se ao fato de 
apresentarem o saco visceral diretamente sobre os pés (LINHARES, 2011, p. 242). 
Seus representantes são os caramujos, caracóis e lesmas. Apresentam uma glân-
dula na parte anterior da boca que secreta muco viscoso sobre qual o pé desliza através da 
contração da musculatura (AMABIS, 2010).
1.1.2.3 Bivalvia
 Conforme relata Brusca (2018), os bivalves também são chamados de Pelecypoda, 
ou animais com “pé em forma de machadinha”. Entre os mais conhecidos estão as ostras, 
os mexilhões e os mariscos. 
A maioria dos bivalves é marinha, mas muitos vivem na água salobra, em cursos 
d’água e em pequenos e grandes lagos (CLEVELAND, 2022, p. 333). 
As principais características incluem: (1) uma concha articulada, os dois la-
dos (valvas esquerda e direita) fechados por um ou dois músculos adutores; 
um ligamento elástico mantém as valvas abertas quando osmúsculos aduto-
res relaxam; (2) compressão lateral do corpo e do pé; 3) falta de cefalização: 
quase ausência de uma cabeça e estruturas sensoriais associadas; (4) uma 
cavidade do manto ampla, comparativamente a outras classes de moluscos; 
51INVERTEBRADOS — UMA VARIEDADE DE SERES VIVOS — PARTE IIUNIDADE 3
(5) um estilo de vida sedentário; e (6) a ausência de um complexo rádula-o-
dontóforo. Bivalves são principalmente marinhos, mas aproximadamente 10 
a 15% de todas as espécies ocorrem em água doce. Nenhum bivalve é ter-
restre. Membros da maioria das espécies são alimentadores de suspensão, 
utilizando seus cílios branquiais para conduzir água através da cavidade do 
manto e capturar fitoplâncton e outras partículas microscópicas da água do 
mar (PECHENIK, 2016, p. 237).
1.1.2.4 Cephalopoda 
Os Cephalopoda (do grego kephalos, cabeça + podos, pé) apresentam a cabeça 
diretamente ligada ao pé. Incluem lulas, polvos, náutilos e sibas, todos marinhos e preda-
dores ativos (AMABIS, 2010). O pé modificado está concentrado na região cefálica. Ele 
toma a forma de um funil para expelir a água da cavidade do manto, e a margem anterior 
prolonga-se em um círculo ou coroa de braços, ou tentáculos (CLEVELAND, 2022, p. 339). 
Esses tentáculos são fortes e musculosos com ventosas utilizadas na locomoção e captura 
de presas (AMABIS, 2010).
Apresentam em sua pele células especiais, os cromatóforos, que lhes permitem 
mudar de cor camuflando-se no ambiente (LINHARES, 2011). Ainda como mecanismo de 
defesa (exceto os náutilus) possuem uma bolsa que elimina uma secreção escura, o que 
torna a água turva, facilitando sua fuga (AMABIS, 2010).
1.2 Filo Annelida
Existem pelo menos 15.500 espécies descritas, […] têm o corpo mole, são ligeira-
mente circulares em secção transversal, e são mais compridos do que largos. […] o corpo 
dos anelídeos consiste em uma série de segmentos repetidos (FRANSOZO, 2016, p. 297). 
52INVERTEBRADOS — UMA VARIEDADE DE SERES VIVOS — PARTE IIUNIDADE 3
1.2.1 Morfofisiologia dos Anelídeos 
A extremidade anterior dos anelídeos apresenta um prostômio e um peristô-
mio, ambos formando uma “cabeça”. Na extremidade posterior encontra-se o 
pigídio, região na qual geralmente se localiza o ânus. Entre o peristômio e o 
pigídio há um número muito variável de segmentos, de menos de uma dezena 
a diversas centenas, denominados metâmeros, que formam a quase totalida-
de do corpo destes animais. Cada metâmero possui unidades independentes 
do celoma e de alguns dos sistemas de funcionamento do corpo, por exemplo, 
nervoso, circulatório, muscular e excretor (FRANSOZO, 2016, p. 296)
De acordo com Linhares (2011) o corpo é revestido externamente por uma cutícula 
e pode apresentar cerdas que dão apoio ao animal. Abaixo da epiderme encontra-se uma 
camada muscular no sentido longitudinal e também circular que ao se contrair e se disten-
der permitem a locomoção do animal e do alimento ao longo do tubo digestório. O celoma 
é preenchido por líquido que funciona como esqueleto hidrostático.
“A excreção é feita por estruturas chamadas metanefrídios, que filtram os fluidos 
do celoma e eliminam os resíduos para fora do corpo através de poros excretores, os 
nefridióporos” (LAURENCE, 2005, p. 396).
O sistema circulatório, além de fechado, apresenta uma série de arcos aórticos que 
são verdadeiros corações que impulsionam o sangue com força. E o sistema nervoso con-
tém um cérebro e dois cordões nervosos ventrais fundidos que percorrem toda a extensão 
corporal (LIMA, 2015).
A digestão é extracelular e o tubo digestório é completo com boca, faringe, esôfago, 
intestino e ânus. Alguns anelídeos alimentam-se de detritos vegetais, outros são parasitas 
e tem também os carnívoros (LINHARES, 2011). 
Não existe sistema respiratório. Na maioria das espécies a respiração é cutânea e 
nos animais maiores é branquial (LAURENCE, 2005).
Em geral, os poliquetos apresentam sexo separado com fecundação externa, enquan-
to os demais anelídeos são hermafroditas, porém com fecundação cruzada (BARSA, 1997).
1.2.2 Classificação
“[…] evidências atuais indicam que os anelídeos podem ser divididos em dois cla-
dos principais, Errantia e Sedentaria — um agrupamento que reflete amplas diferenças no 
modo de vida” (URRY, 2022, p. 702).
 Esta classificação pode ser encontrada de formas diferentes em outras referências, 
pois ainda não há consenso entre os cientistas.
1.2.2.1 Errantia
“O clado Errantia (do francês antigo errant, viajante) é um grupo amplo e diverso, 
cuja maioria de seus membros é marinha” (URRY, 2022, p. 703). 
Abrange os poliquetas, animais que vivem dentro de conchas abandonadas, entre 
fendas de corais e sob rochas e têm significativa atuação na cadeia alimentar (CLEVE-
53INVERTEBRADOS — UMA VARIEDADE DE SERES VIVOS — PARTE IIUNIDADE 3
LAND, 2022). São dotados de uma cabeça com vários apêndices sensoriais; na maioria 
dos segmentos apresentam parapódios — apêndices utilizados na locomoção e respiração 
(LINHARES, 2011). A maioria das espécies é dioica, com fecundação externa e desenvol-
vimento indireto (larva trocófora) (LAURENCE, 2005).
FIGURA 2: EXTREMIDADE ANTERIOR DE UM POLIQUETA (ADAPTADA)
Fonte: Cleveland (2022, p. 251)
FIGURA 3: NEREIMYRA PUNCTATA (POLIQUETO MARINHO)
Fonte: Urry (2022, p. 703)
“Os anelídeos constituem um filo do reino animal que compreende os vermes mais 
evoluídos. Seu nome deriva do fato de ter o corpo dividido em segmentos ou ‘anéis’” (BAR-
SA, 1997, p. 384).
1.2.2.2 Sedentaria
Do latim sedere, que significa sentar, esses animais tendem a ser menos móveis 
do que aquelas em Errantia. Algumas espécies podem escavar lentamente nos sedimentos 
marinhos ou no solo; e outras vivem dentro de tubos que protegem e sustentam seus 
corpos moles (URRY, 2022).
54INVERTEBRADOS — UMA VARIEDADE DE SERES VIVOS — PARTE IIUNIDADE 3
Dentro desse grupo vamos destacar os Oligochaeta e Hirudinea (citados em 
algumas literaturas com subclasse da classe Clitellata).
1.2.2.2.1 Oligochaeta
“O nome oligoqueta (oligo= pouco, pequeno) deriva da pequena quantidade das 
cerdas desses animais ou pelo fato de elas serem pouco perceptíveis. […] Eles são repre-
sentados pelas minhocas” […] (LIMA, 2015, p. 125).
Não possuem cabeça diferenciada, nem parapódios; seu deslocamento é através 
da contração coordenada dos músculos circulares e longitudinais; a respiração é cutânea 
e apresenta clitelo — anel mais espesso e claro que funciona como órgão reprodutor 
acessório (LINHARES, 2011). 
As minhocas são hermafroditas, mas apresentam fertilização cruzada. (URRY, 
2022, p. 703)
A reprodução das minhocas pode ocorrer durante todo o ano, desde que con-
dições climáticas quentes e úmidas ocorram no decorrer da noite. Durante 
o acasalamento, as minhocas estendem sua extremidade anterior para fora 
de suas galerias, fazendo com que suas superfícies ventrais se encontrem. 
Suas superfícies são mantidas unidas por meio do muco secretado pelo clitelo 
[…] e por cerdas ventrais especiais, as quais penetram no corpo do parceiro 
nas regiões de contato. Depois de serem liberados, os espermatozoides se 
locomovem até os receptáculos seminais da outra minhoca pelos sulcos se-
minais. Depois do acasalamento, cada minhoca primeiramente secreta um 
tubo mucoso e, depois, uma forte cinta de aspecto quitinoso, formando um 
casulo em volta de seu clitelo. Conforme o casulo avança para a frente, os 
óvulos provenientes do oviduto, a albumina produzida por glândulas da pele e 
os espermatozoides do parceiro (que estavam armazenados nos receptáculos 
seminais) vão sendo lançados no casulo. Assim, a fecundação dos óvulos 
ocorre dentro do casulo. Quando o casulo escorrega para fora da extremidade 
anterior da minhoca, suas extremidades se fecham, produzindo um corpo se-
lado com formato de limão. A embriogênese ocorre dentro do casulo e a forma 
que nasce do ovo é uma minhoca jovem semelhante ao adulto. Desse modo, 
o desenvolvimento é direto, sem metamorfose. Os jovens não desenvolvem 
um cliteloaté que atinjam a maturidade sexual (CLEVELAND, 2022, p.364)
FIGURA 4: MINHOCA ADULTA
Fonte: https://www.shutterstock.com/pt/image-photo/earthworm-garden-grass-1408264658
https://www.shutterstock.com/pt/image-photo/earthworm-garden-grass-1408264658
55INVERTEBRADOS — UMA VARIEDADE DE SERES VIVOS — PARTE IIUNIDADE 3
FIGURA 5: REPRODUÇÃO DAS MINHOCAS
Fonte: LINHARES (2011, p. 234)
1.2.2.2.2 Hirudinea
Os principais representantes são as sanguessugas. Anelídeos desprovidos de 
cerdas e possuem uma ventosa na região anterior — ao redor da boca — e outra na parte 
posterior; a respiração é cutânea (LINHARES, 2011). São hermafroditas, com fecundação 
cruzada durante o acasalamento e desenvolvimento direto. (CLEVELAND, 2022).
As sanguessugas são geralmente achatadas dorsoventralmente e exibem 
uma grande variedade de padrões e coloridos: preto, marrom, vermelho ou 
verde-oliva. Muitas sanguessugas vivem como carnívoras e predam peque-
nos invertebrados; algumas são parasitos temporários e outras permanentes 
(que nunca abandonam seus hospedeiros). Algumas sanguessugas atacam 
os seres humanos e são um incômodo aos entusiastas de atividades externas.
As sanguessugas são hermafroditas e têm um clitelo, que aparece apenas 
durante a estação reprodutiva. O clitelo secreta um casulo para recepção dos 
ovos. (CLEVELAND, 2022, p. 365)
[…] a Hirudo medicinalis, era muito usada na medicina antiga, com a finalidade de 
sugar sangue de pacientes com a intenção de reduzir a pressão sanguínea (LAURENCE, 
2005, p. 397). “Hoje, elas são usadas para drenar o sangue que se acumula em tecidos 
após certos ferimentos ou cirurgias” (URRY, 2022, p. 703). A saliva das sanguessugas 
ectoparasitas contém hirudina, substância que impede a formação de coágulos no corpo da 
presa e do hospedeiro (LAURENCE, 2005).
“Formas de hirudina produzidas com técnicas de DNA recombinante podem ser 
usadas para dissolver coágulos sanguíneos indesejados que se formam durante cirurgias 
ou como consequência de doença cardíaca” (URRY, 2022, p. 703).
56INVERTEBRADOS — UMA VARIEDADE DE SERES VIVOS — PARTE IIUNIDADE 3
FIGURA 6: TRATAMENTO COM UTILIZAÇÃO DE SANGUESSUGA
Fonte: https://www.shutterstock.com/pt/image-photo/treatment-shoulder-joint-bloodletting-medical-banks-416630815
1.3 Filo Arthropoda
“Um dos grupos sistemáticos que alcançaram maior evolução no reino animal foi 
o dos artrópodes. Sua variedade de formas e dimensões […] atraem a atenção dos que 
estudam a evolução dos animais e sua adaptação ao ambiente” (BARSA, 1997, p. 102).
