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Literatura II -18

Exercícios de literatura: questões de vestibular sobre Manuel Bandeira e o modernismo. Inclui trechos de poemas (ex.: "Chama e Fumo", "Libertinagem", "Vou-me embora pra Pasárgada") e itens de múltipla escolha sobre temas, linguagem, métrica e contexto (UFRGS, FUVEST, UEG).

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84 VestCursos – Especialista em Preparação para Vestibulares de Alta Concorrência 
CURSO ANUAL DE LITERATURA – (Prof. Steller de Paula) 
c) o desapego aos temas do cotidiano o aponta como um poeta que, embora inserido no Modernismo, 
está muito distanciado das causas sociais e da busca de uma identidade nacional, como fizeram seus 
contemporâneos. 
d) o movimento modernista teve com seu trabalho e com o de poetas como Oswald e Mário de 
Andrade a base de sua criação. Bandeira recriou literariamente suas experiências pessoais, com 
temas como o amor, a morte e a solidão, aos quais conferiu um valor mais universal. 
e) o poeta trata de temas bastante recorrentes ao Romantismo, como a saudade, a infância e a 
solidão. Além disso, expressa-se como os românticos, já que tem uma visão idealizada do mundo. Daí 
seu distanciamento dos demais modernistas da primeira fase. 
 
Questão 07 (Ufrs) 
Leia os versos abaixo, do poema "Chama e Fumo" de Manuel Bandeira. 
"Amor - chama, e, depois, fumaça... 
Medita no que vais fazer: 
O fumo vem, a chama passa... 
 
Gozo cruel, ventura escassa, 
Dono do meu e do teu ser, 
Amor - chama, e, depois, fumaça... 
[...] 
A cada par que a aurora enlaça, 
Como é pungente o entardecer! 
O fumo vem, a chama passa..." 
 
Assinale a alternativa correta sobre os versos citados. 
a) Através de uma linguagem concisa e metafórica, os versos abordam o tema do amor - em sua 
intensidade e efemeridade. 
b) Os versos se apresentam numa linguagem elaborada e explícita, contrariando a tendência à síntese 
inerente ao gênero lírico. 
c) As quadras que compõem as estrofes do poema são irregulares quanto à métrica e às rimas. 
d) Os versos 07 e 08 contêm imagens visuais em que o poeta descreve um par amoroso, 
alternadamente, ao amanhecer e ao crepúsculo. 
e) O poeta expressa, em versos decassílabos, o desejo de que o amor permaneça eternamente vivo. 
 
Questão 08 (FUVEST) 
Leia o poema de Manuel Bandeira para responder ao teste. 
Não sei dançar 
Uns tomam éter, outros cocaína. 
Eu já tomei tristeza, hoje tomo alegria. 
Tenho todos os motivos menos um de ser triste. 
Mas o cálculo das probabilidades é uma pilhéria... 
Abaixo Amiel! 
E nunca lerei o diário de Maria Bashkirtseff. 
 
Sim, já perdi pai, mãe, irmãos. 
Perdi a saúde também. 
É por isso que sinto como ninguém o ritmo do jazz-band. 
 
Uns tomam éter, outros cocaína. 
Eu tomo alegria! 
Eis aí por que vim assistir a este baile de terça-feira gorda. 
(...) (Libertinagem, Manuel Bandeira) 
 
Sobre os versos transcritos, assinale a alternativa incorreta: 
a) O eu-lírico revela, em tom bem-humorado e descompromissado, ser uma pessoa exageradamente 
sensível. 
b) A perda dos familiares e da saúde são aspectos autobiográficos do autor presentes no texto. 
c) A alegria do carnaval é meio de evasão para eu-lírico, que procura alienar-se de seu sofrimento. 
d) O último verso transcrito associa-se ao título do poema, pois o eu-lírico não participa, de fato, do 
baile de carnaval. 
e) A melancolia do eu-lírico é apenas aparente: interiormente ele se identifica com a atmosfera festiva 
do carnaval, como se percebe no tom exclamativo de "Eu tomo alegria!" 
 
