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Remedios Constitucionais

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Remédios Constitucionais - I
DIREITO CONSTITUCIONAL
REMÉDIOS CONSTITUCIONAIS I
Os remédios constitucionais estão dentro do art. 5º da CF/88. Existem remédios cons-
titucionais judiciais e remédios constitucionais administrativos. Os remédios constitucionais 
judiciais só existem para entrar no Poder Judiciário, enquanto os remédios constitucionais 
administrativos podem, por exemplo, ser exercidos em uma repartição pública, como em uma 
delegacia de polícia; nos Recursos Humanos do órgão em que o servidor trabalha.
Remédios constitucionais
• Sinônimos: ações constitucionais, garantias constitucionais, writs constitucionais.
• Diferença entre direitos e garantias. O remédio não é um direito, é uma garantia. As 
garantias estão na CF/88 para proteger os direitos, exemplo: o remédios do Habeas 
Corpus protege o direito de ir, vir, permanecer, ou seja, o direito de locomoção; quando 
se trata do Habeas Data, é o direito de informação pessoal que está sendo prote-
gido. As garantias são instrumentos que protegem preservando os direitos previstos 
na Constituição.
Obs.: na prova pode aparecer caráter instrumentário em vez de instrumentos.
Há oito remédios constitucionais:
• Habeas Corpus, Habeas Data, Mandado de Segurança, Mandado de Injunção, Ação 
Popular. São remédios judiciais.
• Direito de petição e direito de certidão. Eles são administrativos e são gratuitos, exem-
plo: Aragonê teve o seu fusca, do ano 78, furtado. Ele foi até a delegacia e registrou um 
boletim de ocorrência; Aragonê teve a sua Ferrari nova furtada. Ele foi até a delegacia 
e registrou ocorrência. Em nenhum dos casos é preciso pagar, porque é um remédio 
constitucional, exercido na esfera administrativa e é de graça para todo mundo.
Nem todos os remédios judiciais estão no art. 5º. Remédios constitucionais judiciais
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Remédios Constitucionais II
DIREITO CONSTITUCIONAL
REMÉDIOS CONSTITUCIONAIS II
Texto constitucional
LXVIII – conceder-se-á habeas corpus sempre que alguém sofrer ou se achar ameaçado de sofrer 
violência ou coação em sua liberdade de locomoção, por ilegalidade ou abuso de poder;
Se já teve violação ao direito de locomoção, cabe habeas corpus. Se está perto de ocor-
rer a violação, cabe o habeas corpus.
O habeas corpus é o primeiro dos remédios Constitucionais no mundo. No resto do mundo 
não existe mandado de segurança, é uma criação brasileira. Os outros remédios constitucio-
nais nasceram a partir do habeas corpus.
Hoje, o habeas corpus é para a liberdade de locomoção, mas nem sempre foi assim. O 
habeas corpus era cabível contra a ilegalidade ou abuso de poder. No mundo, ele tem mais 
de oitocentos anos. Tem um documento histórico que é relevantíssimo para o Direito Cons-
titucional, que é a Magna Carta do rei João Sem Terra, por três momentos: primeiro, trouxe 
o habeas corpus para o mundo; segundo, porque nasceu ali na magna carta, em 1215, na 
Inglaterra, a figura do devido processo legal, que é o princípio mais importante do direito; ter-
ceiro, a magna carta é um exemplo de carta pactuada ou dualista. Quanto a origem, a Cons-
tituição pode ser outorgada, promulgada, pactuada, dualista ou cesarista, que é a bonapar-
tista. Quando é pactuada, é fruto de um pacto, de um acordo; é dualista porque tem duas 
forças: o rei e o parlamento.
Obs.: a Magna Carta do rei João Sem Terra pode ser cobrada em prova.
O Direito Processual Civil, Processual Penal, Processual Trabalhista, Processual Tribu-
tário, tudo parte do devido processo legal, que nasceu junto com o habeas corpus, em 1215.
A primeira Constituição do Brasil é de 1824. O surgimento do HC no Brasil foi com o 
Código Criminal do Império, em 1830. A primeira Constituição brasileira nada tratou a res-
peito do habeas corpus. O habeas corpus só surge no cenário constitucional brasileiro com 
a constituição de 1891, que é a segunda constituição.
Hoje em dia, o habeas corpus é restrito ao direito de locomoção, mas antes era contra a 
ilegalidade ou abuso de poder, de modo genérico, de modo generalizado.
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Remédios Constitucionais II
DIREITO CONSTITUCIONAL
Habeas corpus – partes
Impetrante: qualquer pessoa, natural ou jurídica, brasileiro ou estrangeiro, adolescente, 
criança, maior. Exemplo: a defesa do indivíduo impetrou habeas corpus.
Obs.: Nas audiências de custódia no Distrito Federal, a maior parte é de homens brasilei-
ros, sendo 90% homens e 10% mulheres.
Os estrangeiros podem entrar com habeas corpus se estiverem presos de modo legal 
no país. Brasileiros e estrangeiros podem impetrar habeas corpus, mas sempre é exigido o 
uso do vernáculo (em português). As petições precisam estar assinadas, não se admite o HC 
apócrifo, porque se o habeas corpus não tem assinatura, às vezes, uma pessoa pode entrar 
com HC em nome da outra para denegrir a imagem. Exemplo: entram com um habeas corpus 
para o Aragonê, falando que ele não é pedófilo, que não comete incesto, e que devem trancar 
a ação penal contra ele. Alguém que trabalha na justiça recebe esse habeas corpus e manda 
no grupo de WhatsApp e dissemina no mundo inteiro uma fake news contra o Aragonê. Isso 
ofende a honra dele, traz prejuízos. Se alguém faz esse tipo de coisa com uma pessoa, é 
preciso saber quem impetrou, por isso não se admite o HC apócrifo, porque o habeas corpus 
precisa ser assinado para tentar responsabilizar quem está fazendo algo errado (a ideia é a 
mesma: é assegurada a liberdade de expressão, mas é vedado o anonimato).
HC e HD são gratuitos, se aparecer uma lei exigindo o pagamento de custas, a lei será 
inconstitucional. Porém, o HC é o único remédio que não precisa de advogado. O habeas 
data precisa de advogado. Normalmente, o HC tem advogado para facilitar.
Pode ser impetrante o promotor de justiça, em nome do Ministério Público.
Quem não pode ser impetrante:
• Magistrados no exercício das funções, mas podem conceder de ofício o HC. Delega-
dos de polícia no exercício das funções e não podem conceder de ofício o HC.
O habeas corpus pode ser concedido mediante pedido ou de ofício (sem ninguém pedir). 
É comum de ofício, seja porque ninguém pediu ou porque entraram com o pedido errado. 
Exemplo: o advogado entra pedindo ‘A’. O juiz analisa e vê que o indivíduo não tem direito a 
‘A’, mas tem direito a ‘B’, mas o advogado não pediu. Como a ilegalidade é flagrante, o juiz 
concede habeas corpus de ofício, sem pedido nenhum.
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Remédios Constitucionais III
DIREITO CONSTITUCIONAL
REMÉDIOS CONSTITUCIONAIS III
É possível, no habeas corpus, o trancamento de um inquérito policial, mesmo sem prisão, 
que é o habeas corpus preventivo. Também é possível o trancamento de uma ação penal, 
assim como a absolvição de alguém, mas depende. O trancamento de uma ação penal é uma 
medida excepcional. A absolvição de alguém pode ser buscada? Exemplo: o indivíduo está 
sendo acusado de estupro, mas ele é inocente. Ele foi processado e condenado (6 anos). 
