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PROJETO E INSTALAÇÕES 
ELÉTRICAS RESIDENCIAIS
2
Lucas dos Santos Araujo Claudino
São Paulo
Platos Soluções Educacionais S.A 
2022
 PROJETO E INSTALAÇÕES ELÉTRICAS 
RESIDENCIAIS
1ª edição
3
2022
Platos Soluções Educacionais S.A
Alameda Santos, n° 960 – Cerqueira César
CEP: 01418-002— São Paulo — SP
Homepage: https://www.platosedu.com.br/
Head de Platos Soluções Educacionais S.A
Silvia Rodrigues Cima Bizatto
Conselho Acadêmico
Alessandra Cristina Fahl
Camila Braga de Oliveira Higa
Camila Turchetti Bacan Gabiatti
Giani Vendramel de Oliveira
Gislaine Denisale Ferreira
Henrique Salustiano Silva
Mariana Gerardi Mello
Nirse Ruscheinsky Breternitz
Priscila Pereira Silva
Tayra Carolina Nascimento Aleixo
Coordenador
Mariana Gerardi Mello
Revisor
Lílian Venturi Pinheiro
Editorial
Beatriz Meloni Montefusco
Carolina Yaly
Márcia Regina Silva
Paola Andressa Machado Leal
Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP)_____________________________________________________________________________ 
Claudino, Lucas dos Santos Araujo
Projeto e instalações elétricas residenciais / Lucas dos 
 Santos Araujo Claudino. – São Paulo: Platos Soluções 
 Educacionais S.A., 2022.
32 p.
ISBN 978-65-5356-107-6
1.Instalações elétricas. 2. Projetos elétricos 
residenciais. 3. Dimensionamento de instalações elétricas. 
I. Título. 3. Técnicas de speaking, listening e writing. I. 
Título. 
CDD 370
_____________________________________________________________________________ 
 Evelyn Moraes – CRB: 010289/O
C615p
© 2022 por Platos Soluções Educacionais S.A.
Todos os direitos reservados. Nenhuma parte desta publicação poderá ser reproduzida ou 
transmitida de qualquer modo ou por qualquer outro meio, eletrônico ou mecânico, incluindo 
fotocópia, gravação ou qualquer outro tipo de sistema de armazenamento e transmissão de 
informação, sem prévia autorização, por escrito, da Platos Soluções Educacionais S.A.
https://www.platosedu.com.br/
4
SUMÁRIO
Apresentação da disciplina __________________________________ 05
Conceitos iniciais e requisitos de um projeto elétrico ________ 07
Dimensionamento em instalações elétricas __________________ 18
Análise de projetos elétricos residenciais ____________________ 28
Luminotecnia ________________________________________________ 39
PROJETO E INSTALAÇÕES 
ELÉTRICAS RESIDENCIAIS
5
Apresentação da disciplina
Seja bem-vindo à disciplina Projeto e instalações elétricas residenciais. 
Você muito provavelmente já se deparou com alguma instalação elétrica 
que teve problemas, seja um disjuntor desarmando ou uma fiação não 
compatível com a carga. Para que não ocorram problemas, a instalação 
elétrica deve ser corretamente projetada, de acordo com a demanda 
estimada e as características do imóvel. É claro que não podemos nos 
esquecer de que a execução deve ser feita corretamente.
Nesse sentido, a disciplina dará ferramentas para você ser capaz de 
dimensionar uma instalação elétrica, incluindo condutores, eletrodutos, 
barramentos, dispositivos de proteção, tomadas e iluminação. Esse 
é um dos pontos mais importantes de um projeto elétrico, pois o 
dimensionamento errado pode causar grandes estragos.
Além disso, analisaremos as principais normas e normativas utilizadas 
para o desenvolvimento de um projeto elétrico. Existem normas para 
dimensionamento, para esquemas de proteção e até normas para 
a simbologia utilizada nos desenhos. Essas normas serão aplicadas 
também quando estudarmos as técnicas de desenhos e análise de 
projetos, pois é fundamental sabermos e entendermos tudo o que o 
projeto tem a dizer.
Também serão vistos conceitos importantes para qualquer tipo de 
instalação elétrica, e não somente para as instalações residenciais, como 
a previsão de carga e o cálculo de demanda. Estes e outros conceitos são 
a base para todo o desenvolvimento do projeto e a estimativa de gasto 
que a residência terá.
6
Sabendo que é responsabilidade do projeto estimar os custos da obra, 
também veremos que um memorial descritivo é de extrema importância 
e ajuda na correta execução da instalação elétrica. Por fim, estudaremos 
todos os conceitos de luminotécnica, a fim de podermos não somente 
projetar a potência de iluminação, mas também entender como ela pode 
facilitar o desempenho das tarefas ou então garantir a boa luminosidade 
do ambiente.
Estudaremos estes e muitos outros conceitos em nossa disciplina. Então 
prepare-se, estude bastante e preste atenção em todos os tópicos a 
serem apresentados.
Bons estudos!
7
Conceitos iniciais e requisitos de 
um projeto elétrico
Autoria: Lucas dos Santos Araujo Claudino
Leitura crítica: Lílian Venturi Pinheiro
Objetivos
• Compreender os conceitos iniciais de um projeto 
elétrico residencial.
• Elaborar a previsão de carga para projetos elétricos 
residenciais.
• Calcular a demanda de energia para um projeto 
elétrico residencial.
8
1. Introdução
A energia elétrica pode ser considerada como um bem essencial para o 
desenvolvimento e o progresso no cenário atual. Ela está presente em 
nossas atividades cotidianas, seja nas residências, nos comércios, nas 
pequenas ou grandes indústrias. Para a correta e eficiente utilização da 
energia elétrica, é preciso que os projetos das estruturas de geração, 
transmissão e distribuição de energia sejam corretamente realizados.
Neste Tema, você será guiado aos pontos iniciais de todo projeto de 
instalações elétricas residenciais, entendendo os cálculos de demanda, a 
previsão de carga e sob quais aspectos ou requisitos o projeto deve ser 
realizado. Além disso, você estudará também os principais conceitos e 
normas necessários para o desenvolvimento de projetos elétricos para 
imóveis residenciais.
2. Aspectos iniciais de um projeto elétrico 
residencial
Todo projeto elétrico possui uma alta complexidade e exige vários 
cuidados a serem tomados para garantir uma boa eficiência energética 
e o uso seguro da energia elétrica que está sendo distribuída. 
Para o correto projeto, existe uma grande variedade de normas 
e especificações a serem seguidas; porém, uma delas pode ser 
considerada a mais importante para o cenário residencial: a NBR 
5410:2004 – Instalações Elétricas de Baixa Tensão (ABNT, 2004). Além 
disso, algumas outras normas precisam ser também consideradas:
• NBR 5419: Proteção de estrutura contra descargas atmosféricas.
• NBR 5382: Verificação de iluminação de interiores.
9
• NBR 5361: Disjuntores de baixa tensão.
• NBR 9311: Cabos elétricos isolados – classificação e designação.
Um dos objetivos de um projeto elétrico, seja ele residencial, comercial 
ou industrial, é primeiramente prever a potência a ser instalada e a 
demanda requerida, para então fornecer números e ferramentas para 
a execução de cálculos e metodologias que dimensionem corretamente 
toda a infraestrutura de utilização e proteção da energia elétrica em uma 
unidade consumidora (aquele local que consome a energia elétrica). 
Dessa forma, o trabalho do profissional que projeta uma infraestrutura 
de instalação elétrica residencial é atender aos requisitos da norma 
NBR 5410 (ABNT, 2004) para quantificar e dimensionar os diversos 
elementos da instalação, como tomadas, condutores, disjuntores, 
interruptores, entre outros. Porém, antes de iniciarmos o levantamento 
ou dimensionamento, é preciso entendermos o conceito de um projeto 
elétrico.
