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Livro Eletrônico
Aula 08
História Mundial p/ CACD 2018 (Primeira Fase)
Diogo D´angelo, Pedro Henrique Soares Santos
18888189807 - Caio Danilo Sales
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Aula 08 
 
 
 
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Sumário 
Apresentação .................................................................................................................... 2 
A Doutrina Monroe: um paradigma diplomático para os EUA no século XIX ...................... 3 
A Política externa dos EUA na América Latina .................................................................... 6 
De Monroe a Theodore Roosevelt: uma política externa entre o isolacionismo e o Big Stick ....................... 6 
O Pan Americanismo e as experiências de integração na América Latina ......................... 10 
Exercícios ......................................................................................................................... 14 
Exercícios apresentados ................................................................................................... 20 
 
 
Livro Digital 
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Apresentação 
Olá caro aluno! 
 
Neste PDF analisaremos o desenvolvimento da política externa norte-americana em relação à América Latina 
desde a criação da Doutrina Monroe em 1823 até o fim do Corolário Roosevelt e o surgimento da OEA e do 
Tratado de Interamericano de Assistência Recíproca em 1947. Por meio deste estudo, esperamos que você, 
futuro ou futura diplomata, consiga reconhecer a historicidade do pensamento diplomático dos Estados 
UミキSラゲàS;àáマYヴキI;がàヮヴキミIキヮ;ノマWミデWàミラàケ┌Wàデ;ミェWàゲ┌;ゲàヴWノ;NロWゲàIラマàラゲàさ┗キ┣キミエラゲàSラà“┌ノざく 
Portanto, foco nos estuSラゲàWàさáマWヴキI;àaラヴàデエWàáマWヴキI;ミゲざぁ 
 
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A Doutrina Monroe: um paradigma diplomático para os EUA 
no século XIX 
Em 1823, as guerras de Independência latino-americanas se encontravam em vias de fato, com a maior parte 
do antigo território espanhol já se encontrando independente. Não obstante, neste mesmo ano um evento 
europeu prometeu, ainda que brevemente como acabou por se mostrar, reverter favoravelmente a situação 
espanhola nas guerras contra suas colônias. 
O ano de 1823 foi marcado, conforme aprovado pelo Congresso de Verona em 1822, pela intervenção da 
Santa Aliança, sob a liderança francesa, ao território espanhol, com vistas à restauração da coroa absolutista 
de Fernando VII, que tivera muitos de seus poderes retirado com a constituição liberal instaurada durante o 
Triênio Liberal. A revolução de 1820 possibilitou o fortalecimento das forças independentistas nas colônias 
americanas, graças à diminuição da presença bélica espanhola no continente. No entanto, os ventos de 1823 
abriam novos horizontes para a tentativa de restauração do poderio espanhol na América, o que seria guiado 
pelos mesmos princípios que levaram à restauração em Espanha. Não obstante a aparente impossibilidade 
para uma intervenção europeia (Fernando VII havia reclamado à Santa Aliança a intervenção nas guerras de 
independência, no entanto, por pressão britânica, tal auxílio havia sido negado ao monarca espanhol), o 
governo dos Estados Unidos da América, sob a presidência de James Monroe (1817 a 1825), decidiu se 
posicionar de forma clara à possibilidade de restauração europeia nas Américas. 
Em 2 de dezembro de 1823, o presidente James Monroe, dirigiu uma mensagem ao Congresso estadunidense 
que balizaria as relações diplomáticas deste país com seus vizinhos latino-americanos até o fim do século 
XIX: 
Julgamos propícia esta ocasião para afirmar como um princípio que afeta os direitos 
e interesses dos Estados Unidos, que os continentes americanos, em virtude da 
condição livre e independente que adquiriram e conservam, não podem mais ser 
considerados, no futuro, como suscetíveis de colonização por nenhuma potência 
européia. 
Tendo sido dito, no começo da última sessão, que a Espanha e Portugal faziam 
grandes esforços para melhorar a sorte do povo e que esta nobre tarefa parecia 
conduzida com extraordinária moderação, é mais ou menos supérfluo observar que 
o resultado foi muito diferente daquele que então se esperava. Temos seguido 
sempre, com curiosidade e interesse, os acontecimentos que se verificaram nesta 
parte do globo com a qual mantemos tantas relações e à qual devemos nossa origem. 
Os cidadãos dos Estados Unidos nutrem os mais cordiais sentimentos pela liberdade 
e ventura de seus irmãos do outro lado do Atlântico. Jamais nos imiscuímos nas 
guerras que as potências européias empreenderam por questões particulares; tal é a 
nossa política. Somente quando nos atacam ou vemos seriamente ameaçados os 
nossos direitos, é que nos consideramos ofendidos ou nos preparamos para a defesa. 
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Temos ligações mais imediatas com os acontecimentos deste hemisfério, e a razão é 
bem patente para todo observador imparcial e esclarecido. O sistema político das 
potências aliadas é essencialmente diverso, a esse respeito, do sistema político da 
América. Essa distinção procede da que existe entre os respectivos governos e o 
nosso, conquistado ao preço de tanto sangue e de tanto ouro, amadurecido pela 
sabedoria de nossos mais esclarecidos cidadãos e sob o qual temos desfrutado de 
uma felicidade sem igual; a nação inteira se consagra à sua defesa. 
Devemos, no entanto, à nossa boa-fé e às relações amistosas que existem entre as 
potências aliadas e os Estados Unidos, declarar que consideraríamos como perigosa 
para a nossa paz e segurança qualquer tentativa da sua parte, para estender seu 
sistema a qualquer parcela deste hemisfério. Não temos interferido, nem 
interferiremos em assuntos das atuais colônias ou dependências de nenhuma das 
potências européias. Mas, quanto aos governos que proclamaram e têm mantido 
sua independência que reconhecemos, depois de séria reflexão e por motivos 
justos, não poderíamos considerar senão como manifestação de sentimentos hostis 
contra os Estados Unidos qualquer intervenção de alguma potência européia com 
o propósito de oprimi-los ou de contrariar, de qualquer modo, os seus destinos. Na 
guerra entre esses novos governos e a Espanha, declaramos nossa neutralidade, na 
época de seu reconhecimento, e a ela permanecemos fiéis; assim continuaremos, 
contanto que não surja modificação que, a juízo das autoridades competentes de 
nosso governo, torne necessário, também de nossa parte, uma modificação 
indispensável à nossa segurança. 
Os últimos acontecimentos na Espanha e em Portugal provam que ainda não há 
bastante tranqüilidade na Europa. A prova mais cabal deste fato importante é que 
as potências aliadas julgaram conveniente, de acordo com os princípios que 
adotaram, intervir pela força nos distúrbios da Espanha. Até que ponto pode 
estender-se tal intervenção, segundo o mesmo princípio? Esta é uma questão na 
qual estão interessados todos os poderes independentes, cujos governos diferem 
dos deles, e nenhum está mais interessado que os Estados Unidos. A política que 
adotamos a respeito da Europa, no começo mesmo das guerras que, durante tanto 
tempo, agitaram essa parte do globo, continua a ser sempre a mesma, e consiste em 
nunca intervir nos negócios internos de qualquer potência européia; em considerar 
o governo de fato como governo legítimo; em estabelecer relações amistosas com 
ele e conservá-las, por meio de uma política franca, firme e corajosa, admitindo, sem 
distinção, as justas reclamações de todas as potências, mas sem tolerar ofensas de 
nenhuma.Quando se trata, porém, do nosso continente, as coisas mudam 
completamente de aspecto. É impossível que as potências aliadas estendam seu 
sistema político a qualquer parte dos continentes americanos, sem pôr em perigo a 
nossa paz e segurança, nem se pode supor que nossos irmãos do Sul o adotassem de 
livre vontade, caso os abandonássemos a sua própria sorte. Ser-nos-ia, igualmente, 
impossível permanecer espectadores indiferentes dessa intervenção, sob qualquer 
forma que tivesse. Se considerarmos a força e os recursos da Espanha e dos novos 
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governos da América bem como a distância que os separa, é evidente que a Espanha 
jamais poderá chegar a submetê-los.1 (Nossos Grifos) 
A mensagem de Monroe ao Congresso estadunidense tinha por objetivo central expor aos congressistas a 
real ameaça que uma possível intervenção europeia no continente poderia apresentar à estabilidade interna 
dos Estados Unidos. Analisando-se a mensagem acima, sobretudo os trechos em negrito, podemos retirar 
algumas importantes linhas de pensamento e ação delineadas pelo presidente Monroe. Primeiramente, 
Monroe busca demonstrar às nações europeias a imparcialidade e neutralidade estadunidense frente às 
guerras de independência das colônias hispânicas, o que se evidenciaria pela inexistência de apoios militares 
por parte dos EUA aos exércitos revolucionários. No entanto, Monroe aponta de modo categórico a defesa 
da legitimidade dos governos independentes já constituídos e reconhecidos pelo governo estadunidense e 
seu apoio a qualquer uma destas nações que viessem a ser vítimas de tentativas recolonizadoras por parte 
de Espanha (ou Portugal) no continente. 
No mesmo tom, Monroe faz questão de frisar, apesar SWàゲ┌;àSWaWゲ;àWミYヴェキI;à<à;┌デラミラマキ;àSWàゲW┌ゲàさ┗キ┣キミエラゲà
Sラà“┌ノざがàケ┌WàラゲàEUáàミ?ラàヮヴWデWミSキ;マà キミデWヴ┗キヴàミラゲàIラミaノキデラゲàWマà;ミS;マWミデラàWミデヴWàEゲヮ;ミエ;àWàゲ┌;ゲàIラノレミキ;ゲà
(mantendo-se, portanto, o que já vinha sendo praticado até então) e, por conseguinte, nem mesmo 
interviriam na política interna de cada um dos novos países formados na América. A única exceção a essa 
política seria uma ação externa no continente que pudesse colocar a própria estabilidade política 
estadunidense em perigo. 
A mensagem de Monroe se tornou célebre nas décadas seguintes, por definir os rumos que seriam seguidos, 
dali por diante, pela política externa estadunidense. Assim, Monroe assentava sobre esta mensagem a 
perspectiva do isolacionismo diplomático dos EUA frente às questões internacionais, o que vigoraria até o 
início do século seguinte. 
Mas, além do objetivo de tornar público o seu desejo de não lidar com outros assuntos que não os seus 
próprios, o que estava exatamente motivou esse desejo de autodefesa do presidente Monroe? Para 
chegarmos à resposta, devemos relembrar a expansão para o Oeste e seus princípios basilares. Conforme já 
trabalhado em outro PDF sobre o surgimento dos EUA, havia entre os primeiros colonos daquele país (e mais 
tarde se tornou ainda mais intenso) a ideia de que os americanos estavam predestinados a governar sobre 
todo o território que se expandia entre as duas costas, a leste (onde se situava as 13 colônias) e a oeste. Isto 
ocorria, segundo os eles, por desígnio de Deus, o qual preparara a população estadunidense para ser o farol 
dos princípios de democracia e liberdade em todo o continente, a começar pelos povos nativos que 
habitavam todo o imenso território central que separava ambos litorais. Portanto, era um Destino Manifesto 
a todos os americanos a missão sagrada de expandir o território nacional, civilizar as populações nativas e, 
somente mais tarde, tornar os Estados Unidos a grande nação civilizadora do mundo. 
 
