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Curso de Embarcações de Sobrevivência e Salvamento 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Curso de Embarcações 
de Sobrevivência e Salvamento 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Curso de Embarcações de Sobrevivência e Salvamento 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Curso de Embarcações de Sobrevivência e Salvamento 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Curso de Embarcações 
de Sobrevivência e Salvamento 
Macaé, RJ 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Curso de Embarcações de Sobrevivência e Salvamento 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Nome do Curso Curso de Embarcações de Sobrevivência e Salvamento 
Nome do Arquivo 20230315_AP_CESS_PT_REV05 
 
Curso de Embarcações de Sobrevivência e Salvamento 
 
ÍNDICE 
1. INTRODUÇÃO E SEGURANÇA NO MAR ................................................................................ 14 
1.1 CITAR AS REGRAS E PRINCÍPIOS DE SEGURANÇA E SALVAMENTO NO MAR DE 
ACORDO COM A CONVENÇÃO SOLAS -74 ..................................................................................... 14 
1.2 INTERPRETAR AS ORDENS DE COMANDO UTILIZADAS EM FAINAS DE EMERGÊNCIA . 14 
1.3 DESCREVER E PARTICIPAR AS DIFICULDADES QUE PODERÃO SER ENCONTRADAS 
EM UMA FAINA DE ABANDONO OCASIONADO PELOS DIFERENTES TIPOS DE 
EMERGÊNCIA ....................................................................................................................................... 14 
1.4 IDENTIFICAR OS VÁRIOS SINAIS DE ALARME DE EMERGÊNCIA E O RESPONSÁVEL 
PELO ACIONAMENTO ........................................................................................................................ 18 
1.5 CITAR QUEM PODERÁ DAR A ORDEM DE ABANDONO E QUAIS OS PROCEDIMENTOS 
APÓS O SINAL CARACTERÍSTICO ..................................................................................................... 18 
1.6 DESCREVER UMA TABELA MESTRA, COM AS OBRIGAÇÕES E DEVERES, E A LISTA DE 
VERIFICAÇÃO EM UMA FAINA DE ABANDONO ............................................................................ 23 
1.7 CITAR QUAIS DEVEM SER AS MEDIDAS ADOTADAS PELO RESPONSÁVEL PELOS 
EQUIPAMENTOS DE SALVATAGEM E COMBATE A INCÊNDIO, A FIM DE MANTÊ-LOS EM 
BOAS CONDIÇÕES PARA PRONTO USO ......................................................................................... 24 
1.8 RECONHECER TODOS OS SÍMBOLOS PADRÕES REFERENTES AOS EQUIPAMENTOS 
DE SALVATAGEM ................................................................................................................................ 25 
2. PROCEDIMENTOS DE SOBREVIVÊNCIA NO MAR ............................................................. 26 
2.1 EXPLICAR A NECESSIDADE DE SE EXECUTAR REGULARMENTE TREINAMENTOS E 
EXERCÍCIOS DE ABANDONO UTILIZANDO TODOS OS RECURSOS DE SALVATAGEM 
EXISTENTES A BORDO ....................................................................................................................... 26 
2.2 DESCREVER O CONTEÚDO DE UM MANUAL DE TREINAMENTO, E COMO UTILIZÁ-LO 
CORRETAMENTE ................................................................................................................................. 26 
2.3 CITAR MEDIDAS PESSOAIS QUE DEVEM SER TOMADAS QUANDO TOCAR “POSTOS 
DE ABANDONO” ................................................................................................................................. 27 
2.4 DESCREVER AS MEDIDAS QUE DEVEM SER TOMADAS, PELO LÍDER, NO POSTO DE 
ABANDONO E FAINA SUBSEQUENTE ............................................................................................. 28 
2.5 DESCREVER AS VERIFICAÇÕES QUE DEVEM SER EFETUADAS NA EMBARCAÇÃO DE 
SOBREVIVÊNCIA E NOS TURCOS, ANTES DO EMBARQUE E LANÇAMENTO ........................... 30 
2.6 DESCREVER OS PROCEDIMENTOS DE SEGURANÇA QUE DEVERÃO SER TOMADOS 
QUANDO A BORDO DE UMA EMBARCAÇÃO OU BALSA DE SOBREVIVÊNCIA, NO 
MOMENTO DE SER ARRIADA OU LANÇADA .................................................................................. 35 
2.7 DESCREVER OS MEIOS E PROCEDIMENTOS SEGUROS QUE DEVEM SER TOMADOS 
PARA EMBARCAR NO BOTE OU UMA BALSA DE SOBREVIVÊNCIA, QUANDO A MESMA JÁ 
ESTÁ ARRIADA ..................................................................................................................................... 37 
2.8 CITAR AS VERIFICAÇÕES E MEDIDAS QUE DEVEM SER OBSERVADAS, ANTES DO 
 
 
Curso de Embarcações de Sobrevivência e Salvamento 
 
LANÇAMENTO DE UMA EMBARCAÇÃO OU BALSA DE SOBREVIVÊNCIA, NO CASO DE 
ÓLEO NA SUPERFÍCIE DO MAR ........................................................................................................ 39 
2.9 EXPLICAR QUAIS AS MEDIDAS QUE DEVERÃO SER TOMADAS CASO SE COMPROVE 
RISCO OU IMPOSSIBILIDADE DE LANÇAMENTO DE EMBARCAÇÃO DE SOBREVIVÊNCIA ... 40 
2.10 DESCREVER OS RECURSOS E A CORRETA UTILIZAÇÃO DOS EQUIPAMENTOS 
INDIVIDUAIS DE SOBREVIVÊNCIA .................................................................................................... 40 
2.11 EXPLICAR OS PROCEDIMENTOS CORRETOS A SEREM TOMADOS POR UM 
NÁUFRAGO NA ÁGUA ........................................................................................................................ 53 
2.12 CITAR O QUE PODERÁ OCORRER COM UM NÁUFRAGO NA ÁGUA, PRINCIPALMENTE 
EM ÁGUAS DE BAIXA TEMPERATURA, MESMO USANDO ROUPAS DE IMERSÃO OU DE 
PROTEÇÃO TÉRMICA ......................................................................................................................... 56 
2.13 EXPLICAR COMO UTILIZAR OS ARTEFATOS OU OBJETOS QUE ESTEJAM 
FLUTUANDO JUNTO AO NÁUFRAGO E DE QUE MODO PODERÁ AJUDÁ-LO ......................... 56 
2.14 DESCREVER COMO MANTER-SE JUNTO A UMA EMBARCAÇÃO OU BALSA DE 
SOBREVIVÊNCIA, QUANDO A MESMA ESTÁ COM A LOTAÇÃO COMPLETA ........................... 57 
3. USO DOS EQUIPAMENTOS DE SOBREVIVÊNCIA .............................................................. 58 
3.1 PRATICAR UM SALTO DE UMA ALTURA DE NO MÍNIMO 5 METROS E NADAR UMA 
DISTÂNCIA DE 25 METROS UTILIZANDO CORRETAMENTE O COLETE SALVA-VIDAS E 
SEUS RECURSOS. ................................................................................................................................. 58 
3.2 DEMONSTRAR A POSIÇÃO “HEART-ESCAPE-LESSENING-POSTURE” (H.E.L.P.) ............... 58 
3.3 EMPREGAR UMA BÓIA CIRCULAR COM RETINIDA FLUTUANTE EM LANÇAMENTO 
PRÓXIMO AO NÁUFRAGO, COM OU SEM RECURSOS LUMINOSOS. ......................................... 58 
3.4 UTILIZAR CORRETAMENTE UMA BOIA CIRCULAR COMO SUPORTE PARA NÁUFRAGO 
FERIDO OU INCONSCIENTE. ............................................................................................................. 58 
3.5 DEMONSTRAR, NO MENOR ESPAÇO DE TEMPO, SER CAPAZ DE VESTIR UMA ROUPA 
DE IMERSÃO E COLOCAR COLETE SALVA-VIDAS CORRETAMENTE, SEM AJUDA. ................ 58 
3.6 PRATICAR UM SALTO A UMA ALTURA MÍNIMA DE 5 METROS E NADAR UMA 
DISTÂNCIA DE 25 METROS VESTIDO COM UMA ROUPA DE IMERSÃO E COM COLETE 
SALVA-VIDAS. ...................................................................................................................................... 58 
3.7 UTILIZAR CORRETAMENTE UM PROTETOR TÉRMICO, VESTINDO UMA PESSOA, QUE 
SIMULE INCONSCIÊNCIA, DENTRO DE UMA BALSA DE SOBREVIVÊNCIA. ............................... 58 
3.8 DEMONSTRAR A TÉCNICA CORRETA QUE DEVE SER APLICADA PARA AJUDAR UM 
NÁUFRAGO EXAUSTO A EMBARCAR EM UMA EMBARCAÇÃO/BALSA DE SALVATAGEM. ... 59 
3.9 PRATICAR, DENTRO DA BALSA DE SALVATAGEM, LANÇAMENTO DO ANEL SALVA-
VIDAS COM RETINIDA, PARA RESGATAR UM NÁUFRAGO. ......................................................... 59 
3.10 UTILIZAR A TÉCNICA CORRETA PARA EMBARCAR E DESEMBARCAR DE UMA BALSA 
COM RETINIDA, PARA RESGATAR UM NÁUFRAGO. ..................................................................... 59 
4. MÉTODOS DE RESGATE POR HELICÓPTERO .....................................................................60 
 
Curso de Embarcações de Sobrevivência e Salvamento 
 
4.1 DEMONSTRAR OS SINAIS CARACTERÍSTICOS PARA ORIENTAR E ALERTAR UM 
HELICÓPTERO DE RESGATE, ATRAVÉS DOS MOVIMENTOS DOS BRAÇOS. ............................ 60 
4.2 EXPLICAR QUE INFORMAÇÕES IMPORTANTES PODERÃO SER PASSADAS PARA O 
HELICÓPTERO ATRAVÉS DA ESTAÇÃO BASE DE TERRA E AS FREQUÊNCIAS UTILIZADAS 
PARA COMUNICAÇÃO DIRETA COM O HELICÓPTERO. ............................................................... 60 
4.3 DESCREVER QUAIS OS EQUIPAMENTOS EMPREGADOS POR UM HELICÓPTERO PARA 
RESGATAR PESSOAS A BORDO E COMO UTILIZÁ-LOS CORRETAMENTE. ............................... 60 
4.4 EXPLICAR A IMPORTÂNCIA DE ORIENTAR O HELICÓPTERO O MELHOR LOCAL PARA 
EFETUAR A MANOBRA DE RESGATE ............................................................................................... 60 
4.5 DESCREVER AS PRECAUÇÕES A SEREM TOMADAS PARA DESEMBORCAR UMA 
BALSA COM A AJUDA DE UM HELICÓPTERO. ............................................................................... 61 
4.6 DESCREVER OS MÉTODOS DE IÇAMENTO DE PESSOAS POR UM HELICÓPTERO DE 
RESGATE E SEU EMPREGO CORRETO ............................................................................................. 61 
4.7 CITAR OS PROCEDIMENTOS QUE DEVEM SER ADOTADOS PELA TRIPULAÇÃO DE UM 
HELICÓPTERO DE RESGATE E SEU EMPREGO CORRETO............................................................ 64 
4.8 CITAR OS PROCEDIMENTOS QUE DEVEM SER ADOTADOS PELA TRIPULAÇÃO DE UM 
HELICÓPTERO A FIM DE ASSISTIR O IÇAMENTO DE NÁUFRAGOS. ........................................... 64 
5. EMBARCAÇÃO DE SALVATAGEM E EMBARCAÇÃO DE RESGATE ................................ 66 
5.1 DESCREVER A CONSTRUÇÃO E APLICAÇÃO DOS VÁRIOS TIPOS DE EMBARCAÇÕES 
DE SOBREVIVÊNCIA. ........................................................................................................................... 66 
5.2 DESCREVER AS CARACTERÍSTICAS E FACILIDADES OFERECIDAS POR CADA TIPO DE 
EMBARCAÇÃO DE SOBREVIVÊNCIA. ............................................................................................... 71 
5.3 INTERPRETAR AS MARCAS DE COSTADO DE UMA EMBARCAÇÃO DE SALVATAGEM. .. 80 
5.4 DESCREVER AS CARACTERÍSTICAS E FACILIDADES OFERECIDAS PELOS DOIS TIPOS 
DE BALSA DE SALVATAGEM. ............................................................................................................ 81 
5.5 EXPLICAR A ESTIVAGEM CORRETA DE UMA BALSA DE SALVATAGEM. ............................ 81 
5.6 INTERPRETAR AS MARCAS REGISTRADAS EM UM CASULO DE UMA BALSA DE 
SALVATAGEM....................................................................................................................................... 82 
5.7 DESCREVER A CONSTRUÇÃO, CARACTERÍSTICAS E FACILIDADES OFERECIDAS POR 
UMA EMBARCAÇÃO DE RESGATE.................................................................................................... 83 
5.8 DEFINIR AS EXIGÊNCIAS PARA A ESTIVAGEM DE UMA EMBARCAÇÃO DE RESGATE. ... 86 
6. EQUIPAMENTO DE LANÇAMENTO ....................................................................................... 88 
6.1 DESCREVER OS ARRANJOS PARA ESTIVAGEM, SEGURANÇA, PEAÇÃO, CABOS DE 
LABORAR E OS MÉTODOS DE LANÇAMENTO E RECOLHIMENTO DE EMBARCAÇÃO DE 
SALVATAGEM NOS TIPOS DE TURCOS EXISTENTES. ................................................................... 88 
6.2 DELINEAR A MANUTENÇÃO NECESSÁRIA QUE DEVE SER DADA AOS TURCOS, 
RAMPAS DE LANÇAMENTO E EQUIPAMENTOS DE DESENGATE. ............................................. 91 
 
 
Curso de Embarcações de Sobrevivência e Salvamento 
 
6.3 DESCREVER UM TURCO DE LANÇAMENTO/RESGATE UTILIZADO EM BALSA DE 
SALVATAGEM....................................................................................................................................... 92 
6.4 DESCREVER A OPERAÇÃO COM UM GATO DE ESCAPE AUTOMÁTICO, APÓS TER 
LANÇADO UMA BALSA E COMO DEVE ESTAR PRONTO PARA O PRÓXIMO 
LANÇAMENTO. .................................................................................................................................... 93 
6.5 DESCREVER OS ARRANJOS E EQUIPAMENTOS DE UMA RAMPA DE LANÇAMENTO 
(FREE FALL) .......................................................................................................................................... 94 
6.6 EXPLICAR COMO UM TURCO SINGELO PODE SER UMA DAS ALTERNATIVAS DE 
LANÇAMENTO/RESGATE EM UMA RAMPA DE LANÇAMENTO(FREE FALL). ........................... 95 
6.7 DESCREVER O EMPREGO E MANUTENÇÃO DE UM DISPOSITIVO PARA FLUTUAÇÃO 
LIVRE (VÁLVULA HIDROSTÁTICA) QUE ESTEJA PRENDENDO UM CASULO DE BALSA DE 
SALVATAGEM....................................................................................................................................... 96 
6.8 EXPLICAR A SEQUÊNCIA DE EVENTOS QUE LEVARÃO À AUTO LIBERAÇÃO DA BALSA 
DE SALVATAGEM ATÉ O MOMENTO DA DEFLAGRAÇÃO. .......................................................... 98 
7. EMBARCAÇÃO DE SALVATAGEM A MOTOR E SEUS ACESSÓRIOS ........................... 100 
7.1 DEMONSTRAR A SEQUÊNCIA DE EVENTOS PARA ACIONAR UM MOTOR DIESEL, 
VERIFICANDO NÍVEL E PRESSÃO DO ÓLEO E TEMPERATURA/REFRIGERAÇÃO. ................. 100 
7.2 OPERAR CORRETAMENTE O MOTOR DIESEL, UTILIZANDO A MANETE DE REVERSÃO 
PARA VANTE E PARA RÉ. ................................................................................................................. 102 
7.3 EXPLICAR AS MEDIDAS DE MANUTENÇÃO DE UM MOTOR DIESEL E SEUS 
ACESSÓRIOS. ..................................................................................................................................... 102 
7.4 DEMONSTRAR A SEQUÊNCIA DE EVENTOS PARA ACIONAR UM MOTOR DE POPA E 
AS VERIFICAÇÕES NECESSÁRIAS. .................................................................................................. 103 
7.5 CITAR AS ESPECIFICAÇÕES DOS FABRICANTES QUANTO A MISTURA DE ÓLEO 
LUBRIFICANTE DO COMBUSTÍVEL DE MOTORES DE POPA E AS AVARIAS QUE PODERÃO 
OCORRER SE NÃO FOREM FEITA ADEQUADAMENTE. .............................................................. 106 
7.6 DESCREVER OS SISTEMAS DE REFRIGERAÇÃO DE MOTOR QUE PODEM EQUIPAR 
UMA EMBARCAÇÃO DE SALVATAGEM OU RESGATE, SUAS CARACTERÍSTICAS E OS 
CUIDADOS QUE DEVEM SER TOMADOS. ..................................................................................... 107 
7.7 LISTAR AS EVENTUAIS AVARIAS QUE PODERÃO OCORRER COM UM MOTOR DE 
POPA SE FOR COLOCADO OU GUARDADO NA HORIZONTAL................................................. 108 
7.8 DESCREVER O SISTEMA DE BATERIAS A BORDO DE UMA EMBARCAÇÃO DE 
SALVATAGEM, QUAIS EQUIPAMENTOS ALIMENTA, AS FONTES DE RECARGA E OS 
CUIDADOS QUE DEVEM SER TOMADOS. ..................................................................................... 109 
7.9 DESCREVER O SISTEMA CONTRA FOGO (PULVERIZAÇÃO DE ÁGUA) QUE PROTEGE A 
EMBARCAÇÃO DE SALVATAGEM FECHADA, SUA OPERAÇÃO, O EQUIPAMENTO DE 
ACIONAMENTO AUTOMÁTICO E A MANUTENÇÃO NECESSÁRIA. .......................................... 109 
7.10 DESCREVER O SISTEMA DE RESERVA DE OXIGÊNIO QUE EQUIPA A EMBARCAÇÃO 
DE SALVATAGEM FECHADA, SUA LIMITAÇÃO DE TEMPO E MONITORIZAÇÃO. .................. 111 
 
Curso de Embarcações de Sobrevivência e Salvamento 
 
8. FAINA DE ABANDONO ........................................................................................................... 112 
8.1 CITAR AS VERIFICAÇÕES QUE DEVEM SER FEITAS NA EMBARCAÇÃO DE 
SALVATAGEM - NO EQUIPAMENTO DE LANÇAMENTO, ANTES DE INICIAR A MANOBRA 
DE ARRIAR/LANÇAR. ........................................................................................................................ 112 
8.2 DESCREVER OS PROCEDIMENTOS CORRETOS EM UMA FAINA DE ARRIAR UMA 
EMBARCAÇÃO DE SALVATAGEM, QUANDO ESTIVER MANOBRANDO O TURCO E 
QUANDO ESTIVER A BORDO DA EMBARCAÇÃO ........................................................................ 113 
8.3 DESCREVER A FAINA DE DESENGATE PARA OS VÁRIOS TIPOS DE GATO DE ESCAPEQUE EQUIPAM OS TURCOS. ............................................................................................................ 118 
8.4 EXPLICAR AS DIFICULDADES QUE PODERÃO SURGIR E AUMENTAR OS RISCOS EM 
UMA MANOBRA DE LANÇAMENTO DE EMBARCAÇÃO DE SALVATAGEM ............................ 124 
8.5 DESCREVER O LANÇAMENTO DE BALSA DE SALVATAGEM ATRAVÉS DO TURCO 
SINGELO E AS PROVIDÊNCIAS A SEREM OBSERVADAS QUANTO AO FUNCIONAMENTO 
DO GATO DE ESCAPE PARA QUE A FAINA SEJA COMPLETA ................................................... 127 
8.6 DESCREVER A MANOBRA PARA AFASTAR-SE DO COSTADO DO NAVIO UTILIZANDO 
UMA EMBARCAÇÃO DE SALVATAGEM A MOTOR OU/E A REMOS ......................................... 127 
8.7 DESCREVER COMO AFASTAR-SE DO COSTADO DO NAVIO COM UMA BALSA 
INFLÁVEL ............................................................................................................................................ 127 
8.8 EXPLICAR AS FACILIDADES E DIFICULDADES QUE PODEM SER OBSERVADAS EM 
UMA MANOBRA DE AFASTAR-SE DO COSTADO, QUANDO A EMBARCAÇÃO DE 
SALVATAGEM ESTÁ A SOTAVENTO E QUANDO ESTÁ A BARLAVENTO DO NAVIO ............ 129 
8.9 DESCREVER A ATUAÇÃO DA EMBARCAÇÃO DE SALVATAGEM A MOTOR EM 
RELAÇÃO ÀS BALSAS E AOS NÁUFRAGOS NA ÁGUA ................................................................. 130 
8.10EXPLICAR COMO RESGATAR COM UMA EMBARCAÇÃO OU BALSA UM NÁUFRAGO QUE 
ESTEJA NA ÁGUA .............................................................................................................................. 136 
8.11 CITAR A IMPORTÂNCIA DE MANTER A “DISTÂNCIA DE SEGURANÇA” QUE AS 
EMBARCAÇÕES E BALSAS DEVEM TOMAR DO NAVIO QUE ESTEJA SOÇOBRANDO ......... 138 
8.12 EXPLICAR AS TÉCNICAS APLICADAS PARA EMBARCAÇÕES E BALSAS DE SALVATAGEM 
MANTEREM-SE PRÓXIMAS UMA DAS OUTRAS ........................................................................... 138 
8.13 .. LISTAR AS IMEDIATAS AÇÕES A SEREM TOMADAS EM UMA EMBARCAÇÃO OU BALSA 
DE SALVATAGEM APÓS AFASTAR-SE DO COSTADO DO NAVIO E EM POSIÇÃO DE 
“DISTÂNCIA SEGURA” ....................................................................................................................... 139 
8.14 CITAR AS INSTRUÇÕES E CONDIÇÕES DE SOBREVIVÊNCIA QUE DEVEM SER PASSADAS 
PARA TODOS OS NÁUFRAGOS A FIM DE EVITAR PÂNICO E DESESPERO ............................. 139 
9. AÇÕES A BORDO DE EMBARCAÇÃO DE SOBREVIVÊNCIA .......................................... 140 
9.1 LISTAR AS INSTRUÇÕES E FAINAS QUE DEVERÃO SER DISTRIBUÍDAS, PELO LÍDER, 
ENTRE OS TRIPULANTES DE UMA EMBARCAÇÃO DE SALVATAGEM ..................................... 140 
9.2 CITAR OS PRINCIPAIS PERIGOS QUE CORREM OS NÁUFRAGOS, EM UMA 
 
 
Curso de Embarcações de Sobrevivência e Salvamento 
 
EMBARCAÇÃO DE SALVATAGEM, E COMO EVITÁ-LOS ............................................................. 142 
9.3 DESCREVER O EMPREGO DE CADA UM DOS EQUIPAMENTOS DA PALAMENTA DE 
UMA EMBARCAÇÃO E BALSA DE SALVATAGEM, E A CORRETA ESTIVAGEM E PEAÇÃO 
PARA NÃO HAVER PERDAS............................................................................................................. 143 
9.4 CITAR A QUANTIDADE E MÉTODOS DE RACIONAMENTO DAS RAÇÕES LÍQUIDAS E 
SÓLIDAS DE UMA EMBARCAÇÃO E BALSA DE SALVATAGEM .................................................. 161 
9.5 EXPLICAR OS RISCOS QUE CORREM OS NÁUFRAGOS AO INGERIREM ALIMENTOS 
QUE NÃO SEJAM AS RAÇÕES DE ABANDONO, E OS EFEITOS DE INGESTÃO DE ÁGUA DO 
MAR ..................................................................................................................................................... 161 
9.6 DESCREVER OS ARRANJOS PARA COLETAR E ESTOCAR ÁGUA DE CHUVA .................. 162 
10. PRIMEIROS SOCORROS .......................................................................................................... 163 
10.1 DESCREVER E DEMONSTRAR AS TÉCNICAS DE RESSUSCITAÇÃO COM MASSAGEM 
CARDÍACA E RESPIRAÇÃO BOCA-BOCA OU BOCA-NARIZ ........................................................ 163 
10.2 DESCREVER AS PRECAUÇÕES QUE DEVEM SER TOMADAS PARA EVITAR A 
HIPOTERMIA ...................................................................................................................................... 166 
10.3DESCREVER OS SINTOMAS E COMO TRATAR DE UMA PESSOA COM HIPOTERMIA EM 
UMA EMBARCAÇÃO DE SALVATAGEM. ........................................................................................ 167 
10.4LISTAR O QUE CONTÉM EM UM KIT DE PRIMEIROS SOCORROS QUE EQUIPA 
EMBARCAÇÃO E BALSA DE SALVATAGEM. ................................................................................. 168 
10.5DESCREVER A CORRETA UTILIZAÇÃO DO KIT DE PRIMEIROS SOCORROS PARA 
ATENDIMENTO DOS VÁRIOS CASOS POSSÍVEIS DE NÁUFRAGOS FERIDOS. ........................ 171 
11. EXERCÍCIO DE LANÇAMENTO E RESGATE DE EMBARCAÇÃO DE SALVATAGEM . 175 
11.1 COORDENAR, COMO LÍDER, AS FAINAS DE LANÇAMENTO, MANOBRA E RESGATE 
DE EMBARCAÇÃO DE SALVATAGEM. ............................................................................................ 175 
11.2 EMPREGAR CORRETAMENTE AS ORDENS DE MANOBRA PARA AS FAINAS DE 
EMBARQUE, LANÇAMENTO E AFASTAMENTO DO COSTADO................................................. 175 
11.3 OPERAR COM HABILIDADE UMA EMBARCAÇÃO DE SALVATAGEM COM 
PROPULSÃO A MOTOR, A REMO E A VELA EM MANOBRAS DE AFASTAMENTO DO 
COSTADO, RESGATE DE HOMEM AO MAR E REBOQUE DE BALSAS DE SOBREVIVÊNCIA. 175 
11.5 EMPREGAR CORRETAMENTE A ÂNCORA FLUTUANTE A FIM DE MANTER A DERIVA 
CONTROLADA. .................................................................................................................................. 175 
12. LANÇAMENTO E MANOBRAS SOB MAU TEMPO COM EMBARCAÇÃO DE 
SALVATAGEM ................................................................................................................................... 176 
12.1 EXPLICAR COMO REDUZIR OS RISCOS DE AVARIA E ACIDENTES COM TRIPULANTES, 
QUANDO EM FAINA DE LANÇAMENTO DE EMBARCAÇÃO DE SALVATAGEM, ESTANDO 
SOB MAU TEMPO E O NAVIO DANDO BALANÇOS DE GRANDE AMPLITUDE ....................... 176 
12.2 DESCREVER O USO DO REMO DE ESPARRELA QUANDO UTILIZADO COM A ÂNCORA 
FLUTUANTE CONJUGADA COM A BOLSA DE ÓLEO QUEBRA-VAGAS.................................... 177 
 
Curso de Embarcações de Sobrevivência e Salvamento 
 
12.3 RELATAR AS MANOBRAS: CORRER COM O TEMPO, CAPA E DERIVA CONTROLADA E 
QUANDO APLICÁ-LAS MAIS ADEQUADAMENTE COM PROPULSÃO A MOTOR, A VELA E A 
REMO ................................................................................................................................................... 178 
12.4 DESCREVER A MANOBRA E OS CUIDADOS QUE SE DEVE TER, SOB MAU TEMPO, 
PARA MANTER BALSAS E EMBARCAÇÕES DE SALVATAGEM LIGADAS POR CABOS A 
SOTAVENTO DO NAVIO QUE FOI ABANDONADO ..................................................................... 178 
12.5 EXPLICAR QUAL A DISTRIBUIÇÃO CORRETA DENTRO DE UMA BALSA DE 
SOBREVIVÊNCIA A FIM DE EVITAR UM EMBORCAMENTO, QUANDO EM DERIVA 
CONTROLADA ................................................................................................................................... 178 
12.6 DESCREVER OS TIPOS DE VARAÇÃO QUE PODEM SER EMPREENDIDAS COM 
EMBARCAÇÃO DE SALVATAGEM COM PROPULSÃO A MOTOR, A REMO E A VELA E 
QUAIS DEVEM SER EVITADAS......................................................................................................... 179 
12.7 EXPLICAR QUAIS OS ESFORÇOS QUE DEVERÃO SER FEITOS A FIM DE DIMINUIR OS 
RISCOS PARA OS TRIPULANTES E SALVAR A EMBARCAÇÃO E SUA PALAMENTA QUANDO 
SE EMPREENDE UMA MANOBRA DE VARAÇÃO ......................................................................... 179 
12.8 DESCREVER COMO EXECUTAR E OS CUIDADOS QUE DEVEM SER TOMADOS EM 
UMA MANOBRA DE VARAÇÃO COM UMA BALSA DE SOBREVIVÊNCIA ................................ 180 
12.9 DESCREVER A SINALIZAÇÃO EM TERRA QUE DEVE SER FEITA PARA EMBARCAÇÃO, 
BALSA DE SALVATAGEM OU PESSOAS EM PERIGO A FIM DE ORIENTARA MANOBRA DE 
VARAÇÃO ........................................................................................................................................... 180 
13. EQUIPAMENTOS RÁDIO, SINALIZAÇÃO E PIROTÉCNICOS .......................................... 181 
13.1 CITAR EM QUE TIPOS DE NAVIOS É NECESSÁRIO QUE A EMBARCAÇÃO DE 
SALVATAGEM TENHA EQUIPAMENTO RÁDIO INSTALADO ...................................................... 181 
13.2 DESCREVER E OPERAR CORRETAMENTE O EQUIPAMENTO RÁDIO DE UMA 
EMBARCAÇÃO DE SALVATAGEM NAS FREQUÊNCIAS DE SOCORRO E SEGURANÇA E SEU 
ALCANCE MÍNIMO ............................................................................................................................ 181 
13.3 DESCREVER AS CARACTERÍSTICAS DO RÁDIO PORTÁTIL DE EMERGÊNCIA E SUA 
OPERACIONALIDADE – AUTOMÁTICO/MANUAL. ...................................................................... 183 
13.4 DESCREVER COMO ARMAR E ATERRAR A ANTENA DO RÁDIO PORTÁTIL DE 
EMERGÊNCIA E COMO ATIVAR MANUALMENTE O SEU GERADOR/DÍNAMO ...................... 184 
13.5 DEMONSTRAR COMO OPERAR NO AUTOMÁTICO A FIM DE TRANSMITIR UM SINAL 
DE ALARME RADIOTELEFÔNICO. .................................................................................................. 184 
13.6 OPERAR UMA CHAMADA DE SOCORRO (MAYDAY) SIMULADA E AS INFORMAÇÕES 
QUE DEVEM SER INCLUÍDAS ........................................................................................................... 184 
13.7 DESCREVER OS TIPOS DE EPIRB QUE EQUIPAM OS NAVIOS E QUAIS OS 
PROCEDIMENTOS PARA ATIVÁ-LOS ............................................................................................. 185 
13.8 EMPREGAR O EPIRB E SUAS CARACTERÍSTICAS ................................................................ 188 
13.9 DIFERENCIAR AS EPIRB QUE OPERAM NO SISTEMA COSPAS SARSAT E INMARSAT-E 
E SUAS LIMITAÇÕES .......................................................................................................................... 188 
 
 
Curso de Embarcações de Sobrevivência e Salvamento 
 
13.10 LISTAR OS VÁRIOS TIPOS DE EQUIPAMENTOS DE SINALIZAÇÃO QUE ATRAEM A 
ATENÇÃO, PARA USO NOTURNO E DIURNO ............................................................................... 188 
13.11 MANIPULAR CORRETAMENTE TODOS OS EQUIPAMENTOS DE SINALIZAÇÃO E 
PIROTÉCNICOS .................................................................................................................................. 194 
13.12 LISTAR OS PIROTÉCNICOS QUE COMPÕEM UM CONJUNTO MÍNIMO PARA 
EQUIPAR UMA EMBARCAÇÃO OU BALSA DE SALVATAGEM E OS CUIDADOS PARA 
MANTÊ-LOS E MANUSEÁ-LOS ........................................................................................................ 194 
13.13 IMPORTÂNCIA DE DEFLAGAR UM PIROTÉCNICO NO MOMENTO CORRETO, SOB 
ORDEM DO LÍDER ............................................................................................................................. 196 
14. LANÇAMENTO DE BALSA INFLÁVEL E EXERCÍCIO ........................................................ 197 
14.1 PRATICAR COM HABILIDADE E EFICIÊNCIA AS MANOBRAS DE LANÇAR E DISPARAR 
UMA BALSA DE SALVATAGEM. ....................................................................................................... 197 
14.2 OPERAR O CABO DE SEGURANÇA DO GATO DE ESCAPE NO TEMPO CERTO, EM 
CASOS DE ARRIAR OU RESGATAR POR TURCO SINGELO, RECOLHENDO CORRETAMENTE 
PARA O PRÓXIMO LANÇAMENTO OU RESGATE. ....................................................................... 197 
14.3 EMPREGAR OS PROCEDIMENTOS CORRETOS PARA RESGATAR UM NÁUFRAGO NA 
ÁGUA COM OS RECURSOS DE UMA BALSA INFLÁVEL. .............................................................. 197 
14.4 EMPREGAR AS TÉCNICAS CORRETAS PARA EXECUTAR A MANOBRA DE AFASTAR-SE 
DO COSTADO DO NAVIO COM UMA BALSA INFLÁVEL. ............................................................ 197 
14.5 DESCREVER UM MANUAL DO FABRICANTE DE BALSA INFLÁVEL E OS CUIDADOS 
NECESSÁRIOS PARA COM A MESMA. ............................................................................................ 197 
15. EXERCÍCIOS PRÁTICOS - ANEXOS: ...................................................................................... 198 
ANEXO 1: SÍMBOLOS PADRÃO IMO COM E SEM TEXTO ........................................................... 198 
ANEXO 2: PÔSTER DE SEGURANÇA DO ISM CODE..................................................................... 208 
ANEXO 3: TABELA DE SINAIS DE SALVAMENTO ......................................................................... 219 
ANEXO 4: PROCEDIMENTOS RADIOTELEFÔNICOS ................................................................... 225 
ANEXO 5: TABELAS DE PRONÚNCIA DE LETRAS E DE ALGARISMOS ..................................... 226 
16. GLOSSÁRIO ................................................................................................................................ 227 
17. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS .......................................................................................... 229 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Curso de Embarcações de Sobrevivência e Salvamento 
 
 
DIRETRIZES GERAIS DO TREINAMENTO 
 
• Quanto à Estruturação do Curso 
O candidato, no ato da matrícula, deverá apresentar à instituição que vai ministrar o curso, 
cópia e o original (para verificação) ou cópia autenticada dos seguintes comprovantes: 
− Ter mais de dezoito (18) anos, no dia da matrícula; 
− Ter concluído o ensino fundamental; 
− Atestado de boas condições de saúde física e mental; e 
− Ter concluído, com aproveitamento, o curso básico de segurança (sigla em inglês BST) nos 
últimos cinco (5) anos. 
 
• Quanto à Frequência às Aulas 
a) A frequência às aulas e atividades práticas são obrigatórias. 
b) O aluno deverá obter o mínimo de 90% de frequência no total das aulas ministradas 
no curso. 
c) Para efeito das alíneas descritas acima, será considerada falta: o não comparecimento 
às aulas, o atraso superior a 10 minutos em relação ao início de qualquer atividade 
programada ou a saída não autorizada durante o seu desenvolvimento. 
 
• Quanto à Aprovação no Curso 
Será considerado aprovado o aluno que: 
 
− Obtiver nota igual ou superior a 6,0 (seis) em uma escala de 0 a 10 (zero a dez) na 
avaliação teórica e alcançar o conceito satisfatório nas atividades práticas. 
− Tiver a frequência mínima exigida (90%). 
− Caso o aluno não cumpra as condições descritas nas alíneas acima, será considerado 
reprovado. 
 
• Objetivo 
A RELYON NUTEC tem como objetivo capacitar o treinando a: 
 
− Preparar as embarcações de sobrevivência e salvamento para lançamento; 
− Fazer o controle e embarque dos passageiros nas embarcações de sobrevivência e 
salvamento de forma rápida e segura; 
− Lançar as embarcações de sobrevivência e salvamento ao mar com segurança, 
afastando a embarcação do local do sinistro; 
− Assumir a liderança das embarcações de sobrevivência e salvamento antes durante e 
após o lançamento, bem como na ação do recolhimento; 
− Administrar os sobreviventes e a embarcação de sobrevivência e salvamento após o 
abandono da unidade. 
 
 
 
 
 
 
Curso de Embarcações de Sobrevivência e Salvamento 
 
P á g i n a | 14 
 
 
1. INTRODUÇÃO E SEGURANÇA NO MAR 
1.1 CITAR AS REGRAS E PRINCÍPIOS DE SEGURANÇA E SALVAMENTO NO MAR DE 
ACORDO COM A CONVENÇÃO SOLAS -74 
A convenção solas-74 estabelece regras e princípios de segurança e salvamento no mar 
através de seus diversos capítulos: 
 
Capítulo I - Disposições gerais. 
Capítulo II - 1 - Construção – Estrutura, Compartimentagem e Estabilidade, Instalações de 
Máquinas e Elétricas. 
Capítulo II - 2 - Construção – Proteção contra incêndio, detecção de incêndio e extinção de 
incêndio. 
Capítulo III - Equipamentos salva-vidas e outros dispositivos. 
Capítulo IV - Radiocomunicações. 
Capítulo V - Segurança da navegação. 
Capítulo VI- Transporte decargas e de óleos combustíveis. 
Capítulo VII - Transporte de produtos perigosos. 
Capítulo VIII - Navios Nucleares. 
Capítulo IX - Gerenciamento para a operação segura de navios. 
Capítulo X - Medidas de segurança para embarcações de alta velocidade. 
Capítulo XI - 1-Medidas especiais para intensificar a segurança marítima. 
Capítulo XI - 2-Medidas especiais para intensificar a proteção marítima. 
Capítulo XII - Medidas adicionais de segurança para graneleiros. 
Apêndice - Certificados, Registros e Apensos. 
 
1.2 INTERPRETAR AS ORDENS DE COMANDO UTILIZADAS EM FAINAS DE EMERGÊNCIA 
Todo pessoal embarcado e principalmente aqueles que compõem as equipes de emergência, 
deverão estar familiarizados com os tipos de alarmes e demais procedimentos a fim de poder 
desempenhar a contento as suas funções, sabendo como proceder em caso de mudança no cenário 
da emergência em função de fatos inusitados, como a impossibilidade de utilização de algum 
equipamento de salvatagem, por exemplo. 
As pessoas envolvidas diretamente no controle da emergência deverão saber, entre outras 
coisas, operar de forma correta e segura os equipamentos de comunicação, transmitindo 
informações claras a fim de auxiliar o Coordenador da Emergência e não prejudicar o controle da 
emergência. 
 
1.3 DESCREVER E PARTICIPAR AS DIFICULDADES QUE PODERÃO SER ENCONTRADAS EM 
UMA FAINA DE ABANDONO OCASIONADO PELOS DIFERENTES TIPOS DE 
EMERGÊNCIA 
Durante uma situação de emergência muitas dificuldades podem se apresentar, o que requer 
por parte dos envolvidos, e principalmente dos líderes, uma grande capacidade de autocontrole e de 
gerenciamento em meio a condições adversas. 
 
 
Curso de Embarcações de Sobrevivência e Salvamento 
 
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Essas dificuldades podem ser de vários tipos, como: nervosismo e pânico do pessoal 
embarcado, equipamento com má funcionalidade ou riscos inerentes à atividade offshore e marítima, 
tais como adernamento excessivo, obstrução de rotas de fuga, socorro à pessoas feridas, busca de 
pessoas faltantes aos pontos de reunião, etc. 
 
Tipos de Emergência 
Podemos dizer que emergência é qualquer situação anormal que coloque em risco a vida 
humana, o local onde as pessoas se encontram ou a natureza. 
Quando uma emergência ocorre, precisamos realizar algumas ações para controlá-la. Para que 
todos saibam o que fazer durante estas situações, são criados procedimentos de emergência. 
Geralmente, uma emergência pode ser resolvida rapidamente se os procedimentos corretos forem 
executados nos primeiros instantes. Uma emergência pequena, se não for tratada imediatamente, 
pode transformar-se em uma situação sem controle. Detectada a emergência, a atitude inicial 
adequada pode fazer a diferença entre a vida e a morte. É importante que os residentes saibam os 
procedimentos de emergência para cada situação e que tenham a disciplina e o treinamento para 
reagir efetivamente. 
Algumas dessas situações de emergência podem ocorrer a bordo das unidades marítimas: 
incêndio, colisão, encalhe, explosão, blow out, mau tempo, vazamento de gases, queda de aeronave, 
homem ao mar, epidemia, etc. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 1 - Diversos tipos de emergência 
 
 
Curso de Embarcações de Sobrevivência e Salvamento 
 
 
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Incêndio 
O incêndio a bordo de uma unidade 
marítima é uma situação mais assustadora que em 
terra. Na maioria das vezes, os incêndios 
acontecem em espaços fechados e, geralmente, a 
tripulação combate sozinha o incêndio, sem 
assistência de auxílio externo. Caso seja necessário 
auxílio externo, este pode e deve ser solicitado. 
O principal agente extintor utilizado é a 
água, pois existe em grande quantidade junto a 
unidade. Porém, se esta água for utilizada de forma 
indiscriminada, poderá afetar a estabilidade da 
unidade fazendo-a adernar ou, até mesmo, 
naufragar (afundar). Portanto, o combate a 
incêndio deve ser planejado de modo a não causar outra emergência. 
 
Naufrágio 
É a perda da unidade devido a seu afundamento. O naufrágio geralmente se dá pela entrada 
de água em um ou mais compartimentos da unidade marítima. Esta entrada de água afeta sua 
estabilidade, causando o adernamento (inclinação) da unidade. Dependendo da quantidade de água 
e da inclinação da unidade, esta pode emborcar (virar) ou naufragar (afundar). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Colisão 
Colisão é o choque de uma embarcação contra algum obstáculo parado. Uma colisão pode ser 
contra uma bóia de fundeio, um cais. 
Figura 2 - Incêndio a Bordo 
Figura 3 - Naufrágio 
 
 
Curso de Embarcações de Sobrevivência e Salvamento 
 
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Abalroamento 
É o choque de embarcações em 
movimento. 
Tanto a colisão quanto o abalroamento 
podem ocasionar incêndios, explosões ou 
alagamentos. Estas situações podem causar o 
naufrágio da embarcação ou poluição pela 
ruptura de algum tanque de combustível ou 
substâncias contaminantes, além de outros tipos 
de emergência. 
 Abalroamento – Diz-se também 
abalroação (termo jurídico); significa a colisão 
entre navios. Regula-se pelo disposto nos arts. 
749 e 752 do Código Comercial, quando ocorrer 
em águas territoriais. Entretanto, se os navios 
arvoram a mesma bandeira, a lei do pavilhão 
é aplicada. Quando ocorrer abalroamento em 
alto-mar, os danos regem-se pela Convenção de Bruxelas de 1910 (art. 14.8a), e as matérias de 
competência civil e penal pelas Convenções de Bruxelas de 1952 (art. 14.8f) (Arte Naval). 
Dependendo do tipo da emergência, pode ser mais prudente que as pessoas não envolvidas 
no controle/combate da emergência sejam retiradas de bordo através das embarcações de 
sobrevivência ou outros meios externos, enquanto o controle/combate à emergência continua. 
 
 
Figura 4 - Colisão 
Figura 5 - Abalroamento 
 
 
Curso de Embarcações de Sobrevivência e Salvamento 
 
 
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1.4 IDENTIFICAR OS VÁRIOS SINAIS DE ALARME DE EMERGÊNCIA E O RESPONSÁVEL 
PELO ACIONAMENTO 
Os sinais de alarme de emergência são acionados a bordo das unidades para indicar algum 
tipo de emergência. Estes sinais são emitidos através da campainha de alarme geral e podem ser 
escutados tanto dentro quanto fora da superestrutura. Estes sinais podem variar de unidade para 
unidade e todos devem ter conhecimento desses sinais e quais procedimentos devem ser seguidos. 
Os alarmes são acionados manualmente, porém, com a automação das unidades, as 
anormalidades ao serem detectadas, podem acionar o alarme de emergência automaticamente. Os 
sinais usados normalmente são: 
 
Emergência: alarme sonoro intermitente. 
Após tocar o alarme de emergência é informado através do sistema de comunicação o local e 
tipo de emergência. Esta informação é de suma importância para que as pessoas, ao se deslocarem 
para os seus Pontos de Reunião, não o façam passando próximo ou por este local. 
 
Preparação para o abandono: alarme contínuo. 
Após tocar o alarme de preparação para o abandono, o Coordenador da Emergência divulga 
instruções verbais, com as ações de abandono, aos coordenadores das equipes de emergência. 
 
1.5 CITAR QUEM PODERÁ DAR A ORDEM DE ABANDONO E QUAIS OS PROCEDIMENTOS 
APÓS O SINAL CARACTERÍSTICO 
Procedimentos após soar os Alarmes 
O acionamento do alarme de preparação para o abandono não significa que a unidade está 
afundando, explodindo ou coisa parecida. Ele indica que não é mais possível controlar a emergência 
com os recursos de bordo e as pessoas serão retiradas da unidade. Ele também não significa que 
todos devem entrar nas baleeiras e arriá-las imediatamente. A ordem de lançamento será dada, 
verbalmente, pelo Coordenador da Emergência. Todos devem manter a calma e seguir as orientações 
dos Coordenadores dos Pontos de Reunião. 
O alarme de preparação para o abandono só poderá ser acionado manualmentee por ordem 
única e exclusiva do Coordenador da Emergência (GEPLAT, OIM, Comandante da embarcação, etc.). 
Estes são os responsáveis pelo acionamento do alarme de preparação para o abandono. 
 
Evacuação 
É o método de deixar a unidade, de forma ordenada, após a verificação pelo Coordenador da 
Emergência de que há probabilidade de se perder o controle da emergência. Neste procedimento, 
utilizam-se, preferencialmente, os meios externos como embarcações de apoio, helicóptero, etc., se 
as condições permitirem. Caso contrário deve-se fazer uso dos recursos próprios, como as 
embarcações de sobrevivência e balsas infláveis. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Abandono 
É o método de deixar a unidade, de forma ordenada, após a verificação pelo Coordenador da 
Emergência de que já é iminente a perda do controle da emergência. Neste procedimento, utilizam-
se, preferencialmente, os meios próprios conforme as condições e natureza da emergência. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Procedimentos de Emergência 
Os procedimentos de emergência variam de unidade para unidade, porém alguns requisitos 
são comuns em todos os procedimentos. Entre eles podemos citar: 
• Preparação das pessoas para o abandono; 
• Funções dos tripulantes das embarcações de sobrevivência, que deverão verificar, 
entre outras ações, se todos estão presentes e com epi completo (macacão, bota, 
capacete, colete salva-vidas, etc); 
• Preparação das embarcações de sobrevivência e salvamento; etc. 
 
O embarque nas embarcações de sobrevivência e salvamento só deverá ocorrer após ordem 
do Timoneiro da embarcação. Este ou outra pessoa designada deverá levar para a embarcação o 
EPIRB e o SART. Os rádios VHF, quando portáteis, deverão estar com o Coordenador do Ponto de 
Reunião e/ou o Timoneiro da embarcação. 
Figura 7 - Meio externo – Cesta de transbordo Figura 7 - Meio externo – Helicóptero 
Figura 9 - Meio próprio – Baleeira Figura 9 - Meio próprio – Balsa inflável 
 
 
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Verificação 
Vários sistemas de identificação são usados nos pontos de reunião e postos de abandono 
como, por exemplo, o cartão “T” ou a lista de verificação (POB). Eles tem a função de auxiliar o 
Coordenador do Ponto de Reunião na conferência das pessoas nos Pontos de Reunião. Quando se 
usa o Cartão “T”, todos devem estar cientes de colocá-lo no escaninho ao embarcar e retirá-los no 
desembarque ou em uma situação de emergência ou virá-los em uma situação de emergência, 
dependendo do procedimento adotado pela unidade. 
Esta ação é de suma importância, pois, o Coordenador do Ponto de Reunião, ao olhar para o 
escaninho, identifica de forma rápida quais as pessoas que ainda não chegaram. Ele chama por estas 
pessoas e, confirmando a sua ausência, informa ao Coordenador da Emergência que acionará as 
equipes de busca. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Meios de Evacuação / Abandono 
Cada situação de evacuação/abandono tem um risco em potencial e é importante que estes 
riscos sejam avaliados antes da utilização de um dos métodos de evacuação/ abandono. 
 