 
Anotações 
 
Aula 27 – Primeira Geração do Modernismo II 
 
 
 
 
 
 
85 VestCursos – Especialista em Preparação para Vestibulares de Alta Concorrência 
 
EXERCÍCIOS DE FIXAÇÃO 
 
Questão 01 (Ueg 2012) 
Leia o poema a seguir. 
Vou me embora pra Pasárgada 
Vou-me embora pra Pasárgada 
Lá sou amigo do rei 
Lá tenho a mulher que eu quero 
Na cama que escolherei 
Vou-me embora pra Pasárgada 
Vou-me embora pra Pasárgada 
Aqui eu não sou feliz 
Lá a existência é uma aventura 
De tal modo inconsequente 
Que Joana a Louca de Espanha 
Rainha e falsa demente 
Vem a ser contraparente 
Da nora que nunca tive 
 
E como farei ginástica 
Andarei de bicicleta 
Montarei em burro brabo 
Subirei no pau-de-sebo 
Tomarei banhos de mar! 
E quando estiver cansado 
Deito na beira do rio 
Mando chamar a mãe-d'água 
Pra me contar as histórias 
Que no tempo de eu menino 
Rosa vinha me contar 
Vou-me embora pra Pasárgada 
Em Pasárgada tem tudo 
É outra civilização 
Tem um processo seguro 
De impedir a concepção 
Tem telefone automático 
Tem alcaloide à vontade 
Tem prostitutas bonitas 
Para a gente namorar 
 
E quando eu estiver mais triste 
Mas triste de não ter jeito 
Quando de noite me der 
Vontade de me matar 
— Lá sou amigo do rei — 
Terei a mulher que eu quero 
Na cama que escolherei 
Vou-me embora pra Pasárgada. 
 
“Vou-me Embora pra Pasárgada” é um dos poemas mais 
conhecidos de Manuel Bandeira. Ele expressa uma complexa 
concepção de temporalidade, na qual o eu lírico busca evadir da 
realidade para “Pasárgada,” que expressaria a ideia de 
a) um “paraíso perdido”, retomando as imagens e noções de 
pureza edênicas vigentes na época medieval. 
b) um socialismo utópico, propondo uma reforma social que 
garantisse um futuro melhor e igualitário a todos. 
c) uma idealização do modelo social monárquico persa, repudiando 
as tradições culturais brasileiras. 
d) uma mescla do saudosismo da infância com expectativas 
positivas acerca da inovação tecnológica. 
TEXTO PARA AS PRÓXIMAS 3 QUESTÕES: 
Dois anúncios 
Rondó de Efeito - para todas as combinações possíveis 
 
Olhei para ela com toda a força, 
Disse que ela era boa, 
Que ela era gostosa, 
Que ela era bonita pra burro: 
Não fez efeito. 
 
Virei pirata: 
Dei em cima de todas as maneiras, 
Utilizei o bonde, o automóvel, o passeio a pé, 
Falei de macumba, ofereci pó... 
À toa: não fez efeito. 
 
Então banquei o sentimental: 
Fiquei com olheiras, 
Ajoelhei, 
Chorei, 
Me rasguei todo, 
Fiz versinhos, 
Cantei as modinhas mais tristes do repertório do Nozinho. 
Escrevi cartinhas e pra acertar a mão, li Elvira a Morta Virgem 
(Romance primoroso e por tal forma comovente que ninguém pode 
lê-lo sem derramar copiosas lágrimas...) 
 
Perdi meu tempo: não fez efeito. 
Meu Deus que mulher durinha! 
Foi um buraco na minha vida. 
Mas eu mato ela na cabeça: 
Vou lhe mandar uma caixinha de Minorativas, 
Pastilhas purgativas: 
É impossível que não faça efeito. 
(Bandeira, Manuel. Estrela da vida inteira. São Paulo: Nova 
Fronteira, 2007) 
 
Questão 02 (Insper 2011) 
Sobre a primeira e segunda estrofes, só não é correto afirmar que 
a) o grau de coloquialidade é demonstrado pelo emprego de 
expressões como “gostosa”, “bonita pra burro” e “dei em cima”. 
b) os esforços do “eu poético” para conquistar a jovem são 
marcados pelas expressões “Utilizei o bonde, o automóvel, o 
passeio a pé”. 
c) os termos “macumba” e “pó” denotam alguns dos recursos de 
que o “eu poético” se utilizou em vão para angariar o afeto da 
amada. 
d) a expressão “não fez efeito”, proveniente do vocabulário médico, 
é de uso exclusivo da linguagem técnica. 
e) o “eu poético” recorre a qualificativos de ordem ética (“boa”), 
sexual (“gostosa”) e física (“bonita”) para atrair o interesse da 
jovem. 
 
