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Geografia I -32

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180 VestCursos – Especialista em Preparação para Vestibulares de Alta Concorrência 
CURSO ANUAL DE GEOGRAFIA – (Prof. Italo Trigueiro) 
abordagem jurídica, social e cultural, e mesmo afetiva, cuja 
problematização se ancora em aspectos vinculados a relações que 
a sociedade estabelece com a natureza, mediadas por 
mecanismos de apropriação, dominação, ocupação ou posse de 
uma fração do espaço. Dessa relação, emerge a fragmentação do 
espaço com distintas funções, cuja organização, gestão, 
manutenção ou, mesmo, reorganização conjugarão interesses dos 
atores envolvidos. 
 
Território deriva do vocábulo latino terra e, nessa língua, 
corresponde a territorium. Conforme Di Méo (1998, p. 47 apud 
HAESBAERT, 2004, p. 43), o jus terrendi confundia-se com o direito 
de aterrorizar. Embora não ocorrendo consenso sobre essa 
origem etimológica, é importante ressaltar que, direta ou 
indiretamente, o que se propagou sobre território diz respeito 
a um duplo sentido: à terra, o território como materialidade, e 
aos sentimentos que o território inspira. 
 
Um elemento extremamente importante para a Geografia e para a 
interpretação correta da sociedade e de suas relações com a 
natureza é o território. Quando falamos em território logo nos 
vêm a ideia de território nacional e o Estado enquanto seu 
administrador. Porém a interpretação do território não tem relação 
somente com o território nacional, podemos trabalhar o território 
indígena, ou o território de uma gangue de rua ou até mesmo o 
território do tráfico de drogas. Em cada um desses territórios há 
relações sociais de poder que modelam a área em questão, 
seguindo uma composição societária e um conjunto de leis por ela 
elaboradas. 
 
CONTEXTO BIOLÓGICO 
Os estudiosos da etologia animal, a ciência que estuda os 
comportamentos e os hábitos dos animais, observaram entre 
várias espécies de aves e mamíferos, práticas de definição e 
defesa de territórios. O canto dos pássaros, muitas vezes, é 
um aviso de que um ninho está sendo construído ou um sinal 
para que os outros pássaros não se aproximem. Os gatos 
borrifam, em torno do espaço que consideram seu, uma 
secreção de odor penetrante, destinada a evitar a entrada de 
outros animais. Desse modo, estão demarcando uma fronteira. 
Entre os seres humanos, há inúmeros comportamentos 
territoriais. A proximidade prolongada com pessoas 
desconhecidas – no ônibus lotado, por exemplo – provoca 
irritação e tensão. Em geral, conservamos uma distância um 
pouco maior que o comprimento do braço estendido para 
conversar com estranhos. Essa parece ser uma forma 
instintiva de proteção contra a agressão. 
MAGNOLI, Demétrio. GÉIA – Fundamentos da Geografia. São Paulo, 
2002.Ed.Moderna.p.18. 
 
REGIÃO 
O termo região deriva do latim Regio / Regere e significa 
comandar, como nos lembra Corrêa: “a origem etimológica do 
termo região estaria no termo regio, do latim, o qual se referia 
“à unidade político-territorial em que se dividia o Império 
Romano”. Ainda segundo este autor, o fato de seu radical ser 
proveniente do verbo regere, governar, atribuiria à região “em 
sua concepção original, uma conotação eminentemente 
política”. 
Corrêa, 2001. 
Região é um conceito fundamental da Geografia, mas que a partir 
dos estudos interdisciplinares amplia suas referências semânticas 
para outras disciplinas científicas. Na realidade, região torna-se um 
estudo comum à investigação geográfica, histórica, social, 
linguística, literária e, nesses e em outros casos, precisa ser 
descrita e definida epistemologicamente, sob pena de se tornar um 
instrumento ideológico ou doutrinário, e não um conceito científico. 
Embora objeto de grande polêmica, ao ponto de já ter sido 
proposto o abandono da utilização por Yves Lacoste, por ter sido 
este se transformado num conceito-obstáculo, a discussão da 
questão não se restringe a simples definição de um termo que 
possa ser suprido pela noção de área; mais importante é a reflexão 
sobre as questões que dão base a formação do conceito de região. 
A divisão do mundo em regiões foi e continua sendo um dos 
principais desafios encontrados pela ciência geográfica ao longo da 
história. Na verdade não existe uma divisão regional ou uma 
regionalização única e dominantemente correta, a regionalização 
pode seguir vários critérios. 
 
