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Física 1 -8

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Física
 
Simétrico Pré-Universitário – Há 25 anos ensinando com excelência os estudantes cearenses – www.simétrico.com.br 
33 
Questão 22 
Considere o bloco a seguir, apoiado sobre uma mesa horizontal 
lisa. Marque verdadeiro V ou falso F ou “nada se pode afirmar” 
NPA conforme seus conhecimentos de Mecânica: 
 
M
F1 = 40 NF2 = 10 N
 
 
a) A força resultante agindo sobre esse corpo aponta para a 
direita ; 
b) A aceleração desse corpo aponta para a direita; 
c) Esse corpo está se deslocando em movimento acelerado; 
d) Esse corpo está se deslocando em movimento retardado; 
e) Esse corpo está necessariamente se movendo para a direita. 
f) Esse corpo pode estar se movendo para a esquerda; 
g) Esse corpo pode estar momentaneamente em repouso (parou 
a fim de inverter o sentido do movimento). 
h) Esse corpo pode estar em Equilíbrio. 
i) A velocidade desse corpo pode se manter constante. 
j) A velocidade desse corpo está necessariamenteo variando; 
k) Esse corpo pode estar se movendo para a esquerda V  em 
movimento retardado a ; 
l) Se o corpo for abandonado a partir do repouso, se moverá 
para a direita em movimento acelerado; 
m) Se F1 e F2 tivessem módulos iguais, o corpo pode estar se 
movendo tanto para a esquerda quanto para a direita, desde 
que se mova em MRU; 
n) Se F1 e F2 tivessem módulos iguais, o corpo está obrigatória-
mente em repouso permanente; 
o) Se F1 e F2 tivessem módulos iguais, o corpo está obrigatória-
mente em Equilíbrio; 
Questão 23 -  
A Figura mostra dois blocos A e B, de mesma massa m , presos 
entre si através de um fio ideal que passa por uma polia sem 
atrito. Se a aceleração da gravidade vale g, o prof Renato Brito 
pede para você assinalar a alternativa correta: 
 
m
1
2
A
Bm
 
a) os blocos estão necessariamente em repouso; 
b) se o bloco A estiver subindo, a tração no fio 1 será maior que o 
peso dele; 
c) os blocos só ficam em repouso, caso estejam lado a lado, na 
mesma altura; 
d) os blocos estão necessariamente em equilíbrio em qualquer 
instante; 
e) o bloco A pode estar se movendo com aceleração constante 
não nula 
 
 
Questão 24 -  
A figura mostra dois blocos A e B, de massas 2m e m , presos 
entre si através de um fio ideal que passa por uma polia sem atrito. 
Se a aceleração da gravidade vale g, o prof Renato Brito pede 
para você assinalar a afirmativa errada: 
2m m
1
2
A
B
 
a) os blocos podem estar momentanea-mente em repouso em 
algum instante; 
b) os blocos jamais estarão em equilíbrio; 
c) o bloco A pode estar subindo 
d) o bloco B pode estar subindo 
e) se A estiver subindo, a tração no fio 1 é maior que o peso do 
bloco A 
 
Questão 25 
Considere dois blocos A e B, conectados por polia e fios ideais, 
conforme a figura. O bloco A encontra-se sobre uma mesa 
horizontal lisa (sem atrito). Sobre esse episódio, marque V ou F : 
a) Esse sistema pode estar em equilíbrio, dependendo das massas 
de A e B; 
b) Esse sistema pode estar em repouso em algum instante; 
A
B
 
c) Se A pesar mais do que B, B terá aceleração para cima; 
d) Se A pesar mais do que B, abandonando o sistema do repouso, 
B se moverá para cima. 
e) Se B pesar mais que A, então B certamente estará descendo; 
f) Se B estiver subindo, a tração será maior que o peso de B; 
g) Independente de qual massa seja a maior, B sempre terá 
aceleração para baixo. 
h) Independente de qual massa seja a maior, o peso de B é 
sempre maior do que a tração. 
i) B pode estar descendo em movimento uniforme; 
j) B pode estar descendo em movimento retardado; 
k) A pode estar indo para a esquerda em movimento retardado; 
 
 
 
Galileu e o Movimento 
Acelerado
 
Simétrico Pré-Universitário – Há 25 anos ensinando com excelência os estudantes cearenses – www.simétrico.com.br 
10 –Aceleração: a rapidez com que a velocidade varia 
Galileu desenvolveu o conceito de aceleração em seus 
experimento com planos inclinados. Ele estava interessado na 
queda dos objetos, e como lhe faltavam instrumentos, usou planos 
inclinados para tornar efetivamente mais lentos os movimentos 
acelerados e, assim, poder investigá-los mais detalhadamente. 
 
