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ANATOMIA MUSCUESQUELÉTICA 
DOS ANIMAIS DOMÉSTICOS 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
MIOLOGIA - o estudo dos músculos – 
1. Tópicos: 
• O corpo animal é formado por 3 tipos de músculos 
• Características da fibra muscular 
• Contração muscular 
2. INTRODUÇÃO 
• Músculos: São estruturas anatômicas que apresentam a capacidade de se contrair, sob 
estímulos; 
• Os três tipos de músculos do corpo dos animais: São compostos de fibras musculares; São 
diferenciados pela sua localização e características morfológicas e funcionais: M.LISO, M. 
ESTRIADO CARDÍACO E M. ESTRIADO ESQUELÉTICO. 
• 
 
 
2.1. Músculo estriado esquelético (voluntário - consciente) 
• Fixado aos ossos 
• Responsável pelos movimentos voluntários 
• Estrias visíveis ao MO (miofibrilas) 
 
2.2. Músculo liso ou visceral 
• Localizado nas paredes dos órgãos ocos: Localizado nas paredes dos órgãos ocos 
• Realizam movimentos involuntários: Sua contração reduz a luz dos órgãos; Sem estrias 
 
2.3. Estriado cardíaco ou miocárdio (involuntário – inconsciente) 
• Presente no coração; Possui estrias; Realiza movimento involuntário; 
• Células unidas por discos intercalados e possuem estrias: Discos intercalados = desmossomos, 
junções aderentes e junções comunicantes. 
• São linhas transversais que podem ser vistas no microscópio optico quano analisam os mm. 
Estriados. Essas linhas surgem devido ao alinhamento do SARCOMEROS (são as unidades de 
concentração muscular e são compostos por proteínas contesteis (actina e miosina) que 
compõem o citoesqueleto da fibra muscular). 
 
2.4. Funções dos músculos 
• Através de contrações alternada com relaxamento, realiza 4 funções: 
o Produção de movimento do corpo 
o Estabilização da postura corporal 
o Armazenamento e condução de alimento e líquidos no corpo: Urina, bolo alimentar, 
fezes, bile, sangue, etc. 
o Produção de calor: Termogênese. 
 
3. Anatomia microscópica do músculo estriado esquelético 
• São compostos por células chamadas de fibras musculares. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
3.1. A fibra muscular estriada esquelética 
• Comprimento até 30 cm, espessura de 10 - 100μm. Cilíndrica. Estrias (alinhamento dos sarcômeros). 
• Multinucleadas – fusão de mioblastos embrionários 
o Perdem a capacidade de proliferar 
o Duram por toda a vida! 
• Glicogênio é um polímero de glicose → intemediárias → mitocôndrias + O2 → ATP = 
o Grânulos/vesículas citplasmaticas contendo glicogênio (polímero de glicose, 
carboidrato). 
o Mioglobina em função semelhante da hemoglobina, ou seja, oxigênio se liga na 
mioglobina ficando retido na fibra muscular. 
• Crescimento muscular por HIPERTROFIA (aumento do volume da fibra muscular). 
o Expansão das fibras musculares existentes 
o NÃO há HIPERPLASIA – aumento do número de fibras musculares 
o Regeneração do tecido muscular é limitada! 
 
3.2. Hipertrofia x Atrofia x Hiperplasia 
 
 
3.3. Estrutura microscópica da fibra muscular 
• Invaginações da membrana plasmática – túbulos T 
 
 
• Sarcoplasma – citoplasma da fibra muscular: Glicogênio; Mioglobina; Retículo sarcoplasmático 
(Cálcio no seu interior) 
 
• Citoesqueleto – miofibrilas 
• São organelas compostas por proteínas contráteis, dispostas em unidades chamadas de 
sarcômeros 
 
3.4. Sarcômero é organizado em filamentos finos e espessos formados por proteínas: 
 
 
 
 
 
 
4. Anatomia macroscópica dos músculos esqueléticos 
• Hipoderme – separa o músculo da pele: Contém nervos, vasos sanguíneos e linfáticos que 
entram e saem dos músculos 
 
• Lâminas de tecido conjuntivo que recobrem partes dos músculos: 
o Tendão – une o músculo ao osso 
o Fáscia – envolve e separa grupos musculares 
o Epimísio – envolve o músculo 
o Perimísio – envolve 10 -100 fibras musculares: Fascículos 
o Endomísio – separa as fibras musculares 
• Permitem o deslizamento dos músculos e contribuem na fixação dos músculos ao esqueleto 
 
 
5. Componentes do Músculo Estriado Esquelético 
• Três porções: 
o Porção média – ventre muscular 
o Chamado de carne; é a parte ativa (contrátil) do músculo por possuir fibras musculares 
• Duas extremidades – tendão muscular 
o É a parte não contrátil e está localizado nas extremidades dos músculos. É composto 
de tecido conjuntivo resistente e inextensível. 
▪ Tendões: (em forma de fita ou cilíndricos) 
▪ Aponeuroses: (laminares) → fixam o músculo a um osso 
 
6. Origem e inserção muscular 
• Cada músculo tem um ou mais pontos de origem e um ou mais pontos de inserção 
• a) PONTO DE ORIGEM: Extremidade do músculo presa à peça óssea que menos se desloca. 
• b) PONTO DE INSERÇÃO: Extremidade do músculo presa á peça óssea que mais se desloca 
 
 
 
 
 
 
Estudo dirigido: 
1. Quais são os músculos que compõem o corpo animal, suas características e aonde estão localizados. 
 