FORMAS DE REGIONALIZAÇÃO 
As mais conhecidas e utilizadas são: Critérios Naturais e Critérios 
Político-Econômicos. 
 
• Critérios Naturais: Enquanto a Europa, a Ásia e a África formam 
o chamado Velho Mundo, a América é também conhecida como 
Novo Mundo. Isso porque o continente foi “descoberto” no final do 
século XV e início do XVI. A Oceania, cuja colonização é ainda 
mais recente recebe a denominação de Novíssimo Mundo e a 
Antártida de Continente Gelado. 
• Critérios Políticos e Econômicos: Após a 2ª Guerra Mundial o 
mundo ficou dividido em três grandes grupos de países, o Primeiro 
Mundo, o Segundo Mundo e o Terceiro Mundo. 
 
REGIONALIZAÇÃO GEOECONÔMICA (NORTE x SUL) 
 
 
 
MEIO GEOGRÁFICO 
Sob o ponto de vista histórico, o meio geográfico pode ser dividido 
em três momentos: meio natural, meio técnico e meio técnico-
científico-informacional. 
 
• MEIO NATURAL: Quando o ser humano era apenas caçador e 
coletor, um nômade sobrevivia através da caça e coleta. 
• MEIO TÉCNICO: Período vê a emergência do espaço 
mecanizado. Os objetos que formam o meio não são, apenas, 
objetos culturais; eles são culturais e técnicos, ao mesmo tempo. 
• MEIO TÉCNICO-CIENTÍFICO-INFORMACIONAL: Atualmente a 
sociedade vive cercada pela utilização de tecnologias da 
informação (telecomunicações e telemática). Iniciou-se pós 
2ª Guerra Mundial. 
Aula 1 – Categoria Geográfica e Meio Geográfico 
 
 
 
 
 
181 VestCursos – Especialista em Preparação para Vestibulares de Alta Concorrência 
 
MUDANÇAS TECNOLÓGICAS AO LONGO DO TEMPO 
Período Comunicação Energia Meios 
Pré-
Agrícola Linguagem oral e pictória. Fogo. 
Instrumentos 
primitivos. 
Agrícola Escrita e Imprensa. Tração animal. 
Charrua (arado 
grande, de ferro). 
Indústria Telégrafo, Telefone, Fonógrafo, Rádio e Cinema. 
Máquina a 
vapor e 
Eletricidade. 
Máquinas 
avançadas, 
Estradas de ferro 
e Veículos 
motorizados. 
Atual 
Televisão, Satélite, 
Computador, Sistemas 
multimídias. 
Fissão 
atômica, 
Baterias e 
Laser. 
Transporte 
supersônico e 
interplanetário, 
Materiais 
sintéticos, 
Robótica e 
Biotecnologia. 
Iminente Multimídia e Burótica
1 e 
Domótica2. 
Fusão 
Atômica. 
Controle de 
tempo e 
Biotecnologia. 
GROS, B. M, 1971, p.272-273. Em: Santos Milton. A natureza do espaço. São 
Paulo: Hucitec, 1996.p. 140. (Adaptado). 
 
