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Habilidades Clinicas - UC1

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P1/UC1 – UNIT – ALAGOAS 
HABILIDADES 
CLÍNICAS – AULAS 2, 
3, 4 E 5 
 
R EL AÇ ÃO MÉDIC O - PAC I EN T E 
O estudo desse relacionamento deve partir das seguintes 
premissas: 
• A relação médico-paciente constitui a parte 
fundamental da prática médica, devendo ser foco de 
atenção e estudo a partir do momento em que o 
estudante encontra-se com seu primeiro paciente, 
permanecendo assim durante toda a sua vida 
profissional 
• O exame clínico, especialmente a anamnese, continua 
sendo o elemento principal do tripé no qual se apoia a 
medicina moderna. Os outros dois componentes são os 
exames laboratoriais e os equipamentos que produzem 
valores, traçados e imagens dos órgãos 
• Para se entender o relacionamento com os pacientes, é 
necessário adquirir uma boa compreensão dos 
mecanismos psicodinâmicos envolvidos neste 
processo 
• A aprendizagem da relação médico-paciente está 
intimamente interligada à aprendizagem do método 
clínico e ambas dependem de treinamento prolongado, 
sempre sob supervisão 
• É indispensável a aquisição de conhecimentos básicos 
das Humanidades (filosofia, antropologia, psicologia, 
sociologia e outras), pois a relação médico-paciente 
ultrapassa o âmbito dos fenômenos biológicos, dentro 
do qual se costuma aprisionar a profissão médica. 
A experiência demonstra que um aprendizado correto do 
exame clínico é importante para o paciente, mesmo que o 
estudante não saiba prescrever medicamentos ou realizar 
cirurgias. Isso ocorre porque sua presença ao lado do paciente 
pode ter ação terapêutica, tal qual a do médico. Importante 
compreender que cultivar os princípios bioéticos e as virtudes 
morais é indissociável do exame clínico e faz parte da relação 
médico-paciente. 
 
 
 
AN AMN ESE 
 
Anamnese (aná =trazer de novo; mnesis =memória) significa 
trazer de volta à mente todos os fatos relacionados com a doença 
e o paciente. De início, deve-se ressaltar que a anamnese é a parte 
mais 
importante da medicina: primeiro, porque é o núcleo em torno do 
qual se desenvolve a relação médico-paciente, que, por sua vez, é 
o principal pilar do trabalho do médico; segundo, porque é cada 
vez mais evidente que o progresso tecnológico somente é bem 
utilizado se o lado humano da medicina é preservado. Conclui-se, 
portanto, que cabe à anamnese uma posição ímpar, insubstituível, 
na prática médica. 
 
A anamnese inclui os seguintes elementos: 
• Identificação 
• Queixa principal 
• História da doença atual 
• Interrogatório sintomatológico 
• Antecedentes pessoais e familiares 
• Hábitos de vida 
• Condições socioeconômicas e culturais. 
 
As principais perguntas que se referem à dor, nos dão bons 
indicativos para continuação da anamnese. São elas: 
• Onde dói? (o paciente deve mostrar o local) 
• Quando começou? 
• Como começou? (súbito ou progressivo) 
• Como evoluiu? (como estava antes e como está agora) 
• Qual o tipo da dor? (queimação, pontada, pulsátil, cólica, 
constritiva, contínua, cíclica, profunda, superficial) 
• Qual a duração da crise? (se a dor for cíclica) 
• É uma dor que se espalha ou não? 
• Qual a intensidade da dor? (forte, fraca ou usar escala de 
1 a 10). 
• A dor impede a realização de alguma tarefa? 
• Em que hora do dia ela é mais forte? 
• Existe alguma coisa que o sr. faça que a dor melhore? 
• E que piora? 
• A dor é acompanhada de mais algum sintoma? 
 