Quase 85% de todas as espécies animais descritos até́ hoje pertencem ao filo 
Arthropoda, o que torna o plano corporal artrópode, de longe, o mais bem representado no 
reino animal. Artrópodes também dominam o registro fóssil (PECHENIK, 2016, p. 341).
Os artrópodes estão distribuídos mais amplamente e mais densamente por 
todas as regiões da biosfera terrestre do que os membros de qualquer ou-
tro filo de eucariotos. Eles são encontrados em todos os tipos de ambiente, 
desde as profundezas oceânicas até altitudes bastante elevadas, e desde os 
trópicos até bem no interior das regiões polares do Sul e do Norte. Espécies 
diferentes estão adaptadas para a vida no ar; sobre a terra; em água doce, 
salobra e marinha; e sobre os corpos de plantas e outros animais ou dentro 
deles. Algumas espécies vivem em locais nos quais nenhum outro animal 
consegue sobreviver (CLEVELAND, 2022, p.386).
Os artrópodes têm feito parte da história da humanidade desde os seus 
primórdios. Artrópodes são conhecidos como pragas, vetores de doenças 
transmitidas a humanos, plantas e animais, mas também pelo papel que de-
sempenham como polinizadores, proteção natural contra pragas — inclusive 
na proteção contra outros artrópodes — recursos alimentares e fonte de maté-
ria-prima para a indústria e medicina. Assim, se por um lado são responsáveis 
por perdas anuais da ordem de 20 a 50% da produção global agrícola poten-
cial e transmitem doenças como a malária, que afeta quase 10% da população 
https://www.shutterstock.com/pt/image-photo/treatment-shoulder-joint-bloodletting-medical-banks-416630815
57INVERTEBRADOS — UMA VARIEDADE DE SERES VIVOS — PARTE IIUNIDADE 3
mundial (Thacker, 2002), por outro, suprem a humanidade com milhões de 
toneladas de alimento anualmente, comercializadas por bilhões de dólares, 
como no caso da pesca de crustáceos marinhos (FRANSOZO, 2016, p. 418).
1.3.1 Morfofisiologia Geral dos Artrópodes
São animais triblásticos, celomados, com simetria bilateral, sistema digestório com-
pleto e corpo segmentado (metameria) (AMABIS, 2010, p. 266). Porém, essa segmentação 
só é evidente nas formas larvárias, pois ao longo do desenvolvimento os segmentos se 
fundem formando regiões distintas (tagmas) — esse processo chama-se tagmatização 
(LINHARES, 2011).
Conforme descrito por Laurence (2005), todos têm apêndices — estruturas articu-
ladas — que se apresentam em três tipos com finalidades diferentes:
• antenas - funções sensoriais (olfato e tato);
• peças bucais - captura de alimentos;
• pernas - locomoção.
O corpo desses animais é completamente coberto por uma armadura leve e resis-
tente, um exoesqueleto constituído de proteínas associadas a um polissacarídeo - quitina 
- que tem alta capacidade de proteção sem prejudicar a flexibilidade ou a mobilidade (CLE-
VELAND, 2022). Além de proteção, proporciona ponto de apoio para os músculos estriados, 
capazes de contração rápida, que associados aos apêndices tornam os movimentos e a 
locomoção bem eficientes (LINHARES, 2011).
O crescimento dos artrópodes é descrito por Cleveland (2022, p.389):
O exoesqueleto cuticular não expansível, entretanto, realmente impõe res-
trições importantes ao crescimento. Para crescer, um artrópode deve trocar 
seu revestimento externo em certos intervalos de tempo, e produzir um maior 
– em um processo denominado muda. O processo de muda termina com a 
efetiva eliminação da pele, ou ecdise. Os artrópodes podem sofrer muda di-
versas vezes antes de atingir o estágio adulto, e alguns continuam mudando 
após isso ter ocorrido. 
Alguns artrópodes apresentam desenvolvimento direto - não alteram sua forma 
durante as mudas - e outros sofrem metamorfose - modificações na forma do corpo do 
estágio larval até a fase adulta (LINHARES, 2011).
A respiração na maioria dos artrópodes terrestres é através de um eficiente siste-
ma traqueal, onde o oxigênio é conduzido diretamente às células. Os aquáticos respiram 
principalmente por meio de brânquias. São animais com grande desenvolvimento sensorial 
- visão, tato, olfato, audição, equilíbrio e recepção química - o que permite uma percepção 
eficaz do que acontece em seu ambiente (CLEVELAND, 2022)
O sistema circulatório é aberto, composto por várias lacunas (hemocelas) que ba-
nham os órgãos e também apresenta um coração na parte dorsal do corpo (BARSA, 1997).
“O trato digestivo dos artrópodes é completo (trato digestivo inteiro) e geralmente 
retilíneo, estendendo-se da boca ventral situada na cabeça até o ânus posterior”. (BRUS-
58INVERTEBRADOS — UMA VARIEDADE DE SERES VIVOS — PARTE IIUNIDADE 3
CA, 2018, p. 701). A digestão é extracelular com enzimas liberadas por células do intestino 
e dos órgãos anexos - hepatopâncreas e cecos gástricos. Os nutrientes são absorvidos 
por células da parede intestinal e dos cecos, caem na circulação e são distribuídos para o 
corpo. Os restos não digeridos são eliminados pelo ânus (AMABIS, 2010).
Laurence (2005) descreve como ocorre a excreção nos artrópodes: nos insetos 
e nas miriápodes, é feita por um conjunto de túbulos chamado túbulos de Malpighi, que 
coleta os resíduos presentes no sangue e os enviam para a porção terminal do intestino, 
onde são eliminados junto com as fezes; nos crustáceos as glândulas antenais se abrem 
em um poro próximo à antena para eliminar as excretas; nos aracnídeos as glândulas 
coxais (semelhantes às glândulas antenais) removem as excreções.
O sistema nervoso é formado por um gânglio cerebral localizadona cabeça, do 
qual parte uma cadeia nervosa que percorre o corpo ventralmente. “Do gânglio cerebral 
e da cadeia nervosa partem nervos que conectam o sistema nervoso aos músculos e às 
estruturas sensoriais” (AMABIS, 2010, p. 282).
A grande maioria dos artrópodes é dioica (sexos separados), com reprodução 
sexuada e, frequentemente, fecundação interna. Alguns grupos apresentam 
dimorfismo sexual. É comum haver estágios larvais durante o desenvolvi-
mento pós-embrionário, cujo número e duração são variáveis. Em muitos 
grupos, o desenvolvimento é direto, de modo que do ovo eclode um animal 
semelhante ao adulto (FRANSOZO, 2016, p. 421)
1.3.2 Classificação dos Artrópodes 
Cleveland (2022, p. 387) apresenta a seguinte classificação dos artrópodes:
Atualmente, são definidos cinco subfilos de artrópodes. Centopeias, milípe-
des, paurópodes e sínfilos são colocados no subfilo Myriapoda. Os insetos 
são colocados no subfilo Hexapoda. As aranhas, os carrapatos, os límulos 
e seus parentes formam o subfilo Chelicerata. As lagostas, os caranguejos, 
as cracas e muitos outros formam o subfilo Crustacea. Nós incluímos os 
“vermes-língua” do antigo filo Pentastomida em Crustacea. Os trilobitas, já 
extintos, foram agrupados no subfilo Trilobita.
1.3.2.1 Trilobita
Esses animais estavam restritos e eram típicos dos oceanos da era Paleozoica. […] Em 
razão dos seus exoesqueletos rígidos […] “os trilobitas deixaram um registro fóssil rico, […] são 
encontrados nas rochas sedimentares marinhas de todo o planeta” (BRUSCA, 2018, p. 688).
59INVERTEBRADOS — UMA VARIEDADE DE SERES VIVOS — PARTE IIUNIDADE 3
1.3.2.2 Crustacea
Apresentam exoesqueleto popularmente conhecido como carapaça, composta de 
quitina e impregnada de carbonato de cálcio (Fransozo, 2016). O corpo geralmente é divi-
dido em cefalotórax - onde se encontra dois pares de antenas, com função tátil e olfativa 
e um par de mandíbulas - e abdome (LINHARES, 2011).
“O maior grupo de crustáceos é, de longe, a classe Malacostraca, que reúne la-
gostas, caranguejos, camarões, saltões-de-praia, tatuzinhos-de-jardim e muitos outros” 
(CLEVELAND, 2022, p. 405).
1.3.2.3 Chelicerata
Os artrópodes quelicerados são representados pelas aranhas, carrapatos e ácaros, 
escorpiões, aranhas-do-mar e outros grupos menos conhecidos. Seus corpos são com-
postos por dois tagmas: cefalotórax e abdome. Apresentam seis pares de apêndices no 
cefalotórax, sendo: um par de quelíceras (peças bucais); um par de pedipalpos (estruturas 
com funções diferentes nas espécies - agarrar, matar, reprodução e até mesmo sensorial); 
quatro pares de apêndices locomotores. Não possuem antenas. A maioria dos quelicera-
dos suga alimento líquido de suas presas (CLEVELAND, 2022)
São animais tipicamente terrestres, predadores e carnívoros (aranhas e escorpiões) 
que ingerem insetos considerados pragas, porém são também peçonhentos, pois a picada 
pode causar graves acidentes e até mesmo a morte em humanos e animais. Alguns são 
ectoparasitas (ácaros e carrapatos) que atacam mamíferos e animais - inclusive humanos 
- transmitindo e até mesmo causando doenças (LINHARES, 2011).
Alguns aracnídeos – as aranhas (ordem Araneae) – portam até quatro pares 
de pequenos apêndices abdominais, chamados de fiandeiras. Esses apên-
dices estão localizados ventral e posteriormente, próximo ao ânus, e contêm 
válvulas conectando as glândulas abdominais internas, que secretam proteí-
60INVERTEBRADOS — UMA VARIEDADE DE SERES VIVOS — PARTE IIUNIDADE 3
nas da seda. Essas proteínas são secretadas pelas fiandeiras para produzir 
seda, a qual pode ser utilizada para formar linhas de segurança (linhas-guia 
ou fios-guia) durante a escalada; sacos ovígeros que protegem embriões em 
desenvolvimento; finos fios para a dispersão aérea de jovens recém-emergi-
dos; bolhas para mergulho e alimentação na água; e teias para captura de 
presas, construção de ninhos ou acasalamento (PECHENIK, 2016, p. 354).
1.3.2.4 Hexapoda
Os representantes apresentam seis pernas, corpo dividido em cabeça, tórax e 
abdome, um par de antenas e a maioria um ou dois pares de asas. Os representantes 
mais conhecidos são os insetos - formigas, abelhas, pulgas, baratas, piolhos, libélulas, 
entre tantos outros (AMABIS, 2010).
“A maioria das suas modificações estruturais ocorreu nas asas, nas pernas, nas 
antenas, nas peças bucais e no trato digestório” (CLEVELAND, 2022, p. 425). A epiderme 
impermeável, o tipo de excreção (que economiza água) “e o ovo coberto por casca possibi-
litam sua sobrevivência em ambientes secos” (LINHARES, 2011, p. 252)
São dioicos, com fecundação interna e o desenvolvimento pode ser direto ou indi-
reto (AMABIS, 2011).
Muitos insetos passam por metamorfose durante seu desenvolvimento. Na 
metamorfose incompleta de gafanhotos e de alguns outros grupos de inse-
tos, o jovem (chamado ninfa) se parece com o adulto, porém é menor, tem 
proporções corporais diferentes e não possui asas. A ninfa passa por uma 
série de mudas, se parecendo cada vez mais com um adulto. Com a muda 
final, o inseto alcança o tamanho adulto, adquire asas e se torna sexualmente 
maduro. Os insetos com metamorfose completa têm estágios larvais espe-
cializados para comer e crescer, conhecidos por nomes como lagartas ou 
larvas. O estágio larval é completamente diferente do estágio adulto, o qual 
é especializado para a dispersão e a reprodução. A metamorfose do estágio 
larval para o adulto ocorre durante um estágio de pupa (URRY, 2022, p.711)
É difícil avaliar completamente a importância ecológica, médica e econômica desse 
enorme grupo. “O estudo dos insetos (entomologia) ocupa tempo e recursos de homens e 
mulheres experientes em todo o mundo” (CLEVELAND, 2022, p. 425).
Fransozo (2016, p. 531) descreve sobre esse importante grupo:
Embora geralmente vistos como nocivos, especialmente como pragas e 
transmissores de agentes patogênicos causadores de doenças, muitas es-
pécies são conhecidas pelas ações benéficas ao homem. Destaca-se a poli-
nização das plantas, o controle biológico de insetos-praga e a ação sobre os 
processos de decomposição da matéria orgânica, reciclagem de nutrientes e 
61INVERTEBRADOS — UMA VARIEDADE DE SERES VIVOS — PARTE IIUNIDADE 3
manutenção da fertilidade dos solos. Vários produtos de insetos possuem va-
lor comercial e correspondem a atividades econômicas, como as produções 
de mel (apicultura e meliponicultura) e de seda (sericicultura). Os insetos são 
uma fonte importante de substâncias bioativas com potencial valor comercial, 
especialmente na área farmacêutica.