Escala de Prioridade 
Caso haja a necessidade de realizar uma evacuação / abandono, aconselha-se seguir uma 
escala de prioridade. A escala mais adequada é a seguinte: 
• Passarela de fuga (gangway); 
• Helicóptero; 
• Embarcação de standby (apoio); 
• Embarcações de sobrevivência rígidas; 
• Embarcações de sobrevivência infláveis; 
• Descida pelo costado (escada de quebra-peito); e 
• Salto na água. 
 
 
Figura 11 - Cartão “T” Figura 11 - Escaninho para cartão “T” 
 
 
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Figura 13 - Evacuação/Abandono - Passarelas de fuga 
(Gangways) 
Figura 13 - Evacuação/Abandono – Helicóptero 
Figura 16 - Evacuação/Abandono – Embarcações de sobrevivência inflável e casulo 
Figura 17 - Evacuação/Abandono – Escadas de quebra-peito 
Figura 15 - Evacuação/Abandono – Embarcações de 
Stand-by (apoio) 
Figura 15 - Evacuação/Abandono – Embarcações de 
sobrevivência rígida 
 
 
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Reunião de Pessoas 
Em uma situação de emergência é importante saber quais e quantas pessoas estão nos Pontos 
de Reunião e Postos de Abandono. É designado para todos a bordo uma baleeira ou estação de balsa 
salva-vidas. Todos os nomes devem ser conferidos e a sala de controle deve ser informada. 
A conferência deve ser feita no Ponto de Reunião e durante o embarque nas baleeiras e balsas 
salva-vidas. 
 
Responsabilidades do Timoneiro 
Ao soar o alarme de emergência, o Timoneiro da embarcação deverá comparecer ao Ponto de 
Reunião e informar ao Coordenador do Ponto de Reunião que está indo realizar o check list da 
embarcação. Após efetuar o check list, ele deverá dar o pronto ao Coordenador da Emergência. 
Ao timoneiro também deverá fazer as seguintes verificações junto ao Coordenador do Ponto 
de Reunião: 
• Verificar se foi realizada a conferência do pessoal; 
• Verificar se foi realizada a inspeção de todos em relação ao uso dos equipamentos de 
proteção individual (epi), inclusive o colete salva-vidas; e 
• Verificar se o contato via rádio foi estabelecido com a sala de controle e/ou 
coordenador da emergência. 
 
Procedimentos Básicos para as Unidades Marítimas do Mar do Norte 
Estando em seu camarote, pegue seus equipamentos de proteção individual (EPI): roupa de 
proteção térmica, capuz antifumaça, um par de luvas resistentes ao calor e um bastão luminoso ou 
uma lanterna com a finalidade de achar seu caminho de escape em um ambiente cheio de fumaça. 
Fora do camarote, pare o serviço imediatamente ou leve-o a uma condição que possa parar, 
deixe seu local de trabalho seguro (desligue os equipamentos) e siga para seu Ponto de Reunião, 
onde irá pegar os seus equipamentos de proteção individual. 
 
 
 
Procedimentos Básicos para as Unidades Marítimas Brasileiras 
Figura 18 - Evacuação/Abandono – Salto na água 
 
 
Curso de Embarcações de Sobrevivência e Salvamento 
 
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Estando em seu camarote, vista o seu equipamento de proteção individual (EPI), pegue o 
colete salva-vidas, siga para seu ponto de reunião, retire/vire seu cartão “T” e, em silêncio, aguarde 
ordens do Coordenador do Ponto de Reunião e do Timoneiro. 
Fora do camarote, pare o serviço imediatamente ou leve-o a uma condição que possa parar, 
deixe seu local de trabalho seguro (desligue os equipamentos), desenergize-os se possível, dirija-se 
ao seu camarote (ou Ponto de Reunião), pegue seu colete salva-vidas, siga para seu Ponto de Reunião, 
retire/vire seu cartão “T” e, em silêncio, aguarde ordens do Coordenador do Ponto de Reunião e do 
Timoneiro. 
 
Ações para o Abandono 
O abandono é uma ordem verbal do Coordenador da Emergência. Portanto, o abandono só 
pode ser efetuado após o recebimento desta ordem. 
O Coordenador do Ponto de Reunião e o Timoneiro devem: 
 
• Coordenar os passageiros no ponto de reunião e o deslocamento até as embarcações 
de sobrevivência, 
• Coordenar o embarque dos passageiros, assegurando-se de que todos estão 
presentes, sentados e com os cintos de segurança afivelados; 
• Verificar se existe fogo no mar, e, caso haja, utilizar o sistema de sprinklers e o ar das 
garrafas na descida da embarcação; 
• Verificar se a área de lançamento e o rumo estimado a ser percorrido pelas 
embarcações encontra-se livre. 
 
Caso seja impossível lançar a embarcação o Timoneiro deve informar ao Coordenador da 
Emergência desta impossibilidade para que seja utilizado outro meio de abandonoou evacuação. 
 
Estando na Água 
Como já foi dito anteriormente, o salto na água também é uma opção de evacuação ou 
abandono. Porém esta é a última opção. Lembre-se: por pior que esteja nossa unidade ela ainda é o 
lugar mais seguro. Portanto, não salte na água a não ser que receba ordem para isso. Nenhuma pessoa 
deve entrar na água se não estiver usando o colete salva-vidas. As roupas de imersão e os dispositivos 
de proteção térmica poderão ser usados caso estejam disponíveis. 
Uma pessoa na água esfriará muito rapidamente, mesmo em áreas não muito frias, se não 
estiver vestido apropriadamente. Uma vez na água deve-se nadar até a embarcação de sobrevivência 
ou outro objeto flutuante dentro do seu alcance, agarrando-se a ele, mas deverá evitar esforços 
desnecessários. O dispositivo luminoso e o apito do colete salva-vidas poderão ajudá-lo a ser 
localizado e resgatado. 
 
1.6 DESCREVER UMA TABELA MESTRA, COM AS OBRIGAÇÕES E DEVERES, E A LISTA DE 
VERIFICAÇÃO EM UMA FAINA DE ABANDONO 
A Tabela Mestra é uma tabela que: 
 
• Designa cada homem da tripulação para um determinado posto ou função específica 
durante as situações de emergência; 
• Designa qual é a sua embarcação salva-vidas em uma situação de abandono; 
 
 
Curso de Embarcações de Sobrevivência e Salvamento 
 
 
P á g i n a | 24 
 
• Inclui detalhes dos sinais de alarme, as tarefas especiais designadas a cada residente, 
os procedimentos em caso de emergência, os tripulantes reserva, etc. 
 
Os modelos e as informações contidas 
na Tabela Mestra variam de unidade para 
unidade. Porém, todos a bordo devem 
conhecê-la e estar cientes de seus deveres, 
obrigações e responsabilidades, sabendo 
como proceder para que não haja dificuldades 
durante as situações de emergência. A Tabela 
Mestra deverá estar afixada nos corredores 
dos alojamentos e nos locais de grande 
concentração de pessoas, como refeitório, 
salão de TV, etc. Algumas unidades estão indo 
além, colocando cópias da Tabela Mestra nos 
camarotes, distribuindo xerox reduzida para os 
residentes, etc. 
Ao escutarem os sinais de alarme de 
emergência todos devem seguir o que está designado na Tabela Mestra, de acordo com a sua função 
durante a emergência e tomar as iniciativas para as quais foram treinados. A pessoa encarregada de 
uma embarcação de sobrevivência deve ter uma lista com o nome de todos os passageiros (POB) e 
também deve verificar se estes estão seguindo suas instruções. 
 
1.7 CITAR QUAIS DEVEM SER AS MEDIDAS ADOTADAS PELO RESPONSÁVEL PELOS 
EQUIPAMENTOS DE SALVATAGEM E COMBATE A INCÊNDIO, A FIM DE MANTÊ-LOS 
EM BOAS CONDIÇÕES PARA PRONTO USO 
Para que possamos usar a contento os equipamentos de salvatagem numa emergência, temos 
de nos assegurar que o pessoal envolvido tenha o devido conhecimento e treinamento nos 
respectivos equipamentos. Esses equipamentos devem ser submetidos a inspeções e manutenções 
preventivas periódicas previstas no Plano de Manutenção da empresa. Estas manutenções devem 
ser: semanais, quinzenais, mensais, trimestrais, anuais e quinquenais dependendo do tipo de 
equipamento. Porém, inspeções diárias devem ser realizadas para verificar se os mesmos encontram-
se disponíveis para uso, funcionando, arrumados e limpos. Toda vez que houver um simulado de 
emergência, teste a utilização destes equipamentos, eles devem ser inspecionados, limpos e 
arrumados, de modo a estarem prontos para serem utilizados novamente. 
 
Lembrem-se: o treinamento só termina quando todos os equipamentos utilizados estiverem 
prontos para serem utilizados novamente. 
Somente dessa forma poderemos ter confiança na utilização de todos os equipamentos 
utilizados a bordo. 
 
Figura 19 - Tabela Mestra 
 
 
Curso de Embarcações de Sobrevivência e Salvamento 
 
P á g i n a | 25 
 
1.8 RECONHECER TODOS OS SÍMBOLOS PADRÕES REFERENTES AOS EQUIPAMENTOS 
DE SALVATAGEM 
Todos os tripulantes das embarcações, bem como os demais residentes, devem conhecer os 
símbolos padrões adotados pela IMO e seus significados. 
Estes símbolos têm a finalidade de indicar onde se encontram os equipamentos utilizados nas 
situações de emergência, as rotas mais seguras para se chegar aos pontos de reunião, procedimentos 
de utilização de equipamentos, etc. 
No Anexo 1 deste manual encontraremos todas as placas / adesivos e cartazes com os 
símbolos padrões da IMO. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 20 - Símbolos padrão IMO 
 
 
Curso de Embarcações de Sobrevivência e Salvamento 
 
 
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2. PROCEDIMENTOS DE SOBREVIVÊNCIA NO MAR 
 
2.1 EXPLICAR A NECESSIDADE DE SE EXECUTAR REGULARMENTE TREINAMENTOS E 
EXERCÍCIOS DE ABANDONO UTILIZANDO TODOS OS RECURSOS DE SALVATAGEM 
EXISTENTES A BORDO 
Uma situação de emergência não é uma ocorrência rotineira. Porém quando acontece, 
devemos estar preparados para enfrentá-la e a única maneira de estarmos preparados é treinando. 
Os treinamentos visam solucionar os desafios de trabalho em equipe, melhorar as 
comunicações e dirimir possíveis duvidas criando reações rápidas nos vários cenários e um 
comportamento ordenado, condição imprescindível para o sucesso da operação. Estes treinamentos 
são realizados através de cursos em centros de treinamentos especializados e através dos simulados 
realizados a bordo das unidades. Durante estes treinamentos e simulados, recebemos instruções de 
como agir em uma situação de emergência e de como utilizar os equipamentos salvatagem. É de suma 
importância que todos estejam familiarizados com a unidade, seus procedimentos e com os 
equipamentos de salvatagem utilizados na unidade. 
Os simulados também servem para verificar se os procedimentos utilizados são de 
conhecimentos de todos e se estão sendo encontradas dificuldades na execução do mesmo. Caso 
seja detectado algum problema, o exercício pode ser repetido, o procedimento poderá ser alterado 
ou outra atitude poderá ser tomada para eliminar esta dificuldade. Este é o momento que temos para 
verificar se tudo está a contento. 
 
 
2.2 DESCREVER O CONTEÚDO DE UM MANUAL DE TREINAMENTO, E COMO UTILIZÁ-LO 
CORRETAMENTE 
O manual de treinamento existente a bordo é uma ótima fonte de consulta e informação, 
devendo ser de conhecimento de todos. Nele encontramos informações importantes da unidade. 
De acordo com a Regra 35 da Solas-74, todas as embarcações deverão dotar um manual de 
adestramento, conforme abaixo: 
Regra 35 
Manual de Adestramento e Acessórios de Ensino de Bordo: 
 
1. Esta regra se aplica a todos os navios. 
Figura 21 - Treinamentos e Simulados 
 
 
Curso de Embarcações de Sobrevivência e Salvamento 
 
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2. Deverá haver em cada refeitório e sala de recreação, ou em cada camarote dos 
membros da tripulação, um manual de adestramento que atenda ao disposto no 
parágrafo 3. 
3. O manual de adestramento, que poderá ter vários volumes, deverá conter instruções 
e informações, em termos facilmente compreensíveis e sempre que possível com 
ilustrações, relativas aos equipamentos salva-vidas existentes no navio e aos melhores 
métodos de sobrevivência. Qualquer parte dessas informações poderá ser 
apresentada na forma de um recurso audiovisual, em lugar do manual. Os seguintes 
itens deverão ser explicados detalhadamente: 
 
• Modo de vestir os coletes salva-vidas, as roupas de imersão e as roupas antiexposição, 
como for adequado; 
• Reuniões nos postos designados; 
• Embarque, lançamento e afastamento do navio, das embarcações de sobrevivência e 
das embarcações de salvamento, inclusive, quando aplicável, a utilização dos sistemas 
de evacuação marítima; 
• Método de lançamento, realizado do interior da embarcação de sobrevivência; 
• Liberação dos equipamentos de lançamento; 
• Métodos e utilização dos dispositivos de proteção nas áreas de lançamento, quando 
apropriado; 
• Iluminação nas áreas de lançamento;• Utilização de todos os equipamentos de sobrevivência; 
• Utilização de todos os equipamentos de detecção; 
• Com o auxílio de ilustrações, a utilização do rádio dos equipamentos salva-vidas; 
• Utilizações de âncoras flutuantes; 
• Utilização de motores e acessórios; 
• Recolhimento das embarcações de sobrevivência e das embarcações de salvamento, 
inclusive a sua estiva e peiação; 
• Perigos da exposição e necessidade de roupas de frio; 
• A melhor utilização dos recursos existentes a bordo das embarcações de 
sobrevivência, de modo a conseguir sobreviver; 
• Métodos de resgate, incluindo a utilização dos dispositivos de resgate dos 
helicópteros (estropos, cestas, macas), das bóias-calção, dos aparelhos salva-vidas de 
terra e dos equipamentos lança retinida do navio; 
• Todas as demais funções contidas na tabela de postos e nas instruções de emergência; 
• Instruções relativas a reparos de emergência nos equipamentos salva-vidas. 
 
4. Todo navio dotado de um sistema de evacuação marítima deverá dispor a bordo de 
acessórios de ensino sobre a utilização do sistema. 
5. O manual de adestramento deverá ser escrito no idioma de trabalho do navio. 
 
2.3 CITAR MEDIDAS PESSOAIS QUE DEVEM SER TOMADAS QUANDO TOCAR “POSTOS DE 
ABANDONO” 
Quando o alarme de emergência é acionado, todos os residentes devem seguir os 
procedimentos da unidade. Basicamente, estes procedimentos são: 
 
 
 
Curso de Embarcações de Sobrevivência e Salvamento 
 
 
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• Estando em seu camarote, vista o seu equipamento de proteção individual (EPI), pegue 
o colete salva-vidas, siga para seu ponto de reunião, retire/vire seu cartão “T” e, em 
silêncio, aguarde ordens do Coordenador do Ponto de Reunião e do Timoneiro. 
• Fora do camarote, pare o serviço imediatamente ou leve a uma condição que possa 
parar, deixe seu local de trabalho seguro (desligue os equipamentos), desenergize-os 
se possível, esteja sempre atento as informações do sistema de auto falantes para que 
se possa ter a compreensão DO QUE? E ONDE? Informações vitais para termos noção 
do grau de urgência e possíveis mudanças de caminho e destino. Dirija-se ao seu 
camarote (ou Ponto de Reunião), pegue seu colete salva-vidas, siga para seu Ponto de 
Reunião, retire/vire seu cartão “T” e, em silêncio, aguarde ordens do Coordenador do 
Ponto de Reunião e do Timoneiro. 
• Quando o alarme de preparação para o abandono é acionado, não significa que todos 
devem sair correndo e procurar algum meio de se salvar. Este alarme significa que a 
plataforma será abandonada/evacuada e que todos devem seguir as ordens dos 
Coordenadores dos Pontos de Reunião e Timoneiros para esta ação. Todos os 
residentes serão deslocados para os Postos de Abandono, onde será realizada a 
retirada de forma segura e ordenada. 
• O deslocamento de pessoal é feito em fila indiana, sendo o Timoneiro o primeiro da 
fila e o Coordenador o último, verificando se alguém desgarrou-se do grupo. Esta 
função do Coordenador não isenta a responsabilidade das pessoas que estão na fila de 
verificar se alguém se desgarrou ou está indo para a direção errada. Durante todo o 
deslocamento até o Posto de Abandono, cada residente é responsável pela pessoa que 
está a sua frente, e caso a pessoa se desgarre ou tente seguir em outra direção, este o 
traz de volta para a fila. 
 
2.4 DESCREVER AS MEDIDAS QUE DEVEM SER TOMADAS, PELO LÍDER, NO POSTO DE 
ABANDONO E FAINA SUBSEQUENTE 
Preparativos para o Abandono 
O Timoneiro deve estar familiarizado com os sinais de alarme da unidade, os procedimentos 
em relação à operação e lançamento das embarcações de sobrevivência, bem como com os 
procedimentos de abandono. 
Em uma situação de emergência o Timoneiro é o responsável pelo check list da embarcação. 
Já o Coordenador do Ponto de Reunião é o responsável pela conferência do pessoal. Após ordem 
verbal do Coordenador da Emergência, o Coordenador do Ponto de Reunião encaminhará, junto com 
o Timoneiro, todas as pessoas para o Posto de Abandono. Este local deve ser um local seguro, de 
preferência próximo as embarcações de sobrevivência. As pessoas devem estar de posse de seu EPI 
completo e vestido com um colete salva-vidas ou se for o caso, uma roupa de sobrevivência. 
Poderá ser feita uma chamada nominal para verificar se todos que saíram do Ponto de Reunião 
chegaram ao Posto de Abandono. É fundamental que o Coordenador ou o Timoneiro tenham uma 
lista para chamada. Algumas unidades o cartão “T” tanto no Ponto de Reunião quanto no Posto de 
Abandono é para verificação dos presentes. 
 
Embarque de Passageiros 
A ordem para abandonar a unidade é dada verbalmente pelo Coordenador da Emergência e 
executada pelo Timoneiro. O Timoneiro, que já efetuou o check list da embarcação, embarca e ordena 
 
 
Curso de Embarcações de Sobrevivência e Salvamento 
 
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o embarque dos demais. O Coordenador do Ponto de Reunião é o último a entrar, fazendo o 
fechamento da porta. 
O Timoneiro é o responsável por todos os procedimentos nas embarcações e os passageiros, 
ao receberem ordem de embarque, devem proceder conforme suas orientações. Além disso, ele e o 
Coordenador do Ponto de Reunião devem assegurar-se que todos: 
 
• Estejam vestidos adequadamente; 
• Estejam usando colete salva-vidas ou roupa de imersão; 
• Estejam atentos as suas instruções; 
• Embarquem somente quando for ordenado; 
• Deixem as portas de acesso livres; 
• Coloquem seus cintos de segurança; e 
• Mantenham-se em silêncio. 
 
Além disso, todos os passageiros devem: 
 
• Embarcar de maneira ordeira e disciplinada; 
• Usar as escotilhas de acesso definidas para embarque; 
• Estar calmos e em silêncio; e 
• Uma vez na baleeira lembre-se do triplo “S”: 
Sente-se! 
Segurança (coloque o cinto de segurança) 
Silêncio! 
 
É de importância vital que durante a 
evacuação ou abandono com utilização da 
baleeira que todos estejam sentados, em silêncio 
e com os cintos de segurança afivelados. 
É responsabilidade do Timoneiro verificar 
se todos estão com o cintos de segurança 
passados e afivelados. Devido ao espaço 
apertado dentro da embarcação, o Timoneiro não 
tem como verificar cada passageiro. Então, a 
única maneira é perguntar. Se ele fizer a 
pergunta “todos estão com os cintos?”, irá criar 
um tumulto, com todos falando ao mesmo 
tempo. A maneira correta de perguntar é a 
seguinte: tem alguém que não está pronto? 
Aqueles que estiverem prontos não falam 
nada, continuam em silêncio. Os que não 
estiverem prontos respondem: eu. Os passageiros que estiverem sentados ao lado desta pessoa 
deverão auxiliá-lo. O Timoneiro dará um intervalo e perguntará novamente. Quando ninguém mais 
responder, significa que todos estão prontos, ou seja, sentados e com os cintos de segurança 
afivelados. 
É de vital importância que aqueles que estiverem no interior da baleeira permaneçam com os 
cintos de segurança afivelados, pois caso haja o emborcamento da baleeira, ela retornará a posição 
Figura 22 - Passageiros prontos para evacuação / abandono 
 
 
Curso de Embarcações de Sobrevivência e Salvamento 
 
 
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normal (auto-adriçamento). Isto só acontece se todos estiverem sentados e presos aos cintos de 
segurança. 
Se o resgate for feito da baleeira para um helicóptero ou embarcação de stand-by, todos 
devem permanecer no interior da baleeira, sentados, em silêncio e com os cintos afivelados durante 
toda a operação de resgate ou transbordo. 
 
2.5 DESCREVER AS VERIFICAÇÕES QUE DEVEM SER EFETUADAS NA EMBARCAÇÃO DE 
SOBREVIVÊNCIA E NOS TURCOS, ANTES DO EMBARQUE E LANÇAMENTO 
Turcos das Embarcações de Sobrevivência Rígidas 
 
Check list operacional 
Antes de arriar uma embarcação de sobrevivência o Timoneiro deve ter certeza de que a 
mesma está pronta para uso. Por essa razão, a manutenção e inspeção regulares são de extrema 
importância. 
A todo o momento a baleeira deveestar pronta para uso, porém, durante uma emergência é 
necessário verificar alguns itens antes da entrada do pessoal. É o que chamamos de check list 
operacional. Este check list varia de acordo com o fabricante, tipo e modelo de embarcação e deve 
vir detalhado no manual da embarcação. 
Ao preparar a baleeira os seguintes procedimentos devem ser verificados e nunca podem ser 
esquecidos: 
• Uma inspeção visual geral se faz necessária pois o próprio evento pode ter gerado 
avarias estruturais no turco e na baleeira. 
• Verificar se existem grades de piso abertas no caminho até a embarcação; 
• Verificar se todas as trapas, eslingas e pinos de segurança foram removidos; 
• Ligar a chave geral; 
• Verificar se as garrafas de ar encontram-se abertas; 
• Verifica se o plug (bujão) de dreno está no lugar; 
• Verificar se a válvula do combustível está aberta; 
• Ligar o motor para teste (teste rápido para evitar superaquecimento do motor); 
• Testar o funcionamento do leme deixando-o sempre na posição segura; 
• Testar e ajustar o rádio VHF na embarcação salva-vidas (em caso de rádio fixo); 
• Verificar as travas do sistema de liberação interno. 
 
Além desses itens, devemos verificar os demais itens especificados pelo fabricante. 
Executados todos os procedimentos, o Timoneiro deve informar ao Coordenador do Grupo 
de Salvamento ou ao Coordenador da Emergência que a embarcação encontra-se pronta, e aguardar 
instruções. 
 
Destroços de naufrágio 
Antes de descer a embarcação, o Timoneiro deve verificar se a área de lançamento encontra-
se livre, ou seja, se não há destroços na água nem outra embarcação abaixo ou próxima ao local onde 
será arriada a baleeira que possa atrapalhar sua descida ou no rumo estimado. Em caso de destroços 
na água verifique se estes não irão atrapalhar a descida da embarcação ou irão avariar a embarcação 
ou o hélice. Lembre-se que a visibilidade da baleeira ficará ainda mais limitada se houver necessidade 
de utilização do sistema de diluvio ou se o evento for a noite sendo a bussola uma ferramenta 
importatissima para o bom governo da embarcação. 
 
 
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Eslinga de manutenção, trapas de segurança e braço de liberação 
A eslinga de manutenção consiste em dois cabos de aço de bitola parecida com a do cabo 
principal ou duas corrente dependendo do tipo de turco. Como o nome já diz, são utilizados para 
manutenções nos equipamentos, inclusive com a liberação do sistema de desarme sem a necessidade 
da retirada da baleeira do turco. 
Existe o pensamento enganoso de que as eslingas de manutenção oferecem maior segurança 
durante a entrada do pessoal na baleeira quando dos simulados. Como dito, isto é um engano, pois 
pode haver uma decida involuntária e a baleeira ficará portando pelas eslingas. As eslingas podem 
suportar tal peso, mas os olhais de fixação não. Estes podem romper e causar um grave acidente, 
inclusive com a queda da baleeira. 
Não devemos em hipótese alguma embarcar os passageiros com a baleeira portando pelas 
eslingas de manutenção, pois elas não são projetadas para isto. Quem foi projetado e testado para 
sustentar a embarcação com toda a sua dotação e palamenta é o cabo de aço principal. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Trapas de segurança 
As trapas de segurança são dispositivos associados ao turco para auxiliar na estivagem da 
embarcação quando no seu berço. Existem vários tipos de trapas de segurança dependendo do 
fabricante. Especial atenção deve ser dada as estas trapas na preparação da embarcação para 
lançamento. Elas devem ser totalmente removidas quando da preparação da embarcação para 
lançamento. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Braço de liberação 
É um dispositivo utilizado em alguns turcos para liberar as trapas de segurança em um só 
movimento. Consiste em dois cabos de aço ligados a dois pelicanos e dois macacos esticadores 
interligados a uma alavanca de travamento/liberação. As catarinas da embarcação, quando na sua 
posição de estivagem, ficam apoiadas sobre os pelicanos, descansando os freios e retirando o peso 
da embarcação do cabo de aço principal. Na preparação da embarcação, tensiona-se o cabo principal, 
retirando as catarinas de sua inércia e deixando a embarcação sustentada pelo cabo principal. Após 
Figura 23 - Eslinga de Manutenção 
Figura 24 - Trapas de segurança 
 
 
Curso de Embarcações de Sobrevivência e Salvamento 
 
 
P á g i n a | 32 
 
receber a ordem de abandono ou evacuação, aciona-se o braço de liberação, fazendo com que as 
catarinas fiquem livres do pelicano e a embarcação pronta para o lançamento. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Acionamento Remoto (Controle remoto) 
O sistema de acionamento remoto (controle remoto) é um sistema que permite que o 
Timoneiro efetue a descida da embarcação estando dentro dela, sem o auxílio de nenhuma outra 
pessoa do lado de fora. 
Consiste em um cabo passado por um sistema de roldanas que sai de dentro da embarcação 
e vai até a alavanca de acionamento do freio. Para efetuar a descida basta puxar o cabo de 
acionamento ou girar o volante do sarilho, conforme o modelo da embarcação. 
O cabo, ao ser tencionado, levantando a alavanca do freio, liberando o freio estático e 
iniciando a descida da embarcação. Caso haja a necessidade de interromper a descida, basta soltar o 
cabo ou largar o volante do sarilho. Para reiniciar a descida, basta puxar novamente o cabo de 
acionamento ou girar o volante do sarilho. 
Nos modelos que utilizam o sarilho, o timoneiro deve ficar atento no desenrolar do cabo 
quando do afastamento da embarcação. Caso o cabo embole ou fique preso, impedirá o afastamento 
da embarcação. 
Caso isto aconteça, utiliza-se o alicate corta cabo localizado junto ao banco do timoneiro para 
cortar o cabo e liberar a embarcação. Lembre-se que na manobra de recuperação o cabo do sarilho 
deve ser recolhido para evitar que se enrole no hélice. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 25 - Braço de Liberação 
Figura 26 - Acionamento remoto (controle remoto) 
 
 
Curso de Embarcações de Sobrevivência e Salvamento 
 
P á g i n a | 33 
 
Operação dos freios do turco 
Os turcos das embarcações de sobrevivência e salvamento são dotados de freios que servem 
para manter a embarcação em sua posição de estivagem (freio estático) e evitar que a embarcação 
ganhe uma velocidade excessiva durante a descida (freio centrífugo). 
O freio estático é composto por uma lona que abraça o tambor do freio, impedindo a descida 
da embarcação. Esta lona está ligada a alavanca de acionamento do freio. Quando a alavanca é 
levantada à lona folga, permitindo o giro do tambor, liberando a descida da embarcação. Se esta 
descida não fosse amenizada, a embarcação iria ganhando velocidade e chegaria à água com uma 
velocidade considerável, causando um impacto violento na embarcação e nas pessoas que se 
encontram nela. Por este motivo, os turcos devem ser dotados de um freio centrífugo que vai 
“freando” a descida da embarcação, mantendo a descida com uma velocidade constante. 
O sistema de freio centrífugo é composto de um tambor com pequenas sapatas de freio 
ligadas a um sistema de molas que, de acordo com a rotação do tambor do freio, vão se abrindo e 
freando a descida da embarcação. 
De acordo com a legislação, os freios do guincho de um equipamento de lançamento deverão 
ter uma resistência suficiente para suportar: 
 
• Um teste estático, com uma carga de prova não inferior a 1,5 vezes a carga de trabalho 
máxima; e 
• Um teste dinâmico, com uma carga de prova não inferior a 1,1 vez a carga de trabalho 
máxima, na máxima velocidade de descida. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Cuidados com o manuseio do sistema de manivelas para içamento 
O equipamento de lançamento de uma embarcação salva-vidas deverá ser capaz de recolher 
a embarcação com toda sua tripulação e palamenta. Cada equipamentode lançamento deverá ser 
dotado de um guincho acionado por um motor capaz de içar a embarcação da água com toda a sua 
lotação de pessoas e toda a sua dotação de equipamentos, a uma velocidade não inferior a 0,3 m/s. 
Os turcos também possuem um sistema de manivela para fazer o içamento da embarcação caso: 
• Não haja energia elétrica; 
• Haja algum problema no motor do guincho; ou 
• As chaves fim de curso tenham atuado, inibindo o funcionamento do motor do 
guincho. 
 
Alguns modelos de turco possuem um micro-switch (sensor fim de curso) localizado junto ao 
local de acoplamento da manivela. Este micro switch impede o funcionamento do motor. 
Figura 28 - Freio estático – lona em cinta Figura 27 - Freio centrífugo – sapatas de freio 
 
 
Curso de Embarcações de Sobrevivência e Salvamento 
 
 
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Porém, não devemos confiar neste sistema, pois se tratando de um equipamento elétrico 
exposto a intempéries, pode apresentar algum problema e não atuar de maneira correta, permitindo 
o motor funcionar mesmo com a manivela acoplada. 
Quando da utilização do motor elétrico para içamento da embarcação, o operador do guincho 
deve certificar-se de que a manivela não está acoplada, pois, havendo uma falha no micro switch, o 
motor irá funcionar e a manivela será projetada, podendo causar sérios acidentes ou avarias no 
equipamento. 
Portanto, é de fundamental importância que o operador, antes de efetuar qualquer manobra 
de içamento da embarcação, verifique se a manivela encontra-se desacoplada. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Situações de Controle do Coordenador e Timoneiro 
O Timoneiro e o Coordenador do Ponto de Reunião devem ter o controle sobre as seguintes 
situações: 
• Distribuição/verificação de vestimenta adequada, inclusive EPI; 
• Preparação da baleeira (Ckeck List operacional); 
• Informação ao Coordenador da Emergência; 
• Lançar a embarcação após autorização do Coordenador da Emergência. 
 
Turcos das Embarcações de Sobrevivência Infláveis 
Os turcos das embarcações de sobrevivência infláveis devem obedecer aos mesmos critérios 
exigidos para os turcos das embarcações de sobrevivência rígida vistos no capítulo anterior. 
As embarcações de sobrevivência infláveis, também conhecidas como balsas infláveis, são 
usadas em instalações offshore, embarcações e aeronaves. Nas embarcações e instalações offshore, 
elas são usadas como meio secundário de evacuação ou abandono. 
Algumas vantagens das embarcações de sobrevivência infláveis: 
• Seu uso é relativamente fácil; 
• Podem ser lançadas rapidamente; 
• Provêem boa proteção (vento, mar, etc.); 
• Requerem espaço mínimo de estiva; 
• Não necessariamente requerem instalações de lançamento; 
Figura 29 - Sistema de manivelas para içamento 
 
 
Curso de Embarcações de Sobrevivência e Salvamento 
 
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• Têm custo relativamente barato e são de fácil manutenção. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Algumas desvantagens das embarcações de sobrevivência infláveis: 
• Não podem ser lançadas em caso de fogo no mar; 
• Não possuem propulsão própria, o que pode dificultar seu afastamento da unidade, 
principalmente em condições climáticas adversas; 
• Nas balsas lançadas manualmente, o embarque deve ser feito com a balsa estando na 
água. 
 
2.6 DESCREVER OS PROCEDIMENTOS DE SEGURANÇA QUE DEVERÃO SER TOMADOS 
QUANDO A BORDO DE UMA EMBARCAÇÃO OU BALSA DE SOBREVIVÊNCIA, NO 
MOMENTO DE SER ARRIADA OU LANÇADA 
Embarcações de Sobrevivência Rígida 
Antes do lançamento de uma embarcação de sobrevivência, o Timoneiro deve fazer algumas 
verificações de segurança de modo a não por em risco os passageiros e a embarcação. São eles: 
• Verifique o estado do mar, força e direção do vento; 
• Verifique a bússola, enquanto estivado e durante a descida; 
• Verifique se o leme está na posição correta para poder se afastar da instalação após o 
lançamento; e 
• Saiba o rumo a ser seguido para se afastar da instalação e seguir para a posição segura 
de salvamento. 
 
Após todos estarem devidamente sentadas e com os cintos de segurança afivelados, o 
Timoneiro passa a informação ao Coordenador da Emergência e aguarda ordens. Ao receber as 
ordens verbais do Coordenador da Emergência para o abandono, o Timoneiro deve colocar o motor 
da baleeira em funcionamento, mantendo a aceleração constante. 
Os procedimentos a seguir variam de acordo com o modelo e fabricante da baleeira. Nas 
baleeiras MacLaren , o Coordenador do Ponto de Reunião libera as trapas através da alavanca do 
sistema de liberação (gatilho/mão de amigo), fecha a escotilha, e em seguida, gira o volante do sarilho 
ou puxa o cabo do sistema de acionamento remoto para a liberação do freio (de acordo com o modelo 
da embarcação) para efetuar a descida. 
O Timoneiro deve observar a passagem das catarinas pelos pelicanos de proa e popa (ganchos 
de retenção). 
Figura 30 - Turco e balsa turcada 
 
 
Curso de Embarcações de Sobrevivência e Salvamento 
 
 
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O contrapeso do freio estático deve estar totalmente suspenso, para evitar que a baleeira 
desça “queimando” as lonas de freio do turco. A velocidade de descida será controlada 
automaticamente pelo freio centrífugo. 
O tripulante que efetua a descida deve pisar firme no pedal do freio do sarilho ou segurar 
firmemente o cabo de acionamento do controle remoto até que a embarcação toque na água. Em 
seguida, deve ser solto o volante do sarilho ou o cabo de acionamento do controle remoto para 
liberar o contrapeso do freio. 
Ao tocar na água o tripulante deverá acionar a válvula de três vias do motor para que a troca 
de calor com a água de refrigeração do motor passe a ser efetuada pela água do mar. 
O Co-timoneiro não deverá pisar no freio do sarilho e o Timoneiro deverá ficar atento ao 
triângulo do sistema de liberação sem carga, para puxá-lo e passá-lo ao Co-timoneiro, até ter a certeza 
de que ambos os gatos estão livres. 
Caso seja necessário acionar o sistema com carga, um tripulante sentado sob o facão de 
liberação irá catraqueá-lo até a liberação da baleeira (o tripulante que acionar o facão deverá estar 
bem preso ao cinto de segurança e o timoneiro tem que liberar a trava de liberação do facão no 
painel). 
Tendo verificado que os leques abriram e os gatos giraram liberando as correntes, o Timoneiro 
terá que ter cuidado na desatracação para que a catarina ou corrente não fique presa nas tubulações 
do sistema de sprinklers ou em outras partes da embarcação evitando assim avarias e retenção da 
baleeira. Este procedimento requer treinamento prático para se obter uma boa manobra. 
No caso das demais baleeiras o sistema com carga e sem carga está próximo do Timoneiro. A 
alavanca deverá ser acionada de acordo com as instruções do fabricante. 
 
Embarcação de Sobrevivência Inflável 
O embarque na balsa turcada é coordenado pelo Timoneiro ou Coordenador ou pelo líder que 
possua treinamento adequado. O procedimento de embarque deve ser feito da seguinte maneira: 
• O líder faz uma vistoria externa verificando a segurança da balsa; 
• O líder entra na balsa e faz uma vistoria interna verificando as condições da balsa; 
• Puxa o saco de palamenta da balsa para junto da porta de acesso para facilitar o 
embarque do pessoal, diminuindo a altura até o piso; 
• Ordena a entrada do pessoal, distribuindo-os dentro da balsa, de modo a mantê-la 
equilibrada. 
 
OBSERVAÇÃO: 
• Não pisar nos flutuadores durante a entrada e saída das balsas; 
• Entrar devagar, não pular para dentro da balsa; 
• Se posicionar no local indicado pelo líder; 
• Evitar movimentos bruscos no interior da balsa; 
• Utilizar as cintas de sustentação da balsa como meios de apoio e deslocamento dentro 
da balsa; 
• Os primeiros a embarcar devem guarnecer os remos, âncora flutuante e aro de 
borracha; 
• Verificar se os flutuadores não estão roçando na estrutura durante o embarque dospassageiros; 
• O líder deve auxiliar e orientar os passageiros durante a entrada; 
• Durante o procedimento de descida todos devem permanecer sentados, segurando as 
guirlandas internas. 
 
 
Curso de Embarcações de Sobrevivência e Salvamento 
 
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2.7 DESCREVER OS MEIOS E PROCEDIMENTOS SEGUROS QUE DEVEM SER TOMADOS 
PARA EMBARCAR NO BOTE OU UMA BALSA DE SOBREVIVÊNCIA, QUANDO A 
MESMA JÁ ESTÁ ARRIADA 
Embarque na Baleeira quando a mesma estiver arriada 
O Timoneiro da embarcação salva-vidas (baleeira) ao aproximar-se de uma pessoa no mar para 
efetuar o resgate, deve ficar muito atento. Na baleeira, a visibilidade é bem restrita e a aproximação 
deve ser feita com mais cuidado e atenção. O náufrago, se consciente, deve observar a aproximação 
da baleeira e utilizar a escada de quebra peito embarque. Sempre que possível deve-se usar os 
tripulantes da baleeira para ajudar nessa faina visto que essa atividade sozinho é extremante difícil 
de ser realizada 
 
 
 
 
Figura 31 - Balsa turcada disparada 
Figura 33 - Instruções de lançamento Figura 33 - Instruções de 
desemborcamento e embarque na 
balsa 
 
 
Curso de Embarcações de Sobrevivência e Salvamento 
 
 
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Embarque no Bote de Resgate quando o mesmo estiver arriado 
Deve ser utilizada a escada de quebra peito para a subida no bote. O Timoneiro deve ter total 
visão da pessoa com os tripulantes atentos e ajudando nessa faina e manter o motor em neutro, para 
evitar que o hélice atinja a pessoa que se encontra na água. 
 
Embarque na Balsa quando a mesma estiver arriada 
Após o lançamento da balsa ou ao desemborcá-la, precisamos fazer o embarque. Se 
estivermos na água, precisamos sair dela imediatamente e embarcar na balsa. Se for um embarque a 
seco (descendo na balsa turcada ou pelas escadas até entrar na balsa) a manobra não é muito difícil. 
Porém, vindo da água, a situação é um pouco mais complicada. Seguem algumas dicas para embarcar 
na balsa com mais facilidade: 
 
• Vindo do mar utilize a escada existente no batente do flutuador; 
• Não tente embarcar na balsa pelo lado do cilindro. 
 
Neste lado existem várias mangueiras utilizadas para inflar a balsa e, ao tentar subir por este 
lado, existe o risco de se acidentar ou avariar uma dessas mangueiras, causando o esvaziamento da 
balsa, ou então, ficar com a perna presa a uma dessas mangueiras, correndo o risco de afogar-se: 
 
• Nunca salte sobre o toldo da balsa. 
 
Apesar da balsa salva-vidas, quando flutuando, ser capaz de resistir a repetidos saltos sobre 
ela dados de uma altura de pelo menos 4,5 m acima do seu piso, tanto com a cobertura montada 
como sem ela, isto não deve ser feito, pois é uma manobra muito perigosa, principalmente para quem 
não está acostumado a fazê-lo. É preferível saltar na água e depois entrar na balsa. Em hipótese 
alguma salte sobre a balsa salva-vidas se outra pessoa já estiver dentro: 
 
• Ao entrar na balsa, não porte objetos afiados que possam avariar a balsa. 
• Estando dentro da balsa, ajude outras pessoas a subir. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 34 - Embarque na balsa vindo do mar 
 
 
Curso de Embarcações de Sobrevivência e Salvamento 
 
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2.8 CITAR AS VERIFICAÇÕES E MEDIDAS QUE DEVEM SER OBSERVADAS, ANTES DO 
LANÇAMENTO DE UMA EMBARCAÇÃO OU BALSA DE SOBREVIVÊNCIA, NO CASO DE 
ÓLEO NA SUPERFÍCIE DO MAR 
Verificações antes do Lançamento da Baleeira, no caso de Óleo na Superfície do Mar 
Em caso de lançamento da embarcação havendo óleo na superfície, devemos acionar o 
sistema de sprinklers, pois caso este óleo comece a pegar fogo, o sistema de sprinklers já estará 
ativado. O mesmo deve ser feito com as garrafas de ar, que devem estar alinhadas e reguladas e 
prontas para uso caso necessário. 
O acionamento/funcionamento desses sistemas serão explicados mais adiante. 
 
• Procedimentos; 
• Preparar a baleeira (Check list operacional); 
• Embarcar os passageiros; 
• Fechar as escotilhas e ventilações; 
• Abrir suprimento de ar respirável; 
• Dar partida no motor. 
• Descer a embarcação; 
• Acionar sistema de sprinkler; 
• Liberar os gatos; 
• Manobrar para área segura; 
• Ações após o abandono; 
 
Verificações antes do Lançamento da Balsa, no caso de Óleo na Superfície do Mar 
Antes do lançamento o Timoneiro deverá verificar se existe óleo no mar. Caso exista, deverá 
ser verificada a possibilidade desse óleo começar a queimar. Caso exista essa possibilidade, por 
menor que seja, a balsa não deve ser lançada. Deverá ser usado outro meio de evacuação ou 
abandono. 
 
• Onde lançar a balsa? 
• Preferencialmente lance a balsa no bordo a sotavento e nunca lance a balsa em caso 
de fogo no mar. 
• Fatos a considerar. 
• A instalação ou navio está em chamas. 
• Há fogo no mar. 
• É possível escolher o bordo. 
 
 
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• Há perigo de escombros ao mar. 
 
Devemos atentar que os ventos fortes podem ser desfavoráveis para o lançamento das balsas. 
Por este motivo devemos sempre que possível lançar as balsas pelo lado oposto a entrada do vento 
para que a balsa não seja jogada para baixo da unidade. 
Quando as balsas estiverem na água elas devem ser agrupadas, amarrando uma as outras. 
Lembramos que esta manobra torna-se mais arriscada em caso de mau tempo. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
2.9 EXPLICAR QUAIS AS MEDIDAS QUE DEVERÃO SER TOMADAS CASO SE COMPROVE 
RISCO OU IMPOSSIBILIDADE DE LANÇAMENTO DE EMBARCAÇÃO DE 
SOBREVIVÊNCIA 
Este item foi explicado anteriormente, nas páginas 26 a 28 em Escala de Prioridade. 
 
 
 
2.10 DESCREVER OS RECURSOS E A CORRETA UTILIZAÇÃO DOS EQUIPAMENTOS 
INDIVIDUAIS DE SOBREVIVÊNCIA 
Nas instalações offshore os seguintes equipamentos salva-vidas individuais devem estar 
presentes: 
 
• Coletes salva-vidas; 
• Bóias salva-vidas; 
• Roupas de sobrevivência; 
• Meios de proteção térmica (tpa). 
 
Coletes Salva-Vidas 
Somente os coletes salva-vidas homologados pelas Autoridades Marítimas poderão ser 
usados. Esta homologação garante que os coletes salva-vidas foram confeccionados de acordo com 
os requisitos de construção exigidos pela SOLAS 1974 e suas emendas e Código L.S.A. (Life Saving 
Appliances Code - Código Internacional de Dispositivos Salva-Vidas). Além disso, inspeções visuais 
contínuas deverão ser realizadas para garantir o bom estado de conservação dos coletes salva-vidas. 
Figura 35 - Balsas Agrupadas 
 
 
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A seguir, veremos alguns tipos de coletes salva-vidas. 
 
Coletes salva-vidas infláveis versão marítima 
Em alguns países passaram-se muitos anos para aprovar coletes salva-vidas infláveis para uso 
nas indústrias offshore e marítimas. No Brasil ainda não foi autorizado o uso deste tipo de colete em 
unidades offshore, devido a sua vulnerabilidade. Estes coletes, além de obedecer todas as exigências 
de fabricação, devem também atender aos seguintes requisitos: 
 
• Ter pelo menos dois compartimentos separados; 
• Inflar automaticamente em imersão; 
• Ser provido de dispositivo para inflar manualmente; e 
• Ser equipado com tubos para enchimento oral. 
 
O colete é inflado automaticamente quando a pessoa cai no mar, ou manualmente, acionando-
se o dispositivo manual. 
O dispositivo automático funciona devido à existência de um tablete que se dissolve em 
contato com água liberando a trava e ativando o cilindro de CO2, fazendo o colete salva-vidas inflar. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Coletes salva-vidas infláveis versão aviação 
Semelhante aos coletes salva-vidas infláveis marítimos, os coletes salva-vidas de aviação 
possuem um sistema similar. A diferença crucial entre eles é que o colete salva-vidas marítimo inflaautomaticamente em imersão, enquanto que o colete salva-vidas de aviação só infla depois de 
acionado manualmente. Este procedimento é adotado para evitar que o colete infle 
automaticamente dentro da aeronave e a pessoa fique presa. 
Os coletes salva-vidas nunca deverão ser inflados dentro da aeronave! 
 
Figura 36 - Colete salva-vidas inflável – versão marítima 
 
 
Curso de Embarcações de Sobrevivência e Salvamento 
 
 
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Coletes salva-vidas com capuz de spray 
Um incremento para os tipos mais novos de coletes salva-vidas infláveis é o capuz denominado 
de spray hood. Os borrifos causados por ventos fortes em mau tempo podem provocar sufocamento. 
O capuz foi desenvolvido para possibilitar à pessoa respirar sem problemas. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Coletes de trabalho 
Os coletes de trabalho devem ser utilizados única e exclusivamente para trabalho, não 
devendo ser usado em uma situação de emergência. Devem ser marcados claramente como 
“COLETES DE TRABALHO” e não devem ser usados eu situações de emergência. 
Geralmente são usados durante trabalhos no convés ou em trabalhos sobre o mar, devido o 
risco de queda no mar. 
Os modelos rígidos são mais usados que os infláveis automáticos, pois o modelo inflável pode 
ser acionado não intencionalmente durante a realização do serviço. 
 
Figura 37 - Colete salva-vidas inflável – versão 
aviação 
Figura 38 - Colete salva-vidas inflável com capuz 
 
 
Curso de Embarcações de Sobrevivência e Salvamento 
 
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Coletes Salva-vidas Rígidos 
Os coletes salva-vidas são fabricados em espuma de poliuretano e são classificados de acordo 
com a NORMAM 05/DPC - Homologação de Material, da seguinte maneira: 
 
a) CLASSE I (SOLAS) - fabricados conforme requisitos previstos na Convenção 
Internacional para Salvaguarda da Vida Humana no Mar (SOLAS) e Código L.S.A., sendo 
utilizados em embarcações empregadas na navegação em mar aberto e nas 
plataformas. Seu uso é eficiente em qualquer tipo de água e condições climáticas. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
b) CLASSE II - fabricados com base nos requisitos SOLAS e Código L.S.A., abrandados para 
uso nas embarcações empregadas na navegação de mar aberto, que operem somente 
em águas sob jurisdição nacional. Possui os mesmos requisitos de flutuabilidade dos 
coletes Classe I (SOLAS). O que o diferencia é o fato de não possuir lâmpada 
(dispositivo luminosos). 
 