I MPOR T ÂN CI A DE C ADA C AR AC T ER Í STI C A 
1. Nome: Primeiro dado da identificação. Nunca é demais 
criticar o hábito de designar o paciente pelo número do 
leito ou pelo diagnóstico. "Paciente do leito 5" ou "aquele 
caso de cirrose hepática da Enfermaria 7" são 
expressões que jamais devem ser usadas para 
caracterizar uma pessoa. 
2. Idade: Cada grupo etário tem sua própria doença, e 
bastaria essa assertiva para tornar clara a importância 
da idade. A todo momento, o raciocínio diagnóstico se 
apoia nesse dado e, quando se fala em "doenças 
próprias da infância à: está se consagrando o significado 
do fator idade no processo de adoecimento. Vale 
ressaltar que, no contexto da anamnese, a relação 
médico-paciente apresenta peculiaridades de acordo 
com as diferentes faixas etárias 
3. Sexo: Não se falando nas diferenças fisiológicas, 
sempre importantes do ponto de vista clínico, há 
enfermidades que só ocorrem em determinado sexo. 
Exemplo clássico é a hemofilia, transmitida pelas 
mulheres, mas que só aparece nos homens. É óbvio que 
existem doenças específicas para cada sexo no que se 
P1/UC1 – UNIT – ALAGOAS 
refere aos órgãos sexuais. As doenças endócrinas 
adquirem muitas particularidades em função desse 
fator. A questão de gêneros, bastante estudada nos 
últimos anos, aponta para um processo de adoecimento 
diferenciado no homem e na mulher, ainda quando a 
doença é a mesma. 
4. Etnia: A influência da etnia no processo do adoecimento 
conta com muitos exemplos; o mais conhecido é o da 
anemia falciforme, uma alteração sanguínea específica 
dos negros, mas que, em virtude da miscigenação, pode 
ocorrer em pessoas de outra cor. Outro exemplo é a 
hipertensão arterial, que mostra comportamento 
evolutivo diferente nos pacientes negros: além de ser 
mais frequente nesse grupo, a hipertensão arterial 
apresenta maior gravidade, com lesões renais mais 
intensas e maior incidência de acidentes vasculares 
encefálicos. Em contrapartida, pessoas de cor branca 
estão mais predispostas aos cânceres de pele. 
5. Estado civil: Não só os aspectos sociais referentes ao 
estado civil podem ser úteis ao examinador. Aspectos 
médico-trabalhistas e periciais podem estar 
envolvidos, e o conhecimento do estado civil passa a ser 
um dado valioso . 
6. Profissão/ocupação: É um dado de crescente 
importância na prática médica, e sobre ele teceremos 
algumas considerações em conjunto com o item que se 
segue. 
7. Local de trabalho: Em certas ocasiões, existe uma 
relação direta entre o trabalho do indivíduo e a doença 
que lhe acometeu. Enquadram-se nessa categoria as 
chamadas doenças profissionais e os acidentes de 
trabalho. Por exemplo, indivíduos que trabalham em 
pedreiras ou minas podem sofrer uma doença pulmonar 
determinada por substância inaladas ao exercerem sua 
profissão; chama-se pneumoconiose, e é uma típica 
doença profissional. Em outras situações, ainda que a 
ocupação não seja diretamente relacionada com a 
doença, o ambiente no qual o trabalho é executado 
poderá envolver fatores que agravam uma afecção 
preexistente. 
8. Naturalidade: Local onde o paciente nasceu. 
9. Procedência: Este item geralmente refere-se à 
residência anterior do paciente. Por exemplo, ao 
atender a um paciente que mora em Goiânia (GO), mas 
que anteriormente residiu em Belém (PA), deve-se 
registrar esta última localidade como a procedência. 
10. Endereço: Quanto a este item, anota-se a residência 
atual. Nesse local deve ser incluído o endereço do 
paciente. As doenças infecciosas e parasitárias se 
distribuem pelo mundo em função de vários fatores, 
como climáticos, hidrográficos e de altitude. Conhecer o 
local da residência é o primeiro passo nessa área. Além 
disso, deve-se lembrar de passagem que a população 
tem muita mobilidade e os movimentos migratórios 
influem de modo decisivo na epidemiologia de muitas 
doenças infecciosas e parasitárias. É na identificação do 
paciente e, mais especificamente, no registro de sua 
residência que esses dados emergem para uso clínico. 
Citemos como exemplos a doença de Chagas, a 
esquistossomose, a malária e a hidatidose. A 
distribuição geográfica dessas importantes endemias 
deve estar na mente de todos nós, pois a todo momento 
nos veremos diante de casos suspeitos. 
11. Religião: A religião à qual o paciente se filia tem 
relevância no processo saúde-doença. Alguns dados 
bastante objetivos, como a proibição à hemotransfusão 
em testemunhas de Jeová e o não uso de carnes pelos 
fiéis da Igreja Adventista, têm uma repercussão 
importante no planejamento terapêutico. Outros dados 
mais subjetivos podem influenciar a relaçãomédico-
paciente, uma vez que o médico usa em sua fala a pauta 
científica, que muitas vezes pode se contrapor à pauta 
religiosa pela qual o paciente compreende o mundo em 
que vive 
12. Filiação: Ter conhecimento desse fato facilita o 
encaminhamento para exames complementares, 
outros especialistas ou mesmo a hospitais, nos casos de 
internação. O cuidado do médico em não onerar o 
paciente, buscando alternativas dentro do seu plano de 
saúde, é fator de suma importância na adesão ao 
tratamento proposto. 
13. Nome da mãe: importante para identificação do 
paciente, para não haver erros. 
14. Cuidador: faz-se necessário para que se firme a relação 
de corresponsabilidade ética no processo de 
tratamento do paciente. 
 
