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2
Sempre que estivermos diante de um problema de análise de dor devemos pensar nas seguintes situações:
· Intensidade = LEVE, MODERADA OU SEVERA
· Condição do aparecimento da Dor = PROVOCADA ou ESPONTÂNEA
· Duração da Dor = DECLÍNIO RÁPIDO ou LENTO
· Frequência da Dor = INTERMITENTE/ HIPEREMIA ou CONTÍNUA
· Sede/Localização da Dor = LOCALIZADA ou DIFUSA (quando o paciente não sabe qual é o dente que está doendo)
Para a análise da dor, utiliza-se os seguintes:
TESTES CLÍNICOS:
Palpação apical: serve para detectar o dente algógeno (dente causador da dor). 
· Tem que ter inflamação periapical, apresentar patologia periapical;
· O paciente não sentiu sensibilidade: não existe inflamação periapical, então a inflamação está na polpa. 
Percussão: Localizar o dente algógeno (dente causador da dor). Pode ser feita pelo vertical e horizontal. 
· Positivo: patologia periapical, polpa morta;
· Negativo: patologia pulpar, polpa viva;
TESTE FISICO:
· Mobilidade dental: Se houver mobilidade é presença de abscesso;
TESTESTÉRMICOS:
· Frio: gelo, endo ice.
	Positivo
	Negativo
	Polpa viva
	Polpa morta
· Calor: guta-percha aquecida
DIAGNOSTICO EM ENDODONTIA
Diagnostico: conhecimento ou determinação de uma doença pelos seus sinais, sintomas e/ou exames diversos. 
	Sintomas:
	Sentida pelo paciente
	Sinais:
	Observada pelo profissional
	Doença aguda:
	Inicio evolutivo rapido de curta duração
	Doença crônica:
	Desenvolvimento lente e duração prolongada
Polpa viva: polpa vital, vitalizada ou biopulpectomia 
Polpa morte: mortificação pulpar, necrose pulpar ou necropulpectomia
	Condições patológica
	Inflamação aguda:
	Dor e edema
	Inflamação crônica: 
	Assintomática (sem dor), via de drenagem
POLPA VIVA
Pulpite aguda: dor
· Reversível: hiperemia/intermitente (dor provocada);
· Transitória
· Irreversível: Conjuntão vascular (aumento da circulação sanguínea dentro do canal);
Pulpite crônica: Assintomática – sem dor
· Ulcerativa;
· Hiperplásica;
PULPITES AGUDAS
PULPITE REVERSÍVEL: os vasos sanguíneos estão dilatados (hiperemia) e há edema (pressão capilar e permeabilidade vascular).
Sintomas:
· Dor provocada pelo frio ou pelo doce;
· Dor curta duração, que passa rápido após a remoção do estímulo;
· Dor Localizada;
· Percussão e palpação – negativo
Caraterística radiográfica: Aspecto de normalidade ou imagem sugestiva a carie, restauração ou trauma. 
Tratamento conservador: Remoção do estimulo causador (carie, restauração profunda ou fratura). 
Proteção dentária – aplicação de curativo a base de Hcall e cimento de ionômero de vidro (CIV). Restaurar o dente quando o dente apresentar vitalidade e assintomático. 
	O tratamento indicado é o conservador, ou seja, a remoção do agente agressor ou proteção pulpar indireta ou direta.
TRANSITORIA
Sintomas: dor espontânea, de alta intensidade e longa duração.
	O paciente sente sintomas de dor espontânea ou provocada, toma o medicamento e o dente para de doer, mas quando o efeito do remedio acaba a dor volta.
· Necessidade de analgésico;
· Intermitente (dor provocada)
· Intervalos assintomáticos; 
Tratamento: Nesse tipo de caso, o tratamento via depender da idade da polpa. Idosos possuem pouca polpa, assim indicado para tratamento de canal, mas se for jovem o tratamento é capeamento pulpar/tratamento conservador.
Pode ter patologias que pode envelhecer a polpa dentaria mais rapido, por exemplos trauma funcional (bruxismo) e problemas periodontais, levando nesse caso o tratamento de canal independentemente da idade.
	Diante de tal condição pulpar, realiza-se tratamento conservador. No entanto é importante deixar claros para o paciente o risco de evolução para uma pulpite aguda irreversível e a necessidade de tratamento endodôntico.
PULPITE IRREVERSÍVEL
Sintomas:
· Dor espontânea;
· Exacerbada pelo calor (aumenta em contato com o calor);
· Continua;
· Raramente localizada; 
· Frio alivia a dor; 
· Dor aumenta com irrigação cefálica (acontece quando o paciente vai deitar, dai sente o dente pulsando);
Característica radiográfica: Imagem sugestiva de carie extensa e/ou profunda, restauração ou trauma, coroas protéticas. 
Tratamento: Endodôntico, pulpectomia. 
Em caso de urgência: Pulpotomia (para tirar a dor).
	PROTOCOLO
	Anestesia
	Início da abertura coronária
	Isolamento absoluto
	Termino da abertura coronária
	Irrigação e aspiração com NaOCl a 1%
	Remoção da polpa coronária
	Irrigação e aspiração e secagem da câmara pulpar
	Pingar OTOSPORIM em bolinha de algodão estéril e colocar dentro da câmara pulpar (ou NDP). 