O indivíduo entra com recurso (Apelação) no Tribunal de Justiça, mas o recurso é negado, 
logo, o indivíduo continua condenado. O advogado do indivíduo entra com um habeas corpus 
no STJ pedindo a absolvição do sujeito por insuficiência de provas. Não pode este habeas 
corpus. Existem ações de cognição ampla e de cognição sumária (restrita), é a via estreita do 
writ. Lembrando do exemplo dos candidatos e do médico, que não cabe Mandado de Segu-
rança, porque exige prova meramente documental, a cognição é restrita à prova meramente 
documental. Se fosse uma ação ordinária, a cogniçãoé ampla, por isso os candidatos foram 
orientados para usar o médico em uma ação ordinária, lá tem prova oral, prova documen-
tal, prova pericial, prova testemunhal, tem vários tipos de prova, por isso que é chamada de 
cognição ampla. Os remédios constitucionais não são ações de cognição ampla, são de cog-
nição restrita, sumária, logo, não pode haver dilação probatória, somente prova meramente 
documental e esse é o conceito de direito líquido e certo.
Obs.: o assunto acima pode ser cobrado em prova. No caso do exemplo anterior (indivíduo 
acusado de estupro), não cabe habeas corpus para buscar a absolvição, porque era 
necessária a dilação probatória. O indivíduo foi condenado em uma ação de cognição 
ampla, em que foi produzida prova pericial, prova testemunhal, prova documental, e 
o indivíduo foi condenado. Ele entrou com Apelação (cognição ampla, várias provas 
foram revistas). Para ele ser absolvido por insuficiência de provas, é preciso analisar 
as provas, é preciso fazer uma dilação probatória, que não cabe no habeas corpus.
Em outras circunstâncias, pode haver o habeas corpus para absolver o réu, o que decide 
é: há ou não a necessidade de dilação probatória. Exemplo: um indivíduo tem um trailer de 
cachorro-quente. Este indivíduo teve furtado do seu trailer setecentos gramas de muçarela, 
setecentos gramas de apresuntado e trezentos gramas de salsicha. O sujeito que furtou foi 
condenado em 1ª instância, em 2ª instância e transitou em julgado, condenação definitiva. 
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Remédios Constitucionais IV
DIREITO CONSTITUCIONAL
REMÉDIOS CONSTITUCIONAIS IV
Texto constitucional
Obs.: Habeas Data é pouco cobrado em prova.
LXXII – conceder-se-á Habeas Data:
a) para assegurar o conhecimento de informações relativas à pessoa do impetrante, cons-
tantes de registros ou bancos de dados de entidades governamentais ou de caráter público;
b) para a retificação de dados, quando não se prefira fazê-lo por processo sigiloso, judi-
cial ou administrativo;
Habeas data
• Origem: surgiu com a Constituição Federal de 1988. Tem inspiração no Direito Norte 
Americano.
• Cabimento: proteger informação de caráter pessoal.
– Natureza dúplice: serve para acessar e retificar a informação.
– Autoridades públicas e particulares detentores de bancos de dados de caráter público.
– Antes da Constituição de 1988, houve o período da ditadura. Existia uma agência 
chamada SNI, que foi substituída pela ABIN. O SNI tinha arquivos contra pessoas 
inimigas do Regime. Quando alguém ia até o SNI para saber quais documentos o 
órgão possuía dele, o SNI não fornecia. Hoje, a regra é a publicidade das informa-
ções, exemplo: o governo decretou 100 anos de sigilo sobre a caderneta de vaci-
nação do presidente. A regra é poder acessar as informações. Há a LAI (Lei de 
Acesso à Informação) que garante a informação, mas pode ter sigilo sobre os dados 
sensíveis. Quem escreveu a Constituição de 1988 foi quem sofreu o golpe militar, e 
eles queriam criar uma ferramenta na Constituição que assegurasse ter acesso aos 
dados do Regime. O Habeas Datas foi criado para proteger as pessoas que eram 
perseguidas do Regime. Com a LAI é possível saber quanto um servidor público 
ganha, por exemplo.
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Remédios Constitucionais V
DIREITO CONSTITUCIONAL
REMÉDIOS CONSTITUCIONAIS – V
MANDADO DE SEGURANÇA (MS)
O MS apareceu pela primeira vez na Constituição de 1934. Em 1937, diante de um ato 
ditatorial, foram retirados da Constituição a ação popular e o mandado de segurança. Em 
1946, o MS voltou a aparecer e está presente nas Constituições até hoje.
A regulamentação do MS é feita por meio de lei própria e trata do mandado de segurança 
individual e mandado de segurança coletivo.
Na metade do ano de 2021, dois pontos da lei foram declarados inconstitucionais pelo 
Supremo Tribunal Federal.
Art. 5º. LXIX - conceder-se-á mandado de segurança para proteger direito líquido e certo, 
não amparado por habeas corpus ou habeas data, quando o responsável pela ilegalidade ou 
abuso de poder for autoridade pública ou agente de pessoa jurídica no exercício de atribuições do 
Poder Público;
ATENÇÃO
Cuidado para não taxar:
Habeas Corpus (HC) como o direito de locomoção
Habeas Data (HD) como o direito à informação
Mandado de segurança como direito líquido e certo
É preciso verificar outras características.
O Mandado de segurança protege direito líquido e certo não amparado por habeas corpus 
ou habeas data.
Com isso, habeas corpus e habeas data também protege direito líquido e certo, porém são 
direitos específicos, HC direito de locomoção e HD direito à informação de caráter pessoal.
O mandado de segurança possui natureza residual, pois será cabível diante o não cabi-
mento de HC ou HD.
Obs.: O mandado de segurança é o remédio do concurseiro, pois apresenta muitas situa-
ções que envolvem o concurso público.
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Remédios Constitucionais – VI
DIREITO CONSTITUCIONAL
REMÉDIOS CONSTITUCIONAIS – VI
MANDADO DE INJUNÇÃO (MI)
• Origem
Nasce no Brasil em 1988 e possui inspiração de origem norte-americana, writ of injunc-
tion. MI é regulamentado pela Lei 13.300/2016.
Obs.: O mandado de segurança possui regulamentação de 2009 e a ação popular de 1965.
O mandado de injunção é uma das ferramentas do direito brasileiro no combate às omis-
sões inconstitucionais. A Constituição de 1988 criou mais de uma ferramenta no controle das 
omissões inconstitucionais, mandado de injunção como ferramenta de controle difuso de 
constitucionalidade e a ação direta de inconstitucionalidade por omissão como ferramenta de 
controle concentrado.
Em 2021, o STF abordou que a arguição de preceito fundamental (ADPF) seria mais uma 
ferramenta de controle, desde que não caiba ADO para sanar a omissão, uma forma de con-
trole subsidiária.
O mandado de injunção possui relação com as normas constitucionais de eficácia limi-
tada. As normas de eficácia limitada são normas constitucionais que nascem com aplicabi-
lidade indireta, mediata e depende de complemento legislativo, que vem do legislador ordi-
nário, ou seja, o complemente vem de legislação infraconstitucional. Se o complemento não 
existir e essa ausência/omissão gerar violação ao direito de uma pessoa relativo à nacionali-
dade, à soberania e à cidadania 
Obs.: No mandado de injunção, a omissão é restrita, somente cabendo para discutir omis-
sões relativas à nacionalidade, à soberania e à cidadania. Existem outros tipos de 
omissão, porém não será cabível o MI, para esses casos serão cabíveis a ADO ou 
ADPF. Não haverá mandado de injunção para norma plena ou norma contida.
Caberá o mandado de injunção para completar a norma, diante da falta de norma.
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Remédios Constitucionais – VI
DIREITO CONSTITUCIONAL
Exemplo
A Constituição Federal trata, nos artigos 8º e 9º, o direito de grave dos trabalhadores, 
assegurando o direito de greve aos trabalhadores. Para os servidores, o artigo 37, VII, da 
CF, assegura o direito de greve aos servidores nos termos de lei específica, antes abordava 
a redação nos termos de lei complementar, porém a emenda 19/98 mudou para nos termos 
de lei específica. Lei específica significa lei ordinária, somente podendo tratar de um assunto.