 
 
Figura 39 - Colete salva-vidas para trabalho 
Figura 41 - Colete Salva-Vidas Classe I Figura 41 - Colete Salva-Vidas Classe I 
 
 
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Figura 45 - Colete Salva-Vidas Classe III Figura 45 - Colete Salva-Vidas Classe III 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
c) CLASSE III - destinado ao uso nas embarcações empregadas na navegação interior. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
d) CLASSE IV - material fabricado para uso, por longos períodos, por pessoas envolvidas 
em trabalhos realizados próximos à borda da embarcação, cais ou suspensos por 
pranchas ou outros dispositivos que corram risco de cair na água acidentalmente. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 43 - Colete Salva-Vidas Classe II Figura 43 - Colete Salva-Vidas Classe II 
 
 
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e) CLASSE V - material fabricado para emprego em atividades esportivas tipo “jet-ski”, 
“banana-boat”, esqui aquático, “windsurf”, “parasail”, pesca esportiva, canoagem, 
embarcações miúdas classificadas como esporte e/ou recreio, embarcações de esporte 
e/ou recreio de médio porte empregada na navegação interior e outras. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
f) CLASSE V ESPECIAL - material fabricado para emprego em atividades esportivas que 
se utilizam de corredeiras, tipo “rafting” ou outras atividades reconhecidas como de 
águas brancas. 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 47 - Colete Salva-Vidas Classe IV Figura 47 - Colete Salva-Vidas Classe IV 
Figura 48 - Colete salva-vidas classe V 
 
 
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Uso de coletes salva-vidas 
Existe uma maneira correta para se vestir os coletes salva-vidas e devemos ter conhecimento 
de como fazê-lo. Cada colete tem a sua característica e maneira de vestir. Por este motivo, devemos 
ler as instruções de uso do colete salva-vidas imediatamente após a chegada a bordo. Experimente-
o para saber a maneira correta de vesti-lo. 
Algumas regras básicas são comuns a todos os modelos de colete, tais como usar o colete 
salva-vidas preso firmemente ao corpo e manter todos os tirantes, fechos e engates presos e bem 
apertados e seguros para evitar que se soltem. 
Em baleeiras free fall não é permitido o uso de colete salva-vidas de poliuretano devido aos 
cintos de segurança. Eles deverão ser guardados debaixo do seu assento na baleeira. 
Os coletes salva-vidas para serem aprovados, devem atender a alguns requisitos de 
construção. Dentre eles podemos citar: 
 
• Ser fácil de vestir em até 1 minuto; 
• Ser confortável de usar; 
• Permitir nadar curtas distâncias; 
• Possuir apito e luz (coletes classe I); 
• Manter a boca e o nariz fora da água, mesmo com a pessoa inconsciente; 
• Ser capaz de corrigir uma pessoa com a face para baixo, reposicionando-a em até 5 
segundos; 
• Permitir um salto de pelo menos 4,5 metros, sem dano à pessoa ou ao colete; 
• Ter uma cor facilmente visível e marcada com os símbolos do fabricante; 
• Ter um desenho do tipo que o torne difícil de ser vestido incorretamente; 
• Ser equipado com fitas retro-refletivas, apito (que indica a posição do 
náufrago/homem ao mar) e dispositivo luminoso. 
 
 
A NORMAM-01, capítulo 9, item 0920 determina que os coletes salva-vidas sejam distribuídos 
a bordo da seguinte maneira: 
 
a) A dotação de coletes deverá ser o somatório de: 
 
• um para cada pessoa a bordo distribuído nos respectivos camarotes ou alojamentos; 
Figura 49 - Colete salva-vidas classe V 
Especial 
 
 
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• um para cada leito existente na enfermaria e mais um para cada enfermeiro; 
• dois na sala de comando; 
• um na estação-rádio; 
• três no Centro de Controle da Máquina ou Praça de Máquinas da Plataforma, se 
guarnecida; e 
• coletes adicionalmente estivados em cada estação de abandono, na quantidade de 
100% da lotação da embarcação de sobrevivência a ela correspondente. 
 
A NORMAM-01 item 0406 determina que os coletes salva-vidas devem possuir, em letras 
romanas maiúsculas e com tinta à prova d'água, o nome da embarcação a qual pertence e que estão 
dispensados da marcação do porto de inscrição (registro) da embarcação. 
 
 
 
 
 
 
Figura 50 - Instruções para vestir o colete salva-vidas (Fabricante ASCOT) 
RELYON 
 
 
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Bóias Salva-Vidas 
A bordo das unidades marítimas deverá haver bóias salva-vidas distribuídas de acordo com o 
Plano de Segurança da unidade. Essas boias possuem cabos de (guirlanda) fixadas ao seu redor, 
tornando mais fácil para a pessoa em perigo segurá-la. Todas as bóias aprovadas devem ser em tons 
de laranja, com fitas retro-refletivas e ter marcado em letras romanas maiúsculas e com tinta à prova 
d'água o nome da embarcação e o porto de inscrição ao qual pertence à embarcação. 
Em caso de homem ao mar, lance a bóia salva-vidas próxima ao náufrago e não em cima dele. 
Lance tantas boias quanto possível, para facilitar que a pessoa na água tenha maiores chances de 
alcançar pelo menos uma bóia. 
As bóias podem ser singelas (sem nenhum dispositivo associadoa elas) ou possuir alguns 
dispositivos associados, tais como retinida (cabo), dispositivo luminoso e dispositivo de luz e fumaça. 
A NORMAM-01, capítulo 9, item 0921 determina que as bóias circulares sejam distribuídas a 
bordo da seguinte maneira: 
 
1) As bóias deverão ser distribuídas de tal maneira que uma pessoa não tenha que se 
deslocar mais que 12 metros para lançá-las à água; 
2) Pelo menos uma bóia salva-vidas, em cada lado da Plataforma, será provida com 
retinida flutuante de comprimento igual ao dobro da altura na qual ficará estivada, 
acima da linha de flutuação, na condição de flutuação leve, ou 30 metros, o que for 
maior; 
3) Pelo menos metade do número total de bóias, em cada lado da Plataforma, deverá 
estar munida com dispositivo de iluminação automático; 
4) Pelo menos duas das bóias acima deverão estar dotadas de fumígeno flutuante de 15 
minutos; 
5) A distribuição das bóias com dispositivo de iluminação automático e fumígenos 
flutuantes de ativação automática de 15 minutos e das bóias com dispositivo de 
iluminação deverá ser feita igualmente pelos lados da Plataforma; 
6) A distribuição de bóias salva-vidas como acima descrito deverá ser efetuada em cada 
convés exposto para o mar em que haja operação ou trânsito normal de pessoas; 
7) Especial atenção deverá ser dada ao suporte da bóia, no qual deverá ficar suspensa e 
jamais presa permanentemente à Plataforma, e sua retinida não poderá estar 
amarrada a bordo. 
 
As bóias salva-vidas são classificadas como: 
 
1) Classe I (solas) - Fabricadas conforme requisitos previstos na Convenção Internacional 
para Salvaguarda da Vida Humana no Mar (SOLAS) e Código L.S.A. Utilizadas nas 
embarcações empregadas na navegação em mar aberto e nas plataformas. Seu uso é 
eficiente em qualquer tipo de água, mar agitado e locais remotos onde o resgate pode 
ser demorado. 
2) Classe II - Fabricadas com base nos requisitos SOLAS e Código L.S.A., abrandados para 
uso nas embarcações empregadas na navegação de mar aberto, que operem somente 
em águas sob jurisdição nacional. Possui os mesmos requisitos de flutuabilidade das 
bóias da classe I. 
3) Classe III - Destinada ao uso nas embarcações empregadas na navegação interior. 
 
Bóia Singela 
As bóias singelas são as bóias simples, que não possuem nenhum dispositivo associado a ela. 
 
 
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Bóia com dispositivo luminoso 
As bóias salva-vidas Classe I e II, deverão ser capazes de serem dotadas de dispositivo de 
iluminação automática com as seguintes características: 
 
• O dispositivo de iluminação deverá ficar preso a ela por meio de um fiel ou outro meio 
similar de fixação; 
• O dispositivo não deverá ser apagado e nem ter seu funcionamento alterado pela água 
doce ou salgada; 
• Tal dispositivo deverá funcionar em todas as direções do hemisfério superior, de modo 
contínuo e com uma intensidade luminosa de pelo menos 2 candelas, ou emitindo 
lampejos a uma razão mínima de 50 lampejos por minuto, com a intensidade eficaz 
correspondente; 
• Deverá ser alimentado por uma fonte de energia elétrica que garanta seu 
funcionamento como previsto no item anterior por, no mínimo, 2 horas; e 
• Ser construído de modo a suportar uma queda na água da altura em que for estivado, 
acima da linha de flutuação na condição de navio leve, ou de uma altura de 30m, se 
este último valor for superior, sem que isto prejudique seu desempenho. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 52 - Bóia com dispositivo luminoso associado a bóia (Facho HOLMES) 
Figura 51 - Bóia Singela 
 
 
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Bóia com dispositivo de fumaça ou luz e fumaça (Fumígeno de 15 minutos) 
As bóias também podem ser equipadas com dispositivo de fumaça ou luz e fumaça. O 
dispositivo de ativação automatica de fumaça produz fumaça alaranjada durante pelo menos quinze 
minutos. 
A bóia destinada a acionar o sistema de escape rápido previsto para o dispositivo de ativação 
automatica de fumaça e para o dispositivo de iluminação automático deverá ter uma massa pelo 
menos suficiente para operar o mecanismo de escape rápido, ou ter uma massa de 4 kg se este último 
valor for superior. 
 
Utilização da bóia circular na água 
A bóia circular deverá ser utilizada na água da seguinte maneira: 
 
• Estique os braços, juntando as mãos sobre a cabeça; 
• Passe os braços e a cabeça pelo centro da bóia; 
• Abra os braços para posicioná-la corretamente; e 
• Aguarde por socorro. 
 
Mova-se o menos possível para reduzir a perda de calor. Ao lançar uma bóia para uma pessoa, 
tenha certeza de que ela pode alcançá-la. Nunca lance a bóia em cima da pessoa e sim próximo dela. 
Ao avistar alguém na água, deve-se gritar repetidamente “PESSOA AO MAR” apontando para o 
mesmo, até que apareça alguém para dar auxílio. 
 
Roupas de Sobrevivência 
A água a baixas temperaturas oferece maior risco a vida que o afogamento. Até mesmo uma 
permanência relativamente curta em água fria pode resultar em um resfriamento severo do corpo 
(hipotermia), o que pode ser fatal. Em uma embarcação aberta ou em uma balsa salva-vidas, o frio é 
uma ameaça à vida. Visando diminuir os impactos causados aos náufragos pelo frio, foram 
desenvolvidas roupas para proteger o usuário da perda excessiva de calor. 
Este tipo de roupa tem flutuabilidade embutida e isolamento térmico e são usadas mais 
frequentemente na bacia offshore norueguesa. Existem diversos modelos que para serem usadas na 
indústria offshore, devem estar de acordo com o prescrito no Código L.S.A., atendendo aos seguintes 
requisitos: as roupas de imersão deverão ser confeccionadas com materiais à prova d'água que: 
 
Figura 53 - Dispositivo de luz e fumaça associado a bóia 
 
 
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1) Permitam que ela possa ser retirada do seu invólucro e vestida sem ajuda em menos 
de 2 minutos, levando em conta qualquer outra vestimenta relacionada a ela e um 
colete salva-vidas, se a roupa de imersão for para ser usada juntamente com um colete 
salva-vidas. 
2) Não continuem a queimar ou fundir após haverem estado inteiramente envolvidos por 
chamas durante 2 segundos; 
3) Permitam que a roupa cubra o corpo todo, com exceção do rosto. As mãos também 
deverão ficar cobertas, a menos que a roupa disponha de luvas presas 
permanentemente a ela; 
4) Minimizem ou reduzam a entrada de ar nas pernas da roupa, por meio de dispositivos 
especiais; e 
5) Não permitam a entrada de uma quantidade excessiva de água na roupa, após o seu 
utilizador pular n'água de uma altura não inferior a 4,5m. 
 
Uma roupa de imersão que não atenda aos requisitos exigidos para os coletes salva-vidas, não 
irá virar uma pessoa inconsciente. 
As roupas de imersão têm o objetivo de manter a pessoa seca, retardando os sintomas da 
hipotermia. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Meios de Proteção Térmica (TPA) 
De acordo com o Código LSA, um meio de proteção térmica deverá ser feito de um material à 
prova d'água, que tenha uma condutividade térmica não maior do que 7.800 W (m2K), e ser 
confeccionada de modo que, quando usado para envolver uma pessoa, reduza a perda de calor do 
corpo dessa pessoa, tanto por convecção quanto por evaporação. 
 
Figura 54 - Roupa de imersão 
 
 
Curso de Embarcações de Sobrevivência e Salvamento 
 
 
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O meio de proteção térmica deverá: 
 
1. Cobrir o corpo todo, de pessoas de todos os tamanhos utilizando um colete salva-vidas, 
com exceção do rosto. As mãos também deverão ficar cobertas, a menos que disponha 
de luvas presas permanentemente a ele; 
2. Ser capaz de ser retirado do seu invólucro e ser vestido sem ajuda, em uma embarcação 
de sobrevivência, ou em uma embarcaçãode salvamento; e 
3. Permitir que o seu utilizador o retire na água em não mais do que 2 minutos, se ele 
prejudicar a sua capacidade de nadar. 
 
O meio de proteção térmica deverá funcionar corretamente em uma faixa de temperatura de 
– 30º C a+ 20º C. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 56 - Dispositivos de Proteção Térmica 
Figura 55 - Meio de proteção térmica 
 
 
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2.11 EXPLICAR OS PROCEDIMENTOS CORRETOS A SEREM TOMADOS POR UM 
NÁUFRAGO NA ÁGUA 
Natação 
Nado Individual 
Nadar consome energia para iniciar a ação dos músculos. A perda de calor ocorrida devido à 
imersão na água será maior que o calor que o corpo pode produzir, resultando no aparecimento 
rápido dos sintomas da hipotermia. Portanto, nadar não é o método mais correto. 
Se tiver que nadar, faça-o de modo a economizar o máximo de energia. Saiba que a natação 
resfria seu corpo de modo extremamente rápido. Assim sendo, nade curtas distâncias, como por 
exemplo, para alcançar uma balsa ou algum objeto que estiver flutuando. 
O método mais eficiente é: 
 
• Fique de costas para a água em posição horizontal; 
• Mantenha as pernas cruzadas e esticadas; 
• Reme uniformemente usando os braços e mãos; 
• Não bata as pernas, mantenha-as cruzadas e esticadas; 
• Olhe de vez em quando por cima do ombro e verifique se a direção escolhida está 
sendo mantida. 
 
Caso necessite mudar a direção, faça o seguinte procedimento: 
 
• Se necessitar corrigir a direção para o lado direito, por exemplo, coloque o braço 
direito sobre o peito e reme somente com o braço esquerdo. Seu corpo começara a 
girar para a direita; 
• Olhe de vez em quando por cima do ombro para verificar se já está na direção desejada; 
• Estando na direção desejada, volte a nadar com os dois braços. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 57 - Nado individual 
 
 
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Nado em Grupo 
Quando houver mais pessoas, utilize o 
método “Crocodilo”, também conhecido como 
“Comboio” ou nado em grupo. 
Passe sua perna na altura da linha da cintura 
do companheiro da frente, prendendo-o 
firmemente. Lembre-se: o movimento das ondas irá 
forçar a separação do grupo, por isso, deve-se 
prender firmemente o companheiro da frente com 
as pernas. 
A última pessoa do grupo ficará de bruços, de 
frente para o grupo, entre as pernas da penúltima 
pessoa do grupo, de modo a orientar a direção a ser 
seguida e coordenar o sincronismo do grupo. Deve-
se atentar para o sincronismo dos movimentos. Todos 
devem remar juntos para aumentar o deslocamento e diminuir o esforço individual. 
Este método é de grande ajuda se houver a necessidade de transportar uma vítima. 
 
Posição de Redução de Perda de Calor 
Posição H.E.L.P. 
A tradução da sigla H.E.L.P. (Heat escape lessening position) significa Posição de Redução de 
Perda de Calor. A pessoa usando um colete salva-vidas tem um dispositivo de segurança vital. O 
colete salva-vidas lhe proporciona flutuabilidade, reduz o risco de afogamento, auxilia na 
concentração e ajuda a preservar o calor do corpo. 
Quando estiver usando a roupa de imersão, aplica-se a posição HELP com os joelhos dobrados 
seguros pelas mãos. Se a pessoa estiver apenas vestido com um macacão, a posição mais confortável 
e garantida é com as pernas esticadas e cruzadas protegendo a virilha e os braços cruzados sobre o 
tórax protegendo as axilas. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 58 - Nado em Grupo 
Figura 59 - Posição HELP 
 
 
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Posição HUDDLE 
Caso haja várias pessoas na água, a posição HUDDLE (FORMATO CIRCULAR) deve ser usada. 
Geralmente esta formação é feita com três ou mais pessoas. Ao reduzir o contato entre da água com 
seu corpo, a perda de calor também será reduzida. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Círculo de Sobrevivência 
Se não houver nenhum equipamento salva-vidas por perto e existirem várias pessoas na água, 
e for necessário melhorar a nossa visibilidade a melhor opção é formar o círculo de sobrevivência. 
Todos devem entrelaçar os braços entre si ou segurar pelas mãos fimemente e projetando e batendo 
as pernas para o centro do círculo. Esse círculo transforma um grupo em um alvo maior e é melhor 
para ser avistado por qualquer unidade SAR. Além disso, possibilita uma visão de 360°, mantêm o 
moral do grupo e oferece condições mais cômodas e seguras para uma pessoa ferida, debilitada ou 
que esteja sem o colete salva-vidas, pois as pernas projetadas para frente formam um apoio para 
estas pessoas. 
Quando usado corretamente pode aumentar a nossa visibilidade mas estaremos nos expondo 
a perda de energia e sairemos de uma posição de melhor conforto térmico para facilitar nossa 
localização. Caso a posição da aeronave não dê possibilidade de ver nossa posição devemos voltar 
imediatamente para posição de melhor conforto térmico. 
A posição HELP ou HUDDLE são melhores para obtermos conforto térmico. 
 
 
 
Figura 60 - Posição HUDDLE 
Figura 61 - Círculo de sobrevivência 
 
 
Curso de Embarcações de Sobrevivência e Salvamento 
 
 
P á g i n a | 56 
 
Aguardando por Resgate 
Caso esteja na água aguardando por resgate, siga as seguintes instruções: 
 
• Permaneça passivo na água, na posição de sobrevivência mais apropriada; 
• NÃO NADE. Isso aumentará a perda de calor do corpo e reduzirá seu tempo de 
sobrevivência consideravelmente; 
• Proteja suas vias aéreas; e 
• Tenha vontade de viver. 
 
2.12 CITAR O QUE PODERÁ OCORRER COM UM NÁUFRAGO NA ÁGUA, PRINCIPALMENTE 
EM ÁGUAS DE BAIXA TEMPERATURA, MESMO USANDO ROUPAS DE IMERSÃO OU DE 
PROTEÇÃO TÉRMICA 
O maior problema que pode ocorrer com um náufrago na água, principalmente em águas de 
baixa temperatura, mesmo usando roupas de imersão ou de proteção térmica, é a hipotermia. 
A Hipotermia é uma condição médica na qual a temperatura corporal da vítima abaixa 
significativamente e seu metabolismo começa a ser prejudicado. Isso ocorre quando a temperatura 
corporal fica abaixo dos 35 graus Celsius. O assunto Hipotermia será mais detalhado na disciplina de 
Primeiros Socorros. 
Se este estado persistir durante várias horas pode causar a morte . 
 
 
 
2.13 EXPLICAR COMO UTILIZAR OS ARTEFATOS OU OBJETOS QUE ESTEJAM 
FLUTUANDO JUNTO AO NÁUFRAGO E DE QUE MODO PODERÁ AJUDÁ-LO 
Todo objeto flutuante é um meio de 
salvamento e deve ser utilizado pelo náufrago para 
auxiliá-lo na flutuação ou manter-se fora d’água. 
Lembramos que o náufrago deve sair da água o mais 
rápido possível, de modo a diminuir os sintomas da 
hipotermia. 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 62 - Utilização de destroços para auxílio na 
flutuação 
 
 
Curso de Embarcações de Sobrevivência e Salvamento 
 
P á g i n a | 57 
 
2.14 DESCREVER COMO MANTER-SE JUNTO A UMA EMBARCAÇÃO OU BALSA DE 
SOBREVIVÊNCIA, QUANDO A MESMA ESTÁ COM A LOTAÇÃO COMPLETA 
As embarcações de sobrevivência são dotadas de linhas salva-vidas, para que as pessoas se 
agarrem a elas em caso da embarcação encontrar-se lotada ou emborcada. Essas linhas deverão: 
 
• Não formar cocas; 
• Ter um diâmetro não inferior a 8 mm; 
• Ter uma carga de ruptura não inferior a 5 kN. 
 
Caso a embarcação de sobrevivência esteja com sua lotação completa ou encontre-se 
emborcada, as pessoas devem se manter seguras a estas linhas salva-vidas. Isto evitará que elas sejam 
arrastadas pela correnteza e se afastem da embarcação. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 63 - Utilização das linhas salva-vidas 
 
 
Curso de Embarcações de Sobrevivência e Salvamento 
 
 
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3. USO DOS EQUIPAMENTOS DE SOBREVIVÊNCIA 
 
3.1 PRATICAR UM SALTO DE UMA ALTURA DE NO MÍNIMO 5 METROS E NADAR UMA 
DISTÂNCIA DE 25 METROS UTILIZANDO CORRETAMENTEO COLETE SALVA-VIDAS E 
SEUS RECURSOS. 
 Este tópico será apresentado durante os exercícios práticos. 
 A explicação de como saltar foi apresentada nas páginas 23 a 28 no item 1.5 e o nado com 
colete salva-vidas nas páginas 64 a 68 no item 2.11. 
 
3.2 DEMONSTRAR A POSIÇÃO “HEART-ESCAPE-LESSENING-POSTURE” (H.E.L.P.) 
Este tópico será apresentado durante os exercícios práticos. 
A explicação da posição H.E.L.P. foi apresentada na página 66 no item 2.11. 
 
 
3.3 EMPREGAR UMA BÓIA CIRCULAR COM RETINIDA FLUTUANTE EM LANÇAMENTO 
PRÓXIMO AO NÁUFRAGO, COM OU SEM RECURSOS LUMINOSOS. 
Este tópico será apresentado durante os exercícios práticos. 
Os tipos e características das boias foram apresentados nas páginas 58 a 61 no item 2.10. 
 
3.4 UTILIZAR CORRETAMENTE UMA BOIA CIRCULAR COMO SUPORTE PARA NÁUFRAGO 
FERIDO OU INCONSCIENTE. 
Este tópico será apresentado durante os exercícios práticos. 
 
3.5 DEMONSTRAR, NO MENOR ESPAÇO DE TEMPO, SER CAPAZ DE VESTIR UMA ROUPA 
DE IMERSÃO E COLOCAR COLETE SALVA-VIDAS CORRETAMENTE, SEM AJUDA. 
Este tópico será apresentado durante os exercícios práticos. 
 A explicação teórica foi apresentada nas páginas 62 a 64 no item 2.10. 
 
3.6 PRATICAR UM SALTO A UMA ALTURA MÍNIMA DE 5 METROS E NADAR UMA 
DISTÂNCIA DE 25 METROS VESTIDO COM UMA ROUPA DE IMERSÃO E COM COLETE 
SALVA-VIDAS. 
Este tópico será apresentado durante os exercícios práticos. 
A explicação de como saltar foi apresentada nas páginas 23 a 28 no item 1.5, nado com colete 
salva-vidas nas páginas 64 a 68 no item 2.11 e as roupas de imersão nas páginas 62 a 64 no item 2.10. 
 
3.7 UTILIZAR CORRETAMENTE UM PROTETOR TÉRMICO, VESTINDO UMA PESSOA, QUE 
SIMULE INCONSCIÊNCIA, DENTRO DE UMA BALSA DE SOBREVIVÊNCIA. 
Este tópico será apresentado durante os exercícios práticos. 
 
 
Curso de Embarcações de Sobrevivência e Salvamento 
 
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A explicação do dispositivo de proteção térmica foi apresentado na página 63 no item 2.10. 
 
3.8 DEMONSTRAR A TÉCNICA CORRETA QUE DEVE SER APLICADA PARA AJUDAR UM 
NÁUFRAGO EXAUSTO A EMBARCAR EM UMA EMBARCAÇÃO/BALSA DE 
SALVATAGEM. 
Este tópico será apresentado durante os exercícios práticos. 
 
3.9 PRATICAR, DENTRO DA BALSA DE SALVATAGEM, LANÇAMENTO DO ANEL SALVA-
VIDAS COM RETINIDA, PARA RESGATAR UM NÁUFRAGO. 
Este tópico será apresentado durante os exercícios práticos. 
 
3.10 UTILIZAR A TÉCNICA CORRETA PARA EMBARCAR E DESEMBARCAR DE UMA BALSA 
COM RETINIDA, PARA RESGATAR UM NÁUFRAGO. 
Este tópico será apresentado durante os exercícios práticos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Curso de Embarcações de Sobrevivência e Salvamento 
 
 
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4. MÉTODOS DE RESGATE POR HELICÓPTERO 
4.1 DEMONSTRAR OS SINAIS CARACTERÍSTICOS PARA ORIENTAR E ALERTAR UM 
HELICÓPTERO DE RESGATE, ATRAVÉS DOS MOVIMENTOS DOS BRAÇOS. 
Este tipo de sinalização tem o propósito de possibilitar uma comunicação eficiente com o 
helicóptero de modo a orientá-lo para a faina de resgate. Os sinais manuais devem ser feitos sempre 
de forma clara e pausada. 
Antes de utilizar os sinais que se seguem, o sinaleiro deverá assegurar-se de que a área, para 
a qual será orientada uma aeronave, estará livre de objetos que possam ser lançados sobre os 
náufragos ou que possam colidir com a aeronave devido o fluxo de ar do rotor principal. Os sinais 
devem sempre ser nítidos e pausados para facilitar o entendimento por parte da tripulação da 
aeronave. 
Para saber o significado desses sinais e como utilizá-los, devemos consultar a Tabela de Sinais 
de Salvamento, que faz parte da palamenta da baleeira. 
Uma cópia desta tabela encontra-se nos anexos desta apostila. 
 
4.2 EXPLICAR QUE INFORMAÇÕES IMPORTANTES PODERÃO SER PASSADAS PARA O 
HELICÓPTERO ATRAVÉS DA ESTAÇÃO BASE DE TERRA E AS FREQUÊNCIAS 
UTILIZADAS PARA COMUNICAÇÃO DIRETA COM O HELICÓPTERO. 
Este item está explicado na Unidade de Ensino 13. 
 
4.3 DESCREVER QUAIS OS EQUIPAMENTOS EMPREGADOS POR UM HELICÓPTERO PARA 
RESGATAR PESSOAS A BORDO E COMO UTILIZÁ-LOS CORRETAMENTE. 
Para a realização de um resgate aéreo, os seguintes equipamentos poderão ser utilizados: 
 
• Alça de resgate; 
• Gaiola; e 
• Maca de Resgate. 
 
4.4 EXPLICAR A IMPORTÂNCIA DE ORIENTAR O HELICÓPTERO O MELHOR LOCAL PARA 
EFETUAR A MANOBRA DE RESGATE 
O Timoneiro deverá verificar, antes de informar ao helicóptero, qual é o melhor local para 
efetuar a manobra de resgate, levando em consideração as condições climáticas e os riscos à 
aeronave e a embarcação. 
Alguns itens a serem observados: 
 
• Direção do vento; 
• Altura das ondas; 
• Objetos soltos na balsa/baleeira; 
• Deixar o cabo de resgate da aeronave tocar na água antes de segurá-lo para 
descarregar a eletricidade estática; 
• Não prender o cabo na embarcação; 
 
 
Curso de Embarcações de Sobrevivência e Salvamento 
 
P á g i n a | 61 
 
• Manter as pessoas não envolvidas na operação dentro da embarcação; 
• Atentar para a utilização correta da alça de resgate. 
 
4.5 DESCREVER AS PRECAUÇÕES A SEREM TOMADAS PARA DESEMBORCAR UMA BALSA 
COM A AJUDA DE UM HELICÓPTERO. 
Os procedimentos para desemborcamento da balsa com auxílio do helicóptero, são os 
mesmos utilizados para o desemborcamento normal. Caso não haja vento no local para auxiliar no 
desemborcamento, o helicóptero poderá se posicionar ao lado da balsa, pelo lado oposto a equipe 
de desemborcamento, de modo que o vento produzido pelas pás do rotor do helicóptero auxiliem no 
desemborcamento. Essa é uma manobra que exigirá muita atenção pois o colchão de ar da aeronave 
poderá imprimir muita força no movimento da balsa . 
 
4.6 DESCREVER OS MÉTODOS DE IÇAMENTO DE PESSOAS POR UM HELICÓPTERO DE 
RESGATE E SEU EMPREGO CORRETO 
Alça de Resgate 
As alças são apropriadas para içar rapidamente uma pessoa consciente sem ferimentos. Ela 
deve ser colocada mais ou menos como se coloca um casaco ou quando na agua enfiando as pernas 
pelo meio da alça para evitar prender na gola do colete após ter esperado o gato tocar na agua para 
descarregar a eletricidade estática, assegurando-se que as alças passem por trás das costas e sob as 
duas axilas. A pessoa que está usando a alça deve ficar de frente para o gato. As mãos devem ficar 
juntas na frente do corpo e a pessoa não deve sentar na alça. A alça não deve ser solta do gato. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 64 - Alça de Resgate 
 
 
Curso de Embarcações de Sobrevivência e Salvamento 
 
 
P á g i n a | 62 
 
Método de Içamento Duplo 
Alguns helicópteros SAR utilizam o método 
de içamento duplo, que consiste de uma alça 
normal e de um cinto de segurança. Este método é 
adequado para o içamento de pessoas 
incapacitadas e caso não esteja tão ferida que só 
possa ser içada em uma maca. Um membro da 
tripulação do helicóptero é arriado até o local de 
resgate, coloca a pessoa no cinto de segurança e 
realiza a operação de içamento. 
 
 
 
 
Gaiola 
A gaiola de resgate tem a aparência de uma “gaiola de pássaro” cônica aberta de um lado. Para 
utilizá-la, a pessoa apenas entra pela abertura, senta-se e se segura firmemente durante todo o 
resgate. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Maca de Resgate 
Em muitos casos, os pacientes serão resgatados por meio de uma maca de resgate. Este 
resgate pode ser feito em uma maca especialmente fornecida pelo helicóptero ou em uma maca 
offshore existente no local. 
É instalada uma cabresteira a essa maca e ela pode ser rápida e seguramente colocada e 
retirada do gato. A maca fornecida pelo helicóptero deve ser solta do cabo do guincho enquanto o 
paciente estiver sendo colocado nela. 
A maca poderá ser içada sozinha ou acompanhada por um membro do helicóptero. 
 
 
 
 
Figura 68 - Gaiola de resgate Figura 69 - Resgate com Gaiola 
Figura 65 - Içamento duplo 
 
 
Curso de Embarcaçõesde Sobrevivência e Salvamento 
 
P á g i n a | 63 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Técnica do Cabo de Içamento 
Em determinadas situações, principalmente 
em condições de mau tempo, de visão obstruída ou 
de uma área de içamento confinada, poderá não ser 
possível arriar o tripulante do helicóptero ou a alça 
de içamento até o convés, ficando o helicóptero 
diretamente acima da embarcação. Nestes casos 
poderá ser utilizada a técnica do cabo de içamento. 
Um cabo com um peso, preso ao gato da 
aeronave por meio de um elo de ruptura, é arriado 
para a embarcação. A extremidade do cabo poderá 
ser iluminada por bastões de luz química. O cabo 
deve ser guarnecido por um membro da tripulação 
da embarcação. Um tripulante do helicóptero 
solecará o cabo, arriando-o no convés ou junto ao 
costado da embarcação. Um tripulante da 
embarcação irá retirando o seio do cabo e o outro tripulante irá aduchando o chicote do cabo num 
recipiente livre de obstruções. 
O helicóptero poderá interromper a operação a qualquer momento e, neste caso, o cabo 
deverá ser solecado imediatamente pela embarcação. 
Quando a vítima estiver preparada para ser içada, o tripulante do helicóptero ou um membro 
da tripulação da embarcação fará contato com o helicóptero através de sinais manuais ou via rádio, e 
iniciará o içamento. O cabo deverá ser solecado, mantendo-se uma tensão suficiente para impedir 
que oscile. Se for necessária mais de uma transferência, o cabo deverá ser mantido a bordo da 
embarcação. No içamento final, o cabo deverá ser liberado. 
 
Observações: 
 
• O cabo não deverá ser fixado à embarcação; 
• O cabo só deverá ser pego quando ordenado pelo tripulante do helicóptero 
(recomendável usar luvas); 
Figura 66 - Resgate com Maca 
Figura 67 - Resgate com Maca utilizando a técnica do 
cabo de içamento 
 
 
Curso de Embarcações de Sobrevivência e Salvamento 
 
 
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• o cabo de descarga da eletricidade estática deverá tocar na embarcação ou na água 
antes de ser pego por um dos tripulantes. 
 
4.7 CITAR OS PROCEDIMENTOS QUE DEVEM SER ADOTADOS PELA TRIPULAÇÃO DE UM 
HELICÓPTERO DE RESGATE E SEU EMPREGO CORRETO. 
A tripulação do helicóptero recebe treinamento específico para este tipo de operação. 
Durante a operação de resgate a tripulação deverá ficar atenta aos seguintes pontos: 
 
• Localização da vítima; 
• Aproximação da aeronave para visualização da situação a baixa altura e velocidade, 
pairando próximo a ela se possível e aproando ao máximo o helicóptero com o vento 
e com as ondas;e 
• Cuidado com a eletricidade estática ou o cabo se enrolar numa vitima. 
 
 
É importante avaliar vento e condições do mar no momento em que o resgatista está se 
preparando para ser arriado ou estiver arriando a alça de resgate. Porém, esta operação só será 
realizada apos avaliação quanto à altura e velocidade do helicóptero e o posicionamento do naufrago. 
O resgatista deverá ser arriado a uma distância segura para ele e o naufrago. No momento de 
aproximação da água, tanto o resgatista quanto os operadores devem estar atentos ao rotor de calda, 
para que o mesmo não seja atingido por ondas do mar. 
 
4.8 CITAR OS PROCEDIMENTOS QUE DEVEM SER ADOTADOS PELA TRIPULAÇÃO DE UM 
HELICÓPTERO A FIM DE ASSISTIR O IÇAMENTO DE NÁUFRAGOS. 
Içamento com a Alça de Resgate de Pessoa no Mar 
A alça de resgate é um equipamento fixado ao guincho do helicóptero, para a retirada do 
socorrista e das vítimas conscientes, do mar ou de qualquer outro local onde a aeronave não possa 
pousar ou se aproximar do solo. Vítimas inconscientes devem subir acompanhadas, caso contrário, 
elas cairão. 
 A alça de resgate é uma espécie de cinto acolchoado, feito de um material muito resistente. 
Sua colocação é fácil, porém requer atenção e prática. É colocado pelas costas das vítimas, passando 
por debaixo das axilas, saindo para frente e para cima em frente o rosto da vítima. 
Um segundo cinturão envolve o tórax, onde na parte central do tórax encaixa-se o grampo de 
segurança, enquanto à parte que sai das axilas encontram-se acima da cabeça recebendo um 
mosquetão que é fixado no gancho do guincho. Oriente sempre a vítima a manter seus braços 
flexionados para baixo, aumentando ainda mais a sua segurança. 
 É muito importante lembrar que antes de iniciar o içamento de uma pessoa, o piloto deverá 
subir um pouco a aeronave até que o homem esteja no mínimo meio corpo fora d’água, isto fará 
tencionar o cabo de aço do guincho, evitando assim que o cabo de aço se enrole de maneira errada 
no carretel. O GINCHO é um equipamento elétrico de içamento de carga. Sua capacidade de força 
varia de fabricante para fabricante. 
A correção da trajetória e a manutenção da altitude e velocidade são essenciais para o êxito 
do recolhimento. Vítimas conscientes tem a tendência de tentar ajudar no embarque, o que às vezes 
pode atrapalhar. 
 
 
Curso de Embarcações de Sobrevivência e Salvamento 
 
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Içamento com a Alça de Resgate de Pessoa na Embarcação 
Neste tipo de missão, a equipe é geralmente reduzida para três homens, para que sobre 
espaço na aeronave suficiente para transportar estas pessoas com segurança até a praia mais 
próxima. 
Estas pessoas geralmente são içadas pelo guincho para a cabine do helicóptero. 
 
Resgate Aeromédico em Embarcações 
Este tipo de missão, visa o resgate e atendimento de pessoas vítimas de mal súbito ou 
acidentes a bordo de embarcações ao largo da costa. Neste caso um médico e/ou um técnico em 
emergência médica e/ou um enfermeiro, integram-se à equipe operacional. Os médicos, técnicos em 
emergência médica e enfermeiros, devem ser treinados para este tipo de operação, passando a ser 
tripulantes operacionais, participando ativamente dos resgates e salvamentos. 
Neste tipo de missão, a equipe médica desce pelo guincho até a embarcação, faz o 
atendimento, estabiliza a vítima que é colocada em uma prancha longa. Esta prancha é colocada 
dentro de uma maca OFF SHORE, sendo vítima e equipe içadas pelo guincho para dentro da aeronave. 
A vítima irá recebendo atendimento médico enquanto a aeronave se dirige para a unidade de 
emergência mais próxima. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Curso de Embarcações de Sobrevivência e Salvamento 
 
 
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5. EMBARCAÇÃO DE SALVATAGEM E EMBARCAÇÃO DE RESGATE 
5.1 DESCREVER A CONSTRUÇÃO E APLICAÇÃO DOS VÁRIOS TIPOS DE EMBARCAÇÕES 
DE SOBREVIVÊNCIA. 
Embarcações de Sobrevivência Rígidas 
Podemos encontrar os seguintes tipos de embarcações de sobrevivência rígidas: 
 
• Embarcações de sobrevivência abertas; 
• Embarcações de sobrevivência parcialmente fechadas; 
• Embarcações de sobrevivência totalmente fechadas; 
• Embarcações de Sobrevivência Free Fall. 
 
Embarcações de Sobrevivência abertas 
As Baleeiras abertas podem ser consideradas antiquadas. Uma nova regra SOLAS estipula que 
as embarcações das quais a quilha fora batida após 1986 devem ter baleeiras totalmente fechadas. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Figura 68 - Embarcações de sobrevivência abertas 
 
Este tipo de embarcação era muito utilizado em navios mercantes, não sendo permitido o seu 
uso em unidades offshore. 
O sistema de propulsão dessas embarcações pode ser a motor, remo e/ou vela ou “pedalinho”, 
que consiste em alavancas colocadas nos bancos dos passageiros e ligadas ao eixo propulsor. O 
movimento dessas alavancas para frente e para trás faz o eixo propulsor/hélice girar, deslocando a 
embarcação. 
 
Embarcações de sobrevivência parcialmente fechadas 
Esses tipos de embarcações são instaladas em ferryboats e em navios de passageiros. A razão 
mais importante é que essas embarcações possuem portas largas o que facilita a entrada dos 
passageiros. Os tripulantes devem ajudar aos passageiros, uma vez que os mesmos não são treinados. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Curso de Embarcaçõesde Sobrevivência e Salvamento 
 
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Embarcações de Sobrevivência totalmente fechadas 
Existem diferentes fabricantes, modelos, tipos e tamanhos de baleeiras totalmente fechadas 
no mercado, tais como: 
 
• Whittaker dos Estados Unidos; 
• Chat-Harding de Noruega; 
• Watercraft da Grã Bretanha; 
• Mulder e Rijke dos Países Baixos; 
• Verhoef dos Países Baixos (especializada em free fall); 
• Hatecke da Alemanha; 
• Mac Laren Brasil; 
• Cabrasmar Brasil; 
• Fassmer; 
• Norsafe. 
As baleeiras totalmente fechadas dispõem de maneiras diferentes para entrada e colocação 
dos cintos, preparação para lançamento e liberação dos gatos e manobras com a embarcação. Cada 
Figura 69 - Embarcações de sobrevivência parcialmente 
fechadas 
Figura 70 - Embarcações de sobrevivência parcialmente fechadas 
 
 
Curso de Embarcações de Sobrevivência e Salvamento 
 
 
P á g i n a | 68 
 
modelo possui um procedimento específico para estas fainas. Estes procedimentos encontram-se 
descritos de maneira detalhada no Manual do Fabricante. 
 
Algumas unidades ainda utilizam embarcações do tipo cápsula. Estas embarcações também 
são classificadas como embarcações de sobrevivência totalmente fechadas. 
Uma grande vantagem deste tipo de embarcação é que ela possui apenas um cabo de 
sustentação, o que facilita muito as manobras de lançamento e, principalmente, a sua recuperação 
da embarcação. 
 
 
 
Para o Timoneiro é de suma importância conhecer muito bem a sua embarcação. A melhor 
maneira de conhecê-la é ler o Manual do Fabricante e realizar treinamentos e simulados 
constantemente. 
 
Embarcações de Sobrevivência Free Fall 
É uma embarcação salva-vidas rígida destinada a ser lançada por queda livre. Ela deverá ser 
segura contra acelerações perigosas resultante de seu lançamento, com toda sua lotação e 
equipamentos e uma queda de altura máxima prevista de estivagem com um compasso de 10º e uma 
banda de 20º para qualquer bordo. 
Figura 71 - Embarcações de sobrevivência totalmente fechadas 
Figura 72 - Cápsulas (embarcações de sobrevivência totalmente fechadas) 
 
 
Curso de Embarcações de Sobrevivência e Salvamento 
 
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Embarcações de Sobrevivência Infláveis 
Em relação ao método de lançamento, as embarcações salva-vidas infláveis ou balsas salva-
vidas infláveis podem ser de dois tipos: 
 
• Lançamento manual; e 
• Lançamento por turco. 
 
Os métodos de lançamento serão explicados mais adiante. 
Quanto a construção, elas deverão atender a alguns critérios, tais como: 
 
• Câmaras de flutuação com compartimentos separados; 
• Vigas infláveis de apoio; 
• Toldo; 
• Piso inflável; 
• Baterias com células de mar ou seca; 
• Bolsas estabilizadoras; 
• Portas de entradas; 
• Válvulas de alívio de pressão; e 
• Fole para enchimento adicional. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 73 - Embarcações Free Fall (queda livre) 
 
 
Curso de Embarcações de Sobrevivência e Salvamento 
 
 
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Construção 
As balsas devem possuir câmara de flutuação principal dividida em pelo menos dois 
compartimentos separados, cada um inflado através de uma válvula de retenção localizada naquele 
compartimento. Estas câmaras de flutuação deverão ser concebidas de modo que, se qualquer dos 
compartimentos for danificado ou não inflar, os compartimentos intactos devem ser capazes de 
suportar, com uma borda livre positiva em toda a periferia da balsa, o número de pessoas que a balsa 
estiver autorizada a acomodar, cada uma pesando 75 kg, sentadas nas suas posições normais. 
O piso da balsa salva-vidas deverá ser à prova d'água e ser capaz de ser suficientemente 
isolado do frio por qualquer desses meios: 
 
• Por meio de um ou mais compartimentos que os ocupantes possam inflar, ou que 
inflem automaticamente, e possam ser esvaziados e inflados novamente pelos 
ocupantes; ou 
• Por qualquer outro meio eficaz que não necessite ser inflado. 
 
Algumas características de construção: 
 
• A balsa salva-vidas deverá poder ser inflada por uma só pessoa; 
• A balsa salva-vidas deverá ser inflada com um gás não tóxico; 
• A operação de inflar deverá ser concluída em até 1 minuto, a uma temperatura 
ambiente entre 18° C e 20° C, e em até 3 minutos, a uma temperatura ambiente de -
30°C; 
• Após ser inflada, a balsa salva-vidas deverá manter a sua forma quando carregada com 
toda a sua lotação de pessoas e com toda a sua dotação de equipamentos; 
• Cada compartimento inflável deverá ser capaz de suportar uma pressão igual a 3 vezes 
a pressão de trabalho e deverá haver meios que impeçam que seja atingida uma 
ç 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Pacote de 
sobrevivência 
Cilindro de CO2 e N2 
Linhas salva-
vidas 
Luz automática 
Bolsas estabilizadoras 
Âncora 
flutuante e cabo 
Flutuador superior Flutuador 
inferior 
Toldo laranja 
Punhos 
Arco de sustentação 
do toldo 
Vigia de observação 
/ ventilação 
Porta de entrada 
Figura 74 - Balsa e acessórios 
 
 
Curso de Embarcações de Sobrevivência e Salvamento 
 
P á g i n a | 71 
 
pressão que ultrapasse um valor correspondente a duas vezes a pressão de trabalho, 
seja por meio de válvulas de segurança ou suprimento de gás limitado; 
• Deverá haver meios que permitam a instalação de uma bomba ou foles de 
recompletamento para manter a pressão. 
 
As balsas são fabricadas com capacidade para várias pessoas, sendo a capacidade mínima de 
6 pessoas. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
5.2 DESCREVER AS CARACTERÍSTICAS E FACILIDADES OFERECIDAS POR CADA TIPO DE 
EMBARCAÇÃO DE SOBREVIVÊNCIA. 
Embarcações de Sobrevivência Rígidas 
Características das embarcações totalmente fechadas 
As regras sobre embarcações totalmente fechadas são descritas no Capítulo III (Aparelhos e 
arranjos salva-vidas) da Convenção SOLAS/74 (Safety Of Life At Sea = Convenção Internacional para 
Salvaguarda da Vida Humana no Mar) e suas emendas e no Código LSA (Life Saving Appliances Code). 
Estas embarcações devem atender as determinações da SOLAS e do Código L.S.A nos 
seguintes itens: 
 
• Construção (estabilidade, robustez, material); 
• Capacidade de carga (pessoas, assentos, etc.); 
• Acesso (embarque / desembarque, escadas); 
• Flutuabilidade; 
• Borda livre e estabilidade; 
• Propulsão; 
• Guarnições; 
• Equipamentos; 
• Marcações, etc. 
 
Cada novo tipo de Baleeira deve ser testado (teste de tipo) quanto a: 
 
• Material e rigidez; 
• Sobrecarga; 
Figura 75 - Balsa (Ilustração) 
 
 
Curso de Embarcações de Sobrevivência e Salvamento 
 
 
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• Impacto e queda; 
• Assentos e Rigidez dos assentos; 
• Borda livre, flutuação e estabilidade; 
• Sistema de liberação e operacional; 
• Iluminação da embarcação salva-vidas; 
• Auto-adriçamento; 
• Alagamento. 
 
 
 
 
 
 
Figura 78 - Teste de resistência ao fogo 
Figura 77 - Teste de queda Figura 77 - Teste de Navegabilidade 
Figura 79 - Teste Carga 
 
 
Curso de Embarcações de Sobrevivência e Salvamento 
 
P á g i n a | 73 
 
Testes adicionais para embarcações salva-vidas com sistema de fornecimento de ar e 
embarcações protegidas contra fogo 
Propulsão: 
 
• As baleeiras devem ter um motor de combustão interna. Não podem ser usados 
motores no qual o combustível tenha um ponto de fulgor de 43°C ou inferior; 
• O motor deve dispor de um sistema de partida manual, ou possuir duas fontes 
independentes e recarregáveis de alimentação; 
• O motor deve ser capaz de funcionar por não menos que 5 minutos após a partida a 
frio e com a baleeira fora da água; 
• O cano de descarga deve ser colocado de tal maneira que não permita a entrada de 
água no motor em condições normais de uso; 
• A velocidade de uma baleeira enquanto em águascalmas e carregada com sua carga 
máxima de pessoas e equipamentos e com todo equipamento auxiliar motorizado 
funcionando, deve ser de no mínimo 6 nós e 2 nós quando rebocando uma balsa salva-
vidas para 25 pessoas com sua carga máxima de pessoas e equipamentos; 
• Combustível suficiente, adequado para o emprego na faixa de temperatura esperada 
na área de operação do navio ou plataforma, deve ser previsto para movimentar a 
baleeira com carga máxima a uma velocidade de 6 nós e durante um período não 
inferior a 24 horas. 
• O motor e a transmissão devem ser controlados da posição do timoneiro; 
• Re-arranque fácil depois do auto-adriçamento; e 
• Motores com refrigeração a ar deverão dispor de um sistema de dutos com captação 
de ar para resfriamento e fazer a exaustão para o lado de fora da embarcação salva-
vidas. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 80 - Motor com Refrigeração 
 
 
Curso de Embarcações de Sobrevivência e Salvamento 
 
 
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Cobertura: 
 
• Proteção contra calor e frio; 
• Lançamento e recuperação podem ser efetuados do interior; 
• Abrir e fechar as escotilhas deve ser possível por dentro e por fora; 
• Possibilidade de remar a embarcação; 
• Resistir à pressão total na posição de emborcada; 
• Luz de dia suficiente pelas janelas; 
• A parte externa de uma cor altamente visível e interna de uma cor que não incomoda; 
• Corrimões de lado de fora também em volta das escotilhas; 
• Acesso fácil aos assentos; e 
• Proteção contra efeitos perigosos de subpressão atmosférica que possa ser criada 
pelo motor. 
 