 
 
 
 
2. Quais as características da fibra muscular que a diferenciam do restante das células do organismo animal? 
 
 
 
 
3. Desenhe um sarcômero e identifique as proteínas dos filamentos finos e espessos. 
 
 
 
 
4. Identifique as partes que compõem o músculo. 
 
 
 
 
5. O que é junção neuromuscular? 
 
 
 
 
6. Quais elementos presentes na fibra muscular participam da geração de ATP? 
 
 
 
7. Diferencie hipertrofia de hiperplasia. 
 
 
 
 
8. Diferencie origem de inserção muscular. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
TEGUMENTO COMUM - PELE E ANEXOS – 
 
1. O TEGUMENTO COMUM: 
• É a superfície que recobre o corpo dos animais, a pele, conferindo proteção ao organismo 
contra. 
o desidratação, hidratação excessiva, ação dos raios ultravioletas emitidos pelo sol, 
microrganismos patogênicos, choques mecânicos, entre outros; ◦ Órgão sensorial; 
• É o maior órgão do corpo. É composto pela pele e seus anexos: escamas, pelos, unhas... 
 
2. ADAPTAÇÕES DA PELE 
• Mais espessa em algumas espécies e nas áreas que sofrem mais abrasão. 
• Pregueamentos: 
o Permitem mudanças na postura 
o São adaptações para perder calor 
o Característica geneticamente selecionada 
 
3. PELE É DIFERENTE DE MUCOSA 
• Onde existe pele? 
o Sobre a superfície do corpo? 
o Mucosa: boca, vagina, anus e olho. 
 
4. ESTRUTURA DA PELE 
• Camadas: 
o Epiderme – externa: Tecido epitelial estratificado pavimentoso 
o Derme – interna: Tecido conjuntivo frouxo e denso 
o Hipoderme: Tecido subcutâneo: tecido conjuntivo frouxo. E não faz parte da pele. 
 
 
5. EPIDERME 
• É composta pelo tecido epitelial estratificado pavimentoso 
o Células epiteliais têm vida limitada 
o Ocorre contínua renovação celular por mitose 
o Células recém formadas são empurradas em direção a superfície, 
o Células mais antigas são continuamente perdidas 
• 4 - 5 camadas (pele fina e pele grossa) 
o Basal: células germinativas (sofrem mitose; renovação celular) e de Merckel (sensorial) 
o Espinhosa: melanócitos (melanina) e células de Langerhans (macrófagos - imunidade): 
Junções aderentes. 
o Granulosa: queratinócitos: Sofrem apoptose 
o Lúcida: queratinócitos mortos 
o Córnea: queratinócitos mortos 
 
 
6. CÉLULAS QUE COMPÕEM A EPIDERME 
• Queratinócitos (90%) 
• Melanócitos (8%) 
• Células de Langerhans 
• Células de Merkel 
 
 
 
7. PIGMENTAÇÃO DA PELE E PELOS 
• Nas camadas basal e espinhosa da epiderme estão os melanócitos, células que produzem 
melanina, pigmento que determina a coloração da pele. 
• Melanossomas: Corpúsculos intracelulares onde a melanina fica armazenada;3 
• Raios UV aumentam a atividade dos melanossomos; 
• Funções melanina: proteger DNA de radicais livres produzidos pelos raios UV; 
 
8. ADAPTAÇÕES DA EPIDERME 
• É mais espessa nas áreas de maior atrito – coxins 
• Em áreas recobertas de pelos as camadas lúcida e granulosa quase não existem 
• Avascular: 
o Não há contato direto das células epiteliais com as paredes dos vasos; 
o A nutrição é feita por difusão através dos vasos sanguíneosda derme; 
o A camada mais nutrida é a basal que tem células metabolicamente mais ativas. 
 
9. DERME 
• 90% da espessura da pele 
• É a parte recuperada da carcaça do bovino para produção do couro. 
o As fibras colágenas, abundantes nesse tecido, conferem resistência ao tecido 
• É vascularizada e inervada 
• Contém os folículos pilosos, gls. sudoríparas, sebáceas, mamária 
 
 
10. IRRIGAÇÃO DA DERME 
• O fluxo sanguíneo varia de acordo com o diâmetro dos vasos sanguíneos da derme 
• Controle de temperatura: Frio – vasoconstrição e Calor – vasodilatação 
• Maior aporte sanguíneo para a glândula sudorípara aumenta a produção de suor 
 
11. PELOS 
• Folículo piloso está na derme ◦ Crescimento do pelo através das glândulas sebáceas 
• Confere oleosidade ao pelo – importante para a sua saúde 
• Músculo eretor do pelo 
o Inervação autônoma simpática – luta-ou-fuga 
• Frio – retenção de ar, isolamento do corpo 
 
12. COMPARAÇÃO DA PELE HUMANA COM A DE CÃO 
 
 
13. GLÂNDULAS CUTÂNEAS 
• Sebáceas – secreção oleosa (sebo) 
o Lubrifica e impermeabiliza a pele e pelos 
o Feromônios: Ex.: Glândulas cincum-orais – gatos; Gls do corno – caprinos; ◦ Gls do carpo 
– suínos e gatos; Gls bolsa interdigital – ovinos e Marcador de trilha. 
 
