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CÓD: SL-016MR-24
7908433250593
CENTRO FEDERAL DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA
CELSO SUCKOW DA FONSECA
CEFET - RJ
Assistente em
Administração
a solução para o seu concurso!
Editora
EDITAL Nº 3, DE 14 DE FEVEREIRO DE 2024
INTRODUÇÃO
a solução para o seu concurso!
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Como passar em um concurso público?
Todos nós sabemos que é um grande desafio ser aprovado em concurso público, dessa maneira é muito importante o concurseiro
estar focado e determinado em seus estudos e na sua preparação. É verdade que não existe uma fórmula mágica ou uma regra de como
estudar para concursos públicos, é importante cada pessoa encontrar a melhor maneira para estar otimizando sua preparação.
Algumas dicas podem sempre ajudar a elevar o nível dos estudos, criando uma motivação para estudar. Pensando nisso, a Solução
preparou esta introdução com algumas dicas que irão fazer toda a diferença na sua preparação.
Então mãos à obra!
• Esteja focado em seu objetivo: É de extrema importância você estar focado em seu objetivo: a aprovação no concurso. Você vai ter
que colocar em sua mente que sua prioridade é dedicar-se para a realização de seu sonho;
• Não saia atirando para todos os lados: Procure dar atenção a um concurso de cada vez, a dificuldade é muito maior quando você
tenta focar em vários certames, pois as matérias das diversas áreas são diferentes. Desta forma, é importante que você defina uma
área e especializando-se nela. Se for possível realize todos os concursos que saírem que englobe a mesma área;
• Defina um local, dias e horários para estudar: Uma maneira de organizar seus estudos é transformando isso em um hábito,
determinado um local, os horários e dias específicos para estudar cada disciplina que irá compor o concurso. O local de estudo não
pode ter uma distração com interrupções constantes, é preciso ter concentração total;
• Organização: Como dissemos anteriormente, é preciso evitar qualquer distração, suas horas de estudos são inegociáveis. É
praticamente impossível passar em um concurso público se você não for uma pessoa organizada, é importante ter uma planilha
contendo sua rotina diária de atividades definindo o melhor horário de estudo;
• Método de estudo: Um grande aliado para facilitar seus estudos, são os resumos. Isso irá te ajudar na hora da revisão sobre o assunto
estudado. É fundamental que você inicie seus estudos antes mesmo de sair o edital, buscando editais de concursos anteriores. Busque
refazer a provas dos concursos anteriores, isso irá te ajudar na preparação.
• Invista nos materiais: É essencial que você tenha um bom material voltado para concursos públicos, completo e atualizado. Esses
materiais devem trazer toda a teoria do edital de uma forma didática e esquematizada, contendo exercícios para praticar. Quanto mais
exercícios você realizar, melhor será sua preparação para realizar a prova do certame;
• Cuide de sua preparação: Não são só os estudos que são importantes na sua preparação, evite perder sono, isso te deixará com uma
menor energia e um cérebro cansado. É preciso que você tenha uma boa noite de sono. Outro fator importante na sua preparação, é
tirar ao menos 1 (um) dia na semana para descanso e lazer, renovando as energias e evitando o estresse.
A motivação é a chave do sucesso na vida dos concurseiros. Compreendemos que nem sempre é fácil, e às vezes bate aquele desânimo
com vários fatores ao nosso redor. Porém tenha garra ao focar na sua aprovação no concurso público dos seus sonhos.
Como dissemos no começo, não existe uma fórmula mágica, um método infalível. O que realmente existe é a sua garra, sua dedicação
e motivação para realizar o seu grande sonho de ser aprovado no concurso público. Acredite em você e no seu potencial.
A Solução tem ajudado, há mais de 36 anos, quem quer vencer a batalha do concurso público. Vamos juntos!
ÍNDICE
a solução para o seu concurso!
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Língua Portuguesa
1. Compreensão e interpretação textual, considerando a norma culta da Língua Portuguesa, tipologia textual, normas gramati-
cais e ortográficas, coesão e coerência textual, estrutura frasal, pontuação, acentuação e adequação, frente a textos atuais e
clássicos literários ...................................................................................................................................................................... 7
2. Ortografia oficial ........................................................................................................................................................................ 12
3. Acentuação gráfica ..................................................................................................................................................................... 16
4. Emprego da crase ...................................................................................................................................................................... 17
5. Análise de relações de intertextualidade e interdiscursividade, identificação de posicionamentos ou de perspectivas, compre-
ensão de paráfrases, paródias e estilizações, entre outras possibilidades ................................................................................ 18
6. Emprego das classes de palavras. Emprego/correlação de tempos e modos verbais. Valor semântico das preposições, conjun-
ções, locuções e advérbios ........................................................................................................................................................ 19
7. Sintaxe da oração e do período. Pontuação. Recursos e variações linguísticas. Pronomes e regras pronominais. Orações coor-
denadas e subordinadas ............................................................................................................................................................ 31
8. Regras de formação de palavras ................................................................................................................................................ 34
9. Concordância ............................................................................................................................................................................. 36
10. Regência nominal e verbal ......................................................................................................................................................... 37
11. Significação das palavras ............................................................................................................................................................ 39
12. Normas para elaboração de redações. Adequação da linguagem ao tipo de documento. Adequação do formato do texto ao
gênero ........................................................................................................................................................................................ 40
13. Práticas de linguagem: oralidade, leitura/escuta, produção (escrita e multissemiótica) e análise linguística/semiótica (que
envolve conhecimentos linguísticos - sobre o sistema de escrita, o sistema da língua e a norma-padrão -, textuais, discursivos
e sobre os modos de organização e os elementos de outras semioses) .................................................................................... 48
Raciocínio Lógico e Matemático
1. Raciocínio lógico numérico: Resolução de problemas envolvendo números reais .................................................................... 57
2. Conjuntos ................................................................................................................................................................................... 59
3. Porcentagem .............................................................................................................................................................................. 63
4. Médias .......................................................................................................................................................................................64
5. Sequências e padrões (com números, figuras ou palavras) ....................................................................................................... 65
6. Raciocínio lógico: Proposições. Conectivos. Negação. Tabela-verdade. Equivalência e implicação lógica. Argumentação lógica.
Estruturas lógicas. Condição necessária e suficiente ................................................................................................................. 66
7. Problemas de contagem: Princípio Aditivo e Princípio Multiplicativo. Arranjos. Combinações. Permutações ......................... 71
8. Noções de probabilidade ........................................................................................................................................................... 73
Informática
1. Conceito de internet e intranet. Conceitos e modos de utilização de tecnologias, ferramentas, aplicativos e procedimentos
associados à internet/intranet. Ferramentas e aplicativos de navegação, de correio eletrônico, de grupos de discussão, de
busca, de pesquisa e de redes sociais. Redes de comunicação - Redes Sociais e Telecomunicações ........................................ 81
2. Noções de sistema operacional (ambiente Linux e Windows) .................................................................................................. 92
3. Acesso à distância a computadores, transferência de informação e arquivos, aplicativos de áudio, vídeo e multimídia ......... 117
ÍNDICE
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4. Edição de textos, planilhas e apresentações (ambientes Microsoft Office e LibreOffice). Planilhas - elaboração, fórmulas e
conceitos ligados ao Excel. Apresentações - formatos, designs, comandos e conceitos ligados ao Powerpoint ....................... 118
5. Redes de computadores ............................................................................................................................................................ 150
6. Conceitos de proteção e segurança. Noções de vírus, worms e pragas virtuais. Aplicativos para segurança (antivírus, firewall,
antispyware etc.) ....................................................................................................................................................................... 156
7. Computação na nuvem (cloud computing) ................................................................................................................................ 160
8. Conceitos de informação, dados, representação de dados, de conhecimentos, segurança e inteligência. Banco de dados. Base
de dados, documentação e prototipação .................................................................................................................................. 162
9. Noções de aprendizado de informática - software e hardware ................................................................................................. 171
Legislação e Ética
1. Constituição da República Federativa do Brasil - artigos 1.º ao 15º .......................................................................................... 179
2. Lei n.º 8.112, de 11 de dezembro de 1990 - Dispõe sobre o Regime Jurídico dos Servidores Públicos Civis da União, das autar-
quias e das fundações públicas federais .................................................................................................................................... 188
3. Lei n.º 9.394, de 20 de dezembro de 1996 - Lei de Diretrizes e Bases da Educação .................................................................. 246
4. Lei n.º 8.069, de 13 de julho de 1990 - Estatuto da Criança e do Adolescente.......................................................................... 266
5. Lei n.º 13.185, de 6 de novembro de 2015 - Institui o Programa de Combate à Intimidação Sistemática (Bullying) ................ 303
6. Regimento Geral do Centro Federal de Educação Tecnológica Celso Suckow da Fonseca - CEFET/RJ ....................................... 304
7. Lei n.º 8.027, de 12 de abril de 1990 - Código de Ética dos Servidores Públicos ....................................................................... 309
8. Ética no serviço público em todo o seu teor – Ética e Moral; Ética, princípios e valores .......................................................... 310
9. ética e democracia – exercício da cidadania .............................................................................................................................. 316
10. ética e função pública ................................................................................................................................................................ 317
11. princípios do Direito Administrativo .......................................................................................................................................... 320
Conhecimentos Específicos
Assistente em Administração
1. Conhecimentos básicos de administração (conceitos, funções básicas da administração, natureza e finalidade) ................... 327
2. administração de materiais e patrimônio (logística de armazenagem, transporte e distribuição) ........................................... 341
3. correspondências a atos administrativos (ata, carta, comunicado, edital, fax, memorando, ofício, ordem de serviço, porta-
ria) .............................................................................................................................................................................................. 366
4. serviço de protocolo e arquivo (tipos de arquivos, acessórios do arquivo, fases de arquivamento, técnicas); protocolo (recep-
ção, classificação, registro e distribuição de documentos) ........................................................................................................ 380
5. política de atendimento à criança e ao adolescente ................................................................................................................. 388
6. crimes e infrações administrativas praticadas contra a criança e o adolescente ....................................................................... 389
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LÍNGUA PORTUGUESA
COMPREENSÃO E INTERPRETAÇÃO TEXTUAL, CONSI-
DERANDO A NORMA CULTA DA LÍNGUA PORTUGUESA,
TIPOLOGIA TEXTUAL, NORMAS GRAMATICAIS E ORTO-
GRÁFICAS, COESÃO E COERÊNCIA TEXTUAL, ESTRUTURA
FRASAL, PONTUAÇÃO, ACENTUAÇÃO E ADEQUAÇÃO,
FRENTE A TEXTOS ATUAIS E CLÁSSICOS LITERÁRIOS
Definição Geral
Embora correlacionados, esses conceitos se distinguem, pois
sempre que compreendemos adequadamente um texto e o objetivo
de sua mensagem, chegamos à interpretação, que nada mais é
do que as conclusões específicas. Exemplificando, sempre que
nos é exigida a compreensão de uma questão em uma avaliação,
a resposta será localizada no próprio no texto, posteriormente,
ocorre a interpretação, que é a leitura e a conclusão fundamentada
em nossos conhecimentos prévios.
Compreensão de Textos
Resumidamente, a compreensão textual consiste na análise do
que está explícito no texto, ou seja, na identificação da mensagem.
É assimilar (uma devida coisa) intelectualmente, fazendo uso
da capacidade de entender, atinar, perceber, compreender.
Compreender um texto é apreender de forma objetiva a mensagem
transmitida por ele. Portanto, a compreensão textual envolve a
decodificação da mensagem que é feita pelo leitor. Por exemplo,
ao ouvirmos uma notícia, automaticamente compreendemos
a mensagem transmitida por ela, assim como o seu propósito
comunicativo, que é informar o ouvinte sobre um determinado
evento.
Interpretação de Textos
É o entendimento relacionado ao conteúdo, ou melhor, os
resultados aos quais chegamos por meio da associação das ideias
e, em razão disso, sobressai ao texto. Resumidamente, interpretar
é decodificar o sentido de um texto por indução.
A interpretação de textos compreende a habilidade de se
chegar a conclusões específicasapós a leitura de algum tipo de
texto, seja ele escrito, oral ou visual.
Grande parte da bagagem interpretativa do leitor é resultado
da leitura, integrando um conhecimento que foi sendo assimilado
ao longo da vida. Dessa forma, a interpretação de texto é subjetiva,
podendo ser diferente entre leitores.
Exemplo de compreensão e interpretação de textos
Para compreender melhor a compreensão e interpretação de
textos, analise a questão abaixo, que aborda os dois conceitos em
um texto misto (verbal e visual):
FGV > SEDUC/PE > Agente de Apoio ao Desenvolvimento Escolar Espe-
cial > 2015
Português > Compreensão e interpretação de textos
A imagem a seguir ilustra uma campanha pela inclusão social.
“A Constituição garante o direito à educação para todos e a
inclusão surge para garantir esse direito também aos alunos com
deficiências de toda ordem, permanentes ou temporárias, mais ou
menos severas.”
A partir do fragmento acima, assinale a afirmativa incorreta.
(A) A inclusão social é garantida pela Constituição Federal de
1988.
(B) As leis que garantem direitos podem ser mais ou menos
severas.
(C) O direito à educação abrange todas as pessoas, deficientes
ou não.
(D) Os deficientes temporários ou permanentes devem ser in-
cluídos socialmente.
(E) “Educação para todos” inclui também os deficientes.
Comentário da questão:
Em “A” o texto é sobre direito à educação, incluindo as pessoas
com deficiência, ou seja, inclusão de pessoas na sociedade. =
afirmativa correta.
Em “B” o complemento “mais ou menos severas” se refere à
“deficiências de toda ordem”, não às leis. = afirmativa incorreta.
Em “C” o advérbio “também”, nesse caso, indica a inclusão/
adição das pessoas portadoras de deficiência ao direito à educação,
além das que não apresentam essas condições. = afirmativa correta.
Em “D” além de mencionar “deficiências de toda ordem”, o
texto destaca que podem ser “permanentes ou temporárias”. =
afirmativa correta.
Em “E” este é o tema do texto, a inclusão dos deficientes. =
afirmativa correta.
Resposta: Logo, a Letra B é a resposta Certa para essa questão,
visto que é a única que contém uma afirmativa incorreta sobre o
texto.
LÍNGUA PORTUGUESA
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Definição Geral: as tipologia textuais classificam os textos de
acordo com seus aspectos linguísticos, em termos de estruturação
e apresentação. Também podem ser denominados tipos textuais,
modo textual ou ainda de organização do discurso, essas
categorizações consistem em formas distintas sob as quais um
texto pode ser apresentado, com fins de responder a diferentes
propósitos comunicativos.
Critérios utilizados pela tipologia textual: elementos sintáticos,
objetivo da comunicação, vocabulário, estrutura, construções
frásicas, linguagem, emprego dos tempos verbais, modo de
interação com o leitor, conexões lógicas, entre outros.
Objetivos comunicativos: os elementos que compõem um
texto diversificam-se conforme a finalidade do texto, que pode ser
narrar, argumentar, informar, descrever e etc.
Os tipos de texto: de acordo com as tipologias textuais, um
texto pode ser narrativo, descritivo, dissertativo (argumentativo e
expositivo) ou explicativo (prescritivo e injuntivo).
Tipologia textual x gênero textual: são dois modos de
classificação de um texto que se baseiam em critérios distintos.
Enquanto o gênero textual se dedica aos aspectos formais (modelo
de apresentação do texto e função social), as tipologias textuais
têm seu foco na estrutura linguística de um texto, na organização
do discurso e suas características morfossintáticas.
— Texto dialogal
Essa tipologia apresenta um diálogo entre, pelo menos, dois
locutores. O que difere essa classe da narração é o fato de que, no
texto dialogal, o narrador não é obrigatório e, nos casos em que ele
se apresenta, sua função se limita a introduzir o diálogo; este, por
sua vez, se dará na primeira pessoa. Os principais gêneros textuais
que se enquadram nessa tipologia são: peças de teatro, debates,
entrevistas, conversas em aplicativos eletrônicos.
As principais características do texto dialogal:
– Predomínio dos verbos na primeira pessoa do singular;
– Discurso direto: emprego de verbos elocutivos e dos sinais
dois-pontos, aspas ou travessões para, respectivamente, indicar o
princípio de uma fala ou para marcá-las;
– Traços na linguagem oral.
— Texto explicativo
A finalidade básica dessa tipologia é instruir o leitor em relação
a um procedimento específico. Para isso, o texto expõe informações
que prepara o leitor para agir conforme uma determinada
conduta. Essa tipologia se divide dois subtipos:
– Texto explicativo prescritivo: exige que o leitor se conduza de
um modo determinado. Ex.: editais de concursos, leis e cláusulas
contratuais.
– Texto explicativo injuntivo: permite que o leitor proceda com
certa autonomia. Ex.: manuais de instruções, receitas culinárias e
bulas.
A semântica textual é uma área da linguística que se dedica
ao estudo do significado dos textos, considerando tanto o seu
conteúdo quanto a forma e a estruturação frasal e textual.
No que diz respeito ao conteúdo, a semântica textual busca
compreender como as palavras e expressões utilizadas no texto se
relacionam para transmitir uma mensagem coerente e significativa.
Nesse sentido, é importante considerar não apenas o significado
isolado de cada palavra, mas também o contexto em que elas são
empregadas.
Além disso, a semântica textual também se preocupa com a
forma e a estruturação frasal e textual do texto, analisando como
as frases se relacionam entre si para produzir um sentido global.
Isso inclui aspectos como a ordem das palavras na frase, a utilização
de conectivos e pontuação, e a organização geral do texto em
parágrafos e seções. Conheça como se dá cada um deles:
– Ordem das palavras na frase: A ordem das palavras pode
afetar o significado da frase. Por exemplo, em português, a ordem
sujeito-verbo-objeto é a mais comum, mas em outras línguas, como
o latim, a ordem pode ser diferente. Alterar a ordem das palavras
na frase pode enfatizar diferentes elementos ou mudar o sentido
da frase.
– Pausas e pontuação: O uso de pausas e pontuação, como
vírgulas, ponto e vírgula e ponto final, é importante para a clareza
e compreensão do texto. Eles ajudam a indicar as relações entre as
frases e elementos dentro das frases.
– Conectivos: Os conectivos são palavras ou expressões que
estabelecem uma relação entre frases ou elementos dentro das
frases. Exemplos de conectivos são “e”, “ou”, “mas”, “porque”,
“como resultado”, entre outros.
– Parágrafos e seções: A organização do texto em parágrafos e
seções ajuda a estruturar as ideias e a transmitir um sentido global
ao texto. Cada parágrafo deve ter um tema ou ideia central e estar
relacionado com os outros parágrafos.
É importante lembrar que a estrutura deve estar a serviço
do conteúdo do texto, ou seja, deve ser utilizada para transmitir
as ideias e informações de forma clara e eficaz. Ela também deve
ser adequada ao gênero textual e ao público-alvo, e deve estar em
consonância com a norma padrão da língua utilizada.
Ao considerar tanto o conteúdo quanto a forma do texto, a
semântica textual pode contribuir para uma melhor compreensão
dos significados implícitos e explícitos presentes nas mensagens
transmitidas pela linguagem escrita. Essa compreensão é essencial
para a produção de textos coerentes e eficazes, capazes de
transmitir com clareza e precisão as ideias e informações que se
deseja comunicar.
A semântica textual também leva em consideração aspectos
pragmáticos da comunicação, ou seja, como as intenções e
expectativas do emissor e do receptor afetam a interpretação do
texto. Por exemplo, o uso de ironia ou sarcasmo pode alterar o
significado literal das palavras, mas ainda assim ser compreendido
pelo receptor devido ao conhecimento compartilhado entre eles.
Outro aspecto importante da semântica textual é a análisedo
discurso, que se concentra na relação entre o texto e o contexto
social, cultural e histórico em que ele é produzido e recebido. Isso
inclui a análise de elementos como a ideologia, a identidade e o
poder presentes no discurso, bem como as estratégias discursivas
utilizadas para persuadir, convencer ou manipular o receptor.
Existem diversos exemplos que podem ser utilizados sobre o
tema da semântica textual. Confira alguns dos tipos de análises que
se pode fazer:
– Análise do conteúdo: Em um texto sobre o meio ambiente,
pode-se analisar como as palavras e expressões utilizadas estão
relacionadas para transmitir uma mensagem coerente e significativa.
Por exemplo, pode-se observar como as palavras “sustentabilidade”,
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“reciclagem”, “energias renováveis” e “preservação” estão
interligadas para transmitir a ideia de que é importante cuidar do
planeta e agir de forma responsável em relação ao meio ambiente.
– Análise da forma e estruturação frasal: Em um texto
jornalístico, pode-se analisar como as frases se relacionam entre
si para produzir um sentido global. Por exemplo, pode-se observar
como as frases são organizadas em parágrafos e como os conectivos
são utilizados para estabelecer uma relação entre as informações
apresentadas.
– Análise pragmática: Em um diálogo entre duas pessoas,
pode-se analisar como as intenções e expectativas do emissor
e do receptor afetam a interpretação do texto. Por exemplo, se
uma pessoa diz “que bonito” em tom irônico, o receptor pode
compreender que ela na verdade está expressando uma opinião
contrária.
– Análise do discurso: Em um texto político, pode-se analisar
como a ideologia e as estratégias discursivas utilizadas afetam a
interpretação do texto. Por exemplo, pode-se observar como as
palavras e expressões utilizadas pelo autor são escolhidas para
persuadir o leitor a aceitar determinada ideia ou posição política.
A semântica textual é uma área de estudo complexa e
multidisciplinar que busca compreender como os textos funcionam
como instrumentos de comunicação e como eles são construídos
para transmitir significados específicos. Ao considerar tanto o
conteúdo quanto a forma dos textos, bem como os aspectos
pragmáticos e discursivos da comunicação, a semântica textual
oferece ferramentas valiosas para a análise e produção de textos
mais eficazes e significativos.
PONTUAÇÃO,
Pontuação é um aspecto fundamental da língua escrita, pois
ajuda a organizar e estruturar o texto, indicando pausas, entona-
ções e relacionamentos entre os elementos. Diferentes autores têm
abordado esse assunto, fornecendo regras e implicações de sentido
relacionadas à pontuação.
Evanildo Bechara é um linguista brasileiro que tem contribuído
com estudos sobre a gramática da língua portuguesa. Em seu livro
“Moderna Gramática Portuguesa”, ele apresenta regras precisas
para o uso da pontuação, destacando a necessidade de marcar as
pausas e separar as unidades de pensamento. Além disso, enfatiza
a importância de seguir as normas acadêmicas e evitar excessos ou
omissões na pontuação.
Domingos Paschoal Cegalla é outro renomado estudioso da lín-
gua portuguesa, conhecido especialmente por seu livro “Novíssima
Gramática da Língua Portuguesa”. Ele também aborda as regras de
pontuação, mas de uma forma mais didática e acessível. Cegalla en-
fatiza a importância de pontuar corretamente para evitar ambigui-
dades e garantir a clareza do texto.
Celso Cunha e Lindley Cintra são autores do livro “Nova Gramá-
tica do Português Contemporâneo”, uma obra bastante influente na
área. Eles apresentam as regras e implicações de sentido da pontu-
ação de forma detalhada e completa, destacando a importância de
observar as regras gramaticais e considerar o sentido e a estrutura
do texto ao realizar a pontuação.
Em geral, os autores concordam sobre a importância da pontu-
ação para a clareza e organização do texto. Porém, existem algumas
diferenças de abordagem e ênfase entre eles, o que pode levar a
variações nas regras e implicações de sentido apresentadas. É im-
portante consultar diferentes fontes e ter um bom domínio da lín-
gua para pontuar corretamente e transmitir a mensagem desejada.
— Visão Geral
O sistema de pontuação consiste em um grupo de sinais
gráficos que, em um período sintático, têm a função primordial
de indicar um nível maior ou menor de coesão entre estruturas
e, ocasionalmente, manifestar as propriedades da fala (prosódias)
em um discurso redigido. Na escrita, esses sinais substituem os
gestos e as expressões faciais que, na linguagem falada, auxiliam a
compreensão da frase.
O emprego da pontuação tem as seguintes finalidades:
– Garantir a clareza, a coerência e a coesão interna dos diversos
tipos textuais;
– Garantir os efeitos de sentido dos enunciados;
– Demarcar das unidades de um texto;
– Sinalizar os limites das estruturas sintáticas.
— Sinais de pontuação que auxiliam na elaboração de um
enunciado
Vírgula
De modo geral, sua utilidade é marcar uma pausa do enunciado
para indicar que os termos por ela isolados, embora compartilhem
da mesma frase ou período, não compõem unidade sintática. Mas,
se, ao contrário, houver relação sintática entre os termos, estes
não devem ser isolados pela vírgula. Isto quer dizer que, ao mesmo
tempo que existem situações em que a vírgula é obrigatória, em
outras, ela é vetada. Confira os casos em que a vírgula deve ser
empregada:
• No interior da sentença
1 – Para separar elementos de uma enumeração e repetição:
ENUMERAÇÃO
Adicione leite, farinha, açúcar, ovos, óleo e chocolate.
Paguei as contas de água, luz, telefone e gás.
REPETIÇÃO
Os arranjos estão lindos, lindos!
Sua atitude foi, muito, muito, muito indelicada.
2 – Isolar o vocativo
“Crianças, venham almoçar!”
“Quando será a prova, professora?”
3 – Separar apostos
“O ladrão, menor de idade, foi apreendido pela polícia.”
4 – Isolar expressões explicativas:
“As CPIs que terminaram em pizza, ou seja, ninguém foi
responsabilizado.”
LÍNGUA PORTUGUESA
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5 – Separar conjunções intercaladas
“Não foi explicado, porém, o porquê das falhas no sistema.”
6 – Isolar o adjunto adverbial anteposto ou intercalado:
“Amanhã pela manhã, faremos o comunicado aos funcionários
do setor.”
“Ele foi visto, muitas vezes, vagando desorientado pelas ruas.”
7 – Separar o complemento pleonástico antecipado:
“Estas alegações, não as considero legítimas.”
8 – Separar termos coordenados assindéticos (não conectadas
por conjunções)
“Os seres vivos nascem, crescem, reproduzem-se, morrem.”
9 – Isolar o nome de um local na indicação de datas:
“São Paulo, 16 de outubro de 2022”.
10 – Marcar a omissão de um termo:
“Eu faço o recheio, e você, a cobertura.” (omissão do verbo
“fazer”).
• Entre as sentenças
1 – Para separar as orações subordinadas adjetivas explicativas
“Meu aluno, que mora no exterior, fará aulas remotas.”
2 – Para separar as orações coordenadas sindéticas e
assindéticas, com exceção das orações iniciadas pela conjunção “e”:
“Liguei para ela, expliquei o acontecido e pedi para que nos
ajudasse.”
3 – Para separar as orações substantivas que antecedem a
principal:
“Quando será publicado, ainda não foi divulgado.”
4 – Para separar orações subordinadas adverbiais desenvolvidas
ou reduzidas, especialmente as que antecedem a oração principal:
Reduzida Por ser sempre assim, ninguém dá atenção!
Desenvolvida Porque é sempre assim, já ninguém dá atenção!
5 – Separar as sentenças intercaladas:
“Querida, disse o esposo, estarei todos os dias aos pés do seu
leito, até que você se recupere por completo.”
• Antes da conjunção “e”
1 – Emprega-se a vírgula quando a conjunção “e” adquire
valores que não expressam adição, como consequência ou
diversidade, por exemplo.
“Argumentou muito, e não conseguiu convencer-me.”
2 – Utiliza-se a vírgula em casos de polissíndeto,ou seja, sempre
que a conjunção “e” é reiterada com com a finalidade de destacar
alguma ideia, por exemplo:
“(…) e os desenrolamentos, e os incêndios, e a fome, e a sede;
e dez meses de combates, e cem dias de cancioneiro contínuo; e o
esmagamento das ruínas...” (Euclides da Cunha)
3 – Emprega-se a vírgula sempre que orações coordenadas
apresentam sujeitos distintos, por exemplo:
“A mulher ficou irritada, e o marido, constrangido.”
O uso da vírgula é vetado nos seguintes casos: separar sujeito
e predicado, verbo e objeto, nome de adjunto adnominal, nome
e complemento nominal, objeto e predicativo do objeto, oração
substantiva e oração subordinada (desde que a substantivo não seja
apositiva nem se apresente inversamente).
Ponto
1 – Para indicar final de frase declarativa:
“O almoço está pronto e será servido.”
2 – Abrevia palavras:
– “p.” (página)
– “V. Sra.” (Vossa Senhoria)
– “Dr.” (Doutor)
3 – Para separar períodos:
“O jogo não acabou. Vamos para os pênaltis.”
Ponto e Vírgula
1 – Para separar orações coordenadas muito extensas ou
orações coordenadas nas quais já se tenha utilizado a vírgula:
“Gosto de assistir a novelas; meu primo, de jogos de RPG;
nossa amiga, de praticar esportes.”
2 – Para separar os itens de uma sequência de itens:
“Os planetas que compõem o Sistema Solar são:
Mercúrio;
Vênus;
Terra;
Marte;
Júpiter;
Saturno;
Urano;
Netuno.”
Dois Pontos
1 – Para introduzirem apostos ou orações apositivas,
enumerações ou sequência de palavras que explicam e/ou resumem
ideias anteriores.
“Anote o endereço: Av. Brasil, 1100.”
“Não me conformo com uma coisa: você ter perdoado aquela
grande ofensa.”
2 – Para introduzirem citação direta:
“Desse estudo, Lavoisier extraiu o seu princípio, atualmente
muito conhecido: “Nada se cria, nada se perde, tudo se transforma’.”
3 – Para iniciar fala de personagens:
“Ele gritava repetidamente:
– Sou inocente!”
Reticências
1 – Para indicar interrupção de uma frase incompleta
sintaticamente:
“Quem sabe um dia...”
2 – Para indicar hesitação ou dúvida:
“Então... tenho algumas suspeitas... mas prefiro não revelar
ainda.”
LÍNGUA PORTUGUESA
11
a solução para o seu concurso!
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3 – Para concluir uma frase gramaticalmente inacabada com o
objetivo de prolongar o raciocínio:
“Sua tez, alva e pura como um foco de algodão, tingia-se nas
faces duns longes cor-de-rosa...” (Cecília - José de Alencar).
4 – Suprimem palavras em uma transcrição:
“Quando penso em você (...) menos a felicidade.” (Canteiros -
Raimundo Fagner).
Ponto de Interrogação
1 – Para perguntas diretas:
“Quando você pode comparecer?”
2 – Algumas vezes, acompanha o ponto de exclamação para
destacar o enunciado:
“Não brinca, é sério?!”
Ponto de Exclamação
1 – Após interjeição:
“Nossa Que legal!”
2 – Após palavras ou sentenças com carga emotiva
“Infelizmente!”
3 – Após vocativo
“Ana, boa tarde!”
4 – Para fechar de frases imperativas:
“Entre já!”
Parênteses
a) Para isolar datas, palavras, referências em citações, frases
intercaladas de valor explicativo, podendo substituir o travessão ou
a vírgula:
“Mal me viu, perguntou (sem qualquer discrição, como sempre)
quem seria promovido.”
Travessão
1 – Para introduzir a fala de um personagem no discurso direto:
“O rapaz perguntou ao padre:
— Amar demais é pecado?”
2 – Para indicar mudança do interlocutor nos diálogos:
“— Vou partir em breve.
— Vá com Deus!”
3 – Para unir grupos de palavras que indicam itinerários:
“Esse ônibus tem destino à cidade de São Paulo — SP.”
4 – Para substituir a vírgula em expressões ou frases explicativas:
“Michael Jackson — o retorno rei do pop — era imbatível.”
