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Fundamentos de Informática
KELLY FERNANDES PEREIRA
1ª Edição
Brasília/DF - 2023
23-153465 CDD-004.07
Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP)
(Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil)
Pereira, Kelly Fernandes
 Fundamentos de informática [livro eletrônico] /
Kelly Fernandes Pereira. -- 1. ed. -- Brasília, DF :
Unyleya, 2023.
 PDF 
 Bibliografia.
 ISBN 978-65-85643-29-0
 1. Informática 2. Informática - Estudo e ensino 
I. Título.
Índices para catálogo sistemático:
1. Informática : Estudo e ensino 004.07
Eliane de Freitas Leite - Bibliotecária - CRB 8/8415
Autores
Kelly Fernandes Pereira
Produção
Equipe Técnica de Avaliação, Revisão Linguística e 
Editoração
Sumário
Organização do Livro Didático........................................................................................................................................4
Introdução ..............................................................................................................................................................................6
Capítulo 1
Fundamentos dos Sistemas Computacionais ......................................................................................................9
Capítulo 2
Representação da Informação ................................................................................................................................ 27
Capítulo 3
Programas e seus Propósitos .................................................................................................................................. 41
Capítulo 4
Internet e suas Aplicações ....................................................................................................................................... 59
Capítulo 5
Desmistificando a Computação Móvel ................................................................................................................ 74
Capítulo 6
Tecnologias Emergentes .......................................................................................................................................... 88
Referências ........................................................................................................................................................................101
4
Organização do Livro Didático
Para facilitar seu estudo, os conteúdos são organizados em capítulos, de forma didática, objetiva e 
coerente. Eles serão abordados por meio de textos básicos, com questões para reflexão, entre outros 
recursos editoriais que visam tornar sua leitura mais agradável. Ao final, serão indicadas, também, 
fontes de consulta para aprofundar seus estudos com leituras e pesquisas complementares.
A seguir, apresentamos uma breve descrição dos ícones utilizados na organização do Livro Didático.
Atenção
Chamadas para alertar detalhes/tópicos importantes que contribuam para a 
síntese/conclusão do assunto abordado.
Cuidado
Importante para diferenciar ideias e/ou conceitos, assim como ressaltar para o 
aluno noções que usualmente são objeto de dúvida ou entendimento equivocado.
Importante
Indicado para ressaltar trechos importantes do texto.
Observe a Lei
Conjunto de normas que dispõem sobre determinada matéria, ou seja, ela é origem, 
a fonte primária sobre um determinado assunto.
Para refletir
Questões inseridas no decorrer do estudo a fim de que o aluno faça uma pausa 
e reflita sobre o conteúdo estudado ou temas que o ajudem em seu raciocínio. 
É importante que ele verifique seus conhecimentos, suas experiências e seus 
sentimentos. As reflexões são o ponto de partida para a construção de suas 
conclusões.
5
ORgAnIzAçãO DO LIvRO DIDáTICO
Provocação
Textos que buscam instigar o aluno a refletir sobre determinado assunto antes 
mesmo de iniciar sua leitura ou após algum trecho pertinente para o autor 
conteudista.
Saiba mais
Informações complementares para elucidar a construção das sínteses/conclusões 
sobre o assunto abordado.
Gotas de Conhecimento
Partes pequenas de informações, concisas e claras. Na literatura há outras 
terminologias para esse termo, como: microlearning, pílulas de conhecimento, 
cápsulas de conhecimento etc.
Sintetizando
Trecho que busca resumir informações relevantes do conteúdo, facilitando o 
entendimento pelo aluno sobre trechos mais complexos.
Sugestão de estudo complementar
Sugestões de leituras adicionais, filmes e sites para aprofundamento do estudo, 
discussões em fóruns ou encontros presenciais quando for o caso.
Posicionamento do autor
Importante para diferenciar ideias e/ou conceitos, assim como ressaltar para o 
aluno noções que usualmente são objeto de dúvida ou entendimento equivocado.
6
Introdução
Olá!
Seja bem-vindo!
É indiscutível a importância do uso da tecnologia na vida cotidiana, pois os componentes 
computacionais revolucionaram a vida do indivíduo. Muitas pessoas têm medo dos 
computadores, por se sentirem perdidas em meio a tantos comandos e opções de 
aplicativos. Por isso, nesta disciplina, você é convidado a compreender conceitos 
computacionais instrumentais para aplicá-los no acesso aos conhecimentos necessários 
na contemporaneidade, isto é, no período atual em que vivemos.
Isso se dá porque mobilidade, lazer, compras, comunicação, vínculos afetivos etc., 
todos transcorrem mediados por aparelhos tecnológicos. Assumem, então, dimensões 
e dinâmicas nos processos sociais, nas instituições e na vida privada como uma nova 
cultura, a cultura digital.
Nela, a palavra segurança é importantíssima! Afinal de contas, quem é que quer seus 
dados nas mãos de terceiros na internet? Privacidade em um tempo completamente 
conectado virou uma necessidade emergencial. 
Saber o modelo adequado do smartphone, notebook, tablet, entre outros, a ser adquirido, 
para que venha atender a necessidade, nem sempre é uma tarefa fácil. É preciso ter 
conhecimentos específicos de componentes computacionais para que se tome a decisão 
acertada. 
Quando se trata de fotos, vídeos e arquivos, trabalha-se com a ideia de que podem ser 
guardados para uso posterior. Onde armazená-los? Qual é o espaço de armazenamento 
necessário? 
Outra questão também a ser abordada é o tipo de software a ser usado, que é aquele 
programa que funcionará em um dispositivo para que você possa desfrutar dos aplicativos. 
Esses são algumas das questões que abordaremos nesta disciplina, para que você 
enxergue as tecnologias como aliadas, como algo útil, no intuio de desenvolver novos 
conhecimentos a conseguir fazer ainda melhor as coisas que já se fazia antes.
7
Objetivos
Ao final, você deverá ter atingido as seguintes competências de aprendizados: 
 » Especificar os componentes de um computador.
 » Definir produtos de software adequados para uma tarefa.
 » Utilizar recursos computacionais e a internet com segurança.
E aí, preparado para começar? Então, vamos em frente!
8
9
Introdução 
Em um mundo cada vez mais digital, faz-se necessário conhecer os termos 
básicos relacionados aos sistemas computacionais. Por você ser um usuário da 
tecnologia, talvez alguns dos conceitos que abordaremos neste capítulo já sejam 
do seu conhecimento. Mas nunca é demais rever e aprender novos conceitos.
Não importa a sua profissão ou aquela que você queira adquirir, a tecnologia 
está em toda a parte. Antigamente, receber o salário do mês de trabalho era 
feito pelo próprio patrão, que entregava nas mãos do empregado um envelope 
lacrado com o valor dentro dele. 
Com a evolução tecnológica, esse processo passou a ser feito no banco e, ao 
longo do tempo, o empregado desfruta de seu salário a partir de um cartão, 
seja ele de débito ou crédito. Atualmente, pode-se optar por realizar as 
transações bancárias na palma da mão, sem necessidade de deslocamento, 
com o recurso Internet Banking por meio de smartphone, tablet ou notebook, 
que são dispositivos móveis, desde que esteja conectado à internet.
A proposta desta leitura é fazer com que você, caro(a) aluno(a), venha aestudar 
as principais etapas de evolução da computação e os conceitos relacionados 
a sistemas computacionais e ao computador. Ainda, você aprenderá a 
categorizar as principais partes de um computador e as diferenças entre elas.
E para facilitar o seu aprendizado, este capítulo apresenta três textos básicos, que são:
História da computação
 » O Sistema Computacional.
 » Componentes de um Computador.
1
CAPÍTULO
FUNDAMENTOS DOS SISTEMAS 
COMPUTACIONAIS
10
CAPÍTULO 1 • FUNDAMENTOS DOS SISTEMAS COMPUTACIONAIS
Objetivos 
Ao final deste capítulo, você deve apresentar os seguintes aprendizados:
 » Conhecer a evolução dos computacional.
 » Reconhecer o processamento de dados e sistemas de computação.
 » Descrever a diferença entre hardware e software, bem como identificá-los 
em um computador.
1.1 História da computação
É impossível negar que a presença das tecnologias computacionais em nossas vidas 
se tornou permanente. Somos tão dependentes delas que, nos momentos de sua 
ausência, o processo que era tão rápido passa a ser demorado e bem complicado, 
ainda mais com a popularização da internet, em que a comunicação e a informação 
estão tão acessíveis como nunca antes. 
Alguns anos atrás, para se comunicar com um familiar de outro estado ou até mesmo 
de outro país, os Correios era a opção mais acessível, mesmo que demorada. Ligações 
telefônicas eram raras, seu custo era elevadíssimo, por isso poucas pessoas possuíam 
tal tecnologia. Hoje em dia, graças à evolução tecnológica, a saudade da família pode 
ser diminuída de forma rápida. Com um simples toque na tela é possível fazer uma 
videochamada.
Pode-se observar, portanto, que o computador, sem dúvida,  foi uma das maiores 
invenções do ser humano.  Ele possibilitou novos modelos de negócios, avanços na 
medicina e na engenharia, aproximação do que antes era considerado longe, facilitando 
até mesmo o estudo a distância.
Você sabia que os primeiros computadores ocupavam o espaço de uma sala de estar? 
Com a evolução, os recursos computacionais foram diminuindo ao ponto do que 
ocorre hoje em dia: podemos receber uma mensagem por meio de um relógio smart 
(smartwatches).
Existe toda uma história que fez com que a computação estivesse tão desenvolvida 
e acessível. Vamos, então, conhecer a história da computação e conhecer o seu 
caminho até os dias atuais, do século XXI. Muitos autores, como Stallings (2017), 
Corrêa (2016) e João (2014), dividem a história do computador em gerações, e 
essa também será a nossa abordagem.
11
FUNDAMENTOS DOS SISTEMAS COMPUTACIONAIS • CAPÍTULO 1
As três primeiras gerações de computadores, conforme mencionado por João (2014, p. 
3), possuem “ligação muito próxima com os desenvolvimentos tecnológicos: a válvula, 
o transistor e o circuito integrado”, os quais estabelece a duração de cada geração. 
