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Aula 07
Ministério do Trabalho (Auditor Fiscal do
Trabalho - AFT) Seguridade Social e
Legislação Previdenciária - 2023
(Pré-Edital)
Autor:
Rubens Mauricio Corrêa
15 de Dezembro de 2022
78664969515 - Maria Auxiliadora Silva Araujo
Rubens Mauricio Corrêa
Aula 07
Índice
..............................................................................................................................................................................................1) Salário-de-Benefício 3
..............................................................................................................................................................................................2) Fator Previdenciário 20
..............................................................................................................................................................................................3) Renda Mensal Inicial 28
..............................................................................................................................................................................................4) Data de Início do Benefício 67
..............................................................................................................................................................................................5) Data de Cessação do Benefício 88
..............................................................................................................................................................................................6) Questões - Benefícios - Parte 2 111
..............................................................................................................................................................................................7) Resumo - Benefícios - Parte 2 248
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SALÁRIO-DE-BENEFÍCIO 
CONCEITO 
Salário-de-benefício é o valor básico utilizado para cálculo da renda mensal dos 
benefícios de prestação continuada da Previdência Social (exceto o salário-família, 
salário-maternidade, pensão por morte e auxílio reclusão). 
Ou seja, o salário-de-benefício é o valor básico utilizado para cálculo da renda 
mensal dos seguintes benefícios: 
• aposentadoria por incapacidade permanente; 
• aposentadoria programada (por idade e tempo de contribuição); 
• aposentadoria por idade do trabalhador rural; 
• aposentadoria especial; 
• auxílio por incapacidade temporária; e 
• auxílio-acidente. 
 
Não serão calculados com base no salário-de-benefício o valor dos seguintes 
benefícios de prestação continuada da Previdência Social (porém utilizam 
INDIRETAMENTE o salário-de-benefício no seu cálculo, como estudaremos 
oportunamente): 
• pensão por morte (cálculo indireto por meio do salário-de-benefício); e 
• auxílio-reclusão (cálculo indireto por meio do salário-de-benefício). 
 
Por outro lado, não serão calculados com base no salário-de-benefício o valor dos 
seguintes benefícios de prestação continuada da Previdência Social: 
• salário-família; 
• salário-maternidade; e 
• os demais benefícios previstos em legislação especial. 
Podemos afirmar, em síntese, que o salário-de-benefício será utilizado, em regra, 
como valor base para o cálculo da renda mensal dos benefícios. 
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Como vimos, o salário-maternidade e o salário-família não são calculados com base 
no salário-de benefício, conforme estudaremos adiante, ainda nessa aula. 
Outrossim, a pensão por morte e o auxílio-reclusão, apesar da legislação 
previdenciária não utilizar diretamente o salário-de-benefício como forma de 
cálculo, serão calculados indiretamente por meio do salário-de-benefício, como 
estudaremos também nessa aula. 
 
CÁLCULO DO SALÁRIO-DE-BENEFÍCIO 
 
 
 
Para os benefícios de aposentadoria programada, aposentadoria especial, 
aposentadoria por incapacidade permanente, auxílio por incapacidade temporária 
e auxílio-acidente, o SALÁRIO-DE-BENEFÍCIO será a média aritmética simples dos 
salários-de-contribuição, considerados para a concessão do benefício atualizados 
monetariamente, correspondentes a 100% (cem por cento) do período contributivo 
desde a competência julho de 1994 ou desde o início da contribuição, se posterior 
àquela competência. 
Nos termos do art. 135-A, da Lei 8.213/91, recentemente incluído pela Lei nº 
14.331/22, foi estabelecido um divisor mínimo no cálculo do salário-de-benefício, 
conforme segue: 
Art. 135-A. Para o segurado filiado à Previdência Social até julho de 1994, no cálculo do 
salário de benefício das aposentadorias, exceto a aposentadoria por incapacidade 
permanente, o divisor considerado no cálculo da média dos salários de contribuição não 
poderá ser inferior a 108 (cento e oito) meses. 
 
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Em resumo, isso significa que para os benefícios requeridos após 05/05/2022 (data 
da publicação da Lei 14.331/2022), ao calcular a média dos salários de contribuição, 
o divisor (denominador) não poderá ser menor que 108. 
Dessa forma, ainda que o segurado tenha menos de 108 contribuições realizadas 
após JUL/1994 (data de início do período básico de cálculo), é necessário efetuar 
o cálculo da média dividindo a soma dos salários de contribuição por 108. 
Exemplo: Caso o segurado tenha realizado apenas 90 contribuições para 
o RGPS à partir de JUL/1994, o cálculo de seu SALÁRIO-DE-BENEFÍCIO 
será resultante da soma desses 90 salários-de-contribuição, considerados 
para a concessão do benefício e atualizados monetariamente, dividido por 
108 (e não mais dividido pelo número de contribuições que, no nosso 
exemplo, seria 90). 
 
Como pudemos observar, o salário-de-benefício é calculado com base nos salários-
de-contribuição do segurado. Salário-de-contribuição é, em regra, a base de 
cálculo da contribuição previdenciária dos segurados (exceto segurado especial), 
sobre a qual se calculou e houve incidência de contribuição previdenciária. 
Os salários-de-contribuição utilizados no cálculo do salário-de-benefício serão 
reajustados de acordo com a variação integral do INPC (Índice Nacional de Preços 
ao Consumidor), atualizando, desta forma, todos os salários-de-contribuição para 
valor presente. 
ATENÇÃO: O valor do salário-de-benefício não será inferior ao de um 
salário-mínimo, nem superior ao do limite máximo do salário-de-
contribuição, na data de início do benefício. 
 
Serão considerados para cálculo do salário-de-benefício os ganhos habituais do 
segurado empregado, a qualquer título, sob forma de moeda corrente ou de 
utilidades, sobre os quais tenha incidido contribuições previdenciárias, exceto o 
décimo-terceiro salário (gratificação natalina). 
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Obs.: Não será considerado, para o cálculo do salário-de-benefício, o aumento dos 
salários-de-contribuição que exceder o limite legal, inclusive o voluntariamente 
concedido nos 36 (trinta e seis) meses imediatamente anteriores ao início do 
benefício, salvo se homologado pela Justiça do Trabalho, resultante de promoção 
regulada por normas gerais da empresa, admitida pela legislaçãodo trabalho, de 
sentença normativa ou de reajustamento salarial obtido pela categoria respectiva. 
Assim, no momento do cálculo do salário-de-benefício, os seguintes passos serão 
seguidos: 
• serão levantados todos os salários-de-contribuição desde 07/1994, mês a 
mês; 
• todos esses salários serão multiplicados por um índice de correção, para 
trazê-los para um valor presente. Por exemplo: um salário de R$ 200,00 em 
1995, não vale o mesmo hoje. Somente saberemos o quanto vale hoje após 
a aplicação do índice de atualização. 
• É feita uma média aritmética simples de todos os salários-de-contribuição 
corrigidos. Para se fazer essa média, soma-se o valor de todos os salários 
corrigidos e divide-se pelo número de salários. Por exemplo, se um segurado 
possui 240 salários-de-contribuição para serem analisados, soma-se o valor 
atualizado desses 240 salários-de-contribuição e divide-se o resultado obtido 
por 240. 
• Contudo, para os benefícios requeridos após 05/05/2022 (data da publicação 
da Lei 14.331/2022), ao calcular a média dos salários de contribuição, o 
divisor (denominador) não poderá ser menor que 108. Assim, caso o 
segurado tenha menos de 108 contribuições realizadas após JUL/1994 (data 
de início do período básico de cálculo), é necessário efetuar o cálculo 
dividindo a soma dos salários de contribuição por 108. 
• Neste último caso, caso tenhamos apenas 90 salários-de-contribuição desde 
JUL/1994, teremos que somar o valor atualizado desses 90 salários-de-
contribuição e dividirmos por 108, para chegarmos ao valor do salário-de-
benefício. 
 
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ATENÇÃO: Se, no período básico de cálculo, o segurado tiver recebido 
benefícios por incapacidade, sua duração será contada para cálculo do 
salário-de-benefício. Neste período, considerar-se-á como salário-de-
contribuição o respectivo salário-de-benefício que serviu de base para o 
cálculo da renda mensal do benefício por incapacidade, reajustado nas 
mesmas épocas e bases dos benefícios em geral, não podendo ser 
inferior ao valor de 1 (um) salário-mínimo e nem superior ao limite máximo 
do salário-de-contribuição. 
O salário-de-benefício do segurado especial consiste, em regra, num valor 
equivalente ao salário-mínimo. No entanto, quando o segurado especial contribui, 
adicional e facultativamente, com 20% sobre o salário-de-contribuição, o salário-
de-benefício será calculado da mesma forma que o cálculo efetuado para os demais 
segurados. 
No cálculo do valor da renda mensal do benefício, inclusive o decorrente de 
acidente do trabalho, serão computados: 
• Para o segurado empregado, empregado doméstico e o trabalhador avulso: 
serão computados os salários-de-contribuição referentes aos meses de 
contribuições devidas, ainda que não recolhidas pela empresa ou pelo 
empregador doméstico; 
• Para o contribuinte individual, segurado especial e segurado facultativo: 
serão computados apenas os salários-de-contribuição referentes aos meses 
de contribuições efetivamente recolhidas. 
CONSIDERA-SE PERÍODO CONTRIBUTIVO 
 
- Para o empregado, empregado doméstico e trabalhador avulso: o 
conjunto de meses em que houve ou deveria ter havido contribuição em 
razão do exercício de atividade remunerada sujeita a filiação obrigatória 
ao RGPS. 
 
- Para os demais segurados, inclusive o facultativo: o conjunto de meses 
de efetiva contribuição ao RGPS. 
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Obs.: Para o segurado empregado, inclusive o doméstico, o trabalhador 
avulso e o segurado especial, o valor mensal do auxílio-acidente deverá 
integrar o salário-de-contribuição, para fins de cálculo do salário-de-
benefício de qualquer aposentadoria. O segurado especial que não 
contribuir facultativamente com a alíquota de 20% sobre o salário-de-
contribuição, o valor da aposentadoria será um salário-mínimo somado 
ao valor do auxílio-acidente que recebia na data de início da respectiva 
aposentadoria. 
 Ao segurado empregado, inclusive o doméstico, e ao trabalhador avulso que 
tenham cumprido todas as condições para a concessão do benefício pleiteado, mas 
não possam comprovar o valor de seus salários-de-contribuição no período básico 
de cálculo, será considerado, para o cálculo do benefício referente ao período sem 
comprovação do valor do salário de contribuição, o valor do salário-mínimo e essa 
renda será recalculada quando da apresentação de prova dos salários de 
contribuição. 
Quando inexistirem salários de contribuição a partir de julho de 1994, as 
aposentadorias terão o valor correspondente ao do salário-mínimo. Contudo, a 
renda mensal inicial pro rata (proporcional) dos benefícios concedidos com base 
em acordos internacionais, será proporcional ao tempo de contribuição para 
previdência social brasileira e poderá ter valor inferior ao do salário-mínimo. 
Para os segurados contribuinte individual e facultativo optantes pelo recolhimento 
trimestral, que tenham solicitado qualquer benefício previdenciário, o salário-de-
benefício consistirá na média aritmética simples de todos os salários-de-
contribuição integrantes da contribuição trimestral, desde que efetivamente 
recolhidos. 
No cálculo do salário-de-benefício serão considerados os salário-de-contribuição 
vertidos para regime próprio de previdência social de segurado oriundo desse 
regime, após a sua filiação ao Regime Geral de Previdência Social. 
 
 
 
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Para fins do cálculo das aposentadorias programadas (aposentadorias programada, 
especial e por idade do trabalhador rural e as aposentadorias transitórias por idade 
e por tempo de contribuição) para as quais seja exigido tempo mínimo de 
contribuição, existe a possibilidade de se excluir da média para cálculo do salário-
de-benefício os salários-de-contribuição que estejam reduzindo o valor do 
benefício, caso ele já tenha o tempo mínimo necessário para a concessão do 
benefício pleiteado. Entretanto, será vedada a utilização do tempo de contribuição 
referente para qualquer fim, inclusive para: 
• o acréscimo do percentual da renda mensal; 
• o somatório de pontos das aposentadorias por tempo de contribuição e 
especial; 
• o cumprimento de período adicional exigido para as aposentadorias por 
tempo de contribuição; 
• a averbação em outro regime previdenciário; ou 
• a obtenção dos proventos de inatividade. 
Exemplo: Vamos supor que um segurado do sexo masculino tenha 
trabalhado por 20 anos contribuindo sobre o limite máximo do salário-
de-contribuição. Após, trabalhou mais 1 ano recebendo um salário-
mínimo. Essas contribuições desse 1 ano no salário-mínimo diminuirão o 
salário-de-benefício do segurado, então existe a possibilidade de se 
excluir essas contribuições do cálculo. Entretanto, esse 1 ano de 
contribuição não será computado para qualquer fim, não podendo 
inclusive ser averbado em certidão de tempo de contribuição. É como se 
o segurado não tivesse trabalhado aquele ano. 
A exclusão de tais contribuições não altera o direito à aposentadoria previamente 
reconhecido, desde que mantida a quantidade de contribuições equivalentes ao 
período de carência e observado o tempo mínimo de contribuição necessário à 
elegibilidade da aposentadoria requerida. 
Todos os salários-de-contribuição utilizados no cálculo do salário-de-benefício 
serão corrigidos,mês a mês, de acordo com a variação integral do Índice Nacional 
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de Preço ao Consumidor - INPC, referente ao período decorrido a partir da primeira 
competência do salário-de-contribuição que compõe o período básico de cálculo 
até o mês anterior ao do início do benefício, de modo a preservar o seu valor real. 
Vejamos como tais assuntos já foram cobrados em prova: 
(FCC - Procurador Autárquico - MANAUSPREV – 2015). 
Conforme dispõe o Plano de Benefícios da Previdência Social em relação ao valor dos benefícios é 
correto afirmar: 
a) No auxílio por incapacidade temporária e no auxílio-acidente o salário-de-benefício consiste na 
média aritmética simples dos todos os últimos salários-de-contribuição dos meses imediatamente 
anteriores ao afastamento da atividade, até o máximo de trinta e seis, apurados em período não 
superior a quarenta e oito meses. 
b) Serão considerados para cálculo do salário-de-benefício os ganhos habituais do segurado 
empregado, a qualquer título, sob forma de moeda corrente ou de utilidades, sobre os quais tenha 
incidido contribuições previdenciárias, incluindo o décimo-terceiro salário. 
c) O valor do benefício de prestação continuada, inclusive o regido por norma especial, o decorrente 
de acidente do trabalho, o salário-família e o salário-maternidade, será calculado com base no 
salário-de-benefício. 
d) Na aposentadoria por idade e tempo de contribuição o salário-de-benefício consiste na média 
aritmética simples dos maiores salários-de-contribuição correspondentes a cem por cento de todo 
o período contributivo. 
e) Em nenhuma hipótese será considerado o aumento dos salários-de-contribuição que exceder o 
limite legal, inclusive o voluntariamente concedido nos trinta e seis meses imediatamente 
anteriores ao início do benefício, para o cálculo do salário-de-benefício. 
 
COMENTÁRIOS: 
Nessa questão é abordado o tema cálculo do Salário-de-benefício. Vamos consultar 
a Emenda Constitucional 103/19, pois ela nos dá as diretrizes de como esse cálculo 
deve ser feito. 
Art. 26. Até que lei discipline o cálculo dos benefícios do regime próprio de previdência social da 
União e do Regime Geral de Previdência Social, será utilizada a média aritmética simples dos 
salários-de-contribuição e das remunerações adotados como base para contribuições a regime 
próprio de previdência social e ao Regime Geral de Previdência Social, ou como base para 
contribuições decorrentes das atividades militares de que tratam os arts. 42 e 142 da Constituição 
Federal, atualizados monetariamente, correspondentes a 100% (cem por cento) do período 
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contributivo desde a competência julho de 1994 ou desde o início da contribuição, se posterior 
àquela competência. 
 
Com essa informação já podemos começar a avaliar as assertivas: 
a) No auxílio por incapacidade temporária e no auxílio-acidente o salário-de-benefício 
consiste na média aritmética simples dos todos os últimos salários-de-contribuição dos 
meses imediatamente anteriores ao afastamento da atividade, até o máximo de trinta e 
seis, apurados em período não superior a quarenta e oito meses. 
Incorreta, essa era a regra anterior, da Lei 9.876/99. Atualmente, para os benefícios de 
aposentadoria por incapacidade permanente, aposentadoria especial, auxílio por 
incapacidade temporária e auxílio-acidente, o salário-de-benefício consiste na média 
aritmética simples de todos os salários-de-contribuição considerados a partir de julho de 
1994. 
 
b) Serão considerados para cálculo do salário-de-benefício os ganhos habituais do 
segurado empregado, a qualquer título, sob forma de moeda corrente ou de utilidades, 
sobre os quais tenha incidido contribuições previdenciárias, incluindo o décimo-terceiro 
salário. 
Incorreta, pois gratificação natalina (Décimo Terceiro Salário), não entra na base de cálculo 
do salário-de-benefício. Vejamos o parágrafo terceiro do supracitado artigo 29: 
 Art. 29 (...) § 3º Serão considerados para cálculo do salário-de-benefício os ganhos habituais do 
segurado empregado, a qualquer título, sob forma de moeda corrente ou de utilidades, sobre os 
quais tenha incidido contribuições previdenciárias, exceto o décimo-terceiro salário (gratificação 
natalina). 
 
c) O valor do benefício de prestação continuada, inclusive o regido por norma especial, o 
decorrente de acidente do trabalho, o salário-família e o salário-maternidade, será 
calculado com base no salário-de-benefício. 
Incorreta, conforme podemos verificar nas exceções apresentadas no Art. 28 da Lei 
8.213/91: 
Art. 28. O valor do benefício de prestação continuada, inclusive o regido por norma especial e o 
decorrente de acidente do trabalho, exceto o salário-família e o salário-maternidade, será 
calculado com base no salário-de-benefício. 
 (Destaques Nossos). 
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d) Na aposentadoria por idade e tempo de contribuição o salário-de-benefício consiste na 
média aritmética simples dos maiores salários-de-contribuição correspondentes a cem por 
centro do período contributivo. 
Correta, conforme podemos verificar no Art. 26 acima transcrito. No entanto, para a 
aposentadoria por idade, o uso do fator previdenciário será sempre facultativo. 
 
e) Em nenhuma hipótese será considerado o aumento dos salários-de-contribuição que 
exceder o limite legal, inclusive o voluntariamente concedido nos trinta e seis meses 
imediatamente anteriores ao início do benefício, para o cálculo do salário-de-benefício. 
Incorreta, pois há exceções legais à afirmação acima, conforme podemos verificar no Art. 
29: 
Art. 29 § 4º Não será considerado, para o cálculo do salário-de-benefício, o aumento dos salários-
de-contribuição que exceder o limite legal, inclusive o voluntariamente concedido nos 36 (trinta e 
seis) meses imediatamente anteriores ao início do benefício, salvo se homologado pela Justiça do 
Trabalho, resultante de promoção regulada por normas gerais da empresa, admitida pela 
legislação do trabalho, de sentença normativa ou de reajustamento salarial obtido pela categoria 
respectiva. 
(Destaques Nossos). 
 
Gabarito: D 
 
(FCC - Auditor Público Externo – TCE/RS – 2014 - ADAPTADA). 
Nos Planos de Benefícios da Previdência Social, o Salário-de-benefício para as aposentadorias 
consiste no valor: 
a) da média aritmética simples dos salários-de-contribuição dos últimos trinta e seis meses, do 
período contributivo. 
b) da média aritmética simples dos maiores salários-de-contribuição correspondente a oitenta por 
cento de todo período contributivo. 
c) da média aritmética simples dos salários-de-contribuição dos últimos trinta e seis meses do 
período contributivo, multiplicada pelo fator previdenciário. 
d) equivalente ao salário-mínimo. 
e) da média aritmética simples dos salários-de-contribuição correspondentes a cem por cento de 
todo o período contributivo 
 
COMENTÁRIOS: 
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Nessa questão é abordado o tema cálculo do Salário-de-benefício, vamos consultar a Emenda 
Constitucional103/19, pois ela nos dá as diretrizes de como esse cálculo deve ser feito. 
Art. 26. Até que lei discipline o cálculo dos benefícios do regime próprio de previdência social da União e do 
Regime Geral de Previdência Social, será utilizada a média aritmética simples dos salários-de-contribuição e 
das remunerações adotados como base para contribuições a regime próprio de previdência social e ao Regime 
Geral de Previdência Social, ou como base para contribuições decorrentes das atividades militares de que 
tratam os arts. 42 e 142 da Constituição Federal, atualizados monetariamente, correspondentes a 100% (cem 
por cento) do período contributivo desde a competência julho de 1994 ou desde o início da contribuição, se 
posterior àquela competência. 
(grifos nossos) 
 
Vamos às assertivas: 
a) da média aritmética simples dos salários-de-contribuição dos últimos trinta e seis meses, do 
período contributivo. 
Incorreto, conforme podemos conferir nos artigos transcritos acima. 
 
b) da média aritmética simples dos maiores salários-de-contribuição correspondente a oitenta por 
cento de todo período contributivo. 
Incorreto, uma vez que será 100% e não 80% do período contributivo. 
 
c) da média aritmética simples dos salários-de-contribuição dos últimos trinta e seis meses do 
período contributivo, multiplicada pelo fator previdenciário. 
Incorreto, conforme podemos ver nos artigos transcritos acima. 
 
d) equivalente ao salário-mínimo. 
Incorreto, pois o valor é variável, com base nos salários-de-contribuição, conforme também 
podemos ver nos artigos transcritos acima. 
 
e) da média aritmética simples dos maiores salários-de-contribuição correspondentes a oitenta por 
cento de todo período contributivo, multiplicada pelo fator previdenciário. 
Correta, é isso que nos diz o artigo supra citado. 
 
Gabarito: E. 
 
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(CESPE - Auditor Fiscal do Trabalho – 2013). 
Em relação aos princípios e diretrizes da previdência social no Brasil, julgue o seguinte item. 
Para o cálculo dos valores dos benefícios previdenciários, são considerados os salários-de-
contribuição, sendo, no caso da aposentadoria especial, contabilizados os trinta e seis últimos 
salários, corrigidos monetariamente. 
( ) Certo 
( ) Errado 
 
COMENTÁRIOS: 
Vamos consultar a Emenda Constitucional 103/19, pois ela nos dá as diretrizes de como o 
cálculo do salário-de-benefício da aposentadoria especial deve ser feito. 
Art. 26. Até que lei discipline o cálculo dos benefícios do regime próprio de previdência social da União e do 
Regime Geral de Previdência Social, será utilizada a média aritmética simples dos salários-de-contribuição e 
das remunerações adotados como base para contribuições a regime próprio de previdência social e ao Regime 
Geral de Previdência Social, ou como base para contribuições decorrentes das atividades militares de que 
tratam os arts. 42 e 142 da Constituição Federal, atualizados monetariamente, correspondentes a 100% (cem 
por cento) do período contributivo desde a competência julho de 1994 ou desde o início da contribuição, se 
posterior àquela competência. 
 
Sendo assim, podemos concluir que a assertiva está incorreta, pois nada é mencionado sobre média 
aritmética dos últimos 36 meses de contribuição, conforme podemos verificar acima no dispositivo 
legal que rege o assunto. Trata-se de uma legislação antiga, não mais em vigor. 
 
Gabarito: ERRADO. 
 
 (CESPE – Analista – SERPRO – 2013). 
Com relação a cálculo e reajuste da renda mensal dos benefícios do RGPS, julgue o seguinte item. 
De acordo com a legislação previdenciária, o salário-de-benefício consiste no valor básico utilizado 
para cálculo da renda mensal dos benefícios de prestação continuada do RGPS. Assim, o cálculo 
desse valor para a aposentadoria por tempo de contribuição consiste na média aritmética simples 
dos maiores salários-de-contribuição correspondentes a 80% de todo o período contributivo, 
multiplicada pelo fator previdenciário. 
( ) Certo 
( ) Errado 
 
COMENTÁRIOS: 
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Essa questão exige seus conhecimentos sobre Salário-de-benefício, Vamos consultar a Emenda 
Constitucional 103/19, pois ela nos dá as diretrizes de como o cálculo do salário-de-benefício 
da aposentadoria especial deve ser feito. 
Art. 26. Até que lei discipline o cálculo dos benefícios do regime próprio de previdência social da União e do 
Regime Geral de Previdência Social, será utilizada a média aritmética simples dos salários-de-contribuição e 
das remunerações adotados como base para contribuições a regime próprio de previdência social e ao Regime 
Geral de Previdência Social, ou como base para contribuições decorrentes das atividades militares de que 
tratam os arts. 42 e 142 da Constituição Federal, atualizados monetariamente, correspondentes a 100% (cem 
por cento) do período contributivo desde a competência julho de 1994 ou desde o início da contribuição, se 
posterior àquela competência. 
(grifos nossos) 
 
Sendo assim, podemos concluir que a assertiva está ERRADA, uma vez que é considerado todo o 
período contributivo, e não 80%. 
 
Gabarito: ERRADO. 
 
(CESPE - Juiz do Trabalho - TRT 5ª Região – 2013) (QUESTÃO ADAPTADA). 
Conforme a legislação vigente, o valor da maior parte dos benefícios de prestação continuada da 
Previdência Social deve ser calculado com base no salário-de-benefício. Tratando-se de 
aposentadoria por idade e tempo de contribuição, esse salário-de-benefício equivale: 
À média aritmética simples dos maiores salários-de-contribuição correspondentes a 80% de todo o 
período contributivo, multiplicada pelo fator previdenciário. 
( ) Certo 
( ) Errado 
 
COMENTÁRIOS: 
Para os benefícios de aposentadoria programada (por idade e tempo de contribuição), 
aposentadoria especial, aposentadoria por incapacidade permanente, auxílio por incapacidade 
temporária e auxílio-acidente, será a média aritmética simples dos salários-de-contribuição e das 
remunerações adotados como base para ao Regime Geral de Previdência Social, atualizados 
monetariamente, correspondentes a 100% (cem por cento) do período contributivo desde a 
competência julho de 1994 ou desde o início da contribuição, se posterior àquela competência. 
A questão está errada ao afirmar que será a média aritmética simples dos salários-de-contribuição 
correspondentes a 80% de todo o período contributivo e também incorreta ao afirmar que haverá 
a aplicação do fator previdenciário. 
Gabarito: ERRADO. 
 
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 (CESPE - Juiz Federal - TRF 1ª Região – 2011) (QUESTÃO ADAPTADA). 
A respeito da renda mensal dos benefícios do RGPS, julgue a assertiva a seguir: 
Ao segurado trabalhador avulso que tenha cumprido todas as condições para a concessão do 
benefício pleiteado, mas não possa comprovar o valor dos seus salários-de-contribuição no período 
básico de cálculo, será concedido o benefício de valor mínimo, devendo esta renda ser recalculada 
quando da apresentação de prova dos salários-de-contribuição. 
( ) Certo 
( ) Errado 
 
COMENTÁRIOS: 
Essa questão testa seus conhecimentos sobre o salário-de-benefício, vamos consultar 
especificamente o art. 35 da Lei 8.213/91, que trata do tema: 
Art. 35. Ao segurado empregado, inclusive o doméstico,e ao trabalhador avulso que tenham 
cumprido todas as condições para a concessão do benefício pleiteado, mas não possam comprovar 
o valor de seus salários-de-contribuição no período básico de cálculo, será concedido o benefício de 
valor mínimo, devendo esta renda ser recalculada quando da apresentação de prova dos salários-
de-contribuição. 
 
Sendo assim podemos concluir que a assertiva está correta. 
 
Gabarito: CERTO. 
 
 (CESPE - Juiz Federal - TRF 1ª Região – 2011) (QUESTÃO ADAPTADA). 
A respeito da renda mensal dos benefícios do RGPS, julgue a assertiva a seguir: 
No cálculo do valor da renda mensal do benefício, com exceção do decorrente de acidente do 
trabalho, serão computados, para o segurado empregado e empregado doméstico, os salários-de-
contribuição referentes aos meses de contribuições devidas, ainda que não recolhidas pelo 
empregador, sem prejuízo da respectiva cobrança e da aplicação das penalidades cabíveis. 
( ) Certo 
( ) Errado 
 
COMENTÁRIOS: 
Essa questão testa seus conhecimentos sobre o salário-de-benefício, vamos consultar o art. 34 da 
Lei 8.213/91 que nos auxiliará nesta situação-problema: 
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Art. 34. No cálculo do valor da renda mensal do benefício, inclusive o decorrente de acidente do trabalho, 
serão computados: 
I - para o segurado empregado, inclusive o doméstico, e o trabalhador avulso, os salários-de-contribuição 
referentes aos meses de contribuições devidas, ainda que não recolhidas pela empresa ou pelo empregador 
doméstico, sem prejuízo da respectiva cobrança e da aplicação das penalidades cabíveis, observado o 
disposto no § 5o do art. 29-A; 
II - para o segurado empregado, inclusive o doméstico, o trabalhador avulso e o segurado especial, o valor 
mensal do auxílio-acidente, considerado como salário-de-contribuição para fins de concessão de qualquer 
aposentadoria, nos termos do art. 31; 
III - para os demais segurados, os salários-de-contribuição referentes aos meses de contribuições 
efetivamente recolhidas. 
(Destaques e Grifo Nossos). 
 
A regra prevista no enunciado aplica-se, inclusive, quando decorrente de acidente de trabalho. Esse 
é o erro da assertiva. 
 
Gabarito: ERRADO. 
 
 (CESPE - Juiz Federal - TRF 2ª Região – 2011) (QUESTÃO ADAPTADA). 
Julgue a assertiva a seguir relativamente ao cálculo do valor dos benefícios previdenciários. 
Serão considerados para cálculo do salário-de-benefício os ganhos habituais do segurado 
empregado, a qualquer título, sob forma de moeda corrente ou de utilidades, sobre os quais 
incidam contribuições previdenciárias, incluindo-se a gratificação natalina. 
( ) Certo 
( ) Errado 
 
COMENTÁRIOS: 
Essa questão testa seus conhecimentos sobre o salário-de-benefício, vamos consultar o art. 29 da 
Lei 8.213/91, que assim dispõe: 
Art. 29. [...] § 3º Serão considerados para cálculo do salário-de-benefício os ganhos habituais do segurado 
empregado, a qualquer título, sob forma de moeda corrente ou de utilidades, sobre os quais tenha incidido 
contribuições previdenciárias, exceto o décimo-terceiro salário (gratificação natalina). 
(Destaque Nosso). 
 
Sendo assim podemos concluir que a assertiva está incorreta. 
Gabarito: ERRADO. 
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Salário-de-benefício
Salário-de-benefício é o valor básico utilizado para
cálculo da renda mensal dos benefícios de
prestação continuada da Previdência Social
(exceto o salário-família e o salário-maternidade).
Fórmula = M
Média 
aritmética*
Aposentadoria por incapacidade permanente
Aposentadoria especial (idade + tempo de contribuição)
Auxílio por incapacidade temporária
Auxílio-acidente
Pensão por morte (cálculo indireto pelo salário de benefício)
Auxílio-reclusão (cálculo indireto pelo salário de benefício)
Aposentadoria programada (idade + tempo de contribuição)
O salário-maternidade e o salário-família
não serão calculados com base no salário-de-benefício
M = Média aritmética simples dos salários de
contribuição e das remunerações adotados como base
para ao Regime Geral de Previdência Social,
atualizados monetariamente, correspondentes a 100%
(cem por cento) do período contributivo desde a
competência julho de 1994 ou desde o início da
contribuição, se posterior àquela competência.
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SALÁRIO-DE-BENEFÍCIO (ATIVIDADES CONCOMITANTES) 
O salário-de-benefício do segurado que contribuir em razão de atividades 
concomitantes será calculado com base na soma dos salários-de-contribuição das 
atividades exercidas na data do requerimento ou do óbito, ou no período básico 
de cálculo. 
Entretanto, isso não se aplica ao segurado que, em obediência ao limite máximo 
do salário-de-contribuição, contribuiu apenas por uma das atividades 
concomitantes ou que tenha sofrido redução do salário-de-contribuição das 
atividades concomitantes em respeito ao limite máximo desse salário. 
Sendo assim, um segurado que possui dois empregos não terá direito a duas 
aposentadorias, já que a aposentadoria no RGPS é única. Entretanto, no momento 
do cálculo do seu benefício, os salários dos dois empregos serão somados, até que 
a soma atinja o limite máximo do salário-de-contribuição. 
O salário de benefício do auxílio por incapacidade temporária será calculado com 
base na soma dos salários de contribuição referentes às atividades para as quais o 
segurado seja considerado incapacitado. 
 
 
 
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FATOR PREVIDENCIÁRIO 
CONCEITO 
Com a publicação da Reforma da Previdência (EC 103/2019), o uso do fato 
previdenciário tornou-se bastante restrito, sendo utilizado apenas em uma das 
regras de transição, nos casos de direito adquirido e nas aposentadorias por idade 
e tempo de contribuição da pessoa com deficiência (nestes últimos casos, desde 
que seja mais vantajoso para o segurado). Trata-se o Fator Previdenciário de um 
coeficiente calculado, caso a caso, para ajustar, quando for o caso, o valor do 
salário-de-benefício da aposentadoria por tempo de contribuição e idade, aplicado 
na regra de transição do pedágio de 50% (que analisaremos oportunamente), 
objetivando inibir e desestimular aposentadorias precoces, levando-se em conta os 
seguintes elementos: 
• Idade do segurado; 
• Tempo de contribuição; 
• Expectativa de sobrevida; 
• Alíquota fixa de contribuição no valor de 0,31. 
Obs.: O cálculo é realizado mediante uma fórmula, conforme estudaremos no 
próximo item. 
Vejamos como tais assuntos já foram cobrados em prova: 
 
(FCC - Procurador do Município de São Luís – 2016 - ADAPTADA). 
No cálculo do valor das aposentadorias do Regime Geral de Previdência Social, o salário-de-
benefício consiste na média aritmética simples dos maiores salários-de-contribuição 
correspondentes a oitenta por cento de todo o período contributivo, 
a) multiplicada pelo fator previdenciário, na hipótese de incapacidade permanente. 
b) multiplicada pelo fator previdenciário, na hipótese de aposentadoria especial. 
c) multiplicada pelo fator previdenciário, nas hipóteses de aposentadoria especiale incapacidade 
permanente. 
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d) multiplicada pelo fator previdenciário, obrigatoriamente, nos casos de aposentadoria por tempo 
de contribuição e idade. 
e) multiplicada pelo fator previdenciário, facultativamente no caso de aposentadoria por tempo de 
contribuição da pessoa com deficiência. 
 
COMENTÁRIOS: 
Esta questão foi adaptada com as regras que passaram a viger depois da Reforma da Previdência. 
Com as novas regras, não haverá mais aplicação do fator previdenciário no cálculo das 
aposentadorias do RGPS, sendo este utilizado apenas quando for aplicada a regra de transição do 
pedágio de 50% e ainda nas aposentadorias por idade e tempo de contribuição da pessoa com 
deficiência, nestes últimos casos, desde que seja mais vantajoso para o segurado. 
Portanto, a alternativa correta foi a E, que diz: 
e) multiplicada pelo fator previdenciário, facultativamente no caso de aposentadoria por tempo de 
contribuição da pessoa com deficiência. 
 
Gabarito: E. 
 
(CESPE - Procurador do Estado de Pernambuco – 2018) (QUESTÃO ADAPTADA). 
Julgue o item a seguir: 
Em se tratando de prestações de aposentadorias do RGPS, o salário-de-benefício será: 
Multiplicado pelo fator previdenciário, obrigatoriamente, nas aposentadorias por tempo de 
contribuição e especial. 
( ) Certo 
( ) Errado 
 
COMENTÁRIOS: 
Com as novas regras da previdência social, não haverá mais aplicação do fator previdenciário no 
cálculo das aposentadorias do RGPS, sendo este utilizado apenas quando for aplicada a regra de 
transição do pedágio de 50% e ainda nas aposentadorias por idade e tempo de contribuição da 
pessoa com deficiência, nestes últimos casos, desde que seja mais vantajoso para o segurado. 
 
Gabarito: ERRADO. 
 
 
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(CESPE - Procurador do Estado de Pernambuco – 2018) (QUESTÃO ADAPTADA). 
Julgue o item a seguir: 
Em se tratando de prestações de aposentadorias do RGPS, o salário-de-benefício será: 
Multiplicado pelo fator previdenciário, facultativamente, apenas na aposentadoria por tempo de 
contribuição. 
( ) Certo 
( ) Errado 
 
COMENTÁRIOS: 
Com as novas regras da previdência social, não haverá mais aplicação do fator previdenciário no 
cálculo das aposentadorias do RGPS, sendo este utilizado apenas quando for aplicada a regra de 
transição do pedágio de 50% e ainda nas aposentadorias por idade e tempo de contribuição da 
pessoa com deficiência, nestes últimos casos, desde que seja mais vantajoso para o segurado. 
 
Gabarito: ERRADO. 
 
(CESPE - Procurador do Estado de Pernambuco – 2018) (QUESTÃO ADAPTADA). 
Julgue o item a seguir: 
Em se tratando de prestações de aposentadorias do RGPS, o salário-de-benefício será: 
Multiplicado pelo fator previdenciário, facultativamente, na aposentadoria por idade da pessoa com 
deficiência. 
( ) Certo 
( ) Errado 
 
COMENTÁRIOS: 
Com as novas regras da previdência social, não haverá mais aplicação do fator previdenciário no 
cálculo das aposentadorias do RGPS, sendo este utilizado apenas quando for aplicada a regra de 
transição do pedágio de 50% e ainda nas aposentadorias por idade e tempo de contribuição da 
pessoa com deficiência, nestes últimos casos, desde que seja mais vantajoso para o segurado. 
Sendo assim podemos concluir que a assertiva está correta. 
 
Gabarito: CERTO. 
 
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 (CESPE - Analista de Controle Externo – TCE/PE – 2017 - ADAPTADA). 
No item a seguir, é apresentada uma situação hipotética, seguida de uma assertiva a ser julgada a 
respeito de benefício previdenciário e contribuição para o RGPS e regime próprio de previdência 
social. 
Rita contribuiu para o RGPS por trinta anos, tendo sua renda mensal variado ao longo do período 
contributivo. Havendo cumprido os requisitos legais, Rita requereu o benefício de aposentadoria. 
Nessa situação, o valor do salário-de-benefício de Rita consistirá na média aritmética das últimas 
trinta e seis contribuições feitas para o RGPS. 
( ) Certo 
( ) Errado 
 
COMENTÁRIOS: 
Nessa questão é abordado o tema cálculo do Salário-de-benefício, vamos consultar a Emenda 
Constitucional 103/19, pois ela nos dá as diretrizes de como esse cálculo deve ser feito. 
Art. 26. Até que lei discipline o cálculo dos benefícios do regime próprio de previdência social da União e do 
Regime Geral de Previdência Social, será utilizada a média aritmética simples dos salários-de-contribuição e 
das remunerações adotados como base para contribuições a regime próprio de previdência social e ao Regime 
Geral de Previdência Social, ou como base para contribuições decorrentes das atividades militares de que 
tratam os arts. 42 e 142 da Constituição Federal, atualizados monetariamente, correspondentes a 100% (cem 
por cento) do período contributivo desde a competência julho de 1994 ou desde o início da contribuição, se 
posterior àquela competência. 
(grifos nossos) 
Sendo assim, podemos concluir que a assertiva está incorreta, levando-se em conta a situação 
descrita e a legislação em vigor, pois nada é falado sobre média aritmética dos últimos 36 meses de 
contribuição, conforme podemos verificar nos dispositivos legais acima. No entanto, até novembro 
de 1999, a aposentadoria por tempo de contribuição ainda era calculada pela média aritmética das 
últimas trinta e seis contribuições feitas para o RGPS. 
 
Gabarito: ERRADO. 
 
 (CESPE - Juiz do Trabalho - TRT 5ª Região – 2013) (QUESTÃO ADAPTADA). 
Conforme a legislação vigente, o valor da maior parte dos benefícios de prestação continuada da 
Previdência Social deve ser calculado com base no salário-de-benefício. Tratando-se de 
aposentadoria por idade, esse salário-de-benefício equivale: 
À média aritmética simples dos maiores salários-de-contribuição correspondentes a 80% de todo o 
período contributivo, multiplicada pelo fator previdenciário. 
( ) Certo 
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( ) Errado 
 
COMENTÁRIOS: 
Nessa questão é abordado o tema cálculo do Salário-de-benefício, vamos consultar a Emenda 
Constitucional 103/19, pois ela nos dá as diretrizes de como esse cálculo deve ser feito. 
Art. 26. Até que lei discipline o cálculo dos benefícios do regime próprio de previdência social da União e do 
Regime Geral de Previdência Social, será utilizada a média aritmética simples dos salários-de-contribuição e 
das remunerações adotados como base para contribuições a regime próprio de previdência social e ao Regime 
Geral de Previdência Social, ou como base para contribuições decorrentes das atividades militares de que 
tratam os arts. 42 e 142 da Constituição Federal, atualizados monetariamente, correspondentes a 100% (cem 
por cento) do período contributivo desde a competência julho de 1994 ou desde o início da contribuição, se 
posterior àquela competência. 
(grifos nossos) 
Sendo assim podemos concluir que a assertiva está ERRADA, será feita a média de todos os salários-
de-contribuição e não haverá aplicação do fator previdenciário. 
 
Gabarito: ERRADO. 
 
CÁLCULO DO FATORPREVIDENCIÁRIO 
Como acabamos de ver, o coeficiente do Fator Previdenciário será calculado, caso 
a caso, para ajustar o valor do salário-de-benefício da aposentadoria pela regra de 
transição do pedágio de 50% e caso seja mais vantajoso nos benefícios de 
aposentadoria por idade ou tempo de contribuição da pessoa com deficiência, 
além dos casos onde houver direito adquirido, levando-se em conta os seguintes 
elementos: 
• Idade do segurado; 
• Tempo de contribuição; 
• Expectativa de sobrevida; 
• Alíquota fixa de contribuição no valor de 0,31. 
 
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A expectativa de sobrevida do segurado será obtida a partir da tábua completa de 
mortalidade construída pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), 
para toda a população brasileira, considerando a média nacional única para ambos 
os sexos, sem levar em conta, portanto, uma tabela de expectativa de sobrevida 
específica para homens e outra para mulheres. 
Ou seja, mesmo as mulheres tendo uma maior expectativa de vida, não haverá 
nenhum prejuízo para elas, pois será considerada a média entre homens e 
mulheres. 
 
Idade 
Exata 
Expectativa 
de Vida 
 Idade 
Exata 
Expectativa 
de Vida 
40 39,1 
 
61 21,5 
41 38,2 
 
62 20,7 
42 37,3 
 
63 20,0 
43 36,4 
 
64 19,3 
44 35,5 
 
65 18,5 
45 34,7 
 
66 17,8 
46 33,8 
 
67 17,1 
47 32,9 
 
68 16,4 
48 32,1 
 
69 15,8 
49 31,2 
 
70 15,1 
50 30,3 
 
71 14,5 
51 29,5 
 
72 13,8 
52 28,7 
 
73 13,2 
FATOR PREVIDENCIÁRIO
ELEMENTOS PARA
O CÁLCULO
Id = IDADE DO SEGURADO
Tc = TEMPO DE CONTRIBUIÇÃO
Es = EXPECTATIVA DE SOBREVIDA
CALCULADA COM BASES 
ESTATÍSTICAS PELO IBGE
a = ALÍQUOTA DE CONTRIBUIÇÃO = 0,31
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53 27,8 
 
74 12,6 
54 27,0 
 
75 12,1 
55 26,2 
 
76 11,5 
56 25,4 
 
77 11,0 
57 24,6 
 
78 10,5 
58 23,8 
 
79 10,0 
59 23,0 
 
80 ou mais 9,5 
60 22,3 
 
Para efeito da aplicação do fator previdenciário, serão adicionados ao tempo de 
contribuição do segurado: 
 I - cinco anos, quando se tratar de mulher; 
 II - cinco anos, quando se tratar de professor que comprovem exclusivamente 
tempo de efetivo exercício das funções de magistério na educação infantil e no 
ensino fundamental e médio. 
 III - dez anos, quando se tratar de professora, que comprovem exclusivamente 
tempo de efetivo exercício das funções de magistério na educação infantil e no 
ensino fundamental e médio. 
O valor do fator previdenciário, após ser calculado, poderá resultar em 3 situações 
possíveis: 
• Fator Previdenciário > 1 (aumenta o valor do salário-de-benefício); 
• Fator Previdenciário = 1 (não interfere no valor do salário-de-benefício); 
• Fator Previdenciário < 1 (reduz o valor do salário-de-benefício). 
 
Em relação aos elementos que compõe o Fator Previdenciário, podemos chegar às 
seguintes conclusões: 
 
1. Quanto maior a idade, maior será o fator previdenciário (aumentando o 
salário-de-benefício); 
2. Quanto maior for o tempo de contribuição, maior será o fator previdenciário 
(aumentando o salário-de-benefício); 
3. Quanto maior for a expectativa de sobrevida, menor será p fator 
previdenciário (reduzindo o salário-de-benefício). 
 
