Buscar

Avaliação formativa na graduação em enfermagem análise e aperfeiçoamento do instrumento utilizado nas sessões de tutoria

Faça como milhares de estudantes: teste grátis o Passei Direto

Esse e outros conteúdos desbloqueados

16 milhões de materiais de várias disciplinas

Impressão de materiais

Agora você pode testar o

Passei Direto grátis

Faça como milhares de estudantes: teste grátis o Passei Direto

Esse e outros conteúdos desbloqueados

16 milhões de materiais de várias disciplinas

Impressão de materiais

Agora você pode testar o

Passei Direto grátis

Faça como milhares de estudantes: teste grátis o Passei Direto

Esse e outros conteúdos desbloqueados

16 milhões de materiais de várias disciplinas

Impressão de materiais

Agora você pode testar o

Passei Direto grátis

Você viu 3, do total de 123 páginas

Faça como milhares de estudantes: teste grátis o Passei Direto

Esse e outros conteúdos desbloqueados

16 milhões de materiais de várias disciplinas

Impressão de materiais

Agora você pode testar o

Passei Direto grátis

Faça como milhares de estudantes: teste grátis o Passei Direto

Esse e outros conteúdos desbloqueados

16 milhões de materiais de várias disciplinas

Impressão de materiais

Agora você pode testar o

Passei Direto grátis

Faça como milhares de estudantes: teste grátis o Passei Direto

Esse e outros conteúdos desbloqueados

16 milhões de materiais de várias disciplinas

Impressão de materiais

Agora você pode testar o

Passei Direto grátis

Você viu 6, do total de 123 páginas

Faça como milhares de estudantes: teste grátis o Passei Direto

Esse e outros conteúdos desbloqueados

16 milhões de materiais de várias disciplinas

Impressão de materiais

Agora você pode testar o

Passei Direto grátis

Faça como milhares de estudantes: teste grátis o Passei Direto

Esse e outros conteúdos desbloqueados

16 milhões de materiais de várias disciplinas

Impressão de materiais

Agora você pode testar o

Passei Direto grátis

Faça como milhares de estudantes: teste grátis o Passei Direto

Esse e outros conteúdos desbloqueados

16 milhões de materiais de várias disciplinas

Impressão de materiais

Agora você pode testar o

Passei Direto grátis

Você viu 9, do total de 123 páginas

Faça como milhares de estudantes: teste grátis o Passei Direto

Esse e outros conteúdos desbloqueados

16 milhões de materiais de várias disciplinas

Impressão de materiais

Agora você pode testar o

Passei Direto grátis

Prévia do material em texto

PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE SÃO PAULO 
FACULDADE DE CIÊNCIAS MÉDICAS E DA SAÚDE 
 
 
 
Débora Cabral Nunes Polaz 
 
 
 
 
 
 
 
Avaliação formativa na graduação em enfermagem: análise e aperfeiçoamento 
do instrumento utilizado nas sessões de tutoria. 
 
 
 
MESTRADO PROFISSIONAL EM EDUCAÇÃO NAS PROFISSÕES DA SAÚDE 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
SOROCABA 
2017
 
PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE SÃO PAULO 
FACULDADE DE CIÊNCIAS MÉDICAS E DA SAÚDE 
 
 
 
 
Débora Cabral Nunes Polaz 
 
 
 
 
 
 
Avaliação formativa na graduação em enfermagem: análise e aperfeiçoamento 
do instrumento utilizado nas sessões de tutoria. 
 
 
 
MESTRADO PROFISSIONAL EM EDUCAÇÃO NAS PROFISSÕES DA SAÚDE 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
SOROCABA 
2017
 
Débora Cabral Nunes Polaz 
 
 
 
 
 
 
 
 
Avaliação formativa na graduação em enfermagem: análise e aperfeiçoamento 
do instrumento utilizado nas sessões de tutoria. 
 
 
 
 
 
MESTRADO PROFISSIONAL EM EDUCAÇÃO NAS PROFISSÕES DA SAÚDE 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Sorocaba/SP 
2017
Trabalho final apresentado à Banca 
Examinadora da Pontifícia Universidade 
Católica de São Paulo, como exigência parcial 
para obtenção do título de MESTRE 
PROFISSIONAL em Educação nas Profissões 
da Saúde, sob orientação da ProfªDrª Raquel 
Aparecida de Oliveira. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Elaborado pela Biblioteca Prof. Dr. Luiz Ferraz de Sampaio Júnior. 
Faculdade de Ciências Médicas e da Saúde – PUC-SP 
 
 
Polaz, Débora Cabral Nunes 
P762 Avaliação formativa na graduação em enfermagem: análise e 
aperfeiçoamento do instrumento utilizado / Débora Cabral Nunes 
Polaz. -- Sorocaba, SP, 2017. 
 
Orientadora: Raquel Aparecida de Oliveira. 
Trabalho Final (Mestrado Profissional) -- Pontifícia 
Universidade Católica de São Paulo, Faculdade de Ciências 
Médicas e da Saúde. 
 
1. Educação em Enfermagem. 2. Avaliação Educacional. 3. 
Programas de Autoavaliação. I. Oliveira, Raquel Aparecida de. II. 
Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, Faculdade de 
Ciências Médicas e da Saúde. III. Título. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Banca Examinadora 
 
 
 
 
_______________________________________ 
 
 
 
_______________________________________ 
 
 
 
_______________________________________ 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Dedico esta pesquisa ao meu esposo, Eric William que como sempre foi um 
grande parceiro; desde o início me incentivou a iniciar o mestrado e esteve 
disposto a me ajudar, com muito amor, admiração, paciência, parceria e por 
ter acreditado que este sonho poderia se tornar realidade. Sou grata por sua 
compreensão, carinho, presença e incansável apoio ao longo do período de 
elaboração deste trabalho. 
Aos meus pais: Pedro e Irene, e irmãos, Karina e Magnum, que mesmo não 
entendendo a real complexidade de realizar um trabalho dessa 
grandiosidade, não hesitaram em me apoiar sempre. Vocês são a minha 
essência e luz 
.
AGRADECIMENTOS 
Agradeço a Deus, primeiramente, pelo dom da vida e por me manter de pé, 
mesmo frente a todos os obstáculos pelos quais passei durante essa minha jornada 
aqui no mestrado. Desde o início sabia que não seria fácil, mas o Senhor me manteve 
firme, sempre colocando em minha caminhada pessoas as quais realmente posso 
dizer que são anjos, que acreditaram em mim e me auxiliaram neste processo. 
Aos meus pais, irmãos, pelo apoio de sempre e torcida durante o percurso 
deste trabalho, nunca me deixaram cair ou desistir do meu objetivo. Ao meu marido, 
pelo cuidado que sempre teve comigo, por muitas vezes secar minhas lágrimas em 
algum momento de desmotivação e trazer palavras de apoio que me fortaleceram. 
Sem vocês, a felicidade não existiria. 
Ao Hospital Miguel Soeiro (Unimed Sorocaba) e às pessoas que nele 
trabalharam comigo e me disponibilizaram horário para realizar as atividades 
referentes ao meu mestrado. 
Ao Curso de Enfermagem da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo - 
Faculdade de Ciências Médicas e da Saúde bem como à Coordenadora do Curso 
Profª Drª Dirce Setsuko Takahashi e seus docentes que aprovaram a realização do 
presente trabalho, na reunião da Comissão Didática. Aos alunos e tutores do referido 
curso que participaram dessa pesquisa, nas suas diversas etapas, dispensando o que 
é de mais valioso, que são suas percepções e o seu tempo para o referido trabalho. 
Às docentes Profª Drª Tamara Carolina de Camargo, Carmem Sylvia Scutti e à 
psicóloga Mariela Passarelli que contribuíram para as correções necessárias do 
instrumento da coleta de dados. Bem como às docentes que participaram da minha 
Banca de Qualificação: Izabel Cristina Ribeiro da Silva Saccomann e Lúcia Rondelo 
Duarte que me apoiaram e trouxeram informações extremamente relevantes para o 
andamento da pesquisa. 
À Profª Drª Raquel Aparecida de Oliveira que acreditou em mim e no meu 
potencial para realizar essa pesquisa, que sempre se mostrou disposta e atenciosa 
comigo e com as minhas dúvidas. Sua sensibilidade e competência abrilhantaram 
essa trajetória, ensinando-me, além de lições acadêmicas, mas também lições de 
vida. Foi mais que uma orientadora, foi uma grande amiga e, às vezes, também me 
trouxe um papel de mãe mesmo, secando também minhas lágrimas de angústia. Mas 
sempre com sua força, me animou e incentivou até a conclusão deste trabalho. 
javascript:abreDetalhe('K4771086T3','Izabel_Cristina_Ribeiro_da_Silva_Saccomann',318026)
2 
 
À Pontifícia Universidade Católica (PUC) SP campus Sorocaba, pela 
oportunidade de realização do curso de mestrado. 
Aos meus amigos do Mestrado, com os quais tive momentos de muito 
aprendizado e alegrias. 
À Heloisa, dedicada secretária do curso de mestrado, por sempre estar 
disposta a me auxiliar. 
À Isabel Cristina Campos Feitosa (“Cris”), analista de biblioteca, que desde a 
busca por bibliografias até a conclusão do trabalho esteve presente de forma 
atenciosa, carinhosa e competente. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Jesus disse: “Quem estiver nas cidades, fuja para as montanhas”. 
(Lc 21, 20-28) 
Às vezes, nós procuramos resolver tudo aqui e agora, a ferro e fogo e 
não é bem assim. Alguns problemas são grandes demais para hoje, 
precisamos deixar um pouco para amanhã. Nada melhor do que uma boa 
noite de sono para ajudar a recompor as energias e colocar o 
pensamento no lugar. Não tenha receio de fugir, em alguns momentos, é 
a melhor solução. 
Pe. Joãozinho, scj. 
 
RESUMO 
Polaz DCN. Avaliação formativa na graduação em enfermagem: análise e 
aperfeiçoamento do instrumento utilizado nas sessões de tutoria. 
 
