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4 Neurotransmissores

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Neurotransmissores
Introdução ao sistema nervoso central:
O hemisfério cerebral esquerdo é
predominantemente analítico, responsável pela
escrita e pela matemática. Já o direito, é
responsável pela criatividade e pela consciência
musical.
Células da glia:
• Micróglia: origem mesodérmica; células do
sistema imune.
• Macróglia: astrócitos e oligodendrócitos;
origem ectodérmica.
◦ Astrócitos: são apenas 50% do volume
cerebral; pode-se dizer que é o terceiro
componente da sinapse, além dos
neurônios pré e pós-ganglionar, pois
limita tudo o que chega até o neurônio.
▪ Tem glicogênio;
▪ Nutre e sustenta os neurônios;
▪ Principal componente da barreira
hematoencefálica.
Sinapses
Elétrica:
• Rápida;
• Depende de moléculas de adesão, as
caderinas, ligadas ao citoesqueleto,
formando junções gap;
◦ Células tumorais possuem caderinas
fracas, causando fácil desprendimento
celular (metástase).
Química:
• 99% das sinapses;
• São 60 neurotransmissores conhecidos,
incluindo neuromoduladores;
◦ Neurotransmissor: se forma no local da
sinapse;
◦ Neuromodulador: se forma fora do local
da sinapse.
Tipos de neurotransmissores
Aminoácidos:
• Glicina;
• Glutamato;
• GABA;
• Aspartato.
Aminas: são aminoácidos que perderam uma
molécula de CO2, exceto a ACh, que não deriva
diretamente de aminoácido.
• ACh;
• Dopamina;
• Noradrenalina;
• Adrenalina;
• Histamina;
• Serotonina.
Purinas:
• ATP;
• Adenosina.
Tipos de neuromoduladores
De estrutura complexa:
• Neuropeptídeos: destaque para a
substância P;
• Endorfinas: são grandes moléculas
relacionadas ao prazer; são também, o
neurotransmissor mais importante na
sensação de dor;
• Colecistocinina (CCK);
• Insulina;
• Somatostatina.
Gasosos:
• Óxido nítrico (NO);
• Monóxido de carbono (CO): relacionado ao
sistema de memória.
Glutamato
Principal transmissor excitatório.
Em excesso, leva a morte neuronal.
Receptores de glutamato:
• Ionotrópicos:
◦ AMPA: são rápidos e abrem canais de
Na+ e K+.
◦ NNDA: são lentos e abrem canais de
Ca+2, K+ e Na+.
• Metabotrópicos (agem através de proteína
G).
◦ Kainato;
◦ GMS (glutamato monossódico): dilata
as papilas gustativas; há uma região
Caderno de Bioquímica I – Ana Pich
com receptores umami na língua; em
excesso, é cancerígeno.
Gliconeogênese
É a formação de glicose a partir de substâncias não
glicídicas. Os aminoácidos são muito importantes
nesse processo, o principal deles é a alanina.
A uréia é excretada pelo rim. Logo, uma
insuficiência renal aumenta a ureia no sangue.
GABA
Ácido gamaminobutírico.
Principal neurotransmissor inibitório.
A formação do GABA se dá por descarboxilação do
ácido glutâmico.
Ácido glutâmico → – CO2 → GABA.
Receptores GABA:
• GABA A: ionotrópico; abre canais de Cl–.
Está relacionado ao alcoolismo, pois é
potencializado pelo álcool, abrindo mais
canais de Cl– ainda.
• GABA B: metabotrópicos; abrem canais de
K+ indiretamente.
Existem medicamentos que potencializam o
receptor GABA A, os quais, se ingeridos em
conjunto com o álcool, podem levar a morte:
• Benzodiazepínicos:
◦ Diazepam;
• Barbitúricos:
◦ Clonazepam;
◦ Alprazolam;
◦ Bromazepam;
◦ Fenobarbital (o mais famoso)
(Gardenal, Edhanol);
◦ Primidona (Mysoline);
◦ Pentobarbital (Hypnol).
A duração da ação do fármaco está relacionada à
sua passagem pela barreira hematoencefálica.
Glicina
Neurotransmissor inibitório.
Estricnina é um veneno que estimula a contração
na placa motora.
Acetilcolina
Único neurotransmissor que não deriva diretamente
de aminoácido.
A acetilcolinesterase (AChE) é responsável por
degradar a ACh.
Os principais agrotóxicos inibem a AChE. São eles
carbamatos e organofosforados. 
