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História I -31

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Aula 16 – Iluminismo 
 
 
 
 
 
177 VestCursos – Especialista em Preparação para Vestibulares de Alta Concorrência 
 
EXERCÍCIOS DE APRENDIZAGEM 
 
Questão 01 
“São verdades incontestáveis para nós: todos os homens nascem iguais; o Criador lhes conferiu certos 
direitos inalienáveis, entre os quais os de vida, o de liberdade e o de buscar a felicidade; para 
assegurar esses direitos, se constituíram homens-governo cujos poderes justos emanam do 
consentimento dos governados; sempre que qualquer forma de governo tenda a destruir esses fins, 
assiste ao povo o direito de mudá-la ou aboli-la, instituindo um novo governo cujos princípios básicos e 
organização de poderes obedeçam às normas que lhes pareçam mais próprias para promover a 
segurança e a felicidade gerais.” 
Trecho da Declaração de Independência dos Estados Unidos da América. 
 
“É somente na minha pessoa que reside o poder soberano... É somente de mim que os meus tribunais 
recebem a sua existência e a sua autoridade; (...) a plenitude desta autoridade, que eles não exercem 
senão em meu nome, permanece sempre em mim (...); é unicamente a mim que pertence o poder 
legislativo (...); Toda ordem pública emana de mim...”. 
Resposta do Rei Luís XV ao Parlamento de Paris, em 1766. 
 
Com base na análise dos textos, infere-se que 
a) apresentam visões complementares sobre a natureza do poder. 
b) representam concepções opostas sobre a origem do poder. 
c) marcam posições conciliadoras acerca do exercício do poder. 
d) caracterizam regimes políticos autocráticos e personalistas. 
e) afirmam o papel soberano do Estado e principal do povo para o poder. 
 
Questão 02 
“É proibido matar, e, portanto, todos os assassinos são punidos, a não ser que o façam em larga 
escala e ao som das trombetas.” 
O autor desta frase é Voltaire, sempre lembrado por seu discurso irreverente, sarcástico, e pela 
atualidade de suas idéias, embora tenha participado de um movimento intelectual do século XVIII, o 
Iluminismo, que propunha: 
a) a defesa das idéias absolutistas e o controle da liberdade de expressão dos cidadãos. 
b) a eliminação de qualquer tipo de propriedade privada e a estatização da economia. 
c) a valorização dos privilégios de nascimento e a crítica aos ideais burgueses de participação 
política. 
d) a defesa dos direitos individuais e o fim das práticas centralizadoras em nível político. 
e) a defesa de reformas apenas no plano cultural e a manutenção dos valores do Antigo Regime nos 
níveis político e econômico. 
 
Questão 03 
Na última parte do século XVIII, as necessidades de coesão e eficiência estatais, bem como o 
evidente sucesso internacional do poderio capitalista, levaram a maioria dos monarcas a tentar 
programas de modernização intelectual, administrativa, social e econômica. 
(Adaptado de: HOBSBAWM, Eric. "A Era das Revoluções". São Paulo: Paz e Terra, 1997. p. 39.) 
 
Assinale a alternativa que apresenta corretamente como ficou conhecida a modernização referida pelo 
autor. 
a) Anarquismo, porque os reis perderam a autoridade nos setores administrativo, social e econômico. 
b) Socialismo utópico, porque os reis desejavam transformações impossíveis de serem realizadas. 
c) Despotismo esclarecido, visto que os monarcas se apropriaram de alguns preceitos iluministas. 
d) Socialismo cristão, pois os monarcas desejavam reformas administrativas e econômicas com base 
nos preceitos religiosos. 
e) Totalitarismo, uma vez que os reis almejavam o poder absoluto nas instâncias intelectual, 
administrativa, social e econômica. 
 
