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Centro de massa 443 d 2 d 1 CM x 1 m 1 0 x 2 m 2 x Figura f. Pela equação 1 temos: xCM = m1x1 + m2x2 m1 + m2 = 0 ⇒ m1x1 + m2x2 = 0 ⇒ ⇒ m2x2 = m1(–x1) Mas, observando a figura c, temos: –x1 = d1 e x2 = d2 Assim: m1d1 = m2d2 2. As partículas A e B representadas abaixo têm massas respectivamente iguais a 50 e 150 gra- mas. A que distância da partícula A se encontra o centro de massa do sistema formado pelas duas partículas? 3. As partículas A e B da figura têm massas iguais. Qual é a abscissa do centro de massa do conjunto? 8 x (cm)0 BA 4. Na figura são representadas as posições de quatro partículas: A, B, C e D, de massas respectivamen- te iguais a 5, 3, 4 e 8 gramas. Determine as coor- denadas do centro de massa do sistema formado por essas partículas. 1 2 A D B C 3 4 5 60 x (cm) y (cm) 6 5 4 3 2 1 5. Na figura, CM é o centro de massa de um sistema de três partículas, A, B e C, de massas iguais. Quais são as coordenadas da partícula C ? 1 2 A B CM 3 4 5 60 x y 6 5 4 3 2 1 Assim, as coordenadas do centro de massa (CM) são dadas por: xCM = m1x1 + m2x2 m1 + m2 = (10)(2) + 5(8) 10 + 5 = 60 15 ⇒ ⇒ xCM = 4 m yCM = m1y1 + m2y2 m1 + m2 = (10)(0) + 5(0) 10 + 5 ⇒ ⇒ yCM = 0 O centro de massa está no segmento de reta que une as partículas, a 2 m da partícula de massa maior e a 4 m da partícula de massa menor (fig. c). É importante observar que o centro de massa está mais próximo da partícula de maior massa. 4 m2 m CM 2 m 1 4 6 8 0 x (m) y (m) 10 m 2 Figura c. Vamos ver agora o que acontece se escolhermos um outro sistema de coordenadas. Em geral, para facilitar os cálculos, adotamos a origem sobre uma das partículas, como na figura d, para a qual temos: x1 = 0 e x2 = 6 m. 6 m 0 m 1 2 4 6 x (m) m 2 Figura d. Assim: xCM = m1x1 + m2x2 m1 + m2 = (10)(0) + 5(6) 10 + 5 = 2 ⇒ ⇒ xCM = 2 m 4 m2 m CM 0 m 1 2 4 6 x (m) m 2 Figura e. Como podemos observar (fig. e), embora o siste- ma de coordenadas seja outro, o centro de massa continua na mesma posição obtida anteriormente em relação às partículas do sistema: a uma dis- tância de 2 m da partícula de massa maior e 4 m da outra partícula. O sistema de duas partículas é um caso particu- lar importante, ao qual vale a pena acrescentar um comentário. Vamos considerar um sistema de coordenadas cuja origem coincida com o centro de massa (fig. f ), isto é, xCM = 0. 12 cm BA Il U St r A ç õ ES : ZA pt Capítulo 22444 Exercícios de Reforço 6. (UF-PE) Duas partículas de massas M 1 = M e M 2 = M 2 estão presas por uma haste de compri- mento L = 48 cm e massa desprezível, conforme a figura. Qual a distância, em centímetros, do centro de massa do sistema em relação à posição da partícula de massa M 1 ? L M 1 M 2 7. (ITA-SP) Na figura a seguir estão representadas as posições de três partículas, R, S e T, cujas massas são 2 kg, 2 kg e 4 kg. Entre os pontos A, B, C, D e E, qual representa o centro de massa do sistema formado pelas partículas R, S e T ? 1 2 A 3 4 5 60 x (m) y (m) 6 5 4 3 2 1 T E B S D C R a) A c) C e) E b) B d) D 3. Centro de massa de corpos extensos para obtermos o centro de massa de um corpo extenso (fig. 12a), devemos dividi-lo em um número muito grande de “pedacinhos” (fig. 12b), de modo que cada “pedaci- nho” possa ser considerado uma partícula. Em seguida, aplicamos as fórmulas 1 , 2 e 3 , para obtermos as coordenadas do centro de massa. No entanto, como se trata de um número infinitamente grande de partículas, isso deve ser feito usando-se o Cálculo Integral, que está além do nível do nosso