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Exemplo de Cálculo: 
Consideremos a seguinte situação em relação à segurada Clotilde: 
Idade: 52 anos 
Tempo de Contribuição com deficiência leve: 28 anos 
Expectativa de Sobrevida: 28,7 
 
Diante das informações acima, podemos observar que Clotilde possui tempo 
suficiente para solicitar sua aposentadoria por tempo de contribuição da pessoa 
com deficiência. 
Vamos montar a equação: 
Id = 52 
Tc = 28 + 5 = 33 (para mulheres, temos que acrescentar 5 pontos) 
Es = 28,7 
A = 0,31 (valor fixo para qualquer cálculo) 
 
 
 
f = 33 x 0,31 x [1 + (52 + 33 x 0,31) ] = 0,378 x [1,6223] = 0,613 
 28,7 100 
 
Como o fator previdenciário (f) = 0,613 é menor que 1, ele não será aplicado no 
benefício de Clotilde. 
 
FATOR PREVIDENCIÁRIO
ELEMENTOS PARA
O CÁLCULO
Id = IDADE DO SEGURADO
Tc = TEMPO DE CONTRIBUIÇÃO
Es = EXPECTATIVA DE SOBREVIDA
CALCULADA COM BASES 
ESTATÍSTICAS PELO IBGE
a = ALÍQUOTA DE CONTRIBUIÇÃO = 0,31
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RENDA MENSAL INICIAL - RMI 
CONCEITO 
Considera-se renda mensal inicial o valor do benefício que será efetivamente pago 
ao beneficiário, logo após sua concessão, sem levar em conta os reajustes 
posteriores a que estiver sujeito, para preservar o real valor do benefício. 
Exceto o salário-família e o salário-maternidade (que não utilizam o salário-de-
benefício no cálculo de sua renda mensal inicial), bem como a pensão por morte e 
auxílio reclusão (que são calculados utilizando o salário de benefício de forma 
indireta), todos os demais benefícios previdenciários serão calculados por meio da 
aplicação de um percentual previsto em lei sobre o respectivo salário-de-benefício. 
A renda mensal inicial do benefício será calculada a partir da aplicação dos 
percentuais definidos em lei e ratificados no Regulamento da Previdência Social 
(Decreto 3.048/99), para cada espécie, sobre o salário de benefício. 
 
 
Renda Mensal Inicial - RMI
Considera-se renda mensal inicial (RMI) o valor do
benefício que será efetivamente pago ao beneficiário,
logo após sua concessão, sem levar em conta os
reajustes posteriores a que estiver sujeito, para
preservar o real valor do benefício.
ATENÇÃO: Exceto o salário-família e o salário-maternidade, que são
calculados de forma diversa, todos os demais benefícios
previdenciários serão calculados por meio da aplicação de um
percentual previsto em lei sobre o respectivo salário-de-benefício.
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Limites da Renda Mensal do Benefício 
Em regra, a renda mensal de benefício de prestação continuada que substituir o 
salário de contribuição ou o rendimento do trabalho do segurado não poderá ser 
inferior a um salário-mínimo mensal e nem superior ao limite máximo do salário-de-
contribuição. No entanto, existem algumas exceções que devem ser observadas: 
• Aposentadoria por incapacidade permanente: caso o segurado necessite a 
assistência permanente de outra pessoa, terá direito a um acréscimo de 25% 
no valor de sua aposentadoria por incapacidade permanente. Neste caso, 
com o acréscimo de 25% o valor da renda inicial do benefício superar o limite 
máximo do salário-de-contribuição; 
• Salário-maternidade: para a segurada empregada e trabalhadora avulsa, a 
renda mensal inicial do salário-maternidade será igual à sua remuneração 
integral, podendo, portanto, superar o limite máximo do salário-de-
contribuição; 
• Auxílio-acidente e salário-família: poderão ter valores inferiores ao do salário-
mínimo mensal,pois não substituem a renda mensal do segurado (segurados 
recebem tais valores em conjunto com a sua remuneração pelo trabalho); 
• Auxílio por incapacidade temporária: O auxílio por incapacidade temporária 
do segurado que exercer mais de uma atividade abrangida pela previdência 
social será devido mesmo no caso de incapacidade apenas para o exercício 
de uma delas. Neste caso, o auxílio por incapacidade temporária será 
concedido em relação apenas à atividade para a qual o segurado estiver 
incapacitado, podendo seu valor, em tal circunstância, ser inferior ao salário-
RMI = % x SB
EM REGRA
SALÁRIO DE 
BENEFÍCIO
RENDA MENSAL 
INICIAL
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mínimo mensal (desde que somado às demais remunerações recebidas pelas 
outras atividades para as quais não se incapacitou, resultar valor superior ao 
salário-mínimo mensal). 
O valor dos benefícios de pensão por morte e auxílio-reclusão (que são devidos 
apenas aos dependentes, e não aos segurados), não poderão ter seu valor global 
inferior ao salário-mínimo mensal. No entanto, a cota individual de cada 
dependente poderá ser inferior ao salário-mínimo. 
Observação: Como vimos, existem alguns casos em que a renda mensal 
inicial poderá ser maior do que o limite máximo do salário-de-
contribuição e menor do que o salário-mínimo. No entanto, em relação 
ao salário-de-benefício (utilizado para cálculo da renda mensal inicial), 
não existe exceção, ou seja, o salário-de-benefício nunca poderá ser 
inferior ao salário-mínimo e nem superior ao limite máximo do salário-de-
contribuição. 
É devido abono anual ao segurado e ao dependente da Previdência Social que, 
durante o ano, recebeu auxílio por incapacidade temporária, auxílio-acidente ou 
aposentadoria, salário-maternidade, pensão por morte ou auxílio-reclusão. Trata-
se de pagamento equivalente ao 13º salário (gratificação natalina). 
O abono anual será calculado, no que couber, da mesma forma que a Gratificação 
de Natal dos trabalhadores, tendo por base o valor da renda mensal do benefício 
do mês de dezembro de cada ano. 
O pagamento do abono anula será efetuado em duas parcelas, da seguinte forma: 
I - a primeira parcela corresponderá a até 50% do valor do benefício devido no mês 
de agosto e será paga juntamente com os benefícios dessa competência; e 
II - a segunda parcela corresponderá à diferença entre o valor total do abono anual 
e o valor da primeira parcela e será paga juntamente com os benefícios da 
competência de novembro. 
O valor do abono anual correspondente ao período de duração do salário-
maternidade será pago, em cada exercício, juntamente com a última parcela do 
benefício nele devida. 
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Vejamos como tais assuntos já foram cobrados em prova: 
 (CESPE - Juiz Federal - TRF 1ª Região – 2011) (QUESTÃO ADAPTADA). 
A respeito da renda mensal dos benefícios do RGPS, julgue a assertiva a seguir: 
É devido abono anual ao segurado que, durante o ano, tenha recebido auxílio por incapacidade 
temporária, auxílio-acidente ou aposentadoria, pensão por morte, auxílio-reclusão ou salário-
família, devendo o abono ser calculado pela média dos proventos pagos durante o ano ao segurado. 
( ) Certo 
( ) Errado 
COMENTÁRIOS: 
Essa questão testa seus conhecimentos sobre o salário-de-benefício. Vamos consultar o art.120 do 
RPS, que trata do tema abordado pelo examinador: 
Art. 120. Será devido abono anual ao segurado e ao dependente que, durante o ano, recebeu auxílio por 
incapacidade temporária, auxílio-acidente, aposentadoria, salário-maternidade, pensão por morte ou 
auxílio-reclusão. 
§ 1º O abono anual será calculado, no que couber, da mesma forma que a gratificação natalina dos 
trabalhadores, tendo por base o valor da renda mensal do benefício do mês de dezembro de cada ano. 
§ 2º O valor do abono anual correspondente ao período de duração do salário-maternidade será pago, em 
cada exercício, juntamente com a última parcela do benefício nele devida. 
 
Sendo assim podemos concluir que a assertiva está incorreta, pois o salário-família não faz parte do 
rol de benefícios que farão parte do cálculo do abono anual. 
 
Gabarito: ERRADO. 
Reajustamento do Valor do Benefício 
Segundo disposto no § 4º do art. 201 da CF/88: “É assegurado o reajustamento 
dos benefícios para preservar-lhes, em caráter permanente, o valor real, conforme 
critérios definidos em lei.” 
Nos termos do art. 41-A da Lei 8.213/91, o valor dos benefícios em manutenção 
será reajustado, anualmente, na mesma data do reajuste do salário-mínimo, pro 
rata, de acordo com suas respectivas datas de início ou do último reajustamento, 
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com base no Índice Nacional de Preços ao Consumidor - INPC, apurado pela 
Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE. 
No primeiro reajuste do benefício, o índice de tal reajuste deverá ser aplicado de 
forma proporcional entre a data da concessão do benefício e seu primeiro 
reajustamento. 
Nenhum benefício reajustado poderá exceder o limite máximo do salário-de-
benefício na data do reajustamento, respeitados os direitos adquiridos, nem 
inferior ao valor de um salário-mínimo. 
Atenção: Apesar do benefício do RGPS sofrer reajuste na mesma data do reajuste 
do salário-mínimo, não será utilizado o mesmo índice de reajuste do salário-mínimo. 
Vejamos como tais assuntos já foram cobrados em prova: 
(FCC - Procurador do Estado – Procuradoria Geral do Estado do Rio Grande do Norte – 2014). Sobre 
os elementos que compõem o cálculo do benefício do Regime Geral de Previdência Social, prescreve 
a legislação atualmente em vigor. 
a) O salário-de-benefício compreende a média aritmética simples dos maiores salários-de-
contribuição, correspondentes à 80% de todo o período contributivo, limitado a julho de 1994, 
multiplicado pelo fator previdenciário no caso dos benefícios que têm a função de substituir o 
rendimento do trabalho. 
b) O salário-de-benefício compreende a média aritmética simples dos maiores salários-de-
contribuição, correspondentes à 80% de todo o período contributivo, limitado a julho de 1994, 
multiplicado pelo fator previdenciário apenas no caso das aposentadorias por tempo de 
contribuição e por idade, e neste último caso somente se mais favorável ao segurado. 
c) O salário-de-benefício compreende a média aritmética simples de todos os salários de salários-
de-contribuição, correspondentes à 100% de todo o período contributivo, limitado a julho de 1994, 
sem a aplicação do fator previdenciário, nos casos de aposentadoria por idade e tempo de 
contribuição. 
d) O fator previdenciário consiste num coeficiente de cálculo, aplicado obrigatoriamente na 
apuração do salário-de-benefício dos benefícios previdenciários que tenham a função de substituir 
o salário-de-contribuição ou o rendimento do trabalhador, composto pelas variáveis tempo de 
contribuição, idade e expectativa de sobrevida. 
e) O valor da renda mensal inicial do benefício será obtido a partir da multiplicação do salário-de-
benefício pelo percentual de cálculo definido por lei e reajustado periodicamente, nas mesmas 
datas e pelos mesmos índices de reajustamento definidos na política de valorização do salário-
mínimo. 
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COMENTÁRIOS: 
 Para os benefícios de aposentadoria programada (por idade e tempo de contribuição), 
aposentadoria especial, aposentadoria por incapacidade permanente, auxílio por incapacidade 
temporária e auxílio-acidente, será a média aritmética simples dos salários-de-contribuição e das 
remunerações adotados como base para ao Regime Geral de Previdência Social, atualizados 
monetariamente, correspondentes a 100% (cem por cento) do período contributivo desde a 
competência julho de 1994 ou desde o início da contribuição, se posterior àquela competência. Não 
haverá aplicação de fator previdenciário. 
Com essa informação, podemos chegar à conclusão que as alternativas “a”, “b” e “d” estão 
incorretas e a alternativa “c” é o nosso gabarito. 
Quanto à alternativa “e”, ela está incorreta, pois o valor da renda mensal inicial do benefício será 
obtido, em regra, a partir da multiplicação do salário-de-benefício pelo percentual de cálculo 
definido por lei e reajustado periodicamente, nas mesmas datas e pelos mesmos índices de 
reajustamento dos benefícios em geral (INPC, apurado pelo IBGE), e não pelos mesmos índices 
definidos na política de valorização do salário-mínimo. 
 
Gabarito: C. 
 
(CESPE – Analista – SERPRO – 2013). 
Com relação a cálculo e reajuste da renda mensal dos benefícios do RGPS, julgue o seguinte item. 
A norma constitucional estabelece que os benefícios do RGPS devem ser reajustados para 
preservar-lhes, em caráter permanente, o valor real. Em consonância com essa norma, o legislador 
ordinário estabeleceu que esses benefícios devem ser reajustados anualmente utilizando-se o 
mesmo índice de reajuste do salário-mínimo. 
( ) Certo 
( ) Errado 
 
COMENTÁRIOS: 
Essa assertiva possui 2 partes a primeira diz que: A norma constitucional estabelece que os 
benefícios do RGPS devem ser reajustados para preservar-lhes, em caráter permanente, o valor real. 
Conforme podemos verificar no Art. 201 da Constituição Federal, isso está correto: 
Art. 201. [...] § 4º É assegurado o reajustamento dos benefícios para preservar-lhes, em caráter permanente, 
o valor real, conforme critérios definidos em lei. 
(Destaques Nossos). 
 
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Já a segunda parte do enunciado diz que: Em consonância com essa norma, o legislador ordinário 
estabeleceu que esses benefícios devem ser reajustados anualmente utilizando-se o mesmo índice 
de reajuste do salário-mínimo. Conforme podemos verificar no Art.41ª da Lei 8.213/91, isso está 
incorreto: 
Art. 41-A. O valor dos benefícios em manutenção será reajustado, anualmente, na mesma data do reajuste 
do salário-mínimo, pro rata, de acordo com suas respectivas datas de início ou do último reajustamento, com 
base no Índice Nacional de Preços ao Consumidor - INPC, apurado pela Fundação Instituto Brasileiro de 
Geografia e Estatística - IBGE. 
(Destaque Nosso). 
 
Portanto, assertiva incorreta. 
 
Gabarito: ERRADO. 
 
APOSENTADORIA POR INCAPACIDADE PERMANENTE – RENDA 
MENSAL INICIAL (RMI) 
 
A renda mensal inicial da aposentadoria por incapacidade permanente será, em 
regra: 
• Se o benefício for decorrente de acidente de trabalho, doença profissional 
ou doença do trabalho: 100% do salário-de-benefício; 
 
• Nos demais casos: 
o Homem: 60% do salário-de-benefício + 2% do salário-de-benefício 
para cada ano de contribuição que exceder o tempo de 20 anos de 
contribuição. 
 
o Mulher: 60% do salário-de-benefício + 2% do salário-de-benefício para 
cada ano de contribuição que exceder a 15 anos de contribuição. 
 
 
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Exemplo 1: Eduardo, foi contratado por uma empresa, ganhando R$2.000,00 
mensais. Após 12 meses de trabalho, ele houve complicações em uma doença 
degenerativa que ele descobriu há pouco tempo e ele ficou permanentemente 
incapacitado para o trabalho. Nos primeiros 15 dias de afastamento seu 
empregador deverá pagar seu salário integral. A partir do 16º dia, como ele já 
cumpriu a carência exigida, ele receberá o benefício de aposentadoria por 
incapacidade permanente do INSS. O cálculo do valor que ele receberá será feito 
da seguinte forma: 
𝒔𝒂𝒍á𝒓𝒊𝒐 𝒅𝒆 𝒃𝒆𝒏𝒆𝒇í𝒄𝒊𝒐 (𝑺𝑩) = 
𝟏𝟐 × 𝟐𝟎𝟎𝟎
𝟏𝟐
 
=
𝟐𝟎𝟎𝟎 + 𝟐𝟎𝟎𝟎 + 𝟐𝟎𝟎𝟎 + 𝟐𝟎𝟎𝟎 + 𝟐𝟎𝟎𝟎 + 𝟐𝟎𝟎𝟎 + 𝟐𝟎𝟎𝟎 + 𝟐𝟎𝟎𝟎 + 𝟐𝟎𝟎𝟎 + 𝟐𝟎𝟎𝟎 + 𝟐𝟎𝟎𝟎 + 𝟐𝟎𝟎𝟎
𝟏𝟐
= 𝑹$𝟐𝟎𝟎𝟎 
𝑹𝑴𝑰 = 𝟔𝟎% 𝒅𝒐 𝑺𝑩 = 
𝟔𝟎 𝒙 𝟐𝟎𝟎𝟎
𝟏𝟎𝟎
= 𝑹$𝟏. 𝟐𝟎𝟎, 𝟎𝟎 
 
Portanto, o benefício de Eduardo será R$1.200,00. 
 
Exemplo 2: Após 6 meses trabalhando como contribuinte individual e contribuindo 
com R$2.000,00 mensalmente para o INSS, Betina sofreu um acidente de trabalho, 
o qual a deixou permanentemente incapacitada para o trabalho. O benefício de 
aposentadoria por incapacidade dela será calculado da seguinte forma: 
 
𝒔𝒂𝒍á𝒓𝒊𝒐 𝒅𝒆 𝒃𝒆𝒏𝒆𝒇í𝒄𝒊𝒐 (𝑺𝑩) = 
𝟔 × 𝟐𝟎𝟎𝟎
𝟔
=
𝟐𝟎𝟎𝟎 + 𝟐𝟎𝟎𝟎 + 𝟐𝟎𝟎𝟎 + 𝟐𝟎𝟎𝟎 + 𝟐𝟎𝟎𝟎 + 𝟐𝟎𝟎𝟎
𝟔
= 𝑹$𝟐𝟎𝟎𝟎 
𝑹𝑴𝑰 = 𝟏𝟎𝟎% 𝒅𝒐 𝑺𝑩 = 𝑹$𝟐. 𝟎𝟎𝟎, 𝟎𝟎 
 
Para o segurado especial que não contribui facultativamente com 20% sobre o 
salário-de-contribuição, a renda mensal inicial da sua aposentadoria por 
incapacidade permanente será um salário-mínimo. 
Caso o segurado especial tenha optado por contribuir facultativamente com 20% 
sobre o salário-de-contribuição, terá direito a uma renda mensal de benefício 
calculada da mesma forma que os demais segurados. 
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O valor da aposentadoria por incapacidade permanente do segurado que 
necessitar da assistência permanente de outra pessoa (observada a relação 
constante do Anexo I do Regulamento da Previdência Social - RPS), será acrescido 
de 25%, sendo devido ainda que o valor da aposentadoria atinja o limite máximo 
legal, devendo ser recalculado quando o benefício que lhe deu origem for 
reajustado. 
 
Outrossim, segundo entendimento do STJ, o acréscimo de 25% depende de 
requerimento do segurado aposentado por incapacidade permanente interessado. 
Obs.: O acréscimo de 25% cessará com a morte do aposentado, não 
sendo incorporado ao valor da pensão por morte. 
 
Aposentadoria por Incapacidade Permanente: 
 
Decorrente de acidente de trabalho,
doença profissional ou doença do trabalho
100% do salário de benefício
Nos demais casos
60% do salário de benefício + 2% do salário de benefício para cada
grupo de 12 contribuições que excedam o tempo de 20 anos de
contribuição, para os homens, ou 15 anos de contribuição, para as
mulheres.
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RELAÇÃO DAS SITUAÇÕES PREVISTAS NA LEGISLAÇÃO EM QUE O 
APOSENTADO POR INVALIDEZ TERÁ DIREITO À MAJORAÇÃO DE 25% 
(ANEXO I do RPS): 
• Cegueira total. 
• Perda de nove dedos das mãos ou superior a esta. 
• Paralisia dos dois membros superiores ou inferiores. 
• Perda dos membros inferiores, acima dos pés, quando a prótese forimpossível. 
• Perda de uma das mãos e de dois pés, ainda que a prótese seja possível. 
• Perda de um membro superior e outro inferior, quando a prótese for 
impossível. 
• Alteração das faculdades mentais com grave perturbação da vida orgânica e 
social. 
• Doença que exija permanência contínua no leito. 
• Incapacidade permanente para as atividades da vida diária. 
 
Vejamos como tais assuntos já foram cobrados em prova: 
Valor da Aposentadoria por Incapacidade Permanente
Acréscimo
De 25%
Quando houver necessidade de
assistência permanente de outra pessoa
(Vide anexo I do RPS)
Tal acréscimo depende de requerimento do segurado interessado
e não incorpora na pensão por morte
Sendo devido ainda que o valor da
aposentadoria atinja o limite máximo legal,
devendo ser recalculado quando o
benefício que lhe deu origem for reajustado
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(CESPE - Analista Judiciário - TRT 7ª Região – 2017) (QUESTÃO ADAPTADA). 
A renda mensal inicial (RMI) de um benefício é o valor que o segurado receberá inicialmente, 
podendo ser posteriormente reajustado, conforme prevê a legislação. As RMI são calculadas pela 
aplicação de determinado percentual sobre o salário-de-benefício para vários benefícios do RGPS. 
Considerando essa informação, julgue se a assertiva a seguir apresenta corretamente o benefício 
do RGPS e o respectivo percentual do salário-de-benefício correspondente à RMI desse benefício, 
conforme a Lei n.º 8.213/1991. 
Aposentadoria por incapacidade permanente / 100% 
( ) Certo 
( ) Errado 
 
COMENTÁRIOS: 
A renda mensal inicial da aposentadoria por incapacidade permanente será calculada da seguinte 
forma: 
Se o benefício for decorrente de acidente de trabalho, doença profissional ou doença do trabalho: 
100% do salário-de-benefício; 
Nos demais casos: 60% do salário-de-benefício + 2% do salário-de-benefício para cada grupo de 12 
contribuições que excedam ao tempo mínimo de contribuição (15 anos para mulheres e 20 anos 
para os homens). 
 
Gabarito: ERRADO. 
 
(CESPE - Auditor Fiscal do Trabalho – 2013). 
Os benefícios concedidos pelo RGPS, segundo a CF, devem ser reajustados como forma de 
preservar-lhes, em caráter permanente, o valor real, conforme critérios definidos em lei. A respeito 
do valor dos benefícios do RGPS, julgue o item abaixo. 
Na data do reajustamento, o valor dos benefícios do RGPS não poderá exceder o limite máximo do 
salário-de-benefício, respeitados os direitos adquiridos, salvo no caso da aposentadoria por 
incapacidade permanente, quando o segurado necessitar da assistência permanente de outra 
pessoa, situação em que o valor será acrescido de 25%, ainda que o valor da aposentadoria atinja o 
limite máximo. 
( ) Certo 
( ) Errado 
 
COMENTÁRIOS: 
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Essa questão exige seus conhecimentos sobre salário-de-benefício, vamos buscar a resposta para 
isso, especificamente no art. 45 Lei 8.213/91: 
Art. 45. O valor da aposentadoria por incapacidade permanente do segurado que necessitar da assistência 
permanente de outra pessoa será acrescido de 25% (vinte e cinco por cento). 
Parágrafo único. O acréscimo de que trata este artigo: 
a) será devido ainda que o valor da aposentadoria atinja o limite máximo legal; 
b) será recalculado quando o benefício que lhe deu origem for reajustado; 
c) cessará com a morte do aposentado, não sendo incorporável ao valor da pensão. 
(Destaque Nosso). 
 
Sendo assim podemos concluir que a assertiva está correta. 
 
Gabarito: CERTO. 
 
APOSENTADORIA PROGRAMADA (POR IDADE E TEMPO DE 
CONTRIBUIÇÃO) – RENDA MENSAL INICIAL (RMI) 
 
A reforma da previdência também trouxe uma alteração significativa no momento 
do cálculo da Renda Mensal Inicial do benefício de aposentadoria programada. 
Com as novas regras, se um segurado se aposentar com o tempo mínimo de 
contribuição exigido para a aposentadoria, ou seja, 20 anos para os homens e 15 
anos para mulheres e, o valor da renda mensal inicial será de 60% do salário-de-
benefício. Para cada ano de trabalho que o segurado tenha além desse mínimo 
exigido, acrescenta-se mais 2%. Nesse cálculo, as mulheres conseguirão se 
aposentar com 100% do salário-de-benefício aos 35 anos de contribuição e os 
homens, aos 40 anos de contribuição. 
 
Resumindo, a renda mensal inicial da aposentadoria programada será: 
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• 60% do salário-de-benefício caso tenha atingido o tempo mínimo de 
contribuição (20 anos para os homens e 15 anos para mulheres ) e 
+ 
• 2% do salário-de-benefício para cada ano de contribuição que exceder o 
tempo de 20 anos de contribuição, para os homens, ou de 15 anos de 
contribuição, para as mulheres. 
 
Obs.: Os homens que já estavam filiados ao RGPS na data da publicação da EC 
103/19 poderão se aposentar com 15 anos de contribuição, (assim como as 
mulheres). Mesmo nesse caso, o adicional de 2% para os homens só começará a 
ser computado a partir dos 20 anos de contribuição. Ou seja, se o homem se 
aposentar com 15, 16, 17, 18, 19 ou 20 anos de contribuição, ele terá direito a 
apenas 60% do salário-de-benefício, sem nenhum adicional. 
 
Algumas observações: 
• As novas regras permitem que um segurado receba mais de 100% do seu 
salário-de-benefício, desde que o valor total da aposentadoria não exceda 
ao teto previdenciário (limite máximo do salário-de-contribuição). Portanto, 
se um homem tiver mais de 40 anos de contribuição e uma mulher tiver mais 
de 35 anos de contribuição, a porcentagem poderá ser maior que 100%. 
 
• Caso no cálculo do valor da Renda Mensal Inicial da aposentadoria do 
segurado se obtenha um valor inferior ao salário-mínimo, o benefício será no 
valor do salário-mínimo. Não haverá aposentadoria em valor inferior ao 
salário-mínimo. 
 
• Na regra geral, não existe mais a aplicação do fator previdenciário para 
aposentadoria programada. 
 
• Em duas das regras de transição que veremos mais adiante, o cálculo será 
feito de forma diferente da estudada nesse tópico. 
 
 
Rubens Mauricio Corrêa
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Exemplo 1: Edson, segurado que se filiou ao RGPS após a promulgação 
da EC 103/19, espera se aposentar, com as novas regras, com 65 anos de 
idade e 35 anos de contribuição. Neste caso, a renda mensal inicial de 
Edson será calculada da seguinte forma: 
Adicional: 30%, uma vez que Edson contribuiu 15 anos além dos 20 anos 
(que é o período mínimo necessário), tendo um adicional de 2% para cada 
ano. 
RMI = 60% + 30% = 90% do salário-de-benefício. 
 
Exemplo 2: Eliana sempre se dedicou ao trabalho doméstico em sua 
residência e se filiou ao RGPS aos 50 anos, em janeiro de 2020, como 
segurada facultativa. Por estar sujeita às novas regras da previdência, 
Eliana se aposentará ao completar 15 anos de contribuição, quando já 
estava com 65 anos de idade. A aposentadoria programada para Eliana 
não poderá ser em momento anterior porque, ao completar 62 anos de 
idade (mínimo exigido para aposentadoria), ela ainda não tinha o tempo 
de contribuição necessário (15 anos de contribuição). Sendo assim, a 
renda mensalinicial da aposentadoria dela será de 60% do salário-de-
benefício. Não haverá acréscimo nessa porcentagem porque Eliana 
contribuiu apenas pelo tempo mínimo necessário. 
 
Para o segurado especial que não contribui adicionalmente com 20% sobre o 
salário-de-contribuição, a renda mensal inicial da sua aposentadoria será um salário-
mínimo. No entanto, quando a sua aposentadoria for precedida de auxílio-
acidente, deverá somar-se ao valor da aposentadoria a renda mensal do auxílio-
acidente vigente na data de início da referida aposentadoria. 
Caso o segurado especial tenha optado por contribuir facultativamente com 20% 
sobre o salário-de-contribuição, terá direito a uma renda mensal de benefício 
calculada da mesma forma que os demais segurados (60% do salário-de-benefício 
+ 2% do salário-de-benefício para cada ano que exceda ao tempo de contribuição 
mínimo). 
 
Rubens Mauricio Corrêa
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==245596==
 
 
 
 
 
 
Aposentadoria Programada: 
 
 
Vejamos como tais assuntos podem ser cobrados em prova: 
(CESPE - Analista Judiciário - TRT 7ª Região – Judiciária – 2017) (QUESTÃO ADAPTADA). 
A renda mensal inicial (RMI) de um benefício é o valor que o segurado receberá inicialmente, 
podendo ser posteriormente reajustado, conforme prevê a legislação. As RMI são calculadas pela 
aplicação de determinado percentual sobre o salário-de-benefício para vários benefícios do RGPS. 
Considerando essa informação, julgue se a assertiva a seguir apresenta corretamente o benefício 
do RGPS e o respectivo percentual do salário-de-benefício correspondente à RMI desse benefício, 
conforme a Lei n.º 8.213/1991. 
Aposentadoria por idade e tempo de contribuição / 100% 
( ) Certo 
( ) Errado 
 
COMENTÁRIOS: 
A renda mensal inicial da aposentadoria será: 
60% do salário-de-benefício caso tenha atingido o tempo mínimo de contribuição (15 anos para 
mulheres e 20 anos para os homens) 
+ 
2% do salário-de-benefício para cada grupo de 12 contribuições que excedam ao tempo mínimo. 
Nesse cálculo, as mulheres conseguirão se aposentar com 100% do salário-de-benefício aos 35 anos 
de contribuição e os homens, aos 40 anos de contribuição. 
Gabarito: ERRADO. 
 
Renda Mensal Inicial da aposentadoria programada
60% do salário-de-benefício caso tenha atingido o tempo mínimo de
contribuição.
acrescido de 2% do salário de benefício para cada grupo de 12
contribuições que exceder o tempo de 20 anos de contribuição,
para os homens, ou de 15 anos de contribuição, para as mulheres.
+
Rubens Mauricio Corrêa
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(Questão Inédita) 
Acerca das novas regras aplicáveis ao Regime Geral de Previdência Social, podemos afirmar que no 
momento do cálculo do valor da aposentadoria, todos os salários-de-contribuição do segurado a 
partir de 07/1994 irão ser computados no cálculo. Além disso, para que um segurado do sexo 
masculino receba o valor integral do benefício, deverá contribuir por 40 anos. 
( ) Certo 
( ) Errado 
 
COMENTÁRIOS: 
CORRETA. A assertiva está perfeita. Como já comentamos, com a Reforma da Previdência, todos os 
salários-de-contribuição do segurado serão considerados no momento do cálculo do valor do 
benefício. Além disso, se um segurado se aposentar com o tempo mínimo de contribuição exigido 
para a aposentadoria, o valor da renda mensal inicial será de 60% do salário-de-benefício. Para cada 
ano de trabalho que o segurado tenha além desse mínimo exigido, acrescenta-se mais 2%, de forma 
que os homens conseguirão se aposentar com 100% do salário-de-benefício aos 40 anos de 
contribuição. 
 
Gabarito: CERTO. 
 
(Questão Inédita) 
Alice deseja requerer no Regime Geral de Previdência Social, de acordo com a regra geral, ou seja, 
aos 62 anos de idade e 15 anos de contribuição. Na análise do benefício de Alice verificou-se que 
ela possui o dobro do período mínimo de contribuição exigido. Podemos afirmar que Alice receberá 
o benefício no seu valor integral. 
 ( ) Certo 
( ) Errado 
 
COMENTÁRIOS: 
ERRADA. De acordo com as informações do enunciado, Alice possui, além dos 15 anos exigidos para 
o benefício de aposentadoria, mais 15 anos pagos, totalizando 30 anos de contribuição. Sendo 
assim, o adicional, além dos 60% mínimos de renda, será de 30%: 
 2% a mais para cada um dos 15 anos extras que Alice contribuiu = 2% x 15 = 30% 
 Dessa forma, a renda mensal inicial dela não será de 100% do salário-de-contribuição (benefício 
integral), mas sim de 90% (60% +30%). 
 
Gabarito: ERRADO. 
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APOSENTADORIA ESPECIAL – RENDA MENSAL INICIAL (RMI) 
 
Como já estudado, a aposentadoria especial, uma vez cumprida a carência e idade 
mínima exigidas, será devida ao segurado empregado, trabalhador avulso e 
contribuinte individual (no caso do contribuinte individual somente quando 
cooperado filiado a cooperativa de trabalho ou de produção), que tenha trabalhado 
durante quinze, vinte ou vinte e cinco anos, conforme o caso, sujeito a condições 
especiais cujas atividades sejam exercidas com efetiva exposição a agentes 
químicos, físicos e biológicos prejudiciais à saúde, ou associação desses agentes. 
A reforma da previdência trouxe uma alteração significativa no cálculo da Renda 
Mensal Inicial da aposentadoria especial. Atualmente, a renda mensal inicial da 
aposentadoria especial, será: 
 
➢ Para as aposentadorias que exijam tempo exposição de 20 ou 25 anos: 
 
• 60% do salário-de-benefício; 
+ 
• 2% do salário-de-benefício para cada ano de contribuição que exceder o 
tempo de 20 anos de contribuição, para os homens, ou de 15 anos de 
contribuição, para as mulheres. 
 
 
➢ Para as aposentadorias que exijam tempo exposição de 15 anos: 
 
• 60% do salário-de-benefício; 
+ 
• 2% do salário-de-benefício para cada ano de contribuição que exceder o 
tempo mínimo de 15 anos de contribuição, tanto para os homens quanto 
para as mulheres. 
 
Rubens Mauricio Corrêa
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Algumas observações: 
• As novas regras permitem que um segurado receba uma aposentadoria 
especial maior de 100% do seu salário-de-benefício, desde que o valor total 
da aposentadoria não exceda ao teto previdenciário (limite máximo do 
salário-de-contribuição). 
 
• Caso no cálculo do valor da Renda Mensal Inicial da aposentadoria especial 
do segurado se obtenha um valor inferior ao salário-mínimo, o benefício será 
no valor do salário-mínimo. Não haverá aposentadoria em valor inferior ao 
salário-mínimo. 
 
 
Exemplo 1: Ciro é segurado filiado ao RGPS após a promulgação da EC 
103/19. Exerce atividade nociva que permite aposentadoria com 25 anos 
de exposição ao agente nocivo. Espera se aposentar, com as novas 
regras, aos 60 anos de idade e 25 anos de contribuição na atividade 
nociva mencionada. Neste caso, a renda mensal inicial de Ciro será 
calculada da seguinte forma: 
Adicional: 10%, uma vez que Ciro contribuiu 5 anos além dos 20 anos de 
contribuição, tendo um acréscimo de 2% para cada ano adicional. 
RMI = 60% + 10% = 70% do salário-de-benefício. 
 
Exemplo 2: Ciro é segurado filiado ao RGPS após a promulgação da EC 
103/19. Exerce atividade nociva quepermite aposentadoria com 15 anos 
de exposição ao agente nocivo. Espera se aposentar, com as novas 
regras, aos 55 anos de idade e 25 anos de contribuição na atividade 
nociva mencionada. Neste caso, a renda mensal inicial de Ciro será 
calculada da seguinte forma: 
Adicional: 20%, uma vez que Ciro contribuiu 10 anos além dos 15 anos 
de contribuição, tendo um acréscimo de 2% para cada ano adicional. 
RMI = 60% + 20% = 80% do salário-de-benefício. 
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APOSENTADORIA POR IDADE DO TRABALHADOR RURAL – (RMI) 
A aposentadoria por IDADE do trabalhador rural, uma vez cumprido o período de 
carência exigido (180 contribuições), será devida quando completarem 55 anos de 
idade (quando mulheres) e 60 anos de idade (quando homens) sem exigir tempo 
mínimo de contribuição, aos segurados abaixo relacionados: 
• segurado empregado rural; 
• contribuinte individua que prestam serviços de natureza rural, em caráter eventual, 
a uma ou mais empresas, sem relação de emprego; 
• trabalhador avulso rural; 
• segurado especial (que contribua facultativamente); e 
• garimpeiros que trabalhem, comprovadamente, em regime de economia familiar 
Para os segurados especiais, não se exige que eles comprovem o pagamento da 
contribuição previdenciária para que tenham direito ao benefício. Deverá ser 
comprovado o efetivo exercício de atividade rural pelo número de meses iguais ao 
da carência do benefício. 
A renda mensal inicial da aposentadoria por idade dos trabalhadores rurais acima 
mencionados e para os que exerçam suas atividades em regime de economia 
familiar, (no caso do segurado especial, somente se contribuir facultativamente na 
forma do art. 21 da Lei 8.212/91) incluídos o produtor rural, o garimpeiro e o 
pescador artesanal, será de: 
• 70% do salário-de-benefício 
+ 
• 1% do salário-de-benefício para cada ano de contribuição (desde o 1° ano) 
 
Para o segurado especial que realize suas contribuições apenas sobre a receita 
bruta da comercialização de sua produção rural, o valor da renda mensal inicial – 
RMI da aposentadoria por idade do trabalhador rural será de um salário-mínimo 
(nos termos do art. 39, §2º, I, do Decreto 3.048/99 c/c art. 56, §3º, do Decreto 3.048/99). 
Exemplo: Marcelino, empregado rural, completou 60 anos de idade e já havia 
contribuído para o RGPS durante 18 anos (216 contribuições). Neste caso, a renda 
mensal inicial do benefício de aposentadoria por idade de Marcelino será calculada da 
seguinte forma: 
➔ 216 contribuições = 18 anos de contribuição 
➔ RMI = 70% + 18% = 88% 
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APOSENTADORIA DA PESSOA COM DEFICIÊNCIA (RMI) 
A renda mensal inicial da aposentadoria por tempo de contribuição da pessoa com 
deficiência será de: 
• 100% do salário-de-benefício. 
 
A renda mensal inicial da aposentadoria por idade da pessoa com deficiência será 
de: 
• 70% do salário-de-benefício 
+ 
• 1% do salário-de-benefício para cada grupo de 12 contribuições 
 
Exemplo: Dorival, pessoa com deficiência, completou 60 anos de idade e 
já havia contribuído para o RGPS durante 24 anos (288 contribuições). 
Neste caso, a renda mensal inicial do benefício de aposentadoria por 
idade de Dorival será calculada da seguinte forma: 
➔ 288 contribuições = 24 grupos de 12 contribuições 
➔ RMI = 70% + 24% = 94% 
 
AUXÍLIO POR INCAPACIDADE TEMPORÁRIA – RENDA MENSAL 
INICIAL (RMI) 
A renda mensal inicial do auxílio por incapacidade temporária será de: 
• 91% do salário-de-benefício. 
IMPORTANTE: O auxílio por incapacidade temporária não poderá 
exceder a média aritmética simples dos últimos 12 (doze) salários-de-
contribuição, inclusive em caso de remuneração variável, ou, se não 
alcançado o número de 12 (doze), a média aritmética simples dos salários-
de-contribuição existentes. 
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Para o segurado especial que não contribui adicionalmente com 20% sobre o 
salário-de-contribuição, a renda mensal inicial da sua aposentadoria por idade será 
um salário-mínimo. 
Caso o segurado especial tenha optado por contribuir facultativamente com 20% 
sobre o salário-de-contribuição, terá direito a uma renda mensal de benefício 
calculada da mesma forma que os demais segurados (91% do salário-de-benefício). 
EXEMPLO 1: 
Salário-de-benefício = R$ 3.600,00 
Média aritmética simples dos últimos 12 (doze) salários-de-contribuição 
= R$ 3.400,00 
 
Neste caso, a renda mensal inicial do auxílio por incapacidade temporária 
será R$ 3.276,00 (91% de R$ 3.600,00) e não excedeu os R$ 3.400,00). 
 
EXEMPLO 2: 
Salário-de-benefício = R$ 4.200,00 
Média aritmética simples dos últimos 12 (doze) salários-de-contribuição 
= R$ 3.400,00 
 
Neste caso, a renda mensal inicial do auxílio por incapacidade temporária 
será R$ 3.400,00 (uma vez que 91% de R$ 4.200,00 excede o valor 
máximo de R$ 3.400,00). 
 
Renda Mensal Inicial do Auxílio por Incapacidade Temporária
91% do salário de benefício
IMPORTANTE: O auxílio por incapacidade temporária não poderá
exceder a média aritmética simples dos últimos 12 (doze) salários-
de-contribuição, inclusive em caso de remuneração variável, ou, se
não alcançado o número de 12 (doze), a média aritmética simples
dos salários-de-contribuição existentes.
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Vejamos como tais assuntos já foram cobrados em prova: 
(FCC - Juiz do Trabalho - TRT 1ª Região – 2015 - ADAPTADA). 
A respeito do cálculo do valor dos benefícios, previsto no art. 29 da Lei nº 
8.213/1991, considere: 
I. Não será considerado, para o cálculo do salário-de-benefício, o aumento dos 
salários-de-contribuição que exceder o limite legal, inclusive o voluntariamente 
concedido nos 36 meses imediatamente anteriores ao início do benefício, salvo se 
homologado pela Justiça do Trabalho, resultante de promoção regulada por 
normas gerais da empresa, admitida pela legislação do trabalho, de sentença 
normativa ou de reajustamento salarial obtido pela categoria respectiva. 
II. O fator previdenciário será calculado considerando-se a idade, a expectativa de 
sobrevida e o tempo de contribuição do segurado ao se aposentar. 
III. O auxílio por incapacidade temporária não poderá exceder a média aritmética 
simples dos últimos doze salários-de-contribuição, inclusive no caso de 
remuneração variável, ou, se não alcançado o número de doze, a média aritmética 
simples dos salários-de-contribuição existentes. 
Está correto o que se afirma APENAS em: 
a) I e III. 
b) I, II e III. 
c) I e II. 
d) II e III 
e) I. 
 
COMENTÁRIOS: 
Nessa questão, para a qual, o examinador pede que você identifique as assertivas corretas, é 
abordado o tema cálculo do Salário-de-benefício, vamos consultar a Lei 8.213/91 Art. 29: 
Art. 29. O salário-de-benefício consiste: 
(...) 
§ 4º Não será considerado, para o cálculo do salário-de-benefício, o aumento dos salários-de-contribuição 
que exceder o limite legal, inclusive o voluntariamente concedido nos 36 (trinta e seis) meses imediatamente 
anteriores ao início do benefício, salvo se homologado pela Justiça do Trabalho, resultante de promoção 
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regulada por normas gerais da empresa, admitida pela legislação do trabalho, de sentença normativa ou de 
reajustamento salarial obtido pela categoria respectiva. (...) 
 § 7º O fator previdenciário será calculado considerando-se a idade, a expectativa de sobrevida e o tempo de 
contribuição do segurado ao se aposentar, segundo a fórmula constante do Anexo desta Lei. (...) 
 § 10. O auxílio por incapacidade temporária não poderá exceder a média aritmética simples dos últimos 12 
(doze) salários-de-contribuição, inclusive em caso de remuneração variável, ou, se não alcançado o número 
de 12 (doze), a média aritmética simples dos salários-de-contribuição existentes. 
(Destaque Nosso). 
 
As assertivas I, II e III tratam dos parágrafos 4º, 7º e 10º, respectivamente em suas literalidades. 
Desta forma, com base no artigo acima reproduzido e atentando-se para seus parágrafos, chegamos 
ao gabarito: I, II e III são corretas. 
 
Portanto, gabarito: B. 
 
 (CESPE - Analista Judiciário - TRT 7ª Região – 2017) (QUESTÃO ADAPTADA). 
A renda mensal inicial (RMI) de um benefício é o valor que o segurado receberá inicialmente, 
podendo ser posteriormente reajustado, conforme prevê a legislação. As RMI são calculadas pela 
aplicação de determinado percentual sobre o salário-de-benefício para vários benefícios do RGPS. 
Considerando essa informação, julgue se a assertiva a seguir apresenta corretamente o benefício 
do RGPS e o respectivo percentual do salário-de-benefício correspondente à RMI desse benefício, 
conforme a Lei n.º 8.213/1991. 
Auxílio por incapacidade temporária / 50% 
( ) Certo 
( ) Errado 
 
COMENTÁRIOS: 
Essa questão exige seus conhecimentos sobre o cálculo da renda mensal inicial (RMI), vamos buscar 
a resposta para ela no Art.61 da Lei 8.213/91: 
Art. 61. O auxílio por incapacidade temporária, inclusive o decorrente de acidente do trabalho, consistirá 
numa renda mensal correspondente a 91% (noventa e um por cento) do salário-de-benefício, observado o 
disposto na Seção III, especialmente no art. 33 desta Lei. 
Estaria correta se a questão se referisse ao cálculo do auxílio-acidente, mas como se refere ao auxílio 
por incapacidade temporária, está incorreto. 
 
Gabarito: ERRADO. 
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AUXÍLIO-ACIDENTE – RENDA MENSAL INICIAL (RMI) 
 
A renda mensal inicial do auxílio-acidente será de: 
• 50% do salário-de-benefício que deu origem ao auxílio por incapacidade temporária 
do segurado, corrigido até o mês anterior ao do início do auxílio-acidente e será 
devido até a véspera de início de qualquer aposentadoria ou até a data do óbito do 
segurado. 
O valor da renda mensal inicial do auxílio-acidente poderá ser inferior ao salário-
mínimo, pois tal benefício não substitui o rendimento do trabalho, podendo ser 
acumulado com salário e outros benefícios (exceto aposentadoria), conforme será 
estudado. 
O valor mensal do auxílio-acidente integra o salário-de-contribuição, para fins de 
cálculo do salário-de-benefício de qualquer aposentadoria, apesar de não integrar 
o salário-de-contribuição para fins de cálculo de contribuição previdenciária. 
 
