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Intervenção educacional analítico-comportamental para a identificação de sinais

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PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE SÃO PAULO 
FACULDADE DE CIÊNCIAS MÉDICAS E DA SAÚDE 
 
 
 
 
Beatriz Silvério da Rocha 
 
 
 
 
Intervenção educacional analítico-comportamental para a identificação de sinais 
precoces de Transtorno do Espectro Autista para profissionais na atenção primária à 
saúde 
 
 
 
Mestrado Profissional em Educação nas Profissões da Saúde 
 
 
 
 
 
SOROCABA 
2023
 
Beatriz Silvério da Rocha 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Intervenção educacional analítico-comportamental para a identificação de sinais 
precoces de Transtorno do Espectro Autista para profissionais na atenção primária à 
saúde 
 
 
Trabalho final apresentado à Banca 
Examinadora da Pontifícia Universidade 
Católica de São Paulo, como exigência parcial 
para obtenção do título de MESTRE 
PROFISSIONAL em Educação nas 
Profissões da Saúde, sob a orientação da 
Prof.ª Dr.ª Gisele Regina de Azevedo. 
 
 
 
SOROCABA 
2023 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Banca Examinadora 
 
______________________________ 
 
______________________________ 
 
______________________________ 
 
AGRADECIMENTOS 
 
Ao meu futuro esposo por seu companheirismo sem fim; 
À minha família, que me ensinou a valorizar os estudos; 
Aos amigos de profissão, que acompanharam os bastidores; 
Aos colegas da PUC, que dividiram as angústias e alegrias de ser mestranda; 
Aos participantes, que possibilitaram essa pesquisa; 
À Professora Gisele, pela orientação, apoio e aprendizados necessários; 
E em especial à Beatriz, que compartilhou seu conhecimento e tempo durante todo o 
processo e me auxiliou de inúmeras formas. 
 
 
RESUMO 
 
ROCHA BS. Intervenção educacional analítico-comportamental para a identificação de sinais 
precoces de Transtorno do Espectro Autista para profissionais na atenção primária à saúde 
 
O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é um transtorno do neurodesenvolvimento. Os 
primeiros sinais do desenvolvimento atípico podem ser observados desde os seis meses de 
idade. Os objetivos desse estudo foram capacitar profissionais de saúde na atenção primária 
para a identificação dos sinais precoces de TEA (estabelecidos pelos critérios diagnósticos do 
Manual de Transtornos Mentais DSM-5) e comparar a identificação de sinais antes e após 
intervenção educacional. Sete profissionais participaram desse estudo com método de 
pesquisa nas Ciências do Comportamento, com delineamento quase-experimental e avaliações 
Pré-teste e Pós-teste. A intervenção educacional buscou implementar aprendizagem dos sinais 
de autismo e como se apresentam desde os 6 meses de idade. A análise e a apresentação de 
resultados "Pré-teste/Pós-teste" ocorreram com cada sujeito único, separadamente, pois neste 
tipo de delineamento, o sujeito funcionou como o seu próprio controle. Os resultados 
indicaram que os vídeos de comportamentos motores ou verbais estereotipados ou 
comportamentos sensoriais incomuns, interesses restritos fixos e intensos e nenhum sinal/ 
desenvolvimento típico foram selecionados com mais acerto de critério e categoria tanto na 
Etapa Pré-teste como na Etapa Pós-teste. Já o sinal de falta de reciprocidade social, não houve 
acertos de critério e categoria na Etapa Pré-teste, o que pode significar a dificuldade de 
identificação desse sinal. Os participantes apresentaram poucos acertos de critério e categoria 
ao sinal de dificuldade para desenvolver e manter relacionamentos de amizade apropriados 
para o estágio de desenvolvimento. Seis de sete participantes apresentaram uma melhora na 
identificação dos sinais no Pós-teste, caracterizada por: aumento de acerto de critério e 
categoria e/ou aumento de acerto de categoria e diminuição na quantidade de erros e dois 
participantes, com 100% e 86%, foram os que apresentaram mais acertos de critério e 
categoria nesta etapa do estudo. 
 
Palavras-chave: Transtorno do Espectro Autista; Atenção Primária à Saúde; Pessoal da 
Saúde; Avaliação de Recursos Humanos em Saúde; Análise do Comportamento. 
 
 
ABSTRACT 
 
ROCHA, BS. Analytic-behavioral educational intervention for the identification of early signs 
of Autism Spectrum Disorder for professionals in primary health care. 
 
Autism Spectrum Disorder (ASD) is a neurodevelopmental disorder. It is possible to observe 
the first signs of atypical development as early as six months of age. The objectives of this 
study were to train health professionals in primary care to identify early signs of ASD 
(established by DSM-5 diagnostic criteria) and to compare the identification of signs before 
and after the educational intervention. Seven professionals participated in this research. It was 
a study with a Behavioral Sciences research method, with a quasi-experimental design and 
pre-test and post-test evaluations. The educational intervention sought to implement learning 
about the signs of autism and how they present themselves from 6 months of age. The pre-test 
and post-test analysis and presentation of results occurred with every single subject 
separately, as, in this kind of design, the subject functioned as their control. The results 
indicated that the videos of stereotyped motor or verbal behaviors or unusual sensory 
behaviors, fixed and intense restricted interests, and no typical signs/developments were 
selected with more accuracy of criteria and category in both the pre-test and post-test rounds. 
On the other hand, the sign of lack of social reciprocity had no correct answers for criteria and 
categories in the pre-test round, which may mean that it is difficult to identify this sign in a 
generalized way. Participants presented little criteria and category hits for the sign of 
difficulty in developing and maintaining friendship relationships appropriate for the level of 
development. Six out of seven participants showed an improvement in the identification of the 
signs in the post-test, characterized by: an increase in criteria and category hits and/or an 
increase in category hits and a decrease in the number of errors and two participants, with 
100% and 86%, were the ones that presented more criteria and category hits at this stage of 
the study. 
Keywords: Autism Spectrum Disorder; Primary Health Care; Health Personnel; Health 
Personnel Assessment; Behavior Analysis. 
 
 
LISTA DE FIGURAS 
 
Figura 1 - Resultados Pré-teste e Pós-teste do Participante P1 ................................................ 23 
Figura 2 - Resultados Pré-teste e Pós-teste do Participante P2 ................................................ 24 
Figura 3 - Resultados Pré-teste e Pós-teste do Participante P3 ................................................ 25 
Figura 4 - Resultados Pré-teste e Pós-teste do Participante P4 ................................................ 26 
Figura 5 - Resultados Pré-teste e Pós-teste do Participante P5 ................................................ 27 
Figura 6 - Resultados Pré-teste e Pós-teste do Participante P6 ................................................ 28 
Figura 7 - Resultados Pré-teste e Pós-teste do Participante P7 ................................................ 29 
Figura 8 - Comparação, por sinal de TEA, de acertos de critério e categoria nas Etapas Pré-
teste e Pós-teste. ........................................................................................................................ 33 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
LISTA DE QUADROS E TABELAS 
 
Quadro 1 – Critérios do DSM – 5 (American Psychiatric Association, 2014) ........................ 12 
Quadro 2 - Instrumentos utilizados para screening no TEA e seus respectivos autores .......... 15 
Tabela 1 - Comparação Identificação de Sinais Pré-teste (símbolo X) e Pós-teste (símbolo O) 
de cada participante de acordo com as cores verde (acerto de critério e categoria), amarelo 
(categoria) e vermelho (erro).................................................................................................... 31 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
LISTA DE ABREVIATURAS 
 
ABC-CV Aberrante Behavior Checklist-Community Version 
CARS The Childhood Autism Rating Scale 
DSM- 5 Manual diagnóstico e estatístico de transtornos mentais traduzido DSM-5 
M-CHAT Modified Checklist for Autism in Toddlers 
SCQ Questionário de Comunicação Social 
SRS The Social Responsiveness Scale 
TDAH Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade 
TEA Transtorno do Espectro Autista 
VB-MAPP Verbal Behavior Milestones Assessment and Placement Program 
UBS Unidade Básica de Saúde 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
20 
 
 
 
 
 