Figura 8 – Para se ter uma idéia das dificuldades 
enfrentadas por Galileu, basta lembrar que ele media o 
tempo com um relógio d’água – isto é, determinava a 
quantidade de água que escoava de um recipiente, 
enquanto o corpo descia o plano. 
 
 
Galileu percebeu que, quando uma bola rola para baixo ao longo 
de um plano inclinado, a sua rapidez (rapidez denota o módulo da 
velocidade) aumenta sempre a mesma quantidade v, a cada 
segundo t de movimento. No plano inclinado da Figura 9A, por 
exemplo, a rapidez da bola, abandonada do repouso, aumenta de 
acordo com a tabela abaixo: 
 
Tempo 0 s 1 s 2 s 3 s 
Velocidade 0 m/s 2 m/s 4 m/s 6 m/s 
Aceleração 2 m/s2 2 m/s2 2 m/s2 2 m/s2 
 
A aceleração do movimento é o ritmo com que a rapidez do móvel 
está variando. No caso da tabela acima (Figura 9A), a rapidez está 
aumentando de 2 m/s em 2 m/s a cada 1 segundo que se passa 
(0, 2, 4, 6, 8, 10, 12......). Dizemos que a aceleração do movimento 
é de 2 m/s a cada 1 segundo, ou, uma aceleração de 2 m/s2 (note 
que a unidade de tempo apareceu duas vezes – uma na unidade 
de rapidez e, de novo, no intervalo de tempo durante o qual 
ocorreu a variação da rapidez): 

   

2aumento da rapidez V 2 m/sa 2 m/s
tempo decorrido t 1 s
 
Galileu descobriu que as acelerações eram tão maiores quanto 
mais inclinadas fossem as rampas usadas. Esse fato pode ser 
percebido comparando-se as Figuras 9A e 9B. 
Tempo 0 s 1 s 2 s 3 s 
Velocidade 0 m/s 4 m/s 8 m/s 12 m/s 
Aceleração 4 m/s2 4 m/s2 4 m/s2 4 m/s2 
No caso da rampa B, a rapidez aumenta num ritmo de 4 m/s em 
4 m/s (0, 4, 8, 12, 16......) a cada 1 segundo, revelando que o 
movimento ocorre com uma aceleração de 4 m/s a cada 
1 segundo, ou 4 m/s2, conforme a tabela anterior: 

   

2aumento da rapidez V 4 m/sa 4 m/s
tempo decorrido t 1 s
 
Galileu percebeu que a bola possuía uma aceleração máxima 
quando a rampa era vertical (Figura 9C). Nesse caso, a sua 
aceleração tornava-se igual à de um objeto em queda e seu valor 
era independente do peso e do tamanho do corpo , desde que a 
resistência do ar fosse pequena o suficiente para ser desprezada. 
A
B C
 
Figura 9 – uma bola é abandonada do repouso e sua posição é 
registrada a cada um segundo. Quanto maior a inclinação, mais 
rapidamente a bola adquire velocidade, maior a distância que ela 
percorre durante os três segundos. Qual a aceleração da bola na 
Figura C ? 
 
Autoteste 1 
1. Qual a aceleração de um carro de fórmula 1 que passa zunindo 
por você com uma rapidez constante de 400 km/h ? 
2. Quem tem maior aceleração, um avião que vai de 1000 km/h 
para 1005 km/h em 10 segundos, ou um skate que vai de zero a 
5 km/h em 1 segundo ? 
 
 
Os corpos caem por causa da gravidade. Quando um objeto está 
caindo, sem enfrentar qualquer impedimento – sem atrito ou 
resistência do ar – ele está num estado denominado queda livre. A 
tabela a seguir mostra a rapidez como a sua velocidade varia a 
cada segundo (Figura 9C): 
 
Tempo 0 s 1 s 2 s 3 s 
Velocidade 0 m/s 10 m/s 20 m/s 30 m/s 
Aceleração 10 m/s2 10 m/s2 10 m/s2 10 m/s2 
 
