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1 Geografia 2 Aulas 11 e 12 - Clima Noções de tempo e clima O tempo constitui o estado momentâneo dos elementos e propriedades da atmosfera como temperatura, precipitação, umidade, pressão etc. Já o clima é sucessão habitual do tempo numa região durante um longo período, permitindo a definição de características gerais, tais como a variação de temperatura e distribuição da pluviosidade (chuva). Fatores climáticos Latitude. Quanto menor a latitude (maior proximidade do equador), maior a temperatura. Quanto maior a latitude, menor a temperatura. Altitude. Quanto maior a altitude, menores a temperatura e a pressão atmosférica. Quanto menor a altitude, maiores a temperatura e a pressão atmosférica. Maritimidade. Trata-se da influência do oceano nas condições climáticas do litoral. Nas proximidades do mar, a diferença entre a maior e a menor temperatura (amplitude térmica) é menor em razão da troca de massas de ar entre o continente e o oceano. Continentalidade. Nas áreas afastadas do litoral, é maior a amplitude térmica diária e anual. Tipos de chuva Convecção. Dominante na zona intertropical e áreas temperadas durante o verão. O ar aquecido e leve ascende em altitude, resfria, formam-se nuvens de desenvolvimento vertical (cúmulo nimbos) e chuvas torrenciais. Frontal. Chuva que decorre do resfriamento do ar com a chegada de frentes frias. É mais frequente em áreas temperadas, subtropicais e tropicais. Orográficas. Ocorre quando uma massa de ar ganha altitude em decorrência da presença de uma barreira de relevo (montanha). O ar resfria, formam-se nuvens e, em seguida, chuvas. É o que acontece nas encostas das serras do Mar e da Mantiqueira. Tipos de chuva 2 Massas de ar e frentes As massas de ar são porções da atmosfera com características químicas e físicas específicas como temperatura, pressão, velocidade de deslocamento e umidade. Brasil – massas de ar mEa A massa Equatorial atlântica (quente e úmida) atua na Amazônia oriental e Maranhão, sobretudo nas áreas litorâneas. Também provoca ventos fortes. mEc A massa Equatorial continental (quente e úmida) provoca chuvas na Amazônia ocidental e também atua sobre boa parte do território do Brasil durante a primavera e o verão. mTa A massa Tropical atlântica (quente e úmida) é responsável pela acentuada umidade e chuvas no Sudeste, Sul e litoral do Nordeste. MTc A massa Tropical continental (quente e seca) causa estiagem (seca) de inverno na porção central do Brasil. mPa A massa Polar atlântica (fria e úmida) origina-se na Antártida e tem atuação mais vigorosa durante o outono e o inverno no Centro-Sul do país. As frentes são áreas de contato entre massas de ar. No inverno, a mPa confronta-se com as massas quentes deslocando- as, formando frentes frias. A chegada de uma frente fria causa: diminuição da temperatura, aumento de nebulosidade e chuvas frontais. No inverno, as frentes causam queda mais acentuada de temperatura no Sul e no Sudeste com a formação de geadas e até nevascas esporádicas nas porções serranas do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina. Quando chegam ao litoral do Nordeste, causam chuvas de inverno. Chegando à Amazônia provocam uma diminuição abrupta de temperatura, fenômeno denominado de friagem. Os ventos alísios se direcionam das áreas de alta pressão (próximas aos trópicos: alta subtropical) para áreas de baixa pressão (ZCIT-Zona de Convergência Intertropical). Na ZCIT ocorrem intensas chuvas de convecção. No oceano, por vezes, formam-se as Doldruns (áreas de calmaria) com temperatura elevada e pouco vento. Os contra-alísios se movimentam no sentido contrário, da ZICT para a região dos trópicos em maior altitude. O conjunto (alísios, ZCIT, contra-alísios e zona de alta pressão) integra a célula de Hadley. O fluxo de umidade da