Desde 1988, não houve a preocupação de regulamentar o direito de greve. Com isso, o 
Supremo Tribunal Federal, toda vez que era provocado para regulamentar o direito de greve, 
abordava que não poderia legislar por não ser poder legislativo e somente declarava a mora 
legislativa.
Obs.: A mora legislativa somente servia paramostrar ao responsável (competente) que 
estava faltando a lei. O STF somente declarava a mora porque possuía uma posição 
restritiva em relação aos efeitos da decisão no MI.
• Teorias concretista x não concretista
Até o ano de 2007, subsistia a teoria não concretista, a qual significa que não resolvia o 
caso concreto, somente declarava a mora.
Em 2007, o STF, segundo a teoria concretista, passou a resolver o caso concreto, ou 
seja, apesar de não poder legislar, usa uma lei existente emprestada.
Essa mudança de não concretista para concretista é denominada de mutação constitu-
cional, em que há a mudança na interpretação da norma sem que haja alteração no texto 
constitucional.
Exemplo
Para resolver a greve dos ônibus, será utilizada a lei de greve dos trabalhadores de ser-
viços essenciais, por se tratar de um serviço essencial em que precisa de um percentual 
mínimo para continuar rodando, enquanto precisar para suprir a lacuna do Poder Público, 
até que seja feita a lei.
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Remédios Constitucionais – VI
DIREITO CONSTITUCIONAL
Mandado de injunção
Nacionalidade
Soberania
Cidadania
Diferenças entre o MI e a ADO 
MI ADO
Controle difuso Controle concentrado
Decisão, em regra, inter parts Erga Omnes
Qualquer pessoa Só legitimados do artigo 103, CF
Artigo 103, da CF, 3 pessoas (Presidente, 
Governador e PGR), 3 mesas (Mesa da Câ-
mara, Mesa do Senado e Mesa da Assem-
bleia ou Câmara Legislativa) e 3 entidades 
(Conselho Federal da OAB, Partido Político 
com representação no Congresso Nacio-
nal, Confederação Sindical ou Entidade de 
Classe em âmbito nacional)
Julgamento dependente de quem é omisso
Omissão relativos ao direito de nacionali-
dade, soberania e cidadania Quem julga é o STF
Mandado de injunção individual e mandado 
de injunção coletivo
Omissão mais ampla (qualquer omissão 
que envolva o texto da Constituição)
Exemplo, se o omisso for o Presidente da República, quem julgará MI será o Supremo.
Obs.: MI poderá ser julgado na justiça federal, justiça estadual, justiça militar, STJ, STF, 
dependendo, portanto, de quem é o omisso.
O Supremo Tribunal Federal possui a preocupação de evitar que haja a invasão da com-
petência do poder outro. Com isso, a regulamentação trazida pela lei do mandado de injun-
ção foi muito importante para fixar, em determinadas situações, a teoria concretista interme-
diária, em que seria dado um prazo para a resolução com a regulamentação e, caso não 
fosse regulamentado, o próprio judiciário resolverá.
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Remédios Constitucionais – VI
DIREITO CONSTITUCIONAL
• Competência para julgamento
Dependerá de quem for o omisso.
• Nova lei do MI e as sentenças normativas
A Lei n. 13.300/2016 trouxe uma releitura da chamada sentença normativa, em que há a 
permissão do judiciário legislar no caso concreto.
A decisão proferida no MI, em regra, resolve o caso concreto das pessoas, inter parts. 
Excepcionalmente, a decisão poderá ter eficácia erga omnes ou ultra parts, quando for indis-
pensável ao exercício do direito.
Exemplo
Uma parte da categoria entra com pedido o direito de greve e, se concedido, será con-
cedido a todos da categoria. 
Diante da decisão que reconhece o direito por não ter a lei, se a lei depois for regulamen-
tada, aplicar-se-á a lei se esta for mais favorável (ex tunc), se for menos favorável somente 
será aplicada para frente, ou seja, valerá a decisão judicial até a lei (ex nunc).
MANDADO DE SEGURANÇA COLETIVO
Art. 5º, LXX - o mandado de segurança coletivo pode ser impetrado por:
a) partido político com representação no Congresso Nacional;
b) organização sindical, entidade de classe ou associação legalmente constituída e em funcio-
namento há pelo menos um ano, em defesa dos interesses de seus membros ou associados;
A Constituição Federal somente trata do mandado de segurança coletivo, não abordando 
o mandado de injunção coletivo nem o habeas corpus coletivo.
A CF somente aborda de dois legitimados para o mandadao de segurança coletivo, 
mas a Lei 13.300/2016 menciona outros legitimados para o mandado de injunção coletivo, 
ampliando.
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Remédios Constitucionais – VI
DIREITO CONSTITUCIONAL
Art. 12 da Lei 13.300/16. O mandado de injunção coletivo pode ser promovido:
I – pelo Ministério Público, quando a tutela requerida for especialmente relevante para a defesa 
da ordem jurídica, do regime democrático ou dos interesses sociais ou individuais indisponíveis;
II – por partido político com representação no Congresso Nacional, para assegurar o exercí-
cio de direitos, liberdades e prerrogativas de seus integrantes ou relacionados com a finalidade 
partidária;
III – por organização sindical, entidade de classe ou associação legalmente constituída e em 
funcionamento há pelo menos 1 (um) ano, para assegurar o exercício de direitos, liberdades 
e prerrogativas em favor da totalidade ou de parte de seus membros ou associados, na forma de 
seus estatutos e desde que pertinentes a suas finalidades, dispensada, para tanto, autoriza-
ção especial;
IV – pela Defensoria Pública, quando a tutela requerida for especialmente relevante para a pro-
moção dos direitos humanos e a defesa dos direitos individuais e coletivos dos necessitados, na 
forma do inciso LXXIV do art. 5º da Constituição Federal
Obs.: Caberá mandado de segurança ou mandado de injunção para proteger o direito de 
parte da categoria ou da totalidade dos membros.
ATENÇÃO
Ministério Público não pode entrar com mandado de segurança coletivo, nem a Defensoria.
HC MS MI COLETIVOS
• Cabimento
Mesmas situações do individual.
• Legitimados 
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Remédios Constitucionais – VI
DIREITO CONSTITUCIONAL
MS Coletivo MI Coletivo HC Coletivo
Partido Político com represen-
tação no Congresso Nacional 
(basta um na Câmara ou um 
no Senado)
Partido Político com represen-
tação no Congresso Nacional 
(basta um na Câmara ou um 
no Senado)
Partido Político com represen-
tação no Congresso Nacional 
(basta um na Câmara ou um 
no Senado)
Sindicato, Entidade de Classe 
e associações, estes há pelo 
menos 1 ano
Sindicato, Entidade de Classe 
e associações, estes há pelo 
menos 1 ano
Sindicato, Entidade de Classe 
e associações, estes há pelo 
menos 1 ano
Ministério Público Ministério Público
Defensoria Pública Defensoria Pública
O HC Coletivo possui orientação do STF e STJ e não há lei. Contudo, o STF e STJ abor-
dam que os legitimados do HC coletivo serão os mesmos do MI coletivo, por ser uma lei mais 
recente e atribuir uma legitimação mais ampla.
Obs.: O HC Coletivo não possui os mesmos legitimados da ação civil pública, nem do man-
dado de segurança coletivo, e não estão previstos em lei.
• Associação: representação x substituição processual.
A associação quando representa os associados precisa de autorização expressa de todos 
os associados, já quando substitui prescinde (não precisa) de autorização expressa.
Obs.: A associação precisa ter mais de 1 (um) ano de funcionamento.
Somente acontece a substituição processual em MS e MI coletivos.