Questão 04 
Adam Smith, autor de "A Riqueza das Nações" (1776), referindo-se à produção e à aquisição de 
riquezas, observou: 
"Não é com o ouro ou a prata, mas com o trabalho que toda a riqueza do mundo foi provida na origem, 
e seu valor, para aqueles que a possuem e desejam trocá-la por novos produtos, é precisamente igual 
à quantidade de trabalho que permite alguém adquirir ou dominar." 
Anotações 
 
 
 
 
 
 178 VestCursos – Especialista em Preparação para Vestibulares de Alta Concorrência 
CURSO ANUAL DE HISTÓRIA GERAL – Prof. Monteiro Jr. 
Os pontos de vista de Adam Smith opõem-se às concepções 
a) mercantilistas, que foram aplicadas pelos diversos estados absolutistas europeus. 
b) monetaristas, que acompanharam historicamente as economias globalizadas. 
c) socialistas, que criticaram a submissão dos trabalhadores aos donos do capital. 
d) industrialistas, que consideraram as máquinas o fator de criação de riquezas. 
e) liberais, que minimizaram a importância da mão de obra na produção de bens. 
 
Questão 05 
Observe as duas afirmações de Montesquieu (1689-1755), a respeito da escravidão: 
“A escravidão não é boa por natureza; não é útil nem ao senhor, nem ao escravo: a este porque nada 
pode fazer por virtude; àquele, porque contrai com seus escravos toda sorte de maus hábitos e se 
acostuma insensivelmente a faltar contra todas as virtudes morais: torna-se orgulhoso, brusco, duro, 
colérico, voluptuoso, cruel. 
Se eu tivesse que defender o direito que tivemos de tornar escravos os negros, eis o que eu diria: 
tendo os povos da Europa exterminado os da América, tiveram que escravizar os da África para utilizá-
los para abrir tantas terras. O açúcar seria muito caro se não fizéssemos que escravos cultivassem a 
planta que o produz”. 
(Montesquieu.O espírito das leis.) 
 
Com base nos textos, podemos afirmar que, para Montesquieu: 
a) o preconceito racial foi contido pela moral religiosa. 
b) a política econômica e a moral justificaram a escravidão. 
c) a escravidão era indefensável de um ponto de vista econômico. 
d) o convívio com os europeus foi benéfico para os escravos africanos. 
e) o fundamento moral do direito pode submeter-se às razões econômicas. 
 
Questão 06 
Numa época de revisão geral, em que valores são contestados, reavaliados e substituídos e muitas 
vezes recriados, a crítica tem papel preponderante. Essa, de fato é uma das principais características 
das Luzes que, recusando as verdades ditadas por autoridades, submetem tudo ao crivo da crítica. 
KANT, I. O julgamento da razão.In: ABRÃO, B. S. História da Filosofia. São Paulo: Nova Cultural, 1999. 
 
O Iluminismo tece críticas aos valores estabelecidos sob a rubrica da autoridade e, nesse sentido, 
propõe 
a) a defesa do pensamento dos enciclopedistas que, com seus escritos, mantinham o ideário 
religioso. 
b) o estímulo da visão reducionista do humanismo, permeada pela defesa de isenção em questões 
políticas e sociais. 
c) a consolidação de uma visão moral e filosófica pautada em valores condizentes com a 
centralização política. 
d) a manutenção dos princípios da metafísica, dando vastas esperanças de emancipação para a 
humanidade. 
e) o incentivo do saber, eliminando superstições e avançando na dimensão da cidadania e da ciência. 
 
Questão 07 
Do mesmo modo que o poder, assim também a honra do soberano deve ser maior do que a de qualquer 
um, ou a de todos os seus súditos. Tal como na presença do senhor os servos são iguais, assim também o 
são os súditos na presença do soberano. E, embora alguns tenham mais brilho, e outros menos, quando 
não estão em sua presença, perante ele não brilham mais do que as estrelas na presença do sol. 
HOBBES, Thomas. Leviatã. Coleção Os Pensadores. São Paulo: Abril Cultural, 1979, p. 112 (Adaptada) 
 
O ato que institui o Governo não é, de modo algum um, contrato, mas uma lei; os depositários do Poder 
Executivo não são absolutamente os senhores do povo, mas seus funcionários; e o povo pode nomeá-los 
ou destituí-los quando lhe aprouver. Fazem senão desempenhar seu dever de cidadãos, sem ter, de modo 
algum, o direito de discutir as condições. 
ROUSSEAU, Jean-Jacques. Do Contrato Social. Coleção Os Pensadores. São Paulo: Nova Cultural, 1991, p. 113 (adaptado) 
 