Devido ao tamanho pequeno e ao ciclo de vida curto, podem ser criados em 
pequenos espaços com baixo custo, tornando-os excelentes modelos para 
estudos científicos, em áreas como genética e evolução, fisiologia e compor-
tamento. Os insetos também são considerados excelentes bioindicadores em 
virtude da sua abundância e grande sensibilidade às alterações ambientais. 
No setor agrícola, as espécies fitófagas são responsáveis por grandes pre-
juízos, pois costumam danificar plantas vivas e produtos armazenados. Os 
hematófagos acarretam problemas significativos na área de saúde pública, 
especialmente ao transmitir agentes patogênicos causadores de doenças, 
como dengue, malária, febre-amarela e doença de Chagas. A enorme va-
riedade de formas, cores e hábitos dos insetos sempre atraiu a atenção das 
pessoas, tornando-os importantes também no folclore e nas artes.
1.3.2.5 Myriapoda
As miriápodes atuais são terrestres. “A cabeça da miriápode tem um par de ante-
nas e três pares de apêndices modificados como partes bucais, incluindo as mandíbulas” 
(URRY, 2022, p. 708)
“Existem quatro principais linhagens de miriápodes: Chilopoda (centopeias ou 
lacraias), Diplopoda (piolhos-de-cobra, gongolôs ou embuás), Pauropoda (paurópodes) e 
Symphyla (sínfilos)” (FRANSOZO, 2016, p. 514).
1.3.2.5.1 Chilopoda
“Quilópodes são, em geral, carnívoros de movimentos rápidos que vivem no solo, 
húmus, sob troncos caídos e, ocasionalmente, em habitaçõeshumanas” (PECHENIK, 2016, 
62INVERTEBRADOS — UMA VARIEDADE DE SERES VIVOS — PARTE IIUNIDADE 3
p. 358). O corpo é formado por dois tagmas: cabeça - com um par de antenas - e tronco 
- constituído por metâmeros com um par de pernas em cada segmento (AMABIS, 2010). 
O primeiro par de apêndices do tronco - forcípulas - é modificado e contém glândulas de 
veneno utilizadas para imobilizar suas presas (LINHARES, 2011).
FIGURA 7: ESQUEMA DE UM QUILÓPODE
Fonte: http://artropodes2b.blogspot.com/2016/09/quilopodes.html
1.3.2.5.2 Diplopoda
Preferem locais escuros e úmidos, debaixo de troncos ou pedras. A maioria é 
herbívora, alimentando-se de matéria vegetal em decomposição, embora algumas vezes 
alimentam-se de vegetais vivos. “São animais de movimentos lentos e podem se enrolar 
quando perturbados” (CLEVELAND, 2022, p. 398).
O corpo é formado por três tagmas: cabeça - pequena com um par de antenas; tó-
rax - curto formado por quatro metâmeros (no primeiro não há pernas e nos outros três um 
par de pernas cada); e abdome - longo com vários segmentos (cada segmento é formado 
por dois metâmeros fundidos) com dois pares de pernas em cada.
http://artropodes2b.blogspot.com/2016/09/quilopodes.html
63INVERTEBRADOS — UMA VARIEDADE DE SERES VIVOS — PARTE IIUNIDADE 3
FIGURA 8: ESQUEMA DE UM DIPLÓPODE
Fonte: Brusca (2018, p. 844)
1.3.2.5.3 Pauropoda 
São animais pequenos que vivem principalmente em solo úmido e entre folhas em 
decomposição nas florestas. Apresentam cabeça pequena com antenas ramificadas e sem 
olhos. Não apresentam pernas no primeiro e nem nos dois últimos segmentos do corpo 
(CLEVELAND, 2022).
1.3.2.5.4. Symphyla 
São animais pequenos (1 a 9 mm) e não têm olhos; tronco com 14 segmentos, 
onde os 12 primeiros apresentam um par de pernas, o penúltimo segmento tem um par de 
fiandeiras e um par de pelos sensoriais longos; a cutícula é macia e não calcificada; vivem 
em húmus, folhas decompostas e detrito, são pragas frequentes de vegetais e flores, parti-
cularmente em estufas de plantas. Poucas espécies foram descritas (CLEVELAND, 2022).
FIGURA 9: QUADRO COMPARATIVO DAS PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS DOS ARTRÓPODES
Característica Quelicerados (Aracnídeos) Miriápodes Crustáceos Insetos
Divisão do
Corpo
Cefalotórax e
abdome
Diplópodes: cabeça, 
tórax e abdome
Quilópodes: cabeça e 
tronco
Cefalotórax e
abdome
Cabeça, tórax 
e abdome
Número de 
patas
4 pares
Diplópodes: 2 pares 
por segmento
Quilópode: 1 par por 
segmento
Variados 3 pares
Antenas Ausentes 1 par 2 pares de antenas 1 par
Quelíceras 1 par Ausentes Ausentes Ausentes
Pedipalpos 1 par Ausentes Ausentes Ausentes
Exemplo
Aranhas e
escorpiões
Lacraias e embuás
Caranguejo, lagosta 
e camarão
Barata, abelha 
e mosca
Fonte: Adaptado de: A que classe de artrópodes pertence a barata. Blog Várias Classes, 2019. Disponível em: https://
mundoeducacao.uol.com.br/biologia/principais-diferencas-entre-os-grupos-artropodes.htm Acesso em: 01 jul. 2023.
https://mundoeducacao.uol.com.br/biologia/principais-diferencas-entre-os-grupos-artropodes.htm
https://mundoeducacao.uol.com.br/biologia/principais-diferencas-entre-os-grupos-artropodes.htm
64INVERTEBRADOS — UMA VARIEDADE DE SERES VIVOS — PARTE IIUNIDADE 3
1.4 Filo Echinodermata
O nome Echinodermata (do latim echinatus, espinhoso + do grego derma, pele 
+ ata, caracterizado por) é derivado da presença de espinhos ou protuberâncias externos 
(CLEVELAND, 2020, p. 453). São de vida livre e exclusivamente marinhos (LINHARES, 2011). 
Suas larvas planctônicas têm simetria bilateral e somente quando adultos 
desenvolvem a simetria radial. […] pentâmera – simetria baseada em cinco 
partes. […] os equinodermos não têm cabeça. Eles não têm extremidade 
posterior nem anterior, nem lado dorsal ou ventral. Em vez disso, é comum 
chamar uma das superfícies dos equinodermos de oral, porque é onde se 
encontra a boca, e a superfície oposta de aboral (CASTRO, 2012, p. 157).
“Todos os equinodermos possuem endoesqueleto formado por ossículos de calcá-
rio” (LINHARES, 2005, p. 430).
O filo é composto por cinco classes principais: Ophiuroidea (cerca de 2.000 espécies), 
Asteroidea (cerca de 1.800 espécies), Holothuroidea (cerca de1.400 espécies), Echinoidea 
(cerca de 900 espécies) e Crinoidea (cerca de 700 espécies) (FRANSOZO, 2016).
1.4.1 Morfofisiologia dos Equinodermos
O sistema digestório é completo (exceto nos ofiuroides) com absorção dos nutrien-
tes pelas células do tubo digestório, passando para o celoma e distribuído por todo o corpo. 
Nos ouriços-do-mar a boca apresenta um aparelho mastigador - lanterna de Aristóteles 
- formado por cinco longos dentes com os quais raspa as rochas no fundo do mar. As estre-
las-do-mar são carnívoras e o estômago entra em contato com o alimento secretando muco 
e enzimas produzidas nos cecos gástricos. Quando o estômago é recolhido, o alimento 
semidigerido entra junto (AMABIS, 2010).
O sistema circulatório é rudimentar e não apresenta órgão excretor especializado 
definido. O sistema nervoso é difuso e descentralizado, consistindo em rede nervosa sube-
pitelial, anel nervoso e nervos radiais (BRUSCA, 2018).
Uma característica exclusiva dos equinodermos é o sistema aquífero, também 
chamado de sistema ambulacrário ou hidrovascular, que consiste em uma rede de ca-
nais preenchidos com água. Os pés ambulacrais ou pódios são extensões musculares 
desses canais e estão ligados a dilatações denominadas ampolas. Os pés ambulacrais 
geralmente terminam em uma ventosa que é usada para fixação, locomoção e recepção de 
estímulos químicos e físicos (CASTRO, 2012).
65INVERTEBRADOS — UMA VARIEDADE DE SERES VIVOS — PARTE IIUNIDADE 3
O movimento se dá quando os músculos da ampola se contraem bombeando água 
para os pódios que se alongam e aderem a uma superfície, em seguida os músculos dos 
pódios se contraem e fazem a água voltar para a ampola (LINHARES, 2011).
Os equinodermos são quase sempre dioicos, com fecundação externa e desenvol-
vimento indireto (AMABIS, 2010). 
TABELA 1: CARACTERÍSTICAS DAS PRINCIPAIS CLASSES DO FILO ECHINODERMATA
Classes Características Representantes
Ophiuroidea
Corpo achatado, com braços finos e flexíveis, separados 
uns dos outros e ligados a um disco central. Boca locali-
zada na região voltada para o substrato (região oral). Não 
possuem ânus. Locomovem-se por ondulações dos bra-
ços. Alimentam-se de pequenos crustáceos, moluscos e 
detritos orgânicos do fundo do mar.
serpentes - do - mar
Asteroidea 
Corpo achatado, em forma de estrela, usualmente com cin-
co braços, mas pode ter até 42. Boca e pés ambulacrais 
localizados na região voltada para o substrato (região oral), 
ânus na região superior (aboral). Predadores, Alimentam-
-se de moluscos, crustáceos e anelídeos.
estrelas - do mar
Holothuroidea 
Corpo alongado, sem braços. Diferem do padrão do filo 
por apresentar corpo macio e alongado. Boca localizada 
em uma das extremidades do corpo (região oral), rodeada 
por tentáculos. Ânus na região oposta (aboral). Locomoção 
por pés ambulacrais distribuídos em fileiras ao longo do 
corpo. Alimentam-se de detritos orgânicos acumulados nos 
fundos lodosos e arenosos.
pepinos-do-mar
Echinoidea 
Corpo circular, abaulado (ouriços) ou achatados (bolachas-
-da-praia), sem braços. Boca localizada na região volta-
da para o substrato (região oral). Ânus na região superior 
(aboral). Pés ambulacrais distribuídos por todo o corpo. Lo-
comoção pela movimentação de espinhos e pés ambula-
crais. Esqueleto constituído por placas calcárias fundidas, 
que formam uma carapaça interna. Alimentam-se de algas 
e detritos orgânicos raspados das rochas.
Ouriço-do-mar
 e bolacha-da-praia
Crinoidea
Corpo em forma de taça, com braços ramificados e flexí-
veis, que lembram plumas. Algumas espécies vivem fixa-
das em rochas por um pedúnculo; outras podem nadar. 
Boca e ânus localizados na região oposta ao substrato (re-
gião oral). Alimentam-se de plâncton e detritos orgânicos 
em suspensão na água, capturados pelos cíliosdos tentá-
culos em torno da boca.
lírio-do-mar
Fonte: Amabis (2010, p. 288)
66INVERTEBRADOS — UMA VARIEDADE DE SERES VIVOS — PARTE IIUNIDADE 3
Não haverá borboletas se a vida não passar por longas e silenciosas metamorfoses
(Rubem Alves)
A lagarta-de-fogo é uma espécie de taturana classificada como uma das mais perigosas do mundo. Ela é nati-
va das matas brasileiras na região Sul do país e pode ser encontrada em toda a sua extensão. O animal geral-
mente pode ser encontrado em algumas culturas agrícolas como café, abacate, citros e goiaba, por exemplo.
A queimadura da lagarta-de-fogo exige auxílio médico imediato. Isso porque o indivíduo lesionado pode 
sofrer com uma série de sintomas; incluindo hemorragia, sangramento no local, queimação, ardência e 
até insuficiência renal. Somente em 2017 foram registrados mais de 700 acidentes em todo o país, sendo 
considerada um sério risco para populações da região. O número de acidentes aumentados é consequ-
ência direta do desmatamento, que diminui os predadores naturais da espécie e obriga as taturanas a se 
aproximarem do meio urbano e dos pomares domésticos.
Fonte: MORAES, M. Lagarta-de-fogo: Saiba tudo sobre essa praga! Agro Pós. Disponível em: https://agro-
pos.com.br/lagarta-de-fogo/ Acesso em: 01 jul. 2023.
https://www.pensador.com/autor/rubem_alves/
https://agropos.com.br/cafe-como-essa-cultura-ganhou-o-mundo/
https://agropos.com.br/lagarta-de-fogo/
https://agropos.com.br/lagarta-de-fogo/
67INVERTEBRADOS — UMA VARIEDADE DE SERES VIVOS — PARTE IIUNIDADE 3
Ao término desta unidade de estudo dos invertebrados dos filos Mollusca, Anneli-
da, Arthropoda e Echinodermata, podemos concluir que esses grupos apresentam uma 
incrível diversidade de formas, adaptações e estratégias de sobrevivência. Cada um deles 
possui características únicas que contribuem para sua ampla distribuição e sucesso nos 
mais variados ambientes, desde os mares profundos até os ambientes terrestres.
