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Reintegração_social_de_pessoas_privadas_de_liberdade_Artigo_1

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GESTÃO EM SEGURANÇA PÚBLICA
CLERISTON MOTA DE ROCHA
Reintegração social de pessoas privadas de liberdade
CLERISTON MOTA DE ROCHA
Reintegração social de pessoas privadas de liberdade
Artigo apresentado como requisito para
conclusão do curso de Gestão em Segurança
Pública da Faculdade SVT
Orientador: Prof. Esp. João Bispo Serejo Filho
CLERISTON MOTA DE ROCHA
Reintegração social de pessoas privadas de liberdade
Artigo apresentado como requisito para
conclusão do curso de Gestão em Segurança
Pública da Faculdade SVT
São Luís-MA,_____de_____________de________
Banca Examinadora
_____________________________________________________
Prof. João Bispo Serejo Filho
Orientador
_____________________________________________________
Prof.(a) Nome completo
Examinador
_____________________________________________________
Prof.(a) Nome completo
Examinador
Sumário
1. INTRODUÇÃO……………………………………………………1
2. A FAMÍLIA………………………………………………………...2
3. SAÚDE MENTAL…………………………………………………7
4. PROGRAMAS DE EDUCAÇÃO E CAPACITAÇÃO
PROFISSIONAL………………………………………………….12
5. CONCLUSÃO…………………………………………………….21
6. REFERÊNCIAS…………………………………………………..23
Reintegração social de pessoas privadas de liberdade
Cleriston Mota da Rocha
Prof. Esp. João Bispo Serejo Filho
Resumo
Este artigo científico aborda temas-chave na reinserção social de
pessoas privadas de liberdade, explorando três pilares fundamentais:
programas educativos e de formação profissional, apoio psicossocial e
saúde mental, e apoio à ressocialização destas pessoas. A
complexidade deste desafio requer uma compreensão profunda e
abrangente que reconheça que a reintegração não se trata apenas de
não reincidir, mas também da reintegração produtiva dos indivíduos na
sociedade. A teoria do capital humano enfatiza a importância do
investimento na educação para melhorar a empregabilidade e é a base
para explorar programas educacionais em ambientes prisionais. Estes
programas não só proporcionam competências práticas, mas também
mudam a perspectiva de vida dos reclusos. A saúde mental é
considerada um componente importante da reintegração na sociedade,
e devem ser implementados programas que abordem os desafios
psicossociais enfrentados durante o encarceramento. Sem contar que a
família é o pilar básico para a adaptação de uma pessoa à sociedade.
Ao explorar a teoria subjacente, estudos de caso e implicações práticas,
este artigo contribui para uma compreensão mais abrangente da
reintegração e para uma discussão crítica do seu papel na construção
de mais sociedade. Comunidades justas e inclusivas.
Palavras-chave: Reintegração social; Sociedade; Saúde; Educação
Abstract:
This scientific article addresses the crucial theme of the social
reintegration of people deprived of liberty, exploring three fundamental
pillars: education and professional training programs, psychosocial
support and mental health, and support for the resocialization of these
people. The complexity of this challenge demands a deep and
comprehensive understanding, recognizing that reintegration is not
merely the absence of recidivism, but rather the productive
reintroduction of individuals into society. Human capital theory,
highlighting the importance of investing in education to increase
employability, serves as a basis for exploring educational programs in
the prison environment. These programs not only provide practical skills
but also transform inmates' outlook on life. Mental health is considered a
vital component of reintegration, and it is essential to implement
programs that address the psychosocial challenges faced during
incarceration. Not to mention that the family is a fundamental pillar for
that person's adaptation in society. By exploring fundamental theories,
case studies and practical implications, this article contributes to a more
comprehensive understanding of social reintegration, fostering a critical
discussion about its role in building more just and inclusive communities.
