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2042-03-28188As-articulações-e-os-tipos-de-trabalhos-musculares

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CINESIOLOGIA APLICADA 
À TERAPIA OCUPACIONAL 
AULA 3
ABERTURA 
Olá!
Por definição, a Cinesiologia compreende o estudo do movimento, envolvendo, 
portanto, distintas áreas do conhecimento, como a Anatomia, a Fisiologia e a Física. 
Ela tenta compreender como o aparelho locomotor interage para a realização das diversas 
atividades diárias, que exigem a ativação constante de músculos e outros tecidos. Um dos 
pontos centrais no estudo dessa dinâmica do movimento é a articulação, que permite a 
movimentação das peças ósseas durante o movimento.
Nesta aula, você vai aprofundar o seu entendimento sobre artrocinemática e 
osteocinemática, conhecendo os tipos de movimentos realizados nos diferentes planos e os 
diferentes tipos de articulações. Também vai estudar as principais articulações do corpo 
humano e como elas se organizam estruturalmente. Por fim, para ampliar o seu 
entendimento, você vai conhecer os movimentos realizados por cada uma delas e as 
amplitudes de movimento articular.
Bons estudos.
As articulações 
e os tipos de 
trabalhos 
musculares
REFERENCIAL TEÓRICO
As articulações são as estruturas anatômicas que promovem a ligação das peças 
ósseas, formando uma unidade funcional que permite a realização dos mais variados 
movimentos corporais. Devido à complexidade do ser humano e suas interações com o 
ambiente, pode-se identificar diversas formas de articulações, adaptadas à realização dos 
movimentos.
No capítulo "As articulações e os tipos de trabalhos musculares", da obra Estudo do 
movimento: Cinesiologia, você vai estudar os principais tipos de classificação das articulações e 
as principais identificadas no ser humano, além dos movimentos que cada uma delas realiza.
Faça sua leitura e você aprenderá a:
• Descrever as articulações e os tipos de trabalhos musculares.
• Identificar as principais articulações do corpo humano.
• Examinar os tipos de trabalhos musculares realizados pelas principais articulações do
corpo humano.
Boa leitura.
As articulações e os tipos 
de trabalhos musculares
Objetivos de aprendizagem
Ao final deste texto, você deve apresentar os seguintes aprendizados:
 Descrever as articulações e os tipos de trabalhos musculares.
 Identificar as principais articulações do corpo humano.
 Examinar os tipos de trabalhos musculares realizados pelas principais 
articulações do corpo humano.
Introdução
Cinesiologia é a ciência que estuda o movimento, reunindo os campos da 
anatomia, fisiologia, física e geometria. A compreensão de sua inter-relação 
é fundamental para estudar e classificar com rigor os movimentos do 
corpo humano. Para tanto, é de suma importância conhecer as principais 
estruturas envolvidas nesse processo, que são as articulações.
Neste capítulo, você vai aprender quais são os tipos de articulações 
presentes no corpo humano e quais movimentos são realizados por elas. 
Para isso, vai conhecer as estruturas que compõem as principais articula-
ções da cabeça, dos membros superiores e inferiores e do tronco e quais 
são os possíveis movimentos que podem ser gerados em cada uma delas. 
1 As articulações e os tipos de trabalhos 
musculares
As articulações representam a conexão entre duas peças ósseas e sua função 
mais importante é permitir a realização dos movimentos. Além disso, auxiliam 
na sustentação e estabilização do corpo, graças aos formatos dos ossos que 
compõem cada uma das articulações. No entanto, quanto maior a mobilidade 
permitida, menos estável será a estrutura articular (LIPPERT, 2013).
Existem três planos imaginários que formam ângulos retos entre si e 
dividem o corpo, permitindo compreender quais são os tipos possíveis de 
movimentos realizados pelas articulações corporais. No plano sagital, existe 
uma divisão das partes em direta e esquerda; ao longo deste plano ocorrem os 
movimentos de flexão e extensão. O plano frontal (coronal) faz uma divisão 
entre anterior e posterior e os movimentos que ocorrem neste plano são de 
abdução e adução. Por fim, o plano transversal divide o corpo horizontal-
mente e seus movimentos são de rotação, supinação e pronação (Figura 1) 
(LIPPERT, 2013).
Figura 1. Posição dos planos e eixo anatômicos em 
relação ao corpo humano: (1) plano sagital e eixo sagital; 
(2) plano frontal e eixo frontal; (3) plano transversal e 
eixo vertical.
Fonte: Weineck (2013, p. 63).
Os eixos correspondem às linhas que atravessam o centro articular. 
O eixo sagital atravessa de anterior para posterior (anteroposterior). O eixo 
frontal é laterolateral, ou seja, atravessa de lado a lado. Já o eixo vertical 
(longitudinal) é cranicocaudal, atravessando a articulação de superior para 
inferior (LIPPERT, 2013).