A partir da análise dos excertos, infere-se que 
a) apresentam visões opostas, uma vez que o primeiro defende a concentração de poderes nas mãos do 
governante e osegundo, a participação popular na organização do poder. 
b) expressam uma mesma visão em relação ao processo de organização das estruturas do poder político, já 
que ambos defendem a participação popular. 
Anotações 
 
Aula 16 – Iluminismo 
 
 
 
 
 
179 VestCursos – Especialista em Preparação para Vestibulares de Alta Concorrência 
 
c) o primeiro texto exalta a participação popular na escolha do governante, enquanto o segundo atribui à 
vontade divina o direito de algumas pessoas possuírem o poder. 
d) complementam-se, já que o primeiro trata do início da formação das chamadas Monarquias Modernas e o 
segundo, da concretização de suas estruturas. 
e) defendem uma mesma teoria em relação ao poder político: a participação popular deve ser restrita para 
evitar a deposição de governantes por meio de revoltas. 
 
Questão 08 
Para que não haja abuso, é preciso organizar as coisas de maneira que o poder seja contido pelo 
poder. Tudo estaria perdido se o mesmo homem ou o mesmo corpo dos principais, ou dos nobres, ou 
do povo, exercesse esses três poderes: o de fazer leis, o de executar as resoluções públicas e o de 
julgar os crimes ou as divergências dos indivíduos. Assim, criam-se os poderes Legislativo, Executivo 
e Judiciário, atuando de forma independente para a efetivação da liberdade, sendo que esta não existe 
se uma pessoa ou grupo exercer os referidos poderes concomitantemente. 
MONTESQUIEU, B. Do espírito das leis. São Paulo: Abril Cultural, 1979 (adaptado). 
 
A divisão e a independência entre os poderes são condições necessárias para que possa haver 
liberdade em um Estado. Isso pode ocorrer apenas sob um modelo político em que haja 
a) exercício de tutela sobre atividades jurídicas e políticas. 
b) consagração do poder político pela autoridade religiosa. 
c) concentração do poder nas mãos de elites técnico-científicas. 
d) estabelecimento de limites aos atores públicos e às instituições do governo. 
e) reunião das funções de legislar, julgar e executar nas mãos de um governante eleito. 
 
 
 
 
 
 
 
 
Anotações 
 
 
 
 
 
 180 VestCursos – Especialista em Preparação para Vestibulares de Alta Concorrência 
CURSO ANUAL DE HISTÓRIA GERAL – Prof. Monteiro Jr. 
EXERCÍCIOS DE FIXAÇÃO 
 
TEXTO I 
O Estado sou eu. 
Frase atribuída a Luís XIV, Rei Sol, 1638-1715. Disponível em: 
http://portalprofessor.mec.gov.br. Acesso em: 30 nov. 2011. 
 
TEXTO II 
A nação é anterior a tudo. Ela é a fonte de tudo. Sua vontade é 
sempre legal; na verdade é a própria lei. 
SIEYÈS, E-J. O que é o Terceiro Estado. Apud. ELIAS, N. Os alemães: a luta pelo 
poder e a evolução do habitus nos séculos XIX e XX. Rio de Janeiro: Jorge 
Zahar, 1997. 
 
Questão 01 
Os textos expressam alteração na relação entre governantes e 
governados na Europa. Da frase atribuída ao rei Luís XIV até o 
pronunciamento de Sieyès, representante das classes médias que 
integravam o Terceiro Estado francês, infere-se uma mudança 
decorrente da 
a) ampliação dos poderes soberanos do rei, considerado guardião 
da tradição e protetor de seus súditos e do Império. 
b) associação entre vontade popular e nação, composta por 
cidadãos que dividem uma mesma cultura nacional. 
c) reforma aristocrática, marcada pela adequação dos nobres aos 
valores modernos, tais como o princípio do mérito. 
d) organização dos Estados centralizados, acompanhados pelo 
aprofundamento da eficiência burocrática. 
e) crítica ao movimento revolucionário, tido como ilegítimo em 
meio à ascensão popular conduzida pelo ideário nacionalista. 
 