Key-words: Social reintegration; Society; Health; Education
1
Introdução
A reintegração das pessoas privadas de liberdade na sociedade
tornou-se uma tarefa vital para os sistemas de justiça contemporâneos,
exigindo uma abordagem abrangente e multifacetada para quebrar o
ciclo de reincidência e contribuir para a construção de comunidades
mais justas e resilientes. Este artigo pretende explorar três pilares
fundamentais no contexto da reintegração: programas educativos e de
formação profissional, apoio psicossocial e de saúde mental e apoio
familiar. Ao considerar a complexidade do desafio, é importante
compreender que a reintegração não se trata apenas de não ofender,
mas também da reintegração produtiva e saudável de um indivíduo na
sociedade. Do ponto de vista da teoria do capital humano, os programas
educativos nas instituições prisionais são cruciais, não só
proporcionando competências práticas, mas também mudando a
perspectiva de vida dos reclusos. Por sua vez, a saúde mental está
indissociavelmente ligada à reintegração na sociedade, pelo que é
fundamental implementar programas que abordam os desafios
psicossociais enfrentados durante o encarceramento. Além disso, as
parcerias familiares surgiram como um elemento-chave no apoio a estes
indivíduos. Neste contexto, exploraremos cada tópico, analisando a
teoria subjacente, estudos de casos exemplares e implicações práticas
para a reintegração eficaz de pessoas privadas de liberdade na
sociedade. Ao fazê-lo, procuramos contribuir para uma compreensão
mais completa e informada da dinâmica de transição destes indivíduos
para a sociedade, promovendo a discussão crítica sobre o importante
2
papel que a reintegração desempenha na construção de comunidades
mais justas e inclusivas.
A FAMÍLIA
A teoria dos sistemas familiares enfatiza a interconexão entre os
membros da família e sua influência mútua na dinâmica familiar. No
contexto prisional, a teoria da privação de liberdade sugere que a
ausência do recluso pode colocar desafios significativos à coesão
familiar. Além disso, a teoria do capital social sugere que as redes de
apoio familiar podem ser uma fonte valiosa de recursos sociais e facilitar
a reintegração dos indivíduos na sociedade. Bowen disse: "Temos
menos autonomia em nossas vidas emocionais do que pensamos. A
maioria de nós é mais dependente e receptiva aos outros do que
pensamos. A família é uma rede multigeracional de relacionamentos
que molda a personalidade e a interação entre a proximidade.
A presença e o apoio da família durante a detenção são essenciais para
manter os vínculos afetivos e fornecer apoio emocional. Os programas
que promovem a comunicação entre os reclusos e as suas famílias, tais
como visitas regulares e cartas, demonstraram contribuir
significativamente para o bem-estar psicológico dos reclusos. Além do
apoio emocional, a família pode ser um factor chave na reintegração
económica. Os programas de reintegração que envolvem as famílias na
procura de oportunidades de emprego e na obtenção de formação
profissional estão a apresentar resultados encorajadores. A segurança
financeira proporcionada pelo emprego após a libertação não só
3
promove a autonomia individual, mas também fortalece os laços
familiares.
A família é o principal instrumento de reabilitação dos reclusos e
desempenha um papel insubstituível na sua reinserção na sociedade.
Ao compreender a importância das famílias como fonte de apoio
emocional, social e económico, os sistemas prisionais podem
desenvolver estratégias mais eficazes para envolver as famílias no
processo de reabilitação. Ao reconhecer e reforçar o papel das famílias
não só como beneficiárias dos libertados, mas também como parceiros
ativos no processo de reintegração, podemos não só aumentar as
possibilidades de uma reintegração bem sucedida, mas também
contribuir para a construção de comunidades mais unidas.
A estrutura familiar desempenha um papel crucial no desenvolvimento e
na manutençãodo bem-estar dos indivíduos. Quando se trata de
pessoas presas, a família pode ser ainda mais significativa, atuando
como um ponto de apoio essencial para enfrentar os desafios do
encarceramento e um alicerce para a reintegração social após a
liberação. Este artigo aborda a importância da família na vida da pessoa
presa e como essa relação pode influenciar positivamente o processo
de retorno à sociedade.
O encarceramento é um período de grandes dificuldades para o preso,
marcado pelo isolamento, pela estigmatização e pela ruptura das
relações sociais. A família, neste contexto, emerge como um dos
poucos laços estáveis que o indivíduo pode manter, servindo como um
canal de comunicação com o mundo exterior e um lembrete de sua
identidade fora das grades. A presença familiar pode atenuar o impacto
4
psicológico da prisão, proporcionando suporte emocional e ajudando a
manter a saúde mental do preso.
Além do suporte emocional, a família também pode desempenhar um
papel ativo na preparação para a reintegração social do preso. Através
do contato regular, seja por visitas, cartas ou ligações, os laços
familiares são fortalecidos, o que pode ser decisivo para a reconstrução
da vida após o cumprimento da pena. A reintegração social é um
processo complexo que envolve a readaptação à sociedade e a
reconquista de um lugar na comunidade. A família pode ser um fator de
motivação para o preso buscar mudanças e aderir a programas de
reabilitação.
