Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

Panorama da antropologia
Apresentação
O surgimento do estudo antropológico está intimamente ligado à Sociologia. Ambos os estudos 
abordam, de maneira científica, diferentes aspectos humanos apresentados ao longo da história. 
Por isso, suas percepções surgem e se desenvolvem a partir de fatos que apresentam aspectos 
teóricos e empíricos.
A Sociologia surge como um estudo científico que busca entender de que modo as sociedades 
funcionam, utilizando dados empíricos, visíveis e comprováveis. Mas, e a Antropologia? Ela também 
é capaz de falar sobre a sociedade, porém parte da individualidade humana, buscando compreender 
o todo a partir do indivíduo e entender o indivíduo a partir do todo.
Nesta Unidade de Aprendizagem, você vai aprender sobre os temas debatidos e estudados pela 
Antropologia, entendendo as características do estudo antropológico e conhecendo um pouco da 
formação do pensamento dessa ciência.
Bons estudos.
Ao final desta Unidade de Aprendizagem, você deve apresentar os seguintes aprendizados:
Identificar o percurso histórico da Antropologia.•
Explicar a construção do pensamento antropológico ao longo do caminho histórico da 
Antropologia.
•
Analisar as divergências e convergências entre a Antropologia e outras ciências.•
Desafio
A Antropologia tem por objetivo compreender os mais diversos aspectos que fazem parte do ser 
humano. Por meio dessa ciência, é possível entender questões socioculturais, a partir de aspectos 
como a religiosidade, a raça, a cor ou as finanças de um indivíduo. Sendo assim, os estudos 
antropológicos fazem uso de outras abordagens científicas, de modo a amplificar suas capacidades. 
Sociologia, História e Geografia são alguns dos exemplos de estudos que fazem parte da ampla 
busca da Antropologia pelo encontro do ser humano e da sociedade em que ele vive.
Considerando esse contexto, imagine-se na situação apresentada a seguir.
De que maneira você responderia a esse questionamento? Quais argumentos utilizaria? Justifique.
Infográfico
Os seres humanos são complexos e afetados pelas coisas que os cercam de maneiras totalmente 
diferentes. Quando um mesmo fato é observado por várias pessoas, umas riem, outras ficam 
chocadas e, ainda, algumas mostram-se indiferentes. Mas o que há em cada homem e mulher para 
que tenham reações diferentes? Essa é uma das missões da Antropologia: compreender o ser 
humano em toda a sua completude e complexidade. Como é possível entender o que se passa com 
alguém? Quais fatores podem ser levados em conta? E como remeter isso a uma realidade de várias 
pessoas de um mesmo grupo?
Veja, no Infográfico, um pouco mais sobre alguns pontos do percurso histórico da Antropologia.
Aponte a câmera para o 
código e acesse o link do 
conteúdo ou clique no 
código para acessar.
https://statics-marketplace.plataforma.grupoa.education/sagah/36b5c6c0-32c8-45b2-ba4a-724b07ed3199/9c27bccd-2740-4d98-a17d-d7bd81562b5d.jpg
Conteúdo do livro
A Antropologia busca aprender sobre as pessoas e tudo aquilo que elas falam, manifestam ou 
produzem, por meio de seus comportamentos. Antes consideradas parte dos estudos sociológicos, 
as abordagens antropológicas permitem relações que trazem benefícios mútuos às diversas ciências 
com que se relacionam. Sua missão é buscar, levantar e analisar dados que envolvam aspectos 
culturais e psicológicos do homem, a fim de compreender quem ele é e como sua ação e seu 
pensamento se aproximam ou distanciam de outros que apresentam ou não características 
semelhantes.
No capítulo Panorama da Antropologia, da obra Antropologia da Religião, base teórica desta Unidade 
de Aprendizagem, você vai conhecer a Antropologia como ciência que estuda o ser humano, 
acompanhando seu percurso histórico. Além disso, vai saber como a Antropologia foi 
compreendida e abordada no decorrer da história, entrando em contato com os pensamentos de 
Durkheim e Mauss.
Boa leitura.
ANTROPOLOGIA 
DA RELIGIÃO 
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM
 > Identificar o percurso histórico da antropologia.
 > Explicar a construção do pensamento antropológico ao longo do caminho 
histórico da antropologia.
 > Analisar as divergências e convergências entre antropologia e outras ciências.
Introdução
A antropologia é uma ciência que busca compreender o ser humano a partir das 
mais diferentes óticas. Para isso, o estudo antropológico utiliza levantamentos e 
dados históricos e científicos sobre as origens, a evolução e o desenvolvimento 
do homem. Além disso, sua atenção também é voltada às questões culturais e 
psicológicas apresentadas nas mais diversas épocas, como questões étnico-raciais 
e aspectos financeiros a partir de crenças e costumes, por exemplo.
Neste capítulo, traçaremos o percurso histórico percorrido pela antropologia 
até ser reconhecida como ciência. Para isso, apresentaremos o modo de pen-
samento antropológico proposto pelo homem em sua caminhada. Ainda, serão 
apresentadas as convergências e divergências entre a antropologia e outras 
ciências que se relacionam com os pensamentos antropológicos. Nosso intuito, 
aqui, é conhecer um pouco mais sobre a ciência antropológica, sua formação e suas 
relações com outros pensamentos científicos, que buscam um maior conhecimento 
sobre quem é o ser humano de maneira localizada em seu tempo e espaço.
Panorama da 
antropologia
Alisson de Souza
O que é antropologia?
A antropologia é o estudo que busca compreender o ser humano a partir 
dos âmbitos culturais e sociais que o envolvem. Seu objetivo é observar e 
entender a humanidade como um todo, de maneira ampla e complexa. Para 
isso, o estudo antropológico analisa as pessoas e tudo aquilo que elas falam, 
manifestam ou produzem, a partir de seus comportamentos.