14. GLÂNDULAS MAMÁRIAS 
• São gls sudoríparas modificadas 
• Úberes – produção de leite enquanto em lactação. 
 
 
 
15. UNHAS, GARRAS E CASCOS 
• Produzidos a partir da epiderme, mas as células e o meio extracelular são modificados 
o A estabilidade estrutural do tecido córneo é resultado dos complexos formados entre a 
queratina e os aminoácidos metionina, histidina, lisina e arginina, bem como água, 
macro e micro-elementos (cálcio, fósforo, cobre, zinco, enxofre cobalto, molibdénio) 
• Envolve a falange distal 
• Funções: proteção estruturas internas, escavar, arranhar, arma de ataque 
• Casco em eqüino, ruminantes e suíno; unhas no cão; garras no gato 
 
15.1. GARRAS 
• Permanentemente estendidas: condição primitiva 
• Garras retráteis: Mais recentes na evolução 
• Forma: Curvas para baixo, afiadas 
• Funções: 
o Aumentar aderência das patas na locomoção 
o Defesa, apresentação (intimidação ao ameaçador) 
o Apreensão da presa 
 
15.2. UNHAS 
• Estruturas mais simples que as garras. 
• Presente na maioria dos vertebrados. Ex: Coelho, roedores, arborícolas, primatas. 
• Forma: 
o Alargadas, aplainadas 
o Presentes na superfície dorsal da falange distal dos dedos 
 
15.3. CORNOS E CHIFRES 
• Cornos provenientes dos processos cornuais dos ossos frontais, são permanentes 
• Chifres são substituídos anualmente 
o Recobertos pelo veludo, perdem suprimento sanguíneo e caem 
 
Estudo dirigido 
 
1) Apresente as camadas da pele, as células que estão presentes em cada camada e as funções de cada 
célula. 
 
2) Apresente a função da hipoderme. 
 
 
 
3) Cite as estruturas anexas à pele e as suas funções. 
 
 
 
4) Diferencie pele fina de pele espessa em relação às camadas que as compõem e aos locais do corpo dos 
animais aonde são encontradas. 
 
 
5) Disserte a respeito das glândulas sudoríparas e sebáceas no corpo dos animais. 
 
 
6) Diferencie cornos de chifres. 
7) Identifique as estruturas da pele no slide 17. 
 
 
 
 
 
NEUROANATOMIA 
1. O SISTEMA NERVOSO É DIVIDIDO EM SNP E SNC 
• Sistema nervoso central (SNC) é composto por: Encéfalo e Medula espinhal 
Que são estruturas protegidas pelo esqueleto axial: encéfalo (crânio) e medula espinhal (canal vertebral). 
 
• Sistema nervoso periférico (SNP) é composto por: nervos (Cranianos e Espinhais, composto por um 
conjunto de axônios de neurônios), gânglios e terminações nervosas 
 
 
 
• Sistema nervoso central 
o Encéfalo 
i. Cérebro 
1. Telencéfalo ou hemisférios cerebrais 
2. • Diencéfalo 
 
ii. • Tronco encefálico 
1. Mesencéfalo 
2. Ponte ou metencéfalo ventral 
3. Medula oblonga ou bulbo 
iii. Cerebelo ou metencéfalo dorsal 
 
o Medula espinhal 
 
= 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
2. FUNÇÃO DO SISTEMA NERVOSO 
• O sistema nervoso é responsável por perceber e adaptar o organismo às mudanças do ambiente 
externo e interno para manter a homeostase*. 
• Para isso o sistema nervoso faz controle do movimento, do comportamento, dos sentimentos e 
da consciência. 
• *Homeostase é a habilidade de manter o meio interno em um equilíbrio quase constante, 
independentemente das alterações que ocorram no ambiente externo. O meio interno, por sua 
vez, é definido como os fluidos que circulam pelas nossas células, o chamado líquido intersticial. 
 
 
 
3. A UNIDADE FUNCIONAL DO SISTEMA NERVOSO É O NEURÔNIO 
• O neurônio é composto por: dendritos, corpo celular, axônio, terminal axonal ou terminação 
nervosa. 
• EXCITABILIDADE E CONDUTIBILIDADE: são duas propriedades dos neurônios que permitem a 
eles gerar e conduzir estímulos na forma de sinais elétricos. 
 
 
• Dendritos: Região aonde ocorre o início dos estímulos. Estão 
localizados na superfície corporal ou entre as camadas dos 
órgãos 
• Corpo celular: Região aonde estão a maior parte das organelas 
citoplasmáticas. O corpo celular pode estar no início do neurônio 
ou ao longo do axônio. 
• Axônio: Filamento central da célula nervosa. Une os dendritos à 
terminação nervosa. 
• Terminação nervosa: Extremidade final do neurônio por onde o 
sinal elétrico deixa a célula. Faz conexão (sinapse) com 
dendritos, axônio ou corpo celular de outros neurônios ou com 
fibras musculares. 
 