Aspas
1 – Para isolar palavras ou expressões que violam norma culta,
como termos populares, gírias, neologismos, estrangeirismos,
arcaísmos, palavrões, e neologismos.
“Na juventude, ‘azarava’ todas as meninas bonitas.”
“A reunião será feita ‘online’.”
2 – Para indicar uma citação direta:
“A índole natural da ciência é a longanimidade.” (Machado de
Assis)
— Definições e diferenciação
Coesão e coerência são dois conceitos distintos, tanto que um
texto coeso pode ser incoerente, e vice-versa. O que existe em comum
entre os dois é o fato de constituírem mecanismos fundamentais
para uma produção textual satisfatória. Resumidamente, a coesão
textual se volta para as questões gramaticais, isto é, na articulação
interna do texto. Já a coerência textual tem seu foco na articulação
externa da mensagem.
— Coesão Textual
Consiste no efeito da ordenação e do emprego adequado
das palavras que proporcionam a ligação entre frases, períodos e
parágrafos de um texto. A coesão auxilia na sua organização e se
realiza por meio de palavras denominadas conectivos.
As técnicas de coesão
A coesão pode ser obtida por meio de dois mecanismos
principais, a anáfora e a catáfora. Por estarem relacionados à
mensagem expressa no texto, esses recursos classificam-se como
endofóricas. Enquanto a anáfora retoma um componente, a catáfora
o antecipa, contribuindo com a ligação e a harmonia textual.
As regras de coesão
Para que se garanta a coerência textual, é necessário que as
regras relacionadas abaixo sejam seguidas.
Referência
– Pessoal: emprego de pronomes pessoais e possessivos.
Exemplo:
«Ana e Sara foram promovidas. Elas serão gerentes de
departamento.” Aqui, tem-se uma referência pessoal anafórica
(retoma termo já mencionado).
– Comparativa: emprego de comparações com base em
semelhanças.
Exemplo:
“Mais um dia como os outros…”. Temos uma referência
comparativa endofórica.
– Demonstrativa: emprego de advérbios e pronomes
demonstrativos.
Exemplo:
“Inclua todos os nomes na lista, menos este: Fred da Silva.”
Temos uma referência demonstrativa catafórica.
– Substituição: consiste em substituir um elemento, quer seja
nome, verbo ou frase, por outro, para que ele não seja repetido.
Analise o exemplo:
“Iremos ao banco esta tarde, elas foram pela manhã.”
Perceba que a diferença entre a referência e a substituição é
evidente principalmente no fato de que a substituição adiciona ao
texto uma informação nova. No exemplo usado para a referência, o
pronome pessoal retoma as pessoas “Ana e Sara”, sem acrescentar
quaisquer informações ao texto.
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1212
a solução para o seu concurso!
Editora
– Elipse: trata-se da omissão de um componente textual –
nominal, verbal ou frasal – por meio da figura denominando eclipse.
Exemplo:
“Preciso falar com Ana. Você a viu?” Aqui, é o contexto que
proporciona o entendimento da segunda oração, pois o leitor fica
ciente de que o locutor está procurando por Ana.
– Conjunção: é o termo que estabelece ligação entre as orações.
Exemplo:
“Embora eu não saiba os detalhes, sei que um acidente
aconteceu.” Conjunção concessiva.
– Coesão lexical: consiste no emprego de palavras que fazem
parte de um mesmo campo lexical ou que carregam sentido
aproximado. É o caso dos nomes genéricos, sinônimos, hiperônimos,
entre outros.
Exemplo:
“Aquele hospital público vive lotado. A instituição não está
dando conta da demanda populacional.”
— Coerência Textual
A Coerência é a relação de sentido entre as ideias de um texto
que se origina da sua argumentação – consequência decorrente
dos saberes conhecimentos do emissor da mensagem. Um texto
redundante e contraditório, ou cujas ideias introduzidas não
apresentam conclusão, é um texto incoerente. A falta de coerência
prejudica a fluência da leitura e a clareza do discurso. Isso quer dizer
que a falta de coerência não consiste apenas na ignorância por parte
dos interlocutores com relação a um determinado assunto, mas da
emissão de ideias contrárias e do mal uso dos tempos verbais.
Observe os exemplos:
“A apresentação está finalizada, mas a estou concluindo
até o momento.” Aqui, temos um processo verbal acabado e um
inacabado.
“Sou vegana e só como ovos com gema mole.” Os veganos não
consomemprodutos de origem animal.
Princípios Básicos da Coerência
– Relevância: as ideias têm que estar relacionadas.
– Não Contradição: as ideias não podem se contradizer.
– Não Tautologia: as ideias não podem ser redundantes.
Fatores de Coerência
– As inferências: se partimos do pressuposto que os
interlocutores partilham do mesmo conhecimento, as inferências
podem simplificar as informações.
Exemplo:
“Sempre que for ligar os equipamentos, não se esqueça de que
voltagem da lavadora é 220w”.
Aqui, emissor e receptor compartilham do conhecimento de
que existe um local adequado para ligar determinado aparelho.
– O conhecimento de mundo: todos nós temos uma bagagem
de saberes adquirida ao longo da vida e que é arquivada na nossa
memória. Esses conhecimentos podem ser os chamados scripts
(roteiros, tal como normas de etiqueta), planos (planejar algo
com um objetivo, tal como jogar um jogo), esquemas (planos de
funcionamento, como a rotina diária: acordar, tomar café da manhã,
sair para o trabalho/escola), frames (rótulos), etc.
Exemplo:
“Coelhinho e ovos de chocolate! Vai ser um lindo Natal!”
O conhecimento cultural nos leva a identificar incoerência na
frase, afinal, “coelho” e “ovos de chocolate” são elementos, os
chamados frames, que pertencem à comemoração de Páscoa, e
nada têm a ver com o Natal.
ORTOGRAFIA OFICIAL
A ortografia oficial prescreve a maneira correta de escrever as
palavras, baseada nos padrões cultos do idioma. Procure sempre
usar um bom dicionário e ler muito para melhorar sua escrita.
Alfabeto
O alfabeto passou a ser formado por 26 letras: A – B – C – D – E
– F – G – H – I – J – K – L – M – N – O – P – Q – R – S – T – U – V – W –
X – Y – Z.. As letras “k”, “w” e “y” não eram consideradas integrantes
do alfabeto (agora são). Essas letras são usadas em unidades de me-
dida, nomes próprios, palavras estrangeiras e outras palavras em
geral. Exemplos: km, kg, watt, playground, William, Kafka, kafkiano.
Vogais: a, e, i, o, u, y, w.
Consoantes: b, c, d, f, g, h, j, k, l, m, n, p, q, r, s, t, v, w, x, z.
Alfabeto: a, b, c, d, e, f, g, h, i, j, k, l, m, n, o, p, q, r, s, t, u, v, w,
x, y, z.
Observações:
A letra “Y” possui o mesmo som que a letra “I”, portanto, ela é
classificada como vogal.
A letra “K” possui o mesmo som que o “C” e o “QU” nas pala-
vras, assim, é considerada consoante. Exemplo: Kuait / Kiwi.
Já a letra “W” pode ser considerada vogal ou consoante, de-
pendendo da palavra em questão, veja os exemplos:
No nome próprio Wagner o “W” possui o som de “V”, logo, é
classificado como consoante.
Já no vocábulo “web” o “W” possui o som de “U”, classificando-
-se, portanto, como vogal.
Emprego da letra H
Esta letra, em início ou fim de palavras, não tem valor fonético;
conservou-se apenas como símbolo, por força da etimologia e da
tradição escrita. Grafa-se, por exemplo, hoje, porque esta palavra
vem do latim hodie.
Emprega-se o H:
- Inicial, quando etimológico: hábito, hélice, herói, hérnia, he-
sitar, haurir, etc.
- Medial, como integrante dos dígrafos ch, lh e nh: chave, boli-
che, telha, flecha, companhia, etc.
- Final e inicial, em certas interjeições: ah!, ih!, hem?, hum!,
etc.
LÍNGUA PORTUGUESA
13
a solução para o seu concurso!
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- Algumas palavras iniciadas com a letra H: hálito, harmonia,
hangar, hábil, hemorragia, hemisfério, heliporto, hematoma, hífen,
hilaridade, hipocondria, hipótese, hipocrisia, homenagear, hera,
húmus;
- Sem h, porém, os derivados baianos, baianinha, baião, baia-
nada, etc.
Não se usa H:
- No início de alguns vocábulos em que o h, embora etimológi-
co, foi eliminado por se tratar de palavras que entraram na língua
por via popular, como é o caso de erva, inverno, e Espanha, respec-
tivamente do latim, herba, hibernus e Hispania. Os derivados eru-
ditos, entretanto, grafam-se com h: herbívoro, herbicida, hispânico,
hibernal, hibernar, etc.
Emprego das letras E, I, O e U
Na língua falada, a distinção entre as vogais átonas /e/ e /i/, /o/
e /u/ nem sempre é nítida. É principalmente desse fato que nascem
as dúvidas quando se escrevem palavras como quase, intitular, má-
goa, bulir, etc., em que ocorrem aquelas vogais.
Escreve-se com a letra E:
- A sílaba final de formas dos verbos terminados em –uar: con-
tinue, habitue, pontue, etc.
- A sílaba final de formas dos verbos terminados em –oar:
abençoe, magoe, perdoe, etc.
- As palavras formadas com o prefixo ante– (antes, anterior):
antebraço, antecipar, antedatar, antediluviano, antevéspera, etc.
- Os seguintes vocábulos: Arrepiar, Cadeado, Candeeiro, Cemi-
tério, Confete, Creolina, Cumeeira, Desperdício, Destilar, Disenteria,
Empecilho, Encarnar, Indígena, Irrequieto, Lacrimogêneo, Mexerico,
Mimeógrafo, Orquídea, Peru, Quase, Quepe, Senão, Sequer, Serie-
ma, Seringa, Umedecer.
Emprega-se a letra I:
- Na sílaba final de formas dos verbos terminados em –air/–oer
/–uir: cai, corrói, diminuir, influi, possui, retribui, sai, etc.
- Em palavras formadas com o prefixo anti- (contra): antiaéreo,
Anticristo, antitetânico, antiestético, etc.
- Nos seguintes vocábulos: aborígine, açoriano, artifício, arti-
manha, camoniano, Casimiro, chefiar, cimento, crânio, criar, criador,
criação, crioulo, digladiar, displicente, erisipela, escárnio, feminino,
Filipe, frontispício, Ifigênia, inclinar, incinerar, inigualável, invólucro,
lajiano, lampião, pátio, penicilina, pontiagudo, privilégio, requisito,
Sicília (ilha), silvícola, siri, terebintina, Tibiriçá, Virgílio.
Grafam-se com a letra O: abolir, banto, boate, bolacha, boletim,
botequim, bússola, chover, cobiça, concorrência, costume, engolir,
goela, mágoa, mocambo, moela, moleque, mosquito, névoa, nó-
doa, óbolo, ocorrência, rebotalho, Romênia, tribo.
Grafam-se com a letra U: bulir, burburinho, camundongo, chu-
viscar, cumbuca, cúpula, curtume, cutucar, entupir, íngua, jabuti,
jabuticaba, lóbulo, Manuel, mutuca, rebuliço, tábua, tabuada, toni-
truante, trégua, urtiga.
Parônimos: Registramos alguns parônimos que se diferenciam
pela oposição das vogais /e/ e /i/, /o/ e /u/. Fixemos a grafia e o
significado dos seguintes:
área = superfície
ária = melodia, cantiga
arrear = pôr arreios, enfeitar
arriar = abaixar, pôr no chão, cair
comprido = longo
cumprido = particípio de cumprir
comprimento = extensão
cumprimento = saudação, ato de cumprir
costear = navegar ou passar junto à costa
custear = pagar as custas, financiar
deferir = conceder, atender
diferir = ser diferente, divergir
delatar = denunciar
dilatar = distender, aumentar
descrição = ato de descrever
discrição = qualidade de quem é discreto
emergir = vir à tona
imergir = mergulhar
emigrar = sair do país
imigrar = entrar num país estranho
emigrante = que ou quem emigra
imigrante = que ou quem imigra
eminente = elevado, ilustre
iminente = que ameaça acontecer
recrear = divertir
recriar = criar novamente
soar = emitir som, ecoar, repercutir
suar = expelir suor pelos poros, transpirar
sortir = abastecer
surtir = produzir (efeito ou resultado)
sortido = abastecido, bem provido, variado
surtido = produzido, causado
vadear = atravessar (rio) por onde dá pé, passar a vau
vadiar = viver na vadiagem, vagabundear, levar vida de vadio
Emprego das letras G e J
Para representar o fonema /j/ existem duas letras; g e j. Gra-
fa-se este ou aquele signo não de modo arbitrário, mas de acordo
com a origem da palavra. Exemplos: gesso (do grego gypsos), jeito
(do latim jactu) e jipe (do inglês jeep).
Escrevem-se com G:
- Os substantivos terminados em –agem, -igem, -ugem: gara-
gem, massagem, viagem, origem, vertigem, ferrugem, lanugem.
Exceção: pajem
- As palavras terminadas em –ágio, -égio, -ígio, -ógio, -úgio:
contágio, estágio, egrégio, prodígio, relógio, refúgio.
- Palavras derivadas de outras que se grafam com g: massagis-
ta (de massagem), vertiginoso (de vertigem), ferruginoso (de fer-
rugem), engessar (de gesso), faringite (de faringe), selvageria (de
selvagem), etc.
- Os seguintes vocábulos: algema, angico, apogeu,auge, es-
trangeiro, gengiva, gesto, gibi, gilete, ginete, gíria, giz, hegemonia,
herege, megera, monge, rabugento, sugestão, tangerina, tigela.
Escrevem-se com J:
- Palavras derivadas de outras terminadas em –já: laranja (la-
ranjeira), loja (lojista, lojeca), granja (granjeiro, granjense), gorja
(gorjeta, gorjeio), lisonja (lisonjear, lisonjeiro), sarja (sarjeta), cereja
(cerejeira).
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a solução para o seu concurso!
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- Todas as formas da conjugação dos verbos terminados em
–jar ou –jear: arranjar (arranje), despejar (despejei), gorjear (gor-
jeia), viajar (viajei, viajem) – (viagem é substantivo).
- Vocábulos cognatos ou derivados de outros que têm j: laje
(lajedo), nojo (nojento), jeito (jeitoso, enjeitar, projeção, rejeitar,
sujeito, trajeto, trejeito).
- Palavras de origem ameríndia (principalmente tupi-guarani)
ou africana: canjerê, canjica, jenipapo, jequitibá, jerimum, jiboia,
jiló, jirau, pajé, etc.
- As seguintes palavras: alfanje, alforje, berinjela, cafajeste,
cerejeira, intrujice, jeca, jegue, Jeremias, Jericó, Jerônimo, jérsei,
jiu-jítsu, majestade, majestoso, manjedoura, manjericão, ojeriza,
pegajento, rijeza, sabujice, sujeira, traje, ultraje, varejista.
Atenção: Moji, palavra de origem indígena, deve ser escrita
com J. Por tradição algumas cidades de São Paulo adotam a grafia
com G, como as cidades de Mogi das Cruzes e Mogi-Mirim.
Representação do fonema /S/
O fonema /s/, conforme o caso, representa-se por:
- C, Ç: acetinado, açafrão, almaço, anoitecer, censura, cimento,
dança, contorção, exceção, endereço, Iguaçu, maçarico, maço, ma-
ciço, miçanga, muçulmano, muçurana, paçoca, pança, pinça, Suíça,
vicissitude.
- S: ansioso, cansar, diversão, excursão, farsa, ganso, hortênsia,
pretensão, propensão, remorso, sebo, tenso, utensílio.
- SS: acesso, assar, asseio, assinar, carrossel, cassino, concessão,
discussão, escassez, essencial, expressão, fracasso, impressão, mas-
sa, massagista, missão, necessário, obsessão, opressão, pêssego,
procissão, profissão, ressurreição, sessenta, sossegar, submissão,
sucessivo.
Grafa-se com SS a correlação CED - CESS: cessão, intercessão,
acessível, concessão.
- SC, SÇ: acréscimo, adolescente, ascensão, consciência, cres-
cer, cresço, descer, desço, disciplina, discípulo, discente, discernir,
fascinar, florescer, imprescindível, néscio, oscilar, piscina, ressusci-
tar, seiscentos, suscetível, víscera.
- X: aproximar, auxiliar, máximo, próximo, trouxe.
- XC: exceção, excedente, excelência, excelso, excêntrico, ex-
cepcional, excesso, exceto, excitar.
Homônimos
São palavras que têm a mesma pronúncia, e às vezes a mesma
grafia, mas significação diferente.
acento = inflexão da voz, sinal gráfico
assento = lugar para sentar-se
acético = referente ao ácido acético (vinagre)
ascético = referente ao ascetismo, místico
cesta = utensílio de vime ou outro material
sexta = ordinal referente a seis
círio = grande vela de cera
sírio = natural da Síria
cismo = pensão
sismo = terremoto
empoçar = formar poça
empossar = dar posse a
incipiente = principiante
insipiente = ignorante
intercessão = ato de interceder
interseção = ponto em que duas linhas se cruzam
ruço = pardacento
russo = natural da Rússia
Emprego de S com valor de Z
- Adjetivos com os sufixos –oso, -osa: gostoso, gostosa, gracio-
so, graciosa, teimoso, teimosa.
- Adjetivos pátrios com os sufixos –ês, -esa: português, portu-
guesa, inglês, inglesa, milanês, milanesa.
- Substantivos e adjetivos terminados em –ês, feminino –esa:
burguês, burguesa, burgueses, camponês, camponesa, campone-
ses, freguês, freguesa, fregueses.
- Verbos derivados de palavras cujo radical termina em –s: ana-
lisar (de análise), apresar (de presa), atrasar (de atrás), extasiar (de
êxtase), extravasar (de vaso), alisar (de liso).
- Formas dos verbos pôr e querer e de seus derivados: pus, pu-
semos, compôs, impuser, quis, quiseram.
- Os seguintes nomes próprios de pessoas: Avis, Baltasar, Brás,
Eliseu, Garcês, Heloísa, Inês, Isabel, Isaura, Luís, Luísa, Queirós, Re-
sende, Sousa, Teresa, Teresinha, Tomás, Valdês.
- Os seguintes vocábulos e seus cognatos: aliás, anis, arnês, ás,
ases, através, avisar, besouro, colisão, convés, cortês, cortesia, defe-
sa, despesa, empresa, esplêndido, espontâneo, evasiva, fase, frase,
freguesia, fusível, gás, Goiás, groselha, heresia, hesitar, manganês,
mês, mesada, obséquio, obus, paisagem, país, paraíso, pêsames,
pesquisa, presa, presépio, presídio, querosene, raposa, represa,
requisito, rês, reses, retrós, revés, surpresa, tesoura, tesouro, três,
usina, vasilha, vaselina, vigésimo, visita.
Emprego da letra Z
- Os derivados em –zal, -zeiro, -zinho, -zinha, -zito, -zita: cafezal,
cafezeiro, cafezinho, avezinha, cãozito, avezita.
- Os derivados de palavras cujo radical termina em –z: cruzeiro
(de cruz), enraizar (de raiz), esvaziar (de vazio).
- Os verbos formados com o sufixo –izar e palavras cognatas:
fertilizar, fertilizante, civilizar, civilização.
- Substantivos abstratos em –eza, derivados de adjetivos e de-
notando qualidade física ou moral: pobreza (de pobre), limpeza (de
limpo), frieza (de frio).
- As seguintes palavras: azar, azeite, azáfama, azedo, amizade,
aprazível, baliza, buzinar, bazar, chafariz, cicatriz, ojeriza, prezar,
prezado, proeza, vazar, vizinho, xadrez.
Sufixo –ÊS e –EZ
- O sufixo –ês (latim –ense) forma adjetivos (às vezes substan-
tivos) derivados de substantivos concretos: montês (de monte),
cortês (de corte), burguês (de burgo), montanhês (de montanha),
francês (de França), chinês (de China).
- O sufixo –ez forma substantivos abstratos femininos deriva-
dos de adjetivos: aridez (de árido), acidez (de ácido), rapidez (de rá-
pido), estupidez (de estúpido), mudez (de mudo) avidez (de ávido)
palidez (de pálido) lucidez (de lúcido).
Sufixo –ESA e –EZA
Usa-se –esa (com s):
- Nos seguintes substantivos cognatos de verbos terminados
em –ender: defesa (defender), presa (prender), despesa (despen-
der), represa (prender), empresa (empreender), surpresa (surpre-
ender), etc.
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a solução para o seu concurso!
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- Nos substantivos femininos designativos de títulos: baronesa,
dogesa, duquesa, marquesa, princesa, consulesa, prioresa, etc.
- Nas formas femininas dos adjetivos terminados em –ês: bur-
guesa (de burguês), francesa (de francês), camponesa (de campo-
nês), milanesa (de milanês), holandesa (de holandês), etc.
- Nas seguintes palavras femininas: framboesa, indefesa, lesa,
mesa, sobremesa, obesa, Teresa, tesa, toesa, turquesa, etc.
Usa-se –eza (com z):
- Nos substantivos femininos abstratos derivados de adjetivos e
denotando qualidade, estado, condição: beleza (de belo), franqueza
(de franco), pobreza (de pobre), leveza (de leve), etc.
Verbos terminados em –ISAR e -IZAR
Escreve-se –isar (com s) quando o radical dos nomes corres-
pondentes termina em –s. Se o radical não terminar em –s, grafa-se
–izar (com z): avisar (aviso + ar), analisar (análise + ar), alisar (a +
liso + ar), bisar (bis + ar), catalisar (catálise + ar), improvisar (impro-
viso + ar), paralisar (paralisia + ar), pesquisar (pesquisa + ar), pisar
(piso + ar), frisar (friso + ar), grisar (gris + ar), anarquizar (anarquia +
izar), civilizar (civil + izar), canalizar (canal + izar), amenizar (ameno
+ izar), colonizar (colono + izar), vulgarizar (vulgar + izar), motorizar
(motor + izar), escravizar (escravo + izar), cicatrizar (cicatriz + izar),
deslizar (deslize + izar), matizar (matiz + izar).
Emprego do X
- Esta letra representa os seguintes fonemas:
Ch – xarope, enxofre, vexame, etc.
CS – sexo, látex, léxico, tóxico, etc.
Z – exame, exílio, êxodo, etc.
SS – auxílio, máximo, próximo, etc.
S – sexto, texto, expectativa, extensão, etc.
- Não soa nos grupos internos –xce- e –xci-: exceção, exceder,
excelente, excelso, excêntrico, excessivo, excitar, inexcedível, etc.
- Grafam-se com x e não com s: expectativa, experiente, expiar,
expirar, expoente, êxtase,extasiado, extrair, fênix, texto, etc.
- Escreve-se x e não ch:
Em geral, depois de ditongo: caixa, baixo, faixa, feixe, frouxo,
ameixa, rouxinol, seixo, etc. Excetuam-se caucho e os derivados
cauchal, recauchutar e recauchutagem.
Geralmente, depois da sílaba inicial en-: enxada, enxame, en-
xamear, enxaguar, enxaqueca, enxergar, enxerto, enxoval, enxugar,
enxurrada, enxuto, etc. Excepcionalmente, grafam-se com ch: en-
charcar (de charco), encher e seus derivados (enchente, preen-
cher), enchova, enchumaçar (de chumaço), enfim, toda vez que se
trata do prefixo en- + palavra iniciada por ch.
Em vocábulos de origem indígena ou africana: abacaxi, xavan-
te, caxambu, caxinguelê, orixá, maxixe, etc.
Nas seguintes palavras: bexiga, bruxa, coaxar, faxina, graxa, la-
gartixa, lixa, lixo, mexer, mexerico, puxar, rixa, oxalá, praxe, vexame,
xarope, xaxim, xícara, xale, xingar, xampu.
Emprego do dígrafo CH
Escreve-se com ch, entre outros os seguintes vocábulos: bucha,
charque, charrua, chavena, chimarrão, chuchu, cochilo, fachada, fi-
cha, flecha, mecha, mochila, pechincha, tocha.
Consoantes dobradas
- Nas palavras portuguesas só se duplicam as consoantes C, R,
S.
- Escreve-se com CC ou CÇ quando as duas consoantes soam
distintamente: convicção, occipital, cocção, fricção, friccionar, fac-
ção, sucção, etc.
- Duplicam-se o R e o S em dois casos: Quando, intervocálicos,
representam os fonemas /r/ forte e /s/ sibilante, respectivamente:
carro, ferro, pêssego, missão, etc. Quando um elemento de compo-
sição terminado em vogal seguir, sem interposição do hífen, palavra
começada com /r/ ou /s/: arroxeado, correlação, pressupor, bisse-
manal, girassol, minissaia, etc.
CÊ - cedilha[ https://vestibular.uol.com.br/duvidas-de-portu-
gues/ortografia-quando-usar-c.htm.]
É a letra C que se pôs cedilha. Indica que o Ç passa a ter som de
/SS/. O Ç só é usado antes de A, O, U.
O Ç é utilizado em palavras derivadas de vocábulos terminados
em -TO, -TOR e -TIVO:
- Canto = canção
- Ereto = ereção
- Setor = seção
- Condutor = condução
- Ativo = ação
- Intuitivo = intuição
Também se utiliza Ç em substantivos que terminam em -TEN-
ÇÃO, que por sua vez derivam de verbos terminados em -TER:
- Conter = contenção
- Reter = retenção
- Deter = detenção
Em verbos terminados em -ÇAR, mas somente quando seu
substantivo equivalente terminar em -CE ou -ÇO:
- Lance = lançar
- Alcance = alcançar
- Abraço = abraçar
Em substantivos que terminam em -ÇÃO desde que sejam deri-
vados de verbos onde a letra R é retirada:
- Abreviar = abreviação
- Exportar = exportação
- Enrolar = enrolação
Emprego do M antes de P e B
Antes das letras P e/ou B, sempre será utilizado a letra M.
Ex:
- Pombo, também, tempo, campo.
Quando se tratar das demais consoantes, utiliza-se a letra N.
Ex:
- Canto, tanto, manto, ente, quente.
R ou RR?
A consoante R pode ser pronunciada com uma vibração mais
forte e prolongada ou mais fraca e curta.
No início das palavras, a pronúncia é sempre forte (rato, remo,
rosa), e também quando se encontra duplicada entre duas vogais
(correção, serrote, derramar).
LÍNGUA PORTUGUESA
1616
a solução para o seu concurso!
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Quando a consoante R se encontra sozinha entre duas vogais,
no meio das palavras, assumirá uma pronúncia fraca (caro, loiro,
dourado).
Ou seja, a utilização de R ou RR está relacionada à estrutura
fonética da palavra, à maneira como é pronunciada.
Dica:
Palavras como genro, enredo e enrolar, por exemplo, a pronún-
cia do r é forte e com vibração prolongada, porém se utiliza r, pois
a letra se encontra entre uma consoante e uma vogal, e não entre
duas vogais.
Nunca se utiliza RR no inicia das palavras!
ACENTUAÇÃO GRÁFICA
— Definição
A acentuação gráfica consiste no emprego do acento nas
palavras grafadas com a finalidade de estabelecer, com base nas
regras da língua, a intensidade e/ou a sonoridade das palavras.
Isso quer dizer que os acentos gráficos servem para indicar a sílaba
tônica de uma palavra ou a pronúncia de uma vogal. De acordo com
as regras gramaticais vigentes, são quatro os acentos existentes na
língua portuguesa:
– Acento agudo: Indica que a sílaba tônica da palavra tem som
aberto. Ex.: área, relógio, pássaro.
– Acento circunflexo: Empregado acima das vogais “a” e” e
“o”para indicar sílaba tônica em vogal fechada. Ex.: acadêmico,
âncora, avô.
– Acento grave/crase: Indica a junção da preposição “a” com
o artigo “a”. Ex: “Chegamos à casa”. Esse acento não indica sílaba
tônica!
– Til: Sobre as vogais “a” e “o”, indica que a vogal de
determinada palavra tem som nasal, e nem sempre recai sobre a
sílaba tônica. Exemplo: a palavra órfã tem um acento agudo, que
indica que a sílaba forte é “o” (ou seja, é acento tônico), e um til
(˜), que indica que a pronúncia da vogal “a” é nasal, não oral. Outro
exemplo semelhante é a palavra bênção.
— Monossílabas Tônicas e Átonas
Mesmo as palavras com apenas uma sílaba podem sofrer
alteração de intensidade de voz na sua pronúncia. Exemplo: observe
o substantivo masculino “dó” e a preposição “do” (contração
da preposição “de” + artigo “o”). Ao comparar esses termos,
percebermos que o primeiro soa mais forte que o segundo, ou seja,
temos uma monossílaba tônica e uma átona, respectivamente.
Diante de palavras monossílabas, a dica para identificar se é tônica
(forte) ou fraca átona (fraca) é pronunciá-las em uma frase, como
abaixo:
“Sinto grande dó ao vê-la sofrer.”
“Finalmente encontrei a chave do carro.”
Recebem acento gráfico:
– As monossílabas tônicas terminadas em: -a(s) → pá(s), má(s);
-e(s) → pé(s), vê(s); -o(s) → só(s), pôs.
– As monossílabas tônicas formados por ditongos abertos -éis,
-éu, -ói. Ex: réis, véu, dói.
Não recebem acento gráfico:
– As monossílabas tônicas: par, nus, vez, tu, noz, quis.
– As formas verbais monossilábicas terminadas em “-ê”, nas
quais a 3a pessoa do plural termina em “-eem”. Antes do novo
acordo ortográfico, esses verbos era acentuados. Ex.: Ele lê → Eles
lêem leem.
Exceção! O mesmo não ocorre com os verbos monossilábicos
terminados em “-em”, já que a terceira pessoa termina em “-êm”.
Nesses caso, a acentuação permanece acentuada. Ex.: Ele tem →
Eles têm; Ele vem → Eles vêm.
Acentuação das palavras Oxítonas
As palavras cuja última sílaba é tônica devem ser acentuadas
as oxítonas com sílaba tônica terminada em vogal tônica -a, -e e
-o, sucedidas ou não por -s. Ex.: aliás, após, crachá, mocotó, pajé,
vocês. Logo, não se acentuam as oxítonas terminadas em “-i” e “-u”.
Ex.: caqui, urubu.
Acentuação das palavras Paroxítonas
São classificadas dessa forma as palavras cuja penúltima
sílaba é tônica. De acordo com a regra geral, não se acentuam as
palavras paroxítonas, a não ser nos casos específicos relacionados
abaixo. Observe as exceções:
– Terminadas em -ei e -eis. Ex.: amásseis, cantásseis, fizésseis,
hóquei, jóquei, pônei, saudáveis.
– Terminadas em -r, -l, -n, -x e -ps. Ex.: bíceps, caráter, córtex,
esfíncter, fórceps, fóssil, líquen, lúmen, réptil, tórax.
– Terminadas em -i e -is. Ex.: beribéri, bílis, biquíni, cáqui, cútis,
grátis, júri, lápis, oásis, táxi.
– Terminadas em -us. Ex.: bônus, húmus, ônus, Vênus, vírus,
tônus.
– Terminadas em -om e -ons. Ex.: elétrons, nêutrons, prótons.
– Terminadas em -um e -uns. Ex.: álbum, álbuns, fórum, fóruns,
quórum, quóruns.
– Terminadas em -ã e -ão. Ex.: bênção, bênçãos, ímã, ímãs,
órfã, órfãs, órgão, órgãos, sótão, sótãos.
