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Camila Mariana Castro de Oliveira Medicina Nove de Julho Patologia da mama ➛ Desenvolvimento da mama intrauterino, na 5° semana embrionária ➛ Formação de linha mamária - glândulas sudoríparas modificadas ➛ Não está completamente desenvolvida ao nascimento ➛ Na puberdade feminina e após a menarca é que ocorre a ramificação do sistema ductal ➛ Característica sexual secundária das mulheres - desenvolvimento estimulado pelo estrogênio e progesterona ➛ Glândula mamária exócrina (leite) estimulada por prolactina ✓ Sistema de ductos ramificados a partir do mamilo, os quais se estendem radialmente entre o estroma fibrogorduroso ➛ Fonte de nutrição para o recém nascido ➛ Estão presentes em uma forma rudimentar em homens Anatomia: ➛ Se estende verticalmente a partir da 2° a 6° costela ➛ Transversalmente da borda esternal mediamente, quase até a linha média axilar lateralmente ➛ Mamilo ou papila - revestido por epitélio estratificado pavimentoso que se estende até parte do ducto coletor (transição com o epitélio ductal glandular) ➛ Arteríola - anel de pele centrado pelo mamilo, contém glândulas sebáceas modificadas que se abrem na superfície em pequenas elevações conhecidas como tubérculos de Montgomery (glândulas sebáceas modificadas) Vascularização: ➛ Artéria axilar: ✓ Artéria torácica lateral -> Ramos ✓ Artéria torácica medial (artéria mamária) -> Ramos ➛ Veia torácica lateral ➛ Veia torácica medial -> veia axilar Drenagem linfática: ➛ Linfonodos submamários ➛ Linfonodos paraesternais ➛ Linfonodos axilares ➛ O sistema complexo de ductos ramificados da mama pode ser dividido em dois grupos: ✓ Unidade terminal ductolobular (UTDL) - Lóbulos mamários e ducto lobular terminal - Quando em lactação: chamados de ácinos ✓ Grandes ductos Morfologia: ➛ Estroma intralobular: ✓ Tecido conjuntivo frouxo ✓ Capilares ✓ Linfócitos, plasmócitos e mastócitos Patologia da mama Introdução: Camila Mariana Castro de Oliveira Medicina Nove de Julho ✓ Ária aspecto conforme ciclo menstrual ➛ Estroma interlobular: ✓ Tecido conjuntivo denso ➛ Os ductos (contorno irregular) e lóbulos são revestidos internamente por dois tipos de células epiteliais: ✓ Células luminais - células colunares e com capacidade de secreção e absorção de fluidos ✓ Células mioepiteliais - células com morfologia variável, podendo ser arredondadas ou alongadas Alterações fisiológicas: ➛ Na mama feminina pré-puberal e na mama masculina, o sistema de ductos principais terminam nos ductos terminais ➛ Estimulação hormonal (puberdade) com desenvolvimento dos lobulos ➛ Durante a gestação e a lactação, a mama atinge a plenitude de sua maturação ➛ Após a menopausa, ocorre involução estromal por substituição gradual do tecido fibroso por tecido adiposo (metaplasia adiposa) ➛ Na mulher jovem, o estroma interlobular é composto predominantemente por tecido fibroso denso, com alguns adipócitos, daí a consistência da mama ser firme ➛ Após a menopausa predomina o tecido adiposo ➛ Neoplasia maligna visceral mais frequente e a principal causa de morte por câncer em mulheres ➛ Pouco presente em homens - 1% ➛ Em sua etiopatogênese é dividido em dois grupos: ✓ Carcinomas hereditários ✓ Carcinomas não hereditários ou esporádicos Manifestações clínicas: ➛ Nódulo palpável - detectado na maioria das vezes pela própria paciente ➛ Anormalidades na mamografia - alterações morfológicas ao exame ➛ Achados incidentais