Introdução: O Curso de Enfermagem, ao assumir a proposta de ensino em 
metodologias ativas, enfrenta o desafio contínuo de realizar uma avaliação do processo 
ensino aprendizagem coerente com os pressupostos que norteiam essas 
metodologias. Nesse contexto, a avaliação formativa é realizada através de uma ficha 
com critérios específicos, preenchida por alunos e docentes. Objetivos: Analisar a 
ficha e os critérios de avaliação das sessões de tutoria; identificar a percepção dos 
alunos e dos docentes sobre sua funcionalidade e necessidades de adequações, 
discutir com os mesmos a utilização das fichas e dos critérios de avaliação e propor 
adequações. Método: Estudo exploratório, descritivo com abordagem qualiquantitativa 
realizado no Curso de Enfermagem da PUC/SP. A 1ª etapa constituiu-se da aplicação 
de questionários para os alunos e docentes com questões abertas e fechadas do tipo 
Escala de Likert. A 2ª etapa realizou-se com dois grupos focais: um com os docentes 
e outro com os alunos dos três primeiros anos para devolutiva dos resultados da 
primeira etapa, discussão e sugestões para adequações da ficha.Resultados: 
Participaram na 1ª etapa sete (77,7%) docentes e 32 (36,3%) alunos; os questionários 
foram considerados confiáveis (Coeficiente Alfa de Cronbach foi de 0.9096 e 0.8945 
de alunos e docentes respectivamente). Identificaram-se lacunas no conteúdo da ficha 
e aplicabilidade, necessitando de clareza e objetividade nos critérios de avaliação e 
tempo e espaços insuficientes para o preenchimento. Na 2ª etapa, participaram três 
alunos e cinco docentes. Os resultados da 1ª etapa foram validados na segunda etapa 
e as sugestões delinearam as adequações do instrumento avaliativo. Conclusão: Este 
estudo permitiu ampliar a compreensão e o debate sobre a avaliação, mostrou a 
importância de investir em desenvolvimento docente e no conhecimento do aluno no 
processo de avaliação formativa. 
 
Palavras chaves: avaliação educacional, educação em enfermagem; autoavaliação; 
avaliação formativa. 
ABSTRACT 
Polaz DCN. Formative assessment in Nursing Graduate Course: analysis and 
improvement of the instrument used in tutoring sessions. 
 
Introduction: The Nursing Course, when assuming the educational proposal in active 
methodologies, faces the continuous challenge of conducting an evaluation of the 
teaching/learning process consistent with the assumptions that guide these 
methodologies. In this context, the formative assessment is carried out through a form 
with specific criteria, filled in by both students and teachers.Purposes: To analyze 
forms and evaluation criteria from the tutoring sessions; identify student and teacher 
perception of their functionality and adequacy needs, discuss with them the use of the 
forms and evaluation criteria and propose adjustments. Method: An exploratory, 
descriptive study with a qualitative approach carried out at PUC/SP Nursing Course. 
The first stage consisted of questionnaires for students and teachers, 
composedofopen-ended and closed-ended Likert Scale questions. The second stage 
was carried out with two focus groups: the first one comprising the teachers and the 
second one, students from years 1 to 3, with the purpose of delivering feedback on the 
first stage, as well as discussion and adjustment suggestions for the form. Results: 
Seven (77.7%) teachers and 32 (36.3%) students participated in the first stage; 
questionnaires were considered reliable (Cronbach's Alpha was 0.9096 and 0.8945 for 
students and teachers respectively). Gaps were identified in the contents of the form 
and applicability, requiring clarity and objectivity in the evaluation criteria and 
insufficient time and space for filling in the form. Three students and five teachers 
participated in the 2nd stage. The results of the 1st stage were validated in the 2nd 
stage and the suggestions outlined the adequacy of the evaluation instrument. 
Conclusion: This study allowed to expand the understanding and the debate about 
the assessment, showed the importance of investing in teacher development and 
student knowledge in the process of formative assessment. 
 
Keywords: educational assessment, nursing education; self-assessment; formative 
assessment. 
LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS 
 
A: Alto Desempenho 
ABP: Aprendizagem Baseada em Problemas 
AC: Análise de Conteúdo 
B: Bom Desempenho 
CHA: Competências, Habilidades e Atitudes 
DSC: Discurso do Sujeito Coletivo 
F: Desempenho Fraco 
F2: Ficha de Avaliação Formativa nas Tutorias 
FCMS: Faculdade de Ciências Médicas e da Saúde 
GF: Grupo Focal 
I: Desempenho Fraco 
MC: Mapa Conceitual 
PBL: Aprendizagem Baseada em Problemas 
PUC- SP: Pontifícia Universidade Católica de São Paulo 
R: Desempenho Razoável 
SAE: Sistematização da Assistência de Enfermagem 
 
LISTA DE TABELAS 
 
Tabela 1- Análise Descritiva do Questionário sobre a percepção de alunos de 
um instrumento de avaliação formativa em metodologias ativas- Sorocaba, 
2016 – Alunos (N=32) .............................................................................................. 31 
Tabela 2 - Análise Descritiva do Questionário sobre a percepção de docentes 
de um instrumento de avaliação formativa em metodologias ativas- Sorocaba, 
2016 –Docentes (N= 7) ............................................................................................ 35 
Tabela 3 - Síntese das Ideias Centrais Questão I- Alunos ................................... 39 
Tabela 4 - Síntese das Ideias Centrais Questão II- Alunos .................................. 40 
Tabela 5 - Síntese das Ideias Centrais Questão III- Alunos ................................. 42 
Tabela 6 - Síntese das Ideias CentraisQuestão IV- Alunos .................................. 43 
Tabela 7 - Síntese das Ideias CentraisQuestão V - Alunos .................................. 44 
Tabela 8 - Síntese das Ideias Centrais Questão I - Docentes .............................. 45 
Tabela 9 - Síntese das Ideias Centrais Questão II- Docentes .............................. 46 
Tabela 10 - Síntese das Ideias Centrais Questão III Docentes ............................ 47 
Tabela 11 -Síntese das Ideias Centrais Questão IV- Docentes ............................ 48 
Tabela 12 - Síntese das Ideias Centrais Questão V- Docentes ............................ 49 
 
 
LISTA DE QUADROS 
Quadro 1 - Proposta de ficha de avaliação formativa com as contribuições dos 
docentes e alunos ................................................................................................... 75 
 
LISTA DE FIGURAS 
Figura 1-Número de questionários entregues e respondidos pelos alunos dos 
1º, 2º e 3º anos do Curso de Enfermagem. (PUC-SP 2016) .................................. 27 
Figura 2 - Número de questionários entregues e respondidos pelos docentes 
do Curso de Enfermagem. (PUC-SP 2016). ........................................................... 28 
 
 
Sumário 
1. INTRODUÇÃO ................................................................................................................... 13 
1.1 Justificativa ................................................................................................................... 17 
2. OBJETIVOS ....................................................................................................................... 19 
2.1.Objetivo Geral .............................................................................................................. 19 
2.2. Objetivos Específicos ................................................................................................ 19 
3. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ............................................................................... 21 
4. ESTUDO 1: “PRÁTICAS DE AVALIAÇÃO FORMATIVA EM METODOLOGIAS 
ATIVAS PARA FORMAÇÃO EM SAÚDE.” ....................................................................... 23 
4.1 Introdução ..................................................................................................................... 23 
4.2. Aspectos Metodológicos ........................................................................................... 24 
4.3. Resultados e Discussão ........................................................................................... 27 
4.3.1. Dados Quantitativos ........................................................................................... 27 
4.3.2. Dados Quantiqualitativos................................................................................... 38 
4.4 Conclusão ..................................................................................................................... 52 
4.5 Referências .................................................................................................................. 53 
5. ESTUDO 2: “AVALIAÇÃO FORMATIVA EM SESSÕES DE TUTORIA: 
(RE)CONSTRUINDO UM INSTRUMENTO AVALIATIVO”. ........................................... 55 
5.1. Introdução....................................................................................................................55 
5.2. Objetivos ...................................................................................................................... 57 
5.2.1. Objetivo Geral ..................................................................................................... 57 
5.2.2. Objetivos específicos ......................................................................................... 57 
5.3. Metodologia ................................................................................................................. 57 
5.4. Resultados e Discussão ........................................................................................... 59 
5.5. Conclusão.................................................................................................................... 77 
5.6. Referências ................................................................................................................. 77 
6.CONSIDERAÇÕES FINAIS .............................................................................................. 81 
APÊNDICES ........................................................................................................................... 83 
Apêndice A .......................................................................................................................... 83 
Apêndice B .......................................................................................................................... 85 
Apêndice C.......................................................................................................................... 87 
Apêndice D.......................................................................................................................... 93 
Apêndice E .......................................................................................................................... 99 
Apêndice F ........................................................................................................................ 101 
Apêndice G ....................................................................................................................... 103 
Apêndice H........................................................................................................................ 105 
ANEXOS- .............................................................................................................................. 109 
Anexo A ............................................................................................................................. 109 
Anexo B ............................................................................................................................. 111 
 
13 
 
1. INTRODUÇÃO 
A enfermagem compreende o assistir, cuidar, pesquisar e educar, sendo o 
último um dos principais papéis que o enfermeiro assume. Formar recursos humanos 
é uma atividade de grande responsabilidade, bem como formar novos profissionais 
enfermeiros para o mercado de trabalho. Pensando nisso, o Curso de Enfermagem 
da Faculdade de Ciências Médicas e da Saúde da PUC-SP tem seu currículo 
orientado por competências e utiliza metodologias ativas de aprendizagem desde o 
ano de 2007. 
O presente curso iniciou suas atividades no ano de 1950 e nos últimos nove 
anos, o currículo da graduação foi reformulado e com isso seu método de avaliação 
foi modificado. 
Sou enfermeira, atuei em um hospital privado da cidade de Sorocaba por quase 
8 anos e fui gestora de um centro cirúrgico; porém, tive experiências anteriores na 
docência tanto de profissional técnico de enfermagem, quanto na graduação, sendo 
este último, uma área que pretendo retomar assim que possível. Tenho quase oito 
anos de formada e acredito que a atuação na educação vem a acrescentar ainda mais 
na minha caminhada profissional. 
Contextualizando o processo de ensino-aprendizagem, desde a formação 
básica, a escola, juntamente com o docente, têm um papel extremamente importante 
na formação do aluno e, a partir daí, estudos trazem que a escola tem a incumbência 
de atuar para promover o desenvolvimento humano, a conquista de níveis complexos 
de pensamento e de comprometimento em suas ações,fazendo assim, com que o ser 
humano se torne um ser pensante e crítico em suas atividades. É na escola, que o 
professor deve atuar como intermediador desse trabalho.1 
Diante disso, o docente deve estar preparado para realizar sua prática 
educativa favorecendo o processo de aprendizado do aluno, bem como 
aprendendo/ensinando, como próprio Paulo Freire relata em uma de suas obras, 
“Pedagogia da Autonomia”.2 
Em estudo mais recente, Reeve 3enfatiza que alunos que se percebem 
autônomos em suas interações escolares apresentam resultados positivos em 
relação: 1- à motivação (apresentando motivação intrínseca, percepção de 
competência, pertencimento, curiosidade, internalização de valores); 2- ao 
engajamento (com emoções positivas, persistência, presença nas aulas, não 
14 
 