Amazônia (mEc) que passa pelo Centro-Oeste e Sudeste, se conectando com zonas de umidade no Atlântico é chamado de ZCAS (Zona de Convergência do Atlântico Sul. Este fenômeno é responsável por chuvas acentuadas na região. http://www.google.com.br/url?sa=i&rct=j&q=&esrc=s&frm=1&source=images&cd=&cad=rja&docid=9JgY-QL7J0fI3M&tbnid=k1gZTxx7u6osxM:&ved=0CAUQjRw&url=http://soumaisenem.com.br/geografia/atmosfera/clima-massas-de-ar-e-climas-do-brasil&ei=JLoMU6evOoyskAexnoCICQ&bvm=bv.61725948,d.dmQ&psig=AFQjCNGQKl9qgSER5-gsH1eAlqL2IOVnLw&ust=1393429269064013 3 Circulação Geral da Atmosfera Tipos climáticos do Brasil 4 Equatorial região Norte/Amazônia; quente com baixa amplitude térmica; úmido com chuvas abundantes (entre 2.500 e 3.000 mm) e bem distribuídas durante o ano; atuação da mEa e mEc; Equatorial semiúmido leste de Roraima e noroeste do Pará; quente e com baixa amplitude térmica; úmido, mas três meses de seca no final do ano. Tropical (típico, semiúmido ou continental) porção central do país; quente com baixa amplitude térmica; verão chuvoso e inverno seco; índice de pluviométrico por volta de 1.300 mm; atuação da mEc e mTc. Tropical de altitude parte do Sudeste (áreas serranas e mares de morros); temperaturas menores em razão da altitude, com queda mais acentuada no inverno; pluviosidade de 1.800 mm. atuação da mTa e mPa. Tropical úmido, litorâneo ou atlântico faixa litorânea entre o Rio Grande do Norte e São Paulo; quente com baixa amplitude térmica; chuvas em torno de 2.000 mm; no litoral nordestino, as chuvas concentram-se no inverno; no Sudeste, as chuvas concentram- se no verão; atuação da mTa e mPa. Subtropical região Sul; maior diminuição de temperatura no inverno e maior amplitude térmica anual; maior frequencia de geadas e formação de neve (baixa temperatura e alta umidade nas serras); chuvas bem distribuídas durante o ano e pluviosidade de 1.600 mm; atuação da mTa e mPa. Semiárido Sertão do Nordeste; quente e com baixa amplitude térmica; menores índices de pluviosidade (entre 250 e 750 mm anuais) com distribuição irregular e secas prolongadas; obstáculos de relevo como o Planalto da Borborema e a Chapada Diamantina dificultam a penetração da umidade no Sertão; atuação irregular da mEc e mTa. 5 Fenômenos extremos El Niño e La Niña O El Niño é o aquecimento anormal das águas superficiais do oceano Pacífico equatorial. A causa é o enfraquecimento dos ventos alísios, fazendo com que a água fique estacionária, aquecendo demais devido à radiação. O aquecimento causa a formação de uma massa de ar quente que modifica o clima em diversas regiões do mundo. No Brasil, os efeitos são chuvas excessivas no Sul e secas no Nordeste e Amazônia. A La Niña consiste no resfriamento anormal do Pacífico causando a formação de uma massa de ar frio que provoca alterações climáticas. No Brasil, as consequências são chuva excessiva no Nordeste e Amazônia e secas no Sul e Sudeste. Furacões e tornados Os furacões, ciclones tropicais ou tufões são ventos ciclônicos com velocidade acima de 119 km por hora. Formam-se na zona intertropical sobre oceanos e mares muito aquecidos, o ar quente e leve ascende em zona de baixa pressão, atraindo ventos de áreas de alta pressão. Formam-se nuvens e forma-se uma tempestade tropical que depois pode tornar-se um furacão. Quando avançam no continente ou zonas mais frias, os furacões perdem intensidade. As consequências são perdas de vidas humanas, danos às moradias e a infraestrutura (transportes, energia etc). 01. (UNESP) O mapa ilustra a localização de duas cidades paulistas: São Paulo e Campos do Jordão. O regime térmico apresentado por essas duas cidades contraria a regra geral, segundo a qual astemperaturas são menores nas latitudes mais altas. Tal fato é explicado pela influência da (A) maritimidade. (D) latitude. (B) longitude. (E) pluviosidade. (C) altitude. 