De acordo com Creder (2021), um projeto elétrico pode ser basicamente 
dividido em quatro partes:
a. Memorial (ou Memória): é a seção em que o profissional elabora 
a justificativa e a descrição da solução.
b. O conjunto de plantas, esquemas e detalhes é a coletânea 
de todos os documentos necessários para que haja a correta 
execução do projeto.
c. Na seção de Especificações, estão presentes todas as descrições 
técnicas dos materiais a serem utilizados, bem como as 
respectivas normas aplicadas.
d. A seção de Orçamento contém a estimativa de quantidade de 
material a serutilizado, bem como seus respectivos custos e os 
custos com mão de obra para a execução do projeto.
Ainda sobre o conceito inicial de um projeto elétrico, o autor afirma:
10
Para a execução do projeto de instalações, o projetista necessita de plantas 
e cortes de arquitetura, além de saber o fim a que se destina a instalação, 
os recursos disponíveis, a localização da rede mais próxima e quais as 
características elétricas da rede (aérea ou subterrânea, tensão entre fases 
ou fase-neutro etc.). (CREDER, 2021, p. 55)
Sabendo o conceito de um projeto elétrico residencial, podemos ainda 
estabelecer algumas exigências funcionais às quais esse projeto precisa 
atender, que representam as características minimamente satisfatórias 
que um projeto de instalação elétrica residencial deve garantir (NERY, 
2019):
• Possuir uma continuidade minimamente suficiente na distribuição 
de energia elétrica.
• Garantir a estabilidade dos parâmetros (níveis de tensão, corrente 
e frequência) dentro da faixa de valores permitidos por norma.
• Garantir segurança e proteção em caso de eventuais contatos 
entre locais energizados e os usuários.
• Proteger os usuários e os equipamentos internos da unidade 
consumidora em casos de eventuais falhas.
• Promover a praticidade e o conforto na utilização da instalação 
elétrica através da correta distribuição e do dimensionamento de 
tomadas, interruptores e pontos de luz.
Com todos os conceitos já citados sobre os projetos e as instalações 
elétricas residenciais, podemos agora nos aprofundar em dois pontos 
muito importantes para qualquer projeto: a previsão de carga e a 
demanda de energia.
11
3. Previsão de cargas
Um dos pontos importantes de qualquer projeto de instalações elétricas 
residenciais é a previsão eficiente da potência a ser instalada da 
demanda requerida, para garantir continuidade, qualidade e segurança 
para o usuário e os dados reais para a concessionária dimensionar o 
sistema de Distribuição de Energia Elétrica. Visto que todo equipamento 
elétrico precisa absorver potência da rede elétrica, a previsão de 
cargas é essencial para o posterior dimensionamento da infraestrutura 
necessária.
A previsão de cargas consiste em um processo de estimativa de todos os 
equipamentos que serão ligados à energia elétrica, sendo tal estimativa 
composta basicamente pelo levantamento da demanda de iluminação e 
das cargas a serem conectadas nas TUGs (Tomadas de Uso Geral) e TUEs 
(Tomadas de Uso Específico).
3.1 Previsão de demanda de iluminação
Para realizar a previsão de cargas relacionadas à iluminação, é preciso 
recorrer à norma NBR 5410, que diz o seguinte sobre os aspectos de 
iluminação para ambientes residenciais:
9.5.2.1.1 Em cada cômodo ou dependência deve ser previsto pelo menos 
um ponto de luz fixo no teto, comandado por interruptor.
9.5.2.1.2 Na determinação das cargas de iluminação, como alternativa à 
aplicação da ABNT NBR 5413, conforme prescrito na alínea a) de 4.2.1.2.2, 
pode ser adotado o seguinte critério:
a) em cômodos ou dependências com área igual ou inferior a 6 m2, deve 
ser prevista uma carga mínima de 100 VA;
12
b) em cômodo ou dependências com área superior a 6 m2, deve ser 
prevista uma carga mínima de 100 VA para os primeiros 6 m², acrescida de 
60 VA para cada aumento de 4 m2 inteiros. (ABNT, 2004, p. 182-183)
Para exemplificar, considere uma sala com 15 m². Nesse caso, será 
preciso considerar a iluminação com carga mínima de 220 VA, sendo 100 
VA para os primeiros 6 m² e 120 VA para os restantes 9 m². Um ponto 
importante é que os valores de potência descritos pela norma NBR 5410 
para a iluminação servem apenas para o dimensionamento dos circuitos 
e da infraestrutura elétrica, não correspondendo necessariamente à 
potência nominal das lâmpadas que serão instaladas (ABNT, 2004).
3.2 Previsão de cargas conectadas a TUGs e TUEs
Primeiramente, vamos definir a divisão das tomadas. As tomadas de uso 
geral (TUGs) são aquelas destinadas a equipamentos que consomem 
até 10 ampères, como televisores, computadores e outros dispositivos 
de uso geral. As tomadas de uso específico (TUEs) são aquelas que 
alimentam equipamentos que consomem mais do que 10 A, como ar-
condicionado, churrasqueira elétrica, chuveiro, entre outros.
Cada equipamento possui suas próprias características, mas para fins 
de previsão, é possível recorrer a tabelas ou materiais que apresentam 
uma potência média de cada equipamento utilizado em uma residência. 
A Tabela 1 apresenta exemplos de potência para alguns equipamentos 
bastante utilizados no dia a dia.
Tabela 1 – Potência média de equipamentos elétricos
Equipamento Potência média
Televisão LED 45” 150 W
Chuveiro elétrico 6000 W
Geladeira 480 litros 260 W
Máquina de lavar roupas 1000 W
Máquina lava e seca 2000 W
Notebook 150 W
 Fonte: elaborada pelo autor.
13
A previsão de cargas está intimamente ligada à previsão da quantidade 
de TUGs e TUEs a serem instaladas em cada local da residência. Como 
base para todo projeto, deve-se observar que a norma NBR 5410 
estabelece como ponto de partida para a quantificação das tomadas a 
destinação do local e o tipo de equipamento a ser ali utilizado.
• Em banheiros, é preciso prever ao menos um ponto de tomada, 
com potência mínima de 600 VA, devendo sua posição atender aos 
requisitos do item 9.1 da norma NBR 5410 (ABNT, 2004):
em cozinhas, copas, copas-cozinhas, áreas de serviço, cozinha-área 
de serviço, lavanderias e locais análogos, deve ser previsto no mínimo 
um ponto de tomada para cada 3,5 m, ou fração, de perímetro, 
sendo que acima da bancada da pia devem ser previstas no mínimo 
duas tomadas de corrente, no mesmo ponto ou em pontos distintos. 
(ABNT, 2004, p. 183)
• Caso haja varanda na residência, deve haver no local ao menos um 
ponto de tomada.
• Em locais como salas e dormitórios, deve-se projetar ao 
menos uma tomada a cada 5 metros de perímetro, devendo o 
espaçamento entre os pontos ser o mais uniforme possível.
• Em salas e dormitórios, é muito comum que um ponto de tomada 
seja utilizado para energizar diversos equipamentos. Para isso, é 
preciso projetar a quantidade correta de tomadas a cada ponto.