Questão 02 
Todo o poder criativo da mente se reduz a nada mais do que a 
faculdade de compor, transpor, aumentar ou diminuir os materiais 
que nos fornecem os sentidos e a experiência. Quando pensamos 
em uma montanha de ouro, não fazemos mais do que juntar duas 
ideias consistentes, ouro e montanha, que já conhecíamos. 
Podemos conceber um cavalo virtuoso, porque somos capazes de 
conceber a virtude a partir de nossos próprios sentimentos, e 
podemos unir a isso a figura e a forma de um cavalo, animal que 
nos é familiar. 
HUME, D. Investigação sobre o entendimento humano. 
São Paulo: Abril Cultural, 1995. 
 
Hume estabelece um vínculo entre pensamento e impressão ao 
considerar que 
a) os conteúdos das ideias no intelecto têm origem na sensação. 
b) o espírito é capaz de classificar os dados da percepção sensível. 
c) as ideias fracas resultam de experiências sensoriais 
determinadas pelo acaso. 
d) os sentimentos ordenam como os pensamentos devem ser 
processados na memória. 
e) as ideias têm como fonte específica o sentimento cujos dados 
são colhidos na empiria. 
 
Questão 03 
Um Estado é uma multidão de seres humanos submetida a leis de 
direito. Todo Estado encerra três poderes dentro de si, isto é, a 
vontade unida em geral consiste de três pessoas: o poder 
soberano (soberania) na pessoa do legislador; o poder executivo 
na pessoa do governante (em consonância com a lei) e o poder 
judiciário (para outorgar a cada um o que é seu de acordo com a 
lei) na pessoa do juiz. 
KANT, I. A metafísica dos costumes. Bauru: EDIPRO, 2003. 
De acordo com o texto, em um Estado de direito 
a) a vontade do governante deve ser obedecida, pois é ele que 
tem o verdadeiro poder. 
b) a lei do legislador deve ser obedecida, pois ela é a 
representação da vontade geral. 
c) o Poder Judiciário, na pessoa do juiz, é soberano, pois é ele 
que outorga a cada um o que é seu. 
d) o Poder Executivo deve submeter-se ao Judiciário, pois 
depende dele para validar suas determinações. 
e) o Poder Legislativo deve submeter-se ao Executivo, na pessoa 
dos governantes, pois ele que é soberano. 
 
Questão 04 
Até hoje admitia-se que nosso conhecimento se devia regular pelos 
objetos; porém, todas as tentativas para descobrir, mediante 
conceitos, algo que ampliasse nosso conhecimento, malogravam-
se com esse pressuposto. Tentemos, pois, uma vez, experimentar 
se não se resolverão melhor as tarefas da metafísica, admitindo 
que os objetos se deveriam regular pelo nosso conhecimento. 
KANT, I. Critica da razão pura. Lisboa: Calouste-Gulbenkian, 1994 (adaptado). 
 
O trecho em questão é uma referência ao que ficou conhecido 
como revolução copernicana na filosofia. Nele, confrontam-se duas 
posições filosóficas que 
a) assumem pontos de vista opostos acerca da natureza do 
conhecimento. 
b) defendem que o conhecimento é impossível, restando-nos 
somente o ceticismo. 
c) revelam a relação de interdependência os dados da experiência 
e a reflexão filosófica. 
d) apostam, no que diz respeito às tarefas da filosofia, na primazia 
das ideias em relação aos objetos. 
e) refutam-se mutuamente quanto à natureza do nosso 
conhecimento e são ambas recusadas por Kant. 
 
Questão 05 
É verdade que nas democracias o povo parece fazer o que quer; 
mas a liberdade política não consiste nisso. Deve-se ter sempre 
presente em mente o que é independência e o que é liberdade. A 
liberdade é o direito de fazer tudo o que as leis permitem; se um 
cidadão pudesse fazer tudo o que elas proíbem, não teria mais 
liberdade, porque os outros também teriam tal poder. 
MONTESQUIEU. Do Espírito das Leis. São Paulo: Editora Nova Cultural, 1997 
(adaptado). 
 
