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Geografia II -20

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92 VestCursos – Especialista em Preparação para Vestibulares de Alta Concorrência 
CURSO ANUAL DE GEOGRAFIA – (Prof. Fernandes Epitacio) 
NEGROS 
 
Estados de acordo com a percentagem de negros em 2009. 
Os negros autodeclarados compõem 7,6% da população brasileira, 
somando cerca de 15 milhões de indivíduos. Estão espalhados por 
todo o território brasileiro, embora os maiores números estejam no 
Nordeste e no Sudeste. 
É salientável que nem todos os descendentes de africanos no 
Brasil classificam-se como "negros", vez que muitos optam por 
dizer-se "pardos" ou mesmo "brancos." 
A escravidão no Brasil durou cerca de 350 anos e trouxe para o 
país cerca de 4 milhões de africanos—37% de todos os escravos 
trazidos às Américas. 
Pesquisas genéticas já de alguns anos atrás sugeriram que a 
grande maioria dos brasileiros teriam mais de 10% de marcadores 
genéticos africanos, mas foram confessados que seus limites de 
confiança são amplos e foram feitos por extrapolação: "Obviamente 
estas estimativas foram feitas por extrapolação de resultados 
experimentais com amostras relativamente pequenas e, 
consequentemente, têm limites de confiança bastante amplos". 
POVOS INDÍGENAS 
 
O quadro Moema de Victor Meirelles. A imagem do índio no Brasil 
foi positivada pelo indianismo. 
Há cinco séculos, os Europeus portugueses chegaram à América, 
desembarcando em solo brasileiro, e deram início a uma paulatina 
reorganização das terras que eram ocupadas pelos povos 
indígenas. Esse processo de migração se estendeu até o início do 
século XX e marcou o processo de formação sociopolítica e 
econômica de nosso país. 
O avanço da colonização implicou na extinção muitas sociedades 
indígenas que ali viviam, em razão de conflitos bélicos, da 
disseminação das doenças trazidas pelos europeus, e da adoção 
de táticas de "assimilação" dos índios à nova sociedade 
implantada. 
O mapa da distribuição das populações indígenas no território 
brasileiro hoje identifica os reflexos do movimento histórico de 
expansão político-econômica. Os primeiros contatos se deram no 
litoral e só aos poucos houve um movimento de interiorização por 
parte dos europeus, motivo pelo qual o grande percentual da 
população indígena recenseada hoje no Brasil encontra-se na 
Amazônia Legal, embora, contudo, haja maior concentração da 
população indígena no Centro-Sul e Nordeste do país. 
De acordo com o Censo 2010 do IBGE, a população indígena no 
país atualmente soma 896,9 mil indígenas. Estão distribuídos em 
688 Terras Indígenas e algumas áreas urbanas do território 
nacional. Há também 82 referências de grupos indígenas não-
contatados, das quais 32 foram confirmadas pela Fundação 
Nacional do Índio – Funai. 
O QUE É SER ÍNDIO 
Os habitantes das Américas foram chamados de índios pelos 
europeus que aqui chegaram. Uma denominação genérica 
provocada pela primeira impressão que eles tiveram de haver 
chegado às Índias. 
Mesmo depois de descobrir que não estavam na Ásia, e sim em 
um continente até então desconhecido, os europeus continuaram a 
chamá-los assim. Ignoravam-se propositalmente as diferenças 
linguperiodo colonial, ístico-culturais. Era mais fácil torná-los todos 
iguais, tratá-los de forma homogênea, já que o objetivo era um só: 
o domínio político, econômico e religioso. 
Se no período colonial era assim, ao longo dos tempos, definir 
quem era índio ou não constituía sempre uma questão legal. 
Desde a independência das metrópoles européias, vários países 
americanos estabeleceram diferentes legislações em relação aos 
índios e foram criadas Instituições oficiais para cuidar dos assuntos 
a eles relacionados. 
Nas últimas décadas, o critério da auto-identificação étnica vem 
sendo o mais amplamente aceito pelos estudiosos da temática 
indígena. Na década de 50, o antropólogo brasileiro Darcy Ribeiro 
baseou-se na definição elaborada pelos participantes do II 
Congresso Indigenista Interamericano, no Peru, em 1949, para 
assim definir, no texto “Culturas e línguas indígenas do Brasil”, o 
indígena como: “(…) aquela parcela da população brasileira que 
apresenta problemas de inadaptação à sociedade brasileira, 
motivados pela conservação de costumes, hábitos ou meras 
lealdades que a vinculam a uma tradição pré-colombiana. Ou, 
ainda mais amplamente: índio é todo o indivíduo reconhecido como 
membro por uma comunidade pré-colombiana que se identifica 
etnicamente diversa da nacional e é considerada indígena pela 
população brasileira com quem está em contato”. 
O APARECIMENTO DOS AMERÍNDIOS 
O homem americano não surgiu dentro do próprio continente, 
como resultado da evolução de primatas, ele apareceu por aqui 
vindo de outras regiões, pelas migrações ocorridas há milhares de 
anos. É que todos os especialistas afirmam. Todavia, sua teorias 
começam a se diferenciar à respeito de como o homem chegou à 
América. Ao longo dos anos formaram-se teorias, dentre elas 
estão: a teoria do Estreito de Bering, e da teoria das Correntes do 
Pacífico. 
1ª TEORIA: O ESTREITO DE BERING 
Até pouco tempo, quase todos afirmavam que as primeiras 
comunidades humanas da América teriam vindo da Ásia, por volta 
de 12 000 a.C., saindo do atual território russo da Sibéria, 
atravessando o estreito de Bering (quem tem umas poucas 
dezenas de quilômetros de largura) e chegando à região hoje 
ocupada pelo Alasca. A partir daí, o povoamento fora se 
expandindo lentamen te, primeiro pela América do Norte e, depois, 
pela América Central, para finalmente atingir a América do Sul. Os 
caminhos eventualmente seguidos por essas comunidades 
humanas, de um extremo ao outro do continente americano, 
podem ser acompanhados no mapa 1. 
Essa teoria baseava-se em um pressuposto, em um acontecimento 
físico-geográfico e em várias descobertas arqueológicas. Esses 
elementos podem ser resumidos como a seguir. 
https://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Pretos_no_Brasil_2009.png
https://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Victor_Meirelles_-_Moema.jpg
https://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Pretos_no_Brasil_2009.png�
https://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Victor_Meirelles_-_Moema.jpg�
Aula 30 – Formação Étnica – Os índios Ontem e Hoje 
 