• Para os demais cômodos, pode-se considerar a seguinte métrica:
- um ponto de tomada, se a área do cômodo ou dependência for igual 
ou inferior a 2,25 m2. Admite-se que esse ponto seja posicionado 
externamente ao cômodo ou dependência, a até 0,80 m no máximo 
de sua porta de acesso;
- um ponto de tomada, se a área do cômodo ou dependência for 
superior a 2,25 m2 e igual ou inferior a 6 m2;
14
- um ponto de tomada para cada 5 m, ou fração, de perímetro, se a 
área do cômodo ou dependência for superior a 6 m2, devendo esses 
pontos ser espaçados tão uniformemente quanto possível. (ABNT, 
2004, p. 183)
A previsão de cargas, pontos de iluminação e tomadas é uma etapa 
muito importante para qualquer projeto elétrico residencial, pois serve 
como base para os próximos passos, como o cálculo de demanda de 
energia, o dimensionamento de padrão de entrada, os condutores e os 
sistemas de proteção.
4. Demanda de energia
Assim como visto na seção anterior, cada equipamento apresenta uma 
potência diferente, e, em toda a residência, os dispositivos são ligados 
em instantes de tempo diferentes. Essas características ficam mais 
evidentes quando analisamos o consumo de energia de uma residência 
ao longo do dia, pois há uma significativa variação a cada intervalo de 
tempo.
Para futuramente realizar o dimensionamento da estrutura de 
instalação elétrica, alguns conceitos agora precisam ser definidos, 
sendo eles a potência instalada, a demanda média e a demanda 
máxima de energia. Primeiramente, pode-se definir a potência instalada 
(ou carga instalada) como a soma de todas as potências nominais 
daqueles equipamentos instalados na residência, incluindo as cargas de 
iluminação, TUGs e TUEs (CRUZ; ANICETO, 2019).
A demanda pode ser definida como a potência consumida em um 
determinado instante de tempo. Devidoàs mais variadas características 
de consumo de energia elétrica, a demanda de energia é uma grandeza 
que varia muito ao longo do dia e de acordo com o perfil de consumo. 
Por exemplo, o consumo diário de uma residência é diferente do 
15
consumo diário de um comércio. A Figura 1 apresenta a chamada Curva 
de Demanda Diária, ou seja, como a demanda de energia varia em uma 
unidade consumidora genérica ao longo de um dia.
Figura 1 – Exemplo de Curva de Demanda Diária
Fonte: Cruz e Aniceto (2019, p. 280).
A Figura 1 claramente mostra que ao longo do dia a demanda de 
energia elétrica varia bastante. Para a unidade consumidora ilustrada, 
pode-se verificar que, por volta das 19h, estabelece-se a Demanda 
Máxima (Dmax), que é o maior valor de energia elétrica consumida 
pela residência. Um ponto importante para destacar é que a demanda 
máxima nunca será maior do que a potência instalada, que é a soma da 
potência nominal de todos os equipamentos elétricos instalados. Além 
disso, observa-se que essa potência instalada deve ser menor do que 
o limite de fornecimento da concessionária, pois não se pode exigir da 
estrutura de distribuição uma energia maior do que aquele limite que foi 
contratado.
A Figura 1 é a curva de demanda típica de uma residência, pois é 
possível identificar alguns pontos característicos:
1. Leve aumento de demanda entre 6h e 9h da manhã, horário em 
que, na maioria dos casos residenciais, os moradores acordam, 
arrumam-se e preparam o café da manhã.
16
2. Aumento de demanda entre 12h e 14h, período em que algumas 
pessoas retornam à residência.
3. Pico de demanda entre 18h e 21h, período em que a maioria das 
pessoas chega em casa e liga aparelhos de televisão, música, ar-
condicionado e chuveiros elétricos.
4. Demanda mínima entre 1h e 5h da manhã, correspondente ao 
período em que os moradores estão dormindo.
Uma última métrica importante de ser estudada: o Fator de Demanda 
(FD), que é a relação entre a Demanda Máxima e a Potência Instalada 
(Sinst), que pode ser escrita da seguinte forma:
FD = Dmax/Sinst
O Fator de Demanda é uma medida cujo valor absoluto fica entre 0 e 
1 (equivalente a 0% e 100%), ou seja, indica quão próximo da potência 
instalada está a demanda de energia da residência. O grande objetivo 
do cálculo ou da estimativa de FD, Dmax e Sinst é encontrar o valor da 
potência de alimentação, ou seja, a característica do padrão de entrada 
de energia. Idealmente, deseja-se um padrão de entrada que suporte 
com folga a potência instalada, mas não seja superdimensionado, para 
evitar assim gastos desnecessários.
Este Tema proporcionou os conhecimentos sobre as principais 
definições e pré-requisitos para a elaboração de um projeto elétrico. 
Verificamos como iniciar o levantamento de necessidades para um 
projeto elétrico e as previsões necessárias a serem realizadas. Além 
disso, estudamos as demandas de energia elétrica presentes em uma 
residência e seu perfil de variação ao longo do dia.
Referências
ABNT. Associação Brasileira de Normas Técnicas. NBR 5410: Instalações Elétricas de 
Baixa Tensão. Rio de Janeiro: ABNT, 2004. 209 p.
17
CREDER, H. Instalações Elétricas. 16. ed. Rio de Janeiro: LTC, 2021.
CRUZ, E. C. A.; ANICETO, L. A. Instalações Elétricas: fundamentos, prática e projetos 
em instalações residenciais e comerciais. 3. ed. São Paulo: Érica, 2019.
NERY, N. Instalações Elétricas: princípios e aplicações. 3. ed. São Paulo: Érica, 2019.
18
Dimensionamento em 
instalações elétricas
Autoria: Lucas dos Santos Araujo Claudino
Leitura crítica: Lílian Venturi Pinheiro
Objetivos
• Compreender as técnicas de dimensionamento de 
condutores em instalações elétricas residenciais.
• Elaborar o dimensionamento de eletrodutos para 
instalações elétricas residenciais.
• Compreender os principais dispositivos de proteção 
aplicados em instalações elétricas residenciais.
19
1. Introdução
Um dos principais trabalhos em um projeto de instalações elétricas 
residenciais é o dimensionamento dos condutores e eletrodutos a 
serem utilizados. É muito comum encontrar locais em que a execução da 
instalação elétrica se torna algo difícil pelo simples fato de os eletrodutos 
suportados não comportarem todos os condutores que devem passar 
por ele. Esse é apenas um dos vários problemas que podem ser 
evitados através do uso de técnicas e cálculos para dimensionamento 
de cabos, eletrodutos, elementos de proteção e sustentação de toda a 
infraestrutura de uma instalação elétrica residencial. Todos esses pontos 
serão abordados ao longo deste Tema, além de vários outros tópicos 
essenciais para a correta execução de um projeto elétrico.
2. Visão geral sobre dimensionamento
Existem várias regras e formas de dimensionamento de condutores 
e eletrodutos, como estudaremos a seguir. Porém, antes é muito 
importante ter em mente as principais funções dos eletrodutos:
• Fornecer proteção mecânica aos condutores.
• Fornecer proteção contra eventos ambientais (sol, chuva, 
vento etc.).
• Proporcionar um meio para que os cabos sejam lançados.
Existem diversos tipos de eletrodutos, como: eletroduto metálico, 
de PVC, rígido, flexível etc., mas todos eles exercem, entre outras, as 
funções citadas anteriormente. Cada tipo de eletroduto tem seu cenário 
de aplicação mais indicado e uma taxa máxima de ocupação fornecida 
pela norma ABNT NBR 5410 (ABNT, 2004).
20
Quanto aos condutores, que são os cabos que transportam a energia 
elétrica dentro da residência, também existem regras para seu projeto 
e dimensionamento. A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) 
fornece métodos para cálculo e projeto, entre eles (ABNT, 2004):
• Projeto pela capacidade de condução de corrente: identificar a 
máxima corrente e o método de instalação e então calcular a seção 
nominal mínima que atende aos requisitos.
• Projeto pela queda de tensão: admissão de no máximo 7% 
de queda de tensão para locais alimentados por subestações 
próprias.
