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HERBIVORIA X PREDAÇÃO X PARASITISMO

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INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO CIÊNCIA E 
TECNOLOGIA SUL-RIO-GRANDENSE
 
CURSO TÉCNICO EM CONTROLE AMBIENTAL 
BIOLOGIA II
 
 
 
RESUMO DO SEMINÁRIO
		 
Janaína Menezes
Leonardo de Oliveira
Luisa de Barros
Vilmar
Camaquã
2022
1. HERBIVORIA
A herbivoria é uma relação ecológica desarmônica e interespecífica. Nessa relação o organismo se alimenta de plantas e algas, consumindo elas por inteiro ou partes delas, e essa interação pode interferir no desenvolvimento da planta ou fazer com que ela morra. Então nessa relação, só os animais consumidores se beneficiam, as plantas sempre serão prejudicadas. Essa interação também pode ser pensada como predação quando tivermos em vista que plantas inteiras são ingeridas muitas vezes.
Estes animais são chamados de herbívoros, e exemplo desses animais são os insetos, zebras, girafas, pássaros e gado. Eles precisam diretamente de plantas para sobreviver, já que todos os nutrientes que esses organismos precisam para o desenvolvimento vem das plantas e, por isso, esses animais ocupam a segunda posição nas cadeias alimentares, sendo considerados os consumidores primários.
Infelizmente, não é sempre que os herbívoros possuem disponibilidade de alimentos, pois eventos atípicos, como o desmatamento de seus habitats e secas de longa duração, podem interferir na sobrevivência desses organismos. É importante ressaltar que um grande número de herbívoros em uma área também pode limitar a quantidade de alimentos, o que levará a uma competição entre os indivíduos. Por exemplo,um rebanho muito grande de vacas em um espaço pequeno de pastagem poderá levar a destruição de todo o pasto, causando competição entre os indivíduos e perdas econômicas ao proprietário.
Para evitar a predação dos herbívoros, algumas plantas, através da evolução, criaram algumas adaptações que atuam como mecanismos de defesa e fazem a elaboração de toxinas que podem causar intoxicação aos organismos que se alimentarem dessas espécies, ou ainda tornar o sabor da planta impalatável.
E além dessas toxinas, elas podem apresentar barreiras mecânicas, como acúleos e espinhos, que possuem como objetivo aumentar a sua sobrevivência. Além disso, elas podem possuir tricomas, que são pequenos pelos que também podem fazer a liberação de substâncias ou mesmo tornar sua ingestão mais difícil, como por exemplo, se as cutículas grossas.
Um exemplo importante de defesa é a presença de cristais de oxalato de cálcio nas plantas. A planta conhecida como comigo-ninguém-pode contém grandes quantidades desses cristais, que podem causar irritação na garganta quando ingeridos, levando à asfixia.
Além disso, essa relação ecológica possui grande importância ao meio ambiente, já que quando os herbívoros se alimentam dessas plantas, eles irão auxiliar na dispersão das sementes, fazendo com que elas germinem em outros ambientes, assim como alguns destes animais auxiliarão no processo de polinização de determinadas espécies.
2. PREDAÇÃO
Predação é uma relação ecológica interespecífica, onde ocorre entre espécies diferentes e apenas uma é beneficiada, ou seja, é desarmônica. 
Existe uma interação, onde um organismo, que é denominado predador, onde se alimenta de todo ou parte de outro organismo vivo, a qual é denominada de presa.
Alguns predadores se alimentam conforme a disponibilidade de recursos, eles observam o tamanho das populações de algumas espécies. Quando essa população começa a ter um fluxo menor, eles então procuram se alimentar de presas que estejam em maior abundância, ou seja, eles não possuem uma preferência por determinado alimento.
Mas, mesmo essas espécies que conseguem mudar seus hábitos por falta de um determinado alimento, existem algumas que preferem presas específicas, mesmo que não seja em abundância, sendo denominados predadores especialistas.
Como exemplo de predação, temos o leão e a zebra, onde o leão é o predador e a zebra a presa, também a serpente como predadora e o rato como presa, e por último, de exemplo, temos o tubarão como predador e a foca como a presa.
Espécies, tanto de predadores quanto de presas, possuem adaptações que ajudam a desempenhar seu papel. Os predadores para que possam ter uma maior eficiência na hora da caça e as presas para conseguirem escapar dos predadores. No grupo dos predadores, existem algumas características que os ajudam na predação, como dentes afiados, muita força e altas velocidades. Um exemplo é a coruja, que possui ótima visão, a qual permite enxergar muito bem tanto de dia quanto de noite, além de uma excelente audição e um voo silencioso, fazendo com que se aproxime sem a presa perceber. As presas também apresentam diversas características que ajudam a evitar o predatismo, como carapaça forte, camuflagem no ambiente, coloração de advertência, capacidade de mimetizar presas tóxicas e também facilidade de construir tocas e abrigos.
Existem pessoas que acham que a predação vem a causar no meio ambiente, um impacto negativo, porque nessa interação de indivíduos, ocorre morte. Porém, é de grande importância que exista o predatismo, para que haja um equilíbrio nas comunidades. Se não tiver predadores, as populações podem crescer exageradamente, o que pode acabar provocando competição.
3. PARASITISMO 
	O parasitismo é considerado uma relação interespecífica, ou seja, entre duas espécies diferentes e, nesta relação, o parasita é beneficiado enquanto o hospedeiro é prejudicado, porém, como o parasita necessita do hospedeiro para sobreviver, é necessário que o mesmo esteja vivo e, para isso, existe uma série de adaptações que ocorreram para que o parasitismo não seja fatal para o hospedeiro. 
	O parasita pode ser tanto interno - endoparasita - quanto externo - ectoparasita. Existem três tipos de parasitas, são eles:
· Parasita obrigatório - necessita do hospedeiro para sobreviver;
· Parasita facultativo - é beneficiado pelo hospedeiro, mas não existe uma relação de dependência;
· Parasita proteliano - parasita obrigatório na fase de desenvolvimento larval, e facultativo na vida adulta.
As evoluções ligadas a modificação dos hospedeiros ocorrem para que o mesmo seja capaz de evoluir e se adaptar para melhor resistir e tolerar o parasita. Quando falamos do parasita, para ele interessa a sobrevivência do hospedeiro, já que a morte do hospedeiro resulta na sua morte. Então, pode se dizer que a relação do parasitismo passa por evoluções para que o parasita continue sendo beneficiado sem que o hospedeiro seja fortemente afetado. 
Já as evoluções ligadas ao parasita ocorrem principalmente para que o parasita consiga se adaptar às mudanças do ambiente, mas também a evolução do hospedeiro, já que o mesmo pode evoluir a ponto de criar uma resposta imune e que não permita a sobrevivência do parasita em seu organismo. As evoluções do parasita ocorrem rapidamente, pois possui uma grande população e um tempo curto entre gerações.
	A contaminação com parasitas pode ocorrer através da ingestão de água ou alimentos contaminados, no caso de endoparasitas, e causar alguns sintomas, ou pode ser transmitido por contato direto, no caso de ectoparasitas.

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