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A Declaração Universal dos Direitos Humanos é um marco de vitória da 
humanidade em direção a uma sociedade mais humana e cidadã, delineando os 
direitos humanos básicos, foi adotada pela ONU em 1948. Desde então, o progresso 
nesse campo é notável, entretanto, muitos ainda são os desafios a serem vencidos. 
O feminicídio, um problema grave no Brasil e no mundo, é um deles. É imprescindível 
reconhecer e discutir este tipo de problema e buscar soluções, combatendo essa 
violência no processo de construção de um sociedade mais cidadã. 
 Uma ação do Estado no combate a esse quadro alarmante em que se encontra e 
encontrava o Brasil, o quinto país que mais matava mulheres no mundo em 2017 
segundo a ONU, foi a criação da lei 13.104/2015. Esta lei foi criada a partir de uma 
recomendação da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito sobre Violência contra a 
Mulher (CPMI-VCM), criando mecanismos especiais para coibir a violência doméstica 
e familiar contra a mulher, dispondo sobre a criação dos Juizados de Violência 
Doméstica e ainda alterando em alguns pontos o Código de Processo Penal, o Código 
Penal e a Lei de Execução Penal. 
 O feminicídio é uma espécie de femicídio, isto é, do homicídio que tem por vítima 
uma mulher independente de qualquer circunstância. O primeiro conceito, entretanto, 
é caracterizado por ser o homicídio contra mulher em razão do seu gênero feminino 
ou quando ocorrer violência doméstica ou familiar. A lei 11.340/2006, conhecida 
como Lei Maria da Penha, já garantia proteção legal a mulheres contra todo e qualquer 
tipo de violência doméstica, seja ela, física, psicológica, patrimonial ou moral, punindo 
o agressor de uma forma mais rígida do que a lei anterior, 
eliminando penas alternativas e repercutindo na diminuição gradativa dos delitos 
domésticos contra as mulheres desde a sua sansão. 
 A educação é um dos eixos estruturantes das políticas públicas de acordo com o 
Pacto Nacional pelo Enfrentamento à Violência contra as Mulheres (Brasil, 2011), e a 
prevenção desse tipo de violência é uma estratégia mais eficaz do que aquelas que 
atuam na punição dos agressores. Por isso, é necessário que esse tema esteja 
presente em discussões acerca do processo de cidadania. O enfrentamento à 
violência doméstica depende da atuação conjunta de diferentes setores da sociedade, 
visando compreender o processo de construção dessas práticas de violência em suas 
raízes históricas e socioculturais. 
 
BIBLIOGRAFIA: 
 
HUBINGER, L. Femicídio e Feminicídio são diferentes? Jusbrasil, 2019. Disponível em: 
<https://leohubinger.jusbrasil.com.br/artigos/734671683/femicidio-e-feminicidio-sao-
diferentes#:~:text=DIFEREN%C3%87A%20ENTRE%20FEMIC%C3%8DDIO%20E%20FE
MINIC%C3%8DDIO.%20Depois%20de%20analisar,homic%C3%ADdio%20contra%20mul
her%20em%20raz%C3%A3o%20do%20seu%20>. Acesso em: 18 mar. 2021. 
 
PEREIRA, E. S.; PEREIRA, D. S. Feminicídio - lei nº 13.104, de 9 de março de 2015. Jus, 
2017. Disponível em: <https://jus.com.br/artigos/62399/feminicidio-lei-n-13-104-de-9-de-
marco-de-
2015#:~:text=A%20Lei%2013.104%2F15%20foi%20criada%20a%20partir%20de,entre%20
mar%C3%A7o%20de%202012%20e%20julho%20de%202013>. Acesso em: 18 mar. 2021. 
 
CALCAGNO, V. Mais de 200 feminicídios ocorreram no país em 2019, segundo 
pesquisador. O Globo, 2019. Disponível em: <https://oglobo.globo.com/sociedade/mais-de-
200-feminicidios-ocorreram-no-pais-em-2019-segundo-pesquisador-23505351>. Acesso em: 
18 mar. 2021. 
 
DA SILVA, A. I. Violência nas relações interpessoais e sociais. Curitiba: Contentus, 2020.

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