Vemos que a rapidez varia de 10 m/s em 10 m/s a cada 
1 segundo do movimento ( 0, 10, 20, 30, 40, ......), para um objeto 
caindo nas proximidades da superfície da Terra. Essa aceleração 
vale, portanto, 10 m/s a cada 1 segundo, ou 10 m/s2, sendo 
freqüentemente denotada pela letra g (porque ela deve-se à 
gravidade). Dizemos que, na queda livre tem-se a = g = 10 m/s2. 
O valor da aceleração g da gravidade é muito diferente na lua ou 
nos demais planetas, pois está relacionada à massa e ao raio do 
planeta, como aprenderemos posteriormente no estudo da 
Gravitação. 
Física
 
Simétrico Pré-Universitário – Há 25 anos ensinando com excelência os estudantes cearenses – www.simétrico.com.br35 
Autoteste comentado 1 
1. zero, pois a sua velocidade é constante e, portanto, não varia. 
2. a velocidade de ambos aumentou 5 km/h, mas o skate 
conseguiu isso em um décimo do tempo requerido pelo avião. O 
skate tem, portanto, uma aceleração 10 vezes maior, o que 
significa dizer que a sua rapidez aumentou num ritmo 10 vezes 
maior que o do avião. O cálculo mostrará que a aceleração do 
avião vale 0,5 km/h.s, enquanto que o skate, apesar de ser mais 
lento que o avião, teve uma aceleração de 
5 km/h.s durante aquele segundo de movimento. Velocidade e 
aceleração são dois conceitos muito diferentes. Ser capaz de 
distingui-los é muito importante. 
 
 
11 – Movimento Uniforme (MU) 
Um movimento é dito uniforme quando o módulo da velocidade, a 
rapidez ou a velocidade escalar do móvel permanecem constantes 
ao longo do tempo. Nesse tipo de movimento, o móvel percorre 
distâncias iguais em intervalos de tempos iguais. Não há restrições 
para o formato da trajetória de um movimento uniforme, podendo 
ser retilínea, curvilínea, circular etc. 
4 4 4 4 4
V(m/s)
T(s)1 2 3 4 5
4
8
 
 
Figura 10 – No MU, o módulo da velocidade (rapidez) 
permanece constante durante o movimento. O móvel percorre 
espaços iguais em intervalos de tempos iguais, como pode ser 
percebido pelo cálculo da área sob o gráfico acima. 
 
V = 4 m/s
10 m 14 m 18 m 22 m
S(m)
 
 
Figura 11 – No movimento retilíneo uniforme, a velocidade 
permanece constante, visto que não muda nem de direção, 
nem de sentido nem de valor (rapidez). 
 
Em todo movimento uniforme, a aceleração escalar (tangencial) do 
módulo é nula (a = 0), visto que não há variação do módulo da 
velocidade (rapidez) do móvel. Entretanto, nos movimentos 
uniformes cujas trajetórias não são retilíneas, tais como o 
movimento circular uniforme (MCU), o móvel apresenta apenas 
aceleração centrípeta actp, responsável exclusivamente pela 
mudança da direção do vetor velocidade, sem afetar o seu módulo. 
Aprenderemos mais sobre as componentes tangencial e centrípeta 
da aceleração nos próximos capítulos. 
 
V
V
V
 
Figura 12 – Movimento Circular Uniforme – nesse movimento, 
a velocidade não permanece constante, pois o vetor V muda de 
direção a cada instante. Assim, esse movimento é dito 
acelerado, visto que a mudança da direção da velocidade está 
associada à aceleração centrípeta. Apesar da velocidade do 
móvel variar (em direção), a sua rapidez (módulo da 
velocidade) permanece constante durante o MCU. 
 
Autoteste 2 
3. Em todo movimento uniforme, a velocidade do móvel permanece 
constante ? 
4. A velocidade de um móvel em MCU é constante ? 
5. Qual a única classe de movimentos no qual a velocidade do 
móvel efetivamente permanece constante ? 
 
 
12 – Movimento Uniformemente Variado - (MUV) 
Um movimento é dito variado quando a rapidez varia com o passar 
do tempo. Caso essa variação ocorra de forma uniforme, isto é, a 
rapidez sofre variações iguais em intervalos de tempos iguais, o 
movimento é dito uniformemente variado (MUV). 
Ao contrário do MU, no MUV o móvel apresenta uma aceleração 
(escalar ou tangencial) constante durante o movimento, que 
propicia essa variação uniforme na sua rapidez. 
2
4
2
4 4 4 4 4
4
4
44
4
44
4
4
V(m/s)
t(s)1 2 3 4 5
4
8
12
16
20
2
2
2
0
 
Figura 13 – No MUV, o módulo da velocidade (rapidez) varia 
linearmente com o tempo durante o movimento. No exemplo 
ilustrado pelo gráfico acima, o móvel percorre distâncias cada 
vez maiores em intervalos de tempos iguais, como pode ser 
percebido pelo cálculo da área sob o gráfico. 
 
