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MATERIAL EXTRA – (HISTÓRIA/FRENTE 2) 
Lista de Exercícios Extras 
Aulas 12 – Absolutismo e Mercantilismo 
Prof. Ferraro 
 
 
Página 1 de 2 
 
1. (Unesp 2021) As práticas econômicas mercantilistas são 
frequentemente relacionadas aos Estados modernos e representam 
a) uma concentração de capitais, alcançada principalmente por meio da 
exploração colonial e de mecanismos de proteção comercial. 
b) uma difusão do comércio em escala mundial, obtida com a globalização 
da economia e a multipolaridade geoestratégica. 
c) uma redução profunda no grau de intervenção do Estado na economia, 
que passou a ser gerida pelos movimentos do mercado. 
d) o resultado da concentração do poder político nas mãos de governantes 
que defendiam, sobretudo, os valores e interesses da burguesia 
industrial. 
e) o combate sistemático às formas compulsórias de trabalho, que 
impediam o crescimento dos mercados consumidores internos nos 
países europeus. 
 
2. (Enem digital 2020) Certos músicos agradavam tanto ao público da Corte 
por seu talento especial como virtuose ou como compositor, que sua fama 
se espraiava para além da Corte local onde estavam empregados, 
chegando aos mais altos níveis. Eram chamados para tocar nas Cortes dos 
poderosos, como aconteceu com Mozart; imperadores e reis exprimiam 
abertamente prazer com sua arte e admiração por suas realizações. 
Tinham permissão para jantar à mesma mesa – normalmente em troca de 
uma execução ao piano; muitas vezes se hospedavam em seus palácios 
quando viajavam e assim conheciam intimamente seu estilo de vida e seu 
gosto. 
 
ELIAS, N. Mozart, sociologia de um gênio. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 
1995 (adaptado). 
 
 
Com base no caso descrito, qual elemento histórico do Antigo Regime 
contrasta com o trânsito de intelectuais e artistas pelas Cortes? 
a) Rigidez das estruturas sociais. 
b) Fragmentação do poder estatal. 
c) Autonomia de profissionais liberais. 
d) Harmonia das relações interindividuais. 
e) Racionalização da administração pública. 
 
3. (Fgv 2021) Os escravos africanos cultivavam açúcar em ilhas das 
Caraíbas, que forneciam aos trabalhadores ingleses calorias e estímulos. 
Mas como se tornou possível uma complementaridade tão terrível? Só 
graças a poderosos sistemas de comércio e de navegação com capacidade 
de ligarem entre si partes diferentes deste sistema atlântico. Só graças a 
um aparelho institucional capaz de assegurar a aplicação de direitos de 
propriedade em diferentes partes de um sistema imperial. 
 
(Frederick Cooper. Histórias de África. Capitalismo, Modernidade e 
Globalização, 2016. Adaptado.) 
 
 
Esse sistema econômico intercontinental, característico da Idade Moderna, 
baseava-se 
a) na atuação de uma estrutura estatal coercitiva. 
b) na transferência de operários europeus para as áreas coloniais. 
c) na transição da economia de subsistência para a de mercado. 
d) na relação pacífica de nações de formações culturais diversas. 
e) na incorporação das classes dominantes afro-ameríndias à 
industrialização. 
 
4. (Ueg 2020) Leia o texto a seguir. 
 
Nasce daí o debate: se é melhor ser amado que temido ou o inverso. Dizem 
que o ideal seria viver-se em ambas as condições, mas, visto que é difícil 
acordá-las entre si, muito mais seguro é fazer-se temido que amado, 
quando se tem de renunciar a uma das duas. 
MAQUIAVEL, N. O Príncipe. Porto Alegre: L&PM Pocket, 2008. p. 80. 
 
 
A famosa citação de O Príncipe explica a estratégia de funcionamento das 
monarquias absolutistas, nas quais o rei 
a) vale-se da prática de suplícios e execuções públicas, como enforcamento 
e decapitações, para reforçar o temor de seus súditos. 
b) promove a transformação dos servos em soldados por meio de 
recrutamento compulsório e treinamento militar rigoroso e cruel. 
c) rompe com a Igreja, uma vez que o exercício do poder não pode ser 
conciliado com a doutrina de amor universal dos evangelhos. 
d) estimula a perseguição de heréticos, tornando-se, a partir da permissão 
do Papa, o chefe honorário do Tribunal da Santa Inquisição. 
e) permite a livre manifestação da opinião dos intelectuais para difundir uma 
imagem pública ambígua que perpassa pelo temor e o amor. 
 