4. OS NEURÔNIOS PODEM SER CLASSIFICADOS DE ACORDO COM A SUA FUNÇÃO OU 
MORFOLOGIA 
• De acordo com a sua FUNÇÃO: 
o Neurônio AFERENTE OU SENSITIVO: Leva ao SNC inform. sobre as modificações do meio. 
▪ Neurônios aferentes somáticos – informam sobre condições do meio externo 
▪ Neurônios aferentes visceral – informam sobre condições das vísceras, vasos e 
glândulas. 
 
o Neurônios EFERENTES OU MOTORES: Transportam a resposta do SNC ao órgão efetor 
▪ Neurônios eferentes somáticos – inervam músculos induzindo contração 
▪ Neurônios eferentes visceral – inervam glândulas induzindo secreção 
• De acordo com a sua MORFOLOGIA: 
o UNIPOLARES: Zona dendrítica próxima ao corpo celular e axônio. Ex.: neurônios olfatórios. 
▪ Constituído por corpo celular e 1 ramificação, que costuma a ser um axônio. 
 
o BIPOLARES: Corpo celular entre 2 filamentos de axônio. Em uma extremidade estão os 
dendritos e na outra o terminal axonal. Ex.: neurônios auditivos. 
▪ Constituído por 1 corpo celular e 2 ramificações (1 dendrito e 1 axônio). 
 
o PSEUDOUNIPOLAR: Dendritos na superfície corporal, corpo celular em gânglios próximos 
ao SNC e terminal axonal no interior do SNC (substância cinzenta da medula espinhal). O 
corpo celular está unido ao axônio por uma extensão na forma de “T”. 
▪ Constituído por 1 corpo celular e 1 ramificação que se bifurca. 
 
o NEURÔNIO EFERENTE OU MOTOR OU MULTIPOLAR: Corpo celular no interior do SNC e 
terminal axonal em musculo, tendão ou articulação 
▪ É o mais comum! Constituído por 1 corpo celular e mais de 2 ramificações (1 
ramificação longa que é o axônio e várias ramificações encerrando nos 
dendritos, chamada de arborização proximal). 
 
 
o Sinapse: Região aonde 1 neurônio encontra com outro neurônio ou célula-alvo. 
 
o Anatomia da sinapse: 
 
▪ Entretanto, as sinapses nunca são simples assim. Normalmente, 1 neurônio faz 
sinapses com milhares de outros neurônios. 
 
 
• Neurônios aferentes e eferentes compõem o SNP 
o Neurônios Eferentes: Ele sai do SNC e vai até a extremidade do nosso corpo. 
o Neurônios Aferentes: Saem da extremidade do corpo para o SNC. 
Dica: 
- Eferente → Embaixo → Sai do SNC para baixo. 
- Aferente → Acima → Sai da extremidade para cima. 
 
 
 
5. O SISTEMA NERVOSO CENTRAL É PROTEGIDO POR OSSOS, MENINGES E LÍQUOR. 
• OSSOS: Encéfalo (crânio) e medula espinhal (canal vertebral). 
• MENINGES: dispostas nessa ordem, de fora para dentro: DURA-MATER, ARACNÓIDEE PIA-
MATER. 
o DURA-MATER: É a mais externa e espessa das meninges; Ela fica aderida ao periósteo da 
caixa craniana; Não é aderida às vértebras, entre as vértebras e a dura-mater se forma o 
espaço EPIDURAL; 
o ARACNÓIDE: Projeta filamentos que se ligam na pia-mater (“teia de aranha” - aracnídeo) O 
espaço SUBARACNÓIDE onde se encontra o líquor; 
o PIA-MATER: Mais interna e aderida ao tecido nervoso. ** Anestesia raquidiana – no espaço 
subaracnóide Anestesia peridural – no espaço epidural 
 
 
 
 
• LÍQUOR ou LÍQUIDO CEFALORRAQUIDIANO (LCR): localizado entre a aracnoide e a pia-mater, 
num espaço chamado de subaracnoide. 
o O líquor é produzido no plexo coroide: 
▪ Existem 4 ventrículos no encéfalo: 2 ventrículos laterais, terceiro ventrículo ou 
ventrículo central, e quarto ventrículo. 
▪ O plexo coroide está localizado nos ventrículos laterais. 
 
 
 
o O líquor circula pelo espaço subaracnóide entre o encéfalo e a medula espinhal. 
▪ Tem a função te proteger o SNC contra choques mecânicos, protege o SNC de 
infecções, leva nutrientes e remove resíduos do metabolismo celular. 
▪ Hidrocefalia: acúmulo de LCF que comprime a massa encefálica, resultando em 
deficiências neurológicos. 
▪ Congênita: Animal nasce com a doença (infecção, má formação, etc). 
▪ Adquirida: Produção maior do que a reabsorção. E obstrução ao fluxo. 
 
 
6. ESTUDO DAS ESTRUTURAS DO ENCÉFALO 
• Os hemisférios cerebrais: 
o Divididos em direito e esquerdo pela FISSURA LONGITUDINAL DO CÉREBRO. 
o Caudalmente, são separados do cerebelo pela FISSURA TRANSVERSA. 
o Possuem os lobos: 
• FRONTAL – motor 
• PARIETAL – motor e sensitivo 
• TEMPORAL – sensitiva, auditiva e sistema límbico (sentimentos e emoções) 
• OCCIPITAL – visual 
• PIRIFORME – sistema límbico e olfação 
 
 
 
 
• Hipocampo: localizado no interior dos hemisférios cerebrais e controle do comportamento 
(aprendizagem, memória, instinto) 
 
 
 
• Diencéfalo: 
o PINEAL: Produz melatonina – regula o ciclo vigília-sono e as gônadas 
o HIPOTÁLAMO: Região rostral – regulação de temperatura. Região intermediária – 
centros da fome, saciedade, diurese (ADH) e sistema endócrino 
o QUIASMA ÓPTICO: Parte do sistema visual aonde ocorre o cruzamento de parte dos 
neurônios do nervo óptico. 
 