1 Mensagem de Monroe (2 de dezembro de 1823). Disponível em: http://www.direitoshumanos.usp.br/index.php/Documentos-
anteriores-%C3%A0-cria%C3%A7%C3%A3o-da-Sociedade-das-Na%C3%A7%C3%B5es-at%C3%A9-1919/doutrina-monroe-
1823.html Acesso em: 10 de abril de 2017. 
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OàヮヴキミIケヮキラàSラàさDWゲデキミラàM;ミキaWゲデラざがà;ヮWゲ;ヴàSWàSWaWミSキSラà;ヮWミ;ゲàヮラヴà;ノェ┌ミゲàェヴ┌ヮラゲàヴWノキェキラゲラゲがàゲラHヴWデ┌Sラàde 
linha puritana, acabou servindo de pressuposto ideológico para a expansão para o Oeste, que se encontrava 
em seus estágios iniciais à época da proclamação da Doutrina Monroe. Logo, podemos encarar que o 
verdadeiro objetivo intentado à época pelos políticos estadunidenses não era a projeção externa do EUA 
como potência regional (o que também não significa dizer que era um ideal inexistente em meio à classe 
ヮラノケデキI;ぶàマ;ゲàゲキマàIラミIヴWデキ┣;ヴà;àIラミゲデキデ┌キN?ラàS;àミ;N?ラàWゲデ;S┌ミキSWミゲWàSWミデヴラàSWàゲ┌;ゲàさaヴラミデWキヴ;ゲàミ;デ┌ヴ;キゲざà
(conforme o mesmo princípio do Destino Manifesto). 
A Doutrina Monroe, apesar do seu pouco impacto imediato, formulou uma linha de pensamento diplomático 
que conseguiu lograr êxito nas décadas seguintes, abrindo espaço para outras políticas de grande impacto 
sobre as relações bilaterais dos EUA e dos países latino-americanos. 
 