As articulações e os tipos de trabalhos musculares2
De maneira geral, as articulações podem ser classificadas, estrutural e 
funcionalmente, em sinartrose (fibrosas), anfiartrose (cartilaginosas) e diartrose 
(sinoviais) (LIPPERT, 2013).
Sinartrose 
A sinartrose, também conhecida como sutura, é um tipo de articulação fi brosa 
composta por uma fi na camada de periósteo entre dois ossos. As extremidades 
dos ossos que a compõem apresentam formato específi co que permite o seu 
encaixe, como a que ocorre nas suturas do crânio. São articulações que visam 
fornecer forma e força, apresentando pouco ou nenhum movimento (LIPPERT, 
2013). Subdividem-se em suturas, sindesmoses e gonfoses (WEINECK, 2013).
As suturas, como já mencionado, são as articulações encontradas no crânio. 
Uma sindesmose é um tipo de articulação formada por tecido conjuntivo 
fibroso que mantém os ossos unidos (estáveis), permitindo pequenos movi-
mentos de torção ou alongamento. Um exemplo é a articulação tibiofibular 
distal, localizada no tornozelo (LIPPERT, 2013; OATIS, 2014). Na gonfose, 
observa-se uma articulação formada por um “encaixe”, como a que ocorre entre 
a raiz do dente e o alvéolo dental, na mandíbula e na maxila (LIPPERT, 2013). 
Anfiartrose
A anfi artrose é um tipo articular que possui tecido cartilaginoso resistente 
entre a duas estruturas ósseas. São articulações que permitem alguns graus 
de movimentos, como torções, compressões, fl exões e extensões. Devido à 
sua organização estrutural, são extremamente estáveis e resistentes, como é o 
caso das articulações vertebrais e da sínfi se púbica (LIPPERT, 2013). Existem 
dois tipos articulações cartilaginosas: a sincondrose e a sínfi se.
A sincondrose é composta por cartilagem (hialina e fibrocartilagem), 
como a ligação cartilaginosa das costelas ao esterno (cartilagem costal), que 
é composta por cartilagem hialina. Já as sínfises são compostas por fibrocar-
tilagem. Essas articulações fornecem bastante estabilidade, sendo a sínfise 
púbica responsável pela transmissão de força entre os membros inferiores e 
a pelve, enquanto as articulações esternocostais devem permitir a expansão 
torácica durante a respiração (LIPPERT, 2013). É importante destacar que 
alguns autores consideram as sínfises como um tipo de sincondrose (WEI-
NECK, 2013; OATIS, 2014).
3As articulações e os tipos de trabalhos musculares
Diartrose 
Já as diartroses representam as articulações sinoviais, em que não há união 
direta entre as extremidades ósseas. Existe uma cavidade articular preenchida 
por líquido sinovial (sinóvia) e envolvida por uma cápsula de tecido conjuntivo, 
que isola a articulação hermeticamente (cápsula articular). O líquido sinovial 
é secretado pela camada interna da cápsula, chamada membrana sinovial, 
e sua função é lubrifi car e permitir a realização dos movimentos, reduzindo 
o atrito (LIPPERT, 2013; WEINECK, 2013). As extremidades dos ossos lo-
calizadas no interior da cápsula articular são revestidas por uma camada 
lisa de cartilagem articular (OATIS, 2014). São articulações extremamente 
móveis, o que acaba por reduzir sua capacidade de estabilidade (articulações 
verdadeiras). Quanto aos tipos de movimentos, elas podem ser classifi cadas 
em articulação não axial, uniaxial, biaxial e triaxial (multiaxial) (LIPPERT, 
2013; WEINECK, 2013).
Asarticulações sinoviais não axiais possuem formatos planos e realizam 
movimentos de deslizamento, ou seja, movimentos mais lineares e não angu-
lares. Como exemplo, podemos citar as articulações carpais. Na articulação 
uniaxial (gínglimo), observa-se um movimento angular em torno de um eixo, 
semelhante ao que ocorre em uma dobradiça. A articulação do cotovelo é um 
exemplo, onde se identifica a realização de apenas dois movimentos articulares 
no plano sagital em torno do eixo transversal, que seria a flexão e a extensão. 
Ainda no cotovelo, existe outro tipo de articulação uniaxial, a articulação 
radioulnar, um tipo de articulação sinovial trocoidea. Nela, a cabeça do 
rádio roda em relação à ulna nos movimentos de supinação e pronação do 
antebraço (LIPPERT, 2013; WEINECK, 2013).
Uma articulação biaxial apresenta duas direções distintas de movimento, 
como nos movimentos do punho (radiocarpal) de flexão e extensão, que 
ocorrem em torno do eixo transversal, e adução e abdução, pelo eixo sagital. 
Outros exemplos incluem as articulações metacarpofalângeas e a articulação 
carpometacarpal do polegar, que é um tipo de articulação selar. No entanto, 
é importante frisar que durante o movimento de abdução e flexão do polegar 
ocorre uma rotação passiva (e não ativa) deste, o que o mantém classificado 
como uma articulação biaxial (LIPPERT, 2013).