Física
 
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36 
Considere o MUV descrito pelo gráfico da Figura 13 em que a 
velocidade do móvel aumenta de 4 m/s em 4 m/s a cada segundo 
num ritmo constante. Isso significa que o móvel tem uma 
aceleração escalar constante +4 m/s2 durante o movimento. A área 
sob a curva na Figura 13 revela que o móvel, em movimento 
acelerado, não percorre distâncias iguais em intervalos de tempos 
iguais mas, sim, distâncias progressivamente crescentes. 
Analisando a área sob a curva, no gráfico da Figura 13, pode-se 
perceber que: 
No intervalo [ 0s, 1s ] o móvel percorre s = 4 + 2 = 6 m 
No intervalo [ 1s, 2s ] o móvel percorre s = 4 + 4 + 2 = 10 m 
No intervalo [ 2s, 3s ] o móvel percorre s = 4 + 4 + 4 + 2 = 14 m 
O móvel, de fato, percorre distâncias cada vez maiores, a cada 
segundo. Essa é a diferença prática entre o MU e o MUV e é 
causada pela aceleração. 
 
Autoteste comentado 2 
3. Não. Em todo movimento uniforme, a rapidez (módulo da 
velocidade) do móvel deve ser constante, mas a velocidade 
pode ser variável em direção, por exemplo. 
4. Não. A velocidade é um conjunto de três informações: direção, 
sentido e valor. A velocidade só é constante caso não ocorra 
variação de nenhuma dessas três características. No MCU, a 
velocidade do móvel é variável (em direção), apesar da sua 
rapidez (módulo da velocidade) ser constante. 
5. Um movimento no qual a velocidade não mude nem de direção 
(retilíneo), nem de sentido, nem de módulo (uniforme), ou seja, o 
movimento retilíneo e uniforme. 
 
 
13– A velocidade escalar média no MUV 
Uma das características marcantes de todo MUV é que a sua 
velocidade escalar varia linearmente com o tempo. Assim, 
considere o gráfico de um MUV genérico mostrado abaixo. 
A seguir, determinaremos a velocidade média Vm desse móvel no 
intervalo [ t0 , t ] a partir da definição geral de velocidade média: 
V(m/s)
t(s)
V
t
V
o
t
o
 

 
  0
S área hachurada trapézio
Vm 
t t t
 = 
  

0 0
0
(V V ) (t t )
2
(t t )
 = 
Após os devidos cancelamentos, obtem-se: 

 

0V VSVm 
t 2
 
Assim, no MUV, valem as seguintes relações para o cálculo da 
velocidade média de um móvel : 
2
VV
t
S
 Vm o





expressão geral
válida para qualquer
movimento
expressão particular,
válida apenas para
o MUV
 
Autoteste 3 
6. Um móvel viajou durante 6h com velocidade de 50 km/h e 
durante as próximas 4h com velocidade de 40 km/h. A 
velocidade média dele nessa viagem é dada por: 
 
 
 
Está correto o raciocínio acima ? Justifique. 
 
 
Exemplo Resolvido 1: 
Um veículo, deslocando-se em movimento uniformemente variado, 
penetra um túnel a uma velocidade 10 m/s e sai pelo outro 
extremo 4 s depois, com uma velocidade de 20 m/s. Determine o 
comprimento do túnel. 
 
Solução: 
O comprimento do túnel corresponde ao deslocamento s do 
veículo naquele intervalo de 4 s, desprezando-se o comprimento 
do carro. Assim, sendo o movimento um MUV, podemos escrever: 
 

 

0V VSVm 
t 2
  
 
 
S 10 20
Vm 
4 2
  


S
 15
4
  s = 60 m 
Assim, o comprimento do túnel vale 60 m. 
Esse exercício mostra uma interessante aplicação da fórmula da 
velocidade média do MUV. Aplicamos a fórmula quando, na 
verdade, não havia interesse em determinar a velocidade média 
mas, sim, o deslocamento s. 
 
