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Grécia Antiga: mapa, história, arte e política
A civilização que se formou na Grécia Antiga era muito diversificada. As cidades gregas eram
independentes e cada uma tinha a sua própria forma de governo.
Muito do que conhecemos tem como berço a civilização grega, como a democracia e o salário pago
aos políticos, uma invenção ateniense.
Por volta de 500 a.C., a civilização grega tinha muitos conhecimentos em diferentes áreas. Os antigos
gregos ocuparam vários territórios ao longo da costa dos mares Mediterrâneo, Adriático, Jônico, Egeu,
Negro e de Mármara.
História da Grécia Antiga
A civilização grega começou a se desenvolver por volta de 5000 a.C. a partir do povoamento das ilhas e
porção continental de onde hoje é a Grécia.
https://www.estudopratico.com.br/mar-mediterraneo/
https://www.estudopratico.com.br/grecia/
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Ilha de Creta
Por volta de 3000 a.C., vivia na Ilha de Creta uma civilização conhecida como minoica. Eles eram
navegantes e realizavam comércio marítimo com povos da Antiguidade, como egípcios e fenícios.
A principal cidade minoica era Cnossos, onde havia construído um grande palácio. Esse palácio
ocupava uma área de cerca de 22.000 m² e era o centro administrativo, religioso e econômico da ilha.
Além da família real, também viviam ali os funcionários da corte.
No palácio de Cnossos havia santuários, armazéns, oficinas e áreas para a prática de esportes.
Civilização Creto-Micênica
Enquanto os minoicos se desenvolviam na Ilha de Creta, a Península Balcânica estava sendo ocupada
por povos indo-europeus, povo originário de regiões da Ásia Central, entre eles os jônios, os eólios e os
aqueus.
Os aqueus fundaram na região algumas cidades, entre elas Argos, Tirinto e Micenas. O centro político
da civilização aqueia era a cidade de Micenas e, por isso, seus habitantes ficaram conhecidos como
https://www.estudopratico.com.br/wp-content/uploads/2019/12/mapa-grecia.jpg
https://www.estudopratico.com.br/historia-do-antigo-egito/
https://www.estudopratico.com.br/fenicios/
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micênicos.
Os micênicos realizavam o comércio marítimo com povos da região, entre eles os minoicos, ou como
também eram conhecidos, os cretenses. Por volta de 1450 a.C., os micênicos invadiram a Ilha de
Creta, conquistando a cidade de Cnossos.
O intercâmbio cultural entre micênicos e cretenses deu origem à chamada civilização creto-micênica,
considerada a principal ancestral da Grécia antiga.
Mapa com o domínio da Grécia Antiga (Foto: Reprodução | Wikimedia Commons)
Grécia Antiga: organização política
A civilização da Grécia Antiga era organizada em cidades-Estado. Essas cidades chamadas de pólis,
eram como países independentes, que possuíam o próprio tipo de governo. Algumas dessas cidades-
Estado eram: Atenas, Esparta, Tebas, Corinto, Argos, Mégara, Mileto, Éfeso e Delfos.
As cidades-Estado eram fiéis tribalmente, ou seja, correspondiam às leis organizadas em suas
localidades de tal modo que conseguiam ser fortes e unificadas.
Essa característica vai configurar a primeira forma de associação política que conhecemos: uma unidade
política que era baseada na identificação cultural nacional.
A Grécia também tinha a sua forma geográfica como grande apoio a essa unificação e fortificação tribal,
pois existiam muitas montanhas, baías e ilhas que formavam barreiras naturais que favoreciam a
unidade política da comunidade.
Formas de governo
https://www.estudopratico.com.br/wp-content/uploads/2012/11/formas-de-governo-grecia.jpg
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https://www.estudopratico.com.br/wp-content/uploads/2012/11/formas-de-governo-grecia.jpg
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No decorrer do tempo, as pólis gregas tiveram diferentes formas de governo. Eram elas:
– Monarquia: o rei comandava a sociedade, a religião, o exército, criava as leis e era o juiz. Ele
governava sozinho ou com auxilio de um conselho de anciões, geralmente homens mais velhos da
nobreza.
– Oligarquia: significa “governo de poucos”. Era um tipo de governo controlado por pessoas da
aristocracia, grandes proprietários de terras e famílias ricas.
