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Aula 07 - Prof. Márcio
Damasceno (Somente
PDF)
PM-RJ (Oficial) Discursiva - 2023
(Pré-Edital) Sem Correção
Autor:
Carlos Roberto, Marcio
Damasceno
03 de Janeiro de 2023
 
 
 
 
1 
25 
Introdução ................................................................................................................................................ 2 
Padrões de resposta da segunda rodada .................................................................................................... 3 
Tema 13 ................................................................................................................................................. 3 
Proposta de solução ............................................................................................................................... 3 
Tema 14 ................................................................................................................................................ 4 
Proposta de solução .............................................................................................................................. 5 
Tema 15 ................................................................................................................................................ 6 
Proposta de solução ............................................................................................................................... 7 
Tema 16................................................................................................................................................ 8 
Proposta de solução .............................................................................................................................. 9 
Tema 17 ............................................................................................................................................... 10 
Proposta de solução ............................................................................................................................. 11 
Tema 18 ............................................................................................................................................... 12 
Proposta de solução ............................................................................................................................. 12 
Tema 19............................................................................................................................................... 14 
Proposta de solução ............................................................................................................................. 14 
Tema 20 .............................................................................................................................................. 15 
Proposta de solução ............................................................................................................................. 16 
Tema 21 ............................................................................................................................................... 17 
Proposta de solução ............................................................................................................................. 17 
Tema 22 .............................................................................................................................................. 18 
Proposta de solução ............................................................................................................................. 19 
Terceira rodada de temas ........................................................................................................................20 
Tema 23 .............................................................................................................................................. 20 
Carlos Roberto, Marcio Damasceno
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2 
25 
Tema 24 .............................................................................................................................................. 21 
Tema 25 .............................................................................................................................................. 21 
Tema 26 ............................................................................................................................................. 22 
Tema 27 .............................................................................................................................................. 22 
Tema 28 .............................................................................................................................................. 23 
Tema 29 .............................................................................................................................................. 23 
Tema 30 .............................................................................................................................................. 24 
Tema 31 .............................................................................................................................................. 24 
Tema 32 .............................................................................................................................................. 24 
Prática ..................................................................................................................................................... 25 
 
INTRODUÇÃO 
Olá, meus nobres alunos. Bem-vindos à nossa terceira e última rodada de temas. 
Esperamos que, ao longo dessa preparação, você possa ter colhido importantes ensinamentos, produzido 
muitos textos manuscritos e, sobretudo, possa ter sentido a sua evolução a cada rodada de temas. Nessa 
reta final, recomendo ultimar os estudos e focar nas revisões, pois considero que, ao aliar o conhecimento 
teórico às técnicas exploradas no nosso curso, você terá todas as ferramentas para fazer uma excelente 
prova discursiva. 
Na medida do possível, postarei uma rodada extra de temas, incluindo alguns tópicos faltantes. 
Aos alunos que optarem por fazer nosso curso com correção, se assim desejarem, encaminhem o seu texto, 
por meio da área do aluno, de forma manuscrita digitalizada, conforme detalhado na Aula 00 do curso. 
Por fim, desejo a vocês uma jornada coroada de êxito em todos os sentidos. Grande abraço! 
Instagram: profmarciodamasceno 
Prof. Marcio 
 
Carlos Roberto, Marcio Damasceno
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PADRÕES DE RESPOSTA DA SEGUNDA RODADA 
Tema 13 
Discorra sobre: 
a) princípio da insignificância; 
b) princípio da intervenção mínima; 
c) princípio da fragmentariedade; 
d) princípio da ofensividade ou da lesividade. 
Resposta em até 30 linhas. 
Proposta de solução 
Inicialmente, esclareça-se que o princípio da insignificância não tem previsão legal no 
direito brasileiro. Trata-se de um vetor interpretativo do tipo penal que tem por objetivo 
restringir a qualificação de condutas que consistam em ínfima lesão ao bem jurídico tutelado, 
afastando a tipicidade penal, examinada na perspectiva de seu caráter material. Assim, 
ainda que determinada conduta se adeque perfeitamente ao tipo penal formalmente definido, 
é necessário analisar se essa conduta causou uma ofensa relevante ao bem jurídico tutelado. 
Caso seja ínfima a lesão, exclui-se a tipicidade material, consoante a aplicação do princípio 
da insignificância. [Tópico 1] 
Outrossim, o princípio da intervenção mínima possui como característica a 
subsidiariedade do direito penal em relação aos demais ramos do direito. Preconiza que o 
direito penal só deve ser aplicado quando houver extrema necessidade, mantendo-se comoinstrumento subsidiário (“ultima ratio”) e fragmentário no extenso campo de proteção de bens 
jurídicos. Nesse sentido, a intervenção do direito penal só estaria autorizada quando as 
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barreiras dispostas nos demais ramos do direito fossem ineficazes, atuando como verdadeiro 
último recurso para a proteção do bem jurídico tutelado, sendo que, na hipótese de existir um 
recurso mais brando com condições de solução do conflito, descartada estaria a aplicação do 
direito penal, visto ser mais drástico. [Tópico 2] 
Além desses, o princípio da fragmentariedade baseia-se no fato de que somente as 
condutas mais graves e mais perigosas, intentadas contra bens jurídicos relevantes, necessitam 
da tutela do direito penal, ou seja, nem todas as lesões a bens jurídicos justificam a proteção e 
punição pelo direito penal. Estabelece, pois, que nem todos os ilícitos configuram infrações 
penais, mas somente os que atentarem contra valores fundamentais para a manutenção do 
progresso do ser humano e da sociedade. [Tópico 3] 
Por fim, de acordo com o princípio da ofensividade ou lesividade, para haver uma 
infração penal, exige-se que do fato praticado ocorra lesão ou, ao menos, perigo de lesão ao 
bem jurídico protegido pela norma penal. Dirige-se ao legislador de forma a impedir a 
criminalização de condutas tidas como inofensivas ou que não tragam ao menos perigo real a 
bens jurídicos relevantes, bem como ao aplicador do direito penal, que, no caso concreto, deve 
verificar se foi inofensiva ao bem jurídico. [Tópico 4] 
 
