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TICs VI - LEUCEMIA E LINFOMAS

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DIFERENÇAS ENTRE A LEUCEMIA E O LINFOMA E SEUS RESPECTIVOS TIPOS - SEMANA 10 Leucemias e linfomas são neoplasias da linhagem linfohematopoiética. São doenças semelhantes, exceto que a célula que sofre as mutações nos linfomas é mais madura do que os precursores acometidos no caso das leucemias agudas. Com isso, a proliferação não será de células indiferenciadas, mas sim de linfócitos maduros. No entanto, por derivarem de um único clone, e por apresentarem alterações funcionais, elas deixam de exercer sua função normal na defesa, além de crescerem de forma descontrolada. Por este motivo, o quadro clínico dos linfomas costuma ser o de crescimento anormal de linfonodos, ou de outros locais onde existem células linfoides (baço, fígado ou outros órgãos). As leucemias e os linfomas se subdividem em subgrupos de importância clínica, que influenciam muito o tratamento e o prognóstico. O conhecimento destas subdivisões é importante, pois o termo leucemia engloba diferentes doenças, de diferentes gravidades. As leucemias se dividem em agudas e crônicas, e em mieloides ou linfoides. As agudas são aquelas em que há um bloqueio completo da maturação das células do sangue, de modo que as células indiferenciadas (blastos) predominas no sangue do paciente. A diferença entre leucemia aguda mieloide ou linfoide exige a avaliação laboratorial mais detalhada destes blastos, para que saibamos se a origem do clone com as mutações é de um precursor que daria origem a linfócitos ou a células da linhagem mieloide (hemácias, plaquetas, neutrófilos, entre outros). As leucemias crônicas podem ser definidas como aquelas em que não há a perda da capacidade de maturação das células, mas sim a perda do controle de proliferação das mesmas. Desta forma, teremos um quadro clínico caracterizado pelo acúmulo de células maduras, com função relativamente preservada. No caso da leucemia mieloide crônica, observamos um acúmulo de praticamente todas as células de linhagem mieloide, em quantidade muito superior ao usual. No caso da leucemia linfoide crônica, temos na verdade a proliferação de linfócitos maduros na medula óssea, que circulam em número acima do normal. Em relação aos linfomas, a principal subdivisão é entre os Linfomas de Hodgkin e não Hodgkin, que é feita pela presença ou ausência de um tipo de célula nas biópsias dos pacientes. Uma classificação igualmente importante do ponto de vista clínico é entre os linfomas indolentes e agressivos. Conforme o subtipo de linfoma não Hodgkin, a proliferação clonal ocorre de forma mais ou menos rápida (agressivos ou indolentes respectivamente), o que modifica drasticamente o tratamento. No caso dos linfomas agressivos, o tratamento baseia-se em quimioterapia e imunoterapia com o objetivo de erradicação completa da doença. Em alguns casos, o transplante de medula óssea pode ser utilizado. Já nos linfomas indolentes, o tratamento tem como objetivo o controle dos sintomas, na medida em que o crescimento mais lento em geral não ameaça a vida do paciente. Por estes motivos, muitos pacientes com estes subtipos de linfoma não apresentam sequer necessidade de tratamento. As manifestações clínicas das leucemias agudas resultam da redução na produção de leucócitos, glóbulos vermelhos (hemácias) ou plaquetas, e consistem em risco aumentado de infecções graves, anemia e sangramento. Raramente podemos observar alterações na circulação decorrente do grande número de blastos, ou insuficiência renal decorrente da produção e morte destas células. Crescimentos de massas (tumores), comuns em outros tipos de câncer, são raros no caso das leucemias agudas. Já os linfomas se manifestam como massas de crescimento anormal, em geral nos linfonodos (gânglios) do pescoço, axila ou virilha. Estes linfonodos costumam ter mais que 2 a 3cm de diâmetro, ser indolores, e crescerem em grupos, independentes de uma infecção. Também pode haver crescimento de massas em qualquer outra parte do corpo, já que os linfócitos (célula normal que dá origem ao linfoma) existe em praticamente todos os tecidos. Outra manifestação comum dos linfomas são os chamados “sintomas B”, que incluem a perda de mais de 10% do peso corporal em 6 meses (na ausência de dieta ou alterações da dieta importantes), sudorese noturna e febre sem foco evidente. Por fim, é importante destacar que o diagnóstico das leucemias e dos linfomas requer a avaliação dos tecidos acometidos por técnicas laboratoriais complexas. Isto é feito a partir de uma amostra de medula óssea para as leucemias, ou biópsia de linfonodo (ou de qualquer outra parte do corpo onde se suspeite haver um linfoma), no caso dos linfomas.

