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Aula 2 - metodos de antissepsia

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MARIA LAURA R. BARROS – MED 108 
FUNDAMENTOS DA CIRURGIA 
 
1 
 
Técnicas de Assepsia, Antissepsia e Esterilização 
 
INTRODUÇÃO 
É uma medida que visam evitar a infecção. 
Esterilizando o material e o ambiente cirúrgico, desinfectando os tecidos sem danificá-los 
As infecções no sítio cirúrgico (ISC) representam 15% do total das infecções adquiridas. É a 3ª infecção mais 
frequente adquirida no ambiente hospitalar 
Aumenta o tempo de internação, internações na UTI, reinternações, sequelas e mortalidade 
► Neuber (1882) - Avental Cirúrgico 
► Hasteld (1889) - Luva de Borracha 
► Schimmelbusch (1891) - padronização da antissepsia das mãos 
► Radecki (1896) - Uso de Máscara 
 
INFECÇÃO DE SÍTIO CIRURGICO (ISC) 
Quanto maior a gravidade e maior a extensão da cirurgia maior a infecção 
Saúde do paciente e suas doenças associadas aumentam a chance de infecção 
Cirurgião e do ambiente cirúrgico, mas é algo variável, pois depende do profissional 
 
ANTISSEPSIA X ASSEPSIA 
ANTISSEPSIA - Manobra que visa eliminar ou inativar germes existentes no corpo, através uso antissépticos 
sobre o sítio cirúrgico, com o objetivo de reduzir ou eliminar os microrganismo e evitando uma infecção. 
ASSEPSIA - Medidas adotadas para impedir a entrada de patogênicos no sítio operatório e no ambiente 
cirúrgico ao redor. Ou seja, são manobras realizadas com o intuito de manter o doente e o ambiente 
cirúrgico livre de germes 
 
ALGUNS CONCEITOS... 
CONTAMINAÇÃO – presença de bactérias sem multiplicação 
COLONIZAÇÃO – bactéria, se multiplicam, sem reposta do hospedeiro (sintoma) 
INFECÇÃO – tem bactéria, se multiplicam e tem resposta do hospedeiro (sintoma) 
MICROBIOTA / MICRÓBIOS / GERMES / MICRORGANISMOS - Composta: protozoários - fungos - vírus – 
bactérias 
FLORA TRANSITÓRIA- Camadas mais superficiais da pele. Ela vive pouco tempo e é removida facilmente 
com a lavagem com água e detergentes. - Estafilo e Estrepto. 
FLORA RESIDENTE - Camadas mais profundas e estão sempre presentes. Ela só pode ser removida de forma 
parcial e temporária pela descamação celular natural ou por processos de degermação. - Estafilo. 
 
MARIA LAURA R. BARROS – MED 108 
FUNDAMENTOS DA CIRURGIA 
 
2 
 
METODOS DE DESINFECÇÃO 
ANTISSEPTICOS 
Devem exercer a atividade germicida ou inibitória nos germes da pele e mucosa 
COMPOSTOS ISOLADOS 
• Tintura de iodo / álcool isolado 
 Potente e rápido bactericida e bacteriostático. Leva rotura da membrana por desnaturar 
proteínas. Ação contra G+, G-, vírus, micobactérias e fungos 
 Irritação da pele, usar pele integra 
 Reação alérgica 
 Ação residual 
IODÓFOROS 
• Iodopovidona 
 Promove liberação gradativa, aumenta a ação residual (4h ou mais) 
 Ação contra G+, G-, vírus, micobactérias e fungos. Esporos não. Desnatura proteínas e rompe 
a membrana celular. Bacteriostático 
 Reações alérgicas 
 Aguardar 5min para ação plena 
 Apresentações 
 Degermante = detergente + iodopovidona 
 Alcoólica = álcool + iodopovidona 
 Tópica = aquosa = iodopovidona (mucosa) 
CLOREXIDINA 
• Rompe membrana celular. 
• Tem melhor atividade contra bactérias G+, menos G- e fungos. Não é esporicida. 
• Apresenta excelente ação residual. 
• Alcoólica 
• Tópica 
• Degermante 
ALCOOL ETILICO OU ISOPROPILICO 
• Excelente ação antisséptico, barato, mas evapora muito rápido 
• Desnatura proteínas da membranas com lise celular 
• Concentração ideal é de 70% a 90% 
• Age bactérias, inclusive micobactérias, vírus e fungos, mas não é esporicida 
 