Os anelídeos, representados por animais como as minhocas e as sanguessugas, 
são conhecidos por seu corpo segmentado e a presença de cerdas. Eles desempenham 
papéis importantes na ciclagem de nutrientes no solo e na manutenção da saúde dos ecos-
sistemas aquáticos.
Os moluscos são um dos filos mais diversos e reconhecíveis, com representantes 
famosos como caramujos, caracóis, polvos e ostras. Possuem um corpo mole, geralmente 
protegido por uma concha e um pé muscular usado para locomoção. São encontrados em 
ambientes marinhos, dulcícolas e terrestres. Desempenham papéis importantes nas ca-
deias alimentares e têm papel ecológico fundamental como filtradores, ajudando a manter 
a qualidade da água e servindo como alimento para muitas espécies, inclusive a humana.
Os artrópodes são o grupo mais diversificado e abundante de invertebrados, 
compreendendo insetos, aracnídeos, crustáceos e miriápodes. Com seu exoesqueleto 
resistente e articulações, são capazes de conquistar praticamente todos os ambientes. 
Desempenham uma ampla gama de funções ecológicas, desde a polinização de plantas 
até o controle de pragas, sendo fundamentais para muitos ecossistemas, além de serem 
importantes para a economia humana.
Os equinodermos são animais marinhos exclusivos, caracterizados por sua sime-
tria radial e espinhos a também apresentam um esqueleto interno composto por placas 
calcárias. Desempenham papéis importantes na manutenção do equilíbrio ecológico nos 
oceanos, além de possuírem recursos regenerativos.
A compreensão desses invertebrados é fundamental para a preservação da natu-
reza e para a nossa própria sobrevivência.
Aguardo você na nossa próxima e última unidade. Até mais!
CONSIDERAÇÕES FINAIS
68INVERTEBRADOS — UMA VARIEDADE DE SERES VIVOS — PARTE IIUNIDADE 3
Biologia e Controle de Artrópodes
Em Saúde Pública é dada maior importância aos vetores, isto é, aos artrópodes 
capazes de transmitir agentes infecciosos. O combate a esse grupo de artrópodes visa, 
fundamentalmente, a prevenir a transmissão de doenças a eles relacionadas. Em áreas en-
dêmicas, torna-se necessário reduzir a incidência de doenças, colocando-as sob controle, 
pois essa ação propicia a redução da mortalidade e morbidade.
Incluem-se como de importância econômica todas as medidas de ordem sanitária 
porque as mesmas oferecem proteção ao homem e resguardam sua capacidade de pro-
dução. Em alguns casos, o controle reveste-se de caráter especial, como, por exemplo, 
proteção a trabalhadores em estradas de penetração e em grandes obras de engenharia, 
como as hidrelétricas (Adaptado).
O conteúdo completo encontra-se disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/
publicacoes/funasa/capitulo_6.pdf
LEITURA COMPLEMENTAR
https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/funasa/capitulo_6.pdf
https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/funasa/capitulo_6.pdf
69INVERTEBRADOS — UMA VARIEDADE DE SERES VIVOS — PARTE IIUNIDADE 3
MATERIAL COMPLEMENTAR
FILME/VÍDEO
• Título: O Colapso das Abelhas
• Ano: 2017
• Sinopse: Abelhas são muito conhecidas por produzirem mel, 
cera, própolis e pólen. Entretanto, o que a maioria das pessoas 
desconhece é que as abelhas cumprem um papel infinitamente 
mais relevante: são os melhores e mais eficientes agentes polini-
zadores da natureza!
• Link do vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=1Xg6RxSxYoY
LIVRO
• Título: Zoologia dos Invertebrados
• Autor: FRANSOZO, Adilson
• Editora: EDITORA GUANABARA KOOGAN LTDA.
• Sinopse: Escrita especialmente para graduandos na área das 
Ciências Biológicas e afins, esta obra busca descrever a diversidade 
dos animais invertebrados, salientando os pontos mais relevantes 
da biologia de cada grupo. Além de apresentar um panorama quan-
to à forma, à função e às adaptações que possibilitam a vida desses 
organismos nos ambientes em que vivem, Zoologia dos Invertebra-
dos aponta, para a maioria dos grupos estudados, a perspectiva de 
relação de parentesco destes com outros organismos.
https://www.youtube.com/watch?v=1Xg6RxSxYoY
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Plano de Estudos
• Zoologia dos Chordata — Protocordados, Peixes, Anfíbios, Répteis, 
Aves e Mamíferos
Objetivos da Aprendizagem
• Conhecer as características gerais dos Cordados;
• Caracterizar os protocordados e os cranianos;
• Identificar as principais características morfofisiológicas dos 
peixes, anfíbios, répteis, aves e mamíferos;
• Compreender interações dos organismos entre si e com o ambiente.
Professor(a) Esp. Heloiza Helen da Silva
A DIVERSIDADE A DIVERSIDADE 
MAIS COMPLEXA MAIS COMPLEXA 
DO REINO ANIMALDO REINO ANIMAL
UNIDADEUNIDADE4
71A DIVERSIDADE MAIS COMPLEXA DO REINO ANIMALUNIDADE 4
INTRODUÇÃO
Olá! Que prazer estarmos juntos para a última etapa da nossa caminhada.
Antes de abordarmos o assunto dessa última unidade, quero ressaltar, mais uma 
vez, que o estudo não se completa com o término desta apostila. Devemos, a cada dia, 
aprimorar nosso conhecimento acerca dos seres vivos e suas interações entre si e com o 
meio, pois novas descobertas ocorrem constantemente.
Nesta Unidade iremos abordar um filo de animais notáveis — os Cordados — carac-
terizados pela presença da notocorda, estrutura centralno desenvolvimento embrionário. 
Os cordados cranianos, também conhecidos como vertebrados, incluem peixes, anfíbios, 
répteis, aves e mamíferos. Os membros desse grupo possuem uma ampla variedade de 
tolerâncias anatômicas, fisiológicas e comportamentais, permitindo-lhes uma ampla varie-
dade de ambientes terrestres, aquáticos e aéreos. Além disso, os cordados desempenham 
papéis importantes nos ecossistemas como predadores, presas e polinizadores, e incluem 
alguns dos animais mais inteligentes e socialmente complexos, como golfinhos, primatas e 
seres humanos.
Sua evolução e adaptação ao longo do tempo resultaram em uma diversidade incrí-
vel de espécies, das quais muitas têm um impacto significativo no mundo ao nosso redor. 
Muitos cordados, incluindo os humanos, são objetos de intenso estudo científico devido 
à sua importância médica, econômica e cultural. Ao estudar os cordados, os cientistas 
podem desvendar os mistérios da vida e obter insights sobre nossa própria origem e lugar 
no mundo natural.
Bom estudo! E lembre-se de continuar consultando outras fontes.
ZOOLOGIA DOS CHORDATA — 
PROTOCORDADOS, PEIXES, ANFÍBIOS, 
RÉPTEIS, AVES E MAMÍFEROS1
TÓPICO
72A DIVERSIDADE MAIS COMPLEXA DO REINO ANIMALUNIDADE 4
“Os cordados constituem um grande filo do reino animal que abrange os vertebra-
dos (peixes, anfíbios, répteis, aves e mamíferos) e um pequeno grupo de animais marinhos 
denominados protocordados” (BARSA, 1997, p. 416).
As cinco características distintivas que, juntas, diferenciam os cordados de 
todos os outros filos são: a notocorda, o cordão nervoso tubular dorsal, 
as bolsas ou fendas faríngeas, o endóstilo e a cauda pós-anal. Essas 
características são sempre encontradas pelo menos em algum estágio em-
brionário, embora possam mudar ou desaparecer nos estágios posteriores da 
vida (CLEVELAND, 2022, p.478)
Notocorda — bastão maciço e flexível localizado na região mediana e dorsal do 
corpo, é a primeira parte do endoesqueleto que surge durante o desenvolvimento embrio-
nário. Na maioria dos vertebrados ela é substituída pelas vértebras (AMABIS, 2010)
FIGURA 1: NOTOCORDA
Fonte: Cleveland (2022, p. 478)
Cordão Nervoso Dorsal — O cordão oco é produzido no embrião pelo dobramento 
de células ectodérmicas no lado dorsal do corpo, acima da notocorda (CLEVELAND, 2022) 
e desenvolve-se no sistema nervoso central: o cérebro e a medula espinal (URRY, 2022).
73A DIVERSIDADE MAIS COMPLEXA DO REINO ANIMALUNIDADE 4
FIGURA 2: CORDÃO NERVOSO DORSAL
Fonte: Cleveland (2022, p. 478)
Bolsas ou Fendas Faríngeas — são sulcos que aparecem na faringe. Nos proto-
cordados filtram a água e dela retiram alimentos; nos cordados aquáticos desenvolvem-se 
em brânquias que são responsáveis pela respiração; nos cordados terrestres essas fendas 
se fecham e participam da formação de várias estruturas distintas, incluindo a tuba auditiva, 
a cavidade da orelha média, as amígdalas e as glândulas paratireoides (LINHARES, 2011).
FIGURA 3: FENDAS FARÍNGEAS
Fonte: Cleveland (2022, p. 479)
Endóstilo — “Até recentemente, o endóstilo não era reconhecido como um caráter 
de cordados. Entretanto, ele ou seu derivado, a glândula tireoide, ocorre em todos os cor-
dados, mas não em outros animais” (CLEVELAND, 2022, p. 479)
FIGURA 4: ENDÓSTILO
Fonte: Cleveland (2022, p. 479)
Cauda Pós-Anal — Região posterior ao ânus, com músculos e notocorda (coluna 
vertebral), cujo desenvolvimento e função variam entre os grupos. Nos humanos essa 
estrutura é atrofiada formando o cóccix (LINHARES, 2011)
FIGURA 5: CAUDA PÓS — ANAL
Fonte: Cleveland (2022, p. 479)
74A DIVERSIDADE MAIS COMPLEXA DO REINO ANIMALUNIDADE 4
1.1 Protocordados
Do grego, protos — primeiro, primitivo e do latim chorda, corda. São animais in-
vertebrados, marinhos, porém com presença de notocorda. São divididos em Urochordata 
e Cephalochordata (CLEVELAND, 2022)
1.1.1 Urochordata
“Nestes animais a notocorda ocorre na cauda das larvas. Na maioria dos adultos, a 
notocorda e a cauda desaparecem na metamorfose” (LAURENCE, 2005, p. 433).
“Mais comumente denominados tunicados, incluem cerca de 1.600 espécies. Eles 
vivem em todos os mares, desde as regiões entremarés até grandes profundidades.” Na fase 
adulta, a maioria é séssil, embora alguns sejam livre-natantes (CLEVELAND, 2022, p. 480)
Os adultos possuem dois sifões: o oral, pelo qual a água entra; e o cloacal, pelo 
qual saem os resíduos, a água e os gametas. O alimento (plâncton) é retido pelas fendas 
faríngeas, de onde passa para o estômago e depois intestino (LINHARES, 2011).
Todas as espécies apresentam reprodução sexuada e a maioria delas é monoica 
(hermafrodita) (AMABIS, 2010).
FIGURA 6: METAMORFOSE DE UMA ASCÍDIA SOLITÁRIA
Fonte: Cleveland (2022, p.481)
1.1.2 Cephalochordata
São cordados nos quais a notocorda persiste no adulto, percorrendo longitudinal-
mente o corpo do animal, desde a cabeça até a cauda (LAURENCE, 2005). Os represen-
tantes são os anfioxos, cujo corpo, quase transparente, apresenta a forma de uma lança 
de duas pontas. A boca é rodeada por tentáculos que impedem a entrada de partículas 
grandes e as fendas faríngeas filtram o alimento e realizam as trocas gasosas. São dioicos 
com fecundação externa e desenvolvimento indireto (LINHARES, 2011).
FIGURA 7: ANFIOXO
Fonte: Cleveland (2022, p. 482)
75A DIVERSIDADE MAIS COMPLEXA DO REINO ANIMALUNIDADE 4
1.2 Cranianos ou Vertebrados
O nome desse grupo é uma referência à coluna vertebral dorsal articulada que 
frequentemente substitui a notocorda durante o desenvolvimento inicial como estrutura 
primária de sustentação (SADAVA, 2019, p. 691).
O suporte corporal fornecido pelo endoesqueleto favorece o crescimento contínuo 
[…]. Além disso, o esqueleto dos cranianos está altamente integrado ao sistema muscular, 
o que garante grande capacidade de movimentação (AMABIS, 2010, p. 300).
O sistema digestório é completo e possui glândulas anexas que liberam enzimas 
que atuam na digestão; para o transporte de oxigênio, gás carbônico, resíduos metabólicos 
e hormônios existe um sistema circulatório fechado e complexo — formado por veias, arté-
rias, capilares e um coração que bombeia o sangue por todo o corpo (LAURENCE, 2005).