Acentuação das palavras Proparoxítonas
Classificam-se assim as palavras cuja antepenúltima sílaba é
tônica, e todas recebem acento, sem exceções. Ex.: ácaro, árvore,
bárbaro, cálida, exército, fétido, lâmpada, líquido, médico, pássaro,
tática, trânsito.
Ditongos e Hiatos
Acentuam-se:
– Oxítonas com sílaba tônica terminada em abertos “_éu”,
“_éi” ou “_ói”, sucedidos ou não por “_s”. Ex.: anéis, fiéis, herói,
mausoléu, sóis, véus.
– As letras “_i” e “_u” quando forem a segunda vogal tônica de
um hiato e estejam isoladasou sucedidas por “_s” na sílaba. Ex.: caí
(ca-í), país (pa-ís), baú (ba-ú).
Não se acentuam:
– A letra “_i”, sempre que for sucedida por de “_nh”. Ex.:
moinho, rainha, bainha.
– As letras “_i” e o “_u” sempre que aparecerem repetidas. Ex.:
juuna, xiita. xiita.
– Hiatos compostos por “_ee” e “_oo”. Ex.: creem, deem, leem,
enjoo, magoo.
LÍNGUA PORTUGUESA
17
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O Novo Acordo Ortográfico
Confira as regras que levaram algumas palavras a perderem
acentuação em razão do Acordo Ortográfico de 1990, que entrou
em vigor em 2009:
1 – Vogal tônica fechada -o de -oo em paroxítonas.
Exemplos: enjôo – enjoo; magôo – magoo; perdôo – perdoo;
vôo – voo; zôo – zoo.
2 – Ditongos abertos -oi e -ei em palavras paroxítonas.
Exemplos: alcalóide – alcaloide; andróide – androide; alcalóide
– alcaloide; assembléia – assembleia; asteróide – asteroide;
européia – europeia.
3 – Vogais -i e -u precedidas de ditongo em paroxítonas.
Exemplos: feiúra – feiura; maoísta – maoista; taoísmo –
taoismo.
4 – Palavras paroxítonas cuja terminação é -em, e que
possuem -e tônico em hiato.
Isso ocorre com a 3a pessoa do plural do presente do indicativo
ou do subjuntivo. Exemplos: deem; lêem – leem; relêem – releem;
revêem.
5 – Palavras com trema: somente para palavras da língua
portuguesa. Exemplos: bilíngüe – bilíngue; enxágüe – enxágue;
linguïça – linguiça.
6 – Paroxítonas homógrafas: são palavras que têm a mesma
grafia, mas apresentam significados diferentes. Exemplo: o verbo
PARAR: pára – para. Antes do Acordo Ortográfico, a flexão do verbo
“parar” era acentuada para que fosse diferenciada da preposição
“para”.
Atualmente, nenhuma delas recebe acentuação. Assim:
Antes: Ela sempre pára para ver a banda passar. [verbo /
preposição]
Hoje: Ela sempre para para ver a banda passar. [verbo /
preposição]
EMPREGO DA CRASE
Definição: na gramática grega, o termo quer dizer “mistura “ou
“contração”, e ocorre entre duas vogais, uma final e outra inicial,
em palavras unidas pelo sentido. Basicamente, desse modo: a
(preposição) + a (artigo feminino) = aa à; a (preposição) + aquela
(pronome demonstrativo feminino) = àquela; a (preposição) +
aquilo (pronome demonstrativo feminino) = àquilo. Por ser a junção
das vogais, a crase, como regra geral, ocorre diante de palavras
femininas, sendo a única exceção os pronomes demonstrativos
aquilo e aquele, que recebem a crase por terem “a” como sua vogal
inicial. Crase não é o nome do acento, mas indicação do fenômeno
de união representado pelo acento grave.
A crase pode ser a contração da preposição a com:
– O artigo feminino definido a/as: “Foi à escola, mas não
assistiu às aulas.”
– O pronome demonstrativo a/as: “Vá à paróquia central.”
– Os pronomes demonstrativos aquele(s), aquela(s), aquilo:
“Retorne àquele mesmo local.”
– O a dos pronomes relativos a qual e as quais: “São pessoas às
quais devemos o maior respeito e consideração”.
Perceba que a incidência da crase está sujeita à presença de
duas vogais a (preposição + artigo ou preposição + pronome) na
construção sintática.
Técnicas para o emprego da crase
1 – Troque o termo feminino por um masculino, de classe
semelhante. Se a combinação ao aparecer, ocorrerá crase diante da
palavra feminina.
Exemplos:
“Não conseguimos chegar ao hospital / à clínica.”
“Preferiu a fruta ao sorvete / à torta.”
“Comprei o carro / a moto.”
“Irei ao evento / à festa.”
2 – Troque verbos que expressem a noção de movimento (ir, vir,
chegar, voltar, etc.) pelo verbo voltar. Se aparecer a preposição da,
ocorrerá crase; caso apareça a preposição de, o acento grave não
deve ser empregado.
Exemplos:
“Vou a São Paulo. / Voltei de São Paulo.”
“Vou à festa dos Silva. / Voltei da Silva.”
“Voltarei a Roma e à Itália. / Voltarei de Roma e da Itália.”
3 – Troque o termo regente da preposição a por um que
estabeleça a preposição por, em ou de. Caso essas preposições não
se façam contração com o artigo, isto é, não apareçam as formas
pela(s), na(s) ou da(s), a crase não ocorrerá.
Exemplos:
“Começou a estudar (sem crase) – Optou por estudar / Gosta
de estudar / Insiste em estudar.”
“Refiro-me à sua filha (com crase) – Apaixonei-me pela sua filha
/ Gosto da sua filha / Votarei na sua filha.”
“Refiro-me a você. (sem crase) – Apaixonei-me por você /
Gosto de você / Penso em você.”
4 – Tratando-se de locuções, isto é, grupo de palavras que
expressam uma única ideia, a crase somente deve ser empregada
se a locução for iniciada por preposição e essa locução tiver como
núcleo uma palavra feminina, ocorrerá crase.
Exemplos:
“Tudo às avessas.”
“Barcos à deriva.”
5 – Outros casos envolvendo locuções e crase:
Na locução «à moda de”, pode estar implícita a expressão
“moda de”, ficando somente o à explícito.
Exemplos:
“Arroz à (moda) grega.”
“Bife à (moda) parmegiana.”
Nas locuções relativas a horários, ocorra crase apenas no caso
de horas especificadas e definidas: Exemplos:
“À uma hora.”
“Às cinco e quinze”.
LÍNGUA PORTUGUESA
1818
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ANÁLISE DE RELAÇÕES DE INTERTEXTUALIDADE E INTER-
DISCURSIVIDADE, IDENTIFICAÇÃO DE POSICIONAMENTOS
OU DE PERSPECTIVAS, COMPREENSÃO DE PARÁFRASES,
PARÓDIAS E ESTILIZAÇÕES, ENTRE OUTRAS POSSIBILIDA-
DES
— Definições gerais
Intertextualidade é, como o próprio nome sugere, uma relação
entre textos que se exerce com a menção parcial ou integral de
elementos textuais (formais e/ou semânticos) que fazem referência
a uma ou a mais produções pré-existentes; é a inserção em um texto
de trechos extraídos de outros textos. Esse diálogo entre textos
não se restringe a textos verbais (livros, poemas, poesias, etc.) e
envolve, também composições de natureza não verbal (pinturas,
esculturas, etc.) ou mista (filmes, peças publicitárias, música,
desenhos animados, novelas, jogos digitais, etc.).
— Intertextualidade Explícita x Implícita
– Intertextualidade explícita: é a reprodução fiel e integral
da passagem conveniente, manifestada aberta e diretamente nas
palavras do autor. Em caso de desconhecimento preciso sobre a
obra que originou a referência, o autor deve fazer uma prévia da
existência do excerto em outro texto, deixando a hipertextualidade
evidente.
As características da intertextualidade explícita são:
– Conexão direta com o texto anterior;
– Obviedade, de fácil identificação por parte do leitor, sem
necessidade de esforço ou deduções;
– Não demanda que o leitor tenha conhecimento preliminar
do conteúdo;
– Os elementos extraídos do outro texto estão claramente
transcritos e referenciados.
– Intertextualidade explícita direta e indireta: em textos
acadêmicos, como dissertações e monografias, a intertextualidade
explícita é recorrente, pois a pesquisa acadêmica consiste
justamente na contribuição de novas informações aos saberes já
produzidos. Ela ocorre em forma de citação, que, por sua vez, pode
ser direta, com a transcrição integral (cópia) da passagem útil, ou
indireta, que é uma clara exploração das informações, mas sem
transcrição, re-elaborada e explicada nas palavras do autor.
– Intertextualidade implícita: esse modo compreende os textos
que, ao aproveitarem conceitos, dados e informações presentes em
produções prévias, não fazem a referência clara e não reproduzem
integralmente em sua estrutura as passagens envolvidas. Em
outras palavras, faz-se a menção sem revelá-la ou anunciá-la.
De qualquer forma, para que se compreenda o significado da
relação estabelecida, é indispensável que o leitor seja capaz de
reconhecer as marcas intertextuais e, em casos mais específicos,
ter lido e compreendido o primeiro material. As características da
intertextualidade implícita são: conexão indireta com o texto fonte;
o leitor não a reconhece com facilidade; demanda conhecimento
prévio do leitor; exigência de análise e deduções por parte do leitor;
os elementos do texto pré-existente não estão evidentes na nova
estrutura.— Tipos de Intertextualidade
1 – Paródia: é o processo de intertextualidade que faz uso da
crítica ou da ironia, com a finalidade de subverter o sentido original
do texto. A modificação ocorre apenas no conteúdo, enquanto a
estrutura permanece inalterada. É muito comum nas músicas, no
cinema e em espetáculos de humor. Observe o exemplo da primeira
estrofe do poema “Vou-me embora pra Pasárgada”, de Manuel
Bandeira:
TEXTO ORIGINAL
“Vou-me embora para Pasárgada
Lá sou amigo do rei
Lá tenho a mulher que eu quero
Na cama que escolherei?”
PARÓDIA DE MILLÔR FERNANDES
“Que Manoel Bandeira me perdoe, mas vou-me embora de
Pasárgada
Sou inimigo do Rei
Não tenho nada que eu quero
Não tenho e nunca terei”
2 – Paráfrase: aqui, ocorre a reafirmação sentido do texto
inicial, porém, a estrutura da nova produção nada tem a ver com
a primeira. É a reprodução de um texto com as palavras de quem
escreve o novo texto, isto é, os conceitos do primeiro texto são
preservados, porém, são relatados de forma diferente. Exemplos:
observe as frases originais e suas respectivas paráfrases:
“Deus ajuda quem cedo madruga” – A professora ajuda quem
muito estuda.
“To be or not to be, that is the question” – Tupi or not tupi, that
is the question.
3 – Alusão: é a referência, em um novo texto, de uma dada
obra, situação ou personagem já retratados em textos anteriores,
de forma simples, objetiva e sem quaisquer aprofundamentos. Veja
o exemplo a seguir:
“Isso é presente de grego” – alusão à mitologia em que os
troianos caem em armadilhada armada pelos gregos durante a
Guerra de Troia.
4 – Citação: trata-se da reescrita literal de um texto, isto é,
consiste em extrair o trecho útil de um texto e copiá-lo em outro.
A citação está sempre presente em trabalhos científicos, como
artigos, dissertações e teses. Para que não configure plágio (uma
falta grave no meio acadêmico e, inclusive, sujeita a processo
judicial), a citação exige a indicação do autor original e inserção
entre aspas. Exemplo:
“Na natureza, nada se cria, nada se perde, tudo se transforma.”
(Lavoisier, Antoine-Laurent, 1773).
5 – Crossover: com denominação em inglês que significa
“cruzamento”, esse tipo de intertextualidade tem sido muito
explorado nas mídias visuais e audiovisuais, como televisão, séries
e cinema. Basicamente, é a inserção de um personagem próprio de
um universo fictício em um mundo de ficção diferente. Freddy &
Jason” é um grande crossover do gênero de horror no cinema.
LÍNGUA PORTUGUESA
19
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Exemplo:
Fonte: https://www.correiobraziliense.com.br
6) Epígrafe: é a transição de uma pequena passagem do texto de origem na abertura do texto corrente. Em geral, a epígrafe está
localizada no início da página, à direita e em itálico. Mesmo sendo uma passagem “solta”, esse tipo de intertextualidade está sempre
relacionado ao teor do novo texto.
Exemplo:
“A tarefa não é tanto ver aquilo que ninguém viu,
mas pensar o que ninguém ainda pensou sobre
aquilo que todo mundo vê.”
Arthur Schopenhauer
EMPREGO DAS CLASSES DE PALAVRAS. EMPREGO/CORRELAÇÃO DE TEMPOS E MODOS VERBAIS. VALOR SEMÂNTICO DAS
PREPOSIÇÕES, CONJUNÇÕES, LOCUÇÕES E ADVÉRBIOS
— Definição
As classes gramaticais são grupos de palavras que organizam o estudo da gramática. Isto é, cada palavra existente na língua portuguesa
condiz com uma classe gramatical, na qual ela é inserida em razão de sua função. Confira abaixo as diversas funcionalidades de cada classe
gramatical.
— Artigo
É a classe gramatical que, em geral, precede um substantivo, podendo flexionar em número e em gênero.
A classificação dos artigos
– Artigos definidos: servem para especificar um substantivo ou para se referirem a um ser específico por já ter sido mencionado ou
por ser conhecido mutuamente pelos interlocutores. Eles podem flexionar em número (singular e plural) e gênero (masculino e feminino).
– Artigos indefinidos: indicam uma generalização ou a ocorrência inicial do representante de uma dada espécie, cujo conhecimento
não é compartilhado entre os interlocutores, por se tratar da primeira vez em que aparece no discurso. Podem variar em número e gênero.
Observe:
NÚMERO/GÊNERO MASCULINO FEMININO EXEMPLOS
Singular Um Uma Preciso de um pedreiro.
Vi uma moça em frente à casa.
Plural Umas Umas Localizei uns documentos antigos.
Joguei fora umas coisas velhas.
LÍNGUA PORTUGUESA
2020
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Outras funções do artigo
– Substantivação: é o nome que se dá ao fenômeno de transformação de adjetivos e verbos em substantivos a partir do emprego do
artigo. Observe:
– Em “O caminhar dela é muito elegante.”, “caminhar”, que teria valor de verbo, passou a ser o substantivo do enunciado.
– Indicação de posse: antes de palavras que atribuem parentesco ou de partes do corpo, o artigo definido pode exprimir relação de
posse. Por exemplo: “No momento em que ela chegou, o marido já a esperava.”
Na frase, o artigo definido “a” esclarece que se trata do marido do sujeito “ela”, omitindo o pronomes possessivo dela.
– Expressão de valor aproximado: devido à sua natureza de generalização, o artigo indefinido inserido antes de numeral indica valor
aproximado. Mais presente na linguagem coloquial, esse emprego dos artigos indefinidos representa expressões como “por volta de” e
“aproximadamente. Observe: “Faz em média uns dez anos que a vi pela última vez.” e Acrescente aproximadamente umas três ou quatro
gotas de baunilha.”
Contração de artigos com preposições
Os artigos podem fazer junção a algumas preposições, criando uma única palavra contraída. A tabela abaixo ilustra como esse processo
ocorre:
— Substantivo
Essa classe atribui nome aos seres em geral (pessoas, animais, qualidades, sentimentos, seres mitológicos e espirituais). Os substantivos
se subdividem em:
– Próprios ou Comuns: são próprios os substantivos que nomeiam algo específico, como nomes de pessoas (Pedro, Paula) ou lugares
(São Paulo, Brasil). São comuns os que nomeiam algo na sua generalidade (garoto, caneta, cachorro).
– Primitivos ou derivados: se não for formado por outra palavra, é substantivo primitivo (carro, planeta); se formado por outra
palavra, é substantivo derivado (carruagem, planetário).
– Concretos ou abstratos: os substantivos que nomeiam seres reais ou imaginativos, são concretos (cavalo, unicórnio); os que
nomeiam sentimentos, qualidades, ações ou estados são abstratos.
– Substantivos coletivos: são os que nomeiam os seres pertencentes ao mesmo grupo. Exemplos: manada (rebanho de gado),
constelação (aglomerado de estrelas), matilha (grupo de cães).
— Adjetivo
É a classe de palavras que se associa ao substantivo para alterar o seu significado, atribuindo-lhe caracterização conforme uma
qualidade, um estado e uma natureza, bem como uma quantidade ou extensão à palavra, locução, oração ou pronome.
Os tipos de adjetivos
– Simples e composto: com apenas um radical, é adjetivo simples (bonito, grande, esperto, miúdo, regular); apresenta mais de um
radical, é composto (surdo-mudo, afrodescendente, amarelo-limão).
– Primitivo e derivado: o adjetivo que origina outros adjetivos é primitivo (belo, azul, triste, alegre); adjetivos originados de verbo,
substantivo ou outro adjetivo são classificados como derivados (ex.: substantivo morte → adjetivo mortal; verbo lamentar → adjetivo
lamentável).
– Pátrio ou gentílico: é a palavra que indica a nacionalidade ou origem de uma pessoa (paulista, brasileiro, mineiro, latino).
O gênero dos adjetivos
– Uniformes: possuem forma única para feminino e masculino, isto é, não flexionam seu termo. Exemplo: “Fred é um amigo leal.” /
“Ana é uma amiga leal.”
LÍNGUA PORTUGUESA
21
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– Biformes: os adjetivos desse tipo possuem duas formas, que
variam conforme o gênero. Exemplo: “Menino travesso.”/”Menina
travessa”.
O número dos adjetivos
Por concordarem com o número do substantivo a que se
referem, osadjetivos podem estar no singular ou no plural. Assim,
a sua composição acompanha os substantivos. Exemplos: pessoa
instruída → pessoas instruídas; campo formoso → campos
formosos.
O grau dos adjetivos
Quanto ao grau, os adjetivos se classificam em comparativo
(compara qualidades) e superlativo (intensifica qualidades).
– Comparativo de igualdade: “O novo emprego é tão bom
quanto o anterior.”
– Comparativo de superioridade: “Maria é mais prestativa do
que Luciana.”
– Comparativo de inferioridade: “O gerente está menos atento
do que a equipe.”
– Superlativo absoluto: refere-se a apenas um substantivo,
podendo ser:
• Analítico: “A modelo é extremamente bonita.”
• Sintético: “Pedro é uma pessoa boníssima.”
– Superlativo relativo: refere-se a um grupo, podendo ser de:
• Superioridade - “Ela é a professora mais querida da escola.”
• Inferioridade - “Ele era o menos disposto do grupo.”
Pronome adjetivo
Recebem esse nome porque, assim como os adjetivos, esses
pronomes alteram os substantivos aos quais se referem. Assim,
esse tipo de pronome flexiona em gênero e número para fazer
concordância com os substantivos. Exemplos: “Esta professora é
a mais querida da escola.” (o pronome adjetivo esta determina o
substantivo comum professora).
Locução adjetiva
Uma locução adjetiva é formada por duas ou mais palavras,
que, associadas, têm o valor de um único adjetivo. Basicamente,
consiste na união preposição + substantivo ou advérbio. Exemplos:
– Criaturas da noite (criaturas noturnas).
– Paixão sem freio (paixão desenfreada).
– Associação de comércios (associação comercial).
— Verbo
É a classe de palavras que indica ação, ocorrência, desejo,
fenômeno da natureza e estado. Os verbos se subdividem em:
– Verbos regulares: são os verbos que, ao serem conjugados,
não têm seu radical modificado e preservam a mesma desinência do
verbo paradigma, isto é, terminado em “-ar” (primeira conjugação),
“-er” (segunda conjugação) ou “-ir” (terceira conjugação). Observe
o exemplo do verbo “nutrir”:
– Radical: nutr (a parte principal da palavra, onde reside seu
significado).
– Desinência: “-ir”, no caso, pois é a terminação da palavra e,
tratando-se dos verbos, indica pessoa (1a, 2a, 3a), número (singular
ou plural), modo (indicativo, subjuntivo ou imperativo) e tempo
(pretérito, presente ou futuro). Perceba que a conjugação desse
no presente do indicativo: o radical não sofre quaisquer alterações,
tampouco a desinência. Portanto, o verbo nutrir é regular: Eu nutro;
tu nutre; ele/ela nutre; nós nutrimos; vós nutris; eles/elas nutrem.
– Verbos irregulares: os verbos irregulares, ao contrário dos
regulares, têm seu radical modificado quando conjugados e/ou
têm desinência diferente da apresentada pelo verbo paradigma.
Exemplo: analise o verbo dizer conjugado no pretérito perfeito
do indicativo: Eu disse; tu dissestes; ele/ela disse; nós dissemos;
vós dissestes; eles/elas disseram. Nesse caso, o verbo da segunda
conjugação (-er) tem seu radical, diz, alterado, além de apresentar
duas desinências distintas do verbo paradigma”. Se o verbo dizer
fosse regular, sua conjugação no pretérito perfeito do indicativo
seria: dizi, dizeste, dizeu, dizemos, dizestes, dizeram.
FLEXÃO VERBAL
1) Número: singular ou plural
Ex.: ando, andas, anda → singular
andamos, andais, andam → plural
2) Pessoas: são três.
a) A primeira é aquela que fala; corresponde aos pronomes eu
(singular) e nós (plural).
Ex.: escreverei, escreveremos.
b) A segunda é aquela com quem se fala; corresponde aos pro-
nomes tu (singular) e vós (plural).
Ex.: escreverás, escrevereis.
c) A terceira é aquela acerca de quem se fala; corresponde aos
pronomes ele ou ela (singular) e eles ou elas (plural).
Ex.: escreverá, escreverão.
3) Modos: são três.
a) Indicativo: apresenta o fato verbal de maneira positiva, indu-
bitável. Ex.: vendo.
b) Subjuntivo: apresenta o fato verbal de maneira duvidosa, hi-
potética. Ex.: que eu venda.
c) Imperativo: apresenta o fato verbal como objeto de uma or-
dem. Ex.: venda!
4) Tempos: são três.
a) Presente: falo
b) Pretérito:
- Perfeito: falei
- Imperfeito: falava
- Mais-que-perfeito: falara
Obs.: O pretérito perfeito indica uma ação extinta; o imperfei-
to, uma ação que se prolongava num determinado ponto do pas-
sado; o mais-que-perfeito, uma ação passada em relação a outra
ação, também passada. Ex.:
Eu cantei aquela música. (perfeito)
Eu cantava aquela música. (imperfeito)
Quando ele chegou, eu já cantara. (mais-que-perfeito)
LÍNGUA PORTUGUESA
2222
a solução para o seu concurso!
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c) Futuro:
- Do presente: estudaremos
- Do pretérito: estudaríamos
Obs.: No modo subjuntivo, com relação aos tempos simples,
temos apenas o presente, o pretérito imperfeito e o futuro (sem
divisão). Os tempos compostos serão estudados mais adiante.
5) Vozes: são três.
a) Ativa: o sujeito pratica a ação verbal.
Ex.: O carro derrubou o poste.
b) Passiva: o sujeito sofre a ação verbal.
- Analítica ou verbal: com o particípio e um verbo auxiliar.
Ex.: O poste foi derrubado pelo carro.
- Sintética ou pronominal: com o pronome apassivador se.
Ex.: Derrubou-se o poste.
Obs.: Estudaremos bem o pronome apassivador (ou partícula
apassivadora) na sétima lição: concordância verbal.
c) Reflexiva: o sujeito pratica e sofre a ação verbal; aparece um
pronome reflexivo. Ex.: O garoto se machucou.
Formação do Imperativo
1) Afirmativo: tu e vós saem do presente do indicativo menos a
letra s; você, nós e vocês, do presente do subjuntivo.
Ex.: Imperativo afirmativo do verbo beber
Bebo → beba
bebes → bebe (tu) bebas
bebe beba → beba (você)
bebemos bebamos → bebamos (nós)
bebeis → bebei (vós) bebais
bebem bebam → bebam (vocês)
Reunindo, temos: bebe, beba, bebamos, bebei, bebam.
2) Negativo: sai do presente do subjuntivo mais a palavra não.
Ex.: beba
bebas → não bebas (tu)
beba → não beba (você)
bebamos → não bebamos (nós)
bebais → não bebais (vós)
bebam → não bebam (vocês)
Assim, temos: não bebas, não beba, não bebamos, não bebais,
não bebam.
Observações:
a) No imperativo não existe a primeira pessoa do singular, eu; a
terceira pessoa é você.
b) O verbo ser não segue a regra nas pessoas que saem do pre-
sente do indicativo. Eis o seu imperativo:
- Afirmativo: sê, seja, sejamos, sede, sejam.
- Negativo: não sejas, não seja, não sejamos, não sejais, não
sejam.
c) O tratamento dispensado a alguém numa frase não pode
mudar. Se começamos a tratar a pessoa por você, não podemos
passar para tu, e vice-versa.
Ex.: Pede agora a tua comida. (tratamento: tu)
Peça agora a sua comida. (tratamento: você)
d) Os verbos que têm z no radical podem, no imperativo afir-
mativo, perder também a letra e que aparece antes da desinência s.
Ex.: faze (tu) ou faz (tu)
dize (tu) ou diz (tu)
e) Procure ter “na ponta da língua” a formação e o emprego do
imperativo. É assunto muito cobrado em concursos públicos.
Tempos Primitivos e Tempos Derivados
1) O presente do indicativo é tempo primitivo. Da primeira pes-
soa do singular sai todo o presente do subjuntivo.
Ex.: digo → que eu diga, que tu digas, que ele diga etc.
dizes
diz
Obs.: isso não ocorre apenas com os poucos verbos que não
apresentam a desinência o na primeira pessoa do singular.
Ex.: eu sou → que eu seja.
eu sei → que eu saiba.
2) O pretérito perfeito é tempo primitivo. Da segunda pessoa
do singular saem:
a) o mais-que-perfeito.
Ex.: coubeste → coubera, couberas, coubera, coubéramos,
coubéreis, couberam.
b) o imperfeito do subjuntivo.
Ex.: coubeste → coubesse, coubesses, coubesse, coubéssemos,
coubésseis, coubessem.
c) o futuro do subjuntivo.
Ex.: coubeste → couber, couberes, couber, coubermos, couber-
des, couberem.
3) Do infinitivo impessoal derivam:
a) o imperfeito do indicativo.
Ex.: caber → cabia, cabias, cabia, cabíamos, cabíeis, cabiam.
b) o futuro do presente.
Ex.: caber → caberei, caberás, caberá, caberemos, cabereis,
caberão.
c) o futuro do pretérito.
Ex.: caber → caberia, caberias,caberia, caberíamos, caberíeis,
caberiam.
d) o infinitivo pessoal.
Ex.: caber → caber, caberes, caber, cabermos, caberdes, cabe-
rem.
e) o gerúndio.
Ex.: caber → cabendo.
f) o particípio.
Ex.: caber → cabido.
LÍNGUA PORTUGUESA
23
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Tempos Compostos
Formam-se os tempos compostos com o verbo auxiliar (ter ou
haver) mais o particípio do verbo que se quer conjugar.
1) Perfeito composto: presente do verbo auxiliar mais particí-
pio do verbo principal.
Ex.: tenho falado ou hei falado → perfeito composto do indica-
tivo tenha falado ou haja falado → perfeito composto do subjuntivo.
2) Mais-que-perfeito composto: imperfeito do auxiliar mais
particípio do principal.
Ex.: tinha falado → mais-que-perfeito composto do indicativo.
tivesse falado → mais-que-perfeito composto do subjuntivo.
3) Demais tempos: basta classificar o verbo auxiliar.
Ex.: terei falado → futuro do presente composto (terei é futuro
do presente).
Verbos Irregulares Comuns em Concursos
É importante saber a conjugação dos verbos que seguem. Eles
estão conjugados apenas nas pessoas, tempos e modos mais pro-
blemáticos.
1) Compor, repor, impor, expor, depor etc.: seguem integral-
mente o verbo pôr.
Ex.: ponho → componho, imponho, deponho etc.
pus → compus, repus, expus etc.
2) Deter, conter, reter, manter etc.: seguem integralmente o
verbo ter.
Ex.: tivermos → contivermos, mantivermos etc.
tiveste → retiveste, mantiveste etc.
3) Intervir, advir, provir, convir etc.: seguem integralmente o
verbo vir.
Ex.: vierem → intervierem, provierem etc.
vim → intervim, convim etc.
4) Rever, prever, antever etc.: seguem integralmente o verbo
ver.
Ex.: vi → revi, previ etc.
víssemos → prevíssemos, antevíssemos etc.
Observações:
- Como se vê nesses quatro itens iniciais, o verbo derivado se-
gue a conjugação do seu primitivo. Basta conjugar o verbo primitivo
e recolocar o prefixo. Há outros verbos que dão origem a verbos
derivados. Por exemplo, dizer, haver e fazer. Para eles, vale a mesma
regra explicada acima.
Ex.: eu houve → eu reouve (e não reavi, como normalmente se
fala por aí).
- Requerer e prover não seguem integralmente os verbos que-
rer e ver. Eles serão mostrados mais adiante.
5) Crer, no pretérito perfeito do indicativo: cri, creste, creu, cre-
mos, crestes, creram.
6) Estourar, roubar, aleijar, inteirar etc.: mantém o ditongo fe-
chado em todos os tempos, inclusive o presente do indicativo. Ex.: A
bomba estoura. (e não estóra, como normalmente se diz).
7) Aderir, competir, preterir, discernir, concernir, impelir, expe-
lir, repelir:
a) presente do indicativo: adiro, aderes, adere, aderimos, ade-
rimos, aderem.
b) presente do subjuntivo: adira, adiras, adira, adiramos, adi-
rais, adiram.
Obs.: Esses verbos mudam o e do infinitivo para i na primeira
pessoa do singular do presente do indicativo e em todas do presen-
te do subjuntivo.
8) Aguar, desaguar, enxaguar, minguar:
a) presente do indicativo: águo, águas, água; enxáguo, enxá-
guas, enxágua.
b) presente do subjuntivo: águe, águes, águe; enxágue, enxá-
gues, enxágue.
9) Arguir, no presente do indicativo: arguo, argúis, argúi, argui-
mos, arguis, argúem.
10) Apaziguar, averiguar, obliquar, no presente do subjuntivo:
apazigúe, apazigúes, apazigúe, apaziguemos, apazigueis, apazi-
gúem.
11) Mobiliar:
a) presente do indicativo: mobílio, mobílias, mobília, mobilia-
mos, mobiliais, mobíliam.
b) presente do subjuntivo: mobílie, mobílies, mobílie, mobilie-
mos, mobilieis, mobíliem.
12) Polir, no presente do indicativo: pulo, pules, pule, polimos,
polis, pulem.
13) Passear, recear, pentear, ladear (e todos os outros termina-
dos em ear)
a) presente do indicativo: passeio, passeias, passeia, passea-
mos, passeais, passeiam.
b) presente do subjuntivo: passeie, passeies, passeie, passee-
mos, passeeis, passeiem.
Observações:
- Os verbos desse grupo (importantíssimo) apresentam o diton-
go ei nas formas rizotônicas, mas apenas nos dois presentes.
- Os verbos estrear e idear apresentam ditongo aberto.
Ex.: estreio, estreias, estreia; ideio, ideias, ideia.
14) Confiar, renunciar, afiar, arriar etc.: verbos regulares.
Ex.: confio, confias, confia, confiamos, confiais, confiam.
Observações:
- Esses verbos não têm o ditongo ei nas formas rizotônicas.
- Mediar, ansiar, remediar, incendiar, odiar e intermediar, ape-
sar de terminarem em iar, apresentam o ditongo ei.
Ex.: medeio, medeias, medeia, mediamos, mediais, medeiam,
medeie, medeies, medeie, mediemos, medieis, medeiem.