5. (Uerj 2020) Como pode um país inteiro cair nas mãos de um tirano? 
Esse questionamento atemporal foi um dos que moveram a obra de 
Shakespeare por décadas, durante o século XVI. E mais: seu retrato dos 
líderes autoritários ainda tem algo a nos dizer. É o que afirma o americano 
Stephen Greenblatt, professor da Universidade de Harvard e um dos 
principais estudiosos dos escritos do dramaturgo. Seu livro mais recente, 
de 2018, é Tyrant – Shakespeare on Politics (“Tirano − Shakespeare sobre 
política”, em tradução livre). Trata-se de um estudo sobre as raízes e 
consequências da tirania retratadas pelas peças de Shakespeare sempre 
de maneira oblíqua e indireta, deslocadas para outra época e lugar. 
“Demagogia, mentir compulsivamente, ataques à liberdade de expressão, 
comportamento narcisista, populismo fraudulento e afins são todas 
características de Ricardo III, personagem de Shakespeare. Eu 
aconselharia leitores contemporâneos a começar por aí”, afirma Greenblatt. 
 
Adaptado de nexojornal.com.br, 10/03/2019. 
 
 
Em suas peças, William Shakespeare não podia abordar diretamente 
determinados temas, como a tirania. 
 
Aponte duas características políticas da época de Shakespeare que 
expliquem o porquê desse impedimento. 
Em seguida, indique uma liderança política dos séculos XX ou XXI que 
exemplifique as considerações de Greenblatt quanto à atualidade do 
dramaturgo inglês. 
 
6. (Enem PPL 2020) Ordena-se pela autoridade do Parlamento, que 
ninguém leve, ou faça levar, para fora deste reino ou Gales, ou qualquer 
parte do mesmo, qualquer forma de dinheiro da moeda desse reino, ou de 
dinheiro e moedas de outros reinos, terras ou senhorias, nem bandejas, 
vasilhas, barras ou joias de ouro guarnecidas ou não, ou de prata, sem a 
licença do rei. 
HUBERMAN, L. História da riqueza do homem. Rio de Janeiro: Zahar, 
1978. 
 
 
A temática exposta no texto, referente à Inglaterra dos séculos XVI e XVII, 
caracteriza uma associação entre 
 
 
 
Página 2 de 2 
a) determinação de regras protecionistas e fortalecimento das instituições 
monárquicas. 
b) racionalização da empresa colonial e reconhecimento dos 
particularismos regionais. 
c) demarcação de fronteiras comerciais e descentralização dos poderes 
políticos. 
d) expansão das atividades extrativas e questionamento da investidura 
divina. 
e) difusão de práticas artesanais e aumento do controle do legislativo. 
 
7. (Uem 2020) Segundo René Rémond, na obra O Antigo regime e a 
Revolução (1974), “o absolutismo consiste num poder não partilhado, 
concentrado na pessoa do rei”. Sobre o absolutismo monárquico, assinale 
o que for correto. 
01) Thomas Hobbes, autor de Leviatã, acreditava que o poder do monarca 
era divino e que o soberano era o representante de Deus na terra. 
02) No século XVII, com a constituição do poder absoluto na França, houve 
três estamentos: o clero, a nobreza e o terceiro estado. A camada 
social mais privilegiada era o terceiro estado, que gozava de privilégios 
fiscais e de justiça. 
04) O fim do absolutismo na Inglaterra foi estabelecido após a Revolução 
Gloriosa, quando Guillherme III, de Orange, assumiu o trono britânico 
e assinou a Declaração de Direitos (Bill of Rights) que limitava os 
poderes do rei. 
08) Dentre os teóricos do poder absoluto estão Jacques Bousset, Jean 
Bodin e Nicolau Maquiavel. 
16) Luís XIV, autor da célebre frase “L´État c´est moi” (O Estado sou eu), 
estimulou a ascensão da burguesia, controlou a nobreza e aboliu o 
Édito de Nantes. 
 
8. (Enem digital 2020) Na primeira bica abasteciam os negros, forros e 
cativos, os mulatos e os índios; na segunda, os moiros das galés, e os da 
primeira bica, quando fosse necessário; a terceira e quartaestavam 
reservadas aos homens e moços brancos; na quinta enchiam as mulheres 
pretas e na sexta, as mulheres e moças brancas. A quem infringisse esta 
ordem eram aplicados severos castigos – açoitamento com baraço e 
pregão, ao redor do Chafariz, sendo de cor; 2.000 réis de multa e três dias 
de cadeia, sendo branco o prevaricador. 
 
CAETANO, J. O. Chafarizes de Lisboa. Lisboa: Distri, 1991. 
 
 
A organização dos consumidores nos chafarizes públicos de Lisboa no 
século XVI, descrita no texto, expressava a 
a) escassez de recursos hídricos. 
b) reprodução de distinções sociais. 
c) prevenção da transmissão de doenças. 
d) obsolescência das técnicas de fornecimento. 
e) ineficiência da cobertura de serviços estatais. 
 