A Política externa dos EUA na América Latina 
De Monroe a Theodore Roosevelt: uma política externa entre o isolacionismo e 
o Big Stick 
A política externa estadunidense face a América Latina começou a se desenhar ainda com a Doutrina 
Monroe, em 1823. Ali, conforme já visto, pautava-se, dentre outras noções importantes para a compreensão 
do pensamento diplomático pregresso americano, a lógica da defesa de uma América soberana e livre de 
intervenções externas (em suma, a partir de Europa), cujo caminhar fosse pautado pela autodeterminação 
de seu próprio povo, sob a constante vigilância dos EUA. Daí, temos a clássica frase que resume o espírito da 
Dラ┌デヴキミ;àMラミヴラWぎà;àさáマYヴキI;àヮ;ヴ;àラゲà;マWヴキI;ミラゲざく 
A Doutrina Monroe abria caminho para a ascensão futura dos EUA como uma possível potência regional, o 
que, no entanto, não ocorrera de imediato, conforme visto. A América latina, não obstante, ocupava um 
lugar especial para a concretização dos planos deste país. O primeiro país da região a ocupar um lugar 
específico nos objetivos dos estadunidenses era o México. À época, o território mexicano ocupava todo o 
território onde atualmente se encontra o Meio Oeste e a Costa oeste americana, até a Califórnia. A maior 
parte dessas terras foram conquistadas por meio de guerras, destacando-se a guerra mexicano-americana. 
As relações entre os EUA e o México eram essenciais para a execução do expansionismo americano, visto 
que parte de seu território se encラミデヴ;┗;àSWミデヴラàS;ゲàさaヴラミデWキヴ;ゲàミ;デ┌ヴ;キゲざàS;àミ;N?ラàWゲデ;S┌ミキSWミゲWくàEミデヴWà
1840 e 1860, o México perdera quase metade de seu território original para os EUA, que o fizera por meio 
de anexações e/ou compras. 
Entretanto, a atitude belicista dos EUA em relação ao México neste período foi uma exceção se comparada 
ao restante do continente. Podemos dividir a política externa americana em relação à América Latina entre 
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o século XIX e a primeira metade do XX em dois contextos principais: o primeiro, relativo ao período 1823-
1890, e o segundo, a partir de 1890 até o entre guerras. 
O primeiro corte cronológico foi definido pelo isolacionismo e o foco na política de consolidação interna do 
ヮ;ケゲくàOàW┝ヮ;ミゲキラミキゲマラàヴ┌マラà;ラゲàデWヴヴキデルヴキラゲàマW┝キI;ミラゲàaラキà┌マ;àさIラミゲWケ┌ZミIキ;àキミW┗キデ=┗WノざàSWゲデ;àIラミゲラノキS;N?ラà
nacional, assim como a atitude do presidente James Monroe em assegurar a independência do continente 
(e dos próprios americanos) frente a qualquer tentativa de expansão europeia na região. Paradoxalmente, 
ao mesmo tempo em que Monroe e seus sucessoresse isolavam em busca de progresso interno, sua visão 
diplomática já assentava as bases para uma futura hegemonia regional. 
A guerra de secessão americana (1861-65) foi determinante para a definição do longo processo de 
consolidação nacional, iniciado com a independência em 1776. A partir do fim da guerra, com a vitória 
nortista, os EUA passariam a se dedicar enormemente para a expansão da industrialização local, o que 
acarretaria cedo ou tarde na busca por mercados. Este último imperativo tinha como obstáculo a própria 
expansão industrial dos Impérios europeus, em especial da Grã-Bretanha, neste momento a grande potência 
econômica global. 
Todavia, o capitalismo norte-americano ganhou imenso impulso com o advento da segunda metade do 
século XIX e sua definitiva inserção na Segunda Revolução Industrial. Em poucos anos, a nação americana se 
tornou um paradigma de pujante expansão industrial aliada a um eficiente sistema social permissível ao 
mundo científico e ao desenvolvimento de inovações tecnológicas industrializáveis. Algumas inovações 
científicas marcaram os EUA neste período. Destacam-se os estudos em torno do uso da eletricidade, 
sobretudo por Nikola Tesla e Thomas Edison, e da massificação do uso dos motores de combustão interna, 
algo alcançado por Henry Ford em seus automóveis, os primeiros do mundo. 
Ford também marcou a produção industrial mundial a partir da criação das linhas de montagem, voltadas, 
primeiramente, para a produção rápida e seriada de automóveis em suas fábricas, mas logo tornar-se-ia uma 
ideia exportada para todo o mundo industrial, influenciando de forma definitiva o colapso do antigo sistema 
de produção manufatureira, marca da Primeira Revolução Industrial. 
A Segunda Revolução Industrial alçou de modo irremediável a nação norte-americana ao status de potência 
econômica regional e de Estado postulante de uma ação mais incisiva e determinante no curso das relações 
internacionais. A opinião pública estadunidense passou a focar, de modo crescente, a presença de seu país 
nos assuntos externos, em especial em relação aos seus irmãos do Sul. Em primeiro lugar, a doutrina do 
Destino Manifesto postulava aos EUA o papel de nação civilizadora de seus vizinhos, de modo a integrar-se 
a eles sob a hegemonia dos princípios republicanos de democracia, liberdade individual e constitucionalismo, 
o que, de fato, não era corrente em grande parte da América Latina. Outrossim, buscava-se novos mercados 
potenciais para a composição da clientela norte-americana, de modo a garantir a expansão de seu 
capitalismo, sobretudo em oposição à presença marcante dos capitais britânicos e franceses no continente. 
Outro efeito crucial da expansão industrial sobre a mentalidade diplomática norte-americana foi a 
prerrogativa pelo expansionismo militar, de modo a lhes elevar ao mesmo grau de relevância global do 
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imperialismo europeu. Os dois primeiros alvos dos norte-americanos foram a região caribenha e o Extremo 
Oriente asiático, em especial o Japão. Tanto em um caso, quanto no outro, o que se apregoava era a 
contenção da hegemonia europeia (em especial britânica) em ambas regiões. As pretensões norte-
americanas se tornavam cada vez mais claras: assumir a chefia do continente (ressignificando o termo 
さáマYヴキI;àヮ;ヴ;àラゲà;マWヴキI;ミラゲざàS;àDラ┌デヴキミ;àMラミヴラWぶàWがàヮ;ヴデキr desta área privilegiada, expandir-se mundo a 
fora. Para tanto, os americanos buscaram se firmar como potência regional, em um primeiro momento, por 
meio da elaboração de um projeto de integração intercontinental americana que privilegiasse os seus 
intentos, bem como de suas indústrias e bancos. Falaremos mais acerca deste ponto no próximo tópico. 
A partir de 1890 os Estados Unidos definitivamente saíram de seu isolacionismo pragmático rumo ao 