 
SUMÁRIO 
1. INTRODUÇÃO ..................................................................................................... 11 
2. MÉTODO ............................................................................................................... 18 
2.1. PARTICIPANTES DA PESQUISA ........................................................................... 18 
2.2. LOCAL DA PESQUISA ............................................................................................ 18 
2.3. INSTRUMENTOS OU MATERIAIS ........................................................................ 18 
2.4. TIPO DA PESQUISA .................................................................................................. 19 
2.5. ETAPAS DA PESQUISA ............................................................................................ 19 
2.6. ASPECTOS ÉTICOS .................................................................................................. 22 
2.7. PESQUISA DE AVALIAÇÃO DA INTERVENÇÃO ............................................. 22 
2.8. JUÍZES ......................................................................................................................... 22 
3 RESULTADOS ...................................................................................................... 23 
4 DISCUSSÃO .......................................................................................................... 34 
5 CONCLUSÕES ..................................................................................................... 38 
REFERÊNCIAS ........................................................................................................... 39 
APÊNDICE A – TERMO DE CONSENTIMENTO LIVRE E ESCLARECIDO . 43 
APÊNDICE B – TABELA PRÉ E PÓS TESTE ........................................................ 47 
APÊNDICE C – VÍDEOS SELECIONADOS ........................................................... 49 
APÊNDICE D – AVALIAÇÃO DA PESQUISA (GOOGLE FORMS) .................. 51 
APÊNDICE E – INTERVENÇÃO EDUCACIONAL .............................................. 53 
APÊNDICE E – ESTUDO DE CASO ........................................................................ 59 
ANEXO A – PARECER CONSUBSTANCIADO DO CEP ..................................... 60 
ANEXO B – CARTA DE AUTORIZAÇÃO PARA O DESENVOLVIMENTO DE 
PESQUISAS NAS UNIDADES SOB RESPONSABILIDADE DA SECRETARIA DA 
SAÚDE DE SOROCABA ............................................................................................ 62 
11 
 
 
1. INTRODUÇÃO 
 
O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é considerado um transtorno complexo do 
neurodesenvolvimento, desencadeado por fatores genéticos e ambientais, que envolve 
alterações na comunicação e interação social, interesses restritos e comportamento repetitivo. 
São considerados desafios persistentes aos profissionais de saúde porque o prejuízo funcional 
é permanente, ao longo da vida, ainda que seja variável individualmente1. 
Mesmo quando o surgimento de seus sinais for precoce, de 18 a 24 meses, já é 
possível o diagnóstico, segundo DSM-51. Assim, é recomendado que os profissionais da 
saúde os identifiquem, utilizando instrumentos como triagem nas consultas de puericultura e 
deem início ao tratamento logo após o seu aparecimento2. O prognóstico pode ser afetado pela 
severidade associada à presença de deficiência intelectual 3,4. Essa recomendação de que a 
triagem seja realizada desde as consultas de puericultura mostra a necessidade de capacitar 
profissionais da atenção primária à saúde. 
Em maio de 2014, a 67ª Assembleia Mundial da Saúde adotou uma resolução 
intitulada "Esforços abrangentes e coordenados para o gerenciamento de transtornos do 
espectro do autismo (TEA)", que foi apoiada por mais de 60 países. Dentre os esforços, 
encontra-se: “[...] promover o compartilhamento de melhores práticas e conhecimentos sobre 
transtornos do espectro do autismo e outros distúrbios do desenvolvimento”5 (p.4, tradução 
própria). 
O Manual de Transtornos Mentais DSM-51 é um documento utilizado por 
profissionais da saúde, incluindo aqueles que atuam na saúde mental. Esse material apresenta, 
detalhadamente, os critérios diagnósticos para transtornos e psicopatologias. Nele, foi incluído 
o conceito de “espectro” do autismo, reunindo vários diagnósticos que estavam separados, em 
um só. A síndrome de Rett, por exemplo, não está mais compreendida no TEA no DSM-5, 
porque é considerada um distúrbio neurológico discreto e o transtorno de comunicação social 
foi estabelecido para aqueles pacientes com deficiências na comunicação social, mas sem 
comportamentos repetitivos e restritos. Além disso, foram adicionados descritores de nível de 
gravidade para ajudar a categorizar o suporte necessário para cada indivíduo com TEA6. Um 
dos critérios diagnósticos envolve “[..] déficits persistentes na comunicação social e na 
interação social em múltiplos contextos [...]” (p.50)1. Este critério abrange déficits na 
reciprocidade socioemocional; nos comportamentos comunicativos (verbais ou não verbais), 
12 
 
como gestos, contato visual e linguagem corporal; e déficits nos relacionamentos, ou seja, nas 
habilidades sociais necessárias para iniciar e manter uma interação social. 
No quadro 1 pode-se verificar o que inclui cada critério do DSM – 5. 
 
Quadro 1 – Critérios do DSM – 5 (American Psychiatric Association, 2014) 
CRITÉRIO CARACTERÍSTICAS 
Critérios A • Dificuldades em iniciar e manter relações, expressar e 
compreender emoções e a falta de interesse no outro. 
• Dificuldade em compreender a linguagem não verbal humana 
como gestos e expressões faciais. 
• Pode existir o atraso na linguagem. 
• Pode ter dificuldade para se comunicar de acordo com o contexto, 
utilizar uma palavra de forma repetitiva ou usar palavras fora do 
contexto. 
Critérios B • Refere-se a “padrões restritos e repetitivos de comportamento, 
interesses ou atividades [...]” envolvendo pelo menos dois desses 
itens: estereotipias, adesão rígida a rotinas e rituais; interesses 
fixos e restritos; hiper ou hiporreatividade a estímulos sensoriais. 
• Os comportamentos repetitivos e restritivos referem-se a um 
interesse em poucos objetos ou apenas por parte desses objetos 
especificamente. 
• Dificuldade em quebrar a rotina e o padrão de sequência dos 
comportamentos, podendo ocorrer seletividade alimentar, 
selecionando as texturas e categorias de alimentos e alterações na 
percepção de estímulos sensoriais (como sons, odores, contato 
físico). 
Critério C • Os sintomas devem estar presentes precocemente no período do 
desenvolvimento, geralmente antes dos 3 anos de idade. 
Critério D • Os sintomas causam prejuízo clinicamente significativo no 
funcionamento social, profissional ou em outras áreas importantes 
da vida do indivíduo no presente. 
Critério E 
• Essas perturbações não são mais bem explicadas por deficiência 
intelectual (transtorno do desenvolvimento intelectual) ou por 
atraso global do desenvolvimento. 
 Fonte: elaborado pela autora baseado no DSM – 51 
A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima a prevalência internacional de TEA 
inferior a 1%, noentanto, isso representa aproximadamente 16% da população infantil 
global7. O Centro de Controle e Prevenção de Doenças nos Estados Unidos (CDC) estima que 
13 
 
 
cerca de 1,68% das crianças americanas com 8 anos (ou 1 em 59 crianças) são diagnosticadas 
com TEA6. 
Poucos estudos com dados epidemiológicos de países da América Latina foram 
publicados. No Brasil, um estudo piloto de prevalência de TEA - baseado em uma 
combinação de instrumentos padronizados e avaliações clínicas usando os critérios do DSM-
IV - foi realizado no estado de São Paulo, incluindo 1.470 crianças de 7 a 12 anos. A pesquisa 
estimou uma prevalência de TEA de 0,3%, e algumas hipóteses foram levantadas para 
explicar essa baixa frequência, sendo a principal delas o pequeno tamanho da amostra8. 
Em um outro estudo10 em um Centro Especializado em Reabilitação, de 2016 a 2019, 
quase metade dos pacientes estavam entre 5 e 8 anos, sendo apenas 23% do sexo feminino. 
Quanto a escolaridade, alguns não estudavam, enquanto 77% estavam no Ensino Fundamental 
e as comorbidades presentes foram: TDAH, Deficiência Intelectual e perda auditiva9. 
É comum que o indivíduo diagnosticado com TEA tenha outros transtornos 
psiquiátricos associados, como Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), 
deficiência intelectual, distúrbios de sono e/ou outras comorbidades clínicas médicas, como 
epilepsia, déficit de crescimento e problemas gastrintestinais2,10. 
Em relação aos fatores de risco - comparados a crianças fora do TEA, segundo 
Hadjkacem et al11 35-40% são genéticos, enquanto os restantes são variáveis ambientais desde 
o pré-natal até após o nascimento: infecções, histórico de abortos de repetição, baixo peso ao 
nascer, características do parto e diabetes gestacional. Também foram relatados fatores 
relacionados aos pais, como a idade de ambos. 
Como citado anteriormente, um dos critérios diagnósticos do TEA, de acordo com o 
Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais traduzido DSM-51, é o surgimento 
precoce de sinais, uma vez que é um diagnóstico do neurodesenvolvimento. Os primeiros 
sinais de desenvolvimento atípico aparecem antes dos três anos de idade, pois a ausência de 
sorriso social e do rastreamento visual podem ser observados desde os 6 meses. Segundo 
Varella e Amaral12, a identificação deles tem sua importância por conta do impacto no 
prognóstico quando procurado o tratamento especializado. Deste modo, a intervenção 
precoce, principalmente a terapia comportamental13, pode ocorrer antes mesmo do 
diagnóstico – apenas com a identificação desses sinais - e visa a diminuir esses déficits e a 
potencializar o desenvolvimento da criança, além de capacitar a comunidade no entorno da 
criança (como família, escola e profissionais envolvidos) no manejo de comportamentos. 
14 
 