Q U EIX A PR IN CI PAL E D UR AÇ ÃO (Q PD) 
 
É motivo da consulta. Sintomas ou problemas que 
motivaram o paciente a procurar atendimento médico, repetindo, 
se possível, as expressões por ele utilizadas. 
• Utilizar aspas quando anotar as palavras usadas pelo 
paciente. 
• Ter cuidado com o diagnóstico feito pelos pacientes. 
Muitos usam, por exemplo, pressão alta ou menopausa 
como sintomas, mas deve-se perguntar exatamente o 
que ele está sentindo e não o que ele acha que é. 
• Quando o paciente chega ao médico encaminhado por 
outro colega ou instituição médica, no item 
correspondente à "queixa principal" registra-se de 
modo especial o motivo da consulta. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
H I ST ÓR I A DA DOENÇ A A TU AL (H DA) 
 
É um registro cronológico e detalhado do motivo que 
levou o paciente a procurar assistência médica, desde o seu início 
até a data atual. A HDA, abreviatura já consagrada no linguajar 
médico, é a parte principal da anamnese e costuma ser a chave 
mestra para chegar ao diagnóstico. 
Algumas histórias são simples e curtas, constituídas de 
poucos sintomas, facilmente dispostos em ordem cronológica e 
PONTOS-CHAVE 
▪ Sugestões para se obter a “queixa principal”: 
• Qual o motivo da consulta? 
• Por que o(a) senhor(a) me procurou? 
• O que o(a) senhor(a) está sentindo? 
• O que o(a) está incomodando? 
▪ Exemplos de "queixa principal": 
• Dor de ouvido 
• Dor no peito há 2 h 
• Exame periódico para o trabalho. 
P1/UC1 – UNIT – ALAGOAS 
cujas relações entre si aparecem sem dificuldade. Outras 
histórias são longas, complexas e compostas de inúmeros 
sintomas cujas inter-relações não são fáceis de se encontrar. 
• 1º Passo - Sintoma-guia: estudante deve escolher como 
sintoma-guia a queixa de mais longa duração, o sintoma 
mais salientado pelo paciente ou simplesmente começar 
pelo relato da "queixa principal' 
• 2º Passo - Determinar a época em que teve início aquele 
sintoma. 
• 3º Passo - Investigar a maneira como evoluiu o sintoma. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ESQ U EMA PAR A AN ÁLI SE DE U M SI NT OMA 
 
Os elementos que compõem o esquema para análise de 
qualquer sintoma (Quadro 6.3) são: 
- Início 
- Características do sintoma 
- Fatores de melhora ou piora 
- Relação com outras queixas 
- Evolução 
- Situação atual. 
 
 
I NT ERR OGAT ÓRI O SI ST E MAT OL ÓGI C O (I S) 
 
Feito a HDA, se faz necessário avaliar área por área do 
corpo, fazendo perguntas de acordo com as divisões 
preestabelecidas a fim de notificar quaisquer sintomas que tenha 
passado despercebido por ambos ou afirmando quando não 
houver. 
• Sintomas gerais 
• Pele e fâneros 
• Cabeça e pescoço 
• Tórax (incluindo mama) 
• Abdome 
• Sistema geniturinário 
• Sistema hemolinfopoético 
• Sistema endócrino 
• Sistema osteo-muscular 
• Sistema neuro-psíquico 
 
LEMBRAR DE REFERIR OS SINTOMAS COM NOMES TÉCNICOS 
 
SINTOMAS GERAIS 
 
FEB R E = Sensação de aumento da temperatura corporal 
acompanhada ou não de outros sintomas. 
AST ENI A = Sensação de fraqueza. 
C EFAL EI A = Significa dor de cabeça 
SUDORESE = Eliminação abundante de suor. 
CALAFRIOS = Sensação momentânea de frio com ereção de pelos 
e arrepiamento da pele. 
CÃIBRAS = Contrações involuntárias de um músculo ou grupo 
muscular. 
PRURIDO = Sensação de coceira. 
 
