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Introdução Para a sociologia, o processo de socialização define-se como sendo a assimilação que um determinado indivíduo ou grupo pequeno, faz de hábitos, características comportamentais e culturais do grupo social no qual está inserido. A assimilação sócio comportamental e cultural torna-se própria daquele indivíduo que a aceitou e assimilou. Socialização Na Infância Como é o processo de socialização? O processo de assimilação e socialização não é fixo, isto é, pode sofrer alterações ao longo da vida e dos contextos nos quais o ser social está inserido. Sendo assim, o processo de socialização é feito durante toda a vida, terminando apenas com a morte. O processo de socialização da seres sociais inicia-se ainda na infância, quando ainda bebês, os indivíduos são socializados e apresentados às regras sociais pelos pais. É a partir, principalmente, da mãe e do pai que a criança começa a estabelecer os vínculos com o mundo do qual fará parte. Em um primeiro momento, no ambiente familiar, o processo de socialização se dá a partir do aprendizado das primeiras regras de comunicação, compreensão e entendimento de elementos culturais próprios da família e da sociedade. Em seguida, com o ingresso da criança no ambiente escolar ela aprenderá códigos e regras mais aprimoradas sobre os elementos culturais e regras que devem ser aprendidas para a vivência em grupo. Bourdieu e o habitus De forma geral, o processo de socialização é, em grande parte, cultural, dado a partir da assimilação de valores e regras responsáveis por delimitar as maneiras de comportamento e ações em uma determinada sociedade. Resumidamente, a socialização é, portanto, o conjunto de hábitos culturais que permite a atuação do indivíduo em seu meio social. O sociólogo francês Pierre Bourdieu desenvolveu o conceito de habitus, definido como um sistema de disposições duráveis incorporadas ao indivíduo, que fazem parte do processo de socialização. Para Bourdieu, o habitus é o fruto de condições sociais, práticas e representações anteriores que foram incorporadas por grupos sociais. · Socialização primária - A socialização primária é aquela que corre na infância e se desenvolve no contexto das relações familiares. Pai, mãe, avós, tios e outros familiares ensinam a criança as primeiras noções sobre as regras e comportamentos aceitos pela sociedade. A socialização primária, em um segundo momento, também é entendida como papel da escola, uma vez que os professores e outros colegas escolares também colaboram para a ampliação do conhecimento das regras e para a efetiva convivência e socialização com outros seres sociais. · Socialização secundária - A socialização secundária acontece após o processo de socialização primária, quando os indivíduos já estão inseridos em vários meios sociais, no ambiente de trabalho e vivenciando uma série de outras interações sociais e culturais distintas. Nesses novos espaços de interação os indivíduos interagem e adquirem novos e distintos papéis sociais, inclusive nos meios institucionais. Escola, Local De Socialização. Tanto a socialização primária quanto a secundária acontecem a partir da internalização de regras de conduta, normas, comportamentos e visões de mundo. A experiência social e os processos de socialização, portanto, variam de acordo com o contexto socio cultural, o tempo e o lugar em que ocorrem, por conta disso, não são são estáticas e podem sofrer diversas alterações no decorrer dos séculos. Os fatores sociais, culturais e históricos no entanto, nem sempre são bem aceitos por todos os membros da sociedade, que rebelam-se contra as regras e modelos de comportamento impostos como forma de libertação, uma vez que os processos de socialização servem também como forma de controle social exercida pelo Estado. Qual a importância da socialização? A socialização é crucial para o indivíduo e a sociedade, pois molda a identidade, ensinando normas e valores. Ela começa na infância, com a família, e continua por toda a vida, envolvendo escolas, pares e mídia. Esse processo não apenas promove a integração social e a transmissão cultural, mas também prepara indivíduos para participar efetivamente de sua comunidade, garantindo a continuidade e a coesão social. Além disso, permite o desenvolvimento de habilidades sociais e de comunicação essenciais, contribuindo para a formação de cidadãos conscientes e responsáveis. Resumo sobre o processo de socialização O processo de socialização é fundamental para o desenvolvimento humano e a integração social, atuando como o meio pelo qual os indivíduos aprendem e internalizam as normas, valores, comportamentos e habilidades sociais necessárias para funcionar eficazmente dentro de sua sociedade. Este processo começa desde o nascimento e continua ao longo da vida de uma pessoa, sendo influenciado por várias agências de socialização, incluindo a família, a escola, os grupos de pares, a mídia e as instituições religiosas e de trabalho. Instituições sociais são