Obs.: Se não for MS e MI coletivos, será representação processual.
AÇÃO POPULAR
Art. 5 º, LXXIII - qualquer cidadão é parte legítima para propor ação popular que vise a anular 
ato lesivo ao patrimônio público ou de entidade de que o Estado participe, à moralidade adminis-
trativa, ao meio ambiente e ao patrimônio histórico e cultural, ficando o autor, salvo comprovada 
má-fé, isento de custas judiciais e do ônus da sucumbência; 
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Remédios Constitucionais – VI
DIREITO CONSTITUCIONAL
A ação popular será isenta de custas judiciais e sucumbência, salvo má-fé.
Exemplo
Na época de Copa do Mundo, foi construído um estádio no Distrito Federlal, chamado 
Mané Garrincha, agora chamado Estádio Nacional de Brasília e custou 2 bilhões de reais, con-
tudo, ainda não está pronto. Uma pessoa pode entrar com uma ação popular para questionar.
• Hipóteses de cabimento
Combater ato lesivo e a moralidade administrativ, ao patrimônio público ou de entidade 
de que o Estado participe, ao meio ambiente e ao patrimônio histórico e cultural
• Quem pode ajuizar
O cidadão.
Obs.: Ser cidadão não significa pleno gozo dos direitos políticos, pois não é necessário 
possuir a capacidade eleitoral passiva. Para ser cidadão é preciso que tenha capaci-
dade eleitoral ativa (CEA – voto e alistamento). 
• A situação dos menores de 18 anos
As pessoas entre 16 a 18 anos podem votar se tiver o título, mas não podem ser vota-
das, possuindo, portanto, capacidade eleitoral ativa, consequentemente, poderão entrar com 
ação popular.
A pessoa até 16 anos é absolutamente incapaz e não pode praticar os atos da vida civil 
diretamente. Entre 16 a 18 anos, as pessoas são relativamente incapazes, podem praticar os 
atos da vida civil desde que assistidos pelos pais.
Obs.: Entre 16 a 18 anos, pode votar e pode entrar com ação popular sem estar assistido 
pelos pais, por não se tratar de direito civil. Trata-se de direitos políticos.
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Remédios Constitucionais – VI
DIREITO CONSTITUCIONAL
Exemplo
Entre 16 a 18 anos, as pessoas não precisam dos pais para votar, elas vão sozinha. 
Se vão sozinhas para votar, também vão sozinhas entrar com ação popular (remédio cons-
titucional).
Obs.: Remédio Constitucional é diferente de lei de iniciativa popular (ou iniciativa popular 
de lei) que é uma forma de exercício da democracia. Ação popular é remédio consti-
tucional não sendo forma de exercício direto da democracia.
Quem não pode ajuizar
Não podem ajuizar ação popular: partido político, pessoa jurídica, Ministério Público, 
Defensoria Pública, estrangeiros, Associações, Sindicatos, Organizações da Sociedade Civil, 
por exemplo.
- A problemática envolvendo membros do Ministério Público
A Lei da Ação Popular trata que o cidadão pode entrar com a ação popular, mas se o 
cidadão existir o Mnistério Público poderá prosseguir.
Obs.: A legitimidade não é do Ministério Público e sim do cidadão, mas o MP poderá pros-
seguir em caso de desistência do cidadão.
ATENÇÃO
Exceção
Há julgados mais antigos do Superior Tribunal de Justiça abordando que o MP pode entrar 
com a ação popular, por esta ser próxima da ação civil pública.
Somente marcar que o MP pode ajuizar a ação popular se a questão tratar direcionada-
mente sobre jurisprudência do STJ, segundo jurisprudência do STJ. 
• Competência para julgamento
Qualquer cidadão poderá entrar contra qualquer pessoa, inclusive contra o Presidente, 
Governador, CNJ. Quem julgará será o juiz de 1º grau.
Obs.: Para ação popular, ação civil pública, ação de improbidade administrativa, quem jul-
gará será o juiz de 1º grau. Não se aplica ao presidente a Lei de Improbidade.
EM REGRA, será de competência do 1º grau.
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Remédios Constitucionais – VI
DIREITO CONSTITUCIONAL
ATENÇÃO
EXCEÇÃO
O caso da demarcação da reserva indígena Raposa Serra do Sol (Roraima contra União).
RR x U → STF
CONFLITO FEDERATIVO
U
SEN → AP x PR
O Presidente da República fez o entendimento que a demarcação de reservas indígenas 
não era pra ser junto da reserva e sim em faixa contínua, tirando um pedaço de Roraima. 
Como as terras indígenas pertencem à União, um Senador da Repúbica entrou com ação 
popular contra o Presidente da República por conta da demarcação em faixa contínua.
Diante do embate, o juiz de 1º grau abordou que, por se tratar de estado membro contra 
a União (agricultores da região e índios), conflito federativo, a ação popular seria julgada pelo 
STF, ou seja, o STF possui a competência originária para julgar conflitos federativos.
Obs.: O mesmo raciocínio vale para a transposição das águas do Rio São Francisco, Usi-
nas de Belo Monte, por envolver mais de um estado da federação resultando em 
conflito federativo.
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preparada e ministrada pelo professor Aragonê Nunes Fernandes. 
A presente degravação tem como objetivo auxiliar no acompanhamento e na revisão do conteúdo 
ministrado na videoaula. Não recomendamos a substituição do estudo em vídeo pela leitura exclu-
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Remédios Constitucionais V
DIREITO CONSTITUCIONAL
• Origem
No Brasil, desde 1934.
• Cabimento
Proteger direito líquido e certo.
Natureza residual.
• Conceito de direito líquido e certo
A doutrina conceitua líquido e certo como prova meramente documental pré-constituída. 
Há a necessidade de haver, na hora de impetrar, as provas.
Obs.: O MS somente poderá ter prova documental, não poderá ter outros tipos de prova, 
como testemunhal ou pericial. Não haverá a possibilidade de produção de provas 
(dilação probatória), as provas precisam ser preconstituídas. 
A dilação probatória não é possível no HC, HD, MS, por serem remédios constitucionais 
de cognição restrita.
Exemplo
Quando uma pessoa de nível superior em TI faz concurso para nível médio em TI, mas é 
barrada para tomar posse mediante a justificativa de não ser qualificada, o remédio cabível é 
entrar com mandado de segurança, pois quem pode o mais pode o menos. Sendo, portanto, 
preciso juntar adequadamente os documentos probatórios para a impetração do MS.
O MS do presente exemplo foi negado em primeira instância diante da justificativa de o 
impetrante não ter trazido aos autos comprovação do seu direito líquido e certo, com compro-
vação por prova pré-constituída.
Se o impetrante somente juntar o diploma, não terá o seu objetivo alcançado, pelo docu-
mento não funcionar como prova. Para a presente impetração, será preciso juntar o histórico 
de graduação e o histórico do curso técnico, destacando as matérias existentes e feitas, as 
quais, por se tratar de nível superior, englobarão as de nível médio. 
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Remédios Constitucionais V
DIREITO CONSTITUCIONAL
HIST
SEAD CURSO
TÉC
O diploma prova que o candidato possui nível superior, mas não prova que as qualidades 
que precisam no cargo ele possui.
• Momentos da impetração
O MS pode ser preventivo ou repressivo.
Obs.: Existem habeas corpus preventivo (antes da violação do direito de locomoção )e 
o repressivo (depois da violação do direito de locomoção). Habeas data somente 
pode ser repressivo, pois pressupõe a negativa na via administrativa para a impe-
tração do HD.
• Prazo
O prazo de natureza decadencial, de 120 dias, somente se aplica ao MS repressivo, 
segundo a Lei do MS.