02. (FUVEST-SP) Considerando as massas de ar que atuam no território brasileiro e alguns de seus efeitos, analise o quadro abaixo e escolha a associação correta. 03. (MACK-SP- modificada) Nos meses de inverno a massa Polar Atlântica penetra no território brasileiro, dividindo- se em três ramos, representados no mapa, provocando diferentes fenômenos meteorológicos. Em A, B e C ocorrem, respectivamente: (A) geadas, chuvas orográficas e friagem. (B) friagem, geadas e chuvas frontais. (C) chuvas frontais, geadas e friagem. (D) friagem, chuvas de convecção e geadas. (E) chuvas orográficas, friagem e geadas. 04. (FUVEST-SP-modificado) Dos climogramas a seguir, referentes a cidades brasileiras, o que representa o clima subtropical é: Massa de Ar Características Principais regiões atingidas Efeitos (A) Equatorial Atlântica (mEa) Quente e úmida Litoral Norte e Nordeste Formação de chuvas e aumento dos ventos (B) Equatorial Continental (mEc) Quente e seca Interior das regiões Norte, Centro- Oeste e Sul Formação de ventos e diminuição da umidade relativa do ar (C) Tropical Atlântica (mTa) Quente e úmida Faixa litorânea das regiões Norte e Nordeste Formação de chuvas e diminuição das temperaturas (D) Tropical Continental (mTc) Quente e seca Sudeste, Sul, parte do Nordeste e Norte Aumento das temperaturas e dos ventos (E) Polar Atlântica (mPa) Fria e seca Sudeste, Sul e Norte Diminuição das temperaturas e da umidade relativa do ar EXERCÍCIOS DE CLASSE 6 05. (FGV-SP) Essa região brasileira apresenta as seguintes características geoambientais: pluviosidade irregular, em torno de 750 mm/ano, concentrada num período de 3 a 5 meses. Ocorrem períodos agudos de estiagem, quando a precipitação pluviométrica cai para cerca de 450-500 mm/ano. As temperaturas são altas, com taxas elevadas de evapotranspiração e balanço hídrico negativo durante parte do ano. A insolação é muito forte, 2800 horas/ano, e esta aliada à baixa umidade relativa. O tipo climático descrito no texto é: (A) Subtropical. (B) Tropical de altitude. (C) Semiárido. (D) Tropical. (E) Desértico. 06. (MACK-SP) Observe o mapa e assinale a associação INCORRETA: (A) maiores índices pluviométricos – 1. (B) maiores amplitudes térmicas – 2. (C) chuvas bem distribuídas – 5. (D) secas prolongadas – 3. (E) chuvas concentradas no verão – 4. 07. (UNESP) El niño e la niña são dois fenômenos ligados ao aquecimento e resfriamento das águas do oceano Pacífico na sua parte tropical. A respeito deles, é correto afirmar que: (A) el niño liga-se ao resfriamento das águas oceânicas, ao passo que la niña diz respeito ao aquecimento dessas águas; a cada três anos, primeiro ocorre el niño e em seguida sempre ocorrerá la niña. (B) o fenômeno la niña, de aquecimento das águas oceânicas, apesar de descoberto depois do el niño, sempre ocorre antes deste. (C) el niño liga-se ao aquecimento das águas oceânicas e la niña diz respeito ao esfriamento dessas águas; a cada três anos, primeiro ocorre el niño e em seguida pode ou não ocorrer la niña. (D) ambos os fenômenos dizem respeito ao aquecimento e posterior resfriamento das águas oceânicas; a diferença é que el niño ocorre nas proximidades do Peru e la niña na parte do oceano Pacífico que banha a América Central. (E) el niño é o aquecimento das águas oceânicas nas proximidades da Oceania, enquanto que la niña é o resfriamento das águas oceânicas nas proximidades do Peru. 08. (Unicamp-SP) Observe o esquema abaixo, que indica a circulação atmosférica sobre a superfície terrestre, e indique a alternativa correta. (A) Os ventos alísios dirigem-se das áreas tropicais para as equatoriais, em sentido horário no hemisfério norte e anti- horário no hemisfério sul, graças à ação da Força de Coriolis, associada à movimentação da Terra. (B) Os ventos alísios dirigem-se das áreas de alta