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Camila Mariana Castro de Oliveira 
Medicina Nove de Julho
Patologia da mama 
➛ Desenvolvimento da mama intrauterino, na 5° semana 
embrionária 
➛ Formação de linha mamária - glândulas sudoríparas 
modificadas 
➛ Não está completamente desenvolvida ao nascimento 
➛ Na puberdade feminina e após a menarca é que ocorre a 
ramificação do sistema ductal 
➛ Característica sexual secundária das mulheres - 
desenvolvimento estimulado pelo estrogênio e progesterona 
➛ Glândula mamária exócrina (leite) estimulada por prolactina 
 ✓ Sistema de ductos ramificados a partir do mamilo, os 
quais se estendem radialmente entre o estroma 
 fibrogorduroso 
➛ Fonte de nutrição para o recém nascido 
➛ Estão presentes em uma forma rudimentar em homens 
Anatomia: 
➛ Se estende verticalmente a partir da 2° a 6° costela 
➛ Transversalmente da borda esternal mediamente, quase 
até a linha média axilar lateralmente 
➛ Mamilo ou papila - revestido 
por epitélio estratificado 
pavimentoso que se estende 
até parte do ducto coletor 
(transição com o epitélio ductal 
glandular) 
➛ Arteríola - anel de pele 
centrado pelo mamilo, contém 
glândulas sebáceas modificadas 
que se abrem na superfície em 
pequenas elevações conhecidas como tubérculos de 
Montgomery (glândulas sebáceas modificadas) 
Vascularização: 
➛ Artéria axilar: 
 ✓ Artéria torácica lateral -> Ramos 
 ✓ Artéria torácica medial (artéria mamária) -> Ramos 
➛ Veia torácica lateral 
➛ Veia torácica medial -> veia axilar 
Drenagem linfática: 
➛ Linfonodos submamários 
➛ Linfonodos paraesternais 
➛ Linfonodos axilares 
➛ O sistema complexo de ductos 
ramificados da mama pode ser 
dividido em dois grupos: 
 ✓ Unidade terminal ductolobular 
(UTDL) 
 - Lóbulos mamários e ducto 
lobular terminal 
 - Quando em lactação: 
chamados de ácinos 
 ✓ Grandes ductos 
Morfologia: 
➛ Estroma intralobular: 
 ✓ Tecido conjuntivo frouxo 
 ✓ Capilares 
 ✓ Linfócitos, plasmócitos e mastócitos 
Patologia da mama
Introdução: 
Camila Mariana Castro de Oliveira 
Medicina Nove de Julho
 ✓ Ária aspecto conforme ciclo menstrual 
➛ Estroma interlobular: 
 ✓ Tecido conjuntivo denso 
➛ Os ductos (contorno irregular) e lóbulos são revestidos 
internamente por dois tipos de células epiteliais: 
 ✓ Células luminais - células colunares e com capacidade de 
secreção e absorção de fluidos 
 ✓ Células mioepiteliais - células com morfologia variável, 
podendo ser arredondadas ou alongadas 
Alterações fisiológicas: 
➛ Na mama feminina pré-puberal e na mama masculina, o 
sistema de ductos principais terminam nos ductos terminais 
➛ Estimulação hormonal (puberdade) com desenvolvimento 
dos lobulos 
➛ Durante a gestação e a lactação, a mama atinge a 
plenitude de sua maturação 
➛ Após a menopausa, ocorre involução estromal por 
substituição gradual do tecido fibroso por tecido adiposo 
(metaplasia adiposa) 
➛ Na mulher jovem, o estroma interlobular é composto 
predominantemente por tecido fibroso denso, com alguns 
adipócitos, daí a consistência da mama ser firme 
➛ Após a menopausa predomina o tecido adiposo 
 ➛ Neoplasia maligna visceral mais frequente e a principal 
causa de morte por câncer em mulheres 
➛ Pouco presente em homens - 1% 
➛ Em sua etiopatogênese é dividido em dois grupos: 
 ✓ Carcinomas hereditários 
 ✓ Carcinomas não hereditários ou esporádicos 
Manifestações clínicas: 
➛ Nódulo palpável - detectado na maioria das vezes pela 
própria paciente 
➛ Anormalidades na mamografia - alterações morfológicas 
ao exame 
➛ Achados incidentais histológico - doença benigna ou 
mamoplastia 
➛ Células malignas em derrame papilar - secreção do 
mamilo 
➛ Metástase 
Fatores de risco: 
➛ Idade - raro antes dos 25 anos, pico entre 50-60 anos 
➛ Mulheres caucasianas não hispânica tem maior incidência 
➛ Fatores ambientais: dieta (hipercalórica e hiperlipidica), 
sedentarismo, obesidade (risco diminuído para menores de 
40 anos e maior pós menopausa), etanol 
➛ Histórico familiar - parentes de 1° grau afetados em 1/3 dos 
casos de câncer 
 ✓ Destes 5 a 10% com mutação nos genes BRCA1 e 
BRCA2 
➛ Estimulação estrogênica prolongada em tecido 
geneticamente suscetível. 