Os complexos sistemas sensoriais e o cérebro distinto fornecem aos vertebrados 
informações excelentes sobre o seu ambiente (CLEVELAND, 2022, p. 491)
De acordo com Amabis (2010, p. 300) podemos descrever a organização esquelé-
tica dos cranianos da seguinte forma:
Quanto à composição, o esqueleto dos agnatos e dos peixes cartilaginosos 
é inteiramente cartilaginoso. Nos demais craniados, o esqueleto é formado 
principalmente de tecido ósseo, co, alguns componentes cartilaginosos.
[…] A coluna vertebral e o crânio constituem o esqueleto axial […] que prote-
ge o sistema nervoso central, constituído pela medula espinal e encéfalo […].
Além do esqueleto axial, a maioria dos cranianos possui também um esque-
leto apendicular, constituído pelas estruturas esqueléticas que dão susten-
tação aos apêndices corporais (nadadeiras, asas, pernas ou braços).
Peixes, anfíbios, répteis, pássaros e mamíferos são craniados (LAURENCE, 2005).
1.2.1 Peixes
Segundo Amabis (2010), peixe é um termo popular para designar um grupo de 
animais cranianos aquáticos que respiram praticamente por brânquias. São chamados de 
peixes os Cyclostomata ou Agnatos (sem mandíbula); os Chondrichthyes (cartilagino-
sos); os Osteichthyes(ósseos).
76A DIVERSIDADE MAIS COMPLEXA DO REINO ANIMALUNIDADE 4
O corpo do peixe tem um formato hidrodinâmico para a locomoção em meio 
aquático. Suspenso em um meio que é 800 vezes mais denso que o ar, uma 
truta ou lúcio podem permanecer imóveis, variando sua flutuabilidade neutra 
ao adicionar ou remover ar de sua bexiga natatória. Eles podem disparar para 
a frente ou em ângulos, utilizando as nadadeiras como freios e lemes para ma-
nobras. Com excelentes órgãos para troca de sais e água, os peixes podem 
ajustar finamente sua composição de fluidos corporaisem seu ambiente, seja 
água doce ou marinha. Suas brânquias são as estruturas respiratórias mais 
eficientes do reino animal para extrair oxigênio de um meio que contém menos 
de 1/20 de oxigênio que o ar. Os peixes são dotados de excelentes sentidos 
olfatório e visual, além de um sistema da linha lateral com extraordinária sensi-
bilidade às vibrações e correntes da água. Desse modo, ao dominarem os pro-
blemas físicos de seu meio, os primeiros peixes evoluíram um plano corporal 
básico e um conjunto de estratégias fisiológicas que moldaram e direcionaram 
a evolução de seus descendentes (CLEVELAND, 2022, p. 492).
1.2.1.1 Cyclostomata ou Agnatos
Reúne cranianos primitivos sem mandíbula, de corpo cilíndrico alongado e es-
queleto cartilaginoso pouco desenvolvido. Os principais representantes são as feiticeiras 
(clado Hyperotreti) e as lampreias (clado Hyperoartia). Apresentam apenas uma ou duas 
nadadeiras e uma cauda, não têm escamas — a pele é lisa. A boca é circular e as brânquias 
se abrem na lateral do corpo (AMABIS, 2010).
 
1.2.1.2 Chondrichthyes — Peixes Cartilaginosos
Constituído de cartilagem, apresentam o esqueleto formado pelo crânio — caixa 
craniana, mandíbula e arcos branquiais — e pela coluna vertebral — formada por vérte-
bras e por elementos de sustentação das nadadeiras. São exemplos os tubarões, cações 
e raias (AMABIS, 2010).
“A pele resistente e coriácea é coberta por escamas placoides, dérmicas, seme-
lhantes a dentes, que reduzem a turbulência da água que flui ao longo da superfície do 
corpo durante a natação” (CLEVELAND, 2022, p. 499) 
77A DIVERSIDADE MAIS COMPLEXA DO REINO ANIMALUNIDADE 4
A boca é ventral, com maxilas e várias fileiras de dentes pontiagudos, que são 
escamas modificadas. Apresentam sistema digestório completo terminando em cloaca e 
também pâncreas e fígado (LINHARES, 2011). 
Possuem de cinco a sete fendas branquiais e, com exceção das quimeras, não têm 
opérculo (placa que protege as brânquias) e nem bexiga natatória (LAURENCE, 2005).
O sistema circulatório é fechado, composto de um coração ventral, artérias, veias e 
capilares. E o sistema excretor apresenta um par de rins que filtram o sangue retirando os 
resíduos metabólicos (AMABIS, 2010). 
Linhares (2011, p. 291) descreve o sistema neurossensorial da seguinte forma:
[…] As narinas, sem comunicação com a cavidade bucal, apresentam apenas 
função olfativa e são capazes de perceber substâncias químicas dissolvidas 
na água […]. A orelha interna é sensível a vibrações provocadas por sons na 
água. Há também órgãos de equilíbrio, que dão informações sobre mudan-
ças na posição do corpo.
São animais dioicos, com reprodução sexuada e fecundação interna (AMABIS, 
2010).
1.2.1.3 Osteichthyes — Peixes Ósseos
É um grupo bastante diversificado em formas, cores e tamanhos que habitam tanto 
águas doces como salgadas. Podemos citar como exemplos o cavalo-marinho, a barracu-
da, o baiacu, o peixe-palhaço, a sardinha e a piranha (AMABIS, 2010).
Como o próprio nome sugere, o esqueleto é predominantemente ósseo. Suas 
nadadeiras são flexíveis, o que permite manobras rápidas e mudança de direção. A boca 
com dentes localiza-se na região anterior do corpo. As brânquias, onde ocorrem as trocas 
gasosas, são cobertas por uma estrutura óssea denominada opérculo. O sistema circula-
tório é fechado com presença de coração e vasos sanguíneos (artérias, veias e capilares). 
O coração possui duas cavidades (um átrio e um ventrículo) e a circulação é simples (o 
sangue passa uma vez pelo coração) (LINHARES, 2011).
78A DIVERSIDADE MAIS COMPLEXA DO REINO ANIMALUNIDADE 4
“A superfície corporal externa da maioria das espécies de peixes de nadadeiras 
raiadas é coberta por escamas finas, planas e leves que proporcionam proteção ou aumen-
tam o movimento na água” (SADAVA, 2019, p. 693).
Os peixes ósseos normalmente também possuem uma bexiga natatória: um dispositivo 
de flutuação cheio de gás. “Ao ajustar o volume de gás dentro dessa bexiga natatória, o peixe 
ósseo consegue ficar suspenso na água em diferentes profundidades” (Starr, 2012, p. 125).
O sistema digestório é completo, terminando em ânus. O fígado é bem desenvolvi-
do e produz a bile, que auxilia na digestão das gorduras. Os órgãos excretores, localizados 
acima da bexiga natatória, são um par de rins que retiram os resíduos metabólicos do 
sangue formando a urina. Esta é conduzida através dos ureteres e eliminada através de 
um poro excretor. O sistema nervoso é bem desenvolvido. As informações captadas pelos 
órgãos dos sentidos são processadas no encéfalo (AMABIS, 2010).
“Os detalhes da reprodução dos peixes variam extensamente. A maioria das es-
pécies é ovípara, se reproduzindo por fertilização externa após a fêmea depositar grandes 
números de pequenos ovos.” Entretanto, a fertilização interna e a parição caracterizam 
outras espécies (URRY, 2022, p. 728).
“Do ovo da maioria dos peixes sai um filhote parecido com o adulto: é o alevino. 
A reprodução da maioria dos peixes apresenta, portanto, desenvolvimento direto” (LINHA-
RES, 2011, p. 296).
1.2.2 Anfíbios (Amphibia)
Atualmente, os anfíbios são representados por cerca de 6.150 espécies, em três 
clados: salamandras (clado Urodela, “com caudas”), rãs (clado Anura, “sem caudas”) e 
cecílias (clado Apoda, “sem patas”) (URRY, 2022, p. 731)
Os anfíbios são vertebrados que habitam a terra, que precisam de água para 
procriar e possuem um coração dividido em três câmaras. […] A transição 
para a terra não foi simplesmente uma questão de mudanças esqueléticas. 
A divisão do coração em três câmaras permitiu o fluxo em dois circuitos, um 
para o corpo e um para os pulmões. Mudanças no ouvido interno melhora-
ram a detecção de sons. Os olhos foram protegidos por pálpebras para não 
secarem. Qual foi a vantagem seletiva de viver na terra? A capacidade de 
sobreviver fora da água teria sido favorecida em lugares sazonalmente se-
79A DIVERSIDADE MAIS COMPLEXA DO REINO ANIMALUNIDADE 4
cos. Além disso, na terra, indivíduos escaparam dos predadores aquáticos e 
tiveram novas fontes de alimento — como os insetos, que também evoluíram 
durante o período Devoniano (STARR, 2012, P. 126).
São animais com esqueleto ósseo dividido em axial (crânio e coluna vertebral); 
apendicular (ossos dos membros e ossos que ligam os membros à coluna vertebral — 
sendo-os últimos divididos em cintura escapular e cintura pélvica) (AMABIS, 2010).
O sistema digestório é completo, terminando em cloaca. Apresenta fígado, pân-
creas e vesícula biliar. São animais carnívoros (LINHARES, 2011).
As larvas aquáticas respiram através de brânquias que, na maioria, desaparecem 
durante a metamorfose, dando lugar a pulmões; porém a superfície desse órgão é pe-
quena, o que faz com que a respiração cutânea se torne mais importante que a pulmonar 
(AMABIS, 2010).
Conforme descrito por Linhares (2011), os anfíbios possuem sobre a pele uma fina 
camada de queratina, o que não a protege contra a desidratação. A presença de glândulas 
produtoras de muco garante a umidade da pele, o que facilita as trocas gasosas (respiração 
cutânea).
O coração possui três cavidades (dois átrios e um ventrículo) e a circulação é dupla 
(pequena circulação — entre o coração e os pulmões; grande circulação — entre o coração 
e o corpo) e incompleta (o sangue venoso se mistura com o arterial no ventrículo). São 
animais pecilotermos, ou seja, não há mecanismo interno que mantenha a temperatura 
corporal (LAURENCE, 2005).
A excreção é realizada por um par de rins que removem a ureia do sangue e, 
juntamente com outros resíduos metabólicos, são excretados na urina que é conduzida até 
a bexiga através dos ureteres e eliminada pela cloaca (AMABIS, 2010).
Quanto ao sistema nervoso, Linhares (2011, p. 305) o descreve da seguinte forma:
[…] os anfíbios possuem dez pares de nervos cranianos. Apresentam epi-
télios olfativos nas narinas, botões gustativos na boca e sensibilidade tátil 
ao longo do corpo. Osolhos dos adultos possuem pálpebras e glândulas 
lacrimais, o que constitui uma adaptação à vida terrestre, pois protegem e 
evitam o ressecamento ocular. A visão é capaz de perceber apenas objetos 
em movimento e está adaptada para captar os movimentos rápidos de suas 
presas. O sistema de linha lateral, que capta vibrações sonoras na água, está 
presente na larva e nos adultos aquáticos.
Além da orelha interna (ouvido interno presente também nos peixes responsá-
vel pela audição e pelo equilíbrio), há uma orelha média (ouvido médio), for-
mada por um osso (columela) que liga uma membrana situada na superfície do 
corpo (tímpano) à orelha interna. Essa estrutura amplifica as ondas sonoras.
Seguimos com a reprodução dos anfíbios descrita por (BENEDITO, 2015, p. 99)
80A DIVERSIDADE MAIS COMPLEXA DO REINO ANIMALUNIDADE 4
Os anfíbios exibem uma enorme diversidade de comportamentos e estraté-
gias reprodutivas e, devido ao grande número de espécies pouco estudadas, 
certamente ainda há muito por se descobrir. Os anfíbios são extremamente 
dependentes de ambientes aquáticos e úmidos, não só pelo fato de terem 
uma pele úmida e permeável, mas também por serem organismos anamnio-
tas, isto é, seus ovos são desprovidos de casca e anexos embrionários. Os 
ovos de anfíbios são envoltos por cápsulas gelatinosas, as quais conferem 
proteção mecânica e dificultam o ataque de predadores, principalmente in-
vertebrados. […] A fertilização é externa na maioria dos anuros e algumas 
salamandras e interna na maioria dos urodelos e todas as cecílias. A maioria 
das espécies é ovípara […]. O desenvolvimento pode ser indireto, por meio 
de uma larva, geralmente aquática, que sofre metamorfose, ou direto, quan-
do do ovo emerge uma miniatura do adulto […].
1.2.2.1 Ordem Gymnophiona (Apoda)
São anfíbios alongados, vermiformes e sem pernas representados pelas cecílias, 
também conhecidas por cobras-cegas. Os olhos são atrofiados e em algumas espécies 
cobertos por membranas. Os adultos possuem um pulmão atrofiado e respiram principal-
mente pela pele. (LAURENCE, 2005).
