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2042-04-28189Principais-grupos-musculares

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CINESIOLOGIA APLICADA 
À TERAPIA OCUPACIONAL 
AULA 4
ABERTURA 
Olá!
O estudo do movimento humano é complexo e dinâmico. A compreensão das 
estruturas funcionais responsáveis pela realização dos mais distintos movimentos é 
fundamental para a aplicação prática de intervenções e reabilitações corporais. Quando um 
músculo se contrai, o resultado final é o seu encurtamento, que terá com resultado final a 
tração de alguma peça óssea, podendo gerar movimento ou estabilização. Dessa forma, 
fica claro que os músculos devem estar fixados (inseridos) em suas extremidades. De fato, 
os músculos estão fixados em ossos e cruzam pelo menos uma articulação. Conhecer 
esses pontos de inserções é fundamental para a compreensão dos distintos movimentos 
realizados pelo corpo e para a clareza sobre a função de cada grupo muscular específico.
Nesta aula, você vai conhecer os principais grupos musculares do corpo humano, 
sua distribuição e os locais em que se fixam. Além disso, vai conhecer os conceitos de 
movimento em cadeia cinética fechada e cadeia cinética aberta, que tem relação 
direta com o entendimento dos pontos de inserção.
Bons estudos.
Principais 
grupos 
musculares
REFERENCIAL TEÓRICO
Um dos pontos centrais no estudo da cinesiologia é o reconhecimento dos principais grupos 
musculares identificados no corpo humano e os seus locais de inserção. Esse conhecimento é 
fundamental para a aplicação prática dos conceitos biomecânicos e para o melhor entendimento 
da ciência do movimento humano, pois todo movimento é propiciado pela interação entre o 
músculo esquelético e as estruturas ósseas e articulares.
No Capítulo "Principais grupos musculares", da obra Estudo do movimento: cinesiologia, você 
vai conhecer quais são os grupos musculares e os principais músculos localizados na cabeça, 
no pescoço, no tronco e nos membros superiores e inferiores. Além disso, vai conhecer quais 
são os pontos de fixação proximal (origem) e de fixação distal (inserção) de cada um.
Finalize sua leitura e você será capaz de:
• Identificar os principais grupos musculares do corpo humano.
• Reconhecer a origem e a inserção dos principais grupos musculares axiais.
• Apontar a origem e a inserção dos principais grupos musculares apendiculares.
Boa leitura.
Principais grupos 
musculares
Objetivos de aprendizagem
Ao final deste texto, você deve apresentar os seguintes aprendizados:
  Identificar os principais grupos musculares do corpo humano.
  Reconhecer a origem e a inserção dos principais grupos musculares 
axiais.
  Apontar a origem e a inserção dos principais grupos musculares 
apendiculares.
Introdução
A realização dos movimentos corporais é permitida pela ação dos mús-
culos sobre as peças ósseas. Para compreender essa dinâmica funcional 
— um dos pontos centrais no estudo da cinesiologia —, é fundamental 
conhecer os pontos de inserções e as origens dos componentes muscula-
res. A partir desse conhecimento, é possível aplicar na prática os conceitos 
biomecânicos e entender mais a fundo a ciência do movimento humano.
Neste capítulo, você vai conhecer os principais grupos musculares 
encontrados no corpo humano, além de seus locais de inserções proxi-
mais e distais. O estudo será abrangente, envolvendo todos os segmen-
tos corporais, incluindo grupos musculares da cabeça, pescoço, tórax, 
membros superiores e inferiores.
1 Principais grupos musculares do corpo 
humano
O nosso corpo é composto por cinco grandes grupos musculares: da cabeça 
(Figura 1a), do pescoço (Figura 1b), do tronco (Figura 1c e 1d), dos membros 
superiores (Figura 1e) e dos membros inferiores (Figura 1f) (HALL, 2016). 
Figura 1. Grupos musculares: (a) cabeça; (b) pescoço; (c e d) tronco; (e) membros superiores; 
(f) membros inferiores.
Fonte: Lippert (2013, p. 110, 138, 182, 200, 201 e 243).
Os músculos da cabeça podem ser subdivididos em dois grupos: os mastiga-
dores e os músculos da face (MARQUES, 2005). O primeiro grupo é composto 
por músculos fortes, sendo classificados, de acordo com sua respectiva função, em 
levantadores, abaixadores, propulsores ou retropulsores da mandíbula. Os princi-
pais músculos deste grupo são o temporal, o masseter e os pterigóideos (medial 
e lateral) (MARQUES, 2005; LIPPERT, 2013; HALL, 2016). Já os músculos da 
face são pequenos e pouco potentes, com função de promover o fechamento dos 
olhos, sua abertura ou sua deformação. Além disso, são considerados músculos 
que substituem a função mastigatória em situações de lesão motora dos principais 
músculos dessa função específica. Os dois principais músculos deste grupo são o 
epicrânio e o orbicular do olho (LIPPERT, 2013; HALL, 2016).
Os principais grupos musculares encontrados no pescoço são o ester-
nocleidomastóideo, os escalenos, o longo do pescoço, longo da cabeça, o 
esplênio da cabeça e o esplênio do pescoço (MARQUES, 2005; LIPPERT, 
2013; HALL, 2016). 
Os principais músculos encontrados no tronco e que são responsáveis por 
seus movimentos são o reto do abdome, oblíquo externo e interno, transverso do 
abdome, eretor da espinha, quadrado lombar e intercostais internos e externos 
(MARQUES, 2005; LIPPERT, 2013; DUFOUR; PILLU, 2016; FLOYD, 2016; 
HALL, 2016). Além desses, no tronco são encontrados outros grupos musculares 
que atuam sobre outros segmentos, como os membros superiores e inferiores. 