DL 50: dose letal para 50% dos indivíduos.
Quanto menor a DL 50, mais tóxico o composto.
O malation é o organofosforado mais famoso: DL
50 de 100 mg/Kg de peso.
O produto que mais possui agrotóxicos é o
pimentão.
Nossa região tem grande produção de fumo. A lei
exige que todo agricultor que trabalha com
agrotóxicos faça a dosagem de AChE a cada 6
meses.
Os organofosforados inibem a AChE de forma
irreversível.
São sinais típicos da intoxicação por ACh:
• Depressão respiratória;
• Letargia;
• Convulsões, podendo levar a coma e
morte.
Em quase todos os casos utiliza-se carvão ativado,
o qual recobre o sistema digestório.
A atropina também pode ser usada.
Miastenia Gravis
Doença autoimune;
Há anticorpos contra os colinoceptores.
Purinas que agem como neurotransmissores
• ATP;
• Adenosina:
◦ Deprime;
◦ Efeito sedativo;
◦ Sonolência;
Caderno de Bioquímica I – Ana Pich
◦ Anticonvulsivante;
◦ Antipsicótico;
◦ Anti-agressividade.
▪ Efeito contrário: cafeína, estimula
os receptores.
Catecolaminas
• Dopamina;
• Norepinefrina;
• Epinefrina.
Nos melanócitos, a dopa é transformada em
dopacromo, o qual é monômero de dois tipos de
melanina, a eumelanina e feomelanina.
Vitiligo
Patologia na qual esse processo se altera.
É um erro metabólico que possui fundo em um
grande trauma emocional.
Causa manchas acrômicas.
A hanseníase (causada por parasita) também forma
manchas acrômicas, mas com perda da
sensibilidade.
Enzimas que degradam catecolaminas:
• MAO – monoaminoxidase.
• COMT – catecol-O-metiltransferase.
Muitos fármacos inibem essas enzimas,
potencializando o efeito das catecolaminas.
O produto final da degradação é o VMA (ácido
vanilmandélico).
Dopamina
O hormônio de quem está apaixonado.
Receptores dopaminérgicos: mecanismo por
meio de AMPc.
Depressão
É a doença mais incapacitante que existe (OMS).
A dor crônica é um gatilho da depressão.
A depressão, nas mulheres, tem relação com a
fibromialgia, a qual causa uma dor nas costas que
irradia.
Tristeza
• Passageira;
• Não altera sono 
e apetite;
• Não afeta 
capacidade de 
trabalho.
Depressão
• Duradoura;
• Alterações no 
sono e apetite;
• Afeta a 
capacidade de 
trabalho.
O maior problema na depressão é a diminuição de
serotonina, dopamina e noradrenalina.
Esquizofrenia
Sintomas:
• Frieza nas emoções;
• Ausência de expressão;
• Capacidade de associação afetada.
Hipótese: hiperatividade da dopamina, aumento de
receptores de dopamina no sistema límbico.
Histamina
Forma-se por descarboxilação.
Subtipo de
receptor
Distribuição Mecanismo pós-
receptor
H1 Músculo liso, endotélio,encéfalo.
Aumento IP3, DAG
(Gq)
H2 Mucosa gástrica, músculocardíaco, mastócitos e
cérebro.
Aumento AMPc (Gs)
H3 Pré-sináptica: encéfalo,plexo mioentérico, outros
neurônios.
Diminuição AMPc (Gi)
H4 Eosinófilos, neutrófilos,TCD4.
Diminuição de AMPc
e cálcio (Gi)
Caderno de Bioquímica I – Ana Pich
Observação: se formam a partir de
descarboxilação (– CO2):
• GABA;
• Dopamina;
• Histamina;
• Serotonina.
Serotonina
Se forma a partir da descarboxilação do triptofano.
Também é degradada pelo MAO.
Regulação pela glândula pineal.
Funções:
• Regula o sono e suas fases;
• Reduz a fome (relação fome/saciedade);
• Regula humor;
• Regula a função sexual de maneira
indireta.
Serotonina dá origem à melatonina.
A importância do sono na homeostase: pessoas
que dormem menos que 8h estão mais sujeitas a
desenvolver HAS e diabetes tipo II.
Tanto a melatonina, quanto o cortisol, obedecem
ritmos circadianos.
A glândula pineal converte ondas eletromagnéticas
em estímulos neuroquímicos. A luz exerce grande
influência sobre ela (roedores funcionam de modo
contrário).