 
Realidade aumentada, Pokemón-Go, jogo virou febre internaiconal no ano de 2016 
 
 
OS SISTEMAS TÉCNICOS 
Uma das características marcantes do sistema atual, 
comparado com os anteriores, é a rapidez de sua difusão. As 
inovações técnicas introduzidas nos vinte anos após a 
segunda guerra mundial se espalharam duas vezes mais 
rapidamente do que aquelas introduzidas depois da primeira 
guerra mundial e três vezes mais rápido do que as 
introduzidas entre 1890 e 1919. Essa rapidez na adoção das 
novas tecnologias também pode ser medida com outros 
parâmetros, por exemplo o respectivo período de 
desenvolvimento, constituído pela soma de dois momentos, 
isto é, o período de incubação e o período de desenvolvimento 
comercial, ou, em outras palavras, o tempo que dura entre o 
encontro de uma nova tecnologia, sua aceitação como válida 
 
1 Burótica é o ramo das Tecnologias da informática e comunicação que se, ocupa do 
funcionamento de um escritório, em todas as suas vertentes e em todas as suas capacidades. 
2 A Domótica é o ramo das tecnologias da informação e comunicação que se ocupa da casa. 
 
para fins industriais e sua afirmação histórica, com o seu uso 
generalizado. 
 
No começo do século XX, o período de desenvolvimento de 
uma tecnologia era, em médiade 37 anos, prazo que baixa 
para 24 anos no período entre as duas guerras mundiais, para 
reduzir-se a 14 anos após a Segunda Grande Guerra. A 
velocidade de adoção neste último período é duas vezes maior 
que no segundo e três vezes maior que no primeiro. Será 
temerário indicar qual é, hoje, o período de desenvolvimento... 
 
Vivemos a era da inovação galopante (Kende, 1971,p.118). A 
rapidez com que geograficamente se difundem as tecnologias 
do presente período mostra-se ainda maior quando a 
comparamos com o que o mundo conheceu na fase anterior. 
SANTOS, MILTON. A Natureza do Espaço: Técnica e Tempo, Razão e Emoção. 
São Paulo: EDUSP, 2008.p.178-179. 
 
 
 
NAÇÃO 
O termo nação pode referir-se a uma comunidade de pessoas que 
compartilham a mesma língua, hábitos culturais, etnias, etc. Nessa 
condição a nação precisa ter necessariamente limites físicos 
estabelecidos. 
 
Nação, deriva do latim natio, de natus (nascido), é uma 
comunidade historicamente constituída por vontade própria de um 
agregado de indivíduos, com base num território, numa língua, e 
com aspirações materiais e espirituais comuns. O termo, 
proveniente do latim, natio, era, inicialmente utilizado pelos 
estudantes das universidades medievais (em que se destacava a 
Universidade de Paris - Sorbonne), que se organizavam em grupos 
com esse nome, devido ao facto de terem proveniências diversas. 
Em cada nação, falava-se a língua materna dos estudantes, sendo 
estes regidos pelas leis dos seus próprios países. 
 
 
 
 
 182 VestCursos – Especialista em Preparação para Vestibulares de Alta Concorrência 
CURSO ANUAL DE GEOGRAFIA – (Prof. Italo Trigueiro) 
É a reunião de pessoas, geralmente do mesmo grupo étnico, 
falando o mesmo idioma e tendo os mesmos costumes, formando 
assim, um povo, cujos elementos componentes trazem consigo as 
mesmas características étnicas e se mantêm unidos pelos hábitos, 
tradições, religião, língua e consciência nacional. 
 
Mas, a rigor, os elementos território, língua, religião, costumes e 
tradição, por si sós, não constituem o caráter da nação. São 
requisitos secundários, que se integram na sua formação. O 
elemento dominante, que se mostra condição subjetiva para a 
evidência de uma nação assenta no vínculo que une estes 
indivíduos, determinando entre eles a convicção de um querer viver 
coletivo. É, assim, a consciência de sua nacionalidade, em virtude 
da qual se sentem constituindo um organismo ou um agrupamento, 
distinto de qualquer outro, com vida própria, interesses especiais e 
necessidades peculiares. 
 