A presença de uma rede de apoio familiar é associada a taxas mais
baixas de reincidência. Isso se deve ao fato de que o preso que possui
uma família envolvida e preocupada tem mais oportunidades de
encontrar emprego, moradia e apoio social após a libertação. A família
pode auxiliar na criação de um ambiente propício para a mudança de
comportamento, oferecendo um espaço de aceitação e compreensão,
elementos fundamentais para a superação das adversidades
enfrentadas por aqueles que estiveram privados de liberdade.
Contudo, é importante mencionar que nem todas as famílias estão
preparadas ou são capazes de oferecer o suporte necessário para a
reintegração social do preso. Muitas vezes, as próprias famílias são
marcadas por conflitos, violência ou desestruturação, o que pode
dificultar esse papel. Nesses casos, é fundamental que o Estado e
organizações da sociedade civil ofereçam programas de apoio que
possam auxiliar tanto o preso quanto a família nesse processo.
5
Programas de assistência à família do preso são essenciais para
orientar os familiares sobre como lidar com as dificuldades do
encarceramento e prepará-los para a futura reintegração do ente. Esses
programas podem incluir aconselhamento, grupos de apoio, assistência
jurídica e social, além de atividades que promovam a manutenção dos
laços familiares durante o período de reclusão.
Em suma, a família tem um papel insubstituível na vida da pessoa presa
e na sua reintegração social. Através do suporte afetivo, material e
motivacional, a família pode ser o diferencial que possibilita a retomada
de uma vida digna e produtiva. É imprescindível que a sociedade
reconheça a importância desse vínculo e que políticas públicas sejam
implementadas para fortalecer e apoiar as famílias nesse processo
desafiador, mas fundamental para a construção de uma sociedade mais
justa e inclusiva.
Quando familiares demonstram apoio e incentivo aos parentes
encarcerados, eles podem ser motivados a concluir todo o processo de
recuperação corretamente dentro do prazo previsto. Quando membros
da família decepcionam uma pessoa encarcerada, estigmatizando sem
dar a devida ajuda e cuidados necessários, acaba acontecendo
complicações e a isenção de responsabilidade tornam-se mais
frequentes. Permitir que os prisioneiros experimentem uma variedade
de sensações. Por exemplo, a culpa, o desprezo e a resistência deixam
você sem motivação e sem razão para continuar a existir. Como
mencionado anteriormente, a mistura de sentimentos que ocorre em um
indivíduo mexe com suas emoções, portanto é necessário que ele
aprenda a cuidar adequadamente de todas elas. É imprescindível que
6
seja fornecido aos sujeitos encarcerados informações completas
equilíbrio para prepará-lo com o conhecimento necessário para retornar
à sua vida social.
Numa sociedade verdadeiramente reabilitadora, reconhecer e fortalecer
as relações familiares dos reclusos não só humaniza o sistema penal,
mas também serve como uma ponte importante entre a punição e a
reintegração. Os familiares encarcerados não são apenas uma ligação
emocional, mas também uma parte importante da reconstrução pessoal,
proporcionando apoio, amor e estabilidade que são elementos
fundamentais de mudança e reintegração.
Chalita (2004) destaca que qualquer esforço educacional significativo
implementado nas prisões para beneficiar a recuperação dos detentos
depende da participação da família. Quando se trata de educação
prisional, é essencial considerar todos os aspectos da vida do indivíduo,
como seus sonhos, comportamento, relações, profissões, política,
saúde, religião, família, escola, ou seja, tudo o que é comum à
sociedade. Há educadores e pesquisadores preocupados com o estado
da educação nas prisões brasileiras. Chalita (2004) nos leva a refletir
sobre as instituições, especialmente a família, ao afirmar que "por
melhor que seja uma escola, por mais bem preparados que estejam
seus professores, nunca vai suprir a carência deixada por uma família
ausente"
A reintegração social do preso é um processo que exige esforços
conjuntos do indivíduo, da família, do Estado e da sociedade. É um
caminho que deve ser pavimentado com políticas públicas eficazes,
programas de reabilitação e uma rede de apoio que inclua a
7
participação ativa da família. O envolvimento familiar, quando possível e
saudável, é um dos pilares para a construção de uma trajetória de vida
pós-prisão mais estável e menos suscetível a retornos ao sistema
prisional.