reprovam ou se evadem da escola); 3- ao desenvolvimento (evidenciando autoestima, 
autovalor, preferência por desafios ótimos, criatividade); 4- à aprendizagem (melhor 
entendimento conceitual, processamento profundo de informações, uso de estratégias 
autorreguladas); 5- à melhoria do desempenho em notas, nas atividades, nos 
resultados em testes padronizados); e 6- ao estado psicológico (apresentando 
indicadores de bem-estar, satisfação com a vida, vitalidade).1 
Podemos dizer que o docente contribui para promover a autonomia do aluno 
em sala de aula, quando: a) nutre os interesses pessoais; b) oferece explicações 
racionais para o estudo de determinado conteúdo ou para a realização de determinada 
atividade; c) usa de linguagem informacional, não controladora; d) é paciente com o 
ritmo de aprendizagem dos alunos; e) reconhece e aceita as expressões de 
sentimentos negativos dos alunos.3 
As metodologias ativas têm o potencial de despertar a curiosidade, à medida 
que os alunos se inserem na teorização e trazem elementos novos, ainda não 
considerados nas aulas ou na própria perspectiva do docente. Quando acatadas e 
analisadas, as contribuições dos alunos valorizam-se e estes têm estimulados os 
sentimentos de engajamento, percepção de competência e de pertencimento, além 
da persistência nos estudos, entre outras.1 
É dessa forma que o curso de Graduação em Enfermagem da Faculdade de 
Ciências Médicas e da Saúde da PUC-SP atua. É oferecido em 4 anos e nos seus 
três primeiros anos existem sessões de tutoria, utilizando-se das metodologias ativas. 
São três tutores para cada ano, do 1º ao 3º ano do curso. E a avaliação durante o 
curso se faz através da avaliação somativa e formativa. 
Na abordagem tradicional, a avaliação visa a exatidão da reprodução do 
conteúdo comunicado em sala de aula e as notas obtidas funcionam na sociedade 
como níveis de aquisição do patrimônio cultural. Portanto, mede-se o aluno pela 
exatidão de informações que consegue reproduzir; nessa abordagem, parte-se do 
pressuposto de que a inteligência seja uma faculdade de acumular/armazenar 
informações.4 
Perrenoud cita as duas lógicas avaliativas: a tradicional e a formativa. Para o 
autor, a formativa é a mais eficaz; nela não se avalia por avaliar, tem-se que 
fundamentar uma decisão, criar os próprios instrumentos avaliativos, uma vez que a 
avaliação é analisada como um componente de um sistema de ação. Uma verdadeira 
15 
 
avaliação formativa só é possível no âmbito de pedagogias fortemente diferenciadas, 
até mesmo de pedagogias formais de domínio.5 
A literatura da área educacional aponta, cada vez mais, para o entendimento 
de que o processo ensino aprendizagem constitui-se em trabalho conjunto entre 
docente e aluno. Assim, o novo método do curso de Enfermagem da PUC/SP 
estabeleceu como eixo indispensável para alcance do perfil pretendido, uma ruptura 
com as concepções pedagógicas pautadas no modelo cartesiano,hospitalocêntrico, 
centrado no professor.6 
Optou-se por outras concepções pedagógicas que possibilitassem modificar as 
relações entre alunos, docentes e profissionais assistenciais com novas 
possibilidades de avaliação e monitoramento da aprendizagem.6 
Dentre as Metodologias Ativas existentes, decidiu-se pela Problematização e a 
Aprendizagem Baseada em Problemas (ABP). A Problematização tem como objetivo 
motivar o discente, pois, diante do problema, ele se detém, examina, reflete, relaciona 
a sua história e passa a ressignificar suas descobertas.3 A ABP está baseada na 
resolução de problemas propostos, com a finalidade de que o aluno estude e aprenda 
determinados conteúdos. Esta metodologia é formativa à medida que estimula uma 
atitude ativa do aluno em busca do conhecimento.4 
Qualquer estratégia de inovação deve levar em conta suas práticas de 
avaliação, integrá-las à reflexão, para transformá-las.7 A avaliação precisa ser, antes 
de tudo, processual e formativa para a inclusão, autonomia, diálogo e reflexões 
coletivas, na busca de respostas e caminhos para os problemas detectados.3 
A avaliação é compreendida como elemento essencial no processo de ensino 
e de aprendizagem. A avaliação passa a ser um meio para que o docente e aluno 
recolham e interpretem as informações que indiquem as medidas que favoreçam a 
aprendizagem.8 Dessa forma, os instrumentos de avaliação foram construídos para 
acompanhar a evolução do aluno, identificando seus avanços e dificuldades. Além 
disso, contribuem para a progressão e possibilita o redirecionamento da 
aprendizagem. A autoavaliação tem sido utilizada como uma das estratégias 
norteadoras desse processo. O docente pode registrar o desenvolvimento do discente 
no que se refere à autonomia, à criatividade, à capacidade de organização, à sua 
participação e a condições de elaboração, bem como ao seu relacionamento com o 
grupo e sua comunicação. Na autoavaliação, o discente irá refletir sobre si mesmo e 
a construção do conhecimento realizado. 
16 
 
Segundo o Projeto Político Pedagógico do Curso citado o perfil do futuro 
profissional egresso pressupõe uma formação dentro da perspectiva humanista com 
capacidade crítica e reflexiva.9 Assim, a avaliação do aluno, quase sempre restrita a 
provas e trabalhos acadêmicos, deverá dar lugar a uma avaliação processual e 
contínua, tendo como referência a maior diversidade possível de experiências 
pedagógicas o que, por sua vez, conduzirá à necessidade de criação de novos 
instrumentos e estratégias. 
A avaliação formativa valoriza o processo e possibilita detectar dificuldades que 
interferem na aprendizagem, permitindo um feedback contínuo e encaminhamentos 
necessários para que os objetivos educacionais sejam atingidos. O caráter formativo 
é representado pelas oportunidades de recuperação.9 
Para a avaliação formativa, os docentes e alunos do curso de enfermagem 
utilizam um instrumento composto por um roteiro com critérios que definem a 
avaliação. Nessa ficha (Anexo A), há dois campos, o do aluno que determina o seu 
conceito e descreve suas metas, o do docente onde determina o conceito e indica a 
prescrição para o aluno. Os registros são realizados no fechamento das tutorias. 
Para avaliação formativa nas sessões de tutoria os alunos descrevem suas 
metas e atribuem seu desempenho, os docentes descrevem as prescrições e atribuem 
também o desempenho do aluno. Para o desempenho são considerados os seguintes 
conceitos e critérios: A (Alto Desempenho): O estudante vem preparado para a tutoria; 
contribui para que o conhecimento avance sem dominar; mostra interesse e respeito 
pelas contribuições/visões de seus colegas; participa ativamente dos trabalhos 
grupais; ajuda efetivamente colega em dificuldade (cuidador) e colabora para manter 
ótimo ambiente grupal ajudando na resolução de disfunções. No fechamento, não faz 
leituras de textos, utiliza apenas seu Mapa Conceitual. B (Bom Desempenho): O 
estudante vem preparado para a tutoria e faz comentários pertinentes quando 
convidado; contribui mais esporadicamente; mostra interesse e respeita as 
opiniões/visões dos outros; participa ativamente dos trabalhos grupais. Essa 
graduação é adequada para um participante ativo cujas intervenções são menos 
elaboradas ou convincentes do que a da graduação anterior, mas que promove e 
participa da conversação. Colabora para manter bom ambiente grupal, ajuda um 
pouco na resolução de disfunções. No fechamento, traz o Mapa Conceitual. R 
(Desempenho Razoável): O estudante vem para a tutoria, mas não contribui 
voluntariamente nas discussões e quando inquirido responde às perguntas de forma 
17 
 
econômica. Todavia, o estudante mostra interesse pelas discussões, escuta 
atentamente, toma notas e mostra ter estudado o assunto pelas anotações/materiais 
que traz. O estudante nessa categoria pode ser tímido, introvertido ou ainda não se 
ajustou a uma nova cultura ou contexto. Pouco influencia no ambiente grupal e não 
colabora na resolução de disfunções. No fechamento, traz o Mapa Conceitual. F 
(Desempenho Fraco): O estudante até participa das discussões, mas de forma 
problemática. Esse estudante pode falar demais, dar contribuições não 
fundamentadas/tangenciais ou permanecer calado durante a tutoria por estar mal 
preparado. Pode interromper com frequência a fala de seus colegas ou do tutor com 
questões que desviam as idéias do caminho adequado. Esse estudante torna o grupo 
disfuncional. Não traz o Mapa Conceitual ou traz Mapa insipiente. I (Desempenho 
Inaceitável): O estudante parece estar à margem do grupo. Frequentemente, não 
participa e não contribui em nenhuma etapa da tutoria. Demonstra desinteresse ou 
comportamento anti-social. Não traz o Mapa Conceitual no fechamento. Como em 
qualquer curso,a presença de no mínimo 75% é obrigatória para o aluno desempenhar 
um desenvolvimento ascendente. Esses critérios foram definidos pelas professoras 
do curso e vêm sendo utilizados desde 2010. 
 
1.1 Justificativa 
Estudo documental realizado a partir da análise do preenchimento do 
instrumento de avaliação do 2º ano no Módulo Adulto, verificou que o instrumento de 
avaliação vem sendo subutilizado, uma vez que as metas nem sempre, ou quase 
sempre, não são apontadas e ainda, apontam as potencialidades e as dificuldades 
dos alunos com reforço positivo, mas falta clareza dos comportamentos nos quais o 
aluno precisa melhorar.O estudo concluiu que havia necessidade de uma reavaliação 
dos critérios e do preenchimento das fichas para que esse instrumento fosse mais 
efetivo na avaliação do aluno.6 
Diante disso, justifica-se a realização da pesquisa sugerida, para uma 
adequação dos critérios da ficha de avaliação formativa e/ou até mesmo a 
reformulação da mesma com alunos e professores. 
 
18 
 
 
19 
 
2. OBJETIVOS 
2.1.Objetivo Geral 
Analisar a ficha e os critérios de avaliação das sessões de tutoria do Curso de 
Enfermagem da PUC/SP. 
 
2.2. Objetivos Específicos 
 Identificar a percepção dos estudantes e dos docentes que utilizam esse 
instrumento nas tutorias, sobre sua funcionalidade e necessidades de 
adequações; 
 Discutir com alunos e docentes a utilização das fichas e dos critérios de avaliação; 
 Propor as adequações juntamente com os docentes e alunos na ficha de 
avaliação. 
 