 
Renda Mensal Inicial do auxílio-acidente
O auxílio-acidente mensal corresponderá a 50% do salário-de-benefício
que deu origem ao auxílio-doença do segurado, corrigido até o mês
anterior ao do início do auxílio-acidente.
O auxílio-acidente será devido até a véspera do início de qualquer
aposentadoria ou até a data do óbito do segurado.
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A renda mensal inicial (RMI) de um benefício é o valor que o segurado receberá inicialmente, 
podendo ser posteriormente reajustado, conforme prevê a legislação. As RMI são calculadas pela 
aplicação de determinado percentual sobre o salário-de-benefício para vários benefícios do RGPS. 
Considerando essa informação, julgue se a assertiva a seguir apresenta corretamente o benefício 
do RGPS e o respectivo percentual do salário-de-benefício correspondente à RMI desse benefício, 
conforme a Lei n.º 8.213/1991. 
Auxílio-acidente / 91% 
( ) Certo 
( ) Errado 
 
COMENTÁRIOS: 
Essa questão exige seus conhecimentos sobre o cálculo da renda mensal inicial (RMI), vamos buscar 
a resposta para ela no Art. 86, da Lei 8.213/91, mais especificamente em seu parágrafo primeiro, 
que assim dispõe: 
Art. 86. 
[...] 
§ 1º O auxílio-acidente mensal corresponderá a cinquenta por cento do salário-de-benefício e será devido, 
observado o disposto no § 5º, até a véspera do início de qualquer aposentadoria ou até a data do óbito do 
segurado. 
(Destaque Nosso). 
O valor mensal do auxílio-acidente integra o salário-de-
contribuição, para fins de cálculo do salário-de-benefício de
qualquer aposentadoria, apesar de não integrar o salário de
contribuição para fins de cálculo de contribuição previdenciária.
IMPORTANTE: O valor da renda mensal inicial do auxílio-acidente
poderá ser inferior ao salário mínimo, pois tal benefício não substitui o
rendimento do trabalho, podendo ser acumulado com salário e outros
benefícios (exceto aposentadoria), conforme será estudado.
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Sendo assim, podemos concluir que a assertiva está incorreta. 
 
Gabarito: ERRADO. 
 
SALÁRIO-MATERNIDADE – RENDA MENSAL INICIAL (RMI) 
A renda mensal inicial do salário-maternidade será calculada de acordo com as 
regras abaixo: 
• Segurado empregado e trabalhador avulso: remuneração Integral, limitado ao 
subsídio mensal dos Ministros do STF; 
• Empregado doméstico: valor correspondente a seu último salário de contribuição; 
• Segurado especial (que não contribua facultativamente): um salário-mínimo; 
• Segurado contribuinte individual, facultativo ou desempregado que mantenha a 
qualidade de segurado: 1/12 (um doze avos) da soma dos doze últimos salários-de-
contribuição, apurados em um período não superior a quinze meses. 
Caso o segurado especial tenha optado por contribuir facultativamente e 
adicionalmente com 20% sobre o salário-de-contribuição, seu salário-maternidade 
será calculado da mesma forma que se calcula o salário-maternidade do 
contribuinte individual. 
 
Segundo o art. 7º, XVIII, da CF/88, a segurada em licença à gestante não pode 
sofrer prejuízo do salário, nos termos abaixo: 
Art. 7º São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, além de outros que visem à melhoria 
de sua condição social: (...) 
XVIII - licença à gestante, sem prejuízo do emprego e do salário, com a duração de cento e 
vinte dias; (...) 
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No entanto, nos termos do art. 248 da CF/88, combinado com o art. 37, XI da 
CF/88, nenhum benefício previdenciário poderá exceder o valor do subsídio mensal 
dosMinistros do STF. 
Assim sendo, caso a remuneração integral mensal da segurada empregada ou 
trabalhadora avulsa seja superior ao subsídio mensal dos Ministros do STF, caberá 
à empresa o pagamento da diferença. 
Ou seja, o ônus financeiro da Previdência Social está limitado ao valor do subsídio 
mensal dos ministros do STF. O que passar deste valor, deverá ser assumido pela 
empresa, pois os segurados empregados e trabalhadores avulsos não poderão 
sofrer prejuízo no seu emprego e salário, nos temos da CF/88 acima mencionados. 
Exemplo: 
Priscila é segurada empregada do RGPS e está afastada em licença à 
gestante. 
Sua remuneração mensal na empresa é de R$100.000,00. 
No ano de 2020, o subsídio mensal dos ministros no STF é de R$ 
39.293,32. 
Neste caso, o INSS arcará com o ônus de R$ 39.293,32 e a empresa 
arcará, com recursos próprios, com a diferença no valor de R$ 60.706,68 
(R$100.000,00 – R$ 39.293,32 = R$60.706,68). 
 
Como vimos, o salário-maternidade para a segurada empregada consiste numa 
renda mensal igual à sua remuneração integral e será pago pela empresa, 
efetivando-se a compensação, observado o disposto no art. 248 da Constituição 
(ou seja, limitado ao subsídio dos Ministros do STF), quando do recolhimento das 
contribuições incidentes sobre a folha de salários e demais rendimentos pagos ou 
creditados, a qualquer título, à pessoa física que lhe preste serviço. 
Sobre a renda mensal do salário-maternidade deve-se aplicar a incidência da tabela 
progressiva para a cobrança da contribuição previdenciária do segurado (pois o 
salário-maternidade continua sofrendo incidência de contribuição previdência 
sobre o valor recebido pelo segurado, apesar do STF ter declarado inconstitucional 
a cobrança da contribuição previdenciária patronal sobre o salário-maternidade). 
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A empregada deve dar quitação à empresa dos recolhimentos mensais do salário-
maternidade na própria folha de pagamento ou por outra forma admitida, de modo 
que a quitação fique plena e claramente caracterizada. 
A empresa deve conservar, durante o prazo decadencial, comprovantes dos 
pagamentos e atestados ou das certidões correspondentes para exame pela 
fiscalização. 
A segurada que exerça atividades concomitantes fará jus ao salário-maternidade 
relativo a cada atividade para a qual tenha cumprido os requisitos exigidos, 
observadas as seguintes condições: 
• na hipótese de uma ou mais atividades ter remuneração ou salário de 
contribuição inferior ao salário-mínimo mensal, o benefício somente será 
devido se o somatório dos valores auferidos em todas as atividades for igual 
ou superior a um salário-mínimo mensal; 
• o salário-maternidade relativo a uma ou mais atividades poderá ser inferior 
ao salário-mínimo mensal; e 
• o valor global do salário-maternidade, consideradas todas as atividades, não 
poderá ser inferior ao salário-mínimo mensal. 
 
Nos meses de início e término do salário-maternidade da segurada empregada, 
inclusive da doméstica, o salário-maternidade será proporcional aos dias de 
afastamento do trabalho. 
 
Empregada
Remuneração integral
Trabalhadora avulsa Não sujeito ao teto do RGPS
Empregada doméstica Último salário de contribuição
Segurada especial Um salário mínimo
Contribuinte individual,
segurada facultativa e
desempregada
(que mantenha a qualidade de segurada)
1/12 da soma dos 12 últimos salários
de contribuição, apurados em 
período não superior a 15 meses.
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SALÁRIO-FAMÍLIA – RENDA MENSAL INICIAL (RMI) 
A renda mensal do salário-família corresponde a uma cota em relação a cada filho 
ou equiparado (enteado e menor sob tutela), de até 14 anos de idade ou inválido 
de qualquer idade. 
O valor da cota do salário-família por filho ou por equiparado, desde que 
comprovada a dependência econômica do equiparado (enteado e do menor sob 
tutela), até 14 anos de idade ou inválido de qualquer idade, para o ano de 2022, é 
de: 
• R$ 56,47 para segurado com remuneração mensal não superior a R$ 
1.655,98 (baixa renda). 
Tais valores serão reajustados na mesma data e pelo mesmo índice de correção dos 
demais benefícios do RGPS. 
O salário-família, como podemos perceber, poderá ter seu valor inferior a um 
salário-mínimo, pois não é benefício que tenha a finalidade de substituir a 
remuneração mensal do trabalhador. 
O segurado de baixa renda receberá tantas cotas quantas sejam o número de filhos 
ou equiparados de até 14 anos ou inválidos de qualquer idade. 
Apenas os segurados de baixa renda terão direito ao recebimento do salário-
família, ou seja, apenas os que tenham remuneração mensal de até R$ 1.655,98. 
(valor válido para o ano de 2022). 
Para fins de pagamento do salário-família, considera-se remuneração mensal do 
segurado o valor total do respectivo salário-de-contribuição, ainda que resultante 
da soma dos salários-de-contribuição correspondentes a atividades simultâneas. 
 
Observação: O direito à cota do salário-família é definido em razão da 
remuneração que seria devida ao empregado no mês, 
independentemente do número de dias efetivamente trabalhados. 
Exemplo: Se o empregado tem uma remuneração mensal de R$ 2.600,00, 
mesmo que trabalhe apenas 15 dias no mês e receba R$ 1.300,00, não terá 
direito ao salário-família, pois, para fins de definição de baixa renda, deverá ser 
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considerada a remuneração mensal que seria devida ao empregado no mês, 
independentemente do número de dias efetivamente trabalhados. 
 
O salário-família do trabalhador avulso independe do número de dias 
trabalhados no mês, devendo o seu pagamento corresponder ao valor 
integral da cota. 
O salário-família correspondente ao mês de afastamento do trabalho será pago 
integralmente pela empresa, pelo empregador doméstico ou pelo sindicato ou 
pelo órgão gestor de mão de obra, conforme o caso, e, ao mês da cessação de 
benefício, pelo INSS. 
Todas as importâncias que integram o salário-de-contribuição serão consideradas 
como parte integrante da remuneração do mês, exceto o décimo terceiro salário e 
o adicional de férias previsto no inciso XVII do art. 7º da Constituição, para efeito 
de definição do direito à cota do salário-família. 
Como já estudado, quando o pai e a mãe são segurados empregados ou 
trabalhadores avulsos de baixa renda, ambos têm direito ao salário-família. No 
entanto, tendo havido divórcio, separação judicial ou de fato dos pais, ou em caso 
de abandono legalmente caracterizado ou perda do pátrio-poder, o salário-família 
passará a ser pago diretamente àquele a cujo cargo ficar o sustento do menor, ou 
a outra pessoa, se houver determinação judicial nesse sentido. 
 
ATENÇÃO: A cota do salário-família não será incorporada, para qualquer 
efeito, ao salário ou ao benefício. 
 
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PENSÃO POR MORTE – RENDA MENSAL INICIAL (RMI) 
 
A pensão por morte será equivalente a uma cota familiar de 50% do valor da 
aposentadoria recebida pelo segurado ou daquela a que teria direito se fosse 
aposentado porincapacidade permanente na data do óbito, acrescida de cotas de 
10% por dependente, até o máximo de 100%. Se o número de dependentes for 
superior a 5, a pensão por morte se manterá em 100%. Em qualquer caso, o valor 
global do benefício não será inferior ao salário-mínimo. 
Dessa forma, se o segurado possuía 1 dependente, a pensão por morte será de 
60% do valor do valor que o segurado recebia de aposentadoria ou receberia se 
estivesse aposentado por invalidez na data do óbito. Se houver 2 dependentes, a 
pensão será de 70% (50% + 10% a mais para cada dependente). Se o número de 
dependentes for três, a pensão por morte será de 80%. Se o número de 
dependentes for quatro, a pensão por morte será de 90%. Se o número de 
dependentes for cinco ou mais, a pensão por morte será de 100%. 
Na hipótese de existir dependente inválido ou com deficiência intelectual, mental 
ou grave, o valor da pensão por morte será, independentemente do número de 
dependentes, equivalente a 100% (cem por cento) da aposentadoria recebida pelo 
segurado ou daquela a que teria direito se fosse aposentado por incapacidade 
Uma cota para cada filho ou equiparado (enteado e menor sob tutela) de
qualquer condição, de até 14 anos de idade, ou inválido de qualquer idade
Apenas segurados de 
baixa renda
Remuneração mensal não superior a R$ 1.655,98
(Cota = R$ 56,47)
Valores válidos para 2022
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permanente na data do óbito, até o limite máximo de benefícios do Regime Geral 
de Previdência Social. 
Número de Dependentes Percentual da Pensão por Morte 
1 60% 
2 70% 
3 80% 
4 90% 
5 ou mais 100% 
Existindo dependente inválido 
ou com deficiência intelectual, 
mental ou deficiência grave 
(qualquer quantidade de 
dependentes) 
100% 
 
Importante destacar que o valor final obtido será divido igualmente por todos os 
dependentes. Além disso, as cotas por dependente cessarão com a perda dessa 
qualidade e não serão reversíveis aos demais dependentes, preservado o valor de 
100% (cem por cento) da pensão por morte quando o número de dependentes 
remanescente for igual ou superior a 5 (cinco) ou enquanto existir dependente 
inválido ou com deficiência intelectual, mental ou grave. 
O fato de a cota de um dependente não ser reversível aos demais implica que o 
valor global da pensão por morte diminuirá em 10% cada vez que um dependente 
perde esta qualidade. 
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O valor total da pensão por morte não poderá ser inferior a um salário-mínimo. No 
entanto, cada dependente que esteja dividindo a mesma pensão por morte poderá 
receber uma cota no valor abaixo de um salário-mínimo. Mas, como já vimos, a 
soma de todas as cotas não poderá ser inferior a um salário-mínimo. 
 
Exemplo: Um segurado falece estando aposentado e recebendo 
R$3.000,00 por mês. Esse segurado deixou 3 dependentes no INSS: sua 
mulher e 2 filhos não inválidos menores de 21 anos. O valor da pensão 
por morte será de 80% (50% + 10% a mais por dependente) do valor da 
aposentadoria que esse segurado recebia, ou seja, será de R$2.400,00. 
Cada um dos beneficiários receberá mensalmente 1/3 do valor total do 
benefício, ou seja R$800,00. 
Quando o filho mais velho completar 21 anos, ele perderá a qualidade de 
dependente e sua pensão por morte cessará. Assim, o valor global da 
pensão por morte passará a ser de 70% da aposentadoria que o segurado 
recebia, ou seja, 70% de R$3.000,00, totalizando R$2.100,00. Cada um 
dos dependentes receberá mensalmente R$1.050,00. 
Quando o filho mais novo também completar 21 anos, somente a mulher 
receberá o benefício, que passará a ser de 60% de R$3.000,00, ou seja, 
R$1.800,00. 
Enquanto o dependente inválido ou com deficiência intelectual, mental ou grave 
mantiver essa condição, independentemente do número de dependentes 
habilitados ao benefício, o valor da pensão será mantida em 100% da 
aposentadoria recebida pelo segurado ou daquela a que teria direito se fosse 
aposentado por incapacidade permanente na data do óbito, e será rateado entre 
todos os dependentes em partes iguais. 
Quando não houver mais dependente inválido ou com deficiência intelectual, 
mental ou grave, o valor da pensão será recalculado, seguindo a regra geral, ou 
seja, uma cota familiar de 50% do valor da aposentadoria recebida pelo segurado 
ou daquela a que teria direito se fosse aposentado por incapacidade permanente 
na data do óbito/reclusão, acrescida de cotas de 10% por dependente, até o 
máximo de 100%. 
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A condição como dependente inválido ou com deficiência intelectual, mental ou 
grave, pode ser reconhecida previamente ao óbito do segurado, por meio de 
avaliação biopsicossocial realizada por equipe multiprofissional e interdisciplinar, 
observada revisão periódica na forma da legislação. 
 
Exemplo: Um segurado falece estando aposentado e recebendo 
R$6.000,00 por mês de aposentadoria. Esse segurado deixou 3 
dependentes no INSS: cônjuge, um filho menor (sem 
invalidez/deficiência) e um filho maior de 21 anos inválido. O valor global 
da pensão por morte, por haver dependente inválido, será de 100% do 
valor da aposentadoria que o segurado recebia, ou seja, será de 
R$6.000,00. Tal valor será rateado em partes iguais entre os 3 
dependentes. Portanto, cada um deles receberá R$2.000,00. 
Quando o filho menor completar 21 anos, ele perderá a qualidade de 
depende do RGPS. Contudo, a cônjuge e o filho inválido continuarão 
recebendo o benefício, o qual continuará tendo valor global de 
R$6.000,00, uma vez que ainda há dependente inválido. Cada um dos 
pensionistas receberá R$3.000,00 mensalmente. 
Agora vamos supor que o filho inválido venha a falecer. Nesse caso, a 
pensão deixará de ser 100%, pois não há mais nenhum dependente 
inválido. A única dependente restante (cônjuge) receberá o benefício, 
que passará a ser de 60% de R$6.000,00, ou seja, $3.600,00. 
É importante destacar que, se o segurado instituidor já era aposentado ou adquiriu 
o direito à aposentadoria antes da entrada em vigor da EC 103/19 (mesmo que 
ainda não tivesse requerido sua aposentadoria), o cálculo da pensão por morte 
levará em consideração o valor dessa aposentadoria. Entretanto, caso o segurado 
não fosse aposentado e não tivesse direito adquirido a aposentadoria na data do 
óbito, a base de cálculo da pensão por morte será obtido por meio de uma 
simulação do valor da aposentadoria a que ele teria direito se fosse aposentado 
por incapacidade permanente na data do óbito, devendo ser calculado conforme 
as novas regras abaixo: 
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Salário-de-benefício: média aritmética simples de todos os salários-de-
contribuição desde 07/1994, corrigidos monetariamente. 
Renda Mensal Inicial: 
• 60% do salário-de-benefício caso tenha atingido o tempo mínimo de 
contribuição (15 anos para mulheres e 20 anos para os homens) 
+ 
• 2% do salário-de-benefício para cada ano de contribuição que excedam ao 
tempo mínimo de 15 anos de contribuição para mulheres e 20 anos de 
contribuição para os homens. 
Aposentadoria= Salário-de-benefício x RMI 
Exemplo: Luiz era segurado do RGPS há 10 anos quando veio a falecer 
em um acidente de carro, deixando como dependente sua esposa Luíza 
e seu filho Luizinho, de 10 anos. Como Luiz não era aposentado, o valor 
do benefício de pensão por morte será calculado da seguinte forma: 
 
Primeiramente, calculamos o valor do salário-de-benefício de Luiz. Vamos 
supor que a média dos salários-de-contribuição dele seja igual a 
R$4.000,00. 
A RMI da aposentadoria que ele receberia se estivesse aposentado por 
incapacidade permanente na data do óbito seria de 60% do salário-de-
benefício. Como Luiz não tinha mais de 20 anos de contribuição, não 
haverá nenhum adicional. Portanto, a RMI que ele receberia se tivesse 
aposentado por incapacidade permanente da data do óbito (por 
simulação) será de 60% de R$4.000,00, que é R$2.400,00. 
 
O valor global da pensão por morte será de 50% + 10% por dependente 
sobre a base de cálculo acima calculada. Sendo assim, como há dois 
dependentes (Luiza e Luizinho), a pensão por morte será de 50% + 10% 
+ 10%, ou seja, 70% de R$2.400,00, que é igual a R$1.680,00, a ser 
dividido entre os dois dependentes em partes iguais. 
Dessa forma, a esposa Luiza receberá R$840,00 e o filho Luizinho também 
receberá R$840,00. 
 
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Devemos lembrar que o valor global do benefício não deverá ser inferior 
a um salário-mínimo. Contudo, cada dependente que esteja dividindo a 
mesma pensão por morte poderá receber uma cota no valor abaixo de 
um salário-mínimo. 
Obs.: Se o segurado era aposentado por incapacidade permanente e recebia o 
adicional de 25%, por necessitar da assistência permanente de outra pessoa, esse 
acréscimo não será integrado ao valor da pensão. 
O valor da pensão por morte será recalculado quando: 
• a invalidez ou deficiência intelectual, mental ou grave sobrevier à data do 
óbito, enquanto estiver mantida a qualidade de dependente; ou 
• deixar de haver dependente inválido ou com deficiência intelectual, mental 
ou grave. 
Obs.: O valor recebido a título de auxílio-acidente pelo segurado não aposentado 
irá integrar o cálculo do valor do benefício da aposentadoria por incapacidade 
permanente que servirá de base para o valor da pensão por morte (caso o segurado 
não seja aposentado na data do óbito). Contudo, tal valor não deverá ser somado 
ao valor da pensão, mas ao salário de contribuição para a obtenção do salário de 
benefício, observando o limite máximo estabelecido por Portaria do Ministério da 
Economia. 
O exercício de atividade remunerada, inclusive na condição de 
microempreendedor individual, não impede a concessão ou manutenção da parte 
individual da pensão do dependente com deficiência intelectual ou mental ou com 
deficiência grave. 
O valor da pensão por morte, no caso de morte de segurado recluso que tenha 
contribuído para a previdência social durante o período de reclusão, será calculado 
de modo a considerar o tempo de contribuição adicional e os correspondentes 
salários de contribuição. 
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Renda Mensal Inicial da pensão por morte
Equivalente a uma cota familiar de 50% do valor da aposentadoria
recebida pelo segurado ou daquela a que teria direito se fosse
aposentado por incapacidade permanente na data do óbito.
Acrescida de cotas de 10% por dependente, até o máximo de 100%.
+
Em qualquer caso, o valor global do benefício não será inferior ao
salário mínimo. No entanto, cada dependente que esteja dividindo a
mesma pensão por morte poderá receber uma cota no valor abaixo
de um salário mínimo. Mas, como já vimos, a soma de todas as
cotas não poderá ser inferior a um salário mínimo.
Se o número de dependentes for superior a 5, a pensão por morte
se manterá em 100%.
Renda Mensal Inicial da pensão por morte
Na hipótese de existir dependente inválido ou com deficiência
intelectual, mental ou grave, o valor da pensão por morte será
equivalente a 100% da aposentadoria recebida pelo segurado ou
daquela a que teria direito se fosse aposentado por incapacidade
permanente na data do óbito, até o limite máximo de benefícios do
Regime Geral de Previdência Social.
Renda Mensal Inicial da pensão por morte
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AUXÍLIO-RECLUSÃO – RENDA MENSAL INICIAL (RMI) 
 
Segundo a EC 103/2019 (Reforma da Previdência), até que lei discipline o valor do 
auxílio-reclusão, de que trata o inciso IV do art. 201 da Constituição Federal, seu 
cálculo será realizado na forma daquele aplicável à pensão por morte, não podendo 
exceder o valor de 1 (um) salário-mínimo. 
Assim sendo, com as regras trazidas pela Reforma da Previdência, o valor global do 
auxílio-reclusão não poderá exceder a 1 salário-mínimo. 
Como não poderá ser inferior e nem superior a um salário-mínimo, então será, até 
que lei discipline o seu valor, exatamente no valor de um salário-mínimo. 
Lembre-se que o auxílio-reclusão, havendo mais de um dependente, será rateado 
entre todos os dependentes beneficiários em parte iguais, bem como reverterá em 
favor dos demais a parte daquele cujo direito ao auxílio-reclusão cessar. 
Como vimos, o valor total do auxílio reclusão será exatamente um salário-mínimo. 
No entanto, cada dependente que esteja dividindo o auxílio reclusão poderá 
receber uma cota no valor abaixo de um salário-mínimo. Mas, como já vimos, a 
soma de todas as cotas não poderá ser inferior a um salário-mínimo (nem superior). 
Ou seja, o valor do auxílio reclusão é exatamente um salário-mínimo a ser dividido 
entre os dependentes. 
 
Renda Mensal Inicial do auxílio-reclusão
Até que lei discipline o valor do auxílio-reclusão, seu cálculo será
realizado na forma daquele aplicável à pensão por morte, não
podendo exceder o valor de 1 (um) salário-mínimo.
Ou seja, após a Reforma da Previdência e até que lei discipline seu
valor, o auxílio-reclusão será de 1 salário-mínimo.
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No entanto, cada dependente que esteja dividindo o mesmo
auxílio-reclusão poderá receber uma cota no valor abaixo de um
salário mínimo. Mas, como já vimos, a soma de todas as cotas não
poderá ser inferior a um salário mínimo.
Renda Mensal Inicial do auxílio-reclusão
O valor do auxílio-reclusão será divido igualmente por todos os
dependentes.
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DATA DE INÍCIO DO BENEFÍCIO - DIB 
CONCEITO 
Considera-se “Data de Início do Benefício – DIB” a data a partir da qual o benefício 
é devido e deverá ser pago pelo INSS ao beneficiário. 
APOSENTADORIA POR INCAPACIDADE PERMANENTE – DATA DE 
INÍCIO DO BENEFÍCIO (DIB) 
A data de início da aposentadoria por incapacidade permanente deverá obedecer 
às regras abaixo: 
• Quando for precedida de auxílio por incapacidade temporária: dia 
imediatamente após ao da cessação do auxílio por incapacidade temporária. 
 
•Quando não for precedida de auxílio por incapacidade temporária: 
o Segurado empregado: 
▪ a contar do 16º dia de afastamento da atividade; ou 
▪ a partir da data de entrada do requerimento, se entre o 
afastamento e a entrada do requerimento decorrerem mais de 
30 dias. 
 
o Demais segurados: 
▪ a contar da data do início da incapacidade; ou 
▪ a partir da data de entrada do requerimento, se entre o 
afastamento por incapacidade e a entrada do requerimento 
decorrerem mais de 30 dias. 
 
Durante os primeiros 15 dias de afastamento da atividade por motivo de invalidez, 
caberá à empresa pagar ao segurado empregado o salário. 
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Vejamos abaixo a Súmula 576 do STJ sobre esse assunto, quando a aposentadoria 
por incapacidade permanente não tiver sido precedida de auxílio por incapacidade 
temporária e não houver prévio requerimento administrativo: 
Súmula 576 – STJ - Ausente requerimento administrativo no INSS, o termo inicial para a 
implantação da aposentadoria por invalidez (atualmente denominada aposentadoria por 
incapacidade permanente) concedida judicialmente será a data da citação válida. (grifos 
nossos) 
 
 
APOSENTADORIA PROGRAMADA (POR IDADE E POR TEMPO DE 
CONTRIBUIÇÃO) – DATA DE INÍCIO DO BENEFÍCIO (DIB) 
A data de início da aposentadoria programada (por idade e tempo de contribuição) 
deverá obedecer às regras abaixo: 
• Segurado empregado e empregado doméstico: 
o A partir da data do desligamento do emprego: quando requerida no 
prazo de 90 dias contados da data do desligamento. 
Aposentadoria por Incapacidade Permanente
Empregado
Demais
Segurados
Requerida
em 30 dias
Requerida
após 30 dias
A partir do 16º dia do
afastamento das atividades
A partir da data da
entrada do requerimento
Requerida
em 30 dias
Requerida
após em 30 dias
A partir do início
da incapacidade
A partir da data da
entrada do requerimento
Precedida de auxílio por
incapacidade temporária
Dia imediato ao da cessação do
auxílio por incapacidade temporária
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o A partir da data do requerimento: quando não houver desligamento 
do emprego ou quando for requerida depois de 90 dias, contados da 
data do desligamento. 
• Demais segurados: 
o A partir da data de entrada do requerimento. 
Quando não houver prévio requerimento administrativo da aposentadoria 
programada, ingressando-se diretamente com ação judicial, o termo inicial para a 
implantação do benefício concedido judicialmente será a data da citação válida do 
INSS. 
 
 
 
APOSENTADORIA ESPECIAL – DATA DE INÍCIO DO BENEFÍCIO (DIB) 
A data de início da aposentadoria especial deverá obedecer às regras abaixo: 
• Segurado empregado: 
o A partir da data do desligamento do emprego: quando requerida no 
prazo de 90 dias contados da data do desligamento. 
Empregado
e
Empregado
Doméstico
Demais
segurados
Quando desligado do emprego e
requerer no prazo de 90 dias,
contados da data do desligamento
Direito desde
a data do
requerimento
Direito desde
a data do
desligamento 
Não houver desligamento do emprego
Quando requerido após 90 dias
do desligamento
Direito desde a data do requerimento
Aposentadoria Programada
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o A partir da data do requerimento: quando não houver desligamento 
do emprego ou quando for requerida depois de 90 dias, contados da 
data do desligamento. 
• Trabalhador Avulso e Contribuinte Individual (o contribuinte individual 
APENAS quando cooperado filiado a cooperativa de trabalho ou de 
produção): 
o A partir da data de entrada do requerimento. 
 
 
 
 
AUXÍLIO POR INCAPACIDADE TEMPORÁRIA – DATA DE INÍCIO DO 
BENEFÍCIO (DIB) 
A data de início do auxílio por incapacidade temporária deverá obedecer às regras 
abaixo: 
o Segurado empregado: 
▪ a contar do 16º dia de afastamento da atividade; ou 
▪ a partir da data de entrada do requerimento, quando requerido 
após o trigésimo dia do afastamento da atividade. 
 
Empregado
Trabalhador
Avulso e
Cooperado
Quando desligado do emprego e
requerer no prazo de 90 dias,
contados da data do desligamento
Direito desde
a data do
requerimento
Direito desde
a data do
desligamento 
Não houver desligamento do emprego
Quando requerido após 90 dias
do desligamento
Direito desde a data do requerimento
Aposentadoria Especial
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o Demais segurados: 
▪ a contar da data do início da incapacidade (desde que o 
afastamento seja superior a quinze dias); ou 
▪ a partir da data de entrada do requerimento, quando requerido 
após o trigésimo dia do afastamento da atividade. 
 
Durante os primeiros 15 dias consecutivos ao do afastamento da atividade por 
motivo de incapacidade temporárias para o trabalho, incumbirá à empresa pagar 
ao segurado empregado o seu salário integral. 
Quando o acidentado não se afastar do trabalho no dia do acidente, os 15 dias de 
responsabilidade da empresa pela sua remuneração integral são contados a partir 
da data do afastamento. 
Obs.: Se concedido novo benefício decorrente da mesma doença dentro 
de 60 dias contados da cessação do benefício anterior, a empresa fica 
desobrigada do pagamento relativo aos quinze primeiros dias de 
afastamento, prorrogando-se o benefício anterior e descontando-se os 
dias trabalhados, se for o caso. 
Se o segurado empregado, por motivo de incapacidade, afastar-se do trabalho 
durante o período de 15 dias, retornar à atividade no 16º sexto dia e voltar a se 
afastar no prazo de 60 dias, contado da data de seu retorno, em decorrência do 
mesmo motivo que gerou a incapacidade, este fará jus ao auxílio por incapacidade 
temporária a partir da data do novo afastamento. No entanto, neste caso, se o 
retorno à atividade tiver ocorrido antes de 15 dias do afastamento, o segurado fará 
jus ao auxílio por incapacidade temporária a partir do dia seguinte ao que 
completar os 15 dias. 
Exemplo: Segurado empregado afastou-se do trabalho por 10 dias, por 
motivo de incapacidade, retornando ao trabalho já no 11º dia. Caso volte 
a se afastar do trabalho dentro de 60 dias desse retorno, em decorrência 
da mesma doença, o segurado fará jus ao auxílio por incapacidade 
temporária a partir do 6º dia, pois faltavam 5 dias para completar o 
período de 15 dias sob responsabilidade da empresa. 
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Cabe à empresa que dispuser de serviço médico próprio ou em convênio o exame 
médico e o abono das faltas correspondentes aos primeiros quinze dias de 
afastamento. 
Quando a incapacidade ultrapassar o período de quinze dias consecutivos, o 
segurado será encaminhado ao INSS para avaliação médico-pericial. 
Na impossibilidade de realização do exame médico-pericial inicial antes do término 
do período de recuperação indicado pelo médico assistente em documentação, o 
empregado é autorizado a retornar ao trabalho nodia seguinte à data indicada 
pelo médico assistente, mantida a necessidade de comparecimento do segurado à 
perícia na data agendada. 
 
Vejamos como tais assuntos já foram cobrados em prova: 
 
(CESPE – BRB – Advogado – 2010) 
Fernando é empregado de pessoa jurídica e, em virtude de enfermidade, ficou incapacitado para o 
seu trabalho por mais de quinze dias, passando a perceber, a partir do décimo sexto dia, o benefício 
previdenciário denominado auxílio por incapacidade temporária. Após dois meses, a perícia do INSS 
constatou que Fernando já estava apto para retornar às suas atividades, e determinou a cessação 
de seu benefício. Um mês após a cessação do referido benefício, Fernando, acometido pela mesma 
doença, ficou novamente impossibilitado para o trabalho. Nessa circunstância, a pessoa jurídica fica 
desobrigada ao pagamento relativo aos quinze primeiros dias de afastamento, prorrogando-se o 
benefício anterior. 
Empregado
Demais
Segurados
Requerida
em 30 dias
Requerida
após 30 dias
A partir do 16º dia do
afastamento das atividades
A partir da data de
entrada do requerimento
Requerida
em 30 dias
Requerida
após em 30 dias
A partir do início da
incapacidade
A partir da data de
entrada do requerimento
Auxílio por Incapacidade Temporária
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( ) Certo 
( ) Errado 
 
COMENTÁRIOS: 
Nos termos do § 3º do art. 75, do Decreto 3.048/99: 
Art. 75. (...) 
“§ 3º. Se concedido novo benefício decorrente da mesma doença dentro de sessenta dias contados da 
cessação do benefício anterior, a empresa fica desobrigada do pagamento relativo aos quinze primeiros dias 
de afastamento, prorrogando-se o benefício anterior e descontando-se os dias trabalhados, se for o caso.” 
No caso da questão, como foi concedido a Fernando um novo auxílio por incapacidade temporária, 
decorrente da mesma doença, um mês após a cessação do benefício anterior (portanto dentro dos 
60 dias após a cessação do benefício anterior) a empresa fica desobrigada do pagamento relativo 
aos quinze primeiros dias de afastamento, prorrogando-se o benefício anterior. 
 
Gabarito: Correto. 
 
AUXÍLIO-ACIDENTE – DATA DE INÍCIO DO BENEFÍCIO (DIB) 
O auxílio-acidente será devido a partir do dia seguinte ao da cessação do auxílio 
por incapacidade temporária, independentemente de qualquer remuneração ou 
rendimento auferido pelo acidentado, vedada sua acumulação com qualquer 
aposentadoria. 
O auxílio-acidente será concedido, como indenização, ao segurado quando, após 
consolidação das lesões decorrentes de acidente de qualquer natureza, resultarem 
sequelas definitivas que impliquem: 
• redução da capacidade para o trabalho que habitualmente exercia; 
• redução da capacidade para o trabalho que habitualmente exercia e exija 
maior esforço para o desempenho da mesma atividade que exercia à época 
do acidente; ou 
• impossibilidade de desempenho da atividade que exerciam à época do 
acidente, porém permita o desempenho de outra, após processo de 
reabilitação profissional, nos casos indicados pela perícia médica do Instituto 
Nacional do Seguro Social - INSS. 
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No entanto, como vimos, não basta a ocorrência do acidente de qualquer natureza 
para que o benefício de auxílio-acidente seja concedido. Faz-se necessário a 
ocorrência das circunstâncias a seguir: 
1) segurado sofra um acidente de qualquer natureza; 
2) ocorra a consolidação das lesões (quadro clínico tenha estabilizado); 
3) do acidente, resulte sequelas definitivas; 
4) haja redução da capacidade laborativa do segurado. 
Enquanto as lesões não se consolidarem e o segurado estiver impossibilitado 
temporariamente de voltar ao trabalho, receberá auxílio por incapacidade 
temporária. Quando ocorrer a consolidação das lesões, restando sequelas 
definitivas com redução da capacidade para o trabalho que habitualmente exercia, 
cessará o auxílio por incapacidade temporária e, no dia seguinte, terá início o 
auxílio-acidente. Se a perícia constatar que a incapacidade é total e permanente, 
será concedida a aposentadoria por incapacidade permanente. 
 
Conforme entendimento do STF, quando não houver concessão de auxílio por 
incapacidade temporária, nem tampouco prévio requerimento administrativo do 
auxílio-acidente, ingressando-se diretamente com ação judicial, o termo inicial para 
a implantação do benefício concedido judicialmente será a data da citação válida 
do INSS. 
 
 
Vejamos como tais assuntos já foram cobrados em prova: 
 
 
Palavras chaves do auxílio-acidente:
✓ Acidente;
✓ Consolidação das lesões
✓ Sequelas definitivas;
✓ Redução “parcial” da capacidade para o trabalho. 
Devido a partir do dia seguinte à cessação
do auxílio por incapacidade temporária
Auxílio-Acidente
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==245596==
 
 
 
 
 
 
(CESPE - Procurador Federal – 2013) 
Conforme a jurisprudência do STJ, no âmbito do RGPS, o termo inicial do auxílio-acidente será o dia 
seguinte ao da cessação do auxílio por incapacidade temporária. 
( ) Certo 
( ) Errado 
 
COMENTÁRIOS: 
Nos termos do art. 86 da Lei 8.213/91: 
Art. 86. O auxílio-acidente será concedido, como indenização, ao segurado quando, após 
consolidação das lesões decorrentes de acidente de qualquer natureza, resultarem sequelas que 
impliquem redução da capacidade para o trabalho que habitualmente exercia”. (...) 
 § 2º O auxílio-acidente será devido a partir do dia seguinte ao da cessação do auxílio por 
incapacidade temporária, independentemente de qualquer remuneração ou rendimento auferido 
pelo acidentado, vedada sua acumulação com qualquer aposentadoria. 
Como vimos, configurada a hipótese de auxílio-acidente e comprovada a concessão anterior de 
auxílio por incapacidade temporária, o termo inicial do pagamento será o dia seguinte ao término 
do auxílio por incapacidade temporária. Outrossim, é assente no STJ o entendimento de que o 
termo inicial do benefício acidentário deve ser o dia seguinte à cessação do auxílio por incapacidade 
temporária. 
 
Gabarito: CERTO 
 
 (CESPE – TCE/ES – Auditor de Controle Externo - Direito – 2012) 
No âmbito do RGPS, o auxílio-acidente, concedido no dia seguinte ao da cessação do auxílio por 
incapacidade temporária, visa indenizar o segurado empregado cuja capacidade para o trabalho 
habitualmente exercido tenha sido reduzida após a consolidação das lesões decorrentes de 
acidente de qualquer natureza. Dado seu caráter indenizatório, esse benefício pode ser recebido 
conjuntamente com remuneração ou qualquer outro benefício do RGPS. 
( ) Certo 
( ) Errado 
 
COMENTÁRIOS: 
Nos termos do art. 86, § 2º, da Lei 8.213/91: 
Art. 86. (...) § 2º. O auxílio-acidente será devido a partir do dia seguinte ao da cessação do auxílio por 
incapacidade temporária, independentemente de qualquer remuneração ou rendimento auferido pelo 
acidentado, vedada sua acumulação com qualquer aposentadoria. 
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Além disso, o auxílio acidente também não poderá acumular com outro auxílio acidente e nem com 
auxílio por incapacidade temporária,decorrente do mesmo acidente ou da mesma doença que o 
gerou. 
 
Gabarito: Errado 
 
 (CESPE – STJ – Analista Judiciário – Área Judiciária – 2012) 
Considere a seguinte situação hipotética: 
Davi, segurado da previdência social, após sofrer acidente, passou a receber auxílio por 
incapacidade temporária. Como as sequelas deixadas pelo acidente implicaram a redução da sua 
capacidade para o trabalho que habitualmente exercia, Davi pleiteou o auxílio-acidente. 
Nessa situação, o auxílio-acidente será devido a partir do dia seguinte ao da cessação do auxílio por 
incapacidade temporária, independentemente de qualquer remuneração ou rendimento auferido 
por Davi. 
( ) Certo 
( ) Errado 
 
COMENTÁRIOS: 
Vejamos o que está disposto no art. 86 da lei 8.213/91: 
“Art. 86. O auxílio-acidente será concedido, como indenização, ao segurado quando, após consolidação das 
lesões decorrentes de acidente de qualquer natureza, resultarem sequelas que impliquem redução da 
capacidade para o trabalho que habitualmente exercia. 
 [...] 
 § 2º O auxílio-acidente será devido a partir do dia seguinte ao da cessação do auxílio por incapacidade 
temporária, independentemente de qualquer remuneração ou rendimento auferido pelo acidentado, vedada 
sua acumulação com qualquer aposentadoria.” 
Assim sendo, é correto afirmar que o auxílio-acidente será devido a Davi a partir do dia seguinte ao 
da cessação do auxílio por incapacidade temporária, independentemente de qualquer remuneração 
ou rendimento por ele auferido. 
 
Gabarito: Certo 
 
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SALÁRIO-MATERNIDADE – DATA DE INÍCIO DO BENEFÍCIO (DIB) 
Salário-maternidade é um benefício previdenciário devido em função das seguintes 
circunstâncias: 
• Parto; 
• Aborto não criminoso; 
• Adoção; ou 
• Guarda judicial para fins de adoção. 
 
PARTO (data de início do benefício): Em caso de parto, o benefício de salário-
maternidade é devido à segurada da previdência social, durante 120 (cento e vinte) 
dias, com início, em regra, 28 (vinte e oito) dias antes da data prevista para o parto 
e término 91 (noventa e um) dias depois do parto. 
Como é impossível prever, com exatidão, a data do parto, caso ocorra nascimento 
antecipado, poderá ter início no intervalo de 28 dias antes do parto até a data do 
parto, iniciando-se a contagem dos 120 dias de salário-maternidade. Nesse caso, a 
data de início do benefício (DIB) será fixada conforme atestado médico original e 
específico, apresentado pela segurada, ainda que o requerimento seja realizado 
após o parto. 
A partir da 23ª semana de gestação, mesmo que natimorto, será considerado parto 
e dará direito a 120 dias de salário-maternidade. 
Em casos excepcionais, os períodos de repouso anterior e posterior ao parto 
podem ser aumentados de mais 2 (duas) semanas, mediante atestado médico 
específico submetido à avaliação medico-pericial. 
Em caso de parto antecipado ou não, a segurada tem direito aos 120 (cento e vinte 
dias) previstos na legislação. 
 
ABORTO NÃO CRIMINOSO (data de início do benefício): Em caso de aborto não 
criminoso, comprovado mediante atestado médico, a segurada terá direito ao 
salário-maternidade correspondente a 2 (duas) semanas, iniciando o benefício do 
salário-maternidade na data do fato gerador (no caso, considera-se fato gerador a 
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data do aborto não criminoso). No entanto, se o aborto for tipificado como crime, 
a segurada não terá direito ao salário-maternidade. 
Considera-se aborto não criminoso aquele ocorrido nas seguintes circunstâncias: 
• Aborto involuntário; 
• Quando não há outro meio de salvar a vida da gestante: 
• Quando a gravidez resulta de estupro; e 
• Interrupção de gravidez de feto que apresenta anencefalia (entendimento do 
STF) 
 
ADOÇÃO e GUARDA JUDIAL PARA FINS DE ADOÇÃO (data de início do 
benefício): Em acaso de adoção ou guarda judicial para fins de adoção, ao segurado 
ou segurada da Previdência Social que adotar ou obtiver guarda judicial para fins 
de adoção de criança é devido salário-maternidade pelo período de 120 (cento e 
vinte) dias, contados da data do fato gerador (no caso, considera-se fato gerador a 
data da adoção ou da guarda judicial para fins de adoção). 
A percepção do salário-maternidade está condicionada ao afastamento 
do segurado do trabalho ou da atividade desempenhada, sob pena de 
suspensão do benefício. 
 
Para efeito de concessão e pagamento do salário-maternidade, em caso 
de gêmeos, não há qualquer alteração de valor ou duração do benefício, 
sendo devido apenas um único salário-maternidade. 
 
O salário-maternidade é devido à segurada independentemente de a 
mãe biológica ter recebido o mesmo benefício quando do nascimento da 
criança. 
O início do afastamento do trabalho da segurada empregada será determinado 
com base em atestado médico ou certidão de nascimento do filho. 
 