Autoteste comentado 3 
6. Não. A velocidade média só é a média aritmética das 
velocidades em movimentos nos quais a velocidade varie 
linearmente (MUV) com o tempo. Assim, a velocidade média 
deveria ser calculada pela expressão geral, que é válida para 
qualquer movimento: 
 
 
 
 
 
 
14– A Função Horária da Velocidade no MUV 
Uma das características marcantes do MUV é que o móvel se 
desloca com aceleração escalar constante a ao longo do tempo. 
Isso significa que a sua aceleração média am , em qualquer 
intervalo [ t0 , t ] , sempre resulta o mesmo valor a, assim: 
 

 
 
o
m
o
V VV
a 
t t t
 = a  (V – V0) = a.( t – t0) 
 
Isolando V, vem: 
 
V = Vo + a. ( t – t0) 
Vo  velocidade do móvel no instante to 
V  velocidade do móvel num instante t posterior a to com 
 t > to; 
h/km 46 
h 10
km 460
46
40x450x6
total tempo
total distância
 Vm 



 
  0
V V 50 40
Vm 45 km / h
2 2
Física
 
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37 
15– A Função Horária da Posição no MUV 
Considere um móvel deslocando-se em MUV tal que, no instante 
to, sua posição escalar vale So e sua velocidade escalar vale Vo. 
Se sua aceleração vale a , qual será a posição escalar S do móvel 
no instante t > to ? 
S(m)
S
o
S
t
o
t
V
o
V
a
= 0
 
Para determinar S, devemos recordar que no MUV valem as 
seguinte relações: 
 

 

0V VSVm 
t 2
 e V = Vo + a.( t – t0) 
 
A partir dessas relações, temos: 
 

  o
V V
S . t
2
 = 
  
o o 0 o
V V a.( t t )
 .( t t )
2
 
 
S – So = Vo. ( t – t0) + 
 20a.( t t )
2
 
 
S = So + Vo. ( t – t0) + 
 20a.( t t )
2
 
 
So  posição do móvel no instante to 
S  posição do móvel num instante t posterior a to ( t > to); 
 
A relação acima se chama função horária completa da posição 
para o MUV. Freqüentemente, o instante inicial to é tomado como 
sendo to = 0. 
 
Exemplo Resolvido 2: 
Juquinha está no alto de um prédio de 25 m de altura e rebola, 
verticalmente para cima, um coco com velocidade de 20 m/s. Se a 
aceleração da gravidade vale g = 10 m/s2, pede-se determinar: 
a) o instante em que o coco atinge a altura máxima; 
b) a altura máxima atingida pelo coco em relação à calçada; 
c) após quanto tempo o coco chega à calçada; 
S(m)
0 m
25 m
45 m
25 m
a = -g
 
Solução: 
Para definir o sinal algébrico das grandezas tratadas escalarmente, 
inicialmente adotamos arbitrariamente um eixo orientado para 
cima, com a origem S = 0m no nível da calçada. Assim, a 
velocidade escalar inicial do coco será tomada positiva 
( a favor do eixo ) Vo = + 20 m/s e a sua aceleração escalar será 
tomada negativa a = –g = –10 m/s2, já que a gravidade, sendo 
vertical para baixo, se opõe ao eixo. No instante inicial to = 0, o 
coco está na posição So = 25 m de acordo com o eixo adotado. 
Assim, as funções horárias da posição e da velocidade do coco 
são: 
S = So + Vo. t + 
2a.t
2
 = 25 + 20.t – 
210.t
2
  
S = 25 + 20. t – 5. t2 , t  0 s 
V = Vo + a. t  V = 20 – 10. t , t  0 s 
 
a) o coco atinge a altura máxima no instante em que sua 
velocidade se anula ( a bola pára momentaneamente) , portanto: 
V = 20 – 10. t  0 = 20 – 10. t  t = 2 s 
b) determinar a altura máxima do coco corresponde a determinar a 
sua posição S no instante t = 2 s, portanto: 
S = 25 + 20. t – 5. t2 = 25 + 20. ( 2 ) – 5. ( 2 )2 = 45 m 
de onde se conclui que Hmax = 45 m 
c) perguntar o instante t em que o coco atinge a calçada 
equivale a perguntar: “ em qual instante t a posição do móvel 
será S = 0 m ? ” Afinal, a origem do eixo orientado foi adotada 
na calçada. Assim : 
S = 25 + 20. t – 5. t2  0 = 25 + 20. t – 5. t2  
t2 – 4.t – 5 = 0 
Resolvendo a equação, encontramos t = –1 s e t = 5 s. Como o 
movimento começa em t = 0 s, então somente t = 5 s faz 
sentido fisicamente. O coco atinge o solo em t = 5 s. O aluno 
deve atentar para o fato de que uma única função horária da 
posição é útil para estudar tanto a subida como a descida do 
móvel. 
 