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15) Requerer: só é irregular na 1ª pessoa do singular do presente do indicativo e, consequentemente, em todo o presente do subjun-
tivo.
Ex.: requeiro, requeres, requer
requeira, requeiras, requeira
requeri, requereste, requereu
16) Prover: conjuga-se como verbo regular no pretérito perfeito, no mais-que-perfeito, no imperfeito do subjuntivo, no futuro do
subjuntivo e no particípio; nos demais tempos, acompanha o verbo ver.
Ex.: Provi, proveste, proveu; provera, proveras, provera; provesse, provesses, provesse etc.
provejo, provês, provê; provia, provias, provia; proverei, proverás, proverá etc.
17) Reaver, precaver-se, falir, adequar, remir, abolir, colorir, ressarcir, demolir, acontecer, doer são verbos defectivos. Estude o que
falamos sobre eles na lição anterior, no item sobre a classificação dos verbos. Ex.: Reaver, no presente do indicativo: reavemos, reaveis.
— Pronome
O pronome tem a função de indicar a pessoa do discurso (quem fala, com quem se fala e de quem se fala), a posse de um objeto
e sua posição. Essa classe gramatical é variável, pois flexiona em número e gênero. Os pronomes podem suplantar o substantivo ou
acompanhá-lo; no primeiro caso, são denominados “pronome substantivo” e, no segundo, “pronome adjetivo”. Classificam-se em:
pessoais, possessivos, demonstrativos, interrogativos, indefinidos e relativos.
Pronomes pessoais
Os pronomes pessoais apontam as pessoas do discurso (pessoas gramaticais), e se subdividem em pronomes do caso reto
(desempenham a função sintática de sujeito) e pronomes oblíquos (atuam como complemento), sendo que, para cada o caso reto, existe
um correspondente oblíquo.
CASO RETO CASO OBLÍQUO
Eu Me, mim, comigo.
Tu Te, ti, contigo.
Ele Se, o, a , lhe, si, consigo.
Nós Nós, conosco.
Vós Vós, convosco.
Eles Se, os, as, lhes, si, consigo.
Observe os exemplos:
– Na frase “Maria está feliz. Ela vai se casar.”, o pronome cabível é do caso reto. Quem vai se casar? Maria.
– Na frase “O forno? Desliguei-o agora há pouco. O pronome “o” completa o sentido do verbo. Fechei o que? O forno.
Lembrando que os pronomes oblíquos o, a, os, as, lo, la, los, las, no, na, nos e nas desempenham apenas a função de objeto direto.
Pronomes possessivos
Esses pronomes indicam a relação de posse entre o objeto e a pessoa do discurso.
PESSOA DO DISCURSO PRONOME
1a pessoa – Eu Meu, minha, meus, minhas
2a pessoa – Tu Teu, tua, teus, tuas
3a pessoa – Ele / Ela Seu, sua, seus, suas
Exemplo: “Nossos filhos cresceram.” → o pronome indica que o objeto pertence à 1ª pessoa (nós).
Pronomes de tratamento
Tratam-se de termos solenes que, em geral, são empregados em contextos formais — a única exceção é o pronome você. Eles têm a
função de promover uma referência direta do locutor para interlocutor (parceiros de comunicação).
São divididos conforme o nível de formalidade, logo, para cada situação, existe um pronome de tratamento específico. Apesar de
expressarem interlocução (diálogo), à qual seria adequado o emprego do pronome na segunda pessoa do discurso (“tu”), no caso dos
pronomes de tratamento, os verbos devem ser usados na 3a pessoa.
LÍNGUA PORTUGUESA
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Pronomes demonstrativos
Sua função é indicar a posição dos seres no que se refere ao tempo, ao espaço e à pessoa do discurso – nesse último caso, o pronome
determina a proximidade entre um e outro. Esses pronomesflexionam-se em gênero e número.
PESSOA DO DISCURSO PRONOMES POSIÇÃO
1a pessoa Este, esta, estes, estas,
isto.
Os seres ou objetos estão próximos da
pessoa que fala.
2a pessoa Esse, essa, esses, essas,
isso.
Os seres ou objetos estão próximos da
pessoa com quem se fala.
3a pessoa Aquele, aquela, aqueles,
aquelas, aquilo. De quem/ do que se fala.
Observe os exemplos:
“Esta caneta é sua?”
“Esse restaurante é bom e barato.”
Pronomes Indefinidos
Esses pronomes indicam indeterminação ou imprecisão, assim, estão sempre relacionados à 3ª pessoa do discurso. Os pronomes
indefinidos podem ser variáveis (flexionam conforme gênero e número) ou invariáveis (não flexionam). Analise os exemplos abaixo:
– Em “Alguém precisa limpar essa sujeira.”, o termo “alguém” quer dizer uma pessoa de identidade indefinida ou não especificada.
– Em “Nenhum convidado confirmou presença.”, o termo “nenhum” refere-se ao substantivo “convidado” de modo vago, pois não se
sabe de qual convidado se trata.
– Em “Cada criança vai ganhar um presente especial.”, o termo “cada” refere-se ao substantivo da frase “criança”, sem especificá-lo.
– Em “Outras lojas serão abertas no mesmo local.”, o termo “outras” refere-se ao substantivo “lojas” sem especificar de quais lojas se
trata.
Confira abaixo a tabela com os pronomes indefinidos:
CLASSIFICAÇÃO PRONOMES INDEFINIDOS
VARIÁVEIS Muito, pouco, algum, nenhum, outro, qualquer, certo,
um, tanto, quanto, bastante, vários, quantos, todo.
INVARIÁVEIS Nada, ninguém, cada, algo, alguém, quem, demais,
outrem, tudo.
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Pronomes relativos
Os pronomes relativos, como sugere o nome, se relacionam ao termo anterior e o substituem, ou seja, para prevenir a repetição
indevida das palavras em um texto. Eles podem ser variáveis (o qual, cujo, quanto) ou invariáveis (que, quem, onde).
Observe os exemplos:
– Em “São pessoas cuja história nos emociona.”, o pronome “cuja” se apresenta entre dois substantivos (“pessoas” e “história”) e se
relaciona àquele que foi dito anteriormente (“pessoas”).
– Em “Os problemas sobre os quais conversamos já estão resolvidos.” , o pronome “os quais” retoma o substantivo dito anteriormente
(“problemas”).
CLASSIFICAÇÃO PRONOMES RELATIVOS
VARIÁVEIS O qual, a qual, os quais, cujo, cuja, cujos, cujas, quanto,
quanta, quantos, quantas.
INVARIÁVEIS Quem, que, onde.
Pronomes interrogativos
Os pronomes interrogativos são palavras variáveis e invariáveis cuja função é formular perguntas diretas e indiretas. Exemplos:
“Quanto vai custar a passagem?” (oração interrogativa direta)
“Gostaria de saber quanto custará a passagem.” (oração interrogativa indireta)
CLASSIFICAÇÃO PRONOMES INTERROGATIVOS
VARIÁVEIS Qual, quais, quanto, quantos, quanta, quantas.
INVARIÁVEIS Quem, que.
— Advérbio
É a classe de palavras invariável que atua junto aos verbos, aos adjetivos e mesmo aos advérbios, com o objetivo de modificar ou
intensificar seu sentido, ao adicionar-lhes uma nova circunstância. De modo geral, os advérbios exprimem circunstâncias de tempo, modo,
vlugar, qualidade, causa, intensidade, oposição, aprovação, afirmação, negação, dúvida, entre outras noções. Confira na tabela:
CLASSIFICAÇÃO PRINCIPAIS TERMOS EXEMPLOS
ADVÉRBIO DE MODO
Bem, mal, assim, melhor, pior, depressa, deva-
gar. Grande parte das palavras que terminam
em “-mente”, como cuidadosamente, calma-
mente, tristemente.
“Coloquei-o cuidadosamente no berço.”
“Andou depressa por causa da chuva.”
ADVÉRBIO DE LUGAR Perto, longe, dentro, fora, aqui, lá, atrás.
“O carro está fora.”
“Procurei pelas chaves aqui e acolá, mas elas
estavam aqui, na gaveta”
“Demorou, mas chegou longe.”
ADVÉRBIO DE TEMPO Antes, depois, hoje, ontem, amanhã, sempre,
nunca, cedo, tarde
“Sempre que precisar de algo, basta chamar-
-me.” “Cedo ou tarde, far-se-á justiça.”
ADVÉRBIO DE INTENSIDADE Muito, pouco, bastante, tão, demais, tanto
“Eles formam um casal tão bonito!”
“Elas conversam demais!” “Você saiu muito
depressa.”
ADVÉRBIO DE AFIRMAÇÃO
Sim e decerto; palavras afirmativas com sufixo
“-mente” (certamente, realmente). Palavras
como claro e positivo podem ser advérbio,
dependendo do contexto
“Decerto passaram por aqui.”
“Claro que irei!”
“Entendi, sim.”
ADVÉRBIO DE NEGAÇÃO
Não e nem; palavras como negativo, nenhum,
nunca, jamais, entre outras, podem ser advér-
bio de negação, dependendo do contexto.
“Jamais reatarei meu namoro com ele.”
“Sequer pensou para falar.” “Não pediu ajuda.”
ADVÉRBIO DE DÚVIDA
Talvez, quiçá, porventura, e palavras que
expressem dúvida, acrescidas do sufixo “: -men-
te”, como possivelmente.
“Quiçá seremos recebidas.” “Provavelmente,
sairei mais cedo.”
“Talvez eu saia cedo.”
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ADVÉRBIO DE INTERROGAÇÃO
Quando, como, onde, aonde, donde, por que;
esse advérbio pode indicar circunstâncias de
modo, tempo, lugar e causa; é usado somente
em frases interrogativas diretas ou indiretas.
“Por que vendeu o livro?” (Oração interrogativa
direta, que indica causa)
“Quando posso sair?” (oração interrogativa
direta que indica tempo)
“Explica como você fez isso.”(oração interroga-
tiva indireta, que indica modo.
— Conjunção
As conjunções integram a classe de palavras que tem a função de conectar os elementos de um enunciado ou oração e, com isso,
estabelecer uma relação de dependência ou de independência entre os termos ligados. Em função dessa relação entre os termos
conectados, as conjunções podem ser classificadas, respectivamente e de modo geral, como coordenativas ou subordinativas. Em outras
palavras, as conjunções são um vínculo entre os elementos de uma sentença, atribuindo ao enunciado maior clareza e precisão.
– Conjunções coordenativas: observe o exemplo:
Eles ouviram os pedidos de ajuda. Eles chamaram o socorro.” – “Eles ouviram os pedidos de ajuda e chamaram o socorro.”
No exemplo, a conjunção “e” estabelece uma relação de adição ao enunciado, ao conectar duas orações em um mesmo período: além
de terem ouvido os pedidos de ajuda, chamaram o socorro. Perceba que não há relação de dependência entre ambas as sentenças, e que,
para fazerem sentido, elas não têm necessidade uma da outra. Assim, classificam-se como orações coordenadas, e a conjunção que as
relaciona, como coordenativa.
– Conjunções subordinativas: analise este segundo caso:
Não passei na prova, apesar de ter estudado muito.”
Neste caso, temos uma locução conjuntiva (duas palavras desempenham a função de conjunção). Além disso, notamos que o sentido
da segunda sentença é totalmente dependente da informação que é dada na primeira. Assim, a primeira oração recebe o nome de oração
principal, enquanto a segunda, de oração subordinada. Logo, a conjunção que as relaciona é subordinativa.
Classificação das conjunções
Além da classificação que se baseia no grau de dependência entre os termos conectados (coordenação e subordinação), as conjunções
possuem subdivisões.
– Conjunções coordenativas: essas conjunções se reclassificam em razão do sentido que possuem cinco subclassificações, em função
o sentido que estabelecem entre os elementos que ligam. São cinco:
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Conjunções subordinativas: com base no sentido construído entre as duas orações relacionadas, a conjunção subordinativa pode ser
de dois subtipos:
1 – Conjunções integrantes: introduzem a oração que cumpre a função de sujeito, objeto direto, objeto indireto, predicativo,
complemento nominal ou aposto de outra oração. Essas conjunções são que e se. Exemplos:
“É obrigatório que o senhor compareça na data agendada.”
“Gostaria de saber se o resultado sairá ainda hoje.”
2 – Conjunções adverbiais: introduzem sintagmas adverbiais (orações que indicam uma circunstância adverbial relacionada à oração
principal) e se subdividem conforme a tabela abaixo:
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É a classe de palavra variável que exprime um número determinado ou a colocação de alguma coisa dentro de uma sequência.
Os numerais podem ser: cardinais (um, dois, três...), ordinais (primeiro, segundo, terceiro...), fracionários (meio, terço, quarto...) e
multiplicativos (dobro, triplo, quádruplo...). Antes de nos profundarmos em cada caso, vejamos o emprego dos numerais e suas três
principais finalidades:
1 – indicar leis e decretos: nesses casos, emprega-se o numeral ordinal somente até o número nono; após, devem ser utilizados os
numerais cardinais. Exemplos: Parágrafo 9° (parágrafo nono); Parágrafo 10° (Parágrafo 10).
2 – indicar os dias do mês: nessas situações, empregam-se os numerais cardinais, sendo que a única exceção é a indicação do primeiro
dia do mês, para a qual deve-se utilizar o numeral ordinal. Exemplos: dezesseis de outubro; primeiro de agosto.
3 – indicar capítulos, séculos, reis e papas: após o substantivo emprega-se o numeral ordinal até o décimo; após o décimo utiliza-se o
numeral cardinal. Exemplos: capítulo X (décimo); século IV (quarto); Henrique VIII (oitavo), Bento XVI (dezesseis).
Os tipos de numerais
– Cardinais: são os números em sua forma fundamental e exprimem quantidades.
Exemplos: um dois, dezesseis, trinta, duzentos, mil.
– alguns deles flexionam em gênero (um/uma, dois/duas, quinhentos/quinhentas).
– alguns números cardinais variam em número, como é o caso: milhão/milhões, bilhão/bilhões, trilhão/trilhões, e assim por diante.
– a palavra ambos(as) é considerada um numeral cardinal, pois significa os dois/as duas. Exemplo: Antônio e Pedro fizeram o teste,
mas os dois/ambos foram reprovados.
– Ordinais: indicam ordem de uma sequência (primeiro, segundo, décimo, centésimo, milésimo…), isto é, apresentam a ordem de
sucessão e uma série, seja ela de seres, de coisas ou de objetos.
– os numerais ordinais variam em gênero (masculino e feminino) e número (singular e plural). Exemplos: primeiro/primeira, primeiros/
primeiras, décimo/décimos, décima/décimas, trigésimo/trigésimos, trigésima/trigésimas.
– alguns numerais ordinais possuem o valor de adjetivo. Exemplo: A carne de segunda está na promoção.
– Fracionários: servem para indicar a proporções numéricas reduzidas, ou seja, para representar uma parte de um todo. Exemplos:
meio ou metade (½), um quarto (um quarto (¼), três quartos (¾), 1/12 avos.
– os números fracionários flexionam-se em gênero (masculino e feminino) e número (singular e plural). Exemplos: meio copo de leite,
meia colher de açúcar; dois quartos do salário-mínimo.
– Multiplicativos: esses numerais estabelecem relação entre um grupo, seja de coisas ou objetos ou coisas, ao atribuir-lhes uma carac-
LÍNGUA PORTUGUESA
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terística que determina o aumento por meio dos múltiplos. Exemplos: dobro, triplo, undécuplo, doze vezes, cêntuplo.
– em geral, os multiplicativos são invariáveis, exceto quando atuam como adjetivo, pois, nesse caso, passam a flexionar número e
gênero (masculino e feminino). Exemplos: dose dupla de elogios, duplos sentidos.
– Coletivos: correspondem aos substantivos que exprimem quantidades precisas, como dezena (10 unidades) ou dúzia (12 unidades).
– os numerais coletivos sofrem a flexão de número: unidade/unidades, dúzia/dúzias, dezena/dezenas, centena/centenas.
— Preposição
Essa classe de palavras tem o objetivo de marcar as relações gramaticais que outras classes (substantivos, adjetivos, verbos e advérbios)
exercem no discurso. Por apenas marcarem algumas relações entre as unidades linguísticas dentro do enunciado, as preposições não
possuem significado próprio se isoladas no discurso. Em razão disso, as preposições são consideradas classe gramatical dependente, ou
seja, sua função gramatical (organização e estruturação) é principal, embora o desempenho semântico, que gera significado e sentido,
esteja presente, apenas possui um menor valor.
Classificação das preposições
Preposições essenciais: só aparecem na língua propriamente como preposições, sem outra função. São elas:
– Exemplo 1) ”Luís gosta de viajar.” e “Prefiro doce de coco.” Em ambas as sentenças, a preposição de manteve-se sempre sendo
preposição, apesar de ter estabelecido relação entre unidades linguísticas diferentes, garantindo-lhes classificações distintas conforme o
contexto.
– Exemplo 2) “Estive com ele até o reboque chegar.” e “Finalizei o quadro com textura.” Perceba que nas duas fases, a mesma
preposição tem significados distintos: na primeira, indica recurso/instrumento; na segunda, exprime companhia. Por isso, afirma-se que a
preposição tem valor semântico, mesmo que secundário ao valor estrutural (gramática).
Classificação das preposições
– Preposições acidentais: são aquelas que, originalmente, não apresentam função de preposição, porém, a depender do contexto,
podem assumir essa atribuição. São elas:
Exemplo: ”Segundo o delegado, os depoimentos do suspeito apresentaram contradições.” A palavra “segundo”, que, normalmente
seria um numeral (primeiro, segundo, terceiro), ao ser inserida nesse contexto, passou a ser uma preposição acidental, por tem o sentido
de “de acordo com”, “em conformidade com”.
Locuções prepositivas
Recebe esse nome o conjunto de palavras com valor e emprego de uma preposição. As principais locuções prepositivas são constituídas
por advérbio ou locução adverbial acrescido da preposição de, a ou com. Confira algumas das principais locuções prepositivas.
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— Interjeição
É a palavra invariável ou sintagma que compõem frases que
manifestam por parte do emissor do enunciado uma surpresa, uma
hesitação, um susto, uma emoção, um apelo, uma ordem, etc.,
por parte do emissor do enunciado. São as chamadas unidades
autônomas, que usufruem de independência em relação aos demais
elementos do enunciado. As interjeições podem ser empregadas
também para chamar exigir algo ou para chamar a atenção do
interlocutor e são unidades cuja forma pode sofrer variações como:
– Locuções interjetivas: são formadas por grupos e palavras
que, associadas, assumem o valor de interjeição. Exemplos: “Ai de
mim!”, “Minha nossa!” Cruz credo!”.
– Palavras da língua: “Eita!” “Nossa!”
– Sons vocálicos: “Hum?!”, “Ué!”, “Ih…!”
Os tipos de interjeição
De acordo com as reações que expressam, as interjeições
podem ser de:
SINTAXE DA ORAÇÃO E DO PERÍODO. PONTUAÇÃO. RE-
CURSOS E VARIAÇÕES LINGUÍSTICAS. PRONOMES E RE-
GRAS PRONOMINAIS. ORAÇÕES COORDENADAS E SUBOR-
DINADAS
Definição: sintaxe é a área da Gramática que se dedica ao
estudo da ordenação das palavras em uma frase, das frases em um
discurso e também da coerência (relação lógica) que estabelecem
entre si. Sempre que uma frase é construída, é fundamental que
ela contenha algum sentido para que possa ser compreendida pelo
receptor. Por fazer a mediação da combinação entre palavras e
orações, a sintaxe é essencial para que essa compreensão se efetive.
Para que se possa compreender a análise sintática, é importante
retomarmos alguns conceitos, como o de frase, oração e período.
Vejamos:
Frase
Trata-se de um enunciado que carrega um sentido completo
que possui sentido integral, podendo ser constituída por somente
uma ou várias palavras podendo conter verbo (frase verbal) ou
não (frase nominal). Uma frase pode exprimir ideias, sentimentos,
apelos ou ordens. Exemplos: “Saia!”, “O presidente vai fazer seu
discurso.”, “Atenção!”, “Que horror!”.
A ordem das palavras: associada à pontuação apropriada,
a disposição das palavras na frase também é fundamental para a
compreensão da informação escrita, e deve seguir os padrões da
Língua Portuguesa. Observe que a frase “A professora já vai falar.”
Pode ser modificada para, por exemplo, “Já vai falar a professora.” ,
sem que haja prejuízo de sentido. No entanto, a construção “Falar a
já professora vai.” , apesar da combinação das palavras, não poderáser compreendida pelo interlocutor.
Oração
É uma unidade sintática que se estrutura em redor de um
verbo ou de uma locução verbal. Uma frase pode ser uma oração,
desde que tenha um verbo e um predicado; quanto ao sujeito, nem
sempre consta em uma oração, assim como o sentido completo. O
importante é que seja compreensível pelo receptor da mensagem.
Analise, abaixo, uma frase que é oração com uma que não é.
1 – Silêncio!”: É uma frase, mas não uma oração, pois não
contém verbo.
2 – “Eu quero silêncio.”: A presença do verbo classifica a frase
como oração.
Unidade sintática (ou termo sintático): a sintaxe de uma
oração é formada por cada um dos termos, que, por sua vez,
estabelecem relação entre si para dar atribuir sentido à frase. No
exemplo supracitado, a palavra “quero” deve unir-se às palavras
“Eu” e “silêncio” para que o receptor compreenda a mensagem.
Dessa forma, cada palavra desta oração recebe o nome de termo
ou unidade sintática, desempenhando, cada qual, uma função
sintática diferente.
Classificação das orações: as orações podem ser simples ou
compostas. As orações simples apresentam apenas uma frase; as
compostas apresentam duas ou mais frases na mesma oração.
Analise os exemplos abaixo e perceba que a oração composta tem
duas frases, e cada uma tem seu próprio sentido.
– Oração simples: “Eu quero silêncio.”
– Oração composta: “Eu quero silêncio para poder ouvir o
noticiário”.
Período
É a construção composta por uma ou mais orações, sempre com
sentido completo. Assim como as orações, o período também pode
ser simples ou composto, que se diferenciam em razão do número
de orações que apresenta: o período simples contém apenas uma
oração, e o composto mais de uma. Lembrando que a oração é uma
frase que contém um verbo. Assim, para não ter dúvidas quanto à
classificação, basta contar quantos verbos existentes na frase.
– Período simples: “Resolvo esse problema até amanhã.” -
apresenta apenas um verbo.
– Período composto: Resolvo esse problema até amanhã ou
ficarei preocupada.” - contém dois verbos.
LÍNGUA PORTUGUESA
3232
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— Análise Sintática
É o nome que se dá ao processo que serve para esmiuçar a
estrutura de um período e das orações que compõem um período.
Termos da oração: é o nome dado às palavras que atribuem
sentido a uma frase verbal. A reunião desses elementos forma o
que chamamos de estrutura de um período. Os termos essenciais
se subdividem em: essenciais, integrantes e acessórios. Acompanhe
a seguir as especificidades de cada tipo.
1 – Termos Essenciais (ou fundamentais) da oração
Sujeito e Predicado: enquanto um é o ser sobre quem/o qual
se declara algo, o outro é o que se declara sobre o sujeito e, por
isso, sempre apresenta um verbo ou uma locução verbal, como nos
respectivos exemplos a seguir:
Exemplo: em “Fred fez um lindo discurso.”, o sujeito é “Fred”,
que “fez um lindo discurso” (é o restante da oração, a declaração
sobre o sujeito).
Nem sempre o sujeito está no início da oração (sujeito direto),
podendo apresentar-se também no meio da fase ou mesmo após
o predicado (sujeito inverso). Veja um exemplo para cada um dos
respectivos casos:
“Fred fez um lindo discurso.”
“Um lindo discurso Fred fez.”
“Fez um lindo discurso, Fred.”
– Sujeito determinado: é aquele identificável facilmente pela
concordância verbal.
– Sujeito determinado simples: possui apenas um núcleo
ligado ao verbo. Ex.: “Júlia passou no teste”.
– Sujeito determinado composto: possui dois ou mais núcleos.
Ex.: “Júlia e Felipe passaram no teste.”
– Sujeito determinado implícito: não aparece facilmente na
oração, mas a frase é dotada de entendimento. Ex.: “Passamos no
teste.” Aqui, o termo “nós” não está explícito na oração, mas a
concordância do verbo o destaca de forma indireta.
– Sujeito indeterminado: é o que não está visível na oração
e, diferente do caso anterior, não há concordância verbal para
determiná-lo.
Esse sujeito pode aparecer com:
– Verbo na 3a pessoa do plural. Ex.: “Reformaram a casa velha”.
– Verbo na 3a pessoa do singular + pronome “se”: “Contrata-se
padeiro.”».
– Verbo no infinitivo impessoal: “Vai ser mais fácil se você
estiver lá.”
– Orações sem sujeito: são compostas somente por predicado,
e sua mensagem está centralizada no verbo, que é impessoal.
Essas orações podem ter verbos que constituam fenômenos da
natureza, ou os verbos ser, estar, haver e fazer quando indicativos
de fenômeno meteorológico ou tempo. Observe os exemplos:
“Choveu muito ontem”.
“Era uma hora e quinze”.
– Predicados Verbais: resultam da relação entre sujeito e
verbo, ou entre verbo e complementos. Os verbos, por sua vez,
também recebem sua classificação, conforme abaixo:
– Verbo transitivo: é o verbo que transita, isto é, que vai adiante
para passar a informação adequada. Em outras palavras, é o verbo
que exige complemento para ser entendido. Para produzir essa
compreensão, esse trânsito do verbo, o complemento pode ser
direto ou indireto. No primeiro caso, a ligação direta entre verbo e
complemento. Ex.: “Quero comprar roupas.”. No segundo, verbo e
complemento são unidos por preposição. Ex.: “Preciso de dinheiro.”
– Verbo intransitivo: não requer complemento, é provido de
sentido completo. São exemplos: morrer, acordar, nascer, nadar,
cair, mergulhar, correr.
– Verbo de ligação: servem para expressar características de
estado ao sujeito, sendo eles: estado permanente (“Pedro é alto.”),
estado de transição (“Pedro está acamado.”), estado de mutação
(“Pedro esteve enfermo.”), estado de continuidade (“Pedro continua
esbelto.”) e estado aparente (“Pedro parece nervoso.”).
– Predicados nominais: são aqueles que têm um nome
(substantivo ou adjetivo) como cujo núcleo significativo da oração.
Ademais, ele se caracteriza pela indicação de estado ou qualidade,
e é composto por um verbo de ligação mais o predicativo do sujeito.
– Predicativo do sujeito: é um termo que atribui características
ao sujeito por meio de um verbo. Exemplo: em “Marta é
inteligente.”, o adjetivo é o predicativo do sujeito “Marta”, ou seja,
é sua característica de estado ou qualidade. Isso é comprovado pelo
“ser” (é), que é o verbo de ligação entre Marta e sua característica
atual. Esse elemento não precisa ser, obrigatoriamente, um adjetivo,
mas pode ser uma locução adjetiva, ou mesmo um substantivo ou
palavra substantivada.
– Predicado Verbo-Nominal: esse tipo deve apresentar sempre
um predicativo do sujeito associado a uma ação do sujeito acrescida
de uma qualidade sua. Exemplo: “As meninas saíram mais cedo da
aula. Por isso, estavam contentes.
O sujeito “As meninas” possui como predicado o verbo “sair”
e também o adjetivo “contentes”. Logo, “estavam contentes” é o
predicativo do sujeito e o verbo de ligação é “estar”.
2 – Termos integrantes da oração
Basicamente, são os termos que completam os verbos de uma
oração, atribuindo sentindo a ela. Eles podem ser complementos
verbais, complementos nominais ou mesmo agentes da passiva.
– Complementos Verbais: como sugere o nome, esses termos
completam o sentido de verbos, e se classificam da seguinte forma:
– Objeto direto: completa verbos transitivos diretos, não
exigindo preposição.
– Objeto indireto: complementam verbos transitivos indiretos,
isto é, aqueles que dependem de preposição para que seu sentido
seja compreendido.
Quanto ao objeto direto, podemos ter:
– Um pronome substantivo: “A equipe que corrigiu as provas.”
– Um pronome oblíquo direto: “Questionei-a sobre o
acontecido.”
– Um substantivo ou expressão substantivada: “Ele consertou
os aparelhos.»
– Complementos Nominais: esses termos completam o sentido
de uma palavra, mas não são verbos; são nomes (substantivos,
adjetivos ou advérbios), sempre seguidos por preposição. Observe
os exemplos:
LÍNGUA PORTUGUESA
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– “Maria estava satisfeita com seus resultados.”– observe que
“satisfeita” é adjetivo, e “com seus resultados” é complemento
nominal.
– “O entregador atravessou rapidamente pela viela. –
“rapidamente” é advérbio de modo.
– “Eu tenho medo do cachorro.” – Nesse caso, “medo” é um
substantivo.
– Agentes da Passiva: são os termos de uma oração que praticam
a ação expressa pelo verbo, quando este está na voz passiva. Assim,
estão normalmente acompanhados pelas preposições de e por.
Observe os exemplos do item anterior modificados para a voz
passiva:
– “Os resultados foram motivo de satisfação de Maria.”
– “O cachorro foi alvo do meu medo.”
– “A viela foi atravessada rapidamente pelo entregador.”
3 – Termos acessórios da oração
Diversamente dos termos essenciais e integrantes, os termos
acessórios não são fundamentais o sentido da oração, mas servem
para complementar a informação, exprimindo circunstância,
determinando o substantivo ou caracterizando o sujeito. Confira
abaixo quais são eles:
– Adjunto adverbial: são os termos que modificam o sentido
do verbo, do adjetivo ou do advérbio. Analise os exemplos:
“Dormimos muito.”
O termo acessório “muito” classifica o verbo “dormir”.
“Ele ficou pouco animado com a notícia.”
O termo acessório “pouco” classifica o adjetivo “animado”
“Maria escreve bastante bem.”
O termo acessório “bastante” modifica o advérbio “bem”.
Os adjuntos adverbiais podem ser:
– Advérbios: pouco, bastante, muito, ali, rapidamente longe, etc.
– Locuções adverbiais: o tempo todo, às vezes, à beira-mar, etc.
– Orações: «Quando a mercadoria chegar, avise.” (advérbio de
tempo).
– Adjunto adnominal: é o termo que especifica o substantivo,
com função de adjetivo. Em razão disso, pode ser representado
por adjetivos, locuções adjetivas, artigos, numerais adjetivos ou
pronomes adjetivos. Analise o exemplo:
“O jovem apaixonado presenteou um lindo buquê à sua colega
de escola.”
– Sujeito: “jovem apaixonado”
– Núcleo do predicado verbal: “presenteou”
– Objeto direto do verbo entregar: “um lindo buquê”
– Objeto indireto: “à amiga de classe” – Adjuntos adnominais:
no sujeito, temos o artigo “o” e “apaixonado”, pois caracterizam
o “jovem”, núcleo do sujeito; o numeral “um” e o adjetivo “lindo”
fazem referência a “buquê” (substantivo); o artigo “à” (contração
da preposição + artigo feminino) e a locução “de trabalho” são os
adjuntos adnominais de “colega”.
– Aposto: é o termo que se relaciona com o sujeito para
caracterizá-lo, contribuindo para a complementação uma
informação já completa. Observe os exemplos:
“Michael Jackson, o rei do pop, faleceu há uma década.”
“Brasília, capital do Brasil, foi construída na década de 1950.”