 ✓ Menarca precoce, menopausa tardia, primeira gestação 
tardia - após os 35 anos 
 ✓ Reposição hormonal aumenta o risco mas contraceptivos 
não. 
➛ Densidade da mama na mamografia. 
➛ Radiação torácica (radioterapia) 
➛ Amamentação < risco 
➛ Lesões proliferativas atípicas conferem maior risco para 
CA mama. 
Carcinoma de mama: 
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Camila Mariana Castro de Oliveira 
Medicina Nove de Julho
Carcinoma hereditário: 
➛ Representam 5-10% dos carcinomas da mama 
➛ Mutação autossômica dominante dos genes BRCA1 e 
BRCA2 - genes supressores de tumor 
Brca 1: 
➛ Risco de câncer de mama aumentado em 50-80% aos 70 
anos 
 ✓ Risco da população normal é de 12% 
➛ Risco de câncer nos ovários aumentado em 40-50% aos 
70 anos 
 ✓ Risco da população normal é de 1,3% 
 
Brca 2: 
➛ Risco de câncer de mama aumentado em 50-70% aos 70 
anos (feminino). 
➛ Risco de câncer de mama aumentado em 5-7% 
(masculino) 
 ✓ Risco da população normal é de 0,02 % 
➛ Risco de câncer nos ovários aumentado em 10% aos 70 
anos 
Carcinoma não hereditário ou 
esporádicos: 
➛ Relacionados a estimulação estrogênica prolongada 
➛ Lesões proliferativas: hiperplasia ductais e hiperplasia 
lobulares - carcinoma in situ -> carcinoma invasivo 
➛ Mutação BRCA1 e BRCA2 (menos de 5% dos casos) 
Classificação dos subtipos: 
Expressão gênica e alterações 
genômicas: 
➛ Avaliação Imunohistoquimica- avalia se o tumor tem 
receptores hormonais 
 ✓ Receptor de estrógeno - RE 
 ✓ Receptor de progesterona - RP 
 ✓ Superexpressao de HER-2 (presente em até 30% dos 
cânceres invasivos) 
 ✓ Taxa de proliferação celular ki-67 
➛ A classificação dos subtipos implica diretamente na 
terapêutica aplicada 
➛ Quando expressão de RE e RP - bom prognóstico por 
demonstrar célula bem diferenciada 
Quanto a localização e extensão: 
➛ Não invasivo ou In situ - carcinoma ductal in situ e 
carcinoma lobular in situ 
➛ Invasivo - ambos (adenocarcinomas) iniciam na unidade 
terminal ductolobular 
 ✓ Carcinoma ductal invasivo 
 ✓ Carcinoma lobular invasivo 
Carcinoma ductal in situ (cdis): 
➛ Proliferação clonal de células epiteliais malignas nos ductos 
mamários - sem invadir estroma 
Outros genes envolvidos -> TP53, PTEN, 
ATM e CHEK2
- Luminal A: RE positivo/PR positivo/HER-2 
negativo/ki-67 <20%. 
- Luminal B: RE positivo/HER-2 positivo ou 
negativo/RP <20%/ki-67≥ 20%. 
- HER-2: HER-2 positivo (superexpresso +++)/
RE negativo/PR negativo. 
- Basal (triplo negativo): RE negativo/PR 
negativo/HER-2 negativo.