 
 
 
 
93 VestCursos – Especialista em Preparação para Vestibulares de Alta Concorrência 
 
 
Pressuposto- O homem primitivo era incapaz de desenvolver 
técnicas de navegação; portanto, não poderia ter chegado à 
América cruzando o Atlântico ou o Pacífico. Assim, só lhe restava 
um caminho: o estreito de Bering, com cerca de 100 km, que 
separa a Ásia da América. 
Acontecimento físico-geográfico- A glaciação-redução da 
temperatura da Terra-, entre 35000 a.C e 12000 a.C. Com a queda 
de temperatura, a massa de gelo polar aumentou e o nível dos 
oceanos abaixou. O estreito de Bering teria então ficado seco, 
permitindo a passagem dos seres humanos, a pé, da Ásia para a 
América. 
Descobertas arqueológicas- Os vestígios humanos mais antigos 
encontrados em nosso continente datavam aproximadamente de 
12 000 a.C. e foram descobertos na América do Norte. Os mesmos 
tipos de vestígios eram, na América Central, de aproximadamente 
9000 a.C.; e na América do Sul, de 8000 a.C. na região dos Andes, 
e de 6000 a.C no atual território brasileiro. 
Tais elementos davam a essa teoria um aspecto bastante lógico e, 
inclusive, indicavam o caminho seguido pelo homem até chegar a 
América do Sul. Ultrapassando o Panamá, ele acompanhara a 
cordilheira dos Andes, em direção ao sul e finalmente descera para 
as regiões mais baixas, a maior parte delas ocupadas hoje pelo 
Brasil. 
Essa teoria era complementada por algumas outras, que 
procuravam explicar certos casos particulares, como o da América 
do Sul, por exemplo. Se os agrupamentos de humano se 
estabeleceram primeiro nos Andes (onde se desenvolveram 
brilhantes civilizações) e depois, vieram para o leste, ocupando a 
gigantesca região amazônica, como explicar que o homem 
amazônico tivesse uma civilização muito mais primitiva; ele poderia 
ter esquecido de tudo o que aprendera? 
Os especialistasrespondiam que, de certa forma, era exatamente 
isso que havia ocorrido: as terras baixas tropicais eram 
inadequadas ao desenvolvimento humano; a densa floresta 
dificultava o deslocamento das pessoas e era pobre em recursos 
alimentares; as características do solo impediam a agricultura 
intensiva; e a uniformidade do clima dificultava a irrigação. Bastava 
ver, diziam, o atual padrão de vida das populações indígenas na 
Amazônia e mesmo no Brasil em geral. Comunidades pequenas e 
primitivas, vivendo da caça da pesca e, eventualmente, de 
agricultura itinerante. 
 Por causa desses fatores, os agrupamentos humanos que 
desceram dos Andes, em direção ao atual território brasileiro, 
teriam aos poucos perdido conhecimentos técnicos, tornando-se 
mais primitivos conforme se afastavam da região andina e se 
aproximavam do Atlântico. Ficava assim explicado o estado 
primitivo das populações indígenas encontradas pelos portugueses 
quando chegaram aqui. 
 
