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84 VestCursos – Especialista em Preparação para Vestibulares de Alta Concorrência 
CURSO ANUAL GRAMÁTICA E INTERPRETAÇÃO – (Prof. Cláudio Neves) 
grosseiro diante do inferior, o arrogante quando o poderoso em nada o podia prejudicar. Sabia 
desfazer situações equívocas, e armar intrigas das quais se saía sempre bem, e sabia, por experiência 
própria, que a fortuna se ganha com uma frase, num dado mo mento, que este momento único, 
irrecuperável, irreversível, exige um estado de alerta para a sua apropriação. 
RAWET, S. O aprendizado. In: Diálogo.Rio de Janeiro: GDR, 1963 (fragmento). 
 
No conto, o autor retrata criticamente a habilidade do personagem no manejo de discursos diferentes 
segundo a posição do interlocutor na sociedade. A crítica à conduta do personagem está centrada 
a) na imagem do títere ou fantoche em que o personagem acaba por se transformar, acreditando 
dominar os jogos de poder na linguagem. 
b) na alusão à falta de articulações e reflexos do personagem, dando a entender que ele não possui o 
manejo dos jogos discursivos em todas as situações. 
c) no comentário, feito em tom de censura pelo autor, sobre as frases obscenas que o personagem 
emite em determinados ambientes sociais. 
d) nas expressões que mostram tons opostos nos discursos empregados aleatoriamente pelo 
personagem em conversas com interlocutores variados. 
e) no falso elogio à originalidade atribuída a esse personagem, responsável por seu sucesso no 
aprendizado das regras de linguagem da sociedade. 
 
Anotações 
 
SEMANA 7 – Orações Coordenadas 
 
 
 
 
 
85 VestCursos – Especialista em Preparação para Vestibulares de Alta Concorrência 
 
EXERCÍCIOS DE FIXAÇÃO 
 
Questão 1(Fatec - 2013) 
O labirinto dos manuais 
Há alguns meses troquei meu celular. Um modelo lindo, pequeno, 
prático. Segundo a vendedora, era capaz de tudo e mais um 
pouco. Fotografava, fazia vídeos, recebia e-mails e até servia para 
telefonar. Abri o manual, entusiasmado. “Agora eu aprendo”, 
decidi, folheando as 49 páginas. Já na primeira, tentei executar as 
funções. Duas horas depois, eu estava prestes a roer o aparelho. 
O manual tentava prever todas as possibilidades. Virou um labirinto 
de instruções! 
Na semana seguinte, tentei baixar o som da campainha. Só 
aumentava. Buscava o vibracall, não achava. Era só alguém me 
chamar e todo mundo em torno saía correndo, pensando que era o 
alarme de incêndio! Quem me salvou foi um motorista de táxi. 
— Manual só confunde – disse didaticamente. – Dá uma de 
curioso. 
Insisti e finalmente descobri que estava no vibracall há meses! O 
único problema é que agora não consigo botar a campainha de 
volta! 
Atualmente, estou de computador novo. Fiz o que toda pessoa 
minuciosa faria. Comprei um livro. Na capa, a promessa: “Rápido e 
fácil” – um guia prático, simples e colorido! Resolvi: “Vou seguir 
cada instrução, página por página. Do que adianta ter um 
supercomputador se não sei usá-lo?”. Quando cheguei à página 
20, minha cabeça latejava. O livro tem 342! Cada vez que olho, dá 
vontade de chorar! Não seria melhor gastar o tempo relendo 
Guerra e Paz? 
Tudo foi criado para simplificar. Mas até o micro-ondas ficou difícil. 
A não ser que eu queira fazer pipoca, que possui sua tecla própria. 
Mas não posso me alimentar só de pipoca! Ainda se 
emagrecesse... E o fax com secretária eletrônica? O anterior era 
simples. Eu apertava um botão e apagava as mensagens. O atual 
exige que eu toque em um, depois em outro para confirmar, e de 
novo no primeiro! Outro dia, a luzinha estava piscando. Tentei ouvir 
a mensagem. A secretária disparou todas as mensagens, desde o 
início do ano! 
Eu sei que para a garotada que está aí tudo parece muito simples. 
Mas o mundo é para todos, não é? Talvez alguém dê aulas para 
entender manuais! Ou o jeito seria aprender só aquilo de que tenho 
realmente necessidade, e não usar todas as funções. É o que a 
maioria das pessoas acaba fazendo! 
(Walcyr Carrasco, Veja SP, 19.09.2007. Adaptado) 
 