Obs.: Em junho de 2021, o Supremo Trinbunal Federal julgou se o prazo de 120 dias pre-
visto na lei era constitucional ou não, pois a Constituição Federal não aborda nenhum 
prazo, sob o argumento de que a lei restringia o alcance do remédio constitucional. 
Contudo, o resultado do presente questionamento foi que é constitucional e válido 
o prazo de 120 dias para a impetração do mandado de segurança repressivo, pelo 
remédio constitucional ser algo urgente.
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Remédios Constitucionais V
DIREITO CONSTITUCIONAL
Exemplo
Diante de inaptidão comprovada em setembro pelo exame médico de candidato em razão 
de doença descrita em edital de janeiro, o prazo de 120 dias para impetração de MS con-
tará a partir da ciência do ato que viola o direito líquido e certo (ato que retira o candidato do 
concurso), segundo o Supremo Tribunal Federal. O início da contagem do prazo não se dará 
com o edital publicado em janeiro. 
Jan
Edital
Doença 
incap.
Abril
Prova obj.
Maio Set.
Exame Médico
Inapto
Ciência → Ato → Viola
direito líquido e certo
Edital
doença incap.
↓
↓
↓
↓
↓
Exemplo do direito, é possível que uma pessoa A entre com ação de danos morais contra 
uma pessoa B por esta ter xingado aquela e, antes mesmo de B saber do processo, A desista 
da ação. Contudo, se a pessoa B for citada e souber do processo, a pessoa A somente 
poderá desistir com a concordância de B.
Desistência
A desistência do MS é diferente, ela é possível a qualquer tempo, mesmo após sentença 
favorável ao impetrante, independentemente do consentimento do impetrado. Não é possível 
desistência depois do trânsito em julgado.
NÃO CABE MS
• Contra decisão judicial transitada em julgado;
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Remédios Constitucionais V
DIREITO CONSTITUCIONAL
Não há mais o cabimento de recurso e não há a possibilidade de impetrar MS depois de 
trânsito em julgado. 
• Contra decisão interlocutória de juizado especial;
O juizado especial trata de pequenas causas e possui característica de rapidez na reso-
lução das situações, não dispondo de recursos ao longo do processo, nem de MS.
• Contra decisão passível de recurso com efeito suspensivo;
Cabe MS nas esferas cível e penal.
Exemplo
A Suzane queria mudar do regime fechado para o semiaberto e o juiz concedeu a pro-
gressão de regimo. Contudo, o Ministério Público entrou com recurso de agravo em execu-
ção com o objetivo de a Suzane não conseguir a progressão para o regime semiaberto. O 
presente recurso não possui efeito suspensivo (que suspenderia os efeitos da decisão) e, na 
prática, até ser julgado, a decisão do juiz estará valendo e a Suzane ficará no regime semia-
berto. Com isso, o Ministério Público NÃO poderá impetrar MS no tribunal para que seja dado 
efeito suspensivo ao recurso. 
Obs.: Se a decisão já possui efeito suspensivo, não é preciso que haja o mandado de segurança.
• Para dar efeito suspensivo a recurso do MP que não o possui;
ATENÇÃO
O mandado de segurança possui liminar.
O Supremo Tribunal Federal declarou incondicional o fato de não caber liminar para pedir 
compensação de créditos tributários, conforme tratava a Lei de MS.
Ou seja, cabe medida liminar para pedir compensação de créditos tributários.
O Supremo Tribunal Federal também declarou incondicional o fato de, no MS coletivo, 
não caber deferimento liminar inaudita altera parts (sem ouvir o impetrado).
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Remédios Constitucionais V
DIREITO CONSTITUCIONAL
Ou seja, cabe medida liminar no mandado de segurança coletivo mesmo sem oitiva da 
parte contrária.
Exemplo
Diante de um direito de auxílio à alimentação pago regularmente nos meses ao longo dos 
anos que foi suspenso pela Administração Pública, depois de passados três meses (90 dias) 
sem receber, a pessoa entrará com mandado de segurança objetivando voltar a receber o 
auxílio alimentação, não podendo reaver o que não foi pago. Os três meses de auxílio que 
não foram pagos não poderão ser discutidos via MS, podendo ser utilizado outra ferramento 
do direito para reaver.
Obs.: A decisão proferida no MS não produz efeitos patrimoniais (dinheiro) em relação a 
período pretérito.
• Contra ato de gestão negocial (ato privado) de entidade exploradora de atividade 
econômica; 
Caberá MS contra autoridade pública ou particular agindo na condição de pessoa pública. 
Não caberá MS contra o ato do Poder Público agindo como se particular fosse.
• Contra lei em tese;
Não caberá MS para discutir constitucionalidade da lei, se esta lei não viola o direito da 
pessoa, para não usurpar competência do STF que julga ação direta de inconstitucionalidade.
Obs.: Não compete ao STF conhecer originariamente de mandado de segurança contra 
atos de outros Tribunais.
Exemplo
Diante de uma vaga no Superior Tribunal de Justiça de representante vindo da OAB, em 
que a OAB precisa indicar uma lista com seis nome, denominada lista sêxtupla. Esta lista 
será reduzida para 3 nomes pelo STJ, denominada lista tríplice, que mandará para o Presi-
dente da República escolher um nome. 
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Remédios Constitucionais V
DIREITO CONSTITUCIONAL
Diante da recusa da lista sêxtupla pelo STJ e devolução para a OAB, a OAB alegou 
possuir o direito líquido e certo dessa recusa e entrou com mandado de segurança contra o 
STJ. Quem julgará o MS da OAB contra o STJ será o próprio STJ, pois não compete ao STF 
conhecer originariamente de mandado de segurança contra atos de outros tribunais.
Com isso, STJ negou o MS e a OAB entrou com recurso ordinário em mandado de segu-
rança contra a negativa que será julgado pelo Supremo Tribunal Federal.
O STF entendeu que quando há a negativa da lista sêxtupla não é necessário explicar 
a negativa.
Vaga → STJ
OAB
OAB 6
STJ
3
PR
1
Dir. Líquido 
e certo → Recusa → OAB → MSx
STJ
?
→ →
↓
STF
ROMS
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preparada e ministrada pelo professor Aragone Nunes Fernandes. 
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Remédios Constitucionais IV
DIREITO CONSTITUCIONAL
– Podem perguntar na prova se as informações podem ser de um banco de dados 
público, de uma entidade pública, como o SNI, ou de caráter público. Exemplo: enti-
dade privada de caráter público – SPC e Serasa . Hoje há o score de crédito, que 
vai até mil pontos. Aderindo o score, é possível saber o histórico de bom pagador. 
Sendo bom pagador, as instituições fornecem empréstimos, fazem venda financiada. 
Quando o score é baixo, as instituições vendem, mas colocam juros alto, porque o 
risco de não receber é difícil.
– Julgado do STJ: acesso ao banco de dados de um banco/instituição financeira. O 
SPC e o Serasa são abertos a terceiros. O cadastro que o SPC e o Serasa têm dos 
cidadãos é consultado pela Casas Bahia, pelo Pão de Açúcar, pelo Carrefour, pelo 
Walmart, pela Amazon na hora de vender algo. Embora seja uma entidade privada, 
o banco de dados deles tem caráter público, porque é acessado por terceiros (isto 
pode cair em prova). Se uma instituição financeira tem o cadastro do cliente, mas a 
informação não é compartilhada, não cabe Habeas Data, porque a informação não 
tem caráter público, não é compartilhada para além da instituição financeira.
Obs.: pode cair em prova o julgado do STJ acima.