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SALÁRIO-FAMÍLIA – DATA DE INÍCIO DO BENEFÍCIO (DIB) 
O pagamento do salário-família será devido a partir da data da apresentação da 
certidão de nascimento do filho ou da documentação relativa ao equiparado 
(enteado e menor sob tutela), estando condicionado à apresentação anual de 
atestado de vacinação obrigatória, até 6 anos de idade, e de comprovação 
semestral de frequência à escola do filho ou equiparado, a partir dos 4 anos de 
idade. 
Obs.: O enteado e o menor sob tutela deverão comprovar a dependência 
econômica. 
Se o segurado não apresentar o atestado de vacinação obrigatória e a 
comprovação de frequência escolar do filho ou equiparado, nas datas definidas 
pelo INSS, o benefício do salário-família será suspenso, até que a documentação 
seja apresentada. 
Não é devido salário-família no período entre a suspensão do benefício motivada 
pela falta de comprovação da frequência escolar e o seu reativamento, salvo se 
provada a frequência escolar regular no período. 
A comprovação semestral de frequência escolar será feita mediante apresentação 
de documento emitido pela escola, na forma de legislação própria, em nome do 
Em regra Data dofato gerador
Data de início fixada conforme atestado
médico original e específico apresentado
pela segurada, com a data prevista para
o nascimento. 
Parto
Aborto não criminoso
Adoção ou guarda judicial
para fins de adoção
Se afastar
antes do
dia do
parto
Salário-Maternidade
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aluno, onde conste o registro de frequência regular ou de atestado do 
estabelecimento de ensino, comprovando a regularidade da matrícula e frequência 
escolar do aluno. 
Para recebimento do salário-família, o empregado doméstico apresentará ao seu 
empregador apenas a certidão de nascimento do filho ou a documentação relativa 
ao enteado e ao menor tutelado, desde que comprovada a dependência 
econômica dos dois últimos, estando, portanto, dispensado de apresentar atestado 
de vacinação e comprovação de frequência escolar. 
O salário-família correspondente ao mês de afastamento do trabalho será pago 
integralmente pela empresa, peloempregador doméstico ou pelo sindicato ou 
pelo órgão gestor de mão de obra, conforme o caso, e, ao mês da cessação de 
benefício, pelo INSS. 
 
PENSÃO POR MORTE – DATA DE INÍCIO DO BENEFÍCIO (DIB) 
A pensão por morte será devida ao conjunto dos dependentes do segurado que 
falecer (qualquer tipo de segurado), aposentado ou não, a contar da data: 
• do óbito, quando requerida em até 180 dias após o óbito, para os filhos 
menores de 16 anos; 
• do óbito, quando requerida em até 90 dias após o óbito, para os demais 
dependentes; 
• do requerimento, quando requerido após 180 dias do óbito, para os filhos 
menores de 16 anos; 
Apresentação anual de atestado de vacinação
Obrigatória (até os 6 anos de idade).
Devido a partir da data de apresentação da
certidão de nascimento do filho ou
documentação relativa ao equiparado
(enteado ou menor sob tutela)
Comprovação semestral de
frequência escolar (a partir de 4 anos de idade).
Condições
Salário-Família
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• do requerimento, quando requerido após 90 dias do óbito, para os demais 
dependentes; 
• da decisão judicial, no caso de morte presumida. 
 
A pensão poderá ser concedida, em caráter provisório, por morte presumida: 
• mediante sentença declaratória de ausência, expedida por autoridade 
judiciária, a contar da data de sua emissão; ou 
• em caso de desaparecimento do segurado por motivo de catástrofe, 
acidente ou desastre, a contar da data da ocorrência, mediante prova hábil. 
 
Verificado o reaparecimento do segurado, o pagamento da pensão cessa 
imediatamente, ficando os dependentes desobrigados da reposição dos valores 
recebidos, salvo má-fé. 
Nos casos em que a data de início do pagamento da pensão por morte se der na 
data do requerimento, temos uma situação peculiar: para efeito de cálculo, a data 
de início do benefício será a data do óbito, aplicados os devidos reajustamentos 
até a data de início do pagamento, não sendo devida qualquer importância relativa 
ao período anterior à data de entrada do requerimento. 
Exemplo: Josias faleceu em 15/01/2018. Sua esposa Fátima requereu a 
pensão por morte 100 dias após o óbito, em 24/04/2018. Neste caso, a 
pensão por morte será devida desde o requerimento, em 24/04/2018. No 
entanto, para efeito de cálculo, considerar-se-á a data de início do 
benefício a data do óbito, em 15/01/2018. Uma vez apurado o valor do 
benefício em 15/01/2018, tal valor será atualizado até 24/04/2018, a 
partir de quando o pagamento da pensão por morte será devido. 
 
Antes da publicação da Medida Provisória 871 de 18/01/19 (convertida na lei 
13.846/2019), que limitou em 180 dias o prazo para que o menor de 16 anos 
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requeira a pensão morte e receba o pagamento desde o óbito, o entendimento do 
STJ era de que tratando-se de dependente absolutamente incapaz ou menor de 
16 anos, tal beneficiário teria direito a pensão por morte no período compreendido 
entre o óbito do segurado e a data do requerimento administrativo, 
independentemente da data de tal requerimento. Atualmente, devemos considerar 
a regra da lei 13.846/2019 (decorrente da conversão da Medida Provisória 871/19), 
ou seja, se requerer a pensão por morte após 180 dias do óbito, o menor de 16 
anos receberá os pagamentos desde a data do requerimento tão somente. 
Outrossim, são inaplicáveis o prazo de decadência e prescrição para requerimento 
e recebimento da pensão são por morte ao pensionista menor, incapaz ou ausente, 
na forma da lei. Ou seja, não se aplica o período decadencial de 10 anos para limitar 
todo e qualquer direito ou ação do segurado ou beneficiário para a revisão do ato 
de concessão de benefício, a contar do dia primeiro do mês seguinte ao do 
recebimento da primeira prestação ou, quando for o caso, do dia em que tomar 
conhecimento da decisão indeferitória definitiva no âmbito administrativo. 
Também não e aplica aos menores, incapazes e ausentes a prescrição de 5 anos, a 
contar da data em que deveriam ter sido pagas, toda e qualquer ação para haver 
prestações vencidas ou quaisquer restituições ou diferenças devidas pela 
Previdência Social. 
 
Segundo o STF, a pensão por morte deve ser regida pela lei vigente à época do 
óbito do seu instituidor. Desta forma, a pensão por morte de fatos geradores 
ocorridos antes da vigência da Lei 8.213/91, é devida desde o óbito do segurado 
instituidor, independentemente de ter sido requerido tardiamente, ressalvando-se, 
contudo, a prescrição quinquenal (prazo de 5 anos para mover ação para haver 
prestações vencidas ou quaisquer restituições ou diferenças devidas pela 
Previdência Social). 
 
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Vejamos como tais assuntos já foram cobrados em prova: 
(FCC - Analista Judiciário (TRF 2ª Região)/Judiciária/Execução de Mandados/2012) 
Joaquim, segurado da previdência social, faleceu deixando apenas sua esposa Gabriela. Manoel, 
também segurado da previdência social, faleceu deixando apenas sua esposa Fábia. Considerando 
que Gabriela requereu o benefício previdenciário da pensão por morte no décimo sexto dia após 
óbito de Joaquim e Fábia o requereu no nonagésimo sexto dia do óbito de Manoel, a pensão por 
morte será devida a contar: 
a) da data do óbito. 
Requerida
em até 90 dias
do óbito
Requerida
após 180 dias
do óbito
Para
os demais
dependentes
Devida a partir
da data do óbito
Devida a partir da
data do requerimento
Para os filhos
menores de
16 anos
Requerida
em até 180 dias
do óbito
Para os filhos
menores de
16 anos
Devida a partir
da data do óbito
Requerida
após 90 dias
do óbito
Devida a partir da
data do requerimento
Para
os demais
dependentes
Pensão por Morte
Morte
Presumida
(em caráter provisório)
Data da sentença judicial
declaratória de ausência
Data da ocorrência do desaparecimento
do segurado por motivo de catástrofe,
acidente ou desastre, mediante prova hábil.
Pensão por Morte
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b) da data do óbito e da data do requerimento, respectivamente. 
c) da data do requerimento. 
d) do dia seguinte à data do óbito. 
e) do dia seguinte à data do óbito e da data do deferimento da concessão, respectivamente. 
 
COMENTÁRIOS: 
A resolução da presente questão tem por base o art. 74 da Lei 8.213/91, que assim dispõe: 
Art. 74. A pensão por morte será devida ao conjunto dos dependentes do segurado que falecer, aposentado 
ou não, a contar da data: 
I - do óbito, quando requerida em até cento e oitenta dias após o óbito, para os filhos menores de 
dezesseis anos, ou em até noventa dias após o óbito, para os demais dependentes; 
II - do requerimento, quando requerida após o prazo previsto no inciso anterior; 
III - da decisão judicial, no caso de morte presumida. 
 (...) 
Análise do problema: 
- Joaquim faleceu, deixando sua esposa Gabriela. 
- Manoel faleceu, deixando sua esposa Fábia. 
- Ambos eram segurados do RGPS, no momento do óbito. 
- Gabriela requereu sua pensão por morte no 16º dia após o óbito de Joaquim. 
- Fábia requereu sua pensão por morte no 96º dia apóso óbito de Manoel. 
Desta forma, podemos afirmar que a pensão por morte será devida à Gabriela a contar da data do 
óbito de Joaquim (pois requereu antes de 90 dias depois do óbito) e será devida à Fábia a contar 
da data do requerimento (pois requereu após o prazo de 90 dias do óbito). 
 
Gabarito: B 
 
(FCC - Analista Judiciário (TRF 3ª Região)/Judiciária/Oficial de Justiça Avaliador Federal/2014) 
Considere as seguintes hipóteses: 
I. Pensão por morte requerida no vigésimo dia após o óbito. 
II. Pensão por morte requerida no nonagésimo quinto dia após o óbito. 
III. Pensão por morte requerida no décimo quinto dia do óbito. 
IV. Pensão por morte requerida após noventa e dois dias do óbito. 
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De acordo com a Lei no 8.213/91, a pensão por morte será devida a partir da data do requerimento 
APENAS nas hipóteses 
a) I, II e IV. 
b) II e III. 
c) I. 
d) II e IV. 
e) I e III. 
 
COMENTÁRIOS 
A resolução da presente questão tem por base o art. 74 da Lei 8.213/91, que assim dispõe: 
Art. 74. A pensão por morte será devida ao conjunto dos dependentes do segurado que falecer, 
aposentado ou não, a contar da data: 
I - do óbito, quando requerida em até cento e oitenta dias após o óbito, para os filhos menores de dezesseis 
anos, ou em até noventa dias após o óbito, para os demais dependentes; 
II - do requerimento, quando requerida após o prazo previsto no inciso anterior; 
III - da decisão judicial, no caso de morte presumida. 
(...) 
Análise das assertivas: 
I. Pensão por morte requerida no vigésimo dia após o óbito: 
Neste caso, a pensão será devida desde a data do ÓBITO. 
 
II. Pensão por morte requerida no nonagésimo quinto dia após o óbito: 
Neste caso, a pensão será devida desde a data do REQUERIMENTO. 
 
III. Pensão por morte requerida no décimo quinto dia do óbito: 
Neste caso, a pensão será devida desde a data do ÓBITO. 
 
IV. Pensão por morte requerida após noventa e dois dias do óbito: 
Neste caso, a pensão será devida desde a data do REQUERIMENTO. 
 
Gabarito: D 
 
 
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(FCC - Analista Judiciário (TRF 4ª Região)/Judiciária/"Sem Especialidade"/2014) 
Glória Mercedes era companheira do segurado Rui Barbosa, por meio de união estável comprovada, 
com quem teve dois filhos menores. Rui Barbosa desapareceu e teve a morte presumida, declarada 
por meio de decisão judicial. Glória requer o benefício da pensão por morte, a seu favor, bem como 
de seus dois filhos. 
De acordo com a Lei nº 8.213/1991, em relação ao direito e eventuais prazos do benefício para os 
autores, uma vez preenchidos os requisitos legais, 
a) se, entre o prazo do óbito de Rui Barbosa e o requerimento administrativo de Glória, 
transcorreram mais de 30 dias, o marco inicial do benefício em relação à autora deve ser fixado a 
partir da data do protocolo administrativo. 
b) Glória e os seus filhos terão direito ao benefício a partir da data do óbito, quando requerido até 
trinta dias depois deste. 
c) Glória não terá direito ao benefício, pois não era legalmente casada com o segurado Rui Barbosa. 
d) apenas os filhos menores terão o direito ao benefício, a partir da data do óbito. 
e) Glória e seus filhos terão direito ao benefício, a partir da data da decisão judicial. 
 
COMENTÁRIOS: 
A resolução da presente questão tem por base o art. 74 da Lei 8.213/91, que assim dispõe: 
Art. 74. A pensão por morte será devida ao conjunto dos dependentes do segurado que falecer, aposentado 
ou não, a contar da data: 
I - do óbito, quando requerida em até cento e oitenta dias após o óbito, para os filhos menores de dezesseis anos, ou em 
até noventa dias após o óbito, para os demais dependentes; 
II - do requerimento, quando requerida após o prazo previsto no inciso anterior; 
III - da decisão judicial, no caso de morte presumida. . 
Considerando que Rui Barbosa desapareceu e teve a morte presumida declarada por meio de 
decisão judicial, Glória e seus filhos terão direito ao benefício a partir da respectiva decisão judicial. 
Gabarito: E 
 
AUXÍLIO-RECLUSÃO – DATA DE INÍCIO DO BENEFÍCIO (DIB) 
Considerando que, nos termos do art. 80 da lei 8.212/91, o auxílio-reclusão será 
devido nas condições da pensão por morte, podemos afirmar que tal benefício será 
devido: 
• a contar da data do efetivo recolhimento do segurado à prisão, quando 
requerida em até 180 dias após a prisão, para os filhos menores de 16 anos; 
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• a contar da data do efetivo recolhimento do segurado à prisão, quando 
requerida em até 90 dias após a prisão, para os demais dependentes; 
• do requerimento, quando requerido após 180 dias da prisão, para os filhos 
menores de 16 anos; 
• do requerimento, quando requerido após 90 dias da prisão, para os demais 
dependentes. 
Os dependentes somente terão direito ao benefício de auxílio-reclusão se 
presentes, cumulativamente, os requisitos abaixo: 
• Cumprida a carência de 24 contribuições mensais; 
• Segurado recolhido a prisão em regime fechado; 
• Segurado não continue recebendo remuneração da empresa; 
• Segurado não esteja em gozo de auxílio por incapacidade temporária, 
pensão por morte, salário-maternidade, aposentadoria ou abono de 
permanência em serviço; 
• Seja segurado de baixa renda, ou seja, que tenha salário-de-contribuição 
igual ou inferior a R$ 1.503,25 (valor válido para 2021). 
 
 
 
Requerida
em até 90 dias
da prisão
Requerida
após 180 dias
da prisão
Para
os demais
dependentes
Devida a partir
da data da prisão
Devida a partir da
data do requerimento
Para os filhos
menores de
16 anos
Requerida
em até 180 dias
da prisão
Para os filhos
menores de
16 anos
Devida a partir
da data da prisão
Requerida
após 90 dias
da prisão
Devida a partir da
data do requerimento
Para
os demais
dependentes
Auxílio-Reclusão
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DATA DA CESSAÇÃO DO BENEFÍCIO - DCB 
CONCEITO 
Considera-se “Data da Cessação do Benefício – DCB” a data a partir da qual o 
benefício deixará de ser devido pela Previdência Social. 
 
APOSENTADORIA POR INCAPACIDADE PERMANENTE – DATA DA 
CESSAÇÃO DO BENEFÍCIO (DCB) 
A aposentadoria por incapacidade permanente cessará nos seguintes casos: 
• Aposentado por incapacidade permanente que retornar voluntariamente à 
atividade. Neste caso, a aposentadoria será automaticamente cancelada, a 
partir da data do retorno; 
• Recuperação da capacidade laborativa, verificada mediante avaliação médica 
da perícia do INSS; 
• Morte do segurado. 
Verificada a recuperação da capacidade laborativa do aposentado por 
incapacidade permanente, será observado o seguinte procedimento: 
• Quando a recuperação for total e ocorrer no prazo de 5 (cinco) anos, 
contados da data do início da aposentadoria por incapacidade permanente 
ou do auxílio por incapacidade temporária que a antecedeu sem interrupção, 
o benefício cessará: 
o de imediato, para o segurado empregado que tiver direito a retornar 
à função que desempenhava na empresa quando se aposentou, na 
forma da legislação trabalhista,valendo como documento, para tal fim, 
o certificado de capacidade fornecido pela Previdência Social; ou 
o após tantos meses quantos forem os anos de duração do auxílio por 
incapacidade temporária e da aposentadoria por incapacidade 
permanente, para os demais segurados; 
 
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• Quando a recuperação for parcial ou ocorrer após 5 (cinco) anos, contados 
da data do início da aposentadoria por incapacidade permanente ou do 
auxílio por incapacidade temporária que a antecedeu sem interrupção, ou 
ainda quando o segurado for declarado apto para o exercício de trabalho 
diverso do qual habitualmente exercia, a aposentadoria será mantida, sem 
prejuízo da volta à atividade: 
o no seu valor integral, durante 6 (seis) meses contados da data em que 
for verificada a recuperação da capacidade; 
o com redução de 50% (cinquenta por cento), no período seguinte de 6 
(seis) meses; 
o com redução de 75% (setenta e cinco por cento), também por igual 
período de 6 (seis) meses, ao término do qual cessará definitivamente. 
Como vimos, há casos em que o segurado poderá voltar ao trabalho e, mesmo 
assim, continuará recebendo, por algum tempo, a aposentadoria por incapacidade 
permanente. Trata-se da conhecida mensalidade de recuperação. 
 
 
 
Aposentadoria por Incapacidade Permanente
Retorno voluntário à atividade
Recuperação da capacidade laborativa
(Verificado pela perícia médica do INSS)
Morte do segurado
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APOSENTADORIA PROGRAMADA – DATA DA CESSAÇÃO DO 
BENEFÍCIO (DCB) 
A aposentadoria programada (por idade e por tempo de contribuição) cessará 
apenas com a morte do segurado. 
Nos termos do Regulamento da Previdência Social, as aposentadorias programadas 
concedidas pela previdência social são irreversíveis e irrenunciáveis. 
 
Verificada a recuperação da capacidade laborativa
Recuperação
TOTAL e ocorre
dentro de
5 anos
Empregado
Demais
Segurados
Cessa de imediato, se tiver direito a
retornar à função que desempenhava
na empresa ao se aposentar
Após tantos meses quantos forem
os anos de duração do
auxílio por incapacidade temporária e da
aposentadoria por incapacidade permanente
Conforme certificado de capacidade 
fornecido pela Prev. Social
Do início da 
aposentadoria ou 
auxílio por 
incapacidade 
temporária que a 
antecedeu
Recuperação
parcial
Recuperação
após 5 anos
Apto para
trabalho diverso
Durante 6 meses contados da recuperação
No período seguinte de 6 meses
No período seguinte de 6 meses
Valor integral
Redução de 50%
Redução de 75%
Ou Ou
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Neste sentido, o Supremo Tribunal Federal (STF) se pronunciou pela inviabilidade 
da desaposentação e reaposentação dos segurados no RGPS. 
A desaposentação é a renúncia pelo segurado da aposentadoria percebida a fim 
de requerer uma nova aposentadoria (reaposentação). Foi uma tese criada para 
permitir que aposentados que continuavam a trabalhar e, portanto, a contribuir, 
pudessem incorporar os novos salários-de-contribuição, bem como um fator 
previdenciário mais benéfico pelo aumento da idade, do tempo de contribuição e 
diminuição da expectativa de vida por ocasião da nova aposentadoria. 
Administrativamente, sempre houve recusa pelo INSS em aceitar os pedidos de 
desaposentação. No entanto, o STJ firmou entendimento que seria possível a 
renúncia à aposentadoria por tempo de serviço (desaposentação), e concessão de 
novo benefício mais vantajoso da mesma natureza (reaposentação), com o cômputo 
dos salários-de-contribuição posteriores à aposentadoria, acréscimo de tempo de 
contribuição, incremento da idade e redução da expectativa de vida, sem a 
necessidade de devolução dos valores recebidos no benefício renunciado. 
Seguindo a mesma tendência, a Turma Nacional de Uniformização (TNU), órgão 
jurisdicional de cúpula dos Juizados Especiais Federais, também firmou 
posicionamento admitindo a desaposentação. 
A questão chegou ao Supremo Tribunal Federal que se pronunciou, no julgamento 
do RE661256 RG/DF, com repercussão geral reconhecida, pela inviabilidade da 
desaposentação. 
O STF utilizou, dentre outros argumentos, o art. 18, § 2º, da Lei 8.213/91, in verbis: 
Lei 8.213/91 
Art. 18. (...) 
§ 2º O aposentado pelo Regime Geral de Previdência Social — RGPS que permanecer em 
atividade sujeita a este Regime, ou a ele retornar, não fará jus a prestação alguma da 
Previdência Social em decorrência do exercício dessa atividade, exceto ao salário-família e 
à reabilitação profissional, quando empregado. 
(grifos nossos) 
Ou seja, afora as duas situações legalmente pontuadas, o aposentado que voltasse 
a trabalhar não possuiria direito a nenhum outro benefício (inclusa a 
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desaposentação/reaposentação) pelo fato de estar novamente pagando 
contribuições para a Previdência Social. 
A corte também compreendeu que houve silêncio da Constituição, que, apesar de 
não proibir o direito à "desaposentação", também não o previu. Neste caso, 
caberia ao legislador ordinário estabelecer ou não essa possibilidade e, no caso, o 
art. 18, § 2º da Lei nº 8.213/91 proibiu. 
Um dos argumentos utilizados pelos advogados dos aposentados é que o artigo 
da lei 8.213/91 seria inconstitucional, porque desconsideraria contribuições 
efetivamente vertidas para custeio do sistema. Porém, essa alegação restou 
afastada ao argumento que o sistema previdenciário brasileiro é solidário e 
contributivo. 
 
 
 
APOSENTADORIA ESPECIAL – DATA DA CESSAÇÃO DO BENEFÍCIO 
(DCB) 
 
A aposentadoria especial cessará nos seguintes casos: 
• Com a morte do segurado; 
• Caso o segurado que já receba aposentadoria especial retorne ao exercício 
de atividade ou operação que o sujeite aos riscos e agentes nocivos 
constantes do Anexo IV do Regulamento da Previdência Social - RPS, ou nele 
permanecer, na mesma ou em outra empresa, qualquer que seja a forma de 
prestação do serviço ou categoria de segurado, será imediatamente 
notificado da cessação do pagamento de sua aposentadoria especial, no 
O benefício cessa “apenas” com a morte do segurado
Pois essas aposentadorias 
são irrenunciáveis
Aposentadoria Programada
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prazo de 60 dias contado da data de emissão da notificação, salvo 
comprovação, nesse prazo, de que o exercício dessa atividade ou operação 
foi encerrado. 
Nos termos do Regulamento da Previdência Social, a aposentadoria programada 
(por idade e tempo de contribuição), bem como a aposentadoria especial, 
concedidas pela previdência social são irreversíveis e irrenunciáveis. 
 
 
 
AUXÍLIO POR INCAPACIDADE TEMPORÁRIA – DATA DA CESSAÇÃO 
DO BENEFÍCIO (DCB) 
O auxílio por incapacidade temporária cessará nos seguintes casos: 
• recuperação da capacidade para o trabalho; 
• transformação em aposentadoria por incapacidadepermanente; 
• concessão do auxílio-acidente (na hipótese de o evento causador da redução 
da capacidade laborativa ser o mesmo que gerou o auxílio por incapacidade 
temporária); 
• reclusão em regime fechado por período superior a 60 dias. 
• morte do segurado. 
 
Aposentadoria especial
O benefício cessa “em regra” com a morte do segurado
Também cessará se o segurado retornar à atividade que o
sujeite à exposição a agentes físicos, químicos e/ou biológicos
que prejudiquem sua saúde.
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O segurado que durante o gozo do auxílio por incapacidade temporária 
vier a exercer atividade que lhe garanta subsistência poderá ter o 
benefício cancelado a partir do retorno à atividade. No entanto, caso o 
segurado, durante o gozo do auxílio por incapacidade temporária, venha 
a exercer atividade diversa daquela que gerou o benefício, deverá ser 
verificada a incapacidade para cada uma das atividades exercidas. 
O segurado em gozo de auxílio por incapacidade temporária, insuscetível de 
recuperação para sua atividade habitual, deverá submeter-se a processo de 
reabilitação profissional para o exercício de outra atividade. 
O auxílio por incapacidade temporária será mantido até que o segurado seja 
considerado reabilitado para o desempenho de atividade que lhe garanta a 
subsistência ou, quando considerado não recuperável, seja aposentado por 
incapacidade permanente. 
Atenção: Não será devido auxílio por incapacidade temporária para o 
segurado recluso em regime fechado. O segurado em gozo de auxílio por 
incapacidade temporária na data de recolhimento à prisão terá seu 
benefício suspenso por até 60 dias, contados da data de recolhimento à 
prisão, cessado o benefício após o referido prazo. Na hipótese de o 
segurado ser colocado em liberdade antes de 60 dias, o benefício será 
restabelecido a partir da data de soltura. 
 
Obs.: Em caso de prisão declarada ilegal, o segurado terá direito à 
percepção do benefício por todo o período devido. 
 
Obs.: O segurado recluso em cumprimento de pena em regime aberto 
ou semiaberto terá direito ao auxílio por incapacidade temporária. 
 
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AUXÍLIO-ACIDENTE – DATA DA CESSAÇÃO DO BENEFÍCIO (DCB) 
O auxílio-acidente cessará nos seguintes casos: 
• Aposentadoria do segurado (qualquer aposentadoria); 
• Morte do segurado; 
• Data da emissão da Certidão de Tempo de Contribuição - CTC. 
A Certidão de Tempo de Contribuição (CTC) é expedida, mediante solicitação do 
segurado, com a finalidade de transferir seu tempo de contribuição do RGPS para 
o RPPS (ou vice-versa), dentro de um instituto chamado contagem recíproca de 
tempo de contribuição, onde o segurado aproveita o seu tempo de contribuição 
de um regime previdenciário para aposentar-se em outro regime previdenciário. 
Outrossim, a doutrina discute a legalidade da cessação do auxílio-acidente com a 
emissão da CTC, pois, apesar de constar no Regulamento da Previdência Social, 
não encontra amparo em lei. 
 
Recuperação da capacidade para o trabalho
Transformação em aposentadoria por incapacidade permanente
Transformação em auxílio-acidente (mesma causa)
Reclusão em regime fechado por período superior a 60 dias
Morte do segurado
Auxílio por Incapacidade Temporária
Obs.: Não cessará o benefício até que seja dado como habilitado
para o desempenho de nova atividade que lhe garanta a subsistência
ou, quando considerado não recuperável, for aposentado por
incapacidade permanente.
Rubens Mauricio Corrêa
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SALÁRIO-MATERNIDADE – DATA DA CESSAÇÃO DO BENEFÍCIO 
(DCB) 
O salário-maternidade cessará nos seguintes casos: 
• Após o decurso do prazo legal; 
• Pelo óbito do beneficiário (salvo quando o benefício for pago ao cônjuge ou 
companheiro sobrevivente que tenha a qualidade de segurado); 
• Pela dispensa sem justa causa da segurada empregada, durante o período 
de estabilidade, pois, neste caso, a empresa indeniza a empregada (em 
substituição ao pagamento do salário-maternidade). 
O prazo legal de duração do salário-maternidade, como já estudado, será: 
• PARTO: 120 dias (em casos excepcionais, os períodos de repouso anterior e 
posterior ao parto podem ser aumentados em mais 2 semanas cada, 
mediante atestado médico específico) 
• ABORTO NÃO CRIMINOSO: 2 semanas; 
• ADOÇÃO e GUARDA JUDIAL PARA FINS DE ADOÇÃO: 120 dias. 
 
Auxílio-acidente
Morte do segurado
Aposentadoria do segurado
Emissão de certidão de tempo de contribuição (CTC)
Para averbar o tempo de 
contribuição do RGPS no RPPS
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Atenção: No caso de falecimento da segurada ou segurado que fizer jus 
ao recebimento do salário-maternidade, o benefício será pago, por todo 
o período ou pelo tempo restante a que teria direito, ao cônjuge ou 
companheiro sobrevivente que tenha a qualidade de segurado, exceto 
no caso do falecimento do filho ou de seu abandono, observadas as 
normas aplicáveis ao salário-maternidade. 
 
 
 
SALÁRIO-FAMÍLIA – DATA DA CESSAÇÃO DO BENEFÍCIO (DCB) 
O salário-família cessará automaticamente nos seguintes casos: 
• por morte do filho ou equiparado, a contar do mês seguinte ao do óbito; 
• quando o filho ou equiparado completar 14 anos de idade, salvo se inválido, 
a contar do mês seguinte ao da data do aniversário; 
• pela recuperação da capacidade do filho ou equiparado inválido, a contar do 
mês seguinte ao da cessação da incapacidade; 
• pelo desemprego do segurado, ainda que mantenha a qualidade de 
segurado; ou 
• pela morte do segurado. 
Salário-maternidade
Após o decurso do prazo legal
Morte da segurada, exceto se pago ao cônjuge ou
companheiro sobrevivente, se segurado do RGPS. 
Para a segurada empregada, pela dispensa sem justa causa
durante o período de estabilidade (pois a empresa indeniza)
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Para efeito de concessão e manutenção do salário-família, o segurado deve firmar 
termo de responsabilidade, no qual se comprometa a comunicar à empresa ou ao 
INSS qualquer fato ou circunstância que determine a perda do direito ao benefício, 
ficando sujeito, em caso do não cumprimento, às sanções penais e trabalhistas. 
A falta de comunicação oportuna de fato que implique cessação do salário-família, 
bem como a prática, pelo empregado, de fraude de qualquer natureza para o seu 
recebimento, autoriza a empresa, o INSS, o sindicato ou órgão gestor de mão-de-
obra, conforme o caso, a descontar dos pagamentos de cotas devidas com relação 
a outros filhos ou, na falta delas, do próprio salário do empregado ou da renda 
mensal do seu benefício, o valor das cotas indevidamente recebidas, sem prejuízo 
das sanções penais cabíveis. 
O empregado deve dar quitação à empresa, sindicato ou órgão gestor de mão-de-
obra de cada recebimento mensal do salário-família, na própria folha de 
pagamentoou por outra forma admitida, de modo que a quitação fique plena e 
claramente caracterizada. 
 
 
PENSÃO POR MORTE – DATA DA CESSAÇÃO DO BENEFÍCIO (DCB) 
Estudaremos dois grupos de situações que geram a cessação da pensão por morte: 
• cessação da cota individual de cada pensionista; e 
• cessação do benefício. 
Salário-família
Morte do filho ou equiparado, a contar do mês
Seguinte ao óbito 
Filho ou equiparado completar 14 anos, salvo de inválido,
Ao contar do mês seguinte ao do aniversário
Recuperação da capacidade do filho ou equiparado inválido,
A contar do mês seguinte da cessação da incapacidade
Pelo desemprego do segurado
(Mesmo com a qualidade de segurado mantida)
Morte do segurado
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Cessação da Cota Individual da Pensão por Morte 
O direito à percepção de cada cota individual da pensão por morte cessará: 
• pela morte do pensionista; 
• para o filho, pessoa a ele equiparada (enteado e menor sob tutela) ou o 
irmão, de ambos os sexos, ao completar vinte e um anos de idade, salvo se 
o pensionista for inválido ou tiver deficiência intelectual ou mental ou 
deficiência grave; 
• para filho, pessoa a ele equiparada (enteado e menor sob tutela) ou irmão 
inválido, pela cessação da invalidez; 
• para filho, pessoa a ele equiparada (enteado e menor sob tutela) ou irmão 
que tenha deficiência intelectual ou mental ou deficiência grave, pelo 
afastamento da deficiência, nos termos do regulamento; 
• pela adoção, para o filho adotado que recebia pensão por morte dos pais 
biológicos. 
 
Cessação da cota individual da pensão por morte do cônjuge/companheiro(a): 
• para CÔNJUGE ou COMPANHEIRO(A): 
o se inválido ou com deficiência, cessa a cota individual da pensão por 
morte pela cessação da invalidez ou pelo afastamento da deficiência, 
respeitados os períodos mínimos abaixo. 
o em 4 (quatro) meses, se o óbito ocorrer: 
▪ sem que o segurado tenha vertido 18 (dezoito) contribuições 
mensais; ou 
▪ se o casamento ou a união estável tiverem sido iniciados em 
menos de 2 (dois) anos antes do óbito do segurado. 
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o transcorridos os períodos abaixo, estabelecidos de acordo com a idade 
do cônjuge ou companheiro(a) na data de óbito do segurado, se o 
óbito ocorrer depois de vertidas 18 (dezoito) contribuições mensais e 
pelo menos 2 (dois) anos após o início do casamento ou da união 
estável (CONFORME PORTARIA ME Nº 424, DE 29 DE DEZEMBRO DE 2020): 
▪ 3 (três) anos, com menos de 22 (vinte e dois) anos de idade; 
▪ 6 (seis) anos, entre 22 (vinte e dois) e 27 (vinte e sete) anos de 
idade; 
▪ 10 (dez) anos, entre 28 (vinte e oito) e 30 (trinta) anos de idade; 
▪ 15 (quinze) anos, entre 31 (trinta e um) e 41 (quarenta e um) anos 
de idade; 
▪ 20 (vinte) anos, entre 42 (quarenta e dois) e 44 (quarenta e 
quatro) anos de idade; 
▪ vitalícia, com 45 (quarenta e cinco) ou mais anos de idade. 
 
Poderão ser fixadas, em números inteiros, novas idades na tabela acima, em ato do 
Ministério da Economia, após o transcurso de pelo menos 3 (três) anos e desde que 
nesse período se verifique o incremento mínimo de um ano inteiro na média 
nacional única, para ambos os sexos, correspondente à expectativa de sobrevida 
da população brasileira ao nascer, limitado o acréscimo na comparação com as 
idades anteriores ao referido incremento. 
ATENÇÃO: Se o óbito do segurado decorrer de acidente de qualquer 
natureza ou de doença profissional ou do trabalho, mesmo que o 
segurado não tenha vertido 18 contribuições mensais ou tenha menos de 
2 anos de casamento ou da união estável, não se aplicará o prazo mínimo 
de 4 meses. Dever-se-á, neste caso, aplicar a tabela de idades acima ou, 
tratando-se de cônjuge ou companheiro(a) inválido ou com deficiência, 
pela cessação da invalidez ou pelo afastamento da deficiência, 
respeitados os períodos mínimos da tabela de idades, conforme o caso. 
 
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Obs.: O tempo de contribuição a Regime Próprio de Previdência Social 
(RPPS) será considerado na contagem das 18 (dezoito) contribuições 
mensais da regra acima estudada. 
Obs.: Perde o direito à pensão por morte o condenado criminalmente por 
sentença com trânsito em julgado, como autor, coautor ou partícipe de 
homicídio doloso, ou de tentativa desse crime, cometido contra a pessoa 
do segurado, ressalvados os absolutamente incapazes e os inimputáveis. 
 
Obs.: Perde o direito à pensão por morte o cônjuge, o companheiro ou a 
companheira se comprovada, a qualquer tempo, simulação ou fraude no 
casamento ou na união estável, ou a formalização desses com o fim 
exclusivo de constituir benefício previdenciário, apuradas em processo 
judicial, assegurado o direito ao contraditório e à ampla defesa. 
 
Obs.: As cotas por dependente cessarão com a perda dessa qualidade e 
não serão reversíveis aos demais dependentes, preservado o valor de 
100% (cem por cento) da pensão por morte quando o número de 
dependentes remanescente for igual ou superior a 5 (pois a RMI da 
pensão por morte equivale a 50% + 10% por dependente), exceto 
quando pelo menos um dos dependentes for inválido ou tiver deficiência 
intelectual, mental ou deficiência grave, pois, nesse caso, a pensão por 
morte será sempre paga na totalidade, independentemente do número 
de dependentes. 
 
Atenção: O exercício de atividade remunerada, inclusive na condição de 
microempreendedor individual, não impede a concessão ou manutenção da parte 
individual da pensão do dependente com deficiência intelectual ou mental ou com 
deficiência grave. 
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Filho, irmão
ou equiparado
Pela cessação da invalidez
Pelo afastamento da deficiência,
nos termos do regulamento
Cessação da cota individual
Completar 21 anos
(Salvo se inválido ou com deficiência)
Filho, irmão ou
equiparado inválido
Filho, irmão ou
equiparado com deficiência
intelectual ou mental ou
deficiência grave
Morte do pensionista
Cônjuge,
companheiro ou
companheira,
se inválido ou
com deficiência
Pela cessação da invalidez ou
pelo afastamento da deficiência,
respeitados os períodos mínimos
da tabela de idades.
Pela adoção, para o filho adotado que recebia pensão por
morte dos pais biológicos 
Cônjuge, companheiro ou companheira
Cessação da cota individual
Se o óbito ocorrer sem que o segurado
tenha vertido 18 contribuições
Cessa a pensão por morte em 4 meses:
(Exceto quando decorrente de acidente de qualquer natureza
ou de doença profissional ou do trabalho)
Se o óbito ocorrer sem que o casamento ou a
união estável tiverem sido iniciados em menos de 2
anos antes do óbito do segurado.
OU
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Cessação do Benefício de Pensão por Morte 
A pensão por morte cessará, por completo, nos seguintes casos: 
• Com a extinção da cota do último pensionista;• Verificado o reaparecimento do segurado, em caso de pensão provisória por 
morte presumida, pois, nesse caso, o pagamento da pensão cessará 
imediatamente, desobrigados os dependentes da reposição dos valores 
recebidos, salvo de comprovada má-fé. 
 
Cessação da cota individual
(Cônjuge, companheiro ou companheira)
Transcorridos os períodos baixo, estabelecidos de acordo com a idade do
beneficiário na data de óbito do segurado, se o óbito ocorrer depois de
vertidas 18 contribuições mensais e pelo menos 2 anos após o início do
casamento ou da união estável:
Idade do cônjuge ou companheiro na
Data do óbito do segurado
menos de 22 anos
entre 22 e 27 anos
entre 28 e 30 anos
entre 31 e 41 anos
entre 42 e 44 anos
45 anos ou mais
Duração da cota individual da pensão
Por morte do cônjuge ou companheiro
receberá por 3 anos
receberá por 6 anos
receberá por 10 anos
receberá por 15 anos
receberá por 20 anos
vitalícia
Se o óbito do segurado decorrer de acidente de qualquer natureza ou de
doença profissional ou do trabalho, independentemente do recolhimento de
18 contribuições mensais ou da comprovação de 2 anos de casamento ou
de união estável, será aplicada a regra prevista na tabela de idades que
acabamos de estudar. No entanto, se o cônjuge, companheiro ou
companheira for inválido ou com deficiência, cessa a cota individual pela
cessação da invalidez ou pelo afastamento da deficiência, respeitados os
períodos mínimos da tabela de idades, conforme o caso.
Cessação do benefício
Com a extinção da cota do último pensionista
No caso de morte presumida, verificado o
reaparecimento do segurado
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Vejamos como tais assuntos já foram cobrados em prova: 
 
 FCC - Analista Judiciário (TRT 5ª Região)/Judiciária/"Sem Especialidade"/2013 (ADAPTADA) 
Finalmente, conseguiram terminar o velório de Joaquim, e o enterraram, na presença dos amigos e 
familiares. Os que mais pareciam sofrer eram Gabriela, sua esposa de 55 anos, Tieta e Pedro, seus 
filhos de 15 e 20 anos, respectivamente. A pensão por morte que os três receberam monta em R$ 
1.100,00 para cada um. Pedro, solteiro, cursa o terceiro ano de Direito e está desempregado. Se 
essa situação permanecer, quando ele completar 21 anos: 
a) nada se alterará, porque, com menos de 24 anos e estudando, o rapaz mantém o direito ao 
benefício. 
b) Pedro deixará de receber seu benefício, que será dividido em partes iguais entre Gabriela e Tieta. 
c) cessa sua parcela da pensão, em razão de ser Pedro solteiro. 
d) a pensão de Pedro será incorporada ao benefício de Tieta, que passará a receber R$ 2.200,00, 
até completar 21 anos. 
e) apenas o benefício recebido por Gabriela aumentará para R$ 1.650,00, cessando o pagamento 
do restante. 
 
COMENTÁRIOS: 
A resolução da presente questão tem por base o art. 77 da Lei 8.213/91 
Análise do problema: 
- Joaquim faleceu, deixando sua esposa Gabriela (55 anos) e seus filhos Tieta (15 anos) e Pedro (20 
anos) 
- Valor da Pensão por Morte: R$ 3.300,00, sendo R$ 1.100,00 para cada pensionista. O valor de 
R$3.300,00 é 80% do valor da aposentadoria que Joaquim recebia ou que receberia se estivesse 
aposentado por invalidez na data do óbito, portanto, o valor da aposentadoria seria R$4.125,00. 
- Pedro está solteiro, desempregado e cursando faculdade. 
Desta forma, podemos afirmar que, quando Pedro completar 21 anos (caso não seja inválido, nem 
tenha deficiência intelectual, mental ou deficiência grave) deixará de receber seu benefício. O valor 
global da pensão por morte diminuirá em 10% e será dividido entre partes iguais entre sua mãe 
Gabriela e sua filha Tieta. Desta forma, após Pedro completar 21 anos, apenas Gabriela e Tieta 
receberão a pensão por morte, no valor de R$ 1443,74 cada uma ( o valor total será R$ 2887,50, 
que é 70% de R$4125,00). 
 
Gabarito: B 
 
 
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AUXÍLIO-RECLUSÃO – DATA DA CESSAÇÃO DO BENEFÍCIO (DCB) 
Estudaremos dois grupos de situações que geram a cessação do auxílio-reclusão: 
• cessação da cota individual de cada dependente; e 
• cessação do benefício. 
O auxílio-reclusão será devido, nas mesmas condições da pensão por morte, 
respeitado o período mínimo de carência de 24 meses, aos dependentes do 
segurado recolhido à prisão em regime fechado, desde que não recebam 
remuneração da empresa nem estejam em gozo de auxílio por incapacidade 
temporária, pensão por morte, salário-maternidade, aposentadoria ou abono de 
permanência em serviço. 
O requerimento do auxílio-reclusão deverá ser instruído com certidão do efetivo 
recolhimento à prisão, sendo obrigatória, para a manutenção do benefício, a 
apresentação de declaração de permanência na condição de presidiário. 
 
Cessação da Cota Individual do Auxílio-Reclusão 
O direito à percepção de cada cota individual do auxílio-reclusão cessará: 
• pela morte do dependente; 
• para o filho, a pessoa a ele equiparada ou o irmão, de ambos os sexos, ao 
completar vinte e um anos de idade, salvo se for inválido ou tiver deficiência 
intelectual ou mental ou deficiência grave; 
• para filho ou irmão inválido, pela cessação da invalidez; 
• para filho ou irmão que tenha deficiência intelectual ou mental ou deficiência 
grave, pelo afastamento da deficiência, nos termos do regulamento; 
• pela adoção, para o filho adotado que recebia auxílio-reclusão dos pais 
biológicos; 
• para cônjuge ou companheiro, pelo decurso do prazo de recebimento, nas 
mesmas condições apresentadas na pensão por morte, conforme segue: 
o se inválido ou com deficiência, pela cessação da invalidez ou pelo 
afastamento da deficiência, respeitados os períodos mínimos abaixo; 
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o em 4 (quatro) meses, se a reclusão ocorrer: 
▪ sem que o segurado tenha vertido 18 (dezoito) contribuições 
mensais; ou 
▪ se o casamento ou a união estável tiverem sido iniciados em 
menos de 2 (dois) anos antes da reclusão do segurado; 
o transcorridos os períodos abaixo, estabelecidos de acordo com a idade 
do cônjuge ou companheiro(a) na data da reclusão do segurado, se a 
reclusão ocorrer depois de vertidas 18 (dezoito) contribuições mensais 
e pelo menos 2 (dois) anos após o início do casamento ou da união 
estável (CONFORME PORTARIA ME Nº 424, DE 29 DE DEZEMBRO DE 2020): 
▪ 3 (três) anos, com menos de 22 anos de idade; 
▪ 6 (seis) anos, entre 22 e 27 anos de idade; 
▪ 10 (dez) anos, entre 28 e 30 anos de idade; 
▪ 15 (quinze) anos, entre 31 e 41 anos de idade; 
▪ 20 (vinte) anos, entre 42 e 44 anos de idade; 
▪ vitalícia, com 45 ou mais anos de idade. 
 
Obs.: O tempo de contribuição a Regime Próprio de Previdência Social 
(RPPS) será considerado na contagem das 18 (dezoito) contribuições 
mensais da regra acima estudada. 
O exercício de atividade remunerada, inclusive na condição de 
microempreendedor individual, não impede a concessão ou manutenção da parte 
individual do auxílio-reclusão do dependente com deficiência intelectual ou mental 
ou com deficiência grave. 
Obs.: Perde o direito ao auxílio reclusão o condenado criminalmente por 
sentença com trânsito em julgado, como autor, coautor ou partícipe de 
tentativa de homicídio doloso, cometido contra a pessoa do segurado, 
ressalvados os absolutamente incapazes e os inimputáveis. (Se o 
homicídio doloso for consumado,tal dependente perderá também o 
direito à pensão por morte). 
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Obs.: Perde o direito ao auxílio reclusão o cônjuge, o companheiro ou a 
companheira se comprovada, a qualquer tempo, simulação ou fraude no 
casamento ou na união estável, ou a formalização desses com o fim 
exclusivo de constituir benefício previdenciário, apuradas em processo 
judicial no qual será assegurado o direito ao contraditório e à ampla 
defesa. 
 
