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RESENHA CRÍTICA SOBRE O ARTIGO: “TRABALHO, IDENTIDADE E RECONHECIMENTO A “CAPTURA” DA SUBJETIVIDADE DO TRABALHADOR NO CAPITALISMO CONTEMPORÂNEO: UMA ESTRATÉGIA FRUSTRADA?”
INTRODUÇÃO
O presente trabalho trata-se de resenha crítica do artigo científico redigido por Aldacy Rachid Coutinho, doutora e mestre em Direito pela UFPR e Samia Moda Cirino, mestre em Direito pela UEL, publicado na Revista Espaço Jurídico, sendo que a pesquisa foi realizada com base em dados empíricos levantados em campo, no caso, em indústrias automotivas. 
A referência bibliográfica completa é a seguinte: COUTINHO, ALDACY RACHID; CIRINO, SAMIA MODA. Trabalho, identidade e reconhecimento a 'captura' da subjetividade do trabalhador no capitalismo contemporâneo: uma estratégia frustrada?. REVISTA ESPAÇO JURÍDICO, v. 19, p. 1-22, 2019.
O tema central do artigo são os aspectos relacionados à saúde e bem-estar psicológico dos trabalhadores, principalmente no tocante à consciência do empregado em relação ao seu posto e tipo de trabalho e seu posicionamento para o sistema capitalista atual, especialmente, a espécie de captura da “alma do trabalhador”, tendo em vista o atual modelo capitalista que busca impor uma padronização com o esvaziamento da subjetividade e identidade dos trabalhadores, com intuito de instaurar uma “robotização” dos empregados.
SÍNTESE DO ARTIGO
	A produção científica apresenta uma problemática recorrente no cenário atual, tratando de questões afetas à importância do trabalhador no processo produtivo e as práticas desrespeitadoras e exploradoras do sistema capitalista, que busca, por vezes, menosprezar e diminuir a figura da pessoa trabalhadora, com intuito de enfraquecer a classe trabalhadora, buscando reduzir e, até mesmo, excluir a consciência quanto aos meios de resistência desse sistema hiper explorativo.
	Inicialmente, quanto aos pontos positivos, destaca-se que é feito um breve resgate histórico no tocante à estrutura do capitalismo e as mudanças causadas na saúde do trabalhador ao longo do tempo, principalmente após a implementação do modelo fordista como padrão da indústria. 
	Nesse sentido, o denominado período “pós-fordista” trouxe como uma das principais consequências, a implementação de um modelo bastante explorador, no qual o empregado deve trabalhar incansavelmente, sem intervalos e sem reclamações, tornando-o praticamente um robô.
	Tal modelo se justificaria na medida em que a indústria enxerga como comprometimento em relação ao trabalho, algo que tão somente prejudica a saúde e a pessoalidade dos trabalhadores, visando apenas o aumento dos lucros.
	Posteriormente, é abordada a temática das consequências da ausência de reconhecimento do trabalhador, principalmente, as doenças desenvolvidas em virtude disso, afirmando que o sofrimento e a fadiga, são por vezes, sentimentos velados, que jamais poderão vir à tona, sob pena de um menosprezo ainda maior quanto ao empregado.
	Além disso, trata também do fato de que ainda há resistência por parte dos trabalhadores, já que permanece ainda o ideal de luta de classes e a consciência dos empregados quanto a seu papel, sentimentos e perspectivas de melhores condições de trabalho.
	Por fim, no tocante aos aspectos negativos, pode-se citar que o artigo não exaure a temática, trazendo diversos pontos relacionados à saúde física e mental do trabalhador, mas sem maiores análises quanto a possíveis soluções.
CONCLUSÃO
	O artigo objeto desta resenha prestou-se a trazer à baila um tema de suma importância no contexto capitalista atual, verificou-se, por meio da pesquisa empírica e dados levantados, além é claro, do resgate histórico feito pela produção, que a exploração laboral é fator marcante desde o início do modelo produtivo capitalista, intensificando-se após a implementação do fordismo, com a produção em linha e seus modelos derivados.
	Como juízo de valor em relação à obra, percebe-se que se trata de produção científica bem elaborada e fundamentada, levando-nos à uma reflexão que, por vezes, poderia passar desapercebida, já que a classe trabalhadora possui enorme relevância e seu bem-estar deveria ser matéria de igual preocupação para os grandes conglomerados capitalistas, já que, sem trabalhadores, o sistema não poderia se sustentar.

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