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Camila Mariana Castro de Oliveira 
Medicina Nove de Julho
➛ Lesões não palpáveis - normalmente unilateral: aumento 
no rastreamento graças a mamografia (calcificação pode ser 
vista na radiografia) 
➛ O prognóstico para CDIS é excelente - mais de 97% de 
sobrevida de longo prazo após mastectomia simples e 
radioterapia 
➛ Classificados com base no padrão arquitetural: 
 ✓ Comedocarcinima - ou carcinoma ductal in situ com 
comedonecrose 
 ✓ Não comedocarcinima 
➛ Comedocarcinima: 
 ✓ A: imagem radiológica revela calcificação linear e 
ramificada dentro do sistema ductal 
 ✓ B: proliferação de alto grau associada a grandes áreas 
centrais de necrose e calcificações preenchendo vários 
ductos 
 ✓ Células neoplasicas com núcleo pleomórfico de alto grau 
e áreas de necrose central 
➛ Não comedocarcinoma: 
 ✓ Cribiforme: imagem C - espaços arredondados regulares 
(cortador de biscoito) contendo secreções e calcificações 
 ✓ Micropapilar ou micropapilífero: imagem D - projeções 
papilíferas não exibem eixosfibrovasculares 
 
 
Carcinoma lobular in situ (clis): 
➛ Bilateral em até 40% dos casos. 
➛ Proliferação clonal de células dentro de ductos e lóbulos 
que crescemem uma maneira não coesa (perda da 
proteína de adesão tumoral E-caderina) - Mutação CDH1 
➛ Termo lobular pois ocorre disseminação sem altera os 
espaços envolvidos, e, portanto, a arquitetura lobular 
subjacente é preservada. 
Doença de Paget: 
- Manifestação rara de câncer que se apresenta como 
uma erupção eritematoso unilateral com uma crosta 
escamosa no mamilo ou papila 
- Erupção eritematosa 
unilateral com uma crosta 
escamosa 
- Acomete areola e mamilo 
- Disseminação de células 
neoplasicas pelos ductos até o 
mamilo - sem infiltrar a camada 
basal 
- Mamilo - eritema, crosta, 
prurido 
- Geralmente tem massa palpável - cancer invasivo 
subjacente, pouco diferenciado, RE 
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Medicina Nove de Julho
➛ Sempre ocorre como achado incidental (biópsia) 
 ✓ Sem alteração de calcificação ou aumento de densidade 
mamária (pouca relevância na mamografia) 
➛ Fator de risco para carcinoma invasivo (ocorre em até 
35% > 30 anos) 
➛ Mastectomia profilática bilatral e tamoxifeno 
➛ Células pequenas, redondas e pouco coesas preenchendo 
e expandindo o ácino de um lóbulo 
➛ Células luminais normais, positivas (marrom) para E-
caderina, gradualmente substituída por células E-negativas do 
CLIS que se propagam pela membrana basal 
Carcinoma ductal invasivo: 
➛ Tipo mais frequente de câncer de mama 
➛ Grupo heterogêneo (lesões distintas) de lesões que se 
caracterizam pela ausência de achados morfológicos que 
permitam enquadra-las em um dos subtipos especiais 
➛ Subtipos: 
 ✓ Luminal 
 ✓ HER-2 positivo 
 ✓ Triplo negativo 
➛ Agressivo - sobrevida de cinco anos em 60% dos 
pacientes 
➛ Massa palpável, endurecida, em média com 2 a 3cm de 
diâmetro 
 ✓ Mamografia com densidade irregular e microcalcificações 
frequentes 
Morfologia: 
➛ Massa relativamente bem individualizada, de forma variável 
➛ Superfície de corte amarelada e consistência firme 
➛ Trabéculas que se irradiam a partir do centro da lesão 
(desmoplasia) 
 
➛ Carcinoma ductal invasor bem diferenciado, com 
formação tubular evidente 
➛ Carcinoma ductal invasor pouco diferenciado com escassa 
formação tubular, alto grau nuclear e várias mitoses 
➛ Pode estar associado com carcinoma in situ 
Carcinoma lobular invasivo: 
➛ Representa 10% dos carcinomas invasores da mama. 