estruturas estabelecidas na sociedade que ditamcertos padrões de comportamento e organizam a vida social. A compreensão do que são as instituições sociais é vital, pois elas moldam a maneira como interagimos e funcionamos na sociedade, estabelecendo regras e normas que orientam nosso comportamento. Compreender as características das instituições sociais, como sua superação do indivíduo, seu caráter coercitivo, autoridade moral e historicidade, ajuda a entender como elas operam e influenciam o comportamento individual e coletivo. Essas características são essenciais para entender como as instituições sociais conseguem moldar, regular e influenciar a sociedade. Existem vários tipos de instituições sociais, incluindo instituições espontâneas, criadas, reguladoras e operacionais. O conhecimento dos diferentes tipos é importante, pois ajuda a entender como elas surgem, se desenvolvem e atuam em diferentes áreas da vida social, desde a família até organizações governamentais e econômicas. Entender exemplos concretos de instituições sociais, como a família, a escola, o Estado, a igreja e o trabalho, permite que os estudantes vejam como as instituições sociais operam na prática. Isso pode ajudar a ilustrar conceitos mais abstratos e a entender melhor como essas instituições moldam nossas vidas cotidianas. permite entender como as instituições podem perpetuar desigualdades ou trabalhar para mitigá-las. A exclusão social ocorre quando certos grupos são impedidos de acessar recursos ou oportunidades, enquanto a inclusão social se refere a esforços para garantir igualdade de oportunidades. A compreensão desses conceitos é crucial para analisar criticamente como as instituições sociais funcionam e como elas podem ser modificadas para promover a justiça social. 1. Instituições Sociais Hoje, vamos falar sobre algo realmente fascinante que faz parte do nosso dia a dia e que, muitas vezes, nem percebemos. Estamos falando das "Instituições Sociais". Mas antes que vocês imaginem prédios grandiosos ou órgãos governamentais, vamos esclarecer do que se trata! As instituições sociais, na verdade, não são apenas organizações físicas como escolas ou hospitais. Não, no sentido sociológico, uma instituição social é muito mais ampla e pode ser algo invisível e onipresente, como a família, a economia, a linguagem, e sim, também escolas e hospitais. São mecanismos presentes em nossa sociedade que nos ajudam a entender e cumprir nosso papel dentro dela. Entenderam até aqui? Ótimo! As igrejas são exemplos de instituições sociais. Agora, vocês devem estar se perguntando: por que então chamamos isso de "controle social"? É que, muitas vezes, essas instituições atuam de maneira tão sutil e natural que nem percebemos que estão lá, nos orientando em como agir, falar ou pensar. Na verdade, essas instituições estão nos ajudando a aprender a viver em sociedade, a sermos bons cidadãos. Então, nesse sentido, elas nos "controlam", mas de uma maneira boa, que nos auxilia no nosso crescimento pessoal e social. Vamos dar uma olhada mais de perto no que são asinstituições sociais. Elas são como estruturas sólidas e constantes na nossa sociedade, com regras, papéis e funções bem definidas. Para o famoso sociólogo Émile Durkheim, as instituições têm uma função quase de professores, ensinando-nos a ser parte da sociedade em que nascemos. Esse é o papel de "socialização" das instituições sociais. Portanto, essas instituições agem como uma espécie de GPS social, guiando e dando ordem às nossas interações e comportamentos. Mas lembrem-se: mesmo que esse controle não seja sentido diretamente, ele está lá. Coisas como ter uma família, frequentar uma escola, participar de uma igreja, são todas consideradas naturais para nós. E conforme o sociólogo Peter Berger nos lembra, a linguagem é a instituição social mais básica e fundamental. Espero que isso ajude a esclarecer o conceito de instituições sociais. Lembre-se, mesmo que não possamos vê-las fisicamente, elas estão sempre ao nosso redor, guiando nossa jornada na sociedade! a) Características das Instituições Sociais Agora que já temos uma ideia do que são as instituições sociais, vamos mergulhar um pouco mais e explorar algumas das suas características principais. Lembrem-se, essas características nos ajudam a entender como as instituições sociais moldam o nosso comportamento e nos ajudam a viver em sociedade. Vamos lá? Superação do indivíduo: Sabem quando dizemos que "a união faz a força"? Pois é, isso se aplica às instituições sociais também. Imagine uma escola. Ela é formada por muitos alunos, professores, funcionários e até pelos pais. Agora, se todos esses indivíduos pararem de frequentar essa escola, ela deixará de existir. Mas, se apenas uma ou duas pessoas deixarem de ir, a escola continuará existindo. Por quê? Porque uma instituição social é mais forte e maior que um indivíduo sozinho. Ela é a soma de todos os seus membros. Coerção: Esse é um termo meio complicado, mas basicamente se refere à forma como as instituições