A característica de democracia ressaltada por Montesquieu diz 
respeito 
a) ao status de cidadania que o indivíduo adquire ao tomar as 
decisões por si mesmo. 
b) ao condicionamento da liberdade dos cidadãos à conformidade 
às leis. 
c) à possibilidade de o cidadão participar no poder e, nesse caso, 
livre da submissão às leis. 
d) ao livre-arbítrio do cidadão em relação àquilo que é proibido, 
desde que ciente das consequências. 
e) ao direito do cidadão exercer sua vontade de acordo com seus 
valores pessoais. 
 
Questão 06 
Esclarecimento é a saída do homem de sua menoridade, da qual 
ele próprio é culpado. A menoridade é a incapacidade de fazer uso 
de seu entendimento sem a direção de outro indivíduo. O homem é 
http://portalprofessor.mec.gov.br/
Aula 16 – Iluminismo181 VestCursos – Especialista em Preparação para Vestibulares de Alta Concorrência 
 
o próprio culpado dessa menoridade se a causa dela não se 
encontra na falta de entendimento, mas na falta de decisão e 
coragem de servir-se de si mesmo sem a direção de outrem. Tem 
coragem de fazer uso de teu próprio entendimento, tal é o lema do 
esclarecimento. A preguiça e a covardia são as causas pelas quais 
uma tão grande parte dos homens, depois que a natureza de há 
muito os libertou de uma condição estranha, continuem, no 
entanto, de bom grado menores durante toda a vida. 
KANT, I. Resposta à pergunta: o que é esclarecimento? 
Petrópolis: Vozes, 1985 (adaptado). 
 
Kant destaca no texto o conceito de Esclarecimento, fundamental 
para a compreensão do contexto filosófico da Modernidade. 
Esclarecimento, no sentido empregado por Kant, representa 
a) a reivindicação de autonomia da capacidade racional como 
expressão da maioridade. 
b) o exercício da racionalidade como pressuposto menor diante 
das verdades eternas. 
c) a imposição de verdades matemáticas, como caráter objetivo, de 
forma heterônoma. 
d) a compreensão de verdades religiosas que libertam o homem da 
falta de entendimento. 
e) a emancipação da subjetividade humana de ideologias 
produzidas pela própria razão. 
 
Questão 07 
“O homem natural é tudo para si mesmo: ele é a unidade numérica, 
o inteiro absoluto que só tem relação com ele próprio ou com seu 
semelhante. O homem civil é apenas uma unidade fracionária que 
depende do denominador cujo valor está em sua relação com o 
inteiro, que é o corpo social. As boas instituições são aquelas que 
melhor sabem desnaturar o homem, tirar-lhe sua existência 
absoluta para lhe dar uma relativa, e transportar o eu para a 
unidade comum: de tal modo que cada particular não se creia mais 
um, mas parte da unidade, e apenas seja sensível no todo.” 
ROUSSEAU, J. J. Emílio ou da Educação. São Paulo: Martins Fontes, 1999. 
 
A visão de Rousseau em relação à natureza humana, conforme 
expressa o texto, diz que 
a) o homem civil é formado a partir do desvio de sua própria 
natureza. 
b) as instituições sociais formam o homem de acordo com a sua 
essência natural. 
c) o homem civil é um todo no corpo social, pois as instituições 
sociais dependem dele. 
d) o homem é forçado a sair da natureza para se tornar absoluto. 
e) as instituições sociais expressam a natureza humana, pois o 
homem é um ser político. 
 
 
TEXTO I 
A ação democrática consiste em todos tomarem parte do processo 
decisório sobre aquilo que terá consequência na vida de toda 
coletividade. 
GALLO, S. etal. Ética e Cidadania. Caminhos da Filosofia. 
Campinas: Papirus, 1997 (adaptado). 
 
