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MARCHA BIPEDALISMO Permite a locomoção dos animais com os membros posteriores e do homem de andar sobre os pés VANTAGENS: Enxergar mais alto para ver o alimento e se proteger de predadores; Carregar alimentos com uma mão e na outra mão uma ferramenta; Termorregulação pela maior quantidade de área corporal para receber vento resfriando a massa corpórea, evitando gastar energia de forma exagerada. POSSIBILIDADE ANATÔMICA PARA O BIPEDALISMO EM RELAÇÃO AO SÍMIO (MACACO): Forame Magno é no centro do crânio, permitindo que a coluna fique vertical e a coluna fique perpendicular à visão do homem; Coluna do homem tem várias curvaturas, de modo que a lordose da coluna cervical permite colocar a cabeça para trás; Bacia mais larga do que alta Presença do rotador externo que faz com que tenha força de sustentação do colo do fêmur em relação à bacia, ficando em pé; Cruzamento do eixo de sustentação do corpo no membro, com o centro da cabeça do fêmur oblíqua (ou seja, cruza a linha longitudinal do fêmur com o tálus) permitindo uma força de alavanca do fêmur, gastando menos energia para se manter em pé; Acidente anatômico do calcâneo do homem (sustentáculo do tálus) permitindo um apoio no chão; Permitindo também o cruzamento descrito acima que cria a alavanca O centro do calcâneo, do tarso e da cabeça dos metatarsianos juntos fazem um triângulo cujo vértice está voltado para cima e base voltada para baixo, facilitando a sustentação; Os símios não têm o tendão tibial anterior, responsável pela dorsiflexão Paralelismo dos metatarsianos, enquanto o do símio tem uma abdução muito longa para funcionar como pinça nos galhos das árvores. CONCEITOS MARCHA NORMAL Uma série de movimentos rítmicos e alternados do tronco e dos membros que resulta na progressão anterior do centro de gravidade Uma série de quedas controladas, inclinando-se para frente e sendo ancorado pelo deslocamento anterior de um dos membros (uma perna para frente), evitando a queda; CICLO DA MARCHA COMPLETO Período entre o momento em que o calcâneo toca o solo e o próximo impacto do calcâneo do mesmo membro/pé; Também pode ser chamado de passada! COMPRIMENTO DA PASSADA Distância percorrida entre (o ciclo da marcha) o impacto do pé e um novo impacto do mesmo pé; COMPRIMENTO DO PASSO METADE DO COMPRIMENTO DA PASSADA (ou seja, em cada passada, temos dois passos), sendo a distância que vai do calcâneo de um pé ao calcâneo do outro pé durante a fase de apoio duplo dos pés; INFLUENCIADO POR: Largura da bacia e altura do indivíduo (pessoas mais altas tendem a se deslocar de modo mais rápido e com menor gasto de energia que os outros indivíduos – os menores podem compensar com a cadência maior). CADÊNCIA Nº de passos por minuto (normalmente 100-115); BASE DA MARCHA OU LARGURA DO PASSO Distância entre as linhas do passo de cada membro (do direito e do esquerdo, de modo que fiquem paralelas); VELOCIDADE DA MARCHA Velocidade de movimento na mesma direção em cm/s ou m/min (normalmente 5km/h ou 80 m/min ou 3mph) MARCHA CICLOS OU FASE DA MARCHA: FASE DE APOIO: O membro está em contato com o solo (60% do tempo nessa situação); TIPOS DE APOIO: APOIO ÚNICO: Apenas um membro em contato com o solo, com um dos pés levantados (40% do tempo de uma caminhada); APOIO DUPLO: Ambos os membros em contato com o solo (mas apenas 20% do tempo de uma caminhada). FASE