– Tirania: sistema no qual apenas uma pessoa governava após tomar o poder pela força, em guerras ou
golpes de Estado. Os tiranos quase sempre tinham apoio popular para se manterem no governo da
cidade.
– Democracia: governo em que os cidadãos debatiam e decidiam livremente as questões relacionadas
as cidades. No entanto, na democracia grega, mulheres, estrangeiros e escravos não eram
considerados cidadãos e por isso não podiam participar das discussões e decisões tomadas pelos votos.
Principais pólis gregas
Esparta
Os espartanos eram conhecidos pelo militarismo e táticas de guerra (Foto: depositphotos)
Uma das principais pólis gregas foi Esparta. Fundada no século IX a.C. pelos dórios, essa cidade-Estado
era organizada com base no militarismo, que era um tipo de organização de governo com base no
https://www.estudopratico.com.br/wp-content/uploads/2012/11/formas-de-governo-grecia.jpg
https://www.estudopratico.com.br/educacao-espartana-na-grecia-antiga/
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poder hierárquico dos militares. Sua principal característica era a conquista de outros povos usando
de estratégias de guerra.
Esparta vai ficar conhecida pelo culto ao corpo forte. Desde criança os espartanos eram treinados para
lidar com todas as batalhas,tendo uma cultura fortemente voltada para guerra. Tanto que os esportes
mais praticados eram as lutas.
Cultura de expansão
No século VIII a.C., os espartanos começaram a enfrentar problemas como o aumento da população e a
falta de terras para cultivar alimentos. Eles então decidiram conquistar militarmente territórios vizinhos.
Essas foram as primeiras guerras de conquista dos espartanos, o inicio da sua cultura militar de
expansão.
Após invadirem e conquistarem uma cidade, os espartanos da nobreza (esparciatas) dividiam as terras
entre si. A população aprisionada era então obrigada a trabalhar no cultivo agrícola e a pagar impostos
aos espartanos. Essas pessoas aprisionadas eram chamadas de “hilotas’.
Nas batalhas de expansão das cidades gregas é comum a escravização da população que perde a
batalha.
Os espartanos também dominaram territórios nos quais as populações não eram aprisionadas, porém
tinham que pagar impostos. Essas populações, em sua maioria descendente dos aqueus, eram
chamadas de “periecos”.
Prontos para guerra
Os espartanos herdaram a tradição militar de seus ancestrais dórios e tornaram-se excelentes
soldados, temidos em todo o mundo grego.
A preocupação com o militarismo de Esparta aumentou com as guerras de conquista. Nessas guerras,
os espartanos dominavam populações numerosas, muito maiores do que a sua e, por isso, temiam
ataques e revoltas de hilotas e periecos.
Como meio de se manterem sempre prontos para a guerra, os espartanos recebiam uma educação
rigorosamente militar. Os homens tinham de cumprir obrigações militares desde a infância.
Educação militar
Atributos como força física, coragem, bravura e instinto de liderança eram valorizados na sociedade
espartana. Entre 7 e 60 anos de idade, os homens eram obrigados a prestar serviços militares.
As mulheres, embora não fossem militares, eram também incentivadas a praticar atividades físicas e
serem fortes, de modo a gerarem filhos saudáveis.
As crianças eram apresentadas as atividades físicas pensadas na luta pelos seus tutores pessoais, que
além de colocarem a cultura física espartana em prática, moldava a consciência de soldado dos jovens
espartanos.
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Plutarco foi um historiador grego que viveu entre 46-119 a.C. e ele define bem o que era a educação de
jovens espartanos:
“[…] Assim sendo, a educação era um aprendizado de obediência. Os anciãos vigiavam os jogos das
crianças. Não perdiam uma ocasião para suscitar entre eles brigas e rivalidades. […] Ensinavam a ler e
a escrever apenas o estritamente necessário. O resto da educação visava acostumá-los à obediência,
torná-los duros à adversidade e fazê-los vencer no combate. […]”
PLUTARCO. A vida de Licurgo. In: PINSKY, Jaime (Org.). 100 textos de história antiga. 8.Ed São Paulo: Contexto,
2003. P. 109.
Atenas
O Parthenon é um templo da cidade de Atenas (Foto: depositphotos)
Outra importante pólis grega antiga foi Atenas. Essa cidade, fundada pelos jônios no século X a.C., era
um forte centro de comércio marítimo.
Em Atenas, principalmente no porto de Pireu, circulavam pessoas de origens diferentes, entre elas
comerciantes egípcios, fenícios e babilônios. Por isso, era intenso o intercâmbio cultural.