Por fim, na articulação triaxial ou multiaxial os movimentos ocorrem 
ativamente ao longo de todos os eixos do corpo, o que permite maior gama 
de realização de movimentos dentre todos os tipos articulares. Muitas vezes, 
ela também é chamada de articulação esferóidea (enartrose) e seus dois prin-
As articulações e os tipos de trabalhos musculares4
cipais exemplos são o quadril e o ombro. Ambos apresentam movimentos em 
torno dos eixos transversal (extensão e flexão), sagital (abdução e adução) e 
longitudinal (rotação) (LIPPERT, 2013). A cavidade glenoidal é menor do que 
o diâmetro da cabeça do úmero, o torna a articulação glenoumeral (ombro) 
a mais móvel e menos estável. Já o acetábulo é tão profundo que envolve a 
cabeça do fêmur, o que reduz o risco de luxação da articulação coxofemoral 
(WEINECK, 2013). 
O líquido sinovial (LS) normalmente é claro, pálido, amarelado e viscoso, com uma 
composição semelhante a do plasma acrescido de hialuronato e outras proteínas. 
Além do seu papel lubrificante, o LS também é importante na nutrição e na remoção 
de produtos metabólicos da cartilagem articular e intra-articular. Esse processo se 
dá por difusão e embebição entre o LS e o tecido cartilaginoso, que é facilitado pela 
compressão intermitente e a retração das superfícies articulares durante os movimentos 
ativos das articulações sinoviais. Essa condição é fundamental para manter a função 
articular saudável (OATIS, 2014).
As articulações também podem ser descritas de acordo com seu grau de 
liberdade (GL), ou número de planos e eixos nos quais podem se mover. Uma 
articulação uniaxial apresenta um GL, enquanto uma biaxial possui dois GLs 
e uma triaxial tem três GLs. Esse conceito é importante quando avaliamos 
uma ou mais articulações e suas possibilidades de movimento. Um membro 
superior como um todo, dos dedos até o ombro, possui, por exemplo, 11 GLs 
(LIPPERT, 2013).
2 As principais articulações do corpo humano
Compreendidas essas características, torna-se fundamental analisar as princi-
pais articulações encontradas no corpo humano, a fi m de melhor compreender 
as dinâmicas dos movimentos osteocinemáticos e artrocinemáticos. Para isso, 
estudaremos as principais articulações humanas.
5As articulações e os tipos de trabalhos musculares
Articulação da cabeça 
No crânio, são identifi cados 21 ossos, sendo que a maioria, com exceção da 
mandíbula, são fundidos através de suturas no indivíduo adulto. Dessa forma, 
identifi ca-se apenas uma articulação móvel, a articulação temporomandibular 
(ATM). É uma das articulações mais utilizadas, participando no processo de 
mastigação, deglutição, fala, bocejo e em qualquer outra atividade que exija 
ação da mandíbula (LIPPERT, 2013). A ATM é composta por dois ossos, um 
disco articular e uma cápsula articular. A mandíbula apresenta dois pontos 
articulares (um de cada lado) com o osso temporal. O disco articular está 
localizado no interior da cápsula articular, separando a cavidade articular em 
dois espaços articulares, sendo um superior e um inferior. A morfologia do 
disco articular permite seu movimento sobre a cabeça articular da mandíbula 
(LIPPERT, 2013; FLOYD, 2016). 
Articulação do ombro
A articulação do ombro ou glenoumeral é, sem dúvida, a mais móvel, sendo 
capaz de executar uma gama de movimentos com grande amplitude. No 
entanto, é importante compreender que seus movimentos ocorrem em outras 
três articulações ou áreas, o que fez surgir o termo de complexo do ombro 
(CO). O CO é formado pelo úmero, esterno, clavícula e escápula, além das 
articulações que os unem e os músculos que os movem. O papel central do CO 
é posicionar o membro superior em diferentes posições no espaço, permitindo 
à mão realizar diversas funções (LIPPERT, 2013; OATIS, 2014). 
O úmero é um osso longo que possui uma cabeça com superfície articular 
que se assemelha à metade de uma esfera (OATIS, 2014). No seu aspecto 
lateral, possui o tubérculo maior, que é marcado por três facetas distintas que 
dão origem (de cima para trás) aos músculos supraespinhal, infraespeinhal e 
redondo menor. Na porção anterior, encontra-se o tubérculo menor, que possui 
uma faceta onde se insere o subescapular. Esses quatro músculos compõem o 
complexo muscular chamado manguito rotador. Entre os tubérculos, localiza-
-se o sulco bicipital, que contém o tendão da cabeça longa do bíceps braquial 
(OATIS, 2014; FLOYD, 2016). O esterno é um osso plano que fica localizado na 
região central anterior do tórax. Ele é composto pelo manúbrio, que se articula 
com a clavícula (esternoclavicular), com o corpo do esterno, que se articular 
com as costelas (esternocostal) e com o processo xifoide (LIPPERT, 2013).