Questão 03 (Insper 2011) 
Sobre a terceira estrofe, não é correto afirmar que 
a) ao declarar “Então banquei o sentimental”, o “eu poético” mostra 
que o percurso de suas investidas vai da concretude para a 
abstração. 
b) o emprego de diminutivos como “versinhos”, “modinhas”, 
“cartinhas” remete a um comportamento infantilizado por parte do 
“eu poético”. 
 
 
 
 
 86 VestCursos – Especialista em Preparação para Vestibulares de Alta Concorrência 
CURSO ANUAL DE LITERATURA – (Prof. Steller de Paula) 
c) há um rol de características e comportamentos que podem ser 
forjados por aqueles que pretendem se mostrar apaixonados. 
d) o sofrimento intenso e as atitudes dramáticas e exageradas são 
lugares comuns próprios de mulheres e homens apaixonados. 
e) o caráter dramático de suas afirmações permite presumir que, 
para o poeta, a paixão não correspondida foi realmente dolorosa. 
 
Questão 04 (Insper 2011) 
Sobre a última estrofe, considere as seguintes inferências: 
I. Os versos evidenciam a última atitude tomadapelo poeta 
objetivando conquistar a moça. 
II. A forma “mato ela”, embora condenada pela norma culta, não 
deve ser considerada errada, pois é legitimada pelo registro 
coloquial predominante no texto. 
III. O humor reside no emprego do termo “efeito”, que agora não se 
refere apenas à indiferença da jovem. 
 
É(são) correta(s) 
a) apenas I. 
b) apenas I e II. 
c) apenas II e III. 
d) I, II e III. 
e) apenas III. 
 
Poema 
Encontrado por Thiago de Mello 
No Itinerário de Pasárgada 
 
Vênus luzia sobre nós tão grande, 
Tão intensa, tão bela, que chegava 
A parecer escandalosa, e dava 
Vontade de morrer. 
Manuel Bandeira 
 
Questão 05 (FGV-RJ 2013) 
Nesse breve poema de Bandeira, manifesta-se um aspecto que 
alguns de seus principais estudiosos consideram central e decisivo 
na obra do poeta, a saber, 
a) a aversão tipicamente modernista ao belo natural. 
b) a rejeição do que é grande e, também, do que é sublime. 
c) o sestro romântico de transfigurar a paisagem. 
d) a conjugação da maior expansão vital e do sentimento de morte. 
e) o erotismo de caráter amoral, que contamina todo o cosmo. 
 
TEXTO 
Paisagens da minha terra, 
Onde o rouxinol não canta 
- Mas que importa o rouxinol? 
Frio, nevoeiros da serra 
Quando a manhã se levanta 
Toda banhada de sol! 
 
[...] 
 
Sou assim, por vício inato. 
Ainda hoje gosto de Diva, 
Nem não posso renegar 
Peri, tão pouco índio, é fato, 
Mas tão brasileiro... Viva, 
Viva José de Alencar! 
Manuel Bandeira, Sextilhas românticas 
Questão 06 (Mackenzie 2010) 
Assinale a alternativa correta. 
a) Em respeito ao cânone da estética modernista, o autor 
formalizou harmonicamente seu poema, atendendo à regularidade 
de estrofação e à regularidade rítmica. 
b) O título do poema ganha sentido irônico, quando relacionado à 
linguagem coloquial e marcadamente musical. 
c) O padrão estético do poema, valorizando os versos 
heptassílabos, de caráter mais popular, em oposição à métrica 
clássica, recupera a tradição romântica. 
d) A descrição idealizada da paisagem revela a influência 
parnasiana presente nas primeiras obras do poeta. 
e) A crítica à tradição literária reflete-se também na forma livre e na 
linguagem satírica adotada pelo poeta. 
 
Questão 07 (Ebmsp 2017) 
A onda 
a onda anda 
aonde anda 
a onda? 
a onda ainda 
ainda onda 
ainda anda 
aonde? 
aonde? 
a onda a onda 
BANDEIRA, Manoel. A onda. A Estrela da Tarde, 1960. Disponível em: 
<https://pensador.uol.com.br>. Acesso em: 16 ago. 2016. 
 