• Momentos da impetração: conforme a súmula n. 2 do STJ, o cabimento do Habeas 
Data pressupõe a negativa pelo detentor da informação. Logo, se o cidadão não pediu 
a informação, não cabe Habeas Data. Para caber o Habeas Data é preciso que o cida-
dão solicite e que seja negado, porque o direito de informação foi violado. Não existe 
Habeas Data preventivo, porque ele pressupõe a negativa. Caso o cidadão peça e 
não respondam nada, foi negado, é preciso ter a comprovação de que pediu e de que 
ninguém respondeu. O HabeasData serve para informação de caráter pessoal, não 
serve para informação de terceiro e nem para informação de caráter coletivo, mesmo 
o cidadão estando no meio da coletividade. Polêmicas:
• 1) Cabimento para cidadão ter acesso a procedimento administrativo-fiscal que tramite 
perante a Receita Federal. A Receita negou por ser dado fiscal. O cidadão entrou com 
uma ação no STJ, que entendeu que a Receita pode negar porque o dado é sigiloso. 
Quando o caso chegou ao STF, entenderam que o dado é sigiloso, mas não pode 
ser imposto ao cidadão sobre os seus próprios dados. O cidadão tem que ter acesso 
porque é um procedimento administrativo contra ele na Receita, assim como se hou-
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Remédios Constitucionais IV
DIREITO CONSTITUCIONAL
vesse um processo criminal contra o cidadão, ele teria que ter acesso. Não pode impor 
sigilo ao próprio contribuinte. Logo, cabe Habeas Data para ter acesso a procedimento 
administrativo-fiscal.
• 2) Cabimento para ter acesso a processo administrativo (Lei n. 9.784/99). O cidadão 
não pode ter acesso ao processo administrativo que foi aberto para ele, com base na 
lei. Não pode entrar com Habeas Data. Na própria Lei n. 9.784/99 tem procedimento 
próprio. Se o procedimento próprio da lei for desrespeitado, pode entrar com mandado 
de segurança.
Obs.: o assunto acima é muito cobrado em prova.
Exemplo: Aragonê vai até o RH do Tribunal para o qual trabalha e solicita uma certidão 
de tempo de contribuição para saber se está perto de se aposentar. A certidão de tempo de 
contribuição dele é uma informação de caráter pessoal. O servidor do RH nega de forma 
injustificada a expedição de certidão contendo informação de caráter pessoal. Neste caso, o 
remédio cabível é o Mandado de Segurança, porque Aragonê tem o direito líquido e certo na 
expedição de certidão.
Direito de petição, de certidão e de reunião, se forem violados, entra-se com Mandado 
de Segurança.
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Remédios Constitucionais III
DIREITO CONSTITUCIONAL
A Defensoria entrou com habeas corpus no STJ com pedido liminar, informando que ali se 
aplica o Princípio da Insignificância, e que não poderia ter aquela condenação. O sujeito que 
furtou foi absolvido por conta do Princípio da Insignificância.
Obs.: na carreira fiscal, gestão e controle, o valor do tributo de dez mil, doze mil, quinze mil 
reais é entendido pela jurisprudência como insignificante. O descaminho é até vinte 
mil insignificante (não é o valor da mercadoria, é do tributo). Para movimentar a má-
quina daria muito mais despesa do que esse dinheiro, vai sair mais caro processar o 
indivíduo, por isso é insignificante. Se há um inquérito policial, uma ação penal contra 
o indivíduo, cabe o habeas corpus porque não há a necessidade de dilação probató-
ria, se houvesse necessidade, não caberia.
Pode habeas corpus para declarar a atipicidade da conduta por insignificância. Nesta 
circunstância, cabe o habeas corpus para trancar o inquérito e a ação penal e para absolver. 
Não cabe HC para:
• Questionar a perda de patente militar. Neste caso, o que viola o direito de loco-
moção? Nada.
• Questionar a pena de multa, quando ela for a única aplicada ou aplicável. Se o sujeito 
não paga a multa, ele não vai ser preso, porque não há prisão civil por dívida, mas o 
nome dele vai para a dívida ativa, e não cabe o habeas corpus.
Obs.: para quem vai fazer concurso para fiscal, gestão e controle, há a seguinte discussão: 
o sujeito que está devendo uma dívida nas Lojas Americanas não pode ser preso, 
porque não há prisão civil por dívida. Mas se ele não pagar uma dívida tributária, o 
governo usa a máquina pública para poder prender o sujeito. Será que não se trata 
de prisão por civil por dívida? Porque se o sujeito paga a dívida tributária, é extinta a 
punibilidade, o governo só queria receber e usou o processo penal como uma forma 
de obter o dinheiro. Os Tribunais entendem que não é uma prisão civil por dívida.
• Discutir a pena acessória de perda da função pública. O servidor é condenado a cumprir 
pena privativa de liberdade, há o pagamento de multa e a perda da função. Não pode 
discutir a perda da função pública, porque não está em jogo o direito de locomoção.
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Remédios Constitucionais III
DIREITO CONSTITUCIONAL
• Pleitear a restituição de coisas apreendidas, inclusive passaporte. Exemplo: o carro foi 
apreendido, o dono dele não pode pedir um habeas corpus para devolverem o carro; 
um celular foi apreendido em uma busca e apreensão da polícia, não pode entrar com 
habeas corpus para pedir a restituição.
– Em relação ao passaporte, o entendimento do STF é que não cabe HC para pedir 
a devolução do passaporte, porque a eventual violação ao direito de locomoção é 
indireta, é reflexa. Não há impedimento de ir e vir, há impedimento de sair do país.
– Em relação ao passaporte, o STJ entende que cabe o HC.
Obs.: cabe habeas corpus fora do Direito Penal, como é o caso no direito privado, em que 
o indivíduo não paga alimentos e é preso. Não é crime, é Direito Civil (direito de fa-
mília), mas o direito de locomoção dele está restringido porque ele está preso, logo, 
pode entrar com habeas corpus.
Obs.: em relação ao passaporte, responder na prova conforme a pergunta. Se a pergunta 
for de acordo com o STF, não cabe; se a pergunta for de acordo com o STJ, é ca-
bível. Normalmente, a banca direciona a pergunta para o STF ou STJ, mas se não 
direcionarem, responder de acordo com o STF, que é quem manda.
Obs.: o STF e o STJ divergiam em relação ao descaminho. Para um tribunal, era até dez 
mil, e para outro, era até vinte mil reais, mas depois eles pacificaram e ficou o valor 
de vinte mil do valor do tributo.
• o Plenário do STF, contra decisão de Turma do Tribunal. Exemplo: começa o processo 
com o juiz, sobe para o Tribunal, sobe para o STJ, sobe para o STF. Chegando ao 
STF, a 1ª Turma negou, e o indivíduo quer ir para o Plenário. O STF informa que quem 
negou foi o Tribunal, e não pode o indivíduo ir para o Plenário.
– Outro exemplo: o STF decretou a prisão do Deputado Federal, Daniel, depois sub-
meteu à Câmara, que é a Casa do Deputado, e a Câmara dos Deputados manteve 
a prisão. O Deputado quer entrar com habeas corpus no STF, e ele pode fazer isso. 
Quem prendeu foi um Ministro, o Alexandre de Moraes. O Deputado pode ir para o 
Plenário, para os 11 ministros. Neste caso, começou no Supremo Tribunal Federal, e 
o Deputado entrou com habeas corpus contra o Tribunal, contra um Ministro, contra 
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Remédios Constitucionais III
DIREITO CONSTITUCIONAL
uma Turma. A violação alegada nasceu no STF. Diferentemente do exemplo ante-
rior, que subiu de “casinha em casinha”.
• Como substitutivo de Recurso Ordinário.
– Nos arts. 102 e 105, a Constituição prevê, de modo claro, o cabimento de um recurso, 
que é o Recurso Ordinário (RO). O RO é cabível em algumas circunstâncias, entre 
elas, remédio constitucional, decisão denegatória (desfavorável). Se a decisão é 
denegatória no 2º grau, o indivíduo entra no STJ com RO. Se a decisão é denegató-
ria no STJ, o indivíduo entra no STF com o RO.