Nesta razão, o sentido de nação não se anula porque seja esta 
fracionada entre vários Estados, ou porque várias nações se unam 
para a formação de um Estado. O Estado é uma forma política, 
adotada por um povo com vontade política, que constitui uma 
nação, ou por vários povos de nacionalidades distintas, para que 
se submetam a um poder público soberano, emanado da sua 
própria vontade, que lhes vem dar unidade política. 
 
A nação preexiste sem qualquer espécie de organização legal. E 
mesmo que, habitualmente, seja utilizada em sinonímia de Estado, 
em realidade significa a substância humana que o forma, atuando 
aquele em seu nome e no seu próprio interesse, isto é, pelo seu 
bem-estar, por sua honra, por sua independência e por sua 
prosperidade. 
 
ESTADO 
O Estado é tanto uma realidade histórica quanto uma construção 
teórica, o que explica a dificuldade de definir uma forma totalmente 
satisfatória. Para um Estado ser reconhecido internacionalmente, 
quatro aspectos devem ser considerados: 
• Exitência de um território; 
• Existência de uma população; 
• Existência de um governo; 
• Relações diplomáticas com outros Estados; 
 
Para construir um Estado, dentro dos seus elementos constitutivos, 
históricos, têm-se, tradicionalmente, como elementos objetivos, 
povo, território, e governo. Na idéia de povo há uma idéia seletiva, 
vez que exclui dentro de uma população, parcelas desta. Daí a 
identificação com nação, mas não a nação longínqua dos indo-
europeus, ou mais tardiamente, dos povos germânicos, eslavos, 
etc. 
A nação que se identifica com o Estado, origina-se como um 
fenômeno secundário das invasões bárbaras. Estas invasões, 
violentas, em um segundo momento, buscaram também o saque 
às cidades romanas, provocando uma retirada de boa parte da 
nobreza para suas propriedades rurais, onde, a princípio, estariam 
salvos. 
 
Neste deslocar, os patrícios romanos levavam consigo, além de 
seus pertences, toda uma infra-estrutura, para, se possível, 
ausentar-se o menos possível da região em que passaram a viver. 
 
E levando-se ainda em consideração a peste negra do século IV, 
muitas profissões passaram a rarear, levando aos Imperadores às 
tornar obrigatoriamente hereditárias. Esta infra-estrutura contava 
com o apoio de ourives, escribas, marceneiros, carpinteiros, 
pedreiros. 
 
A vida passou a girar em torno da terra. Não há mais escravos 
pessoais, mas servos da gleba. Criam-se costumes, o passado 
comum é abandonado, e forma-se uma nova história, comum a 
todos. Se o laço que os une é a terra, abandona-se o princípio do 
ius sanguinis (nacionalidade dada em razão da filiação) romano, 
para o ius soli (nacionalidade dada em razão do local de 
nascimento). 
 
ESTADO-NAÇÃO E TERRITÓRIO 
As fronteiras definem a extensão geográfica da soberania do 
Estado. No interior do espaço que delimitam, ou seja, no território 
nacional, o poder do Estado é soberano. É ele que estabelece as 
divisões internas, realiza os censos, organiza as informações sobre 
a população e as atividades econômicas e formula estratégias de 
desenvolvimento ou de proteção deste território. 
 
A noção política de fronteira foi elaborada pelo Império Romano. O 
Limes – uma linha demarcatória dos limites do Império – separava 
os romanos dos “bárbaros”. As célebres legiões romanas 
protegiam o império, guarnecendo o limes. Estar no interior do 
espaço demarcado pelo limes era fazer parte da civilização 
romana. 
 
A noção contemporânea de fronteira política internacional 
separando Estados soberanos, porém, surgiu no final da Idade 
Média, junto com os Estados territoriais. 
 