Tema 14 
VUNESP - Escrivão de Polícia (PC BA)/2018 - Adaptada 
Mévio, de 24 anos, separado, pai de Caio e Tícia, gêmeos de 3 anos de idade, no fim de semana destinado a 
ficar com os filhos, é convidado para uma festa de casamento. Não encontrando ninguém para ficar com as 
crianças e decidido a não perder a festa, Mévio aguarda os filhos dormirem e sai. Mévio fechou a porta do 
quarto das crianças, bem como todas as janelas do imóvel, a fim de abafar bem o barulho, para que os 
vizinhos não ouvissem o choro dos filhos, caso acordassem. Mévio permaneceu longe dos filhos por cerca 
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de 5 horas. Quando retornou, já na madrugada, logo que abriu a porta de casa, ouviu o choro de um dos 
filhos. Chegando no quarto, contudo, notou que a menina, Tícia, estava imóvel, virada de bruços. Ao 
desvirar a criança, percebeu que ela já apresentava sinais arroxeados. Desesperado, o pai chama o socorro. 
A criança é levada ainda com vida para o hospital, mas não sobrevive. A criança morreu por asfixia, causada 
por espasmo do choro. Instaurado inquérito policial, Mévio negou que tivesse deixado os filhos sozinhos. 
No entanto, as imagens das câmeras de segurança do prédio, solicitadas pela Autoridade Policial, 
mostraram que Mévio saiu na noite dos fatos, permanecendo por pelo menos 5 horas longe dos filhos. 
Considerando o fato típico, seus elementos e a ilustração hipotética, responda: 
a) Diferencie os crimes omissivos próprios dos impróprios. 
b) O resultado morte de Tícia pode ser imputado a Mévio? Fundamente a resposta. 
c) Com relação ao bebê Caio, que nada sofreu, o pai praticou algum crime? Fundamente a resposta. 
Resposta em até 30 linhas. 
Proposta de solução 
Inicialmente, distingam-se os crimes omissivos próprios dos impróprios. Nos 
primeiros, a conduta está descrita no próprio tipo penal e, para sua configuração, basta a sua 
desobediência, sendo dispensável o resultado naturalístico. Qualquer pessoa pode praticar o 
crime omissivo próprio, basta o descumprimento da norma legal. Um exemplo característico 
é o crime de omissão de socorro, previsto no Código Penal (CP). Por sua vez, os crimes 
omissivos impróprios são aqueles em que o tipo penal descreve uma conduta positiva, uma ação, 
mas a omissão do agente, que descumpre o seu dever jurídico de agir, acarreta a produção do 
resultado naturalístico e sua consequente responsabilização penal. Portanto, são crimes 
próprios, cometidos por aqueles que possuem o dever jurídico de agir; e materiais, pois requerem 
a produção de um resultado naturalístico. [Tópico 1] 
Em referência à situação, o resultado morte de Tícia pode ser imputado a Mévio, 
ainda que ele não tenha praticado nenhuma conduta ativa que levasse à morte da filha, visto 
que a omissão também pode ser causa do resultado. Configurou-se o crime de abandono de 
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incapaz que consiste, de acordo com o CP, em abandonar pessoa que está sob seu cuidado, 
guarda, vigilância ou autoridade, e, por qualquer motivo, incapaz de defender-se dos riscos 
resultantes do abandono. Assim, no caso, haja vista a existência de uma relação jurídica 
(pai e filhos) que implica num dever específico de guarda; a incapacidade dos filhos de três 
anos e a ocorrência do núcleo do tipo “abandonar”, gerando um perigo concreto aos filhos, a 
conduta de Mévio subsume-se ao delito mencionado. Dessa forma, em relação a Tícia, 
Mévio cometeu o crime de abandono de incapaz qualificado pelo resultado morte, majorado 
pela sua condição de ascendente. [Tópico 2] 
Por fim, em relação a Caio, o pai também praticou o crime de abandono de incapaz, 
mas na sua forma simples e também majorado pela sua condição de ascendente. Apesar de 
Caio nada ter sofrido, o crime se consuma no momento do abandono, desde que resulte perigo 
concreto. [Tópico 3] 
 
Tema 15 
Autoral -Prof. Renan Araújo 
José encontra Paulo na festa de formatura de uma amiga em comum. Todavia, José é inimigo de longa data 
de Paulo e, estando já completamente embriagado, por ter exagerado no consumo de álcool, resolve 
colocar na bebida de Paulo uma determinada substância tóxica, a fim de ceifar a vida deste. Paulo, sem 
saber do ocorrido, ingere a bebida e começa a passar mal, ficando descontrolado, absolutamente fora de si. 
Durante o socorro prestado pelos paramédicos, Paulo profere xingamentos graves contra os referidos 
servidores públicos. 
Posteriormente, José e Paulo são processados criminalmente. O primeiro por tentativa de homicídio e o 
segundo por desacato. No decorrer do processo, fica comprovado que José era portador de doença mental 
e, no momento do fato, era parcialmente incapaz de entender o caráter ilícito do fato e de determinar-se 
de acordo com este entendimento. Fica comprovado, também, que Paulo não tinha discernimento algum 
quando desacatou os funcionários, em razão da ingestão da substância colocada por José. 
Neste caso, exclusivamente sob o prisma da imputabilidade penal, responda: 
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a) Quais os critérios para a aferição da inimputabilidade penal? Quais foram adotados pelo CP? 
b) José é inimputável? Qual a consequência jurídica para o agente? 
c) Paulo é inimputável? Quais as consequências penais cabíveis? 
Resposta em até 30 linhas. 
Proposta de solução 
Inicialmente, esclareça-se sobre a existência de três critérios para a aferição da 
imputabilidade do agente. O primeiro deles é o critério biológico. Por este, basta a existência 
de uma doença mental ou determinada idade para que o agente seja considerado inimputável. 
O segundo critério é o psicológico, por meio do qual só se pode aferir a imputabilidade na 
análise do caso concreto. Diferentemente do critério biológico, que é rígido, o critériopsicológico é flexível, pois concede ao juiz o poder de avaliar, caso a caso, a imputabilidade do 
agente. 
Ainda, como terceiro critério, há que se mencionar o critério biopsicológico, o qual 
consiste numa mescla das características dos dois primeiros. A inimputabilidade decorrente 
da adoção deste critério deve provir da conjugação de dois fatores: deve haver uma situação 
prévia que gere a presunção de inimputabilidade (critério biológico, legal, objetivo), mas o juiz 
deve analisar no caso concreto se o agente era ou não capaz de entender o caráter ilícito da 
conduta ou de se comportar conforme o direito (critério psicológico). Segundo entendimento 
doutrinário, o critério adotado pelo Código Penal (CP) brasileiro, como regra, é o 
biopsicológico. Excepcionalmente, foi adotado o sistema biológico no que se refere aos menores 
de 18 anos. [Tópico 1] 
No caso em tela, José é considerado semi-imputável, e não inimputável. Isso, porque 
ficou comprovado que era portador de doença mental e, no momento do fato, era parcialmente 
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incapaz de entender o caráter ilícito do fato e de determinar-se de acordo com este 
entendimento. A embriaguez completa, neste caso, não tem relevância, eis que se trata de 
embriaguez voluntária. No caso, a consequência jurídica é a condenação, porém com redução 
de pena, de um a dois terços, ou a substituição da pena por medida de segurança. A decisão 
pela aplicação da pena reduzida ou da medida de segurança fica a cargo do juiz, considerando 
o que é mais adequado à finalidade da sanção penal. [Tópico 2] 
Finalmente, Paulo, por sua vez, é considerado inimputável, porque, no momento do 
fato, não possuía qualquer discernimento, em razão de embriaguez acidental (decorrente de 
caso fortuito ou força maior). Como essa embriagues é completa, fica, pois, excluída a 
culpabilidade e o agente é isento de pena. [Tópico 3] 
 