Se tivermos em mente as razões inicialmente identificadas para taxas
mais elevadas de doenças mentais nas populações prisionais, podemos
facilmente concluir que a experiência de privação de liberdade numa
escala menor em comparação com a prisão seria um grande passo em
frente na abordagem das questões acima referidas para um sistema
mais tradicional. Se a superlotação e o isolamento são as causas
profundas dos transtornos mentais em ambientes prisionais, então a
solução para o problema é substituir as grandes prisões que estão
superlotadas e profundamente isoladas da comunidade por espaços
que tendem a ser menores, com alojamento na comunidade local onde
os presos poderiam cumprir suas penas.
A pequena dimensão permite um acompanhamento personalizado de
cada recluso e das suas necessidades educativas, vocacionais e
terapêuticas. A prevenção ou tratamento de perturbações de saúde
mental requer um apoio personalizado, o que a atual superlotação do
sistema prisional não permite. Por sua vez, a integração na comunidade
local, garantindo a satisfação das necessidades de segurança, também
reduzirá a solidão e o estigma associado aos reclusos.
SAÚDE MENTAL
A saúde mental desempenha um papel crucial na reintegração de
indivíduos após o encarceramento. A experiência prisional
8
frequentemente exacerbada por problemas de saúde mental destaca a
necessidade de abordagens integradas para garantir uma reintegração
bem-sucedida.
A abordagem biopsicossocial, proposta por Engel, destaca a interação
entre fatores biológicos, psicológicos e sociais na saúde mental .A
proposta do modelo biopsicossocial é oferecer assistência ao paciente
de uma forma holística e não apenas se concentrar no tratamento da
doença. Isso envolve uma troca de palavras no vocabulário médico: em
vez de “tratar uma doença”, deve-se “cuidar de alguém” No contexto
prisional, a teoria da institucionalização destaca como o ambiente
carcerário pode afetar negativamente a saúde mental dos detentos,
tornandoa transição para a sociedade ainda mais desafiadora.
Programas de apoio psicossocial durante o encarceramento e após a
liberação são essenciais. Modelos baseados em terapia
cognitivo-comportamental demonstraram ser eficazes na redução de
recaídas. Além disso, iniciativas que visam a reintegração, como o
Projeto Alfa no Brasil, incluem abordagens terapêuticas para promover a
saúde mental e a reintegração positiva.
Como a privação à liberdade tem sido compreendida, o quanto os
efeitos de reeducação e reinserção social, é que se faz necessário
debater sobre tal proposição que vem se tornando cada vez mais
desafiadora, principalmente aos estudiosos da saúde mental.
9
Privar o indivíduo de liberdade é como torná-lo invisível, apartado,
ignorado. Sabemos que a realidade carcerária do nosso país se
caracteriza pela superlotação e pela ineficiência no que tange à
reeducação e reinserção psicossocial. Falar do sistema prisional sem se
preocupar com a saúde mental é preocupante e logo, nos vêm à
lembrança os antigos manicômios, para onde todos os indivíduos vistos
como “diferentes” eram levados, para lá serem esquecidos.
Afastar-se ou ter dificuldade nas relações funcionais com o mundo, a
nível social, familiar,laboral, pode ser um indício de doença mental, que
mesmo não apresentando uma causa específica, pode ter como
agravantes fatores biológicos, psicológicos ou sócio culturais. Portanto,
o acesso à avaliação e tratamento psiquiátrico é necessário para
indivíduos que estão cada vez mais encarcerados porque são
frequentemente presos e condenados por crimes cometidos devido a
doenças mentais e porque se sentem desamparados num sistema de
políticas públicas que é incapaz de se auto-regular. Diante dos
transtornos mentais mais graves
Fornecer acesso a serviços de saúde mental de qualidade não só
melhora o bem-estar individual, mas também é necessário para
construir comunidades mais saudáveis e seguras. Os cuidados de
saúde mental são uma componente crítica para uma reintegração social
bem sucedida.