• Mesencéfalo: 
o Origem do nervo oculomotor. 
o Pedúnculo cerebral – grupos de fibras que unem encéfalo e ME. 
 
• Metencéfalo: ventral (Ponte) e dorsal (cerebelo). 
 
• Mielencéfalo Ou Medula Oblonga: do corpo metencéfalo ventral até a ME. 
o Possui: 
▪ Tratos ascendentes e descendentes 
▪ Formação reticular: Regulação do sono, da atividade dos neurônios motores, 
centros do vômito, respiratório e vasomotor 
▪ Nervos cranianos – IX, X, XI e XII. 
 
DIENCÉFALO MESENCÉFALO METENCÉFALO MIELENCÉFALO 
 
7. MEDULA ESPINHAL 
• Estrutura alongada, mais ou menos cilíndrica, com achatamento dorsoventral e variações de 
forma e tamanho: 
o Intumescência cervical: Origem dos nervos do membro torácico; 
o Intumescência lombar: Origem dos nervos do membro pélvico; 
o Cauda equina: Nervos dos últimos segmentos da medula espinhal. 
 
• Em corte transversal é possível observar uma estrutura central em formato de H ou borboleta, 
composta por substância cinzenta, que é dividida em: Cornos dorsais D e E; Cornos ventrais D e E. 
• A parte periférica da medula espinhal contém a substância branca e é dividida em 3 funículos de 
cada lado: Funículo dorsal, Funículo ventral, e Funículo lateral. 
• Os neurônios dentro da medula espinhal estão organizados de acordo com as suas funções. 
• Nos funículos, estão os TRATOS ASCENDENTES E DESCENDENTES de neurônios, agrupados em 
fascículos ou tratos. 
• Nos cornos, os neurônios também estão associados de acordo com as suas funções. 
 
 
 
7.1. OS NERVOS SÃO MISTOS, POSSUEM TANTO NEURÔNIO SENSITIVOS QUANTO MOTORES 
• Os filamentos radiculares saem da medula espinhal pelas superfícies dorsal e ventral formando as 
RAÍZES DORSAIS E VENTRAIS DA MEDULA ESPINHAL (ME); 
• Pela raiz dorsal trafegam as inform. sensitivas: a raiz dorsal possui um gânglio antes de entrar na ME. 
• Pela raiz ventral trafegam as informações motoras: Não possui gânglio. 
 
 
 
7.2. SISTEMA NERVOSO PERIFÉRICO 
• Nervos: são fitas esbranquiçadas ou acinzentadas que unem o SNC aos órgãos periféricos; Os 
nervos são compostos por axônios de neurônios. 
o NERVOS ESPINHAIS: saem da medula espinhal 
o NERVOS CRANIANOS: saem do encéfalo. 
• Gânglios: são dilatações presentes nos nervos aonde existe CORPO CELULAR DE NEURÔNIOS. 
• Terminações nervosas: são estruturas nas extremidades dos nervos espinhais e cranianos. 
 
• Número de nervos espinhais (NE) por espécie: 
o Equina: 42 pares; bovina: 37 pares; suína: 33, 34 ou 35 pare; e canina: 36 pares. 
 
 
 
 
 
• PLEXO BRAQUIAL: formado pelos nervos: supraescapular, subescapular, axilar, 
musculocutâneo, radia, mediano, ulnar, torácicos (lateral, dorsal e longo), peitoral e frênico. 
 
• Plexo lombossacral: formado pelos nervos: Ílio-hipogástrico, ílio-inguinal, genitofemoral, 
femoral, obturatório, glúteo cranial, glúteo caudal, isquiático e pudendo. 
 
PLEXO BRAQUIAL PLEXO LOMBOSSACRAL 
 
 
8. OS NERVOS CRANIANOS: São 12 pares de nervos cranianos que saem do encéfalo: I. olfatório 
(sensitivo), II. óptico (sensitivo); III. oculomotor (motor); IV. troclear (motor); V. trigêmio (misto); VI. 
abducente (motor); VII. facial (misto); VIII. vestibulococlear (sensitivo); IX. glossofaríngeo (misto); X. 
vago (misto); XI. acessório (motor); XII. hipoglosso (motor). 
 
 
• I – OLFATÓRIO: 
o Neurônios com corpo celular na mucosa nasal; 
o Axônios passam pela submucosa através da placa cribiforme do osso etmoide; 
o Terminais axonais se projetam para o bulbo olfatório, lobo piriforme e sistema límbico 
(emoções); 
o Lesões do nervo: incomuns, mas a disseminação de infecção do nariz para o SNC pode ocorrer; 
o Perda do olfato = oclusão das vias que conduzem à mucosa olfatória. 
 