Na teoria histórico-cultural de Marx, por exemplo, o trabalho é o que 
distingue o ser humano dos outros animais. Por meio do trabalho, é possível 
desenvolver a cultura, humanizar a vida e romper com uma vida animalesca. 
De acordo com Moretti, Asbahr e Rigon (2011, p. 478), “Se por um lado, o ho-
mem biológico, assim como o animal, defronta-se com necessidades que são 
orgânicas e vitais, por outro, não se contenta em coincidir sua vida com essas 
condições objetivas”. Portanto, o ser humano é capaz de criar necessidades 
a partir de objetivos biológicos, assim como os outros animais. Contudo, ele 
também é capaz de ter ambições culturais, existenciais ou profissionais, por 
exemplo. Também é um ser ético, criador de princípios e preceitos que guiam 
e norteiam suas ações (MORETTI; ASBAHR; RIGON, 2011).
Dessa maneira, as necessidades humanas não são puramente biológicas, 
envolvendo somente sua sobrevivência. Há toda uma complexidade que cir-
cunda essas necessidades, uma vez que o homem torna necessidades culturais, 
profissionais e existenciais em questões fundamentais, equiparando-as às 
biológicas. Moretti, Asbahr e Rigon (2011, p. 478–479) afirmam que “Sendo 
assim, o conceito de necessidade, originalmente biológico, transforma-se 
para o homem em necessidade histórico-cultural”.
Com novas necessidades, novas habilidades se fazem presentes e ne-
cessárias em meio à vida humana. Segundo os autores, agir em prol daquilo 
que se almeja, alterando a natureza, também é próprio do ser humano. A 
intencionalidade movida por conta daquilo que é essencial ao humano gera 
um nível de satisfação, o qual atinge ou não as expectativas do indivíduo. 
Ou seja, o ser humano toma consciência de seu ato e do que ele representa, 
frente as suas expectativas, que são positivas ou negativas (MORETTI; ASBAHR; 
RIGON, 2011, p. 479).
A consciência é capaz de produzir esses objetivos, os quais almejam re-
sultados reais, sejam monetários, materiais ou intelectuais, envolvendo o 
conhecimento de teorias, de hipóteses, de conceitos ou de leis baseadas na 
realidade. Segundo Moretti, Asbahr e Rigon (2011, p. 479), “Nesse movimento 
da consciência, cuja intencionalidade passa a ser uma propriedade inerente, 
o homem constitui-se efetivamente humano”.
Panorama da antropologia2Hannah Arendt não só reforça o trabalho como uma atividade humana 
fundamental, como também adiciona a obra e a ação a esse conceito, sendo 
todas intimamente relacionadas às condições naturais de nascimento e morte 
(ARENDT, 2010). Porém, sua visão é diferente da visão kantiana, apresentada 
anteriormente. Segundo a autora, o trabalho é uma atividade que está di-
retamente ligada aos processos biológicos do corpo humano, envolvendo 
crescimentos espontâneos, questões metabólicas e seus respectivos declínios. 
Seriam eles vitais para a vida humana. “A condição humana do trabalho é a 
própria vida”, afirma Arendt (2010, p. 8).
Assim, surge a obra, a qual se refere às questões não naturais da vida 
humana. Ou seja, ela não está ligada ao ciclo natural da existência vital da 
pessoa. A obra é capaz de proporcionar um mundo “artificial” sobre as coisas, 
conforme afirma a autora. Esse novo mundo se difere do mundo natural, ou 
seja, está ligado a questões propriamente mundanas, não se refere aos atos 
de sobrevivência (ARENDT, 2010).
Por fim, Arendt apresenta a última atividade, a ação. Ela se refere às 
questões de pluralidade humana, uma vez que todos os seres humanos 
habitam o mundo e, por consequência, enquanto vivos, entram em contato 
com uma ampla variedade de pessoas, situações e discursos. Segundo Arendt 
(2010, p. 8–9), “A pluralidade é a condição da ação humana porque somos 
todos iguais, isto é, humanos, de um modo tal que ninguém jamais é igual a 
qualquer outros que viveu, vive ou viverá”.
A partir de tamanha complexidade presente na formação humana, a an-
tropologia busca estudar o ser humano, preocupando-se em conhecer sua 
totalidade de maneira científica. Para isso, ela propõe três estudos, os quais 
compõe a ciência antropológica. São eles (MARCONI; PRESSOTO, 2015):
1. ciência social, que propõe conhecer o homem como elemento inte-
grante de grupos organizados;
2. ciência humana, que se volta, especificamente, para o homem como um 
todo: sua história, suas crenças, seus usos e costumes, sua filosofia, 
sua linguagem, etc.;
3. ciência natural, que se interessa pelo conhecimento psicossomático 
do homem e por sua evolução.
O estudo antropológico é definido como uma ciência que aborda a hu-
manidade e a cultura, observando questões sociais, comportamentais e 
humanísticas, por meio do modo de vida e da arte, por exemplo. Ela possui 
dimensões física, como o estudo da antropologia física, sociocultural, como a 
Panorama da antropologia 3
antropologia cultural e a antropologia social, e filosófica, como a busca sobre 
o que é o homem, por meio da antropologia filosófica. Segundo Marconi e 
Pressoto (2015, p. 2), “[...] apesar da diversidade dos seus campos de interesse, 
constitui-se em uma ciência polarizadora, que necessita da colaboração de 
outras áreas do saber, mas conserva sua unidade, uma vez que seu foco de 
interesse é o homem e a cultura”.