PELE E FÂNEROS 
ALTERAÇÕES NA PELE 
NORMAS PARA SE OBTER UMA BOA HDA 
- Deixe que o paciente fale sobre sua doença 
- Determine o sintoma-guia 
- Descreva o sintoma-guia com suas características e analise-
o minuciosamente 
- Use o sintoma-guia como fio condutor da história e 
estabeleça as relações das outras queixas com ele em ordem 
cronológica 
- Verifique se a história obtida tem começo, meio e fim 
- Não induza respostas 
- Apure evolução, exames e tratamentos realizados em 
relação à doença atual 
- Leia a história que escreveu para o paciente, a fim de ele 
possa confirmar ou corrigir algum dado relatado, ou mesmo 
acrescentar alguma queixa esquecida. 
P1/UC1 – UNIT – ALAGOAS 
ALTERAÇÕES NOS FÂNEROS 
CABEÇA E PESCOÇO 
 
LACRIMEJAMENTO = Eliminação de lágrimas, independentemente 
do choro. 
XANTOPSIA; IANTOPSIA; DOROPSIA = Visão amarelada, violeta e 
verde, respectivamente. 
DI PL OPI A = Visão dupla, constante ou intermitente. 
FOTOFOBIA = Hipersensibilidade à luz. 
NISTAGMO = Movimentos repetitivos rítmicos dos olhos. 
ESC OT OMAS = Manchas ou pontos escuros no campo visual, 
descritos como manchas, moscas que voam diante dos olhos ou 
pontos luminosos. 
ALUCINAÇÕES VISUAIS = Sensação de luz, cores ou reproduções 
de objetos. 
AMBLIOPIA = Redução ou perda da visão sem que o olho afetado 
mostre qualquer anomalia estrutural. 
AMAUROSE = Perda parcial ou total da visão por afecção do nervo 
óptico ou dos centros nervosos. 
HEMIANOPSIA = cegueira para metade do campo visual de um dos 
olhos. 
OT AL GI A = A dor de ouvido. 
OT ORR EI A = Saída de líquido pelo ouvido. 
OT ORR AGI A = Perda de sangue pelo canal auditivo, relação com 
traumatismo. 
EXOFTALMIA = Projeção dos olhos para fora 
HIPOCUSIA = Diminuição leve ou moderada da audição. 
SURDEZ = Perda acentuada da audição. 
ACUSIA = Perda total da audição. 
ZUMBIDOS = Sensação subjetiva de diferentes tipos de ruídos. 
VER TI GEM E T ONT UR A = Sensação de estar girando em tomo 
dos objetos (vertigem subjetiva) ou os objetos girando em tomo de 
si (vertigem objetiva). 
R IN ORR EI A = Coriza, descarga mucosa pelo nariz. 
EPISTAXE = Hemorragia nasal. 
DI SPN EI A = Dificuldade para respirar. 
HIPOSMIA = Diminuição do olfato. 
ANOSMIA = Abolição do olfato. 
HIPEROSMIA = Aumento do olfato. 
CACOSMIA = Consiste em sentir mau cheiro, sem razão para tal. 
PAROSMIA = Perversão do olfato. 
RINOLALIA = Voz anasalada. 
POLIFAGIA OU HIPEROREXIA = Fome exagerada. 
INAPETÊNCIA OU ANOREXIA = Falta de apetite. 
SIALOSE = Excessiva produção de secreção salivar. 
HALITOSE = Mau hálito. 
PIGARRO = Ato de raspar a garganta. 
DISFONIA = Sintoma caracterizado por rouquidão no qual se 
observam alterações na altura, intensidade, qualidade e 
ressonância da voz. 
AFONIA = Diminuição ou perda da voz. 
H EMOPT I SE = Eliminação de sangue pela boca, através da glote, 
proveniente dos brônquios ou pulmões. 
 