Durante a Idade Média, o poder político não estava unificado 
geograficamente, mas encontrava-se fragmentado em um mosaico 
de principados, condados, ducados e domínios eclesiásticos, cada 
um com as suas leis e regras. Os reis não podiam aplicar impostos 
sem antes obter a concordância das aristocracias regionais. Cada 
uma das grandes linhagens aristocráticas possuía seu próprio 
exército. Alguns desses exércitos eram maiores que o do rei. O 
poder político nessa época não era territorial, mas pessoal. No 
auge do feudalismo europeu, as leis escritas foram substituídas 
pelas tradições locais, interpretadas pelo senhor de terras. 
Casamentos entre aristocratas de linhagens diferentes unificavam 
domínios, reorganizando o poder político segundo as ligações 
familiares. 
 
O Estado territorial originou-se na Europa do Renascimento, 
quando o poder político foi unificado pelas monarquias e ganhou 
uma base geográfica definida, passível de ser delimitada por 
fronteiras lineares. Nessa época, foram criados exércitos regulares 
Aula 1 – Categoria Geográfica e Meio Geográfico 
 
 
 
 
 
183 VestCursos – Especialista em Preparação para Vestibulares de Alta Concorrência 
 
sob as ordens do rei e corpos estáveis de funcionários 
burocráticos, que, entre outras coisas, organizavam a coleta dos 
impostos. Algumas cidades tornaram-se capitais permanentes, 
residência fixa do monarca e sede do aparelho administrativo. 
 
O Estado territorial correspondeu à monarquia absolutista. Nele, o 
território era patrimônio do monarca, fonte de toda a soberania. Os 
súditos, ou seja, todos aqueles que viviam nos territórios unificados 
pela soberania do monarca, deviam-lhe obediência e lealdade. 
 
A Revolução Francesa de 1789 assinalou um momento-chave da 
transformação do Estado territorial absolutista em Estado Nacional.A revolta da burguesia contra o poder absolutista da monarquia e 
contra os privilégios da nobreza explodiu em 20 de junho de 1789 
quando seus representantes exigiram que o rei convocasse uma 
Assembleia Constituinte. Depois da Queda da Bastilha, a 
Assembleia Constituinte revogou os privilégios da nobreza e do 
clero: servidão, dízimo, monopólios, isenções de impostos e 
tribunais especiais. No dia 26 de agosto daquele ano, era 
divulgada a Declaração dos Direitos dos Homens. 
 
Pouco depois, o novo Estado encontrou a sua moldura jurídica. A 
Constituição francesa de 1791 adotou a doutrina dos três poderes 
de Montesquieu, estabelecendo a separação entre os poderes 
básicos do Estado: Executivo, Legislativo e Judiciário. Em 1792, a 
Revolução derrubou a monarquia e proclamou a república. Definia-
se, assim, o formato do Estado Nacional contemporâneo. 
 
Barão de Montesquieu. 
 