Porcentagem da contribuição de cada origem para a população 
brasileira. 
Cidade ou 
estado 
Africana Europeia Ameríndia 
AM 16,3% 45,9% 37,8% 
PA 16,8% 53,7% 29,5% 
PE 27,9% 56,8% 15,3% 
AL 26,6% 54,7% 18,7% 
GO 13,3% 82,7% 3,0% 
MG 28,9% 59,2% 11,9% 
ES 13,4% 74,1% 12,5% 
RJ 31,1% 55,2% 13,7% 
SP 18,2 69,9 10,6 
PR 17,5% 71,0% 11,5% 
SC 11,4% 79,7% 8,9% 
RS 14,0% 72,9% 13,0% 
POLÍTICA INDIGENISTA NO BRASIL 
Há mais de100 anos o Estado brasileiro criou o Serviço de 
Proteção ao Índio e Localização de Trabalhadores Nacionais 
(SPILTN), a primeira estrutura organizacional responsável por uma 
política indigenista oficial. A Fundação Nacional do Índio – Funai, 
hoje vinculada ao Ministério da Justiça, tem suas origens 
relacionadas com a criação do extinto SPILTN, mais tarde 
denominado apenas Serviço de Proteção aos Índios (SPI). 
Criado pelo Decreto-Lei n.º 8.072, de 20 de junho de 1910, o SPI 
teve como objetivo ser o órgão do Governo Federal encarregado 
de executar a política indigenista. Sua principal finalidade era 
proteger os índios e, ao mesmo tempo, assegurar a implementação 
de uma estratégia de ocupação territorial do país. A criação do SPI 
modificou profundamente a abordagem da questão indígena no 
Brasil. 
A primeira Constituição, de 1824, ignorou completamente a 
existência das sociedades indígenas, prevalecendo uma 
concepção da sociedade brasileira como sendo homogênea. 
Consequentemente, não reconheceu a diversidade étnica e cultural 
do país e estabeleceu como sendo de competência das 
Assembleias das Províncias a tarefa de promover a catequese e de 
agrupar os índios em estabelecimentos coloniais, o que acarretou 
impactos significativos sobre as terras ocupadas. 
Com este a Igreja deixou de ter a hegemonia no tocante ao 
trabalho de assistência junto aos índios, de modo que a política de 
catequese passou a coexistir com a política de proteção por parte 
do Estado. Além disso, buscou-se centralizar a política indigenista, 
reduzindo o papel que os estados desempenhavam em relação às 
decisões sobre o destino dos povos indígenas. 
Mais de meio século depois, a Funai foi criada por meio da Lei n.º 
5.371 de 5/12/1967 em substituição ao SPI. Esta decisão 
governamental foi tomada num momento histórico em que 
predominavam, ainda, as ideias evolucionistas sobre a 
humanidade e o seu desenvolvimento através de estágios. Esta 
ideologia de caráter etnocêntrico influenciou a visão 
governamental, sendo que a Constituição vigente naquela época 
estabelecia a figura jurídica da tutela e considerava os índios como 
"relativamente incapazes". 
Mesmo reconhecendo a diversidade cultural entre as muitas 
sociedades indígenas, a Funai tinha o papel de integrá-las, de 
 
 
 
