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Biologia_2__Reprodução_Humana,_Embriologia_,_Histologia_Animal-36

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Simétrico Pré-Universitário – Curso de Biologia – Prof. Landim – www.simetrico.com.br 
139 Biologia 
imunológico da pessoa. A informação, nesse caso, não fica 
registrada na “memória” do organismo. 
 
Produção de soros 
 
Os anticorpos contidos nos soros são produzidos do 
seguinte modo: após atenuar o efeito de um certo antígeno, ele é 
inoculado em um mamífero, geralmente um cavalo. Esse animal 
passa a produzir anticorpos contra esse antígeno. Após algum 
tempo, a dose é reforçada; de anticorpos no sangue. Após certo 
tempo, coleta-se um pouco do sangue do cavalo inoculado e 
separa-se dele o soro, que contém os anticorpos. Esse soro é 
preparado e utilizado nas pessoas. 
 Para cada tipo de antígeno há um tipo específico de soro. 
Por exemplo, se a pessoa for mordida por uma cascavel, deverá 
tomar o soro anticrotálico; se for mordida por uma jararaca, deverá 
tomar o soro antibotrópico; se for mordida por uma cobra coral, 
deverá tomar o soro antielapídico. Caso a pessoa não saiba por 
qual cobra foi mordida, recomenda-se o uso do soro polivalente, 
que é uma mistura de soro anticrotálico e antibotrópico. Se a cobra 
for vermelha, tomar o soro antielapídico. 
 
Resumo 
 Imunização ativa Imunização passiva 
Tempo de resposta Longo Curto 
Desenvolvimento 
de memória 
Sim Não 
Ação Prevenção Tratamento 
 
Anticorpos monoclonais 
 
Quando se injeta veneno de cobra num cavalo, pretende-
se estimular no animal a fabricação de anticorpos específicos 
conta os antígenos existentes no veneno, para em seguida utilizar 
esses anticorpos no tratamento de pessoas mordidas. Há um 
problema sério: no soro do cavalo, além dos anticorpos contra o 
veneno, existem centenas de outros anticorpos para antígenos 
com os quais o cavalo tenha ficado em contato durante sua vida. 
Esses anticorpos acabam sendo introduzidos também na 
circulação da pessoa que sofreu a mordida, com a ocorrência, às 
vezes, de reações indesejáveis. 
Fica bastante óbvio que seria vantajoso produzir somente 
o anticorpo que interessa e injetá-lo puro, sem mistura com outros 
tipos de anticorpos, num indivíduo que necessite de um soro. 
Existem hoje métodos bastante sofisticados, em biotecnologia, 
que permitem isso. 
A técnica consiste abreviadamente no seguinte: são 
retirados linfócitos da circulação humana e expostos, "in vitro", a 
um certo antígeno. Isso permitirá a seleção e a ativação dos 
linfócitos que possuam receptores de membrana para o antígeno 
em questão. Há, porém, um problema a ser resolvido: linfócitos 
não sobrevivem muito tempo "in vitro". Assim, eles são fundidos a 
células cancerosas, que têm uma capacidade de multiplicação 
muito maior de que células normais. Ao resultado da fusão das 
células, chamamos hibridoma. 
O hibridoma passa agora a ter as características da célula 
cancerosa, o que permite sua sobrevivência e multiplicação "in 
vitro", como também conserva a capacidade de produzir o 
anticorpo que o linfócito possuía. Os anticorpos produzidos por 
hibridomas são chamados anticorpos monoclonais pelo fato de 
serem do mesmo tipo e de terem sido produzidos por células 
derivadas do mesmo ancestral (clone). 
Há muitas utilizações possíveis para anticorpos 
monoclonais, que são produzidos por várias firmas especializadas. 
Trata-se de um mercado estimado em várias centenas de milhões 
de dólares anuais. Uma das utilizações mais frequentes se 
relaciona com certos testes, como de gravidez, por exemplo, em 
que interessa pesquisar a gonadotrofina coriônica, hormônio 
existente no sangue de mulheres grávidas. O uso de anticorpos 
específicos para esse hormônio permite detectá-lo com facilidade, 
mesmo em estágios muito precoces, em que a concentração do 
hormônio no sangue é extremamente baixa. Os exames para HIV, 
ELISA (teste indireto, que detecta anticorpos anti-HIV) e Western-
Blot (teste direto, que detecta proteínas do HIV) detectam seus 
alvos através de anticorpos monoclonais específicos. 
Talvez as possibilidades mais interessantes dos anticorpos 
monoclonais estejam ligadas ao diagnóstico e tratamento do 
câncer. Laboratórios americanos desenvolveram um teste que 
avalia a presença de uma enzima que se encontra em grande 
quantidade no sangue de homens atacados por tumores na 
próstata. A injeção de anticorpos específicos para receptores de 
células cancerosas poderá permitir, no futuro, que se localizem 
exatamente essas células e que se saiba se houve ou não 
metástase (disseminação das células cancerosas por outras 
partes do organismo), permitindo ao cirurgião a retirada das partes 
realmente afetada. Está claro que seria necessário, para o 
reconhecimento, marcar os anticorpos, por exemplo, ligando sua 
molécula a uma substância radioativa que pudesse ser detectada 
com facilidade. É fácil imaginar que, se anticorpos podem se ligar 
de forma precisa a células cancerosas, eles podem vir a constituir 
no futuro uma arma importante; bastaria, por exemplo, combinar a 
molécula de anticorpo a determinada substância tóxica que agiria 
somente nas células cancerosas, destruindo-as. 
 