• Projeto pela seção mínima: segundo a norma, a seção mínima de 
condutores para os circuitos de tomadas de força é igual a 2,5 mm2 
e a 1,5 mm2 para circuitos de iluminação.
Todo esse dimensionamento só é feito após a divisão de cargas, pois 
é ela que irá dizer a potência máxima a ser utilizada em cada cômodo 
ou ponto de tomada. Para isso, a ABNT fornece algumas regras (ABNT, 
2004, p.184):
9.5.3.1 Todo ponto de utilização previsto para alimentar, de modo 
exclusivo ou virtualmente dedicado, equipamento com corrente nominal 
superior a 10 A deve constituir um circuito independente.
9.5.3.2 Os pontos de tomada de cozinhas, copas, copas-cozinhas, áreas de 
serviço, lavanderias e locais análogos devem ser atendidos por circuitos 
exclusivamente destinados à alimentação de tomadas desses locais.
9.5.3.3 Em locais de habitação, admite-se, como exceção à regra geral de 
4.2.5.5, que pontos de tomada, exceto aqueles indicados em 9.5.3.2, e 
pontos de iluminação possam ser alimentados por circuito comum, desde 
que as seguintes condições sejam simultaneamente atendidas:
a) a corrente de projeto (IB) do circuito comum (iluminação mais tomadas) 
não deve ser superior a 16 A;
21
b) os pontos de iluminação não sejam alimentados, em sua totalidade, por 
um só circuito, caso esse circuito seja comum (iluminação mais tomadas); e
c) os pontos de tomadas, já excluídos os indicados em 9.5.3.2, não sejam 
alimentados, em sua totalidade, por um só circuito, caso esse circuito seja 
comum (iluminação mais tomadas).
Com isso, já é possível prosseguirmos ao estudo das técnicas de 
dimensionamento dos elementos condutores e eletrodutos a serem 
utilizados em instalações elétricas residenciais.
3. Dimensionamento de eletrodutos
Existem diversos elementos a serem utilizados para a proteção e a 
passagem dos cabos, como eletrodutos rígidos ou flexíveis, eletrocalhas, 
perfilados, canaletas etc. A aplicação de cada um deles depende 
principalmente do ambiente em que serão utilizados e seus respectivos 
métodos de fixação. Paraaplicações residenciais, os eletrodutos de PVC 
são os mais utilizados.
A fim de permitir não somente a proteção dos condutores, mas também 
a facilidade de passagem e retirada de cabos abrigados pelo eletroduto, 
define-se a taxa máxima de ocupação do eletroduto em três faixas:
• Máximo de 53% de ocupação: caso haja um condutor ou cabo no 
interior do eletroduto.
• Máximo de 31% de ocupação: caso haja dois condutores ou cabos 
no interior do eletroduto.
• Máximo de 40% de ocupação: caso haja três ou mais condutores 
ou cabos no interior do eletroduto.
22
De uma maneira mais simples, pode-se calcular o diâmetro interno 
necessário do eletroduto da seguinte forma (CREDER, 2021):
Sendo Di o diâmetro interno do eletroduto; f a taxa de ocupação; e 
∑Acond a soma das áreas externas de todos os condutores que serão 
instalados no eletroduto.
Outra forma de dimensionar o eletroduto é com o auxílio de tabelas. 
Primeiramente, é preciso identificar a área total do condutor a ser 
utilizado (incluindo o isolamento) a partir de tabelas fornecidas por 
fabricantes, como os valores da Tabela 1.
Tabela 1 – Relação das dimensões nominais de cabos com isolamento
Seção nominal (mm2) Área (mm2)
1,5 6,2
2,5 9,01
4 11,9
6 15,2
10 24,6
Fonte: adaptada de Lima Filho (2011, p. 164).
Sabendo quantos cabos passarão pelo eletroduto e a respectiva área 
de cada cabo, o próximo passo é utilizar a Tabela 2 para encontrar qual 
eletroduto deve ser utilizado.
Tabela 2 – Relação de utilização de eletrodutos de PVC rígidos
Referência de rosca Diâmetro nominal 
(mm)
Área total aprox. 
(mm2)
Área útil > 3 
cabos (40%)
3/8” 16 126,7 50,7
1/2” 20 203,6 81,2
3/4” 25 346,4 138,6
1” 32 564,1 225,6
23
1.1/4” 40 962,1 384,8
1.1/2” 50 1244,1 497,6
2” 60 1979,2 791,7
Fonte: adaptada de Lima Filho (2011, p. 165).
Dessa forma, é possível calcular ou encontrar qual deve ser a seção 
mínima do eletroduto a ser utilizado na instalação elétrica. Esses passos 
podem garantir a fácil passagem dos cabos, evitam o sobreaquecimento 
dos cabos devido ao excesso de condutores no duto e deixam a 
instalação com facilidade de manutenção futura.
4. Dimensionamento de condutores elétricos
Os condutores elétricos são responsáveis pelo transporte da energia 
elétrica por toda a instalação. Para que essa função seja exercida de 
maneira correta, o dimensionamento dos condutores deve ser realizado 
tendo em mente duas condições importantes:
1. Cada tipo de condutor possui um limite de temperatura e queda 
de tensão, e tais limites não podem ser ultrapassados.
2. A capacidade de condução de corrente dos condutores deve ser 
superior ao limiar de atuação dos dispositivos de proteção contra 
sobrecorrente.
3. Os condutores devem ser dimensionados de tal forma a suportar 
sobrecarga e corrente de curto-circuito por um determinado 
intervalo de tempo.
A correta seleção dos condutores é feita com base em critérios 
estabelecidos por norma, devendo a metodologia que resulte em 
condutor de maior seção ser a selecionada (ABNT, 2004). A seguir esses 
três critérios serão apresentados.
24
4.1 Seção mínima de condutores
Através do método da seção mínima de condutores, como o próprio 
nome já diz, é possível determinar a bitola mínima para o condutor de 
fase, de acordo com critérios de tipo de instalação, de finalidade do 
circuito e de material do cabo. Esses critérios são ditados pela norma de 
Instalações Elétricas de Baixa Tensão (NBR 5410) da seguinte forma:
Tabela 3 – Seção mínima de condutores ditada por razões mecânicas
Tipo de linha Utilização do circuito
Seção mínima 
do condutor, 
mm2 – Material
Instalações fixas em geral
Condutores e 
cabos isolados
Circuitos de 
iluminação
1,5 Cu
16 Al
Circuitos de força
2,5 Cu
16 Al
Circuitos de sina-
lização e circuitos 
de controle
0,5 Cu
Condutores nus
Circuitos de força
10 Cu
16 Al
Circuitos de sina-
lização e circuitos 
de controle
4 Cu
Linhas flexíveis com cabos isolados
Para um equipa-
mento específico
Como especifi-
cado na norma 
do equipamento
Para qualquer 
outra aplicação 0,75 Cu
Circuitos à extra-
baixa tensão para 
aplicações espe-
ciais
0,75 Cu
Fonte: ABNT (2004, p. 113).
A Tabela 3 fornece então uma forma de encontrar a seção mínima 
para condutores em instalações elétricas, mas, para garantir que todos 
os requisitos da norma sejam atendidos, ainda é preciso avaliar os 
resultados fornecidos pelos próximos métodos.
25
4.2 Método da capacidade de condução de corrente
Este talvez seja o método mais completo e baseia seu resultado no 
cálculo da máxima corrente que pode percorrer o condutor e na 
metodologia de instalação. Para aplicar esse critério, sete etapas devem 
ser seguidas.
A Etapa 1 consiste na escolha do material de isolamento do cabo, o que 
interfere diretamente na temperatura máxima de serviço contínuo do 
cabo. O material é escolhido de acordo com a especificação da Tabela 35 
da norma NBR 5410 (ABNT, 2004, p. 100).