ANTISSÉPTICOS POUCO USADOS NA ROTINA CIRÚRGICA: 
 TRICLOSAN 
• Derivados do hexaclorofeno. 
• São usados em sabões e cosméticos, sobretudo pasta dental, mas pouco usado na prática cirúrgica. 
CLORETO DE BENZALCÔNIO = tratamento doenças da pele, como acne. 
HIPOCLORITO DE SÓDIO = Água sanitária . Desinfetante, antisséptico, tratamento de água. 
MARIA LAURA R. BARROS – MED 108 
FUNDAMENTOS DA CIRURGIA 
 
3 
 
PERMANGANATO DE POTÁSSIO 
PERÓXIDO DE HIDROGÊNIO = Água oxigenada 
 
MÉTODOS DE ESTERILIZAÇÃO (MATERIAL E AMBIENTE ) 
Destruição de todos os organismos vivos, mesmo os esporos bacterianos. 
FÍSICO 
1. CALOR SECO - Estufa 
2. CALOR ÚMIDO – Autoclave (vapor saturado sob pressão) 
3. FILTRAÇÃO - Membranas microporosas para reter microrganismos no ar ou água (Descontaminação 
da água para hemodiálise) 
 
RADIOESTERILIZAÇÃO 
Mata ou inativa os microrganismos. Não há aumento da temperatura, usado em termossensíveis. Não 
transmite radiação, processo livre de resíduos. 
1. RADIAÇÃO IONIZANTE : 
a. Radiação Gama : Cobalto 60. Alto poder de penetração, o material é esterilizado na 
embalagem final. 
b. E-Beam (feixe de elétrons) : Vantagem é menor tempo de exposição. 
2. RADIAÇÃO NÃO-IONIZANTE : 
a. Luz UV : Lâmpadas germicidas. Centros cirúrgicos, enfermarias, berçários. Baixo poder de 
penetração. 
 
QUÍMICO 
Desinfetantes 
1. CLORO E DERIVADOS CLORADOS - O mais potente germicida. Tóxico para todo tipo de matéria viva, 
desinfeta objetos, água de abastecimento e, até certo ponto, tecidos. 
2. ALDEÍDOS - Bactericida e esporicida. Usados em materiais cirúrgicos , é toxico ao ser humano. 
3. ÁCIDO PERACÉTICO - Ação rápida, baixa toxicidade e é biodegradável. Danifica metais. Efetivo 
mesmo na presença de matéria orgânica 
 
VOLÁTEIS / GÁS 
1. ÓXIDO DE ETILENO E ÓXIDO DE PROPILENO - Gás incolor, inflamável e tóxico. É bactericida esporicida 
e virucida. Não coroe ou danifica materiais. Muito usado em borracha e plásticos. 
2. STERRAD- PLASMA DE PEROXIDO DE HIDROGÊNIO - Não emite resíduos tóxicos, usa baixas 
temperaturas e consome apenas 6% da energia em relação às autoclaves tradicionais, utilizado 
como alternativa aos termossensíveis. 
 
MARIA LAURA R. BARROS – MED 108 
FUNDAMENTOS DA CIRURGIA 
 
4 
 
AMBIENTE CIRURGICO 
ZONA DE PROTEÇÃO / NÃO CRÍTICA 
Irrestrita: vestiário, área de transferência, expurgo e corredor periférico. Local de paramentação necessária 
para a circulação nas outras zonas. 
 
