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1 Universidade Federal de Campina Grande – UFCG Centro de Tecnologia e Recursos Naturais – CTRN Unidade Acadêmica de Engenharia Civil – UAEC Laboratório de Física Experimental I Campus Bodocongó – CEP: 58109-970 EXPERIMENTO 08: DENSIDADE E VOLUME Relatório Apresentado à Disciplina de Física Experimental I da Unidade Acadêmica de Engenharia Civil do CTRN da UFCG como requisito básico para aprovação na citada disciplina. Autor: Rian Campos Almeida - 122110665 rian.campos@estudante.ufcg.edu.br Campina Grande – PB, setembro de 2023. 2 Experimento 08: Principio de Arquimedes - Densidade e Volume Autor: Rian Campos Almeida Unidade Acadêmica de Engenharia Civil, Centro de Tecnologia e Recursos Naturais, Universidade Federal de Campina Grande, Bodocongó, 58109-970, Campina Grande – PB Resumo: A aplicação do princípio de Arquimedes na determinação da densidade e do volume de sólidos com formas complexas. O princípio estabelece que um objeto submerso em um fluido experimenta uma força de empuxo igual ao peso do fluido deslocado, permitindo cálculos precisos mesmo para objetos de geometria irregular. O objetivo deste estudo é explorar essa relação em situações desafiadoras, fornecendo insights relevantes para a pesquisa em ciência dos materiais e engenharia. O relatório descreve os procedimentos experimentais, resultados e implicações práticas, destacando a importância do princípio de Arquimedes na análise de sólidos cujo cálculo de volume direto é complexo. Palavras chave: Movimento. Periódico. Circular. Harmônico. 1. INTRODUÇÃO O princípio de Arquimedes, estabelecido há mais de dois milênios, continua a ser um dos pilares fundamentais da física e da ciência dos materiais. Esse princípio, formulado por Arquimedes de Siracusa, estabelece que um corpo submerso em um fluido sofre uma força de empuxo igual ao peso do fluido deslocado por ele. Esse fenômeno, além de sua relevância histórica e científica, tem implicações significativas na determinação das densidades e volumes de objetos, especialmente aqueles cujas formas tornam desafiador o cálculo direto de seus volumes por meio das medidas de suas dimensões. O objetivo deste trabalho é explorar e aplicar o princípio de Arquimedes para determinar a densidade e o volume de sólidos cujas formas intrincadas ou irregulares dificultam o cálculo direto do volume através de medições convencionais. A compreensão desse princípio e sua aplicação prática são essenciais para diversas áreas, incluindo ciência dos materiais, engenharia e geologia, onde a caracterização precisa das propriedades físicas dos sólidos desempenha um papel crucial na pesquisa e no desenvolvimento de novos materiais e tecnologias. Neste contexto, este relatório detalhará os procedimentos experimentais, os resultados obtidos e as conclusões relevantes, contribuindo para a compreensão mais profunda da relação entre densidade, volume e o princípio de Arquimedes em situações desafiadoras. 3 1.1. OBJETIVOS GERAIS Determinar a densidade e o volume de sólidos cujas formas são tais que dificultam o cálculo direto do volume através das medidas de suas dimensões. 2. PROCEDIMENTO EXPERIMENTAL 2.1 MATERIAIS Materiais utilizados no experimento: • Corpo Básico; • Armadores; • Manivela; • Balança; • Bandeja; • Massas padronizadas; • Suporte para suspensões diversas; • Paquímetro; • Cilindro Metálico; • Cordão; • Copo com água; • Linha de nylon Figura 1 – Materiais utilizados no experimento (Fonte: própria) 4 2.2 PROCEDIMENTOS O procedimento para a determinação da densidade e volume, baseado no princípio de Arquimedes, iniciou-se utilizando um pedaço de linha de nylon para pendurar a roldana diretamente numa das extremidades da barra mostrada a seguir e, na outra extremidade, coloque a bandeja com massas. Após isso, mediu-se o peso da bandeja e o peso da roldana, em uma barra que se encontrava na direção horizontal, tal como a imagem à seguir: Ademais, movimentando a manivela, mergulhou-se o cilindro totalmente no Becker com água e reequilibrou-a, retirando alguns pesos, a balança na posição horizontal a fim de determinar o peso aparente da roldana. 