A clavícula atua como um suporte que mantém todo o membro superior 
suspenso no esqueleto axial. Além disso, fornece um ponto de inserção mus-
As articulações e os tipos de trabalhos musculares6
cular, protege vasos sanguíneos e nervos próximos, auxilia na transmissão de 
força muscular para a escápula e contribui para a alta amplitude de movimento 
articular do ombro (OATIS, 2014). A escápula apresenta um formato plano e 
tem como função principal servir de local para inserção muscular do ombro 
(um total de 15 músculos). Os principais pontos de referência escapular são 
a fossa supraespinhal, infraespinhal e subescapular, a espinha da escápula, 
o processo coracoide, o acrômio, a cavidade glenoidal e o ângulo inferior 
(FLOYD, 2016). Ela forma articulações com a clavícula (acromioclavucular) 
e com o úmero (glenoumeral) (Figura 2). 
Figura 2. Articulações glenoumeral e acromioclavicular direitas — vista anterior.
Fonte: Floyd (2016, p. 114).
Articulação do cotovelo
O cotovelo compreende a dinâmica entre três estruturas ósseas, sendo elas a 
porção distal do úmero e as porções proximais do rádio e da ulna. A articulação 
do cotovelo, portanto, faz a união do braço com o antebraço e é um tipo de 
7As articulações e os tipos de trabalhos musculares
articulação do tipo gínglimo, que permite apenas a realização dos movimentos 
de extensão e fl exão (LIPPERT, 2013; FLOYD, 2016). 
Na verdade, a articulação do cotovelo é composta por três articulações 
distintas. A ligação entre o úmero e a ulna (umeroulnar) se dá através da trocléa 
umeral e da superfície articular do olécrano ulnar, permitindo os movimentos 
do tipo gínglimo (LIPPERT, 2013; OATIS, 2014). Normalmente, observa-se no 
plano frontal um desvio lateral da ulna em relação ao úmero, que ocorre devido 
a um alargamento da porção medial da tróclea. Alguns autores definem essa 
orientação como o ângulo de transporte ou carregamento (FLOYD, 2016).
A ligação entrea ulna e o rádio (umerorradial) ocorre entre o capítulo do 
úmero e a fóvea articular da cabeça do rádio. A terceira articulação ocorre entre 
o rádio e a ulna proximal (radiulnar proximal), em que a cabeça do rádio roda 
na incisura radial da ulna (LIPPERT, 2013; OATIS, 2014). Durante a posição 
de extensão do cotovelo, ocorre uma diminuição do contato entre essas duas 
peças, o que demonstra que, quando o cotovelo se encontra flexionado, essa 
articulação está sofrendo menor estresse (Figura 3) (FLOYD, 2016).
Figura 3. Articulação do cotovelo direito.
Fonte: Floyd (2016, p. 146).
As articulações e os tipos de trabalhos musculares8
Os principais componentes que oferecem suporte para a articulação coto-
velo, além das próprias superfícies ósseas, são a cápsula articular, o ligamento 
colateral medial (LCM) ou ulnar e o ligamento colateral lateral (LCL) ou radial. 
Além disso, como já foi abordado, o ligamento anular suporta a articulação 
radiulnar proximal (LIPPERT, 2013; FLOYD, 2016).
Articulação do punho e mão 
As articulações do punho e da mão apresentam um grande número de músculos, 
ossos e ligamentos que as tornam altamente complexas. São compostas por 
duas articulações, a radiocarpal e a mediocarpal (Figura 4). A primeira é 
um tipo de articulação condilar, formada pelo rádio, pelo disco ulnar (ulno-
carpal) e pelos ossos carpais proximais (escafoide, semilunar e piramidal). 
Já na articulação mediocarpal, os ossos carpais proximais se articulam com 
os ossos carpais distais (escafoide, semilunar e piramidal) (LIPPERT, 2013; 
WEINECK, 2013). O pisiforme, apesar de ser um osso do carpo, não é con-
siderado uma parte da articulação do punho, pois não se articula com o disco 
ulnar (LIPPERT, 2013).
Figura 4. Articulações radiocarpal e radioulnar.
Fonte: Floyd (2016, p. 172).
9As articulações e os tipos de trabalhos musculares
Ainda na mão, são identificadas as articulações carpometacarpais, que 
estão entre a fileira distal dos ossos carpais e a porção proximal dos ossos me-
tacarpais. São articulações sinoviais planas não axiais, onde os ossos trapézio, 
trapezoide, capitato e hiamato se articulam com os cinco ossos metacarpais 
(LIPPERT, 2013). Uma característica especial encontra-se na articulação entre 
o trapézio e o primeiro osso metacarpal, que é a base articular do polegar. Essa 
articulação é do tipo sinovial selar, sendo definida, por alguns autores, como 
uma articulação esferóidea modificada, o que a permite realizar movimento 
nos três planos (LIPPERT, 2013; FLOYD, 2016).