ZONA LIMPA / SEMI CRÍTICA 
Semi-restrita: Requer paramentação para circulação. Conforto médico, sala de recuperação pós-
anestésica, almoxarifado, sala de acondicionamento de material esterilizado, lavabos etc. 
 
ZONA ESTÉRIL OU ASSÉPTICA / CRÍTICA 
Restrita: salas cirúrgicas. Requer toda paramentação e a máscara cirúrgica. 
 
MARIA LAURA R. BARROS – MED 108 
FUNDAMENTOS DA CIRURGIA 
 
5 
 
PREPARO DO PACIENTE 
BANHO 
► véspera da cirurgia. 
► Degermante 
► higiene oral e áreas de dobras. 
TRICOTOMIA 
► No dia da cirurgia = tricotomizador cirúrgico. 
► Lâmina gera micro lesões que feito com muita antecedência leva a proliferação de microrganismos. 
► Evita interferências nas placas, evita contaminação na incisão , além de impedir do esparadrapo 
aderir na pele. 
PREPARO NA ÁREA OPERATÓRIA 
► Antissepsia 
► Degermação: solução Degermante, usar compressas ou esponjas ( evitar escovas ). 
► Retirar o Degermante com compressas. 
► Aplicar solução alcoólica ou aquosa (mucosas). Do centro para periferia. Gaze utilizada não retorna 
a cuba. 
ASSEPSIA 
► Campos estéreis - Previne que microrganismos ao redor contaminem o campo cirúrgico. 
► Algodão: possibilitam o reprocessamento. 
► Plástico: impedem a penetração de bactérias e líquidos através de sua trama tecidual. 
 
PREPARO DA EQUIPE 
BANHO : até 2h antes da cirurgia. 
ROUPAS: Devem ser trocadas antes de entrar no centro cirúrgico. 
GORRO/ TOUCA : deve esconder todo cabelo. 
MÁSCARA: deve ser trocada após cada procedimento. Umidade afeta filtração do ar. 
ÓCULOS DE PROTEÇÃO. 
PROPÉ: 
► Não é mais indicado. Não há evidências de que o seu uso reduza o risco de infecção. 
► Porém recomenda-se que o sapato deve ser de uso exclusivo do Centro Cirúrgico 
 
 
 
 
MARIA LAURA R. BARROS – MED 108 
FUNDAMENTOS DA CIRURGIA 
 
6 
 
CUIDADOS COM AS MÃOS = ESCOVAÇÃO. 
► Eliminar a microbiota transitóriae reduzir a permanente. 
► Área que requer o maior cuidado. 
► Manter as unhas cortadas e limpas. 
► Escovação 
 De 3 a 5 min. para a primeira cirurgia. 
 De 2 a 3 min. as demais. 
► Sempre no sentido distal-proximal 
 
DEGERMAÇÃO DAS MÃOS: 
► Molhar as mãos e antebraços; depende da torneira. 
► Espalhar o antisséptico degermante nas mãos e antebraços. 
► Escovar sentido distal – proximal: 
► Unhas, entre os dedos, palmas e dorso, punhos e antebraços. 
► Enxaguar, mantendo sempre as mãos elevadas. 
► Antissepsia complementar antisséptico alcoólico após escovação. Opcional. 
► Secar mãos e antebraços com compressa estéril. Cuidado após secar os cotovelos e voltar com a 
compressa para as mãos. 
PARAMENTAÇÃO CIRÚRGICA 
► Capote - Barreira, evita microrganismos do cirurgião para o paciente e vice versa. Os capotes são 
estéreis. 
o Pega-se o avental pelo lado interno 
o Abre-se o avental com uma leve sacudida 
o Coloca-se com um movimento preciso, tocando apenas por dentro do capote. 
o Circulante amarra as tiras. 
o Cuidado para não esbarrar o capote ao redor, manter os braços erguidos.

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