 
 94 VestCursos – Especialista em Preparação para Vestibulares de Alta Concorrência 
CURSO ANUAL DE GEOGRAFIA – (Prof. Fernandes Epitacio) 
maneira harmoniosa, na sociedade nacional. Considerava-se que 
essas sociedades precisavam "evoluir" rapidamente, até serem 
integradas, o que é considerado na prática como uma negação da 
riqueza da diversidade cultural. 
Posteriormente, com a edição da Lei n.º 6.001 de 19/12/1973 
(conhecida como Estatuto do Índio) se formalizaram os 
procedimentos a serem adotados pela Funai para proteger e 
assistir as populações indígenas, inclusive no que diz respeito à 
definição de suas terras e ao processo de regularização fundiária. 
O Estatuto do Índio representou um avanço em relação à política 
indigenista praticada, estabelecendo novos referenciais no que diz 
respeito à definição das terras ocupadas tradicionalmente pelos 
índios. 
A Constituição de 1988 instaurou um novo marco conceitual, 
substituindo o modelo político pautado nas noções de tutela e de 
assistencialismo por um modelo que afirma a pluralidade étnica 
como direito e estabelece relações protetoras e promotoras de 
direitos entre o Estado e comunidades indígenas brasileiras. Além 
disso, estabeleceu o prazo de cinco anos para que todas as terras 
indígenas (TIs) do país fossem demarcadas. Assim, estas 
mudanças de visão, de abordagem e dos princípios que devem 
orientar a ação do Estado exigiram uma reformulação dos seus 
mecanismos de ação relativos às populações indígenas. 
TRATAMENTO CONSTITUCIONAL DE 1934 à 1965 
* CONSTITUIÇÃO DE 1934- Estabeleceu a competência privativa 
da UNIÃO para legislar sobre incorporação dos silvícolas à 
comunhão nacional, assegurando-lhes o respeito à posse das 
terras em que se achassem permanentemente localizadas, as 
quais não poderiam ser alienadas. 
* CONSTITUÍÇÃO de 1967 – Estabeleceu que as terras ocupadas 
pelos silvícolas integram o PATRIMÔNIO DA UNIÃO. Outro 
dispositivo assegurou o usufruto exclusivo dos índios sobre os 
recursos naturais, e de todas as utilidades existentes em suas 
terras. 
* A EMENDA CONSTITUCIONAL DE 1969- Aditaria a esse corpo 
de normas um novo preceito estatuindo “nulidade e extinção dos 
efeitos jurídicos dos atos de qualquer natureza, que tivessem por 
objeto o domínio, a posse, ou a ocupação por terceiros de terras 
habitadas pelos indígenas”, estabelecendo também que os 
terceiros ocupantes não teriam direito a qualquer ação ou 
indenização contra a UNIÃO e a FUNAI. 
* CONSTITUIÇÃO DE 1988 – O artigo 20 da Constituição Federal 
de 1988, inclui entre os bens da UNIÃO as terras tradicionalmente 
ocupadas pelos índios. A inovação é importante, trata-se aqui de 
reconhecer não apenas a ocupação física das áreas habitadas 
pelos grupos indígenas, mas sim a ocupação tradicional, (segundo 
as tradições) do território indígena, o que significa reconhecê-lo 
com toda extensão de terra necessária a manutenção, e 
preservação das particularidades culturais de cada grupo. 
Incorporam se aí, não apenas as áreas de habitação permanente e 
de coletas, mas também todos os espaços necessários à 
manutenção das tradições do grupo. Entram nesse conceito, por 
exemplo, as terras consideradas sagradas, os cemitérios distantes, 
e as áreas de deambulação.Ao abandonar intencionalmente 
qualquer referência à incorporação dos índios à sociedade 
nacional, a Constituição de 1988, reconheceu o direito das 
populações indígenas de preservar sua identidade própria e cultura 
diferenciada. Na tradição constitucional anterior, a condição de 
índio era vista como um estado transitório, que cessaria com a 
integração. A partir de 1988, o discurso da integração, cedeu passo 
ao reconhecimento da diversidade cultural. 
- O ARTIGO 215 assegura às comunidades indígenas o ensino 
fundamental bilingüe, (utilização de suas línguas) e processos 
próprios de aprendizagem. 
- OS ARTIGOS: 231 e 232 – estabelecem o reconhecimento da 
identidade cultural própria e diferenciada dos grupos indígenas 
(organização social, costumes, línguas, crenças e tradições); e 
direito sobre as terras que tradicionalmente ocupam; as terras 
indígenas devem ser demarcadas, e protegidas pela UNIÃO 
As terras tradicionalmente ocupadas pelos índios, são aquelas por 
eles habitadas em caráter permanente, as utilizadas para suas 
atividades produtivas,as imprescindíveis a preservação dos 
recursos ambientais necessários a seu bem-estar, e as 
necessárias a sua reprodução física, cultural, segundo seus usos, 
costumes e tradições. 
Aproveitamento dos recursos hídricos, e a pesquisa e lavra de 
mineral em terras indígenas, somente podem ser realizadas 
mediante autorização do Congresso Nacional, ouvidas as 
comunidades afetadas, que terão participação assegurada nos 
resultados da lavra, na forma de lei. 
As terras indígenas são inalienáveis e indisponíveis, e os direitos 
que os índios exercem sobre elas são imprescritíveis. 
Os grupos indígenas não podem ser removidos de suas terras, a 
não ser em casos de catástrofes, ou epidemia. 
São nulos, extintos e não produzem efeitos jurídicos os atos que 
tenham por objeto a ocupação, o domínio ou a posse por terceiros, 
e a exploração dos recursos naturais do solo, rios e lagos nas 
terras tradicionalmente ocupadas pelos índios. Ressalva-se, no 
entanto, a possibilidade de ocupação e exploração dos recursos 
naturais em caso de relevante interesse pela UNIÃO. 
Os índios, suas comunidades e organizações são partes legítimas 
para ingressar em juízo em defesa de seus direitos e interesses, 
sendo obrigatória a intervenção do Ministério Público, em todos os 
atos do processo. 
O artigo 67 das Disposições Transitórias determinou prazo de 
cinco anos a partir da promulgação da Constituição, para a 
conclusão da demarcação das terras indígenas. Esse prazo 
encerrou-se em 5 de outubro de 1933, sem que pudesse Ter sido 
concluído a demarcação de todas as áreas indígenas do país. 
AMARELOS 
No censo demográfico do Brasil de 2010 cerca de 2.084.288 
indivíduos se declararam amarelos. Estão concentrados em dois 
estados brasileiros: São Paulo e Paraná, embora populações 
menores estejam espalhadas por todo o território brasileiro. 
A categoria amarela é reservada para as pessoas de origem 
oriental. Contudo, no último censo do IBGE, sobretudo no Piauí, 
muitas pessoas que não têm qualquer origem oriental 
classificaram-se como "amarelas" no censo. Isso inflacionou o 
número real de orientais que vivem no Brasil. 
A grande maioria dos amarelos brasileiros são descendentes de 
japoneses que imigraram para o Brasil entre 1908 e 1960, devido a 
problemas econômicos. O Brasil abriga hoje a maior comunidade 
japonesa fora do Japão. Outros grupos amarelos em fase de 
crescimento rápido, são os chineses e coreanos que atualmente 
integram o comércio nas capitais. 
 