	Restauração provisória (ex: ionômero de vidro) 
PULPITES CRÔNICAS
ULCERATIVA/ PULPITE CRÔNICA ULCERATIVA: A superfície da polpa, em contato com o meio bucal transforma-se em úlcera tópica de aspecto granuloso e que sangra facilmente.
Sintomas:
· Assistemática ou leve desconforto;
Sinais:
· Dor ao toque;
· Sangramento ao toque;
Característica radiográficas: Leve espaçamento de lâmina dura. Geralmente ocorre em dentes jovens, por conta do ápice aberto (rizogênese incompleta). 
Tratamento: Endodôntico (pulpectomia) 
HIPERPLASIA/ PULPITE CRÔNICA HIPERPLÁSICA
· Provém de uma pulpite ulcerativa crônica não tratada;
· Formação de pólipo pulpar (polpa em formato de couve-flor);
· Em dentes com ápice incompleto (rizogênese incompleta).;
· O trauma constante de alimentos e da mastigação (fator mecânico) sobre a superfície pulpar ulcerada leva à formação do pólipo pulpar;
Sintomas: 
· Assintomática;
· Dor e sangramento;
Característica radiográfica: Leve espaçamento da lâmina dura;
Tratamento: Endodôntico (pulpectomia) 
POLPA MORTA
	A polpa morre, virou periodontite apical
Agudo:
· Periodontite apical aguda, se não tratar, pode evoluir para abscesso periapical agudo;
Crônico: assintomática 
· Periodontite apical crônica;
· Abscesso periapical crônico;
AGUDA
PERIODONTITE APICAL AGUDA/ PERICEMENTITE: traumática e a infecciosa. 
TRAUMÁTICA: devido a trauma
· Primeira (sinônimo) 
· Polpa vital (positivo aos testes de vitalidade);
· Dor ao toque;
· Sensação de “dente crescido”
· Dor contínua;
· Quase sempre pulsátil;
· Mobilidade dental;
· Sensibilidade à percussão;
Tratamento: conservador, alivio oclusal e anti-inflamatório.
INFECCIOSA (INFLAMAÇÃO): causado por bactérias, suas toxinas atravessam o ápice e atinge o espaço periodontal.
· Secundaria (sinônimo) 
· Os testes pulpares são negativos;
· Teste de Percussão positivo;
· Necrose pulpar;
· Dor ao toque;
· Sensação de dente crescido; 
Tratamento: Endodôntico com medicação intra-canal e prescrição de anti-inflamatório e analgésico; 
ABSCESSO PERIAPICAL AGUDA (ADAA)
	FASE INICIAL
	EM EVOLUÇÃO
	· Dor presente/intensa;
· Sensibilidade ao toque/percussão;
· Ausência de mobilidade e edema;
	· Dor presente;
· Violenta;
· Extremamente sensível ao toque;
· Dor difusa e irradiada;
· Mobilidade dental;
· Pode presentar edema intra-oral;
· Ausência de ponto de flutuação;
	EM EVOLUÇÃO
	· Dor presente;
· Violenta;
· Extremamente sensível ao toque;
· Dor difusa e irradiada;
· Mobilidade dental;
· Pode presentar edema intra-oral;
· Ausência de ponto de flutuação;
Pode evoluir para o abscesso crônico quando aparecer a fistula 
Tratamento: Trepanação (drenagem do canal após abertura coronária), depois fazer o tratamento do canal (pulpectomia), e repetir várias sessões para desinfectar o canal e colocar curativo de demora.
· A drenagem pode ser feita via canal, via ligamento periodontal, trepanação apical e incisão.
· Usar o curativo de demora: fazer uma pasta com hidróxido de cálcio com soro fisiológico (solução aquosa). E prescrever um anti-inflamatório e analgésico. 
· Se o paciente apresentar febre ou perturbações tóxicas, deve-se administrar antibióticos apropriados para atingir um nível sanguíneo alto e rápido. Caso o paciente não seja alérgico, indica-se penicilina. Caso contrário, eritromicina.
CRÔNICO
PERIODONTITE APICAL CRÔNICA
· Assintomatica;
· pulpares: negativos
· Testes perirradiculares: negativos.
Tratamento: limpeza, desinfecção dos canais, medicação intracanal e posteriorobturação.
ABSCESSO PERIAPICAL CRÔNICO
Ele é detectado pelo exame radiográfico de rotina. Quando ele se apresenta com fístula, é detectado pelo exame de inspeção.
· Assintomático;
· Apresenta fistula 
Tratamento: Endodôntico pulpectomia
NÓDULO PULPAR E CALCIFICAÇÃO DIFUSA: As calcificações pulpares podem ser discretas como dentículos, nódulos e pedras geralmente na polpa coronária ou como calcificações difusas, ou seja, áreas de calcificação irregular, paralelas aos vasos, frequentemente afetando a polpa radicular.