Stuart Grassian, psiquiatra conhecido por seu trabalho sobre os efeitos
psicológicos da prisão, salienta que o ambiente carcerário, muitas
vezes, exacerba as questões de saúde mental dos detentos,
destacando a necessidade crítica de abordagens humanizadas e de
10
suporte psicológico para promover a reintegração e mitigar os impactos
adversos na saúde mental dos indivíduos sob custódia. O mesmo
também afirma que a prisão pode acabar afetando psicologicamente o
preso:
O isolamento social, associado ao confinamento extremo
são nocivos para o funcionamento da mente. O dano causado
por tal confinamento pode resultar em prolongada ou permanente
deficiência psiquiátrica, incluindo limitações que
podem comprometer seriamente a capacidade do
detento de se reintegrar à comunidade após ser solto da prisão.
Lei nº 10.216, de 6 de abril de 2001, conhecida como Lei Paulo Delgado
Um marco na legislação de saúde mental brasileira. Esta lei fornece
proteção e determina os direitos das pessoas com deficiência mental e
seu tratamento. A saúde mental precisa ser feita de forma
independente, em um ambiente comunitário, a qualquer momento. O
artigo 2º da referida lei menciona vários direitos das pessoas, incluindo:
doença mental.
Art. 2o Nos atendimentos em saúde mental, de qualquer natureza, a
pessoa e seus familiares ou responsáveis serão formalmente cientificados
dos direitos enumerados no parágrafo único deste artigo. Parágrafo único.
São direitos da pessoa portadora de transtorno mental: I - ter acesso ao
melhor tratamento do sistema de saúde, consentâneo às suas
necessidades; II - ser tratada com humanidade e respeito e no interesse
exclusivo de beneficiar sua saúde, visando alcançar sua recuperação pela
inserção na família, no trabalho e na comunidade;(...)
Apesar da existência de leis destinadas a proteger o direito à saúde
mental, a situação nas prisões brasileiras é das pessoas privadas de
liberdade.Ainda muito instável. De acordo com pesquisas recentes, as
condições de hospitalização na prisão pode agravar o transtorno mental
de um preso, aumentando o risco de suicídio e outras formas de
violência
11
Além disso, falta de estrutura, superlotação e falta de profissionais
capacitados são problemas recorrentes no sistema prisional brasileiro.
Assim sendo, é importante destacar que a assistência psiquiátrica no
sistema prisional brasileiro ainda enfrenta muitos desafios. Mas, a
existência de leis que regulamentam a internação psiquiátrica e
garantem o direito à saúde mental, é um passo importante para a
promoção da dignidade e da cidadania dos detentos com transtornos
mentais
Num ambiente prisional, garantir este princípio significa que as pessoas
presas devem ser tratados de forma adequada e respeitosa, inclusive
na área da sua saúde mental. O artigo 196 da Constituição Federal
Brasileira dispõe que: A saúde é um direito de todos e uma obrigação
do país. Isto significa que o país possui a obrigação de garantir o
acesso a cuidados de saúde de qualidade para todos, incluindo pessoas
que estão presas. Além disso, o artigo 5.º da Constituição prevê que
ninguém estará sujeito a tratamento desumano ou degradante. Portanto,
as autoridades têm o dever de garantir condições de vida dignas aos
reclusos, incluindo o acesso à saúde mental. O princípio da dignidade
da pessoa humana também implica que as penas aplicadas aos
infratores não podem ser cruéis ou desumanas. Assim, é excluído o uso
da tortura ou de tratamentos degradantes no contexto prisional.
12
PROGRAMAS DE EDUCAÇÃO E CAPACITAÇÃO PROFISSIONAL
A reintegração social das pessoas privadas de liberdade é uma tarefa
multifacetada que requer uma abordagem holística. Uma das principais
estratégias para promover uma reintegração bem-sucedida é a
implementação de programas de ensino e formação profissional nas
prisões.
Segundo a teoria do capital humano de Gary Becker, investir na
educação melhora as competências do indivíduo, o que aumenta a
produtividade e, consequentemente, a empregabilidade. Becker (2007)
acredita que os investimentos em educação contribuem para o
crescimento econômico, aumentam a renda pessoal e têm efeitos
positivos na saúde e na formação familiar.
É importante que o governo tenha planos para alargar a educação a
todos e que esta educação seja de alta qualidade. Um programa
abrangente de educação prisional deve incluir cursos académicos e
técnicos. Experiências positivas de países como a Noruega, onde a
educação é enfatizada como parte do sistema prisional, mostraram
reduções significativas nas taxas de reincidência. O projeto Educação
para a Liberdade é um projeto brasileiro que demonstra como o ensino
superior nas prisões pode mudar as perspectivas dos presos e
prepará-los para contribuir construtivamente para a sociedade após a
libertação.