Os dedos se iniciam com as articulações metacarpofalângicas, que são 
do tipo sinovial, elipisóidea e biaxiais, prosseguindo com as articulações 
interfalângicas, que se localizam entre as falanges proximal e média e entre 
as falanges média e distal (LIPPERT, 2013; WEINECK, 2013). 
Articulação do quadril 
O quadril é composto por ílio, ísquio e púbis, que se fundem durante a 
vida adulta. A articulação do quadril é formada pelo acoplamento do 
fêmur ao quadril (OATIS, 2014). Trata-se de uma articulação do tipo 
sinovial esferóidea, em que a cabeça do fêmur, de formato arredondado, 
se encaixa e se articula em contato com o lábio do acetábulo (Figura 5). 
Uma característica que distingue esta articulação daquela encontrada no 
ombro é que o quadril é uma articulação mais estável, o que acaba limi-
tando a sua amplitude de movimento articular (WEINECK, 2013; FLOYD, 
2016). Assim como todas as articulações sinoviais, ela possui uma cápsula 
articular forte e espessa que recobre toda a articulação. Além disso, três 
ligamentos contribuem para sua estabilidade: ileofemoral, pubofemoral e 
isqueofemoral (LIPPERT, 2013). 
As articulações e os tipos de trabalhos musculares10
Figura 5. Articulação do quadril.
Fonte: Floyd (2016, p. 234).
Articulação do joelho 
O joelho apresenta uma articulação do tipo sinovial gínglimo, sendo a maior 
articulação diartrodial do corpo. Nessa estrutura, os côndilos femorais distais 
articulam-se com os côndilos da tíbia (medial e lateral). Devido ao fato do 
fêmur se projetar para baixo em um ângulo oblíquo para a linha média, o 
seu côndilo medial é maior do que o lateral (LIPPERT, 2013; FLOYD, 2016). 
Lateralmente à tíbia, encontra-se a fíbula, que serve de conexão para algumas 
estruturas da articulação do joelho, embora não faça parte dessa articulação, 
11As articulações e os tipos de trabalhos musculares
sendo mais importante na articulação do tornozelo (talocrural) (FLOYD, 
2016). Além dessas estruturas, é identifi cada a patela, que, juntamente com 
o fêmur, forma a articulação patelofemoral (Figura 6). A principal função 
da patela é proporcionar uma vantagem mecânica do músculo quadríceps, 
funcionando semelhante a uma polia, o que permite criar um melhor ângulo 
de tração, facilitando o movimento de extensão do joelho (LIPPERT, 2013; 
OATIS, 2014). 
Figura 6. Ossos que compõem a articulação do joelho.
Fonte: Floyd (2016, p. 273).
As articulações e os tipos de trabalhos musculares12
Na análise biomecânica, é avaliado o ângulo patelofemoral (ângulo Q), que é o ângulo 
formado entre o músculo quadríceps e o ligamento patelar, que é o tendão desse 
músculo. O ângulo é determinado ao se traçar uma linha a partir da espinha ilíaca 
anterossuperior até o ponto central da patela, e uma outra deste ponto central até a 
tuberosidade da tíbia. O ângulo Q é determinado pela interseção dessas duas linhas. 
Em indivíduos normais, durante a extensão do joelho este ângulo varia de 13° a 19°, 
tendendo a ser maior em mulheres devido ao alargamento da pelve. Algumas condições 
patológicas, como a síndrome patelofemoral, estão relacionadas a variações para mais 
ou para menos do ângulo Q (LIPPERT, 2013). 
Um detalhe importante da articulação do joelho é que ela é mantida prin-
cipalmente por ligamentos, sendo os dois grupos principais os ligamentos 
cruzados e colaterais. Os primeiros (cruzados anterior e posterior) localizam-
-se dentro da cavidade articular, fixando os côndilos femorais com a tíbia e 
fornecendo estabilidade no planto sagital ao joelho (LIPPERT, 2013; WEI-
NECK, 2013). Os ligamentos colaterais (medial e lateral) estão localizados 
na lateral do joelho e proporcionam estabilidade articular no plano frontal 
(LIPPERT, 2013; WEINECK, 2013). Além disso, na região superior da tíbia 
encontram-se os meniscos (medial e lateral) fibrocartilaginosos, que possuem 
como função absorver choques (LIPPERT, 2013). 
Articulação do tornozelo e do pé 
A perna é composta pela tíbia e fíbula, sendo a primeira aquela que realmente 
sustenta o peso corporal. Na sua porção proximal, ambas se articulam por uma 
articulação sinovial plana (tibiofi bular) que permite um pequeno deslizamento 
e rotação da fíbula em relação à tíbia. Nas extremidades distais, identifi ca-se 
uma união fi brosa (sindesmose tibiofi bular) entre as duas, que possui impor-
tante papel na articulação do tornozelo, além de permitir pequeno movimento 
para acomodar os movimentos do tálus (LIPPERT, 2013; WEINECK, 2013). 