O TEA pode ser diagnosticado por vários profissionais, entre eles, pediatras, 
psiquiatras e psicólogos, idealmente de forma multiprofissional. Instrumentos de diagnóstico 
padronizados estão disponíveis na prática e permitem que um desses profissionais, na 
companhia do cuidador, observe atentamente de modo sistematizado e caracterize os 
comportamentos particulares do indivíduo com suspeita de TEA. Para pesquisa ou uma 
história de desenvolvimento mais abrangente, entrevistas com cuidadores trazem maiores 
informações14. 
A avaliação dos sintomas das crianças pode ser obtida a partir de uma variedade de 
escalas, como a Escala de Avaliação do Autismo na Infância (CARS), a Escala de 
Responsividade Social (SRS) e o Questionário de Comunicação Social (SCQ). As escalas 
adaptativas também são frequentemente usadas como medidas do funcionamento diário15. É 
considerada prática padrão a obtenção de informações sobre o nível de linguagens receptiva e 
expressiva, dificuldades comportamentais gerais e habilidades motoras, incluindo uma 
estimativa do funcionamento cognitivo ou QI14. 
Os diagnósticos baseados em observações clínicas combinadas e relatos de cuidadores 
são consistentemente mais confiáveis do que aqueles baseados em observações ou relatos 
isolados16. São recomendados triagem de sintomas específicos de TEA para critérios do 
DSM-5 na atenção primária à saúde ou em ambientes médicos gerais. Essas abordagens de 
screening podem ser realizadas usando o preenchimento de check lists validados3. 
Ademais, para as crianças identificadas como de alto risco para TEA, em virtude da 
triagem inicial positiva, avaliações mais aprofundadas devem ser seguidas. Essas estão 
presentes no Quadro 2, assim como, as principais escalas de avaliação utilizadas no TEA. 
15 
 
 
Quadro 2 - Instrumentos utilizados para screening no TEA e seus respectivos autores 
1. The Childhood Autism Rating Scale (CARS) Schopler, E. et al., (1980).17 
2. Determination of social abilities and adaptive skills. 
The Social Responsiveness Scale (SRS) 
Constantino, J.N. et al., 
(2003).18 
3. The Vineland Adaptive Behavior Scales Sparrow, S.S. et al., (1989).19 
4. Aberrant Behavior Checklist-Community Version 
(ABC-CV) 
Aman, M.G. et al., (1985).20 
5. Tradução e adaptação do Verbal Behavior 
Milestones Assessment and Placement Program 
(VB-MAPP) para a língua portuguesa e a efetividade 
do treino de habilidades comportamentais para 
qualificar profissionais 
Martone, M. C. C. (2017).21 
6. Modified Checklist for Autism in Toddlers (M-
CHAT) 
Kleinman, et al., (2008). 22 
7. Triagem síndromes genéticas associadas ao autismo 
em casos selecionados (história familiar, 
características dismórficas, tamanho da cabeça, 
manchas cor de café com leite, distúrbios 
metabólicos hereditários) 
Gurrieri, F. (2012).23 
 
Chen, S. et al., (2022).24 
Fonte: elaborado pela autora 
 
As primeiras condições de natureza neurológica observadas habitualmente são o atraso 
no desenvolvimento ou deficiência intelectual e dificuldades de linguagem e motoras. O 
DSM-5 reconhece essa complexidade ao permitir diagnósticos múltiplos, mesmo dentro da 
psiquiatria, como TEA e Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH)25-27. 
Um dos pontos de atenção importante, na complexidade do diagnóstico, é o próprio 
encaminhamento, visto que nem sempre os pais percebem os sintomas, então comumente, 
apenas em idade escolar, ele é realizado por intermédio da escola28. O DSM-5 expõe a 
presença de prejuízos como um sinal de alerta, que se tornam mais evidentes em idade 
escolar, devido à exigência de habilidades sociais e acadêmicas28. Destarte, na elaboração de 
um diagnóstico, a investigação ocorre de maneira integral por meio da observação clínica e de 
relatos de pessoas envolvidas na vida da criança já que não há um fenótipo (como uma 
característica fisionômica), nem mesmo um marcador biológico que poderia ser detectado em 
exames28. Os sintomas, como a dificuldade de comunicação e interação social, aparecem em 
diferentes níveis de comprometimento, o que dificulta a detecção; por conseguinte, a 
observação, além do consultório, deve acontecer em ambientes naturais da rotina, como 
escola e casa, para aumentar a eficácia da observação28. Também é necessário que haja um 
16 
 
diagnóstico diferencial, ou seja, que as dificuldades percebidas pela criança não possam ser 
explicadas por outro transtorno ou síndrome28. 
Por todos esses motivos, o TEA difere de muitas outras doenças, pois as reações da 
família à criança e ao diagnóstico afetam o resultado da criança tanto quanto qualquer 
tratamento específico. O acompanhamento de um profissional-chave é necessário para as 
famílias, principalmente nos momentos de transição como diagnóstico, entrada e saída da 
escola e mudanças familiares. Ajudar uma família a encontrar o tratamento formal inicial de 
uma criança é apenas o primeiro passo dos diversos níveis de cuidados - iniciando pela 
atenção primária - e dos muitos pontos de decisão4. 
O tratamento indicado para casos de TEA sugere uma equipemultidisciplinar, com 
sessões de psicologia comportamental, terapia ocupacional e fonoaudiologia. As terapias são 
realizadas de forma intensiva (com mais horas de intervenção do que outras demandas). Nas 
fases pré-escolares pode ser sugerido um profissional da psicopedagogia9. 
Ao ter como perspectiva as Diretrizes do Ministério da Saúde de Atenção à 
Reabilitação da Pessoa com Transtorno do Espectro do Autismo (TEA)29, e a necessidade da 
identificação dos sinais precoces já apresentados e estabelecidos no DSM-5 para que se 
obtenha um resultado eficaz, essa pesquisa se propôs a realizar intervenção educacional 
embasada na Análise do Comportamento30, dirigida a profissionais que atuam na atenção 
primária à saúde em Sorocaba para a identificação precoce do TEA em crianças3, tendo como 
hipótese a existência de oportunidade de aprendizado significativo para preencher possíveis 
lacunas de conhecimento nesta seara. 
Os embasamentos técnico e teórico ocorreram por meio da Ciência da Análise do 
Comportamento. A aplicação dessa ciência é utilizada por profissionais em grande parte da 
área da saúde e educação, como psicólogos, professores e médicos. Dessa maneira, há um 
trabalho interprofissional fundamentado nessa ciência, principalmente em casos de indivíduos 
diagnosticados com Transtorno do Espectro Autista30. A Análise do Comportamento Aplicada 
propõe avaliações e intervenções em ambiente natural, como por exemplo, na comunidade 
escolar e familiar31. Consoante Baer, Wolf e Risley32, descrevem que os sete princípios 
básicos, dessa ciência são: aplicada (aplicabilidade), comportamental (mensuração do 
comportamento-alvo), analítica, tecnológica, conceitual, eficaz, generalidade (possível de ser 
generalizada). Dessa forma, sua aplicação mostrará a importância da mudança no 
comportamento estudado, assim como suas características, mensurações, além da análise de 
sua modificação (e variáveis responsáveis por ela) e a eficácia da tecnologia utilizada. Vale 
acrescentar que, quando estudada pela comunidade geral e científica, a Análise do 
17 
 
 
Comportamento aplicada tem eficácia não apenas para as demandas individuais, mas também, 
sociais33. 
Skinner34, nascido em 1904, nos Estados Unidos, é o precursor desta abordagem, que 
desacredita na existência da mente humana, ideia instalada, na psicologia, pela Psicanálise. A 
Análise do Comportamento é uma ciência que tem como objeto de estudo o comportamento e, 
como pilar, a tríplice contingência (estímulo ambiental antecedente, resposta e estímulo 
consequente) para o entendimento do comportamento e sua aprendizagem. A principal 
ferramenta é a análise funcional, por meio da qual busca-se compreender as contingências 
controladoras do comportamento em questão, o que permite identificarem-se a função e as 
variáveis mantenedoras. Acredita-se que modificando os estímulos ambientais, muda-se 
também o comportamento em si. Essa maneira de enxergar os fenômenos pode ser aplicada 
em qualquer âmbito que envolva comportamentos humanos socialmente relevantes34. 
Assim, o objetivo geral dessa pesquisa foi capacitar profissionais de serviço de saúde 
da atenção primária para a identificação dos sinais precoces de TEA e o objetivo específico, 
comparar a identificação de sinais antes e após a intervenção educacional. 
 