 
• II – ÓPTICO: 
o Neurônios com corpo celular na retina 
o Axônios passam pelas camadas do bulbo ocular e atravessam o crânio pelo canal óptico 
o Terminais axonais se projetam para o lobo occipital 
o Lesões do nervo: comum; consequências dependem da posição da lesão. 
 
 
• V - TRIGÊMEO 
o Fibras sensitivas: mm. Cutâneos da cabeça, estruturas das cavidades nasal e oral 
o Fibras motoras: mm. Da mastigação 
o Dá origem aos nervos oftálmico (fissura orbitária), maxilar (forame redondo) e mandibular 
(forame oval). 
o N. oftálmico: sensorial para o canto medial do olho e para a pele circundante 
 
o Lesões do N. trigêmeo: 
▪ Deficiências sensoriais nos territórios por ele inervados; 
▪ Irritação facial crônica; 
▪ Lesão unilateral do n. mandibular causa atrofia da musculatura; 
▪ Lesão bilateral do n. mandibular causa queda da mandíbula; 
o Teste motor, que avalia a capacidade do animal de fechar a boca e o tônus muscular da 
mandíbula; 
o Teste sensitivo, que avalia o reflexo palpebral nos três ramos, a sensibilidade facial através de 
estímulo nocivo (beliscar a pele por exemplo), e a sensibilidade da mucosa nasal. 
o Paralisia idiopática do trigêmeo no Jorge: https://youtu.be/MnR9218qCV8 
 
• VI – FACIAL 
o Fibras sensitivas, motoras e do SNA parassimpático 
o Mm. Auriculares, faciais (miméticos), digástrico, orelha média, glândulas nasais, lacrimal e 
salivar (exceto parótida). 
o Lesões do N. facial: muito comuns: Depende do local: 
▪ Mais central: todo o campo facial e perda da atividade secretora das gls. 
Lacrimal e salivares; 
▪ Mais periférica: depende da ramificação do n. afetado 
▪ Causas: otite, hipotireoidismo, neoplasia e traumatismos 
▪ SCs: queda da orelha, incapacidade de fechar os olhos, paralisia dos mm das 
bochechas (acúmulo de alimento no vestíbulo oral);perda de simetria do 
focinho; 
▪ Fonte: Neurobicho https://youtu.be/XjoiNHRCLDo• X - VAGO 
o Maior nervo craniano misto: fibras do SNA simpático e parassimpático 
o Passagem das fibras pelo forame jugular 
 
 
o Sistema nervoso autônomo: 
▪ Realiza o controle das funções viscerais; Subdivide-se em simpático e 
parassimpático. 
▪ Diferem quanto: I. A localização na ME; II. A disposição das fibras para as 
vísceras; III. Aos efeitos nas vísceras e glândulas; e IV. Quanto ao 
neurotransmissor liberado. 
https://youtu.be/MnR9218qCV8
https://youtu.be/XjoiNHRCLDo
 
 
 
Estudo dirigido 
1) Descreva o caminho percorrido por um estímulo dentro do corpo dos animais até a execução de uma 
resposta ao estímulo. 
 
2) Como o sistema nervoso é dividido? Apresente as suas partes principais. 
 
3) Nomeie e cite o evento que ocorre em cada parte do neurônio. 
 
4) Diferencie neurônios aferentes de eferentes e somáticos de viscerais. 
 
5) Do que são compostas as substâncias branca e cinzenta? 
 
6) Diferencie a localização das substâncias branca e cinzenta no SNC. 
 
7) Apresente o formato da medula espinhal. 
 
8) Nomeie as estruturas observadas em um corte transversal da medula espinhal? 
 
9) Como podem ser classificados os neurônios? 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ARTROLOGIA 
 
1. OBJETIVOS: Aprender a definição de articulação, tipos de articulações, estruturas anatômicas que 
compõem as articulações, formato das superfícies articulares e está relacionado com o tipo de 
movimento que a articulação permite. 
2. DEFINIÇÃO: É a união de dois ou mais ossos que permite algum tipo de movimento. O tipo de 
movimento que a articulação permite está relacionado com o formato dos ossos que se articulam e com 
o tipo de tecido que une os ossos. 
 
3. CLASSIFICAÇÃO DA ARTICULAÇÃO DE ACORDO COM O TIPO DE TECIDO ENTRE OS OSSOS 
• Fibrosa: suturas, sindesmoses e gonfoses. 
• Cartilaginosa: sincondrose e sínfise. 
• Sinovial 
 
 
4. ARTICULAÇÕES FIBROSA 
1. Suturas: 
• • Encontradas entre os ossos da cabeça 
• Possui tecido conjuntivo fibroso entre os ossos: Alta resistência à tração, pouca elasticidade, 
imóvel. 
• Classificadas de acordo com o formato dos bordos dos ossos: 
o S. PLANAS: Quando a união entre os bordos dos ossos é linear, retilínea. Ex. sutura internasal. 
 
o S. ESCAMOSA: Quando a união entre os bordos dos ossos é em bisel. Ex. entre os ossos parietal 
e temporal. 
 