A articulação do tornozelo (talocrural) é composta pela junção da tíbia 
(medialmente) e a fíbula (lateralmente); portanto, essa articulação permite 
a união da perna ao pé, sendo a principal responsável pela maioria dos mo-
vimentos do pé em relação à perna (Figura 7). Trata-se de uma articulação 
sinovial e uniaxial (LIPPERT, 2013). Pela palpação do tornozelo, é possível 
13As articulações e os tipos de trabalhos musculares
perceber duas projeções ósseas, os maléolos medial e lateral, que fazem parte 
da extremidade distal da tíbia e da fíbula, respectivamente (FLOYD, 2016).
Figura 7. Articulação talocrural (vista posterior).
Fonte: Lippert (2013, p. 271).
 No pé, o tálus e o calcâneo formam a articulação talocalcânea (subtalar), 
uma articulação sinovial plana que possui pequeno GL, participando nos mo-
vimentos de inversão e eversão. Além disso, as margens anteriores de ambos 
(tálus e calcâneo) se articulam com os ossos navicular e cuboide (articulação 
talocalcaneonaviculare calcaneocuboidea). Essas duas articulações com-
põem a chamada articulação transversa do tarso e auxiliam nos movimentos 
de inversão e eversão (FLOYD, 2016). 
Os metatarsos se articulam com as falanges proximais, formando as ar-
ticulações metatarsofalângicas, enquanto cada um do segundo ao quinto 
dedo dos pés apresenta duas articulações interfalângicas e o hálux apenas 
uma (LIPPERT, 2013). 
Articulação da coluna vertebral 
A coluna vertebral é composta por um conjunto de unidades funcionais repre-
sentadas pelas vértebras, discos e suas articulações. Vale recordar que a coluna 
vertebral é dividida em quatro regiões: cervical (com 7 vértebras), a torácica 
(com 12), a lombar (com 5) e a sacral (com 5 fundidas) (LIPPERT, 2013).
As articulações e os tipos de trabalhos musculares14
A região cervical é responsável pelo posicionamento e movimento da cabeça 
(LIPPERT, 2013). A articulação atlantoccipital é formada entre o crânio e a 
primeira vértebra cervical (atlas). Essa articulação é forte e sustenta o peso da 
cabeça. Entre as duas primeiras vértebras cervicais existem três articulações, 
denominadas articulação atlantoaxial mediana e laterais. A primeira permite 
a ligação entre o dente do áxis (C2) e o arco anterior do atlas, enquanto as 
outras duas articulações localizam-se entre as faces articulares inferiores do 
atlas e os processos articulares superiores do áxis (FLOYD, 2016). 
A partir da porção inferior do áxis até a primeira vértebra sacral (S1), as 
estruturas articulares são basicamente idênticas. Anteriormente, em cada 
vértebra encontram-se os corpos vertebrais que compõem articulações fortes, 
enquanto na região posterior encontram-se as articulações zigapofisiais, que 
são as articulações dos processos articulares (LIPPERT, 2013; OATIS, 2014). 
Em cada vértebra, são identificados dois processos articulares superiores e 
dois inferiores, sendo que as articulações nessas estruturas ocorrem entre os 
processos articulares superiores da vértebra inferior e os processos articulares 
inferiores da vértebra superior adjacente (Figura 8) (FLOYD, 2016). 
Figura 8. Articulações intervertebrais. 
Fonte: Lippert (2013, p. 343).
15As articulações e os tipos de trabalhos musculares
3 Principais articulações e seus trabalhos 
musculares
A seguir, descreveremos os principais movimentos realizados pelas ar-
ticulações previamente estudadas. Esse entendimento permite ampliar o 
conhecimento a respeito da organização estrutural e funcional das estruturas 
articulares.
Articulação da cabeça 
Os movimentos realizados pela ATM são o abaixamento, que permite a abertura 
da boca, a elevação da mandíbula, que opostamente promove o fechamento 
da boca, o desvio lateral (movimento lateral da mandíbula), a protusão (movi-
mento anterior da mandíbula) e a retração (movimento posterior da mandíbula) 
(FLOYD, 2016). Os movimentos de rotação, fl exão, extensão e laterofl exão 
são realizados pelos seguimentos cervicais, sendo, portanto, discutidos no 
respectivo tópico.
Articulação do ombro
Devido à sua organização estrutural articular, o ombro é capaz de realizar 
aproximadamente 180° de fl exão e 45° de extensão (plano sagital); 180° de 
abdução e adução (plano frontal); aproximadamente 30° de abdução hori-
zontal (movimento para trás) e 120° de adução horizontal (movimento para 
frente) (plano horizontal); e 90° de rotação lateral e medial (plano transverso 
em torno de seu eixo). A combinação de todos os movimentos possíveis do 
ombro permite a realização da circundução (LIPPERT, 2013; WEINECK, 
2013; OATIS, 2014) (Figura 9).
As articulações e os tipos de trabalhos musculares16
Figura 9. Movimento do ombro. 
Fonte: Lippert (2013, p. 38).