Laplantine (2007), por exemplo, aponta que a antropologia é um estudo 
que exige uma ruptura inicial com modo de conhecimento abstrato e espe-
culativo, pois sua missão é observar de maneirar direta os comportamentos 
sociais a partir de uma relação humana. O autor propõe que o homem deixe 
de ser estudado de maneira puramente física, como propõe a botânica, por 
exemplo. Para se compreender o ser humano, é preciso se comunicar com 
ele, tendo o anseio de que o indivíduo, ou o grupo formado por indivíduos, 
compartilhe de maneira sincera e espontânea sua existência.
No entanto, a formação da antropologia, em seus pouco mais de 100 
anos, não se deu de modo a analisar o homem de maneira completa. Em um 
primeiro momento, ela buscava compreender o ser humano a partir da ótica 
biológica, ou seja, restringia-se à formação e à evolução humana no sentido 
físico, corporal. Com o passar do tempo, as posturas culturais também pas-
saram a ser observadas pela ciência antropológica, levando a formação do 
que se compreende hoje por antropologia, tendo por objeto de estudo aquilo 
que o homem é e produz, seu ser e suas obras (MARCONI; PRESSOTO, 2015).
Sua investigação utiliza métodos comparativos a fim de obter informações 
relevantes, semelhanças ou diferenças, entre os grupos humanos. Para isso, 
são categorizadas questões físicas, psíquicas, sociais e culturais (MARCONI; 
PRESSOTO, 2015, p. 3):
Na ausência de um laboratório experimental, o antropólogo lança mão da pesqui-
sa de campo, que lhe fornece os dados desejados e permite testar as hipóteses 
levantadas na observação de situações peculiares. Daí a importância da con-
tribuição dos antropólogos de campo, fornecendo o maior número possível de 
estudos sobre grupos humanos, uma vez que cada um deles é o produto de uma 
experiência cultural particular.
Todo esse estudo apontado, que utiliza comparações entre situações e 
realidades particulares como dados de análise, tem por objetivo estudar a 
humanidade como um todo. Isso seria algo não realizado por outras ciências 
sistemáticas. Tal objetivo seria amplo, pois busca entender o homem de ma-
neira global, chamado de um estudo biopsicocultural (MARCONI; PRESSOTO, 
2015).
Panorama da antropologia4
Agora que você já sabe o que é a ciência antropológica, vamos entrar em 
contato com a construção de seu pensamento, bem como com sua caminhada 
ao longo da história. Para isso, na próxima seção, serão apresentados alguns 
dos principais nomes e seus respectivos pensamentos a partir da ciência 
antropológica.
A antropologia é uma ciência que estuda o ser humano a partir dos 
mais diversos aspectos que envolvem a fenomenologia. Contudo, é 
preciso lembrar que ela possui direcionamentos e objetivos que permitem a 
especialização de sua discussão. Por exemplo, existem as antropologias física, 
cultural, religiosa, biológica, pré-histórica, linguística, psicológica e social.
A construção do pensamento antropológico
A ciência antropológica foi reconhecida como um estudo apenas no século 
XIX. Contudo, a antropologia fazia parte de discussões e levantamentos desde 
muito antes disso. Antigos pensadores gregos já praticam o pensamento a 
respeito do ser humano. 
Segundo Pelto, na antiga Grécia, Heródoto já observava as diferenças entre 
povos e costumes. Partindo para o Império Romano, Tácito descrevia “[...] o 
caráter, costumes e ambiente a geográfico das tribos alemãs [germânicas]”. 
Seu objetivo era advertir os romanos da força e do espírito desse povo, pois 
os considerava bárbaros não corruptos. Posteriormente, esse mesmo povo 
estaria ligado a alguns dos motivos da queda do império. Ainda é possível 
citar Santo Agostinho como um filósofo pensador de questões lógicas e 
metafísicas da vida e do comportamento humano (PELTO, 1975, p. 22–23).
Chegando aos séculos XIII e XIV, alguns pensadores trataram a pesquisa 
sobre o ser humano de maneira mais ampla, conectando-se a busca por co-
nhecimentos de povos e de costumes. Marco Polo (1254–1324) foi um daqueles 
que desbravou outros povos. Suas pesquisas envolveram os conhecimentos e 
culturas de populações asiáticas, sobretudo da China. De acordo com Eriksen 
e Nielsen, (2007, p. 13), “Outro exemplo é a grande viagem através da Ásia 
Ocidental descrita em The Voyage and Travels of Sir John Mandeville, Knight, 
escrita por um inglês desconhecido no século quatorze”.
Depois, o viajante árabe Ibn Batuta (1304–1378) observou populações do 
Norte e do Ocidente da África, da Rússia, da China, do Camboja e da Suma-
tra, percorrendo, ao todo, 120 mil quilômetros. Por meio de sua narrativa, é 
Panorama da antropologia 5
possível entrar em contato com a realidade de povos de governos islâmicos, 
a partir de aspectos religiosos e culturais (PELTO, 1975).
Com a chegada do século XV, fatos históricos importantes contribuíram 
para a evolução das pesquisas e dos levantamentos antropológicos. Segundo 
Pelto (1975, p. 26), “A imprensa foi inventada em 1446; o conhecimento do papel 
foi levado à Europa ocidental pelos árabes; a queda de Constantinopla (1453) 
provocou uma migração de eruditosaristotélicos para a Europa. Tudo isso 
teve um efeito catalítico sobre a erudição ocidental”.
Além dos fatos elencados anteriormente, não se pode esquecer das Gran-
des Navegações ao Novo Mundo, proporcionadas, principalmente, por Espanha 
e Portugal, um movimento que se iniciou com uma massiva exploração de 
recursos por parte dos espanhóis, que não consideravam os nativos ameri-
canos descendentes de Adão e Eva. Essa visão mudou quando o Papa Júlio II 
declarou que os índios também descendiam de Adão e Eva, e que, portanto, 
seu tratamento deveria estar alinhado aos princípios morais da época. 