 
Aula 30 – Formação Étnica – Os índios Ontem e Hoje 
 
 
 
 
 
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EXERCÍCIOS DE APRENDIZAGEM 
 
Questão 01 (ENEM - 2012) 
 
 
Elaborado pelos partidários da Revolução Constitucionalista de 1932, o cartaz apresentado pretendia 
mobilizar a população paulista contra o governo federal. Essa mobilização utilizou-se de uma 
referência histórica, associando o processo revolucionário 
a) à experiência francesa, expressa no chamado à luta contra a ditadura. 
b) aos ideais republicanos, indicados no destaque à bandeira paulista. 
c) ao protagonismo das Forças Armadas, representadas pelo militar que empunha a bandeira. 
d) ao bandeirantismo, símbolo paulista apresentado em primeiro plano. 
e) ao papel figurativo de Vargas na política, enfatizado pela pequenez de sua figura no cartaz. 
 
Questão 02 (ENEM - 2009) 
A partir de 1942 e estendendo-se até o final do Estado Novo, o Ministro do Trabalho, Indústria e 
Comércio de Getúlio Vargas falou aos ouvintes da Rádio Nacional semanalmente, por dez minutos, no 
programa “Hora do Brasil”. O objetivo declarado do governo era esclarecer os trabalhadores acerca 
das inovações na legislação de proteção ao trabalho. 
GOMES, A. C. A invenção do trabalhismo. Rio de Janeiro: IUPERJ / Vértice. São Paulo: Revista dos Tribunais, 
1988 [adaptado]. 
 
Os programas “Hora do Brasil” contribuíram para 
a) conscientizar os trabalhadores de que os direitos sociais foram conquistados por seu esforço, após 
anos de lutas sindicais. 
b) promover a autonomia dos grupos sociais, por meio de uma linguagem simples e de fácil 
entendimento. 
c) estimular os movimentos grevistas, que reivindicavam um aprofundamento dos direitos trabalhistas. 
d) consolidar a imagem de Vargas como um governante protetor das massas. 
e) aumentar os grupos de discussão política dos trabalhadores, estimulados pelas palavras do ministro 
 
Questão 03 (ENEM - 2012) 
Torna-se claro que quem descobriu a África no Brasil, muito antes dos europeus, foram os próprios 
africanos trazidos como escravos. E essa descoberta não se restringia apenas ao reino linguístico, 
estendia-se também a outras áreas culturais, inclusive à da região. 
Há razões para pensar que os africanos, quando misturados e transportados ao Brasil, não 
Demoraram em perceber a existência entre si de elos culturais mais profundos. 
SLENES, R. Malungu, ngoma vem! África coberta e descoberta do Brasil. Revista USP, n. 12, dez./jan./fev. 1991-92 [adaptado]. 
 
Com base no texto, ao favorecer o contato de indivíduos de diferentes partes da África, a experiência 
da escravidão no Brasil tornou possível a 
a) formação de uma identidade cultural afro-brasileira. 
b) superação de aspectos culturais africanos por antigas tradições europeias. 
c) reprodução de conflitos entre grupos étnicos africanos. 
d) manutenção das características culturais específicas de cada etnia. 
e) resistência à incorporação de elementos culturais indígenas 
 
Questão 04 (ENEM - 2010) 
“Pecado nefando” era expressão correntemente utilizada pelos inquisidores para a sodomia. Nefandus: 
o que não pode ser dito. A Assembleia de clérigos reunida em Salvador, em 1707, considerou a 
Anotações 
 
 
 
 
 
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CURSO ANUAL DE GEOGRAFIA – (Prof. Fernandes Epitacio) 
sodomia “tão péssimo e horrendo crime”, tao contrário à lei da natureza, que “era indigno de ser 
nomeado” e, por isso mesmo, nefando. 
NOVAIS, F.; MELLO E SOUZA L. História da vida privada no 
Brasil. V. 1. São Paulo: Companhia das Letras. 1997 (adaptado). 
 
O número de homossexuais assassinados no Brasil bateu o recorde histórico em 2009. De acordo com 
o Relatório Anual de Assassinato de Homossexuais (LGBT – Lés - bicas, Gays, Bissexuais e 
Travestis), nesse ano foram registrados 195 mortos por motivação homofóbica no País. 
Disponível em: www.alemdanoticia.com.br/utimas_noticias.php?codnoticia=3871. 
Acesso em: 29 abr. 2010 (adaptado). 
 