– Aplicando o conhecimentoacima, exemplo: quando o juiz decreta a prisão, o indiví-
duo pode entrar com habeas corpus, normalmente, com pedido de liminar (liminar 
é um adiantamento). O TJ nega a liminar. Como o TJ negou, é preciso entrar com 
Recurso Ordinário em habeas corpus e não com outro HC, mas o advogado, ao 
invés de entrar com Recurso Ordinário, entra com HC contra outro HC (HC substitu-
tivo de Recurso Ordinário), ou seja, entra com HC no lugar do RO.
– Até 2018/2019, o STF entendia que não podia. O STF mudou o entendimento em 
2018 para 2019, entendendo que cabe o habeas corpus substitutivo de Recurso 
Ordinário.
– Para o STJ não cabe.
• Contra decisão que indefere pedido de liminar (as hipóteses de relativização da Súmula 
691/STF). Exemplo: o juiz federal decretou a prisão do Eike Batista. Ele recorre para o 
TRF, para o STJ e no STF. Em cinco dias, o Eike Batista, que foi preso na 1ª instância, 
já estava no STF. Para um cidadão normal demoraria meses até chegar ao STF.
– Exemplo: o juiz federal decreta a prisão do indivíduo. O indivíduo entra no TRF com 
habeas corpus com pedido de liminar (liminar não existe na legislação, é uma cria-
ção brasileira). Sendo negada a liminar, espera julgar o mérito e sobe para o STJ. 
No STJ, entra com HC com pedido de liminar. Sendo negada a liminar e o mérito, 
entra no STF com HC com pedido de liminar (apesar de não estar sendo mencio-
nado o RO, não esquecer que há o RO no meio do caminho). Sendo negado no STF 
o mérito e a liminar, não há mais o que fazer.
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Remédios Constitucionais III
DIREITO CONSTITUCIONAL
– Existe a decisão de mérito, que é a decisão final, e a liminar, que é um adiantamento 
e depois pode ser revogada. Quando se entra com um pedido de liminar, é para que 
seja ajudado, se a liminar é negada, o caminho natural é esperar julgar o mérito. 
Negando a liminar e negando o mérito, pode subir e entrar com outra liminar e outro 
mérito, se novamente negar a liminar e o mérito, pode subir.
– Há outro método que também fazem: o TRF nega a liminar. O advogado deveria 
esperar julgar o mérito e depois subir, mas ele sobe direto para o STJ com a limi-
nar contra o pedido de liminar. Sendo indeferida a liminar, o advogado, cinco dias 
depois, está no STF com outra liminar. Isto não pode (liminar contra indeferimento de 
outra liminar), mas há exceções: em caso de ilegalidade manifesta (decisão escan-
carada); decisão teratológica (decisão esquisita. Ex.: o sujeito foi preso porque furtou 
um pote de margarina).
• Contra pena já extinta. Exemplo: o indivíduo está solto, não cabe HC, mesmo a conde-
nação sendo injusta. O habeas corpus é para quem está preso. Se a pena do sujeito 
está extinta e ele está solto, não cabe HC.
Obs.: as perguntas abaixo já foram cobradas em prova.
Cabe habeas corpus para garantir direito de visitação ao preso? Não.
Cabe habeas corpus para garantir direito de visitação numa disputa por guarda de 
família? Não.
Cabe habeas corpus para questionar indeferimento de colaboração premiada? Sim.
Habeas corpus e punições disciplinares militares
O art. 142, CF, estabelece que não cabe HC para discutir o mérito, a punição disciplinar 
militar (se era justa, injusta).
Porém, para verificar pressupostos de legalidade da prisão, cabe HC, exemplo: no Esta-
tuto da Polícia Militar do DF está estabelecido que a prisão militar de um praça (que é sol-
dado, ou cabo ou sargento) só pode ser decretada por um Oficial (que é de Tenente para 
cima). Se um soldado é preso por um cabo, neste caso, cabe HC, porque cabo não é Oficial 
e não pode prender.
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Remédios Constitucionais II
DIREITO CONSTITUCIONAL
Impetrado (contra quem vai entrar): autoridade pública (regra. Ex.: delegado, juiz, pro-
motor) ou particular (exceção. Ex.: uma mãe é internada para tratamento da covid em um 
hospital particular. A conta foi de trezentos mil reais. O hospital alega que, se não houver 
pagamento, a mãe não vai sair do hospital. Isso é cárcere privado, prisão por dívida. O filho 
entra com um habeas corpus contra o hospital, apesar de ser incomum).
Exemplo: o juiz decretou a prisão do indivíduo, logo, o juiz é a autoridade coatora para 
entrar com habeas corpus no Tribunal. O indivíduo vai para o Tribunal e informa que o juiz 
errou, que não era para ele estar preso. O TJ mantém a prisão. O indivíduo vai para o STJ, 
que também nega. Ao chegar ao STF, a 1ª Turma do STF também nega. O STF tem onze 
ministros: existe o presidente, a 1ª Turma e a 2ª Turma. Cada turma tem cinco ministros. 
Nocaso do exemplo, foi subindo de instância em instância e quem negou o habeas corpus 
foi a 1ª Turma do STF, logo, não cabe outro habeas corpus para o Plenário. A Turma age em 
nome do Tribunal.
O paciente é para quem está entrando. O impetrante pode ser o paciente, caso ele 
entre com um habeas corpus para ele mesmo, e então, ele é ao mesmo tempo impetrante 
e paciente, mas isso não costuma ocorrer, embora ocorra de o juiz receber carta de próprio 
punho do preso falando soltá-lo.
Os menores (adolescentes) que praticam ato infracional podem ser impetrantes e podem 
ser pacientes em caso de apreensão irregular. O adolescente não pode ser preso, mas pode 
ser apreendido, logo, ele também tem o direito de locomoção restringido, cerceado.
As pessoas jurídicas (não andam) não podem ser pacientes, mas podem ser impetrantes. 
Exemplo: o Gran Cursos Online pode ser impetrante e entrar com um HC para um professor, 
ou seja, em benefício de uma pessoa natural.
Pessoas jurídicas nos crimes ambientais podem responder na esfera penal, administra-
tiva e civil. No crime ambiental, a pessoa jurídica não pode ser paciente.
Os animais não são sujeitos de direito, na visão tradicional, animais são objetos de direito. 
Na parte geral do Código Civil, há pessoas (naturais e jurídicas), bens (ex.: telefone, relógio, 
roupa, carro, casa, cachorro) e negócio jurídico (ex.: compra e venda, doação, permuta), são 
as definições clássicas.
O indivíduo pode ir a um petshop e comprar um animal, logo, animal é um objeto, há uma 
compra e venda. Uma pessoa está celebrando compra e venda com outra pessoas, o objeto 
é o cachorro. Logo, animal não pode ser paciente em habeas corpus.
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Remédios Constitucionais II
DIREITO CONSTITUCIONAL
Há uma grande movimentação no cenário jurídico para se considerar o animal ser sen-
ciente, porque no direito, o animal é considerado semovente (bem que se locomove por força 
própria, ex.: cachorro, gato, porquinho da índia). É uma discussão infindável que caminha 
para ser acolhida.
Habeas corpus – momentos
Pode haver habeas corpus antes da violação ao direito de locomoção ou depois.
• Preventivo ou salvo conduto: antes da violação.
• Repressivo ou liberatório: depois da violação.
Exemplo: o indivíduo está respondendo a um processo criminal e no processo foi deter-
minada a quebra de sigilos: bancário, fiscal, telefônico. O indivíduo está solto e não tem man-
dado de prisão. Cabe HC preventivo. Quando se trata de Processo Penal e se dele puder 
resultar cadeia, pode entrar com HC preventivo, pois a partir da prova coletada, pode haver 
um juízo de condenação, e, consequentemente, prisão.