Divisão social
– Aristocracia: antes de se tornar um movimentado centro comercial, Atenas era uma cidade governada
exclusivamente por grandes proprietários rurais, chamados de eupátridas.
Eles se consideravam descendentes dos guerreiros jônios, fundadores da cidade, e se achavam “os
melhores” ou, em grego aristoi , daí o surgimento da palavra aristocracia. Os eupátridas, ou aristocratas,
https://www.estudopratico.com.br/esparta-e-atenas/
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eram donos das terras mais férteis e possuíam o poder militar e político da pólis.
– Pequenos proprietários: grande parte da população de Atenas era constituída pelos georgóis,
pequenos proprietários de terras que levavam uma vida bastante difícil. Como suas terras não eram tão
férteis, muitas vezes suas colheitas eram ruins. Com isso, eles precisavam pedir empréstimos aos ricos
aristocratas.
A garantia do negócio, caso não pagassem o dinheiro que foi emprestado, era passar a posse da sua
propriedade para o aristocrata ou, até mesmo, se entregar como escravo. Com isso, os aristocratas
aumentavam cada vez mais o seu patrimônio, enquanto os georgóis ficavam cada vez mais com menos
vantagens.
Além disso, aos pequenos proprietários de terras não era permitido participar das decisões políticas de
Atenas.
– Comerciantes e artesãos: trabalhadores livres e escravos comerciantes e artesãos, entre eles,
tecelões, ferreiros e ceramistas, formavam outro grupo de trabalhadores em Atenas. Apesar de terem
uma importante participação na economia da pólis, eles não podiam participar da política por não serem
considerados cidadãos atenienses.
– Escravos: a cidade possuía também uma grande população de pessoas escravizadas em seu espaço
urbano, graças ao pagamento de dívidas por escravidão. Eram eles os realizadores de tarefas
domésticas, bem como outras atividades em oficinas. No espaço rural, os escravos trabalhavam na
agricultura, no pastoreio e em mineração.
Enfraquecimento da aristocracia
As primeiras críticas ao domínio político da aristocracia ateniense aconteceram por volta de 700 a.C.
entre os hoplitas. Eles eram os soldados da infantaria, que combatiam a pé durante as batalhas e,
portanto, responsáveis pela defesa da pólis.
Assim como na política, os aristocratas eram comandantes hoplitas, os quais possuíam os melhores
armamentos e recebiam as melhores recompensas pelo desempenho nas batalhas.
Naquela época, a economia ateniense passava por transformações, pois estava correndo uma intensa
atividade comercial na pólis. Com isso, bens como gado, tecidos e objetos em geral passaram a ser
muito valorizados, criando a possibilidade de enriquecer os comerciantes. Já a terra, que era a
principal riqueza da aristocracia, estava sendo desvalorizada.
Revolução Hoplítica
Nesse contexto, comerciantes enriquecidos puderam comprar bons armamentos e a roupa de batalha,
chamada de panóplia, e passaram a combater na falange, a formação militar da infantaria, com os
aristocratas.
Nas falanges, os hoplitas combatiam lado a lado, criando um sentimento de igualdade, pois todos
estavam lutando com o mesmo objetivo, defender Atenas.
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Esse sentimento foi aos poucos crescendo, fazendo os hoplitas, que não eram de origem aristocrata,
questionarem o domínio político da aristocracia ateniense.
Como os bens móveis estavam mais valorizados que as terras aristocráticas, os hoplitas conseguiram
tensionar o governo e os aristocratas a abrirem o poder e decidirem com os comerciantes ricos.
Essa insatisfação entre os guerreiros, conhecida como Revolução Hoplítica, foi fundamental no processo
de mudanças no modo de organização política de Atenas.
Revoltas populares
Na época da Revolução Hoplítica era visivelmente grande a desigualdade social em Atenas e, assim
como os soldados, a população da cidade estava insatisfeita com o domínio político daqueles que
compunham a aristocracia.
Por isso, comerciantes, artesãos, pequenos proprietários de terra em geral se revoltaram, causando uma
série de conflitos e exigindo mudanças nas leis da cidade.
Para tentar controlar a insatisfação popular, os aristocratas criaram um cargo de legislador para que ele
registrasse as leis de Atenas.