Desordens do sistema imune 
 
Doenças autoimunes 
 
Algumas vezes, por razões ainda pouco conhecidas, o 
nosso sistema imune ataca o nosso próprio corpo, levando a 
vários tipos de doenças autoimunes. 
Algumas dessas doenças são: 
 
- Lúpus eritematoso, na qual as pessoas desenvolvem reações 
autoimunes contra componentes de suas próprias células, 
especialmente contra o ácido nucleico eliminado no processo 
natural de reposição das células da pele e de outros tecidos. Na 
pele, formam-se pequenas manchas avermelhadas. 
- Febre reumática, na qual anticorpos produzidos pela infecção 
por bactérias do grupo dos estreptococos, que causam infecção 
da garganta, também podem reagir em alguns casos com as 
proteínas da musculatura cardíaca, danificando-a. Infecções 
constantes por estreptococos aumentam ainda mais a produção 
desses anticorpos, prejudicando bastante a musculatura do 
coração. 
 
Alergia ou Anafilaxia 
 
A alergia ou anafilaxia é uma hipersensibilidade do nosso 
sistema de defesa a certos antígenos fracos do meio ambiente, 
denominados alergênicos. Dependendo da sensibilidade de cada 
um, podem ser alergênicos os grãos de pólen, a poeira, os 
esporos de fungos, substâncias químicas presentes em certos 
 
Simétrico Pré-Universitário – Curso de Biologia – Prof. Landim – www.simetrico.com.br 
140 Biologia 
alimentos ou produzidas por certos organismos e mesmo 
remédios, dentre muitas outras substâncias. 
Os tipos mais comuns de alergia estão relacionados aos 
anticorpos do grupo das imunoglobulinas E (ou IgE). A febre do 
feno, por exemplo, e outras alergias provocadas por pólen 
ocorrem quando o IgE reconhece esses alergênicos. Os IgEs 
ficam aderidos à membrana plasmática dos mastócitos, que não 
circulam no nosso corpo, mas ficam no tecido conjuntivo. 
Ocorrendo a união do antígeno com o IgE dos mastócitos, essas 
células respondem imediatamente e liberam histamina e outros 
agentes inflamatórios, armazenados em vesículas no citoplasma. 
Essas substâncias, conforme já comentado, provocam a dilatação 
dos casos sangüíneos e alteram sua permeabilidade, fazendo com 
que fiquemos com o nariz, os olhos ou outra região do corpo 
afetados, vermelhos e inchados. No caso das alergias 
respiratórias, é comum ocorrerem espirros, coriza e contração da 
musculatura lisa, o que freqüentemente provoca dificuldades 
respiratórias. Drogas anti-histamínicas servem para conter a 
atuação da histamina nos processos alérgicos. 
O choque anafilático é uma reação alérgica mais 
violenta, devido a uma hipersensibilidade, por exemplo, a picadas 
de vespas e de abelhas ou a anestésicos usados em cirurgias. 
Nesses casos, ocorre uma rápida eliminação de histamina pelos 
mastócitos, havendo dilatação dos vasos sangüíneos periféricos e 
consequente queda da pressão sangüínea, com possível morte. 
Outra possível causa de morte nos casos de choque anafilático é 
o edema de glote, em que o inchaço dessa regiãopode levar à 
asfixia. 
A aplicação de adrenalina em pacientes que estão 
apresentando choque anafilático permite a elevação da pressão 
arterial pelo efeito vasoconstritor da mesma, havendo ação 
antagônica ao efeito vasodilatador promovido pela histamina. 
 