Auto-adriçável (Virar e voltar ao normal): 
 
• Um cinto de segurança para cada pessoa (100 kg); 
• Com carga máxima a embarcação deve ser auto-adriçável com as entradas fechadas e 
pessoas presas aos cintos de segurança; 
• Quando a embarcação estiver danificada, deve haver uma saída acima da linha d’água; 
e 
• Durante o auto-adriçamento à água deverá ser impedida de entrar no interior do 
motor. 
 
 
 
 
 
Figura 81 - Teste de auto-adriçamento (2) Figura 82 - Teste de auto-adriçamento (1) 
 
 
Curso de Embarcações de Sobrevivência e Salvamento 
 
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Figura 84 - Teste de auto-adriçamento (3) Figura 84 - Teste de auto-adriçamento (4) 
Figura 86 - Teste de auto-adriçamento (5) Figura 85 -Teste de auto-adriçamento (6) 
 
 
Curso de Embarcações de Sobrevivência e Salvamento 
 
 
P á g i n a | 76 
 
Construção e defensas 
Deverão ser projetadas de modo que a embarcação assegure uma proteção contra aceleração 
indevida e impacto da embarcação totalmente carregada contra o costado, a uma velocidade não 
inferior a 3,5 m/s. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Embarcações Salva-Vidas de Queda Livre 
O Código LSA determina o seguinte: 
 
• 4.7 Embarcações salva-vidas de queda livre 
• 4.7.1 Prescrições gerais. 
 
As embarcações salva-vidas de queda livre deverão atender ao disposto no parágrafo 4.6, bem 
como ao disposto nesta regra: 
 
4.7.2 Capacidade de transporte de uma embarcação salva-vidas de queda livre 
4.7.2.1 A capacidade de transporte de uma embarcação salva-vidas de queda livre é o número de 
pessoas com um peso médio de 82,5 kg para as quais pode ser proporcionado um assento sem 
interferir com o meio de propulsão ou o funcionamento de qualquer equipamento da embarcação 
salva-vidas. A superfície do assento deverá ser lisa, moldada e dotada de um estofamento de pelo 
menos 10 mm ao longo de todas as áreas de contato, para proporcionar um apoio para as costas e 
para a região pélvica e um apoio lateral flexível para a cabeça. Os assentos deverão ser de um tipo 
não dobrável, fixados de maneira permanente à embarcação salva-vidas e dispostos de modo que 
qualquer deflexão do casco ou da cobertura durante o lançamento não cause ferimentos aos seus 
ocupantes. A localização e a estrutura do assento deverão ser tais que impeçam possíveis 
ferimentos durante o lançamento se o assento for mais estreito do que os ombros do seu ocupante. 
A passagem entre os assentos deverá ter uma largura livre de pelo menos 480 mm, do piso até a 
parte superior 
dos assentos, estar livre de qualquer obstáculo e ser dotada de uma superfície antiderrapante, com 
apoios adequados para os pés para permitir um embarque seguro na posição de pronta para lançar. 
Figura 87 - Embarcações salva-vidas rígidas 
 
 
Curso de Embarcações de Sobrevivência e Salvamento 
 
P á g i n a | 77 
 
Todo assento deverá ser dotado de um cinto de segurança com trava, capaz de ser liberado 
rapidamente quando sob tensão, para prender o corpo do ocupante durante o lançamento. 
4.7.2.2 O ângulo entre o assento e o encosto do assento deverá ser de pelo menos 90°. A largura 
do assento deverá ser de pelo menos 480 mm. O espaço livre na frente do encosto (comprimento 
das nádegas ao joelho) deverá ser de pelo menos 650 mm, medido perpendicularmente ao encosto. 
O encosto deverá se estender pelo menos 1.075 mm acima do assento. O assento deverá 
proporcionar uma altura dos ombros, medida ao longo do encosto do assento, de pelo menos 760 
mm. O apoio para os pés deverá estar orientado num ângulo não inferior à metade do ângulo de 
inclinação do assento e deverá ter um comprimento de pelo menos 330 mm (ver Figura 2). 
4.7.3 Prescrições relativas ao desempenho 
4.7.3.1 Cada embarcação salva-vidas de queda livre deverá adquirir um seguimento para vante 
imediatamente após a entrada na água, e não deverá fazer contato com o navio após um 
lançamento por queda livre da altura aprovada, com um compasso de até 10°, para vante ou para 
ré, e uma banda de até 20ºC para qualquer bordo, quando plenamente equipada e carregada com: 
.1 toda a sua lotação de pessoas; 
.2 um número de ocupantes que faça com que o centro de gravidade fique o mais para vante 
possível; 
.3 um número de ocupantes que faça com que o centro de gravidade fique o mais para ré possível; 
.4 apenas a sua tripulação. 
4.7.3.2 Nos navios petroleiros, navios tanque transportadores de produtos químicos e 
transportadores de gás, com um ângulo de banda final superior a 20°, calculado de acordo com a 
Convenção Internacional para a Prevenção da Poluição por Navios, 1973, como modificada pelo 
Protocolo de 1978 referente a aquela Convenção e pelas recomendações da Organização, como 
for aplicável, uma embarcação salva-vidas deverá ser capaz de ser lançada por queda livre estando 
o navio com esse ângulo de banda final e com a linha de flutuação final como a obtida naquele 
cálculo. 
4.7.4 Construção 
Toda embarcação salva-vidas de queda livre deverá ter uma resistência suficiente para suportar, 
quando carregada com toda a sua lotação de pessoas e toda a sua dotação de equipamentos, um 
lançamento por queda livre de uma altura de pelo menos 1,3 vezes a altura de queda livre 
aprovada. 
4.7.5 Proteção contra acelerações prejudiciais 
Cada embarcação salva-vidas de queda livre deverá ser construída de modo a assegurar que seja 
capaz de proporcionar proteção contra acelerações prejudiciais causadas por ter sido lançada da 
altura para a qual deverá ser aprovada, em águas tranquilas, com uma condição desfavorável de 
compasso de até 10°, para vante ou para ré, e de banda de até 20° para qualquer bordo, quando 
totalmente equipada e carregada com: 
.1 toda a sua lotação de pessoas; 
.2 um número de ocupantes que faça com que o centro de gravidade fique o mais para vante 
possível; 
.3 um número de ocupantes que faça com que o centro de gravidade fique o mais para ré possível; 
e 
.4 apenas a sua tripulação. 
4.7.6 Acessórios das embarcações salva-vidas 
Cada embarcação salva-vidas de queda livre deverá ser dotada de um sistema de liberação que: 
.1 disponha de dois sistemas independentes de acionamento do mecanismo de liberação, que sópossam ser operados pelo lado de dentro da embarcação salva-vidas, e que sejam marcados com 
uma cor que contraste com o que estiver à sua volta; 
.2 seja disposto de modo a liberar a embarcação em qualquer condição de carregamento, de sem 
carga até, pelo menos, 200% da sua carga normal, resultante do peso da embarcação salva-vidas 
totalmente equipada e carregada com o número total de pessoas para o qual deverá ser aprovada; 
.3 seja adequadamente protegido contra um acionamento acidental ou prematuro; 
 
 
Curso de Embarcações de Sobrevivência e Salvamento 
 
 
P á g i n a | 78 
 
.4 seja projetado de modo a permitir que o sistema de liberação possa ser testado sem que a 
embarcação salva-vidas seja lançada; e 
.5 seja projetado com um fator de segurança igual a 6 vezes a resistência máxima dos materiais 
utilizados. 
4.7.7 Certificado de aprovação 
Além do disposto no parágrafo 4.4.1.2, o Certificado de Aprovação de uma embarcação salva-vidas 
de queda livre deverá indicar também: 
.1 altura de queda livre aprovada 
.2 comprimento prescrito para a rampa de lançamento; e 
.3 ângulo da rampa de lançamento para a altura de queda livre aprovada. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 88 - Embarcações salva-vidas de queda livre 
 
 
Curso de Embarcações de Sobrevivência e Salvamento 
 
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Embarcações de Sobrevivência Infláveis 
 
Embalagem 
As balsas infláveis são acondicionadas juntamente com seus acessórios (palamenta) em 
casulos de fibra de vidro ou bolsas de borracha. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Características de Construção 
O Código LSA determina o seguinte para as embarcações salva-vidas infláveis: 
 
4.1 Prescrições gerais relativas às balsas salva-vidas. 
4. 1.1 Construção das balsas salva-vidas. 
4.1.1.1 Toda balsa salva-vidas deverá ser construída de modo a ser capaz de resistir a uma 
exposição de 30 dias ao tempo, flutuando em todas as condições de mar. 
4.1.1.2 A balsa salva-vidas deverá ser construída de tal modo que, se for lançada n' água de uma 
altura de 18 m, a balsa e seus equipamentos funcionem satisfatoriamente. Se ela for ficar estivada 
a uma altura superior a 18 m acima da linha de flutuação, com o navio na condição de viagem mais 
leve, deverá ser de um tipo que tenha sido submetido satisfatoriamente a uma prova de queda, de 
uma altura pelo menos igual a aquela. 
4.1.1.3 A balsa salva-vidas, quando flutuando, deverá ser capaz de resistir a repetidos saltos sobre 
ela, dados de uma altura de pelo menos 4,5 m acima do seu piso, tanto com a cobertura montada 
como sem ela. 
4.1.1.4 A balsa salva-vidas e seus acessórios deverão ser construídos de modo que ela possa ser 
rebocada a uma velocidade de 3 nós em águas tranquilas, quando carregada com toda a sua 
lotação de pessoas e toda a sua dotação de equipamentos e com uma das suas âncoras flutuantes 
lançadas. 
4.1.1.5 A balsa salva-vidas deverá ser dotada de uma cobertura, para proteger seus ocupantes de 
uma exposição ao tempo, que se arme automaticamente quando for lançada e enquanto estiver 
na água. A cobertura deverá atender às seguintes prescrições: 
.1 prover um isolamento contra o calor e o frio, por meio de duas camadas de material separadas 
por um espaço de ar, ou por qualquer outro meio igualmente eficaz. Deverá haver meios de impedir 
o acúmulo de água no espaço de ar; 
.2 o seu interior deverá ter uma cor que não cause desconforto aos seus ocupantes; 
.3 cada entrada deverá ser claramente indicada e dotada de dispositivos de fechamento ajustáveis 
e eficazes, que possam ser fácil e rapidamente abertos por dentro e por fora, por pessoas vestindo 
roupas de imersão, e fechados pelo lado interno da balsa, de modo a permitir a ventilação, mas 
Figura 89 - Balsa, valise e container 
 
 
Curso de Embarcações de Sobrevivência e Salvamento 
 
 
P á g i n a | 80 
 
impedir a entrada de água do mar, vento e frio. As balsas salva-vidas que acomodarem mais de oito 
pessoas deverão ter, pelo menos, duas entradas diametralmente opostas; 
.4 deverá admitir, sempre, ar suficiente para seus ocupantes, mesmo com as entradas fechadas; 
.5 deverá ser dotada de pelo menos uma vigia de observação; 
.6 deverá ser dotada de meios para coletar a água da chuva; 
.7 deverá ser dotada de meios para permitir a instalação de um transponder radar para 
embarcações de sobrevivência, a uma altura de pelo menos 1 m acima do nível do mar; e 
.8 deverá ficar a uma altura suficiente para abrigar todos os ocupantes sentados, em todas as 
partes cobertas por ela. 
4.1.2 Capacidade de transporte mínima e massa das balsas salva-vidas 
4.1.2.1 Nenhuma balsa salva-vidas deverá ser aprovada se a sua capacidade de transporte, 
calculada de acordo com o disposto no parágrafo 4.2.3, ou 3.2.3, como for adequado, for inferior 
a seis pessoas. 
4.1.2.2 A menos que a balsa salva-vidas deva ser lançada por um equipamento de lançamento 
aprovado, de acordo com o disposto no parágrafo 6.1, ou que não se pretenda transferi-la 
rapidamente de um bordo a outro, a massa total da balsa e dos seus equipamentos não deverá ser 
superior a 185 kg. 
 
5.3 INTERPRETAR AS MARCAS DE COSTADO DE UMA EMBARCAÇÃO DE SALVATAGEM. 
Embarcações Salva-Vidas Rígidas 
As dimensões da embarcação salva-vidas e a sua lotação devem ser marcadas em caracteres 
legíveis e permanentes. O nome e o porto de registro do navio ou plataforma devem ser marcados 
nos dois lados da proa da baleeira em maiúsculos do alfabeto romano. Meios de identificação do 
navio ou plataforma ao qual pertence à embarcação salva-vidas devem ser marcados de tal maneira 
que eles sejam visíveis de cima. 
O Código LSA determina o seguinte: 
 
4.4.9 Marcações das embarcações salva-vidas 
4.4.9.1 O número de pessoas para o qual a embarcação salva-vidas foi aprovada deverá ser 
claramente marcado nela, em caracteres indeléveis e claros. 
4.4.9.2 O nome e o porto de registro do navio ao qual pertence a embarcação salva-vidas deverão 
ser marcados em cada bochecha da embarcação, em letras maiúsculas do alfabeto romano. 
4.4.9.3 A identificação do navio ao qual pertence a embarcação salva-vidas e o número da 
embarcação deverão ser marcados de modo que sejam visíveis do alto. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Curso de Embarcações de Sobrevivência e Salvamento 
 
P á g i n a | 81 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
5.4 DESCREVER AS CARACTERÍSTICAS E FACILIDADES OFERECIDAS PELOS DOIS TIPOS 
DE BALSA DE SALVATAGEM. 
Em relação ao tipo de lançamento, as balsas salva-vidas infláveis podem ser lançadas 
manualmente ou através de turco. 
Este item foi explicado em outros capítulos. 
 
5.5 EXPLICAR A ESTIVAGEM CORRETA DE UMA BALSA DE SALVATAGEM. 
As balsas salva-vidas podem ser estivadas em berços ou rampas. As rampas podem ser 
individuais (uma balsa em cada rampa) ou múltiplas (várias balsas na mesma rampa). 
As balsas devem ser colocadas de tal modo que flutuem automaticamente quando o 
navio/instalação afundar ou emborcar. As unidades fixas estão dispensadas desta exigência. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 90 - Marcas das embarcações salva-vidas 
Figura 92 - Balsa no berço 
 
 
 
Curso de Embarcações de Sobrevivência e Salvamento 
 
 
P á g i n a | 82 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
5.6 INTERPRETAR AS MARCAS REGISTRADAS EM UM CASULO DE UMA BALSA DE 
SALVATAGEM. 
O Código LSA determina o seguinte em relação as marcações nos casulos e balsas: 
 
4.2.6.3 O casulo deverá ser marcado de modo a indicar: 
.1 o nome do fabricante; 
.2 o número de série 
.3 o nome da autoridade que o aprovou e o número de pessoas que a balsa pode transportar 
.4 SOLAS 
.5 o tipo de pacote de emergência que contém; 
.6 a data da última revisão 
.7 o comprimento da boça; 
.8 a altura máxima de estivagem permitida acima da linha d'água (que dependeráda prova de 
queda e do comprimento da boça); 
.9 as instruções para lançamento. 
4.2.7 Marcações das balsas salva-vidas infláveis 
4.2.7.1 As balsas salva-vidas infláveis deverão ser marcadas de modo a indicar: 
.1 o nome do fabricante, ou a marca comercial; 
.2 o número de série; 
.3 a data de fabricação (mês e ano); 
.4 o nome da autoridade que a aprovou; 
.5 o nome e o local do posto de manutenção onde sofreu a última revisão: 
.6 o número de pessoas que pode acomodar; esta indicação deverá ficar acima de cada entrada e 
ser feita em caracteres com uma altura não inferior a 100 mm. de uma cor que contraste com a da 
balsa salva-vidas. 
4.2.7.2 Cada balsa salva-vidas deverá ser marcada de modo a indicar o nome e o porto de registro 
do navio em que estiver instalada. Essa marcação deverá ser feita de modo que a identificação do 
navio possa ser alterada a qualquer momento, sem ser preciso abrir o casulo. 
 
 
 
 
 
 
Figura 94 - Balsas em rampa múltipla 
 
 
Curso de Embarcações de Sobrevivência e Salvamento 
 
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5.7 DESCREVER A CONSTRUÇÃO, CARACTERÍSTICAS E FACILIDADES OFERECIDAS POR 
UMA EMBARCAÇÃO DE RESGATE. 
As embarcações de resgate (salvamento) podem ser: 
 
• Embarcação de salvamento rígida. 
• Embarcação de salvamento inflável. 
• Embarcação de salvamento combinada. 
 
Embarcação de Salvamento Rígida 
A maioria dos cascos das Embarcações de Salvamento é construída totalmente de compostos 
modernos de fibra de vidro, porém podem ser encontrados outros tipos de cascos. Os cascos da 
maioria das embarcações de salvamento são projetados adequadamente às diversas condições de 
mar, com seu formato em V e seção de proa levantada. O convés pode ser de madeira com um 
revestimento de fibra de vidro. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 96 - Embarcação de Salvamento Rígida 
Figura 95 - Marcas obrigatórias no casulo das balsas 
 
 
Curso de Embarcações de Sobrevivência e Salvamento 
 
 
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Embarcação de Salvamento Inflável 
São embarcações fabricadas totalmente com 
material especial e de flutuação sustentada através 
de tubos infláveis, conhecidos também como 
flutuadores. Estes flutuadores dão flutuabilidade a 
embarcação além de proteção. Eles são projetados 
em seções especiais para que, no caso de dano em 
uma das seções, as demais possam sustentar a 
embarcação. Em caso de afundamento ou entrada 
de água, estes flutuadores evitarão que a 
embarcação afunde completamente, 
proporcionando à tripulação melhores 
oportunidades para auto-resgate. Eles devem 
receber boa manutenção e atentar para a 
recomendação de que quando vazios serem inflados 
a partir da seção de proa. 
 
Embarcação de Salvamento Combinada 
Construída de forma combinada em que sua parte inferior, convés e quilha, sejam de material 
similar à embarcação totalmente rígida e suas bordas com material inflável (flutuadores) com ou sem 
revestimento. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
As embarcações de salvamento devem obedecer as seguintes características: 
 
• Ter um comprimento não inferior a 3,8 m e não superior a 8,5 m; 
• Ser capazes de transportar pelo menos cinco pessoas sentadas e uma pessoa deitada 
numa maca; 
• Ser capazes de manobrar a uma velocidade de pelo menos 6 nós e manter essa 
velocidade por um período não inferior a 4 horas; 
Figura 97 - Embarcação de Salvamento Inflável 
Figura 98 - Embarcação de Salvamento Combinada 
 
 
Curso de Embarcações de Sobrevivência e Salvamento 
 
P á g i n a | 85 
 
• Ter uma mobilidade e manobrabilidade em mar agitado, suficientes para possibilitar 
que as pessoas possam ser retiradas do mar, reunir e manobrar as balsas salva-vidas, 
quando carregada com toda a sua lotação e toda sua dotação de equipamentos, a uma 
velocidade não inferior a 2 nós; 
• Ser dotada de um motor de centro ou de popa; 
• Poderão ser instalados de maneira permanente dispositivos de reboque 
suficientemente resistentes para reunir ou rebocar as balsas salva-vidas. 
 
Os flutuadores devem ser inflados de maneira correta (da proa para a popa) e com a pressão 
recomendada pelo fabricante. A fuga de ar deve ser controlada, inclusive limpando-se todas as suas 
válvulas (encher e encharcar com água com sabão). 
Os choques contra obstáculos devem ser evitados para não cortar ou furar os flutuadores. Os 
cortes ou furos no flutuador devem ser reparados imediatamente. O mesmo tratamento deve ser 
dado em relação às costuras, caso haja vazamento. 
É importante observar se o flutuador está preso de forma correta ao casco da embarcação. 
Caso haja algum descolamento do flutuador, o reparo deve ser feito imediatamente. 
O kit de reparos de emergência deve conter materiais e adesivos de reserva para efetuar 
pequenos reparos nos tubulões . Caso sejam maciços, devem ser controlados quanto a sua conexão 
ao casco rígido e a danos. 
Os cascos das embarcações são fabricados, normalmente, em poliéster reforçado em fibra de 
vidro (GRP). Devem ser inspecionados visando encontrar fissuras de fadiga em volta dos pontos de 
içamento e do sistema de auto-adriçamento. A base do motor e sua travessa devem estar livres de 
quaisquer fissuras. 
Uma inspeção visual deve ser feita regularmente à procura de danos menores no casco inteiro 
e no console de comando. Os assentos devem estar firmes e sem danos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Quanto às estruturas internas, devemos estar atentos ao cabo de içamento. A mão do cabo 
de içamento deve ser inspecionada, tanto em relação ao desgaste quanto a lubrificação. A data do 
teste com carga, inversão e/ou substituição devem ser cumpridos. 
Todo o sistema de içamento deve estar devidamente pronto para lançar e recolher a 
embarcação de salvamento. Caso o sistema de içamento esteja inoperante, todo o sistema 
turco/embarcação, estará inoperante, independente da embarcação estar operacional. 
O sistema de auto-adriçamento deve ser inspecionado regularmente observando-se os 
seguintes critérios: 
Figura 99 - Inspeção de flutuadores, eslingas e casco 
 
 
Curso de Embarcações de Sobrevivência e Salvamento 
 
 
P á g i n a | 86 
 
 
• O cilindro deve estar carregado e com teste hidrostático na validade; 
• Cilindro e desvirador devem estar embalados corretamente; 
• O punho (puxador) de acionamento deve ser testado. 
 
As baterias devem ser examinadas verificando-se os seguintes pontos: 
 
• Os terminais devem estar bem presos e sem corrosão; 
• Os níveis da bateria satisfatórios (se aplicável); 
• A chave geral deve estar funcionando corretamente. 
 
Além dos itens citados acima, outros itens devem ser vistoriados, tais como: 
 
• As luzes de navegação devem estar em bom estado de funcionamento; 
• O rádio VHF deve ser sempre testado (tanto transmissão como recepção); 
• O leme deve mover-se facilmente, estar bem preso, e com lubrificação nos pontos 
necessários; e 
• O controle de aceleração deve mover-se facilmente e funcionar de forma correta. 
 
A embarcação de salvamento deve ser mantida em estado de prontidão durante todo o 
tempo, assim como seus tripulantes e sob a coordenação do responsável pela equipe de resgate, que 
deve assegurar que a manutenção e o teste diário sejam executados. 
Nos botes mais modernos utilizados na indústria Offshore utiliza-se um sistema de 
desemborcamento quando a embarcação é não auto-adriçavel. O sistema de auto-adriçamento é 
projetado para permitir um rápido desviramento, sem esforço. Sua composição básica é: 
 
• Estrutura tubular em alumínio ou aço inox; 
• Bolsa e bag inflável; 
• Cilindro de CO2/N2; e 
• Alavanca/cabo de acionamento. 
 
O bote de resgate, quando não auto-adriçável, deve ser capaz de ser desemborcado 
facilmente pela sua tripulação. 
 
5.8 DEFINIR AS EXIGÊNCIAS PARA A ESTIVAGEM DE UMA EMBARCAÇÃO DE RESGATE. 
As embarcações desalvamento são estivadas em turcos que possuem um sistema de controle 
de descida semelhante ao dos turcos das baleeiras. Os turcos possuem um freio estático e um freio 
centrífugo. 
O freio estático mantém o tambor do freio do turco travado, impedindo a descida da 
embarcação quando estivada e o freio centrífugo impede que a embarcação ganhe velocidade 
excessiva durante a descida, fazendo com que a embarcação desça a uma velocidade constante. 
Ao acionar o sistema de descida através do cabo do controle remoto ou manualmente através 
da alavanca de liberação do freio, o freio estático é liberado fazendo com que a embarcação inicie a 
descida. Ao iniciar a descida, o freio centrífugo entra em ação impedindo que a embarcação ganhe 
velocidade excessiva. 
 
 
Curso de Embarcações de Sobrevivência e Salvamento 
 
P á g i n a | 87 
 
Em alguns turcos, a descida da embarcação pode ser interrompida pelo timoneiro ou 
tripulante da embarcação, bastando para isto soltar o cabo do controle remoto. Em outros tipos de 
turco isto não é possível. A descida só pode ser interrompida externamente, com auxílio do operador 
do turco. 
Os turcos das embarcações de resgate atendem os mesmos requisitos de teste, manutenção 
e segurança aplicados aos turcos das baleeiras e balsas. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 100 - Tipos de turco 
 
 
Curso de Embarcações de Sobrevivência e Salvamento 
 
 
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6. EQUIPAMENTO DE LANÇAMENTO 
 
6.1 DESCREVER OS ARRANJOS PARA ESTIVAGEM, SEGURANÇA, PEAÇÃO, CABOS DE 
LABORAR E OS MÉTODOS DE LANÇAMENTO E RECOLHIMENTO DE EMBARCAÇÃO 
DE SALVATAGEM NOS TIPOS DE TURCOS EXISTENTES. 
Embarcações de Sobrevivência Rígidas (Baleeiras) 
Com exceção dos meios secundários de lançamento para as embarcações de queda livre, cada 
equipamento de lançamento deverá ser disposto de modo que a embarcação de sobrevivência 
totalmente equipada possa ser lançada com segurança em condições desfavoráveis, com um 
compasso de até 10º, para vante ou ré, e uma banda de até 20º para qualquer bordo. Além disso, os 
equipamentos de lançamento: 
 
• Não deverão depender de outro meio que não seja a gravidade e nem de energia 
acumulada; 
• Deverão ter uma resistência suficiente para suportar uma carga não inferior a 2,2 vezes 
a carga de trabalho máxima; 
• Deverão ter os elementos estruturais com um fator de segurança mínimo de 4,5 e 
todas as talhas, tiradores, arganéus, elos, correntes de içamento e outros acessórios 
utilizados juntamente com os equipamentos de lançamento deverão ter um fator de 
segurança de no mínimo 6; 
• Para cada embarcação salva-vidas deverá ser dotado um guincho acionado por motor 
capaz de içar a embarcação da água com toda sua lotação e equipamentos a uma 
velocidade não inferior a 0,3 m/s. 
 
O sistema de lançamento deve permitir que a embarcação seja lançada e rebocada com a 
unidade se movimentando a uma velocidade de até 5 nós em águas tranquilas. 
 
Tipos de sistema de lançamento 
Basicamente existem três tipos de sistemas de lançamento de baleeiras: 
 
• Turco Fixo; 
• Turco de rebater; 
• Turco de queda livre (Free Fall). 
 
Turco fixo 
Um turco fixo é de fácil utilização, uma vez que a embarcação já se encontra “disparadas“ (pelo 
lado de fora da borda), ao longo do convés de embarque. Basicamente, após ser feito o check list 
operacional e todos estiverem embarcados, deverá ser acionado o cabo do controle remoto ou 
levantada a alavanca do freio que liberará o freio estático, fazendo a baleeira descer, sendo a 
velocidade controlada automaticamente pelo freio centrífugo. 
 
 
 
 
 
 
 
Curso de Embarcações de Sobrevivência e Salvamento 
 
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Turco de rebater 
Os turcos de rebater são mais usados em navios, pois permitem ao navio atracar em um cais 
ou a contrabordo de outra embarcação sem causar nenhum dano à embarcação, pois a embarcação 
fica “rebatida” (estivada dentro da embarcação sob o convés). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Turco de Queda Livre (Free Fall) 
É um sistema de escape muito simples. A embarcação free fall é instalada num berço de 
lançamento sem cabos de descida (o que chamamos de cabo principal). Quando a trava é liberada, a 
embarcação cai em queda livre, se afastando da unidade e do local de perigo, mesmo com o motor 
desligado. 
 
 
 
 
 
 
Figura 101 - Baleeira no turco fixo 
Figura 102 - Baleeira no turco de rebater 
 
 
Curso de Embarcações de Sobrevivência e Salvamento 
 
 
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Embarcações de Sobrevivência Infláveis (Balsas) 
Os turcos das embarcações de salvamento devem obedecer aos mesmos critérios exigidos 
para os turcos das embarcações de sobrevivência, tais como: 
 
• Um equipamento de lançamento não deverá depender de qualquer outro meio que 
não seja a gravidade, nem de energia mecânica acumulada independente das fontes 
de suprimento de energia do navio, para lançar uma embarcação de sobrevivência ou 
de salvamento, quando essa embarcação estiver com todo o seu equipamento e 
pessoal a bordo, ou na condição leve; 
• Cada equipamento de lançamento deverá ser fabricado de modo que seja necessária 
apenas uma quantidade mínima de manutenção de rotina. Todas as peças que 
necessitem de uma manutenção regular, realizada pela tripulação do navio, deverão 
estar rapidamente acessíveis e ser de fácil manutenção; 
Figura 104 - Baleeira no turco free fall 
Figura 103 - Turco de Queda Livre (Free Fall) 
 
 
Curso de Embarcações de Sobrevivência e Salvamento 
 
P á g i n a | 91 
 
• O equipamento de lançamento e seus acessórios, com exceção dos freios do guincho, 
deverão ter uma resistência suficiente para suportar uma carga de prova estática não 
inferior a 2,2 vezes a carga de trabalho máxima; 
• Os elementos estruturais e todas as talhas, tiradores, arganéus, elos, e outros 
acessórios utilizados juntamente com os equipamentos de lançamento deverão ser 
projetados com um fator de segurança baseado na carga de trabalho nominal e na 
resistência máxima dos materiais utilizados na sua fabricação. Para todos os elementos 
estruturais deverá ser aplicado um fator de segurança mínimo de 4,5 e, para os 
tiradores, correntes de içamento, elos e talhas, um fator de segurança mínimo de 6; 
• Cada equipamento de lançamento deverá, na medida do possível, permanecer eficaz 
sob condições que causem a formação de gelo; 
• O equipamento de lançamento de uma embarcação deverá ser capaz de recolher a 
embarcação com a sua tripulação; entre outras. 
 
6.2 DELINEAR A MANUTENÇÃO NECESSÁRIA QUE DEVE SER DADA AOS TURCOS, 
RAMPAS DE LANÇAMENTO E EQUIPAMENTOS DE DESENGATE. 
 
A Convenção SOLAS determina que todos os equipamentos devem ter um plano de 
manutenção de acordo com a regra a seguir: 
 
Regra 36 Instruções para manutenção a bordo. 
 
As instruções para a manutenção dos equipamentos salva-vidas a bordo deverão ser 
facilmente compreensíveis, sempre que possível ilustradas e, como adequado, abordar os seguintes 
tópicos para cada equipamento: 
 
• Uma lista de verificação para ser utilizada durante as inspeções prescritas na Regra 
20.7; 
• Instruções relativas a manutenção e reparo; 
• Programas de manutenção periódicas; 
• Diagrama dos pontos de lubrificação e indicação dos lubrificantes recomendados 
• Lista de fontes substituíveis; 
• Listas dos fornecedores das peças sobressalentes; 
• Registro de dados relativos às disposições e à manutenção. 
 
A manutenção dos turcos, rampas de lançamento e embarcações deverá ser feita de acordo 
com as instruções do fabricante. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Curso de Embarcações de Sobrevivência e Salvamento 
 
 
P á g i n a | 926.3 DESCREVER UM TURCO DE LANÇAMENTO/RESGATE UTILIZADO EM BALSA DE 
SALVATAGEM. 
Os turcos das embarcações de salvamento devem obedecer aos mesmos critérios exigidos 
para os turcos das embarcações de sobrevivência, tais como: 
 
• Um equipamento de lançamento não deverá depender de qualquer outro meio que 
não seja a gravidade, nem de energia mecânica acumulada independente das fontes 
Figura 107 - Manutenção do gato de liberação 
Figura 105 - Mautenção a bordo 
Figura 106 - Inspeção / Manutenção dos freios 
 
 
Curso de Embarcações de Sobrevivência e Salvamento 
 
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de suprimento de energia do navio, para lançar uma embarcação de sobrevivência ou 
de salvamento, quando essa embarcação estiver com todo o seu equipamento e 
pessoal a bordo, ou na condição leve; 
• Cada equipamento de lançamento deverá ser fabricado de modo que seja necessária 
apenas uma quantidade mínima de manutenção de rotina. Todas as peças que 
necessitem de uma manutenção regular, realizada pela tripulação do navio, deverão 
estar rapidamente acessíveis e ser de fácil manutenção; 
• O equipamento de lançamento e seus acessórios, com exceção dos freios do guincho, 
deverão ter uma resistência suficiente para suportar uma carga de prova estática não 
inferior a 2,2 vezes a carga de trabalho máxima; 
• Os elementos estruturais e todas as talhas, tiradores, arganéus, elos, e outros 
acessórios utilizados juntamente com os equipamentos de lançamento deverão ser 
projetados com um fator de segurança baseado na carga de trabalho nominal e na 
resistência máxima dos materiais utilizados na sua fabricação. Para todos os elementos 
estruturais deverá ser aplicado um fator de segurança mínimo de 4,5 e para os 
tiradores, correntes de içamento, elos e talhas, um fator de segurança mínimo de 6; 
• Cada equipamento de lançamento deverá, na medida do possível, permanecer eficaz 
sob condições que causem a formação de gelo; 
• O equipamento de lançamento de uma embarcação deverá ser capaz de recolher a 
embarcação com a sua tripulação, entre outras. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
6.4 DESCREVER A OPERAÇÃO COM UM GATO DE ESCAPE AUTOMÁTICO, APÓS TER 
LANÇADO UMA BALSA E COMO DEVE ESTAR PRONTO PARA O PRÓXIMO 
LANÇAMENTO. 
Os turcos para lançamento de balsas salva-vidas devem ter um gato para liberar a balsa 
automaticamente quando ela estiver flutuando, desde que a trava de segurança tenha sido retirada. 
Este gato de liberação automática deve estar disposto de modo a impedir uma liberação prematura 
durante a descida e deverá liberar a balsa salva-vidas quando estiver na água. O gato de liberação 
deverá ter capacidade para liberar a embarcação quando estiver submetido a uma carga. 
O equipamento de lançamento deverá possuir um controle de liberação com carga que 
deverá: 
Figura 108 - Equipamentos de Lançamento 
 
 
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• Ser claramente diferenciado do controle que aciona a função de liberação automática; 
• Exigir pelo menos duas ações diferentes para funcionar; 
• Com uma carga de 150 kg no gato, exigir uma força não inferior a 600n e não superior 
a 700 n para liberar a carga, ou proporcionar uma proteção equivalente, adequada 
contra uma liberação inadvertida da carga; e 
• Ser projetado de modo que os membros da tripulação que estiverem no convés 
possam observar claramente quando o mecanismo de liberação estiver correta e 
completamente ajustado. Quando o gato for conectado à balsa salva-vidas, o operador 
deve travá-lo. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Alguns sistemas possuem pinos trava que deverão ser removidos. Outros possuem alavancas 
ou cabos para liberação da trava. Quando a balsa salva-vidas estiver próxima da água o travamento 
do gato deve ser retirado, liberando a trava de segurança. O gato, porém, não liberará a balsa até que 
o mecanismo de liberação seja acionado com carga ou sem carga. Tenha certeza de que o pino de 
segurança está acoplado durante seu lançamento. 
 
6.5 DESCREVER OS ARRANJOS E EQUIPAMENTOS DE UMA RAMPA DE LANÇAMENTO 
(FREE FALL) 
Os turcos das baleeiras Free Fall são compostos de: 
 
• Baleeira do tipo Free Fall; 
• Rampa de lançamento; 
• Sistema de travamento; 
Figura 109 - Gatos do turco para balsa 
 
 
Curso de Embarcações de Sobrevivência e Salvamento 
 
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• Sistema de liberação; 
• Gatos; 
• Guincho para içamento; 
• Cabos; e 
• Dispositivos rolantes. 
 
Cada fabricante possui modelos e sistemas diferentes. Por este motivo, os arranjos e 
manutenção variam de fabricante para fabricante. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
6.6 EXPLICAR COMO UM TURCO SINGELO PODE SER UMA DAS ALTERNATIVAS DE 
LANÇAMENTO/RESGATE EM UMA RAMPA DE LANÇAMENTO(FREE FALL). 
Como a baleeira Free Fall tem um ponto único de içamento, o turco singelo poderá ser 
utilizado, em caso de emergência, como dispositivo de lançamento e recuperação da embarcação do 
tipo Free Fall. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 110 - Arranjo da rampa de lançamento da baleeira 
free fall 
Figura 111 - Turco singelo para içamento da baleeira free fall 
 
 
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6.7 DESCREVER O EMPREGO E MANUTENÇÃO DE UM DISPOSITIVO PARA FLUTUAÇÃO 
LIVRE (VÁLVULA HIDROSTÁTICA) QUE ESTEJA PRENDENDO UM CASULO DE BALSA 
DE SALVATAGEM. 
As balsas salva-vidas deverão ser dotadas de 
dispositivos de liberação que liberem as balsas caso 
a unidade aderne ou afunde. Estes dispositivos são 
chamados de dispositivo de liberação hidrostático. 
Quando a unidade afunda ou aderna e a balsa fica 
submersa, o dispositivo atua, liberando a balsa. 
Por este motivo as balsas deverão ser 
estivadas em locais abertos. As balsas das unidades 
fixas estão dispensadas de dotar tais dispositivos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 112 - Dispositivos de liberação 
Figura 113 - Modelos de dispositivo de liberação hidrostática 
 
 
Curso de Embarcações de Sobrevivência e Salvamento 
 
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O dispositivo de liberação hidrostática deverá: 
 
1. Ser fabricada com materiais adequados, de modo a impedir que apresente defeitos. 
Não deverá ser aceita a galvanização, ou outras formas de revestimento metálico nas 
peças da unidade de liberação hidrostática; 
2. Liberar automaticamente a balsa salva-vidas a uma profundidade não superior a 4 m; 
3. Ser dotada de meios de drenagem que impeçam o acúmulo de água na câmara 
hidrostática, quando a unidade estiver na sua posição normal; 
4. Ser fabricada de modo a impedir a liberação quando for varrida por ondas; 
5. Ser marcada de maneira indelével na sua parte externa, de modo a indicar o seu tipo e 
número de série; 
6. Ser marcada de maneira indelével, na unidade ou em uma placa de identificação 
firmemente presa a ela, de maneira a indicar a data de fabricação, o tipo e número de 
série e informando se a unidade é adequada para utilização em uma balsa salva-vidas 
com capacidade para mais de 25 pessoas; 
7. Ser concebida de modo que cada peça ligada ao sistema de boça tenha uma resistência 
não inferior à prescrita para a boca; e 
8. Se for descartável deve ser marcado de uma forma que indique a data de expiração da 
sua validade. 
 
Figura 114 - Dispositivo de liberação hidrostática instalado 
 
 
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6.8 EXPLICAR A SEQUÊNCIA DE EVENTOS QUE LEVARÃO À AUTO LIBERAÇÃO DA BALSA 
DE SALVATAGEM ATÉ O MOMENTO DA DEFLAGRAÇÃO. 
 
Quando o navio afunda, a água vai exercendo uma pressão sobre o diafragma do dispositivo 
hidrostática. Quando o navio está a uma profundidade entre 1,5 e 4,0 metros, o eixo ligado ao 
diafragma libera a lâmina colocada no interior do dispositivo.Esta lâmina tem uma mola 
pressionando-a. Quando o eixo ligado ao diafragma libera a lâmina, esta é empurrada para frente, 
cortando o cabo que prende a cinta de peação, liberando o casulo. O cabo de disparo continua preso 
ao dispositivo hidrostático. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
O navio vai afundando, puxando o cabo de disparo da balsa. Quando o cabo termina, o casulo 
é puxado para baixo. Este faz pressão para cima, acionando o cilindro de CO2 e fazendo a balsa inflar. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
O cabo de disparo continua ligado ao dispositivo hidrostático. Nesta hora, o elo fraco ou elo 
de ruptura passa a atuar. O elo fraco ou elo de ruptura é um cabo mais fraco que o cabo de disparo. 
Ele suporta a pressão do casulo sendo puxado para cima. Porém, quando o cilindro de CO2 é acionado 
e a balsa é inflada, a pressão para cima é muito maior. O elo fraco ou elo de ruptura não resiste a esta 
pressão e arrebenta, liberando a balsa. 
 
Figura 115 - Interior do dispositivo hidrostático 
Figura 117 - Balsa com o dispositivo instalado Figura 116 - Balsa presa a unidade 
 
 
Curso de Embarcações de Sobrevivência e Salvamento 
 
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Este é um dos motivos pelos quais as balsas devem ser colocadas de tal modo que flutuem 
automaticamente quando o navio/instalação afundar ou emborcar, com exceção das unidades fixas. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 119 - Cilindro de CO2 da balsa acionado Figura 118 - Balsa sendo liberada 
 
 
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7. EMBARCAÇÃO DE SALVATAGEM A MOTOR E SEUS ACESSÓRIOS 
 
7.1 DEMONSTRAR A SEQUÊNCIA DE EVENTOS PARA ACIONAR UM MOTOR DIESEL, 
VERIFICANDO NÍVEL E PRESSÃO DO ÓLEO E TEMPERATURA/REFRIGERAÇÃO. 
Existem a bordo das embarcações de sobrevivência rígidas vários tipos de motores, cada um 
com um método diferente de partida. As embarcações de sobrevivência rígidas devem sempre estar 
prontas para uso e vistorias e testes devem ser feitos periodicamente. 
Os procedimentos básicos a serem seguidos para dar partida no motor são: 
 
• Verificar os níveis de combustível e lubrificante; 
• Verificar o sistema de combustível (válvula de alimentação aberta); 
• Ligar a chave geral 
• Verificar se a marcha encontra-se em neutro; 
• Dar partida no motor e ajustar a aceleração; 
• Verificar a pressão do óleo e nível da água de refrigeração e demais instrumentos do 
painel; 
• Engatar marcha avante e a ré; 
• Parar o motor. 
 
Obs.: como cada motor possui características próprias, leia o manual do fabricante antes de 
dar a partida no motor. 
Os tanques de combustível devem ser: 
 
• Mantidos sempre cheios e 
• Limpos periodicamente. 
 
Quando o tanque de combustível não se encontrar totalmente cheio, este espaço vazio 
possibilita a condensação (formando água no interior do tanque). Esta água irá para o fundo do 
tanque e, dependendo da quantidade, poderá fazer com que o motor não funcione corretamente. 
O óleo combustível deve ser trocado pelo menos a cada seis meses, pois após este período 
ele começa a perder as suas características podendo fazer com que o motor não funcione 
normalmente. Quando a troca do combustível for efetuada, limpa-se o tanque e trocam-se os filtros 
de combustível. Nesta manutenção deve-se também trocar os filtros de óleo lubrificante, bem como 
o óleo do motor e da caixa reversora. 
 
Obs.: os filtros e óleo do motor e caixa reversora poderão ser trocados em intervalos maiores 
ou menores, de acordo com instruções do fabricante. 
 
Como já foi dito anteriormente todas as embarcações, deverão possuir motores com as 
seguintes características: 
 
• As baleeiras devem ter um motor de combustão interna. Não podem ser usados 
motores no qual o combustível tenha um ponto de fulgor de 43°C ou inferior; 
• O motor e a sua instalação deverão ser capazes de funcionar, quando houver 
emborcamento e continuar funcionando após a embarcação salva-vidas voltar à sua 
 
 
Curso de Embarcações de Sobrevivência e Salvamento 
 
P á g i n a | 101 
 
posição adriçada, ou deverão parar automaticamente quando a embarcação emborcar 
e permitir que seja dada a partida facilmente quando ela voltar à sua posição adriçada. 
O projeto dos sistemas de combustível e de lubrificante deverá impedir a perda de 
óleo combustível e de mais de 250 ml de óleo lubrificante do motor, durante o 
emborcamento; 
• O motor deve dispor de um sistema de partida manual, ou possuir duas fontes 
independentes e recarregáveis de alimentação; 
• O motor deve ser capaz de funcionar por não menos que 5 minutos após a partida a 
frio e com a baleeira fora da água; 
• A velocidade de uma baleeira enquanto em águas calmas e carregada com sua carga 
máxima de pessoas e equipamentos e com todo equipamento auxiliar motorizado 
funcionando, deve ser de no mínimo 6 nós e 2 nós quando rebocando uma balsa salva-
vidas para 25 pessoas com sua carga máxima de pessoas e equipamentos ou 
equivalente; 
• Combustível suficiente, adequado para o emprego na faixa de temperatura esperada 
na área de operação do navio ou plataforma, deve ser previsto para movimentar a 
baleeira com carga máxima a uma velocidade de 6 nós e durante um período não 
inferior a 24 horas. 
 
Como as embarcações devem possuir um sistema de partida manual, ou possuir duas fontes 
independentes e recarregáveis de alimentação, encontramos embarcações com sistema de partida 
elétrico e a mola; elétrico e hidráulico; elétrico e manivela, entre outros, dependendo do modelo e 
fabricante da embarcação. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 121 - Partida elétrica do motor 
Figura 121 - Partida a manivela do motor 
Figura 122 - Partida a mola do motor 
 
 
Curso de Embarcações de Sobrevivência e Salvamento 
 
 
P á g i n a | 102 
 
A demonstração da partida do motor será realizada durante os exercícios práticos. 
 
7.2 OPERAR CORRETAMENTE O MOTOR DIESEL, UTILIZANDO A MANETE DE REVERSÃO 
PARA VANTE E PARA RÉ. 
Este item será realizado durante os exercícios práticos. 
 
7.3 EXPLICAR AS MEDIDAS DE MANUTENÇÃO DE UM MOTOR DIESEL E SEUS 
ACESSÓRIOS. 
Os motores diesel são motores que requerem pouca manutenção, mas nem por isso devemos 
descuidar dela. A manutenção pode ser preventiva e corretiva e variam de acordo com o fabricante. 
As manutenção preventiva devem ter um cronograma estabelecido, podendo ser: semanal, 
quinzenal, mensal, trimestral, semestral e anual. 
Como cada motor possui características próprias que variam de acordo com o fabricante, 
devemos ler o manual de instruções do fabricante de modo a evitar danos no motor por falta de 
manutenção ou manutenção incorreta. 
Independente do fabricante do motor, alguns itens devem ser observados em todos os 
motores diesel. Alguns deles são: 
 
• Nível de óleo do motor e caixa reversora; 
• Troca do óleo do motor e da caixa reversora; 
• Nível de combustível do tanque; 
• Limpeza periódica do tanque; 
• Nível da água de arrefecimento do motor; 
• Sistema de refrigeração; 
• Sistemas de partida; etc. 
 
 
 
Curso de Embarcações de Sobrevivência e Salvamento 
 
P á g i n a | 103 
 
7.4 DEMONSTRAR A SEQUÊNCIA DE EVENTOS PARA ACIONAR UM MOTOR DE POPA E 
AS VERIFICAÇÕES NECESSÁRIAS. 
 
Os motores de popa podem possuir várias características, tais como: 
 
• Motores de popa a diesel ou gasolina; 
• Motores de popa de dois ou quatro tempos; 
• Motores de popa com carburação simples, dupla e até tripla; 
• Motores de popa com hélice fixo incorporado a rabeta; etc. 
 