Em seguida, houve a chegada de missionários católicos, que buscaram al-
fabetizar e catequisar esses povos (PELTO, 1975). No Brasil, isso ocorreu no ano 
de 1549, com a vinda dos jesuítas. De acordo com Oliveira (2004), por meio de 
sua formação, os membros da Companhia de Jesus foram capazes de transmitir 
homogeneamente a língua, a religião e a visão de mundo europeia, mantendo uma 
identidade cultural cristã católica, tendo como um forte instrumento a catequese:
Nos séculos seguintes, as sociedades europeias se expandiram rapidamente em 
escala e complexidade, e os contatos interculturais — através do comércio, das 
guerras, da atividade missionária, da colonização, da migração e da pesquisa — 
tornaram-se mais comuns. Ao mesmo tempo, “os outros” passaram a ser progres-
sivamente mais visíveis na vida cultural europeia — a começar com as peças de 
Shakespeare até os libretos de Rameau (ERIKSEN; NIELSEN, 2007, p. 15).
As viagens europeias do século XVI foram de crucial importância para 
o desenvolvimento do estudo antropológico. Por conta do contato 
com diversos povos e culturas diferentes, alimentou-se uma percepção e uma 
narrativa única para os relatos e registros produzidos nessa época (ERIKSEN; 
NIELSEN, 2007).
No século XIX, uma virada científica, no que diz respeito aos estudos sobre 
o ser humano, contribuíram para o surgimento definitivo da antropologia. 
Padrões e características humanas passaram a ser identificadas e cataloga-
Panorama da antropologia6
das. Antes desse momento histórico, havia falta de informações descritivas 
e empecilhos teológicos para se entender a evolução biológica e cultural 
do ser humano. Foi nesse momento que surgiram dois grandes nomes e os 
primeiros antropólogos: Durkheim e Mauss.
O francês Émile Durkheim (1858–1917), nascido em Épinal, exerceu diver-
sas atividades de cunho científico, como: sociólogo, antropólogo, cientista 
político, psicólogo social e filósofo. Suas principais obras são: Da divisão do 
trabalho social (1893), Regras do método sociológico (1895), O suicídio (1897) 
e As formas elementares de vida religiosa (1912). Seu campo de estudo era a 
área social, observando fenômenos sociais (LAPLANTINE, 2007).
Contudo, Durkheim propõe uma emancipação das abordagens socioan-
tropológicas de outras ciências que promovem outras formas de abordagem 
que não os fatos humanos em si, como a psicologia, por exemplo. De acordo 
com Laplantine (2007, p. 88), “Se não nega que a ciência possa progredir em 
seus próprios domínios, considera que na sua época é vantajoso para cada 
disciplina avançar separadamente e construir um próprio objeto”.
É importante afirmar que Durkheim não se preocupava com as origens 
humanas, evolucionistas, mas se empenhava na reflexão com base em da-
dos observáveis e quantificáveis. Ele se convencia de que as sociedades 
possuíam um sistema lógico e integrado, em uma relação de dependência, 
considerando a sociedade como um organismo social, em uma analogia 
com sistemas funcionais de um corpo, a partir de conhecimentos biológicos 
(ERIKSEN; NIELSEN, 2007). Ele não considerava, por exemplo, os laços afetivos 
e psicológicos como um objeto de estudo psicológico social, uma vez que 
eles ocorrem de maneira independente para cada indivíduo. Para Durkheim, 
os fatos sociais ocorrem como se fossem “coisas”. Assim, eles são passíveis 
de uma explicação a partir de outros desses “objetos”, ou seja, outros fatos 
sociais semelhantes:
Assim, a sociologia conquista pela primeira vez sua autonomia ao constituir um 
objeto que lhe é próximo, por assim dizer arrancado ao monopólio das explicações 
históricas, geográficas, psicológicas, biológicas... da época. Esse pensamento 
durkheimiano [...] vai, por meio de suas novas exigências metodológicas, renovar 
profundamente a epistemologia das ciências humanas da primeira metade do 
século XX, ou, mais exatamente, das ciências sociais destinadas a se separar 
destas. Vai exercer uma influência considerável sobre a pesquisa antropológica, 
particularmente na Inglaterra e evidentemente na França, o país de Durkheim, onde, 
ainda hoje, nossa disciplina [leia-se, Antropologia], não se emancipou realmente 
da sociologia (LAPLANTINE, 2007, p. 89).
Panorama da antropologia 7
Marcel Mauss (1872–1950), sobrinho de Durkheim, também nasceu em 
Épinal, na França. Os pensamentos desses dois antropólogos são próximos, 
mas, ao mesmo tempo, distantes. Enquanto se aproxima de Durkheim ao 
buscar fundar a autonomia do social, afasta-se em algumas questões. Uma 
delas é o fato de Mauss trabalhar fortemente para que a antropologia fosse 
reconhecida como uma ciência verdadeira e própria, afastada de outras 
ciências. Ou seja, diferentemente de Durkheim, ele busca separá-la da so-
ciologia, sendo que antes era entendida como como uma disciplina anexa 
ao pensamento sociológico:
Um dos conceitos maiores forjados por Marcel Mauss é o do fenômeno social total, 
consistindo na integração dos diferentes aspectos (biológico, econômico, jurídico, 
histórico, religioso, estético...) constitutivos de uma dada realidade social que 
convém apreender em sua integridade (LAPLANTINE, 2007, p. 90).