expansionismo internacional, por meios econômicos e militares. Uma reinterpretação da Doutrina Monroe, 
que colocava os norte-americanos em um papel privilegiado de arbitragem e intervenção em disputas 
internas na América Latina, colaborou enormemente com as novas premissas balizadoras da política externa 
norte-americana em relação aos seus vizinhos. 
O interesse norte-americano sobre o Caribe crescera desde o término da guerra de secessão, e duas regiões 
eram alvos de seu maior interesse: o Panamá, onde se objetivava a criação de um canal que ligasse o 
Atlântico ao Pacífico, facilitando o comércio marítimo estadunidense, e Cuba, que fascinara a população 
americana desde o período anterior à 1861, levando, inclusive, os confederados a intentarem a compra de 
Cuba de Espanha. 
Durante a década de 1890, Cuba conheceu o crescimento de um pujante movimento intelectual 
independentista sob a liderança de José Martí, cujas bases de ação se concentravam principalmente em solo 
norte-americano, na Flórida e em Nova York. Pouco a pouco a diplomacia estadunidense passou a olhar com 
elevado interesse para a possibilidade de uma Cuba independente e satélite norte-americana na região 
caribenha. Por este motivo, o governo norte-americano passou a colaborar secretamente com a causa, 
permitindo a utilização de seu solo para a compra de armamentos e o uso em segredo de parte da tripulação 
estadunidense no tráfico de armamentos para Cuba. 
Durante o ano de 1897, a opinião pública norte-americana, motivada pelos ataques apaixonados de 
jornalistas americanos presentes em Cuba, inflamou-se contra a presença espanhola na ilha, sobretudo após 
as primeiras batalhas entre espanhóis e revolucionários no início daquele ano, vistas como um verdadeiro 
massacre perpetrado pelo Império espanhol. Algumas semanas depois, após novas batalhas, Martí e os 
revolucionários conseguiram tomar o poder e estabelecer um governo independente. A opinião pública dos 
EUA novamente pressionou o governo federal a garantir a independência cubana, fazendo valer, desta 
forma, os preceitos da Doutrina Monroe. 
No fim de 1897, por volta de outubro, o governo norte-americano enviou para Cuba (sob o pretexto de 
proteção dos cidadãos americanos ali radicados) o encouraçado de guerra USS Maine, que aportou em Cuba 
apenas no início de 1898, após uma longa viagem de reordenamento das forças navais americanas no 
Pacífico. Em 15 de fevereiro, o USS Maine, aportado em Havana, sofreu uma explosão que logo foi reportada 
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como uma ação espanhola. Forçado por democratas e republicanos, o governo do presidente McKinley 
autorizou uma represália diplomática à Madrid, que respondeu com um ultimato de guerra. 
A guerra Hispano-Americana, como ficou conhecida, durou por volta de 10 semanas e logo foi vencida pela 
poderosa marinha de guerra norte-americana, que exigiu o reconhecimento da independência cubana (que 
seria, provisoriamente, organizada por uma administração estadunidense) e a transmissão da posse das 
Filipinas e de Guam para os americanos. Deste modo, projetou-se de modo decisivo a política externa norte-
americana sobre o Caribe, e na mesma medida a consciência de que era dever dos EUA, em nome da 
proteção do continente de invasões estrangeiras e de seus próprios interesses internos, o dever de vigiar, 
por meio de intervenções militares e de uma dura diplomacia, os vizinhos latinos. 
Em 1902, o presidente venezuelano Cipriano Castro se recusou a consolidar o pagamento da dívida do 
governo da Venezuela para com credores oriundos da Grã-Bretanha, Alemanha e Itália, o que redundou em 
um bloqueio naval conjunto destas nações ao litoral venezuelano neste mesmo ano, o que se manteria até 
o pagamento da dívida do país. Imediatamente, a Doutrina Monroe foi avocada. O presidente norte-
americano à época eraTheodore D. Roosevelt, que se recusou a agir militarmente na região contra as forças 
europeias, argumentando que a Doutrina Monroe somente teria validade quando ocorresse uma tentativa 
recolonizadora por parte das potências europeias. 
O posicionamento pragmático de Roosevelt gerou uma péssima repercussão dentre as nações sul-
americanas (exceto o Brasil), cuja crítica foi condensada pelo Ministro das Relações Exteriores da Argentina, 
Luis María Drago, na forma de uma argumentação anti-imperialista, mais conhecida como Doutrina Drago. 
Roosevelt, no entanto, foi ao Congresso norte-americano e em sua mensagem anual de 1904 anunciou as 
bases do que mais tarde seria chamado de Corolário Roosevelt. O presidente definia que, para evitar novas 
ラIラヴヴZミIキ;ゲàIラマラàラàSWàヱΓヰヲがàI;Hキ;à;ラゲàEゲデ;SラゲàUミキSラゲàラàヮ;ヮWノàSWàさヮラノケIキ;àSラàマ┌ミSラざがàI┌テ;àヴWゲヮラミゲ;HキノキS;SWà
maior recaía sobre os próprios vizinhos latino-americanos, em especial os caribenhos. Como polícia regional, 
caberia aos norte-americanos, nesta perspectiva, intervir militarmente em qualquer nação local que 
estivesse em situação de perigo econômico e endividamento, de modo a evitar que os vícios de algumas 
nações corroessem a autonomia de todo o continente em relação a possíveis novas intervenções por parte 
dos impérios europeus (que se encontravam em plena corrida neocolonial na África e Ásia). 
A partir do Corolário se criaria, em meio à diplomacia norte-americana, uma constante política de ocupações 
militares por parte dos Estados Unidos no Caribe e no Leste asiático, implementando a diplomacia do Big 
Stick ふさGヴ;ミSWàPラヴヴWデWざぶがàヮWノ;àケ┌;ノà;àaラヴN;àマキノキデ;ヴàふHard Power) norte-americana tornar-se-ia parte da política 
externa do país na medida do necessário. A força seria aliviada por meio de generosas ofertas financeiras a 
outras nações, de modo a angariar com maior suavidade o apoio de suas elites políticas, por meio da 
diplomacia do dólar, cujo objetivo central seria a dependência econômica de outras nações por meio de 
vultuosos e onerosos empréstimos ofertados a nações mais pobres. Este tripé diplomático dos EUA duraria 
até a década de 1930, quando Franklin D. Roosevelt o substituiria pela Política da Boa Vizinhança. Não 
obstante, por meio deste tripé, os negócios norte-americanos angariaram enorme apoio, reforçando, por 
meio de diversas intervenções militares, os interesses dos EUA na região caribenha, dentre os quais a 
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construção de canais marítimos, como o do Panamá e da Nicarágua, que colaborassem para facilitar o 
comércio exterior das empresas norte-americanas. 
 