Quando a articulação do ombro se movimenta, a sensação final normal 
é o estiramento de tecidos moles, devido à tensão dos vários ligamentos 
e músculos, além da capsula articular. Durante o movimento, a cabeça do 
úmero (convexa) se move dentro da cavidade glenoidal (côncava) na direção 
oposta ao movimento do úmero. Dessa forma, durante a flexão do ombro, a 
cabeça do úmero desliza para baixo, enquanto na extensão a cabeça desliza 
superiormente (LIPPERT, 2013). 
Articulação do cotovelo
Os movimentos do cotovelo são a fl exão e a extensão, bem como a pronação 
e a supinação. A pronação consiste em um movimento de rotação medial do 
rádio sobre a ulna, que resulta na mudança de posição da mão, voltando-a 
para baixo. Já na supinação, observa-se o movimento contrário, ou seja, uma 
rotação lateral do rádio sobre a ulna, colocando a palma da mão voltada para 
cima (Figura 10) (LIPPERT, 2013). 
17As articulações e os tipos de trabalhos musculares
Figura 10. Movimentos do cotovelo. 
Fonte: Lippert (2013, p. 38).
Articulação do punho e mão
A articulação radiocarpal é um tipo de articulação elipsóidea, pois a extremi-
dade côncava do rádio e o disco ulnar se articulam com a superfície convexa 
dos ossos escafoide, semilunar e piramidal, o que permite o deslizamento dos 
ossos carpais posteriormente sobre o rádio e o disco ulnar durante a fl exão da 
mão (LIPPERT, 2013). Além disso, ela ainda é biarticular, o confere ao punho 
a capacidade de realizar movimentos de fl exão palmar e extensão dorsal, além 
de abdução radial e ulnar (WEINECK, 2013). A combinação desses quatros 
movimentos permite a realização da circundução do punho (LIPPERT, 2013).
Basicamente, as articulações carpometacarpais, com exceção da primeira 
e quinta, realizam apenas movimentos discretos de flexão, sendo, portanto, 
articulações que fornecem maior estabilidade. A quinta articulação possibilita, 
além deste movimento, um pequeno grau de oposição do quinto dedo. Porém, 
os movimentos mais notáveis são identificados na primeira articulação, que 
permite ao polegar realizar flexão e extensão (plano paralelo à palma da 
mão), abdução e adução (plano perpendicular à palma da mão) e oposição e 
reposição. Durante esses dois últimos movimentos, ocorre ligeira rotação dessa 
articulação, chamada de movimento acessório (LIPPERT, 2013; FLOYD, 2016).
As articulações e os tipos de trabalhos musculares18
As articulações metacarpofalângicas permitem a realização de flexão, 
extensão e hiperextensão, além de abdução e adução dos dedos. Já as articu-
lações interfalângicas, por serem uniaxiais, permitem apenas a realização de 
flexão e extensão (Figura 11) (LIPPERT, 2013; WEINECK, 2013). 
Figura 11. Movimentos do punho e da mão. 
Fonte: Lippert (2013, p. 38-39).
Articulação do quadril
A articulação do quadril é triaxial, o que a permite realizar movimentos nos três 
planos, com uma amplitude média de 0 a 130° na fl exão, 0 a 30° na extensão, 0 
a 35° na abdução, 0 a 30° na adução, 0 a 45° na rotação medial (rotação interna) 
e 0 a 50° na rotação lateral (rotação externa) (LIPPERT, 2013; FLOYD, 2016). 
Vale ressaltar que essa articulação é fundamental na sustentação do tronco e 
no movimento de marcha, sofrendo, portanto, diferentes sobrecargas durante 
a realização da maioria dos movimentos diários. No fi nal da realização de 
todos os movimentos, com exceção da fl exão, observa-se uma sensação fi rme, 
associada ao estiramento dos tecidos moles. Já durante o movimento fi nal de 
fl exão, ocorre a sensação de suavidade, devido à aproximação desses tecidos 
(Figura 12) (LIPPERT, 2013). 
19As articulações e os tipos de trabalhos musculares
Figura 12. Movimentos do quadril. 
Fonte: Lippert (2013, p. 39).
Articulação do joelho
Devido à sua estrutura anatômica, o joelho é capaz de realizar fl exão e ex-
tensão, além de uma discreta rotação, que não é um movimento livre, e sim 
um movimento acessório que acompanha a fl exão e a extensão. Durante os 
últimos graus de movimento na extensão, ocorre uma leve rotação lateral da 
tíbia em relação ao fêmur que “trava” o joelho, o que contribui, por exemplo, 
para manter o indivíduo em pé durante longo período de tempo sem sobre-
carregar os músculos. Partindo-se de 0° de extensão, o joelho apresenta uma 
fl exão de até 135°, e algunsindivíduos, devido a frouxidão ligamentar, podem 
apresentar hiperextensão de até mais ou menos 5° (joelho recurvado) (Figura 
13) (LIPPERT, 2013, FLOYD, 2016). 
As articulações e os tipos de trabalhos musculares20
Figura 13. Movimentos do joelho. 
Fonte: Lippert (2013, p. 39).
