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1 TÉ C N IC A S A V A N Ç A D A S D E M A N U TE N Ç Ã O - G R U P O P R O M IN A S 2 TÉ C N IC A S A V A N Ç A D A S D E M A N U TE N Ç Ã O - G R U P O P R O M IN A S 3 TÉ C N IC A S A V A N Ç A D A S D E M A N U TE N Ç Ã O - G R U P O P R O M IN A S Núcleo de Educação a Distância GRUPO PROMINAS DE EDUCAÇÃO Diagramação: Rhanya Vitória M. R. Cupertino Revisão Ortográfica: Águyda Beatriz Teles PRESIDENTE: Valdir Valério, Diretor Executivo: Dr. Willian Ferreira. O Grupo Educacional Prominas é uma referência no cenário educacional e com ações voltadas para a formação de profissionais capazes de se destacar no mercado de trabalho. O Grupo Prominas investe em tecnologia, inovação e conhecimento. Tudo isso é responsável por fomentar a expansão e consolidar a responsabilidade de promover a aprendizagem. 4 TÉ C N IC A S A V A N Ç A D A S D E M A N U TE N Ç Ã O - G R U P O P R O M IN A S Prezado(a) Pós-Graduando(a), Seja muito bem-vindo(a) ao nosso Grupo Educacional! Inicialmente, gostaríamos de agradecê-lo(a) pela confiança em nós depositada. Temos a convicção absoluta que você não irá se decepcionar pela sua escolha, pois nos comprometemos a superar as suas expectativas. A educação deve ser sempre o pilar para consolidação de uma nação soberana, democrática, crítica, reflexiva, acolhedora e integra- dora. Além disso, a educação é a maneira mais nobre de promover a ascensão social e econômica da população de um país. Durante o seu curso de graduação você teve a oportunida- de de conhecer e estudar uma grande diversidade de conteúdos. Foi um momento de consolidação e amadurecimento de suas escolhas pessoais e profissionais. Agora, na Pós-Graduação, as expectativas e objetivos são outros. É o momento de você complementar a sua formação acadêmi- ca, se atualizar, incorporar novas competências e técnicas, desenvolver um novo perfil profissional, objetivando o aprimoramento para sua atu- ação no concorrido mercado do trabalho. E, certamente, será um passo importante para quem deseja ingressar como docente no ensino supe- rior e se qualificar ainda mais para o magistério nos demais níveis de ensino. E o propósito do nosso Grupo Educacional é ajudá-lo(a) nessa jornada! Conte conosco, pois nós acreditamos em seu potencial. Vamos juntos nessa maravilhosa viagem que é a construção de novos conhecimentos. Um abraço, Grupo Prominas - Educação e Tecnologia 5 TÉ C N IC A S A V A N Ç A D A S D E M A N U TE N Ç Ã O - G R U P O P R O M IN A S 6 TÉ C N IC A S A V A N Ç A D A S D E M A N U TE N Ç Ã O - G R U P O P R O M IN A S Olá, acadêmico(a) do ensino a distância do Grupo Prominas! É um prazer tê-lo em nossa instituição! Saiba que sua escolha é sinal de prestígio e consideração. Quero lhe parabenizar pela dispo- sição ao aprendizado e autodesenvolvimento. No ensino a distância é você quem administra o tempo de estudo. Por isso, ele exige perseve- rança, disciplina e organização. Este material, bem como as outras ferramentas do curso (como as aulas em vídeo, atividades, fóruns, etc.), foi projetado visando a sua preparação nessa jornada rumo ao sucesso profissional. Todo conteúdo foi elaborado para auxiliá-lo nessa tarefa, proporcionado um estudo de qualidade e com foco nas exigências do mercado de trabalho. Estude bastante e um grande abraço! Professora: Fabiana Matos 7 TÉ C N IC A S A V A N Ç A D A S D E M A N U TE N Ç Ã O - G R U P O P R O M IN A S O texto abaixo das tags são informações de apoio para você ao longo dos seus estudos. Cada conteúdo é preprarado focando em téc- nicas de aprendizagem que contribuem no seu processo de busca pela conhecimento. Cada uma dessas tags, é focada especificadamente em partes importantes dos materiais aqui apresentados. Lembre-se que, cada in- formação obtida atráves do seu curso, será o ponto de partida rumo ao seu sucesso profisisional. 8 TÉ C N IC A S A V A N Ç A D A S D E M A N U TE N Ç Ã O - G R U P O P R O M IN A S Esta unidade analisará as Técnicas Avançadas de Manuten- ção, onde serão vistos: a) análise vibracional b) a tribologia e ferro- grafia c) termografia e ultrassom. d) espectrografia que é uma téc- nica utilizada na análise de materiais e falhas em máquinas, sendo fundamental na manutenção preditiva. e) a hidráulica é aplicada na transmissão de energia por meio de fluidos, com ampla utilização em equipamentos e sistemas industriais. f) análise de pressões que per- mite avaliar o desempenho de sistemas hidráulicos e pneumáticos. g) a lubrificação, por sua vez, é essencial para o bom funcionamento de máquinas e equipamentos. h) a pneumática é utilizada na trans- missão de energia por meio do ar comprimido. Em conjunto, essas áreas têm grande importância na indústria, garantindo a eficiência e a confiabilidade dos equipamentos e sistemas, além de reduzir custos com manutenção e aumentar a segurança no ambiente de trabalho Trata-se de uma pesquisa que está relacionada a compreender as téc- nicas avançadas de manutenção na engenharia, bem como os seus benefícios duradouros. Justifica-se por causa da adoção de técnicas avançadas de manutenção, como a manutenção preditiva e a manu- tenção baseada em condição, onde é possível detectar problemas e falhas prospectivas antes que motivaram. Técnicas. Manutenção. Máquinas. Equipamentos. 9 TÉ C N IC A S A V A N Ç A D A S D E M A N U TE N Ç Ã O - G R U P O P R O M IN A S CAPÍTULO 01 ANÁLISE VIBRACIONAL, TRIBOLOGIA E FEMOGRAFIA Apresentação do Módulo ______________________________________ 11 12 36 19 Análise Vibracional _____________________________________________ Ultrassom _____________________________________________________ Tribologia e Ferrografia __________________________________________ CAPÍTULO 02 TERMOGRAFIA, ULTRASSOM E ESPECTROGRAFIA Termografia ___________________________________________________ 32 27Recapitulando ________________________________________________ 24Ferrografia ____________________________________________________ 39Espectrografia _________________________________________________ Recapitulando _________________________________________________ 45 CAPÍTULO 03 DESENVOLVIMENTO Hidráulica e Análise de Pressões _______________________________ 49 Lubrificação e Pneumática _____________________________________ 57 Recapitulando ________________________________________________ 64 10 TÉ C N IC A S A V A N Ç A D A S D E M A N U TE N Ç Ã O - G R U P O P R O M IN A S Fechando a Unidade ____________________________________________ 69 Referências _____________________________________________________ 72 11 TÉ C N IC A S A V A N Ç A D A S D E M A N U TE N Ç Ã O - G R U P O P R O M IN A S as avançadas de manutenção em engenharia têm como obje- tivo maximizar a disponibilidade, confiabilidade e vida útil dos equipa- mentos e sistemas, otimizando os processos de manutenção e reduzin- do custos. A Manutenção Preditiva é uma das técnicas de manutenção baseada em condição, é uma abordagem que utiliza monitoramento contínuo das condições de operação dos equipamentos. Sensores e sistemas de monitoramento coletam dados em tempo real, como temperatura, vibração, pressão e fluxo, podem identi- ficar desvios das condições normais de funcionamento. Com base nes- ses dados, é possível prever falhas e agendar a manutenção antes que ocorram problemas graves. Ao que se refere a Manutenção Preventiva, pode ser caracte- rizada como uma abordagem que envolve a realização de inspeções periódicas e intervenções de manutenção programadas de acordo com intervalos de tempo estabelecidos, com finalidade de prevenir a ocor- rência de falhas e maximizar a vida útil dos equipamentos. Assim, as técnicas avançadas de manutenção podemser inse- ridas em conjunto ou separadamente, dependendo das necessidades específicas de cada equipamento ou sistema. O emprego adequado dessas tarefas pode resultar em redu- ção de custos, aumento da disponibilidade operacional e maior confiabi- lidade dos equipamentos, contribuindo para o sucesso e eficiência dos processos de manutenção em engenharia. Diante da importância das técnicas avançadas de manutenção em engenharia, é possível compreender a busca para garantir a dispo- nibilidade, confiabilidade e eficiência dos equipamentos e sistemas, por meio de uma abordagem proativa e preventiva. Elas são fundamentais para maximizar a vida útil dos equipamentos e minimizar custos de ma- nutenção e paradas inesperadas. 12 TÉ C N IC A S A V A N Ç A D A S D E M A N U TE N Ç Ã O - G R U P O P R O M IN A S Neste capítulo será apresentado técnicas avançadas de manu- tenção na engenharia, onde referem-se a abordagens e métodos mais sofisticados e eficientes para a manutenção de equipamentos, sistemas e infraestrutura. Assim, também será compreendido os seus objetivos, como, por exemplo, maximizar a disponibilidade, confiabilidade e de- sempenho dos ativos, atender custos e minimizar o tempo de inativida- de não planejado. A partir deste capítulo, serão observadas tais aplicações que fazem parte das tarefas desenvolvidas de manutenção. ANÁLISE VIBRACIONAL O termo de análise vibracional se associa em uma compreensão ANÁLISE VIBRACIONAL, TRIBOLOGIA E FEMOGRAFIA 12 TÉ C N IC A S A V A N Ç A D A S D E M A N U TE N Ç Ã O - G R U P O P R O M IN A S 13 TÉ C N IC A S A V A N Ç A D A S D E M A N U TE N Ç Ã O - G R U P O P R O M IN A S de sistemas rotacionais mensurando sua vibração e confrontando com dia- gramas de números certos, onde é capaz de classificar rolagens e partes periféricos as rolagens, como, por exemplo, mancais de deslizamento. A análise vibracional é uma técnica utilizada para avaliar o com- portamento das vibrações mecânicas em máquinas e equipamentos. Ela é amplamente utilizada na manutenção preditiva e preventiva para detec- tar problemas em sistemas mecânicos antes que causem falhas graves. De acordo com Silva (2021), a medição teve seu início em 1970, onde alinhado com o crescimento da indústria petroquímica, foi aumentando a demanda de implantação de sistemas de proteção de turbo de máquinas. Ainda segundo o autor descreve: As vibrações eram medidas através de analisadores com filtro sintonizável, gravadores de fita magnética e analisadores de espectro. Houve o surgimen- to da tecnologia de minicomputadores, que era frágil e difícil de ser mantida em ambiente industrial. A aplicação da análise de vibração fortalece o campo de técnicas avançadas para que os especialistas consigam melhorar as con- dições de trabalho das máquinas, tornando-se de fundamental importância dentro do conceito de manutenção preditiva, já que avalia de forma eficiente as condições dos equipamentos e, consequentemente, evita defeitos e fa- lhas inesperadas. (SILVA, 2021, p. 01). A análise de vibração baseado em Silva (2021) relata que: “Nas décadas de 1970 e 1980 eram utilizados medidores analógicos nacionais e importados operados à bateria, e os modelos com filtro, que permitiam o balanceamento de campo com uso de luz estroboscópica.” (SILVA, 2021, p. 01). Dessa forma, também existiam os analisadores espectrais que reivindicavam a utilização de gravação em fita magnética em superfície e decorrente desenvolvimento em laboratório. Segundo Silva (2021), nos anos de 1985 e 1994 se deu início a implantação da manutenção pronunciadora em várias instituições, onde buscavam verificar o tipo de falha e etapa reconhecida para se desen- volver. Sendo assim, com a implantação da manutenção pronuncia- dora, se desenvolveu os primeiros analisadores FFT de campo, empre- gados à bateria e apresentados com as nascentes PC e o crescimento para os acumuladores de espectros de vibração. 14 TÉ C N IC A S A V A N Ç A D A S D E M A N U TE N Ç Ã O - G R U P O P R O M IN A S Figura 1 – Implantação da manutenção. Fonte: (FREEPIK, 2023). Assim, com o desenvolvimento da eletrônica, desencadeou os acumuladores móveis de vibração. Já no ano de 1994 a 2003, segun- do Silva (2021), se originou uma aplicação rápida das instituições em grupos de manutenção pressagiadora, onde na maioria das vezes, não possui o capital em crescimento de recursos humanos necessários para a conquista de respostas correspondentes. De acordo com Silva (2021), a partir de 2003, o estudo é anali- sado como um instrumento de etapa, e o objetivo foi transformado para a administração de ativos, e o crescimento da flexibilidade e a possibili- tação da informação para outras áreas da instituição. Todavia, é possível considerar que a manutenção competente para confiabilidade (PRM) é a próxima etapa a um programa eficaz de manutenção preditiva. Com base em Silva (2021), algumas instituições a nível mundial e de divergentes frutos, encontraram o sistema bem inserido, onde é o mais eficaz método de gerenciamento de risco, am- pliando a confiabilidade e auxiliando na melhor resposta para os ativos. Há numerosas fontes de vibração em um ambiente industrial que tornam ne- cessárias manutenções frequentes e dispendiosas. O controle da vibração é facilitado quando o agente motivador é identificado pela análise da resposta do sistema e, muitas vezes, as altas amplitudes de vibração podem ser elimi- nadas por uma atuação prática simples, subsidiada por uma análise teórica bem-feita. (SILVA, 2021, p. 02). Assim, a propensão das instituições a nível mundial é que bus- quem atingir níveis altos de competência da planta, por meio da análise das informações e etapas de controle dos ativos. 15 TÉ C N IC A S A V A N Ç A D A S D E M A N U TE N Ç Ã O - G R U P O P R O M IN A S Figura 2 – Ambiente industrial. Fonte: (FREEPIK, 2023). A análise vibracional envolve a medição e o registro das vi- brações em diferentes pontos de uma máquina ou estrutura. Sensores de vibração, como acelerômetros, são colocados em locais planejados para captar as oscilações. Esses sensores convertem as vibrações em sinais elétricos que podem ser analisados e interpretados. Existem diferentes tipos de análise vibracional que podem ser realizados, incluindo análise de espectro, análise de forma de onda, análise de envoltória, análise de tendência e análise de res- sonância. Cada tipo fornece informações específicas sobre o com- portamento das vibrações e ajuda a identificar possíveis problemas. Dessa maneira, a análise vibracional fornece informações va- liosas sobre o estado de funcionamento das máquinas, permitindo que ações corretivas sejam tomadas antes que causem falhas catastróficas. Essa técnica é amplamente utilizada em indústrias como petróleo e gás, energia, automobilística e manufatura, garantindo a melhoria da confia- bilidade e disponibilidade dos equipamentos. 16 TÉ C N IC A S A V A N Ç A D A S D E M A N U TE N Ç Ã O - G R U P O P R O M IN A S Figura 3 – Análise Vibracional. Fonte: (FREEPIK, 2023). É possível compreender que a tendência das indústrias é a busca por alcançar altos processos de eficiência da planta por meio do estudo e análise das informações e etapas do seu controle e ativos. Segundo Silva (2021), é possível entender que: A evolução desta técnica de análise vibracional sofreu com o tempo, uma evolução considerada primordial para que hoje seja considerada uma das principais utilizadas no ramo industrial. Ao longo do tempo tivemos desde a chave de fenda, onde se realizava um contato da ponta da chave no ponto que se desejava checar e, encostava o ouvido no cabo da chave e então ouvia o ruído. Neste caso, sem nenhum tipo de análise ou controle do nível de espectro. (SILVA, 2021, p. 02). Com base em Silva (2021), foram se desenvolvendotécnicas onde: “se realizava um contato da ponta da chave no ponto que se de- sejava checar e, encostava o ouvido no cabo da chave e então ouvia o ruído.” (SILVA, 2021, p. 02). Ou seja, não se obtia nenhum tipo de estudo de análise ou controle. Assim, foram surgindo aos poucos, instrumentos como o este- toscópio que veio suceder a chave de fenda, disponibilizando um prová- vel controle de ruídos identificados, como também maior segurança aos trabalhadores que são responsáveis por executar as etapas. Figura 4 – Estetoscópio. 