Tema 16 
IADES - Perito Criminal (PC DF)/Ciências Biológicas/2016 
Leia, com atenção, o texto a seguir. 
Frequentemente a ação delituosa é produto da concorrência de várias condutas praticadas por sujeitos 
distintos. As razões que podem levar o indivíduo a consociar-se para a realização de uma empresa 
criminosa podem ser as mais variadas: assegurar o êxito do empreendimento delituoso, garantir a 
impunidade, possibilitar o proveito coletivo do resultado do crime ou simplesmente satisfazer outros 
interesses pessoais. No cometimento de uma infração penal, essa reunião de pessoas dá origem ao 
chamado concursus deliquentium. 
 BITENCOURT, Cézar Roberto. Tratado de Direito Penal: parte geral 1. 
15. ed. São Paulo: Saraiva, 2010, com adaptações. 
Considerando que o texto apresentado tem caráter meramente motivador, redija um texto dissertativo e 
(ou) descritivo com o tema “o concurso de pessoas na dogmática jurídico-penal brasileira”. Aborde, 
necessariamente, os seguintes tópicos: 
a) a teoria adotada pelo Código Penal Brasileiro e suas repercussões pragmáticas; 
b) os requisitos do concurso de pessoas; 
c) a figura dos coautores e partícipes; 
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d) a comunicabilidade e a incomunicabilidade das condições de caráter pessoal. 
Proposta de solução 
Inicialmente, esclareça-se que o concurso de pessoas ocorre quando duas ou mais pessoas 
concorrem para a prática de uma mesma infração penal. Ao dispor que quem, de qualquer 
modo, concorrer para o crime incide nas penas a este cominadas, na medida de sua 
culpabilidade, o Código Penal Brasileiro (CPB) adota, em regra, a teoria monista 
ou monística para distinguir o crime cometido pelas pessoas que participaram do crime. Ao 
adotar essa teoria, algumas repercussões pragmáticas são relevantes, pois coautor e partícipe 
estarão, via de regra, sendo processados e julgados nas penas cominadas ao mesmo tipo penal 
decorrente do fato praticado. Frise-se que, embora ambos respondam pelo mesmo tipo penal, 
o juiz individualizará as penas em concreto de acordo com a maior ou menor relevância das 
pessoas envolvidas na atividade criminosa, ou seja, de acordo com a sua culpabilidade. Em 
razão da possível diferenciação na pena de cada infrator, parte da doutrina entende que o 
CPB adotou uma espécie de teoria monista mitigada. [Tópico 1] 
Outrossim, como requisitos para o concurso de pessoas, citam-se: a pluralidade de agentes 
culpáveis; a relevância causal das condutas para a produção do resultado; o vínculo ou liame 
subjetivo; a unidade de infração penal para todos os agentes e a existência de fato punível. 
[Tópico 2] 
Em virtude de o CP não ter diferenciado as figuras dos coautores e partícipes, as 
definições ficaram por conta da doutrina. A doutrina majoritária considera que o CPB 
adota a teoria do objetivo-formal, segundo a qual o autor é quem pratica a ação nuclear típica 
descrita pelo preceito primário da norma incriminadora e o partícipe é quem concorre de 
qualquer forma para o crime, sem, no entanto, praticar o núcleo do tipo. [Tópico 3] 
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 Por fim, esclareça-se que uma circunstância incomunicável é aquela que não se 
transmite aos demais coautores e partícipes, visto que se refere exclusivamente a certo indivíduo. 
Segundo o CPB, não se comunicam as circunstâncias e as condições de caráter pessoal, 
salvo quando elementares do crime. Trata-se de disposição a partir da qual se extraem as 
seguintes conclusões. Em primeiro, as circunstâncias e as condições de caráter pessoal não se 
comunicam. Contudo, se essas circunstâncias ou condições forem de caráter real, elas se 
comunicam, desde que os demais agentes tenham conhecimento a seu respeito. Finalmente, 
as elementares sempre se comunicam, sejam elas de caráter real ou pessoal. Nesse caso, 
também, desde que sejam do conhecimento dos demais agentes. [Tópico 4] 
 
Tema 17 
Cespe/Cebraspe – Escrivão de Polícia Civil do Distrito Federal - 2013 
Maurício, estudante com vinte e três anos de idade, sem antecedentes criminais, encontrava-se na fila de 
um supermercado aguardando sua vez para pagar pelo produto escolhido. Ainda na fila, Maurício foi 
abordado por Renato, segurança do estabelecimento, que pediu para revistá-lo, pois o havia visto 
colocando algumas peças de roupa dentro da mochila. De fato, Maurício havia pegado as roupas, que foram 
avaliadas em R$ 115,00. O agente admitiu que havia se apoderado das peças de roupa para seu uso pessoal 
e que não tinha a intenção de pagar por elas. Renato solicitou, então, a presença da polícia militar, que, ao 
analisar o caso, deu voz de prisão em flagrante a Maurício, conduzindo-o à delegacia de polícia mais 
próxima, para a lavratura do respectivo auto de prisão. 
 