Principais grupos musculares2
Posteriormente, encontram-se o trapézio, levantador da escápula, romboide, 
latíssimo do dorso, redondo maior, redondo menor, subescapular, supraespinhal 
e infraespinhal. Anterolateralmente, encontra-se o serrátil anterior. Por fim, 
na região ventral estão o peitoral maior, o peitoral menor e o coracobraquial 
(LIPPERT, 2013; DUFOUR; PILLU, 2016; FLOYD, 2016; HALL, 2016). 
Nos membros superiores, os principais músculos identificados são deltoide, 
bíceps braquial, tríceps braquial, braquiorradial, braquial, pronador redondo, 
pronador quadrado, flexor radial do carpo, flexor ulnar do carpo, flexor super-
ficial dos dedos, flexor profundo dos dedos, extensor dos dedos, flexor longo 
do polegar, abdutor longo do polegar, extensor longo do polegar e extensor 
curto do polegar, que se localizam no braço e no antebraço (MARQUES, 2005; 
LIPPERT, 2013; DUFOUR; PILLU, 2016; HALL, 2016).
Na mão, são encontrados os chamados músculos intrínsecos da mão. Eles 
possuem sua fixação proximal nos ossos carpais, ou em posição distal a eles, 
e são responsáveis por movimentar o polegar e os demais dedos, tendo papel 
essencial no controle do movimento fino e preciso das mãos. Podem ser 
subdivididos em músculos tênares (agem no polegar, formando a eminência 
tênar), músculos hipotênares (formam a eminência hipotênar, movimentando 
principalmente o dedo mínimo) e músculos palmares profundos (localizados 
entre os tênares e hipotênares, responsáveis por alguns dos movimentos mais 
complexos). Os principais músculos tênares são o flexor curto do polegar, o 
abdutor curto do polegar e o oponente do polegar. Como exemplos de músculos 
hipotênares, temos o flexor do dedo mínimo, o abdutor do dedo mínimo e o 
oponente do dedo mínimo. Dentre os palmares profundos, podemos citar o 
adutor do polegar (MARQUES, 2005; LIPPERT, 2013; HALL, 2016).
Por sua vez, os membros inferiores abrangem a pelve, a coxa, a perna e 
o pé. No quadril, os principais grupos musculares identificados são iliopsoas, 
reto femoral, sartório, pectíneo, adutor longo, adutor curto, adutor magno, 
grácil, glúteo máximo, glúteo médio, glúteo mínimo, semimembranáceo, 
semitendíneo, bíceps femoral (os três últimos formam os chamados músculos 
isquiotibiais, localizando-se posteriormente à coxa) e tensor da fáscia lata. 
Observe que, em sua maioria, esses músculos, apesar de serem considerados 
do quadril, passam pela coxa e contribuem com seu movimento, além de 
movimentos realizados pela perna. No entanto, como suas fixações proximais 
ocorrerem na região do quadril, eles são classificados como músculos do 
quadril. Portanto, ao citarmos os músculos dacoxa que realizam movimentos 
do joelho e, por conseguinte, da perna, podemos complementá-los com os 
músculos vasto lateral, vasto intermédio e vasto medial. Estes três músculos, 
acrescidos do reto femoral, formam o músculo quadríceps, ressaltando que 
3Principais grupos musculares
apenas o reto femoral também cruza a articulação do quadril (MARQUES, 
2005; LIPPERT, 2013; DUFOUR; PILLU, 2016; FLOYD, 2016; HALL, 2016). 
Na perna, encontram-se músculos que podem auxiliar nos movimentos 
do joelho, mas que contribuem mais especificadamente com os movimen-
tos do tornozelo e do pé. Esses grupos musculares podem ser divididos nos 
compartimentos posterior, anterior e lateral da perna. Os principais músculos 
localizados posteriormente são o gastrocnêmio e o sóleo, que formam o tríceps 
sural, além do tibial posterior, flexor longo do hálux e flexor longo dos dedos. 
Anteriormente, encontram-se o tibial anterior, o extensor longo do hálux e o 
extensor longo dos dedos. Na porção lateral, encontram-se os músculos fibular 
longo e fibular curto (LIPPERT, 2013; DUFOUR; PILLU, 2016; HALL, 2016). 
Os músculos intrínsecos do pé são menos desenvolvidos, devido ao fato 
de não serem utilizados para ações complexas. O nome de cada um já define 
objetivamente sua localização e sua ação. Os principais grupos identificados 
são abdutor do hálux, adutor do hálux, flexor curto do hálux e flexor curto 
dos dedos (MARQUES, 2005; LIPPERT, 2013).
2 Origem e inserção dos principais grupos 
musculares axiais
Durante a contração muscular, ocorre o encurtamento do músculo, aproxi-
mando entre si suas duas extremidades. A fi m de promover o movimento 
das peças ósseas, essas extremidades devem estar inseridas nos ossos, o que 
é denominado de inserção. Dessa forma, durante a contração, o osso mais 
móvel, onde se encontra a inserção distal, move-se na direção do osso mais 
estável, onde se encontra o osso proximal (LIPPERT, 2013). Anteriormente, 
os pontos de fi xação dos músculos eram defi nidos como origem e inserção; no 
entanto, devido à complexidade dos diferentes movimentos, atualmente eles 
são defi nidos em inserção ou fi xação proximal (FP) e inserção ou fi xação distal 
(FD) (HALL, 2016). Desse modo, o termo FP equivale ao que seria defi nido 
como origem, enquanto o termo FD está associado à inserção do músculo. 