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DIFERENÇAS ENTRE A LEUCEMIA E O LINFOMA E SEUS RESPECTIVOS TIPOS - SEMANA 10 Leucemias e linfomas são neoplasias da linhagem linfohematopoiética. São doenças semelhantes, exceto que a célula que sofre as mutações nos linfomas é mais madura do que os precursores acometidos no caso das leucemias agudas. Com isso, a proliferação não será de células indiferenciadas, mas sim de linfócitos maduros. No entanto, por derivarem de um único clone, e por apresentarem alterações funcionais, elas deixam de exercer sua função normal na defesa, além de crescerem de forma descontrolada. Por este motivo, o quadro clínico dos linfomas costuma ser o de crescimento anormal de linfonodos, ou de outros locais onde existem células linfoides (baço, fígado ou outros órgãos). As leucemias e os linfomas se subdividem em subgrupos de importância clínica, que influenciam muito o tratamento e o prognóstico. O conhecimento destas subdivisões é importante, pois o termo leucemia engloba diferentes doenças, de diferentes gravidades. As leucemias se dividem em agudas e crônicas, e em mieloides ou linfoides. As agudas são aquelas em que há um bloqueio completo da maturação das células do sangue, de modo que as células indiferenciadas (blastos) predominas no sangue do paciente. A diferença entre leucemia aguda mieloide ou linfoide exige a avaliação laboratorial mais detalhada destes blastos, para que saibamos se a origem do clone com as mutações é de um precursor que daria origem a linfócitos ou a células da linhagem mieloide (hemácias, plaquetas, neutrófilos, entre outros). As leucemias crônicas podem ser definidas como aquelas em que não há a perda da capacidade de maturação das células, mas sim a perda do controle de proliferação das mesmas. Desta forma, teremos um quadro clínico caracterizado pelo acúmulo de células maduras, com função relativamente preservada. No caso da leucemia mieloide crônica, observamos um acúmulo de praticamente todas as células de linhagem mieloide, em quantidade muito superior ao usual. No caso da leucemia linfoide crônica, temos na verdade a proliferação de linfócitos maduros na medula óssea, que circulam em número acima do normal. Em relação aos linfomas, a principal subdivisão é entre os Linfomas de Hodgkin e não Hodgkin, que é feita pela presença ou ausência de um tipo de célula nas biópsias dos pacientes. Uma classificação igualmente importante do ponto de vista clínico é entre os linfomas indolentes e agressivos. Conforme o subtipo de linfoma não Hodgkin, a proliferação clonal ocorre de forma mais ou menos rápida (agressivos ou indolentes respectivamente), o que modifica drasticamente o tratamento. No caso dos linfomas agressivos, o tratamento baseia-se em quimioterapia e imunoterapia com o objetivo de erradicação completa da doença. Em alguns casos, o transplante de medula óssea pode ser utilizado. Já nos linfomas indolentes, o tratamento tem como objetivo o controle dos sintomas, na medida em que o crescimento mais lento em geral não ameaça a vida do paciente. Por estes motivos, muitos pacientes com estes subtipos de linfoma não apresentam sequer necessidade de tratamento. As manifestações clínicas das leucemias agudas resultam da redução na produção de leucócitos, glóbulos vermelhos (hemácias) ou plaquetas, e consistem em risco aumentado de infecções graves, anemia e sangramento. Raramente podemos observar alterações na circulação decorrente do grande número de blastos, ou insuficiência renal decorrente da produção e morte destas células. Crescimentos de massas (tumores), comuns em outros tipos de câncer, são raros no caso das leucemias agudas. Já os linfomas se manifestam como massas de crescimento anormal, em geral nos linfonodos (gânglios) do pescoço, axila ou virilha. Estes linfonodos costumam ter mais que 2 a 3cm de diâmetro, ser indolores, e crescerem em grupos, independentes de uma infecção. Também pode haver crescimento de massas em qualquer outra parte do corpo, já que os linfócitos (célula normal que dá origem ao linfoma) existe em praticamente todos os tecidos. Outra manifestação comum dos linfomas são os chamados “sintomas B”, que incluem a perda de mais de 10% do peso corporal em 6 meses (na ausência de dieta ou alterações da dieta importantes), sudorese noturna e febre sem foco evidente. Por fim, é importante destacar que o diagnóstico das leucemias e dos linfomas requer a avaliação dos tecidos acometidos por técnicas laboratoriais complexas. Isto é feito a partir de uma amostra de medula óssea para as leucemias, ou biópsia de linfonodo (ou de qualquer outra parte do corpo onde se suspeite haver um linfoma), no caso dos linfomas.