Com base na situação hipotética apresentada acima, redija, de forma fundamentada, um texto dissertativo, 
que atenda, necessariamente, ao que se pede a seguir. 
a) Discorra sobre o furto privilegiado e sobre o furto de bagatela, apresentando as diferenças entre ambas 
as figuras e apontando em qual modalidade se enquadraria a conduta de Maurício. 
b) Responda se Maurício consumou o furto, esclarecendo se as circunstâncias do caso autorizam a 
lavratura do flagrante por furto na modalidade tentada. 
c) Esclareça se a devolução da coisa furtada é admitida como causa de exclusão da tipicidade do crime 
de furto. 
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Propostade solução 
O furto privilegiado é aquele cuja conduta é praticada por réu primário e a coisa furtada 
é de pequeno valor. Nesse caso, o juiz pode substituir a pena de reclusão pela de detenção, 
diminui-la de um a dois terços ou aplicar somente a pena de multa. A jurisprudência 
entende como objeto de pequeno valor aquele que não ultrapassa um salário mínimo vigente 
ao tempo do crime. Noutro giro, o princípio da insignificância, ou princípio da bagatela, 
atua na tipicidade material, afastando-a. Não há um parâmetro objetivo para o 
reconhecimento do princípio da insignificância, contudo, no âmbito do Superior Tribunal 
de Justiça, reconhece-se que a lesão jurídica resultante do crime de furto não pode ser 
considerada insignificante quando o valor dos bens subtraídos perfaz mais de 10% do salário 
mínimo vigente à época dos fatos. 
Nota-se, pois, flagrante diferença entre esses institutos. No furto privilegiado, há o 
fato típico. Já no caso do princípio da insignificância, há a descaracterização do fato típico, 
inexistindo crime. Nesse sentido, no caso em tela, a conduta de Maurício enquadra-se 
como furto privilegiado, uma vez que a coisa furtada é considerada como de pequeno valor, 
mas não se enquadra como de valor ínfimo, visto que ultrapassa 10% do salário mínimo 
vigente à época dos fatos. [Tópico 1] 
O fato de um estabelecimento comercial ser guarnecido por seguranças não impede, de 
maneira absoluta, o cometimento de crimes no seu interior, o que afasta a tese de crime 
impossível. Na situação apresentada, ocorre o caso de inidoneidade relativa do meio, visto 
que há a possibilidade de o crime se consumar, sendo possível, em virtude de tal fato, a 
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lavratura do auto de prisão em flagrante por furto na modalidade tentada, haja vista que, 
conforme mencionado, o furto se consuma. [Tópico 2] 
Finalmente, não há, no crime de furto, a previsão de que a devolução da coisa exclua a 
tipicidade. No entanto, a devolução da “res furtiva” por parte do agente, se ocorrida até o 
recebimento da denúncia, poderá ensejar o arrependimento posterior, reduzindo a pena de um 
a dois terços. [Tópico 3] 
 