17 TÉ C N IC A S A V A N Ç A D A S D E M A N U TE N Ç Ã O - G R U P O P R O M IN A S Fonte: (FREPIK, 2023). De acordo com a evolução contínua dos estudos, é possível atu- almente encontrar medidores, analisadores, monitores e transmissores de vibração que possuem grande acerto na medição e no controle de res- postas, como também desenvolvem grandes instrumentos e informações que podem ser analisadas para melhor entendimento e melhoria da área. A análise de vibração admite que consideráveis falhas em componentes móveis de uma máquina possam ser localizadas pela taxa de alteração das forças dinâmicas desenvolvidas. Essas forças impactam a etapa de vibração, que pode ser estudado em pontos correspondentes das máquinas, sem que possam impactar o funcionamento das máquinas. Por sua vez, a análise de espectro é uma das técnicas mais comuns na análise vibracional. Ela envolve a vibração do sinal de vi- bração em suas componentes de frequência e representação dessas componentes em um gráfico chamado de espectro de frequência. Isso permite identificar as frequências dominantes e possíveis padrões de vi- bração associados a problemas específicos, como desbalanceamento, desalinhamento, folgas, desgaste de rolamentos, entre outros. Já uma análise de forma de onda, por sua vez, registra a am- plitude e a forma da vibração ao longo do tempo. Ela é útil para identifi- car oscilações irregulares ou transitórias que podem indicar problemas intermitentes ou de curta duração. Figura 5 – Análise de Espectro. Fonte: (FREEPIK, 2023). 18 TÉ C N IC A S A V A N Ç A D A S D E M A N U TE N Ç Ã O - G R U P O P R O M IN A S Ao que se refere a análise de envoltória é empregada para detectar modulações na amplitude das vibrações que podem ser causa- das por danos em componentes rotativos, como falhas em clientes ou rolamentos. Silva (2021) relata que: Do ponto de vista vibracional, a grande maioria das máquinas é composta por um par de eixos, cada qual com dois ou mais rolamentos e algo os co- nectando, como por exemplo um acoplamento, uma correia ou uma caixa de transmissão. Os fatores determinantes de uma máquina que podem ser diagnosticados por um teste não são tamanhos, criticidade ou complexidade, mas sim, se há qualquer grande e rápida variação nas condições da máqui- na: velocidade, carga e etc. (SILVA, 2021, p. 02). Todavia, a maioria das máquinas rotativa consistem estabili- dade em seu estado em seu tempo eficaz para desenvolver um teste de vibração. Já outras máquinas, necessitam de que um profissional adequado utilize um analisador de vibração avançado. Dessa maneira, se compreende que a análise de vibração é um instrumento fundamental na manutenção preditiva, onde irá ser pos- sível monitorar o comportamento das máquinas e identificar os poten- ciais antes que causem falhas graves. Ou seja, auxiliando a prevenir intervenções de manutenção com antecipação, atendendo o tempo de inatividade não programado e os custos associados. Figura 6 – Monitoramento de máquinas. Fonte: (FREEPIK, 2023). Com isso, é importante lembrar que a análise vibracional é uma ferramenta poderosa utilizada para diversas finalidades na engenharia e manutenção de equipamentos, onde consistem em algumas das prin- cipais utilizações da análise vibracional. 19 TÉ C N IC A S A V A N Ç A D A S D E M A N U TE N Ç Ã O - G R U P O P R O M IN A S O diagnóstico de problemas é uma das principais utiliza- ções da análise vibracional, onde ela permite identificar e diagnos- ticar problemas em máquinas e equipamentos. Ela pode revelar desequilíbrios, desalinhamentos, folgas excessivas, desgaste de rolamentos, problemas de lubrificação, ressonâncias, entre outros. Ao analisar as características das vibrações, é possível determinar a causa raiz do problema e tomar medidas corretivas adequadas. Assim, verificado o monitoramento e sua condição, é possível analisar a condição de máquinas e equipamentos ao longo do tempo. Ela fornece informações sobre o comportamento das vibrações, iden- tificando padrões e tendências que podem indicar problemas em po- tencial. Isso permite que ações corretivas sejam tomadas antes que causem falhas graves, ajudando a evitar paradas não iniciadas e reduzir os custos de manutenção. TRIBOLOGIA E FERROGRAFIA A tribologia pode ser compreendida como o estudo científico das forças de atrito, desgaste e lubrificação entre superfícies em movi- mento relativo. Essa pode desempenhar um papel importante na enge- nharia, onde busca compreender e controlar os fenômenos que ocor- rem quando duas superfícies se entrelaçam em contato. Figura 7 – Estudo da Tribologia. Fonte: (FREEPIK, 2023). Essa técnica é empregada para minimizar o desgaste entre com- ponentes mecânicos em contato, como rolamentos, compradores e ele- 20 TÉ C N IC A S A V A N Ç A D A S D E M A N U TE N Ç Ã O - G R U P O P R O M IN A S mentos de máquinas em geral. Isso é alcançado através da seleção ade- quada de materiais, otimização da geometria das superfícies, aplicação de lubrificantes e adoção de técnicas de lubrificação, como laminado por filme. De acordo com Souza (2018): “força de atrito é uma designa- ção genérica de certa resistência contrária ao movimento.” (SOUZA, 2018, p. 13). Assim, o atrito pode ser localizado em vários estados físi- cos da matéria: sólido, gasoso e líquido. Ainda de acordo com o autor: No caso de movimento entre sólidos, o atrito ou fricção pode ser definido como a resistência encontrada por um corpo em movimento sobre outro. Esta resistência se dá pela existência de rugosidades superficiais presen- te nos materiais, que ao entrarem em contato há formações de junções de asperezas determinando assim a intensidade na qual a fricção é produzida. Quando duas superfícies sólidas são colocadas juntas, o contato entre elas irá ocorrer em sua maior parte, isso quer dizer que ocorre somente em por- ções superiores isoladas da área de contato. Isto ocorre, pois todas as su- perfícies sólidas não são uniformes, ou seja, há a presença de rugosidades, pequenas escalas de irregularidades de superfície. (SOUZA, 2018, p. 13). Pode compreender que quando duas superfícies se encontram em total contato, essa atividade não se realiza. Assim, existem duas formas de contato, sendo estas: a área de contato aparente (Aa) e área real de contato (Ar). Figura 8 – Áreas de contato que ocorrem entre duas superfícies. Fonte: (SOUZA, 2018, p. 13). A superfície de contato é conceituada como a junção de todas as somas, já a área de contato aparente, de acordo com Souza (2018) é considerada: “aquela que ainda que se acredita que esteja de fato em contato, no nível micro ela não está efetivamente.” (SOUZA, 2018, p. 14). Este contato entre as superfícies se dá a nível atômico em que os átomos de uma superfície interagem fortemente com a outra, e que quanto menor a distância entre eles, maior é a força de interação entre eles. Para determinar a intensidade de força na qual as superfícies estarão submetidas utiliza-se o 21 TÉ C N IC A S A V A N Ç A D A S D E M A N U TE N Ç Ã O - G R U P O P R O M IN A S coeficiente de fricção (µ) ou também chamado de coeficiente de atrito está- tico. Este coeficiente mede a magnitude da força de fricção (F) desenvolvida entre essas duas superfícies paralelas sob a força normal do sistema (N),ou seja, o coeficiente de atrito pode ser estimado pela Equação 1, primeira lei da fricção ou lei de atrito. (SOUZA, 2018, p. 14). Dessa maneira, se compreende que a tribologia pode ser empre- gue como forma de melhoria e eficiência energética dos sistemas mecâ- nicos. Isso é alcançado por meio da minimização do atrito e do desgaste, que resulta em menor consumo de energia e maior eficiência do sistema. É importante lembrar Leonardo da Vinci foi o percursor da tribologia moderna e do desenvolvimento de tribômetros por meio de análises para cálculo da força de atrito em áreas horizontais e in- clinadas, como também desenvolveu o estudo sobre análise do des- gaste, com a criação de instrumentos para análise desse esforço. Segundo Souza (2018), a partir dos estudos desenvolvidos por Leonardo da Vinci, foi possível compreender e analisar sobre as manei- ras importantes e significativas de entender os lubrificantes como forma de minimizar as forças de atrito, levando em consideração o efeito da rugosidade no deslizamento. Figura 9 – Tribômetros por Leonardo da Vinci. Fonte: (SOUZA, 2018, p. 25). De acordo com Souza (2018) podem ser considerados dois 22 TÉ C N IC A S A V A N Ç A D A S D E M A N U TE N Ç Ã O - G R U P O P R O M IN A S tipos amplos de tribômetros: comerciais e para testes com freio. Onde são caracterizados, pelo autor, como: O primeiro tipo é utilizado nas situações genéricas como, por exemplo, na determinação no nível de atrito ou desgaste em materiais como metal ou cerâmico. O segundo tipo é mais utilizado para avaliar materiais de fricção que são destinados a utilização em freios. Os tribômetros também podem ser classificados em sistema aberto e sistema fechado. O primeiro é utilizado no caso do estudo do comportamento tribológico somente do corpo sólido. O segundo é utilizado no caso do estudo do comportamento tanto do corpo sólido como do contra corpo. (SOUZA, 2018, p. 26). Dessa maneira, é possível considerar que existem vários tipos de tribômetros empregues na engenharia, como forma de avaliar as propriedades de atrito, desgaste e resistência entre superfícies. Figura 10 – Tribômetro. Fonte: (FREEPIK, 2023). Em relação a tribômetros de pino sobre disco, é encontrado um pino onde é ocupado contra um disco rotativo, simulando o contato entre duas superfícies. É o atrito medido e o desgaste resultante do movimento relativo entre as superfícies. De acordo com Souza (2018): Pino-Disco: Sistema em que um disco gira em torno do próprio eixo enquanto é pressionado contra a face plana do disco sob carga controlada. Apresenta- do na Figura 10. É utilizado para avaliar condições de deslizamento seco ou lubrificado. (SOUZA, 2018, p. 26). Já ao que se refere ao pino-anel, Souza (2018) relata que: Pino-Anel ou Bloco-Anel: Um anel com parte imersa em óleo gira em torno do próprio eixo ao passo que um bloco ou um pino é pressionado, com uma carga 27 controlada, contra a superfície curva do anel. Figura 11. Aplicação em situações de deslizamento seco ou lubrificado. (SOUZA, 2018, p. 26). 23 TÉ C N IC A S A V A N Ç A D A S D E M A N U TE N Ç Ã O - G R U P O P R O M IN A S Na tribologia, também se encontra o tribômetro pino-anel, tam- bém conhecido como tribômetro de bloqueio ou tribômetro de carga deslizante, é um tipo de equipamento utilizado para realizar testes de atrito e desgaste em condições de contato pino-anel. Figura 11 – Tribômetro pino-anel. Fonte: (FREEPIK, 2023). O tribômetro pino-anel possui uma configuração em que um pino é protegido contra um anel. O pino é fixo, enquanto o anel é rota- tivo. O contato entre o pino e o anel ocorre em uma linha, criando uma área de contato linear. Já ao que se refere as quatro esferas: Quatro-esferas: três esferas são apoiadas em uma base giratória enquanto uma quarta esfera é pressionada contra elas com uma carga controlada. Figura 12. A aplicação se dá para determinação das propriedades de atrito e desgaste de óleos e graxas em extrema pressão e fadiga superficial para rolamento puro. (SOUZA, 2018, p. 27). O autor ainda descreve que o pino bloco V tem seu funciona- mento: “a partir de um pino que faz movimento rotatório em torno do próprio eixo enquanto dois blocos “V” em posições opostas são pressio- nados contra o pino.” (SOUZA, 2018, p. 28). Assim, de acordo com Souza (2018), todos os estudos asso- ciados aos desafios do atrito como também aos desgastes atribuídos, são entendidos como consideráveis, onde as atividades impactam de uma maneira abrangente todas as áreas da vida humana, não somente da área de engenharia de máquinas. Todavia, se faz importante o seu estudo como forma de ensino, pesquisa e inserção dos temas desenvolvidos na área, trazendo alguns benefícios, sendo estes: minimização de gastos e das perdas que apa- recem nas indústrias; crescimento do retorno sobre o investimento apli- cado, como também o desenvolvimento do produto interno bruto (PIB), pois são realizadas análises e alterações para inserção no sistema. 24 TÉ C N IC A S A V A N Ç A D A S D E M A N U TE N Ç Ã O - G R U P O P R O M IN A S FERROGRAFIA Na engenharia, a ferrografia é uma técnica de análise empre- gada para analisar detalhadamente o desgaste e os detritos presentes em fluidos lubrificantes de máquinas e equipamentos. Essa análise em- prega informações valiosas sobre o estado de funcionamento dos com- ponentes mecânicos, consentindo a percepção antecipada de desafios e a implementação de medidas disciplinares. Essa possibilidade de monitoramento e previsão de desgaste, dá a oportu- nidade de agir antes de sua parada funcional, medidas indispensáveis para preservar a vida útil do equipamento, reduzir custos com a troca desneces- sária, além da possibilidade de ocorrência de um impacto ambiental caso o óleo seja descartado com suas características preservadas, se não refinado, onde se trabalha no processo de purificação, assegurando seu destino e em alguns casos podendo ser reutilizado para outros fins. A quebra não prevista se traduz por uma parada brusca, geralmente levando a grandes prejuízos e perda de produtividade. (COUTINHO, 2021, p. 02). De acordo com Coutinho (2021), alguns pontos importantes da lubrificação são: minimização de ruídos; evitar aumento de temperatura; minimização de atritos; minimização de vibrações; evitar oxidação ou cor- rosão antecedente; diminuição de quebras; regularização de troca de calor. Assim, a utilização de lubrificantes na manutenção preditiva, gera um diagnóstico para análise comportamental e monitoramento por meio de informações coletadas, onde desenvolve assim, um entendimento de cada equipamento, para que se possa desenvolver adequadamente. A Manutenção Preventiva é realizada em intervalos pré-determinados ou por critérios específicos, minimizando a probidade de falhas. Um dos segredos de uma boa preventiva está na determinação dos intervalos de tempo. Como, na dúvida, temos a tendência de sermos mais conservadores, os intervalos normalmente são menores que o necessário, o que implica paradas e troca de peças desnecessárias. A manutenção corretiva se refere à atuação para correção de falha ou do desempenho menor que o esperado. É oriundo da palavra “corrigir”. Podendo ser dividida em duas fases: manutenção corretiva planejada e emergencial. De modo geral, uma de suas principais desvan- tagens é a parada inesperada do equipamento. (COUTINHO, 2021, p. 05). Dessa forma, a análise de óleo é uma das ferramentas mais significantes da manutenção preditiva, onde através de um grupo de manutenção é possível verificar os motivos e poder visualizá-los. De acordo com Coutinho (2021): 25 TÉ C N IC A S A V A N Ç A D A S D E M A N U TE N Ç Ã O - G R U P O P R O M IN A S Empresas que apostam na análise de óleo só têm a ganhar em benefícios e vantagens da ferramenta. Com ela, a vida útil dos componentes é ampliada,o que reduz gastos com trocas de óleo desnecessárias, mão de obra em ma- nutenções não programadas e gastos com material de reposição. Uma frota pode ter muitos benefícios com a análise de óleo. Realizada de forma eficaz, a técnica evita paradas desnecessárias, aumentando a disponibilidade dos equipamentos, além de antecipar situações de risco de falhas e reduzir cus- tos com manutenção e estoque. (COUTINHO, 2021, p. 08). Com isso, é possível considerar que a ferrografia é um dos principais tipos de óleo, onde irá ser verificado as partículas localizadas em suspensão nos lubrificantes. Segundo Coutinho (2021) relata que serve para: “para identificar as condições de desgaste dos componen- tes de máquinas e equipamentos.” (COUTINHO, 2021, p. 08). Figura 12 – Ferrografia. Fonte: (FREEPIK, 2023). Dessa maneira, a ferrografia pode ser analisada como demons- tração, ou seja, como coleta de amostra do fluido lubrificante. A aceitação adequada deve ser desenvolvida seguindo as etapas recomendados, como localizar o ponto de inscrição representativo do sistema, garantindo a limpeza dos recipientes de inscrição e minimizando a infecção externa. Em resumo, a ferrografia na engenharia é considerado um instrumento valioso para o monitoramento da condição e avaliação do desgaste de componentes mecânicos, confiante para a manutenção preditiva, o diagnóstico de problemas e otimização do desempenho dos equipamentos. 