DAS LEIS 
 
CAPÍTULO I 
Das leis em sua relação com os diversos seres 
As leis, em seu significado mais extenso, são as relações 
necessárias que derivam da natureza das coisas; e, neste 
sentido, todos os seres têm suas leis; a Divindade possui suas 
leis, o mundo material possui suas leis, as inteligências 
superiores ao homem possuem suas leis, os animais possuem 
suas leis, o homem possui suas leis. 
Aqueles que afirmaram que uma fatalidade cega produziu 
todos os efeitos que observamos no mundo proferiram um 
grande absurdo: pois o que poderia ser mais absurdo do que 
uma fatalidade cega que teria produzido seres inteligentes? 
Existe, portanto, uma razão primitiva; e as leis são as relações 
que se encontram entre ela e os diferentes seres, e as relações 
destes diferentes seres entre si. Deus possui uma relação com 
o universo, como criador e como conservador: as leis 
segundo as quais criou são aquelas segundo as quais 
conserva. Ele age segundo estas regras porque as conhece; 
conhece-as porque as fez, e as fez porque elas possuem uma 
relação com sua sabedoria e sua potência. Como observamos 
que o mundo, formado pelo movimento da matéria e privado 
de inteligência, ainda subsiste, é necessário que seus 
movimentos possuam leis invariáveis; e se pudéssemos 
imaginar um mundo diferente deste ele possuiria regras 
constantes ou seria destruído. 
Assim, a criação, que parece ser um ato arbitrário, supõe 
regras tão invariáveis quanto a fatalidade dos ateus. Seria 
absurdo dizer que o Criador poderia, sem estas regras, 
governar o mundo, já que o mundo não subsistiria sem elas. 
Estas regras consistem numa relação constantemente 
estabelecida. Entre um corpo movido e outro corpo movido, é 
segundo as relações da massa e da velocidade que todos os 
movimentos são recebidos, aumentados, diminuídos, 
perdidos; cada diversidade é uniformidade, cada mudança é 
constância. 
Os seres particulares inteligentes podem ter leis que eles 
próprios elaboraram; mas possuem também leis que não 
elaboraram. Antes de existirem seres inteligentes, eles eram 
possíveis; possuíam, portanto, relações possíveis e, 
consequentemente, leis possíveis. Antes da existência das leis 
elaboradas, havia relações de justiça possíveis. Dizer que não 
há nada de justo ou de injusto além daquilo que as leis 
positivas ordenam ou proíbem é dizer que antes de se traçar o 
círculo todos os raios não são iguais. 
Montesquieu. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 184 VestCursos – Especialista em Preparação para Vestibulares de Alta Concorrência 
CURSO ANUAL DE GEOGRAFIA – (Prof. Italo Trigueiro) 
EXERCÍCIOS DE APRENDIZAGEM TODOS RESOLVIDOS EM VÍDEO 
 
Questão 01 - (FUVEST) 
 
A censura política na internet está, em geral, associada à atitude de países que pretendem 
I. proteger suas culturas e valores nacionais, inibindo o contato com culturas de outras nações. 
II. controlar o acesso a informações sobre a situação política interna e a questão dos direitos 
humanos. 
III. isolar suas economias dos efeitos perversos de um mercado globalizado. 
 
Está correto o que se afirma em: 
a) I, apenas. 
b) II, apenas. 
c) I e II, apenas. 
d) III, apenas. 
e) I, II e III. 
 
Questão 02 - (UFAM) 
“Como dispositivo de múltiplos usos, o telefone celular tem servido cada vez mais de suporte para 
convergência de mídia, potencialidade que o tem tornado alvo de investimentos por parte da indústria. 
Há previsões de que, em 2020, os dispositivos móveis serão o maior meio de acesso à internet.” 
(RODRIGUES, Carla. Revista Galáxia, São Paulo, n. 20, 2010). 
 
O contexto da citação acima se refere a uma das principais características do: 
a) Capitalismo industrial. 
b) Capitalismo financeiro. 
c) Capitalismo informacional. 
d) Capitalismo comercial. 
e) Capitalismo da exploração. 
 
Questão 03 (UFU) 
A Geografia se expressou e se expressa a partir de um conjunto de conceitos que, por vezes, são 
considerados erroneamente como equivalentes, a exemplo do uso do conceito de espaço geográfico 
como equivalente ao de paisagem, entre outros. 
 
Considerando os conceitos de espaço geográfico, paisagem, território e lugar, assinale a 
alternativa INCORRETA. 
a) A paisagem geográfica é a parte visível do espaço e pode ser descrita a partir dos elementos ou 
dos objetos que a compõem. A paisagem é formada apenas por elementos naturais; quando os 
elementos humanos e sociais passam a integrar a paisagem, ela se torna sinônimo de espaço 
geográfico. 
b) O espaço geográfico é (re)construído pelas sociedades humanas ao longo do tempo, através do 
trabalho. Para tanto, as sociedades utilizam técnicas de que dispõem segundo o momento histórico 
que vivem, suas crenças e valores, normas e interesses econômicos. Assim, pode-se afirmar que o 
espaço geográfico é um produto social e histórico. 
c) O lugar é concebido como uma forma de tratamento geográfico do mundo vivido, pois é a parte do 
espaço onde vivemos, ou seja, é o espaço onde moramos, trabalhamos e estudamos, onde 
estabelecemos vínculos afetivos. 
Anotações 
 
Aula 1 – Categoria Geográfica e Meio Geográfico 
 
 
 
 
 
185 VestCursos – Especialista em Preparação para Vestibulares de Alta Concorrência 
 
d) Historicamente, a concepção de território associa-se à ideia de natureza e sociedade configuradas 
por um limite de extensão do poder. A categoria território possui uma relação estreita com a de 
paisagem e pode ser considerada como um conjunto de paisagens contido pelos limites políticos e 
administrativos de uma cidade, estado ou país. 
 