Tema 18 
Pedro Pedreira, brasileiro, solteiro, sem ocupação definida, com 25 anos de idade, reincidente, foi 
denunciado pelo Ministério Público como incurso nas sanções do art. 155, caput do Código Penal, por haver 
subtraído, para proveito próprio, um par de tênis, avaliado em R$ 90,00, após adentrar na residência da 
vítima Pedro dos Santos. Uma vez preso em flagrante, restou apreendido o bem objeto da subtração e 
restituído ao proprietário. 
Devidamente concluída a instrução judicial, em sede de alegações finais escritas, o representante do 
Ministério Público postula a condenação do agente nos moldes da denúncia. A defesa, por sua vez, 
manifesta-se pelo reconhecimento da incidência do princípio da insignificância na hipótese vertente e 
consequente decreto de absolvição do denunciado. 
 Diante do caso exposto: 
a. Conceitue o princípio da insignificância. 
b. Enuncie as condições objetivas necessárias ao reconhecimento do referido princípio. 
c. Analise a tese defensiva à luz da jurisprudência do STF e STJ. 
Proposta de solução 
O princípio da insignificância, também chamado de infração bagatelar própria, não 
tem previsão legal no direito brasileiro. Relaciona-se aos princípios da fragmentariedade e 
da subsidiariedade, os quais preconizam que o Direito Penal apenas deve ser utilizado 
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contra ofensas intoleráveis a determinados bens jurídicos e nos casos em que os demais ramos 
do direito não se mostrem suficientes para proteger tais bens. Assim, o Direito Penal não 
deve se preocupar com bagatelas, mas sim com infrações penais que ofendem com certa 
gravidade o bem jurídico tutelado pelo tipo penal. Constitui causa supralegal de exclusão da 
tipicidade material, mediante uma interpretação restritiva do tipo penal. Assim, se o fato 
for penalmente insignificante, quer dizer que não lesou nem causou perigo de lesão ao bem 
jurídico protegido e, por isso, o fato é considerado atípico. 
Os requisitos objetivos, consolidados na jurisprudência do Supremo Tribunal 
Federal são os seguintes: mínima ofensividade da conduta; nenhuma periculosidade social 
da ação; reduzido grau de reprovabilidade do comportamento e inexpressividade da lesão 
jurídica provocada. 
Outrossim, mencione-se que a aplicação do princípio da insignificância aos reincidentes 
é tema altamente polêmico na jurisprudência do Supremo Tribunal Federal (STF) 
e do Superior Tribunal de Justiça (STJ), havendo decisões nos dois sentidos. A 
posição clássica no âmbito dos referidos tribunais é pela sua inaplicabilidade, principalmente, 
quando o caso envolver reincidência específica. Essa abordagem se respalda no entendimento 
de que o princípio da bagatela não foi concebido para resguardar e legitimar constantes 
condutas desvirtuadas, mas para impedir que desvios de condutas ínfimas, isoladas, sejam 
sancionadas. 
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Contudo, recentemente, tanto o STJ quanto o STF têm mudado o seu 
entendimento, passando a defender que a reincidência não impede, por si só, que o juiz da 
causa reconheça a insignificância penal da conduta. Deve, pois, o juiz analisar o caso 
concreto e considerar as suas circunstâncias (exemplos: número de reincidências e especial 
reprovabilidade decorrente de qualificadoras). Assim, a reincidência, atualmente, não é 
motivo que, “a priori”, obste a aplicação do princípio da insignificância, o que torna viável a 
tese defensiva apresentada. 
Tema 19 
VUNESP - Investigador de Polícia (PC BA)/2018 
Determinada autoridade policial de uma Comarca da Bahia, que preside investigação policial envolvendo 
crime de tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins, em razão dos elementos colhidos, representou à 
autoridade judiciária competente pela prisão preventiva de seu principal integrante, Pedro. Em razão do 
acolhimento dos argumentos apresentados pela autoridade policial, o Juiz de Direito determinou a prisão 
preventiva de Pedro, ordenando a expedição do mandado de prisão e demais formalidades administrativas. 
Sendo assim, a autoridade policial determinou a André, investigador de polícia do Estado da Bahia, que 
desse cumprimento ao mandado de prisão expedido. 
André, ao dar cumprimento ao mandado de prisão preventiva de Pedro, foi surpreendido com uso de 
violência física e agressões por parte de Pedro. Este desferiu socos e chutes contra André. Nesse contexto, 
Pedro tirou uma arma de dentro de sua jaqueta e atirou contra André, atingindo seu ombro esquerdo. 
Todavia, ao final de toda confusão, André, mesmo ferido, acabou revidando também com uso de arma de 
fogo, com intuito de fazer cessar a agressão perpetrada por Pedro, atingindo-o com um tiro fatal. A partir 
da situação hipotética, responda: 
a) André cometeu crime? Fundamente. 
b) Por qual delito responde Pedro? Fundamente. 
Proposta de solução 
No caso em tela, verifica-se que o policial André não cometeu nenhum crime, visto 
que é acobertado pela excludente de ilicitude da legítima defesa. Isso, porque estão presentes 
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todos os requisitos necessários para que essa se configure: agressão injusta e atual, expondo a 
perigo de lesãoum bem jurídico tutelado pelo ordenamento jurídico; emprego dos meios 
necessários de forma moderada e proporcional, na medida para fazer cessar a agressão injusta 
e em proteção de direito próprio, no caso, a vida do policial. [Tópico 1] 
Por outro lado, no que se refere a Pedro, observa-se o cometimento do crime de 
resistência, em concurso com a tentativa de homicídio qualificado. Segundo o Código Penal 
(CP), o crime de resistência consiste na oposição à execução de ato legal, mediante violência 
ou ameaça a funcionário competente para executá-lo. Outrossim, ainda de acordo com o 
CP, as penas do crime de resistência são aplicáveis sem prejuízo das correspondentes à 
violência, o que justifica o concurso material obrigatório entre a resistência e o homicídio. 
Por fim, como o resultado morte não se consumou por circunstâncias alheias ao agente, 
trata-se de tentativa de homicídio, que é qualificado pela situação de a vítima ser servidor 
integrante das carreiras da área da segurança pública definidas na Constituição Federal 
de 1988. [Tópicos 2] 
 
Tema 20 
INCAB - Perito (PC AC)/2015 
O policial civil Carlos Sperto, após exaustiva investigação, logra prender em flagrante delito, o indivíduo 
Pedro Custódio, conhecido pela alcunha de "Motoboy ", quando este vendia a pessoa não identificada por 
ter se evadido, certa quantidade da droga conhecida como crack, substância sabidamente nociva à saúde. 
No momento da abordagem policial, foi encontrada na mochila portada por "Motoboy" a quantidade de 72 
(setenta e duas) pedras de crack e 103 (cento e três) papelotes de cloridrato de cocaína. Instigado por seu 
cunhado David Silva, presente no momento da ação, o policial Carlos obriga "Motoboy" a pagar a quantia 
de R$ 2.500,00 (dois mil e quinhentos reais), para não conduzi-lo até a delegacia policial da área, sendo certo 
que o preso concordou com o valor estipulado, entretanto, alegou que somente poderia efetuar o 
pagamento em questão de dois dias depois, quando iria dispor do dinheiro, e assim ficou acertado. Neste 
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==2537cb==
 
 
 
 
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interregno, o fato chegou ao conhecimento da Corregedoria de Polícia, tendo a autoridade instaurado o 
regular inquérito policial e representado pela prisão temporária, que foi decretada pelo juiz de direito 
competente. De posse do mandado de prisão, agentes da Corregedoria de Polícia se postaram de forma 
estratégica no local e obstaram o pagamento a ser realizado. Analisando o fato descrito sob a ótica do 
Direito Penal, tipifique as condutas de Carlos Sperto e Pedro Custódio, o "Motoboy", de forma justificada, 
em texto discursivo. 
Responda em até 20 linhas. 
Proposta de solução 
O policial civil Carlos Sperto, funcionário público, encontrando-se no exercício da 
função, com sua conduta, praticou o crime contra a Administração Pública tipificado 
como concussão. Segundo o Código Penal, o referido crime consiste em exigir, para si ou 
para outrem, direta ou indiretamente, vantagem indevida em razão da função que ocupa. 
Observe-se que o fato de a vantagem exigida não ter sido recebida não descaracteriza a conduta 
criminosa, uma vez que o crime de concussão é formal. Não exige, pois, a ocorrência de 
resultado naturalístico, conformando-se com a simples exigência da vantagem indevida de 
caráter econômico ou patrimonial, independentemente do seu recebimento (da vantagem), 
que se constitui, nesse caso, em exaurimento. [Tópico 1] 
Por fim, Pedro Custódio, o “Motoboy”, por sua vez, comete o delito de tráfico ilícito 
de drogas, cominado na Lei 11.343/2006, por ter sido flagrado no momento em que 
vendia droga a pessoa não identificada, além de ter em seu poder grande quantidade de crack 
e de cocaína. Frise-se que, no caso, Pedro Custódio não comete o delito de corrupção ativa, 
uma vez que a conduta típica do referido crime consiste no oferecimento ou na promessa de 
vantagem de forma espontânea, o que não ocorreu no caso concreto. [Tópico 2] 
 
