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Relatorio_Biologia

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NIKSON MATHEUS EUFRASIO SOUSA – 201511315029
RELATÓRIO DE BIOLOGIA APLICADA
COLORAÇÃO DE GRAM
Relatório da disciplina de Biologia Aplicada, referente ao segundo semestre do curso de Engenharia Sanitária e Ambiental da UFMT.
Prof. Dr. JOÃO BATISTA DE LIMA
CUIABÁ
	2016
Sumário
RESUMO	3
OBJETIVO	3
INTRODUÇÃO	3
MATERIAIS ULTILIZADOS	4
PROCEDIMENTO EXPERIMENTAL	4
RESULTADOS E DISCUSSÕES	5
CONCLUSÃO	5
REFERÊNCIAS BIBLIOGRAFICAS	6
RESUMO
	O método de coloração de gram consiste na coloração das bactérias por violeta de genciana ou pela fucsina. As gram positivas são as bactérias que tomam o gram e adquirem a coloração roxa, as gram negativas não tomam o gram e perdem a coloração inicial após a lavagem com o álcool cetona, mantendo apenas com a coloração vermelha da fucsina.
OBJETIVO
	Preparação de lâminas utilizando a coloração de gram para visualizar a morfologia das bactérias no microscópio.
INTRODUÇÃO
Coloração de Gram é uma técnica de coloração para diferenciação de microorganismos através das cores, para serem observados em microscópio óptico. A técnica recebeu este nome em homenagem ao médico dinamarquês Hans Cristian Joaquim Gram.
Quando as estruturas celulares são cobertas pelo corante violeta-de-metila, todas se coram em roxo. Com a adição do mordente (Soluto de Lugol), ocorre à formação do complexo iodo-pararosanilina, que tem como propriedade fixar o corante primário nas estruturas coradas.
Algumas estruturas perdem a cor violeta rapidamente, quando ocorre a lavagem, com álcool etílico, enquanto outras perdem sua coloração mais devagar ou a perdem completamente. O corante safranina colore novamente as estruturas que foram descoradas.
As bactérias Gram-positivas, que têm a parede celular composta por mureína (peptídeoglicano - peptídeo de ácido n-acetil murâmico), durante o processo de descoloração com álcool etílico, retém o corante, permanecendo com a coloração conferida pelo corante primário (roxo). Já as bactérias Gram-negativas com parede celular composta predominantemente por ácidos graxos (lipopolissacarídeos e lipoproteínas), perdem o complexo iodo-pararosanilina, são incapazes de reter o violeta de Genciana, assumindo a cor do corante de fundo (vermelha).
São as diferenças da estrutura da parede bacteriana, principalmente com relação à espessura da camada de peptidoglicano, que é responsável pelo diferente comportamento das bactérias diante da coloração de Gram.
MATERIAIS ULTILIZADOS
· Algodão
· Álcool iodado
· Álcool cetona (descorante)
· Bico de Bunsen
· Fucsina (corante)
· Lamina de microscopia
· Lugol (mordente)
· Material para observação (iogurte e leite fermentado)
· Microscópio
· Óleo de imersão
· Palito de dentes
· Pipeta de Pasteur
· Violeta de genciana (corante)
PROCEDIMENTO EXPERIMENTAL
1. A lâmina foi flambada no bico de Bunsen, cortando a chama três vezes seguidas.
2. O material foi colocado na lâmina e foi realizado o esfregaço.
3. Foi feita a secagem do material, junto ao bico de Bunsen.
4. A lâmina foi colocada no suporte para fazer a coloração.
5. Usando a pipeta de pasteur colocou-se a violeta de genciana sobre a lâmina, esperando um minuto.
6. Em seguida a lâmina foi coberta com lugol (mordente) por 1 minuto.
7. Regulando o fluxo da água, retirou-se o excesso do lugol.
8. Em seguida a lâmina foi coberta com álcool cetona (descorante). Lavando-a em seguida.
9. Por fim foi aplicada a fucsina durante 1 minuto. Retirando todo o excesso com água.
10. Novamente foi realizada a secagem da lâmina junto ao bico de Bunsen.
11. A lâmina foi levada para a observação no microscópio.
12. Utilizando a objetiva de 10x definimos o foco.
13. Aplicou-se o óleo de imersão sobre a lâmina para a observação na objetiva de 100x.
14. O material foi observado na objetiva de 100x.
RESULTADOS E DISCUSSÕES
	Após a realização de todo o processo de preparação da lâmina com o material, foi possível observar a coloração adquirida pelas bactérias presentes nas amostras de iogurte e leite fermentado. As bactérias que adquirem a coloração roxa são as gram positivas que possuem menos lipídeos em sua parede celular, sendo menos suscetíveis a dissolução ao álcool cetona, permanecendo com a coloração da violeta de genciana.
	As bactérias gram negativas, possuem mais lipídeos em sua composição, e são mais permeáveis e se dissolvem após a aplicação do álcool cetona, perdendo a coloração inicial. Após a aplicação da fucsina a bactéria gram negativa mantém a coloração avermelhada em sua parede celular.
		
Imagem 1: Lâmina de leite fermentado	Imagem 2: Lâmina de iogurte natural
Imagem 3: Lâmina de Danoninho
CONCLUSÃO
Todos os passos e procedimentos necessários para o método de coloração de Gram foram feitos, seguindo as instruções. Os objetivos foram alcançados, pois tanto bactérias Gram-positivas, quanto Gram-negativas foram bem visualizadas.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRAFICAS
BACTÉRIAS GRAM-POSITIVAS E GRAM-NEGATIVAS, disponível em: <http://www.infoescola.com/microbiologia/bacterias-gram-positivas-e-gram-negativas/>, acesso em 21 de fevereiro de 2016.
COLORAÇÃO		 DE GRAM, disponível em: http://www.infoescola.com/bioquimica/coloracao-de-gram/, acesso em 21 de fevereiro de 2016.
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