 
20 
 
 
21 
 
3. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 
1. Berbel NAN. As metodologias ativas e a promoção da autonomia de estudantes. 
Semin Ciênc Soc Hum. 2011;32(1):25–40. 
2. Freire P. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. São 
Paulo: Paz e Terra; 1996. 
3. Reeve J. Why teachers adopt a controlling motivating style toward students and 
how they can become more autonomy supportive. EducPsychol. 2009; 44(3):159-
75. 
4. Alvim EE. Avaliação formativa: é uma realidade em discussão ou uma proposta 
utópica. In: Anais do IV Seminário Nacional Literaturae Cultura [Internet]. São 
Cristóvão: GELIC/UFS; 2012:1–8. 
5. Perrenoud P. Avaliação: da excelência à regulação dasaprendizagens: entre 
duas lógicas. Porto Alegre: Artmed; 1999. 
6 Oliveira RA, Saccomann ICR, Jeneral RBR. O papel da autoavaliação dos 
estudantes de enfermagem nas sessões de tutoria. In: Anais eletrônicos do 
Seminário Internacional de Educação Superior 2014: formação e conhecimento 
[Internet]. Sorocaba: UNISO; 2014 [acesso em 06 nov. 2016].Disponível em: 
http://uniso.br/publicacoes/anais_eletronicos/2014/4_es_praticas_educacionais/1
0.pdf 
7. Mitre SM, Siqueira-Batista R, Girardi-de-Mendonça JM, Morais-Pinto NM De, 
Meirelles CDAB, Pinto-Porto C, et al. Metodologias ativas de ensino-
aprendizagem na formação profissional em saúde: debates atuais. Ciênc Saúde 
Coletiva. 2008;13(2):133-44. 
8. Cyrino EG, Toralles-Pereira ML. Trabalhando com estratégias de ensino-
aprendizado por descoberta na área da saúde: a problematização e a 
aprendizagem baseada em problemas. Cad Saúde Pública. 2004;20(3):780–8. 
9. Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. Faculdade de Ciências Médicas e 
da Saúde. Projeto Político Pedagógico do Curso de Enfermagem. Sorocaba: 
PUC-SP; 2012. 
 
 
 
22 
 
 
23 
 
4. ESTUDO 1: “PRÁTICAS DE AVALIAÇÃO FORMATIVA EM 
METODOLOGIAS ATIVAS PARA FORMAÇÃO EM SAÚDE.” 
4.1 Introdução 
O Curso de Enfermagem da PUC/SP, com a finalidade de atender as 
exigências da Lei de Diretrizes Curriculares publicadas em novembro de 20011 inseriu 
em seu currículo como estratégia de ensino as metodologias ativas, utilizando a 
Problematização e a Aprendizagem Baseada em Problemas (PBL). 
Nas metodologias ativas, o aluno é o ator principal do processo educacional, 
que é dinâmico e estimula a construção do conhecimento por meio de uma 
aprendizagem crítica e autônoma. 
As metodologias ativas têm o potencial de despertar a curiosidade, à medida 
que os alunos se inserem na teorização e trazem elementos novos, ainda não 
considerados nas aulas ou na própria perspectiva do docente. Quando acatadas e 
analisadas as contribuições dos alunos valorizam-se e estes têm estimulados os 
sentimentos de engajamento, percepção de competência e de pertencimento, além 
da persistência nos estudos, entre outras.2 
A necessidade de a avaliação da aprendizagem do aluno estar coerente com 
os pressupostos epistemológicos que norteiam um currículo que utiliza metodologia 
ativa foi determinante para o uso de práticas avaliativas formativas durante as sessões 
tutoriais. 
A avaliação formativa valoriza o processo educacional e possibilita detectar 
dificuldades que interferem na aprendizagem, permitindo um feedback contínuo e 
encaminhamentos necessários para que os objetivos educacionais sejam atingidos. 
O caráter formativo é representado pelas oportunidades de recuperação.3 
No contexto da avaliação formativa no curso de Enfermagem, que ocorre após 
o fechamento de cada problema, cada aluno faz, de forma espontânea, oralmente, 
sua autoavaliação e a avaliação dos demais colegas do grupo tutorial (interpares), 
que surge como mecanismo para estimular o aluno a ter responsabilidade sobre o 
aprendizado dos demais colegas do grupo tutorial. Em seguida, o aluno avalia o 
docente e a tutoria. O docente também avalia oralmente cada aluno. A avaliação é 
baseada em critérios e utiliza como estratégia a observação. Alunos e docentes 
preenchem uma ficha individual (objeto desse estudo)- (Anexo A), composta por 
critérios e um espaço onde o aluno atribui seu desempenho e descreve suas metas e 
24 
 
outro espaço onde o docente atribui o desempenho do aluno e descreve as 
prescrições para que esse aluno tenha um melhor desempenho. 
Essa ficha de avaliação é considerada no final de cada módulo, em conjunto 
com a avaliação somativa, na avaliação global do aluno, que será convertida em 
suficiente ou insuficiente. 
Docentes desse curso realizaram um estudo4 descritivo, qualitativo e 
documental das fichas de avaliação formativa do 2º ano no Módulo Adulto. Verificaram 
que o instrumento de avaliação vem sendo subutilizado e ainda, apontam as 
potencialidades e as dificuldades dos alunos com reforço positivo. Concluíram que há 
necessidade de uma reavaliação dos critérios e do preenchimento das fichas. 
Diante disso, este estudo objetivou, analisar o instrumento e os critérios de 
avaliação formativa nas metodologias ativas, mais especificamente no contexto das 
sessões tutoriais de PBL e problematização, a partir das vivências de docentes e 
alunos. 
 
4.2. Aspectos Metodológicos 
Trata-se de um estudo descritivo, qualiquantitativo realizado na Faculdade de 
Ciências Médicas e da Saúde, no Curso de Enfermagem, no período de novembro de 
2015 à abril de 2016, com docentes e alunos dos primeiro, segundo e terceiro anos 
(primeiro ao sexto períodos) que utilizam a ficha e os critérios de avaliação. Houve 
concordância da Comissão Didática do referido curso para a realização do estudo 
(Apêndice A e Anexo B). O projeto foi submetido à apreciação pelo Comitê de Ética 
em Pesquisa da FCMS-PUC/SP de Sorocaba-São Paulo e aprovado em 08/09/2015; 
número do parecer: 1.218.426. Todos os participantes foram esclarecidos sobre a 
pesquisa e os procedimentos e manifestaram sua concordância em participar do 
estudo com a assinatura do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (Apêndice 
B). 
Para compreender os pontos fortes e as fragilidades da F2, sob a ótica dos 
alunos e docentes, foram utilizados questionários auto aplicáveis e diferenciados, 
elaborados pela pesquisadora, denominados: Questionário sobre a percepção de 
docentes de um instrumento de avaliação formativa em metodologias ativas e 
Questionário sobre a percepção de alunos de um instrumento de avaliação 
formativa em metodologias ativas. Esses instrumentos de coleta de dados foram 
25 
 
aplicados durante o período letivo, sem prejuízo das atividades acadêmicas. Contam 
com questões abertas e fechadas, estas últimas do tipo Escala de Likert. (Apêndices 
C e D). 
Para os docentes, foram divididos em duas partes, sendo PARTE I: com 9 
questões de caracterização dos participantes e PARTE II: com 41 questões na Escala 
de Likert e 5 questões abertas. Para os alunos, foram também divididos em duas 
partes, sendo PARTE I: com 5 questões de caracterização dos participantes e PARTE 
II: com 41 questões na Escala de Likert e 5 questões abertas. 
A Escala de Likert trata de uma escala intervalar, cuja distância entre as 
posições é a mesma, e visa mediar julgamentos, opiniões e atitudes. A Escala de 
Likert é concebida para permitir que os sujeitos respondam, com graus variados de 
satisfação, a cada item que descreve o serviço ou produto. Essa escala estabelece 
respostas graduadas para cada afirmação. Geralmente, é apresentada em cinco 
graus, sendo um extremo: (grau 1) - o desacordo total, e o extremo oposto (grau 5) – 
o total acordo; o ponto intermediário (grau 3) representa o indiferente.5 
Esta escala é um instrumento destinado a atribuir um escore numérico às 
pessoas, para colocá-las em uma sequência em relação às proposições que estão 
sendo medidas. Discrimina quantitativamente as pessoas com diferentes atitudes, 
medos, motivos, percepções, traços de personalidade e necessidades. Consiste em 
afirmações declaratórias que expressam um ponto de vista sobre um assunto.6 
As respostas sugeridas na escala são quantitativas, sendo construídas por 
proposições que medem as posições do mais desfavorável ao mais favorável.6 As 
proposições do instrumento têm a finalidade de determinar as percepções acerca do 
objeto de estudo. 
Assim, neste estudo, a Escala de Likert foi proposta com cinco graus, 
apresentando a seguinte configuração: 
(1) Discordo totalmente; 
(2) Discordo parcialmente; 
(3) Indiferente; 
(4) Concordo parcialmente; 
(5) Concordo totalmente. 
 
Após a elaboração da primeira versão, os questionários foram avaliados por3 
juízes (três docentes), cujas sugestões foram em relação à formatação dos 
26 
 
instrumentos e foram incluídas na versão final do mesmo. Esse grupo de docentes 
não fez parte da pesquisa. 
Os dados do questionário foram analisados qualiquantitativamente por meio do 
teste de confiabilidade de Crombach (medida de avaliação da consistência interna dos 
questionários para um conjunto de dois ou mais indicadores de construto).7 Os valores 
desse Coeficiente variam de 0 a 1,0; quanto mais próximo de 1, maior confiabilidade 
entre os indicadores.7 As respostas das questões abertas foram organizadas pela 
metodologia do Discurso do Sujeito Coletivo (DSC). 
O DSC é uma técnica de tabulação e organização de dados qualitativos, 
desenvolvido por Lefevre e Lefevreno fim da década de 90 e tem como fundamento a 
Teoria da Representação Social. O DSC é um discurso-síntese elaborado com partes 
de discursos de sentido semelhante, por meio de procedimentos sistemáticos e 
padronizados.8 
Ele representa uma mudança nas pesquisas qualitativas porque permite que 
se conheça os pensamentos, representações, crenças e valores de uma coletividade 
sobre um determinado tema utilizando-se de métodos científicos. As representações 
sociais são esquemas sociocognitivos que as pessoas utilizam para emitirem, no seu 
cotidiano, juízos ou opiniões; são uma forma de conhecimento, socialmente elaborado 
e partilhado, de uma realidade comum a um conjunto social.9 
O desafio a que o DSC busca responder é o da auto-expressão do pensamento 
ou opinião coletiva. O Discurso do Sujeito Coletivo é uma proposta de reconstituição 
de um ser empírico coletivo, opinante na forma de um sujeito de discurso emitido na 
primeira pessoa do singular.10 
A técnica consiste basicamente em analisar o material verbal coletado em 
pesquisas que têm depoimentos como sua matéria-prima, extraindo-se de cada um 
destes depoimentos as Ideias Centrais ou Ancoragens e as suas correspondentes 
Expressões Chave; com as Idéias Centrais/Ancoragens e Expressões Chave 
semelhantes compõe-se um ou vários discursos-síntese que são os Discursos do 
Sujeito Coletivo.11 
A escolha das expressões chave, foram realizadas buscando responder o 
objetivo da pesquisa, para tal foi identificada uma ideia central associada, nomeada 
pela autora como uma etiqueta semântica. Com as expressões chave das ideias 
centrais semelhantes foram construídos os discursos síntese que expressam um 
discurso coletivo, segundo o referencial do Discurso do Sujeito Coletivo. 
27 
 
4.3. Resultados e Discussão 
4.3.1. Dados Quantitativos 
Foram entregues 88 questionários sendo 79 para alunos e 9 para docentes. Os 
números de questionários entregues para os alunos de acordo com o ano e o número 
de respostas são apresentados na figura 1. 
A figura 2 apresenta o número de questionários entregue e respondidos pelos 
docentes. 
 
