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História geral e do Brasil - Vol 1 Claudio Vicentino-12

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56	 Os	primeirOs	agrupamentOs	humanOs
caPíTulo 2
P enem
	 9.	A Superintendência Regional do Instituto do Patrimônio 
Histórico e Artístico Nacional (Iphan) desenvolveu o pro-
jeto “Comunidades Negras de Santa Catarina”, que tem 
como objetivo preservar a memória do povo afrodescen-
dente no sul do País. A ancestralidade negra é abordada 
em suas diversas dimensões: arqueológica, arquitetôni-
ca, paisagística e imaterial. Em regiões como a do Sertão 
de Valongo, na cidade de Porto Belo, a fixação dos primei-
ros habitantes ocorreu imediatamente após a abolição da 
escravidão no Brasil. O Iphan identificou nessa região um 
total de 19 referências culturais, como os conhecimentos 
tradicionais de ervas de chá, o plantio agroecológico de 
bananas e os cultos adventistas de adoração.
disponível	em:	<http://portal.iphan.gov.br/portal/	
montardetalheConteudo.do?id=14256&sigla=noticia&retorno=	
detalhenoticia>.	acesso	em:	1º-	jun.	2012	(com	adaptações).
O	texto	acima	permite	analisar	a	relação	entre	cultura	
e	memória,	demonstrando	que:
a)	 as	referências	culturais	da	população	afrodescen-
dente	estiveram	ausentes	no	sul	do	país,	cuja	com-
posição	étnica	se	restringe	aos	brancos.
b)	 a	preservação	dos	saberes	das	comunidades	afrodes-
cendentes	constitui	importante	elemento	na	constru-
ção	da	identidade	e	da	diversidade	cultural	do	país.
c)	 a	 sobrevivência	 da	 cultura	 negra	 está	 baseada	 no	
isolamento	 das	 comunidades	 tradicionais,	 com	
proibição	de	alterações	em	seus	costumes.
d)	 os	contatos	com	a	sociedade	nacional	têm	impedido	
a	conservação	da	memória	e	dos	costumes	dos	qui-
lombolas	em	regiões	como	a	do	sertão	de	Valongo.
e)	 a	 permanência	 de	 referenciais	 culturais	 que	 ex-
pressam	a	ancestralidade	negra	compromete	o	de-
senvolvimento	econômico	da	região.
	10.	Os vestígios dos povos Tupi-guarani encontram-se des-
de as Missões e o rio da Prata, ao sul, até o Nordeste, 
com algumas ocorrências ainda mal conhecidas no sul da 
Amazônia. A leste, ocupavam toda a faixa litorânea, des-
de o Rio Grande do Sul até o Maranhão. A oeste, apare-
cem (no rio da Prata) no Paraguai e nas terras baixas da 
Bolívia. Evitam as terras inundáveis do Pantanal e mar-
cam sua presença discretamente nos cerrados do Brasil 
central. De fato, ocuparam, de preferência, as regiões de 
floresta tropical e subtropical.
prOus.	a.	O Brasil antes dos brasileiros.	rio	de	Janeiro:		
Jorge	Zahar	editor,	2005.
Os	povos	indígenas	citados	possuíam	tradições	cultu-
rais	específicas	que	os	distinguiam	de	outras	socieda-
des	indígenas	e	dos	colonizadores	europeus.	entre	as	
tradições	tupi-guarani,	destacava-se	
a)	 a	 organização	 em	 aldeias	 politicamente	 indepen-
dentes,	dirigidas	por	um	chefe,	eleito	pelos	 indiví-
duos	mais	velhos	da	tribo.			
b)	 a	ritualização	da	guerra	entre	as	tribos	e	o	caráter	
semissedentário	de	sua	organização	social.
c)	 a	conquista	de	terras	mediante	operações	militares,	
o	que	permitiu	seu	domínio	sobre	vasto	território.			
d)	 o	caráter	pastoril	de	sua	economia,	que	prescindia	
da	agricultura	para	investir	na	criação	de	animais.			
e)	 o	desprezo	pelos	rituais	antropofágicos	praticados	
em	outras	sociedades	indígenas.	