Para as gerações seguintes fica até difícil especificar o tempo de duração, devido ao 
crescimento da indústria de computadores, por isso não especificaremos o período 
da evolução das gerações.
A primeira geração: a válvula
A intenção de decodificar mensagens interceptadas de Berlim enviadas aos submarinos 
alemães, durante a Segunda Guerra Mundial foi o que impulsinou a criação de 
computadores eletrônicos. Outro estimulou que também contribuiu foi o fato de o 
exército dos Estados Unidos necessitar de criar tabelas de alcance precisas para sua 
artilharia pesada, de maneira a atingir alvos com precisão. 
A principal característica de uso dessa geração de computadores foi o uso de válvulas 
eletrônicas, comparadas mais ou menos ao tamanho de uma lâmpada elétrica, como 
pode ser observado na figura 1.
Figura 1. válvulas usadas na primeira geração de computadores.
Fonte: Capron; Johson, 2004, p. 260.
Essas válvulas funcionavam como componentes internos do computador e o seu uso 
era de grande quantidade, o que gerava muito calor. Isso acarretava problemas com 
a regulagem de temperatura e de controle climático.
Atenção
O termo computação vem do latim computatio que significa computar, ou seja, contar. Esse ato de contar teve o 
seu início com o ábaco, uma espécie de calculadora que realizava operações algébricas, por isso, alguns autores 
mencionam que a criação de computadores teve seu início na idade antiga. No entanto, especificaremos a evolução 
dos computadores de acordo com o avanço das áreas de matemática, engenharia e eletrônica.
12
CAPÍTULO 1 • FUNDAMENTOS DOS SISTEMAS COMPUTACIONAIS
Outra complicação que aparecia constantemente era a dificuldade de se identificar a 
falha em seu uso, se essa era no programa ou na própria máquina. Como as válvulas 
precisam funcionar juntas, quando uma queimava, os operadores tinham dificuldades 
em conseguir, de forma ágil, identificar a exatidão do problema.
Para o armanezamento dos dados, aquelas informações que podem ser consultadas 
novamente, os computadores da primeira geração usavam cartões perfuradores e, com 
o tempo, passaram a utilizar as fitas magnéticas. Esses computadores registravam 20 
números com 10 dígitos cada, pesavam 30 toneladas e ocupavam até 3 salas.
Com a descoberta dos semicondutores, surgiram o diodo e o transistor. Esse último 
substituiu a válvula, o que permitiu a redução do tamanho dos circuitos, aumentando 
a confiabilidade dos equipamentos, já que não apresentavam tantos problemas como 
os computadores da primeira geração. 
A segunda geração: o transistor 
O transistor revolucionou radicalmente a eletrônica, especialmente os computadores. 
Consumiam menos energia, geravam menos calor, maior poder de cálculo, o que os 
tornava mais rápidos. 
Figura 2. Substituição da válvula para o transistor.
Fonte: http://aevolucaoinformatica.blogspot.com/p/2-geracao.html. 
Saiba mais
Quando Grace Hopper, cientista da computação, trabalhava com o computador Mark II, de Harvard, teve dificuldade 
de identificar falhas no funcionamento. Depois de algum tempo, descobriu que o problema estava sendo provocado 
por insetos. 
Com o calor das válvulas, as mariposas e outros tipos de insetos eram atraídos, causando interrompimento no 
funcionamento do computador. Daí, surgi a palavra bug usada na computação, por ser uma palavra inglesa, 
traduzida literalmente como inseto, que nesse caso de falha é contado como o primeiro bug da computação.
Assim, ao se referir à palavra bug, pode-se compreender como uma falha, resultando em um comportamento 
incorreto, inesperado ou fora do que tenha sido pretendido pelo desenvolvedor. No entanto, um bug é algo externo à 
atividade do computador. Então, é sempre bom lembrar: erro é erro e bug é bug.
13
FUNDAMENTOS DOS SISTEMAS COMPUTACIONAIS • CAPÍTULO 1
Outro ponto importante que auxiliou a tornar os computadores mais rápidos foi o 
fato de as instruções básicas serem executadas a partir da memória do computador, 
ao invés de serem lidas dos cartões perfurados, executadas uma a uma. Isso trouxe 
uma revolução tão grande que até hoje a maioria dos computadores funciona assim.
Com o transistor, a redução do custo foi possível. Com o seu uso, os computadores 
passaram a se tornar menores. Tudo isso causou sua popularização e, consequetemente, 
uma verdadeira revolução na indústria computacional.
Os dados eram acessados rapidamente graças aos primeiros discos de armazenados, 
o disk pack removível. Esses discos complementavam os sistemas de fitas magnéticas.
Mesmo com tantas evoluções, que refletem até hoje, esses computadores eram usados 
apenas por grandes empresas, universidades e organizações governamentais. O maior 
salto, de ser acessível ao grande público, foi dado na terceira geração, que trataremos 
a seguir.
A terceira geração: o circuito integrado
Na terceira geração, houve a substituição dos transistores por circuitos integrados. Esses 
são circuitos eletrônicos completos em um chip pequeno feito de silício. Combina o 
poder de processamento de vários transitores, o que garante uma capacidade superior 
à que se conseguia na geração anterior.
Saiba mais
O transistoré um dispositivo pequeno que transfere sinais eletrônicos através de um resistor. Possuem três terminais, 
que popularmente são chamados de “perninhas”, uma recebe a tensão elétrica e a outra envia o sinal amplificado. O 
terminal do meio fica com a responsabilidade de controlar o processo de receber e enviar o sinal. Os inventores dos 
transitores receberam o prêmio de Nobel em física.
14
CAPÍTULO 1 • FUNDAMENTOS DOS SISTEMAS COMPUTACIONAIS
Figura 3. Comparação entre válvulas, transistores e circuitos integrados.
Fonte: https://mecatronicacemporcento.com.br/uma-breve-viagem-pela-historia-dos-computadores/. 
O seu tamanho contribuiu para a miniaturização dos componentes, possibilitando 
a construção simultâea de vários circuitos de produção em massa. E com a técnica 
de produção em grandes quantidades, os circuitos integrados se tornaram cada vez 
mais baratos.
A empresa IBM (International Business Machines Corporation) foi uma das precursoras 
na utilização dos computadores da terceira geração. Com a série IBM 360, conhecida 
como família system/360 de computadores, era apresentada em diferentes modelos 
e tamanhos, tanto para uso comercial quanto para uso científico.
O conceito de família foi pensado na estratégia de se ter mais computadores potentes 
sem que os usuários precisassem se preocupar em substituir os programas que 
funcionavam neles. Suas aplicações tiveram avanços comerciais, científicos e até 
mesmo em gráficos gerais, com simuladores, editores de textos, entre outros. 
A série 360 foi encarada como ferramenta comercial para fazer parte das pequenas 
e médias operações de negócios, em que os computadores não eram usados antes. 
Mesmo que os computadores tenham ganhado velocidade, confiabiliade e capacidade 
de armazenamento, com discos magnéticos, foi apenas a partir da quarta geração que 
a evolução conseguiu proporcionar o seu uso em residências e escritórios.
15
FUNDAMENTOS DOS SISTEMAS COMPUTACIONAIS • CAPÍTULO 1
A quarta geração: o microprocessador
A quarta geração de computadores caracteriza-se pelo uso do microprocessador, 
que nada mais é que um dispositivo eletrônico encapsulado em um chip que possui 
internamente uma unidade de controle. É responsável por realizar operações 
matemáticas e lógicas para cumprir tarefas determinadas por uma série de instruções 
ordenadas por programas externos e codificadas por microcircuitos internos.
Figura 4. O primeiro microprocessador da Intel.
Fonte: https://image.shutterstock.com/image-illustration/old-retro-microprocessor-micro-chip-600w-1804644898.jpg. 
Com o microprocessador, os computadores tiveram uma redução em seu tamanho 
como nunca obtida antes. Passaram a ser 100 vezes menores que os computadores 
da primeira geração, isso graças a um único chip.
Com o tempo, a corrida foi de produzir chips cada vez menores e mais poderosos, 
com maior número possível de componentes em um único circuito. A evolução que 
o microprocessador trouxe foi tão grande que não só resultou em computadores 
de pequeno porte, aqueles usados em residências e escritórios, como também na 
produção de outros produtos, tais como relógios digitais, videogames, carros, televisão, 
máquinas domésticas, chegando a novas invenções, como os tablets e smartphones.
A Intel, empresa multinacional e de tecnologia, foi uma das pioneiras a produzir 
computadores com microprocessador. A série Pentium, tão famosa entre diversificados 
públicos, é de propriedade desta empresa, que utilizava disquete como recurso para 
armazenamento de dados.
Por meio do disquete, as informações podiam ser transmitidas de um computador 
para o outro, quando não se tinha a interligação pela rede. Logo surgiram outros tipos 
de dispositivos, de maior capacidade de armazenamento, por exemplo, o zip drive. 
16
CAPÍTULO 1 • FUNDAMENTOS DOS SISTEMAS COMPUTACIONAIS
Na atualidade, o armazenamento pode ser feito por um HD externo e a maioria dos 
processadores incorpora múltiplos processadores no chip, oferecendo cada vez mais 
máquinas capazes de executar várias instruções ao mesmo tempo. A conectividade é 
a marca dos tempos atuais, em que encontramos termos como big data, internet das 
coisas, cidades inteligentes, armazenamento na nuvem, entre outros. Já ouviu falar 
sobre eles, mas não sabe o que significam? Não se preocupe! Em outros capítulos, 
trateremos sobre cada um deles. 
1.2 O sistema computacional
Antes de falarmos sobre sistema computacional, vamos entender que o computador 
é muito mais do que uma máquina. É uma combinação de hardware, software e 
inteligência humana. Calma, você já vai entender sobre cada um!
Hardware é tudo aquilo que é físico do computador. Isso mesmo! Monitor é um 
exemplo, com também o próprío mouse, teclado, impressora, o aparelho da internet 
wi-fi, cujo nome é roteador sem fio, e outros. 
Figura 5. Exemplos de hardwares.
Fonte: http://infomundo.comunidades.net/sistema-computacional. 