Músculos da cabeça
O músculo temporal (Figura 2) é largo, possuindo a forma de um leque, e está 
inserido na fossa temporal, de onde se direciona até se inserir no processo coronoide 
e na margem anterior da mandíbula. Sua principal função é levantar a mandíbula, 
mas também participam na sua retração (MARQUES, 2005; HALL, 2016). 
Principais grupos musculares4
Figura 2. Músculos temporal e masseter.
Fonte: Lippert (2013, p. 182).
O masseter (Figura 2), um músculo espesso, localiza-se entre o ângulo 
da mandíbula e o arco zigomático; suas funções são promover a elevação, a 
protusão e o desvio contralateral da mandíbula. Ele é dividido em uma porção 
superficial e outra profunda. A parte superficial tem a sua FP no processo 
zigomático da maxila e nos dois terços anteriores do arco zigomático, enquanto 
a FD se encontra na metade inferior da superfície lateral do ramo da mandí-
bula. Já a porção profunda possui FP no terço posterior do arco zigomático, 
enquanto a sua FD se encontra na metade superior e superfície lateral do ramo 
da mandíbula (MARQUES, 2005; HALL, 2016).
O músculo pterigóideo medial, localizado na superfície interna do ramo da 
mandíbula, apresenta FP na superfície medial da placa pterigoidea lateral do 
processo pterigoide do osso esfenoide e no túber da maxila. Sua FD localiza-se na 
parte inferior e posterior da superfície medial e do ramo e ângulo da mandíbula. Já 
o pterigóideo lateral possui duas cabeças, uma superior e outra inferior. A FP da 
cabeça superior está na superfície lateral da asa maior do esfenoide, e a da cabeça 
inferior está na superfície lateral da placa pterigoidea. Ambas apresentam FD na 
fossa pterigoidea do processo condilar da mandíbula, disco articular da articular 
temporomandibular (MARQUES, 2005; DUFOUR; PILLU, 2016; HALL, 2016).
O epicrânio (Figura 3) é uma lâmina musculotendinosa que reveste as regiões 
do vértice e das faces laterais do crânio, indo do occipital até a sobrancelha 
(LIPPERT, 2013). Na verdade, ele é formado pelo ventre occipital e pelo ventre 
frontal, unidos pela gálea aponeurótica. O ventre occipital apresenta FP nos dois 
5Principais grupos musculares
terços laterais da linha nucal superior ao occipital e o processo mastóideo e a FD 
na gálea aponeurótica. Já o ventre frontal não possui FP óssea. Suas fibras estão 
contínuas com as do orbicular do olho (LIPPERT, 2013; DUFOUR; PILLU, 2016). 
Figura 3. Músculos da face.
Fonte: Behnke (2014, p. 156).
O orbicular do olho (Figura 3) apresenta FP difusa, na parte nasal do osso 
frontal, no processo frontal da maxila, na crista lacrimal posterior e na su-
perfície anterior e bordas do ligamento palpebral medial. Sua FD circunda na 
órbita no formato de um esfíncter (LIPPERT, 2013; DUFOUR; PILLU, 2016). 
Músculos da região do pescoço
O esternocleidomastóideo (ECOM) (Figura 4) possui duas cabeças, uma medial 
(esternal) e outra lateral (clavicular). A FP da cabeça medial encontra-se na 
parte cranial do manúbrio do esterno, e a da cabeça lateral encontra-se no 
terço médio da clavícula. Seguindo superiormente, inserem-se no processo 
mastóideo do osso temporal (MARQUES, 2005; LIPPERT, 2013).
Principais grupos musculares6
Figura 4. Músculos ECOM, levantador da escápula e trapézio.
Fonte: Behnke (2014, p. 171).
Os escalenos são compostos por três músculos: um anterior, um médio 
e outro posterior. O primeiro se insere proximalmente nos processos trans-
versos da 3ª até a 6ª vértebra cervical e apresenta FD na superfície superior 
da 1ª costela. O escaleno médio possui FP nos processos transversos da 2ª à 
7ª vértebra cervical e também possui FD na 1ª costela. Por fim, o escaleno 
posterior tem a sua FP nos processos transversos da 5ª à 7ª vértebra cervical 
e a sua FD na 2ª costela (MARQUES, 2005; HALL, 2016). 
A FP do longo do pescoço se encontra nos corpos vertebrais e nos processos 
transversos da 3ª vértebra cervical até a 2ª torácica, enquanto a sua FD ocorre 
nos processos transversos e corpos vertebrais da 1ª à 6ª vértebra cervical. Já 
o longo da cabeça tem sua FP nos processos transversos da 3ª à 6ª vértebra 
cervical e sua FD ocorre no occipital (LIPPERT, 2013; HALL, 2016).
O esplênio do pescoço insere-se proximalmente nos processos espinhosos 
da 3ª à 6ª vertebras torácicas e possui FD nos processos transversos das duas 
ou três primeiras vértebras cervicais. O esplênio da cabeça apresenta FP nos 
processos espinhosos das três ou quatro vértebras torácicas superiores e da 
7ª vértebra cervical. Sua FD é no processo mastóideo e na porção inferior do 
osso occipital (MARQUES, 2005; LIPPERT, 2013; HALL, 2016).
7Principais grupos musculares
3 Origem e a inserção dos principais grupos 
musculares apendiculares
Neste tópico, serão estudados os principais músculos que compõem o tórax, 
os membros superiores e os membros inferiores.