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 Componente: Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC`s) 
 Período: 6º semestre - Medicina - 2023.1 
 Docentes: Afonso Caio Fahning e Ana Paula Rios 
 Discente: Francielle Santos Agostinho Pinheiro - Matrícula: 0015415 
 
DIFERENÇAS ENTRE A LEUCEMIA E O LINFOMA E SEUS RESPECTIVOS 
TIPOS - SEMANA 10 
Leucemias e linfomas são neoplasias da linhagem linfohematopoiética. São doenças 
semelhantes, exceto que a célula que sofre as mutações nos linfomas é mais madura do que os 
precursores acometidos no caso das leucemias agudas. Com isso, a proliferação não será de 
células indiferenciadas, mas sim de linfócitos maduros. No entanto, por derivarem de um único 
clone, e por apresentarem alterações funcionais, elas deixam de exercer sua função normal na 
defesa, além de crescerem de forma descontrolada. Por este motivo, o quadro clínico dos 
linfomas costuma ser o de crescimento anormal de linfonodos, ou de outros locais onde existem 
células linfoides (baço, fígado ou outros órgãos). 
As leucemias e os linfomas se subdividem em subgrupos de importância clínica, que 
influenciam muito o tratamento e o prognóstico. O conhecimento destas subdivisões é 
importante, pois o termo leucemia engloba diferentes doenças, de diferentes gravidades. 
As leucemias se dividem em agudas e crônicas, e em mieloides ou linfoides. As agudas 
são aquelas em que há um bloqueio completo da maturação das células do sangue, de modo que 
as células indiferenciadas (blastos) predominas no sangue do paciente. A diferença entre 
leucemia aguda mieloide ou linfoide exige a avaliação laboratorial mais detalhada destes 
blastos, para que saibamos se a origem do clone com as mutações é de um precursor que daria 
origem a linfócitos ou a células da linhagem mieloide (hemácias, plaquetas, neutrófilos, entre 
outros). As leucemias crônicas podem ser definidas como aquelas em que não há a perda da 
capacidade de maturação das células, mas sim a perda do controle de proliferação das mesmas. 
Desta forma, teremos um quadro clínico caracterizado pelo acúmulo de células maduras, com 
função relativamente preservada. No caso da leucemia mieloide crônica, observamos um 
acúmulo de praticamente todas as células de linhagem mieloide, em quantidade muito superior 
ao usual. No caso da leucemia linfoide crônica, temos na verdade a proliferação de linfócitos 
maduros na medula óssea, que circulam em número acima do normal. 
Em relação aos linfomas, a principal subdivisão é entre os Linfomas de Hodgkin e não 
Hodgkin, que é feita pela presença ou ausência de um tipo de célula nas biópsias dos pacientes. 
https://afya.instructure.com/courses/47596/users/76813
 