26 TÉ C N IC A S A V A N Ç A D A S D E M A N U TE N Ç Ã O - G R U P O P R O M IN A S Figura 13 – Ferrografia na Engenharia. Fonte: (FREEPIK, 2023). Por fim, a ferrografia é utilizada para avaliar a qualidade e a eficácia dos fluidos lubrificantes. Ela permite identificar a presença de contaminantes, avaliar a deterioração do óleo e determinar a direção do óleo para as condições de operação específicas. Isso auxilia na seleção de câmbio de óleo e na otimização dos intervalos de troca de óleo. Análise de contaminações: Identifica a presença de substâncias que podem contaminar o sistema. O óleo pode ser contaminado por causa do desgaste do equipamento ou por reações químicas do lubrificante. A contaminação causa várias falhas no sistema de óleo. Ela frequentemente toma a forma de materiais insolúveis, como água, metais, partículas de poeira, areia e bor- racha. As partículas menores (menos de 2 mícrons) podem causar danos significativos. (COUTINHO, 2021, p. 09). Contudo, entende-se que será por meio da análise ferrográfica contínua, é possível monitorar os processos de desgaste ao longo do tem- po. Essa atividade permite estudar a eficácia de medidas preventivas se- guidas, como alterações no projeto ou no material dos componentes, alte- rações no sistema de lubrificação, entre outros. O monitoramento contínuo ajuda a acompanhar a progressão do desgaste e a determinar a vida útil dos componentes, planejando a manutenção de forma mais eficiente. 27 TÉ C N IC A S A V A N Ç A D A S D E M A N U TE N Ç Ã O - G R U P O P R O M IN A S QUESTÕES DE CONCURSO QUESTÃO 01 (COMPERVE — ENGENHEIRO — UFRN — 2015) As estratégias da engenharia de manutenção convencional são de naturezas corretiva, preventiva e preditiva, tendo como objetivo conservar e manter em bom estado e operando os equipamentos e instalações com a melhor relação custo/benefício. Dessa forma, é correto afirmar: a) A manutenção corretiva é a atuação para a correção da falha ou do de- sempenho menor que o esperado, dentro de um planejamento programa- do a partir do histórico de falha relacionado no manual do equipamento b) A análise de vibracional em mancais de máquinas rotativas indus- triais, como motores, geradores, bombas e compressores, é uma estra- tégia de manutenção corretiva para evitar a falha catastrófica c) A manutenção preventiva caracteriza-se pela troca de componentes e lubrificantes antes da falha catastrófica do equipamento, com base em um planejamento de inspeção programada, assegurando a confiabilida- de operacional do sistema d) A manutenção preditiva é a atuação realizada com base em modifi- cação de um parâmetro de condição ou desempenho, cujo acompanha- mento obedece a uma sistemática para prevenir a falha QUESTÃO 02 (CESGRANRIO — ENGENHEIRO — INEA RJ — 2007) Quais são os dois principais fatores que estão diretamente rela- cionados com o nível de vibração gerado em um terreno a partir da detonação de uma carga explosiva em um desmonte de rocha: a) O tipo de litologia e a distância de detonação. b) A distância do ponto de detonação e a carga de explosivos. c) A inclinação dos furos e os retardos utilizados. d) A carga de explosivos e a litologia. e) A carga de explosivos e o solo. QUESTÃO 03 (COPEVE — ENGENHEIRO MECÂNICO — UFAL — 2019) Vibração é definida como um movimento periódico, uma oscilação de uma partícula, de um sistema de partículas ou um corpo rígido, em torno de uma posição de equilíbrio. Este corpo rígido, sistema de par- tículas ou partícula, responde a uma solicitação externa oscilando. Segundo o conceito de vibração, podemos afirmar que, para defi- nir completamente vibração é necessário que: 28 TÉ C N IC A S A V A N Ç A D A S D E M A N U TE N Ç Ã O - G R U P O P R O M IN A S 1) Ocorra somente em sistemas onde há algum tipo componente móvel; 2) Possua um mecanismo de dissipação de energia; 3) Tenha como característica a transferência de energia potencial em cinética e vice-versa; 4) Ocorra na presença de esforços de natureza dinâmica; 5) Esteja presente em todo e qualquer sistema independentemente da permanência da ação de uma força de excitação. As alternativas que definem e completam corretamente e na totali- dade o conceito de vibração são: a) 2 e 4. b) 1, 2, 3 e 4. c) 2, 3, 4 e 5. d) 1, 3, 4 e 5. e) 3 e 5. QUESTÃO 04 (COPEVE — ENGENHEIRO MECÂNICO — UFAL — 2019) Em sistemas de múltiplos graus de liberdade, a complexidade para analisar e determinar os fenômenos vibracionais aumentam, com o aumento da quantidade de graus de liberdade pois, sabemos que iremos nos deparar com várias frequências naturais e vários fato- res de amortecimento em cada componente do sistema, de acordo com o movimento associado a ele. Para sistemas de múltiplos graus de liberdade, está certa a alter- nativa. a) Existirá um modo de vibrar associado a cada frequência natural e fator de amortecimento. b) Podemos associar o modo de vibrar apenas a cada frequência natural. c) Existirá apenas um modo de vibrar associado a todas as frequências naturais. d) Podemos associar o modo de vibrar apenas a cada fator de amorte- cimento. e) Existirá apenas um modo de vibrar associado a todos os fatores de amortecimento. QUESTÃO 05 (UFGD — ENGENHEIRO MECÂNICO — UFGD — 2019) A vibração é qualquer movimento que se repita após um intervalo de tempo. A teoria das vibrações estuda os movimentos oscila- tórios de corpos e as forças associadas a eles. Nesse contexto, existem sistemas vibratórios discretos e sistemas vibratórios con- 29 TÉ C N IC A S A V A N Ç A D A S D E M A N U TE N Ç Ã O - G R U P O P R O M IN A S tínuos. Assinale a alternativa que apresenta a definição correta de sistemas vibratórios discretos. a) São sistemas que podem ser divididos em partes, de forma que apre- sentem um número finito de graus de liberdade. b) São sistemas indivisíveis que apresentam infinitos graus de liberdade. c) São aqueles conhecidos como sistemas com parâmetros distribuídos. São aqueles conhecidos como sistemas com parâmetros distribuídos. d) São sistemas que podem ser divididos em partes, de forma que apre- sentem um número infinito de graus de liberdade. e) São aqueles conhecidos como sistemas com parâmetros concentra- dos, os quais apresentam infinitos graus de liberdade. TREINO INÉDITO Pode ser empregue como forma de melhoria e eficiência energéti- ca dos sistemas mecânicos. Estamos falando de: a) Ferrografia. b) Tribologia. c) Termografia. d) Análise vibracional. e) Ultrassom.QUESTÃO DISSERTATIVA Na Engenharia, a utilização de lubrificantes na manutenção preditiva, gera um diagnóstico para análise comportamental e monitoramento por meio de informações coletadas, onde desenvolve assim, um entendi- mento de cada equipamento, para que se possa desenvolver adequa- damente. Dessa forma, a análise de óleo é uma das ferramentas mais significantes da manutenção preditiva, onde através de um grupo de manutenção é possível verificar os motivos e poder visualizá-los. Sobre o enunciado, comente acerca da Ferrografia. NA MÍDIA No meio industrial as empresas visam operar com o mínimo de falhas possíveis, por sua vez os equipamentos que são os agentes diretamente responsáveis pela fabricação, manipulação e transporte de diversos tipos de produtos acabam gerando desgastes de peças, acarretando quebras e consequentemente gerando a paralisação total ou parcial do processo em questão, estas máquinas acabam necessitando cada vez mais de manutenção. Entre as técnicas de manutenção indicadas para monitora- mento de condição e predição de falhas se destaca a utilização da Manu- tenção Preditiva. Esta ferramenta da manutenção se utiliza das informa- ções e dos dados coletados através de instrumentos em cada máquina, 30 TÉ C N IC A S A V A N Ç A D A S D E M A N U TE N Ç Ã O - G R U P O P R O M IN A S sabendo o estado de conservação de cada maquinário, sendo possível gerenciar os recursos tais como mão de obra, estoque de peças de re- posição e até investimentos futuros. O gerenciamento da Manutenção preditiva é feito com base em dados, esses dados podem ser coletados através de análise de vibração, termografia, ferrografia, videoscopia, ter- mometria e análise sensitiva. A utilização da manutenção preditiva para monitoramento, análise de condições e desempenho em equipamentos na área industrial é um recurso fundamental para as principais indústrias de diferentes setores. A manutenção preditiva vai além, tendo como pre- missa programar intervenções nas máquinas, baseadas em indicadores dos próprios equipamentos. Esses dados são fornecidos por algum pro- grama de monitoramento e inspeções de desempenho. São comumente avaliados fatores como vibração, termografia e outros. Título: A Utilização da Manutenção Preditiva na Indústria Data de publicação: 01 jul. 2017 Fonte: https://monografias.brasilescola.uol.com.br/engenharia/a-utiliza- cao-da-manutencao-preditiva-na-industria.htm NA PRÁTICA A análise de sistemas vibracionais é muito importante na Física e Enge- nharia. Nesta última, vibrações estão presentes no projeto de máquinas, estruturas e veículos, por exemplo. As aplicações do estudo de vibrações são diversas, entre as quais podem-se destacar a análise de curvas de ressonância para evitar colapsos em estruturas e a busca de relações ade- quadas de amortecimento, rigidez e massa para proporcionar segurança e conforto em veículos. Quando abordada em livros de Física Geral, os siste- mas vibracionais possuem apenas um grau de liberdade (gdl). Em muitos casos, mesmo que seja óbvio que o sistema em estudo possua mais de um gdl, uma aproximação para apenas um grau pode ser suficiente. Entre- tanto existem diversas outras situações em que não se pode negligenciar os demais gdl do sistema em estudo. Embora o estudo de sistemas com mais de um gdl seja fundamental em diversas aplicações na Física e na Engenharia, tais sistemas são, em geral, omitidos dos livros de Física Geral e, consequentemente, não comentados em aula. É possível demonstrar que, quando um sistema oscilatório vibra na vertical, a força peso em cada massa do sistema apenas altera a posição de equilíbrio de um valor equi- valente a mg/k [8], [9]. Dessa forma, as frequências naturais de vibração do sistema não sofrem qualquer alteração. Visto que o principal objetivo deste trabalho é medir e comparar as frequências naturais de um sistema real com os valores teóricos, a dedução das equações do movimento realizada a seguir não leva em conta o campo gravitacional. Título: Comparação entre simulação e sistema real de vibração com 31 TÉ C N IC A S A V A N Ç A D A S D E M A N U TE N Ç Ã O - G R U P O P R O M IN A S dois graus de liberdade Data de publicação: 20 mai. 2019 Fonte: https://www.scielo.br/j/rbef/a/Cvh3zJYfH3ftZ4DK8NhdrTC/ PARA SABER MAIS CASTRO, Richard de Medeiros. Avaliação tribológica de óleos hidráu- licos biodegradável e mineral com deslizamento entre as ligas de Cu- -Zn e WC-CoCr. 2019. Disponível em: https://www.scielo.br/j/rmat/a/ Ff4L73tntqTVbJxrj33qCzC/?lang=pt. Acesso em: 15 maio 2023. 32 TÉ C N IC A S A V A N Ç A D A S D E M A N U TE N Ç Ã O - G R U P O P R O M IN A S Neste capítulo serão apresentadas as características particula- res da termografia e do ultrassom, consideradas técnicas utilizadas em diagnóstico e avaliação de diferentes condições. A partir deste capítulo, serão observadas as atividades que de- sempenham papéis importantes em várias aplicações. TERMOGRAFIA Pode compreender sobre a termoagrafia a atividade empregue para inspecionar a qualidade de produtos e materiais em processos in- dustriais. Ela pode detectar falhas, defeitos e variações na temperatura que podem indicar problemas na produção. TERMOGRAFIA, ULTRASSOM E ESPECTOGRAFIA 32 TÉ C N IC A S A V A N Ç A D A S D E M A N U TE N Ç Ã O - G R U P O P R O M IN A S 33 TÉ C N IC A S A V A N Ç A D A S D E M A N U TE N Ç Ã O - G R U P O P R O M IN A S Uma característica considerada na termografia é a avalia- ção de isolamento térmico, ou seja, a termografia pode ser utili- zada para identificar superfícies de perda de calor em edifícios, tubulações e equipamentos, auxiliando na identificação de pontos de melhoria no isolamento térmico. Além do que, seu uso também pode detectar de falhas em equipamentos. A termografia pode identificar pontos quentes em equi- pamentos elétricos e mecânicos, auxiliando na detecção de falhas e na manutenção preventiva. De acordo com Kersul (2014), pode-se dizer que se identificam dois tipos: a termografia qualitativa e a termografia quantitativa. Sendo assim, o autor descreve que: A Termografia qualitativa depende da análise dos padrões térmicos para re- velar a existência e localizar a posição de anomalias e avaliá-las. Utiliza-se a termografia qualitativa de forma mais ampla, pois se algo estiver visivelmente normal seguimos em frente. Se algo for suspeito deve-se parar e analisar se realmente existe algo de errado. A termografia quantitativa usa medições de temperatura como critério para determinar a seriedade de uma anomalia, para conseguir estabelecer prioridades de reparo. Quando uma anomalia é desco- berta, precisamos saber qual a seriedade da mesma. Normalmente, no mo- mento da identificação da anomalia, não se possuem recursos suficientes para cuidar imediatamente de todo o problema que ocorre. (KERSUL, 2014, p. 26). Assim, pode considerar que a termografia pode ser utilizada para monitorar processos industriais, identificando áreas de alta tempe- ratura ou pontos de aquecimento anormais em máquinas e equipamen- tos. De acordo com Kersul (2014): Esse tipo de avaliação é extremamente importante, principalmente pelo fato de estarmos trabalhando em algum local que possui outros equipamentos e materiais trabalhando nas mesmas condições de carga e temperatura. Por exemplo, ao iniciar uma inspeção termográfica em um transformador, a avalia- ção qualitativa é o que indica os pontos de anomalias. (KERSUL, 2014, p. 27). Após detectado o problema, é realizada uma comparação (fi- gura 14) com a conexão parecida. Essa comparação é de importância no processo, uma vez que caso não seja realizada, poderá afetar o processo. De acordo com Kersul (2014): “Em termografia de instalações 34 TÉ C N IC A S A V A N Ç A D A S D E M A N U TE N Ç Ã O - G R U P O P R O M IN A S elétricas, podemoscomparar uma fase com outra, uma conexão quente com o cabo que está um pouco afastado ou a linha de alimentação com a linha de saída.” (KERSUL, 2014, p. 28). Figura 14 – Comparativo entre conexões. Fonte: (KERSUL, 2014, p. 28). Segundo Kersul (2014), em inserções de isolação térmica resi- dencial, a termografia das paredes pode apresentar estabilidade ou uma concordância estabelecida. Ou seja, a comparação é de grande significân- cia, uma vez que vai ser comparada e identificado erros em uma aplicação. Atualmente, o uso do sensoriamento térmico e imagens térmicas para o mo- nitoramento e manutenção preditiva, é provavelmente o mais comum de to- das as aplicações dentro da termografia. De verificações pontuais periódicas das temperaturas de mancais de máquinas de rotação ou quadros elétricos até uso para programas de manutenção preditiva totalmente documentada em grandes plantas. O monitoramento das condições de funcionamento é cada vez mais utilizado com a implantação de mais equipamentos de termo- gráfica. (KERSUL, 2014, p. 30). Sendo assim, é possível compreender que a termografia de- sempenha um papel crucial na engenharia, fornecendo informações valiosas sobre o comportamento térmico de materiais, equipamentos e estruturas. Suas aplicações abrangem diversas áreas da disciplina. Figura 15 – Termografia. Fonte: (FREEPIK, 2023). 