Músculos da região do tronco
O reto do abdome (Figura 5a) insere-se inferiormente na crista púbica e 
superiormente nas cartilagens intercostais da 5ª, 6ª e 7ª costelas e no es-
terno (DUFOUR; PILLU, 2016; FLOYD, 2016; HALL, 2016). Já o músculo 
oblíquo externo (Figura 5b), localizado em posição superfi cial na região 
anterolateral do abdome, insere-se lateralmente nas oito costelas inferiores 
e dirige-se inferiormente até se fi xar na crista ilíaca e na aponeurose ab-
dominal (LIPPERT, 2013; HALL, 2016). Mais profundamente, o músculo 
oblíquo interno (Figura 5b) insere-se no ligamento inguinal, na crista 
ilíaca e na aponeurose toracolombar (LIPPERT, 2013; DUFOUR; PILLU, 
2016; HALL, 2016).
Figura 5. Músculos do abdome.
Fonte: Behnke (2014, p. 174).
O transverso do abdome (Figura 5a) localiza-se ainda mais profundamente,inserindo-se na porção lateral do ligamento inguinal, na crista ilíaca, na 
aponeurose toracolombar e nas últimas seis costelas (LIPPERT, 2013).
Principais grupos musculares8
Os músculos eretores da espinha (Figura 5c) formam a camada média 
dos músculos extensores do tronco e são divididos em três grupos: espinais, 
longuíssimo e iliocostais (LIPPERT, 2013). Os espinais, que são mediais, 
fixam-se no ligamento nucal e nos processos espinhosos das vértebras 
cervicais e torácicas. Já os longuíssimos são mais laterais, inserindo-se no 
occipital e nos processos transversos das vértebras, desde as cervicais até o 
sacro. Por fim, os iliocostais são mais laterais ainda e inserem-se na porção 
posterior das costelas e inferiormente no sacro e no ílio (MARQUES, 2005; 
LIPPERT, 2013).
O quadrado lombar (Figura 5c) insere-se inferiormente na crista do ílio e 
superiormente na 12ª costela e nos processos transversos da 1ª até a 4 ª vértebra 
lombar (LIPPERT, 2013; HALL, 2016).
Por sua vez, os intercostais externos (Figura 5d) dirigem-se dos tubér-
culos costais até a junção costocondral. Suas fibras apresentam orientação 
oblíqua de cima para baixo e de trás para frente (MARQUES, 2005). Sua 
FD é na borda inferior de uma costela, enquanto se fixa distalmente na 
borda superior da costela imediatamente abaixo. Já os intercostais internos 
(Figura 5d) dirigem-se do espaço intercostal do ângulo costal até o esterno, 
apresentando um direcionamento de suas fibras de forma oblíqua, porém 
perpendicular, às fibras do intercostais externos. Ele se fixa proximalmente 
na borda superior da costela e da cartilagem costal e apresenta FD no sulco 
da costela e na borda inferior da cartilagem costal logo acima (MARQUES, 
2005; LIPPERT, 2013).
O trapézio (Figura 6a) apresenta formato semelhante a um losango e, 
funcionalmente, é subdividido em três porções: a descendente, a transversa 
e a ascendente. A porção descendente possui FP na protuberância occipital 
e no ligamento nucal, enquanto sua FD se localiza na extremidade acromial 
da clavícula e no acrômio. A parte transversa apresenta FP no ligamento 
nucal que se fixa nas vértebras inferiores. Sua FD é na superfície medial do 
acrômio e ao longo da espinha da escápula. Por fim, a porção descendente se 
fixa proximalmente nos processos espinhosos das vértebras torácicas médias 
e inferiores e distalmente na extremidade medial da espinha da escápula 
(LIPPERT, 2013; DUFOUR; PILLU, 2016; HALL, 2016).
9Principais grupos musculares
Figura 6. Músculos que atuam na escápula e no úmero.
Fonte: Behnke (2014, p. 68).
O músculo levantador da escápula (elevador da escápula) (Figura 6a) 
localiza-se inferiormente ao trapézio e sua FP é nos processos transversos da 
1ª até a 4ª vértebra cervical, enquanto se fixa distalmente na margem medial 
da escápula entre o seu ângulo superior e a espinha da escápula (MARQUES, 
2005; LIPPERT, 2013; HALL, 2016).
O romboide (Figura 6a) na realidade é composto por dois músculos: o 
romboide maior e o romboide menor. No entanto, anatomicamente são difí-
ceis de ser separados e funcionalmente realizam a mesma função; portanto, 
costumam ser apresentados como um só músculo (LIPPERT, 2013). Sua FP 
é no ligamento nucal e nos processos espinhosos da 7ª vértebra cervical até a 
5ª torácica e sua FD é na margem medial da escápula, entre o ângulo inferior 
e a espinha da escápula (MARQUES, 2005; LIPPERT, 2013).
O latíssimo do dorso (Figura 6a) é um músculo grande e largo, semelhante 
a uma lâmina, que se fixa proximalmente na face anteromedial do úmero e 
sua FD ocorre no ílio e no sacro (LIPPERT, 2013).
Os músculos redondo maior e menor (Figura 6a) inserem-se na margem 
lateral da escápula e dirigem-se obliquamente em direção ao úmero. Ali, o 
redondo maior se insere anteromedial e inferiormente ao tubérculo menor do 
Principais grupos musculares10
úmero, enquanto o redondo menor se fixa na porção superior do tubérculo 
maior (MARQUES, 2005; LIPPERT, 2013).
Profundamente à escápula, localiza-se o músculo subescapular (Figura 6b), 
que apresenta FP na fossa subescapular da escápula e FD no tubérculo menor do 
úmero e cápsula da articulação do ombro (MARQUES, 2005; LIPPERT, 2013).