pressão, características dos trópicos, em direção às áreas de baixa pressão, próximas ao equador, movimentando-se em sentido anti-horário no hemisfério norte e em sentido horário no hemisfério sul. (C) Os ventos contra-alísios dirigem-se dos trópicos em direção ao equador, movimentando-se em sentido horário no hemisfério norte e anti-horário no hemisfério sul, graças à ação da Força de Coriolis. (D) Os ventos contra-alísios dirigem-se da área tropical em direção aos polos, provocando quedas bruscas de temperatura e eventualmente queda de neve, movimentando-se em sentido anti-horário no hemisfério sul e em sentido horário no hemisfério norte. 09. (FUVEST-SP) Os ciclones tropicais formam-se sobre os oceanos, em região onde a água é quente e o vapor d’água, abundante. Eles nem sempre evoluem para um furacão, mas suas trajetórias no Atlântico Norte favorecem essa evolução. 7 (A) Caracterize os furacões quanto às latitudes e às pressões atmosféricas das áreas em que se originam. (B) Identifique as regiões onde os furacões ficam enfraquecidos em suas trajetórias. (C) Caracterize os impactos sociais e infraestruturais dos furacões sobre países insulares na área representada acima. Cite, ao menos, um desses países como exemplo. 01. (UFRR) Assinale a opção que indica corretamente a classificação de climas de cada região numerada no mapa a seguir. I II III IV V (A) Tropical Equatorial Subtropical Semiárido Litorâneo (B) Equatorial Tropical Semiárido Tropical de altitude Temperado (C) Tropical Equatorial Semiárido Tropical de altitude Subtropical (D) Tropical Equatorial Tropical de altitude Subtropical Temperado (E) Equatorial Tropical Semiárido Tropical de altitude Subtropical TAREFA DE CASA 8 02. (UFPel-RS) O Brasil apresenta uma variedade de climas. Observe os climogramas seguintes. Sobre os tipos climáticos brasileiros, é correto afirmar que (A) Belo Horizonte é um exemplo de clima tropical atlântico, que vai do RS até o PR. As chuvas, nesse clima, variam de acordo com a latitude da localidade, sendo de inverno no litoral nordestino. (B) Curitiba possui clima tropical de altitude, das áreas com mais de 800 metros de altitude, que se manifesta em verões quentes e chuvosos e invernos frios e secos. (C) Goiânia apresenta clima tropical, com estações diferenciadas quanto à pluviosidade, verão chuvoso e inverno seco. (D) o clima em João Pessoa é Semiárido, que se caracteriza pela pouca variação de chuva durante o ano e um frio mais intenso no inverno. (E) Manaus exemplifica o clima equatorial, que possui uma amplitude térmica acentuada e um regime de chuvas regular durante todo o ano. 03. (UFRN) O clima do Brasil é influenciado pela atuação de diferentes massas de ar. A respeito das massas de ar que interferem nas condições climáticas do país pode-se afirmar que (A) O clima tropical úmido com chuvas de inverno decorre da influência da massa polar atlântica (mPa), fria e úmida, que forma-se no Atlântico Norte. (B) A massa polar atlântica (mPa) é fria e úmida, forma-se no Atlântico Sul e no inverno atua sobre o litoral da Amazônia Oriental e as regiões Sul e Sudeste. (C) A massa tropical continental (mTc) é quente e seca, origina-se na Depressão do Chaco e influencia o Centro-Oeste onde vigora o clima tropical com chuvas de verão e inverno seco. (D) A massa tropical continental (mTc) é quente e úmida, origina-se na Amazônia Ocidental, sendo responsável pela formação do clima equatorial. 9 Com base no enunciado, na figura e nos conhecimentos relacionados a ciclonestropicais, considere as afirmativas a seguir. I. Têm denominação diferente de acordo com o lugar de origem: furacões e tufões. II. Possuem uma área central de calmaria, conhecida como “olho”. III. Tendem a surgir na atmosfera sobre oceanos muito aquecidos na Zona Intertropical e seus ventos apresentam alto poder destrutivo. IV. Formam-se nos continentes, intensificando-se ao movimentar-se sobre superfícies aquáticas frias. Assinale a alternativa correta. (A) Somente as afirmativas I e IV são corretas. (B) Somente as afirmativas II e III são corretas. (C) Somente as afirmativas III e IV são corretas. (D) Somente as afirmativas I, II e III são corretas. (E) Somente as afirmativas I, II e IV são corretas. 