DE BALANÇO: O membro referido sem contato com o solo (40% do tempo gasto nessa situação). FASE DE APOIO APOIO DO CALCANHAR Início da marcha com o maior apoio no retropé Quando o calcanhar toca o chão com o centro proprioceptor no tálus, este permite a ativação dos sensores proprioceptivos que gera a noção de localização e faz com que a pessoa tenha como caminhar de olho fechado APLANAMENTO DO PÉ Que é uma resposta à carga, de maneira a não dividir adequadamente o peso sobre todas as partes do pé O sustentáculo tálus permite que não haja desabamento completo do pé (nessa fase há uma tendência a colocar o pé para dentro) já que a anteversão do colo está em maior grau; 1. a. b. 2. a. b. DIVISÃO DO PÉ RETROPÉ: Relacionado ao tálus e calcâneo; MÉDIO PÉ: Relacionado aos ossos do tarso; ANTEPÉ: Relacionado aos metatarsos e falanges. Quando o membro em balanço está alinhado com o membro em apoio, distribuindo a força de carga adequadamente entre as 3 partes do pé que está em contato com o chão Os quatro metatarsianos tem angulação igual formando o eixo oblíquo e o eixo transverso. Começamos a pisar com o eixo oblíquo e quando fazemos o desprendimento com a carga final/impulso final ocorre a transferência para o eixo transverso (ficando no final apenas o hálux); Força do balanço do pé vai mais para frente, gerando a forma de impulso que faz parte do apoio final em que se tem maior carga no antepé, menor no médio pé e menor no retropé -> apoio completo do antepé Fase do pré-balanço, momento em que o hálux e falange distal permitem o impulso final do corpo (os últimos a sair do chão) Como dito acima, começa com o eixo oblíquo e transferimos para o eixo transverso (no hálux), fazendo a diminuição da anteversão do colo pela rotação interna de todo o membro (esse movimento é essencial para transferir os eixos, pois favorece a força em direção ao hálux). A força desse impulso máximo é do flexor longo do hálux. 3. ACOMODAÇÃO INTERMEDIÁRIA a. b. 4. IMPULSO a. b. c. MARCHA AO AUMENTAR A VELOCIDADE DA MARCHA: DIMINUI: Fase de apoio e apoio duplo; AUMENTA: Fase de balanço; NA CORRIDA: Situação em que há marcha sem apoio duplo, em que a relação apoio/balanço reverte e aparece o chamado BALANÇO DUPLO (em que os dois pés estão no ar), deslocando-se pelo eixo transverso, não usando muito o eixo oblíquo. FASE DE BALANÇO BALANÇO INICIAL OU ACELERAÇÃO Depois que o indivíduo faz o impulso final e o hálux se desprende do chão, havendo uma aceleração para não cair; BALANÇO MÉDIO OU OSCILAÇÃO INTERMEDIÁRIA Agora a perna está sob e, em seguida, anterior a cabeça, tronco e braços, posicionada quase lateralmente a perna contralateral de apoio. O joelho fica em flexão máxima BALANÇO FINAL OU DESACELERAÇÃO Inicia-se com a tíbia perpendicular ao solo durante todo o avanço da perna à frente à medida que o membro desacelera para o contato inicial O paciente passa de uma flexão plantar para uma flexão dorsal, ou seja, o freio que a perna vai dando para desacelerar e que o calcâneo se coloque no chão. Essa situação é mediada pelo MÚSCULO TIBIAL ANTERIOR inicialmente, para depois entrar o auxílio final do extensor longo do hálux; Pro impulso é o flexor longo do hálux, pro freio é o extensor longo do hálux 1. a. 2. a. b. 3. a. b. c. i. VELOCIDADE DA MARCHA ONDE: No meio do caminho entre os quadris, poucos centímetros em frente a S2, perto do umbigo; INTENÇÃO