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Relatório de práticas de Termo e fototerapia

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UNIVERSIDADE PAULISTA UNIP 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
RELATÓRIO DE AULA PRÁTICA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
CURSO: FISIOTERAPIA DISCIPLINA: TERMO E FOTOTERAPIA 
 
NOME DO ALUNO: LAURA DOS SANTOS IRINEU FERREIRA 
 
RA: 2287640 POLO: CARAGUATATUBA II 
 
DATA: 23 e 30/09/2023 
TÍTULO DO ROTEIRO: Termo e Fototerapia 
 
 
INTRODUÇÃO: 
Com o objetivo de fundamentar a teoria na prática da utilização dos recursos segundo 
os princípios físicos, fisiológicos, bioquímicos e biofísicos. Bem como analisar os efeitos 
terapêuticos e discutir os cuidados e contraindicações de cada um deles, nos dias 23 e 
30/09/2023, estudamos Foto e Termoterapia na prática, obtendo um breve e significativo 
entendimento quanto aos equipamentos disponíveis previstos na ementa e até mesmo 
alguns não previstos. Iniciamos pela crioterapia e calor superficial, seguimos com 
terapia por ultrassom, ondas curtas e micro-ondas e laser. 
Oportunidade esta, para que o aluno compreenda adequadamente o recurso terapêutico 
utilizado nas disfunções encontradas na prática clínica da fisioterapia. 
A termoterapia é composta por procedimentos que causam mudança de temperatura 
dos tecidos do corpo para realizar um tratamento, o qual pode ser estético ou 
terapêutico, a termoterapia tem sido classificada como de natureza superficial ou 
profunda (BÉLANGER, 2012, p. 91). 
A crioterapia é um método utilizado há mais de cem anos e consiste na 
aplicação do frio (gelo, água gelada ou equipamentos de resfriamento) para o 
tratamento de lesões agudas, o termo crioterapia deriva do grego cryos, que 
significa frio, e refere-se à redução da temperatura dos tecidos moles com fins 
terapêuticos (BÉLANGER, 2012, p. 122). 
O uso de luzes ou fótons com fins terapêuticos é conhecido como fototerapia. As 
luzes comuns usadas para fototerapia encontram-se na banda de luz infravermelha 
visível e ultravioleta do espectro eletromagnético (BÉLANGER, 2012, p. 197). 
As aulas foram ministradas pela professora Lélia Arantes Bonjorni. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
RESULTADO E DISCUSSÃO: Foto e termoterapia 
 
 
AULA 1: 
ROTEIRO 1: 
Crioterapia 
Os objetivos desta aula fora de conhecer e compreender os recursos da crioterapia 
que consiste diferentes modalidades de resfriamentos onde a mais utilizada são 
compressas com gelo em uma variação de 0 a 18ºC, os principais objetivos da utilização 
desse método consistem no controle e no tratamento de diversas condições clínicas 
agudas para fins terapêuticos, onde o calor é absorvido pelo resfriamento, onde o corpo 
perde calor e ocorrem as respostas como: vasoconstrição, diminuição da inflamação e 
alívio da dor (FERREIRA, 2021, p.61; BÉLANGER, 2012, p. 122; STARKEY, 2017, p. 
109). 
Nas últimas cinco décadas, vários agentes de crioterapia têm sido 
desenvolvidos e vendidos. Este capítulo enfoca os agentes usados 
com maior frequência: bolsas de gelo, bastões de gelo, bolsas de gel 
para crioterapia, bolsas de gelo instantâneo, sprays refrigerantes, 
aparelhos com controle de criocompressão e criotemperatura. A Figura 
8.1 apresenta uma amostra de cada um deles (BÉLANGER, 2012, p. 
122). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 1 – Recursos de crioterapia 
 
 
 
Fonte: Livro - Recursos Fisioterapêuticos: Evidências que Fundamentam a Prática Clínica 
 
Nesta aula utilizamos os recursos disponíveis no laboratório com auxilio e orientações 
da professora. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 2 – Pratica de Criocuf 
 
 
 
Fonte – Acervo pessoal 
 
Figura 3 – Uso do gelo 
 
Fonte: Acervo pessoal 
Figura 4 – Imersão na água gelada 
 
 
 
Fonte: Acervo pessoal 
 
A crioterapia pode ser aplicada no corpo todo, e não somente com fins terapêuticos, 
mas também na prática da estética. 
Crioterapia, portanto, é a técnica utilizada em estética para 
provocar o resfriamento em regiões do corpo. A redução da 
temperatura no local da aplicação, de 36,5 °C para até́ 31 °C, 
promove a contração muscular e a vasoconstrição periférica. A 
primeira reação do corpo ao frio é aumentar o metabolismo basal 
para provocar o aumento da temperatura e, para isso, ele utiliza 
sua maior reserva energética, que é a gordura corporal (SILVA, 
et al. 2014, p. 79). 
 
Em contrapartida podemos utilizar a termoterapia por meio de calor superficial ou 
profundo, onde necessita que a pele seja aquecida de 40 a 45ºC para surtir efeitos 
terapêuticos (STARKEY, 2017, p. 125). 
 