04. (UNESP) Considere os quadros a seguir, que se referem a cidades brasileiras situadas na mesma altitude. Cidades Temperatura média em janeiro (ºC) Temperatura média em julho (ºC) Precipitação anual (mm) 1 25,8 26,2 3.200 2 25,2 20,3 1.500 3 23,4 14,1 1.600 É mais provável que, de acordo com a tabela anterior, as cidades 1, 2 e 3 possuam, respectivamente, os seguintes tipos de clima: (A) Tropical úmido, tropical de altitude e semiárido. (B) Tropical úmido, subtropical e tropical de altitude. (C) Semiárido, equatorial e semiárido. (D) Equatorial, subtropical, subequatorial. (E) Equatorial, tropical e subtropical. 05. (UFAL) Sobre o tema movimentos da Terra e suas implicações no clima, leia as afirmações. Uma delas, contudo, é incorreta. Assinale-a. (A) O afélio é o momento em que a Terra, em sua órbita em torno do Sol, mais dele se afasta. (B) O desvio dos ventos alísios dos hemisférios Norte e Sul é uma das consequências do movimento de rotação. (C) As estações do ano, que são bem marcadas na faixa das latitudes médias, decorrem do movimento de rotação anual, da inclinação do eixo terrestre e da atração gravitacional da Lua. (D) A Terra encontra-se no solstício quando a radiação solar atinge diretamente os trópicos de Capricórnio ou de Câncer. (E) A trajetória e o sentido dos ventos dos furacões também sofrem influência do movimento de rotação. 06. (MACK -SP-modificado) A Astronomia dedica-se ao estudo do cosmo e à análise da composição e do comportamento dos corpos celestes. É a ciência mais antiga e, em muitos aspectos, a que maiores contribuições trouxe para o pensamento científico. Considerando o tema central da questão, assinale a alternativa INCORRETA. (A) O eixo da Terra é inclinado em relação ao plano de sua órbita ao redor do Sol (movimento de translação). Como consequência direta, temos a ocorrência das estações do ano. (B) Os raios solares só incidem, perpendicularmente, em pontos localizados na zona tropical, apresentando, portanto, temperaturas mais elevadas durante todo o ano. (C) Nas zonas temperadas e polares, o Sol não se apresenta a pino em nenhum período do ano, pois os raios incidem obliquamente. (D) Em 20 ou 21 de março e em 22 ou 23 de setembro, os raios solares incidem, perpendicularmente, ao Equador, iniciando-se os Equinócios e Solstícios, respectivamente. (E) Na linha do Equador, não há variação no fotoperíodo e a diferença aumenta à medida que nos afastamos dele. 07. (UEL-PR) Um ciclone tropical é um centro quase circular, com pressão extremamente baixa, no qual os ventos giram em espiral, e é causador de danos generalizados. 10 08.(UNIRIO-RJ) Identifique a alternativa com as massas de ar que correspondem aos números 1, 2 e 4 , respectivamente. (A) mTc, mPa e mEa. (B) mTa, mTc e mPa. (C) mTa, mPa e mEc. (D) mPa, mTa e mTc. (E) mPa, mEa e mTc. 09. (UFAL) Observe atentamente a imagem de satélite a seguir. A seta, incidindo sobre o território brasileiro, indica uma: (A) zona de Convergência Intertropical com chuvas de convecção provocadas pela mEc. (B) furacão formado no Oceano Atlântico com ventos de alta velocidade. (C) intensa atuação da mTc com redução do aporte pluviométrico no Centro-Oeste. (D) chuva orográfica intensa devido ao avanço da mTa em escarpas serranas. (E) frente fria causada pelo avanço da mPa com aumento de nebulosidade. 