Objetivando imitar o movimento da onda, por meio de uma fluidez 
sonora, Manoel Bandeira utiliza-se de um recurso estilístico 
denominado 
a) pleonasmo poético, enfatizando, a partir da redundância, a 
potência do fluxo fluvial ou marinho que se move no ambiente 
aquático. 
b) assonância, valendo-se da repetição da mesma vogal tônica 
com a intenção de provocar um efeito de estilo associado à força 
das ondas. 
c) eco, por meio da seleção de termos com terminação idêntica, 
para sugerir um percurso impreciso do volume de água que segue 
seu destino. 
d) onomatopeia, mediante o uso de vocábulos, procurando imitar o 
rumor produzido pelo deslocamento da massa líquida de 
inestimável valor para a continuidade da vida na Terra. 
e) paronomásia, na medida em que, buscando sugerir o movimento 
recorrente da vaga, traz um jogo de palavras que se assemelham 
na pronúncia, mas são diferentes do ponto de vista semântico, em 
função de um efeito poético. 
 
Texto 1 
Professora é cercada por alunos e agredida em Rondônia 
A vítima estava saindo de uma escola quando foi abordada pelo 
grupo. Uma estudante desferiu um soco no rosto dela. 
Publicado em 08/07/2016, às 10h45 
 
Uma professora de 48 anos de uma escola estadual de Rondônia 
foi cercada por estudantes e agredida por uma aluna na cidade de 
Ji-Paraná, nessa quarta-feira (6). De acordo com a polícia, a vítima 
foi abordada pelo grupo depois de ter saído das dependências do 
colégio. As informações são do G1 RO. 
A suspeita de ter desferido um soco no rosto da educadora, que 
teve um corte no supercílio, é uma aluna do 1º ano do Ensino 
Aula 27 – Primeira Geração do Modernismo II 
 
 
 
 
 
 
87 VestCursos – Especialista em Preparação para Vestibulares de Alta Concorrência 
 
Médio. A vítima foi levada para um hospital da cidade, e a menor 
que cometeu a agressão ainda não foi localizada. Ela poderá 
responder por lesão corporal, de acordo com o Estatuto da Criança 
e do Adolescente (ECA). 
Uma fotografia mostrando a mulher sendo socorrida gerou 
comoção nas redes sociais. “Que país é este onde o profissional 
que deveria ser reverenciado é agredido?”, questionou uma 
usuária. A Secretaria de Educação de Rondônia disse que repudia 
o ato de violência e acompanhará o processo para que depois 
possa tomar medidas. 
(http://jconline.ne10.uol.com.br/canal/mundo/brasil/noticia/2016/07/08/professora-e-
cercada-por-alunos-e-agredida-em-rondonia-243547.php. Adaptado) 
 
Texto 2 
Poema tirado de uma notícia de jornal 
João Gostoso era carregador de feira-livre e morava no morro da 
Babilônia num 
[barracão sem número 
Uma noite ele chegou no bar Vinte de Novembro 
Bebeu 
Cantou 
Dançou 
Depois se atirou na Lagoa Rodrigo de Freitas e morreu afogado. 
BANDEIRA, Manuel. Libertinagem. In: Estrela da vida inteira. Rio 
de Janeiro: José Olympio, 1966. 
 
Questão 08 (Upe-ssa 1 2017) 
O texto literário tem características peculiares que o diferenciam de 
outros tipos de texto. Aplicando essa ideia aos textos 1 e 2, é 
CORRETO afirmar: 
a) o Texto 1 tem como características a atualidade e brevidade dos 
fatos, simplicidade vocabular, coloquialismos, clareza e 
objetividade na sua linguagem; assim, deve ser lido como texto 
literário. 
b) o Texto 2 não mantém nenhum tipo de relação com o Texto 1, 
porque a linguagem literária de Manuel Bandeira diverge 
estilisticamente da jornalística. 
c) o Texto 1 é jornalístico, porque tem conteúdo efêmero, não 
possui caráter poético e traz marcas típicas como a referência a 
uma fotografia e ao portador. 
d) o traço em comum que há entre os textos 1 e 2 é a “objetivação 
do lirismo”, ou seja, ambos possuem uma linguagem amparada 
nas experiências do mundo. 
e) o Texto 2 é marcadamente subjetivo, distanciando-se da 
realidade do cotidiano, sem provocar a imaginação do leitor por ser 
narrativo. 
 