Imunodeficiência 
 
Certos indivíduos são geneticamente incapazes de 
desenvolver mecanismos imunológicos. Para pessoas que têm 
esse problema, a solução é o transplante de medula óssea, para 
que possa haver a formação de linfócitos. Em outros casos, nem 
isso é possível, e os indivíduos devem ser mantidos em ambiente 
hermeticamente fechado, dentro de uma bolha, isolados do 
contato com o meio ambiente. Essa doença é a síndrome da 
imunodeficiência combinada severa ou doença da bolha, que 
se dá devido à falta de uma enzima denominada adenosina-
desaminase (ADA). Qualquer microrganismo que consiga penetrar 
em seu corpo leva-os à morte em pouco tempo. Hoje essa doença 
pode ser curadas por técnicas de terapia gênica. 
Quando vemos casos extremos como da foto acima é que 
compreendemos a grande importância do nosso sistema imune, 
que nos possibilita ter uma vida normal, enfrentando todos os 
micróbios que ocorrem naturalmente nos ecossistemas e que 
atacam o nosso corpo a todo instante. 
A imunodeficiência não é necessariamente uma doença 
genética, que a pessoa já nasce com ela. Ela pode ser adquirida 
durante a vida de um indivíduo. Certos tipos de câncer, por 
exemplo, deprimem o sistema imunológico. É o caso da doença 
linfoma de Hodgkin, que danifica o sistema linfático e torna o 
indivíduo suscetível a várias infecções. A AIDS é outro exemplo de 
imunodeficiência, que no caso é adquirida em função do ataque de 
vírus aos linfócitos T. 
Existem muitas evidências de que o estresse físico ou 
emocional pode comprometer o sistema imune, desencadeando 
várias doenças, inclusive o câncer. 
 
Exercícios 
Questões estilo múltipla escolha 
 
1. (ENEM) 
O vírus do papiloma humano (HPV, na sigla em inglês) causa o 
aparecimento de verrugas e infecção persistente, sendo o principal 
fator ambiental do câncer de colo de útero nas mulheres. O vírus 
pode entrar pela pele ou por mucosas do corpo, o qual desenvolve 
anticorpos contra a ameaça, embora em alguns casos a defesa 
natural do organismo não seja suficiente. Foi desenvolvida uma 
vacina contra o HPV, que reduz em até 90% as verrugas e 85,6% 
dos casos de infecção persistente em comparação com pessoas 
não vacinadas. 
Disponível em: http://g1.globo.com. Acesso em: 12 jun. 2011. 
O benefício da utilização dessa vacina é que pessoas vacinadas, 
em comparação com as não vacinadas, apresentam diferentes 
respostas ao vírus HPV em decorrência da 
A) alta concentração de macrófagos. 
B) elevada taxa de anticorpos específicos anti-HPV circulantes. 
C) aumento na produção de hemácias após a infecção por vírus 
HPV. 
D) rapidez na produção de altas concentrações de linfócitos 
matadores. 
E) presença de células de memória que atuam na resposta 
secundária. 
 
2. (ENEM) 
Segundo Jeffrey M. Smith, pesquisador de um laboratório que faz 
análises de organismos geneticamente modificados, após a 
introdução da soja transgênica no Reino Unido, aumentaram em 
50% os casos de alergias. “O gene que é colocado na soja cria 
uma proteína nova que até então não existia na alimentação 
humana, a qual poderia ser potencialmente alergênica, explica o 
pesquisador.” 
Correio do Estado/MS. 19 abr. 2004 (adaptado). 
Considerando-se as informações do texto, os grãos transgênicos 
que podem causar alergias aos indivíduos que irão consumi-los 
são aqueles que apresentam, em sua composição, proteínas 
A) que podem ser reconhecidas como antigênicas pelo sistema 
imunológico desses consumidores. 
B) que não são reconhecidas pelos anticorpos produzidos pelo 
sistema imunológico desses consumidores. 
C) com estrutura primária idêntica às já encontradas no sistema 
sanguíneo desses consumidores. 
D) com sequência de aminoácidos idêntica às produzidas pelas 
células brancas do sistema sanguíneo desses consumidores. 
E) com estrutura quaternária idêntica à dos anticorpos produzidos 
pelo sistema imunológico desses consumidores. 
 