Saiba mais
Que tal complementar os seus estudos e ainda proporcionar bons momentos de entretenimento? Dois filmes são 
particularmente interessantes para conhecermos um pouco da história da computação: “O jogo da imitação”, que 
conta a trajetória de Alan Turing, e “Estrelas além do tempo”, que mostra a inserção dos computadores na Nasa 
durante a Guerra Fria. Ficou curioso? Fica como sugestão de filmes para você assistir.
17
FUNDAMENTOS DOS SISTEMAS COMPUTACIONAIS • CAPÍTULO 1
Os hardwares podem ser dividios em dispositivos de entrada e saída. Os de entrada 
são aqueles que os usuários conectam ao computador, como o teclado e mouse. Já 
os de saída são aqueles que traduzem os dados do computador para uma linguagem 
acessível ao usuário, como o monitor e a caixa de som.
O software está relacionado aos programas do computador. O navegador da internet 
que você utiliza para acessar sua rede social ou para fazer compras pelas internet, o 
editor de texto e a planilha eletrônica são exemplos de softwares, os quais utilizamos 
corriqueiramente.
Figura 6. Exemplos de softwares.
Fonte: https://www.shutterstock.com/pt/image-vector/all-file-types-icon-you-need-1778925830. 
E a inteligência humana? Vamos chegar lá! O hardware faz todo o trabalho “sujo” na 
execução do computador, mas, para isso, ele precisa que alguém lhe diga o que e como 
fazer. É aí que entra o software, fazendo esse papel. Só que para ter o software alguém 
precisou escrevê-lo. E quem é esse? O programador, é claro! Profissional responsável 
por escrever os programas, os quais informam o que será executado em cada situação. 
Figura 7. Programador envolvido nas linguagens de programação (HTML, JAVA, PHP etc.).
Fonte: https://www.shutterstock.com/pt/image-vector/programming-banner-coding-best-languages-flat-1033853617. 
18
CAPÍTULO 1 • FUNDAMENTOS DOS SISTEMAS COMPUTACIONAIS
Vamos ver isso em um exemplo bem simples! Você vai fazer uma pesquisa na internet. 
Em seu computador, abre o navegador e digita a palavra no sistema de busca. Esse ato 
de escrever a palavra e de pedir para executar é realizado por meio da intervenção de 
um ser humano, mas é o software que verifica o comando e, por meio das instruções 
escritas pelo programador, ele executa o pedido. Internamente, sem perceber, vários 
códigos são executados e os componentes eletrônicos passam a “trabalhar”. Tudo isso 
em questão de segundos! Logo são apresentados os resultados da pesquisa e você nem 
percebe toda a ação que ocontece no seu simples ato de pesquisar. Essa agilidade se 
dá graças à evolução tecnológica!
Figura 8. Componentes que integram um sistema computacional.
Fonte: elaboração própria da autora.
Um sistema computacional é o agrupamento de tudo isso: compomentes de hardware, 
sofwares e pessoas que, em conjunto, são capazes de resolver problemas específicos. 
Isso quer dizer que sistema computacional nada mais é que o conjunto de dispositivos 
eletrônicos (hardware) que processam informações através de um programa (software). 
Outro exemplo de sistema computacional que podemos mencionar é quandovocê vai 
ao banco para fazer uma operação no caixa eletrônico. Nele, existe o hardware, que é 
o próprio caixa, que nada mais é que um computador, e o software, o programa que 
identifica as suas solicitações e as processa. 
Importante
Se esse caixa apresentar uma tela preta com algumas frases nas cores brancas ou amarelas em inglês, muito 
provavelmente o problema está no software ou no hardware, o que faz com que o caixa esteja fora de operação.
19
FUNDAMENTOS DOS SISTEMAS COMPUTACIONAIS • CAPÍTULO 1
Sistemas computacionais são também sistemas que controlam os elevadores, os 
ar-condicionados inteligentes ou partes do carro, e até mesmo sistemas que estão 
integrados nas lojas de varejo. E você pode estar se perguntando: mas como é possível 
no elevador, se não há um programa específico nele? Isso é o que você pensa! Só porque 
você nunca interagiu diretamente com ele, não significa que não exista internamente. 
Podemos, então, dizer que o sistema computacional é responsável por assegurar que 
os dispositivos de hardwares estejam disponíveis quando solicitados, como também 
os componentes de softwares estejam acessíveis quando necessário. 
O software mais importante em um computador é o sistema operacional, por fornecer 
as bases fundamentais para a execução das aplicações que são executadas. Ele “atua 
como um intermediáro entre os softwares aplicativos e o hardware” ( JOÃO, 2014, p. 18).
Se um computador, com todos os hardwares internos, não tiver um sistema operacional, 
ele não servirá para nada. O Word, por exemplo, é um software aplicativo de editor 
de texto que não consegue trabalhar diretamentre com o hardware se não tiver um 
sistema operacional. Por isso é preciso que o computador tenha nele instalado um 
sistema operacional, que pode ser: Windows, Mac OS ou Linux. 
Não interesa que sistema operacional você esteja usando, toda vez que você ligar 
o computador, ele será carregado sozinho. A maior parte do trabalho do sistema 
operacional não pode ser vista pelo usuário, porque muitas tarefas essenciais são 
executadas em segundo plano. 
Até aqui, vimos que a evolução dos computadores girou em torno de dispositivos 
eletrônicos e percebemos a importância do sistema computacional. Agora, em diante, 
vamos conhecer os componentes principais de um computador.
1.3 Componentes de um computador
Os computadores são dispositivos capazes de processar informações. Para isso, utilizam 
uma arquitetura básica para o seu funcionamento, composta por: 
 » Componente que faz todo o processamento, conhecido como processador.
 » unidade na qual os dados são armazenados, a memória do computador.
Atenção
Não é diferente em seu smartphone! Se nele não tiver o sistema operacional Android, IOS (exclusivo para aparelhos 
da Apple) ou outro, o aparelho não terá de nenhuma valia, por não conseguir usá-lo.
20
CAPÍTULO 1 • FUNDAMENTOS DOS SISTEMAS COMPUTACIONAIS
 » os dispositivos que fazem a comunicação entre os seres humanos e o computador, 
que são os hardwares de entrada e/ou saída de dados.
O processador, ou CPU (Unidade Central de Processamento), é o componente 
mais importante de qualquer dispositivo da computação. É o núcleo do seu 
notebook, smartphone ou tablet, e é o que faz todo o dispositivo funcionar 
como deveria.
Tem a função de “trabalhar” em todas as informações que são geradas durante a operação 
do computador. É construído por meio de bilhões de transistores microscópicos que 
fazem os cálculos necessários para executar programas.
Figura 9. Processador.
Fonte: https://pixabay.com/pt/photos/cpu-processador-eletr%C3%B4nicos-447483/. 
Quando você movimenta o cursor do mouse na tela e clica no programa que deseja 
abrir, o processador processa o posicionamento do mouse, traduzindo a ação enviada 
por você para o computador, assim, o ponteiro do mouse se posiciona na coordenada 
correta em seu monitor. Logo, ele também atua no processo de abrir o programa 
desejado. Portanto, basicamente, o processador é responsável por fazer todo o 
processamento de dados do computador.
Dentro do gabinete do computador é possível encontrar o processador encaixado na 
placa-mãe. Nome engraçado? Tem esse nome, placa-mãe, porque neste equipamento 
Atenção
Ao se deparar com a descrição “Computador Dual Core” ou até mesmo “Computador Intel Core i3, i5 ou i7”, é 
importante você saber que faz referência ao tipo de processador do computador. Cada um deles possuem diferentes 
velocidades de processamento.
Ao abrir vários programas ao mesmo tempo, isso pode fazer com que o seu computador fique lento ou até mesmo 
trave. Isso se dá porque as ações de solicitação de processamento ficam em uma espécie de fila para serem executada. 
Ter um computador com capacidade de tempo de resposta que atenda a sua prioridade é o melhor a se fazer! 
Conheça os tipos de processadores para as prioridades básicas, intermediárias e avançadas, assistindo ao vídeo do 
link abaixo, a partir dos 3 min até 4 min. Aproveite!
Link vídeo: https://olhardigital.com.br/video/como-escolher-o-computador-ideal-para-voce/79786.
21
FUNDAMENTOS DOS SISTEMAS COMPUTACIONAIS • CAPÍTULO 1
todos os componentes de um computador são encaixados nele, inclusive o processador, 
como pode ser observado na figura 10. 
Figura 10. Processador sendo encaixado na placa-mãe.
Fonte: https://www.shutterstock.com/pt/image-photo/technician-putting-cpu-on-socket-computer-647656945. 
A placa-mãe, do nome em inglês motherboard, é o componente que une todos 
os dispositivos para o funcionamento do computador. É nela que as unidades de 
armazenamento e os dispositivos de comunicação de dados são conectados para 
trafegar as informações. 
Mesmo com toda evolução nos componentes eletrônicos, aqueles estudados quando 
abordamos as gerações dos computadores, os processadores esquentam quando são 
utilizados. Para sua refrigeração existe uma espécie de “ventilador”, chamado de 
cooler, o qual é encaixado em cima do processador.
Figura 11. Cooler sendo encaixado sobre processador na placa-mãe.
Fonte: https://www.shutterstock.com/pt/image-photo/young-man-installing-cpu-cooler-fan-581442775. 
O cooler funciona como um sistema de refrigeração, o que faz reduzir o calor gerado 
pelos componentes que ficam dentro do processador. O seu uso é vital! Sem ele pode-se 
danificar completamente o processador, causando um grande prejuízo financeiro ao 
22
CAPÍTULO 1 • FUNDAMENTOS DOS SISTEMAS COMPUTACIONAIS
usuário. Em notebooks é importante observar o espaço reservado para a passagem de 
ar. Não é recomendado o seu uso sobre o colo ou sobre a cama, pois pode prejudicar 
o sistema de refrigeração. Fica a dica!
Agora, vamos falar sobre a memória. É usada para armazenar temporariamente ou 
definitivamente dados e programas, podendo ser caracterizada em principais (também 
conhecidas como primárias) ou secundárias. As memórias principais são aquelas 
que o processador procura quando vai executar alguma ação, por exemplo, abrir um 
programa. 