Sintomas: assintomáticos
Aspecto clínico: geralmente sem alterações
Sinais radiográficos: calcificações dentro da câmara pulpar
Vitalidade pulpar: Negativo e perirradiculares: geralmente negativos
Tratamento: tratamento endodôntico, porém somente obturar depois do
desaparecimento da fistula. 
REABSORÇÃO INTERNA: A reabsorção interna é uma condição inflamatória que resulta na destruição progressiva da dentina intrarradicular, podendo se localizar na porção coronária ou nos terços cervical, médio ou apical das paredes do canal.
Sintomas: assintomática;
Aspecto clínico: sem sinais clínicos, ou presença de mancha rósea na câmara pulpar;
Sinais radiográficos: rarefação nas paredes da câmara pulpar ou do canal radicular;
Vitalidade pulpar: TSP positivo
Tratamento: Tratamento endodôntico, com o cuidado de usar técnica obturadora que preencha o local da reabsorção.
REABSORÇÃO EXTERNA: As reabsorções radiculares externas são processos de origem patológica, caracterizados pela perda progressiva do tecido mineralizado que compõe a estrutura do órgão dentário.
Sintomas: geralmente assintomática
Aspecto clínico: em alguns casos, área de erosão na coroa, presença de fístula, bolsa gengival, dente em infra oclusão, característica de anquilose
Sinais radiográficos: rarefação nas paredes externas da raiz, podendo haver área irregular se superpondo ao canal, contorno irregular da raiz, ápice irregular, raiz mais curta que a do dente homólogo, ausência do espaço periodontal com o osso aderido à raiz (anquilose)
Vitalidade pulpar: TSP positivo ou negativo
Tratamento: Se a reabsorção for inflamatória, tratamento endodôntico. Se a reabsorção for em resposta a trauma, o tratamento consiste na remoção da causa. Dependendo do local da reabsorção e do grau de comprometimento da estrutura da raiz, além do tratamento endodôntico, pode ser indicada a complementação cirúrgica ou a exodontia.
 Reabsorção dentária externa. Contorno do canal presente na área de reabsorção externa.
MEDICAÇÃO INTRACANAL
	BIOPULECTOMA (POLPA VIVA)
	NECROPULPECTOMIA
(NECROSE POLPA MORTA)
	Associação (anti-inflamatório) corticoide-antibiótico (otosporin)
	Paramonoclorofenol
	NDP
	Formocresol
	Hidróxido de cálcio
	Tricresol formalia
	
	Hidróxido de cálcio
	
	PRP
Paramonoclorofenol
Indicações: 
· Tratamento de dentes despolpados quando é tecnicamente difícil o uso do hidróxido de cálcio. 
· Quando o tempo de permanência do curativa for curto (inferior a 7 dias).
· Período de permanência no interior do canal de 3 a 5 dias.
Quando não termina o preparo biomecânico, usar o Paramonoclorofenol, mas se terminar o preparo biomecânico usar hidróxido de cálcio. 
Formocresol
Indicações:
· Utilizado em odontopediatria na realização de pulpotomias. 
· Alguns autores recomendam seu uso quando o canal não foi completamente instrumentado. 
· Aplicação com bolinha de algodão embebida na solução.
Tricresol Formalina 
Indicação:
· Casos de necropulpectomia em que o canal radicular não foi instrumentado ou o foi parcialmente. 
· Como neutralizador de conteúdo séptico-necrótico do canal radicular (URGÊNCIAS).
Hidróxido de cálcio
Indicações:
· Biopulpectomias, quando não é possível a obturação na mesma sessão do preparo biomecânico. 
· Polpa necrosada, estando o canal devidamente instrumentado
· Formação de barreira apical em casos de rizogênese incompleta
· Tempo de permanência: de 7 a 30 dias (dependendo do veiculo utilizado). 
COMPOSTOS HALOGENADOS
(Solução irrigadoras) 
Hipoclorito de sódio
· Ação antimicrobiana;
· Dissolvente de matéria orgânica (remove todo o tecido orgânico dentro do canal); 
· Baixa tensão superficial (penetra com facilidade dentro dos canais e túbulos dentinarios);
· pH alcalino (10,5), impróprio para os microrganismos;
· Ação clareadora
· Ser lubrificante: favorece a instrumentação atras do umedecimento das paredes do canal;
Clorexidina
· Ação bacteriostática e fungo. 
· Utilizada na endodontia a 2%
· Apresenta substantividade: se liga a superfície do esmalte e dentina
· Indicações: casos de hipersensibilidade ao hipoclorito de sódio e rizogênese incompleta devido a relativa ausência de toxicidade. 
Solução Quelantes
· São sustâncias capazes de fixar íons metálicos;
· Os quelantes “quelam” os íons cálcio da superfície dentinária, determinada maior facilidade para este tecido se desintegrar;
· Não possuem ação antimicrobiana;
· EDTA 17%: sua função é remover o Smear Layer do canal radicular 
O termo smear layer é usado para descrever os microfragmentos ou microdetritos deixados sobre a dentina durante preparo cavitário, durante a instrumentação. 
Indicação: canais atresicos ou calcificados, remoção de “plug” de dentina, para toilete final, removendo a camada residual provocada pela instrumentação.