PRINCIPAL: Menor consumo de energia à medida que se desloca o centro de gravidade; DESLOCAMENTOS DO CENTRO DE GRAVIDADE: VERTICAL: Movimento rítmico para cima e para baixo; Ponto mais alto: Sob o apoio intermediário de um dos membros (seja direito ou esquerdo) – em que distribui igual as cargas; SITUAÇÃO EM QUE O JOELHO ESTÁ EM EXTENSÃO. Ponto mais baixo: Quando se tem o apoio duplo, ou seja, os joelhos fletidos e ambos os pés apoiados no chão; Deslocamento médio (entre o ponto mais alto para o ponto mais baixo em uma pessoa mediana): Cerca de 5 cm pra cima e pra baixo; Caminho formado: Uma curva sinusoidal de extrema suavidade. LATERAL: Movimento rítmico lateral; Limite lateral: Fase de apoio intermediário para o lado direito/esquerdo; Deslocamento médio de 5 cm de um lado para outro da bacia de acordo com que se pisa no chão (quanto mais larga a bacia, maior deslocamento lateral); Caminho formado: Uma curva sinusoidal de extrema suavidade. CONJUNTO: Soma do deslocamento vertical e horizontal/lateral. ROTAÇÃO PÉLVICA: A pelve inclina a linha do centro para frente-lateral, de modo que se o paciente tem algum problema na rotação coxofemoral ou na coluna, diminui a rotação pélvica e diminui mais ainda o passo do paciente; A pelve roda 4ºno plano horizontal para frente no membro do balanço e 4º para trás no membro do apoio, com uma magnitude de rotação total de 8º Reduz o arco de movimento de flexo-extensão do quadril Permite um passo mais longo sem alterar o centro de gravidade EXEMPLO: MODELO: Desloca mais vertical e lateral, só que mais lento que o marchador atlético; MARCHADOR ATLÉTICO: Desloca mais vertical e lateral para fazer passo mais rápido (rebolando bastante); CENTRO DE GRAVIDADE MARCHA SEGURA A CABEÇA COM 3 MESES; SENTAR-SE AOS 6 MESES; ENGATINHAR COM 9 MESES; DEAMBULAR COM AUXÍLIO AOS 12 MESES; DEAMBULAR SEM AUXÍLIO AOS 15 MESES; CORRER AOS 18 MESES. CARACTERÍSTICAS DA MARCHA SEM AUXÍLIO DE CRIANÇA MENORES (ATÉ 18 MESES): BASE ALARGADA: Distância maior entre os membros; QUADRIS E JOELHOS COM FLEXÃO EXCESSIVA; BRAÇOS MANTIDOS EM EXTENSÃO E ABDUÇÃO; COTOVELOS FLETIDOS; MOVIMENTOS ABRUPTOS: Não há sincronia/simetria dos movimentos; IMPACTO SEM TOQUE DO CALCÂNEO: Pisa e tira todo o pé, sem utilizar o calcâneo; EXCESSIVA ROTAÇÃO EXTERNA DA PELVE, FÊMUR, TÍBIA E PÉ NAS FASES DE APOIO E DE BALANÇO; CADÊNCIA RÁPIDA (passos por minutos) E PASSO CURTO; MATURAÇÃO: Ocorre entre 3 e 5 anos, às vezes mais precoce nos meninos. DESENVOLVIMENTO DA MARCHA USAIN BOLT: Mantém a bacia num platô que não desloca lateralmente nem verticalmente, fazendo apenas uma rotação pélvica adequada e maior, pisando com o anti-pé. POSIÇÕES DO JOELHO NA FASE DE APOIO Período do bloqueio duplo do joelho (bloqueado em extensão = destravado em flexão) média de 15º Encurta a perna em fase de apoio intermediário INCLINAÇÃO PÉLVICA: Inclina-se para baixo no lado oposto ao de apoio e para cima no lado do apoio, mas quando se tem uma dificuldade/perda da força do glúteo médio, faz-se então uma marcha patológica; Traduzindo: Normalmente para "segurar a pelve" no apoio unipodal, ou seja, deixar as espinhas ilíacas equilibradas (mesmo nível) -> evitando que o quadril fique em adução, fazendo uma abdução isométrica, precisamos de abdutores fortes, que nesse caso são os glúteos médios. Em situações patológicas quando o glúteo médio está fraco e não faz seu papel , gera