9. (Fgv 2020) Por volta do final do século XVI, teve início uma 
transformação profunda no gênero de vida das classes privilegiadas. Os 
castelos deixaram de ser fortalezas e se tornaram residências de lazer no 
campo. Seus fossos foram cobertos e suas torres transformaram-se em 
ornamentos. As famílias ricas tinham, além disso, solares na cidade, onde 
passavam uma parte do ano. Os divertimentos tornaram-se menos 
guerreiros, o torneio foi substituído pelo carrossel, exercício de habilidades 
a cavalo, vindo da Itália. O jogo de combate transformou-se na esgrima com 
espada, de origem italiana, modificada na França. 
 
(Charles Seignobos. Histoire sincère de la nation française, 1982. 
Adaptado.) 
 
 
As transformações assinaladas pelo texto sugerem 
a) a extinção das famílias nobres medievais com a ascensão social da 
burguesia de comerciantes e industriais. 
b) a pacificação das disputas entre Estados como resultado da evolução 
cultural da sociedade europeia. 
c) a passagem do poder político descentralizado para a centralização 
política do absolutismo monárquico. 
d) a dissolução da hierarquização social com base no nascimento face ao 
advento da sociedade de classes. 
e) a democratização do uso das terras produtivas com a abolição da 
exploração da mão de obra servil. 
 
TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO: 
Analise a figura abaixo e responda à(s) questão(ões) a seguir. 
 
 
 
 
 
10. (Uel 2020) Com base na figura e nos conhecimentos sobre o reinado 
de Luís XIV, na França, assinale a alternativa correta. 
a) Como fonte histórica, a pintura é considerada produção estética 
destituída de articulações com a sociedade do período. 
b) Essa pintura representa, da perspectiva política, símbolos do 
Absolutismo, ao tornar reconhecida a figura do rei. 
c) O monarca Luís XIV dispunha de autoridade limitada, recordando a 
divisão iluminista do poder em três esferas. 
d) A extensão de direitos de cidadania ao Terceiro Estado foi um dos 
principais traços políticos do período. 
e) A característica política do reinado de Luís XIV foi a separação entre a 
instituição religiosa e o Estado. 
 
11. (Uepg 2019) Estados Nacionais Modernos é uma expressão utilizada 
para se referir aos reinos europeus com características bastante peculiares 
que surgiram a partir do fim do feudalismo. A respeito desse tema, assinale 
o que for correto. 
01) Apoiados pela burguesia nascente, os reis se fortaleceram política e 
economicamente. A montagem de corpos burocráticos e instituições, 
necessárias para uniformizar regras, criar leis e garantir o pleno 
funcionamento da economia, faz parte desse contexto. 
02) A nobreza, classe social típica do feudalismo, perdeu autonomia, 
tornou-se submissa aos reis. Ao mesmo tempo, foi sustentada pelos 
Estados e alguns de seus membros exerceram cargos e funções 
importantes na estrutura estatal. 
 
 
 
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04) Um dos primeiros Estados Nacionais Modernos, Portugal superou a 
fase do feudalismo, centralizou o poder na figura do Rei e investiu no 
conhecimento náutico, que levou ao ciclo das grandes navegações. 
08) A definição de fronteiras entre os reinos europeus desse período foi um 
dos elementos fundamentais para a consolidação dos Estados 
Nacionais Modernos. Além de fomentar os sentimentos de identidade 
e nacionalismo, as fronteiras demarcavam a área de poder dos reis. 
16) No campo político, uma das características dos Estados Nacionais 
Modernos foi a adoção de Constituições que, via de regra, valorizavam 
princípios democráticos e ampliavam direitos sociais. 
 
12. (Uem 2019) “As constantes lutas desse período [referente ao 
Absolutismo francês] inspiraram Alexandre Dumas, no século XIX, a 
escrever o romance Os três mosqueteiros. Num cenário de combates, 
duelos, masmorras, fugas e amores tumultuosos, seus personagens 
reproduzem a época de Richelieu.” 
(Adaptado de VICENTINO, C. História geral – ensino médio. São Paulo: 
Scipione, 2006, p. 213). 
 