Entre as características que definem uma crônica, estão presentes 
no texto de Walcyr Carrasco 
a) a narração em 3ª pessoa e o uso expressivo da pontuação. 
b) a criação de imagens hiperbólicas e o predomínio do discurso 
direto. 
c) o emprego de linguagem acessível ao leitor e a abordagem de 
fatos do cotidiano. 
d) a existência de trechos cômicos e a narrativa restrita ao passado 
do autor. 
e) a ausência de reflexões de cunho pessoal e o emprego de 
linguagem em prosa poética. 
 
Questão 2 
 
Há um contraste irônico entre o título do conto e o seu 
desenvolvimento. As ideias essenciais desse contraste são: 
a) alegria - isolamento 
b) admiração - distorção 
c) ornamentação - inutilidade 
d) multiplicidade - contemplação 
 
Questão 3 
 
Aquele bêbado 
— Juro nunca mais beber — e fez o sinal da cruz com os 
indicadores. Acrescentou: — Álcool. 
O mais, ele achou que podia beber. Bebia paisagens, músicas de 
Tom Jobim, versos de Mário Quintana. Tomou um pileque de 
Segall. Nos fins de semana embebedava-se de índia Reclinada, de 
Celso Antônio. 
— Curou-se 100% de vício — comentavam os amigos. 
Só ele sabia que andava bêbado que nem um gambá. Morreu de 
etilismo abstrato, no meio de uma carraspana de pôr de sol no 
Leblon, e seu féretro ostentava inúmeras coroas de ex-alcoólatras 
anônimos. 
ANDRADE, C. D. Contos plausíveis. Rio de Janeiro: Record, 1991. 
 
A causa mortis do personagem, expressa no último parágrafo, 
adquire um efeito irônico no texto porque, ao longo da narrativa, 
ocorre uma 
a) metaforização do sentido literal do verbo “beber”. 
b) aproximação exagerada da estética abstracionista. 
c) apresentação gradativa da coloquialidade da linguagem. 
d) exploração hiperbólica da expressão “inúmeras coroas”. 
e) citação aleatória de nomes de diferentes artistas. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
CURSO ANUAL DE GRAMÁTICA E INTERPRETAÇÃO 
Prof. Cláudio Neves 
VestCursos – Especialista em Preparação para Vestibulares de Alta Concorrência 
 