10. (FUVEST-SP) “Menino travesso: El Niño retorna mais poderoso e ameaça enlouquecer o tempo em todo o mundo”. A notícia anterior exemplifica a ampla cobertura da mídia sobre esse fenômeno, geralmente relacionado à (A) atuação inesperada da massa de ar úmida que, ao esfriar as águas do oceano Pacífico, eleva os índices de evaporação e intensifica as chuvas de monções no SE asiático. (B) presença de correntes marítimas com baixas temperaturas na costa ocidental americana, justificando a diminuição dos cardumes no Chile e as estiagens no SE do Brasil e dos EUA. (C) inversão térmica oceânica que aquece parte das águas superficiais do Pacífico, aumenta o número de tempestades marítimas e desregula os índices de chuva na região tropical. (D) temporada de furações e episódios de secas nas costas ocidentais americanas, em razão do aumento da força dos ventos tropicais que sopram da Ásia em direção à América do Sul. (E) formação de ondas que trazem à tona as águas mais frias do fundo do oceano Pacífico, intensificando os índices de aridez no Peru e Sul do Brasil e as inundações na Ásia tropical. 11. (FUVEST-SP) Caracterize e classifique o tipo climático da localidade cujo climograma aparece a seguir. 12. (UNICAMP –SP- modificado) Nos primeiros dias do outono subitamente entrado, quando o escurecer toma uma evidência de qualquer coisa prematura, e parece que tardamos muito no que fazemos de dia, gozo, mesmo entre o trabalho quotidiano, essa antecipação de não trabalhar... (Fernando Pessoa, Livro do Desassossego. Campinas: Editora da Unicamp, vol II, p. 55). a) Compare as características do outono em Portugal (terra natal de Fernando Pessoa) com o outono da região nordeste do Brasil. b) Diferencie solstício de equinócio. c) Para ter acesso a maior iluminação e calor, um apartamento em Lisboa deveria ser voltado para o norte ou para o sul? E no caso de São Paulo? Justifique. 13. (UFPR) Para entender a temperatura de uma determinada área da superfície terrestre, é preciso levar em conta a insolação, que é a quantidade de calor e luz que os raios solares enviam ao planeta. Se não fosse a atmosfera e a forma do planeta, todos os lugares receberiam a mesma quantidade de energia, a constante solar, que corresponde a duas calorias por centímetro quadrado por minuto (2 cal/cm2.min-1). Explique de que maneira a curvatura da Terra influencia a distribuição de luz e calor do sol e a relação existente entre altitude e temperatura. 11 14. (UNICAMP-SP) Indique o fator que explica a diferença de temperatura entre as cidades mencionadas na tabela que segue: Cidades (SP) Latitude Temperatura (média térmica anual em ºC) Santos 22o 56’0 21 São Paulo 23o 40’0 17,7 Campos do Jordão 22o 44’0 13,9 15. (UNICAMP-SP) Os três mapas a seguir representam o avanço de uma frente fria no Brasil, no inverno de 1982. No dia 6 de agosto, essa frente começava a penetrar o território nacional; no dia 8, já se encontrava sobre Curitiba e, no dia 10, no Rio de Janeiro. a) O que é frente fria? b) Com base no cartograma do dia 8/8/81, qual a previsão do tempo para São Paulo, no dia 9/8/81 e para o Rio de Janeiro, no dia 10/8/81? c) Após a passagem da frente fria, qual a situação do tempo na região Sul do país, no dia 10/8/81? 16. (UNICAMP –SP- modificado) Indique os tipos climáticos representados nos dois balanços hídricos apresentados a seguir. Justifique sua resposta. 17. (PUC-SP) Como você pode observar no mapa e climogramas a seguir, Carolina e Maceió têm regimes pluviométricos diferentes. Explique a diferença? 18. (UNIRIO-RJ) No Brasil, o clima tropical costuma apresentar-se em3 subtipos. a) Quais são eles? 12 b) Utilizando o mapa a seguir, onde as áreas de ocorrência dos diversos tipos climáticos característicos do Brasil estão identificadas por números, indique as respectivas áreas de ocorrência dos 3 subtipos do clima citados acima. c) Compare-os e explique suas principais diferenças. 