A bordo das unidades marítimas podemos encontrar embarcações de salvamento com vários 
tipos de motor. Estes motores podem ser: 
 
• Motores de popa a gasolina 2 e 4 tempos com hélice; 
• Motores de popa a gasolina 2 e 4 tempos hidrojato; 
• Motores de centrodiesel hidrojato, entre outros. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
As embarcações de salvamento deverão ser dotadas de um motor de centro ou de um motor 
de popa. Se for dotada de um motor de popa, o leme e a cana do leme poderão fazer parte do motor. 
Poderão ser instalados nas embarcações de salvamento motores de popa a gasolina dotados de um 
sistema de combustível aprovado, desde que os tanques de combustível sejam especialmente 
protegidos contra fogo e explosões. 
Estes motores deverão ter capacidade para manobrar a uma velocidade de pelo menos 6 nós 
e autonomia suficiente para manter essa velocidade por um período não inferior a 4 horas, e possuir 
um sistema de partida manual ou um sistema de partida com duas fontes de suprimento de energia 
independentes e recarregáveis. Os motores de centro deverão funcionar durante pelo menos 5 
minutos após uma partida a frio e com a embarcação fora d’água. Podemos encontrar motores de 
centro com características, tais como: 
 
Figura 123 - Motores de popa com propulsão hidrojato e hélice 
 
 
Curso de Embarcações de Sobrevivência e Salvamento 
 
 
P á g i n a | 104 
 
• Motores a diesel, com caixa de reversão, eixo e hélice fixo; 
• Motores de dois ou quatro tempos com sistema de hidrojato; 
• Motores de centro de dois ou quatro tempos, servo-válvula ou caixa, eixo e hélice de 
passo variado; 
• Motores de centro de dois ou quatro tempos, de rabeta, com hélice fixo que funciona 
como leme, entre outros. 
Figura 124 - Motores de centro com propulsão hidrojato e hélice 
 
 
Curso de Embarcações de Sobrevivência e Salvamento 
 
P á g i n a | 105 
 
A escolha do tipo de rabeta é de suma importância, pois um dimensionamento errado do 
tamanho da rabeta pode ocasionar um desempenho ruim da embarcação ou até mesmo avarias no 
motor devido às condições de mar e as manobras bruscas exigidas da embarcação. Estas manobras 
podem provocar um reverso de água do mar pela descarga do motor, atingindo as câmaras do cilindro 
do motor. 
As embarcações de salvamento deverão ter mobilidade e manobrabilidade em mar agitado, 
suficientes para possibilitar que as pessoas possam ser retiradas do mar, reunir as balsas salva-vidas 
e rebocar a maior balsa salva-vidas existente a bordo do navio, quando carregada com toda a sua 
lotação de pessoas e toda a sua dotação de equipamentos, a uma velocidade não inferior a 2 nós. 
As especificações do fabricante quanto ao método de partida do motor, bem como a mistura 
óleo/combustível (quando aplicável), sempre devem ser seguidos para evitar estragos no motor. 
Alguns motores possuem um tanque para combustível e um para o óleo lubrificante, sendo a mistura 
feita automaticamente. Outros só possuem o tanque de combustível e a mistura deve ser feita 
diretamente neste tanque, observando os percentuais de óleo e gasolina determinadas pelo 
fabricante. 
A sequência para acionar o motor de popa da embarcação de salvamento pode variar de 
acordo com o fabricante, tipo de motor, etc. Para dar partida no motor de popa temos que verificar 
os itens abaixo, aplicados a cada tipo de motor: 
 
• Verificar nível de combustível e óleo lubrificante ou a mistura combustível/óleo 
lubrificante; 
• Verificar se a mangueira de combustível está conectada; 
• Bombear a “pera” para pressurizar a mangueira de ligação do tanque/motor (se 
aplicável – motores com carburação); 
• Conectar o telefone de refrigeração e abrir a água para refrigeração (para partida do 
motor fora da água); 
• Ligar a chave geral; 
• Verificar a inclinação do motor (motor na vertical); 
• Verificar se a marcha encontra-se em neutro; 
• Verificar se o dispositivo de “homem morto” está conectado; 
• Virar a chave, dando partida no motor; 
• Verificar a descarga de água de refrigeração. 
 
 
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7.5 CITAR AS ESPECIFICAÇÕES DOS FABRICANTES QUANTO A MISTURA DE ÓLEO 
LUBRIFICANTE DO COMBUSTÍVEL DE MOTORES DE POPA E AS AVARIAS QUE 
PODERÃO OCORRER SE NÃO FOREM FEITA ADEQUADAMENTE. 
 
Em alguns motores a mistura óleo 2 tempos e combustível é feita diretamente no tanque de 
combustível. A proporção óleo 2 tempos x combustível varia de acordo com cada modelo de motor e 
fabricante. Antes de fazer a mistura, leia o manual de instrução e siga a proporção recomendada pelo 
fabricante. 
Após o uso da embarcação, a mistura restante deve ser descartada. Esta mistura não deve ser 
guardada para uso posterior, pois, com o tempo, forma-se uma “nata” na superfície do combustível, 
também conhecida como “verniz”. Esta “nata” ao ser sugada para o carburador entope todo o 
sistema, fazendo o motor funcionar de forma irregular ou, até mesmo, parar de funcionar. 
Outros motores possuem um sistema de mistura de óleo do motor (lubrimatic). Este sistema 
consiste de dois tanques de armazenamento, um para combustível e outro para óleo 2 tempos. Ao 
ligar o motor, a mistura é feita automaticamente, sem interferência do timoneiro. 
Os motores quatro tempos não necessitam de mistura de óleo 2 tempos no combustível. 
Atenção especial deve ser dada, pois temos de manter sempre o controle da quantidade de 
óleo 2 tempos e combustível dos tanques. Caso não seja feita a mistura (manual ou automática), o 
motor fica sem lubrificação e irá se danificar, podendo a embarcação ficar a deriva. 
 
Gasolina 
Como a maioria dos motores de popa são 2 tempos, devemos sempre usar a gasolina comum, 
pois a gasolina aditivada tem detergentes, e isto não combina bem com o Óleo Náutico 2 tempos. Se 
usarmos gasolina aditivada poderá ocorrer uma má lubrificação do motor de popa. Alguns fabricantes 
recomendam que ao terminar de usar o motor você deverá consumir todo o combustível do 
carburador. Para isso, desconecte a mangueira de combustível e deixe o motor funcionando até 
acabar toda a gasolina do carburador. Se a mistura for manual, a mistura restante deve ser descartada 
devido aos problemas explicados anteriormente. Não se esquecendo de bombear gasolina para o 
carburador através da “pera” antes de dar uma nova partida no motor. 
Outros fabricantes recomendam não fazer isso. Portanto, leia o manual de instrução do 
fabricante do seu motor para saber qual procedimento seguir após o uso do motor. 
Os motores com sistema automático de mistura de gasolina e óleo, em sua maioria, não 
necessitam esgotar a gasolina do carburador. Portanto, para um melhor funcionamento e maior vida 
útil do motor, leia o manual de instruções do fabricante quanto a partida, armazenamento e 
manutenção do motor. 
 
Óleo náutico 
O óleo náutico 2 tempos é um dos componentes mais importantes para um bom 
funcionamento e longevidade do motor. Caso você esqueça de fazer a mistura ou não abastecer o 
reservatório de óleo 2 tempos, fatalmente seu motor irá fundir. Se o seu motor é zero, você terá que 
amaciá-lo, necessitando de uma maior mistura de óleo 2 tempos no combustível. 
 A proporção a ser utilizada deve ser verificada no manual do fabricante. Existem várias marcas 
de óleos náuticos. Escolha uma e daí para frente use sempre a mesma. Isso vai aumentar a vida útil 
de suas velas de ignição e elas não carbonizarão tão rápido. Siga sempre as instruções do fabricante 
quanto à mistura e marca de óleo náutico. 
O processo de mistura manual deve ser feito da seguinte maneira: 
1. Adicionar óleo; 
 
 
Curso de Embarcações de Sobrevivência e Salvamento 
 
P á g i n a | 107 
 
2. Adicionar a Gasolina; e 
3. Agitar bem o tanque para misturá-los. 
 
 
 
 
7.6 DESCREVER OS SISTEMAS DE REFRIGERAÇÃO DE MOTOR QUE PODEM EQUIPAR 
UMA EMBARCAÇÃO DE SALVATAGEM OU RESGATE, SUAS CARACTERÍSTICAS E OS 
CUIDADOS QUE DEVEM SER TOMADOS. 
Embarcações de Sobrevivência Rígidas 
O sistema de refrigeração das embarcações de sobrevivência rígida são sistemas fechados, 
onde uma bomba circula a água de refrigeração que passa pelo motor e pelostubos de resfriamento 
(trocadores de calor). Estes trocadores de calor podem ser instalados fora da baleeira (no fundo da 
embarcação junto a quilha) ou no motor. 
Nos trocadores instalados fora da baleeira, quando a baleeira é lançada na água, suas 
tubulações ficam imersas e a água quente, que passou pelas câmaras do motor e corre no interior da 
tubulação, troca calor com a água do mar, sendo resfriada. Nos trocadores de calor instalados 
internamente, a água do mar ou de um tanque da baleeira é aspirada por uma bomba. 
Esta água, em contato com as tubulações do sistema de refrigeração troca calor, resfriando a 
água no interior das tubulações. Este sistema de troca de calor também é um sistema fechado, pois 
a água que é aspirada e jogada no mar é só para trocar calor com a água de refrigeração e não é a 
água de refrigeração do motor. 
Este sistema é composto de bomba de circulação, tanque de expansão, termostato e 
tubulações de circulação de água. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 126 - Sistema de refrigeração do motor 
Figura 125 - Mistura óleo 2 tempos x combustível no tanque 
 
 
Curso de Embarcações de Sobrevivência e Salvamento 
 
 
P á g i n a | 108 
 
O timoneiro deve estar atento às indicações do painel, pois uma temperatura muito alta da 
água de refrigeração poderá causar danos no motor. Em alguns modelos de embarcações existem 
luzes e/ou sinais sonoros que indicam quando a temperatura da água está muito alta. 
 
Embarcações de Resgate 
O sistema de refrigeração do motor é um item primordial. O timoneiro tem de estar atento 
na saída de água localizado na parte superior do motor de popa. O motor não pode continuar 
funcionando caso a água pare de sair. Às vezes isso acontece se algo estiver entupindo a tela do 
sistema de refrigeração do motor, se a bomba d’água não estiver funcionando ou se houver dano no 
rotor da bomba d’água. 
Caso seja sujeira como mato, folhas ou lixo retire-os, limpando tela do sistema de refrigeração. 
Mas se for a bomba d’água, o reparo deve ser feito em uma oficina especializada. 
 
 
7.7 LISTAR AS EVENTUAIS AVARIAS QUE PODERÃO OCORRER COM UM MOTOR DE POPA 
SE FOR COLOCADO OU GUARDADO NA HORIZONTAL. 
Em caso de estivagem do motor por períodos prolongados, diversos procedimentos 
importantes devem ser tomados para prevenir danos ao motor. O correto é ler atentamente as 
recomendações do Manual do Fabricante quanto à retirada e estivagem do motor. 
O motor de popa não deve ser estivado ou transportado na horizontal, pois a água de 
refrigeração poderá retornar para o cilindro através do sistema de descarga, causando problemas. 
Existem suportes apropriados para a armazenagem e transporte dos motores de popa. 
Mantenha o motor estivado em local seco e bem ventilado, não exposto diretamente ao sol. 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 127 - Rotor da bomba d’água e tela do sistema de refrigeração do motor 
Figura 128 - Cuidados com o motor de popa 
 
 
Curso de Embarcações de Sobrevivência e Salvamento 
 
P á g i n a | 109 
 
7.8 DESCREVER O SISTEMA DE BATERIAS A BORDO DE UMA EMBARCAÇÃO DE 
SALVATAGEM, QUAIS EQUIPAMENTOS ALIMENTA, AS FONTES DE RECARGA E OS 
CUIDADOS QUE DEVEM SER TOMADOS. 
Embarcações de Sobrevivência Rígidas 
De acordo com o Código LSA (Código Internacional de Equipamentos Salva-vidas), todas as 
embarcações de salvamento rígida devem: 
 
4.4 Prescrições gerais para embarcações salva-vidas: 
4.4.6.2 O motor deverá ser dotado de um sistema de partida manual, ou de um sistema de partida 
com duas fontes de suprimento de energia independentes e recarregáveis; e 
4.4.6.11 Deverá haver dispositivos destinados a recarregar todas as baterias utilizadas para a 
partida do motor, no rádio e nos holofotes. As baterias do rádio não deverão ser empregadas para 
dar partida no motor. Deverá haver meios para recarregar as baterias da embarcação salva-vidas 
através da fonte de suprimento de energia do navio, com uma tensão que não ultrapasse 50 V e 
que possa ser desconectada no posto de embarque da embarcação salva-vidas, ou através de um 
carregador de baterias solar. 
 
Embarcações de Resgate 
Como nas baleeiras, os botes de resgate deverão ter dispositivos destinados a recarregar 
todas as baterias utilizadas para a partida do motor, para o rádio e para os holofotes. 
As baterias do rádio não deverão ser empregadas para dar partida no motor. Deverá haver 
meios para recarregar as baterias da embarcação salva-vidas através da fonte de suprimento de 
energia do navio, com uma tensão que não ultrapasse 50 V e que possa ser desconectada no posto 
de embarque da embarcação salva-vidas, ou através de um carregador de baterias solar. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
7.9 DESCREVER O SISTEMA CONTRA FOGO (PULVERIZAÇÃO DE ÁGUA) QUE PROTEGE A 
EMBARCAÇÃO DE SALVATAGEM FECHADA, SUA OPERAÇÃO, O EQUIPAMENTO DE 
ACIONAMENTO AUTOMÁTICO E A MANUTENÇÃO NECESSÁRIA. 
O sistema de aspersão de água (sprinklers) deve ser utilizado toda vez que houver um 
abandono com fogo no mar ou haja óleo no mar e risco do mesmo vir a inflamar. Algumas 
embarcações possuem um tanque de armazenamento de água que serve para fazer a troca de calor 
com a água de refrigeração do motor e alimentar o sistema de sprinklers. 
Figura 129 - Bateria do bote de resgate 
 
 
Curso de Embarcações de Sobrevivência e Salvamento 
 
 
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Nestas embarcações é possível fazer a descida com o sistema de sprinklers ligado. Ao tocar na 
superfície da água o Timoneiro deve fazer a inversão, através da válvula de três vias, passando o 
sistema a utilizar a água do mar. Importante lembrar que este reservatório tem uma capacidade 
reduzida, fazendo com que os sprinklers funcionem por pouco tempo, sendo de suma importância a 
inversão da válvula de três vias assim que a embarcação tocar na água. Outras embarcações não 
possuem reservatório de água e o sistema só pode utilizar a água do mar. Portanto, uma das primeiras 
ações do Timoneiro quando a embarcação tocar na água é acionar o sistema sprinklers. 
Em ambos os modelos, o sistema é composto por uma bomba auto-aspirante que aspira a água 
do mar e a joga em forma de spray sobre a embarcação, formando uma cortina de água protegendo 
a embarcação do fogo. 
Esta bomba é acoplada ao motor da embarcação, fazendo com que a vazão de água aumente 
ou diminua de acordo com a aceleração (rotação) do motor. 
 
De acordo com a Código LSA 4.8 e 4.9 as embarcações salva-vidas protegidas contra fogo 
devem possuir: 
 
• Proteção contra fogo durante um período não inferior a 8 minutos, quando flutuando; 
• A água para esse sistema deve ser captada do mar por uma bomba motorizada auto-
escorvante. 
• Deverá existir possibilidade de controlar o fluxo de água; 
• A entrada da água do mar deve ser construída de tal maneira que a entrada de líquidos 
inflamáveis da superfície do mar seja impossível; 
• Possibilidade de limpar o sistema com água doce, com drenagem total. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 132 - Sistema contra fogo Figura 131 - Bomba do sistema de Sprinklers 
Figura 130 - Sistema de Sprinklers em funcionamento 
 
 
Curso de Embarcações de Sobrevivência e Salvamento 
 
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7.10 DESCREVER O SISTEMA DE RESERVA DE OXIGÊNIO QUE EQUIPA A EMBARCAÇÃO 
DE SALVATAGEM FECHADA, SUA LIMITAÇÃO DE TEMPO E MONITORIZAÇÃO. 
O sistema de fornecimento autônomo de ar das embarcações é composto de garrafas de ar 
respirável. O número de garrafas depende do tamanho e capacidade da embarcação. Este sistema de 
ar tem três funções: 
 
• Ar respirável para as pessoas que se encontram na embarcação, pois o ar externo pode 
estar contaminado e causar complicações respiratórias aos passageiros; 
• Ar para alimentar a queima do motor, visto que o ar externo pode estar comprometido, 
impedindo a queima do combustível, interferindo no funcionamento do motor. Este ar 
não é utilizado para dar partida no motor,e sim para ser misturado ao combustível de 
modo a permitir a sua queima; e 
• Manter pressão positiva no interior da embarcação. Ou seja: mater a pressão interna 
maior que a pressão externa, impedindo a entrada de gases na embarcação. 
 
Algumas embarcações possuem um único sistema que alimenta o ambiente (passageiros) e o 
motor, enquanto outras possuem sistemas separados. Nas que possuem sistemas separados haverá 
dois conjuntos de válvulas limitadoras/reguladoras e o Timoneiro deve ficar atento as regulagens e 
liberação dos dois conjuntos de válvulas. Antes da abertura do ar o Timoneiro deve certificar-se de 
que todas as portas e escotilhas e ventilação encontram-se fechadas. 
De acordo com a código LSA 4.8 as embarcações com sistema de fornecimento autônomo de 
ar devem: 
 
• Fornecer ar seguro e respirável para um mínimo de 10 minutos; 
• Durante esse tempo manter a pressão interna não inferior à pressão externa; 
• Manter a pressão positiva não mais que 20 mbar. 
• Possuir indicadores que devem indicar a pressão a toda hora. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 133 - Válvulas reguladoras/limitadores e garrafas de ar 
 
 
Curso de Embarcações de Sobrevivência e Salvamento 
 
 
P á g i n a | 112 
 
8. FAINA DE ABANDONO 
8.1 CITAR AS VERIFICAÇÕES QUE DEVEM SER FEITAS NA EMBARCAÇÃO DE SALVATAGEM 
- NO EQUIPAMENTO DE LANÇAMENTO, ANTES DE INICIAR A MANOBRA DE 
ARRIAR/LANÇAR. 
Nas operações de lançamento e recuperação de uma embarcação de salvamento, 
independente de mar calmo ou não, a segurança é fator de maior preocupação para os integrantes. 
É importante que o Timoneiro e a tripulação estejam bem treinados e, além disso, pratiquem os 
procedimentos sempre que possível. 
Deve-se também considerar que os procedimentos para lançamento e recuperação variam de 
acordo com o modelo da embarcação e unidade. Todos os tripulantes devem ter total conhecimento 
dos procedimentos em caso de emergência que necessite lançar a embarcação de salvamento e/ou 
resgate, bem como de todos os procedimentos de operação de lançamento e recuperação da 
embarcação da sua unidade. 
 
Preparações Pré-Lançamento 
Toda a tripulação deve ter controle sobre: 
 
• Equipamento de Proteção Individual; 
• Equipamentos de comunicação; 
• Disponibilidade do kit de primeiros socorros; 
• Cabo de reboque (se necessário); 
• Equipamento de recuperação horizontal. 
 
Os equipamentos de comunicação devem ser testados antes do lançamento da embarcação. 
 
Check List Operacional 
Antes de se lançar a embarcação ao mar, devemos proceder algumas verificações nas 
embarcações. Esta verificação é chamada de check list operacional. O check list operacional varia de 
acordo com o fabricante e o modelo do conjunto turco/embarcação, porém alguns itens são comuns 
a todos os tipos. Entre eles podemos citar: 
 
• Verificar se o plug de dreno está conectado; 
• Verificar se o telefone de refrigeração está instalado e a água ligada (no caso do bote 
de resgate); 
• Verificar se a mangueira de condução do combustível esta cheia, bombeando a pera, 
se aplicável (no caso do bote de resgate); 
• Liberar o plug de carregador das baterias; 
• Ligar a chave geral; 
• Colocar a manete de aceleração na posição NEUTRO; 
• Ligar o motor para teste, mantendo o motor em NEUTRO; 
• Desliga o motor; 
• Retirar o telefone de refrigeração do motor, se aplicável(no caso do bote de resgate). 
 
Além desses pontos, deve ser verificado: 
 
 
 
Curso de Embarcações de Sobrevivência e Salvamento 
 
P á g i n a | 113 
 
• Se todos os tripulantes estão vestidos com EPI completo, inclusive coletes salva-vidas; 
• Se a boça de proa está amarrada na estrutura da plataforma. 
 
Após o término da verificação aguardam-se ordens para descida. Depois de recebida a ordem, 
inicia-se o procedimento de descida. 
Todos devem ter conhecimento do check list operacional do conjunto turco/embarcação da 
sua unidade. Este check list encontra-se no manual do fabricante dos equipamentos e deve ser lido 
por todos os tripulantes. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Limitações 
Alguns fatores podem dificultar ou até impedir, por motivos de segurança da embarcação e 
seus tripulantes, o lançamento da embarcação de resgate. Alguns desses itens são: 
 
• Tempo excessivo de preparação e lançamento; 
• Condições climáticas adversas (estado do mar; velocidade do vento, corrente, etc.); 
• Sistema de lançamento inoperante; e 
• Falta de habilidade da tripulação com o equipamento a ser utilizado. 
 
Caso o Timoneiro identifique alguns desses itens antes do lançamento, deve informar 
imediatamente ao Coordenador da emergência. 
 
8.2 DESCREVER OS PROCEDIMENTOS CORRETOS EM UMA FAINA DE ARRIAR UMA 
EMBARCAÇÃO DE SALVATAGEM, QUANDO ESTIVER MANOBRANDO O TURCO E 
QUANDO ESTIVER A BORDO DA EMBARCAÇÃO 
Funções e Responsabilidades 
 
Durante o lançamento 
▪ O Timoneiro é o responsável pelas embarcações de salvamento e resgate, bem como a da 
tripulação e passageiros. Ele responde diretamente ao Coordenador da emergência e também 
deve assegurar que os tripulantes conheçam suas obrigações individuais durante o 
lançamento e recuperação, assim como observar se a tripulação está vestida corretamente 
antes de embarcar e posicionados nos lugares certos na hora do lançamento. O Timoneiro 
Figura 135 - Tripulante efetuando o check list 
operacional no bote de resgate 
Figura 134 - Tripulante efetuando o check list 
operacional na baleeira 
 
 
Curso de Embarcações de Sobrevivência e Salvamento 
 
 
P á g i n a | 114 
 
deve orientar e acalmar seus tripulantes e passageiros para que possam executar os 
procedimentos que se façam necessários e adotem a postura correta para a circunstância. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Durante a recuperação 
Para a recuperação da embarcação é necessário que o timoneiro faça uma boa aproximação. 
A equipe de apoio da instalação lançará os cabos que servirão para controle de abordagem e 
içamento. Esse controle também deve ser efetuado pelos tripulantes da embarcação após captura 
desses cabos, com a utilização dos croques. 
 
Pontos importantes de lançamento e recuperação 
Como dito anteriormente, alguns pontos importantes devem ser avaliados antes do 
lançamento, tais como: 
 
• Avaliação das Condições climáticas (estado do mar; velocidade do vento e corrente); 
• Avaliação dos riscos na instalação; 
• Avaliação dos riscos na embarcação. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 136 - Passageiros da baleeira prontos para o 
lançamento 
Figura 137 - Tripulação do bote 
pronta para o lançamento 
Figura 138 - Tripulação durante a recuperação de embarcação 
 
 
Curso de Embarcações de Sobrevivência e Salvamento 
 
P á g i n a | 115 
 
Operações com o Turco 
Toda a equipe das embarcações, além dos treinamentos realizados nos centros de 
treinamento especializados, deve realizar treinamentos regulares de lançamento e recuperação nos 
equipamentos utilizados em sua unidade. 
Aconselha-se que essa equipe seja formada por membros titulares e reservas, pois, caso haja 
a impossibilidade de algum tripulante não comparecer, o tripulante reserva assume a função. Os 
membros da equipe devem conhecer todo o procedimento de operação do turco, principalmente nos 
seguintes pontos: 
 
• Sistema de liberação; 
• Acionamento e interrupção da descida da embarcação; 
• Botoeiras de acionamento de recolhimento da embarcação; 
• Chaves limitadora (fim de curso); 
• Parada de emergência (desenergização do painel); 
• Recolhimento manual da embarcação (manivela). 
 
É importante frisar que a política de cada empresa deve ser observada sobre o aspecto de 
segurança em treinamentos. 
 
Descida da Embarcação 
Os procedimentos de lançamento e recuperação podem mostrar algumas variações 
dependendo do equipamento que está sendo utilizados (tipos de turco e embarcação). Os tripulantes 
devem ter totalconhecimento dos procedimentos operacionais de seus equipamentos. Estes 
procedimentos, como dito anteriormente, estão especificados no manual do fabricante. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Lançamento e Recuperação com a Unidade Parada 
Quando a unidade estiver parada os elementos (limitações) poderão ter um efeito maior 
dependendo do tamanho, arranjo e posição da unidade, podendo originar uma manobra 
extremamente perigosa tanto para o pessoal envolvido quanto para a embarcação. 
Para efeito do lançamento e recuperação, o ideal é que o vento e o mar estejam no bordo 
oposto (sotavento) ou pela proa da instalação. 
Figura 139 - Preparação para a descida da embarcação 
 
 
Curso de Embarcações de Sobrevivência e Salvamento 
 
 
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Lançamento e Recuperação com Unidade em Movimento 
 
O lançamento e recuperação de uma embarcação com a unidade em movimento pode tronar-
se mais viável quando a unidade consegue se posicionar para dar uma proteção a esta operação, 
fazendo o vento e o mar entrarem pela proa da instalação ou então, fazendo o vento e o mar entrar 
pelo lado oposto da manobra, fazendo sombra de modo a facilitar a manobra. Caso isso não seja 
possível, a manobra torna-se muito perigosa e só deve ser realizada por uma tripulação bem treinada 
e acostumada a realizar este tipo de operação. 
No lançamento com a unidade em movimento, não podemos esquecer nunca de manter o 
cabo boça de proa da embarcação preso firmemente a unidade e ao dispositivo de reboque. Este cabo 
impedirá que a embarcação “gire” ao tocar na água e seja arrastada pela unidade. Alguns detalhes 
importantes sobre este cabo: 
 
• Seu tamanho deve ser calculado de modo que quando a embarcação estiver na água, 
ele esteja totalmente tencionado, de modo a manter o cabo de içamento da 
embarcação perpendicular a embarcação; 
• Deve-se levar em consideração no cálculo da medida deste cabo a condição da unidade 
em relação ao seu calado; 
• Ele é o último cabo a ser liberado. Só deve ser liberado após todos os demais cabos 
estiverem liberados e a embarcação estiver com motor a vante e velocidade 
aproximadamente igual a da unidade; 
• Este cabo deve star preso firmemente a unidade, pois quando a embarcação tocar na 
água, ela passará a ser rebocada por este cabo, deixando o cabo de içamento sem 
tensão e pronto para liberação; 
• Este cabo não deve ser utilizado nas embarcações do tipo free fall. 
 
 Como dito anteriormente, esta é uma operação muito perigosa e necessita de uma 
equipe treinada. Vários acidentes já ocorreram durante essa operação. 
 
 
 
Figura 140 - Lançamento da embarcação com a unidade parada 
 
 
Curso de Embarcações de Sobrevivência e Salvamento 
 
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Lançamento e Recuperação com o Método “Sotavento Adormecido” 
Esse é um método aconselhável, considerando-se que a unidade fará uma sombra, deixando 
o lançamento e recuperação pelo bordo oposto ao vento e ao mar (sotavento). Esta sombra fará com 
que o mar fique mais calmo pelo lado oposto, facilitando e dando mais segurança à operação. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 142 - Bote de resgate com boça de proa preso 
a unidade 
Figura 141 - Baleeira com cabo de proa preso a unidade 
Figura 143 - Bote de resgate lançado sem o boça de 
proa ou 
Figura 144 - Aproximação e içamento por sotavento 
 
 
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Cabos e Dispositivos de Desengate Rápido 
A boça de proa deve ser engatada no dispositivo de liberação instalado na proa da 
embarcação. Este dispositivo é projetado para liberar o cabo de forma rápida e com um único 
movimento, mesmo o cabo estando sob pressão. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
8.3 DESCREVER A FAINA DE DESENGATE PARA OS VÁRIOS TIPOS DE GATO DE ESCAPE 
QUE EQUIPAM OS TURCOS. 
Os sistemas de liberação instalados nas embarcações de sobrevivência e salvamento possuem 
características diferentes de operação, de acordo com cada modelo e fabricante. porém, existem 
requisitos obrigatórios que devem ser atendidos. O código LSA determina o seguinte: 
 
Toda embarcação salva-vidas destinada a ser lançada por meio de tirador ou talhas, exceto uma 
embarcação salva-vidas de queda livre, deverá ser dotada de um mecanismo de liberação que 
atenda às seguintes prescrições, sujeito ao parágrafo .9 abaixo: 
.1 o mecanismo deverá ter um arranjo tal que todos os gatos sejam liberados simultaneamente. 
.2 o mecanismo deverá dispor de dois meios de liberação: meio de liberação normal (sem carga) e 
meio de liberação com carga: 
.2.1 o meio de liberação normal (sem carga) deverá liberar a embarcação salva-vidas quando ela 
estiver na água ou quando os gatos não estiverem sendo submetidos a nenhuma carga, e não exige 
que o anel ou a manilha de içamento sejam separados manualmente do bico do gato; e 
.2.2 o meio de liberação com carga deverá liberar a embarcação salva-vidas estando os gatos sendo 
submetidos a uma carga. esse mecanismo de liberação deverá ter um arranjo tal que libere a 
embarcação salva-vidas sob quaisquer condições de carga, desde a condição de sem carga com a 
embarcação salva-vidas na água, até a uma carga equivalente a 1,1 vez a massa total da 
embarcação salva-vidas quando carregada com a sua lotação total de pessoas e com a sua dotação 
total de equipamentos. esse meio de liberação deverá estar adequadamente protegido contra uma 
utilização acidental ou prematura. a proteção adequada deverá incluir uma proteção mecânica 
especial, normalmente não exigida para a liberação sem carga, além de um sinal de perigo. para 
impedir uma liberação prematura com carga, a operação do mecanismo de liberação, quando 
submetido a carga, deverá exigir uma ação deliberada e constante do operador; 
.3 para impedir uma liberação acidental durante o recolhimento da embarcação, a menos que o 
gato esteja completamente rearmado, o gato não deverá ser capaz de suportar qualquer carga, ou 
não deverá ser possível levar a alavanca ou os pinos de segurança de volta à posição de gato 
rearmado (fechado) sem que seja preciso exercer uma força excessiva. deverão ser afixados sinais 
Figura 145 - Boça e sistema de desengate rápido de proa 
 
 
Curso de Embarcações de Sobrevivência e Salvamento 
 
P á g i n a | 119 
 
adicionais de perigo em cada local de acionamento dos gatos, para alertar os membros da 
tripulação quanto ao método adequado de rearmar o mecanismo; 
.4 o mecanismo de liberação deverá ser projetado e instalado de tal modo que os membros da 
tripulação possam verificar claramente, de dentro da embarcação salva-vidas, quando o sistema 
estiver pronto para o içamento: 
.4.1 observando diretamente que a parte móvel do gato, ou a parte do gato que trava a parte 
móvel do gato no seu lugar, está correta e completamente rearmada em cada gato; ou 
.4.2 observando um indicador não ajustável que confirma que o mecanismo que trava a parte 
móvel do gato no seu lugar está correta e completamente rearmada em cada gato; ou 
.4.3 operando facilmente um indicador mecânico que confirme que o mecanismo que trava a parte 
móvel do gato no seu lugar está correta e completamente rearmado em cada gato; 
.5 deverá haver instruções de operação claras, juntamente com um aviso adequadamente redigido, 
utilizando um código de cores, pictogramas e/ou símbolos, como for necessário para obter clareza. 
se for utilizado um código de cores, o verde deverá indicar um gato corretamente rearmado e o 
vermelho deverá indicar o perigo de uma ajustagem imprópria ou incorreta; 
.6 o controle do mecanismo de liberação deverá estar claramente marcado numa cor que contraste 
com o que estiver à sua volta; 
.7 deverá haver um meio para sustentar a embarcação salva-vidas, sem que ela fique suspensa 
pelos cabos, para deixar o mecanismo deliberação livre para sofrer manutenção; 
.8 as conexões estruturais fixas do mecanismo de liberação, localizadas na embarcação salva-vidas, 
deverão ser projetadas com um fator de segurança calculado que corresponda a 6 vezes a 
resistência máxima dos materiais utilizados e a massa da embarcação salva-vidas quando 
carregada com toda a sua lotação de pessoas, combustível e equipamentos, considerando que a 
massa da embarcação salva-vidas esteja igualmente distribuída entre os tiradores, exceto que o 
fator de segurança para o dispositivo de sustentação pode se basear na massa da embarcação 
salva-vidas quando carregada com toda a sua dotação de combustível e de equipamentos mais 
1.000 kg; e 
.9 quando for utilizado um sistema constituído de um único tirador e um único gato para lançar 
uma embarcação salva-vidas ou uma embarcação de salvamento, juntamente com uma boça 
adequada, as exigências dos parágrafos 4.4.7.6.2.2 e 4.4.7.6.3 não precisam ser aplicadas; nesse 
tipo de dispositivo, um único meio para liberar a embarcação salva-vidas ou a embarcação de 
salvamento será adequado, somente quando a embarcação estiver totalmente flutuando na água. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Curso de Embarcações de Sobrevivência e Salvamento 
 
 
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Embarcações de Sobrevivência Rígidas (Baleeiras) 
Como dito anteriormente, este sistema torna possível abrir os gatos a distância (sem a 
necessidade de se colocar a mão no gato), até mesmo quando há tensão nos cabos. Para prevenir que 
o sistema seja acionado não intencionalmente e a baleeira caia, os sistemas de liberação possuem 
diversos dispositivos de segurança. 
Alguns sistemas são equipados com unidades de liberação hidrostática (on load). Este sistema 
só permite que os gatos sejam liberados quando a baleeira estiver flutuando ou se for utilizado o 
sistema de liberação com carga. 
 
 
Figura 146 - Sistemas de liberação com leque e cone 
 
 
Curso de Embarcações de Sobrevivência e Salvamento 
 
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Sistema sem carga 
Este sistema só pode ser usado quando não há nenhuma tensão nos cabos. Existem vários 
tipos de sistema de liberação. Em um dos modelos existe uma membrana hidrostática (diafragma) 
que é acionada quando a baleeira encontra-se em flutuação. Esta membrana, ao ser empurrada para 
cima, destrava a alavanca de liberação. Ao acionar a alavanca, liberamos os gatos de proa e popa 
simultaneamente. 
Em outro sistema, existem dois cabos de aço em que uma das extremidades de cada cabo está 
presa a um triângulo e a outras extremidades presas ao leque do sistema de liberação da proa e popa. 
Ao puxar este triângulo, o cabo é tencionado, girando o leque e o cone até a liberação da embarcação. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Sistema com carga 
O sistema deve ser projetado de tal modo que seja impossível abrir os gatos antes da 
embarcação tocar à água. Em uma situação de emergência, pode ser feito um “by-pass” para a 
liberação do sistema. 
Em todas as baleeiras construídas após 1986 é obrigatório um sistema de liberação com carga. 
Ele libera a embarcação, ainda com tensão no cabo principal. Este sistema permite a liberação da 
baleeira de qualquer altura. Deve-se observar a determinação de só efetuar esta operação se a 
embarcação estiver a menos de 3 metros de altura em relação ao nível do mar. 
Como dito anteriormente, existem vários tipos de sistema de liberação. Em um dos modelos, 
para se efetuar a liberação com carga, a unidade hidrostática deve ser by passada. No caso do 
desarme com carga, este procedimento é feito manualmente (ver instruções no manual do 
fabricante). Esta unidade, ao ser “by passada”, destrava a alavanca de liberação, possibilitando a 
liberação dos gatos com carga. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 147 - Triângulo de acionamento do sistema 
Figura 148 - Diafragma 
 
 
Curso de Embarcações de Sobrevivência e Salvamento 
 
 
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Em outro sistema existe um facão que aciona uma catraca onde estão ligados os cabos de 
acionamento dos leques de proa e popa. O Timoneiro libera a trava do facão e um passageiro, ao 
acionar este facão, gira a catraca. O cabo vai tencionando, girando o leque até a liberação da 
embarcação. 
 
 
 
 
 
 
Figura 149 
A – gatos A – gatos 
B – alavanca de liberação 
C – cabos de liberação 
D – unidade hidrostática 
Figura 150 - Sistema de liberação com unidade hidrostática 
Figura 151 - Facão 
 
 
Curso de Embarcações de Sobrevivência e Salvamento 
 
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ATENÇÃO: Qualquer engano pode ser fatal. Conheça o sistema de liberação da sua 
embarcação para evitar manobras erradas e acidentes que podem ser fatais. 
 
Embarcações de Salvamento (Bote de Resgate) 
 
Gatos de liberação 
A maioria das embarcações de resgate possui apenas um ponto para engate. Isto possibilita 
uma liberação mais rápida e segura tanto com carga quanto sem carga. 
Existem vários tipos de gatos , cada um com seu modo de operação específico. Todos os 
tripulantes devem conhecer a operação de liberação e rearme dos gatos. O tripulante que fizer o 
rearme do gato deverá certificar-se que o gato está rearmado e travado. 
Após a embarcação encontrar-se com o cabo principal engatado, o operador do turco, após 
receber a ordem, deverá içá-la até tirá-la da água, parando o içamento em seguida. Os tripulantes irão 
quebrar o balanço da embarcação e fazer uma nova verificação no gato. Após receber o pronto do 
Timoneiro, o operador do turco reinicia a subida da embarcação. 
 
Procedimentos de Operação: 
 
1 – Remova o pino de segurança 
2 – Empurre a alavanca de segurança para cima 
3 – Puxe a alavanca de liberação 
(Empurre a alavanca de liberação para rearmar o gato) 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 152 - Sistema de liberação com unidade hidrostática 
 
 
Curso de Embarcações de Sobrevivência e Salvamento 
 
 
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8.4 EXPLICAR AS DIFICULDADES QUE PODERÃO SURGIR E AUMENTAR OS RISCOS EM 
UMA MANOBRA DE LANÇAMENTO DE EMBARCAÇÃO DE SALVATAGEM 
Existem vários fatores que poderão surgir durante uma emergência, dificultando o 
lançamento das embarcações de sobrevivência e salvatagem e aumentando os riscos na hora do 
lançamento. Entre eles podemos citar: 
 
• Fogo no mar; 
• Vazamento de gás tóxico ou inflamável; 
• Condições meteorológicas adversas; 
• Adernamento da unidade; 
• Acesso as embarcações obstruído, etc. 
 
Fogo no Mar 
Quando houver fogo no mar, deve ser analisada a possibilidade de ser lançada outra 
embarcação em local onde não haja fogo . Caso não seja possível, faça o planejamento de 
afastamento antes da descida, verificando quais são as reais condições e escolhendo qual a melhor 
manobra a ser realizada quando a embarcação estiver na água. Lembre-se que, caso haja a 
necessidade de se atravessar a área com fogo, deve-se fechar todas as aberturas de ventilação, 
abrindo cilindros de ar respirável e acionado o sistema de sprinkler. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Vazamento de gás tóxico ou inflamável 
Quando houver vazamento de gás tóxico ou inflamável sempre haverá o risco de intoxicação 
ou explosão. Antes de deslocar os passageiros para as embarcações, verifique se o caminho até elas 
encontra-se seguro. Neste tipo de abandono/evacuação, deve-se fazer a descida da embarcação com 
o ar respirável para o motor e passageiros aberto e sistema de sprinklers acionado (ou acioná-lo assim 
que tocar na água). 
 
 
 
Figura 153 - Fogo no mar 
 
 
Curso de Embarcações de Sobrevivência e Salvamento 
 
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Condições meteorológicas adversas 
Durante a emergência devemos ficar atentos quanto às condições meteorológicas. O 
Timoneiro deve verificar quais são as reais condições meteorológicas, pois isto influencia 
diretamente nas manobras a serem efetuadas.Adernamento da unidade 
 Outro fator importante a ser verificado pelo Timoneiro é a inclinação da unidade. O 
Código LSA determina o seguinte para o lançamento das embarcações de sobrevivência: 
 
“CAPÍTULO VI - EQUIPAMENTOS DE LANÇAMENTO E DE EMBARQUE 
6.1 Equipamentos de lançamento e de embarque 
6.1.1 Prescrições gerais 
6.1.1.1 Com exceção dos meios secundários de lançamento para as embarcações de queda livre, 
cada equipamento de lançamento deverá ser disposto de modo que a embarcação de 
sobrevivência, ou a embarcação de salvamento, totalmente equipada que a utiliza possa ser 
lançada com segurança em condições desfavoráveis, com um compasso de até 10°, para vante ou 
para ré, e uma banda de até 20º para qualquer bordo: 
Figura 154 - Vazamento de gás 
Figura 155 - Condições meteorológicas adversas 
 
 
Curso de Embarcações de Sobrevivência e Salvamento 
 
 
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.1 quando guarnecidas, como prescrito na Regra III/23 ou III/29, com a sua lotação completa de 
pessoas; 
.2 apenas com a sua tripulação necessária a bordo.” 
 
Em caso de adernamento, o Timoneiro deve manter contato constante com o Coordenador 
da Emergência para saber em quanto está o compasso e a banda da unidade. Caso esses valores sejam 
maiores que o permitido, o Timoneiro deve solicitar ao Coordenador da Emergência novas 
orientações para o abandono ou evacuação. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Acesso as embarcações obstruído 
O Timoneiro deve estar atento quanto a informações sobre mudanças no cenário da 
emergência. O caminho normal para acesso as embarcações continua seguro? Caso esse caminho 
esteja obstruído ou não seja seguro para o deslocamento dos passageiros para a embarcação, o que 
deve ser feito? 
O Timoneiro e o Coordenador do Ponto de Reunião devem conhecer muito bem a sua unidade, 
pois, caso haja necessidade de se acessar as embarcações pelo caminho não tradicional, os tripulantes 
da embarcação deverão conhecer quais caminhos alternativos poderão ser usados. Eles também 
deverão verificar se estes caminhos estão seguros e informar ao Coordenador da Emergência qual 
caminho está sendo usado. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 158 - Rotas de fuga obstruídas 
Figura 156 - Adernamento da Unidade (1) Figura 157 - Adernamento da Unidade (2) 
 
 
 
Curso de Embarcações de Sobrevivência e Salvamento 
 
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8.5 DESCREVER O LANÇAMENTO DE BALSA DE SALVATAGEM ATRAVÉS DO TURCO 
SINGELO E AS PROVIDÊNCIAS A SEREM OBSERVADAS QUANTO AO 
FUNCIONAMENTO DO GATO DE ESCAPE PARA QUE A FAINA SEJA COMPLETA 
Este item já foi explicado nos capítulos anteriores. 
 
8.6 DESCREVER A MANOBRA PARA AFASTAR-SE DO COSTADO DO NAVIO UTILIZANDO 
UMA EMBARCAÇÃO DE SALVATAGEM A MOTOR OU/E A REMOS 
As embarcações de sobrevivência e resgate motorizadas são dotadas de remos e forquetas. 
Caso o motor da embarcação venha a falhar, colocam-se os remos e forquetas nas toleteiras ( locais 
indicados) e inicia-se o afastamento até local seguro (este local será explicado no item 8.8). Devemos 
ficar atentos durante a remada. Não podemos forçar demais um dos remos, pois devido o peso da 
embarcação, este pode vir a quebrar. Também devemos manter a remada de modo sincronizado. Este 
sincronismo deverá ser feito pelo Coordenador ou o Timoneiro da embarcação, posicionando 
corretamente os possíveis remadores levando em conta ser uma faina diferenciada com a qual talvez 
aquelas pessoas não estejam familiarizadas ou tenham vigor para executa-las . 
A operação utilizando os remos não é possível de ser realizada em condições severas de mar 
e caso haja fogo no mar, óleo ou fumaça. 
 
8.7 DESCREVER COMO AFASTAR-SE DO COSTADO DO NAVIO COM UMA BALSA 
INFLÁVEL 
Quando as balsas são lançadas e todos já se encontram nela, devemos cortar o cabo de disparo 
e efetuar o afastamento da unidade. O correto é que quando se faça um abandono por balsa, o bote 
de resgate também seja lançado à água, pois este tem a função de rebocar e agrupar as balsas. Porém, 
dependendo do tamanho e da gravidade da emergência pode não ser possível fazer o lançamento do 
bote de resgate. Neste caso, o afastamento deve ser feito através dos remos com o auxílio da âncora 
flutuante. 
 
Afastamento usando os remos 
Utilize as portas de acesso para remar. Coloque um remador em cada porta e proceda a 
remada de maneira sincronizada, de modo que à balsa se desloque por igual. Os dois remadores 
devem remar na mesma direção, caso contrário a balsa ficará rodando no mesmo lugar sem se 
deslocar. 
Lembre-se que um dos remadores poderá ter seus movimentos prejudicados pelo batente do 
flutuador instalado em uma das portas de acesso. O líder da balsa deverá ficar atento a isto. 
Caso isto aconteça, mande um dos remadores parar até a balsa girar e aproar novamente na 
direção desejada, e então reinicie a manobra com os dois remadores. 
Um passageiro da balsa deve ficar de stand by para fazer o revezamento entre os remadores. 
Este revezamento deve ser feito rapidamente, de forma a não interromper por tempo demasiado a 
remada. Remar é uma balsa exigirá vigor físico e coordenação motora principalmente os primeiros 
metros portanto é muito importante ter cuidado nas escolhas e dar orientações claras pois nos 
treinamentos é percebido significativas dificuldades quando fazemos esse tipo de exercício. 
 
 
 
 
Curso de Embarcações de Sobrevivência e Salvamento 
 
 
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Afastamento usando a âncora flutuante 
Caso esteja sozinho na balsa ou tenha perdido um dos remos, será muito difícil e cansativo o 
deslocamento da balsa com um só remo. Neste caso, utilize a âncora flutuante para efetuar o 
deslocamento. Deve-se lançar a âncora flutuante o mais longe possível, mantendo a extremidade do 
cabo preso a embarcação. Em seguida, colhe-se o cabo da âncora flutuante fazendo com que a balsa 
se desloque. Repita a operação até chegar a um local seguro. Caso haja outra pessoa na balsa, este 
deve ficar pronto para o revezamento. Este revezamento deve ser feito o mais rápido possível. Ao 
abandonar a unidade, todas as embarcações salva-vidas devem ser agrupadas, caso as condições do 
tempo permitam. O agrupamento da balsa aumentará a visualização pelas equipes de resgate e 
também será possível dar assistência a outras embarcações salva-vidas em caso de problemas ou 
pessoas doentes ou feridas. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 159 - Afastamento utilizando o remo 
Figura 160 - Afastamento utilizando a âncora flutuante 
 
 
Curso de Embarcações de Sobrevivência e Salvamento 
 
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8.8 EXPLICAR AS FACILIDADES E DIFICULDADES QUE PODEM SER OBSERVADAS EM UMA 
MANOBRA DE AFASTAR-SE DO COSTADO, QUANDO A EMBARCAÇÃO DE 
SALVATAGEM ESTÁ A SOTAVENTO E QUANDO ESTÁ A BARLAVENTO DO NAVIO 
 
Durante a manobra de afastamento da unidade, algumas situações poderão facilitar ou 
dificultar a manobra. Dentre estas situações, podemos citar: 
 
• A embarcação pode ser jogada contra o costado, dificultando a manobra de 
afastamento; 
• A embarcação pode ser jogada para baixo da plataforma, avariando-se; 
• A embarcação afasta-se do costado, dificultando e embarque do pessoal pelas escadas 
de quebra-peito; 
• A embarcação afasta-se do costado dificultando a liberação dos gatos, devido os cabos 
não estarem perpendiculares. 
• Devemos usar os remos ou croques para ajudar no afastamento da estrutura e buscar 
CAPEAR quando por barlavento para aumentar a segurança da manobra. 
 