3. (ENEM) A vacina, o soro e os antibióticos submetem os 
organismos a processos biológicos diferentes. Pessoas que viajam 
para regiões em que ocorrem altas incidências de febre amarela, 
de picadas de cobras peçonhentas e de leptospirose e querem 
evitar ou tratar problemas de saúde relacionados a essas 
ocorrências devem seguir determinadas orientações. Ao procurar 
um posto de saúde, um viajante deveria ser orientado por um 
médico a tomar preventivamente ou como medida de 
tratamento 
 
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141 Biologia 
A) antibiótico contra o vírus da febre amarela, soro antiofídico 
caso seja picado por uma cobra e vacina contra a leptospirose. 
B) vacina contra o vírus da febre amarela, soro antiofídico caso 
seja picado por uma cobra e antibiótico caso entre em contato 
com a Leptospira sp. 
C) soro contra o vírus da febre amarela, antibiótico caso seja 
picado por uma cobra e soro contra toxinas bacterianas. 
D) antibiótico ou soro, tanto contra o vírus da febre amarela como 
para veneno de cobras, e vacina contra a leptospirose. 
E) soro antiofídico e antibiótico contra a Leptospira sp e vacina 
contra a febre amarela caso entre em contato com o vírus 
causador da doença. 
 
4. (ENEM) A variação da quantidade de anticorpos específicos foi 
medida por meio de uma experiência controlada, em duas 
crianças durante um certo período de tempo. Para a imunização 
de cada uma das crianças foram utilizados dois procedimentos 
diferentes: 
Criança I: aplicação de soro imune. 
Criança II: vacinação. 
O gráfico que melhor representa as taxas de variação da 
quantidade de anticorpos nas crianças I e II é: 
 
 
5. (UNIFOR) 
Apesar de não haver cura, as alergias podem ser tratadas e, 
quando o tratamento é bem feito, todos os sintomas podem 
desaparecer. O tratamento consiste em usar medicamentos para 
cortar os efeitos da alergia juntamente com o controle do ambiente 
e a eliminação de alimentos e substâncias que causam a alergia. 
Outra possibilidade terapêutica são as vacinas. De acordo com o 
alergista Dr. Marcello Bossois, coordenador do projeto Brasil Sem 
Alergias, a vacina funciona como um regulador do equilíbrio 
corporal do paciente. 
MENEZES, Samira. Como se defender do próprio organismo. In: Revista dos Vegetarianos, 
ano 3, n. 42, abril 2009 (com adaptações) 
A terapia de dessensibilização – nome apropriado para o 
tratamento com “vacinas” na alergia, deve considerar o princípio 
básico de uma reação alérgica. Assim, é correto afirmar que tal 
terapia deve: 
A) possuir a mesma substância causadora da alergia, porém numa 
concentração maior e administrada por uma via diferente 
causadora da alergia; 
B) possuir a mesma substância causadora da alergia, porém numa 
concentração muito menor e administrada pela mesma via 
causadora da alergia; 
C) possuir a mesma substância causadora da alergia, porém 
numa concentração muito menor e administrada por uma via 
diferente causadora da alergia; 
D) possuir uma substância análoga à causadora da alergia, porém 
numa mesma concentração e pela mesma via causadora da 
alergia; 
E) possuir uma substância análoga à causadora da alergia, porém 
numa concentração muito menor e administrada por uma via 
diferente causadora da alergia. 
 
6. (FMJ) Nosso corpo constitui um ambiente ideal para a 
proliferação de organismos invasivos, como vírus e bactérias. 
Durante o processo evolutivo, desenvolvemos um mecanismo 
onde os invasores são reconhecidos e, contra eles, são 
produzidos elementos que os neutralizam. Células são 
responsáveis por todo esse processo. A identificação do invasor e 
a produção de anticorpos são efetuadas, respectivamente, por: 
A) fibroblastos e linfócitos B. B) linfócitos B e eritrócitos. 
C) eritrócitos e macrófagos. D) macrófagose linfócitos B. 
E) eritrócitos e linfócitos B. 
 