sociais nos incentivam a seguir as regras da sociedade. Se você seguir as regras, tudo continua calmo e tranquilo. Mas se você quebrar essas regras, você sentirá o peso desse controle, através de punições ou consequências negativas. É como um lembrete de que há regras a seguir. Autoridade moral: Além de manter a ordem através da coerção, as instituições sociais também nos dão um sentimento de realização e orgulho quando seguimos as regras. Sabe quando você faz algo certo e sente uma sensação de satisfação e dever cumprido? É isso! Mas, da mesma forma, se você quebrar as regras, pode sentir culpa, vergonha ou desonra. Historicidade: Este é um aspecto interessante das instituições sociais. Elas existiam antes de nascermos e continuarão existindo após a nossa morte. Elas têm uma história, e assim como a sociedade, elas evoluem, se adaptam e mudam ao longo do tempo. Mas, não importa o quão elas mudem, elas sempre encontram uma maneira de se reinventar e se adequar às novas realidades. Estas são apenas algumas das características das instituições sociais, mas elas são importantes para entendermos o papel delas em nossa vida. Elas são como professores invisíveis que nos ensinam a nos comportar, a falar, a comer, a fazer amizades, a trabalhar e a realizar todas as atividades essenciais à vida. Então, da próxima vez que você estiver conversando com um amigo ou estudando para uma prova, lembre-se: as instituições sociais estão nos bastidores, nos orientando e ajudando a nos tornar quem somos. b) Tipos de Instituições Sociais A escola é um tipo de instituição social externa. Primeiramente, é interessante saber que as instituições sociais podem ser vistas de dois ângulos diferentes: externas e incorporadas. 1. Externas: Como um recém-nascido que acaba de chegar ao mundo, somos apresentados a regras e padrões de comportamento que são externos a nós, não é? Pois bem, essas regras são exibidas por diversas instituições sociais ao longo da nossa vida. Por exemplo, a escola ensina-nos desde cedo como devemos comportar-nos em um ambiente de aprendizagem, e as leis do nosso país estabelecem o que é aceitável e o que é proibido na sociedade. 2. Incorporadas: À medida que crescemos e aprendemos, essas regras e padrões de comportamento se tornam uma parte de nós, como um manual de instruções interno que orienta nossas ações e decisões. Quando isso acontece, nós também nos tornamos agentes de socialização, repassando e ensinando essas regras a outros. Um exemplo disso é quando você ensina a um amigo mais novo como jogar um jogo que você já conhece bem. Agora, baseado na sua função e no espaço social em que operam, as instituições sociais também podem ser classificadas da seguinte forma: 1. Instituições Espontâneas: Essas surgem naturalmente das relações entre os indivíduos. A família é um exemplo clássico, onde os papéis e regras surgem a partir das relações de parentesco. 2. Instituições Criadas: Estas são criadas de maneira intencional para regular e organizar a sociedade. Um exemplo são os bancos, que foram criados para gerenciar e regular as transações financeiras. 3. Instituições Reguladoras: Estas instituições regem diferentes aspectos da sociedade. Por exemplo, as instituições educativas, como escolas e universidades, que estabelecem normas e regras para a educação. 4. Instituições Operacionais: Estas instituições trabalham sobre diversos aspectos da sociedade. O departamento de finanças de um país é um exemplo, controlando e gerindo as finanças públicas. Portanto, as instituições sociais são práticas em constante execução, e dependem de nós, indivíduos sociais, para manter e reproduzir seus padrões de comportamento. É dessa forma que o controle social é exercido e mantido na sociedade. c) Exemplos As instituições sociais, que desempenham um papel crucial em modelar nossa sociedade, são muitas e variadas. Vamos explorar algumas das mais proeminentes. 1. Instituições Familiares: Essas são as primeiras instituições que encontramos na vida, com funções como reprodução, economia e educação. Dependendo da sua estrutura, uma família pode ser monogâmica (com um cônjuge), poligâmica (com vários cônjuges), poliândrica (uma mulher casada com vários homens) ou poligínica (homem casado com várias mulheres). 2. Instituições de Ensino: São responsáveis pela disseminação do conhecimento. As escolas e universidades, por exemplo, são onde passamos grande parte de nossas vidas, aprendendo e crescendo. 3. Instituições Religiosas: Estas foram criadas para atender às necessidades metafísicas da vida social. Elas são fundamentadas em dogmas, crenças e tradições. Exemplos disso são igrejas e templos. 4. Instituições Econômicas: Regulam a vida econômica dos membros da sociedade. Os bancos e as empresas de crédito são exemplos clássicos deste tipo de instituição. 5. Instituições Políticas: Incluem o Estado (com seus poderes legislativo, executivo e judiciário), a Nação (que reúne pessoas com costumes, tradições e valores compartilhados) e o Governo (seja uma monarquia ou uma república). 