A memória RAM, que é a sigla de Random-Access Memory, também conhecida como 
pente de memória, é uma memória de acesso aleatório, conhecida como volátil, isto 
quer dizer que suas informações são perdidas quando o computador é desligado. Nela 
são armazenadas as instruções de programas ou dados apenas enquanto o programa 
ao qual eles pertencem estiver em execução. 
Figura 12. Memória sendo encaixada no slot na placa-mãe.
Fonte: https://www.shutterstock.com/pt/image-photo/technician-installing-ram-stick-random-access-1069625630. 
O processador é o que mais utiliza a memória RAM. Ele não pode processar dados 
diretamente de um dispositivo de entrada ou disco, por exemplo, o pen drive. Por 
isso, os dados precisam estar disponíveis primeiramente na memória RAM para que 
então o processador processe as informações.
O processador só consegue processar o que está na memória principal, assim como 
ocorre conosco. Só conseguimos processar o que está na nossa memória. Um exemplo 
bem simples disso é ligar para alguém,se não tiver o número telefônico em nossa 
memória não conseguiremos fazer a chamada. Se não lembrarmos, teremos que 
recorrer a uma memória auxiliar, representada neste caso por uma agenda telefônica 
e só então estaremos em condições de discar. 
23
FUNDAMENTOS DOS SISTEMAS COMPUTACIONAIS • CAPÍTULO 1
Já a memória secundária é aquela que não perde os seus dados mesmo na ausência de 
energia, por isso é conhecida como memória não volátil. Podemos citar o disco rígido 
(HD), CD-ROM e pen drive como exemplos memória secundária. Sua capacidade de 
armazenamento de informação é muito superior do que a memória principal. 
As memórias secundárias são conhecidas como dispositivos de armazenamento. Em 
um computador, a memória secundária mais importante é o disco rígido, o famoso 
HD (hard disk). Fica instalado dentro do gabinete, com um cabo que o interliga na 
placa-mãe. As suas principais características são: maior velocidade de operação e 
maior capacidade de armazenamento comparado a um pen drive, por exemplo. Permite 
guardar documentos, fotos, vídeos e até mesmo informações exclusivas do sistema 
operacional, sem a preocupação de perdê-los. 
Figura 13. HD e cabo de conexão com a placa-mãe e com a fonte de alimentação.
Fonte: https://www.shutterstock.com/pt/image-photo/harddisk-drivehdd-power-cable-sata-isolated-262598219. 
Quando você faz download de um documento na internet, isto é, “pega” um arquivo 
da internet para ser salvo em seu computador, o próprio programa de navegação 
armazena o arquivo no seu HD, geralmente na pasta chamada download. Assim, você 
pode consultar esse documento, imprimi-lo ou até mesmo enviar a uma pessoa sem 
a procuração de perdê-lo quando o computador é desligado.
Talvez, você já tenha ouvido a expressão: “compre um HD externo para fazer backup 
dos seus arquivos”. O procedimento de backup nada mais é fazer uma cópia dos seus 
arquivos por segurança. Caso o HD interno do computador apresente defeito, não 
há perda dos arquivos por ter uma cópia deles no HD externo. Mas o que quer dizer 
HD externo? Como o próprio nome diz, externo, é o HD que fica do lado de fora do 
gabinete. Sua conexão é bem parecida com o pen drive. A diferença do HD externo para 
o pen drive é que o HD possui uma capacidade de armazenamento de informações 
muito superior ao pen drive. 
24
CAPÍTULO 1 • FUNDAMENTOS DOS SISTEMAS COMPUTACIONAIS
Figura 14. HD externo conecta ao notebook.
Fonte: https://www.shutterstock.com/pt/image-photo/laptop-computer-blank-screen-connecting-black-386006125. 
Já sabemos que o processador atua em todas as informações geradas durante a operação 
do computador e as memórias armazenam temporariamente ou definitivamente dados 
e programas trabalhados nele, mas como nós, seres humanos, podemos interagir 
com esses componentes? Os dispositivos que fazem a comunicação entre os seres 
humanos e o computador são chamados de hardwares de entrada e/ou saída de dados, 
conhecidos também como periféricos. 
Os de entrada são usados para que o usuário informe os dados ao computador. Somente 
enviam dados e não recebem. Já os periféricos de saída servem para exibir ao usuário 
os dados fornecidos pelos sistemas operacionais e programas. 
Mouse e teclado são exemplos bem típicos de periféricos de entrada. O que faz o mouse 
funcionar é o laser infravermelho que existe nele. Com esse laser é possível captar os 
movimentos da superfície abaixo do mouse, daí a importante dele estar sempre sobre 
uma superfície regular. Muitas das vezes, a dificuldade na movimentação do ponteiro 
do mouse na tela do computador se dá pela superfície inadequada ou pela base do 
mouse estar suja, bastando uma limpeza para voltar ao normal.
A função do teclado não é apenas digitar texto. Com suas teclas, podemos utilizar 
comandos de atalhos que substituem o uso do mouse e, muitas das vezes, ganhar 
agilidade com o seu uso. Crlt+C para copiar e Ctrl+V para colocar são os atalhos mais 
utilizados, no entanto, existem outros que vão poupar muito mais o seu tempo.
25
FUNDAMENTOS DOS SISTEMAS COMPUTACIONAIS • CAPÍTULO 1
Como periféricos de saída podemos citar o monitor, a caixa de som e a impressora. 
As informações são processadas internamente pelo computador e essas passam a ser 
exibidas para o usuário por meio deles, de uma forma inteligível ao ser humano, já 
que a linguagem interna do computador é totalmente diferente da nossa. Podemos 
também ter periféricos de entrada e saída, impressoras multifuncionais (as que 
possuem recurso de scanner) e até mesmo os monitores touchscreen, que além de 
exibir imagem, capturam os momentos de toque realizados pelo usuário.
E para que tudo isso funcione, o computador precisa de energia elétrica. Temos, para 
isso, a fonte de alimentação. É um equipamento que deve ser escolhido e manipulado 
com cuidado, qualquer equívoco pode danificar o computador. 
Geralmente, os notebooks funcionam em voltagem bivolt (110v-220v), isto é, operam nas 
duas frequências. Quando a energia oscila, podem ocorrer problemas no desempenho 
e até a perda de algum componente do computador. 
Se a energia na fonte não for eficiente, ela poderá passar menos energia e esquentar 
demais o computador, fazendo com que haja mais esforço do cooler, o que reduz o 
desempenho do processador ou da placa de vídeo, bem como uma possível queima 
desses componentes.
Saiba mais
Vamos conhecer alguns desses atalhos? Assista ao vídeo “Dez funções escondidas no seu teclado”, por meio do link 
abaixo, e conheça algumas das funcionalidades escondidas que poucos usuários conhecem. 
Link do vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=ireEANqZXTw.
Sintetizando
O que vimos neste Capítulo?
 » A história da computação em torno de quatro gerações, com base nos avanços tecnológicos das áreas de 
matemática, engenharia e eletrônica.
 » As três primeiras gerações de computadores que estão interligadas com o desenvolvimento tecnológicas da válvula, 
do transistor e do circuito integrado.
 » Na quarta geração de computadores, o seu crescimento se deu com o microprocessador, o que gerou uma grande 
evolução na indústria dos computadores.
 » Os computadores são muito mais do que máquinas. É um conjunto de hardware, software e inteligência humana. 
 » O hardware é tudo aquilo que é físico do computador, os equipamentos em si. Software está relacionado aos 
programas do computador e inteligência humana é a intervenção do seu humano, construindo instruções para os 
sistemas operacionais e programas.
26
CAPÍTULO 1 • FUNDAMENTOS DOS SISTEMAS COMPUTACIONAIS
 » Sistema computacional é o agrupamento de compomentes de hardware, sofwares e pessoas que, em conjunto, são 
capazes de resolver problemas específicios para o funcionamento do computador.
 » O software mais importante em um computador é o sistema operacional, por fornecer as bases fundamentais para 
a execução das aplicações que são executadas.
 » Os computadores são composto de processador, memória e períféricos de entra e/ou saída de dados.
 » O processador tem a função de “trabalhar” em todas as informações que são geradas durante a operação do 
computador. 
 » A memória pode ser do tipo principal, também conhecida como primária, ou secundária. A primária é aquela 
que alimenta o processador com instruções para serem processadas, as informações são perdidas com a falta 
de energia. Já a secundária é a que armazena as informações, com ela não há perda de dados com a ausência de 
energia.
 » Os dispositivos que fazem a comunicação entre os seres humanos e o computador são os periféricos que fornecem 
de entrada e/ou saída de dados. 
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Introdução
Diante de tanta evolução tecnológica, nos deparamos com muitos termos como MB, 
GB, 3G, 4G, 2.1GHz, entre outros, os quais não compreendemos os seus significados 
e nem suas utilidades. Dos diversos planos de internet, com diferentes ofertas que 
mostram “planos de 50 Mega, planos de 100 Mega...”, só conseguimos prestar atenção 
nos preços, pois, afinal, o que é “Mega”?
Assimtambém acontece ao nos depararmos com circunstâncias em que precisamos 
adquirir um pen drive ou um HD externo. Imagine a situação: seu carro foi avariado 
dentro do estacionamento do prédio de sua própria moradia, você solicita as imagens 
das câmeras de segurança à síndica do prédio e ela informa que é necessário o 
fornecimento de um pen drive para lhe entregar as imagens. Qual é o tamanho mínimo 
do pen drive a ser entregue à síndica? Existe resposta, mas precisamos de mais dados 
para obter conhecimentos necessários sobre o assunto e, assim, ter uma noção do 
tamanho do pen drive para a gravação das imagens. 
Outra situação recorrente é com relação ao computador, seu processamento de 1.2GHz, 
2.1GHz ou 3.4GHz, só temos a ideia de que quanto maior a numeração melhor é, mas 
por que isso se dá? O que é o termo GHz? A finalidade dos estudos deste capítulo é lhe 
fornecer subsídios para compreender as unidades de medidas que são utilizadas na 
computação, seja em um celular, notebook ou até mesmo na velocidade da internet 
e do armazenamento em um dispositivo.
E para facilitar o seu aprendizado, este capítulo apresenta três textos básicos, que são:
2.1 Unidades utilizadas no mundo da computação
 » Bytes e seus Múltiplos.