Figura 1-Número de questionários entregues e respondidos pelos alunos dos 1º, 2º e 3º anos 
do Curso de Enfermagem. (PUC-SP 2016) 
 
0
20
40
60
80
100
120
Questionários Entregues Questionários Respondidos
1º Ano
2º Ano
3º Ano
Total
%
29 27
23
88
14 
(51,85%)
16 
(69,56%)
32
36,36%
100% 
2 
(6,8%) 
28 
 
 
Figura 2 - Número de questionários entregues e respondidos pelos docentes do Curso de 
Enfermagem. (PUC-SP 2016). 
 
Dessa forma, houve uma adesão do total das respostas de 44,31% nessa 
primeira etapa. Dos 88 questionários distribuídos, 39 foram respondidos. 
Pode-se verificar uma maior participação pelos alunos dos segundo e terceiro 
anos, que possuem uma maior familiaridade com a metodologia e a ficha de avaliação 
e, mesmo que as oportunidades de melhoria não cheguem até eles, participaram da 
pesquisa a fim de contribuirem para as ações futuras no processo de avaliação do 
curso de Enfermagem. 
Os docentes foram mais numericamente representados em relação às 
respostas dos questionários, talvez isso por ser uma grande necessidade enfrentada 
por estes no seu dia a dia de trabalho, nas tutorias: evidencia-se a expectativa de uma 
proposta que auxilie na melhora desse processo de avaliação, ou seja, a valorização 
dessa pesquisa e do legado que ela poderá deixar. 
De qualquer forma, foi percebido que, mesmo os alunos com uma 
representatividade numérica não tão expressiva, foram mais específicos, 
diferentemente dos docentes, mais detalhistas em suas respostas, contribuindo 
qualitativamente nesse estudo. 
Avaliar, em um contexto de ensino superior, não se resume à mecânica do 
conceito formal e estatístico; não é, simplesmente, atribuir notas, obrigatórias à 
decisão de avanço ou retenção em determinada disciplina. Devem representar as 
0
20
40
60
80
100
120
Questionários Entregues Questionários Respondidos
Docentes
%
9
100%
7
77,77%
29 
 
avaliações, aqueles instrumentos imprescindíveis à verificação do aprendizado 
efetivamente realizado pelo aluno, ao mesmo tempo que forneçam subsídios ao 
trabalho docente, direcionando o esforço empreendido no processo de ensino e 
aprendizagem de forma a contemplar a melhor abordagem.12 
O Coeficiente Alfa de Cronbach dos questionários aplicados aos alunos foi de: 
0.9096 e o dos questionários aplicados aos docentes o resultado foi de 0.8945. 
(Apêndice E). 
Os valores desse Coeficiente variam de 0 a 1,0 e quanto mais próximo de 1, 
maior confiabilidade entre os indicadores. Assim, o que pode-se constatar é que tanto 
o questionário aplicado aos docentes, quanto aquele aplicado aos alunos foram 
confiáveis. 
Subsequente, foram realizadas as análises de variável e variância entre as 
séries e entre os alunos e professores. Testando a diferença entre as séries, 
obtivemos o seguinte valor: 0.0582 o que permite concluir que não houve diferença 
entre 1º, 2º e 3º anos nas respostas, P>0,05. Comparando os escores totais entre 
professores e alunos, encontramos Pr(T < t) = 0.0000. Conclui-se que há diferença e 
a média da soma dos escores dos professores é significantemente menor, P<0,05. 
(Apêndice F). 
Para análise das questões da Escala de Likert, quando analisadas em relação 
à frequência das respostas semelhantes, optou-se por identificar a MODA em cada 
questão que estão em destaque nas tabelas a seguir. 
A moda é uma estatística descritiva que indica o valor que mais se repete num 
conjunto de valores. Karl Pearson utilizou esse termo pela primeira vez em 1895, 
influenciado pela expressão “estar na moda” quando alguma coisa era frequente.13 
 
30 
 
 
 
31 
 
Tabela 1- Análise Descritiva do Questionário sobre a percepção de alunos de um instrumento de avaliação formativa em metodologias ativas- 
Sorocaba, 2016 – Alunos (N=32) 
Questões DT D I C CT NR 
N % n % n % n % n % n % 
1- Não considero habilidades como metas ao preencher a ficha 3 9,37 14 43,75 8 25,00 6 18,75 0 0,00 1 3,12 
2-As prescrições dos tutores não ajudam na melhoria do meu desempenho. 14 43,75 14 43,75 0 0,00 4 12,50 0 0,00 0 0,00 
3-Minha autoavaliação tem sido semelhante ao do tutor. 1 3,12 5 15,62 0 0,00 23 71,87 3 9,37 0 0,00 
4-A F2 auxilia na minha autoavaliação. 0 0,00 3 9,37 3 9,37 20 62,5 5 15,62 1 3,12 
5- A avaliação dos tutores não se assemelha a minha autoavaliação. 5 15,62 22 68,75 1 3,12 4 12,50 0 0,00 0 0,00 
6- Ao preencher a F2, considero os critérios de avaliação. 0 0,00 5 15,62 3 9,37 23 71,87 0 0,00 1 3,12 
7- As prescrições realizadas pelos tutores ajudam na melhoria do meu desempenho. 0 0,00 0 0,00 3 9,37 21 65,62 8 25,00 0 0,00 
8- Considero que sou claro e objetivo quando descrevo minhas metas. 0 0,00 5 15,62 3 9,37 21 65,62 3 9,37 0 0,00 
9- O momento de preenchimento da F2 não é adequado. 3 9,37 11 34,37 13 40,62 4 12,50 1 3,12 0 0,00 
10- A F2 não auxilia na minha autoavaliação. 6 18,75 19 59,37 3 9,37 3 9,37 1 3,12 0 0,00 
11-A F2 permite que eu perceba a minha evolução durante o módulo. 0 0,00 2 6,25 2 6,25 18 56,25 9 28,12 1 3,12 
12- Os critérios de avaliaçãoestão descritos de forma clara e facilitam o preenchimento da F2. 1 3,12 6 18,75 10 31,25 13 40,62 2 6,25 0 0,00 
13- As prescrições realizadas pelos tutores auxiliam nos meus estudos. 1 3,12 4 12,50 6 18,75 15 46,87 5 15,62 1 3,12 
14- Atitudes não são metas que considero ao preencher a ficha. 7 21,87 19 59,37 1 3,12 4 12,50 1 3,12 0 0,00 
15- A F2 é considerada para a minha avaliação no final do módulo. 0 0,00 1 3,12 1 3,12 22 68,75 8 25,00 0 0,00 
16- Os critérios de avaliação facilitam determinar o meu desempenho. 0 0,00 2 6,25 5 15,62 21 65,62 4 12,50 0 0,00 
17- As prescrições descritas na F2 direcionam a minha evolução durante as sessões de tutoria. 0 0,00 3 9,37 2 6,25 23 71,87 4 12,50 0 0,00 
18- Não tenho clareza de como preencher a ficha de autoavaliação. 4 12,50 16 50,00 5 15,62 5 15,62 2 6,25 0 0,00 
19- O tutor não me avalia considerando os critérios da F2. 5 15,62 16 50,00 5 15,62 6 18,75 0 0,00 0 0,00 
20- Os critérios me permitem ter clareza nas metas a serem alcançadas. 2 6,25 1 3,12 8 25,00 18 56,25 3 9,37 0 0,00 
21- Os conhecimentos são metas que considero ao preencher a F2. 0 0,00 2 6,25 2 6,25 24 75,00 4 12,50 0 0,00 
22- As prescrições realizadas pelos tutores não são claras e objetivas. 5 15,62 19 59,37 3 9,37 3 9,37 1 3,12 1 3,12 
23- Ao preencher as metas descrevo as atividades que realizei. 1 3,12 5 15,62 4 12,50 18 56,25 3 9,37 1 3,12 
24- Não tenho dificuldades para selecionar o meu conceito baseando-me nos critérios. 1 3,12 6 18,75 6 18,75 17 53,12 1 3,12 1 3,12 
25- No momento em que prescrevo as metas considero as habilidades que devo melhorar. 0 0,00 2 6,25 1 3,12 27 84,37 1 3,12 1 3,12 
26- No momento em que prescrevo as metas considero as atitudes que devo melhorar. 0 0,00 2 6,25 1 3,12 27 84,37 1 3,12 1 3,12 
27- As prescrições realizadas pelos tutores são claras e objetivas. 0 0,00 4 12,50 2 6,25 21 65,62 4 12,50 1 3,12 
28- O tutor me avalia considerando os critérios de avaliação da F2. 0 0,00 5 15,62 6 18,75 19 59,37 1 3,12 1 3,12 
29- A diferença de um conceito para o outro não está claramente descrita nos critérios. 3 9,37 10 31,25 10 31,25 7 21,87 1 3,12 1 3,12 
30- Os tutores utilizam a F2 para fazer a autoavaliação no final da tutoria. 1 3,12 2 6,25 3 9,37 22 68,75 3 9,37 1 3,12 
31- Recebo feedback dos tutores na F2. 1 3,12 1 3,12 5 15,62 23 71,87 0 0,00 2 6,25 
32- Acredito que os critérios de avaliação não determinam o meu desempenho. 3 9,37 18 56,25 4 12,50 4 12,50 2 6,25 1 3,12 
33- Reconheço a F2 como um instrumento que orienta minha recuperação de forma contínua. 0 0,00 1 3,12 10 31,25 16 50,00 4 12,50 1 3,12 
34- A F2 não é considerada na minha avaliação final do módulo. 6 18,75 16 50,00 2 6,25 6 18,75 0 0,00 2 6,25 
35- O tempo utilizado para o preenchimento da F2 é suficiente. 1 3,12 4 12,50 3 9,37 21 65,62 2 6,25 1 3,12 
36- Os tutores quando prescrevem as metas não consideram as habilidades que devo melhorar. 5 15,62 20 62,5 2 6,25 4 12,50 0 0,00 1 3,12 
37- Considero que a F2 e os critérios de avaliação tem sido utilizados de forma adequada. 0 0,00 7 21,87 5 15,62 15 46,87 3 9,37 2 6,25 
38- Não atendo as prescrições indicadas pelos tutores na F2. 5 15,62 23 71,87 0 0,00 2 6,25 0 0,00 2 6,25 
39- Os critérios de avaliação e F2 precisam ser melhores descritos para facilitar o preenchimento. 1 3,12 7 21,87 5 15,62 14 43,75 4 12,50 1 3,12 
40- Considero que não preencho as metas de forma adequada. 3 9,37 12 37,5 7 21,87 8 25,00 1 3,12 1 3,12 
41- Ao preencher as metas não descrevo as atividades que realizei. 5 15,62 17 53,12 1 3,12 7 21,87 1 3,12 1 3,12 
DT: Discordo Totalmente 
D: Discordo 
I: Indiferente 
C: Concordo 
CT: Concordo Totalmente 
NR: Não Respondeu 
32 
 