A homofobia é a rejeição e menosprezo à orientação sexual do outro e, muitas vezes, expressa-se sob 
a forma de comportamentos violentos. 
Os textos indicam que as condenações públicas, perseguições e assassinatos de homossexuais no 
país estão associadas 
a) à baixa representatividade polítíca de grupos organizados que defendem os direitos de cidadania 
dos homossexuais. 
b) à falência da democracia no país, que torna impeditiva a divulgação de estatísticas relacionadas à 
violência contra homossexuais. 
c) à Constituição de 1988, que exclui do tecido social os homossexuais, além de impedi-los de exercer 
seus direitos políticos. 
d) a um passado histórico marcado pela demonização do corpo e por formas recorrentes de tabus e 
intolerância. 
e) a uma política eugênica desenvolvida pelo Estado, justificada a partir dos posicionamentos de 
correntes filosófico-científicas 
 
Questão 05 (ENEM - 2010) 
As ruínas do povoado de Canudos, no sertão norte da Bahia, além de significativas para a identidade 
cultural dessa região, são úteis às investigações sobre a Guerra de Canudos e o modo de vida dos 
antigos revoltosos. 
Essas ruínas foram reconhecidas como patrimônio cultural material pelo Instituto do Patrimônio 
Histórico e Artístico Nacional (Iphan) porque reúnem um conjunto de: 
a) objetos arqueológicos e paisagísticos. 
b) acervos museológicos e bibliográficos. 
c) núcleos urbanos e etnográficos. 
d) práticas e representações de uma sociedade.e) expressões e técnicas de uma sociedade extinta. 
 
Questão 06 
E quando ouvir o silêncio sorridente de São Paulo 
diante da chacina 
111 presos indefesos, mas presos são quase todos pretos 
ou quase pretos, ou quase brancos quase pretos de tão pobres 
e pobres são como podres e todos sabem 
como se tratam os pretos 
(...) 
 (Gilberto Gil e Caetano Veloso, "Haiti") 
 
(...) 
Vapor barato, um mero serviçal do narcotráfico 
foi encontrado na ruína de uma escola em construção 
Aqui tudo parece que é ainda construção e já é ruína 
tudo é menino e menina no olho da rua 
o asfalto, a ponte, o viaduto ganindo pra rua nada continua 
E o cano da pistola que as crianças mordem 
reflete todas as cores da paisagem da cidade 
(...) 
 (Caetano Veloso, "Fora da ordem") 
 
A violência é hoje um dos graves problemas das grandes cidades brasileiras, apresentando, como 
causas mais gerais, a injusta distribuição de renda e o aumento do desemprego. 
Identifique a manifestação de violência citada em cada uma das canções acima. 
Anotações 
 