 » Aplicações no Mundo Real.
2CAPÍTULOREPRESENTAÇÃO DA INFORMAÇÃO
28
CAPÍTULO 2 • REPRESENTAÇÃO DA INFORMAÇÃO
Objetivos 
 » Ao final deste capítulo, você deve apresentar os seguintes aprendizados:
 » Compreender as unidades utilizadas no mundo da computação.
 » Identificar os valores correspondentes às informações que podem ser armazenadas 
ou transmitidas na computação.
 » Conhecer alguns aplicações de medidas de unidades da computação por meio 
de cases.
2.1 Unidades utilizadas no mundo da computação 
No mundo atual, a tecnologia pode ser encontrada em todos os lugares. Cada vez 
mais, ela faz parte da nossa rotina, e se apresenta em diversos equipamentos com os 
quais temos contato diariamente. Uma parte importante desses equipamentos são os 
dispositivos de armazenamento. Eles desempenham um papel fundamental, porque 
são utilizados para armazenar dados.
Esses dados podem ser documentos de texto (DOC), planilhas eletrônicas (XLS), 
arquivos de som (MP3), arquivos de imagem ( JPEG), arquivos de vídeo (AVI ou MP4), 
programas (EXE) e outros. E com os dispositivos de armazenamento, esses arquivos 
podem ser consultados a qualquer momento desejado.
Figura 15. Exemplos de tipos de dados.
Fonte: https://www.shutterstock.com/pt/image-vector/document-icons-file-formats-flat-design-1104515582. 
Os dispositivos de armazenamento são projetados para armazenar esses arquivos em 
qualquer ambiente computacional, do tipo CD, pen drive, DVD, cartão de memória, 
29
REPRESENTAÇÃO DA INFORMAÇÃO • CAPÍTULO 2
conhecidos como SD ou MicroSD, HDs internos ou externos, entre outros. Cada um 
deles possui capacidades variadas de armazenamento de informações. 
Um pen drive, por exemplo, por ser facilmente transportado e acoplado em qualquer 
equipamento, seja em um computador, notebook e até mesmo em uma TV, e pode ter 
a capacidade de armazenamento de tamanhos diferentes. Isso significa que com ele 
podemos salvar vários arquivos dentro desse dispositivo, independentemente dos 
tipos que eles se apresentam. Mas como é possível saber isso? 
Assim como há unidade de medida padrão para água, que usa a unidade de grandeza 
litros, bem como para medir a largura de um produto, que utiliza a grandeza metros, 
e tantas para outras unidades, temos na computação uma medida que mensura o 
tamanho dos dados que um computador utiliza, medidos em bits e bytes. É uma 
medida reconhecida mundialmente, por meio do Sistema Internacional de Unidades 
(SI), do qual você já deve ter ouvido falar quando estava cursando o ensino médio, 
principalmente nas aulas de física e química. 
Antes desse sistema existir, cada país adotava uma unidade de medida que desejava, 
o que causava transtornos nas transações comerciais e no intercâmbio científico. Por 
isso, a instituição Bureau Internacional de Pesos e Medidas determinou quais unidades 
de medidas deveriam ser adotados pelos países para expressar as medidas, pesos, 
alturas etc. É claro que existem exceções, os Estados Unidos, por exemplo, utilizam 
medidas como jarda, pé, polegada, as quais se diferenciam das determinadas pelo SI.
Da mesma maneira que utilizamos as medidas para saber quanto pesam ou medem 
alguns produtos, também usamos unidades de medida na computação. Elas permitem 
calcular a capacidade de armazenamento de informações ou a taxa de transmissão 
das informações. As medidas mais usadas são bit, byte, kilobyte, megabyte, gigabyte 
e terabyte.
Figura 16. Unidades de memória de armazenamento de dados.
Fonte: https://image.shutterstock.com/image-illustration/illustration-symbols-set-computer-memory-
600w-1361183381.jpg. 
30
CAPÍTULO 2 • REPRESENTAÇÃO DA INFORMAÇÃO
Nos sistemas computacionais, a unidade básica que opera é o dígito binário (binary 
digits), denominado bit. Trata-se da unidade mais simples que existe em computadores, 
porque “um bit pode conter um 0 (zero) ou um 1 (um)” (CORRÊA, 2016, p. 18). Por 
isso, ela é conhecida como a menor unidade de informação na computação. 
Isto quer dizer que os computadores só entendem os dígitos 0 e 1, portanto o 0 mostra a 
parte negativa e o 1 a positiva, como se fossem impulsos elétricos. Um bit, no entanto, 
não possui significado se considerado isoladamente. Para que represente um dado, 
utilizaremos um conjunto de 8 bits, denominado byte. Byte é, então, a unidade de 
informação.
Figura 17. Representação de bit e byte.
Fonte: http://blogdoscursos.com.br/conhecendo-as-unidades-de-grandeza-da-informatica/. 
Byte, portanto, corresponde à união de 8 impulsos elétricos, formados por 8 bits, a 
qual corresponde a um caractere. Quando você digita uma letra no computador, ele 
entende essa letra como 1 byte, que corresponde a 8 bits.
Para refletir
Para entender isso voltado para mensuração dos dados, isto é, para o tamanho de um arquivo, podemos salvar um 
documento no formato TXT com apenas uma letra, utilizando, para isso, por exemplo, o programa Bloco de Notas do 
Windows. O tamanho desse arquivo corresponderá a 1 byte, como pode ser observado na Figura 18. 
Figura 18. Tamanho de um arquivo.
Fonte: elaboração própria da autora.
31
REPRESENTAÇÃO DA INFORMAÇÃO • CAPÍTULO 2
Diante disso, podemos dizer que um pen drive de 4,3GB corresponde a um dispositivo 
de armazenamento com a capacidade de guardar arquivos e/ou programas com até 
4,3 gigabytes. Se fôssemos armazenar nesse dispositivo apenas arquivos TXT de 1 
byte cada um, poderíamos dizer que sua capacidade suporta bilhões desses arquivos.
As unidades de medidas na computação não fazem referências apenas na mensuração 
do tamanho do arquivo ou da capacidade de armazenamento de um dispositivo. 
Também temos unidades de medidas que mensuram a taxa de transmissão de dados, 
conhecida por bps (bits por segundo) e o B/s (byte por segundo). 
Essa medida é muito utilizada para mensurar a taxa de transmissão da velocidade 
contratada da internet. Ela é medida por bits por segundo. Uma internet de 
10Mbps, por exemplo, quer dizer que sua taxa de transmissão de dados pode 
chegar até 10 Megabits por segundo. 
Outra forma também de mensuração por meio dessas unidades é a taxa de 
transferência que se terá para salvar um documento que está localizado na 
página da internet, o qual você quer salvar em seu computador. Sabe aquele 
arquivo PDF para leitura? Então, a taxa de transferência é medida, por exemplo, 
por 15, 30 ou 40bps.
2.2 Bytes e seus múltiplos
Ao longo da história, muitas civilizações usam o sistema decimal, composto por 
dez dígitos, do 0 (zero) ao 9 (nove), para se criar infinitos dígitos. Os computadores 
funcionam de maneira diferente! Apenas usam os dígitos 0 e 1, conhecido como sistema 
binário ou dígito binário, para não haver a necessidade de se gerar um processamento 
de dados gigantesco. Assim, o processamentoocorre de forma mais fácil, consumindo 
menos espaços nos equipamentos.
No entanto, isso não prevalece em um documento salvo no Word, porque nele leva-se em consideração as 
formatações do tipo de fonte e do tamanho da letra junto com a única letra salva, gerando, assim, um tamanho de 
arquivo maior (10 bytes ao invés de 1 byte, por exemplo). Isso também vale para imagens e vídeos! 
Atenção
Geralmente, utiliza-se a unidade bps (bits por segundo) para mensurar a velocidade de transmissão de dados e byte 
para mensuração do tamanho do arquivo ou da capacidade de armazenamento de um dispositivo.
32
CAPÍTULO 2 • REPRESENTAÇÃO DA INFORMAÇÃO
Como já mencionamos anteriormente, as medidas usadas são bit, byte, kilobyte, 
megabyte, gigabyte e terabyte. Vimos que bit corresponde a um dígito e que byte 
corresponde ao conjunto de 8 bits. Mas o quer dizer as demais medidas? 
Em nosso dia a dia, utilizamos diferentes abreviações para nos referirmos a peso, 
comprimento, entre outros. Ao especificar o peso de um objeto, empregamos a 
abreviação para encurtar a pronúncia ou escrita. Ao invés de usar 10.000g (gramas), 
utilizamos a abreviação de 10kg (quilogramas). Isso também vale para o comprimento, 
ao invés de metro para distância grandes, abreviamos com o quilômetro (km). Na 
computação também possuímos tal abreviação, mas esta é feita de modo particular.
Na figura 19, podemos observar exatamente a capacidade de armazenamento de cada 
medida de unidade na computação.
Figura 19. Unidade de medida na computação.
Fonte: https://edu.gcfglobal.org/pt/conhecimentos-tecnologicos/medidas-de-armazenamento-de-informacoes/1/. 
Talvez você esteja se perguntando sobre o motivo de utilizar múltiplos de 1.024, 
onde ele se apresenta como a representação de espaço em byte, ki lobytes etc. 
Para refletir
Para facilitar o entendimento com relação às unidades de medida entre si, vamos ilustrar a explicação com o uso 
de letra, palavra, livro e biblioteca. Dentro de um livro, apenas uma letra representa um byte, por sua vez essa letra 
está dividida em oito partes, cada uma delas se chama bit. Ao juntarmos várias letras teremos uma palavra e com 
várias delas, temos um parágrafo, que podemos chamar de kilobyte. Cada página do livro podemos dizer que é um 
megabyte e, o livro por completo, chamaremos de gigabyte. Agora, se temos uma biblioteca com inúmeros livros, 
daremos o nome de terabyte.
33
REPRESENTAÇÃO DA INFORMAÇÃO • CAPÍTULO 2
A base numérica humana é decimal, costumamos dividir os números de 10 em 10, 
exemplo, 1000 (103 = 1000). Na computação, a base numérica é binária, dividimos os 
números na base 2, (210 = 1024).