 
33 
 
Os alunos quando questionados sobre as prescrições dos docentes na 
assertiva: “As prescrições dos tutores não ajudam na melhoria do meu desempenho”: 
a sua maioria cerca de 28 alunos discordaram ou discordaram totalmente; isso mostra 
o quanto os alunos acreditam que o ato do docente descrever, ou melhor prescrever 
o que ele precisa melhorar, contribui para o seu desempenho e aprendizado. Isso vem 
ao encontro com a assertiva: “As prescrições realizadas pelos tutores ajudam na 
melhoria do meu desempenho”: Moda= CONCORDO 21(65,62%). E, apesar de como 
essa ficha vem sido utilizada até o momento, quando dizem, os alunos, que na maioria 
das vezes o docente não prescreve e apenas condiz com o que o aluno se 
autoavaliou, os alunos entendem que esse passo é importante. 
Assim, o processo de fixar metas é muito importante em virtude destas servirem 
de ponto de referência, que guiam as ações subsequentes.14 
O fato de acreditarem que ultimamente a sua autoavaliação esteja equivalente 
à avaliação do tutor está na assertiva: “Minha autoavaliação tem sido semelhante ao 
do tutor”: Moda= CONCORDO 23(71,87%). E, apesar das fragilidades do instrumento, 
a assertiva: “A F2 auxilia na minha autoavaliação”, mostra que a maioria dos 
estudantes 20 (62,50%), acreditam na sua importância tanto no desempenho quanto 
na sua autoavaliação e que a F2 auxilia a sua autoavaliação. 
A coavaliação, ou seja, a avaliação em conjunto do docente e aluno é uma 
estratégia utilizada para ajudar os alunos nas tomadas de consciência de como 
conseguiram seus progressos14, ou seja, eles são responsáveis tanto quanto os 
docentes no seu processo de avaliação. 
Os alunos são colocados em situação de confronto, de troca, de interação, de 
decisão, que os forcem a explicar, a justificar, a argumentar, expor idéias dar ou 
receber informações, tomar decisões, planejar ou dividir trabalho, obter recursos.15 
Apesar dos critérios estarem descritos em folha separada da ficha, o aluno 
considera os mesmos na hora de preencher a F2. Moda= CONCORDO 23 (71,87%). 
E acreditam que eles possam determinar o seu desempenho: “Os critérios de 
avaliação facilitam determinar o meu desempenho”: Moda= CONCORDO 21 
(65,62%). 
É fundamental salientar o duplo valor regulador da avaliação, por um lado, com 
o papel formativo de regulação no ensino e, por outro, com o papel formador da 
regulação na aprendizagem. Encarada dessa forma, a avaliação funciona como um 
instrumento a) para adaptação constante das formas de ensino às características e 
34 
 
necessidades dos alunos e b) para facilitar a assunção, cada vez maior, do controle e 
responsabilidade por parte do aluno sobre o seu próprio processo de aprendizagem.14 
E a F2, sendo um instrumento de avaliação formativa hoje utilizada no curso de 
enfermagem, é felizmente considerada pelos alunos na avaliação final do módulo, 
conforme na assertiva: “A F2 é considerada para a minha avaliação no final do 
módulo”: Moda= CONCORDO 22 (68,75%). E acaba sendo um importante registro 
para documentar o feedback dos tutores aos alunos: “Recebo feedback dos tutores 
na F2”: Moda= CONCORDO 23 (71,87%). 
O feedback possui um papel extremamente importante, uma vez que possibilita 
o diálogo entre as partes envolvidas no processo de avaliação. Assim, o papel do 
docente acaba por ser decisivo, para encaminhar o aluno, estabelecendo a autonomia 
ou dependência dos mesmos. Para que isso aconteça da melhor forma, se faz 
necessário estabelecer um diálogo com os alunos.14 
Para que esse feedback seja bem aproveitado, existe a necessidade de uma 
avaliação positiva do erro, que deve ser considerado para a evolução e não para a 
diminuição do aluno, sendo uma fonte rica de informação para a compreensão de 
determinado aspecto, contribuindo para a aprendizagem.16 
 
35 
 
Tabela 2 - Análise Descritiva do Questionário sobre a percepção de docentes de um instrumento de avaliação formativa em metodologias ativas- 
Sorocaba, 2016 –Docentes (N= 7) 
Questões DT D I C CT NR 
N % n % n % n % n % n % 
1-O aluno quando preenche as metas inclui seus conhecimentos. 1 14,28 2 28,57 0 0,00 4 57,14 0 0,00 0 0,00 
2-Faltam objetividade e clareza dos alunos na hora de descrever suas metas. 0 0,00 2 28,57 00,00 4 57,14 1 14,28 0 0,00 
3- Não tenho dificuldades para definir o conceito do aluno considerando os critérios da F2. 1 14,28 1 14,28 0 0,00 4 57,14 1 14,28 0 0,00 
4-O aluno quando preenche as metas inclui atitudes. 2 28,57 4 57,14 0 0,00 1 14,28 0 0,00 0 0,00 
5- O aluno quando preenche as metas inclui habilidades. 2 28,57 4 57,14 0 0,00 1 14,28 0 0,00 0 0,00 
6-Conhecimentos não são metas que considero ao preencher a ficha. 3 42,85 3 42,85 0 0,00 0 0,00 1 14,28 0 0,00 
7-Ao preencher a ficha de avaliação eu considero os critérios nela descritos. 0 0,00 0 0,00 0 0,00 6 85,71 1 14,28 0 0,00 
8- Considero o momento do preenchimento da F2 pelo aluno adequado. 0 0,00 3 42,85 0 0,00 3 42,85 1 14,28 0 0,00 
9- Não considero ter um tempo suficiente para descrever as metas aos alunos na F2. 1 14,28 1 14,28 1 14,28 4 57,14 0 0,00 0 0,00 
10- Minha avaliação tem sido semelhante a autoavaliação do aluno. 1 14,28 4 57,14 0 0,00 2 28,57 0 0,00 0 0,00 
11- Os alunos são claros e objetivos a descrever suas metas durante o módulo. 2 28,57 2 28,57 0 0,00 3 42,85 0 0,00 0 0,00 
12- A avaliação final do módulo é determinada independente do preenchimento da F2. 3 42,85 2 28,57 0 0,00 1 14,28 1 14,28 0 0,00 
13- Não considero os critérios para preencher a F2 quando estou preenchendo a mesma. 3 42,85 3 42,85 0 0,00 1 14,28 0 0,00 0 0,00 
14- Os critérios de avaliação estão descritos de forma clara e facilitam o preenchimento da F2. 1 14,28 4 57,14 0 0,00 2 28,57 0 0,00 0 0,00 
15- No momento em que prescrevo as metas considero as atitudes. 0 0,00 0 0,00 0 0,00 5 71,42 2 28,57 0 0,00 
16- Em relação a autoavaliação do aluno, a mesma não vem sendo semelhante a dos tutores. 0 0,00 3 42,85 0 0,00 3 42,85 1 14,28 0 0,00 
17- Os critérios de avaliação me permitem realizar prescrições que contribuem na recuperação 
contínua do aluno. 
1 14,28 2 28,57 0 0,00 4 57,14 0 0,00 0 0,00 
18 – Utilizo a F2 para fazer a avaliação do aluno no fechamento da tutoria. 0 0,00 2 28,57 0 0,00 2 28,57 3 42,85 0 0,00 
19- No momento em que prescrevo as metas considero as habilidades. 0 0,00 1 14,28 1 14,28 5 71,42 0 0,00 0 0,00 
20- Faço feedback apreciativo na F2 . 0 0,00 1 14,28 0 0,00 4 57,14 1 14,28 1 14,28 
21- A F2 permite perceber a evolução do aluno durante as sessões de tutoria. 0 0,00 0 0,00 0 0,00 7 100,00 0 0,00 0 0,00 
22- Considero que a F2 e os critérios de avaliação têm sido utilizados de forma adequada. 1 14,28 2 28,57 1 14,28 3 42,85 0 0,00 0 0,00 
23- Os conhecimentos não são considerados no momento em que os alunos preechem as metas. 0 0,00 3 42,85 0 0,00 4 57,14 0 0,00 0 0,00 
24- Os alunos atendem as prescrições por mim indicadas na F2. 0 0,00 4 57,14 1 14,28 2 28,57 0 0,00 0 0,00 
25- Os critérios de avaliação e a F2 precisam ser melhor descritos para facilitar o preecnhimento. 0 0,00 2 28,57 0 0,00 3 42,85 2 28,57 0 0,00 
26- Considero que o aluno preenche as metas de forma adequada. 1 14,28 4 57,14 0 0,00 1 14,28 1 14,28 0 0,00 
27- O tempo utilizado para o preechimento da F2 é suficiente. 1 14,28 2 28,57 1 14,28 2 28,57 1 14,28 0 0,00 
28 - O feedback apreciativo não é executado na F2. 0 0,00 5 71,42 0 0,00 1 14,28 1 14,28 0 0,00 
29- Habilidades não são metas consideradas pelo aluno ao preencher a ficha. 1 14,28 2 28,57 0 0,00 1 14,28 3 42,85 0 0,00 
30 - Não considero que a F2 seja importante na avaliação final do aluno. 2 28,57 4 57,14 0 0,00 0 0,00 0 0,00 1 14,28 
31- Os critérios de avaliação são facilitadores para avaliar o aluno. 0 0,00 0 0,00 0 0,00 6 85,71 1 14,28 0 0,00 
32- Tenho dificuldades para selecionar o conceito do aluno baseando-me nos critérios. 0 0,00 3 42,85 1 14,28 3 42,85 0 0,00 0 0,00 
33- Reconheço a F2 como um instrumento de recuperação contínua do aluno. 0 0,00 1 14,28 0 0,00 6 85,71 0 0,00 0 0,00 
34- A F2 é importante para avaliação final do aluno. 0 0,00 1 14,28 0 0,00 4 57,14 2 28,57 0 0,00 
35- Não utilizo a F2 para avaliar o aluno no fechamento da tutoria. 3 42,85 3 42,85 0 0,00 1 14,28 0 0,00 0 0,00 
36- Não considero habilidades como metas ao preencher a ficha. 2 28,57 4 57,14 1 14,28 0 0,00 0 0,00 0 0,00 
37- Atitudes não são metas que considero ao preecher a ficha. 3 42,85 4 57,14 0 0,00 0 0,00 0 0,00 0 0,00 
38- A diferença de um conceito para o outro está claramente descrita nos critérios. 2 28,57 3 42,85 0 0,00 2 28,57 0 0,00 0 0,00 
39- Atitudes não são metas consideradas pelo aluno ao preecher a ficha. 1 14,28 0 0,00 0 0,00 4 57,14 2 28,57 0 0,00 
40- A F2 não permite perceber a evolução do aluno durante o módulo. 0 0,00 7 100,00 0 0,00 0 0,00 0 0,00 0 0,00 
41- No momento em que prescrevo as metas considero os conhecimentos. 0 0,00 0 0,00 0 0,00 7 100,00 0 0,00 0 0,00 
DT: Discordo Totalmente 
D: Discordo 
I: Indiferente 
C: Concordo 
CT: Concordo Totalmente 
NR: Não Respondeu 
 