	SEMANA 30 - GEOGRAFIA I - FORMAÇÃO ÉTNICA - OS ÍNDIOS ONTEM E HOJE - FERNANDES
	Atualmente, a quantidade de brasileiros que se dizem brancos está em rápido declínio.
	NEGROS
	Estados de acordo com a percentagem de negros em 2009.
	Os negros autodeclarados compõem 7,6% da população brasileira, somando cerca de 15 milhões de indivíduos. Estão espalhados por todo o território brasileiro, embora os maiores números estejam no Nordeste e no Sudeste.
	É salientável que nem todos os descendentes de africanos no Brasil classificam-se como "negros", vez que muitos optam por dizer-se "pardos" ou mesmo "brancos."
	A escravidão no Brasil durou cerca de 350 anos e trouxe para o país cerca de 4 milhões de africanos—37% de todos os escravos trazidos às Américas.
	Pesquisas genéticas já de alguns anos atrás sugeriram que a grande maioria dos brasileiros teriam mais de 10% de marcadores genéticos africanos, mas foram confessados que seus limites de confiança são amplos e foram feitos por extrapolação: "Obviament...
	POVOS INDÍGENAS
	Há cinco séculos, os Europeus portugueses chegaram à América, desembarcando em solo brasileiro, e deram início a uma paulatina reorganização das terras que eram ocupadas pelos povos indígenas. Esse processo de migração se estendeu até o início do sécu...
	O avanço da colonização implicou na extinção muitas sociedades indígenas que ali viviam, em razão de conflitos bélicos, da disseminação das doenças trazidas pelos europeus, e da adoção de táticas de "assimilação" dos índios à nova sociedade implantada.
	O mapa da distribuição das populações indígenas no território brasileiro hoje identifica os reflexos do movimento histórico de expansão político-econômica. Os primeiros contatos se deram no litoral e só aos poucos houve um movimento de interiorização ...
	De acordo com o Censo 2010 do IBGE, a população indígena no país atualmente soma 896,9 mil indígenas. Estão distribuídos em 688 Terras Indígenas e algumas áreas urbanas do território nacional. Há também 82 referências de grupos indígenas não-contatado...
	O QUE É SER ÍNDIO
	Os habitantes das Américas foram chamados de índios pelos europeus que aqui chegaram. Uma denominação genérica provocada pela primeira impressão que eles tiveram de haver chegado às Índias.
	Mesmo depois de descobrir que não estavam na Ásia, e sim em um continente até então desconhecido, os europeus continuaram a chamá-los assim. Ignoravam-se propositalmente as diferenças linguperiodo colonial, ístico-culturais. Era mais fácil torná-los t...
	Se no período colonial era assim, ao longo dos tempos, definir quem era índio ou não constituía sempre uma questão legal. Desde a independência das metrópoles européias, vários países americanos estabeleceram diferentes legislações em relação aos índi...
	Nas últimas décadas, o critério da auto-identificação étnica vem sendo o mais amplamente aceito pelos estudiosos da temática indígena. Na década de 50, o antropólogo brasileiro Darcy Ribeiro baseou-se na definição elaborada pelos participantes do II C...
	O APARECIMENTO DOS AMERÍNDIOS
	O homem americano não surgiu dentro do próprio continente, como resultado da evolução de primatas, ele apareceu por aqui vindo de outras regiões, pelas migrações ocorridas há milhares de anos. É que todos os especialistas afirmam. Todavia, sua teorias...
	1ª TEORIA: O ESTREITO DE BERING
	Até pouco tempo, quase todos afirmavam que as primeiras comunidades humanas da América teriam vindo da Ásia, por volta de 12 000 a.C., saindo do atual território russo da Sibéria, atravessando o estreito de Bering (quem tem umas poucas dezenas de quil...
	Essa teoria baseava-se em um pressuposto, em um acontecimento físico-geográfico e em várias descobertas arqueológicas. Esses elementos podem ser resumidos como a seguir.
	Pressuposto- O homem primitivo era incapaz de desenvolver técnicas de navegação; portanto, não poderia ter chegado à América cruzando o Atlântico ou o Pacífico. Assim, só lhe restava um caminho: o estreito de Bering, com cerca de 100 km, que separa a ...
	Acontecimento físico-geográfico- A glaciação-redução da temperatura da Terra-, entre 35000 a.C e 12000 a.C. Com a queda de temperatura, a massa de gelo polar aumentou e o nível dos oceanos abaixou. O estreito de Bering teria então ficado seco, permiti...
	Descobertas arqueológicas- Os vestígios humanos mais antigos encontrados em nosso continente datavam aproximadamente de 12 000 a.C. e foram descobertos na América do Norte. Os mesmos tipos de vestígios eram, na América Central, de aproximadamente 900...
	Tais elementos davam a essa teoria um aspecto bastante lógico e, inclusive, indicavam o caminho seguido pelo homem até chegar a América do Sul. Ultrapassando o Panamá, ele acompanhara a cordilheira dos Andes, em direção ao sul e finalmente descera par...
	Essa teoria era complementada por algumas outras, que procuravam explicar certos casos particulares, como o da América do Sul, por exemplo. Se os agrupamentos de humano se estabeleceram primeiro nos Andes (onde se desenvolveram brilhantes civilizações...
	Os especialistas respondiam que, de certa forma, era exatamente isso que havia ocorrido: as terras baixas tropicais eram inadequadas ao desenvolvimento humano; a densa floresta dificultava o deslocamento das pessoas e era pobre em recursos alimentares...
	Por causa desses fatores, os agrupamentos humanos que desceram dos Andes, em direção ao atual território brasileiro, teriam aos poucos perdido conhecimentos técnicos, tornando-se mais primitivos conforme se afastavam da região andina e se apro...
	POLÍTICA INDIGENISTA NO BRASIL
	Há mais de100 anos o Estado brasileiro criou o Serviço de Proteção ao Índio e Localização de Trabalhadores Nacionais (SPILTN), a primeira estrutura organizacional responsável por uma política indigenista oficial. A Fundação Nacional do Índio – Funai, ...
