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65TÓPICO 3 | CALOR SENSÍVEL E CALOR LATENTE
Supondo-se que o corpo do exemplo anterior (cuja capacidade térmica é 20 cal/8C) 
tivesse 100 g de massa, seu calor específico seria 0,20 cal/g 8C. Para esse cálculo, 
dividimos sua capacidade térmica pela respectiva massa.
Note que o calor específico não depende da massa do corpo, pois é uma ca-
racterística da substância, e não do corpo. Nem a capacidade térmica nem o 
calor específico sensível de uma substância têm valores constantes com a tempe-
ratura. No entanto, para efeito de cálculo, costuma-se usar o valor médio de cada 
um no intervalo de temperatura considerado.
A água é a substância que mais aparece nos exercícios, sendo usado o valor 
1,0 cal/g 8C para seu calor específico. Isso significa que cada grama de água 
necessita de 1,0 caloria para sofrer uma variação de temperatura de um grau Celsius.
A tabela a seguir apresenta o calor específico de algumas substâncias.
Fonte: <www2.ucdsb.on.ca/tiss/stretton/database/specific_heat_capacity_
table.html>. Acesso em: 18 jun. 2018.
3. O calor sensível e o seu cálculo
Calor sensível é o calor que, recebido ou cedido por um corpo, provoca nele 
uma variação de temperatura. 
Para calcular a quantidade de calor sensível que um corpo recebe (ou cede), 
usamos a definição de calor específico sensível:
5
Du
c Q
m
 ⇒ Q 5 mcDu
Essa equação é também denominada Equação Fundamental da Calorimetria.
Observe que a variação de temperatura é dada por:
Du 5 ufinal 2 uinicial
Dessa forma, se a temperatura aumenta, uf . ui e Du . 0; nesse caso, a quan-
tidade de calor Q é positiva. Se a temperatura diminui, uf , ui e Du , 0; nesse caso, 
Q é negativa.
Substâncias Calor específico em cal/g 8C
Alumínio 0,215
Água 1,000
Álcool 0,590
Bronze (liga metálica) 0,090
Cobre 0,092
Chumbo 0,038
Estanho 0,050
Ferro 0,105
Gelo 0,480
Mercúrio 0,033
Ouro 0,031
Prata 0,057
Vapor de água 0,481
Vidro 0,200
Zinco 0,093
2CONECTEFIS_MERC18Sa_U1_Top3_p063a119.indd 65 7/7/18 2:13 PM
m
Q 2Q
m(Du) (2Du)
(Du) (Du)m 2m
Q 2Q
66 UNIDADE 1 | TERMOLOGIA
Considerando o calor específico (c) uma constante relativa à substância de que 
é feito o corpo, podemos concluir que, para uma mesma variação de temperatu-
ra (Du), a quantidade de calor (Q) é diretamente proporcional à massa do corpo.
Ainda levando em conta a hipótese anterior, podemos concluir que:
R
e
p
ro
d
u
ç
ã
o
/A
rq
u
iv
o
 d
a
 e
d
it
o
ra
Por que não queima?
As diversas tecnologias de soldagem disponíveis têm grande importância na indústria, sendo emprega-
das em larga escala na fabricação de automóveis, navios e aviões, por exemplo. A soldagem consiste em 
unir duas ou mais peças, estabelecendo, nas regiões de contato, ligações químicas de natureza similar às 
existentes no interior dos próprios materiais.
Na foto ao lado, uma artesã usando equipamento de segurança 
está soldando partes de uma estrutura metálica produzindo uma 
profusão de fagulhas luminosas. Uma determinada fagulha, cuja 
massa é muito pequena, lançada em temperatura da ordem de 500 8C, 
não é capaz de queimar com gravidade os corpos que estão à sua 
volta. Isso ocorre devido à sua baixa capacidade térmica. Ao atingir 
um desses corpos, ela sofre um brusco resfriamento, que ocorre 
mediante o desprendimento de uma pequena quantidade de calor.
JÁ PENSOU NISTO?
A
la
m
y
/F
o
to
a
re
n
a
 1. (Uerj) Observe na figura, um ferreiro que aquece 
uma ferradura e a esfria, em seguida, em um 
balde cheio de água, à temperatura ambiente.
Quando o equilíbrio térmico é atingido, a água 
se aquece de poucos graus Celsius, enquanto a 
ferradura se resfria de algumas centenas de 
grau, na mesma escala de temperatura.
A grandeza física que determina essa diferença 
de comportamento entre a água e a ferradura é:
a) o peso.
b) o volume.
c) o calor específico.
d) a capacidade térmica.
 2. (UFRN) Em uma aula prática de Termologia, o 
professor realizou a demonstração a seguir:
I. Colocou massas iguais de água e óleo, à mesma 
temperatura, respectivamente, em dois recipientes 
de vidro pirex, isolados termicamente em suas 
laterais e respectivas partes superiores.