A Etapa 2 é a identificação do método de instalação dos condutores, 
como a instalação mais comum em ambientes residenciais, “condutores 
isolados ou cabos unipolares em eletroduto de seção circular embutido 
em alvenaria” (ABNT, 2004, p. 90-95). A lista completa de métodos de 
instalação consta na Tabela 33 da NBR 5410 (ABNT, 2004, p. 90-95).
A Etapa 3 é o cálculo da corrente nominal (Ib), ou corrente de projeto, 
encontrada a partir das especificações de magnitude de tensão, tipo de 
circuito e carga a ser alimentada.
Durante a Etapa 4, recorre-se à NBR 5410 para encontrar o número de 
condutores carregados no circuito, de acordo com a tabela a seguir:
Tabela 4 – Quantidade de condutores carregados para 
 cada tipo de circuito
Circuito Número de condutores carregados
Monofásico 2
Monofásico a três condutores 2
Bifásico sem neutro 2
Bifásico com neutro 3
Trifásico sem neutro 3
Trifásico com neutro 3 ou 4
Fonte: ABNT (2004, p. 112).
26
A Etapa 5 consiste em, a partir do método de instalação já identificado, 
do número de condutores carregados e da corrente nominal, encontrar 
a bitola do cabo a ser utilizado. Para isso, podemos recorrer às Tabelas 
36 a 39 da NBR 5410 (ABNT, 2004, p. 101-105).
A Etapa 6 é a identificação de dois fatores de correção: FCT (Fator de 
Correção de Temperatura) e FCA (Fator de Correção de Agrupamento), 
para compensar os efeitos da variação de temperatura em agrupamento 
de cabos em eletrodutos que podem acontecer sobre a corrente 
nominal do circuito.
A Etapa 7 é a aplicação dos dois fatores sobre a corrente nominal, para 
se determinar a corrente corrigida. Após isso, podemos voltar às tabelas 
de capacidade de condução de corrente e corrigir a seção do condutor 
utilizado.
4.3 Método da queda de tensão
Este método se baseia no fato de que não pode haver queda de tensão 
maior do que um determinado limiar, sendo este ditado pela Associação 
Brasileira de Normas Técnicas (ABNT, 2004, p. 115-116):
6.2.7.1 Em qualquer ponto de utilização da instalação, a queda de tensão 
verificada não deve ser superior aos seguintes valores, dados em relação 
ao valor da tensão nominal da instalação:
a) 7%, calculados a partir dos terminais secundários do transformador 
MT/BT, no caso de transformador de propriedade da(s) unidade(s) 
consumidora(s);
b) 7%, calculados a partir dos terminais secundários do transformador MT/
BT da empresa distribuidora de eletricidade, quando o ponto de entrega 
for aí localizado;
27
c) 5%, calculados a partir do ponto de entrega, nos demais casos de ponto 
de entrega com fornecimento em tensão secundária de distribuição;
d) 7%, calculados a partir dos terminais de saída do gerador, no caso de 
grupo gerador próprio.
6.2.7.2 Em nenhum caso a queda de tensão nos circuitos terminais pode 
ser superior a 4%.
6.2.7.3 Quedas de tensão maiores que as indicadas em 6.2.7.1 são 
permitidas para equipamentos com corrente de partida elevada, durante 
o período de partida, desde que dentro dos limites permitidos em suas 
normas respectivas.
6.2.7.4 Para o cálculoda queda de tensão num circuito deve ser utilizada a 
corrente de projeto do circuito.
Dessa forma, devemos utilizar todos os métodos mencionados, 
comparar os valores de seção de condutor fornecidos por cada um, e 
então escolher aquele condutor com maior bitola.
Nesta Tema, aprendemos sobre os conceitos para dimensionamento 
de eletrodutos e condutores, garantindo que os critérios das normas 
pertinentes sejam respeitados e, como consequência, a instalação 
elétrica residencial seja dimensionada corretamente.
Referências
ABNT. Associação Brasileira de Normas Técnicas. NBR 5410: Instalações Elétricas de 
Baixa Tensão. Rio de Janeiro: ABNT, 2004. 209 p.
CREDER, H. Instalações Elétricas. 16. ed. Rio de Janeiro: LTC, 2021.
CRUZ, E. C. A.; ANICETO, L. A. Instalações Elétricas: fundamentos, prática e projetos 
em instalações residenciais e comerciais. 3. ed. São Paulo: Érica, 2019.
LIMA FILHO, D. Projetos de instalações elétricas prediais. 12. ed. São Paulo: 
Saraiva, 2011.
28
Análise de projetos 
elétricos residenciais
Autoria: Lucas dos Santos Araujo Claudino
Leitura crítica: Lílian Venturi Pinheiro
Objetivos
• Compreender as técnicas de análises de projetos 
elétricos residenciais.
• Conhecer a simbologia utilizada em projetos 
elétricos residenciais.
• Estudar os documentos necessários para a 
elaboração de projetos elétricos residenciais.
29
1. Introdução
Todo projeto de instalações elétricas residenciais precisa seguir normas 
também durante a elaboração dos documentos. Para isso, existem 
símbolos e metodologias de desenhos de projeto que garantem a 
padronização dos documentos.
Este Tema trará os conhecimentos necessários para o aprendizado dos 
padrões que devem ser seguidos para a elaboração das documentações 
de um projeto elétrico. Iniciaremos pela definição da metodologia de 
utilização de escala em projetos elétricos, estudaremos a caracterização 
dos principais símbolos utilizados e entenderemos como se analisa 
corretamente um projeto elétrico.
2. Normativas
Ao se elaborar um projeto elétrico, tanto para o desenvolvimento e 
dimensionamento como para a transcrição dos documentos técnicos, é 
preciso seguir normas e regras. As principais normas que influenciarão 
na elaboração do projeto são as seguintes:
• NBR 5410 – Instalações elétricas de baixa tensão: estabelece os 
principais aspectos de projeto de instalações, infraestrutura e 
proteção para instalações elétricas residenciais (ABNT, 2004).
• NBR 5419 – Proteção contra descargas atmosféricas: contém os 
procedimentos necessários para garantir que a estrutura, seja ela 
residencial, comercial ou industrial, tenha todos os subsistemas de 
proteção contra descargas atmosféricas (ABNT, 2015).
• NBR 13570 – Instalações elétricas em locais de afluência de 
público (ABNT, 2021): esta norma contempla eventuais projetos 
30
que precisarão considerar normas específicas para a garantia de 
segurança ao público.
Existem também normas que regulamentam a segurança dos 
trabalhadores durante a execução de instalações elétricas:
• NR 10 – Segurança em instalações e serviços de eletricidade.
• NR 23 – Proteção contra incêndios.
• NR 26 – Sinalização de segurança.
Além das normas básicas criadas pela Associação Brasileira de Normas 
Técnicas (ABNT), todo projeto elétrico precisará também obedecer 
a normativas técnicas locais, ditadas pela concessionária de energia 
elétrica que atende a região. Para saber quais normas técnicas seguir, 
consulte o website da concessionária de energia elétrica que atende a 
sua residência.
3. Generalidades de um projeto elétrico
Um projeto elétrico é a transcrição através de simbologias específicas de 
todos os elementos necessários para a correta execução da instalação 
elétrica de uma residência. Todo projeto contém, por exemplo, a 
distribuição de pontos de energia e iluminação, o trajeto dos condutores, 
as características de todos os condutores (caminho, bitola, eletrodutos 
etc.), os dispositivos de proteção e qualquer outro elemento relacionado 
à infraestrutura de instalação elétrica.