TEXTO PARA AS PRÓXIMAS 5 QUESTÕES 
Poética 
Estou farto do lirismo comedido 
Do lirismo bem comportado 
Do lirismo funcionário público com livro de ponto expediente 
protocolo e manifestações de 
[apreço ao sr. diretor. 
Estou farto do lirismo que para e vai averiguar no dicionário o 
cunho vernáculo de um vocábulo 
Abaixo os puristas 
 
Todas as palavras sobretudo os barbarismos universais 
Todas as construções sobretudo as sintaxes de exceção 
Todos os ritmos sobretudo os inumeráveis 
Estou farto do lirismo namorador 
Político 
Raquítico 
Sifilítico 
De todo lirismo que capitula ao que quer que seja fora de si mesmo 
De resto não é lirismo 
Será contabilidade tabela de cossenos secretário do amante 
exemplar com cem modelos de 
[cartas e as diferentes maneiras de agradar às mulheres, etc 
Quero antes o lirismo dos loucos 
O lirismo dos bêbados 
O lirismo difícil e pungente dos bêbados 
O lirismo dos clowns de Shakespeare 
— Não quero mais saber do lirismo que não é libertação. 
(Manuel Bandeira, in: Libertinagem) 
 
Questão 09 (Espm 2016) 
A repetição de palavras no início do verso (“Estou farto”, “Todas”, 
“O lirismo”) e a omissão de termos subentendidos do verso anterior 
(“Político”) caracterizam respectivamente: 
a) anáfora e zeugma. 
b) hipérbole e hipérbato. 
c) catacrese e antonomásia. 
d) epístrofe e elipse. 
e) anacoluto e perífrase. 
 
Questão 10 (Espm 2016) 
Com o verso: “Abaixo os puristas”, Bandeira critica os autores 
exagerados em matéria de pureza da linguagem escrita e falada. 
Baseado nisso, poderiam ser listados osseguintes nomes: 
a) Eça de Queirós, Machado de Assis e Raul Pompeia. 
b) Rui Barbosa, Olavo Bilac e Coelho Neto. 
c) Claudio Manuel da Costa e Tomás Antônio Gonzaga. 
d) Gregório de Matos e Padre Antônio Vieira. 
e) José de Alencar, Manuel Antônio de Almeida e Joaquim Manuel 
de Macedo. 
 
Questão 11 (Espm 2016) 
Pode-se asseverar que os tipos humanos citados (“loucos”, 
“bêbados”, “clowns”) possuem o seguinte denominador comum: 
a) representam os segmentos sociais mais perseguidos na época, 
e isso fazia com que o “eu” poético se manifestasse a favor deles. 
b) simbolizam os poetas marginais da época, e isso fazia com que 
houvesse uma identificação entre “eu” lírico e os citados. 
c) pertencem, de uma ou outra maneira, a uma classe social 
inferior, menosprezada e discriminada e, por isso, o “eu” poético 
quer ser solidário a eles. 
d) desempenham papeis de transgressores, daqueles que 
quebram as “regras sociais” e/ou a seriedade da vida, daí o “eu” 
poético identificar-se com essas figuras. 
e) defendem, de certa maneira, ideologias incompatíveis com 
qualquer sociedade humana, daí o “eu” lírico simpatizar com eles. 
 
Questão 12 (Espm 2016) 
Sobre o poema, verdadeiro manifesto dos ideais revolucionários do 
Modernismo de 22, só NÃO é possível afirmar que: 
a) repudia os modelos de correção técnica dos parnasianos: 
obrigatoriedade do verso “fita métrica”, da rima e da pontuação 
perfeitas. 
b) critica a contenção lírica, a postura protocolar e burocrática na 
poesia. 
 
 
 
 
 88 VestCursos – Especialista em Preparação para Vestibulares de Alta Concorrência 
CURSO ANUAL DE LITERATURA – (Prof. Steller de Paula) 
c) condena o preciosismo vocabular e, indiretamente, o sentido frio 
da palavra em estado de dicionário. 
d) rejeita os moldes sentimentais "fabricados" pela perspectiva, já 
tão desgastada, do Romantismo. 
e) censura, já perceptível desde o início pelo título, as teorias de 
versificação em vigor. 
 