– Vocativo: esse termo não apresenta relação sintática nem
com sujeito nem com predicado, tendo sua função no chamamento
ou na interpelação de um ouvinte, e se relaciona com a 2a pessoa
do discurso. Os vocativos são o receptor da mensagem, ou seja, a
quem ela é dirigida. Podem ser acompanhados de interjeições de
apelo. Observe:
“Ei, moça! Seu documento está pronto!”
“Senhor, tenha misericórdia de nós!”
“Vista o casaco, filha!”
— Estudo da relação entre as orações
Os períodos compostos são formados por várias orações.
As orações estabelecem entre si relações de coordenação ou de
subordinação.
– Período composto por coordenação: é formado por
orações independentes. Apesar de estarem unidas por conjunções
ou vírgulas, as orações coordenadas podem ser entendidas
individualmente porque apresentam sentidos completos.
Acompanhe a seguir a classificação das orações coordenadas:
– Oração coordenada aditiva: “Assei os salgados e preparei os
doces.”
– Oração coordenada adversativa: “Assei os salgados, mas não
preparei os doces.”
– Oração coordenada alternativa: “Ou asso os salgados ou
preparo os doces.”
– Oração coordenada conclusiva: “Marta estudou bastante,
logo, passou no exame.”
– Oração coordenada explicativa: “Marta passou no exame
porque estudou bastante.”
– Período composto por subordinação: são constituídos por
orações dependentes uma da outra. Como as orações subordinadas
apresentam sentidos incompletos, não podem ser entendidas
de forma separada. As orações subordinadas são divididas em
substantivas, adverbiais e adjetivas. Veja os exemplos:
– Oração subordinada substantiva subjetiva: “Ficou provado
que o suspeito era realmente o culpado.”
– Oração subordinada substantiva objetiva direta: “Eu não
queria que isso acontecesse.”
– Oração subordinada substantiva objetiva indireta: “É
obrigatório de que todos os estudantes sejam assíduos.”
– Oração subordinada substantiva completiva nominal: “Tenho
expectativa de que os planos serão melhores em breve!”
– Oração subordinada substantiva predicativa: “O que importa
é que meus pais são saudáveis.”
– Oração subordinada substantiva apositiva: “Apenas saiba
disto: que tudo esteja organizado quando eu voltar!”
– Oração subordinada adverbial causal: “Não posso me
demorar porque tenho hora marcada na psicóloga.”
– Oração subordinada adverbial consecutiva: “Ficamos tão
felizes que pulamos de alegria.”
– Oração subordinada adverbial final: “Eles ficaram vigiando
para que nós chegássemos a casa em segurança.”
– Oração subordinada adverbial temporal: “Assim que eu
cheguei, eles iniciaram o trabalho.”
LÍNGUA PORTUGUESA
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– Oração subordinada adverbial condicional: “Se você vier logo, espero por você.»
– Oração subordinada adverbial concessiva: “Ainda que estivesse cansado, concluiu a maratona.”
– Oração subordinada adverbial comparativa: “Marta sentia como se ainda vivesse no interior.”
– Oração subordinada adverbial conformativa: “Conforme combinamos anteriormente, entregarei o produto até amanhã.”
– Oração subordinada adverbial proporcional: “Quanto mais me exercito, mais tenho disposição.”
– Oração subordinada adjetiva explicativa: “Meu filho, que passou no concurso, mudou-se para o interior.”
– Oração subordinada adjetiva restritiva: “A aluna que esteve enferma conseguiu ser aprovada nas provas.”
REGRAS DE FORMAÇÃO DE PALAVRAS
As palavras são formadas por estruturas menores, com significados próprios. Para isso, há vários processos que contribuem para a
formação das palavras.
Estrutura das palavras
As palavras podem ser subdivididas em estruturas significativas menores - os morfemas, também chamados de elementos mórficos:
– radical e raiz;
– vogal temática;
– tema;
– desinências;
– afixos;
– vogais e consoantes de ligação.
Radical: Elemento que contém a base de significação do vocábulo.
Exemplos
VENDer, PARTir, ALUNo, MAR.
Desinências: Elementos que indicam as flexões dos vocábulos.
Dividem-se em:
Nominais
Indicam flexões de gênero e número nos substantivos.
Exemplos
pequenO, pequenA, alunO, aluna.
pequenoS, pequenaS, alunoS, alunas.
Verbais
Indicam flexões de modo, tempo, pessoa e número nos verbos
Exemplos
vendêSSEmos, entregáRAmos. (modo e tempo)
vendesteS, entregásseIS. (pessoa e número)
Indica, nos verbos, a conjugação a que pertencem.
Exemplos
1ª conjugação: – A – cantAr
2ª conjugação: – E – fazEr
3ª conjugação: – I – sumIr
Observação
Nos substantivos ocorre vogal temática quando ela não indica oposição masculino/feminino.
Exemplos
livrO, dentE, paletó.
Tema: União do radical e a vogal temática.
Exemplos
CANTAr, CORREr, CONSUMIr.
LÍNGUA PORTUGUESA
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Vogal e consoante de ligação: São os elementos que se interpõem aos vocábulos por necessidade de eufonia.
Exemplos
chaLeira, cafeZal.
Visão geral: a formação de palavras que integram o léxico da língua baseia-se em dois principais processos morfológicos (combinação
de morfemas): a derivação e a composição.
Derivação: é a formação de uma nova palavra (palavra derivada) com base em uma outra que já existe na língua (palavra primitiva ou
radical).
1 – Prefixal por prefixação: um prefixo ou mais são adicionados à palavra primitiva.
PREFIXO PALAVRA PRIMITIVA PALAVRADERIVADA
inf fiel infiel
sobre carga sobrecarga
2 – Sufixal ou por sufixação: é a adição de sufixo à palavra primitiva.
PALAVRA
PRIMITIVA SUFIXO PALAVRA DERIVADA
gol leiro goleiro
feliz mente felizmente
3 – Prefixal e sufixal: nesse tipo, a presença do prefixo ou do sufixo à palavra primitiva já é o suficiente para formação de uma nova
palavra.
PREFIXO PALAVRA PRIMITIVA SUFIXO PALAVRA DERIVADA
inf feliz – Infeliz
– feliz mente Felizmente
des igual – desigual
– igual dade igualdade
4 – Parassintética: também consiste na adição de prefixo e sufixo à palavra primitiva, porém, diferentemente do tipo anterior, para
existência da nova palavra, ambos os acréscimos são obrigatórios. Esse processo parte de substantivos e adjetivos para originar um verbo.
PREFIXO PALAVRA PRIMITIVA SUFIXO PALAVRA DERIVADA
em pobre cer empobrecer
em trist ecer estristecer
5 – Regressiva: é a remoção da parte final de uma palavra primitiva para, dessa forma, obter uma palavra derivada. Esse origina
substantivos a partir de formas verbais que expressam uma ação. Essas novas palavras recebem o nome de deverbais. Tal composição
ocorre a partir da substituição da terminação verbal formada pela vogal temática + desinência de infinitivo (“–ar” ou “–er”) por uma das
vogais temáticas nominais (-a, -e,-o).”
VERBO RADICAL DESINÊNCIA VOGAL TEMÁTICA SUBSTANTIVO
debater debat er e debate
sustentar sustent ar o sustento
vender vend er a venda
6 – Imprópria (ou conversão): é o processo que resulta na mudança da classe gramatical de uma palavra primitiva, mas não modifica
sua forma. Exemplo: a palavra jantar pode ser um verbo na frase “Convidaram-me para jantar”, mas também pode ser um substantivo na
frase “O jantar estava maravilhoso”.
LÍNGUA PORTUGUESA
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Composição: é o processo de formação de palavra a partir da
junção de dois ou mais radicais. A composição pode se realizar por
justaposição ou por aglutinação.
– Justaposição: na junção, não há modificação dos radicais.
Exemplo: passa + tempo - passatempo; gira + sol = girassol.
– Aglutinação: existe alteração dos radicais na sua junção.
Exemplo: em + boa + hora = embora; desta + arte = destarte.
CONCORDÂNCIA
Visão Geral: sumariamente, as concordâncias verbal e nominal
estudam a sintonia entre os componentes de uma oração.
– Concordância verbal: refere-se ao verbo relacionado ao
sujeito, sendo que o primeiro deve, obrigatoriamente, concordar
em número (flexão em singular e plural) e pessoa (flexão em 1a,
2a, ou 3a pessoa) com o segundo. Isto é, ocorre quando o verbo é
flexionado para concordar com o sujeito.
– Concordância nominal: corresponde à harmonia em gênero
(flexão em masculino e feminino) e número entre os vários nomes
da oração, ocorrendo com maior frequência sobre os substantivos
e o adjetivo. Em outras palavras, refere-se ao substantivo e suas
formas relacionadas: adjetivo, numeral, pronome, artigo. Tal
concordância ocorre em gênero e pessoa
Casos específicos de concordância verbal
Concordância verbal com o infinitivo pessoal: existem três
situações em que o verbo no infinitivo é flexionado:
I – Quando houver um sujeito definido;
II – Sempre que se quiser determinar o sujeito;
III – Sempre que os sujeitos da primeira e segunda oração
forem distintos.
Observe os exemplos:
“Eu pedir para eles fazerem a solicitação.”
“Isto é para nós solicitarmos.”
Concordância verbal com o infinitivo impessoal: não há flexão
verbal quando o sujeito não for definido, ou sempre que o sujeito
da segunda oração for igual ao da primeira oração, ou mesmo
em locuções verbais, com verbos preposicionados e com verbos
imperativos.
Exemplos:
“Os membros conseguiram fazer a solicitação.”
“Foram proibidos de realizar o atendimento.”
Concordância verbal com verbos impessoais: nesses casos,
verbo ficará sempre em concordância com a 3a pessoa do singular,
tendo em vista que não existe um sujeito.
Observe os casos a seguir:
– Verbos que indicam fenômenos da natureza, como anoitecer,
nevar, amanhecer.
Exemplo: “Não chove muito nessa região” ou “Já entardeceu.»
– O verbo haver com sentido de existir. Exemplo: “Havia duas
professoras vigiando as crianças.”
– O verbo fazer indicando tempo decorrido. Exemplo: “Faz
duas horas que estamos esperando.”
Concordância verbal com o verbo ser: diante dos pronomes
tudo, nada, o, isto, isso e aquilo como sujeito, há concordância
verbal com o predicativo do sujeito, podendo o verbo permanecer
no singular ou no plural:
– “Tudo que eu desejo é/são férias à beira-mar.”
– “Isto é um exemplo do que o ocorreria.” e “Isto são exemplos
do que ocorreria.”
Concordância verbal com pronome relativo quem: o verbo,
ou faz concordância com o termo precedente ao pronome, ou
permanece na 3a pessoa do singular:
– “Fui eu quem solicitou.» e “Fomos nós quem solicitou.»
Concordância verbal com pronome relativo que: o verbo
concorda com o termo que antecede o pronome:
– “Foi ele que fez.» e “Fui eu que fiz.»
– “Foram eles que fizeram.” e “Fomos nós que fizemos.»
Concordância verbal com a partícula de indeterminação do
sujeito se: nesse caso, o verbo cria concordância com a 3a pessoa do
singular sempre que a oração for constituída por verbos intransitivos
ou por verbos transitivos indiretos:
– «Precisa-se de cozinheiro.” e «Precisa-se de cozinheiros.”
Concordância com o elemento apassivador se: aqui, verbo
concorda com o objeto direto, que desempenha a função de sujeito
paciente, podendo aparecer no singular ou no plural:
– Aluga-se galpão.” e “Alugam-se galpões.”
Concordância verbal com as expressões a metade, a maioria,
a maior parte: preferencialmente, o verbo fará concordância com
a 3° pessoa do singular. Porém, a 3a pessoa do plural também pode
ser empregada:
– “A maioria dos alunos entrou” e “A maioria dos alunos
entraram.”
– “Grande parte das pessoas entendeu.” e “Grande parte das
pessoas entenderam.”
Concordância nominal muitos substantivos: o adjetivo deve
concordar em gênero e número com o substantivo mais próximo,
mas também concordar com a forma no masculino plural:
– “Casa e galpão alugado.” e “Galpão e casa alugada.”
– “Casa e galpão alugados.” e “Galpão e casa alugados.”
Concordância nominal com pronomes pessoais: o adjetivo
concorda em gênero e número com os pronomes pessoais:
– “Ele é prestativo.” e “Ela é prestativa.”
– “Eles são prestativos.” e “Elas são prestativas.”
Concordância nominal com adjetivos: sempre que existir dois
ou mais adjetivos no singular, o substantivo permanece no singular,
se houver um artigo entre os adjetivos. Se o artigo não aparecer, o
substantivo deve estar no plural:
– “A blusa estampada e a colorida.” e “O casaco felpudo e o
xadrez.”
– “As blusas estampada e colorida.” e “Os casacos felpudo e
xadrez.”
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Concordância nominal com é proibido e é permitido: nessas expressões, o adjetivo flexiona em gênero e número, sempre que
houver um artigo determinando o substantivo. Caso não exista esse artigo, o adjetivo deve permanecer invariável, no masculino singular:
– “É proibida a circulação de pessoas não identificadas.” e “É proibido circulação de pessoas não identificadas.”
– “É permitida a entrada de crianças.” e “É permitido entrada de crianças acompanhadas.”
Concordância nominal com menos: a palavra menos permanece é invariável independente da sua atuação, seja ela advérbio ou
adjetivo:
– “Menos pessoas / menos pessoas”.
– “Menos problema /menos problemas.”
Concordância nominal com muito, pouco, bastante, longe, barato, meio e caro: esses termos instauram concordância em gênero e
número com o substantivo quando exercem função de adjetivo:
– “Tomei bastante suco.” e “Comprei bastantes frutas.”
– “A jarra estava meia cheia.” e “O sapato está meio gasto”.
– “Fizemos muito barulho.” e “Compramos muitos presentes.”
REGÊNCIA NOMINAL E VERBAL
Visão geral: na Gramática, regênciaé o nome dado à relação de subordinação entre dois termos. Quando, em um enunciado ou
oração, existe influência de um tempo sobre o outro, identificamos o que se denomina termo determinante, essa relação entre esses
termos denominamos regência.
— Regência Nominal
É a relação entre um nome o seu complemento por meio de uma preposição. Esse nome pode ser um substantivo, um adjetivo ou um
advérbio e será o termo determinante.
O complemento preenche o significado do nome, cujo sentido estaria impreciso ou ambíguo se não fosse pelo complemento.
Observe os exemplos:
“A nova entrada é acessível a cadeirantes.”
“Eu tenho o sonho de viajar para o nordeste.”
“Ele é perito em investigações como esta.”
Na primeira frase, adjetivo “acessível” exige a preposição a, do contrário, seu sentido ficaria incompleto. O mesmo ocorre com os
substantivos “sonho“ e “perito”, nas segunda e terceira frases, em que os nomes exigem as preposições de e em para completude de seus
sentidos. Veja nas tabelas abaixo quais são os nomes que regem. Veja nas tabelas abaixo quais são os nomes que regem uma preposição
para que seu sentido seja completo.
REGÊNCIA COM A PREPOSIÇÃO A
acessível a cego a fiel a nocivo a
agradável a cheiro a grato a oposto a
alheio a comum a horror a perpendicular a
análogo a contrário a idêntico a posterior a
anterior a desatento a inacessível a prestes a
apto a equivalente a indiferente a surdo a
atento a estranho a inerente a visível a
avesso a favorável a necessário a
REGÊNCIA COM A PREPOSIÇÃO POR
admiração por devoção por responsável por
ansioso por respeito por
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REGÊNCIA COM A PREPOSIÇÃO DE
amante de cobiçoso de digno de inimigo de natural de sedento
de
amigo de contemporâneo de dotado de livre de obrigação de seguro de
ávido de desejoso de fácil de longe de orgulhoso de sonho de
capaz de diferente de impossível de louco de passível de
cheio de difícil de incapaz de maior de possível de
REGÊNCIA COM A PREPOSIÇÃO EM
doutor em hábil em interesse em negligente em primeiro em
exato em incessante em lento em parco em versado em
firme em indeciso em morador em perito em
REGÊNCIA COM A PREPOSIÇÃO PARA
apto para essencial para mau para
bastante para impróprio para pronto para
bom para inútil para próprio para
REGÊNCIA COM A PREPOSIÇÃO COM
amoroso com compatível com descontente com intolerante com
aparentado com cruel com furioso com liberal com
caritativo com cuidadoso com impaciente com solícito com
— Regência Verbal
Os verbos são os termos regentes, enquanto os objetos (direto e indireto) e adjuntos adverbiais são os termos regidos. Um verbo
possui a mesma regência do nome do qual deriva.
Observe as duas frases:
I – “Eles irão ao evento.” O verbo ir requer a preposição a (quem vai, vai a algum lugar), e isso o classifica como verbo transitivo direto;
“ao evento” são os termos regidos pelo verbo, isto é, constituem seu complemento.
II – “Ela mora em região pantanosa.” O verbo morar exige a preposição em (quem mora mora em algum lugar), portanto, é verbo
transitivo indireto.
VERBO No sentido de / pela
transitividade
REGE
PREPOSIÇÃO? EXEMPLO
Assistir
ajudar, dar assistência NÃO “Por favor, assista o time.”
ver SIM “Você assistiu ao jogo?”
pertencer SIM “Assiste aos cidadãos o direito de protestar.”
Custar
valor, preço NÃO “Esse imóvel custa caro.”
desafio, dano, peso moral SIM “Dizer a verdade custou a ela.”
Proceder
fundamento / verbo
instransitivo NÃO “Isso não procede.”
origem SIM “Essa conclusão procede de muito vivência.”
Visar
finalidade, objetivo SIM “Visando à garantia dos direitos.”
avistar, enxergar NÃO “O vigia logo visou o suspeito.”
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Querer
desejo NÃO “Queremos sair cedo.”
estima SIM “Quero muito aos meus sogros.”
Aspirar
pretensão SIM “Aspiro a ascensão política.”
absorção ou respiração NÃO “Evite aspirar fumaça.”
Implicar
consequência / verbo
transitivo direto NÃO “A sua solicitação implicará alteração do meu trajeto.”
insistência, birra SIM “Ele implicou com o cachorro.”
Chamar
convocação NÃO “Chame todos!”
apelido Rege complemento, com
e sem preposição
“Chamo a Talita de Tatá.”
“Chamo Talita de Tatá.”
“Chamo a Talita Tatá.”
“Chamo Talita Tatá.”
Pagar
o que se paga NÃO “Paguei o aluguel.”
a quem se paga SIM “Pague ao credor.”
Chegar
quem chega, chega a algum
lugar / verbo transitivo
indireto
SIM “Quando chegar ao local, espere.”
Obedecer quem obedece a algo /
alguém / transitivo indireto SIM “Obedeçam às regras.”
Esquecer verbo transitivo direito NÃO “Esqueci as alianças.”
Informar verbo transitivo direito e
indireto, portanto...
... exige um
complemento sem e
outro com preposição
“Informe o ocorrido ao gerente.”
Ir quem vai vai a algum lugar /
verbo transitivo indireto SIM “Vamos ao teatro.”
Morar Quem mora em algum lugar
(verbo transitivo indireto) SIM “Eles moram no interior.”
(Preposição “em” + artigo “o”).
Namorar verbo transitivio direito NÃO “Júlio quer namorar Maria.”
Preferir verbo bi transitivo (direto e
indireto) SIM “Prefira assados a frituras.”
Simpatizar
quem simpatiza simpatiza
com algo/ alguém/ verbo
transitivo indireto
SIM “Simpatizei-me com todos.”
SIGNIFICAÇÃO DAS PALAVRAS
Visão Geral: o significado das palavras é objeto de estudo da semântica, a área da gramática que se dedica ao sentido das palavras e
também às relações de sentido estabelecidas entre elas.
Denotação e conotação
Denotação corresponde ao sentido literal e objetivo das palavras, enquanto a conotação diz respeito ao sentido figurado das palavras.
Exemplos:
“O gato é um animal doméstico.”
“Meu vizinho é um gato.”
No primeiro exemplo, a palavra gato foi usada no seu verdadeiro sentido, indicando uma espécie real de animal. Na segunda frase, a
palavra gato faz referência ao aspecto físico do vizinho, uma forma de dizer que ele é tão bonito quanto o bichano.
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Hiperonímia e hiponímia
Dizem respeito à hierarquia de significado. Um hiperônimo,
palavra superior com um sentido mais abrangente, engloba um
hipônimo, palavra inferior com sentido mais restrito.
Exemplos:
– Hiperônimo: mamífero: – hipônimos: cavalo, baleia.
– Hiperônimo: jogo – hipônimos: xadrez, baralho.
Polissemia e monossemia
A polissemia diz respeito ao potencial de uma palavra
apresentar uma multiplicidade de significados, de acordo com o
contexto em que ocorre. A monossemia indica que determinadas
palavras apresentam apenas um significado. Exemplos:
– “Língua”, é uma palavra polissêmica, pois pode por um idioma
ou um órgão do corpo, dependendo do contexto em que é inserida.
– A palavra “decalitro” significa medida de dez litros, e não
tem outro significado, por isso é uma palavra monossêmica.
Sinonímia e antonímia
A sinonímia diz respeito à capacidade das palavras serem
semelhantes em significado. Já antonímia se refere aos significados
opostos. Desse modo, por meio dessas duas relações, as palavras
expressam proximidade e contrariedade.
Exemplos de palavras sinônimas: morrer = falecer; rápido =
veloz.
Exemplos de palavras antônimas: morrer x nascer; pontual x
atrasado.
Homonímia e paronímia
A homonímia diz respeito à propriedade das palavras
apresentarem: semelhanças sonoras e gráficas, mas distinção de
sentido (palavras homônimas), semelhanças homófonas, mas
distinção gráfica e de sentido (palavras homófonas) semelhanças
gráficas, mas distinção sonora e de sentido (palavras homógrafas).
A paronímia se refere a palavras que são escritas e pronunciadas de
forma parecida, mas que apresentam significados diferentes. Veja
os exemplos:
– Palavras homônimas: caminho (itinerário) e caminho (verbo
caminhar); morro (monte) e morro (verbo morrer).
– Palavras homófonas: apressar (tornar mais rápido) e apreçar
(definir o preço); arrochar (apertar com força) e arroxar (tornar
roxo).
– Palavrashomógrafas: apoio (suporte) e apoio (verbo apoiar);
boto (golfinho) e boto (verbo botar); choro (pranto) e choro (verbo
chorar) .
– Palavras parônimas: apóstrofe (figura de linguagem) e
apóstrofo (sinal gráfico), comprimento (tamanho) e cumprimento
(saudação).
NORMAS PARA ELABORAÇÃO DE REDAÇÕES. ADEQUAÇÃO
DA LINGUAGEM AO TIPO DE DOCUMENTO. ADEQUAÇÃO
DO FORMATO DO TEXTO AO GÊNERO
O que é Redação Oficial1
Em uma frase, pode-se dizer que redação oficial é a maneira
pela qual o Poder Público redige atos normativos e comunicações.
Interessa-nos tratá-la do ponto de vista do Poder Executivo. A reda-
1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/manual/manual.htm
ção oficial deve caracterizar-se pela impessoalidade, uso do padrão
culto de linguagem, clareza, concisão, formalidade e uniformidade.
Fundamentalmente esses atributos decorrem da Constituição, que
dispõe, no artigo 37: “A administração pública direta, indireta ou
fundacional, de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do
Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de lega-
lidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência (...)”.
Sendo a publicidade e a impessoalidade princípios fundamentais de
toda administração pública, claro está que devem igualmente nor-
tear a elaboração dos atos e comunicações oficiais. Não se concebe
que um ato normativo de qualquer natureza seja redigido de forma
obscura, que dificulte ou impossibilite sua compreensão. A transpa-
rência do sentido dos atos normativos, bem como sua inteligibili-
dade, são requisitos do próprio Estado de Direito: é inaceitável que
um texto legal não seja entendido pelos cidadãos. A publicidade
implica, pois, necessariamente, clareza e concisão. Além de atender
à disposição constitucional, a forma dos atos normativos obedece
a certa tradição. Há normas para sua elaboração que remontam ao
período de nossa história imperial, como, por exemplo, a obrigato-
riedade – estabelecida por decreto imperial de 10 de dezembro de
1822 – de que se aponha, ao final desses atos, o número de anos
transcorridos desde a Independência. Essa prática foi mantida no
período republicano. Esses mesmos princípios (impessoalidade, cla-
reza, uniformidade, concisão e uso de linguagem formal) aplicam-se
às comunicações oficiais: elas devem sempre permitir uma única in-
terpretação e ser estritamente impessoais e uniformes, o que exige
o uso de certo nível de linguagem. Nesse quadro, fica claro também
que as comunicações oficiais são necessariamente uniformes, pois
há sempre um único comunicador (o Serviço Público) e o receptor
dessas comunicações ou é o próprio Serviço Público (no caso de
expedientes dirigidos por um órgão a outro) – ou o conjunto dos
cidadãos ou instituições tratados de forma homogênea (o público).
Outros procedimentos rotineiros na redação de comunicações
oficiais foram incorporados ao longo do tempo, como as formas de
tratamento e de cortesia, certos clichês de redação, a estrutura dos
expedientes, etc. Mencione-se, por exemplo, a fixação dos fechos
para comunicações oficiais, regulados pela Portaria no 1 do Ministro
de Estado da Justiça, de 8 de julho de 1937, que, após mais de meio
século de vigência, foi revogado pelo Decreto que aprovou a primei-
ra edição deste Manual. Acrescente-se, por fim, que a identificação
que se buscou fazer das características específicas da forma oficial
de redigir não deve ensejar o entendimento de que se proponha
a criação – ou se aceite a existência – de uma forma específica de
linguagem administrativa, o que coloquialmente e pejorativamente
se chama burocratês. Este é antes uma distorção do que deve ser a
redação oficial, e se caracteriza pelo abuso de expressões e clichês
do jargão burocrático e de formas arcaicas de construção de frases.
A redação oficial não é, portanto, necessariamente árida e infensa à
evolução da língua. É que sua finalidade básica – comunicar com im-
pessoalidade e máxima clareza – impõe certos parâmetros ao uso
que se faz da língua, de maneira diversa daquele da literatura, do
texto jornalístico, da correspondência particular, etc. Apresentadas
essas características fundamentais da redação oficial, passemos à
análise pormenorizada de cada uma delas.
A Impessoalidade
A finalidade da língua é comunicar, quer pela fala, quer pela
escrita. Para que haja comunicação, são necessários:
a) alguém que comunique,
b) algo a ser comunicado, e
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c) alguém que receba essa comunicação.
No caso da redação oficial, quem comunica é sempre o Serviço
Público (este ou aquele Ministério, Secretaria, Departamento, Di-
visão, Serviço, Seção); o que se comunica é sempre algum assunto
relativo às atribuições do órgão que comunica; o destinatário dessa
comunicação ou é o público, o conjunto dos cidadãos, ou outro ór-
gão público, do Executivo ou dos outros Poderes da União. Perce-
be-se, assim, que o tratamento impessoal que deve ser dado aos
assuntos que constam das comunicações oficiais decorre:
a) da ausência de impressões individuais de quem comunica:
embora se trate, por exemplo, de um expediente assinado por Che-
fe de determinada Seção, é sempre em nome do Serviço Público
que é feita a comunicação. Obtém-se, assim, uma desejável padro-
nização, que permite que comunicações elaboradas em diferentes
setores da Administração guardem entre si certa uniformidade;
b) da impessoalidade de quem recebe a comunicação, com
duas possibilidades: ela pode ser dirigida a um cidadão, sempre
concebido como público, ou a outro órgão público. Nos dois casos,
temos um destinatário concebido de forma homogênea e impes-
soal;
c) do caráter impessoal do próprio assunto tratado: se o uni-
verso temático das comunicações oficiais se restringe a questões
que dizem respeito ao interesse público, é natural que não cabe
qualquer tom particular ou pessoal. Desta forma, não há lugar na
redação oficial para impressões pessoais, como as que, por exem-
plo, constam de uma carta a um amigo, ou de um artigo assinado de
jornal, ou mesmo de um texto literário. A redação oficial deve ser
isenta da interferência da individualidade que a elabora. A concisão,
a clareza, a objetividade e a formalidade de que nos valemos para
elaborar os expedientes oficiais contribuem, ainda, para que seja
alcançada a necessária impessoalidade.
A Linguagem dos Atos e Comunicações Oficiais
A necessidade de empregar determinado nível de linguagem
nos atos e expedientes oficiais decorre, de um lado, do próprio ca-
ráter público desses atos e comunicações; de outro, de sua finalida-
de. Os atos oficiais, aqui entendidos como atos de caráter normati-
vo, ou estabelecem regras para a conduta dos cidadãos, ou regulam
o funcionamento dos órgãos públicos, o que só é alcançado se em
sua elaboração for empregada a linguagem adequada. O mesmo
se dá com os expedientes oficiais, cuja finalidade precípua é a de
informar com clareza e objetividade. As comunicações que partem
dos órgãos públicos federais devem ser compreendidas por todo e
qualquer cidadão brasileiro. Para atingir esse objetivo, há que evitar
o uso de uma linguagem restrita a determinados grupos. Não há
dúvida que um texto marcado por expressões de circulação restrita,
como a gíria, os regionalismos vocabulares ou o jargão técnico, tem
sua compreensão dificultada. Ressalte-se que há necessariamente
uma distância entre a língua falada e a escrita. Aquela é extrema-
mente dinâmica, reflete de forma imediata qualquer alteração de
costumes, e pode eventualmente contar com outros elementos que
auxiliem a sua compreensão, como os gestos, a entoação, etc. Para
mencionar apenas alguns dos fatores responsáveis por essa distân-
cia. Já a língua escrita incorpora mais lentamente as transforma-
ções, tem maior vocação para a permanência, e vale-se apenas de
si mesma para comunicar. A língua escrita, como a falada, compre-
ende diferentes níveis, de acordo com o uso que dela se faça. Porexemplo, em uma carta a um amigo, podemos nos valer de deter-
minado padrão de linguagem que incorpore expressões extrema-
mente pessoais ou coloquiais; em um parecer jurídico, não se há de
estranhar a presença do vocabulário técnico correspondente. Nos
dois casos, há um padrão de linguagem que atende ao uso que se
faz da língua, a finalidade com que a empregamos. O mesmo ocorre
com os textos oficiais: por seu caráter impessoal, por sua finalidade
de informar com o máximo de clareza e concisão, eles requerem o
uso do padrão culto da língua. Há consenso de que o padrão cul-
to é aquele em que a) se observam as regras da gramática formal,
e b) se emprega um vocabulário comum ao conjunto dos usuários
do idioma. É importante ressaltar que a obrigatoriedade do uso do
padrão culto na redação oficial decorre do fato de que ele está aci-
ma das diferenças lexicais, morfológicas ou sintáticas regionais, dos
modismos vocabulares, das idiossincrasias linguísticas, permitindo,
por essa razão, que se atinja a pretendida compreensão por todos
os cidadãos.
Lembre-se que o padrão culto nada tem contra a simplicidade
de expressão, desde que não seja confundida com pobreza de ex-
pressão. De nenhuma forma o uso do padrão culto implica empre-
go de linguagem rebuscada, nem dos contorcionismos sintáticos e
figuras de linguagem próprios da língua literária. Pode-se concluir,
então, que não existe propriamente um “padrão oficial de lingua-
gem”; o que há é o uso do padrão culto nos atos e comunicações
oficiais. É claro que haverá preferência pelo uso de determinadas
expressões, ou será obedecida certa tradição no emprego das for-
mas sintáticas, mas isso não implica, necessariamente, que se con-
sagre a utilização de uma forma de linguagem burocrática. O jargão
burocrático, como todo jargão, deve ser evitado, pois terá sempre
sua compreensão limitada. A linguagem técnica deve ser empre-
gada apenas em situações que a exijam, sendo de evitar o seu uso
indiscriminado. Certos rebuscamentos acadêmicos, e mesmo o vo-
cabulário próprio a determinada área, são de difícil entendimento
por quem não esteja com eles familiarizado. Deve-se ter o cuidado,
portanto, de explicitá-los em comunicações encaminhadas a outros
órgãos da administração e em expedientes dirigidos aos cidadãos.