Tabela 1. Base 2 como a unidade de medida na computação. 
Medida Abreviada Indicativo Sigla Base 2 Caracteres Unidade de Medida
Byte - B 20 1 (8 bits) 1 byte
Kilobyte Mil KB 210 1.024 1.024 bytes
Megabyte Milhões MB 220 1.048.576 1.024 KBytes
Gigabyte Bilhões GB 230 1.073.741.824 1.024 MBytes
Terabyte Trilhões TB 240 1.099.511.627.776 1.024 GBytes
Fonte: Adaptado de https://www.algosobre.com.br/informatica/unidades-de-medida-do-computador.html. 
Logo, podemos dizer que um pen drive que tem a capacidade de armazenamento de 
8GB, tem 8 vezes 1024 megabytes de espaço, podendo armazenar aproximadamente 
8 milhões de caracteres nele. Voltando para a ilustração com o uso de letra, palavra, 
livro e biblioteca, podemos dizer que:
 » Byte: que 10B podem ser iguais a uma palavra e uma frase correspondendo a 100B.
 » Kilobyte: 1KB seria igual a um parágrafo que você estaria lendo do livro, enquanto 
100KB seria igual a uma página inteira.
 » Megabyte: 100MB podem comportar dois volumes de uma enciclopédia. 640MB 
é a quantidade de dados que caberá em um disco CD-ROM.
 » Gigabyte: 1GB pode armazenar o conteúdo de cerca de 10 metros de livros em 
uma prateleira. 100GB poderiam armazenar o equivalente a uma biblioteca 
inteira de revistas acadêmicas.
 » Terabyte: poderia armazenar mil cópias de enciclopédias. 10TB poderiam 
armazenar a coleção de impressos de uma famosa biblioteca, com uma quantidade 
vasta de livros, isto quer dizer que é um monte de dados.
É claro que a ilustração não reflete exatamente a medida de capacidade de armazenamento 
de cada uma das unidades, mas é possível obter uma ideia de como funcionam essas 
medidas e como elas são organizadas.
Atenção
O plural de byte é bytes, de megabyte é megabytes. É errado, no entanto, utilizar as abreviações mega ou giga no 
plural. Deixe-me explicar melhor! O correto é dizer “HD de 80 Giga”, por exemplo, e não “80 Gigas”. Isso também vale 
para mega, “512 Mega de Memória” e não “512 Megas”.
34
CAPÍTULO 2 • REPRESENTAÇÃO DA INFORMAÇÃO
2.3 Aplicações no mundo real
Agora que você já conhece um pouco sobre as unidades de medidas na computação, 
podemos aplicar esse conhecimento para entender melhor seu plano de internet 
móvel ou residencial, bem como a capacidade de armazenamento do pen drive, HD 
ou do cartão de memória.
O uso da internet, para a maioria das pessoas, é fundamental. Com ela é possível estudar, 
trabalhar, obter uma vida social no mundo virtual e ter acesso fácil a informações. 
Com a internet, as notícias são encontradas com muita facilidade.
No Brasil, a maioria dos domicílios conta atualmente com o serviço de conexão de 
internet banda larga, assim como acontece com as empresas. É possível contratar 
diferentes tipos de planos para acesso à internet com velocidades diversificadas. 
Em residências e empresas, geralmente, a contratação da internet fica relacionada à 
velocidade, que é a taxa de transmissão dos dados na rede, tempo que o tráfego de 
dados demanda para receber e transmitir informações. Quanto maior a velocidade, 
maior a informação da internet chegará em seu notebook, por exemplo.
Procedimentos muito utilizados na internet são o download e o upload. Download 
é o nome dado ao processo de receber (baixar) algum arquivo ou informação em 
um dispositivo, enquanto o upload significa enviar. Quando você compra um livro 
eletrônico (e-book), por exemplo, ele é “baixado” do servidor da loja para o seu 
aparelho (notebook, smartphone, tablet, leitor digital). 
Figura 20. no download recebe e no upload envia.
Fonte: https://www.shutterstock.com/pt/image-vector/cloud-computing-concept-data-download-upload-92491798. 
35
REPRESENTAÇÃO DA INFORMAÇÃO • CAPÍTULO 2
Quase tudo o que fazemos na internet envolve ambos os procedimentos simultaneamente. 
É o caso de fazer uma pesquisa na internet, ao digitar o que quer ser consultado, 
utilizamos o upload, e quando obtemos a resposta, estamos realizando o download. 
Isso fica mais claro no uso do WhatsApp, ao enviar uma foto a um amigo, fazemos um 
upload. Quando o amigo responde, por exemplo, com um vídeo ou uma mensagem 
simples, e a baixamos no smartphone (download). 
Internet banda larga
Para internet banda larga, as operadoras de telefonia oferecem diferentes planos de 
internet, com diversificadas taxas de transferências de dados. Quanto maior a taxa de 
transferência, mais rapidamente a informação da internet chegará ao seu dispositivo.
Fazer download de um vídeo com o tamanho de 300MB, por exemplo, pode levar 
um determinado tempo para ser baixado da internet. Quanto tempo isso seria? A 
resposta depende da taxa de transmissão da conexão. Em uma conexão de 3Mbps, 
demoraria aproximadamente 14 minutos. Já em uma conexão de 10Mbps, demoraria 
aproximadamente 4 minutos.
Na figura 21, podemos perceber que, em todos os planos, a unidade de medida é a Mbps 
(megabits por segundo) e não megabytes. Isso se dá porque as medidas que mensuram 
a taxa de transmissão de dados são conhecidas por bps (bits por segundo). Quando 
dizemos que “o plano da operadora tal tem velocidade de N megaBYTES por segundo 
(mBps)” estamos nos expressando mal. A velocidade oferecida é de N megabits por 
segundo. Essa confusão ocorre porque os prefixos Kilo, Mega e Giga, podem ser usados 
tanto para bytes como para bits. Diferenciamos a abreviação da unidade megabitse megabytes pelo uso da letra “b” minúsculo para bits ou “B” maiúsculo para bytes.
Figura 21. Divulgação de planos de internet de uma das operadoras telefônicas no Brasil.
Fonte: https://portaldeplanos.com.br/artigos/significado-das-siglas-telecomunicacoes/. 
36
CAPÍTULO 2 • REPRESENTAÇÃO DA INFORMAÇÃO
Outro ponto que podemos observar na figura 21 é que a velocidade de download é 
inferior à de upload. Essa diferença entre as taxas é normal, não precisa se assustar. 
Grande parte das operações que realizamos na internet envolve mais download do que 
upload, por isso é que a velocidade de download é bem superior, para acompanhar as 
necessidades gerais, já que recebemos muito mais dados do que enviamos.
Isso quer dizer que a velocidade contratada de internet se refere à taxa de download 
que pode ser alcançada. No entanto, a velocidade de seu upload também é algo 
importante. Se estiver muito baixa, pode impactar na qualidade de sua navegação 
pela internet. Isso porque seu computador terá dificuldades para enviar pacotes 
solicitando o recebimento de dados.
Isso acontece em todos os casos? Não. Alguns planos oferecem a mesma velocidade 
para ambos, em especial os que usam fibra óptica. Exatamente por esse motivo são 
buscados por quem necessita enviar uma grande quantidade de dados pela internet. 
Caso, por exemplo, de influenciadores digitais. Para eles, um plano de 50 Mbps com 
a mesma taxa de download e upload é um negócio melhor do que um plano “comum” 
de 200Mbps.
Telefonia móvel
Já reparou que os planos de conexão de internet para telefonia móvel são ofertados 
em Giga e não em Mega? Isso quer dizer que a velocidade da internet é maior? Não. 
Na telefonia móvel não se trata da velocidade de conexão, mas sim da franquia de 
internet contratada. 
Atenção
Utilizamos Mbps (megabits por segundo) para taxa de transmissão e MB (megaBytes) para armazenamento.
Saiba mais
Confira se a sua velocidade da internet realmente condiz com a capacidade contratada. Faça o teste de conexão 
gratuitamente na página Speed Teste, endereço http://speedteste.net, ou na própria ferramenta da Anatel, que é a 
agência reguladora de telecomunicações, no endereço: http://www.brasilbandalarga.com.br/bbl.
Com o teste de velocidade, você descobre o quanto de internet está recebendo em casa (download e upload), e pode 
usar essas informações para exigir seus direitos perante a empresa contratada.
37
REPRESENTAÇÃO DA INFORMAÇÃO • CAPÍTULO 2
Deixe-me explicar melhor! Franquia nada mais é que o volume (quantidade) de dados 
que pode ser trafegado na rede. Isso é diferente da velocidade máxima que a conexão 
com a internet pode ser estabelecida. A quantidade de bytes da franquia será de 
acordo com o pacote contratado. Isso inclui as informações recebidas e/ou enviadas 
(download e upload).
Ao baixar uma foto da internet para o computador, por exemplo, gasta-se dados da 
franquia contratada para se fazer isso, e o mesmo acontece quando assiste a um vídeo 
no YouTube, escuta uma música ou acessa um portal de notícias. É importante saber 
que conteúdos de áudio e vídeo são os que mais gastam da sua franquia, depois vem 
o acesso às redes sociais, e por último arquivos de texto, como e-mails, mensagens, 
que são os que gastam bem menos. Por isso é que muitas operadoras oferecem X Giga 
no plano com mensagens de WhatsApp e SMS gratuitas. 
A franquia é medida em bytes e seus múltiplos, diferente da taxa de transferência de 
dados. Caso o usuário ultrapasse o limite da franquia, é possível que ele sofra algumas 
penalidades, como:
 » Cobrança do valor ultrapassado.
 » Redução da velocidade da internet.
 » Interrupção da conexão com a internet.
É exatamente nessas penalidades que causam transtornos aos assinantes, pois navegar 
na internet é fazer download de dados a todo instante. Quem gosta de utilizar serviços 
de streaming, como Netflix ou Amazon, para assistir filmes e séries, terá a internet 
prejudicada, caso tenha uma franquia baixa. Logo sua dificuldade de conseguir dar 
sequência em assistir a uma serie será observada apenas com dois episódios de trinta 
ou quarenta minutos.