 
Sobre esse período, assinale o que for correto. 
01) Na primeira metade do século XVII, o Cardeal Richelieu, ministro do rei 
da França, Luís XIII, adotou uma série de medidas visando ao 
fortalecimento do poder político dos trabalhadores livres e dos sans 
cullots. 
02) Buscando diminuir a influência política da nobreza, o Cardeal Richelieu 
cassou direitos dos que se opunham ao rei. 
04) Os Estados Gerais, compostos por representantes da nobreza e do 
clero, reuniram-se com frequência e tiveram participação efetiva no 
governo de Luís XIII. 
08) Os conflitos retratados, que ocorreram na França no século XVII, 
inserem-se no contexto das lutas políticas que conduziram ao 
fortalecimento do poder régio. 
16) Esse período foi marcado pela ascensão política dos protestantes na 
França. Com essa ascensão, foram organizadas expedições 
colonizadoras, com a fundação da França Antártica, no Brasil. 
 
13. (Uem 2019) Sobre a escravidão e o comércio de escravos no continente 
africano, assinale o que for correto. 
01) Assim como na Europa, o comércio de escravos no continente africano 
se iniciou com as grandes navegações, no século XV. 
02) O comércio de escravos africanos, a partir da chegada dos europeus 
no século XV, era realizado entre a região onde hoje está localizada a 
África do Sul e o Reino do Congo, no noroeste da África, às margens 
do mar Mediterrâneo. 
04) O início do tráfico de escravos realizado pelos europeus não impediu a 
continuidade do comércio realizado pelos povos islâmicos do norte da 
África, que continuaram transportando e comercializando homens e 
mulheres da África subsaariana no norte da África. 
08) Até o século XV, os contatos dos europeus com os povos africanos 
eram feitos principalmente pela costa leste africana, região do mar 
Vermelho e oceano Indico, pelo deserto do Saara e pelo mar 
Mediterrâneo. 
16) O comércio de escravos africanos pela rota do oceano Atlântico 
começou com os portugueses, que foram seguidos por outros povos 
europeus. 
 
14. (Famerp 2019) A base comum das ideias mercantilistas consiste na 
atuação de dois novos fatores: os Estados modernos nacionais, ou seja, as 
monarquias absolutas, e os efeitos de toda ordem provocados pelas 
grandes navegações e descobrimentos sobre a vida das sociedades 
europeias. 
(Francisco Falcon. Mercantilismo e transição, 1986. Adaptado.) 
 
 
Os dois fatores mencionados no texto expressam-se, respectivamente, 
a) no intervencionismo econômico dos Estados modernos e no aumento 
dos metais nobres entesourados. 
b) na redução significativa do comércio interno europeu e na colonização 
da América e da África. 
c) no desenvolvimento de teorias voltadas à defesa do livre comércio e na 
política de degredo de encarcerados. 
d) na difusão das ideias sociais libertárias e no aperfeiçoamento dos 
instrumentos e das técnicas de navegação. 
e) no controle político burguês dos Estados modernos e no surgimento de 
órgãos regradores do comércio internacional. 
 
15. (Enem 2019) TEXTO I 
A centralização econômica, o protecionismo e a expansão ultramarina 
engrandeceram o Estado, embora beneficiassem a burguesia incipiente. 
ANDERSON, P. In: DEYON, P. O mercantilismo.Lisboa: Gradiva, 1989 
(adaptado). 
 
 
TEXTO II 
As interferências da legislação e das práticas exclusivistas restringem a 
operação benéfica da lei natural na esfera das relações econômicas. 
SMITH, A. A riqueza das Nações. São Paulo: Abril Cultural, 1983 
(adaptado). 
 
 
Entre os séculos XVI e XIX, diferentes concepções sobre as relações entre 
Estado e economia foram formuladas. Tais concepções, associadas a cada 
um dos textos, confrontam-se, respectivamente, na oposição entre as 
práticas de 
a) valorização do pacto colonial — combate à livre-iniciativa. 
b) defesa dos monopólios régios — apoio à livre concorrência. 
c) formação do sistema metropolitano — crítica à livre navegação. 
d) abandono da acumulação metalista — estímulo ao livre-comércio. 
e) eliminação das tarifas alfandegárias — incentivo ao livre-cambismo. 
 
16. (Uerj 2019) 
 
 
A tela acima, “O massacre de São Bartolomeu”, retrata uma página 
sangrenta da história da França: o massacre de protestantes na cidade de 
Paris, iniciado em 24 de agosto de 1572, dia de São Bartolomeu. Trata-se 
de uma das raras imagens existentes do episódio e representa um 
verdadeiro catálogo de crueldade em tempos de guerra civil. 
 
A tela tem a assinatura do pintor François Dubois, protestante refugiado em 
Genebra depois desses acontecimentos. 
 
Adaptado de mcba.ch. 
 
 
O surgimento de outras religiões cristãs nas sociedades europeias, no 
decorrer do século XVI, gerou muitos conflitos associados à luta pelo 
reconhecimento de direitos de culto por parte dos que vieram a ser 
 
 
 
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designados como protestantes. O massacre de São Bartolomeu foi um 
episódio marcante entre esses conflitos. 
 