Existem normas (nacionais e internacionais) que ditam a simbologia 
a ser utilizada em um projeto elétrico. Porém, desde que haja uma 
legenda de símbolos, o projetista pode utilizar a simbologia que mais lhe 
31
interessa. Apresentaremos aqui os símbolos mais utilizados e algumas 
variações de cada um deles.
Um projeto elétrico contém, entre outras, as principais partes:
• Memorial: documento com descrições e justificativas do projeto.
• Plantas, esquemas, detalhes e vistas: parte do projeto em que 
constam todos os elementos e guias precisos para a correta 
execução das instalações elétricas.
• Especificações: documento com todas as descrições técnicas dos 
produtos e materiais que podem ser utilizados na instalação do 
local.
• Orçamento: documento com levantamento de quantidade, 
preço de matéria-prima e estimativa de mão de obra para a 
implementação da estrutura projetada.
O projeto elétrico deve conter todos os elementos a serem implantados 
na instalação elétrica, como condutores, interruptores, iluminação, 
quadro de distribuição, elementos de proteção, eletrodutos etc. Para a 
representação de todos esses elementos com a simbologia adequada, 
normalmente fazemos uso de duas formas de apresentação: planta 
baixa e diagrama unifilar. A Figura 1 traz a planta baixa de uma 
residência, sendo possível verificar que tal representação contém uma 
enorme quantidade de informação, desde a localização de pontos de 
tomadas até o dimensionamento de condutores.
32
Figura 1 – Planta baixa de uma residência
Fonte: Creder (2021, p. 56).
Observando a Figura 1, sem interpretar o que cada símbolo representa, 
podemos verificar que todas as informações pertinentes para a 
execução da instalação estão presentes, como bitola de condutores, 
potência de cada ponto de tomada, potência de iluminação e quantidade 
de interruptores e de tomadas.
Outra representação importante é o digrama unifilar, muito utilizado 
para descrever a distribuição de disjuntores em painéis de distribuição. 
Ele apresenta basicamente a quantidade de condutores de fase, neutro 
e de proteção, os disjuntores (tanto geral como de cada circuito) e os 
dispositivos de proteção auxiliar, como DPS ou DR. A Figura 2 traz um 
exemplo de diagrama unifilar.
33
Figura 2 – Diagrama unifilar
Fonte: Creder (2021, p. 56).
Todo projeto, seja ele elétrico, civil, arquitetônico etc., necessita de uma 
representação através de escala, que representa a proporção entre 
a medida real e a do desenho. A legenda do projeto deve conter a 
descrição do valor da escala, por exemplo: ESCALA 1:2 (lê-se escala um 
por dois).
Existem três tipos de escalas:
A Figura 3 contém exemplos dos três tipos de escalas.
1. Escala natural (1:1): o objeto real é do mesmo tamanho do 
desenho.
2. Escala de redução (1:X, com X>1): o desenho é menor do que o 
real tamanho do objeto.
3. Escala de ampliação (X:1, com X>1): o desenho é maior do que o 
real tamanho do objeto.
34
Figura 3 – Escalas de redução, natural e ampliação
Fonte: Cruz (2014, p. 100).
4. Simbologia em projetos elétricos
Para cada item a ser utilizado em um projeto elétrico, existe um símbolo 
equivalente. Existe uma norma que, embora não mais vigente, ainda 
é bastante utilizada em projetos elétricos, a NBR 5444 (ABNT, 1989). 
Porém, além daqueles símbolos normatizados, existem inúmeros 
símbolos de comum conhecimento no ramo de projetos elétricos. A 
seguir, trazemos alguns dos símbolos mais utilizados.
Quadro 1 – Símbolos relacionados à iluminação
Descrição Símbolo comum NBR 5444
Ponto de luz no teto
Ponto de luz na parede
Luz fluorescente no teto
Luz fluorescente na pa-
rede
Sinalização de tráfego 
(entradas, rampas etc.)
35
Poste externo com duas 
luminárias
Minuteria
Luz de emergência na 
parede
Fonte: adaptado de Creder (2021, p. 57).
Outros símbolos muito importantes são aqueles relacionados aos 
interruptores utilizados em instalações elétricas. O Quadro2 apresenta 
um resumo com alguns desses símbolos.
Quadro 2 – Símbolos relacionados aos interruptores
Descrição Símbolo comum NBR 5444
Interruptor de uma seção S
Interruptor de duas se-
ções S2
Interruptor de três se-
ções S3
Interruptor paralelo ou 
three-way Sw
Interruptor intermediário 
ou four-way S4w
Disjuntor a seco
Fonte: adaptado de Creder (2021, p. 58).
Outros símbolos importantes são aqueles utilizados para representar os 
diferentes tipos de tomadas em residências. O Quadro 3 apresenta um 
resumo com os principais tipos de tomadas.
Quadro 3 – Símbolos relacionados aos pontos de tomada
Descrição Símbolo comum NBR 5444
Tomada baixa na parede 
(300 mm do piso)
36
Tomada média na parede 
(1300 mm do piso)
Tomada alta (2000 mm 
do piso)
Tomada no piso
Fonte: adaptado de Creder (2021, p. 57).
Os diferentes quadros de energia, tanto os gerais como os parciais, 
também são muito importantes em qualquer instalação elétrica 
residencial. O Quadro 4 contém os principais tipos de quadros de 
energia utilizados em uma residência.
Quadro 4 – Símbolos relacionados aos quadros de energia
Descrição Símbolo comum NBR 5444
Quadro parcial aparente 
(luz e força)
Quadro parcial embutido 
(luz e força)
Quadro geral aparente 
(luz e força)
Quadro geral embutido 
(luz e força)
Fonte: adaptado de Creder (2021, p. 57).
Além de todos os elementos, é preciso também representar 
graficamente os condutores e eletrodutos a serem utilizados na 
residência. Para isso, observe o resumo apresentado no Quadro 5.
Quadro 5 – Símbolos relacionados aos eletrodutos e condutores
Descrição Símbolo comum NBR 5444
Eletroduto embutido no 
teto ou parede
37
Eletroduto embutido no 
piso
Condutor de fase no inte-
rior de eletroduto
Condutor de neutro no 
interior de eletroduto
Condutor de retorno no 
interior de eletroduto
Condutor de terra no in-
terior de eletroduto
Fonte: adaptado de ABNT (1989, p. 2).
A representação é um ponto essencial em um projeto elétrico 
residencial, e, para fazer isso de forma correta, todas as ferramentas 
apresentadas precisam ser exploradas. As normas precisam ser 
muito bem conhecidas, além de se ter familiaridade com plantas e 
esquemas elétricos. Para a elaboração de plantas, todos os símbolos, 
tanto os comuns quanto os normatizados, precisam ser conhecidos e 
corretamente aplicados.
Este Tema apresentou uma visão geral sobre a análise de plantas e 
esquemas elétricos, as normas aplicadas e pertinentes, a manipulação 
com escalas e finalmente uma coletânea com os principais 
símbolos utilizados em instalações elétricas residenciais. Porém, é 
importante ressaltar que existe uma infinidade de elementos a serem 
representados, e cada caso exige mais estudo e atualização sobre os 
símbolos atuais.
Referências
ABNT. Associação Brasileira de Normas Técnicas. NBR 5410: Instalações Elétricas de 
Baixa Tensão. Rio de Janeiro: ABNT, 2004. 209 p.
ABNT. Associação Brasileira de Normas Técnicas. NBR 5419: Proteção contra 
descargas atmosféricas. Rio de Janeiro: ABNT, 2015.
ABNT. Associação Brasileira de Normas Técnicas. NBR 5444: Símbolos gráficos para 
instalações elétricas prediais. Rio de Janeiro: ABNT, 1989. 9 p.