6. Instituições de Lazer: Englobam uma variedade de instituições que têm como função entreter os seres sociais. Os cassinos e as festas de carnaval são exemplos. Examinemos alguns exemplos mais concretos para ilustrar esses conceitos. 1. Linguagem: A linguagem é uma das principais instituições sociais e está interligada a todas as demais. Sem ela, seria difícil se comunicar e até mesmo ser socializado. Por isso, é fundamental para um indivíduo aprender o idioma de seu local de origem. 2. Família: É a primeira instituição que oferece um contexto de socialização para um indivíduo. Embora seja diversificada, existe um modelo de família nuclear que é comumente reconhecido como o mais adequado e associado a sentimentos de harmonia e amor. 3. Estado: O Estado, em seu sentido amplo, abrange desde o território de uma nação até suas forças militares. No entanto, também representa o controle social exercido sobre a população em diversos níveis. Para ser um cidadão pleno, por exemplo, é necessário estar com os documentos em ordem e votar nas eleições.4. Igreja: Apesar de nem todos frequentarem uma igreja como um espaço físico, essa instituição social exerce uma grande autoridade moral e tem um papel crucial na organização, controle e socialização dos indivíduos. 5. Escola: A instituição escolar é uma invenção moderna cujo objetivo principal é disciplinar os indivíduos para aprenderem a pensar racionalmente. Também proporciona um ambiente onde indivíduos da mesma faixa etária convivem por muitos anos. 6. Trabalho: O trabalho tem estado presente em toda a história humana, mas a forma como o conhecemos hoje é bastante específica. O horário de expediente e a jornada de trabalho de 8 horas por dia organizam a vida coletiva, enquanto cada emprego possui sua própria forma adequada de postura e sociabilidade. 7. Segurança pública: A forma como os policiais e militares atuam na segurança da população também é uma forma de controle social. Infelizmente, em alguns casos, esse controle pode ser aplicado de maneira discriminatória, como evidenciado pelo documento de 2013 do Comando da Polícia Militar que instruía a abordagem de indivíduos de "cor parda e negra". Isso é um exemplo do racismo estrutural. Além das instituições mencionadas, há muitas outras, como o Direito, a Saúde Coletiva e a Economia. Compreender como essas instituições influenciam nossas vidas e considerar as desigualdades sociais que elas podem perpetuar é crucial. Isso nos ajuda a entender melhor o mundo ao nosso redor e a refletir sobre o tipo de sociedade em que gostaríamos de viver. d) Exclusão e Inclusão Social A falta de pretos ou pardos em cargos gerenciais é um resultado de racismo estrutural de várias instituições sociais devido a história brasileira, daí a necessidade de políticas de inclusão social. As instituições sociais desempenham um papel fundamental na criação, manutenção ou superação de padrões de inclusão e exclusão social. A exclusão social se refere a processos pelos quais determinados indivíduos ou grupos são sistematicamente bloqueados de (ou excluídos de) direitos, oportunidades e recursos que são normalmente disponíveis para membros da sociedade e que são fundamentais para a integração social. Por exemplo, grupos minoritários podem ser excluídos de oportunidades educacionais ou de emprego devido a preconceitos e discriminação institucionalizados. Nesse sentido, as instituições sociais podem contribuir para a exclusão social quando reforçam estereótipos prejudiciais, limitam o acesso a recursos e oportunidades ou perpetuam desigualdades estruturais. Por exemplo, instituições educacionais que não fornecem apoio suficiente para estudantes de baixa renda, ou instituições políticas que permitem práticas discriminatórias, podem excluir certos grupos de participar plenamente na sociedade. Por outro lado, a inclusão social é um processo pelo qual esforços são feitos para garantir oportunidades iguais para todos, independentemente de suas origens ou circunstâncias pessoais. Isso inclui o acesso a serviços como educação e saúde, a oportunidade de participar plenamente na vida política e social, e a capacidade de usar recursos básicos que são vitais para a sobrevivência e o bem-estar. As instituições sociais têm um papel crucial na promoção da inclusão social ao facilitar o acesso a recursos e oportunidades, combater a discriminação e trabalhar para reduzir as desigualdades. Por exemplo, uma instituição de ensino comprometida com a inclusão pode implementar políticas de ação afirmativa para estudantes de grupos marginalizados, enquanto uma instituição religiosa pode trabalhar para combater o preconceito e promover a aceitação de todos os membros da comunidade. Portanto, as instituições sociais podem tanto perpetuar quanto combater a exclusão social e, da mesma forma, podem promover ativamente a inclusão social. A chave é o reconhecimento da existência de desigualdades e a vontade de implementar políticas e práticas que abordem essas questões.