Contudo, apesar das divergências teóricas sobre como a antropologia 
deve ser posicionada enquanto estudo, Mauss se considerava um continuador 
do trabalhado elaborado por Durkheim. O antropólogo foi capaz de levar as 
abordagens propostas por seu tio e por ele a um nível de compreensão não 
abordado anteriormente. Por isso, debruçou-se em estudos sobre socieda-
des não europeias e “arcaicas”. Segundo Eriksen e Nielsen (2007, p. 63), “Seu 
objetivo explícito, porém, era classificar sociedades e descobrir caracterís-
ticas estruturais comuns a diferentes tipos de sociedades, com o intuito de 
desenvolver uma compreensão geral da vida social".
Mauss propõe que um fenômeno é dividido em diversos aspectos, os quais 
utilizam olhares específicos e diferentes, e que sua análise deve ser realizada 
de modo conjunto, amplo e completo. Esse é um esforço de recomposição que 
deve ser realizado pelos sociólogos, uma vez que os fenômenos podem ser 
sociais, mas também fisiológicos e psicológicos. Ou seja, para Mauss, estudar a 
vida a partir da visão puramente social não é suficiente. Os fenômenos sociais 
são fenômenos mentais, sendo a recíproca verdadeira. As condutas humanas 
devem ser “[...] apreendidas em todas as suas dimensões, e particularmente 
em suas dimensões sociológica, histórica e psicofisiológica”. Portanto, a 
totalidade humana é formada por múltiplos aspectos e planos que são, ao 
mesmo tempo, separados e complementares (LAPLANTINE, 2007, p. 90).
Por isso, para entender determinado fenômeno social, é preciso com-
preendê-lo de maneira mútua de dentro para fora e de fora para dentro: um 
observador que está inserido na realidade. Esse fundamento proposto por 
Mauss é um desdobramento ininterrupto, buscando analisar uma situação 
Panorama da antropologia8
de maneira distante, a ponto de entender aquilo que cerca o fato, mas sendo 
capaz de vivenciar aquela mesma experiência.
Quando se traz essa lógica para a análise de um pensamento individual, 
pode-se dizer que a ação e a consciência de um único indivíduo são uma 
parte mínima de um todo social, mas representam uma parte importante 
da sociedade. Por isso, “[...] trabalhando inicialmente com uma abordagem 
semelhante à de Durkheim, a reflexão de Mauss desembocou,como vemos, 
em posições muito diferentes” (LAPLANTINE, 2007, p. 91).
Agora que você conheceu um pouco mais do percurso histórico da an-
tropologia como uma ciência própria, poderá compreender e diferenciar 
seu estudo de outras formas científicas. Assim, na próxima seção, serão 
conhecidas algumas divergências e convergências entre algumas dessas 
ciências e o estudo antropológico.
Antropologia versus demais ciências
A antropologia é uma ciência autônoma, que aborda as mais diversas questões 
humanas. Contudo, seu objeto de estudo permite que esses levantamentos 
antropológicos possam ser analisados a partir de outras ciências. História, 
psicologia, geografia e sociologia são exemplos de alguns estudos científicos 
que são capazes de interagir com as abordagens antropológicas.
Segundo Marconi e Pressoto (2015), a antropologia é uma das ciências mais 
jovens a serem formadas. Por consequência, seu desenvolvimento teve de 
esperar a evolução natural de outras abordagens, como geologia, genética, 
biologia e a própria sociologia. Para as autoras, “[...] pode-se afirmar que, 
somente após os conhecimentos da célula e da evolução terem sido formula-
dos e aplicados ao homem, é que a Antropologia se sistematizou e progrediu 
como ciência do homem” (MARCONI; PRESSOTO, 2015, p. 8).
A sociologia talvez seja o estudo mais próximo da antropologia, estando 
intimamente ligada a esta. O discurso sociológico nasceu como uma forma 
científica para a abordagem teórica e empírica daquilo que ocorre nas re-
lações sociais humanas. A partir de suas análises, são formuladas teorias, 
observando momentos e eventos únicos da história. No final do século 
XVIII e início do século XIX, grandes sociólogos surgiram, como David Hume 
(1711–1776), Augusto Comte (1798–1857), Ludwig Feuerbach (1804–1872), Alexis 
de Tocqueville (1805–1859), Karl Marx (1818–1883) e Henri Bergson (1859–1941). 
Suas contribuições impactaram de maneira decisiva um plano científico que 
abordasse intelectualmente impactos sociais não observados anteriormente 
(CIPRIANI, 2007).
Panorama da antropologia 9
Para isso, atentaram-se aos impactos de perspectivas humanas, carac-
terizadas por orientações filosóficas e paixões ideológicas, passando a ter 
um discurso fundamentado em conhecimentos experimentais. Do fim do 
século XIX até o início do século XX, presenciou-se uma forte contribuição 
do positivismo de maneira social, científica e política. O positivismo é uma 
corrente da filosofia que busca ordenar as ciências experimentais a partir 
de modelos de excelência do conhecimento humano. Para isso, são observa-
das questões metafísicas e teológicas, dando origem, de fato, à sociologia, 
propriamente dita (CIPRIANI, 2007).
A antropologia e a sociologia, além de se comunicarem e se relacionarem 
pelos dados de pesquisas que possuem, auxiliam-se na ampla compreensão 
de questões que envolvem o ser humano. Os estudos antropológicos dispo-
nibilizam seus conceitos sobre a cultura e, por sua vez, os levantamentos 
sociológicos apresentam suas teorias sobre o conceito de sociedade. De 
acordo com Marconi e Pressoto (2015, p. 8–9), “Ambas se valem de teorias, 
conceitos, métodos e técnicas desenvolvidos pelos seus especialistas”.
Outra área importante de discussão para a antropologia é a psicologia. Ambas 
são muito aproximadas, pois buscam compreender o comportamento humano. 