13
As pessoas presas, assim como quaisquer outras, têm o direito humano
à educação. No plano internacional, destaca-se a Declaração Universal
dos Direitos Humanos, que, em seu artigo 26, estabelece o direito à
educação, cujo objetivo é o pleno desenvolvimento da pessoa e o
fortalecimento do respeito aos direitos humanos. Entende-se que os
direitos humanos são universais (para todos e todas)
A este respeito, de acordo com Graziano (2005), o direito humano à
educação é classificado de diversas maneiras em direitos económicos,
sociais e culturais. É também reconhecido na esfera civil e política
porque constitui a base para o exercício de outros direitos. Desta forma,
o direito à educação também é chamado de direito abrangente porque
permite e aumenta a segurança de outras pessoas.
No plano normativo nacional, a escolaridade nas prisões faz parte de
uma modalidade de aprendizagem denominada Educação de Jovens e
Adultos (EJA). A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB),
nº 9.394 de 1996, define, em seu artigo 37, essa modalidade como
aquela destinada “a pessoas que não tiveram acessoou continuidade
de estudos no ensino fundamental e médio na idade própria”.
De acordo com o relatório da UNESCO (1993: p. 60), os reclusos são
geralmente jovens, entre os 18 e os 25 anos. A maioria é do sexo
masculino e o número de mulheres nas prisões varia de 2% a 7% da
população carcerária total. Em termos de números e visibilidade, as
mulheres são uma minoria nas prisões. As recomendações do estudo
penitenciário mostram que a necessidade de futuros perfis prisionais de
mulheres presas não deve ser ignorada. Em muitos casos, os desafios
das mulheres são iguais aos dos homens (ambiente, sistemas,
14
superlotação, etc.), mas é necessário ter em conta questões específicas
(situação da criança, gravidez, necessidades emocionais,
competências, etc.). A nível internacional, a educação prisional de alta
qualidade, sensível ao contexto, tem sido considerada uma parte
essencial e importante das medidas de reabilitação prisional. Entre os
estudos que visam esclarecer os contornos do mundo prisional,
destaca-se uma publicação do Instituto de Educação da UNESCO
intitulada “Educação Básica nas Prisões” (1995). Este documento
fornece um quadro global, conceitos e mensagens para corrigir
iniciativas educativas, descrevendo situações prisionais em diferentes
culturas, de acordo com as perspectivas de aprendizagem ao longo da
vida e de direitos humanos.
O Código Penal (nº 7.210/1984) regulamenta a escolaridade no sistema
prisional. O Artigo 17 estipula que o apoio educativo deve incluir a
educação escolar e a formação profissional dos reclusos. O artigo 18
estabelece que o ensino fundamental é obrigatório e integrado ao
sistema escolar federal. E o artigo 21.º estabelece que cada
departamento penitenciário criará uma biblioteca para todas as
categorias de reclusos, que será dotada de livros educativos,
recreativos e didáticos.
15
A educação é um direito social garantido na Constituição Federal e
fortalecido no direito internacional. Contudo, para a população
encarcerada, esses direitos não parecem ser reconhecidos na mesma
medida. Para aqueles que são condenados pelo sistema pelo facto de
um segmento da população pobre ser privado de todos os direitos,
incluindo o direito a uma educação de qualidade, esta realidade torna-se
ainda mais visível e pior (invisível ou natural). Lei criminal. No Brasil, a
prestação de serviços educacionais é inexistente, inadequada ou
altamente incerta em muitos centros de detenção. Isto, combinado com
sistemas disciplinares e legais, impede ou até dificulta a participação
dos reclusos no processo educativo.
A educação desempenha um papel importante na reabilitação e muitos
reclusos têm baixos níveis de escolaridade. A maioria não adquire
habilidades básicas de leitura e escrita. Os programas e projectos
educativos nas prisões são importantes para promover o bem-estar dos
reclusos, uma vez que estes baixos níveis de educação podem ter
impacto nas suas vidas e contribuir para o comportamento criminoso.
valor Programas e projetos educacionais devem ser desenvolvidos nas
prisões para ajudar os estudantes a aumentar a conscientização e a
construir a auto-estima. Isso ocorre porque um indivíduo que nasce
pobre e não tem acesso à educação ou a qualquer tipo de educação
satisfatória não pode agir com sabedoria em suas ações.