histológico - doença benigna ou mamoplastia ➛ Células malignas em derrame papilar - secreção do mamilo ➛ Metástase Fatores de risco: ➛ Idade - raro antes dos 25 anos, pico entre 50-60 anos ➛ Mulheres caucasianas não hispânica tem maior incidência ➛ Fatores ambientais: dieta (hipercalórica e hiperlipidica), sedentarismo, obesidade (risco diminuído para menores de 40 anos e maior pós menopausa), etanol ➛ Histórico familiar - parentes de 1° grau afetados em 1/3 dos casos de câncer ✓ Destes 5 a 10% com mutação nos genes BRCA1 e BRCA2 ➛ Estimulação estrogênica prolongada em tecido geneticamente suscetível. ✓ Menarca precoce, menopausa tardia, primeira gestação tardia - após os 35 anos ✓ Reposição hormonal aumenta o risco mas contraceptivos não. ➛ Densidade da mama na mamografia. ➛ Radiação torácica (radioterapia) ➛ Amamentação < risco ➛ Lesões proliferativas atípicas conferem maior risco para CA mama. Carcinoma de mama: Mobile User Mobile User Mobile User Camila Mariana Castro de Oliveira Medicina Nove de Julho Carcinoma hereditário: ➛ Representam 5-10% dos carcinomas da mama ➛ Mutação autossômica dominante dos genes BRCA1 e BRCA2 - genes supressores de tumor Brca 1: ➛ Risco de câncer de mama aumentado em 50-80% aos 70 anos ✓ Risco da população normal é de 12% ➛ Risco de câncer nos ovários aumentado em 40-50% aos 70 anos ✓ Risco da população normal é de 1,3% Brca 2: ➛ Risco de câncer de mama aumentado em 50-70% aos 70 anos (feminino). ➛ Risco de câncer de mama aumentado em 5-7% (masculino) ✓ Risco da população normal é de 0,02 % ➛ Risco de câncer nos ovários aumentado em 10% aos 70 anos Carcinoma não hereditário ou esporádicos: ➛ Relacionados a estimulação estrogênica prolongada ➛ Lesões proliferativas: hiperplasia ductais e hiperplasia lobulares - carcinoma in situ -> carcinoma invasivo ➛ Mutação BRCA1 e BRCA2 (menos de 5% dos casos) Classificação dos subtipos: Expressão gênica e alterações genômicas: ➛ Avaliação Imunohistoquimica- avalia se o tumor tem receptores hormonais ✓ Receptor de estrógeno - RE ✓ Receptor de progesterona - RP ✓ Superexpressao de HER-2 (presente em até 30% dos cânceres invasivos) ✓ Taxa de proliferação celular ki-67 ➛ A classificação dos subtipos implica diretamente na terapêutica aplicada ➛ Quando expressão de RE e RP - bom prognóstico por demonstrar célula bem diferenciada Quanto a localização e extensão: ➛ Não invasivo ou In situ - carcinoma ductal in situ e carcinoma lobular in situ ➛ Invasivo - ambos (adenocarcinomas) iniciam na unidade terminal ductolobular ✓ Carcinoma ductal invasivo ✓ Carcinoma lobular invasivo Carcinoma ductal in situ (cdis): ➛ Proliferação clonal de células epiteliais malignas nos ductos mamários - sem invadir estroma Outros genes envolvidos -> TP53, PTEN, ATM e CHEK2 - Luminal A: RE positivo/PR positivo/HER-2 negativo/ki-67 <20%. - Luminal B: RE positivo/HER-2 positivo ou negativo/RP <20%/ki-67≥ 20%. - HER-2: HER-2 positivo (superexpresso +++)/ RE negativo/PR negativo. - Basal (triplo negativo): RE negativo/PR negativo/HER-2 negativo. Mobile User Mobile User Mobile User Mobile User Mobile User Mobile User Mobile User Mobile User Camila Mariana Castro de Oliveira Medicina Nove de Julho ➛ Lesões não palpáveis - normalmente unilateral: aumento no rastreamento graças a mamografia (calcificação pode ser vista na radiografia) ➛ O prognóstico para CDIS é excelente - mais de 97% de sobrevida de longo prazo após mastectomia