3. RESULTADOS E DISCUSSÕES Após a realização dos procedimentos, obteve-se os seguintes resultados: Pesos da roldana: 𝑃𝑒𝑠𝑜 real da roldana: 𝑃𝑐 = 64,9 𝑔𝑓 𝑃𝑒𝑠𝑜 𝑎𝑝𝑎𝑟𝑒𝑛𝑡𝑒 da roldana: 𝑃𝑎𝑐 = 44,8 𝑔𝑓 Peso da balança: PB = 7,40 gf 5 Analisando a situação da roldana na água, fica claro que o empuxo é o resultado da diferença entre o peso da roldana sob condições normais (fora da água) e o seu peso aparente quando está imersa na água. A expressão do peso real da roldana é dada por: 𝑃𝑅 = 𝑚𝑟𝑔 𝑃𝑅 = 𝜌𝑟𝑉𝑟𝑔 (I) Já a expressão do empuxo sobre a roldana dá-se por: 𝐸 = 𝜌𝑙í𝑞𝑔𝑉𝑆 𝐸 = 𝜌𝑙í𝑞𝑔𝑉𝑟 (II) Com os dados coletados, resolvemos o sistema de equações entre (I) e (II) e determinamos a densidade da roldana e o seu volume. Isolando o 𝑉𝑟 nas equações I e II, e igualando uma a outra temos: 𝑃𝑟 𝜌𝑟𝑔 = 𝐸 𝜌𝑙í𝑞𝑔 𝑃𝑟 𝜌𝑟 = 𝑃𝑟 − 𝑃𝑎𝑝 𝜌𝑙í𝑞 𝜌𝑟 = 𝑃𝑟𝜌𝑙í𝑞 𝑃𝑟 − 𝑃𝑎𝑝 𝜌𝑟 = (64,90𝑔𝑓)(1 𝑔/𝑐𝑚3) (64,90 − 44,8) 𝑔𝑓 = 3,229 𝑔/𝑐𝑚3 Substituindo a densidade encontrada: 𝑉𝑟 = 𝑚/𝜌𝑟 𝑉𝑟 = 20,10 𝑐𝑚 3 PR Pap E 6 4. CONCLUSÃO Em resumo, a imersão da roldana no fluido, resultando no efeito do empuxo, leva a uma redução na tração exercida no conjunto balança-pesos, o que faz com que ele desça. Para restaurar o equilíbrio, é necessário remover alguns dos pesos. Além disso, ao considerar a densidade do material da roldana, concluímos que ela deve ser composta principalmente de alumínio, devido à sua densidade de 3,229 cm³, uma vez que o único metal com densidade menor é o alumínio, que possui densidade de 2,7 g/cm³. Portanto, é altamente provável que a roldana seja feita de uma liga de alumínio e ferro, dado que a liga de alumínio com ferro é comumente encontrada nessas aplicações. Tendo: 𝑉𝑟 = 𝑉𝐴𝑙 + 𝑉𝐹𝑒 𝑚𝑟 = 𝑚𝐴𝑙 + 𝑚𝐹𝑒 𝑚𝑟 = 𝜌𝐴𝑙𝑉𝐴𝑙 + 𝜌𝐹𝑒𝑉𝐹𝑒 Resolvendo o sistema obtém-se: 𝑉𝐴𝑙 = 18,04 𝑐𝑚 3 𝑉𝐹𝑒 = 2,16 𝑐𝑚 3 𝑚𝐴𝑙 = 48,70 𝑔 𝑚𝐹𝑒 = 17,00 𝑔 74,12% de alumínio. 25,87% de ferro. Em síntese, se soltássemos a roldana em um recipiente contendo mercúrio, cuja densidade é de 13,6 g/cm³, ela flutuaria, uma vez que sua densidade é inferior à do mercúrio. Além disso, o volume da roldana poderia ser determinado medindo-se o volume deslocado pelo líquido. Para melhorar a precisão das medidas do peso real e aparente da roldana, seria benéfico utilizar uma balança mais precisa, o que ajudaria a reduzir possíveis erros sistemáticos. 7 5. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS HALLIDAY, D.; RESNICK, R.; WALKER, J. Fundamentos de Física, 8a. ed, v. 1, Rio de Janeiro: LTC. 2008. SILVA, C. Apostila de Física Experimental I. Universidade Federal de Campina Grande, campus Cuité. 2023. SILVA, C. M. D. P.; SILVA, W. P. S.; RIBEIRO, J. A. R.; GAMA, A. J. A. Experiências de Mecânica e Termodinâmica. Departamento de Física (Universidade Federal de Campina Grande - UFCG), Campina Grande 8 6. ANEXOS Determinação da densidade da roldana 𝑃𝑟 𝜌𝑟𝑔 = 𝐸 𝜌𝑙í𝑞𝑔 𝑃𝑟 𝜌𝑟 = 𝑃𝑟 − 𝑃𝑎𝑝 𝜌𝑙í𝑞 𝜌𝑟 = 𝑃𝑟𝜌𝑙í𝑞 𝑃𝑟 − 𝑃𝑎𝑝 𝜌𝑟 = (64,90𝑔𝑓)(1 𝑔/𝑐𝑚3) (64,90 − 44,8) 𝑔𝑓 = 3,229 𝑔/𝑐𝑚3 Determinação do volume da roldana 𝑉𝑟 = 𝑚/𝜌𝑟 𝑉𝑟 = 20,10 𝑐𝑚 3 Determinação dovolume de alumínio e ferro da roldana 𝑉𝑟 = 𝑉𝐴𝑙 + 𝑉𝐹𝑒 𝑚𝑟 = 𝜌𝐴𝑙𝑉𝐴𝑙 + 𝜌𝐹𝑒𝑉𝐹𝑒 20,2 = 𝑉𝐴𝑙 + 𝑉𝐹𝑒 𝑚𝑟 = 2,7𝑉𝐴𝑙 + 7,874𝑉𝐹𝑒 Realizando o sistema temos: 𝑉𝐴𝑙 = 18,04 𝑐𝑚 3 𝑉𝐹𝑒 = 2,16 𝑐𝑚 3 Determinação da masse de alumínio e ferro da roldana dAl = 𝑚𝐴𝑙 𝑣𝐴𝑙 𝑚𝐴𝑙 = 48,70 𝑔 𝑚𝐹𝑒 = 17,00 𝑔