Obs.: não pode HC para liberar caminhão, ou qualquer outro tipo deautomóvel. Também 
não pode HC para liberar chimpanzé ou animais.
Exemplo de hipótese de trancamento da ação penal: o indivíduo teve mercadorias apre-
endidas porque estava praticando descaminho. Ele atravessou a ponte da Amizade com 
muitas mercadorias, e quando passou a ponte, ele foi pego porque estava entrando com as 
mercadorias sem recolher a tributação necessária. Foi aberto um inquérito policial, o indiví-
duo estava solto e não havia mandado de prisão. Como desse inquérito pode vir uma ação 
penal, e da ação penal uma sentença, e da sentença condenação, e da condenação a prisão, 
pode entrar com habeas corpus preventivo/profilático/preservativo para trancar o inquérito.
Pode HC coletivo. Pela Constituição não há previsão e nem pela lei, mas pela jurispru-
dência do STF e do STJ, pode.
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preparada e ministrada pelo professor Aragonê Nunes Fernandes.
����A presente degravação tem como objetivo auxiliar no acompanhamento e na revisão do conteúdo 
ministrado na videoaula. Não recomendamos a substituição do estudo em vídeo pela leitura exclu-
siva deste material.
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Remédios Constitucionais - I
DIREITO CONSTITUCIONAL
Ação Civil Pública (ACP)
Defesa do patrimônio público. Art. 129, CF. A legitimidade para ajuizar uma Ação Civil 
Pública é concorrente, por exemplo: há o Ministério público, a Defensoria Pública, associa-
ções, entes públicos.
É diferente de um inquérito civil público, que só pode ser promovido pelo Ministério 
Público. Existe o inquérito policial, que tramita na delegacia de polícia e é presidido pelo 
delegado de polícia (autoridade policial) e o inquérito civil público, que tramita no Ministé-
rio Público e é promovido pelo promotor de justiça. O delegado de polícia não se intromete 
no inquérito civil, e o promotor de justiça não se intromete no inquérito policial. Exemplo: o 
Ministério Público pode investigar, mas a presidência do inquérito policial é só do delegado 
de polícia, e o inquérito civil é só do promotor de justiça.
O Supremo Tribunal Federal foi chamado para dizer se a Defensoria Pública teria legitimi-
dade para ajuizar Ação Civil Pública, e o Supremo Tribunal Federal entendeu que sim. Porém, 
quando se trata de inquérito civil, a Defensoria não pode, é somente o Ministério Público.
Remédios constitucionais judiciais
Dentro do ordenamento jurídico, há muitas ações, remédios, recursos. Os remédios cons-
titucionais são uma fatia pequena dentro do ordenamento jurídico.
O indivíduo que presta o concurso e precisa entrar com uma ação contra a banca exami-
nadora, muitas vezes, especialmente se não é formado em direito, entra com um Mandado 
de Segurança. Porém, muitas vezes, os remédios não são cabíveis ou, na melhor das hipóte-
ses, não são a melhor opção. Exemplo: um indivíduo e alguns colegas foram reprovados no 
exame médico da polícia. Eles decidiram entrar com um Mandado de Segurança. O motivo 
da reprovação é que no edital pedia exame cardiológico com laudo, então, eles foram ao 
cardiologista e informaram que precisavam daquilo que constava no edital. O cardiologista 
fez o exame, e eles apresentaram o exame para a banca examinadora, que informou que 
eles estavam eliminados porque o laudo não foi entregue do jeito que o edital pediu, ou seja, 
o que foi entregue para a banca não era o que ela queria. Ocorre que, o candidato é quem 
tem relação com a banca, a banca não tem relação com o médico, é o candidato que foi ao 
médico, logo, se o candidato entrar com uma ação contra a banca, está certo, mas se entrar 
com uma ação contra o médico, não tem nada a ver com a confusão com a banca (assim 
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Remédios Constitucionais - I
DIREITO CONSTITUCIONAL
como não tem nada a ver com a confusão com o banco, por exemplo, o indivíduo agenda 
pagamento e não é debitado. O indivíduo tinha compromisso com a banca e não com o 
banco. O banco e a banca não têm nada a ver, a relação deles não tem nada a ver). O pro-
fessor Aragonês orientou que eles não entrassem com Mandado de Segurança, porque isso 
os prejudicaria, uma vez que o médico serviria de testemunha deles e poderia informar ao 
juiz que os candidatos foram até o consultório, pediram o laudo, mas ele que não entregou o 
que eles haviam pedido.
O Mandado de Segurança é para proteger direito líquido e certo, não amparado por 
Habeas Corpus ou Habeas Data, ou seja, o Habeas Corpus e o Habeas Data também são 
usados para proteger direito líquido e certo, mas o Mandado de Segurança é direito líquido 
e certo, não protegido por Habeas Corpus e nem Habeas Data, tem a forma residual. Direito 
líquido e certo é aquele que exige prova pré-constituída meramente documental. No momento 
em que o indivíduo dispensa uma ação ordinária e vai para o Mandado de Segurança, ele 
abandonou a maior prova que ele tinha, que é a prova testemunhal/documental.
Obs.: muitos advogados erram e entram com Mandado de Segurança.
Quando não cabe determinado remédio, é porque há outra ferramenta dentro do ordena-
mento jurídico. Se o Mandado de Segurança, por exemplo, não for a ferramenta mais ade-
quada, é porque tem outra. O Habeas Corpus e o Habeas Data (os dois começam com a 
letra ‘h’), são gratuitos para todos. O Habeas Corpus protege o direito de locomoção (ir, vir e 
permanecer ou ir, vir e ficar). O Habeas Data protege o direito de informação de caráter pes-
soal, inclusive, quando se trata de informação coletiva e o próprio indivíduo está dentro da 
coletividade, deve entrar com Mandado de Segurança.
O Mandando de Segurança e o Mandado de Injunção (os dois começam com a letra ‘m’) 
precisam de pagamento, exceto se tiver gratuidade de justiça. O Mandado de Segurança é 
direito líquido e certo, de forma residual, porque é para quando não for o caso de Habeas 
Corpus e de Habeas Data. O Mandado de Injunção é cabível para sanar omissões legislati-
vas, e é uma das ferramentas no combate às omissões inconstitucionais. Além do Mandado 
de Injunção, no controle difuso, há outras ferramentas, como a Ação Direta de Inconstitucio-
nalidade por Omissão, no controle concentrado e o Supremo Tribunal Federal decidiu, em 
2021, que pode usar Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental.
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Remédios Constitucionais - I
DIREITO CONSTITUCIONAL
Obs.: na prova, quando se trata de, por exemplo, negar direito de petição, direito de certi-
dão, direito de reunião, o certo é entrar com Mandado de Segurança.
A Ação Popular é gratuita, salvo, má-fé. A Ação Popular e a Ação Civil Pública são muito 
parecidas. A Ação Popular protege/combate ato lesivo (ex.: meio ambiente, moralidade, admi-
nistrativa, patrimônio histórico, artístico, cultura), o cabimento dela é a legitimidade do cida-
dão. A Ação Civil Pública defende o patrimônio público, está fora do art. 5º, e a legitimidade é 
ampla, tem vários legitimados, conforme o art. 5º da Lei da Ação Civil Pública, destacando-se 
dois: Ministério Público e Defensoria Pública.
Desta lista, há dois remédios constitucionais que podem ser individuais e coletivos, con-
forme estabelecido na própria Constituição e na Lei, que é o Mandado de Injunção e o Man-
dado de Segurança. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal admite o Habeas Corpus 
Coletivo. A figura do Habeas Corpus Coletivo não tem previsão na lei e nem na Constituição, 
é uma criação da jurisprudência.
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ministrado na videoaula. Não recomendamos a substituição do estudo em vídeo pela leitura exclu-
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