	Criado pelo Decreto-Lei n.º 8.072, de 20 de junho de 1910, o SPI teve como objetivo ser o órgão do Governo Federal encarregado de executar a política indigenista. Sua principal finalidade era proteger os índios e, ao mesmo tempo, assegurar a implement...
	A primeira Constituição, de 1824, ignorou completamente a existência das sociedades indígenas, prevalecendo uma concepção da sociedade brasileira como sendo homogênea. Consequentemente, não reconheceu a diversidade étnica e cultural do país e estabele...
	Com este a Igreja deixou de ter a hegemonia no tocante ao trabalho de assistência junto aos índios, de modo que a política de catequese passou a coexistir com a política de proteção por parte do Estado. Além disso, buscou-se centralizar a política ind...
	Mais de meio século depois, a Funai foi criada por meio da Lei n.º 5.371 de 5/12/1967 em substituição ao SPI. Esta decisão governamental foi tomada num momento histórico em que predominavam, ainda, as ideias evolucionistas sobre a humanidade e o seu d...
	Mesmo reconhecendo a diversidade cultural entre as muitas sociedades indígenas, a Funai tinha o papel de integrá-las, de maneiraharmoniosa, na sociedade nacional. Considerava-se que essas sociedades precisavam "evoluir" rapidamente, até serem integra...
	Posteriormente, com a edição da Lei n.º 6.001 de 19/12/1973 (conhecida como Estatuto do Índio) se formalizaram os procedimentos a serem adotados pela Funai para proteger e assistir as populações indígenas, inclusive no que diz respeito à definição de ...
	A Constituição de 1988 instaurou um novo marco conceitual, substituindo o modelo político pautado nas noções de tutela e de assistencialismo por um modelo que afirma a pluralidade étnica como direito e estabelece relações protetoras e promotoras de di...
	TRATAMENTO CONSTITUCIONAL DE 1934 à 1965
	* CONSTITUIÇÃO DE 1934- Estabeleceu a competência privativa da UNIÃO para legislar sobre incorporação dos silvícolas à comunhão nacional, assegurando-lhes o respeito à posse das terras em que se achassem permanentemente localizadas, as quais não poder...
	* CONSTITUÍÇÃO de 1967 – Estabeleceu que as terras ocupadas pelos silvícolas integram o PATRIMÔNIO DA UNIÃO. Outro dispositivo assegurou o usufruto exclusivo dos índios sobre os recursos naturais, e de todas as utilidades existentes em suas terras.
	* A EMENDA CONSTITUCIONAL DE 1969- Aditaria a esse corpo de normas um novo preceito estatuindo “nulidade e extinção dos efeitos jurídicos dos atos de qualquer natureza, que tivessem por objeto o domínio, a posse, ou a ocupação por terceiros de terras ...
	* CONSTITUIÇÃO DE 1988 – O artigo 20 da Constituição Federal de 1988, inclui entre os bens da UNIÃO as terras tradicionalmente ocupadas pelos índios. A inovação é importante, trata-se aqui de reconhecer não apenas a ocupação física das áreas habitadas...
	Incorporam se aí, não apenas as áreas de habitação permanente e de coletas, mas também todos os espaços necessários à manutenção das tradições do grupo. Entram nesse conceito, por exemplo, as terras consideradas sagradas, os cemitérios distantes, e as...
	- O ARTIGO 215 assegura às comunidades indígenas o ensino fundamental bilingüe, (utilização de suas línguas) e processos próprios de aprendizagem.
	- OS ARTIGOS: 231 e 232 – estabelecem o reconhecimento da identidade cultural própria e diferenciada dos grupos indígenas (organização social, costumes, línguas, crenças e tradições); e direito sobre as terras que tradicionalmente ocupam; as terras in...
	As terras tradicionalmente ocupadas pelos índios, são aquelas por eles habitadas em caráter permanente, as utilizadas para suas atividades produtivas, as imprescindíveis a preservação dos recursos ambientais necessários a seu bem-estar, e as necessári...
	Aproveitamento dos recursos hídricos, e a pesquisa e lavra de mineral em terras indígenas, somente podem ser realizadas mediante autorização do Congresso Nacional, ouvidas as comunidades afetadas, que terão participação assegurada nos resultados da la...
	As terras indígenas são inalienáveis e indisponíveis, e os direitos que os índios exercem sobre elas são imprescritíveis.
	Os grupos indígenas não podem ser removidos de suas terras, a não ser em casos de catástrofes, ou epidemia.
	São nulos, extintos e não produzem efeitos jurídicos os atos que tenham por objeto a ocupação, o domínio ou a posse por terceiros, e a exploração dos recursos naturais do solo, rios e lagos nas terras tradicionalmente ocupadas pelos índios. Ressalva-s...
	Os índios, suas comunidades e organizações são partes legítimas para ingressar em juízo em defesa de seus direitos e interesses, sendo obrigatória a intervenção do Ministério Público, em todos os atos do processo.
	O artigo 67 das Disposições Transitórias determinou prazo de cinco anos a partir da promulgação da Constituição, para a conclusão da demarcação das terras indígenas. Esse prazo encerrou-se em 5 de outubro de 1933, sem que pudesse Ter sido concluído a ...
	AMARELOS
	No censo demográfico do Brasil de 2010 cerca de 2.084.288 indivíduos se declararam amarelos. Estão concentrados em dois estados brasileiros: São Paulo e Paraná, embora populações menores estejam espalhadas por todo o território brasileiro.
	A categoria amarela é reservada para as pessoas de origem oriental. Contudo, no último censo do IBGE, sobretudo no Piauí, muitas pessoas que não têm qualquer origem oriental classificaram-se como "amarelas" no censo. Isso inflacionou o número real de ...
	A grande maioria dos amarelos brasileiros são descendentes de japoneses que imigraram para o Brasil entre 1908 e 1960, devido a problemas econômicos. O Brasil abriga hoje a maior comunidade japonesa fora do Japão. Outros grupos amarelos em fase de cre...

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