TEXTO II 
É necessário que haja liberdade de expressão, fiscalização sobre 
órgãos governamentais e acesso por parte da população às 
informações trazidas a público pela imprensa. 
Disponível em: http://www.observatoriodaimprensa.com.br. 
Acesso em: 24 abr. 2010. 
Questão 08 
Partindo da perspectiva de democracia apresentada no Texto I, os 
meios de comunicação, de acordo com o Texto II, assumem um 
papel relevante na sociedade por 
a) orientarem os cidadãos na compra dos bens necessários à sua 
sobrevivência e bem-estar. 
b) fornecerem informações que fomentam o debate político na 
esfera pública. 
c) apresentarem aos cidadãos a versão oficial dos fatos. 
d) propiciarem o entretenimento, aspecto relevante para 
conscientização política. 
e) promoverem a unidade cultural, por meio das transmissões 
esportivas. 
 
Questão 09 
O texto abaixo, de John Locke (1632-1704), revela algumas 
características de uma determinada corrente de pensamento. 
“Se o homem no estado de natureza é tão livre, conforme 
dissemos, se é senhor absoluto da sua própria pessoa e posses, 
igual ao maior e a ninguém sujeito, por que abrirá ele mão dessa 
liberdade, por que abandonará o seu império e sujeitar-se-á ao 
domínio e controle de qualquer outro poder? Ao que é óbvio 
responder que, embora no estado de natureza tenha tal direito, a 
utilização do mesmo é muito incerta e está constantemente 
exposto à invasão de terceiros porque, sendo todos senhores tanto 
quanto ele, todo homem igual a ele e, na maior parte, pouco 
observadores da eqüidade e da justiça, o proveito da propriedade 
que possui nesse estado é muito inseguro e muito arriscado. Estas 
circunstâncias obrigam-no a abandonar uma condição que, embora 
livre, está cheia de temores e perigos constantes; e não é sem 
razão que procura de boa vontade juntar-se em sociedade com 
outros que estão já unidos, ou pretendem unir-se, para a mútua 
conservação da vida, da liberdade e dos bens a que chamo de 
propriedade.” 
(Os Pensadores. São Paulo: Nova Cultural, 1991) 
 
Do ponto de vista político, podemos considerar o texto como uma 
tentativa de justificar: 
a) a existência do governo como um poder oriundo da natureza. 
b) a origem do governo como uma propriedade do rei. 
c) o absolutismo monárquico como uma imposição da natureza 
humana. 
d) a origem do governo como uma proteção à vida, aos bens e aos 
direitos. 
e) o poder dos governantes, colocando a liberdade individual acima 
da propriedade. 
 
Questão 10 
Analisando o texto [citado na questão anterior], podemos concluir 
que se trata de um pensamento 
a) do liberalismo. 
b) do socialismo utópico. 
c) do absolutismo monárquico. 
d) do socialismo científico. 
e) do anarquismo. 
 
Questão 11 
Em O espírito das leis afirma-se: “É uma verdade eterna; qualquer 
pessoa que tenha poder tende a abusar dele. Para que não haja 
abuso, é preciso organizar as coisas de maneira que o poder seja 
contido pelo poder”. Essa afirmação reflete: 
http://www.observatoriodaimprensa.com.br/
http://www.historiadigital.org/historia-geral/idade-moderna/absolutismo/
 
 
 
 
 182 VestCursos – Especialista em Preparação para Vestibulares de Alta Concorrência 
CURSO ANUAL DE HISTÓRIA GERAL – Prof. Monteiro Jr. 
a) o espírito clássico renascentista. 
b) os princípios da teoria do direito divino. 
c) o liberalismo político iluminista. 
d) a filosofia política anarquista. 
e) o pensamento do despotismo esclarecido 
 
Questão 12 
“Os filósofos adulam os monarcas e os monarcas adulam os 
filósofos”. 
Assim se refere o historiador Jean Touchard à forma de estado 
europeu que floresceu na segunda metade do século XVIII. Os 
“reis filósofos”, temendo revoluções sociais, introduziram reformas 
inspiradas nos ideais iluministas. 
 