 
 
o S. SERREADA: Quando a união entre os bordos dos ossos é como uma linha denteada. Ex.sutura 
entre os ossos parietal e occipital e entre os ossos parietais 
 
 
o S. FOLHEADA: Quando a união entre os bordos dos ossos ocorre através de um encaixe. Ex. 
sutura entre os ossos zigomático e maxilar. 
 
o S. ESQUINDILES: Quando a união entre os bordos dos ossos ocorre através de um encaixe; Ex. 
sutura entre os ossos esfenoide e vômer 
 
 
2. Nomenclatura das suturas 
• Salvo exceções, o nome das suturas recebe o nome dos ossos que se articulam, seguindo a regra: 
o Primeiro o nome do osso mais dorsal ou caudal 
o Segundo o nome do osso mais ventral ou rostral 
 
 
 
3. Sindesmoses 
• Ocorre nos membros torácicos e pélvicos. 
o Rádio e ulna: Entre metacarpos (Bovino e equino) 
o Tíbia e fíbula: Entre metatarsos (Bovino e equino) 
• Com o aumento da idade as articulações fibrosas sofrem processo de ossificação: SINOSTOSE. 
• Etimologia União - Ossos – Processo. Esse termo também pode ser utilizado para descrever a 
consolidação de fraturas. 
 
4. GONFOSES 
• Implantação dos dentes nos alvéolos – articulação dento-alveolar. 
• Os dentes ligam-se aos alvéolos pelos ligamentos periodontais que unem o cemento dos dentes 
ao osso alveolar permitindo certo movimento. 
 
 
5. Articulações Cartilaginosas 
• Possui tecido cartilaginoso entre os ossos 
• 2 tipos de cartilagem: HIALINA (sincondrose) e FIBROSA (sínfise) 
o SINCONDROSE: Tipo temporário de articulação – a CARTILAGEM HIALINA é convertida 
em OSSO antes da idade adulta. 
▪ EPÍFISES ÓSSEAS NÃO FUSIONADAS: 
• Animais jovens - PLACA EPIFISÁRIA – de crescimento ósseo 
• Cartilagem hialina que sofre ossificação 
• Animal adulto - LINHA EPIFISÁRIA 
 
o SÍNFISE: Quando a cartilagem entre os ossos é do tipo FIBROSA e pode haver ossificação 
da cartilagem. Ex. Sínfise pélvica; discos intervertebrais entre os corpos das vértebras. 
o Os movimentos permitidos por esse tipo de articulação são limitados. 
6. Articulação Sinovial: 
• A maioria das articulações nos animais são sinoviais; 
• Apesentam livre deslizamento entre as superfícies ósseas devido ao LÍQUIDO SINOVIAL; 
• As articulações sinoviais são compostas por diversas estruturas anatômicas. 
 
 
• Estruturas anatômicas que compõem as articulações sinoviais: 
o Elementos presentes em todas as articulações sinoviais: 1) Superfícies ósseas articulares 
2) Cartilagens articulares 3) Cavidade articular 4) Cápsula articular 5) Líquido sinovial. 
o Podem ou não compor as articulações sinoviais: 6) Ligamentos 7) Discos e meniscos 
articulares 8) Lábios articulares. 
 
• 1) Superfícies ósseas articulares: Partes dos ossos que mantém contato em uma articulação. São 
lisas e tem formatos variáveis. 
 
 
• 2) Cartilagens articulares: 
o Cartilagem hialina que reveste a superfície óssea articular; A espessura da cartilagem é 
maior em articulações que sofrem maior pressão e atrito; Aspecto liso, polido, 
esbranquiçado. 
o NÃO POSSUEM INERVAÇÃO E SÃO AVASCULARES; 
o “As lesões condrais podem ser causadas por estímulos metabólicos, genéticos, 
vasculares e traumáticos e são classificadas de acordo com o tamanho e espessura da 
cartilagem acometida. 
o COMO É A RECUPERAÇÃO DE UMA LESÃO ARTICULAR? Lenta. O médico veterinário 
deve atuar em diversas frentes (antiinflamatórios, repositores de cartilagem por longo 
período) para auxiliar a recuperação articular. 
 
• 3) Cavidade articular: É o espaço entre os ossos que se articulam; É delimitado pelo CÁPSULA 
ARTICULAR que envolve externamente a articulação. 
 
 
• 4) Cápsula articular: Camada de tecido conjuntivo que envolve externamente toda a articulação 
sinovial. Possui 2 camadas: Membrana fibrosa – externa e Membrana sinovial – interna. 
• 4.1) A membrana sinovial: 
o Recobre toda a cavidade articular internamente exceto as áreas de cartilagens 
articulares; É vascularizada e inervada; 
o É responsável pela produção do líquido sinovial: a sua produção tem como base o 
plasma sanguíneo – ultrafiltrado do plasma. 
o A sua superfície é rica em estruturas digitiformes. 
 
 
• 5) Líquido sinovial 
o Funções: lubrificar e nutrir as cartilagens articulares que são avasculares; 
o Composição: mucina (proteína responsável pela viscosidade), ácido hialurônico, O2 , 
CO2 e nutrientes; 
o Coloração: transparente a amarelo-acastanhada; 
o Volume: relacionado com o tamanho da articulação; 20 – 40 mL em equinos e bovinos; 
maior volume quanto mais ativo o animal. 
 