Considerando esse episódio, apresente uma característica dos conflitos 
religiosos na França naquele período. Indique, também, uma das 
implicações desses conflitos para a conjuntura política europeia da época. 
 
17. (Fac. Pequeno Príncipe - Medici 2018) Com o surgimento das primeiras 
cidades – que remontam 12 mil anos atrás – na convivência social e política, 
começaram a se destacar algumas pessoas, grupos ou famílias em cargos 
de liderança, surgindo as primeiras instituições políticas, religiosas e 
administrativas com a função de coordenar os estoques de alimentos, as 
práticas e cultos religiosos e a defesa da cidade. Com o passar dos anos, 
esta organização tornou-se mais complexa e assumiu diferentes formas de 
atuação e modelos políticos. 
 
Sobre as formas políticas desenvolvidas no Ocidente ao longo de sua 
história, assinale a alternativa CORRETA. 
a) O significado da palavra democracia atualmente é o mesmo desde a 
Grécia antiga. 
b) A democracia ateniense, diferente das democracias modernas, era 
excludente, pois, metecos, escravos, mulheres e crianças não eram 
considerados cidadãos. 
c) A República romana se formou com a ascensão de Júlio Cesar ao cargo 
de imperador. 
d) A construção da modernidade envolveu mudanças na maneira de pensar 
as relações de poder e a política. As teorias de Bodin e Hobbes 
defendiam um governo democrático e participativo. 
e) Entre os séculos XVII e XVIII, alguns soberanos europeus, por ideologia 
e pelas crescentes pressões da população, adotaram como prática de 
governo, uma postura liberal e democrática. 
 
18. (Udesc 2018) Leia o texto a seguir: 
 
“Todo poder vem de Deus. Os governantes, pois, agem como ministros de 
Deus e seus representantes na terra. Consequentemente, o trono real não 
é o trono de um homem, mas o trono do próprio Deus. 
Resulta de tudo isso que a pessoa do rei é sagrada, e que atacá-lo de 
qualquer maneira é sacrilégio. (...) 
 
O poder real é absoluto. O príncipe não precisa dar contas de seus atos a 
ninguém.” 
 
(Jaques-Bénigne Bossuet, 1627-1704) 
 
 
Assinale a alternativa que apresenta a forma de governo à qual o trecho se 
refere. 
a) Democracia representativa 
b) Monarquia constitucional 
c) Absolutismo monárquico 
d) República monarquista 
e) Monarquia populista religiosa 
 
19. (Unicamp 2018) Na formação das monarquias confessionais da Época 
Moderna houve reforço das identidades territoriais, em função de critérios 
de caráter religioso ou confessional. Simultaneamente, houve uma 
progressiva incorporação da Igreja ao corpo do Estado, através de medidas 
de caráter patrimonial e jurisdicional que procuravam uma maior sujeição 
das estruturas e agentes eclesiásticos ao poder do príncipe. Na busca pela 
homogeneização da fé dentro de um território político, a Igreja cumpria 
também papel fundamental na formação do Estado moderno por meio de 
seus mecanismos de disciplinamento social dos comportamentos. 
 
(Adaptado de Frederico Palomo, A Contra-Reforma em Portugal, 1540-
1700. Lisboa: Livros Horizonte, 2006, p.52.) 
 
 
Considerando o texto acima e seus conhecimentos sobre a Europa 
Moderna, assinale a alternativa correta. 
a) Cada monarquia confessional adotou uma identidade religiosa e medidas 
repressivas em relação às dissidências religiosas que poderiam 
ameaçar tal unidade. 
b) Monarquias confessionais são aquelas unidades políticas nas quais 
havia a convivência pacífica de duas ou mais confissões religiosas, num 
mesmo território. 
c) São consideradas monarquias confessionais os territórios protestantes 
que se mostravam mais propícios ao desenvolvimento do capitalismo 
comercial, tornando-se, assim, nações enriquecidas. 
d) As monarquias confessionais contavam com a instituição do Tribunal do 
Santo Ofício da Inquisição em seu território, uma forma de controle 
cultural sobre religiões politeístas. 
 
20. (Fuvest 2018) 
 
 
Integrante da poderosa família dos Habsburgos, José II foi coroado 
imperador da Áustria em 1765, um dos mais vigorosos centros da cultura 
europeia no século XVIII. 
 
a) A partir de elementos representados na pintura, aponte e explique duas 
características das sociedades europeias no período. 
b) Explique por que José II é considerado um déspota esclarecido. 
 