Enquanto a primeira tenta entender o comportamento de modo grupal, a segunda 
se ocupa da compreensão do comportamento individual. “Os antropólogos 
buscam, nos dados levantados pelos psicólogos, explicações para a complexi-
dade das culturas e do comportamento humano e apara a interpretação dos 
sistemas culturais relacionados com os tipos de personalidade correspondentes” 
(MARCONI; PRESSOTO, 2015, p. 9). É desse modo que são percebidas alterações de 
condutas sociais e do papel da cultura como fator preponderante para definir 
como o ser humano se adapta ou age frente a sua comunidade.
Também são importantes os fatores biológicos, ambientais e culturais. 
Todos esses aspectos são variáveis que explicitam aspectos decisivos sobre a 
personalidade básica das culturas. Marconi e Pressoto (2015, p. 9) comentam 
que “Na tarefa de proceder a esse conhecimento, antropólogos e psicólogos 
auxiliam-se mutuamente, fornecendo dados que propiciam a compreensão 
de problemas comuns” (MARCONI; PRESSOTO, 2015, p. 9).
Além disso, a evolução pode ser considerada responsável por uma vasta 
diversidade de conhecimentos sobre o ser humano. Ela está ligada a observação 
de características e percepções físicas e intelectuais distintas e particulares. 
“Por exemplo, os antropólogos biológicas já propuseram que o perfil de cabeça 
redonda e rosto chato, comum nas populações nativas no centro e no leste 
da Ásia, assim como na região ártica da América do Norte, é resultado de uma 
adaptação a ambientes muito frios” (HAVILAND et al., 2011, p. 57).
Panorama da antropologia10
A economia e a política também são parte importante dos levantamentos 
antropológicos. Enquanto a antropologia se preocupa com a globalidade 
cultural de um povo, os levantamentos econômicos e políticos se preocupam 
com o funcionamento de uma sociedade, a partir de questões de questões 
como: poder, ordem, integridade, finanças e recursos (MARCONI; PRESSOTO, 
2015). De fato, as abordagens científicas se baseiam em questões econômicas. 
A partir de suas teorias:
[...] é capaz de explicar, de modo geral, todo o procedimento econômico humano. 
Por outro lado, a antropologia, documentando numerosos sistemas existentes 
na Terra, tem uma perspectiva mais ampla das organizações econômicas. Desse 
modo, ambas podem trocar informações valiosas para a melhor compreensão 
desse setor da cultura (MARCONI; PRESSOTO, 2015, p. 9).
Por sua vez, toda a sociedade tem seu caráter e sua organização política. 
Antropólogos e cientistas políticos têm o mesmo objetivo, ao tentar compreen-
der a formação e o desenvolvimento dos governos e poderes existentes em um 
Estado. Por isso, o intercâmbio dessas duas maneiras científicas de observar 
a sociedade e a cultura permite que tanto a antropologia quanto a política se 
compreendam e enriqueçam seus conhecimentos (MARCONI; PRESSOTO, 2015).
As autoras também citam outras ciências como passíveis de uma interação 
colaborativa com a antropologia. A história seria uma dessas ciências, sendo 
capaz de reconstruir culturas antigas ou já desaparecidas e mostrar aspectos 
próprios de uma civilização localizada em seu próprio tempo. A geografia 
humana, por sua vez, entende aquilo que diz respeito à capacidade do ser 
humano de se adaptar e de modificar o meio ambiente em que se encontra. 
Assim, é possível observar como surgiram e o quanto foram importantes novas 
tecnologias e inovações culturais, por exemplo (MARCONI; PRESSOTO, 2015).
Também é citada a biologia como uma área de estudo importante para 
os estudos antropológicos. Por meio desse estudo, torna-se possível com-
preender como ocorreram as mudanças e as evoluções que o homem sofreu 
ao longo de sua história ou diferenças raciais, seja por meio da genética ou 
da biologia humana. “Além dessas, várias outras ciências como a geologia, 
a paleontologia, a metalurgia, a arquitetura, a engenharia, a zoologia, a bo-
tânica, a fisiologia, a anatomia, a farmacologia, a astronomia e as artes, em 
geral, podem colaborar com um antropólogo nas suas variadas atividades” 
(MARCONI; PRESSOTO, 2015, p. 10).
Portanto, compreende-se que a antropologia é um estudo amplo sobre o 
ser humano. Cada uma das ciências apresentadas anteriormente é capaz de 
compreender o homem a partir de seus próprios âmbitos de estudo. Contudo, é 
Panorama da antropologia 11
perceptível que nenhuma delas é capaz de trazer a amplitude necessária para 
que o ser humano possa ser estudado de maneira individuada e agrupada ao 
mesmo tempo. Também é possível perceber que suas contribuições e visões 
únicas a respeito de um aspecto específico concedem, à antropologia, uma visãogeneralizada e, contraditoriamente, particular. Cada estudo é importante em sua 
área de estudo, e a visão antropológica é capaz de concatenar todas essas visões 
para compreender o todo.
Referências
ARENDT, H. A condição humana. 11. ed. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 2010.
CIPRIANI, R. Manual de sociologia da religião. São Paulo: Paulus, 2007.
ERIKSEN, T. H.; NIELSEN, F. S. História da antropologia. Petrópolis: Vozes, 2007.
HAVILAND, W. A. et al. Princípios de antropologia. São Paulo: Cengage Learning, 2011.
LAPLANTINE, F. Aprender antropologia. São Paulo: Brasiliense, 2007.
MARCONI, M. de A.; PRESSOTO, Z. M. N. Antropologia: uma introdução. 7. ed. São Paulo: 
Atlas, 2015.
MORETTI, V. D.; ASBAHR, F. da S. F.; RIGON, A. J. O humano no homem: os pressupostos 
teóricometodológicos da teoria histórico-cultural. Psicologia & Sociedade, v. 23, nº 3, 
2011. Disponível em: https://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-
-71822011000300005&lang=en. Acesso em: 16 out. 2020.