• 6) Ligamentos 
o Fortes feixes compostos por: tecido conjuntivo fibroso (branco), fibras elásticas 
(amarelas) e fibras colágenas. 
o Tem fibras nervosas sensitivas e proprioceptivas (registram a postura e angulação da 
articulação); 
o Tem a função de manter os ossos unidos e articulados corretamente. 
o Tipos de ligamentos: 
▪ EXTRACAPSULARES ou ligamentos colaterais: Liga os ossos à cápsula articular. 
▪ INTRA-ARTICULARES OU INTERÓSSEOS: Liga os ossos entre si; Localizados 
dentro da cavidade articular. 
 
• 7) Discos e meniscos articulares 
o São placas de fibrocartilagem que estão localizadas entre as cartilagens articulares 
o DISCOS – dividem completamente a cavidade articular. Ex.: articulação 
temporomandibular (ATM) 
o MENISCOS – dividem parcialmente a cavidade articular. Ex.: articulação femorotibial. 
 
• 8) Lábios articulares 
o Cartilagens articulares localizadas nos bordos de uma superfície articular, aumentando 
a área articular 
o Na cavidade glenoidal da escápula é necessário um aumento da superfície articular para 
receber a cabeça do úmero7. CLASSIFICAÇÃO DAS ARTICULAÇÕES SINOVIAIS 
• De acordo com o número de movimentos que a articulação permite 
• Podem realizar movimentos em torno de: 
o 1 eixo – MONOAXIAL OU UNIAXIAL: ex.: art. do cotovelo 
o 2 eixos – BIAXIAL. ex.: art. do joelho 
o 3 eixos – TRIAXIAL OU MULTIAXIAL. ex.: art. do quadril 
 
• Tipos de movimentos executados pelas articulações sinoviais: 
o Deslizamento: Tipo mais simples de movimento. Quando uma superfície articular 
desliza sobre a outra. 
o Angulares: extensão, flexão, adução e abdução. 
▪ Flexão: quando o ângulo entre os ossos diminui com o movimento 
▪ Extensão: quando o ângulo entre os ossos aumenta 
▪ Adução: quando um segmento desloca-se EM DIREÇÃO AO PLANO MEDIANO 
ou quando os dedos movem-se em direção ao eixo do membro 
▪ Abdução: quando um segmento afasta-se do plano mediano ou quando os 
dedos afastam-se do eixo do membro 
o Circundução: Forma de movimento que ocorre quando o eixo de um membro descreve 
segmento de cone. Envolve os movimentos de flexão, extensão, adução e abdução de 
uma articulação. 
o Rotação: Rotação ao redor de um eixo longitudinal. Ex. movimento do pescoço. 
 
• De acordo com a forma das superfícies articulares 
o PLANA: Superfícies articulares planas ou levemente curvas permitem o DESLIZAMENTO. 
Ex.: art sacro-ilíaca, intercárpica, intertársica. 
 
o GÍNGLIMO (dobradiça): Existe encaixe entre as superfícies articulares que realizam 
movimentos de FLEXÃO E EXTENSÃO. Ex.: art. Cotovelo (úmero-radial, úmero-ulnar e 
rádio-ulnar proximal) 
 
o TROCÓIDE: As superfícies articulares são segmentos de cilindro e possibilitam o 
movimento de ROTAÇÃO Ex.: articulação do Atlanto-axia. 
 
o CONDILAR ou ELIPSÓIDE: As superfícies articulares possuem a forma elíptica e 
apresentam os movimentos de FLEXÃO, EXTENSÃO, rotação, adução e abdução Ex.: Art. 
femorotibial e temporomandibular. 
 
o EM SELA: Superfícies articulares em forma de sela; Segmento proximal convexo e distal 
côncavo; Movimentos de flexão, extensão, adução e abdução. Ex.: art. interfalângicas 
 
o ESFERÓIDE: Superfícies articulares com a forma de segmento de esfera; Movimento: 
circundução e rotação. Ex.: art. Do úmero e do quadril 
 
 
PLANA GÍNGLIMO TROCÓIDE CONDILAR EM SELA ESFERÓIDE 
 
 
 
 
 
 
o EXEMPLO DE ARTICULAÇÕES: 
▪ Articulação do cotovelo: 
• Ligamento colateral medial e lateral 
• Ligamento radio-ulnar lateral 
▪ Articulação do quadril – coxofemoral 
• Ligamento intracapsular – fóvea da cabeça do fêmur 
▪ Articulação do joelho 
• Ligamento patelar lateral, médio e medial3 
• Ligamentos colaterais medial e lateral 
• Ligamento femoropatelar – coberto pelos tendões dos mm sartório e 
semimembranoso medialmente, e pela aponeurose do m bíceps do 
braço lateralmente 
• Ligamento cruzado cranial – ruptura movimento de gaveta cranial 
• Ligamento cruzado caudal - ruptura movimento de gaveta caudal 
• Meniscos 
 
 
 
Estudo dirigido 
1. Como são classificadas e qual o critério para classificação das articulações? 
2. Quais as estruturas que compõem as articulações sinoviais? 
3. Quais estão sempre presentes e quais podem estar presentes? 
4. Aonde está localizada e qual a importância da membrana sinovial? 
5. Quais os tipos de ligamentos que existem em uma articulação sinovial? 
6. Qual a diferença entre discos e meniscos? 
7. Quais os tipos de movimentos que as articulações permitem? 
8. Cite exemplos de articulações uniaxiais, biaxiais e triaxiais.

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