16
Contudo, a educação pode ser considerada um caminho promissor para
a reinserção social das pessoas condenadas à prisão. Mas acima de
tudo, é um direito humano universal que deve ser garantido a todos,
independentemente do estatuto. É um direito que promove ainda mais o
gozo de outros direitos, como o emprego, a saúde e os direitos de
participação cívica. A expansão dos serviços educativos para grupos
historicamente marginalizados, como os desfavorecidos, é, portanto,
uma parte importante da luta para fazer valer os direitos humanos
universais.
O sistema prisional deve se preocupar principalmente com o
desenvolvimento das capacidades críticas e criativas dos alunos e
requer uma educação que permita aos alunos reconhecer as escolhas
que lhes são disponibilizadas nas suas próprias vidas e nos seus grupos
sociais e a importância dessas escolhas. Isto só pode ser alcançado
através de atividades de sensibilização que possam preparar os alunos
para assumirem o compromisso de mudar a sua própria história.
Como já mencionado, dentre as diversas medidas adotadas como
meios eficazes de reintegração, uma das medidas mais adotadas para
repressão ao crime é a trabalhista. Esta é uma forma de preparar os
presos e torná-los elegíveis para retornar ao mercado de trabalho. Os
artigos 28, 29 e 30 da LEP estabelece que o trabalho dos presos, como
obrigação social e condição de dignidade humana, tem finalidade
educativa e produtiva.
17
Art. 28. O trabalho do condenado, como dever social e condição de
dignidade humana, terá finalidade educativa e produtiva.
§ 1º Aplicam-se à organização e aos métodos de trabalho as
precauções relativas à segurança e à higiene.
§ 2º O trabalho do preso não está sujeito ao regime da Consolidação
das Leis do Trabalho.
Art. 29. O trabalho do preso será remunerado, mediante prévia tabela,
não podendo ser inferior a 3/4 (três quartos) do salário mínimo.
§ 1° O produto da remuneração pelo trabalho deverá atender:
a) à indenização dos danos causados pelo crime, desde que
determinados judicialmente e não reparados por outros meios;
b) à assistência à família;
c) a pequenas despesas pessoais;
d) ao ressarcimento ao Estado das despesas realizadas com a
manutenção do condenado, em proporção a ser fixada e sem prejuízo
da destinação prevista nas letras anteriores.
§ 2º Ressalvadas outras aplicações legais, será depositada a parte
restante para constituição do pecúlio, em Caderneta de Poupança, que
será entregue ao condenado quando posto em liberdade.
Art. 30. As tarefas executadas como prestação de serviço à comunidade
não serão remuneradas. (BRASIL, 1988).
O trabalho do preso não é uma medida criada para gerar algo que
possa dificultar a sua pena nem vir a prejudicar o condenado, mas sim
possui como objetivo a reinserção do mesmo à sociedade, o preparando
18
para uma profissão que possa vir a contribuir para a formação da sua
personalidade, e além disso, do ponto de vista econômico, permitir ao
detento dispor de algum dinheiro, sendo também uma forma de usar o
tempo ocioso disponível para que ele cresça não apenas como pessoa,
mas também profissionalmente. O preso é um cidadão como qualquer
outro que nunca cometeu nenhum crime, embora tenha perdido
provisoriamente alguns de seus direitos, ele deve apenas pagar pelo
erro cometido preparando-se para ter melhores condições e não voltar a
delinquir, a falta de mecanismos acaba por contribuir para a ocorrência
de atitudes criminosas.
O trabalho é uma forma de mostrar para a sociedade que o preso pode
mudar, porém para isso precisa ser estimulado, além de um melhor
aproveitamento do tempo ocioso o trabalho pode ser uma maneira de
cortar gastos do poder público, pois o próprio apenado pode vir a
desenvolver atividades dentro da unidade prisional a fim de evitar
serviços terceirizados, sendo essa uma solução para os gastos em
excesso de presidiários.
O Estado é o responsável por manter os estabelecimentos prisionais,
no entanto este não possui condições de proporcionar e de
supervisionar a atividade dos detentos, cabe ressaltar que quando estas
são oferecidas, possui pouca aceitação ou não são adequadas às
exigências do mercado de trabalho, acabando por não requalificar o
detento com a mão de obra apta a retornar e a concorrer a uma vaga no
mercado de trabalho devido a qualificação exigida e competitividade.