O Pan Americanismo e as experiências de integração na 
América Latina 
 
Terminadas as guerras de independência na América espanhola, determinados grupos políticos, 
encabeçados por Simon Bolívar, propuseram a criação de uma Confederação de países hispano-americanos 
em todo o território das antigas colônias, do México à Argentina. A proposta de união dos países hispânicos 
a partir de laços de fraternidade cultural surgiu da mentalidade de Bolívar e foi nomeada como Pan 
Americanismo. 
A proposta foi primeiramente apresentada no Congresso do Panamá em 1826, o qual fora convocado pelo 
próprio Bolívar. Reuniram-se ali representantes da Grã-Colômbia (onde Bolívar era presidente), Estados 
Unidos da América, México, Peru, Bolívia e dos países da América Central. Apesar do acordo firmado visar a 
cooperação mútua, apenas a Grã-Colômbia o ratificou, e somente até 1830, quando o país entrou em colapso 
com as independências da Venezuela e Equador. Assim, o sonho de Bolívar se viu frustrado ainda em sua 
origem. 
Ao longo do século XIX, a proposta Pan Americana não angariou grandes apoiadores, visto que a própria 
região latino-americana se encontrava em processo de formação de seus Estados-Nações. Apenas no final 
do século XIX a proposta pan-americanista voltou a recuperar força, ainda que não mais sob uma perspectiva 
exclusivamente latino-americana, pois a sua retomada se deve a uma ação essencialmente norte-americana. 
Já em 1880, cogitou-se, a partir da diplomacia norte-americana, a criação de uma organização multilateral 
entre os diferentes Estados americanos, de modo a viabilizar o protagonismo regional dos Estados Unidos 
na liderança do continente, sobretudo em questões econômicas. Em suma, buscava-se, no campo 
econômico, a criação de uma União aduaneira entre as nações americanas (com privilégios para o irmão do 
Norte e a exclusão de nações estrangeiras do acordo, funcionando como uma espécie de Zollverein norte-
americana) e, no campo político, a implementação de um sistema de arbitragem obrigatório no continente, 
sob supervisão e liderança norte-americana. 
Ambas ideias foram primeiramente discutidas na prática durante a I Conferência Pan-americana (1889-1890) 
ラヴェ;ミキ┣;S;à ヮWノラゲà Eゲデ;Sラゲà UミキSラゲくà Fラキà ミWゲデWà ;ミラà ケ┌Wà ラà デWヴマラà さヮ;ミ-;マWヴキI;ミキゲマラざà aラキà ヮWノ;à ヮヴキマWキヴ;à ┗W┣à
utilizado, muito provavelmente por influência de jornais norte-americanos interessados na criação de zonas 
de influência americanas ao longo do continente. A Conferência, ocorrida durante a presidência de Benjamin 
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Harrison, ocorreu na cidade de Washington, e reuniu membros de todos os países do continente, à exceção 
da República Dominicana. 
As duas ideias-chaves da Conferência (arbitragem norte-americana em conflitos locais e a criação da zona 
aduaneira) foram colocadas sobre a mesa, não resultando, porém, no efeito esperado pelos estadunidenses: 
no fim, apenas se aprovou recomendações de apoio a tratados de reciprocidade comercial e a criação da 
União Internacional de Repúblicas Americanas, que, por meio de seu Bureau Comercial, funcionaria como 
uma instituição de representação e divulgação comercial dos países-membros. A Conferência foi encerrada 
em 14 de abril, que mais tarde, em 1930, seヴキ;àIエ;マ;SラàSWàラàさDキ;àP;ミ-áマWヴキI;ミラざく 
O Bureau Comercial deveria funcionar por um prazo inicial de 10 anos, cabendo-se a uma nova Conferência 
reafirmá-lo ou não. Em 1901, por ocasião de seus dez anos de funcionamento, reuniram-se novamente os 
delegados dos Estados-membros, desta vez no Palácio Nacional, na Cidade do México. A Conferência pouco 
inovou no sentindo de ampliação dos pactos firmados uma década antes, aprovando-se apenas resoluções 
relativas ao arbitramento compulsório de disputas no continente e às questões comerciais regionais. No 
entanto, a Segunda Conferência ficou marcada pela crescente preocupação dos países latino-americanos 
referente ao envolvimento dos EUA na guerra de independência de Cuba, bem como quanto ao crescimento 
de seu interesse pelo Caribe. Lembremo-nos de que 1901 é o ano em Theodore Roosevelt assume a 
presidência após o assassinato de seu antecessor, presidente McKinley, morto durante a Feira Mundial de 
Buffalo, Nova York, organizada no início do mesmo ano, e que, portanto, marca o início do Corolário 
Roosevelt e da política do Big Stick. 
Outras conferências foram convocadas nas décadas seguintes, ainda que com destaques pontuais. A Terceira 
Conferência se reuniu na cidade do Rio de Janeiro no ano de 1906, pouco tempo após Theodore Roosevelt 
anunciar ao Congresso as premissas de seu Corolário. A conferência foi marcada por um profundo 
sentimento antiamericano por boa parte dos delegados latino-americanos, que encabeçaram as discussões 
em torno da prevenção das intervenções armadas às nações devedoras do continente. Contudo, 
predominaram as discussões em torno da manutenção das boas relações continentais (em especial para com 
o irmão do Norte), sobressaindo-se, mais uma vez, o papel hegemônico dos EUA face aos demais países. 
A QuartaConferência foi reunida em Buenos Aires (Argentina) em 1910, por ocasião das grandiosas 
comemorações do centenário da independência argentina, durante a presidência de William Taft nos EUA, 
ラàマWゲマラàヮヴWゲキSWミデWà ヮヴWI┌ヴゲラヴà S;à Iエ;マ;S;à さSキヮノラマ;Iキ;à Sラà Sルノ;ヴざく Ali se colocou a situação da disputa 
territorial envolvendo Bolívia, Chile, Paraguai e Argentina (sem muitos efeitos práticos) e os conflitos 
diplomáticos entre Argentina e Brasil, ambos aspirantes à hegemonia latino-americana. Uma das poucas 
novidades anunciadas se referiu à mudança de nome da União Internacional das Repúblicas Americanas para 
União de Repúblicas Americanas, e de seu Bureau Internacional para União Pan-Americana. 
A Quinta Conferência veio acontecer somente em 1922 na cidade de Santiago (Chile), visto que sua data 
original de realização (que teria sido 1914) fora adiada em ocasião da eclosão da 1ª Guerra Mundial na 
Europa. Não compareceram os delegados do México (rompidos diplomaticamente com os EUA pelo seu não 
reconhecimento do governo de Alvaro Obregón), Bolívia e Peru. A conferência foi marcada por hostilidades 
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entre os delegados latino-americanos e o representante norte-americano, devido às ocupações militares dos 
EUA em países da América Central e Caribe nos últimos anos . No entanto, aprovou-se o Pacto Gondra, 
encabeçado por Manuel Gondra, ex-presidente paraguaio, o qual colocava que os conflitos entre Estados 
Americanos deveriam ser tratados, primeiramente, por dois comitês de investigação situados em 
Montevidéu e Washington, de modo a se buscar saídas pacíficas antes de qualquer intervenção armada ou 
ocasião de guerra. 
A Sexta Conferência, ocorrida em 1928 na cidade de Havana (Cuba), marcou o declínio das relações 
diplomáticas entre os membros latino-americanos e os Estados Unidos, sobretudo após a intervenção 
armada norte-americana em Nicarágua no ano de 1926, que depôs Augusto Sandino do poder. As 
hostilidades diplomáticas, em crescimento desde a Terceira Conferência, foram novamente capitaneadas 
pelo representante argentino, desta vez Honório Pueyrredón, como uma forma de elevar a Argentina ao 
posto de nação hegemônica da América Latina no lugar dos EUA e Brasil. Por influência de Pueyrredón, 
buscou-se instituir eleições plurais para a presidência da União Pan-Americana (até então sob chefia 
exclusiva dos Estados Unidos), medida que não logrou êxito. 
Outras conferências vieram a ocorrer nos anos seguintes sob o mesmo espírito de hostilidade diplomática. 
O ponto de virada foi a convocação de uma Conferência para a Manutenção da Paz e da Segurança 
Continental no pós-Segunda Guerra Mundial, no ano de 1947 na cidade do Rio de Janeiro (também conhecida 
como Conferência do Rio de Janeiro). A Conferência fora uma iniciativa do governo norte-americano, que 
vira durante a década de 1930 e o desenrolar da Segunda Guerra Mundial uma aproximação inquietante 
entre determinados governos latino-americanos e os países que compunham o Eixo. Seu objetivo seria cuidar 
ヮ;ヴ;à W┗キデ;ヴà ;à キミゲWヴN?ラà SWà ミラ┗;ゲà キSWキ;ゲà さ;ミデキ;マWヴキI;ミ;ゲざà ミラà IラミデキミWミデWがà ゲラHヴWデ┌Sラà ミWゲデWàマomento, que 
marcava o despontar da Guerra Fria. 
Ali foi firmado o Tratado Interamericano de Assistência Recíproca (também conhecido como TIAR ou ainda 
Tratado do Rio), pelo qual os membros da União Pan-Americana, agora renomeada para Organização dos 
Estados Americanos (OEA), cooperariam mutuamente em casos de ataques externos a qualquer dos Estados-
membros. Reforçava-se, portanto, os preceitos originais da Doutrina Monroe, que voltara a ganhar força 
após os anos 1930, que marcaram o declínio do Corolário Roosevelt e do Big Stick. 
Assim, percebemos uma certa inconstância nas relações externas entre EUA e América Latina ao longo do 
século XIX e da primeira metade do século XX. O isolacionismo de Monroe, que perdurara até 1890, logo deu 
lugar a um desejo crescente de maior protagonismo norte-americano na América Latina, em especial na 
América Central e Caribe (visto que a América do Sul possuía duas potências regionais, Argentina e Brasil, 
marcantemente próximas da Grã-Bretanha, grande rival internacional dos EUA). Este protagonismo foi 
マ;ヴI;Sラà ヮWノラà ;S┗Wミデラà Sラà Cラヴラノ=ヴキラà RララゲW┗Wノデà Wà ヮWノラà Bキェà “デキIニà Wà ;à さSキヮノラマ;Iキ;à Sラà Sルノ;ヴざà キミキIキ;S;à ヮWノラà
presidente Taft. Em ambos momentos, no entanto, os governos estadunidenses apontaram, com diferentes 
matizes, para a direção de uma política pan-americanista sob liderança norte-americana, o que se afastava 
do pan-hispanismo de Bolívar. Deste desejo surgiram as Conferências pan-americanas, sempre sob chefia e 
liderança dos representantes norte-americanos, sobretudo entre 1901 e 1933. Destas conferências veio a 
surgir o Tratado do Rio e a OEA, que cristalizavam os anseios hegemônicos dos EUA sobre a política interna 
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dos países latino-americanos, o que se demonstrará com os governos militares latino-americanos 
posteriores, marcados de influências ideológicas norte-americanas. Isto posto, vamos à prática ... mão na 
massa! 
 