Estas observações se aplicam 
a) às Monarquias Constitucionais. 
b) ao Despotismo Esclarecido. 
c) às Monarquias Parlamentares. 
d) ao Regime Social-Democrático. 
e) aos Principados ítalo-germânicos 
 
Questão 13 
“A autoridade do príncipe é limitada pelas leis da natureza e do 
Estado... O príncipe não pode, portanto, dispor de seu poder e de 
seus súditos sem o consentimento da nação e independentemente 
da escolha estabelecida no contrato de submissão...” 
(DIDEROT, artigo “Autoridade Política”, Enciclopédia, 1751.) 
 
Tendo por base esse texto da Enciclopédia, é correto afirmar que o 
autor: 
a) pressupunha, como os demais iluministas, que os direitos de 
cidadania política eram iguais para todos os grupos sociais e 
étnicos. 
b) propunha o princípio político que estabelecia leis para legitimar o 
poder republicano e democrático. 
c) apoiava uma política para o Estado, submetida aos princípios da 
escolha dos dirigentes da nação, por meio do voto universal. 
d) acreditava, como os demais filósofos do Iluminismo, na 
revolução armada como único meio para a deposição de monarcas 
absolutistas. 
e) defendia, como os outros filósofos iluministas, os princípios do 
liberalismo político que se contrapunham aos regimes absolutistas. 
 
Questão 14 
Leia este trecho: 
"[As] camadas sociais elevadas, que se pretendem úteis às outras, 
são de fato úteis a si mesmas, à custa das outras [...] Saiba ele [o 
jovem Emílio] que o homem é naturalmente bom [...], mas veja ele 
como a sociedade deprava e perverte os homens, descubra nopreconceito a fonte de todos os vícios dos homens; seja levado a 
estimar cada indivíduo, mas despreze a multidão; veja que todos 
os homens carregam mais ou menos a mesma máscara, mas saiba 
também que existem rostos mais belos do que a máscara que os 
cobre." 
(ROUSSEAU, Jean-Jacques. "Emílio ou Da educação". São Paulo: Martins Fontes, 
1985. p. 311.) 
 
A partir dessa leitura e considerando-se outros conhecimentos 
sobre o assunto, é CORRETO afirmar que o autor: 
a) compreende que os preconceitos do homem são inatos e 
responsáveis pelos infortúnios sociais e pelas máscaras de que 
este se reveste. 
b) considera a sociedade responsável pela corrupção do homem, 
pois cria uma ordem em que uns vivem às custas dos outros e gera 
vícios. 
c) deseja que seu discípulo seja como os homens do seu tempo e, 
abraçando as máscaras e os preconceitos, contribua para a 
coesão da sociedade. 
d) faz uma defesa do homem e da sociedade do seu tempo, em 
que, graças à Revolução Francesa, se promoveu uma igualdade 
social ímpar. 
 
Questão 15 
O texto a seguir se refere ao liberalismo econômico. 
A Escola de Manchester, conhecida também como Escola 
Clássica, desenvolveu o pensamento econômico dominante na 
época do capitalismo industrial e liberal. Coube a Adam Smith 
formular em "A Riqueza das Nações", que foi publicado em 1776, 
as ideias iniciais do Liberalismo Econômico, igualmente defendido 
por Davi Ricardo em "Princípios da Economia Política e do 
Imposto", Thomas Robert Malthus em "Ensaio Sobre o Princípio da 
População" e Jean Baptiste Say em "Tratado de Economia 
Política". 
AQUINO, S. L. de A.; et alii. "História das sociedades modernas às atuais". Rio de 
Janeiro: Ao Livro Técnico, 1995, p. 1281. 
 
A obra Riqueza das Nações (1776), fundamental na evolução do 
pensamento econômico, defendia, entre outras, a ideia de que: 
a) a grandeza de um Estado exige a planificação e o dirigismo 
econômico. 
b) o trabalho é a fonte de riqueza, baseando-se no valor da lei da 
oferta e da procura. 
c) a riqueza deve basear-se, fundamentalmente, na exploração dos 
recursos da natureza. 
d) a "mais-valia" resultado da exploração do trabalhador deve ser 
suprimida. 
e) a socialização dos meios de produção e distribuição aumentam 
a eficiência da economia.

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