18 
 
2. MÉTODO 
 
2.1. Participantes da pesquisa 
 
Participaram da pesquisa sete profissionais da saúde dos oito convidados, sendo dois 
dentistas, três enfermeiras, uma pediatra e uma pediatra/endocrinologista, que foram 
selecionados de acordo com os seguintes critérios de inclusão: profissionais da saúde que 
atendiam diretamente crianças e trabalhavam na UBS selecionada, sem restrições de gênero, 
idade e etnia. Foram excluídos profissionais com formação ou especialização em 
desenvolvimento atípico, bem como aqueles que estavam em gozo de férias ou de licença, ou 
que retiraram o consentimento a qualquer tempo. Só foram considerados nos resultados, os 
participantes que finalizaram as três etapas do estudo: pré-teste, intervenção educacional e 
pós-teste. 
 
2.2 Local da pesquisa 
 
 A pesquisa foi realizada presencialmente em um serviço de saúde da atenção 
primária, UBS "Dra. Sandra de Fátima Barbosa", localizado no bairro Nova Sorocaba na 
Zona Norte do município. Sorocaba situa-se no interior de São Paulo que possui em torno de 
700.000 habitantes. A Unidade básica de saúde escolhida atende a população local, incluindo 
o público infantil. A escolha do local foi por conveniência e devido ao perfil da clientela ser 
condizente com os participantes e com os objetivos da pesquisa, isto é, a realização de 
atendimentos infantis por equipe multiprofissional. No município de Sorocaba existem 32 
Unidades Básicas de Saúde, sendo elas: 5 na região Sudoeste, 5 na região Centro-Norte, 5 na 
região Norte, 5 na região Leste, 6 na região Centro-Sul e 6 na região Noroeste. 
 
 
2.3 Instrumentos ou materiais 
 
Foram selecionados vídeos públicos no Youtube™, presentes no apêndice C, 
analisados anteriormente por duas psicólogas e uma terapeuta ocupacional, sendo todos os 
juízes com experiência consolidada em TEA. Os vídeos correspondem aos sinais citados pelo 
Manual de Transtornos Mentais DSM-5: déficits na interação (ausência de contato visual, de 
sorriso social, de comunicação social e atenção compartilhada e recusa de iniciar e manter-se 
19 
 
 
nas interações sociais) e padrões restritos de comportamento (comportamentos repetitivos, 
adesão a rotinas e rituais, estereotipias motoras, uso inadequado dos objetos e 
hiperfoco/interesse restrito). A exibição de cada vídeo, com o respectivo sinal selecionado, 
ocorreu individualmente, a fim de garantir que o participante tivesse acesso aos 
comportamentos citados. 
Foi elaborada uma tabela com os critérios diagnósticos de TEA do DSM-5, que foram 
preenchidas por cada participante após assistir os vídeos pré e pós-intervenção (Apêndice B). 
Nessa tabela estão os critérios A (déficits na interação social e na comunicação social) 
e B (interesses restritos e padrão repetitivo de comportamento) do Manual DSM-5 utilizado 
por profissionais da saúde para transtornos mentais. O participante preencheu com os 
comportamentos observados em cada vídeo das etapas Pré-teste (antes da intervenção 
educacional) e Pós-teste (após a intervenção educacional). 
Foram utilizados apenas os critérios A e B, pois os demais não dizem respeito aos 
comportamentos, sendo: critério C, referente ao surgimento precoce dos sinais; D, ao prejuízo 
do transtorno observado em diversos contextos do indivíduo e critério E, referente ao 
diagnóstico diferencial de Deficiência Intelectual. 
 
 
2.4. Tipo da pesquisa 
 
Trata-se de um estudo desenvolvido pelo método de pesquisa nas Ciências do 
Comportamento35-36 com "Delineamento quase-experimental Pré-teste e Pós-teste de sujeito 
único”. Neste tipo de delineamento, o participante funciona como o controle dele mesmo37, ou 
seja, sua medida antes da intervenção (Pré-teste) servirá de controle para a medida após a 
intervenção (Pós-teste)37. 
 
2.5. Etapas da pesquisa 
 
2.5.1 Pré-teste 
 
Na etapa pré-teste foram apresentados os 07 vídeos selecionados, um vídeo de cada 
critério e um de desenvolvimento típico (Apêndice C) no Youtube™, e avaliados por juízes, 
que exibem indivíduos com os sinais apresentados nos critérios diagnósticos do TEA. Logo 
20 
 
após, foram acessados individualmente, de forma aleatória, para o preenchimento da tabela 
com critérios diagnósticos do DSM-5 (Apêndice B). Tais vídeos permitiram o controle do 
acesso aos sinais, sendo descartados aqueles eventualmente já conhecidos pelo participante. 
Foram, também, acessados vídeos com desenvolvimento atípico, sem nenhum sinal de TEA 
apresentado. 
Consideram-se as Tecnologias da Informação (TICs) e, dentre elas, a utilização de 
filmes e vídeos como métodos ativosde ensino aprendizagem, “[...] com grande potencial de 
serem facilitadores da aprendizagem, possibilitando agilidade em viabilizar a comunicação, 
mapear processos, compartilhar informações, reduzir distâncias, aproximar a realidade [...]. 
”38 (p.107). 
 
2.5.2 Intervenção educacional 
 
A intervenção educacional, apêndice E, ocorreu em grupo (de 3 a 4 participantes), e a 
duração dessa etapa foi de 3h. Nessa fase, foram discutidos, em roda de conversa com os 
profissionais de saúde, os marcos de desenvolvimento - nos domínios: socioemocional, 
comunicação e linguagem receptiva, comunicação e linguagem expressiva, cognitivo e 
comportamentos adaptativos - a partir de 6 meses de idade, ou seja, os comportamentos 
esperados a partir dessa faixa etária, de acordo com os critérios diagnósticos do TEA descritos 
no Manual DSM-51, também com o uso de vídeos exemplificativos. 
Foi utilizado um estudo de caso, constante do Apêndice E que, por definição: 
 [...]trata-se de uma ferramenta de ensino e investigação adequada para conduzir o 
estudante a compreender, explorar e descrever os acontecimentos de 
contextos complexos, nos quais está envolvido um número grande de variáveis39 
(p.93). 
 
A intervenção educacional, variável independente37, consistiu em desenvolver a 
aprendizagem dos sinais de autismo e como se apresentam desde a tenra idade, a partir dos 6 
meses. A etapa interventiva foi realizada com embasamentos teórico e técnico da Análise do 
Comportamento, ciência que tem como o objeto de estudo o comportamento, e com 
evidências científicas comprovadas na aplicação de seus conhecimentos ao TEA. 
Uma das aplicações da Análise do Comportamento é na educação, segundo Barboza40, 
porquanto esta ciência é considerada uma teoria da aprendizagem. E, conforme Lefrançois41, 
as contingências em instituições sociais de ensino podem ser positivas ou aversivas, sendo 
programadas e administradas recompensas ou punições como consequências para as respostas 
emitidas. A punição não é considerada eficaz para aprendizagem, visto que apenas ensina ao 
21 
 
 
indivíduo o que não é aceito naquele contexto, mas não possibilita a aprendizagem de novos 
comportamentos. Sendo assim, o estudo usou, como ferramenta principal, o reforçamento 
positivo40, que pretende valorizar o conhecimento prévio e todo o processo de aprendizagem 
do participante42, além da modelagem (aproximações sucessivas ao comportamento esperado 
de forma gradual) para possibilitar a emissão do comportamento-alvo: a habilidade de 
identificar sinais precoces do Transtorno do Espectro Autista. 
 
2.5.3 Etapa pós-teste 
 
No Pós-teste foram selecionados, de forma aleatória, outros sete vídeos, com os 
mesmos sinais apresentados no Pré-teste, individualmente, com preenchimento do 
questionário contendo os critérios diagnósticos do DSM-5. Assim, a análise dos dados e 
apresentação de resultados ocorreram com cada participante único, separadamente. 
O participante 1 teve a medida do subitem ‘Déficits expressivos nas comunicações não 
verbal e na verbal usadas para interação social’1 antes da intervenção e após a intervenção. A 
medida da etapa Pré-teste serviu de controle para a medida da etapa Pós-teste. O 
procedimento foi realizado com os demais subitens do critério A (‘falta de reciprocidade 
social’; ‘dificuldade para desenvolver e manter relacionamentos de amizade apropriados para 
o estágio de desenvolvimento’) e do critério B (‘Comportamentos motores ou verbais 
estereotipados, ou comportamentos sensoriais incomuns’; ‘excessiva adesão/aderência a 
rotinas’ e ‘padrões ritualizados de comportamento’ e ‘interesses restritos, fixos e intensos’). 
Esse processo foi realizado com os participantes 2, 3, 4, 5, 6 e 7. 
 