O impacto maior ocorre com aqueles que possuem contrato com a operadora limitando 
a quantidade de dados. Ao ultrapassar a franquia poderão sofrer cobranças de valores 
maiores na fatura ou, então, terão sua internet totalmente interrompida até que chegue 
a data da renovação da franquia. 
Figura 22. Interrupção da conexão com a internet ao ultrapassar a franquia.
Fonte: https://www.shutterstock.com/pt/image-vector/hand-holding-smartphone-red-dislike-on-485224774. 
38
CAPÍTULO 2 • REPRESENTAÇÃO DA INFORMAÇÃO
Outro impacto que pode acontecer, caso ultrapasse a franquia, é a operadora de 
telefonia reduzir a velocidade de conexão com a internet. Neste caso, podem-se 
utilizar os mesmos endereços de teste de conexão para ter certeza se a velocidade 
está chegando ao aparelho. Assim saberá se a velocidade da internet foi reduzida ou 
não. Quem usa streaming de música, por exemplo, Deezer ou Google Music, pode 
também ser prejudicado em relação à franquia, pois há consumo nela. Para quem 
joga on-line, é preciso também ficar atento com a franquia a ser contratada para não 
sofrer nenhum dos danos mencionados anteriormente.
Agora, você está entendendo o motivo do plano de dados se esgotar muito rapidamente. 
E o que fazer para economizar? Existem algumas formas, vejamos algumas delas:
 » Assistir a vídeos e ouvir muitas músicas em aplicativos on-line consome muitos 
dados. Uma forma de não deixar de assistir vídeos e nem de ouvir músicas é 
baixar esse conteúdo enquanto estiver conectado a uma rede de banda larga, 
geralmente, pelo Wi-Fi, antes de assisti-lo e ouvi-los.
 » Baixar aplicativos ou atualizá-los usando conexão móvel consome muitos 
dados, ajudando a ultrapassar o limite ainda mais rápido. É possível configurar 
o smartphone para fazer essas atualizações somente quando estiver em uma 
conexão Wi-Fi. Também, tente baixar aplicativos somente quando estiver num 
Wi-Fi.
 » Desativar download automático de arquivos do WhatsApp também é uma forma 
de economizar dados. Essa opção existe e a pessoa baixa apenas o que for 
necessário e interessante para ela.
 » Desativar a opção de vídeos serem automaticamente no Facebook quando estiver 
com conexão móvel. Assim, ao navegar pelo feed de notícias, o vídeo só será 
automaticamente iniciado em conexões com rede Wi-Fi.
Além dessas dicas, é possível desativar a conexão dos dados móveis. Faça isso, caso 
não tenha certeza se a sua franquia está sendo usada nos momentos de inutilidade 
do smartphone. Isso não impactará a receber ou fazer chamadas, apenas o acesso à 
internet estará desabilitado enquanto não habilitar novamente os dados.
Dispositivos de armazenamento
Nos dispositivos de armazenamento, como HD, pen drive e cartão de memória, temos 
a unidade de medida de capacidade de arquivar documentos, fotos e vídeos em bytes. 
É muito comum encontrar as medidas nos múltiplos de Mega, Giga e Tera. 
39
REPRESENTAÇÃO DA INFORMAÇÃO • CAPÍTULO 2
Em muitos smartphones, podemos encontrar a opção do uso de cartão de memória 
para expandir a quantidade de armazenamento de fotos e até mesmo de aplicativos 
(App) a serem instalados ou atualizados. Isso se dá porque cada smartphone possui 
uma capacidade interna de armazenamento de dados, chamada de memória interna. 
Smartphone novo é uma maravilha! Sua resposta ao abrir um App é bem rápida, com 
resposta imediata. Mas com o passar do tempo, percebe-se que o desempenho não 
é mais o mesmo, alguns App demoram mais a responder. Quando chega o momento 
de tirar uma foto, o aparelho apresenta a mensagem de que não tem mais espaço na 
memória ou de que precisa liberar espaço para ver a mensagem que alguma pessoa te 
enviou. Só assim o dono do dispositivo toma ciência do problema de espaçamento. Isso 
se dá porque os arquivos guardados estão ocupando toda, ou quase toda, a memória 
do celular. Por isso, o uso do cartão dememória, chamada de memória externa, para 
que possa arquivá-los, sem que ocupe o espaço interno no smartphone.
Vídeos gravados com definição em HD ou Full HD (HD – alta resolução; Full HD 
– resolução muito superior a HD) ocupam muito espaço, por serem maiores que 
vídeos em resolução baixa. Isso também vale para os áudios do WhatsApp e outros 
aplicativos de mensagens, músicas, arquivos de textos, GIFs e outras informações. 
Por isso é importante a conferência da ocupação da memória do smartphone e a 
recomendação da utilização do cartão de memória como expansão para guardar esses 
arquivos quando possível. 
Uma forma de poder guardar músicas, filmes, fotos etc. de maneira a carregá-los para 
qualquer lugar pode-se usar o pen drive. Se a necessidade for de transportar arquivos 
leves, um pen drive com pouca capacidade de armazenamento é suficiente. Agora, se 
desejar transferir arquivos grandes, como vídeos e fotos de alta resolução, é necessário 
adquirir um de maior capacidade de armazenamento.
No caso dos smartphones, dependendo do fabricante, existe a opção de utilizar 
cartão de memória, expandindo, assim, a capacidade de armazenamento de dados 
do dispositivo. Com um cartão de memória de 32GB, pode-se guardar, por exemplo, 
fotos e vídeos. Com esse espaço, consegue guardar aproximadamente 800 fotos de 25 
megapixels, o que pode atender perfeitamente à necessidade do usuário, vai depender 
dos objetivos do uso. Quanto menor a quantidade de memória do cartão de memória 
no smartphone, mais impacto terá o armazenamento disponível para o usuário.
40
CAPÍTULO 2 • REPRESENTAÇÃO DA INFORMAÇÃO
Sintetizando
O que vimos neste capítulo?
 » As medidas de unidade na computação são representadas por bit, bytes e seus múltiplos.
 » Nos sistemas computacionais, a unidade básica que opera é o dígito binário ou chamado de sistema binário.
 » O bit corresponde a menor unidade de informação na computação, entendida pelos dígitos 0 e 1.
 » Byte é o conjunto de 8 bits, a qual corresponde a um caractere, seja ele símbolos, letras ou números.
 » Na computação existe abreviação das unidades de medida para facilitar o emprego, representada pelos múltiplos 
de mega, giga, tera etc.
 » Na computação, a base numérica é binária, dividimos os números na base 2, utilizando, com isso, múltiplos de 
1.024 ao invés de 1.000 (representação humana).
 » As medidas de mensuração em taxas de transmissão da velocidade dos dados são medidas por bits por segundo 
(bps) e bytes por segundo (B/s).
 » Procedimentos muito utilizado na internet são o download e o upload. Download serve para receber (baixar) dados 
enquanto o upload significa enviar os dados.
 » Vídeos e fotos de alta resolução ocupam muitos espaços.
 » Internet de banda larga, geralmente, é ofertada no plano de velocidade de conexão, diferente da internet em 
smartphone, que é cobrada por franquia, o consumo de dados trafegado na rede.
 » Vimos algumas boas práticas para economizar o uso dos dados móveis com tarifa em franquia.
 » Existem diferentes tipos de armazenamento de dados com capacidades de arquivamento diversificado. É preciso 
saber a aplicação da necessidade para se escolher a que melhor atende. 
41
Introdução
É indiscutível como a tecnologia tem ajudado a nos tornarmos mais eficientes no 
trabalho, no estudo e até mesmo na organização das atividades do cotidiano. Com 
ela é possível realizar procedimentos complexos de forma simples e dinâmica. 
Os programas são uns dos responsáveis por transformar as tarefas diárias em processos 
ágeis e fáceis. Sempre que utilizamos um equipamento eletrônico, estamos utilizando 
um programa para interagir com ele.
Com uma calculadora é possível fazer cálculos rápidos e complexos. No entanto, não 
permite manter os registros desses cálculos para manipulá-los quando quiser. Com 
um programa específico é possível não só manter os registros dos cálculos, como 
também modificá-los sem muitas complicações. 
Outro exemplo que podemos citar são os trabalhos escolares. Alguns anos atrás, 
eles eram apresentados em folhas de papel almaço e escritos à mão. Hoje, esses são 
produzidos por meio de programas que permitem não só confeccioná-los, como 
também entregá-los por e-mail, ambientes virtuais de aprendizagem ou impressos, 
o que torna todo o processo mais rápido e muito mais simples do que antigamente. 
Neste capítulo, portanto, vamos tratar dos programas e de seus propósitos, para que 
você, caro(a) aluno(a), possa adentrar no mundo da transformação digital com subsídios 
suficientes que venham proporcionar agilidade em suas atividades cotidianas.
E para facilitar o seu aprendizado, este capítulo apresenta três subtítulos básicos, 
que são:
 » Tipo de Programa.
 » O Sistema Operacional.
 » Aplicativos e Ferramentas de Produtividade.
3CAPÍTULOPROGRAMAS E SEUS PROPÓSITOS
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CAPÍTULO 3 • PROGRAMAS E SEUS PROPÓSITOS
Objetivos 
 » Ao final deste capítulo, você deve apresentar os seguintes aprendizados:
 » Identificar os tipos de programas existentes na computação.
 » Compreender o que é sistema operacional e sua utilidade na computação.
 » Conhecer aplicativos e ferramentas de produtividade que venham facilitar o 
cotidiano do indivíduo. 
3.1 Tipo de programa
Nada mais do que seguir uma sequência de instruções para manipular, redirecionar 
ou modificar uma informação é o que se pode dizer de um programa, conhecido 
também como software. Isso quer dizer que o programa compreende um agrupamento 
de comandos escritos, que são instruções, necessários para transformar dados em 
informação, de maneira a tornar um computador em um instrumento útil. 
Os programas, de maneira geral, são caracterizados em dois tipos: básicos e 
aplicativos. Podemos dizer que os programas básicos são aqueles que gerenciam todo 
o funcionamento do computador. Já os programas aplicativos são os que possuem a 
função de executar uma tarefa específica, por exemplo, realizar cálculos e gerar gráficos.
