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Ondas 443 em homenagem a Graham bell, a unidade de nível sonoro é o bel (símbolo: b), cujo plural é bels. Para os cálculos do nível sonoro convém lembrar algumas propriedades dos logarit- mos. sendo b e c números reais positivos, temos: log (b · c) = log b + log c log b = x ⇒ b = 10x log b c = log b – log c log 1 = 0 log 10 = 1 log 10x = x O nível sonoro de I 0 é: β 0 = log i 0 i 0 = log 1 = 0 ao qual chamamos de limiar de audição. O decibel Os experimentos revelaram que, dados dois sons de níveis sonoros, β 1 e β 2 , com β 1 > β 2 , a nossa orelha, em média, só consegue perceber que esses sons têm intensidades di- ferentes se: β 1 − β 2 ⩾ 0,1 bel Por isso, em vez de se usar o bel, prefere-se usar a décima parte do bel (decibel) para medir os níveis sonoros: 1 decibel = 1 db = 10–1 b = 1 10 b = 0,1 b ou 1 b = 1 bel = 10 decibels = 10 db usando o decibel como unidade de nível sonoro, temos: β = 10 log I I 0 18 (β em decibel) Na tabela 5, fornecemos os valores aproximados dos níveis sonoros de alguns sons. Fonte do som Nível sonoro farfalhar das folhas de uma árvore 10 murmúrio 20 conversa normal a 50 cm 65 trânsito urbano intenso 70 concerto de rock 110 turbina de avião a jato (a 20 m) 130 Tabela 5. Níveis sonoros aproximados de alguns sons (em db). em média, o maior nível que não nos provoca sensação dolorosa é 120 db, e esse valor é chamado de limiar de sensação dolorosa. Sensibilidade auditiva A sensibilidade de nossa orelha não é a mesma para todas as frequências. O valor i 0 = 10–12 W/m2, que dissemos ser a menor intensidade percebida pela orelha humana, na realidade vale quando a frequência do som é aproximadamente 1 000 Hz. Para uma Capítulo 16444 frequência de 500 Hz, por exemplo, a intensidade mais baixa que conseguimos perce- ber é 2,5 ∙ 10–12 W/m2. Assim, após experimentos realizados com um grande número de pessoas, obteve-se o resultado apresentado na figura 59, na qual cada linha representa os sons que parecem ter a mesma intensidade. Figura 59. Curva de sensibilidade auditiva para diferentes intensidades de sons. 0 20 50 100 500 1 000 frequência (Hz) limiar da audição limiar da sensação dolorosa 5 000 10 000 20 40 60 X Y 80 100 120 n ív e l so n o ro ( d B ) Considere, por exemplo, os pontos X e Y assinalados na figura. O ponto X corres- ponde a um som de frequência 100 Hz e nível sonoro aproximadamente igual a 50 db, enquanto o ponto Y corresponde a um som de frequência 1 000 Hz e nível sonoro igual a 20 db. Como os dois pontos estão sobre a mesma linha, os dois sons parecem ter a mesma intensidade, embora tenham níveis e intensidades diferentes. Exercícios de Aplicação 87. Determine o nível sonoro de um som cuja inten- sidade é I = 10-4 W/m2. Resolução: β = log I I 0 = log 10–4 10–12 = log 108 = 8 β = 8 bels = 8 B 88. Sabendo que log 3 ≅ 0,48, calcule, em decibels, o nível sonoro de um som cuja intensidade é I = 3,0 ∙ 10–7 W/m2. Resolução: β = 10 log I I 0 = 10 log 3,0 · 10–7 10–12 = = 10 log (3,0 · 105) = 10 log 3,0 + log 105 ≅ 0,48 5 ≅ 10 [0,48 + 5] ⇒ β ≅ 55 dB 89. Calcule a intensidade de um som cujo nível sono- ro é 80 dB. Resolução: β = 10 log I I 0 ⇒ 80 = 10 log I 10–12 ⇒ ⇒ log I 10–12 = 8 ⇒ I 10–12 = 108 ⇒ I = 10–4 W/m2 90. Sabendo que log 6 ≅ 0,78 calcule, em decibels, o nível sonoro de um som cuja intensidade é 6,0 ∙ 10-10 W/m2. 91. Para uma frequência de 1 000 Hz, o limiar de sen- sação dolorosa é 120 dB. Determine a intensidade do som cujo nível é esse. 92. Um som cuja intensidade é I 1 tem nível sonoro de 30 dB e um outro som, cuja intensidade é I 2 , tem nível sonoro 70 dB. Calcule a razão I 2 I 1 . 