21. (Uem 2018) Ao longo da Época Moderna, desenvolveu-se na Europa 
uma forma de organização política e social chamada Antigo Regime. A 
respeito do Antigo Regime e de sua queda na França, assinale a(s) 
alternativa(s) correta(s). 
01) A vitória da Revolução Francesa fez que as ideias iluministas 
passassem a fundamentar o sistema político que se consolidaria em 
grande parte do Ocidente a partir do início do século XIX. 
02) No processo de queda do Antigo Regime, grande parte dos últimos 
resquícios do feudalismo foi eliminada, e privilégios da antiga 
aristocracia foram extintos. 
04) A Revolução Industrial, ao introduzir a energia a vapor nas indústrias 
francesas, provocou grande desemprego e aumentou o contingente de 
“descamisados” que estaria à frente da tomada da Bastilha em 1789, 
em Paris. 
08) Com o Ato de Navegação, de 1674, no governo de Carlos I, a França 
procurou garantir a seus comerciantes o monopólio das atividades 
 
 
 
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mercantis e estimular a construção náutica a fim de promover o 
crescimento de seu comércio. 
16) Após a derrubada da monarquia, em 1789, a França adotou o 
parlamentarismo bicameral, com a Câmara Baixa e a Câmara dos 
Lordes. 
 
22. (Uepg 2018) Formados a partir da crise política e social que pôs fim ao 
feudalismo, os Estados Nacionais Modernos emergiram na Europa 
trazendo consigo novas organizações e estratégias econômicas, sociais e, 
especialmente, políticas. É, portanto, neste cenário, que nasceram as 
chamadas monarquias absolutistas. 
 
A respeito desse tema, assinale o que for correto. 
01) Em "O Príncipe", Nicolau Maquiavel considera que não há limites 
morais ou éticos nas ações de um monarca, desde que os atos 
praticados por ele tivessem como objetivo manter o Estado 
funcionando de modo pleno. 
02) Os Estados Modernos estão assentados no princípio do contrato social, 
ou seja, o princípio de que todos são iguais perante as leis e que 
nenhum grupo social poderiater privilégios em relação a outros. Além 
disso, o contrato social estabelece que os meios de produção 
pertencem exclusivamente ao Estado e não aos indivíduos. 
04) O principal vínculo social dos monarcas absolutistas foi com as 
camadas mais empobrecidas da sociedade. Em todos os Estados 
Modernos percebe-se um forte vínculo entre o rei e os camponeses, 
por exemplo. Ao mesmo tempo, há um nítido distanciamento entre o 
soberano e a burguesia nascente. 
08) Formulada a partir das ideias de Jean Bodin e Jacques Bossuet, a teoria 
do direito divino dos reis partia do princípio que o poder real tem origem 
divina e, portanto, voltar-se contra um rei era o mesmo que se voltar 
contra Deus. 
16) Uma das características centrais dos Estados Nacionais Modernos foi 
o não investimento na formação de exércitos. Na medida em que os 
reis centralizaram o poder e que as fronteiras nacionais foram 
definidas, as estruturas militares foram consideradas desnecessárias. 
 
 
 
 
Página 2 de 2 
Gabarito: 
 
Resposta da questão 1: [A] 
 
O Mercantilismo – Política Econômica dos Estados Absolutistas – tinha 
algumas características básicas, tais quais: a balança comercial favorável 
e o acúmulo de metais preciosos – mediante, em grande medida, a 
exploração colonial –, além do protecionismo alfandegário – que era a 
defesa da economia dos Reinos. 
 
Resposta da questão 2: [A] 
 
O Antigo Regime foi caracterizado por muita rigidez nas estruturas sociais, 
havia uma sociedade hierarquizada, praticamente sem mobilidade social, 
com privilégios para o clero e a nobreza. Os músicos mencionados no texto 
contrastavam com as regras do Antigo Regime. Gabarito [A]. 
 
Resposta da questão 3: [A] 
 
Tanto na aplicação do Mercantilismo quanto na estruturação dos sistemas 
de colonização a presença do Estado – na figura do Rei – se fazia presente 
de forma centralizada e coercitiva, impondo a súditos e colonos as 
necessidades dos Reinos. Nas Colônias de Exploração, o Pacto Colonial 
rigidamente aplicado pelas Coroas europeias garantiam a exploração das 
Colônias em benefício das Metrópoles. 
 
Resposta da questão 4: [A] 
 
Como teórico do Absolutismo, Maquiavel indicou no seu famoso manual O 
Príncipe que aos monarcas absolutos cabia fazer todo o possível para 
manter a unidade de poder nos seus reinos, mesmo que isso significasse 
impor terror aos seus súditos. Por isso, práticas como suplícios e execuções 
públicas foram comuns nas Monarquias Absolutistas europeias, sempre 
usadas pelos monarcas como forma de impor-se aos súditos. 
 