19. (Unicamp-SP) O mapa a seguir indica a ocorrência de queda de neve na América do Sul. Observe o mapa e responda às questões. a) Que fatores climáticos determinam a distribuição geográfica da ocorrência de queda de neve na América do Sul? b) Quais são as condições momentâneas de estado de tempo necessárias para a ocorrência de precipitação em forma de neve? GABARITO EXERCÍCIOS DE CLASSE 01. (C) 02. (A) 03. (B) 04. (E) 05. (C) 06. (B) 07. (C) 08. (A) 09. a) Os furacões ou ciclones tropicais se originam na Zona Intertropical. Com o intenso aquecimento superficial do oceano, o ar quente e úmido tende a elevar-se em altitude formando uma zona de baixa pressão que atrai ventos de áreas de alta pressão dando origem a uma circulação ciclônica que caracteriza o furacão. b) Os furacões perdem intensidade à medida que entram nas zonas temperadas ou avançam para o interior dos continentes. c) Os furacões apresentam ventos com velocidades superiores a 119 km por hora, provocam graves danos à infraestrutura e, muitas vezes, até a perda de vidas humanas. Entre as regiões mais atingidas, destacam-se o Mar do Caribe, o Golfo do México e o Atlântico Norte. Países insulares como Jamaica e Haiti são frequentemente atingidos. O México e o sul dos EUA também enfrentam o fenômeno, a exemplo dos danos provocados pelo furacão Katrina em 2005 em Nova Orleans (Louisiana). Assim, o serviço de meteorologia e a tecnologia de sensoriamento remoto são fundamentais para reduzir os impactos dos furacões. 13 TAREFA DE CASA 01. (E) 02.(C )03.(C) 04.(E) 05.(C) 06. (D) 07.(D) 08.(C) 09.(E) 10.(C) 11. Trata-se do clima equatorial, prevalecente na Amazônia, sendo quente, com baixa amplitude térmica, além de ser bastante úmido em decorrência das chuvas abundantes e bem distribuídas durante o ano. As massas de ar atuantes na região são a mEa (massa Equatorial atlântica) e a mEc (massa Equatorial continental). 12. a) Em Portugal o outono vai de 21/22 de setembro a 21/22 de dezembro e no nordeste brasileiro, de 20/21 de março a 20/21 de junho. Em Portugal essa estação é bem característica, com alterações de tempo (temperaturas mais amenas, início do período das chuvas), enquanto no nordeste brasileiro as alterações são menos perceptíveis (temperaturas pouco inferiores às do verão, chuvas escassas). Quanto à duração dos dias e noites, há diferença marcante em Portugal onde os dias são mais curtos e as noites mais longas em relação ao verão, diferentemente do que ocorre na região nordeste do Brasil, onde há pouca variação. b) No solstício (início do verão e do inverno), a distribuição de radiação entre os hemisférios é desigual. Solstício é o momento em que o Sol, durante seu movimento aparente na esfera celeste, atinge a maior declinação em latitude, medida a partir do equador. Os solstícios ocorrem duas vezes por ano: em dezembro e em junho. No solstício de verão, a radiação solar incide mais diretamente sobre os trópicos de Capricórnio (sul/dezembro) e Câncer (norte/junho). O equinócio (início da primavera ou do outono) acontece em março e setembro. A radiação solar chega de forma mais direta sobre o Equador, distribuindo a radiação de maneira mais equilibrada entre os hemisférios. O equinócio é definido como um dos dois momentos em que o Sol, em sua órbita aparente, cruza o plano do equador celeste (a linha do equador terrestre projetada na esfera celeste). Mais precisamente, é o ponto onde a eclíptica cruza o equador celeste. c) Considerando a posição geográfica de Lisboa, ao norte do Trópico de Câncer, o apartamento em Lisboa deveria ser voltado para o Sul, pois ao longo do ano receberia maior quantidade de radiação. No caso de São Paulo, localizada no Trópico de Capricórnio, o apartamento deveria ser voltado para o norte, em direção ao Equador, visto que é a face que recebe maior radiação ao longo do ano. 13. A curvatura da Terra interfere na incidência da radiação solar. Na Zona Intertropical, a incidência é mais direta ao longo do ano e a radiação atravessa uma porção menor de atmosfera, fazendo com que as temperaturas fiquem mais elevadas. Nas Zonas Temperadas e Polares, a incidência de radiação é mais oblíqua e a radiação passa por uma porção maior de atmosfera até atingir à superfície, portanto, as temperaturas são menores. 