Outras questões sobre a linguagem, como o emprego de neologis-
mo e estrangeirismo, são tratadas em detalhe em 9.3. Semântica.
Formalidade e Padronização
As comunicações oficiais devem ser sempre formais, isto é,
obedecem a certas regras de forma: além das já mencionadas exi-
gências de impessoalidade e uso do padrão culto de linguagem, é
imperativo, ainda, certa formalidade de tratamento. Não se trata
somente da eterna dúvida quanto ao correto emprego deste ou da-
quele pronome de tratamento para uma autoridade de certo nível
(v. a esse respeito 2.1.3. Emprego dos Pronomes de Tratamento);
mais do que isso, a formalidade diz respeito à polidez, à civilidade
no próprio enfoque dado ao assunto do qual cuida a comunicação.
A formalidade de tratamento vincula-se, também, à necessária
uniformidade das comunicações. Ora, se a administração federal é
una, é natural que as comunicações que expede sigam um mesmo
padrão. O estabelecimento desse padrão, uma das metas deste Ma-
nual, exige que se atente para todas as características da redação
oficial e que se cuide, ainda, da apresentação dos textos. A clareza
datilográfica, o uso de papéis uniformes para o texto definitivo e a
correta diagramação do texto são indispensáveis para a padroniza-
ção. Consulte o Capítulo II, As Comunicações Oficiais, a respeito de
normas específicas para cada tipo de expediente.
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Concisão e Clareza
A concisão é antes uma qualidade do que uma característica do
texto oficial. Conciso é o texto que consegue transmitir um máximo
de informações com um mínimo de palavras. Para que se redija com
essa qualidade, é fundamental que se tenha, além de conhecimento
do assunto sobre o qual se escreve, o necessário tempo para revisar
o texto depois de pronto. É nessa releitura que muitas vezes se
percebem eventuais redundâncias ou repetições desnecessárias
de ideias. O esforço de sermos concisos atende, basicamente ao
princípio de economia linguística, à mencionada fórmula de empre-
gar o mínimo de palavras para informar o máximo. Não se deve de
forma alguma entendê-la como economia de pensamento, isto é,
não se devem eliminar passagens substanciais do texto no afã de
reduzi-lo em tamanho. Trata-se exclusivamente de cortar palavras
inúteis, redundâncias, passagens que nada acrescentem ao que já
foi dito. Procure perceber certa hierarquia de ideias que existe em
todo texto de alguma complexidade: ideias fundamentais e ideias
secundárias. Estas últimas podem esclarecer o sentido daquelas de-
talhá-las, exemplificá-las; mas existem também ideias secundárias
que não acrescentam informação alguma ao texto, nem têm maior
relação com as fundamentais, podendo, por isso, ser dispensadas. A
clareza deve ser a qualidade básica de todo texto oficial, conforme
já sublinhado na introdução deste capítulo. Pode-se definir como
claro aquele texto que possibilita imediata compreensão pelo leitor.
No entanto a clareza não é algo que se atinja por si só: ela depende
estritamente das demais características da redação oficial. Para ela
concorrem:
a) a impessoalidade, que evita a duplicidade de interpretações
que poderia decorrer de um tratamento personalista dado ao texto;
b) o uso do padrão culto de linguagem, em princípio, de en-
tendimento geral e por definição avesso a vocábulos de circulação
restrita, como a gíria e o jargão;
c) a formalidade e a padronização, que possibilitam a impres-
cindível uniformidade dos textos;
d) a concisão, que faz desaparecer do texto os excessos linguís-
ticos que nada lhe acrescentam.
É pela correta observação dessas características que se redige
com clareza. Contribuirá, ainda, a indispensável releitura de todo
texto redigido. A ocorrência, em textos oficiais, de trechos obscuros
e de erros gramaticais provém principalmente da falta da releitu-
ra que torna possível sua correção. Na revisão de um expediente,
deve-se avaliar, ainda, se ele será de fácil compreensão por seu
destinatário. O que nos parece óbvio pode ser desconhecido por
terceiros. O domínio que adquirimos sobre certos assuntos em de-
corrência de nossa experiência profissional muitas vezes faz com
que os tomemos como de conhecimento geral, o que nem sempre
é verdade. Explicite, desenvolva, esclareça, precise os termos técni-
cos, o significado das siglas e abreviações e os conceitos específicos
que não possam ser dispensados. A revisão atenta exige, necessa-
riamente, tempo. A pressa com que são elaboradas certas comu-
nicações quase sempre compromete sua clareza. Não se deve pro-
ceder à redação de um texto que não seja seguida por sua revisão.
“Não há assuntos urgentes, há assuntos atrasados”, diz a máxima.
Evite-se, pois, o atraso, com sua indesejável repercussão no redigir.
As comunicações oficiais
A redação das comunicações oficiais deve, antes de tudo, se-
guir os preceitos explicitados no Capítulo I, Aspectos Gerais da
Redação Oficial. Além disso, há características específicas de cada
tipo de expediente, que serão tratadas em detalhe neste capítulo.
Antes de passarmos à sua análise, vejamos outros aspectos comuns
a quase todas as modalidades de comunicação oficial: o emprego
dos pronomes de tratamento, a forma dos fechos e a identificação
do signatário.
Pronomes de Tratamento
Breve História dos Pronomes de Tratamento
O uso de pronomes e locuções pronominais de tratamento tem
larga tradição na língua portuguesa. De acordo com Said Ali, após
serem incorporados ao português os pronomes latinos tu e vos,
“como tratamento direto da pessoa ou pessoas a quem se dirigia a
palavra”, passou-se a empregar, como expediente linguístico de dis-
tinção e de respeito,a segunda pessoa do plural no tratamento de
pessoas de hierarquia superior. Prossegue o autor: “Outro modo de
tratamento indireto consistiu em fingir que se dirigia a palavra a um
atributo ou qualidade eminente da pessoa de categoria superior, e
não a ela própria. Assim aproximavam-se os vassalos de seu rei com
o tratamento de vossa mercê, vossa senhoria (...); assim usou-se
o tratamento ducal de vossa excelência e adotou-se na hierarquia
eclesiástica vossa reverência, vossa paternidade, vossa eminência,
vossa santidade. ” A partir do final do século XVI, esse modo de
tratamento indireto já estava em voga também para os ocupantes
de certos cargos públicos. Vossa mercê evoluiu para vosmecê, e de-
pois para o coloquial você. E o pronome vós, com o tempo, caiu em
desuso. É dessa tradição que provém o atual emprego de pronomes
de tratamento indireto como forma de dirigirmo-nos às autorida-
des civis, militares e eclesiásticas.
Concordância com os Pronomes de Tratamento
Os pronomes de tratamento (ou de segunda pessoa indireta)
apresentam certas peculiaridades quanto à concordância verbal,
nominal e pronominal. Embora se refiram à segunda pessoa gra-
matical (à pessoa com quem se fala, ou a quem se dirige a comuni-
cação), levam a concordância para a terceira pessoa. É que o verbo
concorda com o substantivo que integra a locução como seu núcleo
sintático: “Vossa Senhoria nomeará o substituto”; “Vossa Excelên-
cia conhece o assunto”. Da mesma forma, os pronomes possessivos
referidos a pronomes de tratamento são sempre os da terceira pes-
soa: “Vossa Senhoria nomeará seu substituto” (e não “Vossa... vos-
so...”). Já quanto aos adjetivos referidos a esses pronomes, o gênero
gramatical deve coincidir com o sexo da pessoa a que se refere, e
não com o substantivo que compõe a locução. Assim, se nosso in-
terlocutor for homem, o correto é “Vossa Excelência está atarefa-
do”, “Vossa Senhoria deve estar satisfeito”; se for mulher, “Vossa
Excelência está atarefada”, “Vossa Senhoria deve estar satisfeita”.
Emprego dos Pronomes de Tratamento
Como visto, o emprego dos pronomes de tratamento obedece
a secular tradição. São de uso consagrado:
Vossa Excelência, para as seguintes autoridades:
a) do Poder Executivo;
Presidente da República;
Vice-Presidente da República;
Ministros de Estado;
Governadores e Vice-Governadores de Estado e do Distrito Fe-
deral;
Oficiais-Generais das Forças Armadas;
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Embaixadores;
Secretários-Executivos de Ministérios e demais ocupantes de
cargos de natureza especial;
Secretários de Estado dos Governos Estaduais;
Prefeitos Municipais.
b) do Poder Legislativo:
Deputados Federais e Senadores;
Ministro do Tribunal de Contas da União;
Deputados Estaduais e Distritais;
Conselheiros dos Tribunais de Contas Estaduais;
Presidentes das Câmaras Legislativas Municipais.
c) do Poder Judiciário:
Ministros dos Tribunais Superiores;
Membros de Tribunais;
Juízes;
Auditores da Justiça Militar.
O vocativo a ser empregado em comunicações dirigidas aos
Chefes de Poder é Excelentíssimo Senhor, seguido do cargo respec-
tivo:
Excelentíssimo Senhor Presidente da República,
Excelentíssimo Senhor Presidente do Congresso Nacional,
Excelentíssimo Senhor Presidente do Supremo Tribunal Fede-
ral.
As demais autoridades serão tratadas com o vocativo Senhor,
seguido do cargo respectivo:
Senhor Senador,
Senhor Juiz,
Senhor Ministro,
Senhor Governador,
No envelope, o endereçamento das comunicações dirigidas às
autoridades tratadas por Vossa Excelência, terá a seguinte forma:
A Sua Excelência o Senhor
Fulano de Tal
Ministro de Estado da Justiça
70.064-900 – Brasília. DF
A Sua Excelência o Senhor
Senador Fulano de Tal
Senado Federal
70.165-900 – Brasília. DF
A Sua Excelência o Senhor
Fulano de Tal
Juiz de Direito da 10a Vara Cível
Rua ABC, no 123
01.010-000 – São Paulo. SP
Em comunicações oficiais, está abolido o uso do tratamento
digníssimo (DD), às autoridades arroladas na lista anterior. A dig-
nidade é pressuposto para que se ocupe qualquer cargo público,
sendo desnecessária sua repetida evocação.
Vossa Senhoria é empregado para as demais autoridades e
para particulares. O vocativo adequado é:
Senhor Fulano de Tal,
(...)
No envelope, deve constar do endereçamento:
Ao Senhor
Fulano de Tal
Rua ABC, nº 123
70.123 – Curitiba. PR
Como se depreende do exemplo acima fica dispensado o em-
prego do superlativo ilustríssimo para as autoridades que recebem
o tratamento de Vossa Senhoria e para particulares. É suficiente o
uso do pronome de tratamento Senhor. Acrescente-se que doutor
não é forma de tratamento, e sim título acadêmico. Evite usá-lo
indiscriminadamente. Como regra geral, empregue-o apenas em
comunicações dirigidas a pessoas que tenham tal grau por terem
concluído curso universitário de doutorado. É costume designar por
doutor os bacharéis, especialmente os bacharéis em Direito e em
Medicina. Nos demais casos, o tratamento Senhor confere a dese-
jada formalidade às comunicações. Mencionemos, ainda, a forma
Vossa Magnificência, empregada por força da tradição, em comu-
nicações dirigidas a reitores de universidade. Corresponde-lhe o
vocativo:
Magnífico Reitor,
(...)
Os pronomes de tratamento para religiosos, de acordo com a
hierarquia eclesiástica, são:
Vossa Santidade, em comunicações dirigidas ao Papa. O voca-
tivo correspondente é:
Santíssimo Padre,
(...)
Vossa Eminência ou Vossa Eminência Reverendíssima, em co-
municações aos Cardeais. Corresponde-lhe o vocativo:
Eminentíssimo Senhor Cardeal, ou
Eminentíssimo e Reverendíssimo Senhor Cardeal,
(...)
Vossa Excelência Reverendíssima é usado em comunicações
dirigidas a Arcebispos e Bispos; Vossa Reverendíssima ou Vossa Se-
nhoria Reverendíssima para Monsenhores, Cônegos e superiores
religiosos. Vossa Reverência é empregado para sacerdotes, clérigos
e demais religiosos.
Fechos para Comunicações
O fecho das comunicações oficiais possui, além da finalidade
óbvia de arrematar o texto, a de saudar o destinatário. Os modelos
para fecho que vinham sendo utilizados foram regulados pela Por-
taria nº1 do Ministério da Justiça, de 1937, que estabelecia quinze
padrões. Com o fito de simplificá-los e uniformizá-los, este Manual
estabelece o emprego de somente dois fechos diferentes para to-
das as modalidades de comunicação oficial:
a) para autoridades superiores, inclusive o Presidente da Re-
pública:
Respeitosamente,
b) para autoridades de mesma hierarquia ou de hierarquia in-
ferior:
Atenciosamente,
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Ficam excluídas dessa fórmula as comunicações dirigidas a au-
toridades estrangeiras, que atendem a rito e tradição próprios, de-
vidamente disciplinados no Manual de Redação do Ministério das
Relações Exteriores.
Identificação do Signatário
Excluídas as comunicações assinadas pelo Presidente da Repú-
blica, todas as demais comunicações oficiais devem trazer o nome e
o cargo da autoridade que as expede, abaixo do local de sua assina-
tura. A forma da identificação deve ser a seguinte:
(espaço para assinatura)
NOME
Chefe da Secretária-geral da Presidência da República
(espaço para assinatura)
NOME
Ministro de Estado da Justiça
Para evitar equívocos, recomenda-se não deixar a assinatura
em página isolada do expediente. Transfira para essa página ao me-
nos a última frase anterior ao fecho.
O Padrão Ofício
Há três tipos de expedientes que se diferenciam antes pela fi-
nalidade do que pela forma: o ofício, o aviso e o memorando. Com
o fito de uniformizá-los, pode-se adotar uma diagramação única,
que siga o que chamamos de padrão ofício. As peculiaridades de
cada um serão tratadas adiante; por ora busquemos as suas seme-
lhanças.
Partes do documento no Padrão Ofício
O aviso, o ofício e o memorando devem conter as seguintes
partes:
a) tipo e número do expediente, seguido da sigla do órgão que
o expede:
Exemplos:
Mem. 123/2002-MF Aviso 123/2002-SG Of. 123/2002-MMEb) local e data em que foi assinado, por extenso, com alinha-
mento à direita:
Exemplo:
13
Brasília, 15 de março de 1991.
c) assunto: resumo do teor do documento
Exemplos:
Assunto: Produtividade do órgão em 2002.
Assunto: Necessidade de aquisição de novos computadores.
d) destinatário: o nome e o cargo da pessoa a quem é dirigida
a comunicação. No caso do ofício deve ser incluído também o en-
dereço.
e) texto: nos casos em que não for de mero encaminhamento
de documentos, o expediente deve conter a seguinte estrutura:
– Introdução, que se confunde com o parágrafo de abertura,
na qual é apresentado o assunto que motiva a comunicação. Evite o
uso das formas: “Tenho a honra de”, “Tenho o prazer de”, “Cumpre-
-me informar que”, empregue a forma direta;
– Desenvolvimento, no qual o assunto é detalhado; se o texto
contiver mais de uma ideia sobre o assunto, elas devem ser tratadas
em parágrafos distintos, o que confere maior clareza à exposição;
– Conclusão, em que é reafirmada ou simplesmente reapresen-
tada a posição recomendada sobre o assunto.
Os parágrafos do texto devem ser numerados, exceto nos casos
em que estes estejam organizados em itens ou títulos e subtítulos.
Já quando se tratar de mero encaminhamento de documentos
a estrutura é a seguinte:
– Introdução: deve iniciar com referência ao expediente que
solicitou o encaminhamento. Se a remessa do documento não tiver
sido solicitada, deve iniciar com a informação do motivo da comu-
nicação, que é encaminhar, indicando a seguir os dados completos
do documento encaminhado (tipo, data, origem ou signatário, e as-
sunto de que trata), e a razão pela qual está sendo encaminhado,
segundo a seguinte fórmula:
“Em resposta ao Aviso nº 12, de 1º de fevereiro de 1991, enca-
minho, anexa, cópia do Ofício nº 34, de 3 de abril de 1990, do Depar-
tamento Geral de Administração, que trata da requisição do servi-
dor Fulano de Tal. ” Ou “Encaminho, para exame e pronunciamento,
a anexa cópia do telegrama no 12, de 1o de fevereiro de 1991, do
Presidente da Confederação Nacional de Agricultura, a respeito de
projeto de modernização de técnicas agrícolas na região Nordeste. ”
– Desenvolvimento: se o autor da comunicação desejar fazer
algum comentário a respeito do documento que encaminha, pode-
rá acrescentar parágrafos de desenvolvimento; em caso contrário,
não há parágrafos de desenvolvimento em aviso ou ofício de mero
encaminhamento.
f) fecho (v. 2.2. Fechos para Comunicações);
g) assinatura do autor da comunicação; e
h) identificação do signatário (v. 2.3. Identificação do Signa-
tário).
Forma de diagramação
Os documentos do Padrão Ofício5 devem obedecer à seguinte
forma de apresentação:
a) deve ser utilizada fonte do tipo Times New Roman de corpo
12 no texto em geral, 11 nas citações, e 10 nas notas de rodapé;
b) para símbolos não existentes na fonte Times New Roman po-
der-se-á utilizar as fontes Symbol e Wingdings;
c) é obrigatória constar a partir da segunda página o número
da página;
d) os ofícios, memorandos e anexos destes poderão ser impres-
sos em ambas as faces do papel. Neste caso, as margens esquerda
e direta terão as distâncias invertidas nas páginas pares (“margem
espelho”);
e) o início de cada parágrafo do texto deve ter 2,5 cm de distân-
cia da margem esquerda;
f) o campo destinado à margem lateral esquerda terá, no míni-
mo, 3,0 cm de largura;
g) o campo destinado à margem lateral direita terá 1,5 cm; 5 O
constante neste item aplica-se também à exposição de motivos e à
mensagem (v. 4. Exposição de Motivos e 5. Mensagem).
h) deve ser utilizado espaçamento simples entre as linhas e de
6 pontos após cada parágrafo, ou, se o editor de texto utilizado não
comportar tal recurso, de uma linha em branco;
LÍNGUA PORTUGUESA
45
a solução para o seu concurso!
Editora
i) não deve haver abuso no uso de negrito, itálico, sublinhado,
letras maiúsculas, sombreado, sombra, relevo, bordas ou qualquer
outra forma de formatação que afete a elegância e a sobriedade do
documento;
j) a impressão dos textos deve ser feita na cor preta em papel
branco. A impressão colorida deve ser usada apenas para gráficos
e ilustrações;
l) todos os tipos de documentos do Padrão Ofício devem ser
impressos em papel de tamanho A-4, ou seja, 29,7 x 21,0 cm;
m) deve ser utilizado, preferencialmente, o formato de arquivo
Rich Text nos documentos de texto;
n) dentro do possível, todos os documentos elaborados devem
ter o arquivo de texto preservado para consulta posterior ou apro-
veitamento de trechos para casos análogos;
o) para facilitar a localização, os nomes dos arquivos devem
ser formados da seguinte maneira: tipo do documento + número do
documento + palavras-chaves do conteúdo Ex.: “Of. 123 - relatório
produtividade ano 2002”
Aviso e Ofício
— Definição e Finalidade
Aviso e ofício são modalidades de comunicação oficial pratica-
mente idênticas. A única diferença entre eles é que o aviso é expe-
dido exclusivamente por Ministros de Estado, para autoridades de
mesma hierarquia, ao passo que o ofício é expedido para e pelas
demais autoridades. Ambos têm como finalidade o tratamento de
assuntos oficiais pelos órgãos da Administração Pública entre si e,
no caso do ofício, também com particulares.
— Forma e Estrutura
Quanto a sua forma, aviso e ofício seguem o modelo do padrão
ofício, com acréscimo do vocativo, que invoca o destinatário (v. 2.1
Pronomes de Tratamento), seguido de vírgula.
Exemplos:
Excelentíssimo Senhor Presidente da República
Senhora Ministra
Senhor Chefe de Gabinete
Devem constar do cabeçalho ou do rodapé do ofício as seguin-
tes informações do remetente:
– Nome do órgão ou setor;
– Endereço postal;
– telefone E endereço de correio eletrônico.
Memorando
— Definição e Finalidade
O memorando é a modalidade de comunicação entre unidades
administrativas de um mesmo órgão, que podem estar hierarquica-
mente em mesmo nível ou em nível diferente. Trata-se, portanto,
de uma forma de comunicação eminentemente interna. Pode ter
caráter meramente administrativo, ou ser empregado para a ex-
posição de projetos, ideias, diretrizes, etc. a serem adotados por
determinado setor do serviço público. Sua característica principal é
a agilidade. A tramitação do memorando em qualquer órgão deve
pautar-se pela rapidez e pela simplicidade de procedimentos buro-
cráticos. Para evitar desnecessário aumento do número de comuni-
cações, os despachos ao memorando devem ser dados no próprio
documento e, no caso de falta de espaço, em folha de continuação.
Esse procedimento permite formar uma espécie de processo sim-
plificado, assegurando maior transparência à tomada de decisões,
e permitindo que se historie o andamento da matéria tratada no
memorando.
— Forma e Estrutura
Quanto a sua forma, o memorando segue o modelo do padrão
ofício, com a diferença de que o seu destinatário deve ser mencio-
nado pelo cargo que ocupa.
Exemplos:
Ao Sr. Chefe do Departamento de Administração Ao Sr. Subche-
fe para Assuntos Jurídicos
Exposição de Motivos
— Definição e Finalidade
Exposição de motivos é o expediente dirigido ao Presidente da
República ou ao Vice-Presidente para:
a) informá-lo de determinado assunto;
b) propor alguma medida; ou
c) submeter a sua consideração projeto de ato normativo.
Em regra, a exposição de motivos é dirigida ao Presidente da
República por um Ministro de Estado.
Nos casos em que o assunto tratado envolva mais de um Mi-
nistério, a exposição de motivos deverá ser assinada por todos os
Ministros envolvidos, sendo, por essa razão, chamada de intermi-
nisterial.
— Forma e Estrutura
Formalmente, a exposição de motivos tem a apresentação do
padrão ofício (v. 3. O Padrão Ofício). O anexo que acompanha a
exposição de motivos que proponha alguma medida ou apresente
projeto de ato normativo, segue o modelo descrito adiante. A ex-
posição de motivos, de acordo com sua finalidade, apresenta duas
formas básicas de estrutura: uma para aquela que tenha caráter
exclusivamente informativoe outra para a que proponha alguma
medida ou submeta projeto de ato normativo.
No primeiro caso, o da exposição de motivos que simplesmen-
te leva algum assunto ao conhecimento do Presidente da República,
sua estrutura segue o modelo antes referido para o padrão ofício.
Já a exposição de motivos que submeta à consideração do Pre-
sidente da República a sugestão de alguma medida a ser adotada
ou a que lhe apresente projeto de ato normativo – embora sigam
também a estrutura do padrão ofício –, além de outros comentá-
rios julgados pertinentes por seu autor, devem, obrigatoriamente,
apontar:
a) na introdução: o problema que está a reclamar a adoção da
medida ou do ato normativo proposto;
b) no desenvolvimento: o porquê de ser aquela medida ou
aquele ato normativo o ideal para se solucionar o problema, e even-
tuais alternativas existentes para equacioná-lo;
c) na conclusão, novamente, qual medida deve ser tomada, ou
qual ato normativo deve ser editado para solucionar o problema.
Deve, ainda, trazer apenso o formulário de anexo à exposição
de motivos, devidamente preenchido, de acordo com o seguinte
modelo previsto no Anexo II do Decreto no 4.176, de 28 de março
de 2002.
Anexo à Exposição de Motivos do (indicar nome do Ministério
ou órgão equivalente) nº de 200.
LÍNGUA PORTUGUESA
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a solução para o seu concurso!
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1. Síntese do problema ou da situação que reclama providên-
cias
2. Soluções e providências contidas no ato normativo ou na
medida proposta
3. Alternativas existentes às medidas propostas
Mencionar:
- Se há outro projeto do Executivo sobre a matéria;
- Se há projetos sobre a matéria no Legislativo;
- Outras possibilidades de resolução do problema.
4. Custos
Mencionar:
- Se a despesa decorrente da medida está prevista na lei orça-
mentária anual; se não, quais as alternativas para custeá-la;
- Se é o caso de solicitar-se abertura de crédito extraordinário,
especial ou suplementar;
- Valor a ser despendido em moeda corrente;
5. Razões que justificam a urgência (a ser preenchido somente
se o ato proposto for medido provisória ou projeto de lei que deva
tramitar em regime de urgência)
Mencionar:
- Se o problema configura calamidade pública;
- Por que é indispensável a vigência imediata;
- Se se trata de problema cuja causa ou agravamento não te-
nham sido previstos;
- Se se trata de desenvolvimento extraordinário de situação já
prevista.
6. Impacto sobre o meio ambiente (sempre que o ato ou medi-
da proposta possa vir a tê-lo)
7. Alterações propostas
8. Síntese do parecer do órgão jurídico
Com base em avaliação do ato normativo ou da medida pro-
posta à luz das questões levantadas no item 10.4.3.
A falta ou insuficiência das informações prestadas pode acar-
retar, a critério da Subchefia para Assuntos Jurídicos da Casa Civil,
a devolução do projeto de ato normativo para que se complete o
exame ou se reformule a proposta. O preenchimento obrigatório do
anexo para as exposições de motivos que proponham a adoção de
alguma medida ou a edição de ato normativo tem como finalidade:
a) permitir a adequada reflexão sobre o problema que se busca
resolver;
b) ensejar mais profunda avaliação das diversas causas do pro-
blema e dos efeitos que pode ter a adoção da medida ou a edição
do ato, em consonância com as questões que devem ser analisadas
na elaboração de proposições normativas no âmbito do Poder Exe-
cutivo (v. 10.4.3.).
c) conferir perfeita transparência aos atos propostos.
Dessa forma, ao atender às questões que devem ser analisadas
na elaboração de atos normativos no âmbito do Poder Executivo,
o texto da exposição de motivos e seu anexo complementam-se e
formam um todo coeso: no anexo, encontramos uma avaliação pro-
funda e direta de toda a situação que está a reclamar a adoção de
certa providência ou a edição de um ato normativo; o problema a
ser enfrentado e suas causas; a solução que se propõe, seus efeitos
e seus custos; e as alternativas existentes. O texto da exposição de
motivos fica, assim, reservado à demonstração da necessidade da
providência proposta: por que deve ser adotada e como resolverá
o problema. Nos casos em que o ato proposto for questão de pes-
soal (nomeação, promoção, ascensão, transferência, readaptação,
reversão, aproveitamento, reintegração, recondução, remoção,
exoneração, demissão, dispensa, disponibilidade, aposentadoria),
não é necessário o encaminhamento do formulário de anexo à ex-
posição de motivos.
Ressalte-se que:
– A síntese do parecer do órgão de assessoramento jurídico
não dispensa o encaminhamento do parecer completo;
– O tamanho dos campos do anexo à exposição de motivos
pode ser alterado de acordo com a maior ou menor extensão dos
comentários a serem ali incluídos.
Ao elaborar uma exposição de motivos, tenha presente que
a atenção aos requisitos básicos da redação oficial (clareza, conci-
são, impessoalidade, formalidade, padronização e uso do padrão
culto de linguagem) deve ser redobrada. A exposição de motivos é
a principal modalidade de comunicação dirigida ao Presidente da
República pelos Ministros. Além disso, pode, em certos casos, ser
encaminhada cópia ao Congresso Nacional ou ao Poder Judiciário
ou, ainda, ser publicada no Diário Oficial da União, no todo ou em
parte.
Mensagem
— Definição e Finalidade
É o instrumento de comunicação oficial entre os Chefes dos
Poderes Públicos, notadamente as mensagens enviadas pelo Chefe
do Poder Executivo ao Poder Legislativo para informar sobre fato
da Administração Pública; expor o plano de governo por ocasião
da abertura de sessão legislativa; submeter ao Congresso Nacional
matérias que dependem de deliberação de suas Casas; apresentar
veto; enfim, fazer e agradecer comunicações de tudo quanto seja
de interesse dos poderes públicos e da Nação. Minuta de mensa-
gem pode ser encaminhada pelos Ministérios à Presidência da Re-
pública, a cujas assessorias caberá a redação final. As mensagens
mais usuais do Poder Executivo ao Congresso Nacional têm as se-
guintes finalidades:
a) encaminhamento de projeto de lei ordinária, complemen-
tar ou financeira. Os projetos de lei ordinária ou complementar são
enviados em regime normal (Constituição, art. 61) ou de urgência
(Constituição, art. 64, §§ 1o a 4o). Cabe lembrar que o projeto pode
ser encaminhado sob o regime normal e mais tarde ser objeto de
nova mensagem, com solicitação de urgência. Em ambos os casos,
a mensagem se dirige aos Membros do Congresso Nacional, mas é
encaminhada com aviso do Chefe da Casa Civil da Presidência da
República ao Primeiro Secretário da Câmara dos Deputados, para
que tenha início sua tramitação (Constituição, art. 64, caput). Quan-
to aos projetos de lei financeira (que compreendem plano pluria-
nual, diretrizes orçamentárias, orçamentos anuais e créditos adicio-
nais), as mensagens de encaminhamento dirigem-se aos Membros
do Congresso Nacional, e os respectivos avisos são endereçados ao
Primeiro Secretário do Senado Federal. A razão é que o art. 166
da Constituição impõe a deliberação congressual sobre as leis fi-
nanceiras em sessão conjunta, mais precisamente, “na forma do
regimento comum”. E à frente da Mesa do Congresso Nacional está
o Presidente do Senado Federal (Constituição, art. 57, § 5o), que co-
manda as sessões conjuntas. As mensagens aqui tratadas coroam o
processo desenvolvido no âmbito do Poder Executivo, que abrange
minucioso exame técnico, jurídico e econômico-financeiro das ma-
LÍNGUA PORTUGUESA
47
a solução para o seu concurso!
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térias objeto das proposições por elas encaminhadas. Tais exames
materializam-se em pareceres dos diversos órgãos interessados no
assunto das proposições, entre eles o da Advocacia-Geral da União.
Mas, na origem das propostas, as análises necessárias constam da
exposição de motivos do órgão onde se geraram (v. 3.1. Exposição
de Motivos) – exposição que acompanhará, por cópia, a mensagem
de encaminhamento ao Congresso.
b) encaminhamento de medida provisória.Para dar cumprimento ao disposto no art. 62 da Constituição,
o Presidente da República encaminha mensagem ao Congresso,
dirigida a seus membros, com aviso para o Primeiro Secretário do
Senado Federal, juntando cópia da medida provisória, autenticada
pela Coordenação de Documentação da Presidência da República.
c) indicação de autoridades.