2.5.4 Devolutiva 
 
Cada participante teve feedback contextualizado de sua performance pós-intervenção. 
O feedback é uma ferramenta importante para que os profissionais compreendam o 
que precisam melhorar e quais respostas foram positivas, suscitando uma conscientização 
preciosa para o processo de aprendizagem, pois demonstra ao aprendiz as mensagens entre o 
resultado pretendido e o real, gerando motivação para a mudança41. 
Este processo formativo objetiva valorizar e explorar a autonomia do educando, seu 
protagonismo, a melhoria de suas competências e habilidades e se caracteriza por ser um 
instrumento reflexivo, crítico e construtivo de fechamento de uma intervenção42,43. 
22 
 
2.6. Aspectos Éticos 
 
O projeto foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Faculdade de Ciências 
Médicas e da Saúde da PUC-SP, sob número CAAE 50353121.5.0000.5373 e Parecer 
4.897.205, presente no Anexo A. 
A pesquisa também foi autorizada pela Secretaria Municipal da Saúde de Sorocaba, 
como mostra o Anexo B. 
O Termo de Consentimento Livre e Esclarecido, no apêndice A, foi entregue e lido 
com o participante, a fim de garantirem-se o consentimento e o esclarecimento dos objetivos e 
procedimentos do estudo aos participantes. Esse termo protege o sigilo das respostas e a 
identidade do participante, assim como o direito de abandonar a pesquisa a qualquer 
momento, sem nenhum custo ou ganho financeiro durante todo o estudo. 
 
2.7. Pesquisa de avaliação da intervenção 
 
Foi construído um formulário de avaliação da intervenção para ser aplicado aos 
participantes no Google Forms (Apêndice D) que utilizou escala de Likert de 5 pontos. Ao 
final da pesquisa, todos os participantes preencheram a avaliação anonimamente. 
 
2.8. Juízes 
 
Os juízes foram compostos por uma terapeuta ocupacional, mestranda e com 
experiência em TEA e por uma psicóloga, especialista e com experiência em TEA. 
Elas avaliaram os 23 vídeos utilizados na Etapas Pré-teste e Pós-teste e classificou-os 
nas categorias A e B, sendo A referente a déficits na interação social e na comunicação social 
e B, inclui interesses restritos e padrão repetitivo de comportamento, conforme Manual DSM-
5. 
A compatibilidade do juiz 1 foi 20 de 23 (86,9%) e a do juiz 2 foi 21 de 23 (91,3%) 
nas duas categorias. Além disso, os vídeos foram escolhidos com a orientação e com o auxílio 
de uma psicóloga, mestre em Análise do Comportamento e com experiência em avaliação de 
desenvolvimento infantil (incluindo TEA). 
23 
 
 
3 RESULTADOS 
 
Os dados serão apresentados, separadamente, por participante da pesquisa. Ocorreu a 
comparação dos acertos de cada participante, por ele mesmo, entre a tabela preenchida com os 
conhecimentos prévios da etapa Pré-teste e após intervenção, ou seja, Pós-teste. Os resultados 
foram categorizados como acerto de critério, categoria ou de ambos, ou erro. Foi considerado 
como acerto de critério e categoria, quando o participante acertou corretamente qual era o 
critério/sinal apresentado e qual a categoria (A ou B); acerto de apenas categoria quando 
assinalou outro critério/sinal da mesma categoria (A ou B). Já o erro representou o 
participante ter assinalado outro critério de outra categoria (selecionou um critério da 
categoria A ao acessar um critério da categoria B e vice-versa). 
 
Figura 1 - Resultados Pré-teste e Pós-teste do Participante P1 
 
Fonte: a autora 
Na etapa Pré-teste, conforme a Figura 1, o participante P1 acertou critério e categoria 
(43%) nos vídeos de: comportamentos motores ou verbais estereotipados, ou comportamentos 
sensoriais incomuns; nenhum sinal apresentado/ desenvolvimento típico; déficits expressivos 
nas comunicações não verbal e verbal usadas para a interação social. Nos vídeos de interesses 
restritos, fixos e intensos e dificuldade para desenvolver e manter relacionamentos de amizade 
apropriados para o estágio de desenvolvimento, P1 acertou categoria (28%). O participante 
apresentou erro (29%) nos seguintes vídeos: falta de reciprocidade social e excessiva 
adesão/aderência a rotinas e padrões ritualizados de comportamento. 
24 
 
Já na etapa Pós-teste, o participanteP1 acertou critério e categoria (0%) em nenhum 
vídeo. Acertou categoria (28%) nos seguintes sinais apresentados: déficits expressivos nas 
comunicações não verbal e verbal usadas para a interação social e comportamentos motores 
ou verbais estereotipados. Apresentou erro (72%) em: interesses restritos, fixos e intensos, 
excessiva adesão/aderência a rotinas e padrões ritualizados de comportamento, falta de 
reciprocidade social, nenhum sinal apresentado/ desenvolvimento típico e dificuldade para 
desenvolver e manter relacionamentos de amizade apropriados para o estágio de 
desenvolvimento. 
 
Figura 2 - Resultados Pré-teste e Pós-teste do Participante P2 
 
Fonte: a autora 
Na etapa Pré-teste, conforme a Figura 2, o participante P2 acertou o sinal apresentado 
no critério e categoria (28%) nos vídeos de interesses restritos, fixos e intensos e dificuldade 
para desenvolver e manter relacionamentos de amizade apropriados para o estágio de 
desenvolvimento. Acertou categoria (29%) nos seguintes sinais: excessiva adesão/aderência a 
rotinas e padrões ritualizados de comportamento e falta de reciprocidade social. E apresentou 
erro (43%) em: nenhum sinal apresentado/ desenvolvimento típico, comportamentos motores 
ou verbais estereotipados e déficits expressivos nas comunicações não verbal e verbal usadas 
para interação social. 
A seguir, na etapa Pós-teste, P2 acertou critério e categoria (100%) em todos os sinais 
apresentados: déficits expressivos nas comunicações não verbal e verbal usadas para interação 
25 
 
 
social, falta de reciprocidade social, dificuldade para desenvolver e manter relacionamentos 
de amizade apropriados para o estágio de desenvolvimento, comportamentos motores ou 
verbais estereotipados, excessiva adesão/aderência a rotinas e padrões ritualizados de 
comportamento, interesses restritos, fixos e intensos e nenhum sinal apresentado/ 
desenvolvimento típico. 
 
Figura 3 - Resultados Pré-teste e Pós-teste do Participante P3 
 
Fonte: a autora 
Na etapa Pré-teste, o participante P3, conforme Figura 3, acertou o critério e categoria 
(43%) dos sinais de desenvolvimento típico/ nenhum sinal apresentado, interesses restritos, 
fixos e intensos e déficits expressivos nas comunicações não verbal e verbal usadas para 
interação social. Acertou categoria (43%) nos vídeos de: excessiva adesão/aderência a rotinas 
e padrões ritualizados de comportamento, comportamentos motores ou verbais estereotipados, 
ou comportamentos sensoriais incomuns e dificuldade de desenvolver e manter 
relacionamentos de amizade apropriados para o estágio de desenvolvimento. Apresentou erro 
(14%) em falta de reciprocidade social. 
Já na etapa Pós-teste, P3 acertou critério e categoria (57%) nos sinais de: 
comportamentos motores ou verbais estereotipados, interesses restritos, fixos e intensos, 
excessiva adesão/aderência a rotinas e padrões ritualizados de comportamento e 
desenvolvimento típico/ nenhum sinal apresentado. Acertou apenas categoria (43%) nos 
seguintes vídeos: falta de reciprocidade social, déficits expressivos nas comunicações não 
26 
 
verbal e verbal usadas para interação social e dificuldade de desenvolver e manter 
relacionamentos de amizade apropriados para o estágio de desenvolvimento. P3 apresentou 
erro (0%) em nenhum dos vídeos dessa etapa. 
 
Figura 4 - Resultados Pré-teste e Pós-teste do Participante P4 
 
Fonte: a autora 
Na etapa Pré-teste, conforme Figura 4, o participante P4 acertou o critério e categoria 
(43%) nos vídeos de: interesses restritos, fixos e intensos, comportamentos motores ou 
verbais estereotipados, ou comportamentos sensoriais incomuns e desenvolvimento típico/ 
nenhum sinal apresentado. Não houve acertos apenas de categoria (0%) por esse participante, 
nesta etapa, e apresentou erro (57%) nos seguintes vídeos: falta de reciprocidade social, 
déficits expressivos nas comunicações não verbal e verbal usadas para interação social, 
excessiva adesão/aderência a rotinas e padrões ritualizados de comportamento e dificuldade 
para desenvolver e manter relacionamentos de amizade apropriados para o estágio de 
desenvolvimento. 
Na etapa Pós-teste, o participante P4 acertou critério e categoria (57%) nos sinais de: 
excessiva adesão/aderência a rotinas e padrões ritualizados de comportamento, déficits 
expressivos nas comunicações não verbal e verbal usadas para interação social, 
comportamentos sensoriais incomuns e desenvolvimento típico/ nenhum sinal apresentado. 
Acertou categoria (14%) no vídeo de dificuldade para desenvolver e manter relacionamentos 
27 
 
 
de amizade apropriados para o estágio de desenvolvimento. E apresentou erro (29%) em: 
interesses restritos, fixos e intensos e falta de reciprocidade social. 
 