O músculo supraespinhal (Figura 6a) tem FP no ângulo superior da 
escápula e passa sob o acrômio, inserindo-se distalmente no tubérculo 
maior do úmero (MARQUES, 2005: HALL, 2016). Abaixo da espinha 
da escápula, localiza-se o infraespinhal (Figura 6a), que apresenta FP na 
margem medial da escápula, enquanto sua FD é imediatamente inferior à 
inserção do supraespinhal, no tubérculo maior do úmero (LIPPERT, 2013; 
HALL, 2016).
O músculo serrátil anterior (Figura 6b) apresenta sua FP na porção antero-
lateral do tórax em formato serrilhado. Ele se dirige posteriormente, passando 
entre a escápula e a caixa torácica, onde se insere na face costal da escápula 
ao longo da margem medial (MARQUES, 2005; LIPPERT, 2013).
Anteriormente, na porção superior do tronco, localiza-se o peitoral 
maior (Figura 6b), que costuma ser subdividido em porção clavicular e 
esternocostal. A clavicular apresenta FP na superfície anterior da metade 
esternal da clavícula; já a FP da porção esternocostal ocorre no corpo do 
esterno e nas cartilagens das seis primeiras costelas. Ambas porções têm 
FD na crista do tubérculo do úmero (MARQUES, 2005; LIPPERT, 2013; 
HALL, 2016). 
Profundamente ao peitoral maior, localiza-se o músculo peitoral menor 
(Figura 6b). Sua FP é na superfície anterior da 3ª à 5ª costela, enquanto a sua 
FD ocorre no processo coracoide escapular (HALL, 2016; LIPPERT, 2013). 
O coracobraquial (Figura 6b) fixa-se proximalmente no ápice do processo 
coracoide da escápula e apresenta FD na face ventral e medial da porção média 
da diáfise do úmero (MARQUES, 2005).
Músculos dos membros superiores
O músculo deltoide (Figura 7b) recobre as três faces da articulação do ombro 
e, funcionalmente, é dividido em três partes: clavicular, acromial e espinhal. A 
porção clavicular (anterior) apresenta FP no terço lateral da clavícula; a acromial 
11Principais grupos musculares
(média), na porção lateral do acrômio; e a espinhal (posterior), na espinha da 
escapula. Todas as porções se dirigem inferiormente até se fi xarem distalmente 
na tuberosidade do músculo deltoide (LIPPERT, 2013; HALL, 2016). 
Figura 7. Músculos subescapular, bíceps braquial e tríceps braquial.
Fonte: Behnke (2014, p. 72)
O músculo bíceps braquial (Figura 7b) possui duas cabeças que apresentam 
FP distintas. A da cabeça longa é no tubérculo supraglenoidal da escápula, 
enquanto a da cabeça curta encontra-se no ápice do processo coracoide esca-
pular. Ambas se unem formando um ventre muscular comum, fazendo FD na 
tuberosidade do rádio (DUFOUR; PILLU, 2016; HALL, 2016).
O tríceps braquial (Figura 7a) apresenta três cabeças: cabeça longa, cabeça 
lateral e cabeça medial. A primeira insere-se proximalmente na margem inferior 
da cavidade glenoidal; a segunda, na região lateral da face posterior do úmero; 
enquanto a terceira, que é mais profunda e lateral, inferiormente à cabeça 
lateral. Ao se unirem formando o ventre do tríceps, fixam-se distalmente no 
olecrano da ulna (DUFOUR; PILLU, 2016; HALL, 2016). 
Principais grupos musculares12
Por sua vez, o músculo braquiorradial (Figura 8a), como o próprio nome já 
diz, apresenta uma fixação no úmero (bráquio) e outra no rádio. A primeira é 
o local de sua FP, que ocorre mais especificamente na crista supraepicondilar 
lateral; já a segunda é onde se fixa distalmente, junto ao processo estiloide do 
rádio (DUFOUR; PILLU, 2016; HALL, 2016).
Figura 8. Músculos braquiorradial, braquial, pronador redondo e pronador quadrado.
Fonte: Adaptado de Behnke (2014).
O braquial (Figura 8b) tem FP na face anterior do úmero, na sua metade inferior 
(distal) e FD no processo coracoide e na tuberosidade da ulna (LIPPERT, 2013).
Dois músculos localizados no antebraço e que têm por função realizar a 
pronação do rádio são o pronador redondo e o quadrado (Figura8c). O primeiro 
faz FP no epicôndilo medial do úmero e no lado medial do processo coronoide da 
ulna. Já o segundo, localizado na porção distal do antebraço, tem FP no quarto 
distal da ulna e FD no quarto distal do rádio (LIPPERT, 2013; HALL, 2016). 
O flexor radial do carpo (Figura 9a) é relativamente superficial e insere-se 
proximalmente no epicôndilo medial do úmero, atravessando a região anterior 
do antebraço, onde faz FD na base do 2º e 3º ossos do metacarpo (MARQUES, 
2005; LIPPERT, 2013). 
13Principais grupos musculares
Figura 9. Músculos superficiais, intermediários e profundos do punho e da mão, em vista anterior.
Fonte: Adaptado de Behnke (2014).
O flexor ulnar do carpo (Figura 9a), assim como o anterior, é relativamente 
superficial e sua FP também ocorre no epicôndilo medial do úmero; no entanto, 
sua FD é na base do 5º osso metacarpal e no osso pisiforme (MARQUES, 
2005; LIPPERT, 2013).