o sinal de Trendeleburg - > apoio unipodal a pelve cai para o lado contralateral ao apoio, inclinando para o lado. Em geral as pessoas que tem perda de força no glúteo médio compensam inclinando o tronco para o lado do apoio unipodal. MARCHA 6 ASPECTOS: Marcha antálgica: Por dor? Inclinação do tronco: Para frente, atrás ou lado; Discrepância funcional dos membros; Aumento ou diminuição da largura do passo; Controle inadequado da dorsiflexão do pé; Flexão/ extensão excessiva do joelho. MARCHA ANTÁLGICA POR: OSTEOARTRITE: Deformidade em varum, que precisa até de órtese; TENDINITE DO QUADRIL/BURSITE/ANSERINA FRATURA: Uso de gesso BURSITE TROCANTÉRICA: Deslocamento lateral excessivo da bacia, forçando o glúteo médio MARCHA PATOLÓGICA INCLINAÇÃO LATERAL DO TRONCO: POR DEFICIÊNCIA DO GLÚTEO MÉDIO: Na luxação congênita inveterada do quadril, geralmente unilateral. É bilateral quando tem a marcha rebolando os quadris CONSEQUÊNCIA: Marcha de trendelenburg NO PARKINSON NA SÍNDROME DE PISA: Distonia truncal tônica que leva à lateralização do tronco com leve rotação do eixo axial para trás. Imagem abaixo: INCLINAÇÃO POSTERIOR DO TRONCO: POR DEFICIÊNCIA DO GLÚTEO MÁXIMO: Impedindo o tônus da coluna lombar, levando a inclinação dos braços para trás para mudar o centro de gravidade INCLINAÇÃO ANTERIOR DO TRONCO: POSTURA DO ESQUIADOR NA ESPONDILITE ANQUILOSANTE: Atingindo a coluna cervical e outras áreas, de modo que para enxergar mais a frente é preciso fletir o joelho e o quadril e empurrar o corpo para frente para observar; PARKINSON OSTEOPOROSE: Acunhamento anterior das vértebras, dando uma inclinação/cifose exagerada da coluna dorsal DISCREPÂNCIA FUNCIONAL DOS MEMBROS (PERNA MAIOR QUE OUTRA) ANDA EM CIRCUNDUÇÃO: Abre a passada como um compasso ou então mantém o lado menor sempre em equino (a pisada do membro maior é normal e o do menor na ponta do pé – COMO QUE COM UM SALTO ALTO) AUMENTO DA LARGURA DO PASSO: O NORMAL É ENTRE 5-10 CM DESVIO ANATÔMICO DO EIXO DAS PERNAS: Geno valgo exagerado NA ATAXIA CEREBELAR OU NO ALCOOLISMO: Anda cambaleando e, assim, aumenta a largura do passo para se equilibrar e não cair DIMINUIÇÃO DA LARGURA DO PASSO: PARALISIA ESPÁSTICA: Gera marcha em tesoura, em pacientes com PC. Ocorre que ele dá o passo e, rapidamente, joga a perna para dentro, devido à contratura espástica dos adutores da coxa ANTEVERSÃO DE COLO FEMORAL: A criança anda com andar do periquito, em que a criança faz a movimentação do pé para dentro e ele cai muito (quando toca o calcanhar no chão, o pé roda para dentro) POR QUÊ? Anteversão do colo femoral, algo que vai modificando com o tempo, desfazendo essa anteversão (como ao sentar em posição de buda) MARCHA CONTROLE INADEQUADO DA DORSIFLEXÃO DO PÉ: INSUFICIÊNCIA DO TIBIAL ANTERIOR NA FASE DE BALANÇO (NA HORA DA DESACELERAÇÃO): Gera a marcha escarvante, aumentando a flexão maior do joelho e do quadril e ao subir o calcanhar, na mesma hora o pé desaba antes da acomodação intermediária normal (parece que está fazendo força com o pé no chão) EXEMPLO: Hérnia de disco FLEXÃO/EXTENSÃO EXCESSIVA DO JOELHO: INSUFICIÊNCIA DO QUADRÍCEPS: Incapacidade de extensão, tendo que segurar a face anterior da coxa para não cair EX: Idade ou síndrome de guillain-barré JOELHO RECURVATUM: Ao pisar, o paciente vai muito para trás JOELHO RÍGIDO: EX: Pacientes com artrose ou paciente com osteoartrite pós traumática