 
 
 
Cessação da cota individual
Filho, irmão
ou equiparado
Pela cessação da invalidez
Pelo afastamento da deficiência,
nos termos do regulamento
Completar 21 anos
(Salvo se inválido ou com deficiência)
Dependente inválido
Dependente com
deficiência intelectual
ou mental ou
deficiência grave
Morte do beneficiário
Cônjuge ou
Companheiro(a)
Pelo decurso do prazo de recebimento
(mesmas condições da pensão por morte)
Cônjuge,
companheiro ou
companheira,
se inválido ou
com deficiência
Cessação da cota individual
Pela cessação da invalidez ou
pelo afastamento da deficiência,
respeitados os períodos mínimos
da tabela de idades.
Pela adoção, para o filho adotado que recebia
auxílio-reclusão dos pais biológicos 
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Cessação do Benefício de Auxílio-Reclusão 
O auxílio-reclusão cessará, por completo, nos seguintes casos: 
• Com a extinção da última cota individual; 
• Caso o segurado, ainda que recluso, passar a receber aposentadoria; 
• Pelo óbito do segurado (neste caso o auxílio-reclusão será convertido em 
pensão por morte); 
• Na data do livramento; e 
Cônjuge, companheiro ou companheira
Cessação da cota individual
Se a reclusão ocorrer sem que o segurado
tenha vertido 18 contribuições
Cessa o auxílio-reclusão em 4 meses:
Se a reclusão ocorrer sem que o casamento ou a
união estável tiverem sido iniciados em menos de 2
anos antes do óbito do segurado.
OU
Cessação da cota individual
(Cônjuge, companheiro ou companheira)
Transcorridos os períodos baixo, estabelecidos de acordo com a idade do
beneficiário na data da reclusão do segurado, se a reclusão ocorrer depois
de vertidas 18 contribuições mensais e pelo menos 2 anos após o início
do casamento ou da união estável:
Idade do cônjuge ou companheiro na
Data do óbito do segurado
menos de 22 anos
entre 22 e 27 anos
entre 28 e 30 anos
entre 31 e 41 anos
entre 42 e 44 anos
45 anos ou mais
Duração da cota individual da pensão
Por morte do cônjuge ou companheiro
receberá por 3 anos
receberá por 6 anos
receberá por 10 anos
receberá por 15 anos
receberá por 20 anos
vitalícia
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• Quando o segurado deixar a prisão por livramento condicional ou progredir 
para cumprimento de pena em regime semiaberto ou aberto. 
 
 
Suspensão Temporária do Benefício de Auxílio-Reclusão 
No caso de fuga, o benefício será suspenso e, se houver recaptura do segurado, 
será restabelecido a contar da data em que esta ocorrer, desde que esteja ainda 
mantida a qualidade de segurado. 
Os pagamentos do auxílio-reclusão também serão suspensos se o dependente 
deixar de apresentar atestado trimestral, firmado pela autoridade competente, 
para prova de que o segurado permanece recolhido à prisão. 
 
 
Cessação do benefício
Data do livramento
Falecimento do segurado (transforma-se em pensão por morte)
Segurado recluso passar a receber aposentadoria
Quando o segurado deixar a prisão por
livramento condicional ou progredir para
cumprimento de pena em regime semiaberto ou aberto
Extinção da última cota individual
Suspensão do benefício
No caso de fuga, o benefício será suspenso e, se houver
recaptura do segurado, será restabelecido a contar da data
em que esta ocorrer, desde que esteja ainda mantida a
qualidade de segurado.
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O requerimento do auxílio-reclusão será instruído com certidão
judicial que ateste o recolhimento efetivo à prisão, e será
obrigatória a apresentação de prova de permanência na condição
de presidiário para a manutenção do benefício.
O INSS celebrará convênios com os órgãos públicos responsáveis
pelo cadastro dos presos para obter informações sobre o
recolhimento à prisão.
A certidão judicial e a prova de permanência na condição de
presidiário poderão ser substituídas pelo acesso à base de dados,
por meio eletrônico, a ser disponibilizada pelo Conselho Nacional
de Justiça, com dados cadastrais que assegurem a identificação
plena do segurado e da sua condição de presidiário.
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QUESTÕES COMENTADAS 
 
1 - (Inédita) O salário-de-benefício das aposentadorias do Regime Geral de 
Previdência Social é obtido pela média aritmética simples dos maiores salários-de-
contribuição correspondentes a oitenta por cento de todo o período contributivo 
do segurado. 
( ) Certo 
( ) Errado 
 
COMENTÁRIOS: 
ERRADA. Foi extinta a possibilidade de exclusão dos 20% menores salário-de-
contribuição do segurado no momento do cálculo-do-salário-de-benefício. O 
salário-de-benefício da aposentadoria será a média de todos os salários-de-
contribuição desde 07/1994, corrigidos monetariamente. A questão está errada ao 
afirmar que o salário-de-contribuição será a média aritmética dos maiores salários-
de-contribuição correspondentes a 80% de todo o período contributivo. 
Atualmente, serão computados 100% dos salários-de-contribuição. 
Gabarito: ERRADO. 
 
2- (Questão Inédita) De acordo com uma das regras de transição previstas para o 
RGPS na reforma previdenciária ocorrida em 2019, um segurado que estava, na 
data da entrada em vigor da EC 103/19, há 3 anos de se aposentar por tempo de 
contribuição, poderá cumprir um pedágio de 50% do período que faltava, 
conseguindo se aposentar com mais 4 anos e meio de contribuição. 
( ) Certo 
( ) Errado 
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COMENTÁRIOS: 
ERRADA. Pessoal, pegadinha! A regra do pedágio de 50% somente é aplicável aos 
segurados que estavam a menos de 2 anos de se aposentar por tempo de 
contribuição. Portanto, se uma pessoa estava há 3 anos de se aposentar, ela não se 
enquadrará nessa regra de transição. 
Gabarito: ERRADO. 
 
3 - (ADAPTADA) Márcio, com sessenta e cinco anos de idade e trinta e cinco anos 
de contribuição como empresário, compareceu a uma agência da previdência social 
para requerer sua aposentadoria. Após análise, o INSS indeferiu a concessão do 
benefício sob os fundamentos de que ele já era beneficiário de pensão por morte. 
A respeito da situação hipotética apresentada e de aspectos legais a ela 
relacionados, julgue o item subsequente. 
Caso, posteriormente, o INSS concedao benefício, judicial ou administrativamente, 
a renda mensal inicial do benefício de Márcio será de 80% do salário-de-benefício. 
Certo ( ) 
Errado ( ) 
 
COMENTÁRIOS: 
De acordo com a regra geral, para uma mulher se aposentar pelo RGPS ela deverá 
ter no mínimo 62 anos de idade e ter contribuído durante 15 anos para o RGPS. Já 
no caso dos homens, eles deverão ter no mínimo 65 anos, além de 20 anos de 
contribuição. O benefício de Márcio foi indeferido erroneamente pois ele preenchia 
os requisitos. A renda mensal inicial será de: 
• 60% do salário-de-benefício caso tenha atingido o tempo mínimo de 
contribuição (15 anos para mulheres e 20 anos para os homens) 
+ 
• 2% do salário-de-benefício para cada grupo de 12 contribuições que 
excedam ao tempo mínimo. 
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Márcio tem 15 anos de contribuição além dos 20 anos mínimos necessários, 
fazendo jus a um aumento de 2% para cada ano desse em sua RMI. Portanto, a RMI 
será de 60% + 30% = 90% do salário-de-benefício. 
Gabarito: ERRADO. 
 
4 - (CESPE – Auditor de Contas Públicas – TCE PB – 2018) Um segurado, 
contribuinte do RGPS há dez anos, caso seja acometido por mal de Parkinson, terá 
direito a receber do INSS o benefício de 
a) auxílio por incapacidade temporária, desde que não seja a referida doença 
preexistente à data de filiação ao RGPS. 
b) aposentadoria por incapacidade permanente, bastando a ele para tal atender 
à carência exigida em lei. 
c) auxílio por incapacidade temporária, a contar do décimo sexto dia do 
afastamento da atividade, desde que comprovada a incapacidade multiprofissional 
total e permanente para o trabalho. 
d) aposentadoria por incapacidade permanente, cuja renda mensal 
corresponderá a 91% do salário-de-benefício. 
e) aposentadoria por incapacidade permanente, se for constatada a 
incapacidade total e permanente para o trabalho, certificada em perícia médica 
feita pela referida autarquia. 
 
COMENTÁRIOS: 
A questão nos apresenta um caso concreto e devemos ir em busca da alternativa 
correta. 
a) auxílio por incapacidade temporária, desde que não seja a referida doença 
preexistente à data de filiação ao RGPS. 
Opa, pegadinha. Essa quase me pegou, vocês também? Regra geral, o auxílio por 
incapacidade temporária não poderá ser concedido em caso de doença 
preexistente à data de filiação ao RGPS, a não ser que haja progressão ou 
agravamento da lesão. Vejamos o texto da Lei 8.213/91: 
Art. 59. O auxílio por incapacidade temporária será devido ao segurado que, havendo 
cumprido, quando for o caso, o período de carência exigido nesta Lei, ficar incapacitado 
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para o seu trabalho ou para a sua atividade habitual por mais de 15 (quinze) dias 
consecutivos. 
Parágrafo único. Não será devido auxílio por incapacidade temporária ao segurado que 
se filiar ao Regime Geral de Previdência Social já portador da doença ou da lesão 
invocada como causa para o benefício, salvo quando a incapacidade sobrevier por 
motivo de progressão ou agravamento dessa doença ou lesão. 
(grifos nossos) 
Alternativa ERRADA. 
 
b) aposentadoria por incapacidade permanente, bastando a ele para tal atender 
à carência exigida em lei. 
Em regra, a carência exigida para a concessão de aposentadoria por incapacidade 
permanente e auxílio por incapacidade temporária exigem um período de carência 
de 12 contribuições mensais. Entretanto, para algumas doenças especificadas, 
haverá isenção de carência. 
A própria Lei 8.213/91 já especifica algumas das doenças que isentam de carência, 
e entre elas estão tuberculose ativa, hanseníase ou hepatopatia grave, confirmando 
a correção da questão. Vejamos: 
 
Art. 151. Até que seja elaborada a lista de doenças mencionada no inciso II do art. 26, independe 
de carência a concessão de auxílio por incapacidade temporária e de aposentadoria por 
incapacidade permanente ao segurado que, após filiar-se ao RGPS, for acometido das seguintes 
doenças: tuberculose ativa, hanseníase, alienação mental, esclerose múltipla, hepatopatia grave, 
neoplasia maligna, cegueira, paralisia irreversível e incapacitante, cardiopatia grave, doença de 
Parkinson, espondiloartrose anquilosante, nefropatia grave, estado avançado da doença de Paget 
(osteíte deformante), síndrome da deficiência imunológica adquirida (aids) ou contaminação por 
radiação, com base em conclusão da medicina especializada. 
(grifos nossos) 
Portanto, para a concessão de benefício decorrente de doença de Parkinson, não 
será exigida carência. 
Além disso, para a concessão de aposentadoria por incapacidade permanente, a 
incapacidade decorrente da doença deverá ser total e permanente. Alternativa 
ERRADA. 
 
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c) auxílio por incapacidade temporária, a contar do décimo sexto dia do 
afastamento da atividade, desde que comprovada a incapacidade multiprofissional 
total e permanente para o trabalho. 
A incapacidade multiprofissional total e permanente é um dos requisitos para a 
concessão do benefício de aposentadoria por incapacidade permanente, e não 
auxílio por incapacidade temporária, conforme podemos extrair do texto da Lei 
8.213: 
Art. 42. A aposentadoria por incapacidade permanente, uma vez cumprida, quando for o 
caso, a carência exigida, será devida ao segurado que, estando ou não em gozo de auxílio 
por incapacidade temporária, for considerado incapaz e insusceptível de reabilitação para o 
exercício de atividade que lhe garanta a subsistência, e ser-lhe-á paga enquanto permanecer 
nesta condição. 
(grifos nossos) 
Aquele que é acometido por incapacidade multiprofissional (para todas as 
profissões) e permanente é considerado insusceptível de reabilitação para o 
exercício de atividade que lhe garanta a subsistência. Alternativa ERRADA. 
 
d) aposentadoria por incapacidade permanente, cuja renda mensal 
corresponderá a 91% do salário-de-benefício. 
A renda mensal da aposentadoria por incapacidade permanente é de 100% do 
salário-de-benefício do segurado. Alternativa ERRADA. 
 
e) aposentadoria por incapacidade permanente, se for constatada a 
incapacidade total e permanente para o trabalho, certificada em perícia médica 
feita pela referida autarquia. 
A alternativa está correta, conforme § 1º do art. 42 da Lei 8.213/91: 
Art. 42. A aposentadoria por incapacidade permanente, uma vez cumprida, quando for o caso, a carência 
exigida, será devida ao segurado que, estando ou não em gozo de auxílio por incapacidade temporária, for 
considerado incapaz e insusceptível de reabilitação para o exercício de atividade que lhe garanta a 
subsistência, e ser-lhe-á paga enquanto permanecer nesta condição. 
(...) 
§ 1º A concessão de aposentadoria por incapacidade permanente dependerá da verificação da condição de 
incapacidade mediante exame médico-pericial a cargo da Previdência Social, podendo o segurado, às suas 
expensas, fazer-se acompanhar de médico de sua confiança. 
Gabarito: E. 
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5 - (CESPE – Procurador do Estado de Pernambuco – 2018) No dia em quecompletou vinte e cinco anos e um mês de tempo de contribuição ao RGPS na 
condição de segurada empregada, Maria sofreu acidente de trabalho, o que a 
incapacitou permanentemente para o exercício de atividades laborais. Nesses vinte 
e cinco anos e um mês, não houve interrupção no tempo contributivo. 
 Considerando essa situação hipotética e o entendimento dos tribunais superiores, 
assinale a opção correta. 
a) Maria terá direito à aposentadoria especial. 
b) O benefício garantido a Maria pela legislação previdenciária nesse caso 
independe de carência. 
c) Pelo fato de a incapacidade ter sido provocada por acidente de trabalho, 
será garantido a Maria o acréscimo de 25% do valor do benefício a ser recebido. 
d) Maria terá o prazo decadencial de cinco anos para ajuizamento de ação 
previdenciária em caso de indeferimento da concessão do benefício pela 
previdência social. 
e) Caso recupere sua capacidade para o trabalho, Maria poderá retornar à ativa, 
sem prejuízo de recebimento do benefício em gozo. 
COMENTÁRIOS: 
A questão afirma que Maria sofreu um acidente de trabalho que a incapacitou 
permanentemente para o exercício de suas atividades laborais. Para segurados 
nessa condição, é garantido o direito ao benefício de aposentadoria por 
incapacidade permanente, previsão da Lei 8.213/91: 
Art. 42. A aposentadoria por incapacidade permanente, uma vez cumprida, quando for o 
caso, a carência exigida, será devida ao segurado que, estando ou não em gozo de auxílio 
por incapacidade temporária, for considerado incapaz e insusceptível de reabilitação para o 
exercício de atividade que lhe garanta a subsistência, e ser-lhe-á paga enquanto permanecer 
nesta condição. 
(grifos nossos) 
 
Passemos às alternativas: 
 
a) Maria terá direito à aposentadoria especial. 
Vamos ver o que se trata da aposentadoria especial: 
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 Lei 8.213/1991 
Art. 57. A aposentadoria especial será devida, uma vez cumprida a carência exigida nesta 
Lei, ao segurado que tiver trabalhado sujeito a condições especiais que prejudiquem a 
saúde ou a integridade física, durante 15 (quinze), 20 (vinte) ou 25 (vinte e cinco) anos, 
conforme dispuser a lei. 
Nada a ver com o caso de Maria, concordam? Alternativa ERRADA. 
 
b) O benefício garantido a Maria pela legislação previdenciária nesse caso 
independe de carência. 
Em regra, a carência exigida para a concessão de aposentadoria por incapacidade 
permanente e auxílio por incapacidade temporária exigem um período de carência 
de 12 contribuições mensais. Entretanto, como no caso de Maria, quando o 
benefício é decorrente de acidente de qualquer natureza, não se exige a carência. 
Lei 8.213/91 
Art. 26. Independe de carência a concessão das seguintes prestações: (...) 
II - auxílio por incapacidade temporária e aposentadoria por incapacidade permanente nos 
casos de acidente de qualquer natureza ou causa e de doença profissional ou do trabalho, 
bem como nos casos de segurado que, após filiar-se ao RGPS, for acometido de alguma das 
doenças e afecções especificadas em lista elaborada pelos Ministérios da Saúde e da 
Previdência Social, atualizada a cada 3 (três) anos, de acordo com os critérios de estigma, 
deformação, mutilação, deficiência ou outro fator que lhe confira especificidade e gravidade 
que mereçam tratamento particularizado; 
(grifos nossos) 
Alternativa CORRETA. 
 
c) Pelo fato de a incapacidade ter sido provocada por acidente de trabalho, 
será garantido a Maria o acréscimo de 25% do valor do benefício a ser recebido. 
A previsão do adicional de 25% na aposentadoria por incapacidade permanente é 
para o segurado que necessitar de assistência permanente de outra pessoa, e não 
é garantido por si só para o segurado que sofreu acidente de trabalho. 
Lei 8.213/91 
Art. 45. O valor da aposentadoria por incapacidade permanente do segurado que necessitar 
da assistência permanente de outra pessoa será acrescido de 25% (vinte e cinco por cento). 
Alternativa ERRADA. 
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d) Maria terá o prazo decadencial de cinco anos para ajuizamento de ação 
previdenciária em caso de indeferimento da concessão do benefício pela 
previdência social. 
A afirmativa não procede uma vez que o art. 103 da Lei 8.213/91 prevê que o prazo 
será de dez e não cinco anos como afirmado. 
Art. 103. O prazo de decadência do direito ou da ação do segurado ou beneficiário para a 
revisão do ato de concessão, indeferimento, cancelamento ou cessação de benefício e do 
ato de deferimento, indeferimento ou não concessão de revisão de benefício é de 10 (dez) 
anos (...) 
Alternativa ERRADA. 
 
e) Caso recupere sua capacidade para o trabalho, Maria poderá retornar à ativa, 
sem prejuízo de recebimento do benefício em gozo. 
A aposentadoria por incapacidade permanente será paga enquanto Maria 
permanecer incapacitada, entretanto, se houver recuperação da capacidade para 
o trabalho, ela poderá retornar à ativa, mas não continuará recebendo o benefício 
previdenciário em questão. Alternativa ERRADA. 
 
Gabarito: B. 
 
6 - (CESPE – Auditor de Contas Públicas – TCE PB – 2018 - ADAPTADA) Joaquim, 
que é filiado ao RGPS na condição de contribuinte individual, completará sessenta 
e cinco anos de idade no dia 1.º/1/2020, data após a qual ele pretende requerer 
aposentadoria por idade e tempo de contribuição em uma agência da previdência 
social. 
 Nessa situação hipotética, Joaquim 
a) terá o benefício calculado em 100% do salário-de-benefício, 
independentemente do tempo de contribuição. 
b) não poderá receber valor inferior a um salário-mínimo e não fará jus a abono 
anual. 
c) somente terá direito ao benefício caso tenha, no mínimo, trinta e cinco anos 
de tempo de contribuição. 
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d) terá direito ao benefício caso tenha feito, no mínimo, cento e oitenta 
contribuições mensais ao RGPS. 
e) não fará jus à aposentadoria caso seja beneficiário de pensão por morte. 
 
COMENTÁRIOS: 
a) terá o benefício calculado em 100% do salário-de-benefício, 
independentemente do tempo de contribuição. 
A renda mensal inicial da aposentadoria será: 
• 60% do salário-de-benefício caso tenha atingido o tempo mínimo de 
contribuição (15 anos para mulheres e 20 anos para os homens) 
+ 
• 2% do salário-de-benefício para cada grupo de 12 contribuições que 
excedam ao tempo mínimo. 
Alternativa Errada. 
 
b) não poderá receber valor inferior a um salário-mínimo e não fará jus a abono 
anual. 
A alternativa está errada uma vez que, apesar de realmente não poder receber um 
valor inferior ao salário-mínimo, o aposentado por idade fará jus ao abono anual. 
Alternativa ERRADA. 
 
c) somente terá direito ao benefício caso tenha, no mínimo, trinta e cinco anos 
de tempo de contribuição. 
De acordo com a regra geral, para uma mulher se aposentar pelo RGPS ela deverá 
ter no mínimo 62 anos de idade e ter contribuído durante 15 anos para o RGPS. Já 
no caso dos homens, eles deverão ter no mínimo 65 anos, além de 20 anos de 
contribuição. 
Essas regras são aplicáveis para quem se filiar ao RGPS após a entrada em vigor da 
EC 103/19. Para os homens que já estavam filiados ao RGPS até 12/11/2019 
(véspera da publicação da EC 103/2019), o tempo de contribuição exigido será de 
15anos. 
Alternativa ERRADA. 
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d) terá direito ao benefício caso tenha feito, no mínimo, cento e oitenta 
contribuições mensais ao RGPS. 
 
Lei 8.213/91 
Art. 25. A concessão das prestações pecuniárias do Regime Geral de Previdência Social 
depende dos seguintes períodos de carência, ressalvado o disposto no art. 26: 
(...) 
II - aposentadoria por idade, aposentadoria por tempo de serviço e aposentadoria especial: 
180 contribuições mensais. 
 
A assertiva está correta uma vez quem a carência exigida para a concessão de 
aposentadoria por idade é 180 contribuições mensais. Alternativa CORRETA. 
 
e) não fará jus à aposentadoria caso seja beneficiário de pensão por morte. 
Na legislação previdenciária, não há proibição de acumulação de aposentadoria 
por idade com pensão por morte. Alternativa ERRADA. 
 
Gabarito: D. 
 
7 - (ADAPTADA) Carlos, beneficiário de aposentadoria por idade e tempo de 
contribuição, ajuizou ação previdenciária visando à revisão do benefício porque o 
percentual aplicado para apuração da renda mensal inicial (RMI) foi 80%, e ele 
comprovou, na data de início do benefício (DIB), possuir trinta anos de tempo de 
contribuição. 
Considerando-se as novas regras do RGPS, é correto afirmar que o percentual 
aplicado para apuração da RMI deveria ser alterado de 80% para 90%, em razão do 
tempo de contribuição. 
Certo ( ) 
Errado ( ) 
 
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COMENTÁRIOS: 
 
De acordo com a regra geral, para uma mulher se aposentar pelo RGPS ela deverá 
ter no mínimo 62 anos de idade e ter contribuído durante 15 anos para o RGPS. Já 
no caso dos homens, eles deverão ter no mínimo 65 anos, além de 20 anos de 
contribuição. A renda mensal inicial será de: 
• 60% do salário-de-benefício caso tenha atingido o tempo mínimo de 
contribuição (15 anos para mulheres e 20 anos para os homens) 
+ 
• 2% do salário-de-benefício para cada grupo de 12 contribuições que 
excedam ao tempo mínimo. 
Carlos tem 10 anos de contribuição além dos 20 anos mínimos necessários, fazendo 
jus a um aumento de 2% para cada ano desse em sua RMI. Portanto, a RMI será de 
60% + 20% = 80% do salário-de-benefício, de forma que a afirmativa está incorreta 
ao afirmar que a RMI deveria ser de 90%. 
Gabarito: ERRADO. 
 
 8- (CESPE – Analista Portuário – EMAP – 2018) Maria, casada, sofreu acidente de 
trabalho em 1.º/2/2018 e ficou afastada da empresa em que trabalha por três 
meses, recebendo auxílio por incapacidade temporária até a data imediatamente 
anterior ao seu retorno, que ocorreu em 2/5/2018. Na data do acidente, o cônjuge 
de Maria tinha quarenta e quatro anos de idade. 
 Nessa situação hipotética, durante o afastamento por incapacidade temporária, a 
renda mensal inicial do benefício previdenciário recebido por Maria deve ter 
correspondido a 91% do salário-de-benefício. 
Certo ( ) 
Errado ( ) 
COMENTÁRIOS: 
A questão está correta, uma vez que a renda mensal inicial do auxílio por 
incapacidade temporária é de 91% do salário-de-benefício. 
Lei 8.213/91 
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Art. 61. O auxílio por incapacidade temporária, inclusive o decorrente de acidente do 
trabalho, consistirá numa renda mensal correspondente a 91% (noventa e um por cento) do 
salário-de-benefício, observado o disposto na Seção III, especialmente no art. 33 desta Lei. 
(grifos nossos) 
 
Importante lembrar que o auxílio por incapacidade temporária não poderá exceder 
a média aritmética simples dos últimos 12 (doze) salários-de-contribuição, inclusive 
em caso de remuneração variável, ou, se não alcançado o número de 12 (doze), a 
média aritmética simples dos salários-de-contribuição existentes. 
Gabarito: CORRETA. 
 
9 - (CESPE – Analista Portuário – EMAP – 2018) Acerca dos benefícios da 
previdência social, julgue o item a seguir. 
 A cota do salário-família devida a empregado que possua filhos com idade 
igual ou inferior a quinze anos será proporcional aos dias por ele trabalhados 
nos meses de sua admissão e demissão. 
Certo ( ) 
Errado ( ) 
 
COMENTÁRIOS: 
O salário-família será devido, mensalmente, ao segurado empregado, inclusive 
o doméstico, e ao segurado trabalhador avulso, desde que sejam 
considerados segurados de baixa renda, ou seja, que tenham salário-de-
contribuição inferior ou igual a R$ 1.503,25 (valor válido para 2021), na 
proporção do respectivo número de filhos ou equiparados, de qualquer 
condição, até 14 anos de idade ou inválidos de qualquer idade. 
Como a questão afirma que a idade dos filhos deve ser igual ou inferior a 15 anos 
de idade, está errada, uma vez que a idade correta é 14 anos. 
Gabarito: ERRADO. 
 
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10 - (CESPE – Analista Judiciário – STJ – 2018) A respeito do regime geral da 
previdência social e do custeio da seguridade social, julgue o item que se 
segue, considerando a jurisprudência dos tribunais superiores. 
 A renda mensal inicial do salário-maternidade para a segurada empregada 
corresponde à sua remuneração integral e será paga pela empresa, observada 
a compensação com o INSS. 
Certo ( ) 
Errado ( ) 
 
COMENTÁRIOS: 
A questão é aplicação simples e direta da Lei 8.213/91: 
Art. 72. O salário-maternidade para a segurada empregada ou trabalhadora avulsa consistirá 
numa renda mensal igual a sua remuneração integral. 
§ 1o Cabe à empresa pagar o salário-maternidade devido à respectiva empregada gestante, 
efetivando-se a compensação, observado o disposto no art. 248 da Constituição Federal, 
quando do recolhimento das contribuições incidentes sobre a folha de salários e demais 
rendimentos pagos ou creditados, a qualquer título, à pessoa física que lhe preste 
serviço. (grifos nossos) 
Ou seja, tanto a segurada empregada quanto a trabalhadora avulsa receberão um 
valor de salário-maternidade que corresponde à remuneração que elas recebem na 
empresa, podendo o valor do benefício inclusive ser superior ao teto do RGPS. 
Para as seguradas empregadas, cabe a empresa continuar pagando o salário 
normal daquela funcionária e em momento posterior a empresa terá restituição 
desses valores pela Receita Federal. 
Para as demais seguradas, o salário-maternidade consistirá: 
• em um valor correspondente ao do seu último salário-de-contribuição, para 
a segurada empregada doméstica; 
• em um doze avos do valor sobre o qual incidiu sua última contribuição anual, 
para a segurada especial; 
• em um doze avos da soma dos doze últimos salários-de-contribuição, 
apurados em um período não superior a quinze meses, para as demais 
seguradas. 
Gabarito: CERTO. 
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11 - (CESPE – Analista Portuário – EMAP – 2018) Acerca dos benefícios da 
previdência social, julgue o item a seguir. 
 O salário-maternidade deve ser requeridopela empregada gestante diretamente 
ao Instituto Nacional do Seguro Social no prazo de vinte e oito dias antes da data 
provável do parto. 
Certo ( ) 
Errado ( ) 
 
COMENTÁRIOS: 
A questão está equivocada ao afirmar que o salário-maternidade da empregada 
gestante deve ser requerimento diretamente no INSS. A Lei 8.213/91 disciplina que 
a empresa continuará pagando o salário normal daquela funcionária e em momento 
posterior a empresa terá restituição desses valores pela Receita Federal. Portanto, 
o salário-maternidade não será requerido diretamente no INSS. 
Art. 72. O salário-maternidade para a segurada empregada ou trabalhadora avulsa consistirá 
numa renda mensal igual a sua remuneração integral. 
§ 1o Cabe à empresa pagar o salário-maternidade devido à respectiva empregada gestante, 
efetivando-se a compensação, observado o disposto no art. 248 da Constituição Federal, 
quando do recolhimento das contribuições incidentes sobre a folha de salários e demais 
rendimentos pagos ou creditados, a qualquer título, à pessoa física que lhe preste serviço. 
(...) 
§ 3o O salário-maternidade devido à trabalhadora avulsa e à empregada do 
microempreendedor individual de que trata o art. 18-A da Lei Complementar nº 123, de 14 
de dezembro de 2006, será pago diretamente pela Previdência Social. 
(grifos nossos) 
 
Gabarito: ERRADO. 
 
12 - (CESPE – FUB – 2018) Um trabalhador de uma indústria de produção de cristais 
apresentou crise aguda de cólica abdominal difusa e de forte intensidade, 
associada a dor nos membros inferiores e hipertensão arterial. 
 Acerca dessa situação e de aspectos diversos a ela ligados, julgue o próximo item. 
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 Se, após consolidado seu tratamento, o trabalhador em questão permanecer com 
sequela que implique redução da capacidade para o trabalho que exercia, ele fará 
jus a auxílio-acidente, correspondente a 70% de seu salário, devido a partir da data 
do diagnóstico da sequela definitiva até a véspera de sua aposentadoria. 
Certo ( ) 
Errado ( ) 
 
COMENTÁRIOS: 
Primeiramente, vamos nos lembrar do que é o benefício de auxílio-acidente, por 
meio da leitura da Lei: 
Lei 8.213/91 
Art. 86. O auxílio-acidente será concedido, como indenização, ao segurado quando, após 
consolidação das lesões decorrentes de acidente de qualquer natureza, resultarem sequelas 
que impliquem redução da capacidade para o trabalho que habitualmente exercia. 
(grifos nossos) 
 
Para a concessão do auxílio-acidente, deve ter ocorrido algum acidente. No caso 
prático apresentado pela banca, apesar da consolidação das lesões, o trabalhador 
não sofreu um acidente, portanto, não podemos falar que haverá direito a esse 
benefício. 
Além do erro já apontado, a banca apresenta erroneamente o valor da renda 
mensal inicial do auxílio-acidente, que será de 50% do salário-de-benefício do 
segurado e não de 70% do salário. 
Gabarito: ERRADO. 
 
13 - (CESPE – Procurador Municipal – Prefeitura de Boa Vista – 2019) João, casado 
com Ana desde 10/1/2018, é segurado do regime geral de previdência social desde 
1.º/7/1989, na qualidade de contribuinte individual. Ele pretende solicitar ao INSS, 
em 1.º/7/2019, dia do seu aniversário de cinquenta anos, sua aposentadoria por 
tempo de contribuição. 
Considerando essa situação hipotética e as disposições legais vigentes acerca de 
direito previdenciário, julgue o item que se segue. 
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 Considerando-se o tempo de casados de João e Ana, caso ele venha a falecer por 
qualquer motivo em junho de 2019, ela não terá direito à pensão por morte. 
Certo ( ) 
Errado ( ) 
 
COMENTÁRIOS: 
A pensão por morte é um benefício devido ao conjunto de dependentes do 
segurado, independente de carência, em caso de óbito deste. Portanto, como João 
era segurado do RGPS e era casado com Ana, ela fará jus a pensão por morte e por 
ser cônjuge, dependente de primeira classe, não há necessidade de comprovação 
de dependência econômica. 
Como a questão afirma que Ana não fará jus a pensão por morte, está incorreta. A 
questão tenta nos confundir porque a pensão por morte cessará em 4 (quatro) 
meses, se o óbito ocorrer: 
▪ sem que o segurado tenha vertido 18 (dezoito) contribuições mensais; ou 
▪ se o casamento ou a união estável tiverem sido iniciados em menos de 2 
(dois) anos antes do óbito do segurado; 
João já tinha vertido mais de 18 contribuições mensais para o RGPS, entretanto, o 
casamento havia se iniciado em menos de 2 anos. Dessa forma, Ana receberá o 
benefício de pensão por morte, mas apenas por 4 meses. 
Gabarito: ERRADO. 
 
14 - (CESPE – Oficial Técnico de Inteligência – ABIN – 2018) Considerando o 
entendimento jurisprudencial dos tribunais superiores, julgue o item que se 
segue, quanto ao regime geral de previdência social (RGPS). 
 Ao cônjuge supérstite de segurado falecido por causa não acidentária nem 
decorrente do exercício da atividade será assegurado o direito à pensão por 
morte, por apenas quatro meses, se transcorridos menos de dois anos entre a 
data do casamento e do óbito. 
Certo ( ) 
Errado ( ) 
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COMENTÁRIOS: 
A afirmativa está perfeita. A pensão por morte é um benefício devido ao conjunto 
de dependentes do segurado, independente de carência, em caso de óbito deste. 
Para os cônjuges ou companheiros, cessará em 4 (quatro) meses, se o óbito ocorrer: 
▪ sem que o segurado tenha vertido 18 (dezoito) contribuições mensais; ou 
▪ se o casamento ou a união estável tiverem sido iniciados em menos de 2 
(dois) anos antes do óbito do segurado; 
Se o óbito ocorrer depois de vertidas 18 (dezoito) contribuições mensais e pelo 
menos 2 (dois) anos após o início do casamento ou da união estável a pensão por 
morte durará de acordo com a idade do cônjuge/companheiro: 
▪ 3 (três) anos, com menos de 22 (vinte e dois) anos de idade; 
▪ 6 (seis) anos, entre 22 (vinte e dois) e 27 (vinte e sete) anos de 
idade; 
▪ 10 (dez) anos, entre 28 (vinte e oito) e 30 (trinta) anos de idade; 
▪ 15 (quinze) anos, entre 31 (trinta e um) e 41 (quarenta e um) anos 
de idade; 
▪ 20 (vinte) anos, entre 42 (quarenta e dois) e 44 (quarenta e 
quatro) anos de idade; 
▪ vitalícia, com 45 (quarenta e cinco) ou mais anos de idade. 
Esses prazos também serão aplicados, mesmo que o segurado ainda não tenha 
vertidas 19 contribuições mensais ou que o casamento ou união estável tenha 
menos de 2 anos se o óbito do segurado decorrer de acidente de qualquer natureza 
ou de doença profissional ou do trabalho. 
 
Gabarito: CERTO. 
 
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15 - (CESPE – Analista Judiciário – STJ – 2018) A respeito do regime geral da 
previdência social (RGPS), julgue o item que se segue, considerando a 
jurisprudência dos tribunais superiores. 
 Situação hipotética: Lúcia, que por doze meses foi contribuinte da previdência 
social e que era casada, há quatro anos, com Mário, de quarenta e cinco anos idade, 
faleceu após complicações de saúde decorrentes de uma cirurgia 
estética. Assertiva: Nessasituação, Mário terá direito ao benefício de pensão por 
morte em caráter vitalício. 
Certo ( ) 
Errado ( ) 
 
COMENTÁRIOS: 
 
A pensão por morte é um benefício devido ao conjunto de dependentes do 
segurado, independente de carência, em caso de óbito deste. Para os cônjuges ou 
companheiros, cessará em 4 (quatro) meses, se o óbito ocorrer: 
▪ sem que o segurado tenha vertido 18 (dezoito) contribuições mensais; ou 
▪ se o casamento ou a união estável tiverem sido iniciados em menos de 2 
(dois) anos antes do óbito do segurado; 
Se o óbito ocorrer depois de vertidas 18 (dezoito) contribuições mensais e pelo 
menos 2 (dois) anos após o início do casamento ou da união estável a pensão por 
morte durará de acordo com a idade do cônjuge/companheiro: 
▪ 3 (três) anos, com menos de 22 (vinte e dois) anos de idade; 
▪ 6 (seis) anos, entre 22 (vinte e dois) e 27 (vinte e sete) anos de 
idade; 
▪ 10 (dez) anos, entre 28 (vinte e oito) e 30 (trinta) anos de idade; 
▪ 15 (quinze) anos, entre 31 (trinta e um) e 41 (quarenta e um) anos 
de idade; 
▪ 20 (vinte) anos, entre 42 (quarenta e dois) e 44 (quarenta e 
quatro) anos de idade; 
▪ vitalícia, com 45 (quarenta e cinco) ou mais anos de idade. 
 
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Esses últimos prazos também serão aplicados, mesmo que o segurado ainda não 
tenha vertidas 19 contribuições mensais ou que o casamento ou união estável tenha 
menos de 2 anos se o óbito do segurado decorrer de acidente de qualquer natureza 
ou de doença profissional ou do trabalho. 
 
No caso apresentado pela banca, o casamento de Mário e Lúcia havia ocorrido a 
mais de 2 anos, mas Lúcia havia vertido menos de 18 contribuições mensais para o 
RGPS (ela contribuiu por 12 meses). Nesse caso, a pensão por morte terá duração 
de 4 meses, e não vitalícia, como afirma a questão. 
 
Gabarito: ERRADO. 
 
16 - (CESPE – Analista Portuário – EMAP – 2018) Maria, casada, sofreu acidente de 
trabalho em 1.º/2/2018 e ficou afastada da empresa em que trabalha por três 
meses, recebendo auxílio por incapacidade temporária até a data imediatamente 
anterior ao seu retorno, que ocorreu em 2/5/2018. Na data do acidente, o cônjuge 
de Maria tinha quarenta e cinco anos de idade. 
 Nessa situação hipotética, se, ao invés de ter causado o afastamento de Maria, o 
acidente de trabalho sofrido por ela houvesse ocasionado o seu óbito, seu cônjuge 
teria direito a receber pensão vitalícia por morte da segurada, independentemente 
do preenchimento dos demais requisitos. 
 
Certo ( ) 
Errado ( ) 
 
COMENTÁRIOS: 
A pensão por morte é um benefício devido ao conjunto de dependentes do 
segurado, independente de carência, em caso de óbito deste. Para os cônjuges ou 
companheiros, cessará em 4 (quatro) meses, se o óbito ocorrer: 
▪ sem que o segurado tenha vertido 18 (dezoito) contribuições mensais; ou 
▪ se o casamento ou a união estável tiverem sido iniciados em menos de 2 
(dois) anos antes do óbito do segurado; 
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Se o óbito ocorrer depois de vertidas 18 (dezoito) contribuições mensais e pelo 
menos 2 (dois) anos após o início do casamento ou da união estável a pensão por 
morte durará de acordo com a idade do cônjuge/companheiro: 
▪ 3 (três) anos, com menos de 22 (vinte e dois) anos de idade; 
▪ 6 (seis) anos, entre 22 (vinte e dois) e 27 (vinte e sete) anos de 
idade; 
▪ 10 (dez) anos, entre 28 (vinte e oito) e 30 (trinta) anos de idade; 
▪ 15 (quinze) anos, entre 31 (trinta e um) e 41 (quarenta e um) anos 
de idade; 
▪ 20 (vinte) anos, entre 42 (quarenta e dois) e 44 (quarenta e 
quatro) anos de idade; 
▪ vitalícia, com 45 (quarenta e cinco) ou mais anos de idade. 
Esses últimos prazos também serão aplicados, mesmo que o segurado ainda não 
tenha vertidas 19 contribuições mensais ou que o casamento ou união estável tenha 
menos de 2 anos se o óbito do segurado decorrer de acidente de qualquer natureza 
ou de doença profissional ou do trabalho. 
No caso em tela, Maria sofreu acidente de trabalho, portanto, a data de cessação 
da pensão de seu cônjuge será conforme a tabela de idade. O enunciado afirma 
que o cônjuge possui 45 anos de idade, portanto sua pensão será vitalícia. 
 
Gabarito: CERTO. 
 
17 - (FCC - ANALISTA PREVIDENCIÁRIO – SEGEP MA – 2018) De acordo com a 
Lei nº 8.213/91, em regra, o auxílio por incapacidade temporária 
a) não poderá exceder a média aritmética simples dos últimos 12 salários-de-
contribuição, inclusive em caso de remuneração variável. 
b) não poderá exceder a média aritmética simples dos últimos 12 salários-de-
contribuição, exceto em caso de remuneração variável. 
c) poderá exceder a média aritmética simples dos últimos 12 salários-de-
contribuição, inclusive em caso de remuneração variável. 
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d) não poderá exceder a média aritmética composta dos últimos 6 salários-de-
contribuição, exceto em caso de remuneração variável. 
e) não poderá exceder a média aritmética composta dos últimos 3 salários-de-
contribuição, inclusive em caso de remuneração variável. 
 
COMENTÁRIOS: 
 
O conhecimento exigido para responder a questão é o do seguinte dispositivo da 
Lei 8.213: 
 
Lei nº 8.213/91 
Art. 29. O salário-de-benefício consiste: 
(...) 
§ 10. O auxílio por incapacidade temporária não poderá exceder a média aritmética simples 
dos últimos 12 (doze) salários-de-contribuição, inclusive em caso de remuneração variável, 
ou, se não alcançado o número de 12 (doze), a média aritmética simples dos salários-de-
contribuição existentes. 
(grifos nossos) 
 
a) não poderá exceder a média aritmética simples dos últimos 12 salários-de-
contribuição, inclusive em caso de remuneração variável. 
Alternativa reproduz literalmente o § 10 do art. 28 da Lei 8.213/91. Alternativa 
CORRETA. 
b) não poderá exceder a média aritmética simples dos últimos 12 salários-de-
contribuição, exceto em caso de remuneração variável. 
Inclusive no caso de remuneração variável, o auxílio por incapacidade temporária 
não poderá exceder a média aritmética simples dos últimos 12 salários-de-
contribuição. Alternativa INCORRETA. 
c) poderá exceder a média aritmética simples dos últimos 12 salários-de-
contribuição, inclusive em caso de remuneração variável. 
O auxílio por incapacidade temporária não poderá exceder a média aritmética 
simples dos últimos 12 salários-de-contribuição, inclusive em caso de remuneração 
variável. Alternativa INCORRETA. 
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d) não poderá exceder a média aritmética composta dos últimos 6 salários-de-
contribuição, exceto em caso de remuneração variável. 
O auxílio por incapacidade temporária não poderá exceder a média aritmética 
simples dos últimos 12 salários-de-contribuição. Alternativa INCORRETA. 
e) não poderá exceder a média aritmética composta dos últimos 3 salários-de-
contribuição, inclusive em caso de remuneração variável. 
O auxílio por incapacidade temporária não poderá exceder a média aritmética 
simples dos últimos 12 salários-de-contribuição. Alternativa INCORRETA. 
 
Gabarito: A.18 – (FCC – Analista Judiciário – Oficial de Justiça – TRT 2ª Região – FCC – 2018) 
De acordo com a Lei nº 8.213/1991, o valor da aposentadoria por incapacidade 
permanente do segurado que necessitar da assistência permanente de outra 
pessoa será acrescido de 
a) 30%, acréscimo este que cessará com a morte do aposentado, não sendo 
incorporável ao valor da pensão. 
b) 25%, acréscimo este que não cessará com a morte do aposentado, sendo 
incorporável ao valor da pensão. 
c) 30%, ainda que o valor da aposentadoria atinja o limite máximo legal. 
d) 25%, ainda que o valor da aposentadoria atinja o limite máximo legal. 
e) 15%, acréscimo este que não cessará com a morte do aposentado, sendo 
incorporável ao valor da pensão. 
 
COMENTÁRIOS: 
 
Vejamos a fundamentação legal para que possamos encontrar a alternativa correta: 
 
Lei 8.213/91 
Art. 45. O valor da aposentadoria por incapacidade permanente do segurado que necessitar 
da assistência permanente de outra pessoa será acrescido de 25% (vinte e cinco por cento). 
 Parágrafo único. O acréscimo de que trata este artigo: 
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 a) será devido ainda que o valor da aposentadoria atinja o limite máximo legal; 
b) será recalculado quando o benefício que lhe deu origem for reajustado; 
c) cessará com a morte do aposentado, não sendo incorporável ao valor da pensão. 
(grifos nossos) 
 
a) 30%, acréscimo este que cessará com a morte do aposentado, não sendo 
incorporável ao valor da pensão. 
O acréscimo é de 25%, e não 30% como se afirma. Alternativa ERRADA. 
 
b) 25%, acréscimo este que não cessará com a morte do aposentado, sendo 
incorporável ao valor da pensão. 
O acréscimo é personalíssimo, cessando com a morte do segurado, não sendo 
incorporado ao valor da pensão. Alternativa ERRADA. 
 
c) 30%, ainda que o valor da aposentadoria atinja o limite máximo legal. 
O acréscimo é de 25%, e não 30% como se afirma. Alternativa ERRADA. 
 
d) 25%, ainda que o valor da aposentadoria atinja o limite máximo legal. 
Alternativa conforme a Lei 8.213/91, art. 45, “a”. O adicional de acompanhante, 
que é como é conhecido o acréscimo de 25% no valor da aposentadoria por 
incapacidade permanente do segurado que necessitar de assistência permanente 
de outra pessoa é devido ainda que o valor da aposentadoria atinja o limite máximo 
legal. Alternativa CORRETA. 
 
e) 15%, acréscimo este que não cessará com a morte do aposentado, sendo 
incorporável ao valor da pensão. 
O acréscimo é de 25% e, além disso, cessará com a morte do aposentado, não 
sendo incorporável ao valor da pensão por morte. 
Gabarito: D. 
 