36 
 
 
37 
 
Os docentes entendem que o conhecimento deve estar presente tanto no 
momento da autoavaliação do aluno quanto no momento da sua avaliação, 
concordando na sua maioria que: “O aluno quando preenche as metas inclui seus 
conhecimentos”: 4 (57,14%). E discordando e discordando totalmente: 
“Conhecimentos não são metas que considero ao preencher a ficha”: 3 (42,85%). E 
ainda na assertiva: “No momento em que prescrevo as metas considero os 
conhecimentos”: Moda= CONCORDO 7 (100%). 
Da mesma forma que os alunos, os docentes concordam 6 (85,71%) com a 
assertiva: “Ao preencher a ficha de avaliação eu considero os critérios nela descritos”. 
Os docentes ainda, consideram que o tempo hoje utilizado para descrever as metas 
aos alunos é insuficiente 4 (57,14%). 
Os resultados permitem verificar, sob o olhar dos docentes que os critérios de 
avaliação não estão descritos de forma clara para facilitar o preenchimento da F2 
4(57,14%), embora considerem os conhecimentos, habilidades e atitudes dos alunos 
no momento que prescrevem suas metas, permitindo, com o uso da F2, identificar a 
evolução do aluno nas sessões de tutoria e realizar o feedback apreciativo durante as 
mesmas. 
Esses critérios hoje descritos na F2, seriam os pontos/conteúdos que se 
desejam que o aluno evolua, desenvolva no seu processo de aprendizado. Segundo 
Zabala (1998)17, o termo “conteúdos” normalmente foi utilizado para expressar aquilo 
que se deve aprender, mas em relação quase exclusiva aos conhecimentos das 
matérias ou disciplinas clássicas. Devemos nos desprender desta leitura restrita do 
termo “conteúdo” e entendê-lo como tudo quanto se tem que aprender para alcançar 
determinados objetivos que não apenas abrangem as capacidades cognitivas, como 
também capacidades motoras, afetivas, de relação interpessoal e de inserção social. 
Coll (1986)18, agrupa os conteúdos em conceituais, procedimentais ou 
atitudinais. Essa classificação corresponde respectivamente às perguntas “o que se 
deve saber?”, “o que se deve saber fazer?” e “como se deve ser?”, com o fim de 
alcançar as capacidades propostas pelo curso. 
O fato relatado na assertiva: “Os alunos atendem as prescrições por mim 
indicadas na F2”: Moda= DISCORDO 4 (57,14%). Os docentes discordam e isso pode 
ser explicado pelo fato das prescrições não terem clareza para o aluno, ou mesmo, 
não ter significado para ele. 
38 
 
Esse desencontro de informações, pode dever-se ao fato de que ambos, tanto 
docentes quanto alunos, acreditam que os critérios de avaliação e a F2 precisam ser 
melhores descritos para facilitar o preenchimento da ficha. E para o docente, ainda 
que esses critérios são facilitadores para avaliar o aluno, reconhecem a F2 como um 
instrumento de recuperação contínua do aluno. 
Os alunos e docentes discordam entre si, em relação à clareza e objetividade 
do aluno ao preencher suas metas na avaliação formativa com as seguintes 
assertivas: Aluno- “Considero que sou claro e objetivo quando descrevo minhas 
metas”: Moda= CONCORDO 21 (65,62%). Docentes- “Faltam objetividade e clareza 
dos alunos na hora de descrever suas metas”: Moda= CONCORDO4 (57,14%). E 
ainda, na questão em relação à semelhança da avaliação do tutor com a 
autoavaliação do aluno, os alunos acreditam que as duas têm sido semelhantes; já os 
docentes, na sua maioria, discordam conforme a assertiva: “Minha avaliação tem sido 
semelhante a autoavaliação do aluno”: Moda= DISCORDO 4 (57,14%). 
 
4.3.2. Dados Quantiqualitativos 
Para apresentação dos resultados das questões abertas, os participantes 
foram assim denominados: o primeiro número equivalente ao ano/série do curso, com 
um zero (0) e em seguida o número do participante, por exemplo: 1001, aluno um (01) 
do primeiro ano, e os docentes denominados com a letra P e dois zeros (00) e seu 
número, por exemplo: P001, docente número 01, até o correspondente número de 
participantes. 
Os resultados estão a seguir representados quantitativamente sob a forma de 
tabela e qualitativamente organizado no formato do Discurso do Sujeito Coletivo. 
 
4.3.2.1.Discursos dos Participantes Acerca das Opniões Sobre o Instrumento 
de Avaliação Formativa- Alunos 
 
Questão I: Comente sobre a importância da ficha de avaliação utilizada nas 
sessões de tutoria? 
As ideias centrais expressas nos discursos referentes à essa pergunta 
resultaram em temas representativos, conforme a tabela 3. 
 
39 
 
Tabela 3 - Síntese das Ideias Centrais Questão I- Alunos 
Ideias Centrais % 
A EVOLUÇÃO DO APRENDIZADO 41,4% 
B ONDE PRECISA MELHORAR 17% 
C FEEDBACK DO TUTOR 12,2% 
D AUTOAVALIAÇÃO 12,2% 
E AVALIAÇÃO FINAL DO MÓDULO 9,7% 
F MELHORIA DO ALUNO 7,5% 
 TOTAL DE RESPOSTAS DA PERGUNTA 100,00% 
 
Respostas relacionadas a IC – Ideia Central: Evolução do Aprendizado 
“Acredito que a ficha de avaliação utilizada durante as tutorias tem a sua importância pois auxilia na 
melhora da evolução de cada tutoria e aprendizado, acompanhando meu desempenho e evolução a 
cada módulo,permitindo acompanhar a minha evolução quanto aluno. Ainda, ela faz com que eu 
enxergue minha evolução dentro dos módulos em que estou inserido de maneira que eu sempre possa 
buscar novos caminhos para sanar certas dificuldades e/ou para manter as potencialidades. Além de 
me direcionar para alcançar melhor desempenho nas tutorias quando usada a ficha adequadamente. 
A ficha é um instrumento que ajuda melhorar o meu desempenho e evolução das tutorias e 
aprendizadoe por ela os tutores nos indicam o caminho certo. Contribui para a melhora do meu 
crescimento. Ela contribui para a avaliação do aluno, de seu desempenho durante a tutoria. Pois 
permite o registro de como cada aluno evoluiu durante a tutoria e mostra quanto o aluno se dedicou, 
estudou e entendeu a tutoria. Contribui para a melhora do rendimento do aluno frente as prescrições 
do tutor, assim como proporcionando uma avaliação contínua, norteando a melhora do meu 
desempenho”.(2001; 2004; 2008; 2011; 2012; 2013; 2014; 3001; 3005; 3007; 3008; 3009;3011; 3012; 
3014; 3015;3016). 
 
Respostas relacionadas a IC – Ideia Central: Onde Preciso Melhorar 
“Entendo que a ficha de avaliação auxilia compreender onde precisa de mais atenção,a ficha é 
importante pois permite evidenciar meus pontos positivos e aqueles que requerem mais minha atenção. 
Penso que seja um instrumento que me ajuda, com maior clareza, orientando onde, quando e como 
devo melhorar os estudos. Além de compreender onde preciso melhorar na visão do tutor. Ela ainda, 
aponta os pontos que devem ser melhorados, deixando o aluno ciente dos pontos fortes e 
fracos”.(2003; 2005; 2013; 2014; 3002; 3005; 3007). 
 
Respostas relacionadas a IC – Ideia Central: Feedback do Tutor 
“Outro ponto importante é receber a avaliação do tutor, permitindo acompanhar a minha evolução 
quanto aluno, ou seja receber um feedback,de como me comportei e ajudei durante a tutoria, tendo o 
reconhecimento e avaliação do tutor. O feedback do professor em relação ao desempenho no 
fechamento e ao final da abertura da tutoria, para saber se participei do jeito que o professor 
queria/quer”.(2002; 2008; 3002; 3004; 3013). 
 
Respostas relacionadas a IC – Ideia Central: Autoavaliação 
“A F2 tem sua importância pois possibilita uma auto avaliação, onde posso autoavaliar meu 
desempenho; ela possibilita eu realizar uma auto-avaliação do meu desempenho nas 
tutorias,aprendendo me autoavaliar”.(1001; 2002; 2004; 2006; 3002). 
 
40 
 
Respostas relacionadas a IC – Ideia Central: Avaliação Final do Módulo 
“Acredito que a importância da ficha seja como um respaldo para a minha avaliação final do módulo 
onde ela pode ser utilizada como critério de avaliação final além das provas. A ficha de avaliação auxilia 
na F3 e na minha avaliação final do módulo”.(3003; 3010; 3012; 3015). 
 
Respostas relacionadas a IC – Ideia Central: Melhoria do Aluno 
“É importante para melhoria do aluno e para auto avaliação e melhora de habilidades e atitudes”. (1001; 
2003; 2011). 
 
Questão II: Comente sobre quais os pontos que julga favoráveis da ficha? 
As ideias centrais expressas nos discursos referentes à essa pergunta 
resultaram em temas representativos, conforme a tabela 4. 
 
Tabela 4 - Síntese das Ideias Centrais Questão II- Alunos 
Ideias Centrais % 
A RECUPERAÇÃO CONTÍNUA 10,7% 
B AUTOAVALIAÇÃO 14,2% 
C FEEDBACK APRECIATIVO 10,7% 
D EVOLUÇÃO DO APRENDIZADO 35,7% 
E CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO 3,5% 
F FORMAS DE AVALIAÇÃO (CONTÍNUA E FINAL) 18% 
G REGISTRO DAS ATIVIDADES 7,2% 
 TOTAL DE RESPOSTAS DA PERGUNTA 100,00% 
 
Respostas relacionadas a IC – Ideia Central: Recuperação Contínua 
“Como aspectos favoráveis da ficha são: quando o tutor aponta as metas a serem melhoradas, faz com 
que ocorra o esforço da nossa parte como aluno em superar e melhorar sempre, acompanhando minha 
evolução em cada tutoria. Favorável no aspecto de que o aluno procura sempre melhorar para ter uma 
avaliação melhor. Acho que o fato de ter na ficha os pontos a serem melhorados e o que está de acordo, 
este motivo é favorável”.(2001; 3002; 3005). 
 
Respostas relacionadas a IC – Ideia Central: Autoavaliação 
“Acho muito importante e favorável o reconhecimento meu como aluno sobre o desempenho, e o que 
estou achando, como estou me percebendo dando uma “nota” para mim mesmo. A possibilidade de 
poder me autoavaliar, podendo colocar uma nota ao meu desempenho e a frente colocando minhas 
notas e pontos positivos que alcancei. Além de ser uma chance de se autoavaliar de forma sincera”. 
(2002; 2004; 2013; 3006). 
 