93. Uma fonte sonora puntiforme emite um som que, à distância de 20 m da fonte, tem nível sonoro 90 dB. Qual o nível sonoro desse som a 200 m da fonte? il u sT r A ç õ es : zA PT Ondas 445 Exercícios de Reforço 94. (PUC-MG) Um murmúrio, a um metro de distân- cia, tem intensidade I 1 e nível sonoro 20 dB, enquanto um grito forte, à mesma distância, tem intensidade I 2 e nível sonoro 70 dB. A razão I 2 I 1 é igual a: a) 7 2 b) 2 7 c) 105 d) 50 e) 103 95. (Vunesp-SP) O gráfico da figura indica, no eixo das ordenadas, a intensidade de uma fonte sonora, I, em watts por metro quadrado (W/m2), ao lado do correspondente nível de intensida- de sonora, β, em decibels (dB), percebido, em média, pelo ser humano. No eixo das abscissas, em escala logarítmica, estão representadas as frequências do som emitido. A linha superior indica o limiar da dor – acima dessa linha, o som causa dor e pode provocar danos ao sistema auditivo das pessoas. A linha inferior mostra o limiar da audição – abaixo dessa linha, a maioria das pessoas não consegue ouvir o som emitido. 120 100 80 60 40 20 0 10 20 40 10 0 20 0 40 0 1 0 00 4 0 00 10 00 0 20 00 0 100 10–2 10–4 10–6 10–8 10–10 10–12 limiar da dor Frequência (Hz) limiar da audição In te n si d a d e ( W /m 2 ) N ív e l d e i n te n si d a d e ( d B ) música Suponha que você assessore o prefeito de sua cidade para questões ambientais. a) Qual o nível de intensidade máximo que pode ser tolerado pela municipalidade? Que faixa de frequências você recomenda que ele utilize para dar avisos sonoros que sejam ouvidos pela maior parte da população? b) A relação entre a intensidade sonora, I, em W/m2, e o nível de intensidade, β, em dB, é β = 10 · log I I 0 , onde I 0 = 10–12 W/m2. Qual a intensidade de um som, em W/m2, num lugar onde seu nível de intensidade é 50 dB? Consultando o gráfico, você confirma o resul- tado que obteve? 96. (UF-RJ) O gráfico a seguir sintetiza o resultado de experiências feitas com vários indivíduos sobre o desempenho do ouvido humano. Ele mostra a região do som audível, indicando para cada frequência qual é a intensidade sonora abaixo da qual não é possível ouvir (limiar da audição), assim como qual é a intensidade sonora acima da qual sentimos dor (limiar da dor). Calcule a razão entre as intensidades que caracterizam respectiva- mente o limiar da dor e o limiar da audição, para a frequência de 1 000 Hz. In te n si d a d e e m w a tt s/ cm 2 20 limiar da audição limiar da dor 50 10 0 20 0 50 0 1 0 00 5 0 00 2 0 00 10 00 0 20 00 0 10–4 10–6 10–8 10–10 10–12 10–14 10–16 Frequ•ncia em Hz 11. Efeito Doppler Você talvez já tenha constatado que o som da sirene de uma ambulância ou de um carro de bombeiros parece ser mais agudo durante a aproximação do veículo do que durante seu afastamento. Na realidade, a frequência emitida pela sirene é sempre a mesma; o que muda é nossa sensação auditiva. De modo geral, quando há movimento relativo entre a fonte sonora e o observador (ou um medidor de frequência), a frequência observada (ou medida) é diferente da frequência emitida pela fonte; esse efeito é chamado Efeito Doppler, pelo fato de o primeiro a ter analisado essa alteração de frequência, ter sido o físico austríaco Christian Johann Doppler (1803-1853). Inicialmente vamos fazer a análise do efeito colocando três restrições: • o observador e a fonte sonora movem-se sobre a mesma reta; • a velocidade da fonte e a velocidade do observador são menores que a veloci- dade do som; • o ar está parado em relação à Terra, isto é, não há vento. Il u sT r a ç õ es : Za pT