38
ABNT. Associação Brasileira de Normas Técnicas. NBR 13570: Instalações Elétricas 
em Locais de Afluência de Público – Requisitos Específicos. Rio de Janeiro: ABNT, 
2021. 12 p.
CREDER, H. Instalações Elétricas. 16. ed. Rio de Janeiro: LTC, 2021.
CRUZ, E. C. A.; ANICETO, L. A. Instalações Elétricas: fundamentos, prática e projetos 
em instalações residenciais e comerciais. 3. ed. São Paulo: Érica, 2019.
CRUZ, M. D. Desenho técnico. São Paulo: Érica, 2014.
LIMA FILHO, D. Projetos de instalações elétricas prediais. 12. ed. São Paulo: 
Saraiva, 2011.
39
Luminotecnia
Autoria: Lucas dos Santos Araujo Claudino
Leitura crítica: Lílian Venturi Pinheiro
Objetivos
• Apresentar as características da luminotecnia em 
projetos elétricos.
• Compreender a aplicação das normativas de 
projetos elétricos em aplicações luminotécnicas.
• Compreender os conceitos em luminotecnia e a 
eficiência em projetos luminotécnicos.
40
1. Luminotecnia em projetos elétricos
A iluminação está presente em atividades rotineiras do nosso cotidiano 
e abrange, por exemplo, situações relacionadas às condições luminosas 
no ambiente de trabalho ou mesmo em uma iluminação mais indireta 
e confortável em nossa residência. Nesse sentido, destaca-se a 
importância de uma iluminação apropriada à atividade desempenhada 
no local, podendo ser de origem natural ou artificial, a depender das 
características do projeto (NISKIER; MACINTYRE, 2019).
Em se tratando de projetos elétricos, a iluminação possui uma 
considerável relevância, pois um dimensionamento incorreto pode 
gerar problemas ao consumidor final. No geral, a iluminação deve ser 
distribuída de modo uniforme, buscando a mitigação de ofuscamentos, 
sombras ou reflexos. Para isso, leva-se em consideração um conjunto 
de normas técnicas estabelecidas nas normativas de iluminância de 
interiores (NBR5413) e de iluminação em ambientes de trabalho (ISO/CIE 
8995-1). Assim, é necessário compreender os conceitos relacionados à 
luminotecnia (CREDER, 2021).
1.1 Conceitos em luminotecnia
A luminotecnia está relacionada com o estudo sobre a aplicação de 
iluminação artificial em ambientes de modo eficiente, proporcionando as 
características luminotécnicas desejadas a partir da escolha assertiva do 
conjunto de lâmpadas e do seu layout no projeto. Para que seja possível 
um estudo em luminotecnia, primeiramente deve-se compreender 
o conceito de luz. Do ponto de vista físico, a luz é uma radiação 
eletromagnética constituída de vários comprimentos de onda. O olho 
humano é sensível a alguns comprimentos de onda, que promovem 
uma sensação visual (CRUZ; ANICETO, 2019).
41
Nesse sentido, a sensação de penumbra durante a noite ocorre devido 
a radiações de menor comprimento de onda, assim como a sensação 
de elevada luminosidade ocorre de modo contrário, respeitando a curva 
de sensibilidade do olho humano. Esse fato também justifica a nossa 
percepção das cores: imagine que você está visualizando uma maçã: 
a partir da incidência de luz branca, o objeto (no caso a maçã) absorve 
a luz em vários comprimentos de onda e reflete apenas o espectro do 
vermelho, que resulta na cor vermelha da aparência dessa maçã (CRUZ; 
ANICETO, 2019).
Logo, esse fenômeno também acontece na incidência de luz artificial, 
como nas lâmpadas fluorescentes que reproduzem tonalidades brancas 
e azuis, e remete a uma luz mais fria. Assim, algumas grandezas e 
conceitos são essenciais para a compreensão da luminotecnia (NERY, 
2019):
• Fluxo luminoso: é a quantidade total de luz emitida por uma fonte 
luminosa, em operação nominal, e medida em lúmens (lm).
• Intensidade luminosa: uma fonte luminosa emite luz para várias 
direções na forma de uma esfera, assim torna-se difícil mensurar 
o fluxo luminoso em todas as direções. Então, a intensidade 
luminosa, medida em candela (cd), representa o fluxo luminoso 
irradiado em uma direção, considerando um ponto como base, 
conforme ilustra-se na Figura 1(a).
• Iluminância: é quantidade de fluxo luminoso, medida em 
lux, considerando sua incidência pela superfície, ou seja, 
matematicamente tem-se a razão entre o fluxo luminoso e a 
área de uma superfície. Assim, a iluminância não é uniforme 
dentro de determinado ambiente. Por esse motivo, as normativas 
estabelecem valores da iluminância média (Em) de acordo com a 
atividade exercida em cada ambiente.
42
A Figura 1(b) ilustra o instrumento luxímetro, empregado para mensurar 
a iluminância de um ambiente. Entre todas as grandezas anteriormente 
mencionadas, nenhuma delas é visível, sendo necessário que reflitam 
sobre alguma superfície (NISKIER; MACINTYRE, 2019). Então, tem-se 
outra grandeza:
• Luminância: é a intensidade luminosa que reflete em determinada 
superfície, medida em (cd/m2). A Figura 1(c) ilustra o referido 
fenômeno, e, para determinara luminância, deve-se considerar o 
ângulo entre o ponto observado e a superfície. A essa grandeza, 
justifica-se a sensação da claridade em um ambiente de acordo 
com as características das superfícies do piso, das paredes e do 
teto.
Figura 1 – Grandezas luminotécnicas.
(a)
(b)
(c)
Fonte: OSRAM ([s.d.], p. 3-4).
Para a elaboração de projetos luminotécnicos, devemos considerar 
vários aspectos. Primeiramente, uma análise sobre a iluminância média 
43
deve ser realizada considerando as normativas vigentes. Em seguida, o 
conjunto de lâmpadas e luminárias deve ser escolhido considerando os 
aspectos de eficiência segundo alguns critérios de fator de desempenho 
(CREDER, 2021).
1.2 Eficiência em projetos luminotécnicos
Em um projeto luminotécnico, a qualidade da iluminação depende 
de critérios. O primeiro critério considera um nível adequado de 
iluminância média. Assim, após consultar a NBR5413 (ABNT, 2013), que 
define os valores de iluminância média de acordo com o ambiente de 
trabalho, deve-se considerar que o fluxo luminoso é reduzido com o 
passar do tempo, devido ao desgaste da luminária e do acúmulo de 
sujeira. Desse modo, é necessário estimar um fator de depreciação, para 
que o nível de iluminância permaneça dentro dos limites estabelecidos 
pela normativa (NERY, 2019).
A Figura 2 ilustra a estratégia de compensação para estabelecer 
uma margem de depreciação. Em ambientes com baixa tendência a 
acúmulo de poeira, como em escritórios, hospitais e escolas, o fator de 
depreciação é estabelecido em 20%. Logo, tem-se um fator de utilização 
(Fu) de 80%, ou 0,8. Para o cálculo da margem de segurança, considera-
se a relação 1/Fu, que resulta em 125% (CREDER, 2021).
44
Figura 2 – Compensação da depreciação da iluminância.
80
100
125
150
Margem de 
depreciação do fluxo 
luminoso e acúmulo 
de sujeira
Tempo
Ilu
m
in
ân
ci
a 
(%
)
Fonte: adaptada de OSRAM ([s.d.], p. 10).
Ainda de acordo com a Figura 2, para ambientes com uma maior 
tendência a acúmulo de poeira, como galpões e garagens, o fator de 
depreciação é de 0,33. Assim, temos um fator de utilização de 0,67 e 
uma projeção de iluminância de aproximadamente 150% (CREDER, 
2021).