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Uma classificação igualmente importante do ponto de vista clínico é entre os linfomas 
indolentes e agressivos. Conforme o subtipo de linfoma não Hodgkin, a proliferação clonal 
ocorre de forma mais ou menos rápida (agressivos ou indolentes respectivamente), o que 
modifica drasticamente o tratamento. No caso dos linfomas agressivos, o tratamento baseia-se 
em quimioterapia e imunoterapia com o objetivo de erradicação completa da doença. Em alguns 
casos, o transplante de medula óssea pode ser utilizado. Já nos linfomas indolentes, o tratamento 
tem como objetivo o controle dos sintomas, na medida em que o crescimento mais lento em 
geral não ameaça a vida do paciente. Por estes motivos, muitos pacientes com estes subtipos de 
linfoma não apresentam sequer necessidade de tratamento. 
As manifestações clínicas das leucemias agudas resultam da redução na produção de 
leucócitos, glóbulos vermelhos (hemácias) ou plaquetas, e consistem em risco aumentado de 
infecções graves, anemia e sangramento. Raramente podemos observar alterações na circulação 
decorrente do grande número de blastos, ou insuficiência renal decorrente da produção e morte 
destas células. Crescimentos de massas (tumores), comuns em outros tipos de câncer, são raros 
no caso das leucemias agudas. Já os linfomas se manifestam como massas de crescimento 
anormal, em geral nos linfonodos (gânglios) do pescoço, axila ou virilha. Estes linfonodos 
costumam ter mais que 2 a 3cm de diâmetro, ser indolores, e crescerem em grupos, 
independentes de uma infecção. Também pode haver crescimento de massas em qualquer outra 
parte do corpo, já que os linfócitos (célula normal que dá origem ao linfoma) existe em 
praticamente todos os tecidos. Outra manifestação comum dos linfomas são os chamados 
“sintomas B”, que incluem a perda de mais de 10% do peso corporal em 6 meses (na ausência 
de dieta ou alterações da dieta importantes), sudorese noturna e febre sem foco evidente. 
Por fim, é importante destacar que o diagnóstico das leucemias e dos linfomas requer a 
avaliação dos tecidos acometidos por técnicas laboratoriais complexas. Isto é feito a partir de 
uma amostra de medula óssea para as leucemias, ou biópsia de linfonodo (ou de qualquer outra 
parte do corpo onde se suspeite haver um linfoma), no caso dos linfomas. 
 
Referências: 
DynaMed. Leucemia Mielóide Aguda (LMA). Serviços de informação da 
EBSCO. Acessado em 12 de maio de 2023. https://www.dynamed.com/condition/acute-
myeloid-leukemia-aml 
 
Hemocentro UNICAMP. Leucemias e Linfomas. Acessado em 12 de maio de 2023. 
Disponível em: https://www.hemocentro.unicamp.br/doencas-de-sangue/leucemias-e-
linfomas/#:~:text=Os%20linfomas%20s%C3%A3o%20doen%C3%A7as%20semelhantes,ma
s%20sim%20de%20linf%C3%B3citos%20maduros. 
 
https://www.dynamed.com/condition/acute-myeloid-leukemia-aml
https://www.dynamed.com/condition/acute-myeloid-leukemia-aml
https://www.hemocentro.unicamp.br/doencas-de-sangue/leucemias-e-linfomas/#:~:text=Os%20linfomas%20s%C3%A3o%20doen%C3%A7as%20semelhantes,mas%20sim%20de%20linf%C3%B3citos%20maduros
https://www.hemocentro.unicamp.br/doencas-de-sangue/leucemias-e-linfomas/#:~:text=Os%20linfomas%20s%C3%A3o%20doen%C3%A7as%20semelhantes,mas%20sim%20de%20linf%C3%B3citos%20maduros
https://www.hemocentro.unicamp.br/doencas-de-sangue/leucemias-e-linfomas/#:~:text=Os%20linfomas%20s%C3%A3o%20doen%C3%A7as%20semelhantes,mas%20sim%20de%20linf%C3%B3citos%20maduros
 
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