35 TÉ C N IC A S A V A N Ç A D A S D E M A N U TE N Ç Ã O - G R U P O P R O M IN A S Essa técnica se torna uma ferramenta eficaz para identificar falhas e anomalias em equipamentos e sistemas. Ela pode revelar pon- tos quentes ou frios, que podem indicar problemas como mau funciona- mento de componentes, vazamentos de energia, desgaste excessivo, problemas de isolamento térmico, entre outros. Ao detectar essas falhas precocemente, medidas corretivas podem ser tomadas antes que problemas mais graves ocorram, evi- tando paradas inesperadas e reduzindo custos de manutenção. De acordo com Kersul (2014), em sua maioria das vezes, a in- serção desses equipamentos e etapas de monitoramento de termografia são caracterizadas por ações erradas ou utilização incorretas, gerando uma atividade custosa e ineficaz, fazendo com que a atividade fracasse. Por isso, é importante considerar que termografia desenvolve o monitoramento em tempo real de processos industriais. Ela pode iden- tificar variações de temperatura em diferentes estágios do processo, detectar áreas de superaquecimento ou sobreaquecimento e auxiliar na otimização do desempenho e na eficiência energética dos sistemas. Figura 16 – Variações de temperatura. Fonte: (FREEPIK, 2023). De acordo com Kersul (2014), a utilização de sensores térmi- cos de infravermelho e geradores de imagens tem ampliado nos últimos anos, sendo mundialmente aceito como atividade de manutenção de usinas e de energia de transmissão. Ainda segundo o autor: Os dados de termografia de centenas de pesquisas de linha de energia foram recolhidos e as normas têm sido desenvolvidas para o comportamento térmi- 36 TÉ C N IC A S A V A N Ç A D A S D E M A N U TE N Ç Ã O - G R U P O P R O M IN A S co de equipamentos elétricos e distribuição elétrica. Atualmente, no Brasil, a ABNT possui diversas normas sobre o tema “Termografia”, e que podem ser utilizadas como referência. Um exemplo da importância de monitoramento através da termografia é “O Plano Mínimo de Manutenção” publicado pela Agência Nacional de Energia Elétrica – ANEEL que define as atividades mínimas de manutenção preditiva e preventiva e suas periodicidades para transformadores de potência e autotransformadores, reatores, capacitores, disjuntores, chaves seccionadoras, transformadores para instrumentos, pa- ra-raios e linhas de transmissão. (KERSUL, 2014, p. 30). Ao que se refere a inspeção de estruturas e edifícios, a termo- grafia também pode estar presente, identificando dificuldades como va- zamentos de água, infiltrações, pontes térmicas, falhas de isolamento, corrosão em estruturas metálicas, entre outros. Essa análise e a apli- cação dessa técnica permite tomar medidas preventivas ou corretivas para garantir a segurança e a durabilidade das estruturas. Figura 17 – Termografia em edifícios. Fonte: (FREEPIK, 2023). Todavia, se pode compreender que a termografia na engenha- ria é essencial para a detecção precoce de falhas, o monitoramento de processos, a inspeção de estruturas e edifícios, e a promoção da efici- ência energética. Ela proporciona uma visão térmica do mundo, permi- tindo tomadas de decisão informadas e contribuindo para a segurança, confiabilidade e sustentabilidade dos sistemas e estruturas. Na Engenharia Civil, de acordo com Kersul (2014), essa téc- nica vem se ampliando, com estudos desenvolvidos na área voltada a construção, onde se pode analisar problemas ou deformidades na iden- tificação da construção de paredes. ULTRASSOM Ao que se refere ao desenvolvimento da ultrassonografia na 37 TÉ C N IC A S A V A N Ç A D A S D E M A N U TE N Ç Ã O - G R U P O P R O M IN A S engenharia, compreende-se que foi impulsionado, principalmente, pela inserção de técnicas e fundamentos físicos associados à propagação de ondas ultrassônicas e ao seu comportamento quando interagem com materiais. De acordo com Stein (2017): Os aparelhos de teste por ultrassom tiveram seu uso iniciado na indústria por volta da década de 60. No entanto, desde os anos 30, estudos a respeito dos fenômenos ondulatórios, em materiais sólidos, tem sido aprofundado para a detecção de fissuras, lacunas, porosidade, descontinuidades internas, me- dição de espessura e análise das propriedades do material. A evolução da tecnologia ultrassônica como ensaio não destrutivo acompanha em grande parte o desenvolvimento da eletrônica e posteriormente dos computadores. Os primeiros trabalhos com ultrassom foram desenvolvidos em países euro- peus e nos Estados Unidos. (STEIN, 2017, p. 23). Ressalta-se que, atualmente, os aparelhos ultrassônicos foram apoiados em atividades de tratamento de sinal digital e microprocessa- dores de menor custo, que surgiram no ano de 1980. Com o desenvolvimento da eletrônica e dos materiais pie- zoelétricos, foram surgindo transdutores ultrassônicos eficazes, com funções de converter sinais elétricos em ondas ultrassônicas e vice-versa. Os transdutores são componentes essenciais dos instrumentos de ultrassom e autorizam a emissão e a detecção de ondas ultrassônicas. Com o passar dos anos, foram surgindo técnicas de processa- mento de sinais e algoritmos avançados para a criação de imagens ultras- sônicas. Essas técnicas geram a reconstrução e visualização de estruturas internas apoiadas nas informações coletadas pelos transdutores. Com a melhoria da resolução espacial e da qualidade das imagens, a ultrassono- grafia passou a ser uma ferramenta indispensável na engenharia. 38 TÉ C N IC A S A V A N Ç A D A S D E M A N U TE N Ç Ã O - G R U P O P R O M IN A S Figura 18 – Ultrassom na Engenharia. Fonte: (FREEPIK, 2023). Inicialmente, podemos analisar que a ultrassonografia foi inserida na medicina, porém logo se desenvolveu para outras áreas da engenharia. A técnica começou a ser empregue na inspeção não destrutiva de mate- riais, como, por exemplo: metais, plásticos, compósitos e cerâmicas, geran- do a detecção de falhas, como trincas, inclusões, porosidades e corrosão. Além disso, a ultrassonografia é empregada em aplicações como teste de materiais, monitoramento de espessura, inspeção de soldas, análise de corrosão, entre outras. Kempter (2018) relata que: “a técnica do ultrassom tem o po- tencial de detectar fissuras, trincas ou fendas superficiais em elementos estruturais de concreto, e através do modo de transmissão indireto, per- mite avaliar a localização e estimar a profundidade destas patologias.” (KEMPTER, 2018, p. 02). Dessa forma, compreende-se que a ultrassom é uma técnica de ensaionão destrutivo que emprega ondas sonoras de alta frequência para detectar descontinuidades em materiais e estruturas. Figura 19 – Ultrassom. 39 TÉ C N IC A S A V A N Ç A D A S D E M A N U TE N Ç Ã O - G R U P O P R O M IN A S Fonte: (FREEPIK, 2023). Atualmente, se verifica a ultrassonografia em variadas áreas da engenharia, incluindo aeronáutica, automotiva, naval, civil, mecânica e elétrica. Essa atividade é empregue, principalmente, para analisar a integridade de componentes e estruturas, detectar falhas precocemen- te, planejar a manutenção e conservar a segurança e a confiabilidade dos sistemas e estruturas. ESPECTROGRAFIA De acordo com Pereira (2017), as técnicas avançadas de ma- nutenção são utilizadas para otimizar e prolongar a vida útil de equipa- mentos e máquinas, visando reduzir custos e aumentar a produtividade. Essas técnicas envolvem o uso de ferramentas e metodologias específicas, que exigem um conhecimento técnico especializado e uma equipe bem treinada. Pereira (2017) afirma que entre as técnicas avan- çadas de manutenção, podemos destacar as seguintes: • Manutenção preditiva: essa técnica envolve o uso de senso- res e outras tecnologias para monitorar o desempenho de um equipa- mento em tempo real, permitindo que os técnicos realizem a manuten- ção preventiva antes que ocorra uma falha. Isso ajuda a reduzir o tempo de inatividade não planejado e a aumentar a eficiência da produção. • Análise de falhas: essa técnica envolve a análise de dados históricos e outras informações para identificar as causas raiz de falhas de equipamentos. Isso ajuda a evitar a repetição de falhas e a desen- volver um plano de manutenção mais eficaz. • Manutenção centrada na confiabilidade: essa técnica envolve a identificação de componentes críticos em um equipamento e a rea- lização de manutenção preventiva regular nesses componentes para garantir a confiabilidade do equipamento. Isso ajuda a aumentar a vida útil do equipamento e reduzir o tempo de inatividade. • Lubrificação adequada: a lubrificação adequada é essencial para manter o bom desempenho dos equipamentos e prolongar sua vida útil. As técnicas avançadas de lubrificação incluem a seleção de lubrificantes ade- quados, a aplicação de lubrificantes por meio de técnicas de pulverização ou névoa e o monitoramento do desempenho dos lubrificantes. • Monitoramento de vibração: essa técnica envolve o uso de sensores para monitorar a vibração de um equipamento, o que pode indicar problemas com rolamentos, engrenagens ou outras partes mó- veis. O monitoramento de vibração pode ajudar a identificar problemas 40 TÉ C N IC A S A V A N Ç A D A S D E M A N U TE N Ç Ã O - G R U P O P R O M IN A S antes que ocorra uma falha e a reduzir o tempo de inatividade. Pereira (2017) afirma que as vantagens das técnicas avança- das de manutenção incluem a redução dos custos de manutenção, o aumento da eficiência da produção, a redução do tempo de inatividade não planejado e a prolongação da vida útil dos equipamentos. No entanto, as desvantagens podem ser apresentadas como: a necessidade de investir em tecnologia e treinamento, bem como a complexidade de implementar essas técnicas em grandes instalações. O autor afirma que a Espectroscopia é uma técnica avançada de manutenção que consiste em analisar a interação entre a luz e a matéria para obter informações sobre a composição, estrutura e pro- priedades das substâncias. Na prática, isso significa que a espectroscopia é capaz de iden- tificar a presença e a quantidade de diferentes elementos e moléculas em um material, permitindo que os profissionais de manutenção deter- minem qual tipo de problema está ocorrendo. Pereira (2017) afirma que existem vários tipos de espectros- copia, incluindo a espectroscopia de absorção, de emissão, de fluores- cência e de ressonância magnética nuclear (RMN), entre outras. Cada tipo de espectroscopia é baseado em princípios físicos diferentes, mas todos eles envolvem a interação entre a luz e a matéria. Por exemplo, a espectroscopia de absorção mede a quantidade de luz absorvida por uma amostra, enquanto a espectroscopia de emissão mede a quantida- de de luz emitida por uma amostra após ser excitada. O autor afirma que na manutenção, a espectroscopia é fre- quentemente usada para monitorar o desgaste e a corrosão de equipa- mentos mecânicos, como turbinas, motores e engrenagens. Ao medir a quantidade de metal presente em um lubrificante, por exemplo, a espec- troscopia pode identificar a presença de partículas de desgaste e prever possíveis falhas ou quebras no equipamento. Pereira (2017) afirma que a espectroscopia também é útil para a análise de materiais em laboratórios e em processos de fabricação. Ao medir a composição e a estrutura de uma amostra, os cientistas podem determinar a qualidade do material e garantir que ele atenda às especificações exigidas. Em resumo, a espectroscopia é uma técnica avançada de manutenção que permite a análise precisa da composição, estrutura e propriedades dos materiais. Isso pode ajudar os profissionais de manu- tenção a identificar problemas antes que se tornem críticos e garantir a qualidade dos materiais em processos de fabricação. Pereira (2017) afirma que as vantagens e desvantagens da es- pectrografia em técnicas avançadas de manutenção são: 41 TÉ C N IC A S A V A N Ç A D A S D E M A N U TE N Ç Ã O - G R U P O P R O M IN A S Vantagens: • Permite a identificação de possíveis problemas de maneira precoce, evitando a ocorrência de falhas graves; • É uma técnica não invasiva, não requerendo a desmontagem de equipamentos; • Fornece informações precisas e detalhadas sobre as condi- ções do equipamento, permitindo uma melhor avaliação de sua saúde; • Ajuda a evitar paradas não programadas e, consequentemen- te, reduz custos de manutenção. Desvantagens: • Requer equipamentos específicos e treinamento especializa- do para sua execução; • Pode ser um método caro, especialmente em equipamentos mais complexos; • Em alguns casos, pode haver interferência de outros fatores, como a presença de contaminantes no óleo, que podem dificultar a in- terpretação dos resultados; • A interpretação dos resultados pode ser complexa e exigir conhecimentos avançados de química e física. É importante lembrar que, apesar das desvantagens, a espec- trografia é uma técnica bastante eficiente e que tem sido amplamente utilizada em diferentes setores da indústria para a manutenção preditiva de equipamentos. Pereira (2017) afirma que a espectrografia é uma técnica avan- çada de análise de materiais que utiliza a espectroscopia para estudar a estrutura molecular e a composição química de uma amostra. A técnica envolve a emissão, absorção ou reflexão de luz em diferentes compri- mentos de onda para determinar a presença e quantidade de diferentes componentes em uma amostra. O autor afirma que, em geral, o processo de espectrografia en- volve a iluminação da amostra com luz de uma fonte de energia, como um laser ou uma lâmpada, que é então dispersa por um espectrômetro. O espectrômetro é capaz de separar a luz em suas diferentes componentes de comprimento de onda e medir a intensidade de cada um. Os dados resultantes podem ser usados para identificar a presença de diferentes elementos químicos ou moléculas na amostra. Pereira (2017) afirma que existem várias técnicas de espectro- grafia disponíveis, incluindo a espectrografia de absorção, que mede a quantidade de luz absorvida pela amostra em diferentes comprimentos de onda, e a espectrografia de emissão, que mede a quantidade de luz emitida pela amostra após ser excitada com energia. Outra técnica é a espectrografia de fluorescência, que mede a luz emitida pela amostra 42 TÉ C N IC A S A V A N Ç A D A S D E M A N U TE N Ç Ã O - G R U P O P R O M IN A S após ser excitada com luz de comprimento de onda específico. O autorafirma que a espectrografia é amplamente utilizada em várias áreas, como na indústria química, farmacêutica, alimentícia, pe- troquímica e de materiais. Na manutenção, a espectrografia é usada para identificar a presença de impurezas ou elementos indesejados em óleos, fluidos e outros materiais utilizados em equipamentos mecânicos. Com essas informações, é possível prevenir a ocorrência de falhas e realizar manutenções preventivas, aumentando a vida útil dos equipamentos. Ao que se refere a Espectrografia, pode ser definida como uma técnica de análise química que pode ser aplicada em diversas áreas. A seguir, alguns exemplos de suas aplicações que o autor cita: • Análise de óleo de motores: Pereira (2017) afirma que a espec- trografia é frequentemente usada na manutenção preditiva de motores, es- pecialmente em aplicações