A fecundação é interna e frequentemente depositam seus ovos no solo úmi-
do, próximo à água. Algumas espécies têm larvas aquáticas; em outras espé-
cies, o desenvolvimento da larva ocorre todo dentro do ovo. Algumas cecílias 
protegem seus ovos cuidadosamente em dobras do próprio corpo. A vivipari-
dade também é comum em algumas espécies, nas quais os embriões obtêm 
nutrientes consumindo a parede do oviduto CLEVELAND, 2022, p.523)
1.2.2.2 Ordem Urodela (Caudata)
Representados pelas salamandras e tritões, apresentam cauda e pernas. As espé-
cies terrestres apresentam pálpebras (LINHARES, 2011). 
Esses animais também sofrem metamorfose, porém as larvas são bem parecidas 
com o adulto. As principais alterações durante a metamorfose são o desaparecimento das 
81A DIVERSIDADE MAIS COMPLEXA DO REINO ANIMALUNIDADE 4
brânquias e da nadadeira caudal, modificações no coração e surgimento dos pulmões. Em 
algumas espécies de salamandras ocorre a neotenia, ou seja, o animal atinge a maturidade 
sexual sem perder as características larvais (LAURENCE, 2005).
Na maioria das salamandras, os machos eliminam pequenos pacotes de esper-
matozoides que são sugados pelas cloacas das fêmeas, ocorrendo assim a fecundação 
interna (AMABIS, 2010).
1.2.2.3 Ordem Salientia (Anuros)
Os anuros estão representados pelos sapos, rãs e pererecas. Possuem pernas, 
mas não têm cauda e os olhos são protegidos por pálpebras (LINHARES, 2011).
Membros posteriores musculares e compridos permitem aos adultos sem cauda 
nadar, pular e dar saltos […]. As pernas anteriores são muito menores e ajudam a absorver 
o choque das aterrissagens (STARR, 2012, p. 127).
As patas das rãs são semelhantes às dos sapos e suas patas traseiras apresentam 
uma membrana entre os dedos que auxilia o nado. As pererecas apresentam ventosas nas 
extremidades dos dedos, o que possibilita sua fixação em vários lugares (LAURENCE, 2005).
Embora a maioria das rãs e dos sapos seja indefesa, muitos dos que ocorrem 
nas regiões tropicais e subtropicais são agressivos, saltando e mordendo os 
predadores. Alguns se defendem fingindo-se de mortos. A maioria dos anuros 
pode inflar seus pulmões de forma a dificultar a deglutição por parte de preda-
dores. Quando perturbados junto à margem de uma lagoa ou de um riacho, 
uma rã permanece imóvel ou salta na vegetação em busca de refúgio. Quan-
do capturada, pode deixar de resistir por alguns instantes, mas saltando de 
repente logo em seguida e expelindo urina. A proteção mais eficaz dos sapos 
reside em sua capacidade de saltar e, em algumas espécies, nas glândulas 
de veneno. As espécies da família Dendrobatidae utilizam toxinas potentes 
como forma de defesa (CLEVELAND, 2022, p. 527).
Como a maioria dos anuros tem hábito noturno […] a comunicação acústica é 
extremamente eficiente e importante em contextos sociais de corte e territorialidade, pois 
independe da luz (BENEDITO, 2015, p. 125). A fecundação na maioria dos anuros é externa 
e o desenvolvimento é indireto. A larva dos anuros recebe o nome de girino — a cauda é 
bem desenvolvida e não possui patas (AMABIS, 2010).
82A DIVERSIDADE MAIS COMPLEXA DO REINO ANIMALUNIDADE 4
1.2.3 Répteis (Reptilia)
Derivado do latim reptilis — que se arrasta — com os representantes mais conhe-
cidos jacarés, crocodilos, cágados, tartarugas, jabutis, serpentes e lagartos, esses animais 
conquistaram definitivamente o ambiente terrestre devido às seguintes características: 
corpo coberto por uma grossa camada impermeável de queratina; pulmões eficientes; e 
ovo amniótico — apresentam casca que evita a desidratação e anexos embrionários que 
garantem proteção e nutrição ao embrião (AMABIS, 2010).
1.2.3.1 Morfofisiologia dos Répteis
A pele dos répteis é seca, protegida por escamas de origem epidérmica ou placas 
ósseas de origem dérmica, não possuem glândulas mucosas (LAURENCE, 2005, p. 473). 
Abaixo da epiderme está a derme, que contém os nervos e vasos sanguíneos que alimen-
tam a epiderme (BENEDITO, 2015, p. 146)
O sistema digestório é completo terminando em cloaca e o sistema respiratório é 
exclusivamente pulmonar. A excreção é realizada por um par de rins (AMABIS, 2010). 
O coração da maioria dos répteis apresenta três cavidades e a circulação é dupla e 
incompleta. Nos crocodilianos (crocodilos e jacarés) o coração apresenta 4 cavidades, pois 
o septo é completo, o que impede que o sangue venoso se misture com o sangue arterial. 
Dizemos então que a circulação é dupla e completa (LINHARES, 2011).
O cérebro é mais desenvolvido e apresentam maior quantidade de terminações 
nervosas na pele. A visão e o olfato são mais desenvolvidos que a gustação e a audição. 
Também são animais pecilotermos. (LINHARES, 2011)
São animais dioicos com fecundação interna e desenvolvimento direto (LAUREN-
CE, 2005).
“Os répteis podem ser ovíparos ou vivíparos. Enquanto as espécies vivíparas geram 
filhotes completamente formados e independentes, as espécies ovíparas depositam ovos 
com embriões ainda em formação” (BENEDITO, 2015, p. 167).
Os ovos dos répteis contêm água e alimento suficiente para o desenvolvimento 
do embrião. Algumas estruturas — anexos embrionários — ligadas ao corpo do embrião 
formam-se durante o seu desenvolvimento (AMABIS, 2010).
83A DIVERSIDADE MAIS COMPLEXA DO REINO ANIMALUNIDADE 4
Cleveland (2022, p. 540) descreve sobre os anexos embrionários:
Todos os amniotas caracterizam-se por ovos dotados de quatro membranas 
extraembrionárias, o âmnio, o alantoide, o córion e o saco vitelino. O âmnio 
envolve o embrião em fluido, proporcionando um meio aquoso para seu cres-
cimento. As excretas metabólicas são armazenadas em uma estrutura saculi-
forme representada pelo alantoide. O córion envolve todos os elementos que 
compõem o ovo e, assim como o alantoide, é altamente vascularizado. Por 
isso, tanto o córion quanto o alantoide compreendem eficientes superfícies 
respiratóriaspara eliminação do dióxido de carbono e absorção de oxigênio. 
1.2.3.2 Classificação
Com a utilização crescente da metodologia cladística em Zoologia […] aves e cro-
codilianos são grupos irmãos; ambos são os descendentes mais recentes de um ancestral 
comum, sendo, portanto, mais relacionados entre si do que com qualquer linhagem reptilia-
na atual (CLEVELAND, 2022, p. 543) 
Por razões didáticas vamos estudar as aves posteriormente e usar o termo rép-
til no sentido tradicional, ou seja, divididos em quatro grupos: Testudinea ou Chelonia, 
Squamata, Crocodilia e Sphenodontia (LINHARES, 2011).
1.2.3.2.1 Testudinea ou Chelonia
São representantes dos quelônios — os cágados: em geral, são de água doce; as 
tartarugas: principalmente marinhas, mas colocam seus ovos na terra; e os jabutis: são 
terrestres (LINHARES, 2011).
A principal característica desse grupo são as placas ósseas unidas que formam a 
carapaça no dorso e um plastrão ventral (LAURENCE, 2005). 
1.2.3.2.2 Squamata (Escamados)
 São répteis que possuem o corpo coberto por escamas (LAURENCE, 2005). A 
maioria dos escamados são espécies ovíparas que depositam seus ovos elípticos e com 
84A DIVERSIDADE MAIS COMPLEXA DO REINO ANIMALUNIDADE 4
casca embaixo de troncos ou pedras, ou em buracos no solo. “O restante é vivíparo, dando 
à luz a filhotes totalmente desenvolvidos” (CLEVELAND, 2022, p. 546).
Neste grupo estão os répteis mais abundantes e diversificados, divididos em: la-
certílios ou sauros (lagartos, lagartixas e camaleões); ofídios (serpentes); e anfisbenas 
(cobra-de-duas-cabeças) (LAURENCE, 2005)
1.2.3.2.3 Crocodilia
 “Os crocodilianos são os parentes vivos mais próximos dos pássaros e, como 
os pássaros, exibem comportamento parental complexo. Por exemplo, eles constroem e 
guardam o ninho, depois alimentam e cuidam da cria” (STARR, 2012, p. 131).
São animais de pernas curtas, porém com bom deslocamento. São predadores 
de hábitos semi aquáticos (LAURENCE, 2005). São representantes do grupo os jacarés, 
crocodilos e gavial (LINHARES, 2011)
1.2.3.2.4 Sphenodontia (Rincocéfalos)
Conhecidos por tuataras, apresentam forma semelhante ao lagarto e conserva 
algumas características dos répteis primitivos, como uma linha de escamas eréteis dorsais. 
Existem apenas duas espécies vivas na Nova Zelândia (LAURENCE, 2005).
1.2.4 Aves 
85A DIVERSIDADE MAIS COMPLEXA DO REINO ANIMALUNIDADE 4
“Estão dentre os animais mais conhecidos e facilmente encontrados, devido ao fato 
de serem ativas durante o dia e habitarem grande variedade de hábitats.” As aves variam 
muito em formatos, cores, tamanhos e comportamentos, o que atesta o sucesso evolutivo 
do grupo (BENEDITO, 2015, p. 175).
 A única característica específica que distingue as aves dos outros animais 
vivos são suas penas. Se um animal tem penas, é uma ave […] Além das pe-
nas, todas as aves têm os membros anteriores modificados em asas (embora 
nem sempre usadas para o voo); todas têm os membros posteriores adapta-
dos para andar, nadar ou empoleirar-se; todas têm bicos queratinizados sem 
dentes; e todas põem ovos. A razão para essa grande uniformidade estrutural 
e funcional é que as aves evoluíram para animais voadores, o que as força a 
manter tais características diagnósticas. (CLEVELAND, 2022, p. 558).
 Para as espécies terrestres, insetos e frutos são os itens mais importantes da 
dieta. “As aves também consomem sementes, néctar e pólen, folhas e brotos, carniça e 
outros vertebrados. Ao consumirem frutos e sementes, as aves atuam como importantes 
agentes dispersores” (SADAVA, 2019, p. 703).
“São animais homeotermos, ou seja, mantém relativamente constante a temperatu-
ra do corpo independente da temperatura do ambiente” (LAURENCE, 2005, p. 493).
1.2.4.1 Morfofisiologia das Aves
Benedito (2015, p.192) descreve sobre o esqueleto das aves da seguinte forma:
O esqueleto das aves é leve e delicado, contém alguns ossos entremea-
dos por cavidades aéreas que diminuem o peso (ossos pneumáticos), mas 
a substância óssea é extremamente dura.[…] A coluna vertebral das aves é 
extremamente rígida. A maioria das vértebras, com exceção das cervicais, 
é fusionada, e junto à cintura pélvica há uma firme, porém leve, estrutura 
que sustenta as pernas e proporciona grande rigidez para o voo. As costelas 
também são fundidas (na maioria das vezes) com as vértebras, com a cintura 
peitoral e com o esterno para auxiliar na rigidez.[…] Nas aves, os ossos dos 
membros anteriores são altamente modificados devido à faculdade de voo; 
além de serem reduzidos em número, muitos deles são fusionados. Assim, 
eles são claramente um “rearranjo” dos membros de um tetrápode.
“O osso esterno geralmente é bem desenvolvido, com uma expansão — chamada 
quilha ou carena — na qual está implantada a forte musculatura peitoral, responsável pelo 
movimento das asas” (LINHARES, 2011, p. 327).
A pele é seca e coberta por formações epidérmicas — as penas — que apresentam 
as seguintes funções: protegem o corpo contra choques mecânicos, atuam como isolante 
térmico, ajudando a manter a temperatura corporal e possibilitam o voo (AMABIS, 2010).
 A única glândula epidérmica é a uropigiana — situada na região posterior da 
cauda e produtora de uma substância oleosa que é retirada e espalhada com o bico sobre 
as penas, impermeabilizando-as. (LINHARES, 2011). 
86A DIVERSIDADE MAIS COMPLEXA DO REINO ANIMALUNIDADE 4
Os pássaros não possuem dentes. “Em vez disso, ossos da mandíbula cobertos 
por camadas de queratina formam um bico duro. A forma do bico varia, com tipos diferentes 
de bicos adequados para dietas diferentes” (STARR, 2012, p. 132).