Figura 5 – Classificação do aquecimento 
 
Fonte: Livro - Recursos Terapêuticos em Fisioterapia 
Figura 6 – Banho de parafina 
 
 
 
Fonte: Acervo pessoal 
 
Figura 7- Luz infravermelho 
 
Fonte: Acervo pessoal 
AULA 2: 
 
 
ROTEIRO 1: 
Terapia por ultrassom 
O ultrassom é utilizado em Fisioterapia para estimular a circulação sanguínea local e 
assim acelerar o processo inflamatório, reduzindo o edema e estimulando as células 
inflamatórias. Isto promove a cicatrização, regeneração do tecido, diminuição do 
inchaço, dor e espasmos ou tensão muscular. O tratamento ocorre por meio de energias 
produzidas por ondas acústicas sendo elas térmicas e atérmicas com comprimentos de 
1 e 3 MHz. 
Tradicionalmente, os efeitos de aquecimento pro- fundo, produzidos 
pelo ultrassom terapêutico, são usados para tratar problemas 
musculoesqueléticos. Dependendo dos parâmetros de saída ou 
emissão, os efeitos do ultrassom incluem o aumento da taxa de reparo 
tecidual e cicatrização da ferida, aumento do fluxo sanguíneo, aumento 
da extensibilidade do tecido, redução dos depósitos de cálcio, redução 
da dor e do espasmo muscular ao alterar a velocidade de condução 
nervosa e mudanças na permeabilidade da membrana celular 
(STARKEY, 2017, p. 171). 
 
 
 
 
Figura 8 – profundidade de penetração de 1 e 3 MHz 
 
Fonte: Livro - Recursos Terapêuticos em Fisioterapia 
 
O ultrassom terapêutico tem duas modalidades, contínuo e pulsátil. 
Contínuo, as ondas são emitidas continuamente, sem interrupções, produzindo efeitos 
térmicos de calor profundo, o que altera o metabolismo e a permeabilidade das células, 
promove a cicatrização e diminui o edema, sendo também mais eficaz no tratamento de 
lesões crónicas. 
A aplicação do ultrassom contínuo pode aquecer de maneira eficaz os 
tecidos localizados a 5 cm de profundidade (ou mais), dependendo da 
frequência usada. Como a energia é produzida durante 100% do 
tempo, a emissão é medida em termos da intensidade SATP. A 
intensidade do pico espacial, determinada pelo uso da razão de não 
 
 
uniformidade do feixe (BNR), não deve exceder 8 W por centímetro 
quadrado (emissão medida × BNR) ((STARKEY, 2017, p. 179). 
 
 
Pulsátil, as ondas são emitidas de forma intermitente, com pequenas interrupções, não 
produzindo os efeitos térmicos de aquecimento, mas também é indicado para a 
cicatrização e diminuir os sinais inflamatórios, sendo mais indicado no tratamento de 
lesões agudas. 
...cada onda de ultrassom produz efeitos térmicos. A pulsação da 
emissão ultras- sônica diminui a intensidade média temporal, reduzin- 
do os efeitos térmicos e aumentando a proporção de efeitos 
atérmicos... (STARKEY, 2017, p. 179). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 9 – Aplicação ultrassom 
 
Fonte: Acervo pessoal 
 
 
 
Da mesma forma que os demais procedimentos citados acima, o ultrassom tem seu 
lugar reservado na estética, visando sempre maiores benefícios e eficácia nos 
procedimentos realizados. 
O aparelho de ultrassom continua sendo ainda hoje um dos mais 
importantes e indispensáveis na clínica de estética para atender aos 
tratamentos corporais. Existem milhares de estudos a respeito do uso 
do ultrassom na medicina e na fisioterapia, e agora também na 
estética. Não existe um consenso entre os diversos autores sobre sua 
forma e parâmetros de utilização,mas todos, sem exceção, concordam 
com seus efeitos benéficos e, principalmente, com um ponto que a 
maioria dos profissionais insiste em não observar: a importância de 
utilizar o ultrassom de maneira criteriosa e cuidadosa, pois, embora 
pareça inofensivo, pode causar sérios danos ao tecido quando apli- 
cado de forma incorreta (PEREZ et al., 2014, p. 101) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
AULA 3: 
ROTEIRO 1: 
Ondas curtas e micro-ondas 
Um dos tratamentos utilizado por muitos profissionais da fisioterapia é a diatermia. O 
termo deriva das expressões gregas “dia” e “therma”, que significam “aquecimento 
através de”, e a terapia utiliza ondas não ionizantes, conhecidas como ondas curtas. As 
ondas curtas referem-se à radiação eletromagnética na faixa de frequência de 2 a 100 
MHz. Portanto, a terapia de ondas curtas é a aplicação de energia eletromagnética ao 
corpo em frequências de ondas curtas com o propósito de aquecer os tecidos moles 
profundo. A resistência oferecida pelos tecidos moles à passagem dessa energia 
eletromagnética provoca o seu aquecimento (BÉLANGER, 2017, p. 177). 
São placas de formas e tamanhos variáveis que são acoplados ao corpo com uma 
distancia segura e fixa, pois não pode ocorrer quedas. 
A diatermia por ondas curtas pode ser aplicada tanto na forma contínua 
como pulsada. A DOC contínua aumenta a temperatura do tecido 
subcutâneo, mas seu uso é geralmente limitado a condições crônicas. 
A saída (emissão) também pode ser pulsada, permitindo o uso em 
algumas condições agudas e subagudas evitando que as temperaturas 
teciduais aumentem demasiadamente ou o façam de forma muito 
rápida (STARKEY, 2017, p. 209). 
 