Figura 5 - Resultados Pré-teste e Pós-teste do Participante P5 
 
 Fonte: a autora 
Na etapa Pré-teste, conforme Figura 5, o participante P5 acertou o critério e categoria 
(28%) nos vídeos de: interesses restritos, fixos e intensos, desenvolvimento típico/nenhum 
sinal apresentado. Acertou categoria (43%) nos sinais de: dificuldade para desenvolver e 
manter relacionamentos de amizade apropriados para o estágio de desenvolvimento, déficits 
expressivos nas comunicações não verbal e verbal usadas para interação social e excessiva 
adesão/aderência a rotinas e padrões ritualizados de comportamento. E apresentou erro (29%) 
em: comportamentos motores ou verbais estereotipados, ou comportamentos sensoriais 
incomuns e falta de reciprocidade social. 
Já na etapa Pós-teste, o participante P5 acertou o critério e categoria (43%) nos vídeos 
de: falta de reciprocidade social, desenvolvimento típico/ nenhum sinal apresentado e 
comportamentos motores ou verbais estereotipados, ou comportamentos sensoriais incomuns. 
Acertou categoria (28%) nos sinais de: interesses restritos, fixos e intensos, dificuldade para 
desenvolver e manter relacionamentos de amizade apropriados para o estágio de 
desenvolvimento. E apresentou erro (29%) em: déficits expressivos nas comunicações não 
verbal e verbal usadas para interação social e excessiva adesão/aderência a rotinas e padrões 
ritualizados de comportamento. 
28 
 
 
Figura 6 - Resultados Pré-teste e Pós-teste do Participante P6 
 
Fonte: a autora 
Na etapa Pré-teste, o participante P6, conforme Figura 6, acertou o critério e categoria 
(57%) nos vídeos de: interesses restritos, fixos e intensos, desenvolvimento típico/ nenhum 
sinal apresentado, déficits expressivos nas comunicações não verbal e verbal usadas para 
interação social e comportamentos motores ou verbais estereotipados ou comportamentos 
sensoriais incomuns. Não houve acertos apenas de categoria (0%) por esse participante nesta 
etapa e apresentou erro (43%) nos seguintes vídeos: dificuldade para desenvolver e manter 
relacionamentos de amizade apropriados para o estágio de desenvolvimento, excessiva 
adesão/aderência a rotinas e padrões ritualizados de comportamento e falta de reciprocidade 
social. 
Já na etapa Pós-teste, o participante P6 acertou o critério e categoria (86%) nos vídeos 
de: déficits expressivos nas comunicações não verbal e verbal usadas para interação social, 
interesses restritos, fixos e intensos, falta de reciprocidade social, comportamentos motores ou 
verbais estereotipados ou comportamentos sensoriais incomuns, dificuldade para desenvolver 
e manter relacionamentos de amizade apropriados para o estágio de desenvolvimento e 
desenvolvimento típico/ nenhum sinal apresentado. Não houve acertos apenas de categoria 
(0%) por esse participante, nesta etapa, e apresentou erro (14%) no sinal de excessiva 
adesão/aderência a rotinas e padrões ritualizados de comportamento. 
 
29 
 
 
Figura 7 - Resultados Pré-teste e Pós-teste do Participante P7 
 
Fonte: a autora 
Na etapa Pré-teste, conforme Figura 7, o participante P7 acertou o critério e categoria 
(43%) nos vídeos de: comportamentosmotores ou verbais estereotipados ou comportamentos 
sensoriais incomuns, interesses restritos, fixos e intensos e déficits expressivos nas 
comunicações não verbal e verbal usadas para interação social. Acertou categoria (14%) nos 
sinais de: dificuldade para desenvolver e manter relacionamentos de amizade apropriados para 
o estágio de desenvolvimento. E apresentou erro (43%) nos seguintes vídeos: de excessiva 
adesão/aderência a rotinas e padrões ritualizados de comportamento, falta de reciprocidade 
social e desenvolvimento típico/ nenhum sinal apresentado. 
Já na etapa Pós-teste, acertou critério e categoria (57%) nos vídeos de: déficits 
expressivos nas comunicações não verbal e verbal usadas para interação social, interesses 
restritos, fixos e intensos, dificuldade para desenvolver e manter relacionamentos de amizade 
apropriados para o estágio de desenvolvimento e comportamentos motores ou verbais 
estereotipados ou comportamentos sensoriais incomuns. Acertou apenas categoria (14%) em 
falta de reciprocidade social. E apresentou erro (29%) em: desenvolvimento típico/ nenhum 
sinal apresentado e excessiva adesão/aderência a rotinas e padrões ritualizados de 
comportamento. 
Na etapa Pós-teste, o participante P1, conforme Tabela 1, apresentou mais erros. Já o 
participante P2 apresentou acerto de critério e categoria em todos os sinais. O participante P3 
aumentou a porcentagem de critério e categoria, manteve acertos de categoria e zerou a 
30 
 
quantidade de erros na etapa Pós-teste. O participante P4 aumentou acertos de critério e 
categoria, de apenas categoria e diminuiu a quantidade de erros no Pós-teste. O participante 
P5 aumentou acertos de critério e categoria e, consequentemente, diminuiu o acerto de apenas 
categoria e manteve a porcentagem de erros. O participante P6 aumentou acertos de critério e 
categoria e, consequentemente, diminuiu o acerto de apenas categoria, e, também, diminuiu 
porcentagem de erros. O participante P7 aumentou acertos de critério e categoria, manteve a 
porcentagem de acertos de apenas categoria e diminuiu a porcentagem de erros. O 
participante P2 (100%) e P6 (86%) foram os que apresentaram mais acertos de critério e 
categoria nesta etapa do estudo. 
Na pesquisa de avaliação, realizada anonimamente por meio do Google Forms 
(Apêndice D), todos os participantes escolheram 5 (de 1 a 5) para a relevância do tema e 4 e 5 
para os materiais utilizados na capacitação (textos, slides, vídeos, livros e estudo de caso) e 
que, se possível, gostariam que a pesquisa tivesse mais encontros para capacitação e discussão 
do assunto, afirmando, dessa forma, o aumento de interesse pelo tema. 
Quanto à conduta da pesquisadora, foi selecionada como excelente pelos participantes. 
Diante da pergunta “Qual seria sua conduta ao observar um possível sinal de TEA?”, 
assinalaram que falariam com os pais que os encaminhariam para a avaliação com especialista 
(mesmo em falta na rede). Ao serem questionados “O quão apto você se considera hoje para 
perceber que o desenvolvimento de uma criança não está acontecendo como o esperado?”, 
apenas um participante assinalou como “pouco apto” e todos os demais participantes 
selecionaram a opção apto. No campo para “críticas e comentários” dois participantes 
relataram dificuldade na identificação dos sinais de autismo e quatro sugeriram mais 
capacitações. 
 
 
 
31 
 
 
Tabela 1 - Comparação Identificação de Sinais Pré-teste (símbolo X) e Pós-teste (símbolo O) de cada participante de acordo com as cores verde 
(acerto de critério e categoria), amarelo (categoria) e vermelho (erro) 
 Déficits 
expressivos na 
comunicação 
não verbal e 
verbal usadas 
para interação 
social 
Falta de 
reciprocidade 
social 
Dificuldade para 
desenvolver e manter 
relacionamentos de 
amizade apropriados 
para o estágio de 
desenvolvimento. 
Comportamentos 
motores ou verbais 
estereotipados, ou 
comportamentos 
sensoriais incomuns 
Excessiva 
adesão/aderência a 
rotinas e padrões 
ritualizados de 
comportamento 
Interesses 
restritos, 
fixos e 
intensos 
Nenhum 
sinal – 
desenv. 
Típico 
P1 XO XO XO XO XO XO XO 
P2 XO XO XO XO XO XO XO 
P3 XO XO XO XO XO XO XO 
P4 XO XO XO XO XO XO XO 
P5 XO XO XO XO XO XO XO 
P6 XO XO XO XO XO XO XO 
P7 XO XO XO XO XO XO XO 
Fonte: a autora 
 
33 
 
 
Conforme mostra a Tabela 1, é possível perceber que os vídeos de comportamentos 
motores ou verbais estereotipados ou comportamentos sensoriais incomuns, interesses 
restritos fixos e intensos e nenhum sinal/ desenvolvimento típico foram selecionados com 
mais acerto de critério e categoria tanto na etapa Pré-teste como na etapa Pós-teste. 
Já o sinal de falta de reciprocidade social, não houve acertos de critério e categoria na 
etapa Pré-teste. Não houve acertos, também, no sinal de excessiva adesão/aderência a rotinas 
e padrões ritualizados de comportamento na etapa Pré-teste. E os participantes apresentaram 
poucos acertos de critério e categoria ao sinal de dificuldade para desenvolver e manter 
relacionamentos de amizade apropriados para o estágio de desenvolvimento nesta etapa. 
 