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Tema 21 
João, escrivão de uma delegacia de polícia, apropriou-se da quantia de R$ 253,00 que havia sido apreendida 
em poder do indiciado no inquérito policial e estava sob a sua guarda para ser entregue à vítima. Instaurado 
outro inquérito policial para apurar a sua responsabilidade criminal, ressarciu a vítima, antes do recebimento 
da denúncia. Nesse caso, segundo jurisprudência dos Tribunais Superiores: 
a) Qual o crime cometido por João? 
b) O princípio da insignificância pode ser aplicado para justificar a atipicidade da conduta de João? 
c) O ressarcimento espontâneo excluiu o crime em questão? Responda fundamentadamente. 
Responda em até 30 linhas. 
Proposta de solução 
João, funcionário público para fins penais, ao apropriar-se de quantia que estava em sua 
guarda em razão do cargo, comete o crime de peculato apropriação. Trata-se de delito contra 
a administração pública, cujo tipo penal é aderente à conduta de João, qual seja, apropriar-
se o funcionário público de dinheiro, valor ou qualquer outro bem móvel, público ou particular, 
de que tem a posse em razão do cargo. [Tópico 1] 
A jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça (STJ) possui entendimento 
sumulado de que o princípio da insignificância é inaplicável aos crimes contra a 
administração pública, não servindo, portanto, para justificar a atipicidade da conduta de 
João. Segundo o STJ, os crimes contra a administração pública têm como objetivo 
resguardar não apenas o aspecto patrimonial, mas, principalmente, a moral administrativa. 
Logo, mesmo que o valor do prejuízo seja insignificante, deverá haver a sanção penal, 
considerando que houve uma afronta à moralidade administrativa, que é insuscetível de 
valoração econômica. [Tópico 2] 
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Finalmente, por falta de previsão legal e jurisprudencial, o ressarcimento espontâneo 
não excluiu o crime em questão. Contudo, caso a reparação do dano ou a restituição da coisa 
seja efetuada antes do recebimento da denúncia, obedecidos os demais requisitos presentes no 
Código Penal, configurar-se-á o arrependimento posterior, implicando a redução da pena 
de um a dois terços. Além disso, se a reparação ocorrer depois do recebimento da denúncia, 
mas até o julgamento, incidirá a atenuante genérica, aplicável na segunda fase da dosimetria 
da pena. [Tópico 3] 
 
Tema 22 
Autoral - Prof. Renan Araújo -Adaptado 
Ricardo é servidor público. Insatisfeito com o rendimento de seu computador próprio, Ricardo resolve 
subtrair um computador pertencente a um particular, mas que se encontrava acautelado no Órgão público 
em que labora, fruto de uma apreensão realizada meses antes. 
Como Ricardo não tinha acesso livre ao local em que estava o computador, aguardou o anoitecer e dirigiu-
se até a sede do referido Órgão, juntamente com Lucas, seu primo, a quem solicitou ajuda para a 
empreitada criminosa. Lucas conhecia a condição pessoal de Ricardo. 
Enquanto Lucas espera no carro, Ricardo se dirige à recepção do Órgão, oportunidade na qual se identifica 
e informa que esqueceu um pen-drive em sua sala, e tem o acesso liberado pelo vigilante. Uma vez dentro 
do prédio, Ricardo efetivamente subtrai o computador e o coloca na mochila, saindo pela porta da frente e 
indo embora juntamente com Lucas. 
Uma semana depois, com medo de ser pego e perder o computador, Ricardo procura Júlio, seu irmão, e 
pede a ele para ficar com o computador por um tempo, até a “poeira baixar”. Júlio, irmãomuito bondoso, 
aceita a proposta. 
Três dias depois, Ricardo retorna e pega o computador com Júlio. Arrependido, Ricardo devolve o bem à 
repartição, sem que ninguém perceba. 
Diante dos fatos narrados, responda de maneira fundamentada: 
a) Qual a responsabilidade penal de Ricardo, Lucas e Júlio? Há concurso de agentes na hipótese? 
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b) Pela restituição da coisa, é cabível a extinção da punibilidade ou algum mecanismo de redução da pena? 
c) Aplica-se alguma causa pessoal de isenção de pena em relação a Júlio? 
Proposta de solução 
No caso em tela, Ricardo, valendo-se de facilidade que lhe proporciona a qualidade 
de funcionário público, subtrai bem móvel, um computador particular sob a guarda da 
Administração. A referida conduta amolda-se ao delito de peculato-furto, previsto no art. 
312, §1º, do Código Penal (CP). Lucas, por sua vez, na medida em que concorreu 
dolosamente para a subtração, também praticou o referido delito, agindo em concurso de 
pessoas com Ricardo. O fato de Lucas não ser funcionário público é irrelevante, pois tal 
circunstância, por ser uma elementar do delito, comunica-se entre os agentes da empreitada 
criminosa, na forma do art. 30 do CP. [Tópico 1] 
Por sua vez, Júlio responderá pelo delito de favorecimento real, nos termos do art. 
349 do CP, pois prestou auxílio destinado a tornar seguro o proveito do crime, não sendo 
caso de coautoria ou de receptação. Júlio não responde como partícipe do peculato-furto pois 
sua contribuição é posterior à consumação do delito, não tendo havido combinação ou ajuste 
prévio, motivo pelo qual não é possível falar em concurso de pessoas. [Tópico 1] 
Ademais, não é cabível a aplicação de causa de extinção da punibilidade pela restituição 
da coisa, eis que restrita ao peculato culposo, nos termos do art. 312, §3º do CP. No 
que se refere à redução da pena, cabe ao caso a aplicação da figura do arrependimento posterior, 
visto ser crime cometido sem violência ou grave ameaça a pessoa e ter sido reparado o dano ou 
restituída a coisa até o recebimento da denúncia ou da queixa, por ato voluntário do agente. 
Em decorrência disso, a pena será reduzida de um a dois terços, benefício estendido aos 
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coautores e partícipes, de acordo com a jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça. 
[Tópico 2] 
Por fim, Júlio não faz jus à causa de isenção de pena prevista no art. 348, §2º 
do CP, pois tal só se aplica ao favorecimento pessoal, não sendo cabível para as hipóteses 
de favorecimento real. [Tópico 3] 
 
TERCEIRA RODADA DE TEMAS 
Tema 23 
CESPE | CEBRASPE – PC/GO – 2016 
João foi indiciado em inquérito policial (IP), e, no curso deste, o juiz competente, de ofício, decretou a prisão 
temporária do dito indiciado. Para defender seus interesses, João constituiu um advogado, que, na primeira 
oportunidade, requereu ao delegado de polícia responsável acesso a todos os elementos de prova no curso 
do IP, para permitir a ampla defesa de seu cliente, de modo a se garantir, assim, o devido processo legal. 
 