7. (FMJ) 
BANCO DE LEITE BUSCA DOADORAS 
Instituto Fernandes Filgueiras faz campanha para abastecer 
estoque. O leite materno e Importante porque o leite é utilizado 
como uma das medicações para bebês recém-nascidos internados 
em UTIs neonatais. 
Jornal O Globo, 02 julho de 2002 
O texto refere-se ao fato do leite ser considerado um medicamento 
por causa de sua capacidade de: 
A) hidratar os bebês. 
B) conferir imunidade passiva. 
C) estimular a produção de anticorpos. 
D) estimular o crescimento. 
E) fornecer energia aos bebês. 
 
8. (FMJ) Em um programa de auditório, Jorge, um participante que 
já assegurou a quantia de 500 mil reais, foi desafiado pelo 
apresentar a dobrar seu prêmio. Deveria, para isso, responder 
corretamente à seguinte pergunta: 
“Qual dos fenômenos citados que não pode ser considerado uma 
defesa do organismo contra a invasão de germes patogênicos?” 
Apesar de ter vastos conhecimentos gerais, biologia não é o forte 
de Jorge, e ele resolveu pedir ajuda a você. Ajude-o a ganhar um 
milhão de reais, assinalando a alternativa que corresponde 
corretamente à pergunta feita pelo apresentador: 
A) espirro. 
B) produção de ácido no estômago. 
C) produção de muco nas vias respiratórias. 
D) produção de hemácias na medula óssea. 
E) febre. 
 
9. (UNICHRISTUS) 
VENUS WILLIAMS JUSTIFICA ABANDONO E REVELA QUE 
SOFRE DE DOENÇA AUTOIMUNE 
10/9/2011 10h44min. 
Americana iniciará tratamento e não tem data para voltar às 
quadras 
Por SporTV.com Nova York, EUA 
 
Simétrico Pré-Universitário – Curso de Biologia – Prof. Landim – www.simetrico.com.br 
142 Biologia 
 
 Venus na estréia no US Open (Foto: Getty 
Images) 
Venus Williams não apareceu para disputar a segunda rodada e 
acabou eliminada do US Open. Após a desistência, na noite desta 
quarta-feira, a americana divulgou uma nota oficial em que diz 
sofrer da Síndrome de Sjörgren, uma doença autoimune que 
atinge principalmente mulheres na faixa dos 40 anos. Com o 
diagnóstico, a tenista iniciará o tratamento específico e não tem 
data para voltar às quadras. – Recentemente, fui diagnosticada 
com Síndrome de Sjögren, uma doença autoimune que afeta meu 
nível de energia e causa fadiga e dores nas articulações. Gostei 
de ter jogado a primeira partida e queria ter continuado; mas, no 
momento, sou incapaz de fazê-lo. Estou grata por finalmente ter 
um diagnóstico e agora estou concentrada em melhorar e voltar 
logo às quadras – disse. Bicampeã do US Open, Venus perderá a 
condição de top 100 com a desistência nesta edição do torneio. 
Enquanto isso, a caçula da família Williams segue subindo no 
ranking. Nesta quinta-feira, Serena, atual número 28 da WTA, 
encara a holandesa Michaella Krajicek pela segunda rodada. 
http://sportv.globo.com/site/eventos/US-Open/noticia/2011/09/venus-williams-justifica-
abandono-ao-revelar-que-tem-doenca-autoimune.html 
A atleta acima sofre de uma doença autoimune grave. Sobre esse 
tema podemos afirmar que: 
A) As doenças autoimunes são um tipo de desordem imunológica 
caracterizada pela diminuição da tolerância aos componentes do 
próprio organismo, de modo que ocorre uma falha no mecanismo 
de distinção entre antígenos constituintes do organismo e aqueles 
externos, como vírus e bactérias. 
B) As doenças autoimunes ocorrem devido à formação de 
anticorpos contra constituintes de outro organismo. Nesse caso, 
tais constituintes passam a significar, erroneamente, agressores 
(anticorpos) ao sistema imunológico. 
C) As doenças autoimunes são um grupo de mais de 100 doenças 
relacionadas entre si, que envolvem sempre apenas um órgão do 
organismo. Inclui doenças que atingem simultaneamente ou 
sequencialmente esse órgão. 
D) A Síndrome relatada no texto é uma doença autoimune crônica, 
em que o sistema imune, que normalmente protege o nosso 
organismo de doenças e o defende de infecções, fica regulado e 
ataca tecidos necrosados do próprio corpo. 
E) Doença autoimune é a situação médica na qual se desenvolve 
uma enfermidade a partir de uma agressão do organismo contra 
elementos constitutivos anormais, através dos antígenos. 
 