	11.	segundo	 a	 explicação	 mais	 difundida	 sobre	 o	 povoa-
mento	 da	 américa,	 grupos	 asiáticos	 teriam	 chegado	
a	 esse	 continente	 pelo	 estreito	 de	 Bering,	 há	 18	 mil	
anos.	a	partir	dessa	região,	localizada	no	extremo	no-
roeste	do	continente	americano,	esses	grupos	e	seus	
descendentes	 teriam	 migrado,	 pouco	 a	 pouco,	 para	
outras	áreas,	chegando	até	a	porção	sul	do	continente.	
entretanto,	por	meio	de	estudos	arqueológicos	reali-
zados	no	parque	nacional	da	serra	da	Capivara	(piauí),	
foram	descobertos	vestígios	da	presença	humana	que	
teriam	até	50	mil	anos	de	idade.	Validadas,	as	provas	
materiais	encontradas	pelos	arqueólogos	no	piauí:
a)	 comprovam	que	grupos	de	origem	africana	cruza-
ram	o	oceano	atlântico	até	o	piauí	há	18	mil	anos.
b)	 confirmam	que	o	homem	surgiu	primeiramente	na	
américa	do	norte	e,	depois,	povoou	os	outros	conti-
nentes.
c)	 contestam	a	teoria	de	que	o	homem	americano	sur-
giu	primeiro	na	américa	do	sul	e,	depois,	cruzou	o	
estreito	de	Bering.
d)	 confirmam	que	grupos	de	origem	asiática	cruzaram	
o	estreito	de	Bering	há	18	mil	anos.
e)	 contestam	a	teoria	de	que	o	povoamento	da	améri-
ca	teria	iniciado	há	18	mil	anos.
P Vestibulares
	 12.	(Fuvest-SP)	há	cerca	de	2000	anos,	os	sítios	superfi-
ciais	e	sem	cerâmica	dos	caçadores	antigos	foram	substi-
tuídos	por	conjuntos	que	evidenciam	uma	forte	mudança	
na	tecnologia	e	nos	hábitos.	ao	mesmo	tempo	que	apare-
cem	a	cerâmica	chamada	itararé	(no	paraná)	ou	taquara	
(no	rio	grande	do	sul)	e	o	consumo	de	vegetais	cultiva-
dos,	encontram-se	novas	estruturas	de	habitações.
andré	prous.	O Brasil antes dos brasileiros. A pré-história do 
nosso país.	rio	de	Janeiro:	Zahar,	2007,	p.	49.	adaptado.
O	texto	associa	o	desenvolvimento	da	agricultura	com	o	da	
cerâmica	entre	os	habitantes	do	atual	território	do	Brasil,	
há	2000	anos.	isso	se	deve	ao	fato	de	que	a	agricultura	
a)	 favoreceu	a	ampliação	das	trocas	comerciais	com	po-
vos	andinos,	que	dominavam	as	técnicas	de	produção	
de	cerâmica	e	as	transmitiram	aos	povos	guarani.			
b)	 possibilitou	que	os	povos	que	a	praticavam	se	tornas-
sem	sedentários	e	pudessem	armazenar	alimen	tos,	
criando	a	necessidade	de	 fabricação	de	 reci	pi	entes	
para	guardá-los.			
c)	 proliferou,	 sobretudo,	 entre	 os	 povos	 dos	 sam-
baquis,	 que	 conciliaram	 a	 produção	 de	 objetos	 de	
cerâmica	 com	 a	 utilização	 de	 conchas	 e	 ossos	 na	
elaboração	de	armas	e	ferramentas.			
d)	 difundiu-se,	originalmente,	na	ilha	de	Fernando	de	no-
ronha,	região	de	caça	e	coleta	restritas,	o	que	forçava	as	
populações	locais	a	desenvolver	o	cultivo	de	alimentos.			
HGB_v1_PNLD2015_042a057_U1_C2.indd 56 3/8/13 9:38 AM
	 questões	e	testes	 57
e)	 era	praticada,	prioritariamente,	por	grupos	que	vi-
viam	nas	áreas	litorâneas	e	que	estavam,	portanto,	
mais	sujeitos	a	influências	culturais	de	povos	resi-
dentes	fora	da	américa.			
	13.	(uerj)	pode-se	falar	de	idade	de	um	lugar?	a	propósi-
to	desta	ou	daquela	cidade	nascida	com	a	colonização,	
é	frequente	ler	que	foi	fundada	em	tal	ou	tal	ano.	por	
exemplo,	a	cidade	de	salvador,	Bahia,	“foi	fundada”	em	
1549	por	tomé	de	souza.	será	possível	falar	da	idade	
de	um	lugar	segundo	outro	critério?
c)	 no	 território	brasileiro	não	existem	 índios	vivendo	
em	isolamento	haja	vista	que,	desde	1997,	a	Funda-
ção	nacional	do	Índio	(Funai)	adotou	uma	política	de	
intensificar	o	contato,	 fato	que	contribuiu	 também	
para	reduzir	as	taxas	de	mortalidade	relacionadas	
às	doenças	tropicais	e	à	má	alimentação.
d)	 parcela	da	etnia	paresí	e	da	etnia	nambikwara	pas-
sou	 por	 significativa	 desestruturação	 comunitária	
quando	parte	dos	homens	dessas	aldeias	se	deslo-
cou	para	a	região	de	Comodoro	(mt)	a	fim	de	explo-
rar	a	venda	ilegal	de	madeira.
e)	 Os	índios	do	acre	e	do	amazonas,	para	sobreviver,	se	
refugiam	em	pontos	remotos	da	mata,	mantendo	al-
guns	hábitos	inalterados,	e,	sem	acesso	à	saúde,	estão	
sujeitos	à	malária,	às	verminoses	e	a	outras	doenças.