➛ Células idênticas as do CLIS 
➛ Mutação no gene CDH1 (Perda da expressão da E-
caderina) 
➛ Bom prognóstico. Sobrevida de 10 anos de até 90% 
➛ Expressão de HER-2 é rara 
➛ Bilateral 
Morfologia: 
➛ Lesões são firmes e estreladas, outras aparecem como 
“espessamento” difuso da mama 
➛ Gaita de adesão pode 
dificultar diagnóstico por palpacao 
ou mamografia (pouco 
desmoplasia) 
➛ Células pequenas, 
homogêneas, com padrão de 
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Medicina Nove de Julho
crescimento difuso, infiltrando-se no estroma em forma de fila 
indiana, em que as células se dispõem entre as fibras 
colagenas, as vezes com padrão em alvo 
➛ Imunomarcação em células tubulares normais 
Carcinoma tubular: 
➛ 5% dos casos 
➛ Formação de túbulos bem diferenciados em estroma 
fibroelastótico 
➛ Variante de melhor prognóstico (sobrevida de 5 anos em 
95 a 100% dos casos) 
➛ Nódulo palpável (1 cm) - Detectável na mamografia. 
➛ Pode ser bilateral 
➛ Mutação BRCA-2 
Carcinoma medular: 
➛ 7% dos casos 
➛ Células pleomórficas, estroma escasso, infiltrado linfoide. 
➛ Relacionado com mutações no BRCA 1 
➛ Massa palpável móvel, bem delimitada 
Carcinoma mucinoso: 
➛ 2 a 3% dos casos 
➛ Massa bem delimitada, de aspecto gelatinoso 
➛ Pacientes idosas 
➛ Bom prognóstico, com baixa incidência de metástases 
axilar 
➛ Pode apresentar hemorragia 
➛ Pequenos agrupamentos de células com baixo grau de 
pleomorfismo, imersas em lagos de muco 
Carcinoma inflamatório: 
➛ Sinais clínicos: edema, eritema e calor 
➛ Embolização tumoral nos linfáticos da derme 
➛ Mau prognóstico 
Fatores prognósticos: 
➛ Invasão e tamanho do tumor: carcinomas in situ 
apresentam sobrevida superior a 90% em 5 anos 
➛ Grau de envolvimento linfonodal (linfonodos axilares): 
carcinomas sem envolvimento nodal - sobrevida de 
aproximadamente 80% 
➛ Tipo histológico e grau histológico: In sito ou invasivo, 
além dos subtipos. 
➛ Expressão de receptores hormonais e HER-2: 
Receptores hormonais (estrogênio e progesterona) 
 - Indicativo de diferenciação e resposta terapeutica 
(Tamoxifeno - modulador de RE) 
 - Trastuzumabe (Herceptin) para HER-2. 
➛ Índice de proliferação: Imunohistoquimica para Ki-67 
 - Se índice > 10%, boa resposta para inibidores da 
aromatase (Anastrozol) e podem ser elegíveis para 
quimioterapia 
➛ Expressão gênica: Busca por mutações e ou 
epigenética envolvida no CA de mama. Prevenção e 
classificação histológica de biópsia.
Camila Mariana Castro de Oliveira 
Medicina Nove de Julho
Mastite: 
➛ Causas: infecciosas, autoimunes e idiopáticas 
➛ Apresentação clínica: dor, hiperemia, edema e febre 
Mastites agudas: 
➛ Mastite mais frequente - associada a lactação 
➛ Primeiras semanas de amamentação 
➛ Penetração de bactérias pela papila mamária - fissuras e 
rachaduras 
 ✓ Staphylococcus aureus e Streptococcus 
➛ Uso de antibióticos 
➛ Drenagem em caso de abscesso 
➛ As mamas se apresentam de forma hiperemiadas, 
edemaciadas 
 ✓ O “carcinoma inflamatório” mimetiza a inflamação ao 
obstruir os ductos linfáticos dérmicos, deve ser considerado 
em uma mulher que não está amamentando e apresenta 
sinais clínicos de mastite 
Mastites crônicas: 
➛ Forma menos frequente de mastite 
➛ Mastite aguda dom resolução 
incompleta - fibrose, infiltrado 
inflamatório linfomononuclear 
➛ Mastite crônica 
granulomatosa: 
 ✓ Idiopática, autoimune, 
tuberculose, fungos 
 ✓ Mulheres na faixa etária de 
20 a 40 anos 
 ✓ História: granulomas, necrose, destruição do parênquima 
 
Abcesso subareolar 
recidivante: 
➛ Acomete principalmente mulheres 
adultas, associados ao tabagismo 
➛ Metaplasia escamosa dos ductos 
lactíferos principais no mamilo 