Acerca da situação hipotética acima apresentada e do IP, redija um texto dissertativo que atenda, de modo 
fundamentado, às determinações e aos questionamentos seguintes. 
a) Apresente o conceito e a finalidade do IP. 
b) Descreva as características do IP. 
c) Comente sobre o valor probatório do IP. 
d) A instauração de IP é indispensável? Justifique. 
e) Na situação considerada, a prisão temporária de João, nos moldes em que foi decretada — de ofício — 
foi legal? Justifique. 
f) Na situação considerada, há fundamento legal para o direito de acesso do defensor de João aos 
elementos de prova no curso do IP? Em sua resposta, destaque o entendimento do Supremo Tribunal 
Federal a respeito. 
 
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Tema 24 
Elabore um texto dissertativo sobre o inquérito policial (IP). Abordando necessariamente os 
seguintes aspectos: 
a) O entendimento do Supremo Tribunal Federal a respeito do direito de acesso do causídico aos 
elementos de prova no curso do IP. 
b) Responda justificadamente se é possível a abertura de IP considerando unicamente fato relatado 
em denúncia anônima. 
c) A dinâmica do arquivamento do inquérito policial nos crimes de ação penal pública. 
d) A possibilidade, ou não, de que a decisão de arquivamento do inquérito policial faça coisa julgada 
material. 
e) A legitimidade do Ministério Público para investigar e para presidir o IP. 
 
Tema 25 
Cespe/Cebraspe – Polícia Civil GO – 2016 
No curso de uma investigação policial, atendendo a representação da autoridade policial, foi autorizada 
judicialmente medida de busca e apreensão de bens e documentos, a ser realizada em endereço 
determinado, conforme descrito no competente mandado. De posse do mandado, os agentes de polícia, 
acompanhados da autoridade policial, chegaram ao sobredito imóvel somente no período noturno, devido 
a vários contratempos havidos no decorrer das diligências. Confirmado o endereço, constatou-se a presença 
de várias pessoas no interior do imóvel, entre elas, o proprietário da casa, indiciado no inquérito policial que 
originou o mandado de busca e apreensão. Adicionalmente, constatou-se a existência de três veículos na 
garagem do imóvel. 
 
Considerando a situação hipotética acima apresentada, redija um texto dissertativo acerca do instituto da 
busca e apreensão no processo penal. Ao elaborar seu texto, aborde, fundamentadamente, os seguintes 
tópicos. 
a. Natureza jurídica da busca e apreensão, seus objetivos e suas características e normas gerais. 
b. Requisitos para o cumprimento da busca e apreensão em suas modalidades domiciliar e pessoal. 
c. Relativamente à situação hipotética apresentada: possibilidade jurídica de realização da diligência no 
horário noturno. 
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d. Relativamente à situação hipotética apresentada: possibilidade jurídica de realização de busca pessoal 
nas pessoas encontradas no interior do imóvel, bem como no interior dos veículos estacionados na 
garagem. 
Resposta de 20 a 30 linhas.. 
 
Tema 26 
Natanael subtraiu para si, com excepcional habilidade, a carteira que Marcos conduzia em seu bolso. Um 
policial que estava passando no momento iniciou uma perseguição que culminou com a prisão de Natanael 
em flagrante delito. Instaurado e concluído o inquérito policial, o Ministério Público não ofereceu denúncia 
nem praticou qualquer ato no prazo legal. 
a) Qual o crime cometido por Natanael? Em que momento ele se consuma? 
b) Determine quais seriam os prazos para o oferecimento de denúncia pelo MP (inclusive qual a data de 
início da contagem). Elucide a possibilidade da propositura de ação penal privada pelo ofendido, 
explicando a chamada decadência imprópria. 
c) Caso o Ministério Público decida pelo arquivamento dos autos do inquérito policial referente ao crime 
cometido por Natanael, será possível ao ofendido o oferecimento de queixa? Justifique. 
 
Tema 27 
VUNESP - Investigador de Polícia (PC BA)/2018 
Dispõe a Constituição Federal, no art. 5°, XI que “a casa é asilo inviolável do indivíduo, ninguém nela 
podendo penetrar sem consentimento do morador, salvo em caso de flagrante delito ou desastre, ou para 
prestar socorro, ou, durante o dia, por determinaçãojudicial”. De acordo com o texto constitucional, 
existem exceções ao princípio da inviolabilidade de domicílio, sendo uma delas a busca domiciliar, regulada 
pela legislação processual penal (arts. 240 a 250). Os artigos em comento disciplinam as possibilidades de 
busca domiciliar ou pessoal, bem como o procedimento a ser seguido, sob pena de nulidade da medida. 
Nesse sentido, responda: 
a) Não é de hoje a discussão acerca da expedição de mandado de busca e apreensão genérico, em que se 
elege uma determinada região, na qual todas as casas são devassadas. Doutrina e jurisprudência expressam 
entendimento no sentido da inadmissibilidade de tal medida. Fundamente referido entendimento, com 
base na determinação do Código de Processo Penal acerca dos requisitos do mandado de busca. 
b) Caso o morador se oponha ao cumprimento do ato, como deverá proceder a autoridade que realiza a 
busca? 
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Resposta: de 15 a 20 linhas. 
 