Figura 10 – Aplicação de ondas curtas 
 
Fonte: Acervo pessoal 
 
 
Micro-ondas (MO) é uma modalidade de aquecimento profundo que converte energia 
eletromagnética de alta frequência em calor, ou seja, radiações eletromagnéticas, não 
sendo tão profundo quanto o ondas curtas (OC). As microondas inicialmente radiadas 
podem ser absorvidas, transmitidas, refletidas ou refratadas sua penetração é 
inversamente proporcional ao seu comprimento de ondas. 
Juntamente com o desenvolvimento de OC, foi introduzida uma 
terceira geração de aparelhos de aquecimento através dos tecidos que 
é conhecida como diatermia por micro-ondas (MO). A frequência 
aprovada pelo órgão regulamentador americano para os aparelhos de 
MO na prática clínica é de 2450 MHz. Comparada com OC, a principal 
vantagem das MO é que é muito mais fácil o foco sobre o corpo, 
oferecendo-se assim um efeito de aquecimento muito mais localizado. 
A principal desvantagem das MO, comparadas às OC, é que a 
penetração da energia eletromagnética nos tecidos diminui à medida 
que a frequência aumenta, provendo assim um aquecimento tissular 
mais raso nos tecidos mais profundos (Cameron et al., 2003, apud 
BÉLANGER, 2017, p. 177). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
AULA 4: 
ROTEIRO 1: 
LASER – (Light Amplification of Stimulated Emisions of Radiation) 
A terapia com laser (Light Amplification of Stimulated Emisions of Radiation, que 
traduzindo significa “amplificação da luz por estimulação da emissão de radiação”) tem 
um fundamento proveniente dos estudos da física nuclear. 
A radiação do laser é constituída por ondas eletromagnéticas, visíveis ou não de acordo 
com o comprimento de ondas das mesmas. O caráter de amplificação explica-se pela 
alta concentração de energia que é explicada por um grande número de fotóns dos quais 
é constituída. O laser é uma emissão de luz coerente, monocromática com grande 
concentrações de energia, capaz de provocar alterações físicas e biológicas. 
O uso de luzes ou fótons com fins terapêuticos é conhecido como 
fototerapia. As luzes comuns usadas para fototerapia encontram-se 
na banda de luz infravermelha visível e ultravioleta do espectro 
eletromagnético. Os aparelhos de laser usados na reabilitação geram 
luzes dentro do espectro visível e infravermelho. Os lasers na banda 
infravermelha produzem feixes de luz que são invisíveis aos olhos 
humanos (BÉLANGER, 2012, p. 197). 
 
A aplicação para locais menores e aplicação localizada, pode-se marcar a pele do 
paciente com pontos para auxiliar o fisioterapeuta e a aplicação varredura é indicado 
para áreas maiores, onde há uma maior dificuldade na aplicação por pontos. A dosagem 
do laser é em J/m², de acordo com indicação para cada patologia (STARKEY, 2017, p. 
386). 
 
Figura 11 – Aplicação do laser 
 
Fonte: Acervo pessoal 
 
 
Figura 12 – Aplicação do laser 
 
Fonte: Acervo pessoal 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
BIBLIOGRAFIA 
SILVA, Katia Moraes da; SANTOS, Michel Rezende dos; OLIVEIRA, Paola Uliana de. 
Estética e Sociedade. São Paulo: Editora Saraiva, 2014. E-book. ISBN 
9788536520896. Disponível em: 
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788536520896/. Acesso em: 01 out. 
2023. 
BÉLANGER, Alain-Yvan. Recursos Fisioterapêuticos: Evidências que 
Fundamentam a Prática Clínica. Barueri/SP: Editora Manole, 2012. E-book. ISBN 
9788520451816. Disponível em: 
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788520451816/. Acesso em: 01 out. 
2023. 
STARKEY, Chad. Recursos Terapêuticos em Fisioterapia. Barueri/SP: Editora 
Manole, 2017. E-book. ISBN 9788520454435. Disponível em: 
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788520454435/. Acesso em: 01 out. 
2023. 
FERREIRA, Thiago V. Tópicos especiais em recursos terapêuticos no esporte. 
São Paulo/SP: Editora Saraiva, 2021. E-book. ISBN 9786589965602. Disponível em: 
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9786589965602/. Acesso em: 01 out. 
2023. 
PEREZ, Erika; VASCONCELOS, Maria Goreti de. Técnicas Estéticas Corporais. São 
Paulo/SP: Editora Saraiva, 2014. E-book. ISBN 9788536521442. Disponível em: 
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788536521442/. Acesso em: 01 out. 
2023. 
 
 
 
 
 
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