Dois músculos importantes para a flexão dos dedos são o flexor superficial 
dos dedos (Figura 9b) e o flexor profundo dos dedos (Figura 9c). O primeiro, 
mais superficial, tem sua FP no epicôndilo lateral do úmero, no processo 
coronoide da ulna e na linha oblíqua do rádio. Na porção distal, ele se divide 
em quatro tendões que se fixam em cada lado da falange média de cada dedo, 
do 2º ao 5º dedo da mão. O flexor profundo dos dedos, como o próprio nome 
afirma, é mais profundo que o anterior. Apresenta FP nas faces anterior e 
medial da ulna, indo do processo coronoide até aproximadamente três quartos 
da extensão da ulna. Também se divide em quatro tendões que fazem FD na 
base das falanges distais do 2º ao 5º dedo da mão (LIPPERT, 2013; DUFOUR; 
PILLU, 2016; HALL, 2016). 
O extensor dos dedos (Figura 9d), localizado na região posterior do ante-
braço, tem sua FP localizada no epicôndilo lateral do úmero e, após se dividir 
em quatro tendões, fixa-se distalmente na falange distal do 2º ao 5º dedo 
(LIPPERT, 2013; HALL, 2016).
O flexor longo do polegar (Figura 9a) tem FP na face anterior do rádio e 
na membrana interóssea, enquanto a FD ocorre na base da falange distal do 
polegar. O abdutor longo do polegar (Figura 9d) fixa-se proximalmente na 
face posterior distal da ulna, no terço médio da face posterior do rádio e na 
membrana interóssea, e sua FD é na face lateral da base do 1º metacarpo. O 
extensor longo do polegar (Figura 9d) tem seu ponto de FP na face posterior 
Principais grupos musculares14
distal do rádio e na membrana interóssea, e sua inserção distal localiza-se na 
face posterior da base da falange proximal do polegar. Já o extensor curto do 
polegar (Figura 9d) fixa-se proximalmente na região posterior do terço médio 
da ulna e na membrana interóssea e termina se fixando na base da falange 
distal do polegar (LIPPERT, 2013; DUFOUR; PILLU, 2016; HALL, 2016).
Músculos intrínsecos da mão
O fl exor curto do polegar (Figura 9b) apresenta FP na face ulnar do 1º metacarpo 
(trapézio), enquanto sua FD é na base palmar ulnar da falange proximal do 
polegar. O abdutor curto do polegar (Figura 9b) tem FP nos ossos trapézio e 
escafoide (metacarpos) e FD na base radial da 1ª falange do polegar. Finalizando 
os músculos tênares, o oponente do polegar (Figura 9c) fi xa-se proximalmente 
no retináculo dos fl exores e no tubérculo do trapézio e apresenta FD na face 
lateral (radial) do 1º metacarpo (LIPPERT, 2013, HALL, 2016).
O músculo flexor do dedo mínimo (Figura 9b) insere-se proximalmente 
no hâmulo do osso hamato e no retináculo dos flexores, direcionando-se 
para a base da falange proximal no dedo mínimo, onde faz FD (MARQUES, 
2005). O abdutor do dedo mínimo (Figura 9b), mais superficial e medial que 
o anterior, tem FP no osso pisiforme e no tendão do flexor ulnar do carpo, e 
apresenta FD na base da falange proximal do dedo mínimo. Por fim, o opo-
nente do dedo mínimo (Figura 9c), que é mais profundo que os anteriores, tem 
inserção proximal no retináculo dos flexores e no hâmulo do osso hamato, e 
distalmente insere-se no lado ulnar ao longo do 5º metacarpo (MARQUES, 
2005; LIPPERT, 2013; HALL, 2016). 
O adutor do polegar (Figura 9c), um músculo palmar profundo, tem FP no 
osso captato, na base do 2º metacarpo e na face palmar do 3º metacarpo. Sua 
FD localiza-se na base da falange proximal do polegar (MARQUES, 2005; 
LIPPERT, 2013). 
Músculos dos membros inferiores
O músculo iliopsoas é, na verdade, composto por dois músculos, o ilíaco e 
o psoas maior, que apresentam inserções proximais distintas, porém uma 
inserção distal comum. O ilíaco (Figura 10a) tem FP na fossa ilíaca, enquanto 
a do psoas maior (Figura 10a), nos processos transversos, corpos vertebrais 
e discos intervertebrais da 12ª vértebra torácica até a 5ª vértebra lombar. A 
sua FD ocorre no trocanter menor do fêmur (LIPPERT, 2013; HALL, 2016). 
15Principais grupos musculares
Figura 10. Músculos dos membros inferiores — quadril.
Fonte: Adaptado de Behnke (2014).
O reto femoral (Figura 10a) tem a sua FP na espinha ilíaca anteroinferior (EIAI). 
Ele desce quase em linha reta ao longo da coxa, unindo-se aos três músculos vastos 
do quadríceps, formando o seu tendão, que recobre a patela, cruzando o joelho e 
inserindo-se na tuberosidade da tíbia (LIPPERT, 2013; HALL, 2016). 
O mais longo músculo do corpo humano, o sartório (Figura 10a), insere-se 
proximalmente na espinha ilíaca anterossuperior (EIAS) e segue diagonalmente 
na coxa até se fixar distalmente na parte medial superior da tíbia (LIPPERT, 2013).
O pectíneo (Figura 10b) é um músculo pequeno que apresenta inserção 
proximal no ramo superior do púbis (crista pectínea do ramo púbico), enquanto 
sua FD ocorre na porção proximal medial do fêmur (LIPPERT, 2013).