Figura 8 - Comparação, por sinal de TEA, de acertos de critério e categoria nas Etapas Pré-
teste e Pós-teste. 
 
Fonte: a autora 
 
34 
 
4 DISCUSSÃO 
 
A partir dos resultados, pode-se observar que, após a intervenção educacional, seis dos 
sete participantes demonstraram uma melhora na habilidade de identificação de sinais do 
TEA. Essa melhora foi caracterizada das seguintes formas: aumento de acerto de critério de 
categoria e diminuição de acerto de apenas de categoria e de erros (P2, P3, P4, P6 e P7) ou 
aumento de acerto de critério e categoria e de apenas categoria e equivalência na quantidade 
de erros (P5). As hipóteses e discussões foram embasadas na literatura e na experiência 
clínica da pesquisadora, visto que não há literatura de caracterização e detalhamento sobre a 
apresentação de cada critério diagnóstico nos casos de TEA. 
A hipótese para os critérios de comportamentos motores ou verbais estereotipados 
terem sido mais facilmente observados pelos participantes, da presente pesquisa, é devido à 
discrepância visual aos comportamentos motores de um indivíduo de desenvolvimento 
neurotípico. Além disso, é considerado um excesso comportamental, ou seja, a intensidade e a 
frequência que ocorrem são características do TEA quando comparado aos pares. Os 
interesses restritos, fixos e intensos1 dizem respeito ao hiperfoco ou ao uso inadequado de 
objetos que, também, podem ter sido visivelmente observáveis devido à diferença do 
comportamento de brincar de uma criança típica. E o vídeo de nenhum sinal diz respeito ao 
indivíduo comportando-se sem características do TEA. 
A ausência de acertos de critério e categoria na etapa Pré-teste no critério de falta de 
reciprocidade social, pode significar a dificuldade de identificação desse sinal de forma 
generalizada. Esse sinal é caracterizado pela resposta às brincadeiras sociais, como sorrir e 
imitar expressões faciais, com intenção de dar continuidade à interação, sendo possível a 
confusão com sinal de déficits nas comunicações verbal e não verbal usadas na interação 
social, fato que ocorreu na pesquisa. Porém, na etapa Pós-teste, a identificação desse sinal 
melhorou. O contrário também ocorreu, déficits nas comunicações verbal e não verbal usadas 
na interação social foram selecionados como falta de reciprocidade social por alguns 
participantes. 
Ressalta-se aqui os diferentes níveis de comprometimento na comunicação que a 
criança, dentro do TEA, pode ter, significando tanto um atraso significativo no início do 
desenvolvimento da fala, mas também, apenas, déficits nas habilidades mais complexas, 
presentes na vida pré-escolar28. Essa pode ser uma ocorrência que dificulta a identificação de 
sintomas nas comunicações verbal e não verbal usadas na interaçãosocial. 
35 
 
 
Não houve acertos, também, no sinal de excessiva adesão/aderência a rotinas e 
padrões ritualizados de comportamento1 na etapa Pré-teste. Porém, na etapa Pós-teste este 
sinal foi selecionado corretamente por três participantes. Esse sinal diz respeito à rigidez 
diante da mudança de rotina ou sequência de tarefas, assim como os comportamentos 
ritualizados. Tal dificuldade, em identificar esse sinal, pode ser explicada por ele ser um 
comportamento a ser observado no desenvolvimento típico, uma vez que, comumente, 
crianças e adultos preferem uma rotina estabelecida e uma sequência de afazeres. A 
previsibilidade é importante para os seres humanos, porém, nos casos de TEA essa rigidez 
aparece como um exagero comportamental. A excessiva adesão/aderência a rotinas e padrões 
ritualizados pode ser confundida com interesses fixos, intensos e restritos, pois os rituais 
ocorrem, muitas vezes, com objetos específicos do interesse do indivíduo. 
Os participantes apresentaram poucos acertos (um no Pré-teste e três no Pós-teste) de 
critério e categoria ao sinal de dificuldade para desenvolver e manter relacionamentos de 
amizade apropriados para o estágio de desenvolvimento. A dificuldade de identificação pode 
ter se dado por esse sinal ser observado em contextos sociais, diante de pares, como parques e 
escola, com a presença de mais crianças e outras variáveis no vídeo. As habilidades sociais 
são frequentemente difíceis de se avaliar, visto que elas são caracterizadas por uma classe de 
comportamentos variados12. Elas iniciam seu desenvolvimento nos primeiros meses de vida, 
com contato visual, responsividade social, atenção compartilhada e imitação e perduram 
durante todo o ciclo vital com habilidades mais complexas como a de se colocar no lugar do 
outro e a tomada de perspectiva, denominada empatia12. 
O participante P1, que apresentou uma piora significativa na etapa Pós-teste, relatou 
ansiedade nessa fase da pesquisa e sugeriu que fossem realizados mais encontros. Uma das 
hipóteses explicativas é que esse fato pode demonstrar sua percepção diante da dificuldade de 
identificar os sinais de TEA. Além do mais, ele relatou sobre um diagnóstico de TEA em um 
familiar, o que pode significar uma variável emocional que pode ter influenciado seu 
desempenho. Durante a reapresentação dos vídeos, na devolutiva, o participante descreveu 
que mudaria quatro (de sete) respostas nas quais teria ficado em dúvida e, com essa mudança, 
três delas estariam corretas em critério e categoria. O feedback individualizado forneceu “[...] 
informações para que o estudante perceba o quão distante, ou próximo, ele está dos objetivos 
almejados”, comparando com o resultado esperado e fazendo parte dos métodos ativos43,44. 
(p.326). 
36 
 
Ao cotejar a média de acertos em cada sinal, conforme a Figura 8, foi possível 
perceber melhora na detecção dos seguintes critérios, respectivamente: falta de reciprocidade 
social, excessiva adesão/aderência a rotinas e padrões ritualizados de comportamento, 
dificuldade em desenvolver e manter relacionamentos de amizade apropriados para o estágio 
de desenvolvimento e comportamentos motores ou verbais estereotipados ou comportamentos 
sensoriais incomuns. Ou seja, a habilidade de identificar sinais do Transtorno do Espectro 
Autista foi refinada tanto em comportamentos do critério A, como do critério B do Manual 
DSM-5, aumentando a possibilidade de realizar uma primeira triagem e encaminhamentos 
necessários. 
Além da identificação de sinais de TEA, objetivo desta pesquisa, a intervenção buscou 
capacitar os participantes para detectar atrasos no desenvolvimento de modo geral. Como o 
diagnóstico ocorre basicamente por meio da observação clínica, a detecção desses atrasos é 
uma das ferramentas essenciais para o profissional da saúde que também pode auxiliar na 
suspeita de outros Transtornos e Síndromes, em virtude da necessidade de um diagnóstico 
diferencial, em outros termos, os sintomas não podem ser explicados por outras deficiências, 
como a Deficiência Intelectual1. 
A identificação desses atrasos, assim como a observação de sintomas descritos no 
Manual DSM-51 para TEA são os primeiros passos para realização de orientações da família. 
É importante lembrar que, muitas vezes, a família ainda não percebeu nenhuma queixa e que, 
ademais, os sintomas podem ser percebidos tardiamente pela equipe escolar. Logo, a detecção 
de sinais de Transtorno do Espectro Autista é de suma importância para que, assim, ocorram 
os encaminhamentos necessários e, posteriormente, a realização dos tratamentos adequados28. 
A formação em saúde tem buscado “[...] métodos de ensino inovadores, alinhados à 
perspectiva ampliada de saúde, às necessidades da sociedade e da educação contemporânea, 
ultrapassando os limites do treinamento puramente técnico”45 (p.2). Portanto, em relação ao 
método da intervenção educacional, o uso de vídeos do YoutubeTM, serviu como ferramenta 
essencial durante a pesquisa, proporcionando a observação e a identificação de sinais de TEA, 
em diferentes contextos apresentados, com casos reais representados por vídeos caseiros. O 
estudo de caso e o preenchimento das Tabelas exigiram uma participação ativa46,47 dos 
participantes durante o processo ensino-aprendizagem da identificação de sinais e, no seu 
término, o feedback ofereceu informações aos participantes sobre sua habilidade de identificar 
os sinais e mais oportunidade de aprendizagem ao reverem os vídeos com a pesquisadora. 
Na pesquisa de avaliação Google Forms, o participante que selecionou como “pouco 
apto”, explicou, pessoalmente para a pesquisadora, que tinha expectativa de mais 
37 
 
 
capacitações ao invés das Etapas Pré-teste e Pós-teste. Ressalta-se que a pesquisa estava 
descrita no Termo de Consentimento Livre e Esclarecido, que foi lido, explicado e 
entregue pela pesquisadora e assinado pelos participantes. A complexidade em reunir os 
profissionais, devido à rotina da unidade básica de saúde, limitou a intervenção educacional 
em apenas 3 horas de duração, mesmo ocorrendo em dois grupos de períodos diferentes 
(manhã e tarde). E a devolutiva, foram disponibilizados em torno de 15 minutos com a 
equipe de enfermagem e pediatras. 
Tanto a alta demanda da UBS quanto o relato de dificuldade na identificação dos 
sinais de autismo e sugestões de mais capacitações ressalta a necessidade novas pesquisas, 
como citadas pelos participantes, para criar outras oportunidades de aprendizagem sobre o 
tema. 
 