Programas básicos
Os programas básicos têm a função de tornar os dispositivos eletrônicos em funcionais. 
Sem eles seriam apenas aparelhos sem nenhuma utilidade. Podemos ilustrar com um 
aparelho celular. Já pensou, tentar ligá-lo e na tela não aparecer nada? Qual seria a 
sua utilidade? Nenhuma, não é mesmo? Somente com o programa básico, aquele que 
vem instalado pelo fabricante, é possível ligá-lo e utilizá-lo de diferentes maneiras, 
seja para fazer uma chamada ou para enviar uma mensagem.
Lembra do sistema binário que tratamos na aula anterior? É a “linguagem interna” 
dos equipamentos eletrônicos digitais, e os programas básicos codificam os dígitos 
binários de uma forma que possamos entender, por isso que não percebemos os 
dígitos 0 e 1. Isso quer dizer que os programas básicos fazem a interligação entre 
hardware e usuário.
43
PROGRAMAS E SEUS PROPÓSITOS • CAPÍTULO 3
Figura 23. Função dos programas básicos.
Usuário 
Programa Básico 
Hardware 
Fonte: elaboração própria da autora.
Um dos programas básicos mais importantes que faz essa interface é o sistema 
operacional. É o software essencial que controla o acesso a todos os recursos de 
hardware e software.
É o sistema operacional que permite a operação do computador. Já pensou em ter 
que decodificar os dígitos 0 e 1 para entender e executar comandos tarefas básicas, 
como controlar o teclado e o mouse? A interação entre o usuário e os dispositivos do 
computador é possível por meio de comandos predefinidos pelo sistema operacional, 
os quais podem ser o encerramento de um aplicativo, o acionamento de um dispositivo, 
entre outras inúmeras tarefas. Por exemplo, o uso dos dispositivos de entrada e/ou 
saída (impressoras, monitores de vídeo, discos rígidos, teclados etc.) pelos usuários 
apenas é possível porque o sistema operacional funciona como intermediário desse 
uso.
O ambiente operacional é responsável pela integração do sistema operacional com o 
usuário, adicionando recursos para permitir a utilização dainterface gráfica (GUI – 
Graphical User Interface). É pela interface gráfica que nós, usuários computacionais, 
conseguimos executar alguns recursos no sistema.
Em um sistema operacional, a interface gráfica basicamente possui os seguintes 
componentes:
 » Ícones: objetos, símbolos ou representações gráficas de arquivos, programas e 
comandos.
 » Cursor: dispositivo de posicionamento que é guiado pelo movimento do mouse.
 » Menus: conjunto de opções abertas em lista para a realização de comandos.
 » Janelas: interfaces que delimitam o espaço utilizado pelas aplicações do 
sistema.
44
CAPÍTULO 3 • PROGRAMAS E SEUS PROPÓSITOS
Outro programa básico é o tradutor. Serve para ler uma linguagem de programação e 
transformá-la no código binário, a linguagem do computador. É muito utilizado por 
programadores, os responsáveis por escrever programas aplicativos
Programas aplicativos
É um tipo de programa de computador/software que funciona como um conjunto de 
ferramentas utilizadas para realizar tarefas e trabalhos específicos no computador. 
Podemos citar vários exemplos como o Microsoft Office, Internet Explorer, Adobe 
Photoshop, navegadores etc.
Observem abaixo a descrição de um estudo de caso que exemplifica a necessidade 
de aplicativos.
Ana candidatou-se a uma vaga e, ao participar do processo seletivo para atuar como 
gerente de uma grande empresa, teve como desafio preparar uma apresentação acerca 
dos seus conhecimentos e de suas experiências profissionais. E para isso, além de sua 
oratória, Ana contou com o apoio de um programa de apresentação que a permitisse 
utilizar textos, imagens, gráficos, animações e músicas, de modo que a apresentação 
fosse atrativa ao ponto de manter a atenção dos ouvintes.
Figura 24. Uso de programa aplicativo para apresentação.
Fonte: https://www.shutterstock.com/pt/image-photo/beautiful-businesswoman-gives-report-presentation-
her-1031044339. 
Isso é um típico caso com o uso do Power Point, um programa específico para 
apresentação. Percebe-se claramente o uso de um software para relizar uma atividade 
específica. 
Existem muitos programas aplicativos à nossa disposição para nos ajudar “com 
inúmeras tarefas, como escrever textos, preparar oçamentos, armazenar e recuperar 
45
PROGRAMAS E SEUS PROPÓSITOS • CAPÍTULO 3
informações, criar gráficos, jogar e muito mais. É essa maravilhosa varidade de sotwares 
que torna os computadores tão úteis e versáteis” ( JOÃO, 2014, p. 38).
Figura 25. Aplicativos para textos, edição de fotos, jogos etc.
Fonte: https://www.shutterstock.com/pt/image-vector/freelancer-work-elements-flat-design-long-1787309729. 
Há tantos programas aplicativos voltados para computadores como também para 
aparelhos móveis, os quais são conhecidos simplesmente como aplicativos ou, algo 
mais específico, aplicativos móveis, que são feitos para smartphones, tablets, leitores 
de livros, players de música, entre outros. 
Os programas para computadores pessoais, geralmente, são projetados para serem 
amigáveis. O termo “amigável ao usuário” significa que o programa possui boa 
usabilidade, isto é, é de fácil utilização, intuitivo para qualquer usuário ou mesmo 
com um mínimo de conhecimento e orientação.
São, geralmente, classificados de acordo com a área de atuação, isto é, com relação à 
sua finalidade. Vejamos algumas das categorias de programas aplicativos: 
Atenção
Encontramos programas aplicativos tanto para o uso em computadores quanto para aparelhos celulares, 
os smartphones. Já ouviu as expressões: faça o download do App ou é necessário ter o App para participar da 
videoconferência pelo seu smartphone? App é abreviação de application program, ou seja, programas aplicativos. Um 
programa aplicativo produzido para jogos no celular é conhecido como App, bem como, o de organizar sua agenda 
ou aquele voltado para otimizar o uso da bateria do seu smatphone.
46
CAPÍTULO 3 • PROGRAMAS E SEUS PROPÓSITOS
 » Aplicativos de escritório: processadores de texto, planilhas de cálculo, utilitários, 
comunicação e gerenciadores de informações pessoais (por exemplo: Word, 
Writer, Notepad).
 » Aplicativos administrativos: sistemas de faturamento, contas a pagar, folha de 
pagamento, controle de estoque, controle de produção e contabilidade.
 » Aplicativos autodesenvolvidos: programas para atender necessidades específicas 
de empresas ou instituições de ensino. Por exemplo, o sistema acadêmico de 
uma universidade.
 » Aplicativos de simulação: produzidos para serem uma espécie de cenário analítico 
de alguma situação, com intuito de possibilitar aos usuários a tomarem decisões 
necesárias.
 » Aplicativos educacionais: voltados para promover acesso a conteúdos acadêmicos 
com o objetivo de promover o ensino e a aprendizagem.
 » Aplicativos de entretenimento: jogos, música etc.
Seja qual for o tipo de programa a ser usado, básico ou de aplicativo, existem diferentes 
maneiras de adquiri-los, pois nem todos são gratuitos. Vejamos algumas classificações 
de aquisição:
 » Freeware: o desenvolvedor opta por oferecê-lo gratuitamente a todos. Porém, é 
protegido por direitos autorais, ou seja, o desenvolvedor mantém a propriedade 
legal e pode impor restrições de uso (por exemplo, o Adobe Reader).
 » Programas de domínio público: não são protegidos por direitos autorais, podendo 
ser usados e modificados sem restrições. Geralmente, são programas patrocinados 
pelo governo nas instituições de ensino público.
 » Programa livre: é uma variação do freeware; porém, o código fonte é distribuído 
com o programa, permitindo assim a realização de alterações no próprio código 
fonte. Isso ajuda a identificar erros e a criar melhorias mais facilmente (por 
exemplo, o ambiente gráfico KDE do Linux, o servidor web Apache, aplicativos 
de escritório OpenOffice.org, o navegador web Firefox).
 » Shareware: é uma categoria de programa que muitas vezes é confundida com 
o freeware. É distribuído gratuitamente como o freeware; no entanto, o usuário 
precisa desembolsar uma quantia para adquirir a autorização e a documentação 
dele.
 » Pacote de programas: esse tipo de software é protegido por direitos autorais e 
custa mais do que o shareware.
47
PROGRAMAS E SEUS PROPÓSITOS • CAPÍTULO 3
3.2 O sistema operacional
Ao utilizar um smartphone, um laptop ou um computador para acessar um 
site de notícias ou uma rede social, utilizamos, na verdade, um navegador (ou 
browser) ou um programa específico para isso, por exemplo, o Facebook.
Nesse programa há instruções para que seu like seja registrado, sua foto postada, 
entre outros. Quando essas instruções são executadas, o processador busca 
uma instrução na memória, decodifica essa instrução e a executa, isto é, faz 
aquilo que é descrito por ela. Depois que isso é feito, o processador passa para 
a próxima instrução, e assim por diante, até que o programa, finalmente, seja 
concluído.
Tudo isso ocorre de maneira muito rápida, e o responsável por garantir 
todo esse funcionamento, de forma correta e eficiente, sem que o usuário 
precise se preocupar com detalhes de execução, é o sistema operacional. 
Por isso é o programa mais importante no computador. 
Existem, atualmente, muitos tipos de sistemas operacionais. Alguns são pagos, 
por exemplo, o Windows da Microsoft e OS X da Apple Mac. Outros podemos 
utilizar de forma gratuita, como a maioria das distribuições Linux.
Microsoft Windows
O sistema operacional Windows, pertencente à Microsoft, empresa que 
desenvolve, fabrica, licencia, apoia e vende softwares e produtos eletrônicos, 
é um dos mais utilizados entre os computadores pessoas. Ele é pago e pode ser 
instalado até mesmo em telefones celulares, tablets e consoles de viodegame. 
O Windows é um sistema operacional de interface gráfica multitarefa e bem 
amigável, isto é, de fácil utilização. Isso significa que podemos trabalhar com 
vários programas simultaneamente. Existem várias versões do Windows, como 
o Windows XP, Windows 7, Windows 10 (versão mais recente para computador),

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