10. (UNICHRISTUS) 
QUADROS ALÉRGICOS X MUDANÇAS CLIMÁTICAS 
Os cuidados devem ser redobrados nesta época do ano, quando o 
clima alterna períodos de chuva e de sol. As mudanças climáticas 
favorecem o aumento dos quadros alérgicos e daqueles causados 
por vírus. A pessoa alérgica, segundo a Dra. Judith Arruda, deve 
ficar atenta e evitar as viroses, que geralmente acabam agravando 
os sintomas. Esse paciente é mais vulnerável, uma vez que acaba 
ocorrendo um estado inflamatório crônico que atinge as mucosas 
respiratórias. 
Extraído de http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=777220, em 02 de outubro 
de 2010. 
Um aluno do Ensino Médio, ao ler a reportagem, buscou estudar o 
Sistema Imunológico e entender como ocorre o processo das 
alergias. De acordo com o tema abordado e seus conhecimentos, 
responda as duas questões seguintes: O aluno, ao estudar, 
verificou que a alergia é uma hipersensibilidade do sistema 
imunológico desencadeada pela ação de células que sofrem 
desgranulação e liberação de substâncias. Marque a opção que 
indica, corretamente, a célula do tecido conjuntivo, que sofre a 
desgranulação, a principal substância liberada e seu efeito 
fisiológico no organismo. 
A) Eosinófilos; heparina; induz vasoconstrição. 
B) Linfócitos; interleucinas; ativa os linfócitos T CD-8. 
C) Mastócitos; histamina; induz vasodilatação. 
D) Basófilos; anticorpos; aglutina o alérgeno. 
E) Neutrófilos; prostaglandinas; induz vasoconstricção. 
 
11. (UNICHRISTUS) Podemos afirmar que um dos motivos pelo 
qual os quadros de viroses e alergias aumentam nas mudanças 
climáticas é porque: 
A) a maioria dos microorganismos se desenvolve em condições 
específicas de temperatura e de umidade, e esta favorece a 
proliferação de fungos, ácaros, bactérias e vetores de muitas 
doenças. 
B) a maioria dos microorganismos se desenvolve em quaisquer 
condições de temperatura e de umidade. Entretanto, o período 
chuvoso favorece a reprodução dos vírus e de muitas bactérias. 
C) a maioria dos microorganismos se desenvolve em condições 
específicas de temperatura e de umidade, e a água das chuvas 
transporta, para a região, muitos vetores de doenças. 
D) apenas alguns microorganismos se desenvolvem em condições 
específicas de temperatura e de umidade, e a água das chuvas 
favorece o crescimento dos hospedeiros. 
E) apenas alguns microorganismos se desenvolvem em condições 
específicas de temperatura e de umidade, e a esta favorece a 
proliferação de fungos, ácaros e baratas, organismos vetores de 
doenças. 
 
12. (UNICHRISTUS) Macrófagos são células que desempenham 
papel importante no mecanismo de defesa do nosso organismo. 
Marque a afirmativa que não se relaciona aos macrófagos. 
A) São células do sistema mononuclear fagocitário. 
B) Originam-se de monócitos do sangue. 
C) Apresentam antígenos. 
D) Secretam anticorpos. 
E) Secretam citocinas (interleucinas). 
 
13. (UECE) As alergias são respostas do sistema imunológico a 
substâncias estranhas ao nosso organismo e os sintomas mais 
comuns das alergias são causados pela ação do exército de 
defesa do nosso corpo. Em casos mais graves pode ocorrer um 
processo denominado choque anafilático, que é uma reação 
alérgica intensa. Dentre os tipos celulares principalmente 
relacionados a esse tipo de reação estão 
A) macrófagos e neutrófilos. B) linfócitos e macrófagos. 
C) mastócitos e basófilos. D) leucócitos e mastócitos. 
 
14. (UECE) 
Uma pesquisa realizada pela Faculdade de Medicina de Ribeirão 
Preto (FMRP) da USP constatou que crianças que sofrem dores 
de cabeça com frequência apresentam mais problemas de 
comportamento, como retraimento, reação emocional e 
agressividade, quando comparadas a um grupo de crianças sem

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