Buscar

Exercícios de Português

Faça como milhares de estudantes: teste grátis o Passei Direto

Esse e outros conteúdos desbloqueados

16 milhões de materiais de várias disciplinas

Impressão de materiais

Agora você pode testar o

Passei Direto grátis

Faça como milhares de estudantes: teste grátis o Passei Direto

Esse e outros conteúdos desbloqueados

16 milhões de materiais de várias disciplinas

Impressão de materiais

Agora você pode testar o

Passei Direto grátis

Faça como milhares de estudantes: teste grátis o Passei Direto

Esse e outros conteúdos desbloqueados

16 milhões de materiais de várias disciplinas

Impressão de materiais

Agora você pode testar o

Passei Direto grátis

Você viu 3, do total de 4 páginas

Faça como milhares de estudantes: teste grátis o Passei Direto

Esse e outros conteúdos desbloqueados

16 milhões de materiais de várias disciplinas

Impressão de materiais

Agora você pode testar o

Passei Direto grátis

Prévia do material em texto

INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO CIÊNCIA E 
TECNOLOGIA SUL-RIO-GRANDENSE
 
CURSO TÉCNICO EM CONTROLE AMBIENTAL 
Língua Portuguesa e Literatura IV
 
 
 
EXERCÍCIOS
		 
Leonardo de Oliveira
 
Maria Inês Côrte
Camaquã
2022
1. Leia o texto, uma crônica de Millôr Fernandes, e responda:
Cão! Cão! Cão!
Abriu a porta e viu o amigo que há tanto não via. Estranhou apenas que ele, amigo, viesse acompanhado de um cão. O cão não muito grande mas bastante forte, de raça indefinida, saltitante e com um ar alegremente agressivo. Abriu a porta e cumprimentou o amigo, com toda efusão. "Quanto tempo!". O cão aproveitou as saudações, se embarafustou casa adentro e logo o barulho na cozinha demonstrava que ele tinha quebrado alguma coisa. O dono da casa encompridou um pouco as orelhas, o amigo visitante fez um ar de que a coisa não era com ele. "Ora, veja você, a última vez que nos vimos foi..." "Não, foi depois, na..." "E você, casou também?" O cão passou pela sala, o tempo passou pela conversa, o cão entrou pelo quarto e novo barulho de coisa quebrada. Houve um sorriso amarelo por parte do dono da casa, mas perfeita indiferença por parte do visitante. "Quem morreu definitivamente foi o tio... você se lembra dele?" "Lembro, ora, era o que mais... não?"O cão saltou sobre um móvel, derrubou o abajur, logo trepou com as patas sujas no sofá (o tempo passando) e deixou lá as marcas digitais de sua animalidade. Os dois amigos, tensos, agora preferiam não tomar conhecimento do dogue. E, por fim, o visitante se foi. Se despediu, efusivo como chegara, e se foi. Se foi. Mas ainda ia indo, quando o dono da casa perguntou: "Não vai levar o seu cão?" "Cão? Cão? Cão? Ah, não! Não é meu, não. Quando eu entrei, ele entrou naturalmente comigo e eu pensei que fosse seu. Não é seu, não?
	
Moral: Quando notamos certos defeitos nos amigos, devemos sempre ter uma conversa.
1.1. Por que o amigo visitante não se manifestou ao perceber que o cão tinha partido algo na cozinha?
	Porque ele pensava que o cão era do dono da casa.
1.2. Por que os amigos estavam tensos?
	Eles estavam tensos porque o cão passava por todos os cômodos quebrando os objetos e nenhum dos dois tomavam uma atitude sobre a situação.
1.3. O que significa “sorriso amarelo” e por que o dono sorriu dessa forma?
	O sorriso amarelo significa um sorriso sem graça, o dono da casa expressou dessa forma porque o mesmo estava sem graça perante ao cachorro, que ele achava que pertencia ao amigo, quebrando as coisas na casa.
1.4. Quem é o dono do cão?
	Não se sabe a quem pertence o cão, já que no texto não explicita quem é o dono, mas o cachorro não pertence a nenhum dos dois personagens do texto.
1.5. O que torna a crônica engraçada?
	A crônica se torna cômica a partir do momento que os dois descobrem que o cão não pertence a nenhum dos dois, já que um pensava que o dono era o outro e vice versa.
2. (PUC-SP)
(...) Da garrafa estilhaçada, no ladrilho já sereno escorre uma coisa espessa que é leite, sangue... não sei. Por entre objetos confusos, mal redimidos da noite, duas cores se procuram, suavemente se tocam, amorosamente se enlaçam, formando um terceiro tom a que chamamos aurora. 
(Carlos Drummond de Andrade) 
No fragmento anterior, Carlos Drummond de Andrade constrói, poeticamente, a aurora. O que permite visualizar este momento do dia corresponde: 
a) A objetos confusos mal redimido da noite. 
b) À garrafa estilhaçada e ao ladrilho sereno. 
c) À aproximação suave de dois corpos. 
d) Ao enlace amoroso de duas cores. 
e) Ao fluir espesso do sangue sobre o ladrilho.
3. (FCC - 2013)
“Esta vida é uma viagem
pena eu estar
só de passagem.’’
(Paulo Leminski, La vie em close. 5ª ed. S.Paulo: Brasiliense, 2000, p.134)
No poema de apenas três versos, o poeta lamenta-se:
a) da fugacidade da vida.
b) demonstra preferir a vida espiritual à terrena.
c) revolta-se contra o seu destino.
d) sugere que a vida não tem sentido.
e) abomina a agitação da vida.​
4. A vida dá voltas
Sou um tipo meio fatalista. Acho que a vida dá voltas. Um amigo meu, Luís, casou-se com Cláudia, uma mulher egoísta. Ele era filho único, de mãe separada e sem pensão. Durante algum tempo, a mãe de Luís foi sustentada pelo próprio tio, um solteirão. Quando este faleceu, começaram as brigas domésticas: Cláudia não admitia que Luís desse dinheiro à mãe. Ele era um rapaz de classe média. Por algum tempo, arrumou trabalhos extras para ajudar a idosa.
Convencido pela esposa, ele mudou-se para longe. Visitava a mãe uma vez por ano. Para se livrar da questão financeira, Luís convenceu a mãe a vender o apartamento. Durante alguns anos, ela viveu desse dinheiro. Muitas vezes, lamentava a falta do filho, mas o que fazer? Luís, sempre tão ocupado, viajando pelo mundo todo, não tinha tempo disponível. Na casa da mãe, faltou até o essencial. E ela faleceu sozinha.
O tempo passou. Hoje, Luís, antes um profissional disputado, está desempregado. Foi obrigado a se instalar com a família na casa dos sogros, onde é atormentado diariamente. A filha de Luís e Cláudia cresceu e saiu de casa. Quer seguir seu próprio rumo!
Luís não tem renda, nem bens. Está quase se divorciando. Ficou fora do mercado de trabalho. O que vai acontecer? A filha cuidará dele? Tenho dúvidas,porque ele não a ensinou com seu próprio exemplo.
A vida é um eterno ciclo afetivo. Em uma época todos nós somos filhos. Em outra, tornamo-nos pais: é a nossa vez de cuidar de quem cuidou de nós.
4.1. Considerando o último parágrafo do texto, pode-se afirmar que a relação entre pais e filhos deve ser baseada:
a) No medo.
b) Na persistência.
c) Na expectativa.
d) Na esperança.
e) Na troca.

Outros materiais

Materiais relacionados

Perguntas relacionadas

Materiais recentes

Perguntas Recentes