Nível 1Exercícios
• Para um mesmo corpo, a variação 
de temperatura é proporcional à 
quantidade de calor recebido ou 
cedido por ele.
• Para que corpos constituídos de igual 
substância sofram a mesma varia-
ção de temperatura (Du), a quantida-
de de calor recebido ou cedido deve 
ser proporcional à massa.
B
a
n
c
o
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m
a
g
e
n
s
/
A
rq
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2CONECTEFIS_MERC18Sa_U1_Top3_p063a119.indd 66 7/7/18 2:13 PM
67TÓPICO 3 | CALOR SENSÍVEL E CALOR LATENTE
b) A capacidade térmica da panela é grande, per-
mitindo que seu resfriamento se dê com rapi-
dez, passando todo o calor para o alimento, 
fazendo-o queimar.
c) A capacidade térmica da panela é grande, o 
que significa que, para uma pequena variação 
de temperatura no resfriamento, a panela ir-
radia grande quantidade de calor, podendo 
acarretar a queima do alimento.
d) A frase de Tia Anastácia é mais uma crendice 
popular. O fato de a comida ter queimado não 
está relacionado à panela de pedra, e sim ao 
tempo excessivo à espera do prato na mesa.
e) A pedra, de que é feita a panela, tem a capaci-
dade de reproduzir calor quando estimulada, 
acabando por queimar o alimento se o estímulo 
for muito grande.
 4. (Enem)
Em grandes metrópoles, devido a mudanças 
na superfície terrestre — asfalto e concreto em 
excesso, por exemplo — formam-se ilhas de calor. 
A resposta da atmosfera a esse fenômeno é a pre-
cipitação convectiva.
Isso explica a violência das chuvas em São Paulo, 
onde as ilhas de calor chegam a ter 2 a 3 graus 
centígrados de diferença em relação ao seu 
entorno.
Revista Terra da Gente. Ano 5, no 60, Abril 2009 (adaptado).
As características físicas, tanto do material como 
da estrutura projetada de uma edificação, são a 
base para compreensão de resposta daquela 
tecnologia construtiva em termos de conforto 
ambiental. Nas mesmas condições ambientais 
(temperatura, umidade e pressão), uma quadra 
terá melhor conforto térmico se
a) pavimentada com material de baixo calor espe-
cífico, pois quanto menor o calor específico de 
determinado material, menor será a variação 
térmica sofrida pelo mesmo ao receber deter-
minada quantidade de calor;
b) pavimentada com material de baixa capacida-
de térmica, pois quanto menor a capacidade 
térmica de determinada estrutura, menor será 
a variação térmica sofrida por ela ao receber 
determinada quantidade de calor;
c) pavimentada com material de alta capacidade 
térmica, pois quanto maior a capacidade tér-
mica de determinada estrutura, menor será a 
variação térmica sofrida por ela ao receber 
determinada quantidade de calor;
II. Pegou dois termômetros idênticos e colocou 
um em cada recipiente.
III. Em seguida, colocou esses recipientes sobre 
uma chapa quente. Passado algum tempo, o 
professor mostrou para seus alunos que o ter-
mômetro do recipiente com óleo exibia um va-
lor de temperatura maior que o do recipiente 
com água, conforme ilustrado na figura abaixo.
chapa quentech nteapa quen
óleoágua
Considerando-se que a água e o óleo receberam 
a mesma quantidade de calor da chapa quente, 
é correto afirmar que a temperatura do óleo era 
mais alta porque:
a) a condutividade térmica da água é igual à do óleo.
b) a condutividade térmica da água é maior que 
a do óleo.
c) o calor latente da água é igual ao do óleo.
d) o calor específico da água é maior que o do óleo.
 3. (Fazu-MG) Tia Anastácia é famosa por sua habilidade 
na cozinha. Um de seus pratos mais famosos é o ri-
soto de camarão feito em panela de pedra. Inácia, 
sobrinha de Tia Anastácia, ao tentar reproduzir o fa-
moso prato, frustrou-se, pois, apesar de todos os 
cuidados e da bela aparência do prato, quando do mo-
mento da retirada do fogo, surpreendeu-se com o fato 
de que, posto à mesa, o arroz acabou por queimar.Ao questionar Tia Anastácia sobre o ocorrido, esta 
lhe respondeu que o segredo do cozimento dos 
alimentos em panela de pedra, para que a comi-
da não queime, está no fato de se retirar a pane-
la do fogo um pouco antes que o prato esteja 
totalmente cozido. Nas palavras de tia Anastácia:
“A quentura da panela acaba por cozer os alimentos 
mesmo que ela já não esteja mais no fogo.”
Dentre as afirmações a seguir, qual a que explica 
corretamente a “quentura” da panela de pedra 
salientada por Tia Anastácia?
a) A capacidade térmica da panela de pedra é mui-
to pequena, fazendo com que a temperatura se 
mantenha elevada por muito tempo.
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e
p
ro
d
u
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rq
u
iv
o
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