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19 – (FCC – Analista Previdenciário – SEGEP MA – 2018) Segundo a Lei nº 
8.213/1991, a aposentadoria por incapacidade permanente, uma vez cumprida, 
quando for o caso, a carência exigida, será devida ao segurado que estando ou não 
em gozo de 
a) auxílio por incapacidade temporária, for considerado incapaz e insusceptível 
de reabilitação para o exercício de atividade que lhe garanta a subsistência, e ser-
lhe-á paga mesmo se a condição não subsistir. 
b) auxílio-acidente, for considerado incapaz e susceptível de reabilitação para o 
exercício de atividade que lhe garanta a subsistência, e ser-lhe-á paga enquanto 
permanecer nesta condição. 
c) auxílio-creche, for considerado incapaz e insusceptível de reabilitação para o 
exercício de atividade que lhe garanta a subsistência, e ser-lhe-á paga enquanto 
permanecer nesta condição. 
d) auxílio por incapacidade temporária, for considerado incapaz e insusceptível 
de reabilitação para o exercício de atividade que lhe garanta a subsistência, e ser-
lhe-á paga enquanto permanecer nesta condição. 
e) auxílio-acidente, for considerado capaz e susceptível de reabilitação para o 
exercício de atividade que lhe garanta a subsistência, e ser-lhe-á paga enquanto 
permanecer nesta condição. 
 
COMENTÁRIOS: 
 
Para respondermos à questão, devemos procurar entre as alternativas, aquela 
correta com relação à aposentadoria por incapacidade permanente. Vejamos o 
texto da Lei 8.213/91 sobre tal benefício: 
Lei 8213/91 
Art. 42. A aposentadoria por incapacidade permanente, uma vez cumprida, quando for o 
caso, a carência exigida, será devida ao segurado que, estando ou não em gozo de auxílio 
por incapacidade temporária, for considerado incapaz e insusceptível de reabilitação para o 
exercício de atividade que lhe garanta a subsistência, e ser-lhe-á paga enquanto permanecer 
nesta condição. 
 
Vamos destacar os pontos importantes: 
 
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• A aposentadoria por incapacidade permanente é paga para o segurado que 
esteja totalmente incapaz para o exercício de atividade laborativa; 
• Se o segurado, por qualquer motivo, recuperar-se, o benefício será cessado; 
• Em regra, a aposentadoria por incapacidade permanente exige uma carência 
de 12 contribuições. Entretanto, no caso de acidente de qualquer natureza 
ou causa e de doença profissional ou do trabalho, bem como nos casos de 
segurado que, após filiar-se ao RGPS, for acometido de alguma das doenças 
e afecções especificadas, o benefício poderá ser concedido sem carência. 
• A renda mensal inicial é de 100% do salário-de-benefício do segurado. 
 
a) auxílio por incapacidade temporária, for considerado incapaz e insusceptível 
de reabilitação para o exercício de atividade que lhe garanta a subsistência, e ser-
lhe-á paga mesmo se a condição não subsistir. 
A questão está errada ao afirmar que a aposentadoria por incapacidade 
permanente será paga mesmo se a condição não subsistir. Nesse caso, ou seja, 
quando o segurado recupera sua capacidade para o trabalho, o benefício deixará 
de ser pago. Alternativa ERRADA. 
 
b) auxílio-acidente, for considerado incapaz e susceptível de reabilitação para o 
exercício de atividade que lhe garanta a subsistência, e ser-lhe-á paga enquanto 
permanecer nesta condição. 
Vejam novamente o art. 42 da Lei 8.213/91, que é o que a banca está cobrando. O 
enunciado começa reproduzindo este artigo e as alternativas vão o completando (a 
FCC adora isso). Nessa alternativa a banca trocou a palavra “auxílio por 
incapacidade temporária “por “auxílio acidente”. Alternativa ERRADA. 
 
c) auxílio-creche, for considerado incapaz e insusceptível de reabilitação para o 
exercício de atividade que lhe garanta a subsistência, e ser-lhe-á paga enquanto 
permanecer nesta condição. 
Do mesmo modo que na letra “b” a banca trocou a palavra “auxílio por 
incapacidade temporária” por “auxílio-acidente”, nesta ela trocou “auxílio por 
incapacidade temporária” por “auxílio-creche”. Alternativa igualmente ERRADA. 
 
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d) auxílio por incapacidade temporária, for considerado incapaz e insusceptível 
de reabilitação para o exercício de atividade que lhe garanta a subsistência, e ser-
lhe-á paga enquanto permanecer nesta condição. 
Esta assertiva está conforme o texto do art. 42 da Lei 8.213/91. Alternativa CERTA. 
 
e) auxílio-acidente, for considerado capaz e susceptívelde reabilitação para o 
exercício de atividade que lhe garanta a subsistência, e ser-lhe-á paga enquanto 
permanecer nesta condição. 
Nessa alternativa, além de trocar “auxílio por incapacidade temporária” por 
“auxílio-acidente”, a banca afirma que o segurado deve ser considerado capaz e 
susceptível de reabilitação para a atividade que lhe garanta subsistência. Nesse 
caso, não será concedida aposentadoria por incapacidade permanente, que é 
destinada para aquele segurado que não possui chances de recuperação. 
Alternativa ERRADA. 
Gabarito: D. 
 
20 – (FCC – Analista Judiciário – TRT 2ª Região – 2018) Fátima foi atropelada por 
um ônibus quando se dirigia da sua residência para o seu trabalho, tendo fraturado 
a tíbia, razão pela qual terá de se afastar de seu serviço por no mínimo 45 dias. 
Gildete sofreu cirurgia cardíaca e terá de se afastar de seu serviço por 60 dias. 
Considerando que Fátima e Gildete são empregadas da empresa “E”, 
a) apenas Fátima receberá auxílio por incapacidade temporária, que consistirá 
numa renda mensal correspondente a 91% do salário-de-benefício, respeitados os 
limites legais. 
b) ambas receberão auxílio por incapacidade temporária, sendo que para Fátima 
este auxílio consistirá numa renda mensal correspondente a 100% do salário-de-
benefício, uma vez que decorrente de acidente do trabalho, e para Gildete, o 
auxílio por incapacidade temporária consistirá numa renda mensal correspondente 
a 90% do salário-de-benefício. 
c) apenas Gildete receberá auxílio por incapacidade temporária, que consistirá 
numa renda mensal correspondente a 91% do salário-de-benefício, respeitados os 
limites legais. 
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d) ambas receberão auxílio por incapacidade temporária, que consistirá numa 
renda mensal correspondente a 100% do salário-de-benefício. 
e) ambas receberão auxílio por incapacidade temporária, que consistirá numa 
renda mensal correspondente a 91% do salário-de-benefício, respeitados os limites 
legais. 
 
COMENTÁRIOS: 
Para respondermos à questão, devemos encontrar a alternativa correta com relação 
ao auxílio por incapacidade temporária. 
 
a) apenas Fátima receberá auxílio por incapacidade temporária, que consistirá 
numa renda mensal correspondente a 91% do salário-de-benefício, respeitados os 
limites legais. 
A alternativa está equivocada uma vez que todo aquele que estiver incapacitado 
para o trabalho por mais de 15 dias consecutivos e for segurado do RGPS poderá 
receber o benefício de auxílio por incapacidade temporária. Vejamos o texto da Lei 
8.213/91: 
Art. 59. O auxílio por incapacidade temporária será devido ao segurado que, havendo cumprido, 
quando for o caso, o período de carência exigido nesta Lei, ficar incapacitado para o seu trabalho ou 
para a sua atividade habitual por mais de 15 (quinze) dias consecutivos. 
 
Como o enunciado afirma que ambas ficarão afastadas de sua atividade, está 
errado afirmar que apenas Fátima receberá auxílio por incapacidade temporária. 
Alternativa ERRADA. 
 
b) ambas receberão auxílio por incapacidade temporária, sendo que para Fátima 
este auxílio consistirá numa renda mensal correspondente a 100% do salário-de-
benefício, uma vez que decorrente de acidente do trabalho, e para Gildete, o 
auxílio por incapacidade temporária consistirá numa renda mensal correspondente 
a 90% do salário-de-benefício. 
Como vimos na alternativa anterior, o enunciado está correto ao afirmar que ambas 
receberão auxílio por incapacidade temporária, mas a renda mensal inicial 
informada está incorreta, uma vez que, para o auxílio por incapacidade temporária, 
a RMI será de 91% do salário-de-benefício. 
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Lei 8.213/91 
Art. 61. O auxílio por incapacidade temporária, inclusive o decorrente de acidente do trabalho, 
consistirá numa renda mensal correspondente a 91% (noventa e um por cento) do salário-de-benefício, 
observado o disposto na Seção III, especialmente no art. 33 desta Lei. 
(grifos nossos) 
 
Além disso, devemos nos lembrar que O auxílio por incapacidade temporária não 
poderá exceder a média aritmética simples dos últimos 12 (doze) salários-de-
contribuição, inclusive em caso de remuneração variável, ou, se não alcançado o 
número de 12 (doze), a média aritmética simples dos salários-de-contribuição 
existentes. Alternativa ERRADA. 
 
c) apenas Gildete receberá auxílio por incapacidade temporária, que consistirá 
numa renda mensal correspondente a 91% do salário-de-benefício, respeitados os 
limites legais. 
Conforme vimos na alternativa “a”, ambas poderão receber o benefício de auxílio 
por incapacidade temporária, uma vez que ambas estão incapacitadas para o 
trabalho. Alternativa ERRADA. 
 
d) ambas receberão auxílio por incapacidade temporária, que consistirá numa 
renda mensal correspondente a 100% do salário-de-benefício. 
A renda mensal do auxílio por incapacidade temporária, conforme art. 61 da Lei 
8.213, corresponde a 91% do salário-de-benefício, e não 100% como afirma a 
questão. Alternativa ERRADA. 
 
e) ambas receberão auxílio por incapacidade temporária, que consistirá numa 
renda mensal correspondente a 91% do salário-de-benefício, respeitados os limites 
legais. 
Esse é o nosso gabarito. Realmente, ambas receberão o auxílio por incapacidade 
temporária e o benefício corresponderá a 91% do salário-de-benefício. Alternativa 
CERTA. 
Gabarito: E. 
 
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21 – (FCC- Consultor Técnico Legislativo – CLDF - 2018) A respeito da legislação 
referente ao benefício previdenciário auxílio por incapacidade temporária: 
a) a empresa fica obrigada a realizar o pagamento dos quinze primeiros dias de 
afastamento, no caso de concessão de novo benefício pela mesma doença, dentro 
de sessenta dias após a cessação do benefício anterior. 
b) será devido ao segurado empregado doméstico a contar do décimo sexto dia 
do afastamento da atividade por incapacidade laborativa, pois os quinze primeiros 
dias devem ser pagos pelo empregador. 
c) consistirá em uma renda mensal correspondente a 100% do salário-de-benefício 
nos casos de espécie acidentária e 91% nos casos de espécie previdenciária. 
d) o segurado encaminhado à perícia médica poderá ser submetido à avaliação 
pericial por profissional médico do INSS ou de órgãos/entidades públicos do 
Sistema Único de Saúde − SUS. 
e) após a cessação do auxílio por incapacidade temporária acidentário, o segurado 
tem garantida, pelo prazo máximo de doze meses, a manutenção do seu contrato 
de trabalho na empresa. 
 
COMENTÁRIOS: 
Vamos analisar a questão para consolidar o aprendizado, entretanto, é importante, 
como frisaremos nas alternativas, que ela está desatualizada e atualmente não 
possui gabarito, uma vez que todas as alternativas estão erradas. 
a) a empresa fica obrigada a realizar o pagamento dos quinze primeiros dias de 
afastamento, no caso de concessão de novo benefício pela mesma doença, dentro 
de sessenta dias após a cessação do benefício anterior. 
 
Decreto nº 3.048/99 
Art. 75. Durante os primeiros quinze dias consecutivos de afastamento da atividade por 
motivo de doença, incumbe à empresa pagar ao segurado empregado o seu salário. 
(...) 
§ 3º Se concedido novo benefício decorrente da mesma doença dentro de sessentadias contados da cessação do benefício anterior, a empresa fica desobrigada do pagamento 
relativo aos quinze primeiros dias de afastamento, prorrogando-se o benefício anterior e 
descontando-se os dias trabalhados, se for o caso. 
(grifos nossos) 
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Conforme o trecho do RPS apresentado, durante os primeiros quinze dias 
consecutivos de afastamento incube à empresa pagar o salário integral do 
segurado e a partir do 16º dia o segurado é encaminhado para o INSS. Caso o 
segurado necessite de novo afastamento, decorrente da mesma doença, dentro do 
período de 60 dias contados da cessação do benefício anterior, a empresa já pode 
encaminhar o segurado direto para o INSS, não sendo necessário que ela pague os 
primeiros 15 dias de afastamento. 
O texto da questão erra ao dizer que a empresa é quem fica obrigada a realizar o 
pagamento dos primeiros 15 dias do novo afastamento. Alternativa ERRADA. 
 
b) será devido ao segurado empregado doméstico a contar do décimo sexto dia 
do afastamento da atividade por incapacidade laborativa, pois os quinze primeiros 
dias devem ser pagos pelo empregador. 
Lei 8.213/91 
Art. 60. O auxílio por incapacidade temporária será devido ao segurado empregado a contar 
do décimo sexto dia do afastamento da atividade, e, no caso dos demais segurados, a contar 
da data do início da incapacidade e enquanto ele permanecer incapaz. 
(grifos nossos) 
Somente para o segurado empregado o auxílio por incapacidade temporária será 
devido a contar do 16º dia do afastamento. Para todas as demais categorias de 
segurado, inclusive para o empregado doméstico, o auxílio por incapacidade 
temporária será devido a contar da data do início da incapacidade. Alternativa 
ERRADA. 
 
c) consistirá em uma renda mensal correspondente a 100% do salário-de-benefício 
nos casos de espécie acidentária e 91% nos casos de espécie previdenciária. 
 
Lei 8.213/91 
Art. 61. O auxílio por incapacidade temporária, inclusive o decorrente de acidente do trabalho, 
consistirá numa renda mensal correspondente a 91% (noventa e um por cento) do salário-de-benefício, 
observado o disposto na Seção III, especialmente no art. 33 desta Lei. 
(grifos nossos) 
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Mesmo quando decorrente de acidente de trabalho, o auxílio por incapacidade 
temporária consistirá numa renda correspondente a 91% do salário-de-benefício. 
Alternativa ERRADA. 
 
d) o segurado encaminhado à perícia médica poderá ser submetido à avaliação 
pericial por profissional médico do INSS ou de órgãos/entidades públicos do 
Sistema Único de Saúde − SUS. 
À época da prova, esta alternativa estava errada. Entretanto, atualmente esta 
disposição foi revogado pela lei 13.846/19 e a alternativa tornou-se errada também. 
 
Art. 60. O auxílio por incapacidade temporária será devido ao segurado empregado a contar 
do décimo sexto dia do afastamento da atividade, e, no caso dos demais segurados, a contar 
da data do início da incapacidade e enquanto ele permanecer incapaz. 
(...) 
§ 5o Nos casos de impossibilidade de realização de perícia médica pelo órgão ou setor 
próprio competente, assim como de efetiva incapacidade física ou técnica de implementação 
das atividades e de atendimento adequado à clientela da previdência social, o INSS poderá, 
sem ônus para os segurados, celebrar, nos termos do regulamento, convênios, termos de 
execução descentralizada, termos de fomento ou de colaboração, contratos não onerosos 
ou acordos de cooperação técnica para realização de perícia médica, por delegação ou 
simples cooperação técnica, sob sua coordenação e supervisão, com: (Incluído pela Lei 
nº 13.135, de 2015) (Revogado pela Medida Provisória nº 871, de 
2019) (Revogado pela Lei nº 13.846, de 2019) 
I - órgãos e entidades públicos ou que integrem o Sistema Único de Saúde 
(SUS); (Incluído pela Lei nº 13.135, de 2015) (Revogado pela Medida 
Provisória nº 871, de 2019) (Revogado pela Lei nº 13.846, de 2019) 
 
Portanto, o segurado não poderá ser periciado por médicos do SUS. Alternativa 
ERRADA. 
 
e) após a cessação do auxílio por incapacidade temporária acidentário, o segurado 
tem garantida, pelo prazo máximo de doze meses, a manutenção do seu contrato 
de trabalho na empresa. 
A questão está errada em dois pontos. A garantia de estabilidade no emprego é 
assegurada para o segurado que tenha sofrido acidente de trabalho. Não basta que 
o auxílio por incapacidade temporária seja acidentário, como afirma a questão, o 
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acidente deve ser de trabalho. Além disso, o período de estabilidade é por no 
mínimo 12 meses, e não pelo prazo máximo de 12 meses como afirma a questão. 
 
Lei 8.213/91 
Art. 118. O segurado que sofreu acidente do trabalho tem garantida, pelo prazo mínimo de doze 
meses, a manutenção do seu contrato de trabalho na empresa, após a cessação do auxílio por 
incapacidade temporária acidentário, independentemente de percepção de auxílio-acidente. 
 
Alternativa ERRADA. 
 
Gabarito: ANULADA. 
 
22 – (FCC – Perito Médico Previdenciário – SEGEP MA) Conforme a legislação 
previdenciária brasileira, terá direito ao benefício auxílio por incapacidade 
temporária acidentário os casos em que for diagnosticada entre trabalhadores uma 
doença 
 
a) inerente a grupo etário. 
b) degenerativa. 
c) proveniente de contaminação acidental do empregado no exercício de sua 
atividade. 
d) que não produza incapacidade laborativa. 
e) endêmica, adquirida por segurado habitante de região em que ela se 
desenvolva, sem exposição ou contato direto determinado pela natureza do 
trabalho. 
 
COMENTÁRIOS: 
Devemos identificar entre as alternativas, aquela doença que dará direito ao auxílio 
por incapacidade temporária acidentário. 
 
a) inerente a grupo etário. 
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Para analisar esta alternativa, primeiramente devemos entender que as doenças 
profissionais e do trabalho são consideradas acidentes de trabalho. 
 
Lei 8.213/1991 
Art. 20. Consideram-se acidente do trabalho, nos termos do artigo anterior, as seguintes entidades 
mórbidas: 
I - doença profissional, assim entendida a produzida ou desencadeada pelo exercício do trabalho 
peculiar a determinada atividade e constante da respectiva relação elaborada pelo Ministério do 
Trabalho e da Previdência Social; 
II - doença do trabalho, assim entendida a adquirida ou desencadeada em função de condições 
especiais em que o trabalho é realizado e com ele se relacione diretamente, constante da relação 
mencionada no inciso I. 
(grifos nossos) 
 
A própria Lei 8.213/91 traz uma lista de doenças que não são consideradas doenças 
do trabalho, e entre elas está a doença inerente ao grupo etário, tornando a 
alternativa errada. 
 
Art. 20. Consideram-se acidente do trabalho, nos termos do artigo anterior, as seguintes entidades 
mórbidas: 
(...) 
§ 1º Não são consideradas como doença do trabalho: 
(...) 
b) a inerente a grupo etário; 
(grifos nossos)Alternativa ERRADA. 
 
b) degenerativa. 
Lei 8.213/1991 
Art. 20. Consideram-se acidente do trabalho, nos termos do artigo anterior, as seguintes entidades 
mórbidas: 
(...) 
§ 1º Não são consideradas como doença do trabalho: 
(...) 
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b) a doença degenerativa; 
(grifos nossos) 
 
Alternativa ERRADA. 
 
c) proveniente de contaminação acidental do empregado no exercício de sua 
atividade. 
Eis o nosso gabarito. O texto da Lei 8.213/91 equipara a situação à acidente de 
trabalho, surgindo o direito ao auxílio por incapacidade temporária acidentário. 
 
Art. 21. Equiparam-se também ao acidente do trabalho, para efeitos desta Lei: 
(...) 
III - a doença proveniente de contaminação acidental do empregado no exercício de sua atividade; 
Alternativa CORRETA. 
 
d) que não produza incapacidade laborativa. 
Lei 8.213/1991 
Art. 20. Consideram-se acidente do trabalho, nos termos do artigo anterior, as seguintes entidades 
mórbidas: 
(...) 
§ 1º Não são consideradas como doença do trabalho: 
(...) 
d) a que não produza incapacidade laborativa. 
(grifos nossos) 
 
Alternativa ERRADA. 
 
e) endêmica, adquirida por segurado habitante de região em que ela se 
desenvolva, sem exposição ou contato direto determinado pela natureza do 
trabalho. 
Lei 8.213/1991 
Art. 20. Consideram-se acidente do trabalho, nos termos do artigo anterior, as seguintes entidades 
mórbidas: 
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(...) 
§ 1º Não são consideradas como doença do trabalho: 
(...) 
d) a doença endêmica adquirida por segurado habitante de região em que ela se desenvolva, salvo 
comprovação de que é resultante de exposição ou contato direto determinado pela natureza do 
trabalho. 
(grifos nossos) 
 
Alternativa ERRADA. 
 
Gabarito: C. 
 
23 – (FCC – Analista Previdenciário – SEGEP MA – 2018) Segundo a Lei nº 
8.213/1991, o auxílio- acidente será concedido, como 
 
a) indenização, ao segurado quando, após consolidação das lesões decorrentes de 
acidente de qualquer natureza, resultarem sequelas que impliquem redução da 
capacidade para o trabalho que habitualmente exercia. 
b) indenização, ao dependente do segurado quando, após consolidação das lesões 
decorrentes de acidente de qualquer natureza, resultarem sequelas que impliquem 
redução da capacidade para o trabalho que habitualmente exercia. 
c) reembolso, ao segurado quando, após consolidação das lesões decorrentes de 
acidente de qualquer natureza, resultarem sequelas que impliquem incapacidade 
para o trabalho que habitualmente exercia. 
d) indenização, ao segurado quando, após consolidação das lesões decorrentes de 
acidente de qualquer natureza, resultarem sequelas que impliquem aumento da 
capacidade para o trabalho que habitualmente exercia. 
e) reembolso, ao segurado quando, após consolidação das lesões decorrentes 
apenas de acidente de trabalho, resultarem sequelas que impliquem redução da 
incapacidade para o trabalho que habitualmente exercia. 
 
COMENTÁRIOS: 
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==245596==
 
 
 
 
 
 
 
Para esta questão, devemos conhecer o art. 86 da Lei 8.213/91: 
 
Art. 86. O auxílio-acidente será concedido, como indenização, ao segurado quando, após 
consolidação das lesões decorrentes de acidente de qualquer natureza, resultarem sequelas que 
impliquem redução da capacidade para o trabalho que habitualmente exercia. 
(grifos nossos) 
 
a) indenização, ao segurado quando, após consolidação das lesões decorrentes de 
acidente de qualquer natureza, resultarem sequelas que impliquem redução da 
capacidade para o trabalho que habitualmente exercia. 
A alternativa está conforme o artigo 86 da Lei 8.213/91. O auxílio-acidente é um 
benefício que não tem pretensão de substituir o salário-de-contribuição do 
segurado, por isso que ele pode inclusive possuir um valor abaixo do salário-
mínimo. O benefício é uma indenização para o segurado que tenha sofrido acidente 
de qualquer natureza e tenha sequelas decorrentes desse acidente que reduzam 
sua capacidade para o trabalho. Alternativa CORRETA. 
 
b) indenização, ao dependente do segurado quando, após consolidação das lesões 
decorrentes de acidente de qualquer natureza, resultarem sequelas que impliquem 
redução da capacidade para o trabalho que habitualmente exercia. 
A alternativa erra ao afirmar que o auxílio-acidente é devido ao dependente do 
segurado, uma vez que o auxílio-acidente é devido ao próprio segurado, e não ao 
dependente. Alternativa ERRADA. 
 
c) reembolso, ao segurado quando, após consolidação das lesões decorrentes de 
acidente de qualquer natureza, resultarem sequelas que impliquem incapacidade 
para o trabalho que habitualmente exercia. 
Primeiramente, o auxílio-acidente não é devido como reembolso, mas sim como 
indenização. Além disso, as sequelas decorrentes do acidente implicam em redução 
da capacidade para o trabalho, mas não incapacidade. Para o segurado que esteja 
incapacitado para o trabalho, será devido auxílio por incapacidade temporária, caso 
a incapacidade seja temporária, ou aposentadoria por incapacidade permanente, 
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caso a incapacidade seja permanente e o segurado esteja insusceptível de 
recuperação. Alternativa ERRADA. 
 
d) indenização, ao segurado quando, após consolidação das lesões decorrentes de 
acidente de qualquer natureza, resultarem sequelas que impliquem aumento da 
capacidade para o trabalho que habitualmente exercia. 
A alternativa erra ao afirmar que as sequelas implicarão aumento da capacidade 
para o trabalho. Nos casos de auxílio-acidente, as sequelas provocaram redução na 
capacidade laboral. Alternativa ERRADA. 
e) reembolso, ao segurado quando, após consolidação das lesões decorrentes 
apenas de acidente de trabalho, resultarem sequelas que impliquem redução da 
incapacidade para o trabalho que habitualmente exercia. 
O auxílio-acidente não é devido como reembolso, mas sim como indenização. Não 
obstante, as lesões não necessariamente serão decorrentes de acidente de 
trabalho, mas poderão decorrer de acidente de qualquer natureza. Alternativa 
ERRADA. 
 
Gabarito: A. 
 
24 – (FCC – Técnico de Segurança do Trabalho – SABESP – 2018) Carla, 52 anos, 
viúva de Josinaldo, funcionário da Empresa Limpa Tudo, morto em acidente do 
trabalho, tendo sido casada por 31 anos, dependente de Josinaldo, busca 
informações no INSS para se valer do direito a pensão por morte. A duração do 
benefício será a pensão por morte com a duração 
a) máxima de 20 anos. 
b) máxima de 6 anos. 
c) máxima de 10 anos. 
d) máxima de 15 anos. 
e) Vitalícia. 
 
COMENTÁRIOS: 
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Vamos relembrar a data de cessação da pensão por morte no caso de cônjuges. 
 
• se inválido ou com deficiência, pela cessação da invalidez ou pelo 
afastamentoda deficiência, respeitados os períodos mínimos abaixo; 
 
• em 4 (quatro) meses, se o óbito ocorrer: 
▪ sem que o segurado tenha vertido 18 (dezoito) contribuições 
mensais; ou 
▪ se o casamento ou a união estável tiverem sido iniciados em 
menos de 2 (dois) anos antes do óbito do segurado; 
 
• transcorridos os seguintes períodos, estabelecidos de acordo com a idade 
do beneficiário na data de óbito do segurado, se o óbito ocorrer depois de 
vertidas 18 (dezoito) contribuições mensais e pelo menos 2 (dois) anos após 
o início do casamento ou da união estável: 
▪ 3 (três) anos, com menos de 22 (vinte e dois) anos de idade; 
▪ 6 (seis) anos, entre 22 (vinte e dois) e 27 (vinte e sete) anos de 
idade; 
▪ 10 (dez) anos, entre 28 (vinte e oito) e 30 (trinta) anos de idade; 
▪ 15 (quinze) anos, entre 31 (trinta e um) e 41 (quarenta e um) anos 
de idade; 
▪ 20 (vinte) anos, entre 42 (quarenta e dois) e 44 (quarenta e 
quatro) anos de idade; 
▪ vitalícia, com 45 (quarenta e cinco) ou mais anos de idade. 
Esses prazos também serão aplicados, mesmo que o segurado ainda não tenha 
vertidas 19 contribuições mensais ou que o casamento ou união estável tenha 
menos de 2 anos se óbito do segurado decorrer de acidente de qualquer natureza 
ou de doença profissional ou do trabalho. 
O enunciado não afirma a quanto tempo que Josinaldo contribuía para o INSS, de 
forma que não sabemos se ele já havia vertido mais de 18 contribuições mensais 
para o RGPS. Mas o enunciado afirma que ele morreu em decorrência de acidente 
de trabalho, portanto, a data de cessação da pensão será de acordo com a idade 
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da dependente. A questão afirma que Carla possui 52 anos de idade, portanto sua 
pensão será vitalícia. 
Nosso gabarito é a letra “e”. 
 
Gabarito: E. 
 
25 – (FCC – Analista Judiciário – TRT 2ª Região – 2018) Fábia, segurada aposentada 
da Previdência Social, faleceu há 38 dias. Exatamente no 36º dia após o seu óbito, 
Breno, seu dependente, requereu o benefício previdenciário da pensão por morte. 
Giselda, segurada da Previdência Social, ainda não aposentada, faleceu há 120 dias. 
Exatamente no 97º dia após o seu falecimento, Cleide, sua dependente, requereu 
o benefício previdenciário da pensão por morte. Neste caso, nos termos da Lei nº 
8.213/1991, o benefício previdenciário da pensão por morte será devido 
a) para Breno e Cleide, a contar da data do óbito e da data do requerimento, 
respectivamente. 
b) para Breno e Cleide, a contar da data do óbito. 
c) para Breno e Cleide, a contar da data do requerimento e da data do óbito, 
respectivamente. 
d) para Breno e Cleide, a contar da data do requerimento. 
e) apenas para Breno, a contar da data do requerimento. 
 
COMENTÁRIOS: 
 
Vamos relembrar o art. 74 da Lei 8.213/91, que trata da data de início da pensão 
por morte. 
 
Art. 74. A pensão por morte será devida ao conjunto dos dependentes do segurado que falecer, 
aposentado ou não, a contar da data: 
I - do óbito, quando requerida em até cento e oitenta dias após o óbito, para os filhos menores de 
dezesseis anos, ou em até noventa dias após o óbito, para os demais dependentes; 
II - do requerimento, quando requerida após o prazo previsto no inciso anterior; 
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III - da decisão judicial, no caso de morte presumida. 
(grifos nossos) 
 
Breno requereu o benefício no 36º dia após o óbito de Fábia, portanto, ele receberá 
o benefício desde o óbito, conforme art. 74, “I” da Lei 8.213/91. 
 
Cleide requereu o benefício no 97º dia após o óbito de Giselda, portanto, ela 
receberá o benefício desde o requerimento, conforme art. 74, “II”da Lei 8.213/91. 
 
Gabarito: A. 
 
26 – (FCC -Analista Judiciário – TRT 2ª Região – 2018) Marcelo está preso em 
regime fechado pela prática de crime de homicídio qualificado. Sua esposa, Vilma, 
está preocupada com as despesas de sua família. Assim, resolve obter informações 
a respeito do auxílio-reclusão, previsto na Lei nº 8.213/1991, verificando que esse 
benefício será devido aos dependentes do segurado recolhido à prisão, 
respeitados os requisitos legais 
 
a) limitado a 50% do salário-de-benefício. 
b) nas mesmas condições da aposentadoria por incapacidade permanente. 
c) nas mesmas condições da aposentadoria por tempo de serviço. 
d) nas mesmas condições da pensão por morte. 
e) limitado a 30% do salário-de-benefício. 
 
COMENTÁRIOS: 
Conforme art. 80 da Lei 8.213, o auxílio-reclusão será devido nas condições da 
pensão por morte, respeitado o tempo mínimo de carência de 24 meses, aos 
dependentes do segurado de baixa renda recolhido à prisão em regime fechado, 
que não receber remuneração da empresa nem estiver em gozo de auxílio por 
incapacidade temporária, pensão por morte, salário-maternidade, aposentadoria 
ou abono de permanência em serviço. 
 
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a) limitado a 50% do salário-de-benefício. 
O valor da renda mensal inicial do auxílio-reclusão será de cem por centro (50%) do 
valor da aposentadoria que o segurado recebia ou daquela que receberia se 
estivesse aposentado por invalidez na data da prisão, mais uma cota de 10% por 
dependente habilitado ao benefício. 
Alternativa INCORRETA. 
 
b) nas mesmas condições da aposentadoria por incapacidade permanente. 
O auxílio-reclusão será devido nas mesmas condições da pensão por morte. 
Alternativa INCORRETA. 
 
c) nas mesmas condições da aposentadoria por tempo de serviço. 
O auxílio-reclusão será devido nas mesmas condições da pensão por morte. 
Alternativa Incorreta. 
 
d) nas mesmas condições da pensão por morte. 
Isso mesmo, o auxílio-reclusão será devido nas mesmas condições da pensão por 
morte. Alternativa CORRETA. 
 
e) limitado a 30% do salário-de-benefício. 
O valor da renda mensal inicial do auxílio-reclusão será de cem por centro (50%) do 
valor da aposentadoria que o segurado recebia ou daquela que receberia se 
estivesse aposentado por invalidez na data da prisão, mais uma cota de 10% por 
dependente habilitado ao benefício. 
Alternativa INCORRETA. 
 
Gabarito: D. 
 
27 – (FCC- Procurador do Estado do Amapá – 2018) Conforme regras contidas na 
Lei nº 8.213/1991, quanto ao benefício de aposentadoria, 
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a) a doença ou lesão de que o segurado já era portador ao filiar-se ao regime 
geral não lhe conferirá direito à aposentadoria por incapacidade permanente, salvo 
quando a incapacidade sobrevier por motivo de progressão ou agravamento dessa 
doença ou lesão. 
b) o valor da aposentadoria por incapacidade permanente do segurado que 
necessitar da assistência permanente de outra pessoa será acrescido de trinta por 
cento. 
c) a aposentadoria será devida ao segurado que, cumprida a carência exigida 
em lei, completar sessenta anos de idade, se homem, e cinquenta e cinco, se 
mulher. 
d) a aposentadoria especial será devida ao segurado que tiver trabalhado 
durante dez, quinze ou vinte anos, conforme a atividade profissional, sujeito a 
condições especiais que prejudiquema saúde ou a integridade física. 
e) a aposentadoria especial consistirá numa renda mensal de oitenta e cinco por 
cento do salário-de-benefício, mais um por cento deste, por grupo de doze 
contribuições, até atingir o teto de cem por cento. 
 
COMENTÁRIOS: 
 
Para respondermos à questão, vamos em busca da alternativa correta em relação 
aos benefícios previdenciários. 
 
a) a doença ou lesão de que o segurado já era portador ao filiar-se ao regime 
geral não lhe conferirá direito à aposentadoria por incapacidade permanente, salvo 
quando a incapacidade sobrevier por motivo de progressão ou agravamento dessa 
doença ou lesão. 
 
Lei 8.213/91 
Art. 42. A aposentadoria por incapacidade permanente, uma vez cumprida, quando for o caso, a 
carência exigida, será devida ao segurado que, estando ou não em gozo de auxílio por incapacidade 
temporária, for considerado incapaz e insusceptível de reabilitação para o exercício de atividade 
que lhe garanta a subsistência, e ser-lhe-á paga enquanto permanecer nesta condição. 
(...) 
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§ 2º A doença ou lesão de que o segurado já era portador ao filiar-se ao Regime Geral de 
Previdência Social não lhe conferirá direito à aposentadoria por incapacidade permanente, salvo 
quando a incapacidade sobrevier por motivo de progressão ou agravamento dessa doença ou lesão. 
(grifos nossos) 
A assertiva está perfeita. Se o segurado já ingressou no RGPS portador da 
incapacidade, ele não poderá receber aposentadoria por incapacidade permanente 
ou auxílio por incapacidade temporária em decorrência dessa doença ou lesão, a 
menos que haja progressão ou agravamento. Alternativa CORRETA. 
 
b) o valor da aposentadoria por incapacidade permanente do segurado que 
necessitar da assistência permanente de outra pessoa será acrescido de trinta por 
cento. 
 
Lei 8.213/91 
Art. 45. O valor da aposentadoria por incapacidade permanente do segurado que necessitar da 
assistência permanente de outra pessoa será acrescido de 25% (vinte e cinco por cento). 
(grifos nossos) 
 
O acréscimo será de 25%, e não 30% como afirma a questão. Alternativa ERRADA. 
 
c) a aposentadoria será devida ao segurado que, cumprida a carência exigida 
em lei, completar sessenta anos de idade, se homem, e cinquenta e cinco, se 
mulher. 
 
De acordo com a regra geral, para uma mulher se aposentar pelo RGPS ela deverá 
ter no mínimo 62 anos de idade e ter contribuído durante 15 anos para o RGPS. Já 
no caso dos homens, eles deverão ter no mínimo 65 anos, além de 20 anos de 
contribuição. Alternativa ERRADA. 
 
d) a aposentadoria especial será devida ao segurado que tiver trabalhado 
durante dez, quinze ou vinte anos, conforme a atividade profissional, sujeito a 
condições especiais que prejudiquem a saúde ou a integridade física. 
 
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Lei 8.213/91 
Art. 57. A aposentadoria especial será devida, uma vez cumprida a carência exigida nesta Lei, ao 
segurado que tiver trabalhado sujeito a condições especiais que prejudiquem a saúde ou a 
integridade física, durante 15 (quinze), 20 (vinte) ou 25 (vinte e cinco) anos, conforme dispuser a lei. 
 
O segurado deverá trabalhar durante 15, 20 ou 25 anos sujeito a condições 
especiais, e não 10, 15 ou 20 anos, como afirmado. Alternativa ERRADA. 
 
e) a aposentadoria especial consistirá numa renda mensal de oitenta e cinco por 
cento do salário-de-benefício, mais um por cento deste, por grupo de doze 
contribuições, até atingir o teto de cem por cento. 
A renda mensal inicial da aposentadoria será: 
• 60% do salário-de-benefício caso tenha atingido o tempo mínimo de 
contribuição (15 anos para mulheres e 20 anos para os homens) 
+ 
• 2% do salário-de-benefício para cada grupo de 12 contribuições que 
excedam ao tempo mínimo. 
Alternativa ERRADA. 
 
Gabarito: A. 
 
28 – (FCC- Analista Judiciário – TRT 2ª Região – 2018) Em relação a Previdência 
Social, 
 
a) cabe ao trabalhador segurado o auxílio por incapacidade temporária acidentário 
quando sofre um acidente que ocorre no exercício do trabalho a serviço da 
empresa, e o auxílio por incapacidade temporária previdenciário quando este sofre 
de uma doença profissional ou do trabalho. 
b) cabe a Perícia Médica, através do Perito Médico, avaliar as condições de saúde 
do segurado frente a atividade declarada emitindo um parecer conclusivo quanto 
à capacidade laboral e/ou a caracterização de invalidez para fins previdenciários, 
também avaliar a deficiência para a concessão de aposentadoria da pessoa com 
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deficiência segurada do Regime Geral de Previdência Social − RGPS e para os 
benefícios assistenciais, BPC/LOAS. 
c) o auxílio-acidente é devido ao segurado acidentado que, após consolidação das 
lesões decorrentes do acidente do trabalho, apresenta sequela que implique na 
redução de sua capacidade laborativa, independentemente do recebimento de 
salário, da concessão de outro benefício ou de qualquer aposentadoria. 
d) tem direito à aposentadoria por incapacidade permanente, o segurado 
acidentado que, estando ou não em gozo de auxílio por incapacidade temporária 
acidentário, é considerado incapaz, porém suscetível de reabilitação para o 
exercício de atividade que lhe garanta a subsistência. 
e) a reabilitação profissional ou readaptação profissional, aos casos relacionados ao 
trabalho, visa proporcionar aos beneficiários, incapacitados parcial ou totalmente 
para o trabalho, em caráter obrigatório, depois de um período de carência de 12 
meses. 
 
COMENTÁRIOS: 
a) cabe ao trabalhador segurado o auxílio por incapacidade temporária acidentário 
quando sofre um acidente que ocorre no exercício do trabalho a serviço da 
empresa, e o auxílio por incapacidade temporária previdenciário quando este sofre 
de uma doença profissional ou do trabalho. 
A questão diferencia o auxílio por incapacidade temporária decorrente de acidente 
de qualquer natureza do auxílio por incapacidade temporária comum e afirma que 
se a pessoa sofre de uma doença profissional ou doença do trabalho, esta pessoa 
receberá o auxílio por incapacidade temporária comum. Tal afirmativa está 
equivocada uma vez que, a doença profissional ou do trabalho são consideradas 
acidentes de trabalho, portanto, o benefício a será auxílio por incapacidade 
temporária acidentário. 
Lei 8.213/91 
Art. 20. Consideram-se acidente do trabalho, nos termos do artigo anterior, as seguintes entidades 
mórbidas: 
I - doença profissional, assim entendida a produzida ou desencadeada pelo exercício do trabalho 
peculiar a determinada atividade e constante da respectiva relação elaborada pelo Ministério do 
Trabalho e da Previdência Social; 
II - doença do trabalho, assim entendida a adquirida ou desencadeada em função de condições 
especiais em que o trabalho é realizado e com ele se relacione diretamente, constante da relação 
mencionada no inciso I. 
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(grifos nossos) 
A diferença do auxílio por incapacidade temporária acidentário é que haverá a não 
exigência de carênciade 12 meses para a concessão do benefício. Alternativa 
ERRADA. 
 
b) cabe a Perícia Médica, através do Perito Médico, avaliar as condições de saúde 
do segurado frente a atividade declarada emitindo um parecer conclusivo quanto 
à capacidade laboral e/ou a caracterização de invalidez para fins previdenciários, 
também avaliar a deficiência para a concessão de aposentadoria da pessoa com 
deficiência segurada do Regime Geral de Previdência Social − RGPS e para os 
benefícios assistenciais, BPC/LOAS. 
A assertiva está correta. Realmente, a avaliação das condições de capacidade 
laboral do segurado para fins de benefícios, além da avaliação de deficiência para 
a concessão de aposentadoria da pessoa com deficiência, para o LOAS é papel do 
perito médico. Alternativa CORRETA. 
 
c) o auxílio-acidente é devido ao segurado acidentado que, após consolidação das 
lesões decorrentes do acidente do trabalho, apresenta sequela que implique na 
redução de sua capacidade laborativa, independentemente do recebimento de 
salário, da concessão de outro benefício ou de qualquer aposentadoria. 
Lei 8.213/91 
Art. 86. O auxílio-acidente será concedido, como indenização, ao segurado quando, após 
consolidação das lesões decorrentes de acidente de qualquer natureza, resultarem sequelas que 
impliquem redução da capacidade para o trabalho que habitualmente exercia. 
(...) 
§ 2º O auxílio-acidente será devido a partir do dia seguinte ao da cessação do auxílio por incapacidade 
temporária, independentemente de qualquer remuneração ou rendimento auferido pelo 
acidentado, vedada sua acumulação com qualquer aposentadoria. 
§ 3º O recebimento de salário ou concessão de outro benefício, exceto de aposentadoria, observado 
o disposto no § 5º, não prejudicará a continuidade do recebimento do auxílio-acidente. 
(grifos nossos) 
 
O auxílio-acidente realmente é devido ao segurado que sofreu acidente de 
qualquer natureza quando, após a consolidação das lesões esse segurado tiver sua 
capacidade para o trabalho reduzida. Entretanto, ao contrário do que se afirma na 
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questão e conforme o art. 86, § 2º da Lei 8.213/91, é vedada sua acumulação com 
qualquer aposentadoria. Alternativa ERRADA. 
 
d) tem direito à aposentadoria por incapacidade permanente, o segurado 
acidentado que, estando ou não em gozo de auxílio por incapacidade temporária 
acidentário, é considerado incapaz, porém suscetível de reabilitação para o 
exercício de atividade que lhe garanta a subsistência. 
Lei 8.213/91 
Art. 42. A aposentadoria por incapacidade permanente, uma vez cumprida, quando for o 
caso, a carência exigida, será devida ao segurado que, estando ou não em gozo de auxílio 
por incapacidade temporária, for considerado incapaz e insusceptível de reabilitação para o 
exercício de atividade que lhe garanta a subsistência, e ser-lhe-á paga enquanto permanecer 
nesta condição. 
Para recebimento da aposentadoria por incapacidade permanente, o segurado 
deve ser considerado incapaz e insusceptível de reabilitação, ao contrário do que 
se afirma na questão. Alternativa ERRADA. 
 
e) a reabilitação profissional ou readaptação profissional, aos casos relacionados ao 
trabalho, visa proporcionar aos beneficiários, incapacitados parcial ou totalmente 
para o trabalho, em caráter obrigatório, depois de um período de carência de 12 
meses. 
Lei 8.213/91 
Art. 26. Independe de carência a concessão das seguintes prestações: 
(...) 
V - reabilitação profissional. 
(...) 
Art. 89. A habilitação e a reabilitação profissional e social deverão proporcionar 
ao beneficiário incapacitado parcial ou totalmente para o trabalho, e às pessoas portadoras 
de deficiência, os meios para a (re)educação e de (re)adaptação profissional e social indicados 
para participar do mercado de trabalho e do contexto em que vive. 
(grifos nossos) 
 
A reabilitação profissional independe de carência. Alternativa ERRADA. 
Gabarito: B. 
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29 – (Inédita) A pensão por morte, será devida ao conjunto de dependentes do 
segurado que falecer, aposentado ou não, a contar da data do óbito, quando 
requerida em até cento e oitenta dias após o óbito, para os filhos menores de 
dezesseis anos, ou em até noventa dias após o óbito, para os demais dependente. 
Certo ( ) 
Errado ( ) 
 
COMENTÁRIOS: 
A questão traz a atualização que a MP 871/19 trouxe nas disposições da pensão 
por morte expressas na Lei 8212/91, vejamos a redação atual: 
Art. 74. A pensão por morte será devida ao conjunto dos dependentes do segurado que 
falecer, aposentado ou não, a contar da data: 
I - do óbito, quando requerida em até cento e oitenta dias após o óbito, para os filhos 
menores de dezesseis anos, ou em até noventa dias após o óbito, para os demais 
dependentes; 
I - do requerimento, quando requerida após o prazo previsto no inciso anterior; 
III - da decisão judicial, no caso de morte presumida. 
(grifos nossos) 
 
A assertiva está correta por ser transcrição da Lei. 
GABARITO: CORRETA. 
 