industriais ou de grande escala. Analisando o espectro de luz emitido pelo óleo do motor, é possível detectar a presença de partículas e contaminantes que indicam um possível desgaste ou fa- lha iminente. Essa informação pode ser usada para agendar manutenções preventivas ou substituições de peças antes que ocorra uma falha. • Controle de qualidade de alimentos: Pereira (2017) afirma que a espectrografia também pode ser usada para analisar a composi- ção química de alimentos e bebidas. Por exemplo, a técnica pode ser usada para medir a concentração de açúcar em bebidas ou a proporção de gordura em produtos alimentícios. Essa informação pode ser usada para garantir que os produtos sejam consistentes em termos de sabor e qualidade, além de atender às normas regulatórias. • Análise de materiais em engenharia: Pereira (2017) afirma que a espectrografia também é amplamente utilizada na análise de materiais em engenharia, incluindo metais, plásticos e compósitos. Ao analisar o espectro de luz refletida por um material, é possível identificar a presença de elementos químicos e outros componentes que podem afetar as propriedades do material. Essa informação pode ser usada para desenvolver novos materiais com propriedades aprimoradas ou para identificar materiais que estejam se deteriorando ou falhando. Pereira (2017) cita um exemplo de aplicação da espectrografia é na análise de lubrificantes utilizados em máquinas industriais. Essa técnica é capaz de identificar e quantificar os elementos químicos pre- sentes no lubrificante, bem como detectar a presença de contaminan- tes, desgaste de peças e outras irregularidades. O autor afirma que para realizar essa análise, é coletada uma amostra do lubrificante e submetida a um processo de preparação, que pode incluir diluição, filtragem e outras etapas. Em seguida, a amostra 43 TÉ C N IC A S A V A N Ç A D A S D E M A N U TE N Ç Ã O - G R U P O P R O M IN A S é analisada em um espectrômetro de emissão óptica, que gera um es- pectro de emissão de cada elemento químico presente no lubrificante. A partir desse espectro, é possível identificar cada elemento e quantificá-lo, o que permite avaliar o desgaste de peças, a presença de contaminantes e outras informações importantes para a manutenção da máquina. Pereira (2017) cita outro exemplo é a Espectrografia de mas- sa (MS) que é uma técnica utilizada para identificação e quantificação de compostos químicos. Consiste na ionização de moléculas em fase gasosa, separação de íons de acordo com a razão massa/carga e de- tecção dos íons formados. É utilizada em diversas áreas, como química, farmacologia, biologia, meio ambiente, entre outras. O autor cita outro exemplo é a Espectrografia de absorção atômica (AA) que é uma técnica utilizada para análise quantitativa de elementos químicos em soluções líquidas. Consiste na vaporização da amostra em uma chama ou forno de grafite e na medida da absorção de luz por átomos na fase gasosa. É amplamente utilizado em análises ambientais, de alimentos, de materiais e em estudos de toxicidade. Pereira (2017) afirma que a espectroscopia Raman é uma téc- nica avançada de análise espectroscópica que permite a identificação e análise de moléculas através da interação com a radiação eletromagnéti- ca. Essa técnica foi desenvolvida por C.V. Raman, um físico indiano, em 1928, e desde então tem sido amplamente utilizada em diversas áreas, incluindo química, física, ciências dos materiais, biologia e engenharia. O autor afirma que a espectroscopia Raman é baseada na in- teração da radiação eletromagnética com as moléculas. Quando a luz passa através de uma molécula, parte dela é espalhada pela molécula em todas as direções. Algumas dessas partículas de luz espalhadas (fótons) intera- gem com a vibração molecular, alterando sua energia. A energia desses fótons espalhados é medida por um detector, e a análise desses dados permite a identificação das moléculas presentes na amostra. Pereira (2017) afirma que a espectroscopia Raman pode ser usada para determinar a identidade e a quantidade de moléculas em uma amostra, bem como para monitorar as mudanças moleculares que ocorrem durante uma reação química ou processo. A técnica também pode ser utilizada para caracterizar as propriedades físicas e químicas de materiais, como a estrutura molecular, a cristalinidade, a orientação molecular e a dinâmica molecular. De acordo com Pereira (2017), o autor relata que uma das prin- cipais vantagens da espectroscopia Raman é que ela pode ser usada para analisar amostras sólidas, líquidas e gasosas sem a necessidade de preparação ou destruição da amostra. Além disso, a técnica é relati- 44 TÉ C N IC A S A V A N Ç A D A S D E M A N U TE N Ç Ã O - G R U P O P R O M IN A S vamente rápida, não é destrutiva e requer quantidades muito pequenas de amostra para análise. Ainda segundo o autor afirma que, no entanto, há algumas des- vantagens associadas à espectroscopia Raman. A técnica é muito sen- sível à fluorescência, o que pode resultar em sinais fracos ou difíceis de detectar em algumas amostras. Além disso, a espectroscopia Raman é mais adequada para análise de amostras relativamente simples, e pode não ser adequada para amostras complexas ou altamente heterogêneas. Ao que Pereira (2017) descreve que o estudo publicado na revista Lubrication Engineering envolveu a análise de mais de 150 amostras de óleo usado coletadas de caixas de engrenagens indus- triais, compressores, transmissões e sistemas hidráulicos. A análise foi realizada por meio da espectroscopia infravermelha (FTIR), que é uma técnica que utiliza a interação da luz com as moléculas para determinar a composição química dos materiais. Segundo Pereira (2017), o objetivo do estudo foi identificar os compostos presentes no óleo usado e avaliar o seu estado de degradação, de forma a poder tomar decisões quanto à sua troca ou reutilização. Para isso, foram analisados diversos parâmetros, como o índice de acidez, o índice de viscosidade e a quantidade de água e metais presentes no óleo. Ainda de acordo com Pereira (2017), os resultados obtidos per- mitiram avaliar o estado de degradação do óleo, identificar a presença de contaminantes e determinar a necessidade de troca do óleo ou de outros ajustes no sistema. Além disso, a técnica FTIR mostrou-se eficiente na identifica- ção de problemas relacionados ao uso de óleos de baixa qualidade ou de adulteração do óleo. Em resumo, o estudo ilustra a importância da análise de óleos usados por meio de técnicas avançadas, como a espectroscopia infraver- melha, para garantir a eficiência e a segurança de sistemas mecânicos e evitar custos desnecessários com manutenção e substituição de peças. 45 TÉ C N IC A S A V A N Ç A D A S D E M A N U TE N Ç Ã O - G R U P O P R O M IN A S QUESTÕES DE CONCURSO QUESTÃO 01 (FGV — ENGENHARIA MECÂNICA — AL - RO — 2018) As inspeções preditivas podem ser realizadas para avaliar as con- dições de sistemas e equipamentos, a fim de determinar o tempo mais adequado para determinado tipo de manutenção.Assinale a opção que apresenta duas tecnologias de inspeção que podem ser aplicadas a condensadores. a) Análise do óleo lubrificante e detecção de ruído ultrassônico. b) Detecção de ruído ultrassônico e termografia infravermelho. c) Resistência de isolamento e análise do óleo lubrificante. d) Termografia infravermelha e análise do óleo lubrificante. e) Detecção de ruído ultrassônico e resistência de isolamento. QUESTÃO 02 (TRT — ENGENHARIA MECÂNICA — FCC — 2012) Tubos instalados em condensadores deverão ser inspecionados. Para essa inspeção recomenda-se o método de ensaio: a) radiográfico. b) ultrassônico. c) com líquidos penetrantes. d) por termografia. e) por correntes parasitas. QUESTÃO 03 (INNOVA — ENGENHEIRO DE EQUIPAMENTO JÚNIOR MECÂNICA — CESGRANRIO — 2012) A manutenção de equipamentos exige técnicas preditivas de ins- peção que garantam a integridade dos mecanismos e estruturas. A medição da espessura da parede de vasos, tanques e tubulações, de forma programada, por meio de uma dessas técnicas, permite antever possíveis problemas estruturais. O método utilizado para a medição da espessura da parede de va- sos e tanques é denominado medição de espessura por: a) paquímetro de profundidade. b) análise de vibrações. c) partículas magnéticas. d) ultrassom. e) termografia. 46 TÉ C N IC A S A V A N Ç A D A S D E M A N U TE N Ç Ã O - G R U P O P R O M IN A S QUESTÃO 04 (INSTITUTO ACESSO — ENGENHEIRO MECÂNICO — SEDUC-AM — 2018) O ensaio de ultrassom é um método não destrutivo, no qual o feixe sônico percorre o interior de um material com a finalidade de de- tectar descontinuidades. a) Poros, falta de fusão, inclusão de escória. b) Descontinuidades de raiz e na superfície de varredura. c) Em todo volume de solda, incluindo metal de base (ZTA), superfície e acabamento. d) Logo abaixo da superfície e superfície. e) Superficiais. QUESTÃO 05 (IBADE — ENGENHEIRO MECÂNICO — DEPASA — 2019) Os princípios básicos dos ensaios não-destrutivos são norteados pela aplicação de energias físicas de modo que não causem danos aos produtos inspecionados. Ultrassom, Radiografia e Líquido Pe- netrante são alguns exemplos de ensaios desse tipo. Sobre ensaios não-destrutivos, é CORRETO afirmar que: a) é imprescindível a confecção de corpos de prova para que as condi- ções de operação possam ser devidamente simuladas. b) o ensaio por ultrassom é baseado na mudança de impedância acús- tica causada por trincas, inclusões ou interfaces. c) o ensaio por corrente parasita não se limita unicamente a aplicação em materiais condutores de eletricidade. d) o ensaio por líquido penetrante é de grande utilidade em materiais porosos ou que possuem superfícies rugosas. e) o ensaio por corrente parasita se baseia nas mudanças na condutivi- dade térmica causada por trincas, vazios ou inclusão. TREINO INÉDITO É amplamente utilizada em várias áreas, como na indústria química, farmacêutica, alimentícia, petroquímica e de materiais. Na manuten- ção, é usada para identificar a presença de impurezas ou elementos indesejados em óleos, fluidos e outros materiais utilizados em equi- pamentos mecânicos. Com essas informações, é possível prevenir a ocorrência de falhas e realizar manutenções preventivas, aumen- tando a vida útil dos equipamentos. De que estamos falando? a) Ultrassom b) Espectrografia c) Análise vibracional 47 TÉ C N IC A S A V A N Ç A D A S D E M A N U TE N Ç Ã O - G R U P O P R O M IN A S d) Termografia e) Tribologia QUESTÃO DISSERTATIVA Qual a importância da espectrografia na análise de falhas em componen- tes mecânicos de uma indústria? Explique como essa técnica pode ser utilizada para identificar diferentes tipos de desgaste e falhas em equipa- mentos e quais as vantagens de se aplicar essa abordagem na manu- tenção preventiva. Além disso, comente sobre as limitações e desafios enfrentados na aplicação da espectrografia em ambientes industriais. NA MÍDIA Título: Espectroscopia - Técnica de quase 100 anos ajuda a ciência moderna Data de publicação: 26 mar 2012 Fonte: < https://www.em.com.br/app/noticia/tecnologia/2012/03/26/in- terna_tecnologia,285414/espectroscopia-tecnica-de-quase-100-anos- -ajuda-a-ciencia-moderna.shtml >. NA PRÁTICA Os conceitos de ultrassom e espectrografia são amplamente utilizados na área de manutenção preditiva de equipamentos mecânicos. Os engenhei- ros mecânicos usam essas técnicas para identificar falhas em equipamen- tos antes que ocorram grandes danos, evitando a necessidade de paradas não programadas e aumentando a confiabilidade do equipamento. Na prática, o engenheiro mecânico usa o ultrassom para detectar e medir a intensidade de vibrações em equipamentos como rolamentos, engrenagens e turbinas. Essas vibrações são indicadores de desgaste, folgas e outros problemas que podem levar à falha do equipamento. Com base na análise dos resultados do ultrassom, o engenheiro mecâ- nico pode programar ações corretivas, como a troca de peças, ajustes ou lubrificação adequada. A espectrografia, por sua vez, é utilizada para identificar e quantificar as partículas metálicas e outros contaminantes em fluidos lubrificantes. A partir da análise dessas partículas, é possível determinar o estado de desgaste dos componentes do equipamento, além de detectar possí- veis contaminações por agentes externos. Com base nessa análise, o engenheiro mecânico pode programar ações corretivas, como a troca de fluidos, limpeza de componentes ou substituição de peças. Com isso, a aplicação do ultrassom e espectrografia na manutenção preditiva permite que o engenheiro mecânico monitore continuamente o estado de saúde do equipamento, evitando paradas não programadas e 48 TÉ C N IC A S A V A N Ç A D A S D E M A N U TE N Ç Ã O - G R U P O P R O M IN A S aumentando a disponibilidade e confiabilidade do equipamento. PARA SABER MAIS - Para materiais online (vídeos, sites, matérias): Título: O que são os meridianos de acupuntura Data de publicação: 26 nov 2019 Fonte: < https://dralilian.com.br/o-que-sao-os-meridianos-de-acupuntura/>. - Para demais (livros, artigos, produções científicas): Título: Acupuntura Meridianos Tendinomusculares INADA, Tetsuo. Acupuntura Meridianos Tendinomusculares. Editora: Ícone; 1ª edição (25 novembro 2019). 49 TÉ C N IC A S A V A N Ç A D A S D E M A N U TE N Ç Ã O - G R U P O P R O M IN A S HIDRÁULICA E ANÁLISE DE PRESSÕES Pereira (2017) afirma que a hidráulica é uma área da física que estuda o comportamento e as propriedades dos fluidos em movimento, em particular a água e outros líquidos. Ela abrange tanto os princípios teóricos quanto as aplicações práticas relacionadas ao uso e controle de fluidos, principalmente para a transmissão de energia e movimento. O autor afirma que a hidráulica desempenha um papel crucial em diversas áreas, incluindo engenharia civil, engenharia mecânica, en- genharia de petróleo, automação industrial, agricultura, indústria quími- ca, entre outras. Ela é amplamente utilizada em sistemas que envolvem o transporte de fluidos, o controle de pressão e o movimento de compo- nentes mecânicos. DESENVOLVIMENTO 49 TÉ C N IC A S A V A N Ç A D A S D E M A N U TE N Ç Ã O - G R U P O P R O M IN A S 50 TÉ C N IC A S A V A N Ç A D A S D E M A N U TE N Ç Ã O - G R U P O P R O M IN A S Pereira (2017) afirma que os princípios básicos da hidráulica envolvem a aplicação da lei de Pascal, que estabelece que a pressão exercida em um fluido incompressível se transmite de maneira igual em todas as direções. Isso significa que, ao aplicar uma força em uma área pequena, é possível gerar uma força maior em uma área maior, utilizan- do a pressão do fluido. O autor afirma que em sistemas hidráulicos, são utilizados componentes como bombas, válvulas, cilindros, motores e reservató- rios, que permitem a entrada, saída, controle e direcionamento do fluido de acordocom as necessidades do sistema. A pressão do fluido é con- trolada por meio das válvulas, permitindo o ajuste da força, velocidade e direção do movimento. Pereira (2017) afirma que a hidráulica oferece diversas vanta- gens em relação a outros sistemas de transmissão de energia, como a transmissão mecânica ou elétrica. O autor cita algumas das principais vantagens incluem: - Potência e torque elevados: os sistemas hidráulicos são ca- pazes de fornecer altas forças e torques, o que os torna adequados para aplicações que requerem grandes quantidades de energia. - Controle preciso: os sistemas hidráulicos permitem um con- trole preciso da velocidade e do movimento, além de possibilitar a pro- gramação de sequências de operações. - Resposta rápida: a resposta do sistema hidráulico é rápida, permitindo ações imediatas quando necessário. - Versatilidade: a hidráulica é uma tecnologia versátil, podendo ser aplicada em uma ampla variedade de sistemas e equipamentos. No