 
ANÁLISE SINTÁTICA – SEMANA 8 
ORAÇÕES SUBORDINADAS 
São aquelas que cumprem uma função sintática na oração 
principal. 
Ex: É preciso que tudo dê certo. (A oração sublinhada cumpre 
papel de sujeito da oração “é preciso”) 
Ex: Preciso que me contes o ocorrido. (A oração sublinhada 
cumpre papel de objeto direto da oração “Preciso”) 
As orações subordinadas se dividem em três grupos: 
1) Substantivas – cumprem papel de sujeito, objeto (direto e 
indireto), complemento nominal, predicativo, aposto ou agente da 
passiva. Equivalem a um termo substantivo e podem ser 
substituídas por ISSO. São introduzidas por uma conjunção 
integrante. 
2) Adjetivas – cumprem papel de adjunto adnominal e estão 
sempre ligadas a um substantivo. São introduzidas por um 
pronome relativo. 
3) Adverbiais – cumprem papel de adjunto adverbial transmitem a 
mesma ideia que esse termo: causa, concessão, condição, tempo, 
consequência, finalidade, proporção, conformidade, modo e 
comparação. 
Cabe lembrar que nem sempre as orações subordinadas 
apresentam-se na forma desenvolvida (introduzidas por uma 
conjunção). Há também a forma reduzida, em que não há a 
conjunção, e sim uma forma nominal do verbo (infinitivo, gerúndio 
ou particípio). 
Falaremos disso mais à frente, quando estudarmos os diferentes 
tipos e subtipos das orações subordinadas. Vejamos, contudo, 
como ficariam, na forma reduzida, os exemplos apresentados na 
abertura do capítulo: 
Ex: 
É preciso que tudo dê certo. (Forma desenvolvida, ou seja, com a 
conjunção QUE) 
É preciso dar tudo certo. (Na forma reduzida, sai a conjunção, e 
aparece a forma nominal infinitiva do verbo “dar”) 
Ex: 
Preciso que me contes o ocorrido. (Forma desenvolvida, ou seja, 
com a conjunção QUE) 
Preciso me contares do ocorrido. (Na forma reduzida, sai a 
conjunção, e aparece a forma nominal do infinitivo pessoal do 
verbo “contar”) 
Outro exemplo: 
Se eu chegar cedo, abrirei a loja. (Forma desenvolvida, ou seja, 
com a conjunção adverbial condicional SE) 
Chegando cedo, abrireia loja. (Na forma reduzida, sai a conjunção 
SE, e aparece a forma nominal do gerúndio do verbo “chegar”) 
CLASSIFICAÇÃO DAS ORAÇÕES SUBORDINADAS SUBSTANTIVAS 
Vamos estudar agora os três primeiros tipos de orações 
substantivas. 
a) Subjetiva 
É subjetiva quando exerce a função sintática de sujeito do verbo 
da oração principal. Observe: 
É fundamental o seu comparecimento à reunião. 
 Sujeito 
 É fundamental que você compareça à reunião. 
Oração Principal Oração Subordinada Substantiva Subjetiva 
Atenção: 
Observe que a oração subordinada substantiva pode ser 
substituída pelo pronome " isso". Assim, temos um período 
simples: 
É fundamental isso ou Isso é fundamental. 
Dessa forma, a oração correspondente a "isso" exercerá a função 
de sujeito. 
Veja algumas estruturas típicas que ocorrem na oração principal: 
1- Verbos de ligação + predicativo, em construções do tipo: 
 
É bom - É útil - É conveniente - É certo - Parece certo - É claro - 
Está evidente - Está comprovado 
Por Exemplo: 
É bom que você compareça à minha festa. 
2- Expressões na voz passiva, como: 
 
Sabe-se - Soube-se - Conta-se - Diz-se - Comenta-se - É sabido 
- Foi anunciado - Ficou provado 
Por Exemplo: 
Sabe-se que Aline não gosta de Pedro. 
3- Verbos como: 
 
convir - cumprir - constar - admirar - importar - ocorrer - 
acontecer 
Por Exemplo: 
Convém que não se atrase na entrevista. 
Obs.: quando a oração subordinada substantiva é subjetiva, o 
verbo da oração principal está sempre na 3ª. pessoa do 
singular. 
b) Objetiva Direta 
A oração subordinada substantiva objetiva direta exerce função 
de objeto direto do verbo da oração principal. 
Por Exemplo: 
Todos querem sua aprovação no vestibular. 
 Objeto Direto 
Todos querem / que você seja aprovado. ( = Isso) 
Or. Principal Oração Subordinada Substantiva Objetiva Direta 
As orações subordinadas substantivas objetivas diretas desenvolvi-
-das são iniciadas por: 
1- Conjunções integrantes "que" (às vezes elíptica) e "se": 
Por Exemplo: 
A professora verificou se todos alunos estavam presentes. 
2- Pronomes indefinidos que, quem, qual, quanto (às vezes 
regidos de preposição), nas interrogações indiretas: 
Por Exemplo: 
O pessoal queria saber quem era o dono do carro importado. 
SEMANA 8 – Orações Subordinadas I 
 
 
 
 
 