➛ Deficiência de vitamina A + exposição as substâncias da 
fumaça do cigarro alteram a diferenciação do epitélio ductal 
➛ Essa condição resulta em eliminação de queratina e 
subsequente obstrução dos ductos 
 ✓ A dilatação e a ruptura dos ductos levam a inflamação 
intensa crônica e granulomatosa que se manifesta como uma 
massa subareolar dolorosa, eritematosa e com trajeto 
fistuloso 
Outras alterações: 
Ectasia ductal: 
➛ Normalmente se manifesta como uma massa pariareolar 
indolor e pouco definida, com secreções brancas e viscosas 
pelo mamilo 
➛ Costuma ocorrer em 
mulheres peri e pós-
menopausa 
➛ Não há associação ao 
tabagismo 
➛ A lesão é 
caracterizada por 
espessamento de 
secreções, dilatação do 
ducto sem metaplasia 
escamosa e inflamação periductal, que pode levar a fibrose e 
a retração da pele 
 ✓ Dilatação do ducto - material proteico (macrófagos, 
infiltrado inflamatório linfocitico, fibrose) 
➛ Involução mamária. - obstrução de ductos com dilatação 
progressiva dos ductos 
Necrose gordurosa: 
➛ Associada a traumas, pós 
cirúrgicos, irradiação 
➛ Necrose do tecido adiposo, 
macrófagos xantomatosos e 
calcificação 
➛ Massa palpável, firme, 
contorno irregular 
Alteraçõ Inflamatórias da Mama:
Camila Mariana Castro de Oliveira 
Medicina Nove de Julho
➛ Histologicamente, as lesões evoluem de hemorragia com 
inflamação aguda e necrose gordurosa liquefativa à 
inflamação crônica, com células gigantes e hemossiderina no 
tecido fibroso, macrófagos xantomatosos e calcificações 
distróficas 
Lobulite linfocítica (mastopatia 
diabética): 
➛ As lesões se manifestam como uma ou várias massas 
palpáveis, duras como pedra, indolores, bem definida e são 
achadas incidentalmente nos exames de rastreamento do 
câncer de mama 
➛ A histologia revela 
estroma colagenizado ao 
redor dos ductos atróficos, 
com infiltrado linfocítico 
proeminente 
➛ A associação do diabetes 
melitus tipo 1 e doença 
autoimune da tireoide 
sugere uma etiologia 
autoimune 
➛ Acometeprincipalmente mulheres adultas jovens 
➛ Tem regressão espontânea ou após o controle dos níveis 
glicêmicos 
Reações a próteses mamárias: 
➛ Inflamações agudas, fibrose e rejeição 
➛ Ruptura - reação granulomatosa do tipo corpo estranho 
➛ Alterações morfológicas muito comuns associadas a ação 
aumentada do estrógeno nos componentes glandulares e 
estromais 
➛ Frequente em mulheres em idade reprodutiva (30-45 
anos) 
➛ Alterações não proliferativas: cistos, metaplasia apócrina, 
adenoma, fibrose e elastose do estroma mamário 
➛ Essas lesões essencialmente não apresentam potencial de 
malignidade, representam os achados comuns observados em 
mamas nodulares 
➛ Clínica variável de acordo com a intensidade das lesões - 
massa palpável, nódulos, descarga papilar, dor 
➛ Patogênese: apresenta um desequilíbrio na resposta a 
estimulação hormonal cíclica e involução senil - excesso de 
estrógeno ou maior resposta do tecido mamário ao 
estrógeno circulante (aumento da relação estrógeno-
progesterona), tanto no componente glandular quando no 
estroma 
Macroscopia: 
➛ Apresenta cistos de tamanhos variados, em meio a 
estroma denso fibroso 
Microscopia: 
➛ Cistos apresentam dilatações do componente acinar e 
quando há calcificação em cistos grandes - leite de cálcio 
 ✓ Cistos: os cistos são formados por dilatação e abertura 
lobular e podem se unir para formar lesões maiores, são 
revestidos por epitélio atrófico achatado ou células apócrinas 
metaplasicas é frequentemente exibem calcificações 
 ✓ Fibrose: a fibrose ocorre secundariamente exibem 
calcificações 
 ✓ Adenose: definida como o número aumentado de acinos 
por lóbulo, ocorre normalmente durante a gestação e pode 