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Exercícios 
Prova do CACD de 2017 
 
Questão 58 
 
A política externa norte-americana tem dedicado, historicamente, grande atenção à América 
Latina. Acerca desse tema, julgue (C ou E) os itens subsecutivos. 
 
1 Na Conferência do Rio de Janeiro, em 1942, a proposta norte-americana de rompimento das 
relações dos países americanos com as potências do Eixo foi combatida por Argentina, Paraguai 
e Uruguai. 
 
Comentário: 
 
A III Reunião de Consulta dos Ministros das Relações Exteriores das Repúblicas Americanas 
(também conhecida como Conferência do Rio de Janeiro) foi realizada na capital brasileira no mês 
de janeiro de 1942, e nela foi discutido o rompimento diplomático em conjunto do continente em 
relação ao Eixo, no entanto, por força da recusa argentina e chilena (paraguaia e uruguaia), a 
proposta de resolução foi rejeitada. Item errado. 
 
2 A Doutrina Monroe, anunciada em 1823, não impediu que potências europeias ocupassem 
territórios no continente latino-americano, tampouco que fizessem intervenções militares nos 
países da região. 
 
Comentário: 
 
A enunciação da Doutrina Monroe não levou, de imediato, a ações dos EUA contra as possessões 
europeias na América. As Guianas e grande parte do Caribe continuaram nas mãos das 
metrópoles europeias. Item correto. 
 
3 Tropas norte-americanas intervieram no México, em 1914, para exigir que o governo mexicano 
se desculpasse por alegado insulto à bandeira norte-americana e, em 1916, para perseguir o líder 
revolucionário Pancho Villa. 
 
Comentário: 
 
Isso mesmo. O Exército norte-americano realizou expedições punitivas aos revolucionários 
mexicanos no contexto de sua revolução ocorrida no século XX. Item correto. 
 
4 Na Primeira Conferência dos Estados Americanos, realizada em Washington em 1889, os países 
hispano-americanos, com exceção do México, aprovaram o projeto norte-americano de construir 
um canal interoceânico na América Central para conectar as costas americanas do Pacífico e do 
Atlântico e facilitar o comércio e as comunicações. 
 
Comentário: 
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 Não houve qualquer menção oficial a esta questão na Primeira Conferência de 1889, cujo objetivo 
central seria o estabelecimento de acordo econômicos que admitissem a hegemonia norte-
americana sobre essa pautano continente (o que foi frustrado pela ação de sul-americanos, como 
os representantes argentinos). O dito canal (no caso, do Panamá) apenas entrou na pauta norte-
americana alguns poucos anos mais tarde, sobretudo durante a presidência de Theodore 
Roosevelt (1901-1909). Item errado. 
 
(UFV-MG) 
 
Leia os trechos de notícias de jornais publicados nos Estados Unidos no século XIX: 
 
1) (...) um espírito de interferência hostil [de outras nações] para conosco, com o objetivo 
confesso de deformar nossa política e prejudicar nosso poder, limitando nossa grandeza e 
impedindo a realização de nosso Destino Manifesto, que é estendermo-nos sobre o continente 
que a Providência fixou para o livre desenvolvimento de nossos milhões de habitantes, que ano 
após ano se multiplicam. (Democratic Review) 
 
2) A universal nação ianque pode regenerar e libertar o povo do México em poucos anos; e cremos 
que é parte de nosso destino civilizar esse belo país e capacitar seus habitantes para apreciar 
algumas das numerosas vantagens e bênçãos de que dispõem. (New York Herald) 
 
Citados por AQUINO, R.S.L. et al. História das sociedades americanas. Rio de Janeiro: Livraria Eu e 
Você, 1981. p.140 e 141. 
 
Quanto à história do expansionismo norte-americano no século XIX, pode-se afirmar que: 
 
a) na época, os Estados Unidos apossaram-se de várias áreas do território mexicano sem o 
pagamento de indenizações e, da mesma forma, apropriaram-se de colônias da França, da 
Inglaterra e da Rússia, orientados por seu "Destino Manifesto". 
 
Comentário: 
 
No caso russo, nas relações com a França e com alguns territórios mexicanos, na verdade, houve 
sim ou a compra do território ou, ainda, o pagamento de indenizações. 
 
 
b) as ações expansionistas dos Estados Unidos pretendiam empurrar suas fronteiras até o Oceano 
Pacífico e excluir a região sul do país porque nela predominava uma economia agrário-
exportadora que impedia o avanço da industrialização. 
 
Comentário: 
 
Ainda que seja verdade que a expansão do território americano para o Oeste tenha, parcialmente, 
diminuído o peso dos sulistas na Câmara baixa; é equivocado falar que isto era um objetivo do 
Destino Manifesto ou do expansionismo. O isolamento sulista estaria mais bem representado 
Iラマラà┌マàさWaWキデラàIラノ;デWヴ;ノざàS;àIラミケ┌キゲデ;àSラà;IWゲゲラà;ラàP;IケaキIラく 
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c) o expansionismo norte-americano sobre as colônias espanholas contou com o apoio da Santa 
Aliança porque ela pretendia ver instauradas repúblicas, livres e democráticas, nas metrópoles 
europeias e em suas colônias. 
 