19
Uma vez que a ideia principal de proporcionar trabalho aos reclusos visa
proporcionar melhores métodos de interação entre os reclusos, implica
a possibilidade de proporcionar gradualmente condições para que os
reclusos percebam que podem e irão parar o seu comportamento davida social. Os presos são compostos em sua maioria por trabalhadores
ociosos, trabalhadores que precisam de políticas que atendam às suas
necessidades básicas, não apenas suas famílias, mas também
trabalhadores que precisam de extrema instabilidade existencial neste
período, prisões e espaços onde possam redescobrir seu próprio
potencial. Um espaço onde as pessoas possam receber educação junto
com trabalho. (MIRABETE, 1997, p. 99).
O trabalho não é um benefício do preso, mas um direito humano
baseado no cumprimento das condições sanitárias mínimas e nas
restrições do preso. É necessário aumentar a sensibilização do público
para que este compreenda que os indivíduos devem ser processados e
as sanções impostas pelos juízes devem ser cumpridas.
A Constituição Federal Brasileira estipula a responsabilidade do Estado
para com todos os cidadãos, e para garantir seus direitos e deveres
fundamentais, todos os direitos e deveres devem ser estendidos aos
presos, de modo a não infringir os direitos que conquistaram como
cidadãos. Os reclusos devem proteger os seus direitos e receber
integração social na área prisional.
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Fala-se muito em reeducação e ressocialização, mas muitas vezes
trata-se de pessoas sem educação ou socialização e, como já
mencionado, a maioria dos presos são excluídos. São pessoas pobres
que não têm oportunidades na sociedade e nem dignidade de vida, não
só quando são presos, mas também ao longo da vida, por isso acabam
caindo no mundo do crime.
A sociedade como um todo deve acreditar no potencial de reabilitação
destes graduados, trabalhando com o Estado para reintegrá-los no
mercado de trabalho e, além disso, acolhê-los no meio social para que o
ciclo vicioso seja quebrado.
Considerando a violência, a indiferença e a crueldade para com os
presos no Brasil, que demonstram reiterados atos desumanos em nosso
país, é comum pensar que os criminosos têm uma personalidade
diferente dos demais cidadãos, como se não se enquadrassem na
sociedade.
Os programas, leis e projetos só podem alcançar resultados eficazes se
forem adequadamente adaptados no ambiente social e se as
comunidades aderirem aos mesmos objetivos e ideais comuns, para
serem eficazes exigem a participação de todos.
É importante lembrar que os graduados também são pessoas. Devemos
lembrar que não importa quantos crimes cometamos, ainda temos a
oportunidade de votar na sociedade, admitir os nossos erros e iniciar um
novo caminho.
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Investir em programas educativos e de capacitação profissional não só
proporciona aos reclusos competências práticas, mas também ajuda a
quebrar o ciclo do crime. Ao proporcionar oportunidades educativas, não
só facilitamos a reintegração dos indivíduos, mas também criamos
sociedades mais justas e resilientes.
CONCLUSÃO
Em resumo, a reintegração social das pessoas privadas de liberdade
requer uma abordagem holística e integrada, tal como se manifesta nos
elementos-chave dos programas educativos, no apoio psicossocial e
nas parcerias estratégicas. Olhando para a teoria do capital humano,
descobrimos que os programas educativos não só proporcionam
competências práticas, mas também contribuem para mudar as
perspectivas de vida dos reclusos, realçando que a educação é uma
ferramenta poderosa para quebrar o ciclo vicioso da reincidência.
Os cuidados de saúde mental baseados na teoria biopsicossocial
tornaram-se um componente importante para uma reintegração
bem-sucedida. O objectivo da implementação de programas que
abordam os desafios psicossociais enfrentados durante o
encarceramento não é apenas reduzir as taxas de reincidência, mas
também promover o bem-estar individual e, como resultado, construir
comunidades mais saudáveis.
22
Além disso, é importante reconhecer o papel da família como fonte de
apoio emocional, social e econômico nesse processo. Os sistemas
prisionais podem desenvolver estratégias mais eficazes para envolver
as famílias no processo de reabilitação, desenvolvendo um papel ativo
neste processo. Bilhete de loteria. Em última análise, o objetivo deste
artigo não é apenas descrever estes pilares, mas também destacar a
necessidade urgente de políticas e práticas que combinem estes
elementos para alcançar uma reintegração mais eficaz e humana e
contribuir para uma sociedade mais justa e inclusiva.
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a biomedicina. Ciência. 1977;196(4286):129-136.
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