Os adutores do quadril englobam quatro músculos: o adutor longo, curto e 
magno, além do músculo grácil (LIPPERT, 2013; HALL, 2016). O adutor longo 
(Figura 10b) é o mais superficial e faz FP na superfície anterior do corpo do púbis 
próximo ao tubérculo púbico (face anterior do púbis), e sua FD é no terço médio 
da linha áspera do fêmur. O adutor curto (Figura 10b), o mais profundo dos três, 
insere-se proximalmente no ramo inferior do púbis, e distalmente insere-se na 
linha áspera superior do fêmur. O terceiro, o adutor magno (Figura 10b), tem FP 
no túber isquiático, no ramo do ísquio e no ramo do púbis, e sua FD ocorre ao 
longo de toda a linha áspera e no tubérculo do adutor. Por fim, o grácil (Figura 
10b), que é um músculo biarticular, tem FP na sínfise púbica e no ramo inferior 
Principais grupos musculares16
do púbis, de onde desce em posição medial e superficial, cruzando a articulação 
do joelho, fazendo sua FD na superfície anteromedial da extremidade proximal 
da tíbia (LIPPERT, 2013; DUFOUR; PILLU, 2016; HALL, 2016). 
Localizado posteriormente, o glúteo máximo (Figura 10c), um músculo 
grande e espesso, insere-se proximalmente na face dorsal do sacro, cóccix e 
na face glútea do ílio. Sua fixação distal encontra-se na superfície posterior do 
fêmur (tuberosidade glútea), inferiormente ao trocanter maior. Mais lateralmente, 
localizam-se o glúteo médio (Figura 10c) e o mínimo (Figura 10c). O primeiro, 
de formato triangular, tem sua FP na face glútea do ílio e sua FD na superfície 
lateral do trocanter maior. Já o segundo é mais profundo e insere-se na face 
glútea do ílio, inferiormente à FP do glúteo médio. Sua FD está localizada no 
trocanter maior, nas suas faces superior e lateral (LIPPERT, 2013; HALL, 2016). 
Os músculos isquiotibiais apresentam FP em comum, que ocorrem na 
tuberosidade isquiática (LIPPERT, 2013). Tanto o semimembranáceo (FIGURA 
10c) quanto o semitendíneo (FIGURA 10c) apresentam FD na porção proximal 
medial da tíbia; no entanto, a do segundo é inferior à do primeiro. Já o bíceps 
femoral (Figura 10c), mais lateral, tem FD no côndilo lateral da tíbia e na 
cabeça da fíbula (LIPPERT, 2013; HALL, 2016). 
O tensor da fáscia lata (Figura 10a) é um músculo com ventre muscular 
curto, porém com uma inserção tendinosa muito longa. Sua inserçãoproximal 
ocorre na EIAS, de onde desce lateralmente até se inserir distalmente em uma 
faixa de tecido facial denominada trato íliotibial (Figura 10c) que, por sua 
vez, faz inserção no côndilo lateral da tíbia (LIPPERT, 2013; HALL, 2016). 
Todos os músculos do quadríceps formam um tendão comum que, como já 
foi citado, faz inserção distal na tuberosidade da tíbia. O vasto lateral (Figura 
10a), que ocupa uma posição mais lateral em relação ao reto femoral, insere-se 
proximalmente na linha áspera do fêmur e no trocanter maior. O vasto medial 
(Figura 10a) também faz FP na linha áspera mais medial, enquanto o músculo 
vasto intermédio (Figura 10a), mais profundo que o reto femoral, tem FP na 
superfície anterolateral do fêmur (LIPPERT, 2013; HALL, 2016). 
O músculo gastrocnêmio (Figura 11a), que é biarticular, possui duas cabeças, 
que se inserem proximalmente na superfície posterior dos côndilos medial 
e lateral do fêmur. Após se unirem, formam o tendão calcâneo (tendão de 
Aquiles) que tem FD na superfície posterior do calcâneo. Mais inferiormente 
ao gastrocnêmio, localiza-se o sóleo (Figura 11b), que tem sua FP na face 
posterior da tíbia e da fíbula, e que também se une formando o tendão calcâneo 
(LIPPERT, 2013; HALL, 2016). 
17Principais grupos musculares
Figura 11. Músculos dos membros inferiores — vistas posterior (a,b,c); anterior (d); lateral (e). 
Fonte: Adaptado de Behnke (2014).
O tibial posterior (Figura 11c), que é ainda mais profundo, tem sua FP na 
membrana interóssea e nos dois terços posterosuperiores da tíbia e da fíbula. 
Ele desce na região posterior da perna, direcionando-se ao maléolo medial, 
onde se insere distalmente no navicular, cuboide e 2º ao 5º ossos metatarsais 
(LIPPERT, 2013; HALL, 2016). 
Mais lateralmente na perna, o flexor longo do hálux (Figura 11c) faz FP na 
face posterior da fíbula e na membrana interóssea, enquanto sua FD se localiza 
na falange distal do hálux. Por sua vez, localizando-se mais medialmente 
na perna, o músculo flexor longo dos dedos (Figura 11c) também insere-se 
proximalmente na face posterior da tíbia; no entanto, sua FD é realizada 
por quatro tendões que se inserem na falange distal do 2º ao 5º dedos do pé 
(LIPPERT, 2013; DUFOUR; PILLU, 2016). 
Principais grupos musculares18
O músculo tibial anterior (Figura 11e) tem sua FP nos dois terços anteriores da 
face lateral da tíbia e na membrana interóssea. Ele desce pela perna fazendo inserção 
distal na superfície medial do 1º cuneiforme e do 1º metatarso (HALL, 2016). 