Um segundo critério define a limitação de ofuscamento, que pode 
ocorrer de modo direto ou indireto, conforme ilustrado na Figura 3. Para 
o primeiro caso, a luz incide diretamente no campo visual, enquanto, 
para o segundo caso, ocorre a reflexão no plano de trabalho. Nesse 
sentido, a luminância não pode exceder 200 cd/m² e o ângulo indicado 
(NISKIER; MACINTYRE, 2019).
45
Vale ressaltar que diferenças de luminância podem ser percebidas de 
acordo com a variação dos planos e das superfícies. Essa variação pode 
gerar uma fadiga visual se houver variações de tonalidades. Nesse 
sentido, recomenda-se uma proporção de luminância em uma razão 
1:2:3, entre piso, parede e teto (CREDER, 2021).
Figura 3 – Limitações de ofuscamento.
Fonte: adaptada de OSRAM ([s.d.], p.10).
De modo a promover a eficiência em projetos luminotécnicos, alguns 
pontos devem ser observados (NISKIER; MACINTYRE, 2019):
• Efeitos de sombra: o direcionamento do foco de uma luminária 
pode provocar um excesso de sombras. Em contrapartida, a 
ausência total de sombra indica um ambiente com uma iluminação 
distribuída igualitariamente, o que pode contribuir com problemas 
na identificação da textura dos objetos e consequentemente 
causar um desconforto visual.
• Reprodução de cores: a cor de um objeto está relacionada com 
o comprimento de onda do espectro de luz incidente. Assim, os 
46
índices de reprodução de luz são regulamentados por normas 
técnicas, de acordo com a iluminância média definida no projeto.
• Temperatura da cor: um dos critérios que definem um conforto 
visual relaciona-se com a tonalidade e a temperatura da cor. Assim, 
para obter maiores iluminâncias, são necessárias lâmpadas com 
uma maior temperatura, conhecidas como lâmpadas quentes. A 
inserção dessas lâmpadas pode contribuir com um maior conforto 
visual e uma sensação de aconchego em um ambiente.
• Calor: deve-se atentar para que a iluminação não sobrecarregue 
o sistema de climatização, e, para isso, é importante utilizar 
lâmpadas eficientes, que possuam uma baixa irradiação de calor.
• Acústica: deve-se atentar para que o sistema de iluminação não 
cause problemas acústicos, geralmente devido à inserção de 
reatores e transformadores eletromagnéticos.
Ainda, para que o projeto luminotécnico seja completo e eficiente, uma 
análise de custos deve ser realizada, analisando três aspectos: custos de 
investimento, de operação e de rentabilidade (CREDER, 2021). O custo de 
investimento constitui os valores de aquisição de equipamentos e mão 
de obra, como ilustrado na Figura 4, para um estudo comparativo de um 
sistema que utiliza luminárias com lâmpadas tubulares fluorescentes e 
de LED, que propiciem a mesma iluminância.
47
Figura 4 – Análise de custo de investimento.
Fonte: elaborada pelo autor.
No estudo da Figura 4, considera-se o mesmo modelo de luminária; logo, 
a diferença no custo de investimento é devido ao conjunto lâmpada 
fluorescente – reator, comparado com as lâmpadas de LED. Vale 
salientar a existência de luminárias LED tipo compacto, que possui um 
maior custo-benefício se comparado ao conjunto estudado. No entanto, 
para este estudo, optou-se por adotar luminárias com características 
físicas semelhantes (CREDER, 2021).
O segundo aspecto a ser analisado é o custo de operação, que leva 
em consideração o custo de reposição das lâmpadas e do consumo 
energético, ilustrado na Figura 5. De modo geral, as lâmpadas 
fluorescentes possuem uma vida útil de aproximadamente 15.000 
horas, enquanto as lâmpadas LED têm uma vida útil estimada de 50.000 
horas. Assim, há uma redução de 30% na reposição dessas lâmpadas. 
Adicionalmente, para se obter o mesmo efeito de luminância, a lâmpada 
48
fluorescente consome 50% a mais de energia elétrica que uma lâmpada 
LED (NISKIER; MACINTYRE, 2019).
Figura 5 – Análise do custo operacional.
Fonte: elaborada pelo autor.
O terceiro aspecto a ser analisado é o cálculo de rentabilidade. Para isso, 
são considerados o custo de investimento e o operacional. O resultado 
desse cálculo fornece a amortização dos custos de investimento, 
e a utilização de lâmpadas mais eficientes promove o retorno de 
investimento em um curto período (NISKIER; MACINTYRE, 2019). Na 
Figura 6, são ilustradas de forma sintetizada as etapas para a elaboração 
de um projeto luminotécnico.
Figura 6 – Análise do custo operacional.
Fonte: elaborada pelo autor.
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Após a definição do ambiente que será projetado, uma consulta na 
normativa NBR5413 estabelece a iluminância média (Em) que deverá 
ser alcançada no projeto. Para isso, são utilizados métodos de cálculo 
que visam estimar a quantidade de lâmpadas que atendem a essa 
iluminância média. Dentro dos métodos de cálculo, o projetista define 
as características do conjunto de luminária/lâmpada considerando seu 
fluxo luminoso, bem como os fatores de utilização e de manutenção, 
para que possa estimar a quantidade de lâmpadas para esse ambiente. 
Posteriormente, ocorre a distribuição espacial das luminárias e uma 
análise da eficiência do projeto luminotécnico.
Desse modo, salienta-se a importância do entendimento sobre as 
características luminotécnicas e dos parâmetros que garantem a 
eficiência de um projeto em luminotecnia. Vale ressaltar que os aspectos 
de conforto visual são definidos em conjunto pelo projetista e pelo 
cliente, bem como as características da eficiência da luminária. Em 
alguns casos, após a entrega do projeto, o cliente opta por outro modelo 
de luminária, levando em consideração apenas aspectos estéticos. 
Nesses casos, o projetista deve analisar a necessidade de readequação 
do projeto.
Referências
ABNT. Associação Brasileira de Normas Técnicas. NBR5413: Iluminância de 
interiores. Rio de Janeiro: ABNT, 2013.
CREDER, H. Instalações Elétricas. 16. ed. Rio de Janeiro:LTC, 2021.
CRUZ, E. C. A.; ANICETO, L. A. Instalações Elétricas: fundamentos, prática e projetos 
em instalações residenciais e comerciais. 3. ed. São Paulo: Érica, 2019.
NERY, N. Instalações Elétricas: princípios e aplicações. 3. ed. São Paulo: Érica, 2019.
NISKIER, J.; MACINTYRE, A. J. Instalações Elétricas. 6. ed. Rio de Janeiro: LTC, 2019.
OSRAM. Manual Luminotécnico Prático. [s.d.]. Disponível em: https://hosting.iar.
unicamp.br/lab/luz/ld/Livros/ManualOsram.pdf. Acesso em: 7 fev. 2022.
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BONS ESTUDOS!
	Sumário
	Apresentação da disciplina
	Conceitos iniciais e requisitos de um projeto elétrico
	Objetivos
	1. Introdução 
	2. Aspectos iniciais de um projeto elétrico residencial
	3. Previsão de cargas 
	4. Demanda de energia 
	Referências 
	Dimensionamento em instalações elétricas
	Objetivos
	1. Introdução 
	2. Visão geral sobre dimensionamento 
	3. Dimensionamento de eletrodutos 
	4. Dimensionamento de condutores elétricos 
	Referências 
	Análise de projetos elétricos residenciais
	Objetivos
	1. Introdução 
	2. Normativas 
	3. Generalidades de um projeto elétrico 
	4. Simbologia em projetos elétricos 
	Referências 
	Luminotecnia
	Objetivos
	1. Luminotecnia em projetos elétricos 
	Referências

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