16– Interpretação de Gráficos 
Um gráfico é uma forma de representação de dados bastante 
compacta e, ainda assim, traz uma quantidade de informações 
muito grande. 
O estudante deve ser capaz de extrair todas as informações de um 
gráfico, que podem ser obtidas por: 
 Leitura direta dos valores numéricos dos eixos do gráfico 
 Analisando a área sob a curva 
 Analisando a inclinação da curva em pontos convenientes 
A área sob a curva, em cada gráfico, geralmente traz informações 
importantes na solução de problemas. 
Para se determinar saber o significado físico da área sob a curva 
em gráfico, basta multiplicar a unidade física do eixo Y pela 
Física
 
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38 
unidade física do eixo X. A unidade física resultante indicará a 
grandeza física representada pela área sob a curva. 
Para se determinar o significado físico da inclinação do gráfico 
( tg), basta dividir a unidade física do eixo Y pela unidade física 
do eixo X. A unidade física resultante indicará a grandeza física 
representada pela inclinação da curva em um dado instante. 
A tabela a seguir mostra o significado físico da área e da inclinação 
em alguns gráficos como de posição S, velocidade escalar V, 
aceleração escalar a e potência P, em função do tempo. No 
gráfico da potência P x t, note que: 
1 watt = 1
joule
segundo
 
 
 S x t V x t a x t P x t 
Área 
 ( Y x X ) 
Sem 
significado 
físico 
 
m
s m
s
 
 
área  s 
 
2
m m
s 
ss
 
 
área  v 
 
j
s j
s
 
 
área  energia 
Inclinação 
 ( Y  X ) 

m
m / s
s
 
tg  v 
 
 2
m / s
m / s
s
 
tg  a 
Sem 
significado 
físico 
Sem 
significado 
físico 
A tabela mostra que não há necessidade de se memorizar o 
significado da área e da inclinação da curva para todos os 
inúmeros gráficos. Afinal, todos seguem o mesmo princípio. 
Exemplo Resolvido 3: 
A Figura abaixo mostra o gráfico da posição escalar S, em função 
do tempo, de dois móveis A e B, que se movem sobre uma mesma 
estrada. Analise o gráfico: 
S(m)
t(s)
A
B
t
1
t
2
t
3


S
0A
S
0B
 
Solução: 
Analisando o gráfico acima, é possível afirmar que: 
 Por leitura direta dos valores do gráfico, conclui-se que o móvel 
A está à frente do móvel B no instante inicial ( t = 0 ) visto que 
S0A > S0B. 
 No intervalo de tempo [ 0 , t2 ] os móveis se movem com 
velocidades escalares iguais, visto que os gráficos de A e B são 
retas paralelas ( mesma inclinação ) nesse intervalo de tempo. 
Assim, velocidades dos móveis certamente são iguais entre si 
iguais no instante t1. 
 A partir do instante t2, o móvel A passou a se mover com 
velocidade maior que o móvel B, visto que o ângulo  que a 
reta A faz com a horizontal é maior que o ângulo  que a reta 
B faz com a horizontal, para t > t2 . Então, certamente o carro 
A está mais veloz que o B no instante t3 
 
 
17 – Conversando Sobre o Lançamento Horizontal 
V
x
V
x
V
x
V
x
V
y
V
y
V
y
V
V
V
V
o
 
Professor: Observe a figura acima. A bola vem rolando pelo solo horizontal e, de repente, entra em queda livre (sob ação exclusiva da 
força peso) até atingir o solo. Esse movimento chama-se lançamento horizontal porque, quando o corpo iniciou o movimento de queda, 
sua velocidade era exclusivamente horizontal, não havendo nenhuma componente vertical, ou seja,  oVx V . Claudete, o que você 
espera que ocorra com a velocidade horizontal Vx da bola durante o movimento em direção ao solo ? 
Claudete: Não sei, prôfi, mas acho que ela deve diminuir, certo ? 
Professor: Ora, claudete, Vx não deve aumentar nem diminuir de valor, pois, para isso, seria necessária alguma força atuando na bo la 
na direção horizontal, força essa que não existe. Durante todo o movimento de queda livre da bola, a única força que age sobre a mesma é 
o peso na direção vertical.

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