Sólon tornou-se o principal legislador ateniense e, no começo do século VI a.C., realizou reformas
políticas e sociais importantes, entre elas o fim da escravidão por dívida, o aumento da quantidade de
cidadãos com direitos políticos e a criação de instituições como o Conselho de Quatrocentos
(bulleutérion), a Assembleia Popular (Eclésia), em que se reuniam todos os cidadãos, e o Tribunal
Popular de Justiça (hilieia).
No entanto, para assumir cargos públicos, Sólon determinou que fosse obedecido o critério de renda.
Assim, apenas os mais ricos poderiam exercer os cargos importantes, e então os hoplitas teriam
completamente o que desejavam, e os mais pobres permaneceriam fora das decisões políticas.
Ascensão da tirania
As reformas de Sólon não bastaram para diminuir a insatisfação popular em Atenas. Por isso, nessa
situação de conflitos, surgiram os tiranos.
Eles tinham o apoio popular, com a promessa de que apenas uma política com “mão de ferro”
retornaria o povo para o bem-estar social e chegaram ao poder de Atenas por meio da força e com
golpes. Pisístrato, Hípias e Hiparco foram os principais tiranos da história ateniense.
Por volta de 530 a.C., Pisístrato governou Atenas, fazendo importantes reformas sociais que impactaram
os trabalhadores mais humildes como, por exemplo, a liberação de empréstimos aos agricultores
pequenos e a determinação da construção de fontes públicas de água, canais, portos e navios,
investindo no comércio marítimo de Atenas com outras cidades.
Esse foi um período de ebulição cultural também. Pisístrato incentivou a produção apoiando artistas e
intelectuais, edificando inclusive, grandes bibliotecas. A ele são atribuídas as primeiras compilações
escritas da Íliada e da Odisseia de Homero.
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Pisístrato trouxe, entre outras coisas, alguns avanços sociais importantes para a população ateniense,
o que não foi mantido pelos seus sucessores que se deixaram levar pelo poder e caíram, levando de
novo o poder político para as mãos dos aristocratas.
O surgimento da democracia
O aristocrata Clístenes assumiu o governo ateniense em 510 a. C. e, ao contrario de outros aristocratas,
ele tinha o apoio do povo, conseguindo então fazer mudanças no sistema político de Atenas.
Clístenes foi quem implantou pela primeira vez a democracia, a forma de governo em que todos os
cidadãos debatiam e decidiam os assuntos da cidade.
Ele criou também a lei do ostracismo, que determinava a qualquer pessoa que representasse perigo à
democracia a expulsão da cidade e a obrigação de ficar exilada por 10 anos. Isso era decidido por meio
de uma votação.
A palavra ostracismo vem de óstracos, que na Grécia Antiga eram pedaços de cerâmica onde se
escreviam os votos.
Participação política ampliada
Com as reformas de Clístenes, todos os cidadãos atenienses puderam participar das decisões políticas
da cidade e da justiça. Porém, como os cidadãos mais pobres não podiam parar de trabalhar, eles não
tinham condições de exercer seus direitos políticos com regularidade.
Essa participação de todos na vida política da pólis só se concretizou no governo de Péricles. Ele criou a
mistoforia, um salário destinado àqueles que se dedicassem aos assuntos políticos da cidade. Assim,
os cidadãos pobres conseguiriam conciliar seus trabalhos com a participação nas decisões políticas.
Mesmo ampliando a participação política, nem todos eram beneficiados, pois apenas uma pequenaparcela da população de Atenas era considerada cidadã, como descreve Pedro Paulo Funari no seu livro
Grécia e Roma:
“[…] na democracia ateniense, apenas tinham direitos integrais os cidadãos. Calcula-se que, em 431
a.C., havia 310 mil habitantes na Ática, região que compreendia tanto a parte urbana como rural da
cidade de Atenas, 172 mil cidadãos com suas famílias, 28.500 estrangeiros com suas famílias e 110 mil
escravos. Os escravos, os estrangeiros e mesmo as mulheres e crianças atenienses não tinham
qualquer direito político e para eles, a democracia vigente não trazia qualquer vantagem. […]”
Em Atenas, além de apenas homens serem considerados cidadãos, estes deveriam ter mais de 18 anos
e terem nascido de pai e mãe atenienses.
A mulher ateniense
Muito antes da democracia ateniense ser conhecida e colocada em prática, as mulheres de Atenas
carregavam o peso de uma cultura que as deixavam a margem, completamente a mercê dos homens
de sua família, como pai, irmão e marido. Sendo passadas como propriedades e consideradas inferiores
aos homens.