ser um achado focal em mamas não gestantes 
 - Os ácinos estão frequentemente aumentados, mas não 
distorcidos, além de serem revestidos por epitélio colunar, 
que pode exibir atipia 
 ✓ Adenomas lactacionais: os adenomas lactacionais são 
massas palpáveis em gestantes e lactantes 
Alteraçõ Fibrocíicas da Mama:
Camila Mariana Castro de Oliveira 
Medicina Nove de Julho
 - São tecidos mamários de aparência normal com 
alterações lactacionais, não são neoplasicos, mas sim uma 
resposta local exagerada aos hormônios estacionais 
➛ Aumento da taxa proliferativa epitelial 
➛ São lesões que não formam massas palpáveis, são 
achados de biópsias mamárias ou de mamografia 
(microcalcificações ou periferia de áreas suspeitas) 
➛ Hiperplasias ductais/lobulares sem atipia: 
 ✓ Proliferação de células luminais para dentro da luz dos 
ductos (não há alterações genéticas específicas) 
 ✓ Relacionadas a estados de hiperestrogenismos 
 ✓ Associadas a um pequeno risco para surgimento de 
carcinoma 
 
 ✓ Possui dois padrões: 
 - Discreta: possui 3 a 4 camadas de células 
 - Moderada/Flórida: possui mais de 4 camadas, formando 
pontes e com aspecto cribriforme 
➛ Hiperplasias ductais/lobulares com atipias: 
 ✓ Proliferação clonal com atipia celular - lesão precursora 
 ✓ Dependendo das características de tamanho e 
distribuição - carcinoma ductal in situ 
 ✓ Relacionadas a estados de hiperestrogenismo, há 
alterações genéticas 
 ✓ Hiperplasias lobulares com atipias 
 ✓ Possui um potencial de transformação maligna invasiva 
 ✓ Lesões que forem maiores que 2mm ou localizadas em 
mais de 2 ductos é considerado CDIS de baixo grau 
 ✓ Alterações principais: superexpressão de EZH2, 
hiperexposição ao estrógeno causando acúmulo contínuo de 
alterações genômica, levando a um controle de crescimento 
defeituoso 
Papilomas: 
➛ Crescimento papilar neoplásico benigno no sistema ductal 
mais frequente em mulheres na pré-menopausa 
➛ Manifesta-se com secreção sanguinolenta, aumento de 
volume subareolar 
➛ Apresenta crescimento papilar neoplásico benigno que 
pode ocorrer em qualquer parte do sistema ductal - mais 
comum nos ductos segmentares e seios galactóforos 
Lesão esclerosante complexa 
- cicatriz radial: 
- Proliferação epitelial de ductos e de tecido 
fibroelástico formando aspecto espiculado de 
tamanho variado 
Hiperplasias Epiteliais da Mama:
Nplasias Benignas da Mama:
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Fibroadenoma: 
➛ Tumor fibroepitelial benigno mais comum - estroma 
intralobular 
➛ Tumor bifásico: componente estromal e glandular 
➛ Componente estromal é verdadeiramente neoplásico 
➛ Mulheres jovens: 20 a 30 anos 
➛ Nódulos indolores, únicos ou múltiplos, firmes, crescimento 
lento, circunscritos e móveis 
➛ Epitélio hormonalmente responsivo: aumento de tamanho 
durante a gestação 
➛ Tem relação com ação estrogênica 
Tumor filoide: 
➛ Tumor fibroepitelial benigno menos frequentes - estroma 
intralobular 
 ✓ É caracterizado por uma proliferação fibroepitelial bifásica 
com predomínio do componente estromal (neoplásico) de 
caráter mais agressivo e crescimento mais rápido 
➛ Faixa etária superior àquela do fibroadenoma - 50 a 60 
anos 
➛ Normalmente são benignos, pode haver recorrência local 
quando não totalmente retirados 
➛ Pode ser classificado como 
benignos, malignos e borderline 
- baixo a alto grau (maior taxa 
mitotica, pleomorfismo celular, 
celularidade estromal e bordas 
infiltrativas) 
➛ Macroscopia: apresenta 
massas volumosas, com 
aspecto filiforme 
➛ Microscopia: apresenta acentuada proliferação do 
estroma, podendo haver mitoses e atipias

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