Comentário: 
 
A Santa Aliança tinha um substrato principiológico fundado na legitimidade das monarquias 
contra o fator revolucionário das repúblicas. Ou seja, jamais desejariam que a monarquia 
espanhola fosse desestabilizada por repúblicas nascentes nas Américas. 
 
d) por força de seu "Destino Manifesto", a descoberta do ouro nas colinas californianas estreitou 
as relações entre mexicanos e americanos evitando novos conflitos e disputas nas fronteiras, o 
que permitiu o acesso dos Estados Unidos ao Oceano Pacífico. 
 
Comentário: 
 
A descoberta do ouro no oeste da América do Norte disparou uma corrida alucinada e violenta, 
que passou sobre territórios indígenas e espanhois. Ou seja, o processo de estruturação da 
mineração na Califórnia nunca foi harmonioso com o México, mas sim um processo sangrento de 
disputa territorial. 
 
e) a imprensa dos Estados Unidos, na época, acreditava que eles tinham uma predestinação: a 
missão de civilizar povos inferiores do continente americano por causa de seu "Destino 
Manifesto", ou seja, o seu domínio representava a vontade de Deus. 
 
Comentário: 
 
áàIキ┗キノキ┣;N?ラàS;ゲàさデWヴヴ;ゲàキミI┌ノデ;ゲざàWàラàヮノWミラàSWゲWミ┗ラノ┗キマWミデラàS;àヮラヮ┌ノ;N?ラà;マWヴキI;ミ;àWヴ;マàラゲà
dois grandes motores do Destino Manifesto, que tinha todas as suas ações assentadas sobre a 
crença da aprovação divina e da vontade de Deus de promover a conquista do território e da 
expansão de Sua palavra no Novo Mundo. 
 
Gabarito: ALTERNATIVA E. 
 
 
(Mackenzie-SP) 
 
A população que, em 1790, era de quase 4 milhões de habitantes passou para cerca de 31 milhões 
em 1860. Dez anos depois, alcançava os 40 milhões. Boa parte desse contingente era formado 
por estrangeiros: entre 1830 e 1860 entraram no país quase 5 milhões de imigrantes europeus. 
José Robson de A. Arruda e Nelson Piletti. A História dos Estados Unidos da América. 
No que diz respeito à fase do expansionismo interno e à ocupação e ao povoamento do atual 
território norte-americano, teve como justificativa a Doutrina do Destino Manifesto, sobre a qual 
é INCORRETO afirmar que: 
 
a) explicitava uma visão racista que agia como alimento moral para o desenvolvimento da nação. 
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Comentário: 
 
A alternativa é um pouco desequilibrada, já que é um pouco forte falar de racismo quanto ao 
Destino Manifesto. Seria mais correto falar em etnocentrismo, já que investia um povo de um 
dever divino; mas se pode considerar a afirmativa correta. 
 
b) seus objetivos nunca foram utilizados para legitimar invasões, intervenções ou conquistas 
territoriais em países do continente americano. 
 
Comentário: 
 
O Destino Manifesto foi a principal justificativa moral para as intervenções dos Estados Unidos na 
marcha para o Oeste. Civilizar populações e assegurar o desenvolvimento dos peregrinos 
encontraram sua tradução na expansão territorial, que envolveu desde a compra de territórios 
até as invasões e as guerras. Portanto, esta é a única alternativa errada. 
 
c) baseava-se em um sentimento de superioridade do imigrante europeu branco, diante dos 
índios e dos mexicanos. 
 
Comentário: 
 
O europeu branco que alcançou as Américas criou um mito da preferência divina a seu favor para 
garantir o progresso dos povos. Neste sentido, o Destino Manifestou assegurava, moralmente, as 
ideias de superioridade dos brancos sobre os nativos e os escravos negros. 
 
d) contém elementos inspirados no Darwinismo Social, no qual as relações sociais destacam a 
sobrevivência dos mais capazes. 
 
Comentário: 
 
As ideias do Darwinismo social eram importantíssimas para a organização do Destino Manifesto, 
já que elegem os mais fortes e inteligentes como os escolhidos para liderar os povos na direção 
do desenvolvimento. O corte étnico do darwinismo social é precioso para a estruturação de um 
destino grandioso de um povo sobre os demais. 
 
e) os norte-americanos tinham sido predestinados por Deus à conquista dos territórios situados 
entre os oceanos Atlântico e Pacífico. 
 
Comentário: 
 
A ideia da predestinação divina dos americanos para governar sobre as duas costas foi um 
propulsor potentíssimo do Destino Manifesto e das movimentações da conquista do Oeste. 
 
Gabarito: ALTERNATIVA B. 
 
 
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(UFMG) 
 
Considerando-se as relações entre a América Latina e os Estados Unidos a partir de meados do 
século XIX, é correto afirmar que: 
 
a) a abertura do canal no estreito do Panamá possibilitou o desenvolvimento de relações 
comerciais equilibradas entre as Américas. 
 
Comentário: 
 
A abertura do canal do Panamá, sobretudo, foi um marco da assimetria das relações entre as 
Américas, com uma liderança política e econômica inquestionável por parte dos EUA. Sua 
capacidade de ação e de influência sobre todo o continente ficou patente com a construção do 
canal. 
 
b) a consolidação dos Estados antilhanos e centro-americanos viabilizou o apoio constante do 
governo norte-americano às democracias destas regiões. 
 
Comentário:Com o avanço econômico dos Estados Unidos sobre as antigas colônias do Caribe e da América 
Central continental, os regimes destes países passaram a sofrer grande influência dos interesses 
estadunidenses. O mais importante para os EUA era a manutenção de governos favoráveis nas 
pequenas repúblicas centro-americanas; ou seja, o compromisso com as regras democráticas 
destes países era limitado pelos interesses econômicos. 
 
c) a derrota do México, na guerra com os Estados Unidos, significou a perda de quase metade do 
território mexicano para este país. 
 
Comentário: 
 
De fato, as derrotas sofridas pelo México nas guerras com os Estados Unidos comprometeram 
mais da metade do seu território, que seria anexado no processo de paz definitivamente aos 
Estados Unidos. Alternativa correta. 
 
d) a política do Big Stick, implementada pelo presidente Theodore Roosevelt, visava a estreitar o 
diálogo diplomático entre os países americanos. 
 
Comentário: 
 
Acima de tudo, a política do Big Stick de Theodore Roosevelt queria manter as potências 
europeias afastadas dos assuntos americanos no início do século XX. O estreitamento dos lanços 
com os demais países das Américas seria, se ocorresse, um corolário desta política, mas não um 
objetivo em si mesmo. 
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Gabarito: ALTERNATIVA C. 
(UFSCar-SP) 
 
A Big Stick Policy, estabelecida nos Estados Unidos da América no início do século XX, consistiu: 
 
1 に numa reforma ampla do sistema policial, a fim de melhor reprimir as revoltas da população 
negra. 
2 に numa política interna com a qual se pretendeu corrigir os excessos do sistema federativo. 
3 に numa política externa com a qual se pretendeu reservar o direito de intervir na América latina. 
Assinale a opção correta. 
 
a) Apenas a alternativa 3 está correta. 
b) Apenas a alternativa 1 está correta. 
c) Nenhuma alternativa está correta. 
d) Apenas a alternativa 2 está correta. 
e) As alternativas 1 e 2 estão corretas. 
 