As mensagens que submetem ao Senado Federal a indicação
de pessoas para ocuparem determinados cargos (magistrados dos
Tribunais Superiores, Ministros do TCU, Presidentes e Diretores do
Banco Central, Procurador-Geral da República, Chefes de Missão Di-
plomática, etc.) têm em vista que a Constituição, no seu art. 52, inci-
sos III e IV, atribui àquela Casa do Congresso Nacional competência
privativa para aprovar a indicação. O curriculum vitae do indicado,
devidamente assinado, acompanha a mensagem.
d) pedido de autorização para o Presidente ou o Vice-Presiden-
te da República se ausentarem do País por mais de 15 dias. Trata-
-se de exigência constitucional (Constituição, art. 49, III, e 83), e a
autorização é da competência privativa do Congresso Nacional. O
Presidente da República, tradicionalmente, por cortesia, quando a
ausência é por prazo inferior a 15 dias, faz uma comunicação a cada
Casa do Congresso, enviando-lhes mensagens idênticas.
e) encaminhamento de atos de concessão e renovação de
concessão de emissoras de rádio e TV. A obrigação de submeter
tais atos à apreciação do Congresso Nacional consta no inciso XII
do artigo 49 da Constituição. Somente produzirão efeitos legais a
outorga ou renovação da concessão após deliberação do Congresso
Nacional (Constituição, art. 223, § 3o). Descabe pedir na mensagem
a urgência prevista no art. 64 da Constituição, porquanto o § 1o do
art. 223 já define o prazo da tramitação. Além do ato de outorga
ou renovação, acompanha a mensagem o correspondente processo
administrativo.
f) encaminhamento das contas referentes ao exercício ante-
rior. O Presidente da República tem o prazo de sessenta dias após a
abertura da sessão legislativa para enviar ao Congresso Nacional as
contas referentes ao exercício anterior (Constituição, art. 84, XXIV),
para exame e parecer da Comissão Mista permanente (Constitui-
ção, art. 166, § 1o), sob pena de a Câmara dos Deputados realizar a
tomada de contas (Constituição, art. 51, II), em procedimento disci-
plinado no art. 215 do seu Regimento Interno.
g) mensagem de abertura da sessão legislativa.
Ela deve conter o plano de governo, exposição sobre a situação
do País e solicitação de providências que julgar necessárias (Cons-
tituição, art. 84, XI). O portador da mensagem é o Chefe da Casa
Civil da Presidência da República. Esta mensagem difere das demais
porque vai encadernada e é distribuída a todos os Congressistas em
forma de livro.
h) comunicação de sanção (com restituição de autógrafos).
Esta mensagem é dirigida aos Membros do Congresso Nacio-
nal, encaminhada por Aviso ao Primeiro Secretário da Casa onde
se originaram os autógrafos. Nela se informa o número que tomou
a lei e se restituem dois exemplares dos três autógrafos recebidos,
nos quais o Presidente da República terá aposto o despacho de san-
ção.
i) comunicação de veto.
Dirigida ao Presidente do Senado Federal (Constituição, art. 66,
§ 1o), a mensagem informa sobre a decisão de vetar, se o veto é
parcial, quais as disposições vetadas, e as razões do veto. Seu texto
vai publicado na íntegra no Diário Oficial da União (v. 4.2. Forma e
Estrutura), ao contrário das demais mensagens, cuja publicação se
restringe à notícia do seu envio ao Poder Legislativo. (v. 19.6.Veto)
j) outras mensagens.
Também são remetidas ao Legislativo com regular frequência
mensagens com:
– Encaminhamento de atos internacionais que acarretam en-
cargos ou compromissos gravosos (Constituição, art. 49, I);
– Pedido de estabelecimento de alíquotas aplicáveis às opera-
ções e prestações interestaduais e de exportação
(Constituição, art. 155, § 2o, IV);
– Proposta de fixação de limites globais para o montante da
dívida consolidada (Constituição, art. 52, VI);
– Pedido de autorização para operações financeiras externas
(Constituição, art. 52, V); e outros.
Entre as mensagens menos comuns estão as de:
– Convocação extraordinária do Congresso Nacional (Constitui-
ção, art. 57, § 6o);
– Pedido de autorização para exonerar o Procurador-Geral da
República (art. 52, XI, e 128, § 2o);
– Pedido de autorização para declarar guerra e decretar mobi-
lização nacional (Constituição, art. 84, XIX);
– Pedido de autorização ou referendo para celebrar a paz
(Constituição, art. 84, XX);
– Justificativa para decretação do estado de defesa ou de sua
prorrogação (Constituição, art. 136, § 4o);
– Pedido de autorização para decretar o estado de sítio (Cons-
tituição, art. 137);
– Relato das medidas praticadas na vigência do estado de sítio
ou de defesa (Constituição, art. 141, parágrafo único);
– Proposta de modificação de projetos de leis financeiras
(Constituição, art. 166, § 5o);
– Pedido de autorização para utilizar recursos que ficarem sem
despesas correspondentes, em decorrência de veto, emenda ou re-
jeição do projeto de lei orçamentária anual (Constituição, art. 166,
§ 8o);
– Pedido de autorização para alienar ou conceder terras públi-
cas com área superior a 2.500 ha (Constituição, art. 188, § 1o); etc.
— Forma e Estrutura
As mensagens contêm:
a) a indicação do tipo de expediente e de seu número, horizon-
talmente, no início da margem esquerda:
Mensagem no
b) vocativo, de acordo com o pronome de tratamento e o cargo
do destinatário, horizontalmente, no início da margem esquerda;
Excelentíssimo Senhor Presidente do Senado Federal,
c) o texto, iniciando a 2 cm do vocativo;
d) o local e a data, verticalmente a 2 cm do final do texto, e
horizontalmente fazendo coincidir seu final com a margem direita.
A mensagem, como os demais atos assinados pelo Presidente
da República, não traz identificação de seu signatário.
LÍNGUA PORTUGUESA
4848
a solução para o seu concurso!
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Telegrama
— Definição e Finalidade
Com o fito de uniformizar a terminologia e simplificar os proce-
dimentos burocráticos, passa a receber o título de telegrama toda
comunicação oficial expedida por meio de telegrafia, telex, etc. Por
tratar-se de forma de comunicação dispendiosa aos cofres públicos
e tecnologicamente superada, deve restringir-se o uso do telegra-
ma apenas àquelas situações que não seja possível o uso de correio
eletrônico ou fax e que a urgência justifique sua utilização e, tam-
bém em razão de seu custo elevado, esta forma de comunicação
deve pautar-se pela concisão (v. 1.4. Concisão e Clareza).
— Forma e Estrutura
Não há padrão rígido, devendo-se seguir a forma e a estrutura
dos formulários disponíveis nas agências dos Correios e em seu sítio
na Internet.
Fax
— Definição e Finalidade
O fax (forma abreviada já consagrada de fac-símile) é uma for-
ma de comunicação que está sendo menos usada devido ao desen-
volvimento da Internet. É utilizado para a transmissão de mensa-
gens urgentes e para o envio antecipado de documentos, de cujo
conhecimento há premência, quando não há condições de envio do
documento por meio eletrônico. Quando necessário o original, ele
segue posteriormente pela via e na forma de praxe. Se necessário
o arquivamento, deve-se fazê-lo com cópia xerox do fax e não com
o próprio fax, cujo papel, em certos modelos, se deteriora rapida-
mente.
— Forma e Estrutura
Os documentos enviados por fax mantêm a forma e a estrutura
que lhes são inerentes. É conveniente o envio, juntamente com o
documento principal, de folha de rosto, i. é., de pequeno formulário
com os dados de identificação da mensagem a ser enviada, confor-
me exemplo a seguir:
Correio Eletrônico
— Definição e finalidade
Correio eletrônico (“e-mail”), por seu baixo custo e celeridade,
transformou-se na principal forma de comunicação para transmis-
são de documentos.
— Forma e Estrutura
Um dos atrativosde comunicação por correio eletrônico é sua
flexibilidade. Assim, não interessa definir forma rígida para sua es-
trutura. Entretanto, deve-se evitar o uso de linguagem incompatí-
vel com uma comunicação oficial (v. 1.2 A Linguagem dos Atos e
Comunicações Oficiais). O campo assunto do formulário de correio
eletrônico mensagem deve ser preenchido de modo a facilitar a or-
ganização documental tanto do destinatário quanto do remetente.
Para os arquivos anexados à mensagem deve ser utilizado, prefe-
rencialmente, o formato Rich Text. A mensagem que encaminha al-
gum arquivo deve trazer informações mínimas sobre seu conteúdo.
Sempre que disponível, deve-se utilizar recurso de confirmação de
leitura. Caso não seja disponível, deve constar na mensagem o pe-
dido de confirmação de recebimento.
—Valor documental
Nos termos da legislação em vigor, para que a mensagem de
correio eletrônico tenha valor documental, i. é, para que possa ser
aceito como documento original, é necessário existir certificação di-
gital que ateste a identidade do remetente, na forma estabelecida
em lei.
PRÁTICAS DE LINGUAGEM: ORALIDADE, LEITURA/ESCUTA,
PRODUÇÃO (ESCRITA E MULTISSEMIÓTICA) E ANÁLISE LIN-
GUÍSTICA/SEMIÓTICA (QUE ENVOLVE CONHECIMENTOS
LINGUÍSTICOS - SOBRE O SISTEMA DE ESCRITA, O SISTEMA
DA LÍNGUA E A NORMA-PADRÃO -, TEXTUAIS, DISCURSI-
VOS E SOBRE OS MODOS DE ORGANIZAÇÃO E OS ELE-
MENTOS DE OUTRAS SEMIOSES)
As práticas de linguagem envolvem diferentes habilidades e
competências que são trabalhadas e desenvolvidas ao longo do
ensino e aprendizagem da língua materna. Dentre essas práticas,
destacam-se:
Oralidade: envolve a capacidade de se expressar oralmente,
utilizando corretamente a língua conforme a norma-padrão, além
de saber ouvir e interpretar o que é dito pelos outros. A prática da
oralidade é fundamental para a comunicação eficaz e para o desen-
volvimento de habilidades de argumentação e persuasão.
Leitura/escuta: refere-se à capacidade de compreender e in-
terpretar textos escritos ou falados. Envolve a habilidade de iden-
tificar informações explícitas e implícitas, relacionar o texto com o
contexto em que está inserido, analisar a estrutura textual, entre
outras competências.
Produção (escrita e multissemiótica): envolve a capacidade de
expressar-se por meio da escrita e de outras linguagens, como a
produção de vídeos, imagens, infográficos, entre outros. A produ-
ção escrita requer o domínio da norma-padrão da língua, além do
conhecimento sobre gêneros textuais, estrutura textual e argumen-
tação.
Análise linguística/semiótica: envolve o estudo e a compreen-
são dos sistemas de representação linguística, como o sistema de
escrita e o sistema da língua. Além disso, engloba o conhecimento
sobre textos e discursos, suas estruturas e modos de organização,
bem como a análise de elementos de outras semioses, como ima-
gens, sons e gestos.
Por meio dessas práticas de linguagem, os indivíduos desen-
volvem habilidades de comunicação, argumentação, interpretação
e produção textual, fundamentais para a sua participação ativa na
sociedade e no mundo contemporâneo. É por meio dessas práticas
que a língua se torna um instrumento de interação e de construção
de significados, possibilitando a expressão e a compreensão de di-
ferentes realidades e experiências.
LÍNGUA PORTUGUESA
49
a solução para o seu concurso!
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QUESTÕES
1. CÂMARA DE ITAUÇU-GO – PROFESSOR NÍVEL III – ITAME –
2019
Texto 1:
Opiniões diferentes
Em um fim de tarde, ao pôr do sol, Jane Andrews, Gilbert Blythe
e Anne Shirley se encontraram junto a uma cerca, à sombra dos
galhos de abetos que uma brisa balançava gentilmente, onde um
atalho no bosque conhecido como Rosa das Bétulas se juntava à
estrada principal. Jane havia passado a tarde com Anne, que agora
acompanhava a amiga até uma parte do caminho de volta, e, ao
passarem pela cerca, depararam-se com Gilbert. Os três estavam
conversando sobre a fatídica manhã do dia seguinte, que seria a
primeira de setembro, quando as escolas voltam a abrir suas portas.
[...]
— Vocês dois têm certa vantagem — suspirou Anne.
— Vão lecionar para crianças que não conhecem, enquanto eu
terei que dar aulas para os meus antigos colegas, e a senhora Lynde
disse que tem medo de que eles não me respeitem como fariam com
um estranho, a menos que eu seja muito severa desde o primeiro
momento. Mas eu não acredito que uma professora deva ser seve-
ra. Ai, parece tanta responsabilidade!
— Creio que vamos nos sair bem — apaziguou Jane. [...] — O
mais importante é manter a ordem, e um professor tem que ser um
pouco severo para isso. Se meus alunos não fizerem o que digo, eu
os castigarei.
— Como?
— Dando-lhes uma boa palmatória, é claro.
— Jane, você não faria isso! — Lamentou Anne, chocada. —
Você não poderia! [...] Eu jamais conseguiria bater em uma criança.
— Replicou Anne, igualmente decidida. — Não acredito de forma
alguma nesse método. A senhorita Stacy nunca surrou nenhum de
nós, e ela mantinha a ordem perfeitamente; e o senhor Phillips esta-
va sempre fazendo isso e não tinha nenhum controle sobre a classe.
Não, se eu não conseguir dar aulas sem palmatória, desistirei de
lecionar. [...]
Trecho do livro Anne de Avonlea, de Lucy Maud Montgomery.
Considerando as classes de palavras, no trecho “Ai, parece tan-
ta responsabilidade!”, a palavra destacada é:
(A) Um advérbio.
(B) Uma conjunção.
(C) Uma interjeição.
(D) Uma preposição.
2. FADCT - 2022 - Prefeitura de Ibema - PR - Assistente Adminis-
trativo- A frase “ O estudante foi convidado para assistir os debates
políticos.” apresenta, de acordo com a norma padrão da Língua por-
tuguesa, um desvio de:
(A) Concordância nominal.
(B) Concordância verbal.
(C) Regência verbal.
(D) Regência nominal
3. FUNCERN - 2019 - Prefeitura de Apodi - RN - Professor de
Ensino Fundamental I ( 1º ao 5º ano)-
Os pontos cegos de nosso cérebro e o risco eterno de aciden-
tes
Luciano Melo
O motorista aguarda o momento seguro para conduzir seu
carro e atravessar o cruzamento. Olha para os lados que atravessará
e, estático, aguarda que outros veículos deixem livre o caminho pela
via transversal à sua frente. Enquanto espera, olha de um lado a ou-
tro a vigiar a pista quase livre. Finalmente não avista mais nenhum
veículo que poderá atrapalhar seu planejado movimento. É hora de
dirigir, mas, no meio da travessia, ele é surpreendido por uma grave
colisão. Uma motocicleta atinge a traseira de seu veículo.
Eu tomo a defesa do motorista: ele não viu a moto se aproxi-
mar. Presumo que vários dos leitores já passaram por situação se-
melhante, mas, caso você seja exceção e acredite que enxergaria
a motocicleta, eu o convido a assistir a um vídeo que existe sobre
isso. O filme prova quão difícil é perceber objetos que de repente
somem ou aparecem em uma cena.
Nossa condição humana está casada com uma inabilidade de
perceber certas mudanças. Claro que notamos muitas alterações à
nossa volta, especialmente se olharmos para o ponto alvo da modi-
ficação no momento em que ela ocorrerá. Assim, se olharmos fixa-
mente para uma janela cheia de vasos de flores, poderemos assistir
à queda de um deles. Mas, se desviarmos brevemente nossos olhos
da janela, justamente no momento do tombo, é possível que nem
notemos a falta do enfeite. O fenômeno se chama cegueira para
mudança: nossa incapacidade de visualizar variações do ambiente
entre uma olhada e outra.
No mundo real, mudanças são geralmente antecedidas por
uma série de movimentos. Se esses movimentos superam um limiar
atrativo, vão capturar nossa atenção que focará na alteração consi-
derada dominante. Por sua vez, modificações que não ultrapassam
o limiar não provocarão divergência da atenção e serão ignoradas.
Quando abrimos nossos olhos, ficamos com a impressão de
termos visão nítida, rica e bem detalhada do mundo que se estende
por todo nosso campo visual. A consciência de nossa percepção não
é limitada, mas nossa atenção enossa memória de curtíssimo prazo
são. Não somos capazes de memorizar tudo instantaneamente à
nossa volta e nem podemos nos ater a tudo que nos cerca. Nossa in-
trospecção da grandiosidade de nossa experiência visual confronta
com nossas limitações perceptivas práticas e cria uma vivência rica,
porém efêmera e sujeita a erros de interpretações. Dimensiona um
gradiente entre o que é real e o que se presume, algo que favorece
os acidentes de trânsito.
Podemos interpretar que o acidente do exemplo do início do
texto se deu porque o motorista convergiu sua atenção às partes
centrais da pista, por onde os carros preferencialmente circulam
sob velocidade mais ou menos previsível. Assim que o último carro
passou, ficou fácil pressupor que o centro da pista permaneceria
vazio por um intervalo de tempo seguro para a travessia. As late-
rais da pista, locais em que motocicletas geralmente trafegam, não
tiveram a atenção merecida, e a velocidade da moto não estava no
padrão esperado.
O mundo aqui fora é um caos repleto de acontecimentos, e
nossos cérebros têm que coletar e reter alguns deles para que pos-
samos compreendê-lo e, assim, agirmos em busca da nossa sobre-
vivência. Mas essas informações são salpicadas, incompletas e mu-
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a solução para o seu concurso!
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táveis. Traçar uma linha que contextualize todos esses dados não é
simples. Eventualmente, esse jogo mental de ligar pontinhos cria
armadilha para nós mesmos, pois por vezes um ponto que deveria
ser descartado é inserido em uma lógica apenas por ser chamativo.
E outro, ao contrário, deveria ser considerado, mas é menospreza-
do, pois à primeira vista não atendeu a um pressuposto.
Essas interpretações podem provocar outras tragédias além
de acidentes de carro.
Disponível em:<https://www1.folha.uol.com.br>. Acesso em: 20 abr.
2019. (texto adaptado)
No trecho “[...]poderemos assistir à queda de um deles.”, a
ocorrência do acento grave é justificada
(A) pela exigência de artigo do termo regente, que é um ver-
bo, e pela exigência de preposição do termo regido, que é um
nome.
(B) pela exigência de preposição do termo regente, que é um
nome, e pela exigência de artigo do termo regido, que é um
verbo.
(C) pela exigência de artigo do termo regente, que é um nome,
e pela exigência de artigo do termo regido, que é um verbo.
(D) pela exigência de preposição do termo regente, que é um
verbo, e pela exigência de artigo do termo regido, que é um
nome.
4. MPE-GO - 2022 - MPE-GO - Oficial de Promotoria - Edital nº
006
A importância dos debates
É promissor que os candidatos ao governo gaúcho venham
dando ênfase nas conversas diretas a projetos de governo de inte-
resse específico dos eleitores
O primeiro confronto direto entre os candidatos Eduardo Leite
(PSDB) e José Ivo Sartori (MDB), que disputam o governo do Estado
em segundo turno, reafirmou a importância dessa alternativa de-
mocrática para ajudar os eleitores a fazer suas escolhas. Uma das
vantagens do sistema de votação em dois turnos, instituído pela
Constituição de 1988, é justamente a de propiciar um maior de-
talhamento dos programas de governo dos dois candidatos mais
votados na primeira etapa.
Foi justamente o que ocorreu ontem entre os postulantes ao
Palácio Piratini. Colocados frente a frente nos microfones da Rá-
dio Gaúcha, ambos tiveram a oportunidade de enfrentar questões
importantes ligadas ao cotidiano dos eleitores. A viabilidade de as
principais demandas dos gaúchos serem contempladas vai depen-
der acima de tudo da estratégia de cada um para enfrentar a crise
das finanças públicas.
Diferentemente do que os eleitores estão habituados a assistir
no horário eleitoral obrigatório e a acompanhar por postagens dos
candidatos nas redes sociais, debates se prestam menos para pro-
paganda pessoal, estratégias de marketing e para a disseminação
de informações inconfiáveis e notícias falsas, neste ano usadas lar-
gamente em campanhas. Além disso, têm a vantagem de desafiar
os candidatos com questionamentos de jornalistas e do público. As
respostas, inclusive, podem ser conferidas por profissionais de im-
prensa, com divulgação posterior, o que facilita o discernimento por
parte de eleitores sobre o que corresponde ou não à verdade.
O Rio Grande do Sul enfrenta uma crise fiscal no setor público
que, se não contar com uma perspectiva de solução imediata, pra-
ticamente vai inviabilizar a implantação de qualquer plano de go-
verno. Por isso, é promissor que, enquanto em outros Estados pre-
dominam denúncias e acusações, os candidatos ao governo gaúcho
venham dando ênfase nas conversas diretas a projetos de governo
de interesse específico dos eleitores.
Democracia se faz com diálogo e transparência. Sem discus-
sões amplas, perdem os cidadãos, que ficam privados de informa-
ções essenciais para fazer suas escolhas com mais objetividade e
menos passionalismo.
(A IMPORTÂNCIA dos debates. GaúchaZH, 17 de outubro de 2018. Dis-
ponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br. Acesso em: 30 de agosto
de 2022)
No segundo parágrafo do texto, há a frase: “Colocados frente
a frente nos microfones da Rádio Gaúcha, ambos tiveram a oportu-
nidade de enfrentar questões importantes ligadas ao cotidiano dos
eleitores.” Conforme se observa, na expressão em destaque, não há
ocorrência da crase.
Assim, seguindo a regra gramatical acerca da crase, assinale a
alternativa em que há o emprego da crase indevidamente:
(A) cara a cara; às ocultas; à procura.
(B) face a face; às pressas; à deriva.
(C) à frente; à direita; às vezes.
(D) à tarde; à sombra de; a exceção de.
5. INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto a seguir para res-
ponder à questão que a ele se refere.
Texto 01
Disponível em: https://brainly.com.br/tarefa/38102601. Acesso em: 18
set. 2022.
De acordo com o texto, “[...] sair de um acidente em alta velo-
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cidade pelo vidro da frente” indica uma
(A) solução.
(B) alternativa.
(C) prevenção.
(D) consequência.
(E) precaução.
6. FGV - 2022 - TJ-DFT - Oficial de Justiça Avaliador Federal- “Quando se julga por indução e sem o necessário conhecimento dos fatos,
às vezes chega-se a ser injusto até mesmo com os malfeitores.” O raciocínio abaixo que deve ser considerado como indutivo é:
(A) Os funcionários públicos folgam amanhã, por isso meu marido ficará em casa;
(B) Todos os juízes procuram julgar corretamente, por isso é o que ele também procura;
(C) Nos dias de semana os mercados abrem, por isso deixarei para comprar isso amanhã;
(D) No inverno, chove todos os dias, por isso vou comprar um guarda-chuva;
(E) Ontem nevou bastante, por isso as estradas devem estar intransitáveis.
7. FGV - 2022 - TJ-DFT - Analista Judiciário - Segurança da Informação- “Também leio livros, muitos livros: mas com eles aprendo menos
do que com a vida. Apenas um livro me ensinou muito: o dicionário. Oh, o dicionário, adoro-o. Mas também adoro a estrada, um dicionário
muito mais maravilhoso.”
Depreende-se desse pensamento que seu autor:
(A) nada aprende com os livros, com exceção do dicionário;
(B) deve tudo que conhece ao dicionário;
(C) adquire conhecimentos com as viagens que realiza;
(D) conhece o mundo por meio da experiência de vida;
(E)constatou que os dicionários registram o melhor da vida.
8. COTEC - 2022 - Prefeitura de Paracatu - MG - Técnico Higiene Dental - INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 01 a seguir para
responder à questão que a ele se refere.
Texto 01
Disponível em: http://bichinhosdejardim.com/triste-fim-relacoes-afetivas/. Acesso em: 18 set. 2022.
A vírgula, na fala do primeiro quadro, foi usada de acordo com a norma para separar um
(A) vocativo.
(B) aposto explicativo.
(C) expressão adverbial.
(D) oração coordenada.
(E) predicativo.
9. CESPE / CEBRASPE - 2022 - Prefeitura de Maringá - PR - Médico Texto CG1A1
Por muitos séculos, pessoas surdas ao redor do mundo eram consideradas incapazes de aprender simplesmente porpossuírem
uma deficiência. No Brasil, infelizmente, isso não era diferente. Essa visão capacitista só começou a mudar a partir do século XVI, com
transformações que ocorreram, num primeiro momento, na Europa, quando educadores, por conta própria, começaram a se preocupar
com esse grupo.
Um dos educadores mais marcantes na luta pela educação dos surdos foi Ernest Huet, ou Eduard Huet, como também era conhe-
cido. Huet, acometido por uma doença, perdeu a audição ainda aos 12 anos; contudo, como era membro de uma família nobre da França,
teve, desde cedo, acesso à melhor educação possível de sua época e, assim, aprendeu a língua de sinais francesa no Instituto Nacional
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de Surdos-Mudos de Paris. No Brasil, tomando-se como inspiração
a iniciativa de Huet, fundouse, em 26 de setembro de 1856, o Im-
perial Instituto de SurdosMudos, instituição de caráter privado. No
seu percurso, o instituto recebeu diversos nomes, mas a mudança
mais significativa se deu em 1957, quando foi denominado Instituto
Nacional de Educação dos Surdos – INES, que está em funciona-
mento até hoje! Essa mudança refletia o princípio de modernização
da década de 1950, pelo qual se guiava o instituto, com suas discus-
sões sobre educação de surdos.
Dessa forma, Huet e a língua de sinais francesa tiveram gran-
de influência na língua brasileira de sinais, a Libras, que foi ganhan-
do espaço aos poucos e logo passou a ser utilizada pelos surdos bra-
sileiros. Contudo, nesse mesmo período, muitos educadores ainda
defendiam a ideia de que a melhor maneira de ensinar era pelo mé-
todo oralizado, ou seja, pessoas surdas seriam educadas por meio
de línguas orais. Nesse caso, a comunicação acontecia nas modali-
dades de escrita, leitura, leitura labial e também oral. No Congresso
de Milão, em 11 de setembro de 1880, muitos educadores votaram
pela proibição da utilização da língua de sinais por não acreditarem
na efetividade desse método na educação das pessoas surdas.
Essa decisão prejudicou consideravelmente o ensino da
Língua Brasileira de Sinais, mas, mesmo diante dessa proibição, a
Libras continuou sendo utilizada devido à persistência dos surdos.
Posteriormente, buscou-se a legitimidade da Língua Brasileira de
Sinais, e os surdos continuaram lutando pelo seu reconhecimento
e regulamentação por meio de um projeto de lei escrito em 1993.
Porém, apenas em 2002, foi aprovada a Lei 10.436/2002, que re-
conhece a Língua Brasileira de Sinais (Libras) como meio legal de
comunicação e expressão no país.
Internet:: <www.ufmg.br>(com adaptações)
Assinale a opção correta a respeito do emprego das formas ver-
bais e dos sinais de pontuação no texto CG1A1.
(A) A correção gramatical e a coerência do texto seriam preser-
vadas, caso a vírgula empregada logo após o vocábulo “mas”
(primeiro período do quarto parágrafo) fosse eliminada.
(B) A forma verbal “tiveram” (primeiro período do terceiro pa-
rágrafo) poderia ser substituída por “obtiveram” sem prejuízo
aos sentidos e à correção gramatical do texto.
(C) A forma verbal “continuou” (primeiro período do quarto
parágrafo) está flexionada no singular para concordar com o
artigo definido “a”, mas poderia ser substituída, sem prejuízo
à correção gramatical, pela forma verbal “continuaram”, que
estabeleceria concordância com o termo “Libras”.
(D) A forma verbal “acreditarem” (quarto período do terceiro
parágrafo) concorda com “educadores” e por isso está flexio-
nada no plural.
(E) No primeiro período do terceiro parágrafo do texto, é facul-
tativo o emprego da vírgula imediatamente após “Libras”.
10. FCC - 2022 - TRT - 14ª Região (RO e AC) - Analista Judiciário
- Área Judiciária- A chama é bela
Nos anos 1970 comprei uma casa no campo com uma bela la-
reira, e para meus filhos, entre 10 e 12 anos, a experiência do fogo,
da brasa que arde, da chama, era um fenômeno absolutamente
novo. E percebi que quando a lareira estava acesa eles deixavam a
televisão de lado. A chama era mais bela e variada do que qualquer
programa, contava histórias infinitas, não seguia esquemas fixos
como um programa televisivo.
O fogo também se faz metáfora de muitas pulsões, do infla-
mar-se de ódio ao fogo da paixão amorosa. E o fogo pode ser a luz
ofuscante que os olhos não podem fixar, como não podem encarar
o Sol (o calor do fogo remete ao calor do Sol), mas devidamente
amestrado, quando se transforma em luz de vela, permite jogos de
claro-escuro, vigílias noturnas nas quais uma chama solitária nos
obriga a imaginar coisas sem nome...
O fogo nasce da matéria para transformar-se em substância
cada vez mais leve e aérea, da chama rubra ou azulada da raiz à
chama branca do ápice, até desmaiar em fumaça... Nesse sentido,
a natureza do fogo é ascensional, remete a uma transcendência e,
contudo, talvez porque tenhamos aprendido que ele vive no cora-
ção da Terra, é também símbolo de profundidades infernais. É vida,
mas é também experiência de seu apagar-se e de sua contínua fra-
gilidade.
(Adaptado de: ECO, Umberto. Construir o inimigo. Rio de Janeiro:
Record, 2021, p. 54-55)
Está plenamente adequada a pontuação da seguinte frase:
(A) Os filhos do autor diante da lareira, não deixaram de se es-
pantar, com o espetáculo inédito daquelas chamas bruxulean-
tes.
(B) Como metáfora, o fogo por conta de seus inúmeros atribu-
tos, chega mesmo a propiciar expansões, simbólicas e metafó-
ricas.
(C) Tanto como a do Sol, a luz do fogo, uma vez expandida,
pode ofuscar os olhos de quem, imprudente, ouse enfrentá-la.
(D) O autor do texto em momentos descritivos, não deixa de
insinuar sua atração, pela magia dos poderes e do espetáculo
do fogo.
(E) Disponíveis metáforas, parecem se desenvolver quando,
por amor ou por ódio extremos somos tomados por paixões
incendiárias.
11. AGIRH - 2022 - Prefeitura de Roseira - SP - Enfermeiro 36
horas - Assinale o item que contém erro de ortografia.
(A) Na cultura japonesa, fica desprestigiado para sempre quem
inflinge as regras da lealdade.
(B) Não conseguindo prever o resultado a que chegariam, sen-
tiu-se frustrado.
(C) Desgostos indescritíveis, porventura, seriam rememorados
durante a sessão de terapia.
(D) Ao reverso de outros, trazia consigo autoconhecimento e
autoafirmação.
12. Unoesc - 2022 - Prefeitura de Maravilha - SC - Agente Admi-
nistrativo - Edital nº 2- Considerando a acentuação tônica, assinale
as alternativas abaixo com (V) verdadeiro ou (F) falso.
( ) As palavras “gramática” e “partir” são, respectivamente,
proparoxítona e oxítona.
( ) “Nós” é uma palavra oxítona.
( ) “César” não é proparoxítona, tampouco oxítona.
( ) “Despretensiosamente” é uma palavra proparoxítona.
( ) “Café” é uma palavra paroxítona.
A sequência correta de cima para baixo é:
(A) F, V, V, F, V.
(B) V, V, F, V, F.
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(C) V, F, V, F, V.
(D) V, V, V, F, F.