Tema 28 
Autoria Prof. Renan Araújo - Adaptado 
"Elias está sendo processado criminalmente pelo delito de extorsão. Durante a audiência de instrução e 
julgamento, o magistrado indefere um requerimento formulado pela defesa. O defensor, irresignado, questiona 
a atitude do juiz, que determina a retirada do defensor da sala de audiências e prossegue com esta sem a 
presença do patrono do acusado. 
Quando do interrogatório, o magistrado não alerta o réu sobre seu direito ao silêncio, alertando-o, na verdade, 
de que deverá falar a verdade em juízo, sob pena de cometer falso testemunho. O réu, acuado, não responde a 
nenhuma das perguntas do juízo. 
Ao final da audiência, o juiz profere sentença, condenando o acusado com base no depoimento das testemunhas 
e no fato de o acusado ter ficado calado durante o interrogatório, o que seria um indicativo de sua culpa. Ao 
fixar a pena, o magistrado eleva a pena base ao argumento de que o acusado é portador de maus antecedentes, 
já que há diversos inquéritos e processos criminais tramitando contra ele". 
 
Considerando o caso acima como meramente motivador, elabore um texto dissertativo acerca dos 
princípios constitucionais do processo penal. Aborde, necessariamente, os seguintes aspectos: 
a) A definição do princípio da vedação à autoincriminação. 
b) O direito do acusado ao silêncio e suas características. 
c) O princípio da publicidade no processo penal. 
d) A definição do princípio da presunção de inocência e suas dimensões. 
e) O entendimento dos tribunais superiores quanto à possibilidade, ou não, de se considerar como “maus 
antecedentes” a mera existência de inquéritos policiais e ações penais em curso contra o acusado. 
 
Tema 29 
No cumprimento de um mandado judicial, em diligência externa, certo policial é gravemente aviltado por 
particular tecnicamente primário, estando aquele no exercício de suas funções. 
Fundamentadamente, esclareça se, em relação ao particular: 
a. Cabe prisão em flagrante? Quais as providências que deverão ser adotadas pela autoridade policial? 
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b. Cabe, em tese, prisão preventiva se já tiver sofrido condenação criminal recorrível? Por quê? 
c. Sob quais pressupostos e forma pode ser algemado? 
 
Tema 30 
VUNESP - Escrivão de Polícia (PC BA)/2018 
Interceptação telefônica: Diferencie a escuta telefônica da gravação clandestina, comentando sobre (i) a 
necessidade da autorização judicial e (ii) a necessidade da degravação integral do conteúdo da 
interceptação telefônica; (iii) explique e/ou exemplifique uma hipótese de serendipidade. 
Tema 31 
Instituto AOCP - Oficial Policial Militar (PM SC)/2018 (com adaptações) 
Dois policiais militares faziam ronda em um bairro residencial no Município de Lages/SC quando avistaram 
um rapaz chamado Reginaldo sentado na guia da sarjeta, em frente à sua casa, fumando um cigarro até 
então indeterminado. Mais próximos do local, os policiais suspeitaram que o desfrute do rapaz tratava-se 
do entorpecente conhecido como "maconha" (Cannabis sativa). Os policiais o abordaram e o revistaram. 
Depois de identificá-lo como cidadão sem antecedentes criminais, localizaram mais um cigarro simples de 
maconha em seu bolso esquerdo, pesando cerca de 2 (dois) gramas. 
De acordo com a legislação aplicável ao caso, por qual delito Reginaldo deve ser autuado? Ao ser levado 
para a Delegacia de Polícia para formalização do auto de flagrante, poderá prosperar em juízo o pedido de 
prisão preventiva formulado pela autoridade policial contra Reginaldo, conforme os requisitos contidos no 
Código de Processo Penal? Fundamente. 
Em uma segunda ocasião, caso Reginaldo fosse avistado repassando diversos cigarros de "maconha", que 
trazia consigo guardados em sua mochila, na porta de entrada de uma boate destinada a pessoas maiores 
de 18 anos de idade e fosse novamente flagranteado pela Polícia Militar de Santa Catarina, por qual delito 
ele deveria ser autuado? Haveria causa de aumento de pena eventualmente fixada pelo juízo competente? 
Poderia ele preencher os requisitos e ser preso preventivamente? 
 
Tema 32 
Instituto AOCP - Oficial Policial Militar (PM SC)/2018 
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Carlos é um dentista de meia idade que, temeroso em viver na zona urbana brasileira, decidiu requerer 
"posse" de arma de fogo junto à Polícia Federal. Após percorrer todos os trâmites e se habilitar para o 
registro e a compra do objeto pretendido, Carlos, enfim, adquiriu um revólver de calibre permitido. 
Certa feita, caminhando no centro da cidade com o revólver armazenado no coldre, ele foi abordado por 
policiais, que exigiram a exibição de documento comprobatório do "porte" de arma de fogo de uso 
permitido. Carlos exibiu o documento que possuía, mas foi autuado pelos policiais. Revoltado, disse que 
estava habilitado para andar armado pela via pública e que tinha, inclusive, buscado os meios legais para 
tanto. 
De acordo com a Lei Federal nº 10.826/2003 (Estatuto do Desarmamento), Carlos tem razão ou não? 
Fundamente sua resposta fazendo a distinção conceitual cabível e explicando os requisitos necessários para 
registro e aquisição de arma de fogo de uso permitido. 
Além disso, considerando que Carlos fosse residente da zona rural catarinense e necessitasse de um 
instrumento mais adequado para caçar javaporcos invasores de sua propriedade, os quais efetivamente 
caçados seriam utilizados para alimentação, qual tipo de autorização ele poderia obter e quais seriam os 
requisitos necessários? 
 
PRÁTICA 
Caro aluno, agora é com você! Treine bastante com os temas expostos, lembrando-se sempre de aplicar o 
conhecimento acumulado nas aulas anteriores, tanto sob o ponto de visto da estrutura, quanto dos aspectos 
gramaticais. 
Lembrem-se de nos encaminhar seu texto, se assim desejarem, por meio da área do aluno, de forma 
manuscrita digitalizada, conforme explicado na aula 00 do curso. 
Para a sua redação, é importante especificar o número do texto escolhido no campo apropriado. Você pode 
nos encaminhar um arquivo único (em pdf) ou colar as imagens digitalizadas dentro de um documento em 
Word. 
As questões discursivas serão devolvidas exclusivamente ao aluno, por meio da área destinada ao curso no 
site do Estratégia Concursos. 
Desejamos um excelente trabalho a todos vocês! 
 
 
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