30 – (Inédita) Lúcio era segurado da Previdência Social e veio a falecer estando, na 
data o óbito, obrigado por determinação judicial a pagar pensão alimentícia 
temporariamente à Leda, sua ex-cônjuge. Nessa situação hipotética, Leda fará jus 
à pensão por morte pelo prazo remanescente da pensão de alimentos, caso não 
incida outra hipótese de cancelamento do benefício em data anterior. 
Certo ( ) 
Errado ( ) 
 
COMENTÁRIOS: 
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Vejamos a literalidade da lei 8213/91: 
Art. 76. A concessão da pensão por morte não será protelada pela falta de habilitação de outro 
possível dependente, e qualquer inscrição ou habilitação posterior que importe em exclusão ou 
inclusão de dependente só produzirá efeito a contar da data da inscrição ou habilitação. 
(...) 
§ 3º Na hipótese de o segurado falecido estar, na data de seu falecimento, obrigado por 
determinação judicial a pagar alimentos temporários a ex-cônjuge, ex-companheiro ou ex-
companheira, a pensão por morte será devida pelo prazo remanescente na data do óbito, caso 
não incida outra hipótese de cancelamento anterior do benefício. 
(grifos nossos) 
 
Desta forma, a alternativa está correta. Leda fará jus ao benefício mesmo sendo ex-
cônjuge do segurado, uma vez que recebia alimentos. Como a questão diz 
expressamente que a obrigação de pagar alimentos era temporária, a pensão por 
morte será devida pelo tempo remanescente da obrigação judicial, salvo se houver 
hipótese anterior de cancelamento de benefício. 
GABARITO: CERTO. 
 
31- (Inédita) Antônio era aposentado por invalidez do RGPS e veio a falecer 
deixando como dependentes sua esposa Conceição, com 48 anos, e sua filha 
Karina, com 12 anos. Passados 100 dias do óbito de Antônio, Conceição e Karina 
requereram pensão por morte junto ao INSS. Tendo em vista estas informações, é 
correto afirmar que Conceição e Karina farão jus ao recebimento de pensão por 
morte contada da data do requerimento do benefício para ambas. 
Certo ( ) 
Errado ( ) 
 
COMENTÁRIOS: 
A questão explora uma das alterações que a Medida Provisória 871/2019 trouxe na 
pensão por morte. Vejamos como ficou o texto da Lei 8213/91: 
Art. 74. A pensão por morte será devida ao conjunto dos dependentesdo segurado 
que falecer, aposentado ou não, a contar da data: 
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I - do óbito, quando requerida em até cento e oitenta dias após o óbito, para os filhos 
menores de dezesseis anos, ou em até noventa dias após o óbito, para os demais 
dependentes; 
II - do requerimento, quando requerida após o prazo previsto no inciso anterior; 
(...) 
(grifos nossos) 
 
Antônio era aposentado por invalidez, o que garante que ele era segurado do 
RGPS e seus dependentes terão direito à pensão por morte. 
Karina e Conceição são dependentes de primeira classe, de forma que ambas 
farão jus à pensão por morte. 
O requerimento foi apresentado quando havia decorrido 100 dias do óbito. 
Nesse caso, temos que: 
• Karina receberá o benefício desde o óbito, uma vez que ela é menor de 
16 anos e o benefício foi requerido dentro de 180 dias contados do 
óbito, sendo aplicado o inciso I do art. 74; 
• Conceição receberá o benefício desde a data do requerimento, uma vez 
que requereu o benefício após 90 dias do óbito. 
O enunciado afirma que ambas receberão desde o requerimento, informação 
incorreta, uma vez que Karina receberá desde o óbito. 
GABARITO: ERRADO. 
 
32- (Inédita) São benefícios que poderão ser prestados a todas as categorias de 
segurados do RGPS aposentadoria por incapacidade permanente, aposentadoria 
por idade e tempo de contribuição, auxílio por incapacidade temporária e o salário-
maternidade. 
Certo ( ) 
Errado ( ) 
 
COMENTÁRIOS: 
São benefícios que podem ser prestados a todos as categorias de segurados do 
RGPS: 
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• aposentadorias por invalidez, por idade e tempo de contribuição; 
• salário-maternidade; 
• auxílio por incapacidade temporária; 
 
 A aposentadoria especial é devida aos segurados empregados, trabalhador avulso 
e contribuinte individual cooperado. 
O auxílio por incapacidade temporária é devido aos segurados empregado 
(inclusive o doméstico), trabalhador avulso e segurado especial. 
O salário-família é devido aos segurados empregado, empregado doméstico, 
trabalhador avulso e ao aposentado por invalidez ou por idade e os demais 
aposentados com 65 (sessenta e cinco) anos ou mais de idade, se do sexo 
masculino, ou 60 (sessenta) anos ou mais, se do feminino. 
A pensão por morte e o auxílio reclusão serão devidos aos dependentes dos 
segurados de qualquer categoria. 
Após revisado o tema, podemos ver que o enunciado listou corretamente 
benefícios que são devidos a todas as categorias de segurado. Vale lembrar que 
apesar de o enunciado não ter mencionado todos os benefícios da lista, não houve 
restrição no enunciado informando que unicamente os benefícios de aposentadoria 
por incapacidade permanente, aposentadoria por idade, auxílio por incapacidade 
temporária e salário-maternidade são devidos a todas as categorias de segurado. 
Sempre bom lembrar que para a banca CESPE, enunciado incompleto não é 
sinônimo de enunciado incorreto. 
GABARITO: CERTO. 
 
33- (Inédita) Os beneficiários de aposentadoria por incapacidade permanente do 
Regime Geral de Previdência social devem se submeter a exame médico a cargo 
da Previdência Social periodicamente, estando dispensados de tais exames após 
completarem 60 (sessenta) anos de idade. 
Certo ( ) 
Errado ( ) 
 
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COMENTÁRIOS: 
 A questão está correta e está previsto no artigo 101 da Lei 8213: 
Art. 101. O segurado em gozo de auxílio por incapacidade temporária, aposentadoria por 
incapacidade permanente e o pensionista inválido estão obrigados, sob pena de suspensão 
do benefício, a submeter-se a exame médico a cargo da Previdência Social, processo de 
reabilitação profissional por ela prescrito e custeado, e tratamento dispensado 
gratuitamente, exceto o cirúrgico e a transfusão de sangue, que são facultativos. 
§ 1o O aposentado por invalidez e o pensionista inválido que não tenham retornado à 
atividade estarão isentos do exame de que trata o caput deste artigo: 
I - após completarem cinquenta e cinco anos ou mais de idade e quando decorridos quinze 
anos da data da concessão da aposentadoria por incapacidade permanente ou do auxílio por 
incapacidade temporária que a precedeu; ou 
II - após completarem sessenta anos de idade. 
(grifos nossos) 
 
Devemos nos lembrar principalmente de que os tratamentos cirúrgicos e de 
transfusão de sangue são facultativos. Além disso, o aposentado por invalidez e o 
pensionista inválido estão isentos do exame periódico após completarem 60 anos 
de idade. 
Gabarito: CERTA. 
 
34 – (Inédita) Para os segurados empregados, o auxílio por incapacidade 
temporária será devido a contar do décimo sexto dia do afastamento da atividade, 
devendo a empresa, durante os primeiros quinze dias consecutivos ao do 
afastamento da atividade, pagar ao empregado o valor correspondente à renda 
mensal inicial do auxílio por incapacidade temporária. 
Certo ( ) 
Errado ( ) 
 
COMENTÁRIOS: 
A questão começou muito bem, mas deslizou no final. Vamos entender o porquê. 
Realmente, para os segurados empregados, o auxílio por incapacidade temporária 
será devido a partir do 16º dia do afastamento da atividade, entretanto, cabe à 
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empresa, durante os primeiros quinze dias de afastamento pagar o salário integral 
do empregado, e não o valor correspondente à renda mensal inicial do auxílio por 
incapacidade temporária. Vejamos as previsões da lei 8.213: 
Art. 60. O auxílio por incapacidade temporária será devido ao segurado empregado a contar 
do décimo sexto dia do afastamento da atividade, e, no caso dos demais segurados, a contar 
da data do início da incapacidade e enquanto ele permanecer incapaz. 
(...) 
§ 3o Durante os primeiros quinze dias consecutivos ao do afastamento da atividade por 
motivo de doença, incumbirá à empresa pagar ao segurado empregado o seu salário 
integral. 
 
Devemos sempre nos lembrar que na maioria das vezes o valor do auxílio por 
incapacidade temporária será diferente da remuneração que o segurado ganha na 
empresa. A renda mensal inicial do auxílio por incapacidade temporária será de 
91% do salário-de-benefício do segurado. 
E qual será o salário-de-benefício? A média aritmética simples de todos salários-
de-contribuição. 
Além disso, ainda existe o detalhe de que a renda mensal inicial do auxílio por 
incapacidade temporária não poderá exceder a média aritmética simples dos 
últimos 12 (doze) salários-de-contribuição, inclusive em caso de remuneração 
variável, ou, se não alcançado o número de 12 (doze), a média aritmética simples 
dos salários-de-contribuição existentes. 
Por tudo o exposto, não podemos afirmar que o valor que a empresa pagará ao 
segurado será igual à renda mensal inicial do auxílio por incapacidade temporária, 
estando a questão incorreta. 
Gabarito: ERRADA. 
 
35 – (Inédita) É devido abono anual ao segurado e ao dependente da Previdência 
Social que, durante o ano, recebeu auxílio por incapacidade temporária, auxílio-
acidente ou aposentadoria, salário-família, pensãopor morte ou auxílio-reclusão. 
Certo ( ) 
Errado ( ) 
 
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COMENTÁRIOS: 
A assertiva está incorreta uma vez que não é devido abono anual ao segurado da 
Previdência Social que tenha recebido salário-família. 
Art. 40. É devido abono anual ao segurado e ao dependente da Previdência Social que, 
durante o ano, recebeu auxílio por incapacidade temporária, auxílio-acidente ou 
aposentadoria, pensão por morte ou auxílio-reclusão. 
Gabarito: ERRADO. 
 
36 – (Inédita) A renda mensal inicial da aposentadoria por idade será de 60% do 
salário-de-benefício, mais 2% deste para cada ano de contribuição além do mínimo 
exigido, não podendo ultrapassar 100% do salário-de-benefício. 
Certo ( ) 
Errado ( ) 
 
COMENTÁRIOS: 
Com as novas regras, se um segurado se aposentar com o tempo mínimo de 
contribuição exigido para a aposentadoria, ou seja, 15 anos para mulheres e 20 
anos para os homens, o valor da renda mensal inicial será de 60% do salário-de-
benefício. Para cada ano de trabalho que o segurado tenha além desse mínimo 
exigido, acrescenta-se mais 2%. 
As novas regras permitem que um segurado receba mais de 100% do seu salário-
de-benefício, desde que o valor total da aposentadoria não exceda ao teto 
previdenciário. Portanto, se um homem tiver mais de 40 anos de contribuição e 
uma mulher tiver mais de 35 anos, a porcentagem poderá ser maior que 100. 
Portanto, a questão está errada porque poderá ser ultrapassado 100% do salário-
de-benefício. 
 
Gabarito: ERRADO. 
 
 
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37 – (Inédita) Luana é empregada doméstica na casa de Maria e sofreu um acidente 
de moto durante o percurso de sua casa para o trabalho. Em decorrência de tal 
evento, Luana ficou incapacitada temporariamente para o seu trabalho por mais de 
15 dias consecutivos. 
O benefício de auxílio por incapacidade temporária de Luana será devido a contar 
do décimo sexto dia do afastamento da atividade, devendo Maria pagar o salário 
integral de Luana durante os primeiros quinze dias consecutivos ao afastamento da 
atividade por motivo de doença. 
Certo ( ) 
Errado ( ) 
 
COMENTÁRIOS: 
Para os segurados empregados, o benefício de auxílio por incapacidade temporária 
será devido a contar do 16º dia do afastamento da atividade, devendo a empresa 
pagar ao segurado o seu salário integral durante os primeiros 15 dias de 
afastamento. Para todos os demais segurados, o auxílio por incapacidade 
temporária será devido a partir da data de início da incapacidade caso o 
requerimento do benefício tenha sido feito dentro de 30 dias do afastamento. 
Lei 8.213/91 
Art. 60. O auxílio por incapacidade temporária será devido ao segurado empregado a contar 
do décimo sexto dia do afastamento da atividade, e, no caso dos demais segurados, a contar 
da data do início da incapacidade e enquanto ele permanecer incapaz. 
§ 1º Quando requerido por segurado afastado da atividade por mais de 30 (trinta) dias, o 
auxílio por incapacidade temporária será devido a contar da data da entrada do 
requerimento. (...) 
§ 3o Durante os primeiros quinze dias consecutivos ao do afastamento da atividade por 
motivo de doença, incumbirá à empresa pagar ao segurado empregado o seu salário 
integral. 
(grifos nossos) 
 
Portanto, a assertiva está incorreta, uma vez que Luana é empregada doméstica e 
o auxílio por incapacidade temporária será devido a contar do início da 
incapacidade, caso requerido no prazo legal. 
Gabarito: ERRADO. 
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38 – (Inédita) O pagamento de salário-família é condicionado à apresentação da 
certidão de nascimento do filho e à apresentação anual de atestado de vacinação 
obrigatória e de comprovação de frequência à escola do filho ou equiparado, nos 
termos do regulamento. Entretanto, o empregado doméstico deve apresentar 
apenas a certidão de nascimento do filho. 
Certo ( ) 
Errado ( ) 
 
COMENTÁRIOS: 
A questão traz um detalhe que devemos ficar atentos. Realmente, para 
recebimento do salário-família é obrigatória a apresentação de: 
• Certidão de nascimento do filho; 
• comprovação de frequência escolar; 
• atestado anual de vacinação obrigatória. 
 
Entretanto, a Lei Complementar 150/15, que estendeu o direito ao salário-família 
aos empregados domésticos, estipulou expressamente que para esta categoria é 
necessário apenas apresentar certidão de nascimento do filho. Para fixar, vejamos 
o texto da Lei 8.213/91: 
Art. 67. O pagamento do salário-família é condicionado à apresentação da certidão de 
nascimento do filho ou da documentação relativa ao equiparado ou ao inválido, e à 
apresentação anual de atestado de vacinação obrigatória e de comprovação de frequência 
à escola do filho ou equiparado, nos termos do regulamento. 
Parágrafo único. O empregado doméstico deve apresentar apenas a certidão de nascimento 
referida no caput. 
 
Gabarito: CERTO. 
 
39 – (Inédita) Leila, segurada do RGPS na qualidade de contribuinte individual, 
entrou em gozo do benefício de salário-maternidade. Podemos afirmar que o valor 
do salário-maternidade consistirá em um doze avos da soma dos doze últimos 
salários-de-contribuição, apurados em um período não superior a quinze meses. 
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Certo ( ) 
Errado ( ) 
 
COMENTÁRIOS: 
A questão envolve o conhecimento da renda mensal inicial do salário-maternidade, 
a qual é diferente para cada categoria de segurado, vejamos: 
 
• Segurado empregado e trabalhador avulso: remuneração integral; 
• Segurado empregado doméstico: último salário-de-contribuição; 
• Segurado especial: um doze avos do valor sobre o qual incidiu sua última 
contribuição anual; 
• Demais segurados: um doze avos da soma dos doze últimos salários-de-
contribuição, apurados em um período não superior a quinze meses. 
 
Como a questão afirma que Leila é contribuinte individual, a renda mensal inicial 
de seu salário-maternidade será realmente um doze avos da soma dos doze últimos 
salários-de-contribuição, apurados em um período não superior a quinze meses. 
Gabarito: CERTA. 
 
40 – (Inédita) Em qualquer caso, cabe à empresa pagar o salário-maternidade 
devido à respectiva empregada gestante, efetivando-se a compensação, quando 
do recolhimento das contribuições incidentes sobre a folha de salários e demais 
rendimentos pagos ou creditados, a qualquer título, à pessoa física que lhe preste 
serviço. 
Certo ( ) 
Errado ( ) 
 
COMENTÁRIOS: 
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A questão está incorreta por fazer uma generalização indevida. Em regra, cabe sim 
à empresa pagar o salário-maternidade devido à empregada gestante, entretanto, 
existem duas exceções: 
• No caso de adoção, o salário-maternidade será pago diretamente pelo INSS. 
• O salário-maternidade da empregada do MEI também será pago 
diretamente peloINSS. 
Gabarito: ERRADO. 
 
41 – (Inédita) A aposentadoria por do segurado empregado, inclusive o doméstico, 
será devida a partir da data do desligamento do emprego quando requerida até 
esta data ou até 90 dias depois dela. 
Certo ( ) 
Errado ( ) 
 
COMENTÁRIOS: 
A questão pode ser respondida com a literalidade da Lei 8.213/91: 
Art. 49. A aposentadoria por idade será devida: 
I - ao segurado empregado, inclusive o doméstico, a partir: 
a) da data do desligamento do emprego, quando requerida até essa data ou até 90 (noventa) 
dias depois dela; ou 
b) da data do requerimento, quando não houver desligamento do emprego ou quando for 
requerida após o prazo previsto na alínea "a"; 
 
A art. 49, I, “a” da lei 8.213/91 apresenta uma situação interessante, uma vez que, 
em regra, a data de início do benefício de aposentadoria por idade é a data do 
requerimento, mas poderá haver retroação da data de início do benefício de 
aposentadoria por idade para a data do desligamento do emprego caso o 
segurado faça o pedido da aposentadoria até 90 dias após o desligamento do 
emprego. 
Gabarito: CERTA. 
 
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42 – (Inédita) Josué é segurado empregado da empresa Flores e Espinhos LTDA e 
sua remuneração mensal é de 5 salários mínimos. Acerca desse caso prático, 
seguem as assertivas: 
I – Caso Josué possua um filho menores de 7 anos que esteja regularmente 
vacinado e matriculado no ensino fundamental, Josué receberá junto ao salário 
pago pela empresa o salário-família. 
II – Caso Josué venha a ser recluso em razão de crime que tenha cometido, seus 
dependentes farão jus ao auxílio-reclusão caso seja cumprida a carência de 24 
meses exigida para o benefício. 
III – Caso Josué venha a ficar incapacitado temporariamente para a atividade que 
habitualmente por mais de 15 dias consecutivos em decorrência de acidente de 
trabalho, ele fará jus ao auxílio por incapacidade temporária, devendo a empresa 
pagar os primeiros 15 dias de afastamento, e a partir do 16º dia ele receberá o 
benefício previdenciário. 
IV – Caso Josué peça demissão da empresa, ele manterá a qualidade de segurado 
do Regime Geral de Previdência social por até 6 meses, independente de 
contribuição. 
 
Está correto o que é afirmado apenas em: 
a) III; 
b) I, II e III; 
c) III e IV; 
d) I e II; 
e) I, II e IV. 
 
COMENTÁTIOS: 
Vamos analisar item a item. 
I – Caso Josué possua um filho menores de 7 anos que esteja regularmente 
vacinado e matriculado no ensino fundamental, Josué receberá junto ao salário 
pago pela empresa o salário-família. 
A Constituição Federal prevê que o salário-família e o auxílio-reclusão são 
destinados para os segurados de baixa renda: 
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Art. 201. A previdência social será organizada sob a forma de regime geral, de caráter 
contributivo e de filiação obrigatória, observados critérios que preservem o equilíbrio 
financeiro e atuarial, e atenderá, nos termos da lei, a: 
(...) 
IV - salário-família e auxílio-reclusão para os dependentes dos segurados de baixa renda; 
 
Para esses benefícios, considera-se baixa-renda o segurado que receba até 
R$1.503,25 (valor para 2021) e no enunciado é afirmado que Josué recebe 5 salários 
mínimos, o que o exclui do conceito de baixa renda. Portanto, Josué não fará jus 
ao salário-família. Enunciado ERRADO. 
 
II – Caso Josué venha a ser recluso em razão de crime que tenha cometido, seus 
dependentes farão jus ao auxílio-reclusão caso seja cumprida a carência de 24 
meses exigida para o benefício. 
Conforme comentários do enunciado I, o auxílio-reclusão é devido aos 
dependentes do segurado que se enquadre como baixa renda, o que não é o caso 
de Josué. Portanto, seus dependentes não farão jus ao auxílio-reclusão. Enunciado 
ERRADO. 
 
III – Caso Josué venha a ficar incapacitado temporariamente para a atividade que 
habitualmente por mais de 15 dias consecutivos em decorrência de acidente de 
trabalho, ele fará jus ao auxílio por incapacidade temporária, devendo a empresa 
pagar os primeiros 15 dias de afastamento, e a partir do 16º dia ele receberá o 
benefício previdenciário. 
O auxílio por incapacidade temporária é ao segurado que, havendo cumprido, 
quando for o caso, o período de carência exigido nesta Lei, ficar incapacitado 
para o seu trabalho ou para a sua atividade habitual por mais de 15 (quinze) 
dias consecutivos. 
Em regra, a carência exigida para a concessão de aposentadoria por 
incapacidade permanente e auxílio por incapacidade temporária exigem um 
período de carência de 12 contribuições mensais. Entretanto, nos casos de 
acidente de qualquer natureza e nas doenças especificadas em lista não haverá 
exigência de carência para a concessão do benefício, caso em que Josué se 
enquadra. 
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Desta forma, Josué preenche os requisitos para o recebimento de auxílio por 
incapacidade temporária. Para os empregados, cabe à empresa pagar o salário 
integral do segurado durante os primeiros 15 dias de afastamento e o auxílio por 
incapacidade temporária será devido a partir do 16º dia: 
Lei 8.213/91: 
Art. 60. O auxílio por incapacidade temporária será devido ao segurado empregado a contar 
do décimo sexto dia do afastamento da atividade, e, no caso dos demais segurados, a contar 
da data do início da incapacidade e enquanto ele permanecer incapaz. 
(...) 
§ 3o Durante os primeiros quinze dias consecutivos ao do afastamento da atividade por 
motivo de doença, incumbirá à empresa pagar ao segurado empregado o seu salário 
integral. 
Portanto, todos os elementos da questão estão corretos. Enunciado CORRETO. 
 
IV – Caso Josué peça demissão da empresa, ele manterá a qualidade de segurado 
do Regime Geral de Previdência Social por até 6 meses, independente de 
contribuição. 
Lei 8.213/91: 
Art. 15. Mantém a qualidade de segurado, independentemente de contribuições: 
(...) 
II - até 12 (doze) meses após a cessação das contribuições, o segurado que deixar de exercer 
atividade remunerada abrangida pela Previdência Social ou estiver suspenso ou licenciado 
sem remuneração; 
Josué mantém a qualidade de segurado por até 12 meses após a cessação das 
contribuições e não 06 meses, como afirmado. Enunciado ERRADO. 
Pela análise da questão, podemos perceber que está correto somente o enunciado 
III, validando a alternativa “a” como gabarito. 
 
Gabarito: A. 
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43 – (Inédita) Sobre o benefício previdenciário de salário-maternidade, assinale a 
alternativa correta: 
a) O Microempreendedor Individual pagará o salário normal da empregada a 
seu serviço durante o período de salário-maternidade, efetivando-se a 
compensação quando do recolhimento das obrigações tributárias daquele. 
b) O salário-maternidade para a segurada empregada ou trabalhadora avulsa 
consistirá no último salário-de-contribuição. 
c) No caso de falecimento da segurada ou segurado que fizer jus ao 
recebimento do salário-maternidade, o benefício será pago, por todo o período ou 
pelo tempo restante a queteria direito, ao cônjuge ou companheiro sobrevivente 
que tenha a qualidade de segurado, mesmo no caso de falecimento do filho. 
d) Ao segurado da Previdência Social que adotar ou obtiver guarda para fins de 
adoção é devido o salário-maternidade pelo período de 60 dias. 
e) O salário-maternidade para a segurada contribuinte individual será calculado 
sobre 1/12 (um doze avos) da soma dos 12 (doze) últimos salários-de-contribuição, 
apurados em um período não superior a 15 (quinze) meses. 
 
COMENTÁTIOS: 
a) O Microempreendedor Individual pagará o salário normal da empregada a 
seu serviço durante o período de salário-maternidade, efetivando-se a 
compensação quando do recolhimento das obrigações tributárias daquele. 
A alternativa está equivocada. Cabe às empresas pagar o salário normal das 
seguradas empregadas a seu serviço durante a licença-maternidade, e tais 
empresas serão compensadas quando do recolhimento de suas obrigações 
tributárias. Entretanto, essa regra não vale para o MEI em relação à empregada a 
seu serviço. A empregada do MEI solicitará o salário-maternidade diretamente no 
INSS. 
Lei 8.213/91 
Art. 72. O salário-maternidade para a segurada empregada ou trabalhadora avulsa consistirá 
numa renda mensal igual a sua remuneração integral. (...) 
§ 3o O salário-maternidade devido à trabalhadora avulsa e à empregada do 
microempreendedor individual de que trata o art. 18-A da Lei Complementar nº 123, de 14 
de dezembro de 2006, será pago diretamente pela Previdência Social. 
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Alternativa ERRADA. 
b) O salário-maternidade para a segurada empregada ou trabalhadora avulsa 
consistirá no último salário-de-contribuição. 
A alternativa está errada, uma vez que o salário-maternidade da segurada 
empregada ou trabalhadora avulsa consistirá no seu salário integral, o qual não 
necessariamente é igual ao salário-de-contribuição, uma vez que este está limitado 
ao teto do RGPS. O salário-maternidade para empregada e trabalhadora avulsa 
poderá ser um valor superior ao limite máximo do salário-de-contribuição do RGPS. 
Lei 8.213/91 
Art. 72. O salário-maternidade para a segurada empregada ou trabalhadora avulsa consistirá 
numa renda mensal igual a sua remuneração integral. 
Alternativa ERRADA. 
 
c) No caso de falecimento da segurada ou segurado que fizer jus ao 
recebimento do salário-maternidade, o benefício será pago, por todo o período ou 
pelo tempo restante a que teria direito, ao cônjuge ou companheiro sobrevivente 
que tenha a qualidade de segurado, mesmo no caso de falecimento do filho. 
A alternativa comete um deslize no final. O cônjuge sobrevivente não fará jus ao 
recebimento de salário-maternidade pelo tempo restante caso tenha ocorrido 
falecimento ou abandono do filho. 
Lei 8.213/91 
Art. 71-B. No caso de falecimento da segurada ou segurado que fizer jus ao recebimento 
do salário-maternidade, o benefício será pago, por todo o período ou pelo tempo restante 
a que teria direito, ao cônjuge ou companheiro sobrevivente que tenha a qualidade de 
segurado, exceto no caso do falecimento do filho ou de seu abandono, observadas as 
normas aplicáveis ao salário-maternidade. 
Alternativa ERRADA 
 
d) Ao segurado da Previdência Social que adotar ou obtiver guarda para fins de 
adoção é devido o salário-maternidade pelo período de 60 dias. 
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Em caso de adoção ou guarda para fins de adoção, o salário-maternidade, assim 
como em caso de parto, será devido pelo período de 120 dias. 
Lei 8.213/91 
Art. 71-A. Ao segurado ou segurada da Previdência Social que adotar ou obtiver guarda 
judicial para fins de adoção de criança é devido salário-maternidade pelo período de 120 
(cento e vinte) dias. 
Alternativa ERRADA. 
 
e) O salário-maternidade para a segurada contribuinte individual será calculado 
sobre 1/12 (um doze avos) da soma dos 12 (doze) últimos salários-de-contribuição, 
apurados em um período não superior a 15 (quinze) meses. 
Lei 8.213/91 
Art. 73. Assegurado o valor de um salário-mínimo, o salário-maternidade para as demais 
seguradas, pago diretamente pela Previdência Social, consistirá: 
 I - em um valor correspondente ao do seu último salário-de-contribuição, para a segurada 
empregada doméstica; 
II - em um doze avos do valor sobre o qual incidiu sua última contribuição anual, para a 
segurada especial; 
III - em um doze avos da soma dos doze últimos salários-de-contribuição, apurados em um 
período não superior a quinze meses, para as demais seguradas. 
(grifos nossos) 
A questão está conforme o art. 73, III da Lei 8.213/91. Alternativa CORRETA. 
Gabarito: E. 
 
44 - (Inédita) Carlos era segurado do RGPS há mais de 10 anos e faleceu 
deixando viúva Ana, de 48 anos, com quem era casado havia 1 ano. Além 
disso, Carlos deixou seu filho Gustavo, que tinha 17 anos da data do óbito 
de seu pai e não era emancipado. Aos 20 anos, Gustavo sofreu um acidente 
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que o deixou com deficiência grave. Tendo em vista este caso prático, julgue 
as assertivas a seguir e assinale aquela que esteja incorreta: 
a) Gustavo fará jus à pensão por morte enquanto durar sua invalidez. 
b) Caso a morte de Carlos tenha ocorrido em decorrência de acidente de 
qualquer natureza, Ana receberá a pensão por morte de forma vitalícia. 
c) Se Ana for condenada criminalmente por sentença transitada em julgado 
como partícipe de crime de homicídio doloso cometido contra a pessoa do 
segurado, ela perderá o direito à pensão por morte. 
d) Se for comprovado mediante regular processo judicial que houve simulação 
ou fraude no casamento com o fim específico de constituir benefício previdenciário, 
Ana perderá o direito à pensão por morte. 
e) Se Carlos estivesse, na data do óbito, obrigado por determinação judicial a 
pagar pensão alimentícia temporariamente à Leda, sua ex-cônjuge e atualmente 
com 50 anos de idade, Leda fará jus à pensão por morte vitalícia. 
 
COMENTÁTIOS: 
a) Gustavo fará jus à pensão por morte enquanto durar sua invalidez. 
A pensão por morte é devida ao conjunto de dependentes do segurado, 
independente de carência. Gustavo é dependente do RGPS, conforme a Lei 
8.213, uma vez que é filho não emancipado menor de 21 anos: 
Art. 16. São beneficiários do Regime Geral de Previdência Social, na condição de 
dependentes do segurado: 
I - o cônjuge, a companheira, o companheiro e o filho não emancipado, de qualquer 
condição, menor de 21 (vinte e um) anos ou inválido ou que tenha deficiência intelectual ou 
mental ou deficiência grave; (...) 
§ 4º A dependência econômica das pessoas indicadas no inciso I é presumida e a das demais 
deve ser comprovada. 
(Destaques Nossos). 
 
Portanto, na data do óbito do seu pai Gustavo fará jus à pensão por morte. 
Entretanto, a questão informa que aos 20 anos Gustavo sofreu um acidente que o 
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tornou inválido. Agora devemos avaliar se Gustavo fará jus a pensão por morte sem 
limite de idade na condição de inválido.A pensão por morte somente será devida ao filho e ao irmão cuja invalidez tenha 
ocorrido antes da emancipação ou de completar a idade de vinte e um anos, desde 
que reconhecida ou comprovada, pela perícia médica do INSS, a continuidade da 
invalidez até a data do óbito do segurado. 
 
Na questão, como é informado que a invalidez de Gustavo se deu aos 20 anos de 
idade, ele terá direito ao benefício enquanto durar a invalidez, validando a 
assertiva. Alternativa CORRETA. 
 
b) Caso a morte de Carlos tenha ocorrido em decorrência de acidente de 
qualquer natureza, Ana receberá a pensão por morte de forma vitalícia. 
Para os cônjuges ou companheiros, cessará em 4 (quatro) meses, se o óbito ocorrer: 
▪ sem que o segurado tenha vertido 18 (dezoito) contribuições mensais; ou 
▪ se o casamento ou a união estável tiverem sido iniciados em menos de 2 
(dois) anos antes do óbito do segurado; 
Se o óbito ocorrer depois de vertidas 18 (dezoito) contribuições mensais e pelo 
menos 2 (dois) anos após o início do casamento ou da união estável a pensão por 
morte durará de acordo com a idade do cônjuge/companheiro: 
▪ 3 (três) anos, com menos de 22 (vinte e dois) anos de idade; 
▪ 6 (seis) anos, entre 22 (vinte e dois) e 27 (vinte e sete) anos de 
idade; 
▪ 10 (dez) anos, entre 28 (vinte e oito) e 30 (trinta) anos de idade; 
▪ 15 (quinze) anos, entre 31 (trinta e um) e 41 (quarenta e um) anos 
de idade; 
▪ 20 (vinte) anos, entre 42 (quarenta e dois) e 44 (quarenta e 
quatro) anos de idade; 
▪ vitalícia, com 45 (quarenta e cinco) ou mais anos de idade. 
 
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Esses prazos também serão aplicados, mesmo que o segurado ainda não tenha 
vertidas 18 contribuições mensais ou que o casamento ou união estável tenha 
menos de 2 anos se o óbito do segurado decorrer de acidente de qualquer 
natureza ou de doença profissional ou do trabalho. 
O casamento de Carlos e Ana havia se iniciado em menos de 2 anos antes do óbito, 
a pensão se encerraria em 04 meses, não fosse a causa do óbito decorrente de 
acidente. Mas, no exemplo em tela, como a causa do óbito foi acidentária, Ana 
receberá a pensão de forma vitalícia, por possuir mais de 45 anos. Alternativa 
CORRETA. 
 
c) Se Ana for condenada criminalmente por sentença transitada em julgado 
como partícipe de crime de homicídio doloso cometido contra a pessoa do 
segurado, ela perderá o direito à pensão por morte. 
A assertiva está correta conforme § 1º do art. 74 da Lei 8.213/91: 
Art. 74. A pensão por morte será devida ao conjunto dos dependentes do segurado que 
falecer, aposentado ou não, a contar da data: 
(...) 
§ 1º Perde o direito à pensão por morte o condenado criminalmente por sentença com 
trânsito em julgado, como autor, coautor ou partícipe de homicídio doloso, ou de tentativa 
desse crime, cometido contra a pessoa do segurado, ressalvados os absolutamente 
incapazes e os inimputáveis. 
 
Alternativa CORRETA. 
 
d) Se for comprovado mediante regular processo judicial que houve simulação ou 
fraude no casamento com o fim específico de constituir benefício previdenciário, 
Ana perderá o direito à pensão por morte. 
A assertiva está correta conforme § 2º do art. 74 da Lei 8.213/91: 
Art. 74. A pensão por morte será devida ao conjunto dos dependentes do segurado que 
falecer, aposentado ou não, a contar da data: 
(...) 
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§ 2o Perde o direito à pensão por morte o cônjuge, o companheiro ou a companheira se 
comprovada, a qualquer tempo, simulação ou fraude no casamento ou na união estável, ou 
a formalização desses com o fim exclusivo de constituir benefício previdenciário, apuradas 
em processo judicial no qual será assegurado o direito ao contraditório e à ampla defesa.. 
 
Alternativa CORRETA. 
 
e) Se Carlos estivesse, na data do óbito, obrigado por determinação judicial a pagar 
pensão alimentícia temporariamente à Leda, sua ex-cônjuge e atualmente com 50 
anos de idade, Leda fará jus à pensão por morte vitalícia. 
A questão envolve o § 2º do art. 76 da Lei 8.213/91: 
Art. 76. A concessão da pensão por morte não será protelada pela falta de habilitação de 
outro possível dependente, e qualquer inscrição ou habilitação posterior que importe em 
exclusão ou inclusão de dependente só produzirá efeito a contar da data da inscrição ou 
habilitação. 
(...) 
§ 3º Na hipótese de o segurado falecido estar, na data de seu falecimento, obrigado por 
determinação judicial a pagar alimentos temporários a ex-cônjuge, ex-companheiro ou ex-
companheira, a pensão por morte será devida pelo prazo remanescente na data do óbito, 
caso não incida outra hipótese de cancelamento anterior do benefício. 
(grifos nossos) 
 
Leda fará jus ao benefício mesmo sendo ex-cônjuge do segurado, uma vez que 
recebia alimentos. Como a questão diz expressamente que a obrigação de pagar 
alimentos era temporária, a pensão por morte será devida pelo tempo 
remanescente da obrigação judicial, salvo se houver hipótese anterior de 
cancelamento de benefício. Desta forma, a alternativa está errada ao afirmar que a 
pensão será vitalícia. Alternativa ERRADA. 
Gabarito: E. 
 
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45 - (Inédita) – Érica era segurada empregada do Regime Geral de Previdência 
Social e teve um bebê, entrando em gozo de salário-maternidade na data do parto. 
Entretanto, 20 dias após o nascimento da criança, ela veio a falecer em um acidente 
de carro. O marido de Érica e pai do bebê, Pedro, que é segurado empregado 
doméstico do RGPS, estava no acidente, mas sobreviveu e passou a dedicar-se 
exclusivamente aos cuidados com o bebê. Sobre o caso concreto, assinale a 
alternativa errada. 
a) Caso tenha ficado incapacitado para o trabalho por mais de 15 dias em 
decorrência do acidente, Pedro poderá receber acumuladamente os benefícios de 
pensão por morte, auxílio por incapacidade temporária e salário-maternidade. 
b) Pedro fará jus ao salário-maternidade pelo período de 100 dias caso requeira 
o benefício até o último dia do prazo previsto para o término do salário-
maternidade de Érica. 
c) O salário-de-benefício do salário-maternidade de Érica é igual a remuneração 
integral dela. Já o salário-de-benefício do salário-maternidade de Pedro é igual ao 
valor do último salário-de-contribuição dele. 
d) Caso Pedro receba 1 salário-mínimo no seu emprego, ele fará jus ao 
benefício de salário-família, a ser pago junto com o seu salário. 
e) A empresa deveria, durante o gozo do salário-maternidade, pagar o salário 
de Érica, e em momento posterior a empresa receberia compensação dos valores 
pagos. Já o salário-maternidade de Pedro deve ser pago diretamente pelo INSS. 
 
 COMENTÁTIOS: 
Prestem atenção! Nesta questão devemos encontrar a alternativa ERRADA. 
Primeiramente, vamos analisar o caso concreto. 
Érica, era empregada de uma empresa e estava recebendo salário-maternidade em 
decorrência de parto. Para as seguradas empregadas, o benefício de salário-
maternidade é igual a sua remuneração integral, e é concedido independente de 
carência e é devido pelo período de 120 dias. A empresa deveria então pagar o 
salário normal de Érica e em momento posterior receberia compensação pelos 
valores despendidos, conforme a previsão legal: 
Lei 8.213/91: 
Art. 72. O salário-maternidade paraa segurada empregada ou trabalhadora avulsa consistirá 
numa renda mensal igual a sua remuneração integral. 
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§ 1o Cabe à empresa pagar o salário-maternidade devido à respectiva empregada gestante, 
efetivando-se a compensação, observado o disposto no art. 248 da Constituição Federal, 
quando do recolhimento das contribuições incidentes sobre a folha de salários e demais 
rendimentos pagos ou creditados, a qualquer título, à pessoa física que lhe preste serviço. 
 
Entretanto, após 20 dias de gozo de salário-maternidade, Érica veio a falecer em 
decorrência de um acidente de carro. Em casos como esse, a Lei 8.213/91 prevê 
que o cônjuge sobrevivente, desde que tenha qualidade de segurado, poderá 
receber o salário-maternidade pelo período restante. Novamente, vamos recorrer 
ao texto da Lei: 
Art. 71-B. No caso de falecimento da segurada ou segurado que fizer jus ao recebimento do 
salário-maternidade, o benefício será pago, por todo o período ou pelo tempo restante a 
que teria direito, ao cônjuge ou companheiro sobrevivente que tenha a qualidade de 
segurado, exceto no caso do falecimento do filho ou de seu abandono, observadas as normas 
aplicáveis ao salário-maternidade. 
 § 1o O pagamento do benefício de que trata o caput deverá ser requerido até o último dia 
do prazo previsto para o término do salário-maternidade originário. 
§ 2o O benefício de que trata o caput será pago diretamente pela Previdência Social durante 
o período entre a data do óbito e o último dia do término do salário-maternidade originário 
e será calculado sobre: 
I - a remuneração integral, para o empregado e trabalhador avulso; 
 II - o último salário-de-contribuição, para o empregado doméstico; 
III - 1/12 (um doze avos) da soma dos 12 (doze) últimos salários-de-contribuição, apurados 
em um período não superior a 15 (quinze) meses, para o contribuinte individual, facultativo 
e desempregado; e 
IV - o valor do salário-mínimo, para o segurado especial. 
 
Cumpre destacar algumas observações importantes sobre o salário-maternidade 
devido ao cônjuge sobrevivente: 
• Tanto o cônjuge falecido quanto o sobrevivente deveriam fazer jus ao 
benefício. Não basta um ou outro preencher os requisitos, os dois deveriam 
preencher. 
• O benefício pago ao cônjuge sobrevivente será SEMPRE pago pelo INSS, 
portanto, se ele for segurado empregado, não se aplica o art. 72 da Lei 8.213/91 
 
Vamos partir para a análise das alternativas: 
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a) Caso tenha ficado incapacitado para o trabalho por mais de 15 dias em 
decorrência do acidente, Pedro poderá receber acumuladamente os benefícios de 
pensão por morte, auxílio por incapacidade temporária e salário-maternidade. 
O salário-maternidade e a pensão por morte podem ser acumulados, entretanto, a 
Lei 8.213/91 proíbe que haja acumulação de salário-maternidade e auxílio por 
incapacidade temporária, devendo Pedro escolher o benefício que lhe seja mais 
vantajoso. 
Art. 124. Salvo no caso de direito adquirido, não é permitido o recebimento conjunto dos 
seguintes benefícios da Previdência Social: 
(...) 
IV - salário-maternidade e auxílio por incapacidade temporária; 
 
Caso haja opção pelo salário-maternidade, após a cessação desse benefício, Pedro 
poderá requerer o salário-maternidade caso ainda esteja incapacitado para o 
trabalho. Alternativa ERRADA. 
 
b) Pedro fará jus ao salário-maternidade pelo período de 100 dias caso requeira 
o benefício até o último dia do prazo previsto para o término do salário-
maternidade de Érica. 
A alternativa está correta, conforme § 1º e 2º do art. 71 A da Lei 8.213/91. Pedro 
receberá o salário-maternidade pelo período remanescente do salário-maternidade 
de Érica, portanto, 120 – 20 = 100 dias. Alternativa CORRETA. 
 
c) O salário-de-benefício do salário-maternidade de Érica é igual a remuneração 
integral dela. Já o salário-de-benefício do salário-maternidade de Pedro é igual ao 
valor do último salário-de-contribuição dele. 
Exatamente. O salário-maternidade para empregados, como é o caso de Érica, é 
igual a sua remuneração integral. Já para os segurados empregados domésticos, 
como é o caso de Pedro, o salário-maternidade é igual ao seu último salário-de-
contribuição. Alternativa CORRETA. 
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d) Caso Pedro receba 1 salário-mínimo no seu emprego, ele fará jus ao 
benefício de salário-família, a ser pago junto com o seu salário. 
A alternativa está correta, uma vez o salário-família é devido ao segurado de baixa 
renda, inclusive doméstico, e ao trabalhador avulso, na proporção do respectivo 
número de filhos ou equiparados. Alternativa CORRETA. 
 
e) A empresa deveria, durante o gozo do salário-maternidade, pagar o salário 
de Érica, e em momento posterior a empresa receberia compensação dos valores 
pagos. Já o salário-maternidade de Pedro deve ser pago diretamente pelo INSS. 
Alternativa correta, conforme explicado na análise inicial. 
 
Gabarito: A. 
 