entanto, a hidráulica também apresenta algumas desvanta- gens que o autor cita, como: - Complexidade: a construção e manutenção de sistemas hi- dráulicos podem ser complexas, exigindo conhecimento técnico espe- cializado. - Custo: os sistemas hidráulicos podem ser mais caros do que outras alternativas de transmissão de energia, devido ao uso de compo- nentes específicos e sistemas de controle. - Vazamentos: a ocorrência de vazamentos é uma preocupa- ção em sistemas hidráulicos, o que pode exigir manutenção e reparos frequentes. Em resumo, a hidráulica desempenha um papel fundamental em diversas indústrias e oferece vantagens significativas em termos de potência, controle e versatilidade. Pereira (2017) afirma que alguns con- ceitos devem ser necessários como: - Força: Pereira (2017) afirma que é uma grandeza física que 51 TÉ C N IC A S A V A N Ç A D A S D E M A N U TE N Ç Ã O - G R U P O P R O M IN A S mede a interação entre dois corpos capaz de alterar o estado de re- pouso ou de movimento de um corpo. A unidade de medida da força no Sistema Internacional é o Newton (N). - Resistência: Pereira (2017) afirma que é a capacidade de um corpo ou material de resistir a uma força ou tensão aplicada. A resistên- cia é importante em aplicações hidráulicas, pois é necessário garantir que as tubulações, mangueiras e componentes hidráulicos sejam capa- zes de suportar as pressões e cargas aplicadas. - Energia: Pereira (2017) afirma que é a capacidade de um corpo realizar trabalho. A energia é medida em joules (J) no Sistema Internacional. Existem vários tipos de energia, como a energia cinética (associada ao movimento de um corpo), a energia potencial (associada à posição de um corpo em relação a uma referência) e a energia térmica (associada à temperatura de um corpo). - Lei da conservação de energia: Pereira (2017) afirma que a energia não pode ser criada nem destruída, apenas transformada de uma forma para outra. Isso significa que a energia total de um sistema isolado permanece constante, ou seja, a energia inicial é igual à energia final. - Trabalho: Pereira (2017) afirma que é uma grandeza física que mede a quantidade de energia transferida quando uma força atua sobre um objeto e o desloca em uma determinada direção. O trabalho é medido em joules (J) no Sistema Internacional. - Potência: Pereira (2017) afirma que é a medida da taxa de transferência de energia ou trabalho por unidade de tempo. A unidade de medida da potência no Sistema Internacional é o watt (W). - Fluido hidráulico: Pereira (2017) afirma que é um meio de transmissão de energia hidráulica que é usado em sistemas hidráulicos para transmitir pressão de um ponto a outro. O fluido hidráulico pode ser líquido ou gás e é escolhido com base nas propriedades de densidade, viscosidade e ponto de ebulição. O fluido hidráulico é importante em sis- temas hidráulicos porque permite a transferência de energia hidráulica entre os componentes do sistema e ajuda a lubrificar e resfriar as partes móveis do sistema. Pereira (2017) afirma que as bombas hidráulicas são dispositi- vos mecânicos utilizados para transformar energia mecânica em ener- gia hidráulica. Elas são responsáveis por fazer o fluido hidráulico circu- lar através do sistema hidráulico, criando uma pressão que é utilizada para movimentar pistões, cilindros e motores hidráulicos. O autor afirma que existem vários tipos de bombas hidráulicas, sendo os principais: bombas de engrenagens, bombas de palhetas e bombas de pistões. Cada tipo possui uma característica específica e é utilizado de acordo com as necessidades do sistema hidráulico. 52 TÉ C N IC A S A V A N Ç A D A S D E M A N U TE N Ç Ã O - G R U P O P R O M IN A S Pereira (2017) afirma que as bombas de engrenagens consis- tem em duas engrenagens que se encaixam e giram em direções opos- tas, criando um vácuo que puxa o fluido para dentro da bomba. Já as bombas de palhetas possuem palhetas que se movimentam dentro de um anel, criando uma pressão que força o fluido a sair da bomba. Por fim, as bombas de pistões utilizam pistões que se movimentam dentro de um cilindro, gerando a pressão que move o fluido hidráulico. O autor afirma que as bombas hidráulicas são utilizadas em uma grande variedade de aplicações, desde sistemas hidráulicos de pequeno porte em equipamentos domésticos até grandes sistemas hi- dráulicos em maquinários pesados da indústria. É importante que as bombas sejam escolhidas corretamente para cada aplicação, levando em consideração fatores como vazão, pressão e eficiência, para garan- tir a operação adequada do sistema hidráulico. O autor afirma que as bombas hidráulicas mais utilizadas atualmente são: Bombas de deslocamento positivo: Pereira (2017) afirma que são aquelas que transferem uma quantidade fixa de fluido hidráulico a cada ciclo de operação, independentemente da pressão do sistema. Existem dois tipos principais de bombas de deslocamento positivo: as de engrenagem e as de pistão. - Bombas centrífugas: Pereira (2017) afirma que são utilizadas em sistemas de grande porte, onde a demanda por fluido hidráulico é alta. Elas transferem o fluido hidráulico por meio da força centrífuga ge- rada pelo movimento rotativo das pás do rotor. - Bombas de palhetas: Pereira (2017) afirma que são projeta- das para trabalhar com fluidos hidráulicos de alta viscosidade e baixa pressão. Elas transferem o fluido hidráulico por meio de um conjunto de palhetas que se movem dentro de uma cavidade em forma de arco. - Bombas de parafuso: Pereira (2017) afirma que são utilizadas em sistemas de alta pressão e alta vazão, como os sistemas de turbina eólica. Elas transferem o fluido hidráulico por meio do movimento rotati- vo de um parafuso helicoidal. Cada tipo de bomba hidráulica possui vantagens e desvanta- gens, e a escolha do tipo mais adequado depende das necessidades específicas de cada sistema hidráulico. Pereira (2017) afirma que a altura manométrica é uma medida da energia que a bomba hidráulica transfere ao líquido bombeado. Ela representa a altura vertical máxima que a bomba pode elevar o líquido, medida em unidades de comprimento, como metros ou pés. Essa altura é calculada com base na pressão gerada pela bomba e na densidade do líquido bombeado. Em outras palavras, a altura manométrica indica a capacidade da bomba em vencer as resistências do sistema hidráuli- 53 TÉ C N IC A S A V A N Ç A D A S D E M A N U TE N Ç Ã O - G R U P O P R O M IN A S co, como a perda de carga causada pela fricção e pelos componentes do circuito hidráulico. É uma medida importante para escolher a bomba adequada para cada aplicação e para garantir o funcionamento eficien- te e seguro do sistema hidráulico. Pereira (2017) afirma que a cavitação é um fenômeno que ocorre em sistemas hidráulicos quando a pressão do fluido cai abaixo da pressão de vapor do líquido, resultando na formação de bolhas de vapor dentro do fluido.Essas bolhas se movem junto com o fluido e quando atingem uma área de alta pressão, elas implodem, causando impacto na superfície sólida da bomba, tubulação ou equipamento, o que pode levar a danos e desgaste prematuro. O autor afirma que a cavitação pode ocorrer em diversos tipos de equipamentos hidráulicos, como bombas, válvulas e tubulações. Ela é frequentemente causada por obstruções no fluxo de fluido, curvas acentu- adas ou pela falta de pressão adequada na sucção. Além disso, a escolha inadequada de bombas ou uma taxa de fluxo muito alta também pode levar à cavitação. Para evitar a cavitação, é importante manter a pressão do flui- do acima da pressão de vapor do líquido, garantir que a tubulação e equi- pamentos estejam dimensionados corretamente, e monitorar regularmente o sistema hidráulico para identificar quaisquer problemas em potencial. Pereira (2017) afirma que as bombas hidráulicas apresentam vantagens e desvantagens que podem variar de acordo com o tipo e modelo escolhido, além das especificidades da aplicação. O autor cita algumas das vantagens e desvantagens mais comuns são: Vantagens: - Capacidade de transferir grandes volumes de líquido a altas velocidades; - Variedade de modelos e tipos disponíveis para diferentes apli- cações; - Facilidade de manutenção e reparo, em muitos casos, por meio da substituição de peças; - Possibilidade de operação com diferentes tipos de fluidos hi- dráulicos, permitindo a adaptação a diversas condições de uso; - Possibilidade de automatização do processo, garantindo maior precisão e eficiência; - Flexibilidade na instalação, podendo ser posicionadas em di- ferentes locais em relação ao fluido a ser bombeado. Desvantagens: - Alto consumo de energia elétrica, o que pode aumentar os custos de operação; - Possibilidade de cavitação, o que pode levar à perda de efici- ência e danos à bomba; 54 TÉ C N IC A S A V A N Ç A D A S D E M A N U TE N Ç Ã O - G R U P O P R O M IN A S - Necessidade de manutenção preventiva regular, para evitar desgastes prematuros e falhas no funcionamento; - Risco de vazamentos, que podem causar danos ambientais e humanos; - Ruído gerado pela operação da bomba, o que pode ser uma questão relevante em ambientes onde o nível de ruído deve ser controlado; - Limitações em relação ao tipo de fluido hidráulico utilizado, podendo exigir a escolha de um modelo específico para cada tipo de aplicação. Pereira (2017) afirma que as bombas de engrenagens são um tipo de bomba hidráulica que utilizam o movimento rotativo de duas en- grenagens para deslocar o fluido hidráulico de uma entrada para uma saída. Elas consistem em duas engrenagens, uma acionada pelo eixo do motor e outra acionada por ela, que se movem dentro de uma carcaça. À medida que as engrenagens se movem em direção à saída, o espaço entre elas diminui, o que empurra o fluido hidráulico para fora da bomba. Pereira (2017) afirma que existem dois tipos principais de bombas de engrenagens: as bombas de engrenagens externas e as bombas de engrenagens internas. Nas bombas de engrenagens externas, as engre- nagens estão localizadas fora da carcaça, enquanto nas bombas de en- grenagens internas, as engrenagens estão localizadas dentro da carcaça. Pereira (2017) afirma que as bombas de engrenagens são amplamente utilizadas em sistemas hidráulicos industriais, como má- quinas-ferramenta, prensas hidráulicas, máquinas de moldagem por injeção, sistemas de elevação, entre outros. Elas são conhecidas por serem confiáveis, duráveis e eficientes, embora possam gerar mais ruí- do e vibração do que outros tipos de bombas. A bomba de engrenagem é amplamente utilizada em sistemas hidráulicos e possui algumas van- tagens e desvantagens que o autor cita como: Vantagens: - Baixo custo de fabricação - Design simples e compacto - Operação silenciosa - Fácil manutenção - Eficiência elevada em baixas pressões e altas vazões - Baixo nível de pulsos Desvantagens: - Não é adequada para operação em altas pressões - Sensível a fluidos viscosos ou com partículas sólidas em sus- pensão - Desgaste elevado das engrenagens em altas velocidades - Necessidade de ajuste constante para manter a precisão do 55 TÉ C N IC A S A V A N Ç A D A S D E M A N U TE N Ç Ã O - G R U P O P R O M IN A S bombeamento Pereira (2017) afirma que as caldeiras a vapor são equipamen- tos que produzem vapor a partir da queima de combustível, como gás, óleo ou carvão. Esse vapor pode ser utilizado para diversas finalidades, como geração de energia elétrica, aquecimento de fluidos, esterilização de materiais, entre outros. O autor cita que, basicamente, uma caldeira é composta por um recipiente fechado onde ocorre a queima do combustível, uma fonte de água que é aquecida pelo calor gerado e um sistema de tubulações para conduzir o vapor gerado. Existem vários tipos de caldeiras, como as de tubos de fogo, de tubos de água, a vapor saturado, a vapor supe- raquecido, entre outras. Pereira (2017) afirma que as caldeiras a vapor são muito utiliza- das em indústrias, navios, usinas de energia elétrica, hospitais e outros locais que demandam alta produção de vapor para diversas finalidades. No entanto, seu uso requer cuidados especiais, pois o funcionamento inadequado ou a falta de manutenção podem levar a acidentes graves, como explosões ou vazamentos de vapor. Por isso, é fundamental que sejam operadas por profissionais capacitados e submetidas a inspe- ções regulares de segurança. O autor cita que as caldeiras a vapor podem apresentar diver- sas falhas, algumas das mais comuns incluem: - Incrustação: Pereira (2017) afirma que acúmulo de minerais e outros depósitos no interior da caldeira, causando redução na eficiência e aumento no consumo de combustível; - Corrosão: Pereira (2017) afirma que deterioração dos mate- riais da caldeira por reações químicas com o vapor, água e gases corro- sivos, podendo levar à ruptura ou vazamentos; - Fadiga: Pereira (2017) afirma que desgaste dos materiais da caldeira devido a repetidas variações de pressão e temperatura, resul- tando em trincas ou fissuras; - Sobrepressão: Pereira (2017) afirma que pressão excessiva no interior da caldeira, que pode levar à sua ruptura ou explosão; - Subpressão: Pereira (2017) afirma que pressão abaixo do ideal, o que pode prejudicar o funcionamento da caldeira e aumentar o consumo de combustível; - Falhas no sistema de controle e segurança: Pereira (2017) afirma que problemas na automação da caldeira, como mau funciona- mento de válvulas, sensores ou alarmes, que podem causar falhas de segurança e acidentes. É importante realizar inspeções e manutenções periódicas nas caldeiras a vapor para prevenir essas falhas e garantir a segurança e 56 TÉ C N IC A S A V A N Ç A D A S D E M A N U TE N Ç Ã O - G R U P O P R O M IN A S eficiência do equipamento. Pereira (2017) afirma que os vasos de pressão são equipamen- tos utilizados em diversos setores da indústria, como petroquímica, far- macêutica, alimentícia, entre outros. Eles são projetados para suportar al- tas pressões internas, bem como condições adversas de trabalho, como altas temperaturas, corrosão, abrasão, entre outras. Os vasos de pressão podem ter diversas formas e tamanhos, dependendo da sua aplicação. Geralmente, eles são fabricados em aço carbono ou aço inoxidável e são utilizados para armazenar fluidos pressurizados, como gases ou líquidos. Pereira (2017) afirma que alguns exemplos de vasos de pres- são incluem: tanques de armazenamento, caldeiras, reatores químicos, torres de destilação, entre outros. Eles são submetidos a testes rigoro- sos para garantir sua resistência e segurança, como testes hidrostáti- cos, de ultrassom, de radiografia, entre outros. Pereira (2017) afirma que os testes hidrostáticos (TH’s) ou tes- tes de pressão são procedimentos realizados em vasos de pressão, tubulações e equipamentos similares para verificar a resistênciamecâ- nica desses componentes quando submetidos a pressões superiores às condições normais de operação. O teste é realizado com a introdução de água ou outro líquido no interior do vaso, com a finalidade de aumen- tar a pressão interna e verificar se o componente suporta essa carga. O autor afirma que durante o teste hidrostático, o vaso é pre- enchido com água ou outro líquido e, em seguida, é pressurizado com uma bomba. A pressão é mantida por um determinado período de tem- po, enquanto são realizadas inspeções visuais para detectar possíveis vazamentos ou deformações no material. Pereira (2017) afirma que o teste hidrostático é uma etapa impor- tante na fabricação e manutenção de vasos de pressão e equipamentos similares, pois permite detectar possíveis falhas que possam comprome- ter a segurança da operação. Além disso, é um procedimento obrigatório em muitos países para a certificação de equipamentos sob pressão. É importante lembrar que os testes hidrostáticos devem ser realizados apenas por profissionais capacitados