O extensor longo do hálux (Figura 11d), localizando mais profundamente 
ao anterior, apresenta FP na face medial da fíbula e na membrana interóssea 
e FD na superfície dorsal da falange distal do hálux. Localizado mais late-
ralmente do que o extensor longo do hálux, encontra-se o extensor longo dos 
dedos (Figura 11d), que se insere proximalmente na superfície anteromedial 
da fíbula, no seu côndilo e na sua cabeça (LIPPERT, 2013; HALL, 2016).
O fibular longo (Figura 11c e 11e) tem sua inserção proximal na cabeça e na 
face lateral da fíbula e na membrana interóssea. O seu tendão curva-se atrás 
do maléolo lateral, onde torna-se profundo e cruza a planta do pé, indo em 
direção medial até se inserir distalmente na superfície lateral do 1º cuneiforme 
e do 1º metatarso (LIPPERT, 2013; HALL, 2016). 
Alguns autores referem-se aos músculos fibular longo e o tibial anterior como uma uni-
dade funcional denominada de “estribo do pé”, pois o fibular longo desce lateralmente 
na perna e o seu tendão cruza o pé em direção medial, aproximando-se do tendão 
do tibial anterior. Por sua vez, este desce pela região anterior da perna e seu tendão se 
direciona até inserir-se próximo ao tendão do fibular longo, formando uma estrutura 
semelhante à letra U, daí a ideia do estribo. Essa estrutura funcional representa um 
importante papel na estabilidade do arco plantar (LIPPERT, 2013; DUFOUR; PILLU, 2016)
O fibular curto (Figura 11c e 11e), mais profundo, menor e com um tendão 
mais curto que o anterior, tem sua FP na parte inferior da face lateral da fíbula. 
Seu tendão, assim como o fibular longo, direciona-se para trás do maléolo 
lateral, seguindo em direção anterior e inserindo-se distalmente na base do 
5º osso metatarsal (LIPPERT, 2013; HALL, 2016). 
O abdutor do hálux (Figura 12c) fixa-se proximalmente no processo medial 
da tuberosidade do calcâneo, enquanto sua FD é na face medial da base da 
falange proximal do hálux (MARQUES, 2005).
19Principais grupos musculares
O adutor do hálux (Figura 12a e 12b) apresenta duas cabeças, uma oblíqua, 
que faz FP na base do 2º ao 4º metatarso, e uma transversal, que se insere 
proximalmente nos ligamentos metatarsofalangianos plantares do 3º ao 5º dedo. 
Essas duas porções se unem formando um tendão que se insere distalmente 
na face lateral da base da falange proximal do hálux (MARQUES, 2005). 
O flexor curto do hálux (Figura 12a e 12b) tem FP na porção medial da 
superfície plantar dos ossos cuboides e parte adjacente no cuneiforme lateral. 
Sua FD é feita por dois tendões nas faces lateral e medial da base da falange 
proximal do hálux (MARQUES, 2005). 
O flexor curto dos dedos (Figura 12c) tem sua FP no processo medial da 
tuberosidade do calcâneo e distalmente se divide em quatro tendões que se 
inserem nas falanges intermediárias do 2º ao 5º dedo (MARQUES, 2005). 
Figura 12. Músculos dos membros inferiores — pé.
Fonte: Adaptado de Behnke (2014).
Neste capítulo, foram apresentados os principais grupos musculares identi-
ficados no nosso corpo, responsáveis pela realização de quase todos os nossos 
movimentos articulares. O conhecimento de suas inserções, seja distal ou 
proximal, é fundamental para compreender e analisar as diferentes formas e 
direcionamento do movimento. 
É importante compreender, por exemplo, que um músculo biarticular 
realiza movimentos distintos, dependendo da posição, da força de tração e do 
ponto de apoio. De fato, um dos pontos centrais no estudo da cinesiologia é 
a compreensão dessa temática; portanto, o seu entendimento é fundamental 
para a compreensão de toda a avaliação e aplicação do movimento. 
Principais grupos musculares20
BEHNKE, R. S. Anatomia do movimento. 3. ed. São Paulo: Artmed, 2014.
DUFOUR, M.; PILLU, M. Biomecânica funcional: membros, cabeça, tronco. Barueri: Ma-
nole, 2016.
FLOYD, R. T. Manual de cinesiologia estrutural. 19. ed. Barueri: Manole, 2016.
HALL, S. J. Biomecânica básica. 7. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2016.
LIPPERT, L. S. Cinesiologia clínica e anatomia. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2013.
MARQUES, A. P. Cadeias musculares: um programa para ensinar avaliação fisioterapêutica 
global. 2. ed. Barueri: Manole, 2005.
Leituras recomendadas
LIMA, C. S.; PINTO, R. S. Cinesiologia e musculação. Porto Alegre: Artmed, 2007.
MCGINNIS, P. M. Biomecânica do esporte e do exercício. 3. ed. Porto Alegre: Artmed, 2015.
OATIS, C. A. Cinesiologia: a mecânica e a patomecânica do movimento humano. 2. ed. 
Barueri: Manole, 2014.
WEINECK, J. Anatomia aplicada ao esporte. 18. ed. Barueri: Manole, 2013.
Os links para sites da Web fornecidos neste capítulo foram todos testados, e seu fun-
cionamento foi comprovado no momento da publicação do material. No entanto, a 
rede é extremamente dinâmica; suas páginas estão constantemente mudando de 
local e conteúdo. Assim, os editores declaram não ter qualquer responsabilidade 
sobre qualidade, precisão ou integralidade das informações referidas em tais links.
21Principais grupos musculares
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Cadeias Musculares Conheça os métodos de Terapia
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Assista ao vídeo e explique a importância do conhecimento a cerca das cadeias musculares 
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Grupos Musculares: MEMBROS SUPERIORES E INFERIORES 
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