P olimpíadas unicamp – SP
	15.	Nos últimos 20 anos vários pesquisadores vêm sugerindo 
que a ocupação da América seria mais antiga, mas, há pou-
co tempo, surgiram provas convincentes. Entre elas está 
Luzia, cujos estudos trouxeram ainda outras novidades.
No município de Pedro Leopoldo, região de Lagoa Santa, 
Minas Gerais, um grupo de arqueólogos brasileiros e fran-
ceses encontrou, em 1975, partes de um esqueleto em uma 
gruta chamada Lapa Vermelha IV. As informações iniciais 
sugeriam que o esqueleto (de uma mulher entre 20 e 25 
anos de idade – Luzia) deveria ser muito antigo, mas naque-
la época não foi possível datar com precisão o material. […]
Só a partir das pesquisas feitas [por] Walter Neves, da 
Universidade de São Paulo, Luzia teve sua idade reve-
lada. O resultado foi surpreendente: ela tinha vivido em 
Minas Gerais há 11500 anos! Essa data, junto com outros 
vestígios de populações pré-históricas que teriam vivido 
há mais de 11 000 anos nas Américas do Sul e do Norte, 
revelou que o povoamento do nosso continente ocorreu 
antes do que se pensava. Apesar de existir muita discus-
são sobre o tempo necessário para que todo o continente 
tenha sido ocupado, a presença de humanos na América 
do Sul há 11 500 anos indica que os primeiros migrantes 
teriam chegado no continente americano há pelo menos 
14 000 ou 15 000 anos.
Hoje, muitos cientistas já admitem que a primeira migra-
ção deva ter ocorrido entre 15 000 e 20 000 anos. Mas há 
pesquisadores que admitem até 50 000 anos! Os dados 
que existem ainda não são suficientes para que possa-
mos chegar a uma conclusão.
rOdrigues,	C.	Luzia.	Ciência Hoje das Crianças,		
sBpC,	n.	102,	maio	2000.
O	texto	sobre	descobertas	arqueológicas	no	atual	ter-
ritório	brasileiro	revela	que:
a)	 existe	uma	pré-história	na	américa	do	sul.	
b)	 assim	como	em	outras	áreas	do	conhecimento	his-
tórico,	 uma	 nova	 descoberta	 permite	 novas	 inter-
pretações	sobre	o	passado.
c)	 a	datação	de	Luzia	permitiu	retroceder	a	época	da	
presença	humana	no	continente	americano.
d)	 o	 conhecimento	 sobre	 o	 passado	 remoto	 não	 tem	
base	científica	e	por	isso	as	datas	podem	apresen-
tar	enormes	diferenças.
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a	geografia	e	a	história	são	ciências	que	estudam	a	
sociedade	a	partir	da	inter-relação	necessária	das	ca-
tegorias	tempo	e	espaço.
Com	base	na	interpretação	conjunta	dos	quadrinhos	e	
do	 texto,	pode-se	relacionar	 tempo	e	espaço	a	partir	
do	critério	definido	como:
a)	 era	em	que	determinadas	técnicas	são	inventadas	
em	uma	região.
b)	 momento	em	que	uma	ou	mais	técnicas	são	difun-
didas	em	um	território.
c)	 época	em	que	avanços	técnicos	são	realizados	em	
função	de	guerras	em	um	país.
d)	 período	em	que	as	técnicas	são	empregadas	para	a	
aferição	da	cronologia	de	uma	área.
	14.	(uFMT)	 no	 Brasil,	 as	 questões	 relacionadas	 às	 et-
nias	indígenas	trazem	à	tona	diversos	problemas.	so-
bre	a	temática,	assinale	a	afirmativa	inCOrreta.
a)	 a	ocupação	de	grandes	extensões	de	terras	em	ter-
ritório	mato-grossense	com	o	objetivo	de	implantar	
atividades	agropecuárias	fez	com	que	algumas	et-
nias	indígenas	perdessem	parte	de	seus	territórios,	
diminuindo	a	antiga	área	de	perambulação	e	provo-
cando	uma	correspondente	diminuição	na	disponi-
bilidade	de	recursos	alimentares	naturais.
b)	 Os	 territórios	 dos	 povos	 Cinta-Larga,	 Zoró,	 gavião	 e	
suruí,	 nos	 estados	 de	 rondônia	 e	 mato	 grosso,	 vêm	
sendo	explorados	por	firmas	madeireiras	que	denotam	
pouca	preocupação	com	a	conservação	ambiental.