simples e radioterapia ➛ Classificados com base no padrão arquitetural: ✓ Comedocarcinima - ou carcinoma ductal in situ com comedonecrose ✓ Não comedocarcinima ➛ Comedocarcinima: ✓ A: imagem radiológica revela calcificação linear e ramificada dentro do sistema ductal ✓ B: proliferação de alto grau associada a grandes áreas centrais de necrose e calcificações preenchendo vários ductos ✓ Células neoplasicas com núcleo pleomórfico de alto grau e áreas de necrose central ➛ Não comedocarcinoma: ✓ Cribiforme: imagem C - espaços arredondados regulares (cortador de biscoito) contendo secreções e calcificações ✓ Micropapilar ou micropapilífero: imagem D - projeções papilíferas não exibem eixosfibrovasculares Carcinoma lobular in situ (clis): ➛ Bilateral em até 40% dos casos. ➛ Proliferação clonal de células dentro de ductos e lóbulos que crescemem uma maneira não coesa (perda da proteína de adesão tumoral E-caderina) - Mutação CDH1 ➛ Termo lobular pois ocorre disseminação sem altera os espaços envolvidos, e, portanto, a arquitetura lobular subjacente é preservada. Doença de Paget: - Manifestação rara de câncer que se apresenta como uma erupção eritematoso unilateral com uma crosta escamosa no mamilo ou papila - Erupção eritematosa unilateral com uma crosta escamosa - Acomete areola e mamilo - Disseminação de células neoplasicas pelos ductos até o mamilo - sem infiltrar a camada basal - Mamilo - eritema, crosta, prurido - Geralmente tem massa palpável - cancer invasivo subjacente, pouco diferenciado, RE Mobile User Camila Mariana Castro de Oliveira Medicina Nove de Julho ➛ Sempre ocorre como achado incidental (biópsia) ✓ Sem alteração de calcificação ou aumento de densidade mamária (pouca relevância na mamografia) ➛ Fator de risco para carcinoma invasivo (ocorre em até 35% > 30 anos) ➛ Mastectomia profilática bilatral e tamoxifeno ➛ Células pequenas, redondas e pouco coesas preenchendo e expandindo o ácino de um lóbulo ➛ Células luminais normais, positivas (marrom) para E- caderina, gradualmente substituída por células E-negativas do CLIS que se propagam pela membrana basal Carcinoma ductal invasivo: ➛ Tipo mais frequente de câncer de mama ➛ Grupo heterogêneo (lesões distintas) de lesões que se caracterizam pela ausência de achados morfológicos que permitam enquadra-las em um dos subtipos especiais ➛ Subtipos: ✓ Luminal ✓ HER-2 positivo ✓ Triplo negativo ➛ Agressivo - sobrevida de cinco anos em 60% dos pacientes ➛ Massa palpável, endurecida, em média com 2 a 3cm de diâmetro ✓ Mamografia com densidade irregular e microcalcificações frequentes Morfologia: ➛ Massa relativamente bem individualizada, de forma variável ➛ Superfície de corte amarelada e consistência firme ➛ Trabéculas que se irradiam a partir do centro da lesão (desmoplasia) ➛ Carcinoma ductal invasor bem diferenciado, com formação tubular evidente ➛ Carcinoma ductal invasor pouco diferenciado com escassa formação tubular, alto grau nuclear e várias mitoses ➛ Pode estar associado com carcinoma in situ Carcinoma lobular invasivo: ➛ Representa 10% dos carcinomas invasores da mama. ➛ Células idênticas as do CLIS ➛ Mutação no gene CDH1 (Perda da expressão da E- caderina) ➛ Bom prognóstico. Sobrevida de 10 anos de até 90% ➛ Expressão de HER-2 é rara ➛ Bilateral Morfologia: ➛ Lesões são firmes e estreladas, outras aparecem como “espessamento” difuso da mama ➛ Gaita de adesão pode dificultar diagnóstico por palpacao ou mamografia (pouco desmoplasia) ➛ Células pequenas, homogêneas, com padrão de Camila Mariana Castro de Oliveira Medicina Nove de Julho crescimento difuso, infiltrando-se no estroma em forma de fila indiana, em que as células se dispõem entre as fibras colagenas, as vezes com padrão em alvo ➛ Imunomarcação em células tubulares normais Carcinoma tubular: ➛ 5% dos casos ➛ Formação de túbulos bem diferenciados em estroma fibroelastótico ➛ Variante de melhor prognóstico (sobrevida de 5 anos em 95 a 100% dos casos) ➛ Nódulo palpável (1 cm) - Detectável na mamografia. ➛ Pode ser bilateral ➛ Mutação BRCA-2 Carcinoma medular: ➛ 7% dos casos ➛ Células pleomórficas, estroma escasso, infiltrado linfoide. ➛ Relacionado com mutações no BRCA 1 ➛ Massa palpável móvel, bem delimitada Carcinoma mucinoso: ➛ 2 a 3% dos casos ➛ Massa bem delimitada, de aspecto gelatinoso ➛ Pacientes idosas ➛ Bom prognóstico, com baixa incidência de metástases axilar ➛ Pode apresentar hemorragia ➛ Pequenos agrupamentos de células com baixo grau de pleomorfismo, imersas em lagos de muco Carcinoma inflamatório: ➛ Sinais clínicos: edema, eritema e calor ➛ Embolização tumoral nos linfáticos da derme ➛ Mau prognóstico Fatores prognósticos: ➛ Invasão e tamanho do tumor: carcinomas in situ apresentam sobrevida superior a 90% em 5 anos ➛ Grau de envolvimento linfonodal (linfonodos axilares): carcinomas sem envolvimento nodal - sobrevida de aproximadamente 80% ➛ Tipo histológico e grau histológico: In sito ou invasivo, além dos subtipos. ➛ Expressão de receptores hormonais e HER-2: Receptores hormonais (estrogênio e progesterona) - Indicativo de diferenciação e resposta terapeutica (Tamoxifeno - modulador de RE) - Trastuzumabe (Herceptin) para HER-2. ➛ Índice de proliferação: Imunohistoquimica para Ki-67 - Se índice > 10%, boa resposta para inibidores da aromatase (Anastrozol) e podem ser elegíveis para quimioterapia ➛ Expressão gênica: Busca por mutações e ou epigenética envolvida no CA de mama. Prevenção e classificação histológica de biópsia. Camila Mariana Castro de Oliveira Medicina Nove de Julho Mastite: ➛ Causas: infecciosas, autoimunes e idiopáticas ➛ Apresentação clínica: dor, hiperemia, edema e febre Mastites agudas: ➛ Mastite mais frequente - associada a lactação ➛ Primeiras semanas de amamentação ➛ Penetração de bactérias pela papila mamária - fissuras e rachaduras ✓ Staphylococcus aureus e Streptococcus ➛ Uso de antibióticos ➛ Drenagem em caso de abscesso ➛ As mamas se apresentam de forma hiperemiadas, edemaciadas ✓ O “carcinoma inflamatório” mimetiza a inflamação ao obstruir os ductos linfáticos dérmicos, deve ser considerado em uma mulher que não está amamentando e apresenta sinais clínicos de mastite Mastites crônicas: ➛ Forma menos frequente de mastite ➛ Mastite aguda dom resolução incompleta - fibrose, infiltrado inflamatório linfomononuclear ➛ Mastite crônica granulomatosa: ✓ Idiopática, autoimune, tuberculose, fungos ✓ Mulheres na faixa etária de 20 a 40 anos ✓ História: granulomas, necrose, destruição do parênquima Abcesso subareolar recidivante: ➛ Acomete principalmente mulheres adultas, associados ao tabagismo ➛ Metaplasia escamosa dos ductos lactíferos principais no mamilo ➛ Deficiência de vitamina A + exposição as substâncias da fumaça do cigarro alteram a diferenciação do epitélio ductal ➛ Essa condição resulta em eliminação de queratina e subsequente obstrução dos ductos ✓ A dilatação e a ruptura dos ductos