87 VestCursos – Especialista em Preparação para Vestibulares de Alta Concorrência 
 
3- Advérbios como, quando, onde, por que, quão (às vezes 
regidos de preposição), nas interrogações indiretas: 
Por Exemplo: 
Eu não sei por que ela fez isso. 
Orações Especiais 
Com os verbos deixar, mandar, fazer (chamados auxiliares 
causativos) e ver, sentir, ouvir, perceber(chamados auxiliares 
sensitivos) ocorre um tipo interessante de oração subordinada 
substantiva objetiva direta reduzida de infinitivo. Observe: 
Deixe-me repousar. 
Mandei-os sair. 
Ouvi-o gritar. 
Nesses casos, as orações destacadas são todas objetivas diretas 
reduzidas de infinitivo. E, o que é mais interessante, os pronomes 
oblíquos atuam todos como sujeitos dos infinitivos verbais. Essa é 
a única situação da língua portuguesa em que um pronome oblíquo 
pode atuar como sujeito. Para perceber melhor o que ocorre, 
convém transformar as orações reduzidas em orações 
desenvolvidas: 
Deixe que eu repouse. 
Mandei que eles saíssem. 
Ouvi que ele gritava. 
Nas orações desenvolvidas, os pronomes oblíquos foram 
substituídos pelas formas retas correspondentes. É fácil 
compreender agora que se trata, efetivamente, dos sujeitos das 
formas verbais das orações subordinadas. 
c) Objetiva Indireta 
A oração subordinada substantiva objetiva indireta atua 
como objeto indireto do verbo da oração principal. Vem precedida 
de preposição. 
Por Exemplo: 
Meu pai insiste em meu estudo. 
 Objeto Indireto 
Meu pai insiste / em que eu estude. (Meu pai insiste nisso) 
 Oração Subordinada Substantiva Objetiva 
 Indireta 
Obs.: em alguns casos, a preposição pode estar elíptica na 
oração. 
 
Por Exemplo: 
Marta não gosta (de) que a chamem de senhora. 
 Oração Subordinada 
 Substantiva Objetiva Indireta 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 88 VestCursos – Especialista em Preparação para Vestibulares de Alta Concorrência 
CURSO ANUAL GRAMÁTICA E INTERPRETAÇÃO – (Prof. Cláudio Neves) 
EXERCÍCIOS DE APRENDIZAGEM 
 
Questão 01 (FCE-SP) 
"Os homens sempre se esquecem de que somos todos mortais." A oração destacada é: 
a) substantiva completiva nominal 
b) substantiva objetiva indireta 
c) substantiva predicativa 
d) substantiva objetiva direta 
e) substantiva subjetiva 
 
Questão 02 
Procurando se ater ao código ora exposto, relacione a segunda coluna de acordo com a primeira: 
a – (A) oração subordinada objetiva direta 
b – (B) oração subordinada completiva nominal 
c – (C) oração subordinada objetiva indireta 
d – (D) oração subordinada subjetiva 
e – (E) oração subordinada predicativa 
( ) Ninguém desconfiava de que as decisões já estavam tomadas. 
( ) Chegamos à conclusão de que nosso passeio não acontecerá. 
( ) O problema é que não confio em você. 
( ) O barulho constante não permite que os moradores vivam tranquilos. 
( ) Decidiram-se que as novas mercadorias teriam um novo valor. 
 
Questão 03 
Só não funciona como sujeito da oração principal a subordinada da alternativa: 
a) É claro que eles virão. 
b) Acontece que ela mentiu. 
c) Sabe-se que é um golpe de mestre. 
d) O fato é que tudo morre. 
e) Pelo visto, parece que vai chover muito. 
 
Questão 04 
Há oração subordinada substantiva subjetiva em: 
a) Veja se está tudo em ordem. 
b) Pergunta quem era aquela jovem. 
c) Que ele não compareceu, todos souberam. 
d) É necessário que tenhamos muita paciência. 
e) Ainda não sei se chegaremos a tempo. 
 
Questão 05 
“Parecia que a ventania queria levar a cidade.” 
No período acima, a oração subordinada é: 
a) substantiva objetiva direta. 
b) substantiva subjetiva. 
c) adjetiva explicativa. 
d) substantiva predicativa. 
e) substantiva completiva nominal. 
 
Questão 06 
“Nem sempre se professou que a terra fosse redonda.” No texto, a oração destacada que é: 
a) substantiva objetiva direta. 
b) substantiva predicativa. 
c) substantiva objetiva indireta 
d) substantiva subjetiva. 
e) substantiva completiva nominal. 
 
Questão 07 
Na frase “Aposto que você nunca colou nas provas.”, a subordinada é: 
a) substantiva objetiva direta. 
b) substantiva completiva nominal. 
Anotações 
 
	SEMANA 08 - GRAMÁTICA E INTERPRETAÇÃO ORAÇÕES SUBORDINADAS I - CLÁUDIO NEVES

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