Quando a embarcação for arriada ao mar e estiver flutuando, utilize o sistema de liberação 
sem carga para liberar os gatos e deixar a embarcação livre para as manobras de afastamento. Em 
mar severo ou caso haja algum problema e a embarcação não chegar a tocar a superfície da água, será 
necessária a liberação com carga, sempre respeitando a altura máxima de 3 metros em relação ao 
nível do mar. Estandoa embarcação livre dos cabos, serão feitas as operações de segurança da 
embarcação e passageiros. 
Após estas operações, inicia-se a manobra de afastamento. Esta manobra já deve ter sido 
visualizada pelo Timoneiro antes da descida da embarcação, durante o check list operacional. Nesta 
fase o Timoneiro deve calcular a proa de escape. Este cálculo consiste em verificar qual é o rumo mais 
seguro a ser seguido após o lançamento e liberação da embarcação. Este cálculo é feito levando-se 
em consideração a direção do vento e do mar. 
O Timoneiro calcula aproximadamente um rumo de 30º em relação à direção do vento e do 
mar e desloca por cerca de 1,5 milhas, parando a embarcação neste ponto. Está é a área segura de 
resgate, pois caso o motor da embarcação venha a falhar ou apresentar algum problema, a 
embarcação não será jogada de volta contra a unidade. Da mesma forma, o fogo sobre o mar não irá 
alcançar a embarcação. Também a fumaça e os gases tóxicos não serão lançados sobre a embarcação. 
Nesta posição, a embarcação estará a cerca de ¾ de milha da área de perigo. 
 
Observação: é muito difícil calcular 1,5 milhas estando-se dentro da embarcação e sem 
equipamento apropriado para isso. Porém, podemos utilizar o tempo como medida de distância. 
Como isto é feito? 
Sabemos que a velocidade da embarcação com sua carga total deve ser de 6 nós. Sabemos 
também que 1 nó equivale a 1 milha náutica por hora. Portanto, em 60 minutos navegamos 6 milhas. 
Isto equivale a dizer que se navegarmos por 15 minutos, percorremos uma distância aproximada de 
1,5 milhas. 
 
 
 
 
 
 
Curso de Embarcações de Sobrevivência e Salvamento 
 
 
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8.9 DESCREVER A ATUAÇÃO DA EMBARCAÇÃO DE SALVATAGEM A MOTOR EM 
RELAÇÃO ÀS BALSAS E AOS NÁUFRAGOS NA ÁGUA 
As embarcações de salvatagem a motor (baleeira e bote de resgate) podem ser usadas para 
rebocar as balsas infláveis de modo a levá-las a um local seguro ou um local requisitado por ordem. 
Durante o reboque o Timoneiro da embarcação de salvatagem também é responsável pela 
embarcação rebocada e deve transmitir informações e instruções úteis à pessoa encarregada daquela 
embarcação para que ela possa se preparar adequadamente e agir conforme essas instruções, além 
de proporcionar uma operação de reboque segura. 
O Timoneiro da embarcação que está rebocando passa a ser o comandante das duas 
embarcações. Sendo assim, as duas tripulações devem seguir suas ordens e manter atenção 
constante durante toda a operação. É imprescindível que os tripulantes de popa do rebocando e de 
proa do rebocado estejam atentos, trabalhando em equipe. 
Ao rebocar uma embarcação salva-vidas, o Timoneiro e a tripulação devem: 
 
• Fazer contato via rádio e preparar um cabo de reboque. A boça (componente da 
palamenta) pode ser usada como cabo de reboque; 
• Amarrar a boça no ponto de amarração da popa ou no gato da embarcação de reboque; 
• Aproximar-se com marcha reduzida da embarcação a ser rebocada, sempre aproado ao 
vento em um rumo que a deslocará para próximo da proa da embarcação à deriva; 
• Amarrar o cabo de reboque em um ponto de amarração da proa da embarcação a ser 
rebocada ou ponto designado; 
• Após a amarração, a embarcação de reboque deve manter velocidade muito devagar a 
vante e a equipe de popa vai liberando o cabo lentamente para que o cabo de reboque 
não prenda no hélice. 
 
 
Durante as operações de reboque existem algumas dificuldades e riscos para os quais o 
Timoneiro e a tripulação devem estar atentos. Entre elas podemos citar: 
ABANDONO DA PLATAFORMA 
Direção do vento e onda 
 
Área de 
Perigo 
Se o 
motor 
falhar 
Área de 
resgate 
Área de 
resgate 
Figura 161 - Manobra de afastamento da unidade 
 
 
Curso de Embarcações de Sobrevivência e Salvamento 
 
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• Cabo de reboque enrolar no hélice: é importante que a embarcação de reboque 
mantenha sua velocidade constante para que o cabo de reboque não fique brando e 
venha a enrolar no hélice; 
• Atenção com a âncora flutuante: uma embarcação com a âncora flutuante lançada 
pode forçar o motor da embarcação de reboque, danificando-o e dificultar a operação 
de reboque. Portanto, ao efetuar o reboque, a tripulação deve atentar para que a 
âncora flutuante seja recolhida; 
• O cabo deve ser de comprimento o bastante para evitar que trancos repentinos o 
rompam; 
• Todas as guinadas devem ser gradativas para prevenir esforços no cabo de reboque; 
• Não permitir que a embarcação rebocada se choque com a de reboque. 
 
A manobra de rebocar uma balsa salva-vidas não é fácil de realizar e, ao mesmo tempo, não 
muito segura se o cabo de reboque não for preso no lugar certo. Se o cabo de reboque for preso fora 
do local determinado, o flutuador pode se romper. É de vital importância que o cabo de reboque 
fique preso no local correto. Existem pontos reforçados na balsa para amarração do cabo de reboque. 
As balsas vêm com este local definido e algumas já vêm com o cabo de reboque instalado. 
 
 
 
A atuação da embarcação de salvatagem em relação ao resgate de pessoas em perigo na água 
é uma das tarefas mais importantes a ser executada pela tripulação da embarcação no resgate. Não 
é uma tarefa fácil e deve ser executada de maneira correta. Antes do embarque da pessoa deve-se 
ficar atento a cena da ação, aos equipamentos que serão utilizados e aos princípios de primeiros 
socorros que serão aplicados. 
 
Figura 162 - Reboque da balsa 
 
 
Curso de Embarcações de Sobrevivência e Salvamento 
 
 
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Tripulante de Proa 
Os tripulantes têm por função localizar a pessoa no mar e, ao avistá-la, deve apontar em sua 
direção, informando ao Timoneiro o caminho a seguir. Na aproximação do acidentado deve tentar 
comunicação e, caso não obtenha resposta, ficará entendido que a vítima está inconsciente. 
Uma vez realizada a aproximação, os tripulantes darão início a operação de embarque da 
vítima. Ao segurarem a vítima, devem chamar a atenção do Timoneiro informando que estão 
segurando a vítima. Deve-se utilizar efetivamente a expressão “EM MÃOS”. Desta forma o Timoneiro 
saberá que a vítima se encontra nas mãos da tripulação e tentará manter a embarcação o mais parada 
possível, na posição de resgate, até que o acidentado esteja embarcado. 
O tripulante de popa deve, enquanto o Timoneiro escolhe o bordo de operação, ter em mãos 
os acessórios necessários relativos ao salvamento para aplicação ao acidentado durante e após o 
resgate, incluindo a maca offshore. 
O acidentado, quando consciente, deve ser deitado com sua cabeça voltada para ré da 
embarcação. Esse procedimento proporciona ao acidentado, principalmente quando retirado da água 
fria, melhores condições de circulação sanguínea e também melhor lateralização. 
Caso a vítima esteja inconsciente, deve ser deitada com a sua cabeça voltada para proa da 
embarcação. Isto fará com que os socorristas evitem a drenagem da água do estômago. A ventilação, 
desta forma, torna-se prioritária à circulação, respeitando as premissas básicas do ABC da vida 
observadas nos ensinamentos básicos de primeiros socorros. 
 
Padrões de busca 
Existem vários métodos de busca e salvamento. Iremos abordar os três mais utilizados e que 
podem ser feitos por somente uma embarcação. 
Pelo menos uma embarcação de resgate deve ser direcionada para a última posição conhecida 
do acidente para começar a busca. Os padrões de busca que podem ser utilizados são: 
 
• Quadrado crescente; 
• Setor; e 
• Varredura. 
 
 
Figura 163 - Aproximação e resgate de vítima 
 
 
Curso de Embarcações de Sobrevivência e Salvamento 
 
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Quadrado Crescente 
Consiste no movimento da embarcação se afastar progressivamente de um determinado 
ponto estimado, através de traçados (pernas) que vão crescendogradativamente, formando 
quadrados dentro de quadrados. 
Pontos a serem considerados: 
 
• Esse padrão de busca permite uma eficiência máxima em águas calmas e posição 
desconhecida das pessoas na água; 
• A distância de cada perna deve variar de acordo com a visibilidade e as condições 
climáticas do local; 
• A bússola da embarcação de resgate deve ser usada para balizas; 
• A coordenação pela unidade e plotagem via radar aumentam a precisão da busca; 
• Comunicações entre a instalação e a embarcação de resgate devem ser mantidas a 
todo o momento. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Setor 
A busca por setores é indicada para casos específicos como o de homem ao mar, estando a 
unidade navegando, com posição conhecida com exatidão e uma área de extensão reduzida. Esta 
busca se dá a partir do alvo, com uma distância determinada, guinando-se sempre 120º a boreste e 
as duas primeiras pernas iguais, sendo a terceira perna o dobro da primeira. A partir da quarta perna 
faz-se uma no tamanho da primeira e a seguinte, o dobro. Pode-se levar em consideração para cálculo 
de tamanho da perna o tempo de navegação. 
 
 
 
 
 
 
Figura 164 - Quadrado crescente 
 
 
Curso de Embarcações de Sobrevivência e Salvamento 
 
 
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Varredura 
Este método de busca consiste em fazer um movimento parecido ao de varrer ou um zig-zag, 
fazendo-se derrotas paralelas. A partir da face ou bordo da emergência, segue-se a direção da deriva 
provável, em função da corrente e vento no local da ocorrência. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Procedimentos para aproximação, resgate e reboque 
Antes de lançar a embarcação na água para fazer a busca, outros fatores devem ser levados 
em consideração, como estado do mar, visibilidade, altura de vista da embarcação de busca, etc. 
Quando se trata de um grande número de acidentados, deve-se levar em consideração que eles 
podem estar distribuídos sobre uma grande área devido aos efeitos acima mencionados. Sugere-se 
a colocação de uma bóia de marcação no ponto inicial do acidente para melhorar os cálculos da área 
da busca e a formação de uma linha de trânsito. 
O desvio aparente de um acidentado é afetado pela maré, correnteza e direção do vento. Dois 
acidentados não desviam necessariamente com a mesma velocidade ou na mesma direção. 
No ponto inicial de busca, a embarcação de salvamento precisa estabelecer sua própria 
posição e isso pode ser feito pelo simples alinhamento de duas referências visuais e usá-las como o 
Figura 165 - Busca por setores 
Figura 166 - Busca por varredura 
 
 
Curso de Embarcações de Sobrevivência e Salvamento 
 
P á g i n a | 135 
 
sistema de formação de linha de trânsito (ex. guindaste e ponto de flare). Nessa fase a bússola da 
embarcação de salvamento pode ser usada. Deve-se levar em consideração que a bússola das 
embarcações de resgate não são tão precisas. O melhor método para uma embarcação de 
salvamento plotar sua própria posição será sempre buscar junto ao navio stand by, que carrega 
equipamento de navegação como radar, pontos de dados para os padrões de busca. 
É vital que vigias sejam colocados em volta da unidade, em locais que possibilitem a maior 
visibilidade possível. Vigias devem ser vestidos de maneira adequada, com equipamento de proteção 
individual e ter recebido meios de comunicação para contatar o coordenador da emergência. Eles 
também devem ser informados sobre a área da busca, o objeto da busca e traçados da busca. Os vigias 
devem ser trocados a intervalos regulares quando uma busca prolongada for evidente. 
Os vigias das embarcações devem permanecer sentados todo tempo, mantendo três pontos 
de contato com a embarcação. O traçado imediato a ser seguido deve ser a área para a concentração 
da visão dos vigias. Comunicações verbais devem ser dadas ao Timoneiro da embarcação sobre todas 
as possíveis vistas. Quando uma vista positiva estiver estabelecida o membro da tripulação deve 
adotar uma posição que possibilite manter contato visual constante e apontar para o acidentado. A 
distância aproximada da embarcação deve ser passada ao Timoneiro e o procedimento de 
aproximação e recuperação do acidentado deve ser iniciado. 
Caso o Timoneiro, em algum momento da busca, considere que pode haver um perigo para 
sua tripulação, ele deve informar a unidade imediatamente, para que outras ações de busca sejam 
tomadas. Deve ser dada atenção especial ao risco de colisão, quando mais de uma embarcação for 
envolvida na busca, ou quando a visibilidade está reduzida. Todas as políticas de segurança e saúde 
da tripulação, como também os procedimentos de segurança da operação devem ser seguidos a todo 
momento. 
O uso de padrões de busca varia, dependendo dos seguintes fatores: 
 
• Tipo de incidente. 
• Recursos disponíveis. 
• Número de acidentados. 
• Condições ambientais. 
 
Aproximação de pessoa na água 
O Timoneiro da embarcação de salvamento deve ter o máximo de atenção na aproximação da 
pessoa que se encontra no mar, principalmente quando as condições climáticas não forem favoráveis. 
O Timoneiro deve procurar fazer a aproximação com um ângulo de aproximadamente 20º para 
qualquer bordo e deve manter durante todo o tempo a pessoa a ser resgatada em seu ângulo de 
visão. Caso não seja possível, deve seguir as orientações do tripulante de proa e fazer uma 
aproximação com segurança, mantendo a vítima afastada da propulsão. 
A aproximação deve ser feita com cuidado, de modo a não causar mais danos ao acidentado, 
e este deve ser recolhido de forma que não sejam agravados os seus ferimentos. A aproximação deve 
ser feita considerando vento, corrente, altura das ondas, comprimento das vagas e passo do hélice 
se for o caso. Durante a operação e após o resgate, o Timoneiro ou tripulante designado por ele deve 
informar via rádio, em detalhes, o aspecto do resgatado para a unidade. 
 
Operações de Reboque 
Como já foi dito anteriormente, durante o reboque o Timoneiro do bote de resgate também 
é o responsável pela embarcação rebocada. Ele deve transmitir informações e instruções úteis à 
pessoa encarregada daquela embarcação para que ela possa se preparar adequadamente e agir 
conforme essas instruções, além de proporcionar uma operação de reboque segura. 
 
 
Curso de Embarcações de Sobrevivência e Salvamento 
 
 
P á g i n a | 136 
 
 
Reboque a contrabordo 
Ao rebocar por um dos bordos, é aconselhável atracar e amarrar as duas embarcações o mais 
apertado possível para que o timoneiro tenha o sentimento de estar pilotando apenas uma 
embarcação. Esta amarração, caso a rebocada seja maior que a rebocando, deve ser feita de forma 
que a embarcação que esteja sendo rebocada fique um pouco mais a vante do propulsor da que está 
rebocando. Esta ação deixa o timoneiro tranquilo em relação à manobrabilidade e condução da 
Embarcação Rápida de Salvamento. Esse tipo de reboque permite um bom posicionamento do 
rebocado como por exemplo: reboque de barcaça de óleo. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
8.10 EXPLICAR COMO RESGATAR COM UMA EMBARCAÇÃO OU BALSA UM NÁUFRAGO 
QUE ESTEJA NA ÁGUA 
Resgate Utilizando Uma Embarcação A Motor 
O Timoneiro deve ter o máximo de atenção na aproximação da pessoa que se encontra no 
mar, principalmente quando as condições climáticas não forem favoráveis. 
 O timoneiro deve procurar fazer a aproximação com um ângulo de aproximadamente 20º 
para qualquer bordo e deve manter durante todo o tempo a pessoa a ser resgatada em seu ângulo 
de visão. 
Caso não seja possível, deve seguir as orientações do tripulante de proa para ter a certeza de 
que a pessoa que esteja na água fique afastada da propulsão. 
 
Resgate de pessoa em perigo na água 
O resgate de pessoas em perigo na água não é umatarefa fácil, sendo uma das tarefas mais 
importantes que será executada pela tripulação da embarcação. Caso não seja executado de maneira 
correta, poderá agravar o estado de saúde da vítima. 
 Antes do embarque da vítima deve-se verificar a cena da ação para verificação de riscos a 
vítima. 
Figura 167 - Reboque a contrabordo 
 
 
Curso de Embarcações de Sobrevivência e Salvamento 
 
P á g i n a | 137 
 
Durante a operação de imobilização e embarque da vítima deverão ser aplicados os princípios 
de primeiros socorros. Estes princípios estão explicados no módulo de Primeiros Socorros. 
 
Aproximação 
A aproximação deve ser lenta e 
cuidadosa para não termos o risco de 
atingir a vítima na água. 
A aproximação deve ser feita 
considerando vento, corrente, altura das 
ondas, comprimento das vagas e 
condições de manobrabilidade da 
embarcação (passo do hélice, por 
exemplo). 
Durante a operação e após o 
resgate, o timoneiro ou tripulante 
designado por ele deve informar via rádio 
a unidade as condições do resgatado com 
a maior riqueza de detalhes possível. 
 
Resgate Utilizando Uma Balsa Salva-Vidas 
O resgate deve ser realizado da seguinte maneira: 
 
• Três pessoas ficarão posicionadas na entrada da balsa; 
• A pessoa do meio segurará a cabeça do náufrago, sem fazer força; 
• Os outros dois, um de cada lado, segurarão o náufrago pelo colete na altura do ombro 
e, com a outra mão, na parte mais baixa que puder; 
• Sincronizados, os três farão três imersões no náufrago, puxando-o para cima na 
terceira vez, apoiando-o no batente da balsa; 
• Os resgatistas se posicionarão, puxando a vítima para o interior da balsa. 
OBS.: a pessoa que está segurando a cabeça não fará força, apenas manterá o alinhamento da 
cabeça com a coluna vertebral. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
VENTO 
Figura 168 - Manobra de aproximação da vítima 
Figura 169 - Resgate de náufrago com a balsa 
 
 
Curso de Embarcações de Sobrevivência e Salvamento 
 
 
P á g i n a | 138 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
8.11 CITAR A IMPORTÂNCIA DE MANTER A “DISTÂNCIA DE SEGURANÇA” QUE AS 
EMBARCAÇÕES E BALSAS DEVEM TOMAR DO NAVIO QUE ESTEJA SOÇOBRANDO 
Este assunto já foi detalhado no item 8.8. 
 
8.12 EXPLICAR AS TÉCNICAS APLICADAS PARA EMBARCAÇÕES E BALSAS DE 
SALVATAGEM MANTEREM-SE PRÓXIMAS UMA DAS OUTRAS 
Todas as embarcações utilizadas durante a faina de abandono devem, quando na água e em 
local seguro, agrupar-se. O abandono por balsas contará com o apoio das embarcações motorizada. 
 Este procedimento apresenta várias vantagens: 
 
• Aumentam a visualização pelas equipes de resgate; 
• Facilita a verificação e controle dos presentes; 
• Aumentam o moral do grupo; 
• Facilita o atendimento a doentes/feridos pelo Enfermeiro/Médico de bordo; etc. 
 
As embarcações de sobrevivência não deverão se dispersar no mar pois, isso dificultaria o 
resgate de todas. As baleeiras ficarão próximas e as balsas amarradas umas as outras. Outro fator 
importante é não se esquecer de lançar a âncora flutuante para reduzir a deriva facilitando a 
localização. 
 
 
 
 
 
 
 
 Figura 172 - Âncora flutuante no mar Figura 172 - Balsas salva-vidas agrupadas 
Figura 170 - Posicionamento dos resgatistas Figura 173 – Retirada da vítima da Agua 
 
 
Curso de Embarcações de Sobrevivência e Salvamento 
 
P á g i n a | 139 
 
8.13 LISTAR AS IMEDIATAS AÇÕES A SEREM TOMADAS EM UMA EMBARCAÇÃO OU 
BALSA DE SALVATAGEM APÓS AFASTAR-SE DO COSTADO DO NAVIO E EM POSIÇÃO 
DE “DISTÂNCIA SEGURA” 
Após o abandono, algumas providências devem ser tomadas para salvaguardar a vida das 
pessoas, bem como melhorar o conforto e aumentar a chances de sobrevivência. 
Ao chegar ao local de distância segura proceda da seguinte maneira: 
 
• Lance a âncora flutuante para reduzir a deriva facilitando a localização; 
• Todos devem tomar o comprimido contra enjoo. Os comprimidos normalmente são 
muito fortes, e podem fazer com que você fique um pouco atordoado e sonolento, mas 
diminuem um dos efeitos da desidratação; 
• Agrupe todas as embarcações para melhorar a visualização pela equipe de resgate; 
• Estando na baleeira, todos devem permanecer sentados e presos ao cinto de 
segurança, pois caso a baleeira venha a emborcar, ela voltará à sua posição normal se 
todos estiverem presos aos cintos. Estando na balsa, todos devem permanecer 
sentados e aguardando ordens do líder da balsa; 
• Fique alerta! Procure por outros sobreviventes ou pela equipe de resgate; 
• Ajude as pessoas feridas. As embarcações são dotadas de kit de primeiros socorros; 
• Dependendo das condições climáticas, as escotilhas e janelas de ventilação podem ser 
abertas; 
• Utilize os pirotécnicos e outros equipamentos de sinalização de acordo com a 
necessidade e orientações do líder da balsa (leia as instruções de como usá-los); 
• Mantenha o moral e a disciplina. Pense positivamente e mantenha a organização; 
• Faça contato com os envolvidos no resgate. 
 
8.14 CITAR AS INSTRUÇÕES E CONDIÇÕES DE SOBREVIVÊNCIA QUE DEVEM SER 
PASSADAS PARA TODOS OS NÁUFRAGOS A FIM DE EVITAR PÂNICO E DESESPERO 
O controle emocional na hora do acidente e durante os procedimentos de abandono é 
fundamental para o sucesso. O mais importante é aplicar os procedimentos e não deixar que o medo 
se junte aos obstáculos e dificuldades já existentes. A melhor maneira de se evitar o pânico é estar 
preparado para a emergência e isso só se consegue com treinamento constante e com a aplicação 
dos conhecimentos adquiridos nos treinamentos e simulados. 
Mais adiante explicaremos as ações a serem tomadas dentro das embarcações de modo a 
manter todos ocupados e com responsabilidade. 
 
 
 
 
 
 
Curso de Embarcações de Sobrevivência e Salvamento 
 
 
P á g i n a | 140 
 
9. AÇÕES A BORDO DE EMBARCAÇÃO DE SOBREVIVÊNCIA 
 
9.1 LISTAR AS INSTRUÇÕES E FAINAS QUE DEVERÃO SER DISTRIBUÍDAS, PELO LÍDER, 
ENTRE OS TRIPULANTES DE UMA EMBARCAÇÃO DE SALVATAGEM 
O Timoneiro deve fazer tudo para manter o moral da equipe. Como dito anteriormente, as 
embarcações de sobrevivência devem ser agrupadas para melhorar a visualização pela equipe de 
resgate, facilitar a conferência das pessoas, possibilitar o atendimento dos doentes e feridos pela 
equipe médica e melhorar o conforto das pessoas. 
Todos devem manter vigilância constante em busca de resgate. Caso seja avistado o resgate, 
o Timoneiro deverá ser avisado. Este determinará a quantidade e qual meio de sinalização deverá ser 
utilizado. Todos devem permanecer sentados e com o cinto de segurança passado (no caso de 
estarem nas baleeiras) e evitar exposições desnecessárias ao sol ou ao frio. 
O Timoneiro deverá distribuir funções para todos a bordo, de modo que cada um tenha 
responsabilidade sobre algo. Entre essas funções podemos citar: 
 
• Responsável pelas rações sólida e líquida; 
• Responsável pelos sinalizadores; 
• Responsáveis pelos feridos; 
• Responsáveis pelos turnos de vigia. 
 
Após o abandono algumas ações importantes devem ser tomadas a fim de garantir a 
sobrevivência das pessoas, bem como melhorar o conforto dentro da embarcação. Essas ações 
podem ser divididas em: 
 
• Ações vitais; 
• Ações secundárias e 
• Ações posteriores. 
 
Ações Vitais 
São ações que devem ser tomadas assim que todos estiverem dentro da embarcação. São 
elas: 
 
• Cortar cabo guia (balsa); 
• Afastar-se do navio; 
• Lançar âncora flutuante; 
• Tomar pílulas contra enjoo 
• Ajudar outros sobreviventes; 
• Fechar portas de entrada; 
• Manter inflado o piso; 
• Verificar estragos; 
• Remover o excesso de água. 
 
Dentre as ações acima citadas, as quatro primeiras ações são de suma importância, pois 
influenciam diretamente no sucesso do abandono e na sobrevivência das pessoas. Vale ressaltar 
quais são: 
 
 
Curso de Embarcações de Sobrevivência e Salvamento 
 
P á g i n a | 141 
 
 
• Cortar cabo guia;• Afastar-se do navio; 
• Lançar âncora flutuante e 
• Tomar pílulas contra enjoo 
 
Se uma dessas ações não for executada, poderá resultar em fracasso toda a operação de 
abandono. Durante esta fase da operação deve ser nomeado um líder, que tem a função de coordenar 
toda a operação. Normalmente, os líderes são o Timoneiro e o Coordenador. Porém, dependendo da 
quantidade de pessoas e capacidade das balsas, podem ser utilizadas mais de duas balsas para o 
abandono. Neste caso, devem-se eleger líderes na mesma quantidade de balsas utilizadas, de modo 
que cada balsa possua o seu líder. Após a nomeação do(s) líder(es), todos devem ficar em silêncio e 
obedecer as suas determinações. Caso o líder não esteja cumprindo as suas funções, deverá ser eleito 
um novo líder. 
 
Ações Secundárias 
As ações secundárias são as ações tomadas após as ações vitais. São elas: 
 
• Tratar dos feridos; 
• Manter a integridade da balsa; 
• Se aquecer; 
• Reunir as balsas; 
• Manter vigilância – procurar por sobreviventes; 
• Ler o livro de sobrevivência; e 
• Controle das rações: sem comida e água nas primeiras 24 horas (exceto doentes e 
feridos). 
 
Ações Posteriores 
As ações posteriores são aquelas tomadas após a embarcação encontrar-se em uma situação 
estável, enquanto se aguarda pelo resgate. Ela pode ser dividida em Ações de Rotina e Ações de 
Gestão. São elas: 
 
Ações de Rotina: 
 
• Estabelecer uma rotina para os passageiros; 
• Efetuar chamadas periódicas para verificação dos presentes; 
• Determinar deveres (atribuições) para cada passageiro; e 
• Ficar atento a todos os acontecimentos dentro e fora da embarcação. 
 
Gestão da balsa: 
 
• Manter o controle da temperatura interna da embarcação; 
• Clima quente – evitar exposição desnecessária ao sol; 
• Clima Frio – evitar exposição desnecessária ao frio. Caso seja necessário, manter-se o 
mais seco e agasalhado possível; 
• Localização – manter-se o mais próximo possível do local do sinistro, em segurança; 
• Controlar a distribuição (racionamento) das rações sólidas e líquidas. 
 
 
Curso de Embarcações de Sobrevivência e Salvamento 
 
 
P á g i n a | 142 
 
 
9.2 CITAR OS PRINCIPAIS PERIGOS QUE CORREM OS NÁUFRAGOS, EM UMA 
EMBARCAÇÃO DE SALVATAGEM, E COMO EVITÁ-LOS 
Um dos primeiros perigos na hora do abandono é a possibilidade de existência de fogo no 
mar. As baleeiras não são a prova de fogo e sim resistentes ao fogo desde que o sistema de sprinklers 
esteja ligado. Devemos nos afastar da área com fogo o mais rápido possível, empregando os recursos 
disponíveis para proteção e resfriamento da embarcação (sistema de Sprinklers e sistema de ar da 
embarcação). Animais marinhos não oferecerão grandes riscos caso todos estejam dentro das 
embarcações salva-vidas, especialmente as baleeiras, mas se houver pessoas na água elas devem ser 
retiradas o mais rápido possível principalmente se houver a presença de tubarões. 
A exposição ao calor e ao frio são outros fatores de preocupação a bordo das embarcações de 
sobrevivência. As embarcações possuem recursos de proteção contra insolação, vento, chuva e mar. 
Além disso, existe no kit de primeiros socorros dessas embarcações um protetor solar que deve ser 
usado principalmente pelo vigia. 
As roupas de proteção térmica são um recurso eficiente contra a hipotermia. A hipotermia é 
um desequilíbrio entre a perda e a produção de calor pelo organismo. A hipotermia se inicia quando 
a temperatura do corpo está abaixo de 36°C e conforme a temperatura vai diminuindo mais debilitado 
fica o náufrago. Quando estamos na água geralmente fria, nosso organismo procura compensar a 
perda do calor. Quando esta perda aumenta consideravelmente, ocorre a hipotermia. Em caso de 
abandono, com necessidade de entrar na água, não devemos tirar as vestes, pois elas ajudarão a 
conservar a temperatura do nosso corpo. Devemos evitar nadar desnecessariamente e se manter na 
posição H.E.L.P. 
Toda vez que resgatamos um náufrago devemos ter em mente que ele pode estar com 
hipotermia. Neste caso devemos tentar recuperar a sua temperatura a níveis normais o mais rápido 
possível envolvendo-o em cobertor ou roupa térmica. Jamais lhe de álcool e não friccione as 
extremidades do seu corpo. 
O enjoo é sempre um problema para quem está no mar. As pessoas podem ser mais ou menos 
suscetíveis ao enjoo e muito poucos não sofrem seus efeitos. A melhor forma de combater o enjoo é 
evitar que ele ocorra e para isso existem alguns medicamentos amplamente conhecidos e que estão 
disponíveis na caixa de primeiros socorros das embarcações. Porém, algumas medidas paliativas 
podem ser empregadas na prevenção ou no combate a enjoo e uma delas é ingerir algum tipo de 
alimento para evitar a sensação de vômito sem ter o que expelir. Frutas, balas e biscoitos, por vezes, 
ajudam a amenizar o enjoo, principalmente se ingeridas bem lentamente, porém, estes alimentos não 
se encontram disponíveis nas embarcações. Em todas as situações devemos evitar a desidratação, 
especialmente se houver pouca água a bordo. 
A água é o líquido mais importante do organismo, pois o organismo não tem como estocá-la. 
Por este motivo, precisamos repor diariamente a água perdida através da transpiração, urina e 
respiração. Por ser um líquido precioso e escasso, não devemos desperdiçá-lo. Assim, as reservas de 
água somente deverão ser utilizadas após as primeiras 24 horas. Caso chova, deve-se beber e 
armazenar a maior quantidade de água possível, pois a chuva é o maior prêmio para o náufrago que 
está sedento, sendo mais importante que qualquer alimento sólido. Em caso de sobrevivência no mar 
siga as seguintes recomendações: 
 
• Não se utilize de qualquer tipo de alimentação se não houver uma boa quantidade de 
Água de reserva; 
• Siga as instruções de consumo das rações sólidas e líquidas; 
 
 
Curso de Embarcações de Sobrevivência e Salvamento 
 
P á g i n a | 143 
 
• Utilize o equipamento de pesca da embarcação ou improvise, se for o caso; 
• Não consuma pescado cru ou qualquer outro alimento se sentir náuseas; 
• Verifique o estado de conservação do alimento, antes de ingeri-lo; 
• Procure conhecer os tipos de peixe comestíveis e, na dúvida, use-o como isca; 
• Não se alimente de moluscos agarrados a cascos de navios ou objetos metálicos; 
• Nem todos os animais marinhos são comestíveis. Evite os que contêm espinhos, 
ferrões, os celenterados (água-viva, esponja) e os equinodermos (estrela-do-mar, 
ouriço); 
• As aves e tartarugas marinhas podem ser consumidas, pois são fontes de líquido e 
proteínas. 
 
Em caso de águas com a presença de tubarões, deve-se evitar a pesca e limpeza de peixes, 
evitando jogar os detritos no mar para não atrair esses animais. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
9.3 DESCREVER O EMPREGO DE CADA UM DOS EQUIPAMENTOS DA PALAMENTA DE 
UMA EMBARCAÇÃO E BALSA DE SALVATAGEM, E A CORRETA ESTIVAGEM E PEAÇÃO 
PARA NÃO HAVER PERDAS 
Toda embarcação de sobrevivência e salvamento é dotada de um conjunto de equipamentos 
que devem ser utilizados para auxiliar os náufragos enquanto se aguarda o resgate. Este conjunto de 
equipamentos é chamado de palamenta. Os equipamentos que compõem a palamenta das 
embarcações devem ser presos de tal maneira a não interferir em qualquer procedimento de 
abandono. Todos os itens devem ter o mínimo possível de massa. 
Figura 173 - Animais marinhos perigosos 
 
 
Curso de Embarcações de Sobrevivência e Salvamento 
 
 
P á g i n a | 144 
 
Embarcações de Sobrevivência Rígidas (Baleeiras) 
Os equipamentos das embarcações de sobrevivência rígidas (baleeiras) são: 
 
• Remos: remos flutuantes suficientes e disponíveis para remar em mar calmo e 
forquetas e toletes suficiente para cada remo; 
• Croques: dois croques para auxiliar a baleeira em recuperações e afastá-la de colisões 
e de auxílio a pessoas na água; 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
• Cuiase Baldes: uma cuia e dois baldes presas por fiel; 
• Manual de Sobrevivência: um manual com informações úteis para durante o período 
de permanência no mar em uma embarcação salva-vidas; 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
• Agulha Magnética: uma bússola iluminada deve ser instalada numa boa posição perto 
do timoneiro; 
• Âncora flutuante: uma âncora flutuante de tamanho adequado, dotada de um cabo 
resistente a choques, que assegure uma boa pega quando molhado, com resistência a 
todos os estados do mar; 
 
 
 
 
Figura 174 - Remo e croque 
Figura 175 - Cuia e balde / Manual de Sobrevivência 
 
 
Curso de Embarcações de Sobrevivência e Salvamento 
 
P á g i n a | 145 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
• Boça: duas boças resistentes para reboque da baleeira, com comprimento não inferior 
ao dobro da estiva ou 15 metros o que for maior e dois cabos para outras finalidades; 
• Machadinhas: duas machadinhas, uma em cada extremidade da embarcação salva-
vidas; 
 
 
• Ração Líquida: reservatórios estanques à água com capacidade total de 3 litros de 
água doce para cada pessoa que a embarcação pode carregar, dos quais 1 litro por 
pessoa pode ser substituído por um aparelho de dessalinização e capaz de produzir 
uma quantidade igual de água potável em dois dias; 
• Ração sólida: uma ração de alimentos num total não inferior a 10.000 KJ para cada 
pessoa que a embarcação pode carregar; guardadas em embalagem estanque ao ar e 
numa recipiente estanque à água; 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 176 - Bússola com iluminação / Âncora flutuante 
Figura 177 - Boça / Machadinha 
Figura 178 - Ração Líquida / Ração Sólida 
 
 
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P á g i n a | 146 
 
• Caneco: uma caneca em aço inox com fiel; 
• Vasilha graduada: uma vasilha graduada a prova de corrosão; 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
• Foguetes luminosos com paraquedas: quatro foguetes paraquedas estrela vermelha 
utilizado para longas distâncias, diurnos e noturnos. Deverá atingir uma altura mínima 
de 300 m, luminosidade não inferior a 30.000 cd, tempo de queima não menos que 40 
segundos e informações de como lançar em seu invólucro (regra 35); 
• Fachos manuais: seis fachos manuais utilizado para pequenas distâncias, tempo de 
queima não inferior a um minuto, que continue a queimar mesmo imerso em água por 
no mínimo 10 segundos; 
• Sinais de fumaça: dois fumígenos flutuantes que não se inflamem explosivamente; 
emitir fumaça visível por um período de não menos que 3 minutos, não afundar e não 
emitir chamas, satisfazendo as prescrições da regra 37; 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 179 - Caneca inox / Vasilha graduada 
Figura 180 - Pirotécnicos (Foguete paraquedas estrela vermelha Facho manual Fumígeno flutuante (03 
minutos) 
 
 
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P á g i n a | 147 
 
• Lanterna: uma lanterna elétrica estanque á água e adequada para sinais Morse, um par 
de pilhas e uma lâmpada de reserva num recipiente estanque à água; 
 
 
 
 
 
 
 
• Espelho heliográfico: um espelho heliográfico para sinalização diurna, com instruções 
para enviar sinais para navios e aeronaves; 
• Tabela de sinais de salvamento: um exemplar da Tabela de Sinais de Salvamento 
prescritos pela regra V/16 preso em cartão à prova d’água; 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
• Apito: um apito ou sinal sonoro equivalente; 
• Kit de primeiros socorros: um conjunto de materiais de primeiros socorros em um 
recipiente à prova d’água capaz de ser vedada completamente após o uso; 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 181 - Lanterna com Morse a prova d’água 
Figura 182 - Espelho Heliográfico / Tabelas de sinais de salvamento 
Figura 183 - Apito / Kit de primeiros socorros 
 
 
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P á g i n a | 148 
 
 
• Remédio contra enjoo: seis doses de medicamento contra enjoo e um saco para enjoo 
para cada pessoa; 
• Faca: uma faca de marinheiro presa à embarcação; 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
• Abridores de latas: três abridores de lata; 
• Aros de salvamentos flutuantes: dois aros de salvamento flutuantes, ligados a um 
cabo flutuante não menor que 30 metros; 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Figura 184 - Comprimidos contra enjoo / Saco de vômito / Faca de Marinheiro 
Figura 185 - Abridor de latas / Aro flutuante com retinida de 30 metros 
 
 
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P á g i n a | 149 
 
• Bomba manual: uma bomba manual capaz de realizar um esgoto eficaz; 
• Apetrechos de pescar: um conjunto de apetrechos de pesca; 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
• Ferramentas: ferramentas necessárias para efetuar pequenos reparos no motor e 
seus acessórios; 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 186 - Bomba de esgoto manual / Kit de pesca 
Figura 187 - Kit de ferramentas 
 
 
Curso de Embarcações de Sobrevivência e Salvamento 
 
 
P á g i n a | 150 
 
• Extintor de incêndio: equipamento portátil de combate a incêndio, para apagar 
incêndios provocados por óleo; 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
• Holofote: um holofote capaz de iluminar eficientemente à noite um objeto de cor 
clara que tenha uma largura de 18 metros a uma distância de 180 metros, por um 
período total de 6 horas e funcionando por não menos de 3 horas continuamente; 
• Equipamento de proteção térmica (EPT): um número suficiente de meios de 
proteção térmica para 10% do número de pessoas que a embarcação pode carregar ou 
dois, o que for maior. Também conhecido como TPA. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 188 - Extintor de incêndio 
Figura 189 - Holofote de busca / Equipamento de Proteção Térmica 
 
 
Curso de Embarcações de Sobrevivência e Salvamento 
 
P á g i n a | 151 
 
• Refletor de radar: um refletor radar eficaz; 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Embarcações de Sobrevivência Infláveis (Balsas) 
O equipamento normal de toda balsa salva-vidas deverá consistir de: 
 
• Um aro de salvamento flutuante preso a um cabo flutuante com um comprimento não 
inferior a 30 m; 
• Uma faca do tipo não dobrável, dotada de um punho flutuante e com um fiel, presa e 
guardada num bolso existente do lado externo da cobertura, perto do ponto onde a 
boça é amarrada à balsa. Além disso, uma balsa salva-vidas autorizada a acomodar 13 
pessoas, ou mais, deverá ser dotada de uma segunda faca, que não precisa ser do tipo 
não dobrável; 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 190 - Refletores Radar 
Figura 191 - Aro de salvamento flutuante / Faca do tipo não dobrável 
 
 
Curso de Embarcações de Sobrevivência e Salvamento 
 
 
P á g i n a | 152 
 
• Uma cuia flutuante, para uma balsa salva-vidas autorizada a acomodar 12 pessoas ou 
mais. Para uma balsa salva-vidas autorizada a acomodar 13 pessoas ou mais, duas cuias 
flutuantes; 
• Duas esponjas; 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
• Duas âncoras flutuantes, cada uma delas dotada de um cabo de reboque resistente a 
permanentemente à balsa salva-vidas, de modo que, quando a balsa inflar ou estiver 
na água, faça com que a balsa fique afilada ao vento da maneira mais estável. A 
resistência de cada âncora flutuante, do seu cabo de reboque e da trapa, se houver, 
deverá ser adequada para qualquer estado do mar. As âncoras flutuantes deverão ser 
dotadas de meios que impeçam a torção do cabo e deverão ser do tipo que dificilmente 
vire pelo avesso entre os seus tirantes. A âncora flutuante presa permanentemente às 
balsas salva-vidas lançadas por meio de turcos e às balsas salva-vidas instaladas em 
navios de passageiros deverá ser lançada apenas manualmente. Todas as demais 
balsas salva-vidas deverão ser dotadas de âncoras flutuantes lançadas 
automaticamente quando a balsa inflar; 
• Dois remos flutuantes;Figura 192 - Cuia / Esponja 
Figura 193 - Âncora flutuante / Remos 
 
 
Curso de Embarcações de Sobrevivência e Salvamento 
 
P á g i n a | 153 
 
• Três abridores de lata e um par de tesouras. As facas de segurança contendo lâminas 
especiais para abrir latas satisfazem a esta prescrição; 
• Uma caixa/kit de primeiros socorros à prova d'água, capaz de ser hermeticamente 
fechada após o uso; 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
• Um apito, ou um dispositivo equivalente capaz de produzir sinais sonoros; 
• Um conjunto de apetrechos de pesca; 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
• Quatro foguetes iluminativos com paraquedas; 
• Seis fachos manuais; 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 194 - Abridor de latas / Tesoura sem ponta / Kit Primeiros Socorros 
Figura 195 - Apito / Kit de pesca 
Figura 196 - Foguete paraquedas estrela vermelha / Facho manual 
 
 
Curso de Embarcações de Sobrevivência e Salvamento 
 
 
P á g i n a | 154 
 
Figura 197 - Fumígeno flutuante / Lanterna 
• Dois sinais fumígenos flutuantes; 
• Um jator elétrico à prova d'água" adequado para sinalização Morse, com um jogo de 
pilhas sobressalentes e uma lâmpada sobressalente, contidas em um recipiente à 
prova d ' água; 
 
 
 
 
 
 
 
 
• Um refletor radar eficaz, a menos que haja um transpondedor radar para embarcações 
de sobrevivência guardado na balsa salva-vidas; 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
• Um espelho de sinalização diurna, com instruções para a sua utilização em sinalização 
para navios e aeronaves; 
• Uma cópia dos sinais de salvamento, impressa em um cartão à prova d'água" ou 
guardada em um recipiente à prova d'água; 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 198 - Refletor radar / Transpondedor radar (SART) 
Figura 199 - Espelho Heliográfico / Tabela de Sinais de Salvamento 
 
 
Curso de Embarcações de Sobrevivência e Salvamento 
 
P á g i n a | 155 
 
• Uma ração alimentar contendo não menos do que 10.000 kJ para cada pessoa que a 
balsa salva-vidas estiver autorizada a acomodar. Essa ração deverão ser saborosa 
comestível ao longo de todo o período de validade para armazenamento e embalada, 
de modo a poder ser rapidamente dividida e facilmente aberta. A ração deverá ser 
mantida em embalagens estanques ao ar e ser guardada em um recipiente estanque à 
água; 
• Recipientes estanques à água, contendo um total de 1,5 litro de água doce para cada 
pessoa que a balsa salva-vidas estiver prevista a acomodar, dos quais 0,5 litro por 
pessoa poderá ser substituído por um aparelho de dessalinização capaz de produzir 
uma quantidade igual de água doce em 2 dias, ou 1 litro por pessoa poderá ser 
substituído por um dessalinizador por osmose reversa, acionado manualmente, capaz 
de produzir uma quantidade igual de água doce em 2 dias; 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
• Um vaso inoxidável graduado, para beber; 
• Medicamentos contra enjoo suficientes, pelo menos, para 48 horas e um saco para 
enjoo para cada pessoa que a balsa salva-vidas estiver autorizada a acomodar; 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
• Instruções sobre como sobreviver; 
• Instruções sobre ações imediatas a serem empreendidas; e 
 
 
Figura 200 - Ração Sólida / Ração Líquida 
Figura 201 - Caneca Inox / Remédio contra enjoo 
 
 
Curso de Embarcações de Sobrevivência e Salvamento 
 
 
P á g i n a | 156 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
• Meios de proteção térmica, em número suficiente para 10% do número de pessoas que 
balsa salva-vidas estiver autorizada a acomodar, ou dois, se este número for maior. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Além dos equipamentos prescritos acima, todas as balsas salva-vidas infláveis deverão ser 
dotadas de: 
 
• Um conjunto de artigos necessários para reparar furos nos compartimentos de 
flutuação 
• Uma bomba, ou fole, para recompletamento de ar. 
 
 
Figura 202 - Manual de sobrevivência / Instruções de ações vitais 
Figura 203 - Dispositivos de Proteção Térmica 
 
 
Curso de Embarcações de Sobrevivência e Salvamento 
 
P á g i n a | 157 
 
 
 
As facas, os abridores de lata e as tesouras deverão ser do tipo de segurança. 
 
Embarcações de Resgate (Bote) 
Todos os itens do equipamento de uma embarcação de salvamento, com exceção dos croques, 
que deverão ser mantidos livres para afastar a embarcação da unidade, deverão ser peados na 
embarcação de salvamento por meio de peias, guardados em armários ou em compartimentos, 
estivados em braçadeiras ou em dispositivos semelhantes, ou utilizando-se outros meios adequados. 
O equipamento deverá ser peado de maneira a não interferir com os procedimentos de lançamento 
e de recolhimento. Todos os itens do equipamento de uma embarcação de salvamento deverão ter o 
menor tamanho e a menor massa possível e ser embalados de uma forma adequada e compacta. 
No equipamento normal de toda embarcação de salvamento deve constar: 
 
• Remos flutuantes, com uns ou de pá, em número suficiente para dar seguimento 
adiante em mar calmo. Para cada remo deverá haver toletes, forquetas ou dispositivos 
semelhantes. Os toletes ou as forquetas deverão ser presos à embarcação por meio 
de fiéis ou correntes; 
• Uma cuia flutuante; 
• Um par de remos flutuantes; 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 204 - Kit de reparo da balsa / Bomba/fole para enchimento da balsa 
Figura 205 - Cuia / Remo 
 
 
Curso de Embarcações de Sobrevivência e Salvamento 
 
 
P á g i n a | 158 
 
• Uma bitácula com uma agulha magnética eficaz, que seja luminosa ou dotada de um 
sistema de iluminação adequado; 
• Uma âncora flutuante e uma trapa, se houver, com um cabo de resistência adequada e 
comprimento não inferior a 10 m; 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
• Uma boça de comprimento e resistência suficientes, presa ao dispositivo de liberação 
colocada na extremidade de vante da embarcação de salvamento; 
• Um cabo flutuante, de comprimento não inferior a 50 m, com resistência suficiente 
para rebocar a balsa salva-vidas; 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
• Um jator elétrico à prova d'água, adequado para sinalização Morse, com um jogo de 
pilhas sobressalentes e uma lâmpada sobressalente, contidas em um recipiente à 
prova d’água; 
• Um apito, ou um dispositivo equivalente capaz de produzir sinais sonoros; 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 206 - Âncora flutuante / Bússola 
Figura 207 - Boça e Cabo flutuante 
Figura 208 - Jator elétrico / Apito 
 
 
Curso de Embarcações de Sobrevivência e Salvamento 
 
P á g i n a | 159 
 
Figura 210 - Holofote de busca / Refletor radar 
• Uma caixa de primeiros socorros à prova d'água, capaz de ser hermeticamente fechada 
após o uso; 
• Dois aros de salvamento flutuantes, presos a um cabo flutuante com um comprimento 
não inferior a 30 m; 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
• Um holofote com um setor horizontal e vertical de pelo menos 6° e uma intensidade 
luminosa de 2.500 candelas, que possa funcionar continuamente por não menos de 3 
horas; 
• Um refletor radar eficaz; 
 
 
 
 
 
 
 
 
• Meios de proteção térmica em número suficiente para 10% do número de pessoas que 
a embarcação de salvamento estiver autorizada a acomodar, ou dois, se este número 
for maior; e 
• Equipamento portátil para extinção de incêndios, de um tipo aprovado, adequado para 
apagar incêndios em óleo. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 209 - Caixa de Primeiros Socorros / Aro de 
salvamento flutuante 
Figura 211 - Dispositivo de proteção térmica / 
Extintor de incêndio 
 
 
Curso de Embarcações de Sobrevivência e Salvamento 
 
 
P á g i n a | 160 
 
Além do equipamento prescrito acima, o equipamento normal de toda embarcação de 
salvamento rígida deverá constar de: 
 
• Um croque; 
• Um balde; 
• Uma faca ou uma machadinha. 
 