curso. Assim, vamos apresentar apenas alguns casos particulares, sem demonstração. Quando o corpo é homogêneo e apresenta um pon- to de simetria, o centro de massa está sobre esse ponto. por exemplo, o centro de massa de um corpo esférico homogêneo está em seu centro geométrico (fig. 13a) e o centro de massa de um corpo homogêneo em forma de cubo também está sobre o seu centro geométrico, que é o ponto de encontro das diagonais (fig. 13b). Na figura 14, temos dois casos de chapas homogêneas. Na figura 14a, a chapa é triangular, e o centro de mas- sa C está no ponto de encontro das medianas, o qual em geometria plana é conhecido pelo nome de baricentro do triângulo (lembre-se de que a mediana une um vértice do triângulo ao ponto médio do lado oposto). Na figura 14b temos uma chapa em forma de paralelogramo, cujo centro de massa C está no ponto de encontro das diagonais. (a) (b) Figura 12. CM CM (a) Corpo esférico homogê- neo: o centro de massa está no centro da esfera. (a) Chapa triangular homogênea: o centro de massa (C ) está no ponto de encontro das medianas. (b) Corpo cúbico homogê- neo: o centro de massa está no centro do cubo. (b) Chapa homogênea em forma de paralelogramo: o centro de massa está no encontro das diagonais. Figura 13. Figura 14. S' C R' TS T' R C E F D G Il U St r A ç õ ES : ZA pt RC = 2 · CR' SC = 2 · CS' TC = 2 · CT' Centro de massa 445 (b) y F y E y G y C y D x C x D x E x F x G F x0 y E D G C Figura 15. (a) y R y C y T y S x S x R x C x T T x0 y R C S x C = x S + x R + x T 3 y C = y S + y R + y T 3 x C = x D + x F 2 = x E + x G 2 y C = y D + y F 2 = y E + y G 2 Se as chapas da figura 14 estiverem referidas a um sistema de coordenadas cartesia- nas (fig. 15), nas aulas de Matemática (na parte de Geometria Analítica) você aprenderá que as coordenadas de C podem ser obtidas por meio das equações apresentadas na figura 15. Exercícios de Aplicação 8. Determine a posição do centro de massa da chapa homogênea representada na figura a. 0 1 2 3 4 5 6 y (m) 1 2 3 4 5 x (m) Figura a. Resolu•‹o: Como a chapa não tem nenhuma das formas particulares apresentadas, vamos dividi-la em “pedaços” cujos centros de massa saibamos determinar. A partir das fórmulas 1 , 2 e 3 , é possível mostrar que podemos substituir cada “pedaço” por seu centro de massa e calcular o centro de massa da chapa como se tivéssemos partículas, e não corpos extensos. Vamos, por exemplo, dividir a chapa em dois retângulos, como indica a figura b. O retângulo superior tem centro de massa C 1 , cujas coordena- das são: x 1 = 2,5 m e y 1 = 5 m. 0 1 2 3 4 5 6 y (m) 1 2 3 4 5 x (m) C 1 C 2 Figura b. O retângulo inferior tem centro de massa C 2 , cujas coordenadas são: x 2 = 1 m e y 2 = 2 m. A partir de agora, tudo se passa como se quisés- semos determinar o centro de massa do sistema formado pelas partículas C 1 e C 2 . Não sabemos as massas dos retângulos; porém, levando em conta que a chapa é homogênea, podemos admitir que a massa é proporcional à área e, assim, usar as áreas no lugar das massas: A 1 = (5 m) · (2 m) = 10 m2 e A 2 = (2 m) · (4 m) = 8 m2 Portanto, as coordenadas do centro de massa C da chapa são: x C = A 1 x 1 + A 2 x 2 A 1 + A 2 = (10)(2,5) + (8)(1) 10 + 8 ≅ ≅ 1,83 ⇒ x C ≅ 1,83 m y C = A 1 y 1 + A 2 y 2 A 1 + A 2 = (10)(5) + (8)(2) 10 + 8 ≅ ≅ 3,66 ⇒ y C ≅ 3,66 m Observe, pela figura c, que o centro de massa da chapa C está no segmento de reta que une os pontos C 1 e C 2 , como é de esperar no caso de duas partículas. 0 3,66 y (m) 1,83 x (m) C 1 C 2 C Figura c. Il U St r A ç õ ES : ZA pt