OLIVEIRA, M. M. de. As origens da educação no Brasil da hegemonia católica às pri-
meiras tentativas de organização do ensino. Ensaio: Avaliação e Políticas Públicas em 
Educação, v. 12, nº 45, 2004. Disponível em: https://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_
arttext&pid=S0104-40362004000400003&lng=pt&nrm=iso. Acesso em: 16 out. 2020.
PELTO, P. J. Iniciação ao estudo da antropologia. 3. ed. Rio de Janeiro: Zahar, 1975.
Os links para sites da web fornecidos neste capítulo foram todos 
testados, e seu funcionamento foi comprovado no momento da 
publicação do material. No entanto, a rede é extremamente dinâmica; suas 
páginas estão constantemente mudando de local e conteúdo. Assim, os editores 
declaram não ter qualquer responsabilidade sobre qualidade, precisão ou 
integralidade das informações referidas em tais links.
Panorama da antropologia12
Dica do professor
A Sociologia, a Psicologia, a Biologia, a Economia, a Política e a História têm sua própria maneira de 
observar e estudar o ser humano, não sendo diferente com a Antropologia. A ciência antropológica 
busca entender essa complexidade humana utilizando ferramentas e artifícios dos estudos 
apresentados anteriormente.
Nesta Dica do Professor, conheça um pouco mais sobre a Antropologia e entenda que ela pode 
utilizar outras ciências para formar seu conhecimento.
Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar.
https://fast.player.liquidplatform.com/pApiv2/embed/cee29914fad5b594d8f5918df1e801fd/afadb9f90b2d450d01d60bb908598fa2
Exercícios
1) A Antropologia busca compreender o ser humano a partir da sociedade em que vive. Por 
isso, precisa observar e entender aquilo que forma e define a humanidade, utilizando a 
percepção dos mais diversos aspectos apresentados pelas pessoas. Comportamentos, 
manifestações, produção, ciência, tudo é ferramenta de estudo para a Antropologia. 
Considerando o exposto, sabe-se que o ser humano é capaz de necessidades e objetivos a 
serem alcançados. Então, qual alternativa a seguir apresenta as dimensões que esses 
objetivos podem ter?
A) Os objetivos humanos podem ser culturais, reprodutivos, existenciais ou profissionais.
B) Os objetivos humanos podem ser biológicos, culturais, existenciais ou amorosos.
C) Os objetivos humanos podem ser biológicos, culturais, amorosos ou profissionais.
D) Os objetivos humanos podem ser biológicos, culturais, existenciais ou profissionais.
E) Os objetivos humanos podem ser biológicos, químicos, culturais ou existenciais.
2) A Antropologia é a ciência que busca entender a humanidade e sua cultura. Para isso, pode 
observar questões sociais, comportamentais e humanísticas, como, por exemplo, o modo de 
vida e de arte das pessoas que está estudando. Apresenta algumas dimensões, como: física, 
sociocultural e filosófica. E, apesar de ser constituída de uma grande diversidade de campos 
de interesse, se constitui numa ciência polarizadora, precisando da colaboração de outras 
áreas do saber, porém conservando sua unidade, com interesse no homem e em sua cultura. 
Segundo Laplantine, o estudo antropológico deve romper com os conhecimentos abstratos e 
especulativos.
Sendo assim, qual das opções a seguir indica o que esse autor pensa ser necessário para 
compreender o ser humano?
A) Para compreender o ser humano, é preciso observá-lo, de modo a perceber como é sua 
percepção da existência do mundo, da humanidade e de si mesmo.
B) Para compreender o ser humano, é preciso se comunicar com ele, de modo que 
compartilhe de modo sincero e espontâneo sua percepção da existência.
C) Para compreender o ser humano, é preciso se comunicar com ele, de modo que 
compartilhe de modo sincero sua percepção da existência, mesmo que não seja espontâneo.
D) Para compreender o ser humano, é preciso se comunicar com ele, de modo que 
compartilhe de modo espontâneo sua percepção da existência, mesmo que não tenha 
convicção.
E) Para compreender o ser humano, é preciso se comunicar com ele, de modo que 
compartilhe de modo sincero e espontâneo sua percepção da natureza.
3) A Antropologia é uma das ciências mais jovens a serem formadas. Ela teve como grandes 
fundadores de seu pensamento os princípios sociológicos. A Sociologia nasceu no século 
XVIII, como uma forma científica de abordar teórica e empiricamente aquilo que ocorre nas 
relações sociais humanas. Suas contribuições impactaram de maneira decisiva um plano 
científico que abordasse intelectualmente os impactos sociais a partir dos mais diversos 
fatos.
Considerando esse contexto, qual seria a diferença entre Antropologia e Sociologia?
A) A Antropologia propõe conceitos sobre a cultura e a Sociologia apresenta teorias sobre o 
conceito de sociedade.
B) A Sociologia propõe conceitos sobre a cultura e a Antropologia apresenta teorias sobre o 
conceito de sociedade.
C) Ambas propõem conceitos sobre a cultura e apresentam teorias sobre o conceito de 
sociedade, sendo idênticas.
D) A Sociologia propõe conceitos sobre a ciência e a Antropologia apresenta teorias sobre o 
conceito de sociedade.
E) A Sociologia propõe conceitos sobre a política e a Antropologia apresenta teorias sobre o 
conceito de sociedade.
4) No século XIX, houve uma grande virada científica nos estudos sobre o ser humano, 
propiciando o surgimento definitivo da Antropologia. Padrões e características humanas 
passaram a ser identificados e catalogados, de modo que pudessem ser analisados e 
comparados. É nesse momento que surgem dois grandes nomes e os primeiros 
antropólogos: os franceses Émile Durkheim e Marcel Mauss. Contudo, tio e sobrinho 
divergiam sobre como a Antropologia deveria ser vista e estudada.