e com equipamentos de segurança adequados, devido ao risco envolvido na operação com altas pressões. Pereira (2017) afirma que as vantagens da aplicação de testes hidrostáticos em vasos de pressão são: Segurança: os THs garantem que o vaso de pressão seja ca- paz de suportar a pressão de trabalho projetada, o que aumenta a se- gurança dos trabalhadores e do equipamento. Conformidade: os testes hidrostáticos são necessários para cumprir as normas regulatórias, garantindo que o vaso de pressão este- 57 TÉ C N IC A S A V A N Ç A D A S D E M A N U TE N Ç Ã O - G R U P O P R O M IN A S ja em conformidade com as leis e regulamentos locais. Identificação de defeitos: os THs permitem identificar e corrigir defeitos no vaso de pressão antes que ocorram falhas catastróficas, evitando acidentes e perda de produção. Pereira (2017) afirma que as desvantagens da aplicação de testes hidrostáticos em vasos de pressão são: - Custo: a realização de testes hidrostáticos pode ser bastante cara, incluindo o custo do equipamento, a mão de obra e o tempo de inatividade do equipamento. - Tempo: os testes hidrostáticos podem levar um tempo consi- derável para serem concluídos, dependendo do tamanho e complexi- dade do vaso de pressão, resultando em uma interrupção na produção. - Efeitos colaterais: os testes hidrostáticos podem resultar em danos temporários ou permanentes ao revestimento interno do vaso de pressão, especialmente se houver presença de corrosão ou fragilização por hidrogênio. LUBRIFICAÇÃO E PNEUMÁTICA Pereira (2017) afirma que lubrificação é o processo de aplica- ção de um lubrificante, como óleo ou graxa, entre duas superfícies em contato para reduzir o atrito, o desgaste e a temperatura gerados pelo movimento relativo entre elas. A lubrificação é usada para prolongar a vida útil de máquinas e equipamentos, reduzir o consumo de energia, melhorar a eficiência e evitar falhas prematuras. O lubrificante pode ser aplicado por meio de métodos como pulverização, imersão, gotejamen- to ou circulação. A escolha do lubrificante adequado depende do tipo de equipamento, das condições operacionais e do ambiente de trabalho. Pereira (2017) afirma que existem vários tipos de lubrificantes, cada um com características específicas para atender a diferentes apli- cações. Ele cita alguns dos principais tipos de lubrificantes são: - Óleos minerais: Pereira (2017) afirma que são produzidos a partir da destilação do petróleo. Possuem boa capacidade de lubrifica- ção e podem ser utilizados em uma ampla variedade de equipamentos. - Óleos sintéticos: Pereira (2017) afirma que são produzidos em laboratório a partir de produtos químicos. Possuem propriedades específicas para atender a aplicações que requerem alta performance, como em motores de avião ou em compressores de gás. - Graxas: Pereira (2017) afirma que são lubrificantes semissóli- dos que contêm óleo, espessante e aditivos. São usadas em aplicações em que o lubrificante precisa permanecer em contato com a superfície 58 TÉ C N IC A S A V A N Ç A D A S D E M A N U TE N Ç Ã O - G R U P O P R O M IN A S por mais tempo. - Fluidos de corte: Pereira (2017) afirma que são utilizados em operações de usinagem para refrigerar e lubrificar a ferramenta e a peça. - Fluidos hidráulicos: Pereira (2017) afirma que são utilizados em sistemas hidráulicos para transmitir pressão e controlar movimentos. - Fluidos de transmissão: Pereira (2017) afirma que são utilizados em transmissões de veículos para transmitir energia do motor às rodas. - Lubrificantes sólidos: Pereira (2017) afirma que são lubrifican- tes em forma de pó ou grânulos que são adicionados a um lubrificante líquido ou semissólido para melhorar sua capacidade de lubrificação. Os lubrificantes apresentam diversas características importan- tes que influenciam no seu desempenho. Pereira (2017) cita algumas das principais características são: - Viscosidade: Pereira (2017) afirma que é a medida da resis- tência de um fluido ao movimento interno, e é importante para garantir que o lubrificante seja adequado para a aplicação em questão. - Ponto de fulgor: Pereira (2017) afirma que é a temperatura mínima na qual um lubrificante produz vapores suficientes para formar uma mistura inflamável com o ar. - Ponto de fluidez: Pereira (2017) afirma que é a temperatura mais baixa na qual um lubrificante ainda pode fluir. - Índice de viscosidade: Pereira (2017) afirma que é a medida da capacidade de um lubrificante de manter a sua viscosidade dentro de uma faixa de temperatura ampla. - Estabilidade térmica: Pereira (2017) afirma que é a capacida- de de um lubrificante de resistir à degradação térmica. - Proteção contra a corrosão: Pereira (2017) afirma que é a ca- pacidade de um lubrificante de proteger as superfícies metálicas contra a corrosão. - Propriedades de demulsibilidade: Pereira (2017) afirma que é a capacidade de um lubrificante de se separar rapidamente da água e outras substâncias estranhas. - Compatibilidade com outros materiais: Pereira (2017) afirma que é a capacidade de um lubrificante de não reagir quimicamente com outros materiais em contato. Essas são apenas algumas das características dos lubrifican- tes, e a escolha do lubrificante adequado para uma determinada apli- cação depende de diversos fatores, como o tipo de equipamento, as condições de operação, as exigências de desempenho e as normas e regulamentações aplicáveis. Pereira (2017) afirma que os aditivos são substâncias químicas adicionadas aos lubrificantes com a finalidade de melhorar suas pro- 59 TÉ C N IC A S A V A N Ç A D A S D E M A N U TE N Ç Ã O - G R U P O P R O M IN A S priedades ou desempenho em determinadas condições de operação. Eles podem ser adicionados em pequenas quantidades para melhorar a viscosidade, a resistência à oxidação, a estabilidade térmica, a resistên- cia à corrosão, a detergência, a dispersão de contaminantes e muitas outras propriedades do lubrificante. Pereira (2017) afirma que existem diferentes tipos de aditivos para lubrificantes, cada um com sua função específica. Alguns exem- plos incluem aditivos de extrema pressão (EP), que ajudam a reduzir o desgaste em condições de carga elevada, aditivos anti-desgaste, que protegem as superfícies metálicas de atrito e desgaste excessivo, e adi- tivos anti-espuma, que reduzem a formação de bolhas de ar no lubrifi- cante. Pereira (2017) afirma que existem vários tipos de aditivos que podem ser adicionados aos lubrificantes, dependendo das suas neces- sidades específicas. O autor cita alguns exemplos: - Viscosidade: Pereira (2017) afirma que os aditivos de viscosi- dade ajudam a manter a viscosidade do lubrificante a uma temperatura constante, evitando que ele se torne muito fino ou grosso demais. - Antidesgaste: Pereira (2017) afirma que esses aditivos criam uma camada protetora entre as peçasmóveis, reduzindo o atrito e desgas- te. Eles podem ser usados em motores, transmissões e outras aplicações. - Antioxidantes: Pereira (2017) afirma que os aditivos antioxi- dantes ajudam a proteger o lubrificante contra a oxidação, que pode causar a formação de depósitos e reduzir a vida útil do lubrificante. - Antiespumante: Pereira (2017) afirma que esses aditivos aju- dam a reduzir a formação de espuma no lubrificante, o que pode inter- ferir na sua capacidade de proteger as peças. - Agentes de limpeza: Pereira (2017) afirma que esses aditivos ajudam a manter o motor ou outros componentes limpos, removendo depósitos e detritos. - Modificadores de fricção: Pereira (2017) afirma que esses aditivos alteram as propriedades do lubrificante para reduzir a fricção e melhorar a eficiência. - Agentes de extrema pressão: Pereira (2017) afirma que esses aditivos são adicionados a lubrificantes para ajudar a proteger as peças contra altas pressões e cargas de choque. - Corantes: Pereira (2017) afirma que esses aditivos são usa- dos para dar uma cor específica ao lubrificante, o que pode ajudar a identificar vazamentos ou outros problemas. Pereira (2017) afirma que as propriedades dos lubrificantes se referem às suas características que permitem desempenhar sua função de reduzir o atrito, minimizar o desgaste e resfriar as peças em movi- mento. O autor cita algumas dessas propriedades: 60 TÉ C N IC A S A V A N Ç A D A S D E M A N U TE N Ç Ã O - G R U P O P R O M IN A S - Poder adesivo (aderência): Pereira (2017) afirma que é a capa- cidade do lubrificante de aderir às superfícies metálicas, garantindo uma película protetora contínua mesmo sob altas pressões ou temperaturas. - Viscosidade (coesão): Pereira (2017) afirma que é a resistência interna do lubrificante ao fluxo. É uma propriedade importante, pois afeta a capacidade de lubrificação e a eficiência energética do equipamento. A viscosidade pode ser afetada pela temperatura, pressão e aditivos. - Ausência de ácidos: Pereira (2017) afirma que é importante que os lubrificantes não contenham ácidos, que podem corroer as pe- ças metálicas e danificar o sistema de lubrificação. - Pureza química: Pereira (2017) afirma que os lubrificantes devem ser quimicamente estáveis e compatíveis com outros materiais presentes no sistema. Impurezas, contaminantes e reações químicas indesejadas podem reduzir a eficácia do lubrificante. - Resistência ao envelhecimento: Pereira (2017) afirma que os lubrificantes devem ter estabilidade química e resistência ao envelheci- mento, para que não se degradem com o tempo e possam manter suas propriedades de lubrificação. - Pontos de inflamação e de congelamento aparente: Pereira (2017) afirma que são as temperaturas em que os lubrificantes se infla- mam ou se solidificam. É importante que os lubrificantes tenham pontos de inflamação e de congelamento aparente adequados para as condi- ções de operação do equipamento. - Pureza mecânica: Pereira (2017) afirma que é importante que os lubrificantes sejam livres de impurezas e contaminantes mecânicos, como partículas de metal, poeira, água e outros materiais estranhos que possam causar danos às peças e comprometer a eficácia do lubrificante. Pereira (2017) afirma que o programa de lubrificação é um conjun- to de procedimentos e práticas que visam garantir a adequada lubrificação dos equipamentos e maquinários de uma empresa, de forma a prolongar sua vida útil, aumentar sua eficiência e reduzir os custos de manutenção. O autor afirma que esse programa envolve desde a seleção dos lubrificantes mais adequados para cada equipamento, até a defi- nição de frequência e método de aplicação da lubrificação, bem como o controle e monitoramento dos resultados. Além disso, o programa de lubrificação também inclui a gestão dos estoques de lubrificantes, o trei- namento dos funcionários responsáveis pela lubrificação e a adoção de medidas para prevenir e controlar a contaminação dos lubrificantes. Pereira (2017) afirma que um programa de lubrificação bem pla- nejado e executado pode trazer diversos benefícios para a empresa, como a redução dos custos com manutenção e troca de equipamentos, a melho- ria da eficiência operacional, a redução do tempo de parada não progra- 61 TÉ C N IC A S A V A N Ç A D A S D E M A N U TE N Ç Ã O - G R U P O P R O M IN A S mada, a redução do consumo de energia, a diminuição da geração de re- síduos e a melhoria da segurança e saúde ocupacional dos trabalhadores. Pereira (2017) afirma que em relação a pneumática, na física, é o ramo da mecânica dos fluidos que lida com o estudo das propriedades mecânicas dos gases, incluindo compressão, expansão e o fluxo de ga- ses. A pneumática está intimamente relacionada à hidráulica, que é o es- tudo das propriedades mecânicas dos fluidos em geral, incluindo líquidos. A pneumática é amplamente utilizada na indústria, especialmente em sis- temas de automação, onde é usada para controlar e acionar atuadores, válvulas e outros dispositivos que exigem movimento linear ou rotativo. O autor afirma que as características da pneumática incluem: - Utilização de ar comprimido: Pereira (2017) afirma que a pneumática utiliza o ar comprimido como seu meio de trabalho. Isso tor- na a pneumática uma fonte de energia limpa e segura em comparação com outras fontes de energia, como a hidráulica. - Fácil disponibilidade: Pereira (2017) afirma que o ar comprimido é amplamente disponível em todo o mundo. As fábricas geralmente pos- suem compressores de ar para alimentar suas máquinas pneumáticas. - Baixo custo: Pereira (2017) afirma que em comparação com outras fontes de energia, como hidráulica ou elétrica, a pneumática tem um custo relativamente baixo. As máquinas pneumáticas são geralmen- te mais simples em termos de construção e manutenção, o que também contribui para reduzir os custos. - Facilidade de transporte: Pereira (2017) afirma que o ar com- primido pode ser transportado por tubulações ou mangueiras, o que torna a pneumática mais flexível em termos de posicionamento das má- quinas em relação à fonte de energia. - Alta taxa de fluxo: Pereira (2017) afirma que os sistemas pneumáticos podem mover grandes volumes de ar comprimido com alta velocidade, o que é vantajoso em muitas aplicações industriais. O autor afirma que a pneumática pode ser utilizada em diver- sas aplicações, desde as mais simples até as mais complexas. Ele cita alguns exemplos: - Acionamento de cilindros: Pereira (2017) afirma que os cilin- dros pneumáticos são utilizados para transformar energia pneumática em energia mecânica, permitindo que uma carga seja movimentada. Eles são amplamente utilizados em sistemas de automação industrial para acionamento de válvulas, portões, braços robóticos, entre outros. - Acionamento de motores: Pereira (2017) afirma que os moto- res pneumáticos são utilizados em aplicações que requerem alto torque e baixa velocidade, como em máquinas de corte, lixamento e polimento. - Ferramentas pneumáticas: Pereira (2017) afirma que as fer- 62 TÉ C N IC A S A V A N Ç A D A S D E M A N U TE N Ç Ã O - G R U P O P R O M IN A S ramentas pneumáticas são utilizadas em diversas aplicações, desde a construção civil até a indústria automobilística. Algumas das ferramen- tas mais comuns incluem furadeiras, lixadeiras, chaves de impacto, pis- tolas de pintura e grampeadores. - Transporte de materiais: Pereira (2017) afirma que a pneumá- tica pode ser utilizada para transportar materiais de um ponto a outro, utilizando tubos pneumáticos e sistemas de vácuo. Essa técnica é am- plamente utilizada em sistemas de transporte de grãos, pós, e outros materiais a granel. - Controle de processos: Pereira (2017) afirma que a pneumá- tica também pode ser utilizada em sistemas de controle de processos, como na regulagem de pressão em uma linha de produção ou no con- trole de temperatura em um processo industrial.