HGB_v1_PNLD2015_042a057_U1_C2.indd 57 3/8/13 9:38 AM
2
unidadE
58
p	 grande	templo	de	ramsés	ii	em	abu	simbel,	egito,	construído	no	século	Xiii	a.c.	Foto	de	2012.	
no	detalhe,	máscara	em	terracota	do	século	iv	a.c.,	de	cartago,	atual	tunísia.
Jan Wlodarczyk/Alamy/Other Images
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civilizações 
antigas
capítulo 3 
a vida em cidades
capítulo 4
a Grécia antiga 
capítulo 5
a civilização romana
G
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59
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Discutindo	a	história
60	 civilizações	antigas
antiguidade:	por	convenção,	designa	
o	período	entre	a	invenção	da	escrita,	
em	cerca	de	4000	a.c.,	e	a	desagrega-
ção	do	império	romano	do	ocidente,	
em	476	d.c.
cidade-Estado: cidade	 independente	
em	termos	de	economia,	organização	
social	e	poder	político,	com	estrutura	
de	estado	própria.
∏	 Detalhe	 de	 uma	 estátua	 do	 faraó	 egípcio	
Mentuhotep	ii	(2061	a.c.-2010	a.c.).
T
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B
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íp
ci
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ai
ro
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g
it
o
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Museu Cemuschi, Paris, França/The Art Archive/Other Images.
p	 vaso	em	bronze	do	século	iX	a.c.	re-
presentativo	 da	 arte	 da	 dinastia	 chi-
nesa	chou.
Nesta unidade estudaremos povos da Antiguidade. Foi nesse período 
que a humanidade começou a conhecer a experiência de viver em cida-
des, e com elas surgem os reinos, os impérios e as cidades-Estado. Como 
você verá, para entender esse período, é preciso conhecer algumas trans-
formações fundamentais: a revolução agrícola, o domínio dos metais, 
as grandes aglomerações urbanas e a intensifi cação das relações entre 
diversos povos. Tradicionalmente, a Antiguidade é dividida em oriental 
(que compreende a civilização egípcia e a mesopotâmica, bem como os 
fenícios, hebreus e persas) e clássica ou ocidental (gregos e romanos). 
Essa divisão tradicional considera, portanto, apenas algumas civilizações, 
descartando as diferentes civilizações da África, da América e da Ásia, 
que incluímos nesta unidade.
O surgimento de cidades e do Estado não aconteceu ao mesmo tem-
po em todo o mundo. A História abarca diferentes momentos e diferentes 
formas de sentir e vivenciar o tempo, ou seja, múltiplas temporalidades.
Você já imaginou como seria se resolvêssemos registrar todos os 
acontecimentos humanos nos últimos 10 mil anos e tentássemos apre-
sentar isso para as gerações atuais? Impossível, não é? Todas as narrati-
vas sobre o passado são resultado de escolhas sobre o que é considerado 
importante conforme os objetivos do presente.
No início do século XIX, no Brasil, por exemplo, prati-
camente não se ensinava a história do Brasil. A história da 
civilização era ensinada apenas como um pequeno capítu-
lo da história sagrada, quer dizer, os ensinamentos sobre o 
passado conforme a Bíblia. Isso porque o Estado tinha uma 
forte ligação com a Igreja católica.
Hoje, as escolhas do conteúdo e do modo de estu-
dar História refl etem as preocupações do presente, o 
surgimento de novas evidências históricas e/ou a rein-
terpretação das já conhecidas, os posicionamentos de 
historiadores, autores de livros de História e professo-
res. Além disso, a forma de aprender esse conteúdo será 
guiada pela própria leitura e interpretação que você faz 
da História, segundo seus interesses, suas ideias e suas 
crenças. Em cada civilização tratada nesta unida-
de, você estudará recortes, peças de um quadro 
histórico muito mais amplo e diverso. Peças 
que poderão ser aumentadas a partir de suas 
próprias pesquisas, de seus interesses e da tro-
ca de ideias com seus colegas de turma, ami-
gos e professores.
HGB_v1_PNLD2015_058a115_U2_C3.indd 60 3/8/13 9:39 AM

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