A maior secreção de melatonina ocorre entre 21h e
6h da manhã.
Já o cortisol age ao contrário; é o hormônio no
estresse. Ele é produzido pela suprarrenal.
Estresse
A principal teoria do envelhecimento preconiza que
é o estresse o responsável pela quebra do
equilíbrio.
A primeira fase do estresse é a da luta ou fuga (há
influência da ACh):
• Coração dispara;
• Aumenta a frequência respiratória;
• Dilatação dos grandes vasos;
• Vasoconstrição periférica;• Ativação da glicogenólise através de AMPc
no fígado;
• Midríase (pupilas dilatadas).
Estresse crônico e doenças psicossomáticas:
O estresse diminui o sistema imune.
Em último grau, é capaz de provocar infarto.
Doenças neurodegenerativas
Esclerose lateral amiotrófica (ELA)
Origem genética.
Doença de Wilson
Atinge fígado e neurônios.
Excesso de cobre.
Demências 
1. Parkinson
É a quinta doença mais comum no idoso.
Há menor produção de dopamina.
O tratamento não pode ser feito com a dopamina,
pois ela não cruza a barreira hematoencefálica.
Então, é administrado L-dopa, precursor da
dopamina. Outra forma de medicação é por
mecanismos de inibição da MAO e COMT (o que
causa como efeito colateral a impotência).
Sintomas:
• Tremores;
• Rigidez muscular;
• Bradicinesia (significa alterações no
movimento, como o caminhar
característico).
O Parkinson mata se não for tratado.
Há alterações nos corpúsculos de Lewy: a proteína
α-sinucleína, que passa de α para β, perdendo sua
conformação em hélice.
Caderno de Bioquímica I – Ana Pich
Alguns sinais precoces são gerados:
• Perda de olfato;
• Constipação;
• Alterações de comportamento;
• Incontinência urinária.
Ao tratar com fármacos essa patologia, é
importante equilibrar L-dopa e MAO e COMT.
Existem tratamentos cirúrgicos com a inserção de
eletrodos.
2. Alzheimer
Patologia grave, sobre a qual não se conhece o
mecanismo.
É a forma mais comum das demências, o que pode
estar relacionado ao fato das pessoas viverem
cada vez mais.
São 3 milhões de pacientes no mundo todo.
Por causa genética, alguns pacientes podem
apresentar a doença antes dos 40 anos, como é o
caso da síndrome de Down.
Afeta a memória e a comunicação, havendo
dificuldade no acesso à memória.
Causas:
• Influência genética.
• Placa amiloide
A codificação genética dela está no
cromossomo 21.
Proteína τ hiperfosforilada (grupamentos
alcoólicos), faz parte do citoesqueleto, se
degenera e acumula-se fora do neurônios
(entre eles).
Descobriu-se que a proteína APOE tem 3 variantes.
• APOE 2
Significa pequena chance de
desenvolver a doença.
• APOE 3
• APOE 4
Grande predisposição a desenvolver o
Alzheimer.
Transaminases
São enzimas que transferem o grupamento amino
de um α-aminoácido para um α-cetoácido,
formando um novo aminoácido e um novo
cetoácido.
A TGP (transaminase glutâmica pirúvica)
predomina nos hepatócitos (no citosol) e é o grande
marcador de doença hepática.
TGO – transaminase glutâmica oxalacética.
Se localiza na matriz mitocondrial e no citosol
(inclusive nos hepatócitos). É um importante
marcador de necrose celular e marcador de infarto
do miocárdio.
Como marcador de infarto ela aumenta depois da
mioglobina e acompanha a CK.
AST – aspartato transaminase.
Caderno de Bioquímica I – Ana Pich
Enquanto o TGP está presente apenas no
citoplasma, o TGO encontra-se tanto no citoplasma
quanto nas mitocôndrias.
Hepatite: a inflamação altera a permeabilidade
seletiva das células, fazendo aumentar a TGP na
corrente circulatória; a TGO aumenta menos, pois
está só parcialmente no citosol.
A TGP aumenta facilmente acima de 100
unidades/dL.
• TGP normal: de 4 a 32 unidades/dL;
• TGO normal: de 4 a 36 unidades/dL.
Se no decorrer da doença, a TGO aumentar cada
vez mais, isso indica que o quadro passou de
hepatite para necrose hepática.
Caderno de Bioquímica I – Ana Pich

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