Limitações e Contribuições da Pesquisa 
 
Um dos fatores limitantes dessa pesquisa é o tamanho da amostra, que se justifica pelo 
fato de ser embasada na análise de comportamento. 
Escolheu-se uma única UBS, por conveniência, embora ela apresentasse a 
oportunidade de avaliar diferentes profissionais envolvidos na assistência pediátrica, que 
deveriam estar alertas aos sinais de TEA. No entanto, os participantes podem não ser 
representativos dos profissionais de saúde de outras UBS de Sorocaba e não nos permite a 
generalização dos dados encontrados. 
Outro ponto a ser discutido é que se realizou uma capacitação pontual, com duração de 
3 horas, embora significativa, com avaliação pré- e pós imediata, o que pode não persistir com 
o tempo, mostrando a necessidade de treinamentos constantes, o que também foi apontado 
pelos envolvidos, para que o conhecimento, atitudes e habilidades adquiridas sejam 
consolidados e transpostos para a prática naturalmente. 
Por outro lado, a pesquisa contribui para a mostrar a necessidade de capacitações dos 
profissionais de saúde que atendem a população pediátrica, aponta uma modalidade de ensino 
aprendizagem bastante simples e reprodutível em outros estudos, que podem utilizar a mesma 
tabela e vídeos já analisados e constantes dos Apêndices B e C. Finalmente, pelo feedback dos 
participantes fica claro que a capacitação foi muito significativae positiva. 
 
38 
 
5 CONCLUSÕES 
 
O escopo dessa pesquisa, ou seja, capacitar profissionais de serviço de saúde da 
atenção primária para a identificação dos sinais precoces de TEA e comparar a identificação 
de sinais antes e após a intervenção educacional, foram alcançados, mesmo diante das 
limitações citadas anteriormente. Seis de sete participantes identificaram melhor os sinais no 
Pós-teste em relação ao Pré-teste, com aumento de acerto de critério e categoria; aumento de 
acerto de categoria e diminuição de erros. 
Ainda, conforme a sugestão dos próprios participantes e dos pesquisadores, aponta a 
necessidade de realização de novas pesquisas na área com esse tema de extrema importância, 
não apenas científica, mas também social, porque, além da capacitação dos profissionais, é 
indispensável a sua constante atualização e mais pesquisas são necessárias para que se 
conheça melhor a realidade da identificação do TEA pelos profissionais de saúde, 
transformando essas dificuldades em oportunidades de melhoria da assistência. 
 
39 
 
 
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43 
 
 
APÊNDICE A – TERMO DE CONSENTIMENTO LIVRE E ESCLARECIDO 
 
TERMO DE CONSENTIMENTO LIVRE E ESCLARECIDO 
(Conselho Nacional de Saúde, Resolução 466/2012/Resolução 510/2016) 
 
Título do Projeto de Pesquisa: Intervenção educacional analítico-comportamental para a 
identificação de sinais precoces de Transtorno do Espectro Autista no serviço básico de saúde 
Pesquisador Responsável: Beatriz Silvério da Rocha 
Local onde será realizada a pesquisa: UBS "Dra. Sandra de Fátima Barbosa" - Nova Sorocaba 
 
Você está sendo convidado(a) a participar, como voluntário(a), da pesquisa acima 
especificada. O convite está sendo feito a você porque seu olhar clínico pode fazer diferença 
para as crianças que apresentam sinais de autismo. Sua contribuição é importante, porém, 
você não deve participar contra a sua vontade. 
Antes de decidir se você quer participar, é importante que você entenda por que esta pesquisa 
está sendo realizada, todos os procedimentos envolvidos, os possíveis benefícios, riscos e 
desconfortos que serão descritos e explicados abaixo. 
A qualquer momento, antes, durante e depois da pesquisa, você poderá solicitar maiores 
esclarecimentos, recusar-se a participar ou desistir de participar. Em todos esses casos você 
não será prejudicado, penalizado ou responsabilizado de nenhuma forma. 
Em caso de dúvidas sobre a pesquisa, você poderá entrar em contato com o pesquisador 
responsável Beatriz Silvério da Rocha, celular 15-998158752 e e-mail 
beatriz.rsilverio@gmail.com ou ra00288955@pucsp.edu.br. Este estudo foi analisado por um 
Comitê de Ética em Pesquisa (CEP) que é um órgão que protege o bem-estar dos participantes 
de pesquisas. O CEP é responsável pela avaliação e acompanhamento dos aspectos éticos de 
todas as pesquisas envolvendo seres humanos, visando garantir a dignidade, os direitos, a 
segurança e o bem-estar dos participantes de pesquisas. Caso você tenha dúvidas e/ou 
perguntas sobre seus direitos como participante deste estudo ou se estiver insatisfeito com a 
maneira como o estudo está sendo realizado, entre em contato com o Comitê de Ética em 
mailto:beatriz.rsilverio@gmail.com
44 
 
Pesquisa (CEP) da Faculdade de Ciência Médicas e da Saúde – localizado na Rua Joubert 
Wey, 290 – Vergueiro Sorocaba- SP – CEP 18030-070, sala 506, 5º andar do Prédio da 
Faculdade de Medicina. Contato (15) 3212-9896 – e-mail : cepfcms@pucsp.br, de segunda-
feira a sexta-feira no horário das 8hs às 16hs. 
Todas as informações coletadas neste estudo serão confidenciais (seu nome jamais será 
divulgado). Somente o pesquisador e/ou equipe de pesquisa terão conhecimento de sua 
identidade e nos comprometemos a mantê-la em sigilo. Os dados coletados serão utilizados 
apenas para esta pesquisa. 
Após ser apresentado(a) e esclarecido(a) sobre as informações da pesquisa, no caso de aceitar 
fazer parte como voluntário(a), você deverá rubricar todas as páginas e assinar ao final deste 
documento elaborado em duas vias. Cada via também será rubricada em todas as páginas e 
assinada pelo pesquisador responsável, devendo uma via ficar com você, para que possa 
consultá-la sempre que necessário. 
 
INFORMAÇÕES IMPORTANTES QUE VOCÊ PRECISA SABER SOBRE A 
PESQUISA 
✓ Justificativa para realização da pesquisa: A necessidade da detecção de sinais de 
autismo nos primeiros anos de vida por profissionais da atenção primária à saúde; 
✓ Objetivos da pesquisa: Auxiliar na identificação dos sinais precoces de TEA por 
profissionais do serviço de saúde em nível primário; 
✓ População da pesquisa: Profissionais da saúde que atendam diretamente crianças e 
trabalhem na UBS selecionada que não tenham formação ou especialização em 
desenvolvimento atípico; 
✓ Procedimentos aos quais será submetido(a): A pesquisa contará com três etapas. Na 
primeira, que durará menos de 1h, serão apresentados vídeos selecionados, os quais serão 
utilizados para o preenchimento de uma Tabela. Na segunda etapa ocorrerá uma 
intervenção educacional, ou seja, uma capacitação sobre os sinais de autismo, que durará 
de 3h a 5h, a depender da necessidade dos participantes. Na terceira e última etapa, que 
durará menos de 1h, serão apresentados outros vídeos que embasarão o preenchimento de 
uma segunda Tabela. A comparação entre os dados da primeira e terceira etapa servirá de 
mailto:cepfcms@pucsp.br
mailto:cepfcms@pucsp.br
45 
 
 
análise da eficácia da intervenção educacional realizada para identificação de sinais 
precoces do Transtorno do Espectro Autista. As três etapas ocorrerão em dias diferentes, 
que deverão ser combinados previamente. A depender dos índices da pandemia de 
COVID-19 a pesquisa poderá ocorrer remotamente. Assim, os encontros serão gravados 
para a transcrição de dados, não podendo ser utilizados para outras finalidades; 
✓ Riscos em participar da pesquisa: Baixo risco

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