 
 
 
 
 
Além do equipamento prescrito anteriormente, o equipamento normal de toda embarcação 
de salvamentoinflável deverá constar de: 
 
• Uma faca de segurança flutuante; 
• Um croque de segurança 
• Duas esponjas; 
• Um fole ou uma bomba eficaz, operada manualmente; 
• Um conjunto de artigos necessários para reparar furos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 212 - Croque / Balde / Machadinha e faca 
Figura 214 - Kit reparo / Bomba e fole Figura 214 - Esponja 
 
 
Curso de Embarcações de Sobrevivência e Salvamento 
 
P á g i n a | 161 
 
9.4 CITAR A QUANTIDADE E MÉTODOS DE RACIONAMENTO DAS RAÇÕES LÍQUIDAS E 
SÓLIDAS DE UMA EMBARCAÇÃO E BALSA DE SALVATAGEM 
Quando se abandona/evacua uma unidade, não se sabe quanto tempo levará para chegada do 
resgate. Como os recursos a bordo das embarcações de sobrevivência e salvamento são escassos, 
necessitamos usá-lo da maneira mais racional possível. Neste momento, a água torna-se um dos bens 
mais preciosos a bordo e devemos racioná-la. Nas primeiras 24 horas ninguém come nem bebe, com 
exceção dos feridos. A estes podem ser ministradas doses de água devido a perda de líquida causada 
pelos ferimentos. Porém estes não deverão receber comida. 
A quantidade de água (ração líquida) e comida (ração sólida) existente a bordo das 
embarcações de sobrevivência é a seguinte: 
 
Ração Sólida - uma ração alimentar contendo não menos do que 10.000 kj para cada pessoa 
que a embarcação estiver prevista a acomodar. Essa ração devera ser saborosa e comestível ao longo 
de todo o período de validade para armazenamento e embalada de modo a poder ser rapidamente 
dividida e facilmente aberta. A ração devera ser mantida em embalagem estanque ao ar e ser 
guardada em um recipiente estanque à água; 
 
Ração Líquida - recipientes estanques à água, contendo um total de 1,5 litros de água doce 
para cada pessoa que a embarcação estiver prevista a acomodar, dos quais 0,5 litro por pessoa poderá 
ser substituído por um aparelho de dessalinização capaz de produzir uma quantidade igual de água 
doce em 2 dias, ou 1 litro por pessoa poderá ser substituído por um dessalinizador por osmose 
reversa, acionado manualmente, capaz de produzir uma quantidade igual de água doce em 2 dias. 
 Cabe ao Timoneiro fazer o controle e distribuir as rações da melhor maneira possível. 
Deve-se também manter uma atenção especial quanto à possibilidade de chuva e, caso isto aconteça, 
deve-se beber e armazenar a maior quantidade de água possível. 
 
9.5 EXPLICAR OS RISCOS QUE CORREM OS NÁUFRAGOS AO INGERIREM ALIMENTOS QUE 
NÃO SEJAM AS RAÇÕES DE ABANDONO, E OS EFEITOS DE INGESTÃO DE ÁGUA DO 
MAR 
Em hipótese alguma beba água do mar ou água salobra. O sal encontrado na água do mar irá 
acumular-se nos rins, causando a sua paralisação e levando a morte. 
Para evitar a desidratação evite expor-se desnecessariamente ao sol, fazer esforços 
desnecessários e ingerir carnes de aves e peixes a não ser que o suprimento de água seja abundante. 
Estes alimentos são ricos em proteínas e estas vão reter líquido no seu organismo ocasionando vários 
problemas de saúde. 
Como já foi dito, devemos seguir algumas regras quanto a ingestão de alimentos. Entre elas 
podemos citar: 
 
• Não consuma pescado cru ou qualquer outro alimento se sentir náuseas; 
• Verifique o estado de conservação do alimento, antes de ingeri-lo; 
• Procure conhecer os tipos de peixe comestíveis e, na dúvida, use-o como isca; 
• Não se alimente de moluscos agarrados a cascos de navios ou objetos metálicos; 
 
 
Curso de Embarcações de Sobrevivência e Salvamento 
 
 
P á g i n a | 162 
 
• Nem todos os animais marinhos podem são comestíveis. Evite os que contêm espinhos, 
ferrões, os celenterados (água-viva, esponja) e os equinodermos (estrela-do-mar, 
ouriço); 
• As aves e tartarugas marinhas podem ser consumidas, pois são fontes de líquido e 
proteínas. 
 
9.6 DESCREVER OS ARRANJOS PARA COLETAR E ESTOCAR ÁGUA DE CHUVA 
As balsas salva-vidas possuem em seu toldo um dispositivo em forma de “V” que são as calhas 
coletoras de água. A água da chuva que cai no toldo é direcionada para estas calhas. No interior da 
balsa existe uma mangueira com uma torneira para que a água seja coleta. Quando chover o toldo 
deve ser lavado para retirada do sal acumulado. A primeira remessa de água não deve ser bebida, pois 
ainda encontra-se salobra. Após isto, deve-se beber a maior quantidade possível de água e armazenar 
o restante em todos os recipientes disponíveis. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 215 - Calhas coletoras de água 
 
 
Curso de Embarcações de Sobrevivência e Salvamento 
 
P á g i n a | 163 
 
10. PRIMEIROS SOCORROS 
 
10.1 DESCREVER E DEMONSTRAR AS TÉCNICAS DE RESSUSCITAÇÃO COM MASSAGEM 
CARDÍACA E RESPIRAÇÃO BOCA-BOCA OU BOCA-NARIZ 
 
Avaliação do Nível de Consciência 
Há casos em que o ser humano perde essa consciência, neste momento a vítima pode passar 
por etapas e fixar-se apenas em uma sonolência. Outros em que a vítima pode ser facilmente 
chamada à consciência durante alguns instantes, mas depois regressa a um estado semelhante ao 
sono. A vítima pode ser capaz de dar respostas com razoável coerência sobre o seu estado. 
Uma pessoa que tenha perdido a consciência corre o risco de morrer sufocada se estiver com 
vias aéreas fechadas. A função mais importante do socorrista é garantir que a respiração da vítima 
seja suficiente. 
Interaja com a vítima, busque o resultado para a avaliação do nível de consciência, utilize o 
protocolo conhecido como AVDI. Para isso você deverá estimular a vítima de forma com que ela lhe 
dê respostas, caso contrário a vítima estará inconsciente. 
 
A – responder ao Alerta 
V – responder a Voz 
D – responder a Dor 
I – vítima Inconsciente 
 
Checagem de Pulso 
Utilizando-se de uma das mãos com os dedos indicador e médio, posicione-os ao lado do 
pescoço da vítima, bem ao lado da proeminência laríngea, uma saliência da cartilagem tireóide, 
existente abaixo do osso hioide, junto à laringe, no pescoço humano (um dos órgãos envolvidos no 
processo de fala). O seu crescimento é maior nos indivíduos do sexo masculino, pela maior presença 
de hormônios masculinos, principalmente a testosterona (popularmente conhecida como pomo-de-
adão, maçã-de-adão ou gogó). 
Pressione seus dedos, tente checar o pulso por no máximo 10 (dez) segundos. Caso você não 
encontre pulso, essa vítima estará em PCR. 
 
OBS: A checagem de pulso é altamente indicada que seja feito por um profissional de saúde. 
Recomenda-se que leigo não fique perdendo tempo tentando encontrar o pulso, e sim focar na 
ausência de respiração e sinais de ausência de circulação. 
 
 
 
 
 
 
 
 Figura 216 - Checagem de pulso 
https://pt.wikipedia.org/wiki/Cartilagem_tire%C3%B3ide
https://pt.wikipedia.org/wiki/Hi%C3%B3ide
https://pt.wikipedia.org/wiki/Laringe
https://pt.wikipedia.org/wiki/Pesco%C3%A7o
https://pt.wikipedia.org/wiki/Sexo
https://pt.wikipedia.org/wiki/Horm%C3%B4nio
https://pt.wikipedia.org/wiki/Testosterona
 
 
Curso de Embarcações de Sobrevivência e Salvamento 
 
 
P á g i n a | 164 
 
 
Parada Cardiorrespiratória 
A parada cardiorrespiratória é a interrupção da circulação sanguínea, decorrente da 
suspensão súbita e inesperada dos batimentos cardíacos. Depois de uma parada cardiorrespiratória, 
a pessoa perde a consciência em cerca de 10 a 15 segundos em razão da parada de circulação 
sanguínea cerebral. 
Se uma pessoa permanecer de 4 a 6 minutos sem oxigênio, as células cerebrais começam a 
morrer rapidamente. 
 
Sinais e Sintomas: 
 
• Inconsciência; 
• Ausência de movimentos respiratórios; 
• Ausência de batimentos cardíacos; 
• Pele fria; 
• Palidez cutânea; 
• Cianose de lábios e unhas; 
• Dilatação das pupilas. 
 
Ao constatar a parada cardiorrespiratória (PCR) na vítima devemos iniciar rapidamente a 
Reanimação Cardiopulmonar (RCP) posicionando deitada com as costas sobre uma superfície rígida. 
 
Reanimação Cardiopulmonar– RCP 
Definimos como reanimação (ou ressuscitação) cardiopulmonar uma sequência de 
procedimentos com objetivo de tentar reestabelecer os parâmetros vitais perceptíveis de uma 
pessoas. Iniciamos o processo com a massagem cardíaca (compressões torácicas), onde devemos 
apoiar a metade inferior da palma da mão no terço inferior do osso esterno (entre a linha 
intermamilar) e colocar a outra mão por cima da primeira (os dedos e o restante da palma da mão 
devem encostar no tórax da vítima). 
Após, deve-se projetar o seu corpo contra o corpo da vítima mantendo, para isto, os seus 
braços esticados e na angulação de 90º com o tórax da vítima. Com os braços esticados e rígidos, 
comprima o tórax realizando regularmente as compressões seguindo as seguintes orientações: 
 
• Frequência de 100 a 120 compressões cardíacas por minuto; 
• Comprima com força; 
• Profundidade external de “afundamento” do tórax de 5 a 6cm; 
• Permitir retorno do tórax por completo; 
• Se as compressões forem alternadas com ventilações, a cada 30 compressões realizar 
02 ventilações. Porém se o socorrista não tiver nenhum equipamento de ventilação, o 
mesmo deverá realizar apenas compressões ininterruptas. 
 
 
 
 Figura 217 - Reanimação Cardiopulmonar – RCP 
 
 
Curso de Embarcações de Sobrevivência e Salvamento 
 
P á g i n a | 165 
 
Seguindo o procedimento devemos realizar a abertura da 
via aérea não se esquecendo de observar o interior da boca da 
vítima verificando se há objetos obstruindo a passagem do ar. 
Essa abertura da via aérea é realizada posicionando uma das 
mãos na testa da vítima e a outra, utilizando os dedos indicador 
e médio, no queixo da vítima empurrando-o para cima. 
Após a realização desta ação, abra a boca da vítima e olhe 
dentro para remover qualquer objeto caso haja. (É importante 
ressaltar que em caso de suspeita de trauma, a abertura de via 
aérea necessita de cuidados, pois pode provocar ou agravar 
lesões de coluna cervical em movimentos inadequados). 
Dando sequência na reanimação cardiopulmonar, faça uso de algum dos equipamentos para 
realizar a ventilação da vítima, são eles: AMBU, Pocket Mask, Máscara facial, etc. Com esses 
equipamentos você irá mandar ar para o interior dos pulmões da vítima. Essa insuflação deve ser 
realizada na proporção de 1 (uma) ventilação a cada 1 (um) segundo. 
Existe também a possibilidade de realizar a ventilação boca-boca, mas é importante ressaltar 
que o equipamento ventilantório garante oferta e eficiência na manobra, e também biossegurança, 
pois sem o contato boca- a boca evita exposição a possíveis contaminações. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Existe também a possibilidade de realizar a ventilação boca-boca ou boca-nariz, lembrando de 
dar preferência pela utilização de equipamentos para evitar a exposição a possíveis contaminações. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 218 - Abertura da via aérea 
Figura 219 – Ventilação com Pocket Mask e Ambu 
Figura 220 - Ventilação boca-boca e boca-nariz 
 
 
Curso de Embarcações de Sobrevivência e Salvamento 
 
 
P á g i n a | 166 
 
Todo esse procedimento segue a regra de protocolo para RCP (Baseada no guideline AHA 
2015), que é a utilização da sequência das letras CAB, cujos significados são: 
 
• Circulation (circulação) 
• Airway (abertura de via aérea) 
• Breathing (boa ventilação) 
 
10.2 DESCREVER AS PRECAUÇÕES QUE DEVEM SER TOMADAS PARA EVITAR A HIPOTERMIA 
Hipotermia 
É quando a temperatura central do corpo diminui para valores de temperatura igual ou menor 
que 35º, ou seja, a perda excessiva de calor, de forma não intencional. O corpo humano possui um 
mecanismo termorregulador, que tem a função de controlar a sua temperatura. Esse mecanismo 
envolve vias nervosas como cérebro, nervos, medula espinhal e é claro, os receptores de 
temperatura. 
A principal orientação aos náufragos é para se aquecerem, tendo como prioridade retirar as 
vestimentas molhadas e trocá-las por secas. Quando isso não for possível, devem se agrupar para não 
favorecer a perda de calor. 
Colocar roupas suficientes pode facilmente prevenir a exposição. Em primeiro lugar, a mais 
importante precaução contra essa forma de hipotermia é certificar-se de que não vai sentir frio. As 
principais causas da hipotermia são: 
 
• Exposição Ambiental (contato com água fria); 
• Alterações circulatórias (exemplo hemorragias graves). 
 
Algumas precauções podem evitar a Hipotermia e estas precauções visam prevenir a perda de 
calor do corpo para o meio. Manter-se sempre agasalhado e bem alimentado ajuda o corpo a manter 
energia de reserva. 
Como perdemos cerca de 25% de nossa temperatura pela cabeça e pescoço, é fundamental 
manter essas regiões bem protegidas do frio. Importante proteger mãos e pés, pois no frio, nosso 
organismo tende a “desviar” o fluxo de calor da periferia para o centro (das mãos para o tronco, por 
exemplo). Na água nosso corpo tende a perder temperatura com uma velocidade muito maior, 
portanto atenção redobrada quando estiver em uma embarcação aguardando por socorro. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Figura 222 – Hipotermia – posição H.E.L.P Figura 222 - Hipotermia 
 
 
Curso de Embarcações de Sobrevivência e Salvamento 
 
P á g i n a | 167 
 
10.3 DESCREVER OS SINTOMAS E COMO TRATAR DE UMA PESSOA COM HIPOTERMIA EM UMA 
EMBARCAÇÃO DE SALVATAGEM. 
Sinais e Sintomas de Hipotermia 
A temperatura central do corpo deve manter-se entre 36,0ºc e 37,0ºc. Abaixo desse limite, 
podem surgir sinais e sintomas, iniciando-se pela sensação de frio. Quando ocorre a queda brusca da 
temperatura corporal, as terminações nervosas detectam esse fenômeno e imediatamente o 
organismo realiza vasoconstrição (diminuição do diâmetro dos vasos), principalmente da “periferia” 
(membros superiores e inferiores) com o objetivo de diminuir a perda de calor. 
A pele começa a ficar fria e com a coloração esbranquiçada (pálida), as extremidades podem 
apresentar cianose (coloração azulada na ponta dos dedos, ponta do nariz, ponta da orelha e lábios). 
Quando a vasoconstrição não é suficiente, aparecem os tremores (contrações involuntárias) 
dos músculos esqueléticos para gerar calor. Com o prolongamento da exposição ao frio, os tremores 
vão cessando e começa a surgir alterações mentais e diminuição do desempenho motor. Lentamente 
o sistema termorregulador sofre colapso, o que gera uma vasodilatação do corpo e ocasionando, 
assim, a perda súbita de calor para o meio. O nível de consciência diminui bruscamente e as funções 
vitais ficam comprometidas, podendo evoluir para a morte. 
A hipotermia se instala lenta, porém continuamente. A vítima não está ciente do fato de que 
foi afetada pela hipotermia. Uma situação perigosa pode se desenvolver já que a hipotermia pode 
levar à perda de coordenação entre pensar e fazer. A hipotermia pode ser classificada em Leve (entre 
35° e 33°); Moderada (entre 33° e 30°) e Severa/Grave (abaixo de 30°). 
 
Tratamento para Hipotermia 
O tratamento da hipotermia envolve aumentar a temperatura corporal da vítima 
gradativamente. 
 Os primeiros socorros devem ser feitos com cuidado: 
 
• Não massageie ou esfregue a vítima. 
• Não ofereça bebida alcoólica. 
• Não trate qualquer ulceração causada pelo frio. 
• Evitar que o corpo fique na vertical. 
 
O que você deve fazer: 
 
• Faça contato com o serviço especializado; 
• Proteger a vítima sobre um abrigo; 
• Coloque panos úmidos com água morna nas axilas e as virilhas da vítima; 
• Monitore a vítima e esteja preparado para iniciar manobras de RCP; 
• Remova a roupa molhada somente se tiver outra seca para colocar. 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 223 - Tratamento da hipotermia 
 
 
Curso de Embarcações de Sobrevivência e Salvamento 
 
 
P á g i n a | 168 
 
Tratamento para Sobreviventes de Imersão 
Se possível, as vítimas devem ser retiradas da água na posição horizontal e mantidas dentro 
da balsa, bote de resgateou baleeira na posição de segurança (PLS). Manter a vítima na vertical 
poderá levar a situação de abrupta queda de pressão arterial devido ao fluxo de sangue e oxigênio 
direcionar-se para os membros inferiores. Desta forma a oxigenação cerebral fica comprometida, 
gerando a queda do nível de consciência. 
Agasalhar (para evita perda de calor) e oferecer bebidas aquecidas somente se a vitima estiver 
interagindo com o meio; isso ajuda a diminuir os efeitos da hipotermia. 
Os sinais a serem observados são que os batimentos cardíacos e a respiração podem ficar 
muito fracos, dificultando a sua medição, em casos severos. Uma má avaliação pode levar o socorrista 
a tomar medidas que ao invés de ajudar podem levar a consequências mais graves. 
O socorrista deve observar com muita atenção os sinais vitais e, se o sobrevivente não estiver 
respirando, verificar vias aéreas e retirar todo e qualquer tipo de material estranho ao trato 
respiratório superior (dentaduras, secreções, resto de alimentos, etc.). Observe sua resposta, e se a 
vítima permanecer inerte, sem respirar e sem batimentos cardíacos, inicie manobras de RCP. 
Dê continuidade a este procedimento até que a vítima responda aos estímulos que você 
iniciou ou até a chegada do socorro especializado, bem quando houver estafa física para o socorrista. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
10.4 LISTAR O QUE CONTÉM EM UM KIT DE PRIMEIROS SOCORROS QUE EQUIPA EMBARCAÇÃO 
E BALSA DE SALVATAGEM. 
 Todo material destinado a uso marítimo deve seguir as orientações da Autoridade Marítima 
Brasileira. Segundo a NORMAM-05/DPC, que rege a Homologação de Material, são estabelecidas 
normas, requisitos de fabricação, testes de avaliação e procedimentos para homologação de 
material, dentre outros. 
A caixa de primeiros socorros deve ser à prova d’água, capaz de ser hermeticamente fechada 
após o uso. As balsas salva-vidas devem ser equipadas para atender integralmente a esta Norma, com 
“PACOTE SOLAS - A”, em letras maiúsculas do alfabeto romano. 
No caso de navios empregados em navegação de cabotagem ou águas interiores, devido à sua 
natureza e duração, a critério da DPC, nos quais nem todos os itens especificados sejam necessários, 
a DPC poderá permitir que a dotação das balsas salva-vidas desses navios seja abrandada. A marcação 
da balsa salva-vidas, nesse caso, deverá ser “PACOTE SOLAS - B”, em letras maiúsculas do alfabeto 
romano. 
 
A Seção V do Capítulo 3 da NORMAM-05 que trata das Embarcações de Sobrevivência ( item 
Figura 224 - Imersão em água fria 
 
 
Curso de Embarcações de Sobrevivência e Salvamento 
 
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“Requisitos para Embarcações Salva-Vidas (Baleeira)”, em referência a letra h, fala dos Equipamentos 
das Embarcações Salva-Vidas, e que devemos seguir os seguintes padrões: deverão ser o menor e 
mais leve possível e ser embalados de uma maneira adequada e compacta. Exceto quando disposto 
em contrário, o equipamento normal de toda embarcação salva-vidas deverá constar de: 
 
 
 
Item 32 - Composição das caixas de primeiros socorros das balsas com capacidade para até 12 
pessoas: 
 
DESCRIÇÃO UF QUANT. 
Alfinete de Segurança (Tipo Fralda) UN 6 
Atadura de Crepom RL 4,5 m X 10cm UN 6 
Caixa à Prova d’água P/ Condicionar este Material UN 1 
Compressa Cirúrgica Estéril, 23 X 25 cm, PC c/ 05 un PA 3 
Compressa Dobra Uniforme Estéril 7,5 X 7,5 cm PC c/ 10 un UN 12 
Curativo Adesivo (Tipo Band-Aid) cx c/ 10 un CX 2 
Diazepan CO c/ 10 mg TT 60 
Dipirona CO c/ 500 mg TT 60 
Esparadrapo Rl 10 cm X 4,5 m UN 1 
Filtro Solar c/ Fator De Proreção Mínimo de 30 Fr c/ 120ml UN 3 
Loperamida CO c/ 2 mg TT 60 
Memento Terapêutico Dos Medicamentos Constantes Da Dotação De 
Primeiros Socorros 
UN 01 
Metoclopramida CO c/ 10 mg TT 60 
Pvpiaquoso (Tópico) FR c/ 100 ml FC 2 
Soro Fisiológico 0,9% FR c/ 500 ml FC 1 
Sulfadiazina De Prata 2% FR c/ 400 g PE 1 
Tesoura Reta De Maio c/ 15 cm UN 1 
Tipóia Americana Adulto UN 2 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Curso de Embarcações de Sobrevivência e Salvamento 
 
 
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Item 33 - Composição das caixas de primeiros socorros das balsas com capacidade para até 25 
pessoas (para capacidades superiores, deverá ser cumprida a dotação que contemple a 
proporcionalidade do material, exceto o que for de uso permanente): 
 
DESCRIÇÃO UF QUANT. 
Alfinete De Segurança (Tipo Fralda) UN 12 
Atadura de crepom RL 4,5 m x 10 cm UN 12 
Caixa à Prova d’água p/ Condicionar este Material UN 1 
Compressa Cirúrgica Estéril, 23x25 cm, PC C/ 5 un PA 6 
Compressa Dobra Uniforme Estéril, 7,5x7,5 cm, PC c/ 10 un UN 24 
Curativo Adesivo (Tipo Band-Aid) CX c/ 10 un CX 4 
Diazepan CO c/ 10 mg TT 120 
Dipirona CO c/ 500 mg TT 120 
Esparadrapo RL 10cmx4,4m UN 2 
Filtro Solar c/ Fator de Proteção Mínimo de 30, FR c/120ml UN 6 
Loperamida CO c/ 2mg TT 120 
Memento terapêutico dos medicamentos UN 1 
Metoclopramida CO c/ 10 mg TT 120 
Pvpiaquoso (tópico) FR c/ 100 ml FC 4 
Soro fisiológico 0,9% FR c/ 500 ml FC 2 
Sulfadiazina de prata 2% FR c/ 400 g PE 2 
Tesoura reta de maio c/ 15 cm UN 1 
Tipóia americana adulto UN 4 
 
Item 34 - MEMENTO TERAPÊUTICO 
Constitui-se numa orientação sobre a utilização das dotações acima discriminadas, devendo 
ser impressas com letras bem legíveis em um cartão e constar da caixa de primeiros socorros. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Curso de Embarcações de Sobrevivência e Salvamento 
 
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10.5 DESCREVER A CORRETA UTILIZAÇÃO DO KIT DE PRIMEIROS SOCORROS PARA 
ATENDIMENTO DOS VÁRIOS CASOS POSSÍVEIS DE NÁUFRAGOS FERIDOS. 
DESCRIÇÃO MODO DE USAR 
Atadura de crepom RL 4,5 m x 10 cm Utilizada em imobilizações ou para fixar 
compressas sobre ferimentos em curativos. 
Compressa Cirúrgica Estéril, 23x25 cm, PC C/ 
5 un 
Material utilizado em curativos. 
Compressa Dobra Uniforme Estéril, 7,5x7,5 
cm, PC c/ 10 un 
Material utilizado em curativos. 
Curativo Adesivo (Tipo Band-Aid) CX c/ 10 un Material utilizado em curativos. 
Diazepan CO c/ 10 mg Medicação sedativa. Utilizar em casos de 
descontrole emocional, stress, ansiedade. 
Dosagem: 01 comp. (10 mg) por dia. 
Dipirona CO c/ 500 mg Medicação analgésica e antitérmica. 
Utilizar para alívio da dor ou para baixar a 
febre. Dosagem: 01 comp. (500 mg) até de 6/6 
horas. 
Esparadrapo RL 10 cmx4,5m. Material utilizado em curativos. 
Filtro Solar c/ Fator de Proteção Mínimo de 
30. FR c/ 120 ml. 
Utilizado para proteger de queimaduras 
expostas ao sol. Aplicar a loção diretamente 
sobre a pele em exposição, a cada 3 horas. 
Evitar mergulhos para não retirar o produto. 
Loperamida CO c/ 2 mg. Utilizar em casos de diarréia. 
Dosagem: 01 comp. (2 mg) após cada 
evacuação líquida, até uma dose diária máxima 
de 8 comprimidos. 
Metoclopramida CO c/ 10 mg. Utilizar em casos de vômitos ou enjoo. 
Dosagem: 01 comp. (10 mg) até de 6/6 horas. 
PVPI Aquoso (Tópico) FR c/ 100 ml. Utilizado para aplicar nos ferimentos, após 
terem sido limpos, durante o curativo. 
Soro Fisiológico 0,9 %, FR c/ 500 ml Utilizado para limpar os ferimentos, durante o 
curativo. Utilizado também para lavar os olhos 
em casos de corpos estranho. 
Sulfadiazina de Prata 2%, FR c/ 400 G. Utilizado em curativos para queimaduras. 
Aplicar diretamente sobre a superfície 
queimada, após ter sido limpa, em fina 
camada. Trocar o curativo diariamente. 
Tipóia Americana Adulto Utilizado para imobilizações de membros 
superiores. 
 
 
 
 
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P á g i n a | 172 
 
Ferimentos e Cuidados em Primeiros Socorros 
Segurança (proteção biológica) 
Utilize os materiais apropriados para a sua proteção como as luvas de látex por exemplo. Isso 
irá garantir a segurança do prestador da assistência e a dos que se encontram na embarcação. Ao 
mesmo tempo em que você se prepara para utilizar esses materiais, procure tranquilizar a vítima, 
caso a mesmaesteja consciente, conversando com ela, não deixando-a olhar para o ferimento caso 
haja e explicando o que você está fazendo. 
 
Resgate da vítima 
A remoção de uma vítima para dentro da embarcação, deve priorizar a estabilização das suas 
lesões, principalmente da coluna cervical. Em todo o momento o nível de consciência da vítima deve 
ser analisado e monitorado. 
Ao mover um ferido para dentro da embarcação o ideal é mantê-lo na posição horizontal, se 
possível. A vítima na posição vertical poderá apresentar abrupta queda de pressão arterial devido ao 
fluxo de sangue e oxigênio direcionar-se para os membros inferiores. Isto poderá ocasionar colapso 
e deficiência cardíaca. Desta forma, a oxigenação cerebral fica comprometida levando a possível 
situação de inconsciência. 
 
Queimaduras 
São lesões na pele, provocadas geralmente pelo calor ou frio, mas que também podem ser 
provocadas por diversos outros agentes. A gravidade da queimadura depende da causa, 
profundidade, percentual de superfície corporal queimada, localização, associação com outras 
lesões, comprometimento de vias aéreas e estado prévio da vítima. Esses dados serão importantes 
para determinar os recursos necessários para o atendimento especializado. 
O resfriamento, com água corrente ou soro fisiológico, deverá ser realizado imediatamente, 
por tempo moderado, dependendo da extensão queimada e posteriormente deve-se utilizar manta 
térmica, mesmo que o ambiente não esteja frio, porque a pele lesionada perde a capacidade de 
regular a temperatura corporal. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 225 - Queimaduras 
 
 
Curso de Embarcações de Sobrevivência e Salvamento 
 
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FRATURA 
É o rompimento da estrutura óssea devido à fortes traumas (pancadas ou quedas). A fratura 
pode ser fechada, tecido íntegro, ou aberta, quando ocorre a descontinuidade do tecido. 
 
• Imobilizar do jeito que está; 
• Deixar a extremidade à mostra (pontas dos dedos); 
• Imobilizar as articulações anteriores e posteriores. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
LUXAÇÃO 
A luxação ocorre quando as superfícies articulares entre os ossos se afastam. O cuidado 
imediato é apenas imobilizar (evitar movimentação) e colocar compressas frias a fim de minimizar a 
dor. Mesmo depois de serem repostas no lugar, por um profissional competente, ainda será 
imobilizada a região afetada. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 226 - Imobilização 
Figura 227 - Luxação 
 
 
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ENTORSE 
Lesões associadas aos ligamentos. Podem ser de grau mínimo ou grave, caso ocorra ruptura 
completa do ligamento. As formas graves produzem perda da estabilidade da articulação. Cuidados 
imediatos: 
 
• Imobilizar do jeito que estiver; 
• Colocar compressa fria; 
• Não colocar o membro no lugar. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
HEMORRAGIA 
É definida como a perda de sangue por 
rompimento de algum vaso sanguíneo e é classificada em EXTERNA e INTERNA. 
Externa: Sangramento de estruturas superficiais com exteriorização do sangue. Podem ser 
controladas com técnicas básicas de primeiros socorros, que são: 
 
• Compressão direta da lesão; 
• Elevação das extremidades (se forem braços ou pernas que estão sangrando) acima do 
nível do coração; 
• Manter as compressas que se encharcarem com sangue e se necessário, colocar novas 
compressas secas sobre estas. O objetivo é não retirar o coágulo formado. 
• Fixar a compressa sobre o ferimento com bandagem ou, caso não disponha de 
bandagem, manter a compressão. 
• Realizar compressão indireta: comprimir o ponto arterial mais próximo do local. Os 
principais pontos de pressão são: temporal, braquial, femoral, radial e pedioso. 
 
Interna: Sangramento de estruturas profundas; pode ser oculto ou exteriorizar-se após um 
tempo por algum orifício. A vítima deve ser imediatamente levada para o hospital. Mesmo se o 
sangue tornar-se visível, é necessário avaliar a origem. 
 
Observar presença de lesões perfurantes, equimoses/hematomas ou contusões na pele. A 
distensão abdominal e dor a palpação após um trauma podem ser sintomas de hemorragia interna 
abdominal. 
 
Figura 228 - Entorse 
 
 
Curso de Embarcações de Sobrevivência e Salvamento 
 
P á g i n a | 175 
 
11. EXERCÍCIO DE LANÇAMENTO E RESGATE DE EMBARCAÇÃO DE 
SALVATAGEM 
 
11.1 COORDENAR, COMO LÍDER, AS FAINAS DE LANÇAMENTO, MANOBRA E RESGATE DE 
EMBARCAÇÃO DE SALVATAGEM. 
Este item será realizado nas atividades práticas. 
 
11.2 EMPREGAR CORRETAMENTE AS ORDENS DE MANOBRA PARA AS FAINAS DE EMBARQUE, 
LANÇAMENTO E AFASTAMENTO DO COSTADO. 
Este item será realizado nas atividades práticas. 
 
11.3 OPERAR COM HABILIDADE UMA EMBARCAÇÃO DE SALVATAGEM COM PROPULSÃO A 
MOTOR, A REMO E A VELA EM MANOBRAS DE AFASTAMENTO DO COSTADO, RESGATE DE 
HOMEM AO MAR E REBOQUE DE BALSAS DE SOBREVIVÊNCIA. 
Este item será realizado nas atividades práticas. 
 
11.5 EMPREGAR CORRETAMENTE A ÂNCORA FLUTUANTE A FIM DE MANTER A DERIVA 
CONTROLADA. 
Este item será realizado nas atividades práticas. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Curso de Embarcações de Sobrevivência e Salvamento 
 
 
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12. LANÇAMENTO E MANOBRAS SOB MAU TEMPO COM EMBARCAÇÃO DE 
SALVATAGEM 
 
12.1 EXPLICAR COMO REDUZIR OS RISCOS DE AVARIA E ACIDENTES COM TRIPULANTES, 
QUANDO EM FAINA DE LANÇAMENTO DE EMBARCAÇÃO DE SALVATAGEM, ESTANDO SOB 
MAU TEMPO E O NAVIO DANDO BALANÇOS DE GRANDE AMPLITUDE 
A preparação para o lançamento de uma embarcação varia de acordo com o fabricante e o 
modelo. Para sabermos como preparar a embarcação é fundamental ler o manual de instruções e 
fazer exercícios periódicos. Toda vez que formos lançar uma embarcação, seja em qualquer condição, 
estamos expostos a risco. Estes riscos são agravados quando a unidade encontra-se sob mau tempo 
e com balanços e caturros acentuados. 
Como dito, os cuidados a serem tomados durante o lançamento da embarcação de 
salvamento variam de acordo com o fabricante e modelo, entretanto, alguns procedimentos são 
comuns a todas elas. Primeiramente todos devem entender que os responsáveis pela segurança dos 
passageiros são os Timoneiros e os Coordenadores e suas instruções devem ser seguidas de forma 
disciplinada e sem tumulto. 
É importante que os passageiros tomem cuidado para não se ferir durante a entrada na 
embarcação. Todos devem estar com o EPI completo, corretamente acomodados e presos ao cinto 
de segurança. Outro fator importante é manter o silêncio dentro da embarcação. Nesta hora, só quem 
fala é o Coordenador e o Timoneiro. 
O Coordenador e o Timoneiro devem ter atenção especial no sistema de liberação. Os cabos 
dos turcos devem estar o mais perpendicular para evitar que se prendam nos gatos. O afastamento 
também tem de ser feito de forma cuidadosa para que a catarina não se choque contra a embarcação 
ou prenda no sistema de sprinklers avariando-os ou impedindo o deslocamento da embarcação. 
Também, como já foi dito anteriormente, o Timoneiro e o Coordenador devem fazer todo o 
planejamento de lançamento e manobra de afastamento antes da descida da embarcação. 
Em alguns modelos a trapa quebra balanço poderá ser utilizada e não podemos esquecer de 
colocar os patins (defensas) das baleeiras. Antes de iniciar a manobra de afastamento, estes patins 
devem ser liberados. Nas baleeiras totalmente fechadas em que os patins não são fixos, existe um 
dispositivo de liberação interno dos patins. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Patinsss 
Figura 229 - Patins instalados na baleeira 
 
 
Curso de Embarcações de Sobrevivência e Salvamento 
 
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12.2 DESCREVER O USO DO REMO DE ESPARRELA QUANDO UTILIZADO COM A ÂNCORA 
FLUTUANTE CONJUGADA COM A BOLSA DE ÓLEO QUEBRA-VAGAS 
A âncora flutuantetem duas funções importantíssimas a bordo das embarcações de 
sobrevivência. Quando a embarcação está à deriva, ela tende a virar “de lado” para a onda e é levada 
pelo vento e pela correnteza. Então, a primeira função da âncora flutuante é atenuar a deriva da 
embarcação, ou seja, ela funciona como um freio, fazendo a embarcação se deslocar de forma mais 
lenta do que se estivesse sem a âncora. A segunda função é manter a embarcação sempre aproada 
para as ondas, melhorando o conforto a bordo das embarcações de sobrevivência, pois os balanços 
causam mais enjoo e mal estar que os caturros. 
A âncora flutuante possui dois cabos: um para reboque (mais grosso) e outro para 
recolhimento (mais fino). Ao usar a âncora flutuante temos que ter os seguintes cuidados: 
 
• Tenha certeza de que não há nenhuma tensão no cabo de recolhimento, caso contrário 
o efeito da âncora é nulo; 
• Não lance a âncora flutuante com o motor engatado, pois existe o risco do cabo 
enroscar-se no hélice; 
• Se a âncora está na água e há a necessidade de se usar o motor, deve-se primeiro fazer 
o recolhimento da âncora flutuante; 
• Se a sua embarcação vai ser rebocada, a âncora flutuante deve ser recolhida antes do 
início do reboque. 
Figura 230 - Âncora Flutuante 
 
 
Curso de Embarcações de Sobrevivência e Salvamento 
 
 
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12.3 RELATAR AS MANOBRAS: CORRER COM O TEMPO, CAPA E DERIVA CONTROLADA E 
QUANDO APLICÁ-LAS MAIS ADEQUADAMENTE COM PROPULSÃO A MOTOR, A VELA E A 
REMO 
Correr com o tempo – deixar o mar de popa; 
Capa – é manter a embarcação deslocando ou parada com a proa contra ao vento para 
aguentar o mau tempo, com pouco seguimento, porém recebendo o mar pela bochecha ou amura; 
Deriva controlada – é deixar a embarcação ser levada pelo vento e corrente, porém sob 
controle. A âncora flutuante é usada para auxiliar nesta manobra. 
 
12.4 DESCREVER A MANOBRA E OS CUIDADOS QUE SE DEVE TER, SOB MAU TEMPO, PARA 
MANTER BALSAS E EMBARCAÇÕES DE SALVATAGEM LIGADAS POR CABOS A SOTAVENTO 
DO NAVIO QUE FOI ABANDONADO 
Quando se está sob mau tempo os riscos aumentam e as manobras devem ser feitas de 
maneira cuidadosa. Os detalhes destas manobras foram descritos nos itens 2.8, 8.7, 8.12 e 9.1. 
 
12.5 EXPLICAR QUAL A DISTRIBUIÇÃO CORRETA DENTRO DE UMA BALSA DE SOBREVIVÊNCIA A 
FIM DE EVITAR UM EMBORCAMENTO, QUANDO EM DERIVA CONTROLADA 
A distribuição dentro da balsa sobretudo sob mar revolto, deve ser feita de maneira a mantê-
la equilibrada. A melhor maneira de distribuir o pessoal dentro da balsa é fazendo como se estivesse 
desenhando uma estrela com os braços passados nas guirlandas internas . Desta maneira, 
conseguiremos manter o equilíbrio da balsa seja estando na água ou pendurada no turco para ser 
arriada. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 231 - Distribuição dentro da balsa 
 
 
Curso de Embarcações de Sobrevivência e Salvamento 
 
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12.6 DESCREVER OS TIPOS DE VARAÇÃO QUE PODEM SER EMPREENDIDAS COM EMBARCAÇÃO 
DE SALVATAGEM COM PROPULSÃO A MOTOR, A REMO E A VELA E QUAIS DEVEM SER 
EVITADAS 
Quando se faz a aproximação de uma praia devemos ter muito cuidado, pois as condições 
climáticas e tipo de solo do local da varação (areia, pedra, coral, etc.) podem aumentar a dificuldade 
da manobra e causar acidentes. Também devemos atentar para a conservação das condições de 
operacionalidade da embarcação, tentando ao máximo preservar o seu mecanismo, bem como, 
manter as entradas abertas para que possamos efetuar uma rápida saída. 
 
12.7 EXPLICAR QUAIS OS ESFORÇOS QUE DEVERÃO SER FEITOS A FIM DE DIMINUIR OS RISCOS 
PARA OS TRIPULANTES E SALVAR A EMBARCAÇÃO E SUA PALAMENTA QUANDO SE 
EMPREENDE UMA MANOBRA DE VARAÇÃO 
Encalhar na praia seja com a baleeira, bote ou balsa, com a arrebentação forte de ondas, é 
uma tarefa perigosa. Os seguintes cuidados deverão ser tomados: 
 
• Não tenha pressa em alcançar a terra; 
• Analise bem a situação e escolha com cuidado o local de desembarque; 
• Evite fazer o desembarque quando o sol estiver baixo; 
• Procure linhas de continuidade da costa, na linha de arrebentação, evitando recifes de 
corais, correntes de repuxo e de maré; 
• Para atravessar a arrebentação a melhor maneira é antes da onda estourar, desacelere 
o motor da embarcação e acelere-o logo em seguida, quando estiver na cava da onda. 
Isto evitará que a embarcação atravesse na onda; 
• Deixe a âncora flutuante com o cabo o mais comprido que puder, usando os remos se 
possível; 
• Evite desembarcar a noite. Aguarde o amanhecer para que possa ser feita uma 
manobra com maior segurança. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Figura 232 - Encalhe na praia 
 
 
Curso de Embarcações de Sobrevivência e Salvamento 
 
 
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12.8 DESCREVER COMO EXECUTAR E OS CUIDADOS QUE DEVEM SER TOMADOS EM UMA 
MANOBRA DE VARAÇÃO COM UMA BALSA DE SOBREVIVÊNCIA 
A varação com uma balsa é uma manobra muito arriscada e só deve ser realizada se tivermos 
a certeza de que o local é seguro, sem a presença de rochas, arrecifes ou corais que podem vir a 
danificar a balsa. 
A navegação deve ser feita sempre diagonalmente com a arrebentação para evitar esforços 
desnecessários na tentativa de alcançar o ponto desejado. 
 
12.9 DESCREVER A SINALIZAÇÃO EM TERRA QUE DEVE SER FEITA PARA EMBARCAÇÃO, BALSA 
DE SALVATAGEM OU PESSOAS EM PERIGO A FIM DE ORIENTAR A MANOBRA DE VARAÇÃO 
As sinalizações devem ser claras e objetivas. Deve-se informar os perigos a navegação que 
possam vir a danificar a embarcação. Se possível, marcá-las para melhor orientação do timoneiro. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Curso de Embarcações de Sobrevivência e Salvamento 
 
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13. EQUIPAMENTOS RÁDIO, SINALIZAÇÃO E PIROTÉCNICOS 
13.1 CITAR EM QUE TIPOS DE NAVIOS É NECESSÁRIO QUE A EMBARCAÇÃO DE SALVATAGEM 
TENHA EQUIPAMENTO RÁDIO INSTALADO 
Toda embarcação salva-vidas deverá ser dotada de um rádio VHF, conforme normas abaixo: 
 
Código LSA 
4.4.7.8 Toda embarcação salva-vidas dotada de um aparelho radiotelefônico fixo, duplex, em VHF, 
com uma antena montada separadamente. Deverá ser equipada com dispositivos que permitam a 
instalação e a fixação dessa antena em sua posição de operação. 
4.5.4 Se houver um aparelho radiotelefônico fixo, duplex em VHF instalado na embarcação salva-
vidas, ele deverá ser instalado em uma cabine de tamanho suficiente para acomodar tanto o 
equipamento como o seu operador. 
 
NORMAM 1 
Lista de verificação para embarcações “solas” 
Item 112 - Existem transceptores VHF portáteis a razão de um para cada embarcação salva-
vidas, guardados em local de fácil acesso, de forma a poderem ser transportados em caso de 
emergência? 
 
Lista de verificação para embarcações “solas” 
Item 26 - Verificar se os aparelhos de comunicação radiotelefônica das embarcações de 
sobrevivência (baleeiras) - rádios VHF e o “transponder radar” - estão em condições operacionais. 
 
13.2 DESCREVER E OPERAR CORRETAMENTE O EQUIPAMENTO RÁDIO DE UMA EMBARCAÇÃO 
DE SALVATAGEM NAS FREQUÊNCIAS DE SOCORRO E SEGURANÇA E SEU ALCANCE MÍNIMO 
Rádios VHF (Alta Frequência) 
Toda embarcação salva-vidas dotada de um aparelho radiotelefônico em VHF, em duas vias, 
instalado fixo, com uma antena montada separadamente, deverá ser equipada com dispositivos que 
permitam a instalação e a fixação dessa antena em sua posição de operação. 
VHF é a sigla para o termo inglês Very High Frequency (Frequência Muito Alta) que designa a 
faixa de radiofrequências de 30 MHz a 300 MHz. 
A faixa de VHF atribuída ao Serviço Móvel Marítimo é de 156 MHz a 174 MHz, abrangendo os 
canais 01 a 28 e 60 a 88. O anexo 1 apresenta os canais em VHF do Serviço Móvel Marítimo e 
respectivas notas sobre a tabela. 
O transceptor rádio VHF é o mais usado em navegação próxima da costa e seu alcance pode 
variar de 20 milhas a 30 milhas,dependendo da potência utilizada e das condições atmosféricas. 
Os alcances de transmissão e recepção em VHF são limitados, na teoria, pela linha de visada. 
Isto acontece porque a onda rádio em VHF, normalmente não acompanha a curvatura da terra. O 
alcance pode ser afetado pela variação da pressão atmosférica e/ou aumento da umidade, mas 
raramente oferecendo maiores alcances que o normalmente obtido. 
A refração atmosférica acarreta que as ondas rádio sejam mais curvadas que o padrão em linha 
reta. A refração ocorre devido a uma mudança da velocidade da onda. Como as ondas se propagam 
através da atmosfera, estas mudam de direção para uma região de menor velocidade. O grau de 
refração depende da razão em que a velocidade da onda muda, sendo definido pelo índice de refração 
 
 
Curso de Embarcações de Sobrevivência e Salvamento 
 
 
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do ar, que varia com a altura da camada de ar, e, por conseguinte depende da pressão, temperatura 
e umidade do ar. 
 
 
Outro fator significante para determinar o alcance em VHF é, geralmente, a altura acima do 
nível do mar das antenas transmissoras e receptoras. Deve também ser levado em conta que o fato 
do transmissor e o receptor estando dentro da linha de visada rádio, não garante automaticamente, 
que um aceitável sinal será recebido no outro ponto. Isto dependerá, entre outras coisas, da potência 
do transmissor, da sensibilidade do receptor e da qualidade e da posição das antenas transmissoras 
e receptoras. 
 
As características de propagação do VHF são ideais para comunicações terrestres a curta-
distância. Ao contrário das altas frequências (HF), a ionosfera não reflete geralmente as ondas rádio 
VHF e as transmissões ficam restritas, assim, à camada da troposfera, que compreende até cerca de 
15 km acima do solo terrestre. 
Um transceptor de VHF compõe-se basicamente do seguinte: 
 
• Controle de volume – permite regular o som audível 
• Limitador de ruídos (SQUELCH) – permite um ajuste do ruído na recepção, para 
conforto do operador. 
• Memória – permite que se armazenem canais específicos para determinado serviço. 
Geralmente são oito memórias (0 a 7) 
• Varredura automática – permite que os canais selecionados em uma memória sejam 
varridos. 
• Seletor de canais - permite escolher o canal de chamada ou/e de trabalho; 
• Seletor de potência - permite selecionar a potência de emissão do aparelho, 
normalmente entre a potência mínima (1 watt) e a máxima (25 watts). Entre estações 
à vista a potência mínima é suficiente; 
• Dupla escuta (DUAL WATCH) - permite que o transceptor rádio escute dois canais 
alternadamente, normalmente o 16 (conforme o aparelho) e outro. 
 
O canal 70 deve ser utilizado exclusivamente para chamada seletiva digital para socorro, 
segurança e chamada e não possui áudio frequência (AF). 
O canal 06 é utilizado para comunicações de segurança entre navios. Entre navios e aeronaves 
é usado em uma operação SAR. 
Estação Costeira Cerca de 60 
Navio com Antena Cerca de 90 m Acima 
do Nível do Mar 
Estação Costeira Cerca de 35 
Navio com Antena Cerca de 9 m Acima 
do Nível do Mar 
Estação Costeira Cerca de 15 
Embarcação Pequena com TC Portátil de 
VHF 
Navio com Antena Cerca de 9 m 
Acima do Nível do Mar 
Cerca de 15 
Navio com Antena Cerca de 9 m Acima 
do Nível do Mar 
Navio Com Antena Cerca de 9 m 
Acima do Nível do Mar 
Cerca de 10 
Embarcação Pequena com TC Portátil de 
VHF 
Embarcação Pequena com TC 
Portátil de VHF 
Cerca de 5 
Embarcação Pequena com TC Portátil de 
VHF 
 
 
Curso de Embarcações de Sobrevivência e Salvamento 
 
P á g i n a | 183 
 
O canal 13 é reservado mundialmente às comunicações de segurança da navegação, 
principalmente para as comunicações de segurança da navegação entre navios. 
O transceptor de VHF destina-se prioritariamente a ser usado em emergências, por isso deve 
sempre manter escuta no canal 16. Ao ser usado para chamadas em correspondência pública, não 
deve ser ocupado mais que um (1) minuto. 
 