levam a inflamação intensa crônica e granulomatosa que se manifesta como uma massa subareolar dolorosa, eritematosa e com trajeto fistuloso Outras alterações: Ectasia ductal: ➛ Normalmente se manifesta como uma massa pariareolar indolor e pouco definida, com secreções brancas e viscosas pelo mamilo ➛ Costuma ocorrer em mulheres peri e pós- menopausa ➛ Não há associação ao tabagismo ➛ A lesão é caracterizada por espessamento de secreções, dilatação do ducto sem metaplasia escamosa e inflamação periductal, que pode levar a fibrose e a retração da pele ✓ Dilatação do ducto - material proteico (macrófagos, infiltrado inflamatório linfocitico, fibrose) ➛ Involução mamária. - obstrução de ductos com dilatação progressiva dos ductos Necrose gordurosa: ➛ Associada a traumas, pós cirúrgicos, irradiação ➛ Necrose do tecido adiposo, macrófagos xantomatosos e calcificação ➛ Massa palpável, firme, contorno irregular Alteraçõ Inflamatórias da Mama: Camila Mariana Castro de Oliveira Medicina Nove de Julho ➛ Histologicamente, as lesões evoluem de hemorragia com inflamação aguda e necrose gordurosa liquefativa à inflamação crônica, com células gigantes e hemossiderina no tecido fibroso, macrófagos xantomatosos e calcificações distróficas Lobulite linfocítica (mastopatia diabética): ➛ As lesões se manifestam como uma ou várias massas palpáveis, duras como pedra, indolores, bem definida e são achadas incidentalmente nos exames de rastreamento do câncer de mama ➛ A histologia revela estroma colagenizado ao redor dos ductos atróficos, com infiltrado linfocítico proeminente ➛ A associação do diabetes melitus tipo 1 e doença autoimune da tireoide sugere uma etiologia autoimune ➛ Acometeprincipalmente mulheres adultas jovens ➛ Tem regressão espontânea ou após o controle dos níveis glicêmicos Reações a próteses mamárias: ➛ Inflamações agudas, fibrose e rejeição ➛ Ruptura - reação granulomatosa do tipo corpo estranho ➛ Alterações morfológicas muito comuns associadas a ação aumentada do estrógeno nos componentes glandulares e estromais ➛ Frequente em mulheres em idade reprodutiva (30-45 anos) ➛ Alterações não proliferativas: cistos, metaplasia apócrina, adenoma, fibrose e elastose do estroma mamário ➛ Essas lesões essencialmente não apresentam potencial de malignidade, representam os achados comuns observados em mamas nodulares ➛ Clínica variável de acordo com a intensidade das lesões - massa palpável, nódulos, descarga papilar, dor ➛ Patogênese: apresenta um desequilíbrio na resposta a estimulação hormonal cíclica e involução senil - excesso de estrógeno ou maior resposta do tecido mamário ao estrógeno circulante (aumento da relação estrógeno- progesterona), tanto no componente glandular quando no estroma Macroscopia: ➛ Apresenta cistos de tamanhos variados, em meio a estroma denso fibroso Microscopia: ➛ Cistos apresentam dilatações do componente acinar e quando há calcificação em cistos grandes - leite de cálcio ✓ Cistos: os cistos são formados por dilatação e abertura lobular e podem se unir para formar lesões maiores, são revestidos por epitélio atrófico achatado ou células apócrinas metaplasicas é frequentemente exibem calcificações ✓ Fibrose: a fibrose ocorre secundariamente exibem calcificações ✓ Adenose: definida como o número aumentado de acinos por lóbulo, ocorre normalmente durante a gestação e pode ser um achado focal em mamas não gestantes - Os ácinos estão frequentemente aumentados, mas