Comentários: 
 
1 e 2. O Big Stick não foi uma doutrina de aplicação doméstica, mas sim internacional. Afirmações 
incorretas. 
 
ンくàB;ゲW;S;àミラàIエ;┗?ラàさa;ノWàゲ┌;┗WマWミデWàWàI;ヴヴWェ┌WàIラミゲキェラà┌マàェヴ;ミSWàヮラヴヴWデWざがàラàBキェà“デキIニàデキミエ;à
por objetivo afastar os europeus dos assuntos do continente americano, que deveria passar a 
pensar suas questões políticas no âmbito continental. Dada a liderança americana na garantia do 
afastamento europeu e sua posição de interlocução entre os dois continentes, a política acabava 
por facilitar aos Estados Unidos uma posição intervencionista em todo o continente. Afirmação 
correta. 
 
Portanto, apenas a alternativa 3 está correta. 
 
Gabarito: ALTERNATIVA A. 
 
 
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Exercícios apresentados 
Prova do CACD de 2017 
 
Questão 58 
 
A política externa norte-americana tem dedicado, historicamente, grande atenção à América 
Latina. Acerca desse tema, julgue (C ou E) os itens subsecutivos. 
 
1 Na Conferência do Rio de Janeiro, em 1942, a proposta norte-americana de rompimento das 
relações dos países americanos com as potências do Eixo foi combatida por Argentina, Paraguai 
e Uruguai. 
 
2 A Doutrina Monroe, anunciada em 1823, não impediu que potências europeias ocupassem 
territórios no continente latino-americano, tampouco que fizessem intervenções militares nos 
países da região. 
 
3 Tropas norte-americanas intervieram no México, em 1914, para exigir que o governo mexicano 
se desculpasse por alegado insulto à bandeira norte-americana e, em 1916, para perseguir o líder 
revolucionário Pancho Villa. 
 
4 Na Primeira Conferência dos Estados Americanos, realizada em Washington em 1889, os países 
hispano-americanos, com exceção do México, aprovaram o projeto norte-americano de construir 
um canal interoceânico na América Central para conectar as costas americanas do Pacífico e do 
Atlântico e facilitar o comércio e as comunicações. 
 
 
(UFV-MG) 
 
Leia os trechos de notícias de jornais publicados nos Estados Unidos no século XIX: 
 
1) (...) um espírito de interferência hostil [de outras nações] para conosco, com o objetivo 
confesso de deformar nossa política e prejudicar nosso poder, limitando nossa grandeza e 
impedindo a realização de nosso Destino Manifesto, que é estendermo-nos sobre o continente 
que a Providência fixou para o livre desenvolvimento de nossos milhões de habitantes, que ano 
após ano se multiplicam. (Democratic Review) 
 
2) A universal nação ianque pode regenerar e libertar o povo do México em poucos anos; e cremos 
que é parte de nosso destino civilizar esse belo país e capacitar seus habitantes para apreciar 
algumas das numerosas vantagens e bênçãos de que dispõem. (New York Herald) 
 
Citados por AQUINO, R.S.L. et al. História das sociedades americanas. Rio de Janeiro: Livraria Eu e 
Você, 1981. p.140 e 141. 
 
Quanto à história do expansionismo norte-americano no século XIX, pode-se afirmar que: 
 
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a) na época, os Estados Unidos apossaram-se de várias áreas do território mexicano sem o 
pagamento de indenizações e, da mesma forma, apropriaram-se de colônias da França, da 
Inglaterra e da Rússia, orientados por seu "Destino Manifesto". 
 
b) as ações expansionistas dos Estados Unidos pretendiam empurrar suas fronteiras até o Oceano 
Pacífico e excluir a região sul do país porque nela predominava uma economia agrário-
exportadora que impedia o avanço da industrialização. 
 
c) o expansionismo norte-americano sobre as colônias espanholas contou com o apoio da Santa 
Aliança porque ela pretendia ver instauradas repúblicas, livres e democráticas, nas metrópoles 
europeias e em suas colônias. 
 
 
d) por força de seu "Destino Manifesto", a descoberta do ouro nas colinas californianas estreitou 
as relações entre mexicanos e americanos evitando novos conflitos e disputas nas fronteiras, o 
que permitiu o acesso dos Estados Unidos ao Oceano Pacífico. 
 
e) a imprensa dos Estados Unidos, na época, acreditava que eles tinham uma predestinação: a 
missão de civilizar povos inferiores do continente americano por causa de seu "Destino 
Manifesto", ou seja, o seu domínio representava a vontade de Deus. 
 
 
(Mackenzie-SP) 
 
A população que, em 1790, era de quase 4 milhões de habitantes passou para cerca de 31 milhões 
em 1860. Dez anos depois, alcançava os 40 milhões. Boa parte desse contingente era formado 
por estrangeiros: entre 1830 e 1860 entraram no país quase 5 milhões de imigrantes europeus. 
José Robson de A. Arruda e Nelson Piletti. A História dos Estados Unidos da América. 
No que diz respeito à fase do expansionismo interno e à ocupação e ao povoamento do atual 
território norte-americano, teve como justificativa a Doutrina do Destino Manifesto, sobre a qual 
é INCORRETO afirmar que: 
 
a) explicitava uma visão racista que agia como alimento moral para o desenvolvimento da nação. 
 
b) seus objetivos nunca foram utilizados para legitimar invasões, intervenções ou conquistas 
territoriais em países do continente americano. 
 
c) baseava-se em um sentimento de superioridade do imigrante europeu branco, diante dos 
índios e dos mexicanos. 
 
d) contém elementos inspirados no Darwinismo Social, no qual as relações sociais destacam a 
sobrevivência dos mais capazes. 
 
e) os norte-americanos tinham sido predestinados por Deus à conquista dos territórios situados 
entre os oceanos Atlântico e Pacífico. 
 
 
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(UFMG) 
 
Considerando-seas relações entre a América Latina e os Estados Unidos a partir de meados do 
século XIX, é correto afirmar que: 
 
a) a abertura do canal no estreito do Panamá possibilitou o desenvolvimento de relações 
comerciais equilibradas entre as Américas. 
 
b) a consolidação dos Estados antilhanos e centro-americanos viabilizou o apoio constante do 
governo norte-americano às democracias destas regiões. 
 
c) a derrota do México, na guerra com os Estados Unidos, significou a perda de quase metade do 
território mexicano para este país. 
 
d) a política do Big Stick, implementada pelo presidente Theodore Roosevelt, visava a estreitar o 
diálogo diplomático entre os países americanos. 
 
 (UFSCar-SP) 
 
A Big Stick Policy, estabelecida nos Estados Unidos da América no início do século XX, consistiu: 
 
1 に numa reforma ampla do sistema policial, a fim de melhor reprimir as revoltas da população 
negra. 
2 に numa política interna com a qual se pretendeu corrigir os excessos do sistema federativo. 
3 に numa política externa com a qual se pretendeu reservar o direito de intervir na América latina. 
Assinale a opção correta. 
 
a) Apenas a alternativa 3 está correta. 
b) Apenas a alternativa 1 está correta. 
c) Nenhuma alternativa está correta. 
d) Apenas a alternativa 2 está correta. 
e) As alternativas 1 e 2 estão corretas. 
 
 
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