Resposta da questão 5: De acordo com estudos do professor Stephen 
Greenblatt, estudioso da obra de Shakespeare, as características políticas 
da época impediriam uma abordagem direta de certos assuntos. Isso 
ocorria em razão da censura; da inexistência da noção de liberdade como 
direito universal nos anos iniciais de construção do absolutismo 
monárquico; da difusão de noções como a teoria do direito divino dos reis. 
Greenblatt argumenta a atualidade de Shakespeare, cujas considerações 
poderiam ser úteis para explicar a questão colocada pelo pesquisador. 
Assim, um conjunto de ditadores se diferencia de outros líderes autoritários 
em razão dos aspectos salientados pelo acadêmico, tais como a 
demagogia, a mentira compulsiva, os ataques à liberdade de expressão, 
comportamento narcisista e populismo fraudulento. Desse modo, tais 
características indicariam maior proximidade com lideranças políticas na 
chave do totalitarismo para o século XX, seja de direita, como Hitler e 
Mussolini, seja de esquerda, como Stalin da URSS e Pol Pot do Camboja. 
 
 
Resposta da questão 6: [A] 
 
Em um contexto marcado pelo Absolutismo e pelo Mercantilismo, fica 
evidenciado que as determinações dadas visavam proteger a economia 
inglesa, deixando clara, também, a autoridade máxima do Rei. 
 
Resposta da questão 7: 04 + 08 + 16 = 28. 
 
A afirmativa [01] está incorreta porque Hobbes era um teórico do 
Absolutismo na linha filosófica, não religiosa. Ele afirmou que "o homem era 
o lobo do homem", justificando que as sociedades tinham necessidade da 
centralização de poder para se organizar; 
 
A afirmativa [02] está incorreta porque os segmentos sociais privilegiados 
na França Absolutista eram o Primeiro e o Segundo estados. O Terceiro 
estado era explorado econômica e socialmente. 
 
Resposta da questão 8: [B] 
 
O texto aponta para o cotidiano da capital portuguesa, Lisboa, no século 
XVI. A Europa era caracterizada pelo Antigo Regime, isto é, o absolutismo 
no campo da política; o mercantilismo na esfera da economia; a sociedade 
era estamental (herança medieval), praticamente sem mobilidade social, 
com privilégios para o clero e a nobreza. Portugal foi o pioneiro nas grandes 
navegações e Lisboa foi se tornando uma cidade cosmopolita, porém 
reproduzia as distinções sociais típicas do Antigo Regime. Gabarito [B]. 
 
Resposta da questão 9: [C] 
 
O texto retrata parte das transformações pelas quais a Europa Ocidental 
passou na chamada Baixa Idade Média, mostrando o renascimento das 
cidades e as mudanças nos hábitos da nobreza. 
 
Resposta da questão 10: [B] 
 
Pinturas como essa de Luís XIV foram comuns na época do Absolutismo e 
serviam, principalmente, para destacar a figura monárquica, dando a ela 
toda a simbologia inerente ao cargo, como a peruca, o manto e o cedro, 
além de o Rei sempre ser retratado no centro da imagem. Vale destacar 
que Luís XIV era chamado de o Rei Sol e proferiu a famosa frase “o Estado 
sou eu”, típica do Absolutismo Monárquico. 
 
Resposta da questão 11: 01 + 02 + 04 + 08 = 15. 
 
Correção a partir da incorreta, [16]. A questão faz referência aos Estados 
Nacionais Modernos que surgiram na Europa no final da Idade Média. Os 
Estados Nacionais surgiram a partir de uma aliança entre rei e burguesia, 
havia um investimento na formação de exército e marinha, surgiu uma 
burocracia estatal, uma diplomacia, definição de fronteiras, etc. No campo 
político, imperava o Absolutismo com o poder centralizado nas mãos dos 
reis com apoio de intelectuais como Thomas Hobbes. As monarquias 
absolutistas modernas não eram nada democráticas, basta observar a frase 
de Luiz XIV, rei da França, “o Estado sou eu”. 
 
Resposta da questão 12: 02 + 08 = 10. 
 
A afirmativa [01] está incorreta porque o Cardeal Richelieu promoveu uma 
grande centralização política durante sua administração, acentuando o 
Absolutismo francês; 
A afirmativa [04] está incorreta porque os Estados Gerais também tinham 
representantes do Terceiro Estado francês e tal órgão foi pouco acionado 
no reinado de Luís XIII; 
A afirmativa [16] está incorreta porque os protestantes, em especial os 
huguenotes, foram cercados no reinado de Luís XIII sob a administração do 
Cardeal Richelieu. 
 
Resposta da questão 13: 04 + 08 + 16 = 28. 
 