O sistema digestório das aves é bastante complexo, conforme descreve Benedito 
(2015, p. 195):
As aves dispõem de um eficiente sistema digestório que processa o alimento 
rapidamente. Elas têm poucos botões gustativos, embora, em algum grau, 
todas possam sentir sabores. A partir da faringe curta, o esôfago muscular 
e elástico estende-se até o estômago. Muitas aves têm uma dilatação do 
esôfago (papo) na sua porção inferior final que serve como câmara de esto-
cagem. Glândulas salivares, que são pouco desenvolvidas, secretam muco 
para a lubrificação do alimento. […] O formato do estômago das aves, assim 
como o bico, está relacionado com a sua dieta. […], Em geral, o estômago 
das aves consiste em duas câmaras relativamente distintas: um proventrí-
culo (estômago químico ou glandular) mole e anterior, com paredes grossas 
secretando os sucos gástricos; e o ventrículo ou moela (estômago físico), 
com paredes grossas e musculatura densa. Além dessa função mecânica na 
trituração do alimento, a moela também estoca alimento enquanto a digestão 
química continua. […] O intestino é delgado, com algumas alças, e termina 
no reto; na união destes, existem dois cecos […] O reto tem conexão com a 
cloaca, saída comum para fezes, excretas, gametas (no caso dos machos) e 
ovos (no caso das fêmeas) […] Em aves jovens, a parede cloacal apresenta 
uma pequena saliência, a Bursa de Fabrício, um órgão linfático formador de 
anticorpos que protegem contra infecções. O fígado é bilobado, com vesícula 
biliar e dois ductos biliares; o pâncreas geralmente tem três ductos e todos 
eles desembocam na alça anterior do intestino.
O sistema circulatório é fechado. O coração tem quatro câmaras (dois átrios e dois 
ventrículos) totalmente separados. A circulação é dupla e completa (AMABIS, 2010).
“A respiração é pulmonar e para garantir um suprimento de oxigênio adequado, os 
pássaros têm um sistema único de bolsas aéreas que mantém o ar fluindo continuamente 
por seus pulmões” (STARR, 2012, p. 132). Junto ao sistema respiratório existe uma forma-
ção característica chamada siringe, responsável pela emissão de sons (LAURENCE, 2005).
Os rins são responsáveis por filtrar o sangue e retirar principalmente ácido úrico, 
que é conduzido pelos ureteres até cloaca (não possuem bexiga urinária), onde a maior 
parte da água da urina é reabsorvida e o ácido úrico, altamente concentrado,forma uma 
pasta branca e é eliminado junto com as fezes (AMABIS, 2010).
O encéfalo é bem desenvolvido, principalmente as regiões que coordenam o equi-
líbrio e o movimento do corpo. A visão e audição são bastante aguçadas, facilitando a 
comunicação, já o olfato e paladar são menos desenvolvidos (LINHARES, 2011). 
São animais dioicos e ovíparos com desenvolvimento direto (AMABIS, 2010).
A maioria das aves não apresenta órgão copulatório (pênis), com exceção 
de patos, gansos, inhambus e avestruzes, que têm um pênis na cloaca. Nas 
demais espécies, a cópula é feita colocando as superfícies cloacais em con-
tato, normalmente enquanto o macho monta no dorso da fêmea. Algumas 
espécies, tais como andorinhões e algumas espécies de aves de rapina, con-
seguem copular durante o voo (BENEDITO, 2015, p. 198)
87A DIVERSIDADE MAIS COMPLEXA DO REINO ANIMALUNIDADE 4
“Enquanto os ovos estão passando pelo oviduto, a albumina, ou clara do ovo, 
proveniente de glândulas especiais, é adicionada a eles” mais adiante no oviduto são tam-
bém secretados sobre os ovos a membrana da casca, a casca e os pigmentos da casca 
(CLEVELAND, 2022, p. 575).
Durante o desenvolvimento embrionário há a formação dos anexos da mesma 
forma que ocorre nos répteis (AMABIS, 2010).
1.2.4.2 Classificação das Aves
As aves atuais são divididas em dois grupos: Ratitas as grandes aves não voadoras 
similares aos avestruzes e os quivis, que têm o esterno achatado com músculos peitorais 
pouco desenvolvidos; e Carinatas que compreende todas as outras aves, quase todas as 
voadoras que possuem um esterno com quilha, ao qual se fixam poderosos músculos de 
voo (LAURENCE, 2005).
1.2.5 Mamíferos (Mammalia)
A característica que eu nome a esse grupo é a presença de glândulas mamárias, 
que são mais desenvolvidas nas fêmeas. Após o nascimento dos filhotes, as fêmeas ama-
mentam-nos com o leite produzido nessas glândulas (LAURENCE, 2005).
 “Atualmente, os mamíferos variam em tamanho desde musaranhos e morcegos 
diminutos, com cerca de 2 gramas, até a baleia-azul, o maior animal da Terra, que mede 
até 32 metros” (SADAVA, 2019, p. 703). 
Os mamíferos estão entre os animais mais ativos, exibindo velocidade e 
capacidade de manter esforço por longos períodos em hábitats aquáticos, 
aéreos e terrestres. Eles mantêm essa atividade em quase todas as condi-
ções ambientais, inclusive em baixas temperaturas da noite, desertos escal-
dantes, oceanos polares e invernos gélidos. Embora os pelos sejam talvez 
a característica mais óbvia dos mamíferos, uma série de outras inovações 
evolutivas sustentam sua diversificação. Essas inovações únicas incluem um 
conjunto de ossos da orelha média para a transmissão de sons à orelha in-
terna, glândulas mamárias para alimentar os filhotes, um cérebro grande com 
revestimento único do encéfalo (o neocórtex), um diafragma para ventilação 
eficiente dos pulmões e adaptações para um sentido de olfato altamente de-
senvolvido. A maioria dos mamíferos tem uma placenta intrauterina vascular 
para alimentar o embrião, dentes e músculos dos maxilares especializados 
para processar o alimento, e um modo de andar ereto para locomoção rápida 
e eficiente. CLEVELAND, 2022, p. 583).
88A DIVERSIDADE MAIS COMPLEXA DO REINO ANIMALUNIDADE 4
1.2.5.1 Morfofisiologia dos Mamíferos
Benedito (2015, p. 214) descreve algumas características externas dos mamíferos:
Apesar de os mamíferos apresentarem grande variação em sua morfologia, 
seu corpo pode ser dividido basicamente em cabeça, tronco, membros e cau-
da, sendo a forma e o revestimento adaptados ao meio onde cada animal 
vive. A cabeça é composta essencialmente por duas narinas, boca, olhos com 
pálpebras carnosas, orelhas e, em muitas ordens, vibrissas, que são prolon-
gamentos de pelos queratinosos com função sensorial […]. As narinas são 
aberturas externas para a entrada de ar […] Todos os mamíferos têm boca ro-
deada por lábios geralmente carnosos e com certa mobilidade. Ela é utilizada 
na alimentação, e os lábios constituem uma barreira de proteção para a entra-
da de microrganismos no sistema digestório. […] Na maioria das espécies, os 
olhos têm pálpebras móveis, que promovem a proteção dos olhos.
A pele, com epiderme queratinizada e derme, apresenta pelos em sua superfície, 
que além de proteger, funcionam como isolante térmico e contribuem para a manutenção 
de uma temperatura constante (LINHARES, 2011).
Conforme Cleveland (2022) várias glândulas estão presentes na pele desses animais:
• Glândulas sudoríparas estão presentes na superfície do corpo da maioria dos 
mamíferos, elas secretam um fluido aquoso que quando evapora da superfície da 
pele ajuda no resfriamento. 
• Glândulas sebáceas produzem uma substância gordurosa (sebo) que serve 
para manter a pele e os pelos lustrosos e flexíveis.
• Glândulas mamárias, presentes em todas as fêmeas e, de forma rudimentar, 
em todos os machos. Conforme já descrito, produzem o leite que servirá de ali-
mento para os filhotes.
O sistema esquelético se difere dos demais vertebrados por apresentarem uma dimi-
nuição de cartilagens e fusão de alguns ossos. A caixa craniana é larga para abrigar o encéfalo 
mais desenvolvido. O formato diferente dos dentes lhes confere funções específicas, fator que 
auxilia no processo da mastigação. A coluna vertebral é dividida em cinco regiões: cervical, 
torácica, lombar, sacra e caudal, e as vértebras possibilitam flexibilidade (BENEDITO, 2015).
O sistema respiratório é formado pelas vias aéreas — cavidades nasais, faringe, 
laringe, traqueia, brônquios e bronquíolos — e pulmões — são esponjosos formados pelos 
alvéolos, estruturas bastante irrigadas pelos vasos sanguíneos onde ocorrem as trocas 
gasosos — hematose (LAURENCE, 2005).
O coração tem quatro cavidades totalmente separadas. A rede de vasos sanguíneos 
é formada por veias (transportam sangue do corpo para o coração), artérias (transportam 
sangue do coração para o corpo) e capilares (neles ocorrem as trocas de substâncias 
entre sangue e fluído extracelular) A circulação é dupla e completa (LINHARES, 2011).
O sistema excretor é formado por um par de rins que filtra o sangue retirando dele 
os resíduos metabólicos, sendo a ureia em maior quantidade. A urina formada é levada 
89A DIVERSIDADE MAIS COMPLEXA DO REINO ANIMALUNIDADE 4
pelos ureteres até a bexiga onde fica armazenada até sua eliminação através da uretra 
(AMABIS, 2010)
O sistema digestório é completo formado por boca, faringe, esôfago, estômago, 
intestino delgado, intestino grosso e ânus (AMABIS, 2010). Estão presentes fígado, pân-
creas e glândulas salivares (menos nos aquáticos). No ornitorrinco e na equidna o sistema 
digestório termina em cloaca (LINHARES, 2011).
Benedito (2015, p. 219) descreve o sistema nervoso dos mamíferos:
Os mamíferos possuem o córtex cerebral e a massa encefálica acentuada-
mente maior que outras classes, entre os vertebrados, assim como o sistema 
nervoso, que é mais desenvolvido neles.[…] O tamanho maior do cérebro é 
atribuído ao desenvolvimento dos hemisférios cerebrais direito e esquerdo […] 
são constituídos por dois componentes distintos: a massa cinzenta, em que es-
tão localizados os corpos celulares dos neurônios, e a massa branca, formada 
pelos axônios dos neurônios.[…] Uma estrutura nova, encontrada nos mamífe-
ros eutérios, é o corpo caloso, formado por grande concentração de nervos, o 
que promove basicamente a comunicação entre os hemisférios. O tálamo, con-
siderado um centro de organização cerebral […] O hipotálamo, localizado sob 
o tálamo, controla funções como a pressão sanguínea, a temperatura corporal 
e o metabolismo de carboidratos, essenciais para animais endotérmicos. O 
epitálamo encontra-se na região posterior do tálamo, sendo a glândula pineal 
seu elemento mais evidente […] está relacionada com os ciclos circadianos, 
ou seja, com o ciclo biológico que ocorre durante 24h, já que produz melatoni-
na, hormônio ligado principalmente à regulação dos ciclos de atividade-vigília. 
O cerebelo […]responsável pela manutenção do equilíbrio, dos movimentos 
voluntários e do tônus muscular. Fixo ao cerebelo, entre o cérebro e a medula 
espinal, encontra-se o tronco cerebral, […] serve como estação de passagem 
para os sinais dos centros neurais superiores. A medula espinal aloja-se no 
canal vertebral e atua na retransmissão de impulsos nervosos, e é por ela que 
o encéfalo estabelece comunicação com as demais regiões do corpo, exceto 
com a cabeça. […] Todo o sistema nervoso, tanto cérebro quanto medula es-
pinal, é revestido por três membranas conjuntivas, denominadas meninges. 
São elas: pia-máter: meninge mais interna, que fica em contato direto com o 
sistema nervoso. Seus capilares são responsáveis pela nutrição do cérebro; 
aracnoide: segunda meninge, que tem como função amortecer possíveis im-
pactos; dura-máter: é a camada mais externa e espessa, ricamente inervada.
Os órgãos sensoriais — visão, olfato, paladar, audição e tato — são bem desenvol-
vidos e adaptados ao modo de vida de cada espécie (AMABIS, 2010).
Os mamíferos são dioicos com fecundação interna e o desenvolvimento é direto. 
Quase todos são vivíparos(LINHARES, 2011).
1.2.5.2 Classificação 
“A forma de reprodução é usada como critério sistemático na classificação dos 
mamíferos” (LINHARES, 2011, p. 345).
90A DIVERSIDADE MAIS COMPLEXA DO REINO ANIMALUNIDADE 4
1.2.5.2.1 Monotremata (monotremados)
Os monotremados são encontrados apenas na Austrália e Nova Guiné — os orni-
torrincos e as equidnas. São mamíferos que põem ovos (ovíparos). As fêmeas constroem 
o ninho e chocam os ovos até o nascimento dos filhotes e depois os alimenta com leite 
produzido pelas glândulas mamárias que escorre sobre o ventre, pois não apresentam 
mamilo (CLEVELAND, 2022).