14. Apesar de situarem-se em latitudes muito parecidas, Santos, São Paulo e Campos do Jordão encontram-se em altitudes diferenciadas, o que explica a variação da temperatura média e da pressão atmosférica. Campos do Jordão apresenta as menores temperaturas e menor pressão atmosférica, seguida de São Paulo. As temperaturas mais elevadas são verificadas no litoral. 15. a) Corresponde a faixa de contato entre uma massa de ar frio e outra quente, em que a fria com maior pressão se desloca sobre a quente, provocando instabilidade atmosférica. b) Haverá diminuição da temperatura, aumento de nebulosidade e prováveis chuvas frontais em São Paulo no dia 8 e no Rio de Janeiro no dia 10. c) Após a passagem da frente fria, a tendência é da temperatura se elevar e da nebulosidade diminuir no sul do país. 16. Os dois gráficos referem-se a climas com dois períodos bem definidos. Em Uberaba (MG), município do Triângulo Mineiro, o clima é tropical. Em Boa Vista (RR), o clima é equatorial semi-úmido. Porém, para alguns autores, pode ser classificado como tropical ou subequatorial. São climas caracterizados por um déficit hídrico bem marcado nos meses de outubro a janeiro, no caso de Boa Vista (inverno no hemisfério norte), e nos meses de maio a setembro em Uberaba (inverno no hemisfério sul). 17. A proximidade maior ou menor com relação ao mar. No caso de Carolina (MA), a maior influência da massa Equatorial continental, amplia a umidade e chuvas. Portanto, o clima em Carolina é tropical com verão chuvoso e inverno seco. Em Maceió (AL), localizada na Zona da Mata Nordestina, as chuvas estão concentradas no inverno devido ao deslocamento da mPa através de frentes frias que atingem o litoral em contato com a massa Tropical atlântica. O clima em Maceió é tropical úmido ou litorâneo. 18. a) tropical, tropical de altitude e tropical úmido. 14 b) I - tropical de altitude, III – tropical e II - tropical úmido. c) O clima tropical é marcado por duas estações muito distintas, o verão quente e úmido e o inverno seco. No clima tropical de altitude, a distribuição das chuvas e secas se assemelham ao anterior, embora a média térmica seja inferior dada a maior altitude do Planalto Atlântico, além de apresentar maior amplitude térmica em decorrência da acentuada exposição à mPa no inverno. No clima tropical úmido, as temperaturas são mais elevadas e, devido a influência direta da mTa, os índices pluviométricos são mais elevados. No Sudeste (litorais do ES, RJ e SP), as chuvas estão concentradas no verão. Já no litoral nordestino (entre BA e RN), as chuvas são mais acentuadas no inverno devido a chegada da mPa na zona costeira. 19. a) Entre os fatores geográficos que explicam a precipitação nival (neve) na América do Sul estão a latitude e a altitude. A ocorrência de neve no sul da Argentina e sul do Chile tem como principal fator a maior latitude, que proporciona temperaturas mais baixas. No Brasil, ocorrem nevascas esporádicas em áreas serranas do Rio Grandedo Sul e Santa Catarina. A maior altitude, que leva a redução da temperatura, é o fator preponderante na ocorrência de neve na Cordilheira dos Andes (dobramento moderno cenozoico- terciário) nos territórios inclusive de países localizados na zona intertropical como Venezuela, Colômbia, Peru e Equador. b) As condições momentâneas do tempo ideais para a formação de neve são a temperatura muito baixa (próxima a zero grau) e a maior umidade do ar.