Articulação do tornozelo e do pé
Os movimentos permitidos pela articulação talocrural no tornozelo são a 
fl exão plantar (fl exão em direção à planta do pé) e a dorsifl exão (fl exão do 
dorso do pé em direção à região anterior da perna). Também é capaz de reali-
zar movimentos no plano frontal, chamados de inversão (elevação da porção 
medial do pé, direcionando o “antepé” medialmente) e eversão (elevação da 
margem lateral do pé, direcionando o “antepé” lateralmente). Além desses, 
no plano horizontal essa articulação realiza à adução (deslocamento do “an-
tepé” medialmente) e a abdução (deslocamento do “antepé” lateralmente). A 
combinação de fl exão plantar, inversão e adução é chamada de supinação do 
pé, enquanto a junção da dorsifl exão, eversão e abdução é conhecida como 
pronação (LIPPERT, 2013).
21As articulações e os tipos de trabalhos musculares
As articulações metatarsofalâncias possibilitam os movimentos de flexão, 
extensão, hiperextensão, abdução e adução. Com exceção do hálux, que possui 
uma amplitude de 45° de flexão e 90° de hiperextensão, essas articulações 
conseguem realizar cerca de 40° de flexão e extensão e 45° de hiperextensão. Já 
as articulações interfalângicas permitem a realização apenas dos movimentos 
de flexão (Figura 14) (LIPPERT, 2013; WEINECK, 2013). 
Figura 14. Movimentos do tornozelo e do pé. 
Fonte: Lippert (2013, p. 39).
As articulações e os tipos de trabalhos musculares22
Articulações da coluna vertebral
Os principais movimentos identifi cados na coluna vertebral são fl exão, exten-
são e hiperextensão, fl exão lateral e rotação. Na região cervical, a articulação 
atlanto-occipital permite apenas o movimento de fl exão e extensão da cabeça, 
enquanto a articulação atlantoaxial permite o movimento de fl exão lateral e 
rotação da cabeça. Os outros segmentos cervicais contribuem promovendo 
os movimentos de fl exão, extensão, laterofl exão e rotação cervical. De forma 
geral, essa região é capaz de executar aproximadamente 45° de fl exão, extensão 
e laterofl exão, além de 60° de rotação (LIPPERT, 2013; FLOYD, 2016). 
Na região torácica, devido à presença das articulações vertebrais com as 
costelas (costovertebral e costotransversal), existe pouco movimento. De fato, 
a principal estrutura responsável pelo tronco é a região lombar, que permite 
a realização de aproximadamente 80° de flexão, 20 a 30° de extensão, 35° de 
flexão lateral e 45° de rotação (Figura 15) (FLOYD, 2016). 
Figura 15. Movimentos da coluna vertebral. 
Fonte: Lippert (2013, p. 40).
23As articulações e os tipos de trabalhos musculares
Com base no que foi apresentado, ficam claras a complexidade das estrutu-
ras articulares e a importância do seu entendimento no estudo do movimento. 
Conhecer essas estruturas permite compreender melhor a dinâmica dos mo-
vimentos, as principais patologias associadas e como prescrever intervenções 
que possam manter e/ou restaurar sua funcionalidade.
FLOYD, R. T. Manual de cinesiologia estrutural. 19. ed. Barueri: Manole, 2016.
LIPPERT, L. S. Cinesiologia clínica e anatomia. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2013.
OATIS, C. A. Cinesiologia: a mecânica e a patomecânica do movimento humano. 2. ed. 
Barueri: Manole, 2014.
WEINECK, J. Anatomia aplicada ao esporte. 18. ed. Barueri: Manole, 2013.
Leituras recomendadas
BEHNKE, R. S. Anatomia do movimento. 3. ed. Porto Alegre: Artmed, 2014.
LIMA, C. S.; PINTO, R. S. Cinesiologia e musculação. 1. ed. Porto Alegre: Artmed, 2007.
MCGINNIS, P. M. Biomecânica do esporte e do exercício. 3. ed. Porto Alegre: Artmed, 2015.
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cionamento foi comprovado no momento da publicação do material. No entanto, a 
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local e conteúdo. Assim, os editores declaram não ter qualquer responsabilidade 
sobre qualidade, precisão ou integralidade das informações referidas em tais links.
As articulações e os tipos de trabalhos musculares24
PORTFÓLIO
A estabilidade articular é fundamental para a manutenção correta das estruturas ósseas bem 
como para a realização dos distintos movimentos do corpo. Diversos são os fatores que podem 
gerar alterações articulares, como a sobrecarga excessiva, o desuso, a distribuição 
inadequada de sobrecarga, estresse mecânico repetitivo e traumas intensos. 
Descreva os principais tipos de articulações: sinoviais, fibrosas e cartilagíneas) e quais os tipos 
mais comuns de lesões articulares.
PESQUISA
Cinesiologia e Terapia Ocupacional
Acesse https://www.youtube.com/watch?v=XVFXQlGWFsQ e saiba mais sobre o 
assunto.
N

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