- Atuadores pneumáticos em válvulas: Pereira (2017) afirma que a pneumática também é utilizada para o acionamento de válvulas, que podem ser usadas em diversos sistemas, como em sistemas hi- dráulicos e de tratamento de água e efluentes. - Sistemas de frenagem: Pereira (2017) afirma que a pneumá- tica é utilizada em sistemas de frenagem em veículos pesados, como ônibus e caminhões, permitindo uma frenagem mais rápida e eficiente. Esses são apenas alguns exemplos das diversas aplicações da pneumática. Pereira (2017) afirma que a pneumática é uma tecnologia am- plamente utilizada em diversas aplicações industriais e possui várias vantagens e desvantagens. Algumas delas incluem: Vantagens: - Simplicidade: Os sistemas pneumáticos são simples e fáceis de instalar, operar e manter. Eles são frequentemente compostos por poucos componentes, o que os torna menos complexos do que outros sistemas de automação. - Segurança: A pneumática é uma tecnologia segura, pois o ar comprimido utilizado como meio de trabalho é relativamente inofensivo e não apresenta risco de incêndio ou explosão. - Baixo custo: Os sistemas pneumáticos são relativamente ba- ratos em comparação com outros sistemas de automação, como a hi- dráulica ou a elétrica. - Velocidade: Os atuadores pneumáticos são capazes de ope- rar a altas velocidades, o que os torna ideais para aplicações que reque- rem movimentos rápidos e precisos Desvantagens: - Baixa eficiência energética: Os sistemas pneumáticos conso- mem mais energia do que outros sistemas, como a hidráulica ou a elétri- 63 TÉ C N IC A S A V A N Ç A D A S D E M A N U TE N Ç Ã O - G R U P O P R O M IN A S ca, o que pode torná-los menos eficientes do ponto de vista energético. - Precisão limitada: Os sistemas pneumáticos são menos pre- cisos do que outros sistemas de automação, como a hidráulica ou a elétrica, o que pode limitar sua utilidade em algumas aplicações. - Ruído: Os sistemas pneumáticos podem ser barulhentos de- vido ao fluxo de ar comprimido, o que pode ser problemático em alguns ambientes de trabalho. - Ambiente de trabalho: Os sistemas pneumáticos requerem um ambiente de trabalho limpo e seco para funcionar corretamente, o que pode limitar sua utilidade em alguns ambientes industriais. - Problemas de vazamento: Como os sistemas pneumáticos ge- ralmente são compostos por tubulações e conexões, podem ocorrer va- zamentos de ar comprimido que podem afetar o desempenho do sistema. - Limitações de temperatura: A pneumática pode ser limitada em termos de temperatura, pois o ar comprimido pode sofrer expansão e contração devido às mudanças de temperatura. 64 TÉ C N IC A S A V A N Ç A D A S D E M A N U TE N Ç Ã O - G R U P O P R O M IN A S QUESTÕES DE CONCURSO QUESTÃO 01 (TJ- MA — Analista Judiciário - Engenheiro Mecânico — FCC — 2019) Considere as afirmações referentes a instalações hidráulicas. I. As colunas de distribuição se originam no reservatório e abaste- cem os ramais. II. A cavitação é provocada por uma interrupção brusca no escoa- mento em uma tubulação, produzindo um choque de pressão, oca- sionando erosão nas pás de bombas centrífugas. III. No sistema indireto de instalação de água fria, o abastecimento das peças de utilização é feito através de reservatório. Está correto o que se afirma em: a) II e III, apenas. b) I, II e III. c) I e II, apenas. d) I, apenas. e) III, apenas. QUESTÃO 02 (UFPE — ENGENHEIRO — COVEST- COPSET — 2019) Entre os componentes básicos de um sistema hidráulico para ali- mentação de um elevador, temos a: 1) bomba centrífuga para alimentação do cilindro com óleo hidráulico. 2) válvula de segurança para garantir a descarga total do fluido em caso de emergência. 3) válvula direcional para garantir o deslocamento do fluido da bomba até o cilindro ou atuador final. 4) válvula reguladora de pressão para garantir o controle da velo- cidade do elevador. 5) válvula de controle de vazão para controlar a velocidade do ele- vador. Estão corretas, apenas: a) 1 e 4. b) 1 e 5. c) 1, 2 e 3. d) 3 e 5. e) 2 e 4. QUESTÃO 03 (EBSERH — ENGENHEIRO MECÂNICO — IBFC — 2020) Compressores e turbinas são utilizados em meios de transporte, 65 TÉ C N IC A S A V A N Ç A D A S D E M A N U TE N Ç Ã O - G R U P O P R O M IN A S na indústria, em usinas e muitas outras aplicações. Analise as afir- mativas abaixo e dê valores Verdadeiro (V) ou Falso (F). ( ) Uma turbina é um dispositivo que desenvolve potência em fun- ção da passagem de um gás ou líquido escoando através de uma série de pás colocadas em um eixo que está livre para girar. ( ) Na modelagem de turbinas a vapor e a gás, a energia potencial líquida da matéria em escoamento normalmente é desprezível. ( ) Compressores são dispositivos nos quais o trabalho é realizado sobre a substância em escoamento ao longo dos mesmos, de modo a mudar o estado da substância, aumentar a pressão e/ou a elevação. ( ) São tipos de compressores: Alternativo, Fluxo axial, Centrífugo e de Lóbulo. Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta de cima para baixo. a) F, V, V, F. b) V, V, V, V. c) F, F, F, F. d) V, F, F, V. e) V, F, V, F. QUESTÃO 04 (DEPASA - AC — TORNEIRO MECÂNICO — IBADE — 2019) É importante regular o fluxo de lubrificante sobre o gume de uma ferramenta de usinagem para: a) diminuir o tempo total de usinagem. b) viabilizar o corte. c) diminuir o custo de produção. d) manter o estado de conservação do gume por mais tempo. e) aumentar o atrito no processo. QUESTÃO 05 (UFPA — ENGENHEIRO — UFPA — 2017) Sobre as válvulas, que são dispositivos destinados a estabelecer, controlar e interromper o fluxo em uma tubulação, não se pode dizer o seguinte: a) denominam-se válvulas de bloqueio as que se destinam apenas a funcionar completamente abertas ou completamente fechadas. b) denominam-se válvulas de regulagem as que trabalham em qualquer posição de fechamento parcial. c) as válvulas de gaveta são as válvulas de bloqueio de líquido, empre- gadas na maioria das tubulações de líquidos em geral, os quais podem apresentar uma expressiva quantidade de sólidos em suspensão. 66 TÉ C N IC A S A V A N Ç A D A S D E M A N U TE N Ç Ã O - G R U P O P R O M IN A S d) são variantes das válvulas de gaveta as válvulas de comporta, as válvulas de fecho rápido e as válvulas de passagem plena. e) as válvulas de borboleta são, basicamente, de regulagem, mas tam- bém podem trabalhar como válvulas de bloqueio. TREINO INÉDITO A pneumática pode ser utilizada em diversas aplicações, desde as mais simples até as mais complexas. Quando os cilindros pneumá- ticos são utilizados para transformar energia pneumática em ener- gia mecânica, permitindo que uma carga seja movimentada. Eles são amplamente utilizados em sistemas de automação industrial para acionamento de válvulas, portões, braços robóticos, entre ou- tros. Estamos falando de? a) Acionamento de cilindros. b) Acionamento de motores. c) Ferramentas pneumáticas. d) Transporte de materiais. e) Controle de processos. QUESTÃO DISSERTATIVA A análise de pressões é uma ferramenta essencial na engenharia me- cânica, pois permite avaliar e monitorar o desempenho de sistemas hi- dráulicos e pneumáticos. Consiste em medir as pressões em diferentes pontos de um sistema e compará-las com os valores esperados ou com as normas técnicas aplicáveis. Explique como a análise de pressões pode ser aplicada na manutenção preventiva de um sistema hidráulico de uma indústria e quais os principais benefícios dessa abordagem. NA MÍDIA Muita atenção é dada à contaminação do fluido hidráulico, geralmente visto como sujeira, água e ar. Mas o calor também é bastante prejudicial para o fluido hidráulico e pode levar em conta tantas falhas de compo- nentes quanto a contaminação “regular”. A verdade inconveniente sobre as máquinas hidráulicas é que elas são sistemas geradores de calor. Eles não são únicos a esse respeito: a conversão e o controlede energia com 100% de eficiência permane- cem indefinidos. Mas é minha opinião que ineficiência inevitável, que se manifesta como contaminação de energia do fluido hidráulico, não comanda a atenção que merece. Com exceção do reservatório, cada componente em um sistema hidráulico é um dispositivo gerador de ca- lor. O processo de mover o fluido hidráulico através de um condutor de A para B resulta em queda de pressão e, portanto, geração de calor. Ins- 67 TÉ C N IC A S A V A N Ç A D A S D E M A N U TE N Ç Ã O - G R U P O P R O M IN A S talar filtros de profundidade para controlar a contaminação de partículas também cria uma queda de pressão, o que aumenta a carga de calor. Bombas e motores vazam internamente, resultando em mais quedas de pressão geradoras de calor. Título: Por que sua máquina hidráulica provavelmente precisa de um refrigerador de óleo - e um grande! Data de publicação: 19/02/2019 Fonte: <https://www.jefferson.ind.br/conteudo/por-que-sua-maquina-hidrau- lica-provavelmente-precisa-de-um-refrigerador-de-oleo-e-um-grande.html>. NA PRÁTICA Os conceitos de hidráulica, análise de pressão, lubrificação e pneumáti- ca são amplamente aplicados na prática do dia a dia de um engenheiro mecânico. Algumas das principais aplicações incluem: Projeto e manu- tenção de sistemas hidráulicos e pneumáticos: O engenheiro mecânico é responsável por projetar e manter sistemas hidráulicos e pneumáti- cos, que envolvem o uso de bombas, válvulas, tubulações, cilindros e outros componentes. A análise de pressão é fundamental para garantir que esses sistemas operem com segurança e eficiência, e a lubrifica- ção adequada dos componentes é essencial para minimizar o desgas- te e aumentar a vida útil dos equipamentos. Seleção de lubrificantes: O engenheiro mecânico é responsável por selecionar os lubrificantes adequados para os diferentes componentes dos sistemas mecânicos, levando em conta as características dos lubrificantes e as exigências operacionais dos equipamentos. Controle de qualidade: O engenheiro mecânico é responsável por garantir a qualidade dos componentes dos sistemas mecânicos, incluindo a análise de pressão de tubulações e vasos de pressão, bem como a verificação da pureza química e mecâ- nica dos lubrificantes utilizados. Automação industrial: A pneumática é frequentemente utilizada na automação industrial, como em sistemas de controle de movimento de máquinas e robôs. O engenheiro mecâni- co é responsável por projetar e manter esses sistemas, garantindo que eles operem com segurança e eficiência. Com isso, os conceitos de hi- dráulica, análise de pressão, lubrificação e pneumática são fundamen- tais para a prática do engenheiro mecânico, que deve conhecer esses conceitos e aplicá-los de forma eficiente na solução de problemas e na manutenção de equipamentos mecânicos. PARA SABER MAIS - Para materiais online (vídeos, sites, matérias): Título: Acionamentos Hidráulicos e pneumáticos Data de publicação: out 2011 68 TÉ C N IC A S A V A N Ç A D A S D E M A N U TE N Ç Ã O - G R U P O P R O M IN A S Fonte:<https://www.seduc.ce.gov.br/wp-content/uploads/sites/37/2011/10/ mecanica_acionamentos_hidraulicos_e_pneumaticos.pdf>. - Para demais (livros, artigos, produções científicas): Título: Pneumática e Hidráulica. Harry L Stewart. 1 janeiro 2014. 1º edi- ção. Editora Hemus. 69 TÉ C N IC A S A V A N Ç A D A S D E M A N U TE N Ç Ã O - G R U P O P R O M IN A S GABARITOS CAPÍTULO 01 QUESTÕES DE CONCURSOS QUESTÃO DISSERTATIVA – PADRÃO DE RESPOSTA Na engenharia, a ferrografia é uma técnica de análise empregada para analisar detalhadamente o desgaste e os detritos presentes em fluidos lu- brificantes de máquinas e equipamentos. Essa análise emprega informa- ções valiosas sobre o estado de funcionamento dos componentes mecâni- cos, consentindo a percepção antecipada de desafios e a implementação de medidas disciplinares. De acordo com Coutinho (2021), alguns pontos importantes da lubrificação são: minimização de ruídos; evitar aumento de temperatura; minimização de atritos; minimização de vibrações; evitar oxi- dação ou corrosão antecedente; diminuição de quebras; regularização de troca de calor. Assim, a utilização de lubrificantes na manutenção preditiva, gera um diagnóstico para análise comportamental e monitoramento por meio de informações coletadas, onde desenvolve assim, um entendimento de cada equipamento, para que se possa desenvolver adequadamente. TREINO INÉDITO Gabarito: B 70 TÉ C N IC A S A V A N Ç A D A S D E M A N U TE N Ç Ã O - G R U P O P R O M IN A S CAPÍTULO 02 QUESTÕES DE CONCURSOS QUESTÃO DISSERTATIVA – PADRÃO DE RESPOSTA A espectrografia é uma técnica utilizada para análise de materiais por meio da medição da radiação eletromagnética emitida, absorvida ou dispersada por uma amostra. Essa técnica é amplamente utilizada em diversas áreas, como química, física, biologia e engenharia, sendo es- pecialmente importante na identificação de compostos químicos e na análise de materiais em indústrias e laboratórios. Na engenharia mecâ- nica, a espectrografia pode ser aplicada na análise de falhas em peças e equipamentos, como motores, turbinas e engrenagens, possibilitando a identificação de elementos químicos presentes na amostra e a avalia- ção de suas concentrações. Essa abordagem é especialmente útil na manutenção preventiva de sistemas mecânicos, permitindo a identifica- ção antecipada de falhas e a realização de reparos antes que ocorram danos mais graves. Os principais benefícios da análise de espectrogra- fia na manutenção preventiva de sistemas hidráulicos são a redução de custos com reparos e substituição de peças, a minimização do tempo de parada de máquinas e equipamentos, o aumento da vida útil dos componentes e a melhoria da eficiência do sistema como um todo. Além disso, a espectrografia permite a identificação de contaminantes e im- purezas presentes no fluido hidráulico, contribuindo para a melhoria da qualidade do fluido e, consequentemente, para a redução do desgaste dos componentes. Com isso, a análise de espectrografia é uma impor- tante ferramenta na manutenção preventiva de sistemas hidráulicos, permitindo a identificação antecipada de falhas, a redução de custos e a melhoria da eficiência do sistema como um todo. Sua aplicação na indústria e em laboratórios de engenharia mecânica é fundamental para garantir a segurança e a eficiência dos equipamentos e processos. TREINO INÉDITO Gabarito: B 71 TÉ C N IC A S A V A N Ç A D A S D E M A N U TE N Ç Ã O - G R U P O P R O M IN A S CAPÍTULO 03 QUESTÕES DE CONCURSOS QUESTÃO DISSERTATIVA – PADRÃO DE RESPOSTA A análise de pressões é uma técnica utilizada na manutenção preventiva de sistemas hidráulicos em indústrias, que consiste em monitorar cons- tantemente as pressões dos fluidos em diferentes pontos do sistema. Essa técnica permite identificar possíveis problemas e falhas no siste- ma, possibilitando uma manutenção preventiva, evitando a ocorrência de paradas inesperadas na produção, reduzindo os custos com reparos emergenciais e aumentando a vida útil dos equipamentos. A análise de pressões permite identificar perdas de pressão, oscilações de pressão, vazamentos, entupimentos, obstruções, cavitação e outros problemas que podem ocorrer no sistema hidráulico. Através da monitoração das pressões em pontos estratégicos, é possível detectar quais componentes estão com falhas, como bombas, válvulas, cilindros, filtros, entre outros, permitindo uma intervenção preventiva antes que ocorram falhas catas- tróficas no sistema. Os principais benefícios dessa abordagem são a re- dução de custos com manutenção corretiva, o aumento da disponibilidade dos equipamentos, a redução de paradas de produção não programadas e o aumento da vida útil dos componentes do sistema hidráulico. Além disso, a análise de pressões permite aidentificação de possíveis melho- rias no sistema, como a otimização da pressão de trabalho, a redução de perdas de pressão, a melhoria da eficiência energética e a diminuição do consumo de fluidos hidráulicos. Em resumo, a análise de pressões é uma técnica fundamental na manutenção preventiva de sistemas hidráu- licos, permitindo uma intervenção antes que ocorram falhas catastróficas no sistema, reduzindo custos, aumentando a disponibilidade dos equipa- mentos e prolongando a vida útil dos componentes. TREINO INÉDITO Gabarito: A 72 TÉ C N IC A S A V A N Ç A D A S D E M A N U TE N Ç Ã O - G R U P O P R O M IN A S BÜHLER, Alexandre J.. Comparação entre simulação e sistema real de vibração com dois graus de liberdade. 2019. Disponível em: https://www. scielo.br/j/rbef/a/Cvh3zJYfH3ftZ4DK8NhdrTC/. Acesso em: 15 maio 2023. CASTRO, Marcelo Monteiro de. A Utilização da Manutenção Preditiva na Indústria. 2017. Disponível em: https://monografias.brasilescola.uol. com.br/engenharia/a-utilizacao-da-manutencao-preditiva-na-industria. htm. Acesso em: 15 maio 2023. COUTINHO, Jorge Luiz. Aplicação de Ferramentas da Manutenção Pre- ditiva na Análise de Óleos Lubrificantes. 2021. 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