 
41 
 
Respostas relacionadas a IC – Ideia Central: Feedback Apreciativo 
“É uma oportunidade de conversa direta, individual, com privacidade e construtiva com o tutor. É o 
momento que temos um retorno do tutor sobre nosso desempenho”. (2003; 2008; 3006). 
 
Respostas relacionadas a IC – Ideia Central: Evolução do Aprendizado 
“É favorável poder acompanhar minha evolução em cada tutoria, pois é nela que temos um retorno do 
tutor sobre nosso desempenho. Na ficha é quando percebe-se a melhora no meu desempenho, por 
meio da avaliação do tutor. A prescrição dos tutores é muito importante, pois assim tenho um norte 
para tentar melhorar, evoluir nos meus estudos, ou seja, acompanhar minha evolução quanto as 
prescrições deixadas pelos tutores. Na F2 que eu sou avaliado como um todo, minha atuação na tutoria, 
entrega de mapa e SAE. Mostrando meu interesse em estudar e cumprir com metas esperadas e 
diferencia a dedicação de um aluno, daquele que não entrega seus compromissos. Permite verificar a 
participação durante a tutoria, o quanto o aluno foi ativo e quanto estudou e contribuiu para o grupo. 
Na ficha há umespaço para colocar as metas, isso promove uma reflexão de possíveis melhorias”. 
(2005; 2008; 2012; 2013; 3003; 3004; 3007; 3009; 3010; 3016). 
 
Respostas relacionadas a IC – Ideia Central: Critérios de Avaliação 
“Um aspecto favorável da ficha é ser categorizada, subdividindo-se em itens que permitem que o tutor 
tenha uma base para atribuir uma “nota” ao aluno.” (2011). 
 
Respostas relacionadas a IC – Ideia Central:Formas de Avaliação 
(Contínua e Final) 
“O fato de a ficha ser preenchida/utilizada semanalmente e após as tutorias é o que auxiliará na 
avaliação final do módulo, na avaliação do aluno a cada tutoria. A F2é considerada no final do módulo, 
junto com as avaliações, contribuindo para o conceito final”.(3001; 3002; 3012; 3013; 3014). 
 
Respostas relacionadas a IC – Ideia Central: Registro das Atividades 
“Eu gosto da ficha pois ali escrevo que fiz todas as atividades e vim nas consultorias, ela é importante 
e favorável porque permite o registro de como cada eu evolui durante a tutoria e mostra quanto me 
dediquei, estudei e entendi a tutoria”. (3008; 3011). 
 
Questão III: Comente sobre quais os pontos que julga desfavoráveis da ficha? 
As ideias centrais expressas nos discursos referentes à essa 
perguntaresultaram em temas representativos, conforme a tabela 5. 
 
 
42 
 
Tabela 5 - Síntese das Ideias Centrais Questão III- Alunos 
Ideias Centrais % 
A FALTA DE CLAREZA DOS CONTEÚDOS DA F2 25% 
B ASPECTOS AVALIATIVOS 33,4% 
C AUTOAVALIAÇÃO 12,5% 
D TEMPO DE PREENCHIMENTO 8,3% 
E ESTRUTURA DA F2 8,3% 
F USO DA FICHA PELO TUTOR 12,5% 
 TOTAL DE RESPOSTAS DA PERGUNTA 100,00% 
 
Respostas relacionadas a IC – Ideia Central: Falta de Clareza dos 
Conteúdos da F2 
“A F2 possui alguns pontos desfavoráveis como: os conceitos deveriam ser mais explicados e objetivos, 
pois são superficiais para atribuição de um “A” e um “I” ao aluno. Outra parte desfavorável é que os 
critérios de avaliação são complexos e os tutores e nós não seguimos rigorosamente ou a utilização, 
creio, que inadequada. Algumas vezes não são utilizados os conceitos, que não conheço bem. Acho 
muito vago a ficha ter um espaço indicado apenas como “meta” para ser preenchido pelo aluno,esta 
folha deveria ser mais objetiva eos critérios de avaliação deveriam ser mais claros”. (1001; 2011; 3002; 
3005; 3006; 3009). 
 
Respostas relacionadas a IC – Ideia Central: Aspectos Avaliativos 
“Acredito que metas não sejam ao meu ver aspectos para avaliação pois dá-me a sensação de 
competitividade negativa entre os colegas na sala e as avaliações são repetidas. Um aspecto 
desfavorável é o espaço indicado apenas como “meta” para ser preenchido pelo aluno, especialmente 
quando este valoriza apenas o conceito recebido (I,F,R,B,A). Acho que a avaliação é injusta, como por 
exemplo se o aluno não entregar o mapa, por algum imprevisto, mas participou das tutorias. As vezes 
superamos expectativas e devemos ganhar mais que bom, isso nos motiva. Não acho favorável ser 
avaliada como R,F,I, quando participo, contribuo, porém esqueci o mapa conceitual. Chegar atrasado 
15 minutos não deveria influenciar no meu conceito. Outro ponto desfavorável para mim é considerar 
a autoavaliação do aluno. E deveria destacar a melhoria que tivemos nas tutorias, e isso não é feito”. 
(1002; 3005; 3006; 3010;3011; 3013; 3014; 3016). 
 
Respostas relacionadas a IC – Ideia Central: Autoavaliação 
“Não gosto muito a parte que pontuamos nossa autoavaliação. As vezes é difícil fazermos uma 
autoavaliação o que em alguns momentos prejudica a realização da ficha. O que também julgo 
desfavorável é que o aluno quase nunca ou nunca irá colocar o conceito, pois a pessoa nunca acha 
que sabe e estudou o suficiente e participou e contribuiu com o grupo, acabando sempre colocando 
em vez de A o B”. (2001; 2008; 2013). 
 
Respostas relacionadas a IC – Ideia Central: Tempo de Preenchimento 
“O tempo para o preenchimento, se torna um ponto desfavorável pois as vezes o tempo final da tutoria 
se torna curto para escrever na ficha conforme desejo. Como preenchemos com pressa não utilizamos 
a ficha da forma como deveria”. (2004;2012). 
 
 
43 
 
Respostas relacionadas a IC – Ideia Central: Estrutura da F2 
“Os espaços da ficha para o preenchimento são pequenos possuindo apenas um espaço indicado 
apenas meta”. (2008; 3006). 
 
Respostas relacionadas a IC – Uso da ficha pelo Tutor 
“Por muitas vezes o tutor não descreve no campo dele, apenas dando a nota e muitas vezes o “B”, não 
colocam meta para se conseguir o “A”. Nem sempre os critérios são seguidos pelos tutores”. (3001; 
3003; 3012). 
 
Questão IV: Comente quais sugestões que você propõe para melhorar os 
critérios e a ficha de avaliação? 
As ideias centrais expressas nos discursos referentes à essa 
perguntaresultaram em temas representativos, conforme a tabela 6. 
 
Tabela 6 - Síntese das Ideias CentraisQuestão IV- Alunos 
Ideias Centrais % 
A ESTRUTURA DA F2 56,5% 
B FEEDBACK APRECIATIVO 13% 
C ATITUDE DO TUTOR 26% 
D USO DA F2 4,5% 
 TOTAL DE RESPOSTAS DA PERGUNTA 100,00% 
 
Respostas relacionadas a IC – Ideia Central: Estrutura da F2 
“Sugiro: objetivar os conceitos,ter os anexos dos critérios anexados as fichas em todos os módulos, 
pois não recebemos todas as vezes,ter um espaço que esteja voltado para elaborar um plano de ação 
(aluno+tutor), Especificar mais pontualmente os critérios e aumentar os espaços destinados a escrita, 
facilitando seu preenchimento. Sem dúvidas, uma ampliação dos critérios da F2 seriam ideais para 
uma melhor avaliação do aluno, sem contar que esses critérios devem avaliar o aluno como um todo. 
Assim,mudar os critérios da avaliação e estabelecer que se utilize a folha com os critérios, farão que 
as avaliações sejam justase contenham o desenvolvimento do aluno. Gostaria que não considerasse 
a entrega do MC como critério na avaliação e estabelecer uma escala numérica com pontos a serem 
atingidos para direcionar a nota”. (1001; 2004; 2005; 2008; 2011; 2013; 3001; 3003; 3006; 3010; 
3012;3014; 3016). 
 
Respostas relacionadas a IC – Ideia Central: Feedback Apreciativo 
“As avaliações poderiam emponderar mais, valorizando pontos fortes de cada aluno e não ressaltando 
as falhas. O tempo de preenchimento seria mais especificado e conversado sobre as metas que não 
estão sendo alcançadas, ou seja, ter um feedback dos tutores sobre as metas alcançadas por mim 
para melhor acompanhamento da minha evolução”. (1002; 2012; 3015). 
 
Respostas relacionadas a IC – Ideia Central: Atitude do Tutor 
“O tutor precisa saber separar o profissional do pessoal na hora de avaliar, para que as suas avaliações 
sejam justas. Que as avaliações sejam mais justas e avaliem a atuação do aluno, não só os critérios. 
44 
 
Abranger mais o conceito A e valorizar a participação ao dominar o assunto e não apenas a entrega do 
mapa/SAE.Sugiro que os tutores deveriam prescrever e cobrar o que foi prescrito aos alunos para o 
melhor desenvolvimento da avaliação”.(2001; 3003; 3004; 3005; 3013; 3015). 
 
Respostas relacionadas a IC – Ideia Central: Uso da F2 
“O instrumento deve-se ser mais flexível e explicado de acordo com a realidade da tutoria”. (3002). 
 
Questão V: Aponte como poderíamos fazer uma intervenção para 
aprimoramento e melhor utilização dos critérios e da F2. 
As ideias centrais expressas nos discursos referentes à essa 
perguntaresultaram em temas representativos, conforme a tabela 7. 
 
Tabela 7 - Síntese das Ideias CentraisQuestão V - Alunos 
Ideias Centrais % 
A CONSTRUÇÃO GRUPAL 8,5% 
B ASPECTOS AVALIATIVOS 37,5% 
C ADAPTAÇÃO DOS CONTEÚDOS 29% 
D ADAPTAÇÃO DA ESTRUTURA DA F2 16,6% 
E TREINAMENTO DOS TUTORES E ALUNOS 8,5% 
 TOTAL DE RESPOSTAS DA PERGUNTA 100,00% 
 
 
Respostas relacionadas a IC – Ideia Central: Construção Grupal 
“Considero que uma forma de intervir para melhorar a utilização dos critéros e da ficha seja uma 
discussão entre professores e alunos para apontar o que é bom e o que não é e melhorar. Uma roda 
de discussão incluindo alunos e tutores, para que ambos possam discutir os critérios e propor melhorias 
conforme a opinião das necessidades”.(1001; 2004). 
 
 
Respostas relacionadas a IC – Ideia Central: Aspectos Avaliativos 
“Outra forma de intervenção seria realizando uma avaliação pessoal real onde a devolutiva deveria ser 
oral entre o tutor e aluno. Penso que cada tutor deveria

Outros materiais