Questão 13 (Uem 2012) 
Assinale o que for correto sobre o poema a seguir e sobre seu 
autor, Manuel Bandeira. 
01) A lírica de Bandeira, apesar de ter legado à tradição literária 
brasileira poemas marcantes como “Poética”, constitui apenas uma 
pequena parte da produção do autor, uma vez que ele se 
notabilizou como romancista, merecendo destaque obras como 
Macunaíma e Memórias sentimentais de João Miramar. 
02) A preocupação com a forma poética revela a principal 
influência da lírica de Manuel Bandeira: o parnasianismo e seus 
mestres como Olavo Bilac e Alberto de Oliveira. 
04) A visão poética que o poema defende se adequa àquela que o 
modernismo brasileiro apresentou, sobretudo aquele da geração 
de 1922, da qual Bandeira foi um dos principais nomes. 
08) Apesar de propor o afastamento de todo “lirismo que não é 
libertação”, Bandeira constrói um poema com métrica regular, o 
que estabelece um diálogo com modelos poéticos anteriores aos 
do modernismo brasileiro. 
16) Embora Bandeira seja um dos mais expressivos exemplos do 
modernismo do Brasil, sua produção inicial foi marcada por forte 
influência do simbolismo, tal como pode ser verificado em uma 
obra como Cinza das horas, de 1917. 
 
Texto 
 
Di Cavalcanti era um intelectual muito bem informado sobre as 
vanguardas modernistas do seu tempo, interessado não só por 
artes plásticas, mas por outras áreas também. Por isso mesmo, em 
1921, o artista fora convidado a ilustrar o livro “Balada do Cárcere 
de Reading”, de Oscar Wilde, um dos mais significativos escritores 
contemporâneos. Em 1923, Di Cavalcanti realiza viagem a Paris, 
frequentando o ambiente intelectual e boêmio da época e 
convivendo com Picasso e Braque, entre outros, numa relação de 
admiração mútua. Sua experiência do contato com o cubismo, 
expressionismo e outras correntes artísticas inovadoras, 
conjugadas à consciência da sua posição de artista brasileiro, 
concorreram para aumentar a sua convicção no propósito de ousar 
e destruir velhas barreiras, colocando a arte brasileira em 
compasso com o que acontecia no mundo. 
Di Cavalcanti sabia estar no caminho certo esteticamente e a 
viagem a Paris só reforçou as suas certezas. Entretanto, o 
ambiente do pintor não era o dos boulevares de Paris: Di 
Cavalcanti estava impregnado dos trópicos, de uma atmosfera 
sensual e quente. 
À sua ousadia estética e perícia técnica, marcada pela definição 
dos volumes, pela riqueza das cores, pela luminosidade, vem 
somar-se a exploração de temas ligados ao seu cotidiano, que ele 
percebia com vitalidade e entusiasmo. A profunda inclinação aos 
prazeres da carne e a vida notívaga influenciaram sobremaneira 
sua obra: o Brasil das telas de Di Cavalcanti é carregado de 
lirismo, revelando símbolos de uma brasilidade personificada em 
mulatas que observam a vida passar, moças sensuais, foliões e 
pescadores. A sensualidade é imanente à obra do pintor e os 
prostíbulos são uma de suas marcas temáticas, assim como o 
carnaval e a festa, como se o cotidiano fosse um permanente 
deleitar-se. A originalidade de uma cultura constituída por um caldo 
de referências indígenas, europeias e africanas, de forma 
contraditória e única, transparece em suas telas através de uma 
luminosidade ímpar. 
Fonte: http://www.pinturabrasileira.com/ 
artistas_bio.asp?cod=13&in=1 
 
Questão 14 
Observando as informações contidas no texto sobre Di Cavalcanti, 
sua obra revela: 
a) o desprezo pelos movimentos de vanguarda, a exemplo do 
Cubismo e do Expressionismo, pois os ideais propostos não 
correspondiam à realidade brasileira. 
b) a preferência por temas ligados a fatos históricos consagrados, 
retratados de forma idealizada e em total obediência às exigências 
da arte acadêmica. 
c) o estabelecimento de regras rígidas e definidas para a criação 
artística, reafirmando sua ligação com as formas e os temas 
clássicos. 
d) a percepção de que os modelos artísticos europeus deveriam 
ser substituídos pelos dos EUA, já que esse país despontava como 
nação líder. 
e) a conscientização dos artistas brasileiros sobre a riquíssima 
cultura de nosso país, sobretudo a popular, que até então era 
discriminada pelas elites. 
 
Questão 15 (Enem PPL 2009) 
Cândido Portinari, nascido em 1903, em uma fazenda de café em 
Brodósqui, no interior do estado de São Paulo, é um dos ícones 
das artes plásticas no Brasil e no mundo. Sua vasta e variada obra 
é um dos valiosos patrimônios da cultura brasileira. A seguir, são 
apresentadas pinturas desse grande artista. 
 
 
Meninos no balanço 
1960

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