TÓRAX 
DISPNEIA 
NÓDULOS MAMÁRIOS 
SECREÇÃO MAMILAR 
T OSSE = seca ou com expectoração. Frequência, intensidade, 
tonalidade, relação com o decúbito, período em que predomina. 
EX PEC T OR AÇ ÃO = Volume, cor, odor, aspecto e consistência. 
Tipos de expectoração: mucoide, serosa, purulenta, 
mucopurulenta, hemoptoica. 
VÔMI C A = Eliminação súbita, através da glote, de quantidade 
abundante de pus ou líquido de aspecto mucoide ou seroso. 
CHIEIRA = Ruído sibilante percebido pelo paciente durante a 
respiração. 
CORNAGEM = Ruído grave provocado pela passagem do ar pelas 
vias respiratórias altas reduzidas de calibre. 
ESTRIDOR = Respiração ruidosa, algo parecido com cornagem. 
TIRAGEM = Aumento da retração dos espaços intercostais. 
SOLUÇO = Contrações espasmódicas do diafragma, 
concomitantes com o fechamento da glote, acompanhadas de um 
ruído rouco. 
PAL PI T AÇ ÕES = Percepção incômoda dos batimentos 
cardíacos. 
CIANOSE = Coloração azulada da pele. 
EDEMA = Acúmulo anormal de líquido no espaço intersticial 
devido ao desequilíbrio entre pressãohidrostática e osmótica. 
ODINOFAGIA = Dor retroesternal durante a deglutição. 
PI R OSE = Sensação de queimação retroesternal. 
REGURGITAÇÃO = Volta à cavidade bucal de alimento ou de 
secreções contidas no esôfago ou no estômago. 
ERUCTAÇÃO = Expulsão ruidosa de ar, gases ou ácido do estômago 
(Arroto). 
HEMATÊMESE = Vômito de sangue. 
T AQU IC AR DI A = Aumento da frequência cardíaca. 
BRADICARDIA = Diminuição da frequência cardíaca. 
 
ABDOME 
N ÁU SEAS = Desconforto gástrico, acompanhado de impulso para 
vomitar. 
VÔMI T OS = Expulsão ativa do conteúdo gástrico ou da porção 
inicial do intestino pela boca. 
DISPEPSIA = Conjunto de sintomas constituído de desconforto 
epigástrico, empanzinamento, sensação de distensão por gases, 
náuseas, intolerância a determinados alimentos. 
DIARREIA = Aumento do número de evacuações e/ou a presença 
de fezes amolecidas. 
DISENTERIA = Infecção do intestino grosso que causa dores 
abdominais, ulceração das mucosas, tenesmo e diarreia. 
ESTEATORREIA = Aumento da quantidade de gorduras excretadas 
nas fezes. 
MEL EN A = Hemorragia digestiva. Aspecto "em borra de café". 
ENTERORRAGIA = Hemorragia digestiva com aspecto sangue vivo. 
DI ST EN SÃO AB DOMIN AL = Sensação de gases no abdome. 
FLATULÊNCIA = liberação de gases. 
I CT ERÍ CI A = Coloração amarelada de pele e mucosas devido ao 
acúmulo de bilirrubina no organismo. 
 
SISTEMA GÊNITO-URINÁRIO 
OLIGÚRIA = Diminuição da quantidade de urina. 
AN ÚR IA = Ausência de excreção urinária. 
POL IÚ RI A = Aumento do volume urinário em 24 horas. 
DI SÚRI A = Micção difícil e dolorosa. 
N OC TÚR I A = Micção frequente à noite. 
POLACIÚRIA = Aumento da frequência miccional, com pequena 
eliminação de urina. 
H EMATÚ RI A = Presença de sangue na urina. 
HEMOGLOBINÚRIA = Presença de hemoglobina na urina. 
VARICOCELE = Dilatação anormal das veias testiculares. 
PRIAPISMO = Ereção persistente, dolorosa, sem desejo sexual. 
HEMOSPERRNIA = Sangue no esperma. 
EJACULAÇÃO PRECOCE = É definida como a incapacidade de 
controlar o processo de ejaculação. 
ANORGASMIA = É a incapacidade de chegar ao orgasmo durante o 
coito. 
P1/UC1 – UNIT – ALAGOAS 
POL I MEN ORR EI A = Menstruação ocorre com intervalos 
menores que 21 dias. 
OL I GOMEN ORR EI A = Menstruação ocorre com intervalos 
maiores que 35 dias. 
AMEN ORR EI A = Falta de menstruação por um período de tempo 
maior do que três ciclos prévios. 
HIPERMENORREIA =menstruação dura mais de 8 dias. 
HIPOMENORREIA = Quando a menstruação dura menos de 2 dias. 
MENORRAGIA= Há excessiva perda de sangue durante o fluxo 
menstrual. 
METRORRAGIA = Hemorragia com sangramento não cíclico, 
inexistindo, portanto, ritmo ou periodicidade. 
DI SMEN OR R EI A = é um conjunto de sintomas que podem 
acompanhar a menstruação (cólica menstrual) 
CÓLICAS = Violenta contração da musculatura da parede de certas 
vísceras do organismo, provocando dor intermitente e agudo no 
abdome. 
DI SPAR EU NI A = Dor no ato sexual. 
FRIGIDEZ = Falta de desejo sexual nas mulheres. 
 