A afirmativa [01] está incorreta porque tanto na Europa quanto na África 
existiam, antes da Grandes Navegações, mecanismos de escravidão que 
possibilitavam a venda escrava; 
A afirmativa [02] está incorreta porque as principais rotas de comércio 
escravo partiam do litoral banhado pelo Atlântico. 
 
Resposta da questão 14: [A] 
 
O texto aponta o Mercantilismo, política econômica adotada na Idade 
Moderna, séculos XV ao XVIII, pelos monarcas europeus visando angariar 
recursos para os Estados Nacionais Modernos. O Mercantilismo foi 
 
 
 
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caracterizado pelo intervencionismo estatal, isto é, através da centralização 
do poder, os reis interferiam na economia com um protecionismo 
alfandegário. O Metalismo também foi uma marca do Mercantilismo, os 
Estados Modernos acumulavam metais preciosos oriundo das colônias na 
América. Gabarito [A]. 
 
Resposta da questão 15: [B] 
 
Identificamos no [texto I] características do Mercantilismo, que visava 
defender a intervenção estatal na economia, e no [texto II] características 
do Liberalismo Econômico, que visava a livre concorrência através da Lei 
da Oferta e da Procura.Resposta da questão 16: Uma das características: 
- Polarização política entre facções da nobreza em função da divisão entre 
católicos e protestantes. 
- Disputas religiosas como questão de Estado, caso do massacre de São 
Bartolomeu, ordenado pelo rei católico. 
- Ocorrência de guerra civil entre súditos protestantes e súditos católicos. 
 
Uma das implicações: 
- Aumento de perseguições contra protestantes, ocasionando a emigração 
para outras cidades e reinos, como Genebra. 
- Acirramento de disputas político-religiosas entre o papado romano e a 
realeza e a nobreza nos reinos germânicos, na França e na Inglaterra. 
- Maior instabilidade social e econômica europeia em função das guerras 
de religião. 
 
Resposta da questão 17: [B] 
 
A democracia escravista ateniense era excludente porque se baseava na 
cidadania como critério para a participação política na polis. Porém, poucos 
eram aqueles considerados cidadãos em Atenas: homens, maiores de 21 
anos e atenienses natos. Logo, nascidos em outras cidades, filhos de 
nascidos em outras cidades, mulheres, escravos e crianças não eram 
cidadãos e não participavam da democracia. 
 
Resposta da questão 18: [C] 
 
Somente a proposição [C] está correta. O pensador francês Jacques 
Bossuet, no século XVII, tornou-se um grande defensor do absolutismo 
monárquico. Em sua obra “Política tirada da Sagrada Escritura” defendeu o 
direito divino dos reis inspirado na história dos Hebreus conforme o Antigo 
Testamento. 
 
Resposta da questão 19: [A] 
 
Como o próprio texto explica, ao disciplinar socialmente os 
comportamentos, a Igreja Católica ajudou na formação da unidade das 
Monarquias Modernas europeias. Ao adotar a religião católica como oficial 
e proibir a prática de outras religiões, as Monarquias criavam para seus 
súditos as noções de pertencimento ao coletivo que, agora, deveria compor 
um só Reino. 
 
Resposta da questão 20: a) A Europa do Antigo Regime, retratada no 
quadro, tinha como elementos representativos o Absolutismo 
Monárquico e a estrutura hierarquizada da sociedade, com clero e 
nobreza sendo privilegiados. 
b) Porque ele foi um dos monarcas que buscou conciliar Absolutismo e 
Iluminismo. Apesar da concentração de poder em suas mãos, buscou 
adotar medidas de caráter progressista, como a abolição da servidão. 
 
Resposta da questão 21: 01 + 02 = 03. 
 
Correção a partir das incorretas, [04], [08] e [16]. A Revolução Industrial não 
caracterizava a França no início da Revolução Francesa em 1789. O Ato 
de Navegação ocorreu na Inglaterra durante o governo de Oliver Cromwell, 
1649-1659. Em 1792, durante a Revolução Francesa, o país adotou uma 
República. Câmaras dos Comuns e Câmaras dos Lordes caracterizam a 
Inglaterra e não a França. 
 
Resposta da questão 22: 01 + 08 = 09. 
 
A afirmativa [02] está incorreta porque o princípio básico do absolutismo é 
a concentração de poder nas mãos dos reis, o que abala a igualdade de 
todos na sociedade; 
 
A afirmativa [04] está incorreta porque o vínculo dos monarcas era maior 
com a nobreza; 
 
A afirmativa [16] está incorreta porque os Estados Modernos Absolutistas 
se formam a partir da utilização dos Exércitos Mercenários que, 
posteriormente, viraram Exércitos Reais.

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