Alfabeto fonético 
 
Escreva a mensagem do perigo. Fale devagar e claramente. 
 
A Alfa N November 
B Bravo O Oscar 
C Charlie P Papa 
D Delta Q Quebec 
E Echo R Romeo 
F Foxtrot S Sierra 
G Golf T Tango 
H Hotel U Uniform 
I India V Victor 
J Juliette W Whiskey 
K Kilo X X-Ray 
L Lima Y Yankee 
M Mike Z Zulu 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
13.3 DESCREVER AS CARACTERÍSTICAS DO RÁDIO PORTÁTIL DE EMERGÊNCIA E SUA 
OPERACIONALIDADE – AUTOMÁTICO/MANUAL. 
Este item foi explicado no item anterior. 
 
Figura 233 - Rádios VHF portáteis e fixos 
 
 
Curso de Embarcações de Sobrevivência e Salvamento 
 
 
P á g i n a | 184 
 
13.4 DESCREVER COMO ARMAR E ATERRAR A ANTENA DO RÁDIO PORTÁTIL DE EMERGÊNCIA E 
COMO ATIVAR MANUALMENTE O SEU GERADOR/DÍNAMO 
 Estes transceptores caíram em desuso devido a implantação do EPIRB. Estes transceptores 
eram dotados de antena tubular em cobre que, após montada, era presa na embarcação. O 
aterramento era feito jogando-se a fita metálica na água. Possuíam uma manivela para acionamento 
do dínamo para geração de energia. Esta manivela era girada em velocidade constante por uma 
pessoa, enquanto a outra manipulava a transmissão (voz ou Morse). Possui uma luz no painel que 
acendia quando a manivela era girada, indicando que estava sendo gerada a energia. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
13.5 DEMONSTRAR COMO OPERAR NO AUTOMÁTICO A FIM DE TRANSMITIR UM SINAL DE 
ALARME RADIOTELEFÔNICO. 
Como dito anteriormente o equipamento está em desuso, não sendo mais utilizado a bordo 
de navios e plataformas. 
 
13.6 OPERAR UMA CHAMADA DE SOCORRO (MAYDAY) SIMULADA E AS INFORMAÇÕES QUE 
DEVEM SER INCLUÍDAS 
O alerta de socorro navio-navio é utilizado para alertar outros navios que se encontram na 
vizinhança do navio em perigo. Ele será dado usando a chamada seletiva digital nas bandas VHF e MF. 
Adicionalmente, pode ser utilizada em HF. 
A transmissão de um alerta de socorro em radiotelefonia (chamada e mensagem) terá o 
seguinte formato, normalmente em VHF e/ou MF): 
 
Chamada de socorro: 
 
• A expressão “MAYDAY” pronunciada três (3) vezes. 
• A expressão “THIS IS”, que corresponde ao “AQUI” em português. 
• O indicativo de chamada ou o nome do navio pronunciado três (3) vezes. 
 
 
Figura 234 - Transceptor portátil de emergência 
 
 
Curso de Embarcações de Sobrevivência e Salvamento 
 
P á g i n a | 185 
 
Mensagem de socorro 
• A expressão “MAYDAY”. 
• A posição do navio em socorro (geralmente latitude, longitude e hora). 
• UTC 
• A natureza do socorro. 
• O auxílio necessário (POB). 
• A expressão “OVER” que corresponde ao “CÂMBIO” em português. 
 
Exemplo: 
“MAYDAY MAYDAY MAYDAY 
THIS IS 
MV YOKOHAMA/JKDS MV YOKOHAMA/JKDS MV YOKOHAMA/JKDS 
 
MAYDAY 
MY POSITION LATITUDE 23º 45’S LONGITUDE 042º 37’W 
UTC 1425 
I AM FIRE IN ENGINE ROOM 
POB 
I REQUEST IMMEDIATE ASSISTANCE 
OVER” 
 
13.7 DESCREVER OS TIPOS DE EPIRB QUE EQUIPAM OS NAVIOS E QUAIS OS PROCEDIMENTOS 
PARA ATIVÁ-LOS 
Existem EPIRB no GMDSS com duas frequências 121,5 / 406 MHz na mesma baliza. A 
frequência de 406 MHz é que irá para o satélite. A transmissão em 121,5 MHz na troposfera (até cerca 
de 15 km de altitude), serve para efeito de localização, permitindo orientar as unidades SAR bem 
como, as aeronaves que estejam sobrevoando o local e que monitorem esta frequência (121,5 MHz), 
que pertence ao Serviço Móvel Aeronáutico. 
As EPIRB podem ser ativadas manualmente ou automaticamente. Elas são equipadas com um 
dispositivo hidrostático de liberação que automaticamente liberará as balizas a uma profundidade de 
4 m. As EPIRB também possuem um cabo de 10 m, para amarrá-las à embarcação de sobrevivência, 
ao bote salva vidas ou a uma pessoa na água. Nunca amarre as EPIRB ao navio em socorro, porque se 
afundar o dispositivo não será liberadoe não devem ser colocadas dentro do bote salva-vidas para 
não prejudicar a linha de visada com o satélite. 
As EPIRB transmitem pulsos de radiofrequência de 0,5 segundos a cada ciclo de 50 segundos, 
com potência de 5 watts. 
As EPIRB têm pelo menos 48 horas de tempo de bateria (feitas de Lítio) e o prazo de troca da 
bateria são cinco anos. Elas também passam por uma vistoria anual para verificação da estabilidade 
da frequência (406 MHz) e de outros fatores. 
Também suportam temperaturas de -20ºC a +55ºC. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Curso de Embarcações de Sobrevivência e Salvamento 
 
 
P á g i n a | 186 
 
Categorias de epirb 
Existem duas categorias de EPIRB, que são: 
 
Categoria I: 
 
• Operam em 406 MHz e 121,5 MHz; 
• Possuem auto-flutuação e ativação automática; 
• São detectáveis por quaisquer satélites do sistema COSPAS/SARSAT; 
• São aprovados pelo GMDSS; 
• Após 1998 alguns modelos foram dotados de GPS. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Categoria II 
 
• Operam em 406 MHz e 121,5 MHz; 
• São similares ao de categoria I; 
• Possuem livre-flutuação; 
• São ativados manualmente; 
• Após 1998 alguns modelos foram dotados de GPS. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 235 - EPIRB CATEGORIA I 
Figura 236 - EPIRB CATEGORIA II 
 
 
Curso de Embarcações de Sobrevivência e Salvamento 
 
P á g i n a | 187 
 
Teste com EPIRB 406 MHZ 
As balizas que operam em 406 MHz só devem ser ativadas quando um navio (EPIRB), aeronave 
(ELT) ou pessoa (PLB) estiver em grave e iminente perigo. Não obstante, para assegurar que os 
equipamentos estejam em perfeito estado de funcionamento, eventualmente, torna-se necessária a 
ativação para a realização de testes. Neste particular, ressalta-se que o operador rádio poderá realizar 
o auto-teste da baliza, sem causar prejuízos para o Sistema de Busca e Salvamento, da seguinte 
forma: 
 
• ELT, EPIRB e PLB podem ser testados a qualquer hora usando o modo auto-teste, sem 
a necessidade de notificar o MCC da realização do teste; 
• Certifique-se sobre as instruções do fabricante para a realização dos testes, bem como 
a correta interpretação dos resultados; 
• EPIRB e PLB não podem ser testados no modo operacional; 
 
Registro da EPIRB 
É importante registrar a EPIRB de modo que as informações contidas na mesma e que quando 
acionada são enviadas para os satélites, estejam disponíveis para as autoridades SAR todo o tempo, 
em um banco de dados, para rapidamente analisar os dados e desencadear uma operação SAR. 
O registro da EPIRB caracteriza-se em um número identificador com 15 caracteres 
alfanuméricos, podendo incluir o identificador do serviço móvel marítimo (MMSI) do navio, o seu sinal 
de chamada (prefixo) ou número de série. 
Para fazer o registro da EPIRB são necessárias as seguintes informações, a serem preenchidas 
em modelo próprio: 
 
• Identificação do comprador (nome, endereço, telefone, etc.); 
• Dados da embarcação (nome, MMSI e empresa proprietária); 
• Dados para contato de emergência (nome e telefone); 
• Modelo e fabricante; 
• Categoria (I-ativação automática; II - ativação manual); e 
• Assinatura do responsável pela embarcação e data. 
 
No Brasil, a EPIRB é registrada no Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle do Tráfego 
Aéreo – CINDACTA (autoridade de registro). 
O site www.406registration.com auxilia no registro da EPIRB, onde não há autoridade de 
registro. 
Desempenho do sistema COSPAS - SARSAT : 
 
• Probabilidade de Detecção da EPIRB – 98% 
• A probabilidade de detecção da EPIRB é definida como a probabilidade de detecção 
pelo LUT de, pelo menos uma mensagem com código identificador correto na primeira 
aquisição pelo satélite. 
• Probabilidade de Localização da EPIRB – 98% 
• A probabilidade de localização da EPIRB é definida como a probabilidade de detecção 
e decodificação de, pelo menos, quatro pulsos de mensagens individuais durante uma 
única passagem do satélite. 
• Precisão de Localização da EPIRB – 90 % 
 
 
Curso de Embarcações de Sobrevivência e Salvamento 
 
 
P á g i n a | 188 
 
• A precisão da localização da EPIRB é definida como a diferença entre a localização 
calculada pelo sistema, usando os recursos do Efeito Doppler e a posição real. 
• Para os satélites do sistema LEOSAR a precisão de localização é de cerca de 2.3 milhas 
náuticas (cerca de 5 km) 
• No sistema GEOSAR quando processando balizas com protocolo de localização (GPS – 
EPIRB) alcançam precisões de localização em torno de 0.05 milhas náuticas (cerca de 
100m). 
• Probabilidade de Resolução de Ambiguidade – 95% 
• A probabilidade de resolução de ambiguidade é definida como a habilidade do sistema 
de selecionar a localização “real”, em vez da “imagem espelhada” da EPIRB. 
 
Capacidade – 90 
A capacidade é definida como o número de EPIRBs no mesmo campo de visão do satélite, as 
quais o sistema de satélites pode processar em sua memória simultaneamente, sem se confundir. 
TEMPO DE NOTIFICAÇÃO – De Uma (1) A Duas (2) Horas 
 
Período desde a ativação da baliza até a recepção de uma mensagem válida por um RCC. É 
composto pelo tempo de espera da passagem do primeiro satélite, do tempo de processamento da 
passagem do primeiro satélite e deste para o LUT e deste para o MCC, e do tempo de transmissão do 
MCC para o RCC. 
Este período varia de uma (1) hora nas altas latitudes até cerca de duas (2) horas no equador 
terrestre. O tempo médio é de 44 minutos na passagem do primeiro satélite e de 43 minutos para 
processamento e transmissão. 
 
13.8 EMPREGAR O EPIRB E SUAS CARACTERÍSTICAS 
A demonstração da utilização do EPIRB será explicado em sala de aula e demonstrado na aula 
prática na utilização da palamenta das embarcações. 
 
13.9 DIFERENCIAR AS EPIRB QUE OPERAM NO SISTEMA COSPAS SARSAT E INMARSAT-E E SUAS 
LIMITAÇÕES 
Item explicado no item 13.7. 
 
13.10 LISTAR OS VÁRIOS TIPOS DE EQUIPAMENTOS DE SINALIZAÇÃO QUE ATRAEM A 
ATENÇÃO, PARA USO NOTURNO E DIURNO 
SART 
Este equipamento é o principal recurso no GMDSS para localizar navios em socorro, os 
sobreviventes em embarcações salva vidas e até mesmo pessoas no mar. Ao ser levado para a 
embarcação salva vidas deve ser colocado na posição de “stand by”, aguardando um pulso radar de 9 
GHz. 
É obrigatório que os navios o porte a bordo, de acordo com os capítulos III e IV da SOLAS. 
Navios de passageiros em viagens internacionais deverão ter um (1) SART por bote salva vidas. Navios 
de carga em viagens internacionais entre 300 e 500 de Arqueação Bruta, uma (1) unidade e acima de 
500 de Arqueação Bruta, duas (2) unidades. 
Ele opera na faixa de 9 GHz (também conhecida como faixa X ou faixa radar de 3 cm) e 
somente transmite, assumindo a posição de ligado, quando é interrogado por um radar de 9 GHz. 
 
 
Curso de Embarcações de Sobrevivência e Salvamento 
 
P á g i n a | 189 
 
O SART responderá ao pulso radar de um navio com antena de 15 metros acima do nível do 
mar, quando o mesmo tocar a antena do SART, dando uma distância de detecção de cerca de 5 milhas 
náuticas. Neste instante, também soa no SART um alarme acústico, dando a informação aos 
náufragos que há um radar de 9 GHz emitindo nas proximidades. 
Pode-se ter uma detecção com maior alcance ao se utilizar uma aeronave que esteja à cerca 
de 3000 pés de altitude; nesta situação a resposta do SART será a cerca de 40 milhas náuticas. 
A transmissão do SART produz na tela do radar do navio ou da aeronave, doze (12) pontos 
padrões estendidos para fora, em que o primeiro ponto é a localização do SART, mostrando uma linha 
de marcação, que será o rumo que o navio assumirá para se aproximar do SART. 
O navio ao se aproximar, estes pontos vão se transformando em arcos concêntricos e quando 
estiver a cerca de uma (1) milha do SART, serão vistos na tela do radar, círculos concêntricos. A figura 
65 apresenta a sequência de pontos que aparece natela do radar. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 237 - Aparência do sinal de SART no radar 
 
 
Curso de Embarcações de Sobrevivência e Salvamento 
 
 
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A figura abaixo apresenta o Conceito Básico da operação do SART 9 GHz. 
 
 
 Para assegurar que o SART ao responder ao pulso radar, será recebido em um alcance 
conveniente, é essencial que o SART seja montado tão alto quanto possível. A fim de aumentar 
ao máximo a probabilidade de detecção, o SART deve ser montado a uma altura de, pelo menos, 1 
metro acima do nível do mar. 
Para ter uma melhor apresentação da resposta do SART na tela do radar, é recomendado que 
ao ser ligado, os controles “ANTI-CLUTTER SEA” e “ANTI-CLUTTER RAIN” do radar, sejam ajustados 
no máximo e a escala do radar ajustada para 6 ou 12 milhas náuticas. 
 
Características operacionais do SART: 
 
• É de fácil ativação e desativação manual por qualquer pessoa; 
• Possui recursos visuais e audíveis, para indicar a operação correta e alertar os 
náufragos que um radar detectou o SART; 
• Resistente à pressão hidrostática até cerca de 10 m de profundidade por cerca de 5 
minutos; 
• Suporta choques térmicos de até 45º C; 
Figura 238 - Conceito básico do SART 9 GHz 
 
 
Curso de Embarcações de Sobrevivência e Salvamento 
 
P á g i n a | 191 
 
• Resistente à prolongada exposição à luz solar; 
• Possui cor laranja ou amarela, para facilitar sua localização; 
• Tempo de bateria: 96 horas em STAND BY e 8 horas na fase de transmissão; 
• Após iniciar a transmissão funciona automaticamente; 
• Suporta as seguintes faixas de temperatura: 
• Ambiente: -20º C a +55º C 
• Armazenado: -30º C a +70º C 
• Opera com polaridade horizontal, que é a mesma do radar; e 
• Tem flutuabilidade livre. 
 
Com o AIS – SART desde 1º de janeiro de 2010 fazendo parte do GMDSS, é possível que o SART 
9 GHz venha a ser retirado do mercado gradativamente. A seguir é apresentado o AIS – SART. 
 
AIS – SART 
O AIS-SART é um Sistema de Identificação Automática com um Transmissor de Busca e 
Salvamento, que trabalha acoplado a um receptor GPS. É usado para localizar uma embarcação de 
sobrevivência ou navio em dificuldades, através do envio de relatórios de posição atualizada usando 
um padrão de sistema de identificação automática (AIS). 
O dispositivo funciona semelhante ao SART 9 GHz , mas, ao invés de mostrar a posição de um 
bote salva-vidas no radar de 3cm, irá transmitir as coordenadas a todos os dispositivos AIS habilitados 
dentro da faixa VHF, nas frequências: 161,975 MHz (AIS 1) e 162,025 MHz (AIS 2), em uma série de 
oito (8) mensagens por minuto, sendo quatro (4) em cada canal VHF-AIS. Inicia a transmissão um (1) 
minuto após a ativação. 
O AIS-SART depois de ativado envia as seguintes informações: 
 
• Coordenadas geográficas (latitude e longitude); 
• Hora GMT; 
• Marcação e distância; e 
• Número de Identificação. 
 
Nas cartas eletrônicas a apresentação AIS - SART é mostrada com uma cruz dentro de um 
pequeno círculo. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 239 - AIS - SART 
 
 
Curso de Embarcações de Sobrevivência e Salvamento 
 
 
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Identificação do AIS – SART 
O AIS – SART possui um código de identificação de nove dígitos. Os três primeiros (970) 
identificam o equipamento AIS-SART, o 4º e o 5º dígitos servem para identificar o fabricante e os 
quatro últimos dígitos identificam o número de série. A combinação de dígitos do AIS - SART não 
identifica o navio. 
Exemplo: 
 
9 7 0 5 5 9 8 7 6 
970 - Dígitos que identificam o AIS - SART 
55 - Fabricante 
9876 - Dígitos de série 
 
Características do AIS – SART: 
 
• Ser capaz de ser facilmente ativado por pessoal não qualificado; 
• Ser equipado com meios para prevenir ativação acidental; 
• Ser equipado com um meio que seja visual ou sonoro, ou ambos visual e audível, para 
indicar a operação correta; 
• Ser capaz de ativação e desativação manual; 
• Ser estanque à água do mar a uma profundidade de 10 m, por pelo menos 5 minutos; 
• Ser resistente à deterioração pela exposição prolongada à luz solar; 
• Ter um arranjo para colocar a antena AIS - SART a um nível de pelo menos 1 metro acima 
do nível do mar, para melhorar seu desempenho; 
• Ser capaz de transmitir com um intervalo de notificação de 1 minuto ou menos; 
• Deve ter capacidade de bateria suficiente para funcionar por 96 h; e 
• Suportar as seguintes faixas de temperatura: 
 
Ambiente: de -20 ° C a +55 ° C; 
Armazenado: de -30º C a + 70º C. 
 
Distância de detecção por navios e aeronaves 
 
• Navio com antena de 17 a 19 m acima do nível do mar..... 8 a 9,5 milhas náuticas; 
• Helicóptero com altitude de 300 a 1000 pés.......... 32,5 a 40 milhas náuticas; e 
• Avião com altitude de 5000 a 20.000 pés...........79 a 129 milhas náuticas. 
 
Espelho Heliógrafo 
É possível atrair a atenção a longas distâncias, podendo alcançar varias milhas dependendo 
das condições climáticas, tamanho do espelho e altura de sinalização. 
Os raios solares são refletidos para os navios, plataformas, aeronaves ou costa marítima. 
Suas limitações são: 
 
• Necessita de sol. 
• Não funciona em 360 º (deve ser direcionado para o alvo). 
 
 
 
 
 
 
Curso de Embarcações de Sobrevivência e Salvamento 
 
P á g i n a | 193 
 
Figura 242 - Apito 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Lanterna com Morse 
A lanterna é uma fonte de luz de extremo valor dentro 
de sua embarcação salva-vidas. Serve para iluminar 
internamente para execução de pequenas fainas, leitura de 
manual e tabelas e também deve ser usada para atrair 
atenção em curtas distâncias. Também pode ser usada para 
enviar sinais em Morse e deve ser estanque à água. Deverá 
haver pilhas reservas para sua utilização. 
Como dito anteriormente, o Código Morse não é mais 
utilizado. 
 
 
 
Apito 
Na palamenta também encontramos um apito, igual aos encontrados em nossos coletes salva-
vidas e roupas de sobrevivência. Serve para chamar a atenção a curtas distâncias, diminuindo o 
esforço e desgaste que teríamos ao gritar, além de ter alcance maior que o grito. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 240 - Espelho Heliográfico 
Figura 241 - Lanterna com Morse 
 
 
Curso de Embarcações de Sobrevivência e Salvamento 
 
 
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Refletor Radar 
Aumenta a reflexão das ondas emitidas pelos radares das embarcações e aeronaves, 
melhorando a sua captação. 
Obs.: É importante que seja instalado de maneira correta, colocando-o o mais alto possível e 
não deverá ser usado junto com o SART. Quando o SARP for interrogado e começar a transmitir em 
resposta ao radar embarcação ele deverá indicar claramente (depende do modelo) a mudança de 
situação e o refletor radar deverá ser retirado. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
13.11 MANIPULAR CORRETAMENTE TODOS OS EQUIPAMENTOS DE SINALIZAÇÃO E 
PIROTÉCNICOS 
Este item será abordado em sala na apresentação do material. 
 
13.2 LISTAR OS PIROTÉCNICOS QUE COMPÕEM UM CONJUNTO MÍNIMO PARA EQUIPAR UMA 
EMBARCAÇÃO OU BALSA DE SALVATAGEM E OS CUIDADOS PARA MANTÊ-LOS E MANUSEÁ-
LOS 
Os artefatos pirotécnicos fazem parte dos equipamentos de sinalização encontrados na 
palamenta das embarcações salva-vidas, navios, plataformas, aviões e helicópteros. Eles têm um 
papel importantíssimo na localização de pessoas em perigo no mar. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 243 - Refletores Radar 
Figura 244 - Pirotécnicos 
 
 
Curso de Embarcações de Sobrevivência e Salvamento 
 
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Cuidados Especiais: 
Todos os pirotécnicos devem ser usados com cuidado. Eles podem ser perigosos quando a 
segurança em sua utilização não for observada. Uma vez que existem diferentes tipos de pirotécnicos 
e vários fabricantes, verifique primeiramente as instruções operacionais, de modo a garantir a 
maneira segurade ativar o sinal, mesmo por pessoas que não saibam ler. Para isto, suas instruções 
também são desenhadas nos invólucros em forma de pictogramas. 
 
Foguete Paraquedas Estrela Vermelha 
Uso: Dia ou noite, para atrair a atenção a grandes distâncias. 
Visibilidade: Com boa visibilidade poderá ser visível a uma distância de até 40 milhas náuticas. 
Ao ativar um foguete com paraquedas, o mesmo pode atingir a uma altura de cerca 300 metros. Nesta 
altura, o facho é acionado, queimando em torno de 40 segundos, sendo sustentado por um pequeno 
paraquedas. 
Durante a ascensão do foguete, o vento exerce uma força sobre ele de tal maneira que o 
foguete se vira na direção do vento. Desta maneira o facho ficará sobre a posição da embarcação 
salva-vidas, oferecendo uma melhor indicação de sua localização. 
 
 
NUNCA USE ESSE ARTEFATO QUANDO OCORRER A PRESENÇA DE HELICÓPTEROS NA ÁREA 
DE ALCANCE DO FOGUETE!!! 
 
Facho Manual 
Uso: Dia e noite, para indicar com exatidão a posição da embarcação salva-vidas. 
Visibilidade: Com boa visibilidade, poderá ser visível a uma distância de até 5 milhas náuticas. 
Nunca olhe na direção do facho. A luz pode prejudicar seus olhos. Ao serem queimados, esses 
fachos providenciam seu próprio oxigênio. Isso quer dizer que ondas borrifando não apagarão o 
facho. Eles continuarão a queimar mesmo debaixo d’água. Esses fachos manuais queimam por cerca 
de 1 minuto. 
 
Figura 245 - Foguete paraquedas estrela vermelha e Símbolo padrão IMO 
 
 
Curso de Embarcações de Sobrevivência e Salvamento 
 
 
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Fumígeno Flutuante 
Uso: Sua utilização é feita durante o dia, para indicar sua posição com exatidão e a direção do 
vento. 
Depois de ativado o fumígeno deverá ser lançado à água, visto que o recipiente fica muito 
quente. Ele libera fumaça de cor laranja por cerca de 3 minutos. Ao ser lançado, deve-se ter a certeza 
de que o vento afaste a fumaça para longe. Devido aos produtos químicos de sua composição, a 
fumaça pode causar sufocamento. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
13.13 IMPORTÂNCIA DE DEFLAGAR UM PIROTÉCNICO NO MOMENTO CORRETO, SOB 
ORDEM DO LÍDER 
 
O número de pirotécnicos a bordo das embarcações de sobrevivência é reduzido. Portanto, 
só devemos utilizá-los quando tivermos certeza que este será visualizado pelas equipes de busca. O 
Timoneiro da embarcação é o responsável pela guarda e utilização dos pirotécnicos, e só poderão ser 
utilizados sob sua ordem. 
 
 
 
Figura 246 - Facho manual 
Figura 247 - Fumígeno flutuante (fumígeno de 3 minutos) 
 
 
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14. LANÇAMENTO DE BALSA INFLÁVEL E EXERCÍCIO 
 
14.1 PRATICAR COM HABILIDADE E EFICIÊNCIA AS MANOBRAS DE LANÇAR E DISPARAR UMA 
BALSA DE SALVATAGEM. 
Este item será demonstrado durante a realização dos exercícios práticos. 
 
14.2 OPERAR O CABO DE SEGURANÇA DO GATO DE ESCAPE NO TEMPO CERTO, EM CASOS DE 
ARRIAR OU RESGATAR POR TURCO SINGELO, RECOLHENDO CORRETAMENTE PARA O 
PRÓXIMO LANÇAMENTO OU RESGATE. 
Este item será demonstrado durante a realização dos exercícios práticos. 
 
14.3 EMPREGAR OS PROCEDIMENTOS CORRETOS PARA RESGATAR UM NÁUFRAGO NA ÁGUA 
COM OS RECURSOS DE UMA BALSA INFLÁVEL. 
Este item será demonstrado durante a realização dos exercícios práticos. 
 
14.4 EMPREGAR AS TÉCNICAS CORRETAS PARA EXECUTAR A MANOBRA DE AFASTAR-SE DO 
COSTADO DO NAVIO COM UMA BALSA INFLÁVEL. 
Este item será demonstrado durante a realização dos exercícios práticos. 
 
14.5 DESCREVER UM MANUAL DO FABRICANTE DE BALSA INFLÁVEL E OS CUIDADOS 
NECESSÁRIOS PARA COM A MESMA. 
Este item será demonstrado durante a realização dos exercícios práticos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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15. EXERCÍCIOS PRÁTICOS - ANEXOS: 
ANEXO 1: Símbolos Padrão IMO com e sem Texto 
 
SÍMBOLOS PADRÃO IMO 
COM TEXTO 
SÍMBOLOS PADRÃO IMO 
SEM TEXTO 
SIGNIFICADO 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Embarcação Salva-Vidas 
 
Embarcação de Salvamento 
 
Balsa Salva-Vidas 
 
Balsa Salva-Vidas Arriada 
por Turco 
 
Escada de Embarque 
 
 
Curso de Embarcações de Sobrevivência e Salvamento 
 
P á g i n a | 199 
 
 
Rampa de Abandono 
 
Bóia Salva-Vidas 
 
Bóia Salva-Vidas com 
Retenida 
 
Bóia Salva-Vidas com 
Dispositivo de Iluminação 
Automática 
 
Bóia Salva-Vidas com 
Dispositivo de Iluminação e 
Fumígeno 
 
Colete Salva-Vidas 
 
 
Curso de Embarcações de Sobrevivência e Salvamento 
 
 
P á g i n a | 200 
 
 
Roupa de Imersão 
 
Rádio Portátil de 
Embarcação de 
Sobrevivência 
 
EPIRB 
 
Transponder-Radar 
 
Sinal de Socorro 
Pirotécnico de Embarcação 
de Sobrevivência 
 
Foguete Manual Estrela 
Vermelha com Pára Quedas 
 
 
Curso de Embarcações de Sobrevivência e Salvamento 
 
P á g i n a | 201 
 
 
Aparelho Lança-Retinida 
 
Posto de Reunião 
 
Rampa de Abandono 
Vertical 
 
Maca 
 
Dispositivo de Proteção 
Térmica 
 
Roupa Anti-Exposição 
 
 
Curso de Embarcações de Sobrevivência e Salvamento 
 
 
P á g i n a | 202 
 
 
Primeiros Socorros 
 
Apertar os Cintos de 
Segurança 
 
Fechar as Escotilhas 
 
Dar Partida no Motor 
 
Arriar até a Água a 
Embarcação Salva-Vidas 
 
Arriar até a Água a Balsa 
Salva-Vidas 
http://mdnautical.com/safety-signs/16448-4150-first-aid-symbol.html
http://mdnautical.com/safety-signs/16456-4170-first-aid-with-text.html
 
 
Curso de Embarcações de Sobrevivência e Salvamento 
 
P á g i n a | 203 
 
 
Arriar até a Água a 
Embarcação de Salvamento 
 
Acionar Borrifo d'água 
 
Acionar Suprimento de Ar 
 
Liberar as Peias 
 
Liberar os Gatos 
 
Letras 
 
 
Curso de Embarcações de Sobrevivência e Salvamento 
 
 
P á g i n a | 204 
 
 
Numeral 
 
Indicador de Direção 
 
Indicador de Saída de 
Emergência 
 
Indicador de Direção 
 
Ponto de Reunião 
 
Ponto de Reunião 
 
 
Curso de Embarcações de Sobrevivência e Salvamento 
 
P á g i n a | 205 
 
 
Embarcação Salva-Vidas 
 
Balsa Salva-Vidas 
 
Saída 
 
Helideck 
 
Rota de Fuga 
 
 
Telefone de Emergência 
http://mdnautical.com/safety-signs/16465-4178-emergency-telephone.html
 
 
Curso de Embarcações de Sobrevivência e Salvamento 
 
 
P á g i n a | 206 
 
 
Alarme Geral 
 
 
Parada de Emergência 
 
Alarmes Sonoros 
 
Desfibrilador 
 
Ar Medicinal 
 
 
Maleta de Primeiros 
Socorros 
 
 
Curso de Embarcações de Sobrevivência e Salvamento 
 
P á g i n a | 207 
 
 
 
Lava Olhos 
 
 
Chuveiro de Emergência 
 
Lâmpada Aldis 
 
 
 
http://mdnautical.com/safety-signs/16464-4177-emergency-eye-wash.html
http://mdnautical.com/safety-signs/16463-4176-emergency-shower.html
 
 
Curso de Embarcações de Sobrevivência e Salvamento 
 
 
P á g i n a | 208 
 
ANEXO 2: Pôster de Segurança do ISM CODE 
 
 
Instruções de Lançamento 
da Baleeira Aberta ou 
Parcialmente Fechada 
 
Instruções de Lançamento 
da Balsa Inflável Manual 
 
 
Curso de Embarcações de Sobrevivência e Salvamento 
 
P á g i n a | 209 
 
 
Ações Vitais após 
Lançamento 
 
Instruções de Lançamento 
da Baleeira Totalmente 
Fechada 
 
 
Curso de Embarcações de Sobrevivência e Salvamento 
 
 
P á g i n a | 210 
 
 
Instruções de Lançamento 
da Baleeira em Atmosfera 
Perigosa 
 
Instruções em Caso de 
Homem Ao Mar 
 
 
Curso de Embarcações de Sobrevivência e Salvamento 
 
P á g i n a | 211 
 
 
Instruções de Abandono do 
Navio 
 
Instruções de Lançamento 
da Baleeira Free Fall 
 
 
Curso de Embarcações de Sobrevivência e Salvamento 
 
 
P á g i n a | 212 
 
 
Instruções de Reboque 
 
Instruções em Caso de 
Incêndio ou Explosão 
 
 
Curso de Embarcações de Sobrevivência e Salvamento 
 
P á g i n a | 213 
 
 
Simbolos de Segurança IMO 
 
Instruçõesde Lançamento 
da Balsa Turcada 
 
 
Curso de Embarcações de Sobrevivência e Salvamento 
 
 
P á g i n a | 214 
 
 
Instruções de Lançamento 
das Rampas de Evacuação e 
Abandono 
 
Sinais de Salvamento e 
Métodos de Resgate 
 
 
Curso de Embarcações de Sobrevivência e Salvamento 
 
P á g i n a | 215 
 
 
Bandeiras do Código 
Internacional de Sinais 
 
Operação do Bote de 
Resgate Rápido 
 
 
Curso de Embarcações de Sobrevivência e Salvamento 
 
 
P á g i n a | 216 
 
 
Operação do Bote de 
Resgate 
 
Operação com Helicóptero 
Içamento 
 
 
Curso de Embarcações de Sobrevivência e Salvamento 
 
P á g i n a | 217 
 
 
Indução e Familiarização na 
Unidade 
 
Instruções de Evacuação de 
Emergência 
 
 
Curso de Embarcações de Sobrevivência e Salvamento 
 
 
P á g i n a | 218 
 
 
Instruções de Evacuação de 
Emergência 
 
Homem ao Mar 
 
 
Curso de Embarcações de Sobrevivência e Salvamento 
 
P á g i n a | 219 
 
ANEXO 3: Tabela de Sinais de Salvamento 
 
TABELA DE SINAIS DE SALVAMENTO 
1- Sinais de aterragem destinados a guiar as embarcações com tripulação ou pessoas em 
perigo 
 
Sinais 
Diurnos 
Sinais Manuais Sinais Pirotécnicos 
Sinais 
Noturnos 
Outros Sinais Significado 
Movimento vertical de uma 
Bandeira branca ou dos braços 
Ou disparando uma luz 
pirotécnica verde 
Ou assinalando a letra K em 
morse, por aparelho de luz ou 
de som 
Movimento vertical de uma luz 
branca ou de um facho 
Ou disparando uma luz 
pirotécnica verde Ou assinalando a letra K em 
Morse, por aparelho de luz 
Um alinhamento (indicação de direção) pode ser feito pela colocação de uma luz branca 
fixa ou facho em nível mais baixo e em linha com o observador. 
Sinais 
Diurnos 
Sinais 
Noturnos 
Sinais 
Noturnos 
Sinais 
Diurnos 
Movimento horizontal de uma 
bandeira branca ou dos braços 
estendidos horizontalmente 
Movimento horizontal de uma 
luz branca ou de um facho 
Ou disparando uma luz 
pirotécnica vermelha 
Ou disparando uma luz 
pirotécnica vermelha 
Ou assinalando em morse a 
letra S por aparelho de luz ou 
de som 
Ou assinalando em morse a 
letra S por aparelho de luz ou 
de som 
 
 
Curso de Embarcações de Sobrevivência e Salvamento 
 
 
P á g i n a | 220 
 
 
 
2- Sinais a serem empregados em conexão com o uso de equipamentos de salavamento 
em terra Ativos\Apostila 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Sinais 
Diurnos 
Sinais 
Diurnos 
Sinais 
Noturnos 
Sinais 
Noturnos 
Movimento verticak de 
uma Bandeira branca ou 
dos braços 
Movimento vertical de uma 
luz branca ou de um facho 
Movimento horizontal de 
uma bandeira branca ou 
dos braços estendidos 
horizontalmente 
Movimento horizontal de 
uma luz branca ou de um 
facho 
Ou disparando uma luz 
pirotécnica verde 
Ou disparando uma luz 
pirotécnica verde 
Ou disparando uma luz 
pirotécnica vermelha 
Ou disparando uma luz 
pirotécnica vermelha 
Sinais Manuais Sinais Pirotécnicos Outros Sinais Significado 
Em geral: Afirmativo 
Particularmente: “A 
Retenida foi segura” O 
Moitão está sob volta” 
“ O cabo está sob 
volta” 
 “Há um homem na 
cadeira de passagem 
de carga leve.” 
Em geral: Negativo 
Particularmente: 
“Folgar os cabos” 
“Aguentar” (Parar de 
alar) 
 
 
Curso de Embarcações de Sobrevivência e Salvamento 
 
P á g i n a | 221 
 
3- Respostas de estação salva-vidas ou unidades marítimas de socorro a sinais de perigo 
feito por navio ou pessoa. 
 
 
Sinais 
Diurnos 
Sinais 
Noturnos 
Sinais de fumaça 
laranja 
Luzes pirotécnicas 
brancas consistindo de 
3 sinais singelos que 
são disparados a 
intervalos de 
aproximadamente 1 
minuto. 
Os sinais combinados de 
luz e som (luz-
estampido) consistindo 
de 3 sinais sigelos que 
são disparados a 
intervalos de 
aproximadamente 1 
minuto 
Você está sendo 
avistado - Assistência 
lhe será dada logo que 
possível. 
(A repetição desses 
sinais tem o mesmo 
significado) 
Se necessário os sinais diurnos podem ser usados à noite e os sinais noturnos durante o dia. 
 
 
Curso de Embarcações de Sobrevivência e Salvamento 
 
 
P á g i n a | 222 
 
 
4- Sinais Visuais ar-superfície 
Sinais usados por auronaves em operação de Busca e Salvamento para dirigir navios para uma 
aeronave, navio ou pessoas em perigo 
 
 
Curso de Embarcações de Sobrevivência e Salvamento 
 
P á g i n a | 223 
 
 
5- Sinais Visuais Superfície Ar 
Comunicação de embarcação de superfície ou de sobreviventes para uma aeronave. 
 
 
Curso de Embarcações de Sobrevivência e Salvamento 
 
 
P á g i n a | 224 
 
 
 
 
Curso de Embarcações de Sobrevivência e Salvamento 
 
P á g i n a | 225 
 
ANEXO 4: Procedimentos Radiotelefônicos 
 
 
 
Curso de Embarcações de Sobrevivência e Salvamento 
 
 
P á g i n a | 226 
 
ANEXO 5: Tabelas de Pronúncia de Letras e de Algarismos 
 
 
 
 
Curso de Embarcações de Sobrevivência e Salvamento 
 
P á g i n a | 227 
 
16. GLOSSÁRIO 
 
Adernar Inclinar-se (o navio) submergindo mais de um lado. 
Antepara São as separações verticais que subdividem em 
compartimentos o espaço interno do casco, em cada 
pavimento. As anteparas concorrem também para manter 
a forma e aumentar a resistência do casco. Nos navios de 
aço, as anteparas, particularmente as transversais, 
constituem um meio eficiente de proteção em caso de veio 
d’água; para isto elas recebem reforços, são tornadas 
impermeáveis à água, e chamam-se anteparas estanques. 
Bombordo Lado esquerdo de um navio, olhando-se da popa a proa. 
Boça Pedaço de cabo ou de corrente empregado para aboçar. 
Borda É o limite superior do costado, que pode terminar na altura 
do convés (se recebe balaustrada) ou elevar-se um pouco 
mais, constituindo a borda-falsa. 
Bordo São as duas partes simétricas em que o casco é dividido 
pelo plano diametral. 
Borda-falsa Parapeito do navio no convés, de chapas mais leves que as 
outras chapas do costado. Tem por fim proteger o pessoal 
e o material que estiverem no convés, evitando que caiam 
ao mar. 
Boreste ou estibordo Lado do navio, á direita de quem olha, da popa para a proa. 
Em Portugal se diz estibordo, em vez de boreste. 
Brandear Folgar um cabo, uma espia, uma amarra etc.; tornar brando 
um cabo; dar seio a um cabo que esteja portando. 
Cabo O mesmo que corda. 
Cartão “T” Cartão utilizado em algumas unidades para identificação e 
controle das pessoas a bordo 
Caçoilo É uma pequena peça de madeira, de forma esférica ou 
cilíndrica, com um, dois ou três furos no sentido 
longitudinal, os quais servem de guia aos cabos. 
Casulo Recipiente onde fica armazenada a balsa inflável. 
Catarinas É um moitão especial, de aço, para trabalhos de grande 
peso; a roldana tem a bucha de bronze e é autolubrificada. 
Coordenador da 
Emergência 
Pessoa responsável pela coordenação geral da 
emergência. 
Coordenador do Ponto 
de Reunião 
Pessoa responsável pela coordenação do ponto de 
reunião. 
Embarcação de Stand-by Embarcação que está de prontidão junto à unidade. 
Embarcações de 
salvamento 
Bote de resgate. 
Embarcação de 
sobrevivência 
Baleeira e balsa inflável. 
Emborcar Virar ao contrário (“virar de cabeça para baixo”) 
Emergência Toda situação anormal que ponha em risco as pessoas, o 
local onde elas se encontram ou o meio ambiente. 
Encalhar Dar em seco (a embarcação); tocar num baixio ou banco de 
areia. 
EPI Equipamento de proteção individual. 
Faina de emergência Tarefas a serem realizadas durante a emergência 
Fiel Cabos finos com que se prendem quaisquer objetos, tais 
como as fundas dos escaleres, as defensas etc. 
Gangways Passarela 
 
 
Curso de Embarcações de Sobrevivência e Salvamento 
 
 
P á g i n a | 228 
 
Gato São ganchos de aço forjado, com olhal, geralmente 
constituídos numa peça única. As partes principais do gato 
são: cotovelo, que é a parte curva, e o bico, isto é, a ponta. 
Manilha São constituídas por um vergalhãode material recurvado 
em forma de U, tendo orelhas nas extremidades a fim de 
receber um pino que se chama cavirão. O cavirão pode ter 
rosca, chaveta, contrapino ou tufo na sua extremidade, a 
fim de fixá-lo. 
Moitão ou cadernal Consta de uma caixa semelhante à de um moitão, dentro 
da qual trabalham duas ou mais roldanas em um mesmo 
eixo. 
NORMAM Normas da Autoridade Marítima. 
Peias Nome que tomam os cabos quando prendem a bordo 
quaisquer peças ou objetos, a fim de evitar que eles se 
desloquem com o jogo do navio. Pear é prender qualquer 
objeto amarrando-o com peias. 
POB Lista nominal das pessoas a bordo. 
Popa É a extremidade posterior do navio. Quase sempre, tem a 
forma exterior adequada para facilitar a passagem dos 
filetes líquidos que vão encher o vazio produzido pelo 
navio em seu movimento, a fim de tornar mais eficiente a 
ação do leme e do hélice. 
Portar pelo cabo Puxar o navio pelo cabo 
Proa É a extremidade anterior do navio no sentido de sua 
marcha normal. Quase sempre tem a forma exterior 
adequada para mais facilmente fender o mar. 
Quilha Peça disposta em todo o comprimento do casco no plano 
diametral e na parte mais baixa do navio. Constitui a 
“espinha dorsal” e é a parte mais importante do navio, 
qualquer que seja o seu tipo; nas docagens e nos encalhes, 
por exemplo, é a quilha que suporta os maiores esforços. 
SAR Search and rescue (Busca e Salvamento) 
Solas Safety of Life at Sea - Convenção Internacional para a 
Salvaguarda da Vida Humana no Mar 
Solecar Dar um brando ao cabo, arriando-o um pouco; aliviar o 
peso ou esforço; dar mais folga ao seio. Afrouxar. 
TEMPSC Sinônimo de baleeira - Totally Enclosed Motor Propelled 
Survival Craft 
Tesar Esticar um cabo. 
Turco Coluna de ferro tendo a parte superior recurvada para 
receber um aparelho de içar; serve para içar embarcações 
ou outros pesos. 
Verdugo Peça reforçada, posta na cinta de alguns navios pequenos, 
como os rebocadores, ou em embarcações pequenas, para 
proteger o costado durante as manobras de atracação. 
 
 
 
Curso de Embarcações de Sobrevivência e Salvamento 
 
P á g i n a | 229 
 
17. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 
 
1. BRASIL, Marinha do – Diretoria de Portos e Costas. NORMAS DA AUTORIDADE MARÍTIMA 
PARA EMBARCAÇÕES EMPREGADAS NA NAVEGAÇÃO EM MAR ABERTO – NORMAM-01. 
Rio de Janeiro: DPC, 2005. 
 
2. BRASIL, Marinha do – Diretoria de Portos e Costas. NORMAS DA AUTORIDADE MARÍTIMA 
PARA HOMOLOGAÇÃO DE MATERIAL – NORMAM-05. 
Rio de Janeiro: DPC, 2003. 
 
3. BRASIL, Marinha do – Diretoria de Portos e Costas. NORMAS DA AUTORIDADE MARÍTIMA 
PARA CREDENCIAMENTO DE INSTITUIÇÕES PARA MINISTRAR CURSOS PARA 
PROFISSIONAIS NÃO-TRIPULANTES E TRIPULANTES NÃO-AQUAVIÁRIOS – NORMAM-24. 
Rio de Janeiro: DPC, 2009. 
 
4. MODEL COURSE 1.23 - PROFICIENCY IN SURVIVAL CRAFT AND RESCUE BOATS (OTHER 
THAN FAST RESCUE BOATS). 
London: IMO, 2000. 
 
5. RESOLUTION A.891(21) - RECOMMENDATIONS ON TRAINING OF PERSONNEL ON MOBILE 
OFFSHORE UNITS (MOUs). 
London: IMO, 1999. 
 
6. SOLAS - INTERNATIONAL CONVENTION FOR THE SAFETY OF LIFE AT SEA. 
London: IMO, version 1.0, November 2010. 
 
7. CONVENÇÃO INTERNACIONAL SOBRE PADRÕES DE INSTRUÇÃO, CERTIFICAÇÃO E 
SERVIÇO DE QUARTO PARA MARÍTIMOS, (STCW 1995) 
London: IMO, version 1.0, November 2010. 
 
8. FONSECA, Maurílio Magalhães, Arte Naval. – 
Rio de Janeiro: Serviço de Documentação da Marinha, 6ª edição - 2002. 
 
9. IMO Life-Saving Appliances Code (LSA Code). 
Rio de Janeiro: edição 2010. 
 
10. INTERNATIONAL AERONAUTIC MARITIME SEARCH AND RESCUE MANUAL. VOL. III. 
(IAMSAR). 
London: IMO, 2005. 
 
11. RELYON NUTEC – APOSTILA DO CURSO DE CROG – CURSO DE RADIOPERADOR EM 
GMDSS. 
Rio de Janeiro: edição 2012. 
 
12. ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DE SAÚDE. Guia Médico Internacional para Navios. Washington: 
OMS, [ ]. 
 
 
 
Curso de Embarcações de Sobrevivência e Salvamento 
 
 
P á g i n a | 230 
 
13. Diretrizes para RCP e ACE. American Heart Association. 2010. 
 
14. FALÇÃO, Luiz Fernando dos Reis e BRANDÃO, Júlio Cezar Mendes. Primeiros Socorros. 1ª 
edição, Martinari. 
São Paulo, 2010. 
 
15. Ministério da Saúde. Manual de Primeiros socorros. 
Rio de Janeiro, Fundação Oswaldo Cruz. 2003. 
 
SITES CONSULTADOS: 
International Maritime Organization – IMO. Disponível em: http://www.imo.org. Vários acessos. 
Diretoria de Portos e Costas - DPC. Disponível em 
https://www.dpc.mar.mil.br/normam/tabela_normam.htm. Vários acessos. 
 
Comissão Organizadora dos Assuntos da Organização Marítima Internacional – CCA-IMO. Disponível 
em: https://ccaimo.mar.mil.br. Vários acessos. 
 
AVIMAR Limited. Disponível em: http://avimarltd.tripod.com/marine.html. Vários acessos. 
 
EUROSUL Fornecedora de Navios Ltda. Disponível em: http://www.eurosul.com. Vários acessos. 
 
Maritime Progress. Disponível em: http://www.maritimeprogress.com. Vários acessos. 
 
VIKING. Disponível em: http://www.viking-life.com. Vários acessos. 
 
Nautic Expo. Disponível em: http://www.nauticexpo.com. Vários acessos. 
 
NED-DECK Marine. Disponível em: http://www.neddeckmarine.com. Vários acessos. 
 
Gcapitan. Disponível em: http://www.gcapitan.com. Vários acessos. 
 
Marine in sight. Disponível em: http://www.marineinsight.com. Vários acessos. 
 
Offshore Technology.com. Disponível em: http://www.offshore-technology.com. Vários acessos. 
 
 Naval Technology.com. Disponível em: http://www.naval-technology.com. Vários acessos. 
 
Pippa's Place - Environmentally Speaking. Disponível em: http://philippa-pippa.blogspot.com. Vários 
acessos. 
 
ATRAC. Disponível em: http://www.atrac.net. Vários acessos. 
 
SEA BREEZES. Disponível em: http://www.seabreezes.co.im. Vários acessos. 
 
 
http://philippa-pippasplace.blogspot.com/

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