SISTEMA HEMOLINFOPOIÉTICO 
PET ÉQ UI AS = Pequena hemorragia, do tamanho da cabeça de 
alfinete. 
EQ U I MOSES = Pequeno derrame sanguíneo debaixo da pele. 
HEMATOMAS = Acúmulo de sangue tecidual com presença de 
sangue extravasado e coágulos em alguma atividade. 
ERITEMAS = Vermelhidão cutânea por vasodilatação, que 
desaparece por digito pressão. 
PÁPULAS = Mancha rósea na pele com elevação. 
ESPLENOMEGALIA = Aumento do volume do baço. 
HEPATOMEGALIA = Aumento do volume do fígado. 
PAL I DEZ = falta de sangue em determinada área corporal, 
causando descoramento local. 
H EMORR AGI A 
SISTEMAS OSTEOARTICULARES, CARDIORRESPIRATÓRIOS, 
GASTROINTESTINAIS, GENITOURINÁRIOS E NEUROLÓGICOS. 
 
 
SISTEMA ENDÓCRINO 
Alterações no desenvolvimento físico e sexual, pele seca, queda 
de cabelo, unhas quebradiças. 
NANISMO 
GIGANTISMO 
B ÓC I O = aumento da glândula tireóide, formando um nódulo no 
pescoço 
GAL ACT ORR EI A = Secreção excessiva de leite. 
GINECOMASTIA = Crescimento das glândulas mamárias nos 
homens. 
HIRSUTISMO = Desenvolvimento anormal dos pelos na mulher, 
com padrão masculino de distribuição e volume. 
VIRILISMO = Desenvolvimento de caracteres sexuais secundários 
masculinos na mulher. 
 
SISTEMA ÓSTEO-MUSCULAR 
DOR 
MI AL GI A = dor no músculo 
DEFORMIDADE 
SINAIS INFLAMATÓRIOS ARTICULARES 
EDEMA 
RIGIDEZ 
FR AQU EZ A MU SCUL A R 
C ÂIB R AS 
ESPASMOS MU SC UL AR ES 
ALTERAÇÃO NA COLORAÇÃO E TEMPERATURA 
SENSIBILIDADE DAS EXTREMIDADES 
 
 
SISTEMA NEURO-PSÍQUICO 
APATIA = Estado de indiferença, em que o indivíduo não responde 
aos estímulos da vida emocional, social ou física. Falta de 
interesse ou desejos. 
C ON VUL SÕES = Condição decorrente de descargas elétricas 
anormais no cérebro que produzem alterações fisiológicas. 
AMN ÉSI A = Perda da memória, transitória ou permanente. 
PARESIAS = Paralisia de nervo ou músculo que não perdeu 
inteiramente a sensibilidade e o movimento. 
PARALISIAS = Incapacidade de realização do movimento 
voluntário. 
PARESTESIAS = Dormência, formigamento. 
ANESTESIAS = Perda sensitiva total. 
HIPOESTESIA = Diminuição da sensibilidade tátil. 
HIPERESTESIA = Aumento da sensibilidade. 
DISBASIA = Distúrbios da marcha. 
SON O 
VER TI GEM = Sensação de estar girando em tomo dos objetos 
SÍ NC OPE/LI POT Í MI A = perda temporária da consciência 
provocada por uma diminuição do fluxo sanguíneo cerebral 
(desmaio) 
 
OBS: QUASE TODOS OS SISTEMAS POSSUEM DOR COMO 
SINTOMA.

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