1.2.5.2.2 Metatheria (marsupiais)
São animais vivíparos, mas a placenta é pouco desenvolvida, insuficiente para nutrir 
o feto (LAURENCE, 2005). O recém-nascido agarra-se ao pelos da mãe e desloca-se até 
o marsúpio — bolsa existente na barriga da mãe — onde estão localizadas as glândulas 
mamárias. Algumas espécies não possuem marsúpio, mas sim pregas na pele. Os filhotes 
permanecem ali até completar o seu desenvolvimento (AMABIS, 2010).
1.2.5.2.3 Eutheria (placentários)
Maior grupo com aproximadamente 95% das espécies de mamíferos. O que os ca-
racteriza é que a placenta é bem desenvolvida e os filhotes completam o desenvolvimento 
91A DIVERSIDADE MAIS COMPLEXA DO REINO ANIMALUNIDADE 4
dentro do útero materno. O filhote recebe nutrientes e realiza as trocas gasosas através da 
placenta que se comunica com o embrião através do cordão umbilical. Estão presentes 
também o âmnio, o córion, a alantoide e o saco vitelínico (LINHARES, 2011).
“Como regra geral, os nomes das ordens são criados com base em alguma carac-
terística de seus representantes” (LAURENCE, 2005, p. 510).
Starr (2012, p.379) lista os grupos mais importantes:
• Ordem Edentata — Tamanduás, bichos-preguiça, tatus.
• Ordem Insectivora — Musaranhos, topeiras, ouriços.
• Ordem Chiroptera — Morcegos.
• Ordem Scandentia — Musaranhos insetívoros.
• Ordem Primatas. 
Subordem Strepsirhini (prossímios). Lêmures, lóris. 
Subordem Haplorhini (tarsioides e antropoides).
Infraordem Tarsiformes. Tarsioides. 
Infraordem Platyrrhini (macacos do Novo Mundo).
Família Cebidae. Macacos-aranha, macacos-uivadores, capuchinos.
 Infraordem Catarrhini (Macacos do Velho Mundo e hominoides).
Superfamília Cercopithecoidea. Babuínos, macacos, langures. 
Superfamília Hominoidea. Macacos e humanos.
Família Hylobatidae. Gibão. Família Pongidae. Chimpanzés, gorilas, orangotangos. 
Família Hominidae. Espécies humanas existentes e extintas (Homo) e espécies se-
melhantes ao ser humano, incluindo os australopitecos.
• Ordem Lagomorpha — Coelhos, lebres, pikas.
• Ordem Rodentia — A maioria dos animais roedores (esquilos, ratos, camun-
dongos, cobaias, porcos-espinhos, castores, etc.). 
• Ordem Carnivora — Carnívoros (lobos, gatos, ursos, etc.). 
• Ordem Pinnipedia — Focas, morsas, leões-do-mar. 
• Ordem Proboscidea — Elefantes, mamutes (extintos). 
• Ordem Sirenia — Peixe-boi (manatis, dugongos).
• Ordem Perissodactyla — Ungulados de cascos ímpares (cavalos, antas, 
rinocerontes). 
• Ordem Tubulidentata — Porco-da-terra africano. 
• Ordem Artiodactyla — Ungulados de casco pares (camelo, cervo, bisão, ove-
lha, cabra, antílope, girafa, etc.).
• Ordem Cetacea — Baleias.
92A DIVERSIDADE MAIS COMPLEXA DO REINO ANIMALUNIDADE 4
“Temos muito que aprender com os animais. Eles se respeitam, mesmo em espécies diferentes, e só 
se enfrentam quando se sentem ameaçados. Nós, seres humanos, precisamos adquirir esse respeito” 
(Sebastião Bognar)
Fonte: https://www.osasco.sp.leg.br/institucional/noticias/nossa-historia-faz-reflexao-sobre-meio-ambiente-
e-bem-estar-animal
Os sapinhos-ponta-de-flecha são anfíbios encontrados na América do Sul e Central. Possuem cores vivas e a 
maioria pertence aos gêneros Dendrobates e Phyllobates. Proporcionalmente ao peso, a espécie Phylloba-
tes terribilis é a mais venenosa da Terra. Na Colômbia, caçadores nativos utilizam os venenos da pele des-
ses animais na ponta de suas flechas durante as caçadas. O veneno, uma neurotoxina, paralisa pássaros e 
pequenos mamíferos quase imediatamente. Para o animal o veneno é uma forma de defesa. Esses anfíbios 
possuem a chamada coloração de advertência: as cores vivas servem de aviso de que eles são venenosos 
ou tem gosto ruim. Com isso os predadores passam a evitá-los.
As propriedades medicamentosas dos venenos dessas espécies vêm sendo estudados por causa dos seus 
efeitos analgésicos, anticonvulsivos e cardiotônicos.
Fonte: Linhares (2011, p. 302)
https://www.osasco.sp.leg.br/institucional/noticias/nossa-historia-faz-reflexao-sobre-meio-ambiente-e-bem-estar-animal
https://www.osasco.sp.leg.br/institucional/noticias/nossa-historia-faz-reflexao-sobre-meio-ambiente-e-bem-estar-animal
93A DIVERSIDADE MAIS COMPLEXA DO REINO ANIMALUNIDADE 4
Fico feliz pela caminhada que juntos fizemos. Concluímos aqui nossa última unida-
de de estudo, onde o trabalho foi direcionado ao grupo mais evoluído dos animais.
Os vertebrados são um grupo de animais caracterizados pela presença de uma 
coluna vertebral, que é a principal característica que os diferencia de outros animais. Nesse 
grupo, temos os protocordados e os cranianos. 
Os protocordados têm importância significativa para a compreensão da evolução 
vertebral, pois representam os primeiros estágios da história dos vertebrados. Os verte-
brados cranianos incluem os peixes, anfíbios, répteis, aves e mamíferos. Esses animais 
possuem crânio que protege o cérebro e os órgãos sensoriais, que são essenciais para sua 
adaptação e sucesso no ambiente em que vivem.
Os peixes são uma classe diferenciada de animais aquáticos que habitam uma am-
pla variedade de ambientes marinhos e de água doce. Possuem características adaptadas 
para a vida na água.
Os anfíbios passam parte de suas vidas em ambientes aquáticos e parte em am-
bientes terrestres. A maioria deles passa por metamorfose.
Os répteis adaptaram-se a uma variedade de habitats terrestres e alguns também 
podem ser encontrados em ambientes aquáticos. São conhecidos por sua pele escamosa, 
que ajudam a evitar a perda de água.
As aves são animais com penas e bicos adaptados a diferentes tipos de alimentação. 
São os únicos animais capazes de voar de forma ativa. Elas têm papéis fundamentais nos 
ecossistemas, como a dispersão de sementes, controle de pragas e polinização de plantas.
Os mamíferos são animais que possuem glândulas mamárias e cuidam de suas 
crias. A inteligência e o comportamento social de muitas espécies de mamíferos são notáveis.
É nosso dever como sociedade promover a conservação e o respeito por todas as 
formas de vida no nosso planeta.
Lembre-se sempre que a vida é uma constante evolução. Por isso a importância do 
estudo contínuo. 
CONSIDERAÇÕES FINAIS
94A DIVERSIDADE MAIS COMPLEXA DO REINO ANIMALUNIDADE4
Conservação de serpentes nos biomas brasileiros
Este estudo avaliou o estado atual de conservação das serpentes nos biomas 
brasileiros. As questões levantadas foram principalmente: quantas e quais são as espécies 
de serpentes ameaçadas? Quais as principais ameaças e estratégias adotadas para sua 
conservação? Entre as 392 espécies de serpentes conhecidas no Brasil, 29 constam da 
“Lista Nacional Oficial de Espécies da Fauna Ameaçadas de Extinção”, das quais 11 são 
endêmicas da Mata Atlântica, o bioma mais devastado; 6 espécies ocorrem na Caatinga, 5 
no Cerrado, 1 na Amazônia e uma no Pampa, também endêmicas desses biomas. A perda 
e a degradação de habitats são as principais ameaças às serpentes em decorrência do 
desmatamento para atividades agropecuárias, expansão urbana, extração de madeira e 
queimadas. Cinco Planos de Ação Nacionais, voltados para conservação da herpetofauna 
brasileira, incluem 44 espécies de serpentes como alvo, das quais apenas 9 constam da 
atual lista nacional de espécies ameaçadas. Para várias espécies de serpentes, há defi-
ciência de dados, evidenciando a necessidade de mais estudos que permitam avaliar o 
status e implementar medidas de conservação.
Fonte: NAVEGA-GONÇALVES, M. E. C.; PORTO, T. Conservação de serpentes nos biomas brasileiros. Bioikos — 
Título não-corrente, [S. l.], v. 30, n. 1, 2017. Disponível em: https://seer.sis.puc-campinas.edu.br/bioikos/article/
view/3533 Acesso em: 25 jul. 2023.
LEITURA COMPLEMENTAR
https://seer.sis.puc-campinas.edu.br/bioikos/article/view/3533
https://seer.sis.puc-campinas.edu.br/bioikos/article/view/3533
95A DIVERSIDADE MAIS COMPLEXA DO REINO ANIMALUNIDADE 4
MATERIAL COMPLEMENTAR
FILME/VÍDEO
• Título: O Cérebro das Aves (dublado) — Documentário
• Ano: 2017.
• Sinopse: A surpreendente inteligência das aves e sua complexa 
forma de comunicação. A incrível memória de uma espécie que 
esconde milhares de sementes para comer durante o inverno e 
é capaz de lembrar-se de praticamente todos os esconderijos. O 
papagaio africano que aprendeu a compreender e a falar inglês, a 
contar, a diferenciar cores e objetos e a expressar as suas vontades.
• Link do vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=v_ZWrrYdMHg
LIVRO
• Título: Biologia e Ecologia dos Vertebrados
• Autor: Evanilde Benedito
• Editora: Roca
• Sinopse: Didática e abrangente, esta obra promissora preenche 
uma lacuna importante no ensino de zoologia de vertebrados no 
Brasil, introduzindo elementos conceituais imprescindíveis à forma-
ção do profissional que tem o objetivo de conhecer e aprofundar-se 
no estudo de vertebrados. Biologia e Ecologia dos Vertebrados con-
duzem pesquisadores e discentes a um maior envolvimento com a 
fauna brasileira, aprofundando a teoria relacionada ao estudo dos 
ecossistemas. Seu conteúdo apresenta informações sobre o que 
se tem conhecido sobre a fauna de vertebrados — sistemática, 
estrutura, funcionamento e ecologia —, por meio de um debate de 
múltiplas vozes, de diferentes especialistas provenientes de várias 
regiões brasileiras, contribuindo para a compreensão, a investi-
gação e o processamento dos dilemas ambientais que o mundo 
contemporâneo apresenta.
https://www.youtube.com/watch?v=v_ZWrrYdMHg
96
O estudo é uma jornada dinâmica e envolvente que transcende a mera aquisição de 
conhecimento. Cada novo tópico estudado abre portas para um vasto universo de possibili-
dades. Nessa busca contínua pelo conhecimento, somos inspirados a ser curiosos, críticos 
e adaptáveis, preparando-nos para enfrentar os desafios do mundo em constante evolução.
A zoologia oferece uma visão aprofundada sobre a vasta gama de organismos vivos 
que povoam o planeta. Ao estudar a morfofisiologia e comportamento dos animais podemos 
notar como a evolução agiu seletivamente para moldar as características de cada espécie, 
permitindo sua sobrevivência e reprodução no ambiente específico em que habitam.
A nomenclatura científica é uma ferramenta crucial para garantir que cada espécie 
seja identificada de forma única e universal. O sistema binomial, proposto por Carl Linnaeus, 
é amplamente utilizado, consistindo na recepção de um nome binário a cada espécie, com 
um gênero e uma designação específica. Esse sistema facilita a comunicação entre os 
cientistas e evita confusões sobre a identidade das espécies.
A relação entre os animais e o meio ambiente é essencial para entender como 
eles se desenvolvem e interagem com os recursos disponíveis. A forma como os animais 
se adaptam às condições ambientais é um reflexo da luta pela sobrevivência e da pressão 
seletiva e preservação da biodiversidade torna-se uma prioridade, considerando o impacto 
crescente das atividades humanas sobre o meio ambiente. 
A diferenciação entre invertebrados, que constituem a maioria das espécies animais 
e apresentam uma gama surpreendente de formas e tamanhos; e cordados, animais com 
uma estrutura corporal distinta, caracterizada por uma notocorda ou espinha dorsal, nos 
fornece uma base sólida para entender a variedade e complexidade da vida animal.
Com o estudo da Zoologia, podemos apreciar a maravilhosa diversidade do reino 
animal, compreender melhor a evolução e adaptação dos animais ao longo do tempo e 
reconhecer a importância de proteger a biodiversidade para garantir um futuro sustentável 
para todas as formas de vida em nosso planeta.
CONCLUSÃO GERAL
97
AMABIS, J. M; MARTHO, G. R. Biologia dos organismos, Vol. 2. São Paulo: Editora 
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https://educapes.capes.gov.br/bitstream/capes/431608/2/Livro_Ciencias Biologicas_Zoologia dos Invertebrados.pdf
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