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E mesmo sendo passadas como propriedade, não tinham direito de escolher para quem, por exemplo,
iriam ser dadas em casamento. Direitos básicos como passeios solitários também não eram permitidos,
só se podia sair de casa acompanhada de um homem da família. Sua existência era reduzida aos
trabalhos domésticos, tarefas que dominavam toda a sua rotina.
Além do casamento escolhido pelos pais, as mulheres eram as únicas responsáveis pela procriação.
Isto é, o desejo social de quem fossem gerados mais homens atenienses era de responsabilidade da
mulher e nunca do homem, como se ela fosse a interferência na designação do sexo.
Era pelo casamento que o pai deixava de ser senhor da mulher, passando esse poder para o marido, ou
aquele que vai exercer o pater famílias (pai de família) sobre sua mulher. Para o casamento a família da
noiva era obrigada a dar alguns objetos de valores que compensassem aquela transação.
Medicina na Grécia Antiga
A história da medicina começa em tempos remotos, podendo ser encontrada na Civilização Egípcia, na
China, mas principalmente na Grécia Antiga. O berço desta ciência localiza-se em terras gregas, tendo
como referência Hipócrates, considerado o pai da medicina.
Por receber este destaque, em uma época tão longínqua, a medicina grega antiga merece ser estudada.
A medicina de Hipócrates
Conhecido como o Pai da Medicina, Hipócrates teve grande influência nos conceitos deste campo,
mesmo diante de uma época com poucos recursos.
Neste mesmo período ele já se utilizava de muitas técnicas que ainda hoje são empregadas pelos
médicos, como verificar a temperatura do corpo, examinar o globo ocular e reconhecer alguns aspectos
da urina e das fezes.
Atualmente, os jovens médicos que se formam, prestam uma homenagem à Hipócrates fazendo o seu
juramento.
Relação de Asclépio com a medicina
Outra grande contribuição que a cultura grega proporcionou à medicina foi a utilização de um bastão
como símbolo deste campo de atuação, o qual faz referência a Asclépio, considerado o deus da
Medicina pelos gregos.
Resumo do Conteúdo
Nesse texto você aprendeu que:
A Grécia Antiga surgiu por volta de 5.000 a. C.
A Grécia surgiu da junção dos povos de Creta e de Micenas.
A civilização da Grécia Antiga era organizada em cidades-Estado.
As cidades eram conhecidas com pólis.
Esparta era um cidade com forte militarismo.
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Atenas era um centro comercial e cultural.
Exercícios resolvidos
1- Quando a Grécia Antiga surgiu?
R: Por volta de 5.000 a. C.
2- Quais as formas de governo da Grécia Antiga?
R: Monarquia, Oligarquia, Tirania e Democracia.
3- Cite duas principais cidades da Grécia Antiga.
R: Esparta e Atenas.
4- Como era a organização da civilização da Grécia Antiga?
R: Em cidades-Estado chamadas pólis.
5- Cite dois legados da Grécia Antiga.
R: A democracia e o salário dos políticos.
Referências
» CABALLERO, Cecília. A gênese da exclusão: o lugar da mulher na Grécia antiga. Sequência,
Florianópolis, UFSC, v. 20, n. 38, p. 125-34, 1999. Disponível em:
https://periodicos.ufsc.br/index.php/sequencia/article/view/15515/1407. Acesso em: 11 de novembro de
2019.
» PICHLER, Diogo: SANTOS, Cleyton Rodrigues dos. Esparta: corpo, cultura e poder. Revista
Científica Multidisciplinar Núcleo do conhecimento, São Paulo, ano 2, ed. 9, v. 5, p. 17-29, dez. 2017.
Disponível em: http://www.nucleodoconhecimento.com.br/historia/esparta-corpo-cultura-e-poder. Acesso
em: 15 de novembro de 2019.
» FUNARI, Pedro Paulo. Grécia e Roma. São Paulo: Contexto, 2007.
» PLUTARCO. A vida de Licurgo. In: PINSKY, Jaime (Org.). 100 textos de história antiga. 8. Ed São
Paulo: Contexto, 2003.
https://periodicos.ufsc.br/index.php/sequencia/article/view/15515/1407
http://www.nucleodoconhecimento.com.br/historia/esparta-corpo-cultura-e-poder