46 – (Inédita) João é contribuinte individual, e, após vertidas 20 contribuições, ele 
deixou de recolher sua contribuição previdenciária por 5 anos. Passado esse 
período, João retomou as contribuições, pagando mais 12 meses no plano 
simplificado de 11% sobre o salário-mínimo, quando foi recluso provisoriamente 
em regime fechado. 
a) Dado que a reclusão de João se deu em caráter provisório, seus dependentes 
não farão jus a auxílio-reclusão. O benefício somente poderá ser requerido após a 
condenação em segunda instância. 
b) Os dependentes de João não farão jus ao auxílio-reclusão, uma vez que a 
carência exigida não foi cumprida. 
c) Caso João tenha se casado 1 anos antes da reclusão, sua esposa fará jus ao 
benefício de auxílio-reclusão por 4 meses, após os quais o benefício cessará ou 
reverterá em favor dos demais dependentes. 
d) Ainda que o regime prisional fosse o semiaberto, os dependentes de João 
preencheriam os requisitos exigidos para a concessão de auxílio-reclusão. 
e) Caso João possua um filho de 5 anos e o responsável legal por este filho 
requeira o auxílio-reclusão 100 dias após a prisão, o benefício será devido a contar 
da data da entrada do requerimento. 
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COMENTÁTIOS: 
a) Dado que a reclusão de João se deu em caráter provisório, seus dependentes 
não farão jus a auxílio-reclusão. O benefício somente poderá ser requerido após a 
condenação em segunda instância. 
Não é necessário que a prisão seja em caráter definitivo para que surja o direito ao 
auxílio-reclusão. A prisão poderá ser em caráter provisório 
 
b) Os dependentes de João não farão jus ao auxílio-reclusão, uma vez que a 
carência exigida não foi cumprida. 
Recentemente, a legislação foi alterada e passou-se a exigir um período de carência 
de 24 meses para a concessão de auxílio-reclusão. Se um segurado vier a perder 
esta qualidade e em momento posterior vier a filiar-se novamente e seus 
dependentes requereremauxílio-reclusão, os meses que o segurado pagou antes 
de perder a qualidade só serão contados para carência quando o segurado pagar, 
após a nova filiação, metade do período de contribuição mínimo exigido. 
No caso de João, após a nova filiação ele pagou 12 contribuições, contando com 
metade da carência exigida para o benefício de auxílio-reclusão, de forma que 
podemos contar aquelas 20 contribuições anteriores e o requisito de carência para 
o benefício fica cumprido. Portanto, a alternativa está errada ao afirmar que os 
dependentes de João não farão jus ao auxílio-reclusão porque a carência não foi 
cumprida. Alternativa ERRADA. 
 
c) Caso João tenha se casado 1 anos antes da reclusão, sua esposa fará jus ao 
benefício de auxílio-reclusão por 4 meses, após os quais o benefício cessará ou 
reverterá em favor dos demais dependentes. 
 
Exatamente. O auxílio-reclusão cessará em 4 (quatro) meses, se a reclusão ocorrer: 
▪ sem que o segurado tenha vertido 18 (dezoito) contribuições mensais; ou 
▪ se o casamento ou a união estável tiverem sido iniciados em menos de 2 
(dois) anos antes do óbito do segurado; 
Alternativa CORRETA. 
 
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d) Ainda que o regime prisional fosse o semiaberto, os dependentes de João 
preencheriam os requisitos exigidos para a concessão de auxílio-reclusão. 
A afirmação não procede, uma vez que o auxílio-reclusão é devido exclusivamente 
para os dependentes dos segurados que estejam reclusos em regime fechado. 
Alternativa ERRADA. 
 
e) Caso João possua um filho de 5 anos e o responsável legal por este filho 
requeira o auxílio-reclusão 100 dias após a prisão, o benefício será devido a contar 
da data da entrada do requerimento. 
Para os dependentes menores de 16 anos, o auxílio-reclusão será devido desde a 
reclusão caso seja requerido em até 180 dias a contar da data da prisão. Alternativa 
ERRADA. 
Gabarito: C. 
 
47– (Inédita) A respeito das prestações do Regime Geral de Previdência Social: 
I – A aposentadoria especial independe de carência nos casos de acidente de 
trabalho, doença profissional ou doença do trabalho. 
II – O salário-família é devido aos segurados empregado, empregado doméstico, 
trabalhador avulso e ao aposentado por invalidez ou por idade e os demais 
aposentados com 65 (sessenta e cinco) anos ou mais de idade, se do sexo 
masculino, ou 60 (sessenta) anos ou mais, se do feminino. 
III - A aposentadoria especial é devida aos segurados empregados, trabalhador 
avulso e contribuinte individual, este último apenas se cooperado. 
IV – Não se considera acidente de trabalho a doença degenerativa, a inerente ao 
grupo etário, a que não produza incapacidade laborativa e a doença endêmica 
adquirida por segurado habitante de região em que ela se desenvolva 
Está equivocado o que se afirma em: 
a) III e IV. 
b) I e II. 
c) I, II e III. 
d) I, apenas. 
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e) II e III. 
 
 COMENTÁTIOS: 
 
I – A aposentadoria especial independe de carência nos casos de acidente de 
trabalho, doença profissional ou doença do trabalho. 
A afirmativa está equivocada, uma vez que para a aposentadoria especial exige-se 
carência de 180 contribuições, não havendo hipótese de dispensa de carência. 
Lei 8.213/91 
Art. 25. A concessão das prestações pecuniárias do Regime Geral de Previdência Social 
depende dos seguintes períodos de carência, ressalvado o disposto no art. 26: 
(...) 
II - aposentadoria por idade, aposentadoria por tempo de serviço e aposentadoria especial: 
180 contribuições mensais. 
 
Afirmação ERRADA. 
 
II – O salário-família é devido aos segurados empregado, empregado doméstico, 
trabalhador avulso e ao aposentado por invalidez ou por idade e os demais 
aposentados com 65 (sessenta e cinco) anos ou mais de idade, se do sexo 
masculino, ou 60 (sessenta) anos ou mais, se do feminino. 
Lei 8.213/91 
Art. 65. O salário-família será devido, mensalmente, ao segurado empregado, inclusive o 
doméstico, e ao segurado trabalhador avulso, na proporção do respectivo número de filhos 
ou equiparados nos termos do § 2o do art. 16 desta Lei, observado o disposto no art. 
66. 
Parágrafo único. O aposentado por invalidez ou por idade e os demais aposentados com 65 
(sessenta e cinco) anos ou mais de idade, se do sexo masculino, ou 60 (sessenta) anos ou 
mais, se do feminino, terão direito ao salário-família, pago juntamente com a aposentadoria. 
Afirmação CORRETA. 
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III - A aposentadoria especial é devida aos segurados empregados, trabalhador 
avulso e contribuinte individual, este último apenas se cooperado 
A afirmação está correta. São beneficiários da aposentadoria especial: 
• segurado empregado; 
• trabalhador avulso; e 
• contribuinte individual, exclusivamente quando cooperado filiado a 
cooperativa de trabalho ou cooperativa de produção. 
Afirmação CORRETA. 
 
IV – Não se considera acidente de trabalho a doença degenerativa, a inerente ao 
grupo etário, a que não produza incapacidade laborativa e a doença endêmica 
adquirida por segurado habitante de região em que ela se desenvolva. 
A questão lista hipóteses de doenças que não são consideradas do trabalho. 
Vejamos a listagem na Lei 8.213/91: 
Art. 20. Consideram-se acidente do trabalho, nos termos do artigo anterior, as seguintes 
entidades mórbidas: 
(...) 
§ 1º Não são consideradas como doença do trabalho: 
a) a doença degenerativa; 
b) a inerente a grupo etário; 
c) a que não produza incapacidade laborativa; 
d) a doença endêmica adquirida por segurado habitante de região em que ela se 
desenvolva, salvo comprovação de que é resultante de exposição ou contato direto 
determinado pela natureza do trabalho. 
Afirmação CORRETA. 
 
Pela análise das afirmativas, concluímos que está equivocada apenas a afirmativa I. 
Gabarito: D. 
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Lista dos exercícios utilizados nesta aula (resolvidos e comentados em seguida) 
 
48. (FCC - Auditor Público Externo – TCE/RS – 2014). Nos Planos de Benefícios da 
Previdência Social, o Salário-de-benefício para as aposentadorias por tempo de 
contribuição consiste no valor: 
a) da média aritmética simples dos salários-de-contribuição dos últimos trinta e seis 
meses, do período contributivo. 
b) da média aritmética simples dos maiores salários-de-contribuição 
correspondente a oitenta por cento de todo período contributivo. 
c) da média aritmética simples dos salários-de-contribuição dos últimos trinta e seis 
meses do período contributivo, multiplicada pelo fator previdenciário. 
d) equivalente ao salário-mínimo. 
e) da média aritmética simples dos salários-de-contribuição correspondentes a cem 
por cento de todo o período contributivo. 
COMENTÁRIOS: 
Nessa questão é abordado o tema cálculo do Salário-de-benefício Vamos consultar 
a Emenda Constitucional 103/19, pois ela nos dá as diretrizes de como esse cálculo 
deve ser feito. 
Art. 26. Até que lei discipline o cálculo dos benefícios do regime próprio de previdência 
social da União e doRegime Geral de Previdência Social, será utilizada a média aritmética 
simples dos salários-de-contribuição e das remunerações adotados como base para 
contribuições a regime próprio de previdência social e ao Regime Geral de Previdência 
Social, ou como base para contribuições decorrentes das atividades militares de que tratam 
os arts. 42 e 142 da Constituição Federal, atualizados monetariamente, correspondentes a 
100% (cem por cento) do período contributivo desde a competência julho de 1994 ou desde 
o início da contribuição, se posterior àquela competência. 
Vamos às assertivas: 
a) da média aritmética simples dos salários-de-contribuição dos últimos trinta e seis 
meses, do período contributivo. 
Incorreto, conforme podemos conferir nos artigos transcritos acima. 
b) da média aritmética simples dos maiores salários-de-contribuição 
correspondente a oitenta por cento de todo período contributivo. 
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Incorreto, uma vez que será 100% e não 80% do período contributivo. 
c) da média aritmética simples dos salários-de-contribuição dos últimos trinta e seis 
meses do período contributivo, multiplicada pelo fator previdenciário. 
Incorreto, conforme podemos ver nos artigos transcritos acima. 
d) equivalente ao salário-mínimo. 
Incorreto, pois o valor é variável, com base nos salários-de-contribuição, conforme 
também podemos ver nos artigos transcritos acima. 
e) da média aritmética simples dos salários-de-contribuição correspondentes a cem 
por cento de todo o período contributivo. 
Correta, é isso que nos diz o artigo supra citado. 
Gabarito: E. 
 
49. (CESPE - Auditor Fiscal do Trabalho – 2013). Em relação aos princípios e 
diretrizes da previdência social no Brasil, julgue o seguinte item. 
Para o cálculo dos valores dos benefícios previdenciários, são considerados os 
salários-de-contribuição, sendo, no caso da aposentadoria especial, contabilizados 
os trinta e seis últimos salários, corrigidos monetariamente. 
( ) Certo 
( ) Errado 
 
COMENTÁRIOS: 
Vamos consultar a Emenda Constitucional 103/19, pois ela nos dá as diretrizes de 
como o cálculo do salário-de-benefício da aposentadoria especial deve ser feito. 
Art. 26. Até que lei discipline o cálculo dos benefícios do regime próprio de previdência 
social da União e do Regime Geral de Previdência Social, será utilizada a média aritmética 
simples dos salários-de-contribuição e das remunerações adotados como base para 
contribuições a regime próprio de previdência social e ao Regime Geral de Previdência 
Social, ou como base para contribuições decorrentes das atividades militares de que tratam 
os arts. 42 e 142 da Constituição Federal, atualizados monetariamente, correspondentes a 
100% (cem por cento) do período contributivo desde a competência julho de 1994 ou desde 
o início da contribuição, se posterior àquela competência. 
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Sendo assim, podemos concluir que a assertiva está incorreta, pois nada é 
mencionado sobre média aritmética dos últimos 36 meses de contribuição, 
conforme podemos verificar acima no dispositivo legal que rege o assunto. Trata-
se de uma legislação antiga, não mais em vigor. 
Gabarito: ERRADO. 
 
50. (CESPE – Analista – SERPRO – 2013). Com relação a cálculo e reajuste da renda 
mensal dos benefícios do RGPS, julgue o seguinte item. 
De acordo com a legislação previdenciária, o salário-de-benefício consiste no valor 
básico utilizado para cálculo da renda mensal dos benefícios de prestação 
continuada do RGPS. Assim, o cálculo desse valor para a aposentadoria por tempo 
de contribuição consiste na média aritmética simples dos maiores salários-de-
contribuição correspondentes a 80% de todo o período contributivo, multiplicada 
pelo fator previdenciário. 
( ) Certo 
( ) Errado 
 
COMENTÁRIOS: 
Essa questão exige seus conhecimentos sobre Salário-de-benefício, Vamos 
consultar a Emenda Constitucional 103/19, pois ela nos dá as diretrizes de como o 
cálculo do salário-de-benefício da aposentadoria especial deve ser feito. 
Art. 26. Até que lei discipline o cálculo dos benefícios do regime próprio de previdência 
social da União e do Regime Geral de Previdência Social, será utilizada a média aritmética 
simples dos salários-de-contribuição e das remunerações adotados como base para 
contribuições a regime próprio de previdência social e ao Regime Geral de Previdência 
Social, ou como base para contribuições decorrentes das atividades militares de que tratam 
os arts. 42 e 142 da Constituição Federal, atualizados monetariamente, correspondentes a 
100% (cem por cento) do período contributivo desde a competência julho de 1994 ou desde 
o início da contribuição, se posterior àquela competência. 
(grifos nossos) 
Sendo assim, podemos concluir que a assertiva está ERRADA, uma vez que é 
considerado todo o período contributivo, e não 80%. 
Gabarito: ERRADO. 
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51. (CESPE - Juiz do Trabalho - TRT 5ª Região – 2013) (QUESTÃO ADAPTADA). 
Conforme a legislação vigente, o valor da maior parte dos benefícios de prestação 
continuada da Previdência Social deve ser calculado com base no salário-de-
benefício. Tratando-se de aposentadoria por idade e tempo de contribuição, esse 
salário-de-benefício equivale: 
À média aritmética simples dos maiores salários-de-contribuição correspondentes 
a 80% de todo o período contributivo, multiplicada pelo fator previdenciário. 
( ) Certo 
( ) Errado 
COMENTÁRIOS: 
Para os benefícios de aposentadoria por idade e tempo de contribuição, 
aposentadoria especial, aposentadoria por incapacidade permanente, auxílio por 
incapacidade temporária e auxílio-acidente, será a média aritmética simples dos 
salários-de-contribuição e das remunerações adotados como base para ao Regime 
Geral de Previdência Social, atualizados monetariamente, correspondentes a 100% 
(cem por cento) do período contributivo desde a competência julho de 1994 ou 
desde o início da contribuição, se posterior àquela competência. 
A questão está errada ao afirmar que será a média aritmética simples dos salários-
de-contribuição correspondentes a 80% de todo o período contributivo e também 
incorreta ao afirmar que haverá a aplicação do fator previdenciário. 
Gabarito: ERRADO. 
 
52. (CESPE - Juiz Federal - TRF 1ª Região – 2011) (QUESTÃO ADAPTADA). A 
respeito da renda mensal dos benefícios do RGPS, julgue a assertiva a seguir: 
Ao segurado trabalhador avulso que tenha cumprido todas as condições para a 
concessão do benefício pleiteado, mas não possa comprovar o valor dos seus 
salários-de-contribuição no período básico de cálculo, será concedido o benefício 
de valor mínimo, devendo esta renda ser recalculada quando da apresentação de 
prova dos salários-de-contribuição. 
( ) Certo 
( ) Errado 
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COMENTÁRIOS: 
Essa questão testa seus conhecimentos sobre o salário-de-benefício, vamos 
consultar especificamente o art. 35 da Lei 8.213/91, que trata do tema: 
Art. 35. Ao segurado empregado, inclusive o doméstico, e ao trabalhadoravulso que tenham cumprido todas as condições para a concessão do 
benefício pleiteado, mas não possam comprovar o valor de seus salários-de-
contribuição no período básico de cálculo, será concedido o benefício de valor 
mínimo, devendo esta renda ser recalculada quando da apresentação de 
prova dos salários-de-contribuição. 
Sendo assim podemos concluir que a assertiva está correta. 
Gabarito: CERTO. 
 
53. (CESPE - Juiz Federal - TRF 1ª Região – 2011) (QUESTÃO ADAPTADA). A 
respeito da renda mensal dos benefícios do RGPS, julgue a assertiva a seguir: 
No cálculo do valor da renda mensal do benefício, com exceção do decorrente de 
acidente do trabalho, serão computados, para o segurado empregado e 
empregado doméstico, os salários-de-contribuição referentes aos meses de 
contribuições devidas, ainda que não recolhidas pelo empregador, sem prejuízo da 
respectiva cobrança e da aplicação das penalidades cabíveis. 
( ) Certo 
( ) Errado 
 
COMENTÁRIOS: 
Essa questão testa seus conhecimentos sobre o salário-de-benefício, vamos 
consultar o art. 34 da Lei 8.213/91 que nos auxiliará nesta situação-problema: 
Art. 34. No cálculo do valor da renda mensal do benefício, inclusive o decorrente de 
acidente do trabalho, serão computados: 
I - para o segurado empregado, inclusive o doméstico, e o trabalhador avulso, os salários-
de-contribuição referentes aos meses de contribuições devidas, ainda que não recolhidas 
pela empresa ou pelo empregador doméstico, sem prejuízo da respectiva cobrança e da 
aplicação das penalidades cabíveis, observado o disposto no § 5o do art. 29-A; 
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II - para o segurado empregado, inclusive o doméstico, o trabalhador avulso e o segurado 
especial, o valor mensal do auxílio-acidente, considerado como salário-de-contribuição para 
fins de concessão de qualquer aposentadoria, nos termos do art. 31; 
III - para os demais segurados, os salários-de-contribuição referentes aos meses de 
contribuições efetivamente recolhidas. 
(Destaques e Grifo Nossos). 
 
A regra prevista no enunciado aplica-se, inclusive, quando decorrente de acidente 
de trabalho. Esse é o erro da assertiva. 
Gabarito: ERRADO. 
 
54. (CESPE - Juiz Federal - TRF 2ª Região – 2011) (QUESTÃO ADAPTADA). Julgue 
a assertiva a seguir relativamente ao cálculo do valor dos benefícios previdenciários. 
Serão considerados para cálculo do salário-de-benefício os ganhos habituais do 
segurado empregado, a qualquer título, sob forma de moeda corrente ou de 
utilidades, sobre os quais incidam contribuições previdenciárias, incluindo-se a 
gratificação natalina. 
( ) Certo 
( ) Errado 
 
COMENTÁRIOS: 
Essa questão testa seus conhecimentos sobre o salário-de-benefício, vamos 
consultar o art. 29 da Lei 8.213/91, que assim dispõe: 
Art. 29. [...] § 3º Serão considerados para cálculo do salário-de-benefício os ganhos habituais 
do segurado empregado, a qualquer título, sob forma de moeda corrente ou de utilidades, 
sobre os quais tenha incidido contribuições previdenciárias, exceto o décimo-terceiro 
salário (gratificação natalina). 
(Destaque Nosso). 
Sendo assim podemos concluir que a assertiva está incorreta. 
Gabarito: ERRADO. 
 
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55. (FCC - Procurador do Município de São Luís – 2016 - ADAPTADA). No cálculo 
do valor das aposentadorias do Regime Geral de Previdência Social, o salário-de-
benefício consiste na média aritmética simples dos maiores salários-de-contribuição 
correspondentes a oitenta por cento de todo o período contributivo, 
a) multiplicada pelo fator previdenciário, na hipótese de aposentadoria por 
incapacidade permanente. 
b) multiplicada pelo fator previdenciário, na hipótese de aposentadoria especial. 
c) multiplicada pelo fator previdenciário, nas hipóteses de aposentadoria especial 
e aposentadoria por incapacidade permanente. 
d) multiplicada pelo fator previdenciário, obrigatoriamente, nos casos de 
aposentadoria por tempo de contribuição e idade. 
e) multiplicada pelo fator previdenciário, facultativamente no caso de 
aposentadoria por tempo de contribuição da pessoa com deficiência. 
 
COMENTÁRIOS: 
Esta questão foi adaptada com as regras que passaram a viger depois da Reforma 
da Previdência. Com as novas regras, não haverá mais aplicação do fator 
previdenciário no cálculo das aposentadorias do RGPS, sendo este utilizado apenas 
quando for aplicada a regra de transição do pedágio de 50% e ainda nas 
aposentadorias por idade e tempo de contribuição da pessoa com deficiência, 
nestes últimos casos, desde que seja mais vantajoso para o segurado. 
Portanto, a alternativa correta foi a E, que diz: 
e) multiplicada pelo fator previdenciário, facultativamente no caso de 
aposentadoria por tempo de contribuição da pessoa com deficiência. 
 
Gabarito: E. 
 
 56. (CESPE - Procurador do Estado de Pernambuco – 2018) (QUESTÃO 
ADAPTADA). Julgue o item a seguir: 
Em se tratando de prestações de aposentadorias do RGPS, o salário-de-benefício 
será: 
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Multiplicado pelo fator previdenciário, obrigatoriamente, nas aposentadorias por 
tempo de contribuição e especial. 
( ) Certo 
( ) Errado 
 
COMENTÁRIOS: 
Com as novas regras da previdência social, não haverá mais aplicação do fator 
previdenciário no cálculo das aposentadorias do RGPS, sendo este utilizado apenas 
quando for aplicada a regra de transição do pedágio de 50% e ainda nas 
aposentadorias por idade e tempo de contribuição da pessoa com deficiência, 
nestes últimos casos, desde que seja mais vantajoso para o segurado. 
Gabarito: ERRADO. 
 
57. (CESPE - Procurador do Estado de Pernambuco – 2018) (QUESTÃO 
ADAPTADA). Julgue o item a seguir: 
Em se tratando de prestações de aposentadorias do RGPS, o salário-de-benefício 
será: 
Multiplicado pelo fator previdenciário, facultativamente, apenas na aposentadoria 
por tempo de contribuição. 
( ) Certo 
( ) Errado 
 
COMENTÁRIOS: 
Com as novas regras da previdência social, não haverá mais aplicação do fator 
previdenciário no cálculo das aposentadorias do RGPS, sendo este utilizado apenas 
quando for aplicada a regra de transição do pedágio de 50% e ainda nas 
aposentadorias por idade e tempo de contribuição da pessoa com deficiência, 
nestes últimos casos, desde que seja mais vantajoso para o segurado. 
Gabarito: ERRADO. 
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 58 - (CESPE - Procurador do Estado de Pernambuco – 2018) (QUESTÃO 
ADAPTADA). Julgue o item a seguir: 
Em se tratando de prestações de aposentadorias do RGPS, o salário-de-benefício 
será: 
Multiplicado pelo fator previdenciário, facultativamente, na aposentadoria por 
idade da pessoa com deficiência. 
( ) Certo 
( ) Errado 
 
COMENTÁRIOS: 
Com as novas regras da previdência social, não haverá mais aplicação do fator 
previdenciário no cálculo das aposentadorias do RGPS, sendo este utilizado apenas 
quando for aplicada a regra de transição do pedágio de 50% e ainda nas 
aposentadorias por idade e tempo de contribuição da pessoa com deficiência, 
nestes últimoscasos, desde que seja mais vantajoso para o segurado. 
Gabarito: CERTO. 
 
59. (CESPE - Analista de Controle Externo – TCE/PE – 2017). No item a seguir, é 
apresentada uma situação hipotética, seguida de uma assertiva a ser julgada a 
respeito de benefício previdenciário e contribuição para o RGPS e regime próprio 
de previdência social. 
Rita contribuiu para o RGPS por trinta anos, tendo sua renda mensal variado ao 
longo do período contributivo. Havendo cumprido os requisitos legais, Rita 
requereu o benefício da aposentadoria. 
Nessa situação, o valor do salário-de-benefício de Rita consistirá na média 
aritmética das últimas trinta e seis contribuições feitas para o RGPS. 
( ) Certo 
( ) Errado 
 
COMENTÁRIOS: 
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Nessa questão é abordado o tema cálculo do Salário-de-benefício, vamos consultar 
a Emenda Constitucional 103/19, pois ela nos dá as diretrizes de como esse cálculo 
deve ser feito. 
Art. 26. Até que lei discipline o cálculo dos benefícios do regime próprio de previdência 
social da União e do Regime Geral de Previdência Social, será utilizada a média aritmética 
simples dos salários-de-contribuição e das remunerações adotados como base para 
contribuições a regime próprio de previdência social e ao Regime Geral de Previdência 
Social, ou como base para contribuições decorrentes das atividades militares de que tratam 
os arts. 42 e 142 da Constituição Federal, atualizados monetariamente, correspondentes a 
100% (cem por cento) do período contributivo desde a competência julho de 1994 ou desde 
o início da contribuição, se posterior àquela competência. 
Sendo assim, podemos concluir que a assertiva está incorreta, levando-se em conta 
a situação descrita e a legislação em vigor, pois nada é falado sobre média 
aritmética dos últimos 36 meses de contribuição, conforme podemos verificar nos 
dispositivos legais acima. No entanto, até novembro de 1999, a aposentadoria por 
tempo de contribuição ainda era calculada pela média aritmética das últimas trinta 
e seis contribuições feitas para o RGPS. 
Gabarito: ERRADO. 
 
60. (CESPE - Juiz do Trabalho - TRT 5ª Região – 2013) (QUESTÃO ADAPTADA). 
Conforme a legislação vigente, o valor da maior parte dos benefícios de prestação 
continuada da Previdência Social deve ser calculado com base no salário-de-
benefício. Tratando-se de aposentadoria por idade, esse salário-de-benefício 
equivale: 
À média aritmética simples dos maiores salários-de-contribuição correspondentes 
a 80% de todo o período contributivo, multiplicada pelo fator previdenciário. 
( ) Certo 
( ) Errado 
 
COMENTÁRIOS: 
Nessa questão é abordado o tema cálculo do Salário-de-benefício, vamos consultar 
a Emenda Constitucional 103/19, pois ela nos dá as diretrizes de como esse cálculo 
deve ser feito. 
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Art. 26. Até que lei discipline o cálculo dos benefícios do regime próprio de previdência 
social da União e do Regime Geral de Previdência Social, será utilizada a média aritmética 
simples dos salários-de-contribuição e das remunerações adotados como base para 
contribuições a regime próprio de previdência social e ao Regime Geral de Previdência 
Social, ou como base para contribuições decorrentes das atividades militares de que tratam 
os arts. 42 e 142 da Constituição Federal, atualizados monetariamente, correspondentes a 
100% (cem por cento) do período contributivo desde a competência julho de 1994 ou desde 
o início da contribuição, se posterior àquela competência. 
 
Sendo assim podemos concluir que a assertiva está ERRADA, será feita a média de 
todos os salários-de-contribuição e não haverá aplicação do fator previdenciário. 
Gabarito: ERRADO. 
 
61. (CESPE - Juiz Federal - TRF 1ª Região – 2011) (QUESTÃO ADAPTADA). A 
respeito da renda mensal dos benefícios do RGPS, julgue a assertiva a seguir: 
É devido abono anual ao segurado que, durante o ano, tenha recebido auxílio por 
incapacidade temporária, auxílio-acidente ou aposentadoria, pensão por morte, 
auxílio-reclusão ou salário-família, devendo o abono ser calculado pela média dos 
proventos pagos durante o ano ao segurado. 
( ) Certo 
( ) Errado 
 
COMENTÁRIOS: 
Essa questão testa seus conhecimentos sobre o salário-de-benefício. Vamos 
consultar o art.120 do RPS, que trata do tema abordado pelo examinador: 
Art. 120. Será devido abono anual ao segurado e ao dependente que, durante o ano, 
recebeu auxílio por incapacidade temporária, auxílio-acidente, aposentadoria, salário-
maternidade, pensão por morte ou auxílio-reclusão. 
§ 1º O abono anual será calculado, no que couber, da mesma forma que a gratificação 
natalina dos trabalhadores, tendo por base o valor da renda mensal do benefício do mês de 
dezembro de cada ano. 
§ 2º O valor do abono anual correspondente ao período de duração do salário-maternidade 
será pago, em cada exercício, juntamente com a última parcela do benefício nele devida. 
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Sendo assim podemos concluir que a assertiva está incorreta, pois o salário-família 
não faz parte do rol de benefícios que farão parte do cálculo do abono anual. 
Gabarito: ERRADO. 
 
62. (FCC - Procurador do Estado – Procuradoria Geral do Estado do Rio Grande do 
Norte – 2014). Sobre os elementos que compõem o cálculo do benefício do Regime 
Geral de Previdência Social, prescreve a legislação atualmente em vigor. 
a) O salário-de-benefício compreende a média aritmética simples dos maiores 
salários-de-contribuição, correspondentes à 80% de todo o período contributivo, 
limitado a julho de 1994, multiplicado pelo fator previdenciário no caso dos 
benefícios que têm a função de substituir o rendimento do trabalho. 
b) O salário-de-benefício compreende a média aritmética simples dos maiores 
salários-de-contribuição, correspondentes à 80% de todo o período contributivo, 
limitado a julho de 1994, multiplicado pelo fator previdenciário apenas no caso das 
aposentadorias por tempo de contribuição e por idade, e neste último caso 
somente se mais favorável ao segurado. 
c) O salário-de-benefício compreende a média aritmética simples de todos os 
salários de salários-de-contribuição, correspondentes à 100% de todo o período 
contributivo, limitado a julho de 1994, sem a aplicação do fator previdenciário, nos 
casos de aposentadoria por idade e tempo de contribuição. 
d) O fator previdenciário consiste num coeficiente de cálculo, aplicado 
obrigatoriamente na apuração do salário-de-benefício dos benefícios 
previdenciários que tenham a função de substituir o salário-de-contribuição ou o 
rendimento do trabalhador, composto pelas variáveis tempo de contribuição, idade 
e expectativa de sobrevida. 
e) O valor da renda mensal inicial do benefício será obtido a partir da multiplicação 
do salário-de-benefício pelo percentual de cálculo definido por lei e reajustado 
periodicamente, nas mesmas datas e pelos mesmos índices de reajustamento 
definidos na política de valorização do salário-mínimo. 
 
COMENTÁRIOS: 
Para os benefícios de aposentadoria por idade e tempo de contribuição, 
aposentadoria especial, aposentadoria por incapacidade permanente, auxílio por 
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Ministério do Trabalho (Auditor Fiscal do Trabalho - AFT) Seguridade Social e Legislação Previdenciária- 2023 (Pré-Edital)
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incapacidade temporária e auxílio-acidente, será a média aritmética simples dos 
salários-de-contribuição e das remunerações adotados como base para ao Regime 
Geral de Previdência Social, atualizados monetariamente, correspondentes a 100% 
(cem por cento) do período contributivo desde a competência julho de 1994 ou 
desde o início da contribuição, se posterior àquela competência. Não haverá 
aplicação de fator previdenciário. 
Com essa informação, podemos chegar à conclusão de que as alternativas “a”, “b” 
e “d” estão incorretas e a alternativa “c” é o nosso gabarito. 
Quanto à alternativa “e”, ela está incorreta, pois o valor da renda mensal inicial do 
benefício será obtido, em regra, a partir da multiplicação do salário-de-benefício 
pelo percentual de cálculo definido por lei e reajustado periodicamente, nas 
mesmas datas e pelos mesmos índices de reajustamento dos benefícios em geral 
(INPC, apurado pelo IBGE), e não pelos mesmos índices definidos na política de 
valorização do salário-mínimo. 
Gabarito: C. 
 
63. (CESPE – Analista – SERPRO – 2013). Com relação a cálculo e reajuste da renda 
mensal dos benefícios do RGPS, julgue o seguinte item. 
A norma constitucional estabelece que os benefícios do RGPS devem ser 
reajustados para preservar-lhes, em caráter permanente, o valor real. Em 
consonância com essa norma, o legislador ordinário estabeleceu que esses 
benefícios devem ser reajustados anualmente utilizando-se o mesmo índice de 
reajuste do salário-mínimo. 
( ) Certo 
( ) Errado 
 
COMENTÁRIOS: 
Essa assertiva possui 2 partes a primeira diz que: A norma constitucional estabelece 
que os benefícios do RGPS devem ser reajustados para preservar-lhes, em caráter 
permanente, o valor real. Conforme podemos verificar no Art. 201 da Constituição 
Federal, isso está correto: 
Art. 201. [...] § 4º É assegurado o reajustamento dos benefícios para preservar-lhes, em 
caráter permanente, o valor real, conforme critérios definidos em lei. (Destaques Nossos). 
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Já a segunda parte do enunciado diz que: Em consonância com essa norma, o 
legislador ordinário estabeleceu que esses benefícios devem ser reajustados 
anualmente utilizando-se o mesmo índice de reajuste do salário-mínimo. Conforme 
podemos verificar no Art.41ª da Lei 8.213/91, isso está incorreto: 
Art. 41-A. O valor dos benefícios em manutenção será reajustado, anualmente, na mesma 
data do reajuste do salário-mínimo, pro rata, de acordo com suas respectivas datas de início 
ou do último reajustamento, com base no Índice Nacional de Preços ao Consumidor - INPC, 
apurado pela Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE. (Destaque 
Nosso). 
Portanto, assertiva incorreta. 
Gabarito: ERRADO. 
 
64. (CESPE - Analista Judiciário - TRT 7ª Região – 2017) (QUESTÃO ADAPTADA). 
A renda mensal inicial (RMI) de um benefício é o valor que o segurado receberá 
inicialmente, podendo ser posteriormente reajustado, conforme prevê a legislação. 
As RMI são calculadas pela aplicação de determinado percentual sobre o salário-
de-benefício para vários benefícios do RGPS. Considerando essa informação, 
julgue se a assertiva a seguir apresenta corretamente o benefício do RGPS e o 
respectivo percentual do salário-de-benefício correspondente à RMI desse 
benefício, conforme a Lei n.º 8.213/1991. 
Aposentadoria por incapacidade permanente / 100% 
( ) Certo 
( ) Errado 
COMENTÁRIOS: 
A renda mensal inicial da aposentadoria por incapacidade permanente será 
calculada da seguinte forma: 
• Se o benefício for decorrente de acidente de trabalho, doença profissional 
ou doença do trabalho: 100% do salário-de-benefício; 
• Nos demais casos: 60% do salário-de-benefício + 2% do salário-de-benefício 
para cada grupo de 12 contribuições que excedam ao tempo mínimo de 
contribuição (15 anos para mulheres e 20 anos para os homens). 
Gabarito: ERRADO. 
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65. (CESPE - Auditor Fiscal do Trabalho – 2013). Os benefícios concedidos pelo 
RGPS, segundo a CF, devem ser reajustados como forma de preservar-lhes, em 
caráter permanente, o valor real, conforme critérios definidos em lei. A respeito do 
valor dos benefícios do RGPS, julgue o item abaixo. 
Na data do reajustamento, o valor dos benefícios do RGPS não poderá exceder o 
limite máximo do salário-de-benefício, respeitados os direitos adquiridos, salvo no 
caso da aposentadoria por incapacidade permanente, quando o segurado 
necessitar da assistência permanente de outra pessoa, situação em que o valor será 
acrescido de 25%, ainda que o valor da aposentadoria atinja o limite máximo. 
( ) Certo 
( ) Errado 
COMENTÁRIOS: 
Essa questão exige seus conhecimentos sobre Salário-de-benefício, vamos buscar 
a resposta para mesma, especificamente no Art. 45 Lei 8.213/91: 
Art. 45. O valor da aposentadoria por incapacidade permanente do segurado que necessitar 
da assistência permanente de outra pessoa será acrescido de 25% (vinte e cinco por cento). 
Parágrafo único. O acréscimo de que trata este artigo: 
a) será devido ainda que o valor da aposentadoria atinja o limite máximo legal; 
b) será recalculado quando o benefício que lhe deu origem for reajustado; 
c) cessará com a morte do aposentado, não sendo incorporável ao valor da pensão. 
(Destaque Nosso). 
Sendo assim podemos concluir que a assertiva está correta. 
Gabarito: CERTO. 
 
66. (CESPE - Analista Judiciário - TRT 7ª Região – Judiciária – 2017) (QUESTÃO 
ADAPTADA). A renda mensal inicial (RMI) de um benefício é o valor que o 
segurado receberá inicialmente, podendo ser posteriormente reajustado, 
conforme prevê a legislação. As RMI são calculadas pela aplicação de determinado 
percentual sobre o salário-de-benefício para vários benefícios do RGPS. 
Considerando essa informação, julgue se a assertiva a seguir apresenta 
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corretamente o benefício do RGPS e o respectivo percentual do salário-de-
benefício correspondente à RMI desse benefício, conforme a Lei n.º 8.213/1991. 
Aposentadoria por idade e tempo de contribuição/ 100% 
( ) Certo 
( ) Errado 
 
COMENTÁRIOS: 
A renda mensal inicial da aposentadoria será: 
• 60% do salário-de-benefício caso tenha atingido o tempo mínimo de 
contribuição (15 anos para mulheres e 20 anos para os homens) 
+ 
• 2% do salário-de-benefício para cada grupo de 12 contribuições que 
excedam ao tempo mínimo. 
Nesse cálculo, as mulheres conseguirão se aposentar com 100% do salário-de-
benefício aos 35 anos de contribuição e os homens, aos 40 anos de contribuição. 
Gabarito: ERRADO. 
 
67. (Questão Inédita) Acerca das novas regras aplicáveis ao Regime Geral de 
Previdência Social, podemos afirmar que no momento do cálculo do valor da 
aposentadoria, todos os salários-de-contribuição do segurado a partir de 07/1994 
irão ser computados no cálculo. Além disso, para que um segurado do sexo 
masculino receba o valor integral do benefício, deverá contribuir por 40 anos. 
( ) Certo 
( ) Errado 
 
COMENTÁRIOS: 
CORRETA. A assertiva está perfeita. Como já comentamos, com a Reforma da 
Previdência, todos os salários-de-contribuição do segurado serãoconsiderados no 
momento do cálculo do valor do benefício. Além disso, se um segurado se 
aposentar com o tempo mínimo de contribuição exigido para a aposentadoria, o 
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valor da renda mensal inicial será de 60% do salário-de-benefício. Para cada ano de 
trabalho que o segurado tenha além desse mínimo exigido, acrescenta-se mais 2%, 
de forma que os homens conseguirão se aposentar com 100% do salário-de-
benefício aos 40 anos de contribuição. 
Gabarito: CERTO. 
 
68. (Questão Inédita) Alice deseja requerer no Regime Geral de Previdência Social, 
de acordo com a regra geral, ou seja, aos 62 anos de idade e 15 anos de 
contribuição. Na análise do benefício de Alice verificou-se que ela possui o dobro 
do período mínimo de contribuição exigido. Podemos afirmar que Alice receberá 
o benefício no seu valor integral. 
 ( ) Certo 
( ) Errado 
 
COMENTÁRIOS: 
ERRADA. De acordo com as informações do enunciado, Alice possui, além dos 15 
anos exigidos para o benefício de aposentadoria, mais 15 anos pagos, totalizando 
30 anos de contribuição. Sendo assim, o adicional, além dos 60% mínimos de renda, 
será de 30%: 
 2% a mais para cada um dos 15 anos extras que Alice contribuiu = 2% x 15 = 30% 
 Dessa forma, a renda mensal inicial dela não será de 100% do salário-de-
contribuição (benefício integral), mas sim de 90% (60% +30%). 
Gabarito: ERRADO. 
 
69. (FCC - Juiz do Trabalho - TRT 1ª Região – 2015). A respeito do cálculo do valor 
dos benefícios, previsto no art. 29 da Lei nº 8.213/1991, considere: 
I. Não será considerado, para o cálculo do salário-de-benefício, o aumento dos 
salários-de-contribuição que exceder o limite legal, inclusive o voluntariamente 
concedido nos 36 meses imediatamente anteriores ao início do benefício, salvo se 
homologado pela Justiça do Trabalho, resultante de promoção regulada por 
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normas gerais da empresa, admitida pela legislação do trabalho, de sentença 
normativa ou de reajustamento salarial obtido pela categoria respectiva. 
II. O fator previdenciário será calculado considerando-se a idade, a expectativa de 
sobrevida e o tempo de contribuição do segurado ao se aposentar. 
III. O auxílio por incapacidade temporária não poderá exceder a média aritmética 
simples dos últimos doze salários-de-contribuição, inclusive no caso de 
remuneração variável, ou, se não alcançado o número de doze, a média aritmética 
simples dos salários-de-contribuição existentes. 
Está correto o que se afirma APENAS em: 
a) I e III. 
b) I, II e III. 
c) I e II. 
d) II e III. 
e) I. 
 
COMENTÁRIOS: 
Nessa questão, para a qual, o examinador pede que você identifique as assertivas 
corretas, é abordado o tema cálculo do Salário-de-benefício, vamos consultar a Lei 
8.213/91 Art. 29: 
 
Art. 29. O salário-de-benefício consiste: 
(...) 
§ 4º Não será considerado, para o cálculo do salário-de-benefício, o aumento dos salários-
de-contribuição que exceder o limite legal, inclusive o voluntariamente concedido nos 36 
(trinta e seis) meses imediatamente anteriores ao início do benefício, salvo se homologado 
pela Justiça do Trabalho, resultante de promoção regulada por normas gerais da empresa, 
admitida pela legislação do trabalho, de sentença normativa ou de reajustamento salarial 
obtido pela categoria respectiva. (...) 
 § 7º O fator previdenciário será calculado considerando-se a idade, a expectativa de 
sobrevida e o tempo de contribuição do segurado ao se aposentar, segundo a fórmula 
constante do Anexo desta Lei. (...) 
 § 10. O auxílio por incapacidade temporária não poderá exceder a média aritmética 
simples dos últimos 12 (doze) salários-de-contribuição, inclusive em caso de remuneração 
variável, ou, se não alcançado o número de 12 (doze), a média aritmética simples dos 
salários-de-contribuição existentes. 
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(Destaque Nosso). 
As assertivas I, II e III tratam dos parágrafos 4º, 7º e 10º, respectivamente em suas 
literalidades. 
Desta forma, com base no artigo acima reproduzido e atentando-se para seus 
parágrafos, chegamos ao gabarito: I, II e III são corretas. 
Portanto, gabarito: B. 
 
70. (CESPE - Analista Judiciário - TRT 7ª Região – 2017) (QUESTÃO ADAPTADA). 
A renda mensal inicial (RMI) de um benefício é o valor que o segurado receberá 
inicialmente, podendo ser posteriormente reajustado, conforme prevê a legislação. 
As RMI são calculadas pela aplicação de determinado percentual sobre o salário-
de-benefício para vários benefícios do RGPS. Considerando essa informação, 
julgue se a assertiva a seguir apresenta corretamente o benefício do RGPS e o 
respectivo percentual do salário-de-benefício correspondente à RMI desse 
benefício, conforme a Lei n.º 8.213/1991. 
Auxílio por incapacidade temporária / 50% 
( ) Certo 
( ) Errado 
 
COMENTÁRIOS: 
Essa questão exige seus conhecimentos sobre o cálculo da renda mensal inicial 
(RMI), vamos buscar a resposta para ela no Art.61 da Lei 8.213/91: 
Art. 61. O auxílio por incapacidade temporária, inclusive o decorrente de acidente do 
trabalho, consistirá numa renda mensal correspondente a 91% (noventa e um por cento) do 
salário-de-benefício, observado o disposto na Seção III, especialmente no art. 33 desta Lei. 
(Destaques Nossos). 
Estaria correta se a questão se referisse ao cálculo do auxílio-acidente, mas como 
se refere ao auxílio por incapacidade temporária, está incorreto. 
Gabarito: ERRADO. 
 
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71. (CESPE - Analista Judiciário - TRT 7ª Região – 2017) (QUESTÃO ADAPTADA). 
A renda mensal inicial (RMI) de um benefício é o valor que o segurado receberá 
inicialmente, podendo ser posteriormente reajustado, conforme prevê a legislação. 
As RMI são calculadas pela aplicação de determinado percentual sobre o salário-
de-benefício para vários benefícios do RGPS. Considerando essa informação, 
julgue se a assertiva a seguir apresenta corretamente o benefício do RGPS e o 
respectivo percentual do salário-de-benefício correspondente à RMI desse 
benefício, conforme a Lei n.º 8.213/1991. 
Auxílio-acidente / 91% 
( ) Certo 
( ) Errado 
 
COMENTÁRIOS: 
Essa questão exige seus conhecimentos sobre o cálculo da renda mensal inicial 
(RMI), vamos buscar a resposta para ela no Art. 86, da Lei 8.213/91, mais 
especificamente em seu parágrafo primeiro, que assim dispõe: 
Art. 86. [...] 
§ 1º O auxílio-acidente mensal corresponderá a cinquenta por cento do salário-de-
benefício e será devido, observado o disposto no § 5º, até a véspera do início de qualquer 
aposentadoria ou até a data do óbito do segurado. 
(Destaque Nosso). 
Sendo assim, podemos concluir que a assertiva está incorreta. 
Gabarito: ERRADO. 
 
72. (CESPE – BRB – Advogado – 2010) - Fernando é empregado de pessoa jurídica 
e, em virtude de enfermidade, ficou incapacitado para o seu trabalho por mais de 
quinze dias, passando a perceber, a partir do décimo sexto dia, o benefício 
previdenciário denominado auxílio por incapacidade temporária. Após dois meses, 
a perícia do INSS

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