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SUBCAPSULAR POSTERIOR: À frente da cápsula posterior, causando baixa visual importante principalmente sob miose, visto que essa opacidade está bem no centro CORTICAL: Opacidade no córtex do cristalino NUCLEAR: Opacidade no núcleo do cristalino. A opacidade muda o poder refrativo do cristalino (aumentando o poder), gerando miopia. Essa miopia melhora a visão de perto (segunda visão do idoso – retomando a visão de perto pós presbiopia) Aumento na aberração periférica: alterações na periferia QUANTO À MATURIDADE: Quanto mais opacificado, maior a maturidade da catarata IMATURA: Parcialmente opaco MADURA: Totalmente opacificada, com baixa visual grande [visualizada a olho nú] HIPERMADURA: Cápsula anterior contraída e enrugada, vazando água para fora do cristalino MORGANIANA: Hipermadura com liquefação total do córtex e o núcleo vem para baixo (inferior) SINTOMATOLOGIA: Altera quantidade e qualidade de visão BORRAMENTO OU BAIXA VISUAL [PRINCIPAL SINTOMA]: A imagem não chega na retina e é proporcional ao grau da catarata OFUSCAMENTO: Ofuscado com o farol do carro, por exemplo DIMINUIÇÃO DA PERCEPÇÃO DE CORES: Pela imagem não chegar bem na retina SINTOMAS ESPECÍFICOS DE ACORDO COM LOCALIZAÇÃO E DENSIDADE: Uma catarata central, por exemplo, baixa mais a visão que a periférica (quanto mais densa, mais baixa a visão) NÃO CAUSA: Dor, olho vermelho, coça, ardência CAUSAS ADQUIRIDAS SENILIDADE: Causa mais frequente, sendo a etiologia mais comum de cegueira prevenível (não prevenindo a catarata), geralmente bilaterais e assimétricas. Normalmente são por causa de alterações nas fibras do cristalino perdendo a transparência. PRÉ-SENIL (ASSOCIADA A DOENÇA SISTÊMICA): Acomete antes da senilidade DIABETES: CATARATA CLÁSSICA: Opacidades corticais anteriores ou posteriores CAUSA UMA CATARATA SENIL MAIS PRECOCE TAMBÉM GERA UMA PRESBIOPIA PREMATURA: Por diminuição da elasticidade do cristalino DISTROFIA MIOTÔNICA DERMATITE ATÓPICA: Pode ser associado ao uso crônico de corticoide DOENÇAS DO CRISTALINO INTRODUÇÃO ANATOMIA: O cristalino é uma estrutura biconvexa, também chamada de “lente” e fica imediatamente atrás da íris, completamente avascular e transparente, sendo visualizado na Lâmpada de Fenda pela pupila. Conectado ao corpo ciliar pela zônula, fazendo parte do eixo visual, por isso precisa ser transparente. HISTOLOGIA: Cápsula > córtex > núcleo Importante para localização da catarata FUNÇÕES: ÓPTICA/REFRATIVA: Junto com a córnea é responsável pelo mecanismo de refração do olho. Faz com que os feixes paralelos sofram mudança na direção dos raios e sejam focados na retina, sendo visto com nitidez ACOMODAÇÃO: Modifica sua capacidade refrativa quando o objeto se aproxima do olho, de modo a manter a imagem na retina e nítida da visão. Isso ocorre aumentando DAP (diâmetro antero-posterior) do cristalino pela contração do músculo ciliar e relaxamento da zônula e aumentando o poder refrativo PROTEÇÃO CONTRA RADIAÇÃO: Funciona como um filtro contra radiação UV, protegendo a retina CIRURGIA DE CATARATA SEM LENTE: Gera um erro refrativo grande, pois só a córnea estará fazendo esse movimento de direcionamento da imagem na retina. Além de perder a capacidade de acomodação DOENÇAS DO CRISTALINO: ANORMALIDADES NA TRANSPARÊNCIA ANORMALIDADES NA FORMA ANORMALIDADES NA POSIÇÃO (ECTOPIA LENTIS) CATARATA: CONCEITO: Qualquer grau de opacidade que acometa o cristalino (visto que o seu normal é ser uma lente translúcida AVASCULAR) INCIDÊNCIA: Extremamente frequente, sendo a principal causa de cegueira reversível em paciente idoso (acima de 60 anos) no mundo CLASSIFICAÇÃO QUANTO A ÉPOCA DE APARECIMENTO: Adquirida Congênita QUANTO A MORFOLOGIA: Pode estar em diversos locais do cristalino SUBCAPSULAR ANTERIOR: Opacidade sob a cápsula do cristalino (estrutura mais externa que reveste o cristalino) ANORMALIDADES NA TRASNPARÊNCIA Extração extracapsular do cristalino (pouco usada, já que é antiga) Facoemulsificação (mais usado): A base de ultrassom CATARATA CONGÊNITA EPIDEMIOLOGIA: PRINCIPAL CAUSA DE CEGUEIRA TRATÁVEL NA INFÂNCIA 3:10.000 nascidos vivos CAUSA MAIS COMUM É MUTAÇÃO GENÉTICA OUTRAS: Anormalidades cromossômicas | Distúrbios metabólicos | Infecção intrauterina (rubéola congênita, por exemplo) PODE SER UNI OU BILATERAL TRIAGEM: Teste do olhinho TRATAMENTO: O mais precoce possível para desenvolver normal a visão, sendo possível a partir de 2 meses FACECTOMIA (RETIRADA DO CRISTALINO) COM IMPLANTE DE LENTE INTRAOCULAR TRATAMENTO CONTRA AMBLIOPIA (BAIXA VISUAL POR NÃO DESENVOLVIMENTO CORRETO DA VISÃO): CORREÇÃO ÓPTICA OCLUSÃO: Tampão de olho bom DOENÇAS DO CRISTALINO NEUROFIBROMATOSE TIPO 2 CAUSA TRAUMÁTICA: Causa mais comum de catarata unilateral em jovens, por: Ferimento penetrante diretamente no cristalino Concussão: Anel de Vossius (impregnação do pigmento da íris no cristalino) e opacidades corticais Radiação infravermelha Radiação ionizante Choque elétrico INDUZIDA POR MEDICAMENTOS: CORTICOIDES (Normalmente subcapsular posterior): Lembrar que não pode usar de forma crônica de corticoide tópico Clorpromazina, Amiodarona, Ouro, Alopurinol CATARATA SECUNDÁRIA OU COMPLICADA: Consequência a outra doença ocular primária UVEÍTE ANTERIOR CRÔNICA GLAUCOMA AGUDO DE ÂNGULO FECHADO MIOPIA PATOLÓGICA DISTROFIAS HEREDITÁRIAS DE FUNDO DE OLHO DIAGNÓSTICO: CLÍNICO PELO EXAME DO OLHO (pela lâmpada de fenda) + QUEIXAS DE BAIXA ACUIDADE VISUAL CIRURGIA: NÃO TEM ESTABILIZADORES DE PROGRESSÃO OU MEDICAMENTOS CLÍNICOS CURATIVOS INDICAÇÕES: Melhora da acuidade visual: a depender do grau de comprometimento da visão do paciente, além da exigência do nível visual (idoso ou que não usa muito) Indicações médicas: Quando a catarata está provocando outros problemas CATARATA MUITO GRANDE: Empurra íris para frente > diminui o ângulo da câmara anterior > aumenta a pressão do olho Indicações Estéticas: Catarata junto com descolamento de retina grande, de modo que a melhora não é visual, mas apenas estética (por que não retorna a visão) COLOBOMA: AGENESIA DE UM SEGMENTO DO CRISTALINO COM AUSÊNCIA CORRESPONDENTE DE FIBRAS ZONULARES NO QUADRANTE INFERIOR DO CRISTALINO QUASE SEMPRE INÓCUO LENTICONE POSTERIOR: Alteração do formato do cristalino, sendo uma ectasia cônica e central da face posterior LENTICONE ANTERIOR: Associado à Síndrome de Alport (90%), sendo uma projeção axial da superfície anterior LENTIGLOBO: Deformidade hemisférica MICROFACIA (FACIA = CRISTALINO): Diâmetro do cristalino menor que o normal, associado a Síndrome de Lowe MICROESFEROFACIA: Diâmetro do cristalino menor e esférico ANORMALIDADES NO FORMATO/FORMA CONCEITO: Cristalino desviado da posição normal, podendo estar totalmente fora (luxado) ou parcialmente fora (subluxado) CAUSAS: Hereditárias ou adquiridas ECTOPIA LENTIS FAMILIAR – GENÉTICA: AUTOSSÔMICO DOMINANTE DESVIO SÚPERO-TEMPORAL SIMÉTRICO BILATERAL ANIRIDIA - GENÉTICA: Paciente que nasce sem íris SÍNDROME DE MARFAN: AUTOSSÓMICA DOMINANTE DESVIO SÚPERO-TEMPORAL DO CRISTALINO (PRINCIPAL ALTERAÇÃO) ACOMODAÇÃO MANTIDA: Zônula normal APRESENTA MICROESFEROFACIA ANOMALIA DE ÂNGULO: Gerando glaucoma DESCOLAMENTO DE RETINA TRAUMÁTICAS COMPLICAÇÕES: ERRO DE REFRAÇÃO E BAIXA VISUAL (PRINCIPAL) DISTORÇÃO ÓPTICA DEVIDO AO ASTIGMATISMO IRREGULAR E IMPORTANTE GLAUCOMA: Empurra a íris e altera o ângulo da câmara anterior UVEÍTE INDUZIDA PELO CRISTALINO TRATAMENTO: Depende do grau de comprometimento da posição do cristalino ÓCULOS: Quando tem deslocamento pequeno do cristalino REMOÇÃO CIRÚRGICO: Quando não consegue melhorar com o óculos DOENÇAS DO CRISTALINO ANORMALIDADES NA POSIÇÃO – LUXAÇÃO/SUBLUXAÇÃO (ECTOPIA LENTIS)