não distorcidos, além de serem revestidos por epitélio colunar, que pode exibir atipia ✓ Adenomas lactacionais: os adenomas lactacionais são massas palpáveis em gestantes e lactantes Alteraçõ Fibrocíicas da Mama: Camila Mariana Castro de Oliveira Medicina Nove de Julho - São tecidos mamários de aparência normal com alterações lactacionais, não são neoplasicos, mas sim uma resposta local exagerada aos hormônios estacionais ➛ Aumento da taxa proliferativa epitelial ➛ São lesões que não formam massas palpáveis, são achados de biópsias mamárias ou de mamografia (microcalcificações ou periferia de áreas suspeitas) ➛ Hiperplasias ductais/lobulares sem atipia: ✓ Proliferação de células luminais para dentro da luz dos ductos (não há alterações genéticas específicas) ✓ Relacionadas a estados de hiperestrogenismos ✓ Associadas a um pequeno risco para surgimento de carcinoma ✓ Possui dois padrões: - Discreta: possui 3 a 4 camadas de células - Moderada/Flórida: possui mais de 4 camadas, formando pontes e com aspecto cribriforme ➛ Hiperplasias ductais/lobulares com atipias: ✓ Proliferação clonal com atipia celular - lesão precursora ✓ Dependendo das características de tamanho e distribuição - carcinoma ductal in situ ✓ Relacionadas a estados de hiperestrogenismo, há alterações genéticas ✓ Hiperplasias lobulares com atipias ✓ Possui um potencial de transformação maligna invasiva ✓ Lesões que forem maiores que 2mm ou localizadas em mais de 2 ductos é considerado CDIS de baixo grau ✓ Alterações principais: superexpressão de EZH2, hiperexposição ao estrógeno causando acúmulo contínuo de alterações genômica, levando a um controle de crescimento defeituoso Papilomas: ➛ Crescimento papilar neoplásico benigno no sistema ductal mais frequente em mulheres na pré-menopausa ➛ Manifesta-se com secreção sanguinolenta, aumento de volume subareolar ➛ Apresenta crescimento papilar neoplásico benigno que pode ocorrer em qualquer parte do sistema ductal - mais comum nos ductos segmentares e seios galactóforos Lesão esclerosante complexa - cicatriz radial: - Proliferação epitelial de ductos e de tecido fibroelástico formando aspecto espiculado de tamanho variado Hiperplasias Epiteliais da Mama: Nplasias Benignas da Mama: Camila Mariana Castro de Oliveira Medicina Nove de Julho Fibroadenoma: ➛ Tumor fibroepitelial benigno mais comum - estroma intralobular ➛ Tumor bifásico: componente estromal e glandular ➛ Componente estromal é verdadeiramente neoplásico ➛ Mulheres jovens: 20 a 30 anos ➛ Nódulos indolores, únicos ou múltiplos, firmes, crescimento lento, circunscritos e móveis ➛ Epitélio hormonalmente responsivo: aumento de tamanho durante a gestação ➛ Tem relação com ação estrogênica Tumor filoide: ➛ Tumor fibroepitelial benigno menos frequentes - estroma intralobular ✓ É caracterizado por uma proliferação fibroepitelial bifásica com predomínio do componente estromal (neoplásico) de caráter mais agressivo e crescimento mais rápido ➛ Faixa etária superior àquela do fibroadenoma - 50 a 60 anos ➛ Normalmente são benignos, pode haver recorrência local quando não totalmente retirados ➛ Pode ser classificado como benignos, malignos e borderline - baixo a alto grau (maior taxa mitotica, pleomorfismo celular, celularidade estromal e bordas infiltrativas) ➛ Macroscopia: apresenta massas volumosas, com aspecto filiforme ➛ Microscopia: apresenta acentuada proliferação do estroma, podendo haver mitoses e atipias