Considerando o exposto, como eles entendiam a Antropologia?
A) Durkheim propõe uma aproximação das ciências socioantropológicas, separando-as de outras 
ciências que não promovem a abordagem dos fatos humanos em si. Já Mauss busca separar 
tanto a Sociologia quanto a Antropologia, propondo, inclusive, separá-las entre si.
B) Durkheim propõe uma emancipação das ciências socioantropológicas, separando-as de outras 
ciências que não promovem a abordagem dos fatos humanos em si. Já Mauss busca separar 
tanto a Sociologia quanto a Antropologia, sem que haja separação entre elas.
C) Durkheim propõe uma emancipação das ciências socioantropológicas, separando-as de outras 
ciências que não promovem a abordagem de fatos biológicos. Já Mauss busca separar tanto a 
Sociologia quanto a Antropologia, propondo, inclusive, separá-las entre si.
D) Durkheim propõe uma emancipação das ciências socioantropológicas, separando-as de outras 
ciências que não promovem a abordagem dos fatos humanos em si. Já Mauss busca separar 
tanto a Sociologia quanto a Antropologia, propondo, inclusive, separá-las entre si.
E) Durkheim propõe uma emancipação das ciências socioantropológicas, separando-as de outras 
ciências que não promovem a abordagem dos fatos humanos em si. Já Mauss busca separar 
tanto a Sociologia quanto a Psicologia,propondo, inclusive, separá-las entre si.
5) A Antropologia é uma ciência autônoma que aborda as mais diversas questões humanas. 
Contudo, seu objeto de estudo permite que esses levantamentos antropológicos possam ser 
analisados a partir de outras ciências. História, Psicologia, Geografia e Sociologia são 
exemplos de alguns estudos científicos capazes de interagir com as abordagens 
antropológicas. A visão antropológica do ser humano permite que as contribuições e as 
visões únicas de diversas ciências se tornem objeto de estudo, dando um caráter 
generalizado e, contraditoriamente, particular para as ponderações criadas pela 
Antropologia.
Sendo assim, marque a opção que apresenta corretamente algumas das ciências que podem 
contribuir para a Antropologia e seus respectivos objetos de estudo.
A) Sociologia, pelo levantamento de teorias sobre o conceito de sociedade. Psicologia, pela 
compreensão do comportamento coletivo. Biologia, pelo entendimento das mudanças e 
evoluções do ser humano. História, pela reconstrução de culturas antigas e fatos históricos.
B) Sociologia, pelo levantamento de teorias sobre o conceito de ser humano. Psicologia, pela 
compreensão do comportamento individual. Biologia, pelo entendimento das mudanças e 
evoluções do ser humano. História, pela reconstrução de culturas antigas e fatos históricos.
Política, pelo levantamento de teorias sobre o conceito de sociedade. Psicologia, pela 
compreensão do comportamento individual. Biologia, pelo entendimento das mudanças e 
C) 
evoluções do ser humano. História, pela reconstrução de culturas antigas e fatos históricos.
D) Sociologia, pelo levantamento de teorias sobre o conceito de sociedade. Psicologia, pela 
compreensão do comportamento individual. Biologia, pelo entendimento das mudanças e 
evoluções do ser humano. História, pela reconstrução de culturas antigas e fatos históricos.
E) Sociologia, pelo levantamento de teorias sobre o conceito de sociedade. Psicologia, pela 
compreensão do comportamento individual. Biologia, pelo entendimento das mudanças e 
evoluções do ser humano. Política, pela reconstrução de culturas antigas e fatos históricos.
Na prática
A Antropologia é um estudo que busca compreender o ser humano a partir dos âmbitos culturais e 
sociais que o envolvem. Seu objetivo é observar e entender a humanidade como um todo, de 
maneira ampla e complexa.Para isso, as investigações antropológicas são realizadas utilizando 
aspectos e percepções de outras ciências, como a Educação.
Veja, Na Prática, como um jovem professor explicou os objetivos dos estudos da Antropologia para 
seus alunos.
Conteúdo interativo disponível na plataforma de ensino!
Saiba +
Para ampliar o seu conhecimento a respeito desse assunto, veja abaixo as sugestões do professor:
Fazer laudos: algumas questões teórico-metodológicas de uma 
práxis institucionalizada
Para saber mais sobre as questões teórico-metodológicas que cercam as práticas profissionais 
especializadas que realizam a investigação antropológica das mais diversas áreas, nos processos 
administrativos de reconhecimento territorial de populações quilombolas existentes no Instituto 
Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA), leia o trabalho a seguir.
Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar.
Covid-19, biossegurança e Antropologia
Este trabalho tem o objetivo de fornecer algumas bases teóricas para a realização de debates e a 
validação da possibilidade de inclusão da Antropologia da Saúde às discussões que envolvem a 
pandemia do Covid-19.
Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar.
Antropologia da Biossegurança apresenta debate sobre 
emergências sanitárias e ambientais como doenças vetoriais, 
epidemias e pandemia
Neste artigo, é abordada uma temática sobre a saúde, a partir de questões como higiene, 
prevenção e controle de doenças comuns na sociedade. Para isso, são utilizadas abordagens que 
envolvem entendimentos de biossegurança e das mais diversas áreas de observação da 
Antropologia.
https://revistas.ufpr.br/campos/article/download/70952/pdf
https://www.scielo.br/pdf/ha/v26n57/1806-9983-ha-26-57-275.pdf 
Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar.
https://humanas.blog.scielo.org/blog/2020/08/25/antropologia-da-biosseguranca-apresenta-debate-sobre-emergencias-sanitarias-e-ambientais-como-doencas-vetoriais-epidemias-e-pandemia/

Mais conteúdos dessa disciplina