Questão 04 – (UEPB) 
De acordo com a composição “Triste Partida” de Patativa do Assaré, nas estrofes que dizem 
 
No topo da serra 
Oiando pra terra 
Seu berço, seu lar 
[...] 
Aquele nortista 
Partido de pena 
De longe acena 
Adeus meu lugar... 
 
a categoria geográfica “lugar” que aparece no fragmento do texto está empregada 
a) com o sentido de paisagem, pois é do topo da serra que o retirante delimita visualmente o que ele 
denomina como o seu lugar. 
b) erroneamente porque ninguém pode ter o sentimento de identidade e de pertencimento a uma terra 
inóspita que só lhe causa sofrimento. O lugar é para cada pessoa o espaço onde consegue se 
reproduzir economicamente. 
c) com o sentido de território, pois trata-se de um espaço apropriado pelo fazendeiro, o qual exerce 
sobre o mesmo uma relação de poder. 
d) corretamente porque está impregnada de emoções e de afetividade. Há uma identidade de 
pertencimento para com esta parcela do espaço. 
e) com conotação de região natural, pois trata-se do Sertão nordestino de abrangência do clima 
semiárido de chuvas escassas e irregulares e da presença da vegetação de caatinga. 
 
Questão 05 – (UERJ) 
 
IMPORTANTES INVENÇÕES DOS SÉCULOS XIX E XX 
 
Adaptado de BOMENY, Helena e outros. Tempos modernos, tempos de sociologia. São Paulo: Editora do Brasil, 2010. 
 
As invenções apresentadas no quadro afetaram o mundo contemporâneo, em especial, no que se 
refere à circulação de ideias, pessoas e mercadorias. 
 
Emconjunto, essas invenções tiveram efeito principalmente sobre a ampliação da: 
a) intervenção estatal 
b) integração territorial 
c) distribuição da riqueza 
d) mobilidade ocupacional 
 
Anotações 
 
	SEMANA 01 - GEOGRAFIA II - CATEGORIAS GEOGRÁFICAS E MEIO GEOGRÁFICO - TRIGUEIRO
	 Critérios Políticos e Econômicos: Após a 2ª Guerra Mundial o mundo ficou dividido em três grandes grupos de países, o Primeiro Mundo, o Segundo Mundo e o Terceiro Mundo.
	REGIONALIZAÇÃO GEOECONÔMICA (NORTE x SUL)
	MEIO GEOGRÁFICO
	Sob o ponto de vista histórico, o meio geográfico pode ser dividido em três momentos: meio natural, meio técnico e meio técnico-científico-informacional.
	 MEIO NATURAL: Quando o ser humano era apenas caçador e coletor, um nômade sobrevivia através da caça e coleta.
	 MEIO TÉCNICO: Período vê a emergência do espaço mecanizado. Os objetos que formam o meio não são, apenas, objetos culturais; eles são culturais e técnicos, ao mesmo tempo.
	 MEIO TÉCNICO-CIENTÍFICO-INFORMACIONAL: Atualmente a sociedade vive cercada pela utilização de tecnologias da informação (telecomunicações e telemática). Iniciou-se pós 2ª Guerra Mundial.
	GROS, B. M, 1971, p.272-273. Em: Santos Milton. A natureza do espaço. São Paulo: Hucitec, 1996.p. 140. (Adaptado).
	Realidade aumentada, Pokemón-Go, jogo virou febre internaiconal no ano de 2016

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