13. CESPE / CEBRASPE - 2022 - TCE-PB - Médico- Texto CB1A1-I
A história da saúde não é a história da medicina, pois apenas
de 10% a 20% da saúde são determinados pela medicina, e essa
porcentagem era ainda menor nos séculos anteriores. Os outros
três determinantes da saúde são o comportamento, o ambiente e a
biologia – idade, sexo e genética. As histórias da medicina centradas
no atendimento à saúde não permitem uma compreensão global
da melhoria da saúde humana. A história dessa melhoria é uma his-
tória de superação. Antes dos primeiros progressos, a saúde huma-
na estava totalmente estagnada. Da Revolução Neolítica, há 12 mil
anos, até meados do século XVIII, a expectativa de vida dos seres
humanos ocidentais não evoluíra de modo significativo. Estava pa-
ralisada na faixa dos 25-30 anos. Foi somente a partir de 1750 que
o equilíbrio histórico se modificou positivamente. Vários elementos
alteraram esse contexto, provocando um aumento praticamente
contínuo da longevidade. Há 200 anos, as suecas detinham o re-
corde mundialcom uma longevidade de 46 anos. Em 2019, eram as
japonesas que ocupavam o primeiro lugar, com uma duração média
de vida de 88 anos. Mesmo sem alcançar esse recorde, as popula-
ções dos países industrializados podem esperar viver atualmente
ao menos 80 anos. Desde 1750, cada geração vive um pouco mais
do que a anterior e prepara a seguinte para viver ainda mais tempo.
Jean-David Zeitoun. História da saúde humana: vamos viver cada vez
mais?
Tradução Patrícia Reuillard. São Paulo: Contexto, 2022, p. 10-11 (com
adaptações).
No que se refere a aspectos linguísticos do texto CB1A1-I, jul-
gue o item seguinte.
A inserção de uma vírgula imediatamente após o termo “au-
mento” (nono período) prejudicaria a correção gramatical e o sen-
tido original do texto.
( ) CERTO
( ) ERRADO
14. CESPE / CEBRASPE - 2022 - Prefeitura de Maringá - PR - Mé-
dico- Texto CG1A1
Por muitos séculos, pessoas surdas ao redor do mundo eram
consideradas incapazes de aprender simplesmente por possuírem
uma deficiência. No Brasil, infelizmente, isso não era diferente. Essa
visão capacitista só começou a mudar a partir do século XVI, com
transformações que ocorreram, num primeiro momento, na Euro-
pa, quando educadores, por conta própria, começaram a se preo-
cupar com esse grupo.
Um dos educadores mais marcantes na luta pela educação dos
surdos foi Ernest Huet, ou Eduard Huet, como também era conhe-
cido. Huet, acometido por uma doença, perdeu a audição ainda
aos 12 anos; contudo, como era membro de uma família nobre da
França, teve, desde cedo, acesso à melhor educação possível de sua
época e, assim, aprendeu a língua de sinais francesa no Instituto
Nacional de Surdos-Mudos de Paris. No Brasil, tomando-se como
inspiração a iniciativa de Huet, fundouse, em 26 de setembro de
1856, o Imperial Instituto de SurdosMudos, instituição de caráter
privado. No seu percurso, o instituto recebeu diversos nomes, mas
a mudança mais significativa se deu em 1957, quando foi denomi-
nado Instituto Nacional de Educação dos Surdos – INES, que está
em funcionamento até hoje! Essa mudança refletia o princípio de
modernização da década de 1950, pelo qual se guiava o instituto,
com suas discussões sobre educação de surdos.
Dessa forma, Huet e a língua de sinais francesa tiveram grande
influência na língua brasileira de sinais, a Libras, que foi ganhando
espaço aos poucos e logo passou a ser utilizada pelos surdos bra-
sileiros. Contudo, nesse mesmo período, muitos educadores ainda
defendiam a ideia de que a melhor maneira de ensinar era pelo mé-
todo oralizado, ou seja, pessoas surdas seriam educadas por meio
de línguas orais. Nesse caso, a comunicação acontecia nas modali-
dades de escrita, leitura, leitura labial e também oral. No Congresso
de Milão, em 11 de setembro de 1880, muitos educadores votaram
pela proibição da utilização da língua de sinais por não acreditarem
na efetividade desse método na educação das pessoas surdas.
Essa decisão prejudicou consideravelmente o ensino da Língua
Brasileira de Sinais, mas, mesmo diante dessa proibição, a Libras
continuou sendo utilizada devido à persistência dos surdos. Poste-
riormente, buscou-se a legitimidade da Língua Brasileira de Sinais,
e os surdos continuaram lutando pelo seu reconhecimento e regu-
lamentação por meio de um projeto de lei escrito em 1993. Porém,
apenas em 2002, foi aprovada a Lei 10.436/2002, que reconhece a
Língua Brasileira de Sinais (Libras) como meio legal de comunicação
e expressão no país.
Internet:: <www.ufmg.br>(com adaptações)
A conjunção “contudo”, no segundo período do segundo pará-
grafo do texto CG1A1, poderia ser substituída, mantidas a coesão e
a coerência textuais, por
(A) destarte.
(B) entretanto.
(C) ademais.
(D) embora.
(E) portanto.
15. OBJETIVA - 2022 - Prefeitura de Dezesseis de Novembro -
RS - Controlador Interno- Considerando-se a concordância nominal,
marcar C para as afirmativas Certas, E para as Erradas e, após, assi-
nalar a alternativa que apresenta a sequência CORRETA:
( ) Agora que tudo passou, sinto que tenho menas tristezas na
minha vida.
( ) Posso pedir teu bloco e tua caneta emprestada?
( ) É proibido a entrada de animais na praia.
(A) C - E - C.
(B) C - E - E.
(C) E - E - C.
(D) E - C - E.
16. FCC - 2022 - TRT - 14ª Região (RO e AC) - Analista Judiciário
- Área Judiciária
O meu ofício
O meu ofício é escrever, e sei bem disso há muito tempo. Espe-
ro não ser mal-entendida: não sei nada sobre o valor daquilo que
posso escrever. Quando me ponho a escrever, sinto-me extraordi-
nariamente à vontade e me movo num elemento que tenho a im-
pressão de conhecer extraordinariamente bem: utilizo instrumen-
tos que me são conhecidos e familiares e os sinto bem firmes em
LÍNGUA PORTUGUESA
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minhas mãos. Se faço qualquer outra coisa, se estudo uma língua
estrangeira, se tento aprender história ou geografia, ou tricotar
uma malha, ou viajar, sofro e me pergunto como é que os outros
conseguem fazer essas coisas. E tenho a impressão de ser cega e
surda como uma náusea dentro de mim.
Já quando escrevo nunca penso que talvez haja um modo mais
correto, do qual os outros escritores se servem. Não me importa
nada o modo dos outros escritores. O fato é que só sei escrever
histórias. Se tento escrever um ensaio de crítica ou um artigo sob
encomenda para um jornal, a coisa sai bem ruim. O que escrevo
nesses casos tenho de ir buscar fora de mim. E sempre tenho a sen-
sação de enganar o próximo com palavras tomadas de empréstimo
ou furtadas aqui e ali.
Quando escrevo histórias, sou como alguém que está em seu
país, nas ruas que conhece desde a infância, entre as árvores e os
muros que são seus. Este é o meu ofício, e o farei até a morte. Entre
os cinco e dez anos ainda tinha dúvidas e às vezes imaginava que
podia pintar, ou conquistar países a cavalo, ou inventar uma nova
máquina. Mas a primeira coisa séria que fiz foi escrever um conto,
um conto curto, de cinco ou seis páginas: saiu de mim como um mi-
lagre, numa noite, e quando finalmente fui dormir estava exausta,
atônita, estupefata.
(Adaptado de: GINZBURG, Natalia. As pequenas virtudes. Trad. Maurí-
cio Santana Dias. São Paulo: Cosac Naify, 2015, p, 72-77, passim)
As normas de concordância verbal encontram-se plenamente
observadas em:
(A) As palavras que a alguém ocorrem deitar no papel acabam
por identificar o estilo mesmo de quem as escreveu.
(B) Gaba-se a autora de que às palavras a que recorre nunca
falta a espontaneidade dos bons escritos.
(C) Faltam às tarefas outras de que poderiam se incumbir a fa-
cilidade que encontra ela em escrever seus textos.
(D) Os possíveis entraves para escrever um conto, revela a au-
tora, logo se dissipou em sua primeira tentativa.
(E) Não haveria de surgir impulsos mais fortes, para essa escri-
tora, do que os que a levaram a imaginar histórias.
17 SELECON - 2019 - Prefeitura de Cuiabá - MT - Técnico em
Nutrição Escolar- Considerando a regência nominal e o emprego do
acento grave, o trecho destacado em “inerentes a esta festa” está
corretamente substituído em:
(A) inerentes à determinado momento
(B) inerentes à regras de convivência
(C) inerentes à regulamentos anteriores
(D) inerentes à evidência de incorreções
18. Assinale a frase com desvio de regência verbal.
(A) Informei-lhe o bloqueio do financiamento de pesquisas.
(B) Avisaram-no a liberação de recursos para ciência e tecno-
logia.
(C) Os acadêmicos obedecem ao planejamento estratégico.
(D) Todos os homens, por natureza, aspiram ao saber.
(E) Assistimos ao filme que apresentou a obra daquele grande
cientista.
19. MPE-GO - 2022 - MPE-GO - Oficial de Promotoria - Edital
nº 007- Sendo (C) para as assertivas corretas e (E) para as erradas,
assinale a alternativa com a sequência certa considerando a obser-
vância das normas da língua portuguesa:
( ) O futebol é um esporte de que o povo gosta.
( ) Visitei a cidade onde você nasceu.
( ) É perigoso o local a quevocê se dirige.
( ) Tenho uma coleção de quadros pela qual já me ofereceram
milhões.
(A) E – E – E – C
(B) C – C – C – E
(C) C – E – E – E
(D) C – C – C – C
20. PREFEITURA DE SANTANA DO DESERTO-MG – FISIOTERA-
PEUTA – PREFEITURA DE SANTANA DO DESERTO-MG – 2019
INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto abaixo para responder
à questão que se segue.
A zica do Planalto
Zica com “c” é uma gíria brasileira que significa mau agouro,
azar, maldição, momento de baixoastral, quando tudo dá errado. A
origem da palavra não se sabe ao certo, mas há quem jure que seria
uma contração da palavra ziquizira. Faz sentido. Não tem nada a ver
com a zika, triste doença transmitida pelo mosquito Aedes aegypti.
Triste porque infecta o cérebro de bebês no útero materno, triste
porque atesta nossa incompetência de país subdesenvolvido diante
do mosquito que também transmite a dengue, triste porque pode
atingir 1,5 milhão de pessoas no Brasil neste ano, segundo a Orga-
nização Mundial da Saúde (OMS).
Cada fala da presidente Dilma Rousseff sobre a zika vira uma
festa para humoristas e um constrangimento para a maioria da po-
pulação – não, claro, para os militantes dilmistas, que a perdoam
sempre e atribuem esses lapsos à pressão da dieta argentina ou da
“inquisição medieval” contra ela e contra Lula. Dilma já chamou o
mosquito de vírus. Dilma já chamou a zika de vetor. Dilma já disse
que a doença é transmitida por ovos infectados por vírus. Dilma já
inventou um outro inseto que seria especializado em zika, e que
não seria o mesmo da dengue.
Dilma também disse que “o Brasil não parou e nem vai parar” –
e não vai mesmo parar de piorar enquanto ela achar que o inferno
são os outros. A microcefalia do Planalto não permite que criatura
e criador caiam na real. Dilma e Lula estão juntos na saúde e na
doença, na alegria e na tristeza. Juntos no idioma maltratado. Jun-
tos na solidariedade a Zé Dirceu, o consultor-modelo que mais voou
em jatinhos de empreiteiros e lobistas, abastecidos por propinas.
Juntos no discurso de perseguição da “mídia”, da Lava Jato e dos
delatores premiados.
Pode continuar a trocar o ministro da Saúde, o ministro da Fa-
zenda, o ministro do Planejamento, o ministro da Educação (aliás,
por onde anda Aloizio Mercadante, qual será seu bloco escolar este
ano?). De nada vai adiantar essa dança das cadeiras ministeriais
para agradar a um ou outro partido. Não são eles os mosquitos ve-
tores que contaminaram o Brasil com uma ziquizira da qual será
muito difícil sair. O da Saúde, Marcelo Castro, formado em psiquia-
tria, depois de espalhar piadinhas de mau gosto com mulheres grá-
vidas, cometeu o pecado fatal: foi sincero. Marcelo Castro disse que
o Brasil “está perdendo feio” a guerra contra o mosquito – e isso é
o fim da picada, não é, presidente?
LÍNGUA PORTUGUESA
55
a solução para o seu concurso!
Editora
Dilma não convive com a sinceridade. Seu governo não erra.
Aliás, “se erra”, como admitiu há alguns meses, erra pouco e sem
maldade – e tudo tem conserto. Erra porque foi vítima. Suas ami-
gas, do gênero Erenice Guerra, também sempre acertam. Se erram,
é por ingenuidade ou por falta de memória. A ex-ministra Erenice é
ingênua, dá para sentir. E nem lembra quem pagou viagens aéreas
dela. Dilma também já se esqueceu de muitas canetadas nessa ro-
da-viva de Petrobras, Casa Civil, Presidência da República. Seu pro-
blema não foi o mosquito, mas a mosca azul.
Para a mosca azul não há antídoto nem vacina. A mosca, num
passe de mágica, tira as contas do vermelho num gráfico ilusório,
com a sua, a nossa ajuda. Uns bilhões do FGTS aqui, outros da CPMF
ali, e pronto. O país fica cor-de-rosa, a cor dos programas eleitorais
do PT. Só que não, a conta não fecha mesmo assim, porque o Estado
brasileiro é voraz e gigantesco. Não há foco na redução do tama-
nho. Só no aumento de taxas, impostos e contas de serviços públi-
cos. A dívida pública federal terminou 2015 em R$ 2.793 trilhões. A
dívida – assim como o Brasil – não vai parar.
Diante do Conselhão de quase uma centena de empresários,
empreendedores, banqueiros e autoridades – sem a presença in-
cômoda da imprensa –, Dilma lançou um plano de sete medidas
para liberar R$ 83 bilhões em crédito para habitação, agricultura,
infraestrutura, pequenas e médias empresas. A maior parte desse
dinheiro viria do FGTS. Crédito para um país em recessão, que não
acredita na capacidade do governo para enfrentar a crise. Dilma dis-
se que, para “a travessia a um porto seguro”, a CPMF é “a melhor
solução disponível”.
Não existe nem espaço para o crédito moral, quando se vê Lula,
o fiador de Dilma, acuado por delações que o envolvem em refor-
mas milionárias e obscuras de imóveis como o tríplex do Guarujá
ou o sítio de Atibaia – hoje amaldiçoados. Na vida real, os juros
batem recorde e famílias endividadas precisam refinanciar seus dé-
bitos porque não podem lançar mão do dinheiro alheio. O Solaris
não nasce para todos. A zica que contaminou o país tem origem na
Capital.
(Disponível em : https://oglobo.globo.com/epoca/colunas-e-blogs/
ruth-de)
Considere o trecho: “Zica com “c” é uma gíria brasileira que
significa mau agouro, azar, maldição, momento de baixo-astral,
quando tudo dá errado. A origem da palavra não se sabe ao certo,
mas há quem jure que seria uma contração da palavra ziquizira. Faz
sentido. Não tem nada a ver com a zika, triste doença transmitida
pelo mosquito Aedes aegypti. ” (Parágrafo 1º)
Tendo em vista a significação das palavras, é CORRETO afirmar
que as palavras negritadas são:
(A) Homônimas homógrafas.
(B) Parônimas.
(C) Homônimas homófonas.
(D) Sinônimas.
GABARITO
1 C
2 C
3 D
4 D
5 D
6 E
7 D
8 A
9 D
10 C
11 A
12 D
13 CERTO
14 B
15 D
16 B
17 D
18 B
19 D
20 C
ANOTAÇÕES
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RACIOCÍNIO LÓGICO E
MATEMÁTICO
RACIOCÍNIO LÓGICO NUMÉRICO: RESOLUÇÃO DE PROBLEMAS ENVOLVENDO NÚMEROS REAIS
CONJUNTO DOS NÚMEROS REAIS (R)
O conjunto dos números reais, representado por R, é a fusão do conjunto dos números racionais com o conjunto dos números
irracionais. Vale ressaltar que o conjunto dos números racionais é a combinação dos conjuntos dos números naturais e inteiros. Podemos
afirmar que entre quaisquer dois números reais há uma infinidade de outros números.
R = Q U I, sendo Q ∩ I = Ø ( Se um número real é racional, não irracional, e vice-versa).
Lembrando que N Ϲ Z Ϲ Q, podemos construir o diagrama abaixo:
Entre os conjuntos números reais, temos:
R*= {x ∈ R│x ≠ 0}: conjunto dos números reais não-nulos.
R+ = {x ∈ R│x ≥ 0}: conjunto dos números reais não-negativos.
R*+ = {x ∈ R│x > 0}: conjunto dos números reais positivos.
R– = {x ∈ R│x ≤ 0}: conjunto dos números reais não-positivos.
R*– = {x ∈ R│x < 0}: conjunto dos números reais negativos.
Valem todas as propriedades anteriormente discutidas nos conjuntos anteriores, incluindo os conceitos de módulo, números opostos
e números inversos (quando aplicável).
A representação dos números reais permite estabelecer uma relação de ordem entre eles. Os números reais positivos são maiores
que zero, enquanto os negativos são menores. Expressamos a relação de ordem da seguinte maneira: Dados dois números reais, a e b,
RACIOCÍNIO LÓGICO E MATEMÁTICO
5858
a solução para o seu concurso!
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a ≤ b ↔ b – a ≥ 0
Operações com números Reais
Operando com as aproximações, obtemos uma sequência de intervalos fixos que determinam um número real. Assim, vamos abordar
as operações de adição, subtração, multiplicação e divisão.
Intervalos reais
O conjunto dos números reais possui subconjuntos chamados intervalos, determinados por meio de desigualdades. Dados os números
a e b, com a < b, temos os seguintes intervalos:
– Bolinha aberta: representa o intervalo aberto (excluindo o número), utilizando os símbolos:
> ;< ; ] ; [
– Bolinha fechada: representa o intervalo fechado (incluindo o número), utilizando os símbolos:
≥ ; ≤ ; [ ; ]
Podemos utilizar ( ) no lugar dos [ ] para indicar as extremidades abertas dos intervalos:
[a, b[ = (a, b);
]a, b] = (a, b];
]a, b[ = (a, b).
a) Em algumas situações, é necessário registrar numericamente variações de valores em sentidos opostos, ou seja, maiores ou
acima de zero (positivos), como as medidas de temperatura ou valores em débito ou em haver, etc. Esses números, que se estendem
indefinidamente tanto para o lado direito (positivos) quanto para o lado esquerdo (negativos), são chamados números relativos.
b) O valor absoluto de um número relativo é o valor numérico desse número sem levar em consideração o sinal.
c) O valor simétrico de um número é o mesmo numeral, diferindo apenas no sinal.
— Operações com Números Relativos
Adição e Subtração de Números Relativos
a) Quando os numerais possuem o mesmo sinal, adicione os valores absolutos e conserve o sinal.
b) Se os numerais têm sinais diferentes, subtraia o numeral de menor valor e atribua o sinal do numeral de maior valor.
Multiplicação e Divisão de Números Relativos
a) Se dois números relativos têm o mesmo sinal, o produto e o quociente são sempre positivos.
b) Se os números relativos têm sinais diferentes, o produto e o quociente são sempre negativos.
RACIOCÍNIO LÓGICO E MATEMÁTICO
59
a solução para o seu concurso!
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Exemplos:
1) Na figura abaixo, o ponto que melhor representa a diferença
na reta dos números reais é:
(A) P.
(B) Q.
(C) R.
(D) S.
Solução: Resposta: A.
2) Considere m um número real menor que 20 e avalie as
afirmações I, II e III:
I- (20 – m) é um número menor que 20.
II- (20 m) é um número maior que 20.
III- (20 m) é um número menor que 20.
É correto afirmar que:
A) I, II e III são verdadeiras.
B) apenas I e II são verdadeiras.
C) I, II e III são falsas.
D) apenas II e III são falsas.
Solução: Resposta: C.
I. Falso, pois m é Real e pode ser negativo.
II. Falso, pois m é Real e pode ser negativo.
III. Falso, pois m é Real e pode ser positivo.
3) (CODAR – Coletor de lixo reciclável – EXATUS/2016) Numa
divisão com números inteiros, o resto vale 5, o divisor é igual ao res-
to somado a 3 unidades e o quociente é igual ao dobro do divisor.
Assim, é correto afirmar que o valor do dividendo é igual a:
(A) 145.
(B) 133.
(C) 127.
(D) 118.
Solução: Resposta: B.
Tendo D = dividendo; d = divisor; Q = quociente e R = resto,
podemos escrever essa divisão como:
D = d.Q + R
Sabemos que o R = 5
O divisor é o R + 3 → d = R + 3 = 5 + 3 = 8
E o quociente o dobro do divisor → Q = 2d = 2.8 = 16
Montando temos: D = 8.16 + 5 = 128 + 5 = 133
4) (METRÔ – Assistente Administrativo Júnior – FCC) Quatro
números inteiros serão sorteados. Se o número sorteado for par,
ele deve ser dividido por 2 e ao quociente deve ser acrescido 17. Se
o número sorteado for ímpar, ele deve ser dividido por seu maior
divisor e do quociente deve ser subtraído 15. Após esse procedi-
mento, os quatro resultados obtidos deverão ser somados. Saben-
do que os números sorteados foram 40, 35, 66 e 27, a soma obtida
ao final é igual a
(A) 87.
(B) 59.
(C) 28.
(D) 65.
(E) 63.
Solução: Resposta: B.
* número 40: é par.
40 / 2 + 17 = 20 + 17 = 37
* número 35: é ímpar.
Seu maior divisor é 35.
35 / 35 – 15 = 1 – 15 = – 14
* número 66: é par.
66 / 2 + 17 = 33 + 17 = 50
* número 27: éímpar.
Seu maior divisor é 27.
27 / 27 – 15 = 1 – 15 = – 14
* Por fim, vamos somar os resultados:
37 – 14 + 50 – 14 = 87 – 28 = 59
CONJUNTOS
Conjunto está presente em muitos aspectos da vida, sejam eles
cotidianos, culturais ou científicos. Por exemplo, formamos conjun-
tos ao organizar a lista de amigos para uma festa agrupar os dias da
semana ou simplesmente fazer grupos.
Os componentes de um conjunto são chamados de elementos.
Para enumerar um conjunto usamos geralmente uma letra
maiúscula.
Representações
Pode ser definido por:
-Enumerando todos os elementos do conjunto: S={1, 3, 5, 7, 9}
-Simbolicamente: B={x>N|x<8}, enumerando esses elementos
temos:
B={0,1,2,3,4,5,6,7}
– Diagrama de Venn
Há também um conjunto que não contém elemento e é repre-
sentado da seguinte forma: S = c ou S = { }.
RACIOCÍNIO LÓGICO E MATEMÁTICO
6060
a solução para o seu concurso!
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Quando todos os elementos de um conjunto A pertencem tam-
bém a outro conjunto B, dizemos que:
A é subconjunto de B
Ou A é parte de B
A está contido em B escrevemos: A ⊂ B
Se existir pelo menos um elemento de A que não pertence a
B: A ⊄ B
Símbolos
∈: pertence
∉: não pertence
⊂: está contido
⊄: não está contido
⊃: contém
⊅: não contém
/: tal que
⟹: implica que
⇔: se,e somente se
∃: existe
∄: não existe
∀: para todo(ou qualquer que seja)
∅: conjunto vazio
N: conjunto dos números naturais
Z: conjunto dos números inteiros
Q: conjunto dos números racionais
Q’=I: conjunto dos números irracionais
R: conjunto dos números reais
Igualdade
Propriedades básicas da igualdade
Para todos os conjuntos A, B e C,para todos os objetos x ∈ U,
temos que:
(1) A = A.
(2) Se A = B, então B = A.
(3) Se A = B e B = C, então A = C.
(4) Se A = B e x ∈ A, então x∈ B.
Se A = B e A ∈ C, então B ∈ C.
Dois conjuntos são iguais se, e somente se, possuem exata-
mente os mesmos elementos. Em símbolo:
Para saber se dois conjuntos A e B são iguais, precisamos saber
apenas quais são os elementos.
Não importa ordem:
A={1,2,3} e B={2,1,3}
Não importa se há repetição:
A={1,2,2,3} e B={1,2,3}
Classificação
Definição
Chama-se cardinal de um conjunto, e representa-se por #, ao
número de elementos que ele possui.
Exemplo
Por exemplo, se A ={45,65,85,95} então #A = 4.
Definições
Dois conjuntos dizem-se equipotentes se têm o mesmo cardi-
nal.
Um conjunto diz-se
a) infinito quando não é possível enumerar todos os seus ele-
mentos
b) finito quando é possível enumerar todos os seus elementos
c) singular quando é formado por um único elemento
d) vazio quando não tem elementos
Exemplos
N é um conjunto infinito (O cardinal do conjunto N (#N) é infi-
nito (∞));
A = {½, 1} é um conjunto finito (#A = 2);
B = {Lua} é um conjunto singular (#B = 1)
{ } ou ∅ é o conjunto vazio (#∅ = 0)
Pertinência
O conceito básico da teoria dos conjuntos é a relação de perti-
nência representada pelo símbolo ∈. As letras minúsculas designam
os elementos de um conjunto e as maiúsculas, os conjuntos. Assim,
o conjunto das vogais (V) é:
V={a,e,i,o,u}
A relação de pertinência é expressa por: a∈V
A relação de não-pertinência é expressa por:b∉V, pois o ele-
mento b não pertence ao conjunto V.
Inclusão
A Relação de inclusão possui 3 propriedades:
Propriedade reflexiva: A⊂A, isto é, um conjunto sempre é sub-
conjunto dele mesmo.
Propriedade antissimétrica: se A⊂B e B⊂A, então A=B
Propriedade transitiva: se A⊂B e B⊂C, então, A⊂C.
Operações
União
Dados dois conjuntos A e B, existe sempre um terceiro formado
pelos elementos que pertencem pelo menos um dos conjuntos a
que chamamos conjunto união e representamos por: A∪B.
Formalmente temos: A∪B={x|x ∈ A ou x ∈ B}
Exemplo:
A={1,2,3,4} e B={5,6}
A∪B={1,2,3,4,5,6}
Interseção
A interseção dos conjuntos A e B é o conjunto formado pelos
elementos que são ao mesmo tempo de A e de B, e é representada
por : A∩B. Simbolicamente: A∩B={x|x∈A e x∈B}
Exemplo:
A={a,b,c,d,e} e B={d,e,f,g}
A∩B={d,e}
RACIOCÍNIO LÓGICO E MATEMÁTICO
61
a solução para o seu concurso!
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Diferença
Uma outra operação entre conjuntos é a diferença, que a cada
par A, B de conjuntos faz corresponder o conjunto definido por:
A – B ou A\B que se diz a diferença entre A e B ou o comple-
mentar de B em relação a A.
A este conjunto pertencem os elementos de A que não perten-
cem a B.
A\B = {x : x∈A e x∉B}.
Exemplo:
A = {0, 1, 2, 3, 4, 5} e B = {5, 6, 7}
Então os elementos de A – B serão os elementos do conjunto A
menos os elementos que pertencerem ao conjunto B.
Portanto A – B = {0, 1, 2, 3, 4}.
Complementar
Sejam A e B dois conjuntos tais que A⊂B. Chama-se comple-
mentar de A em relação a B, que indicamos por CBA, o conjunto
cujos elementos são todos aqueles que pertencem a B e não per-
tencem a A.
A⊂B⇔ CBA={x|x∈B e x∉A}=B-A
Exemplo
A={1,2,3} B={1,2,3,4,5}
CBA={4,5}
Representação
-Enumerando todos os elementos do conjunto: S={1, 2, 3, 4, 5}
-Simbolicamente: B={x∈ N|2<x<8}, enumerando esses elemen-
tos temos:
B={3,4,5,6,7}
- por meio de diagrama:
Quando um conjunto não possuir elementos chama-se de con-
junto vazio: S=∅ ou S={ }.
Igualdade
Dois conjuntos são iguais se, e somente se, possuem exata-
mente os mesmos elementos. Em símbolo:
Para saber se dois conjuntos A e B são iguais, precisamos saber
apenas quais são os elementos.
Não importa ordem:
A={1,2,3} e B={2,1,3}
Não importa se há repetição:
A={1,2,2,3} e B={1,2,3}
Relação de Pertinência
Relacionam um elemento com conjunto. E a indicação que o
elemento pertence (∈) ou não pertence (∉)
Exemplo: Dado o conjunto A={-3, 0, 1, 5}
0∈A
2∉A
Relações de Inclusão
Relacionam um conjunto com outro conjunto.
Simbologia: ⊂(está contido), ⊄(não está contido), ⊃(contém),
⊅ (não contém)
A Relação de inclusão possui 3 propriedades:
Exemplo:
{1, 3,5}⊂{0, 1, 2, 3, 4, 5}
{0, 1, 2, 3, 4, 5}⊃{1, 3,5}
Aqui vale a famosa regrinha que o professor ensina, boca aber-
ta para o maior conjunto.
Subconjunto
O conjunto A é subconjunto de B se todo elemento de A é tam-
bém elemento de B.
Exemplo: {2,4} é subconjunto de {x∈N|x é par}
Operações
União
Dados dois conjuntos A e B, existe sempre um terceiro formado
pelos elementos que pertencem pelo menos um dos conjuntos a
que chamamos conjunto união e representamos por: A∪B.
Formalmente temos: A∪B={x|x ∈A ou x∈B}
Exemplo:
A={1,2,3,4} e B={5,6}
A∪B={1,2,3,4,5,6}
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a solução para o seu concurso!
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Interseção
A interseção dos conjuntos A e B é o conjunto formado pelos
elementos que são ao mesmo tempo de A e de B, e é representada
por : A∩B.
Simbolicamente: A∩B={x|x ∈A e x ∈B}
Exemplo:
A={a,b,c,d,e} e B={d,e,f,g}
A∩B={d,e}
Diferença
Uma outra operação entre conjuntos é a diferença, que a cada
par A, B de conjuntos faz corresponder o conjunto definido por:
A – B ou A\B que se diz a diferença entre A e B ou o comple-
mentar de B em relação a A.
A este conjunto pertencem os elementos de A que não perten-
cem a B.
A\B = {x : x ∈A e x∉B}.
B-A = {x : x ∈B e x∉A}.
Exemplo:
A = {0, 1, 2, 3, 4, 5} e B = {5, 6, 7}
Então os elementos de A – B serão os elementos do conjunto A
menos os elementos que pertencerem ao conjunto B.
Portanto A – B = {0, 1, 2, 3, 4}.
Complementar
O complementar do conjunto A( ) é o conjunto formado pelos
elementos do conjunto universo que não pertencem a A.
Fórmulas da união
n(A ∪B)=n(A)+n(B)-n(A∩B)
n(A ∪B∪C)=n(A)+n(B)+n(C)+n(A∩B∩C)-n(A∩B)-n(A∩C)-n(B C)
Essas fórmulas muitas vezes nos ajudam, pois ao invés de fazer
todo o diagrama, se colocarmos nessa fórmula, o resultado é mais
rápido, o que na prova de concurso é interessante devido ao tempo.
Mas, faremos exercícios dos dois modos para você entender
melhor e perceber que, dependendo do exercício é melhor fazer de
uma forma ou outra.
Exemplo
(MANAUSPREV – Analista Previdenciário – FCC/2015) Em um
grupo de 32 homens, 18 são altos, 22 são barbados e 16 são care-
cas. Homens altos e barbados que não são carecas são seis. Todos
homens altos que são carecas, são também barbados. Sabe-seque
existem 5 homens que são altos e não são barbados nem carecas.
Sabe-se que existem 5 homens que são barbados e não são altos
nem carecas. Sabe-se que existem 5 homens que são carecas e não
são altos e nem barbados. Dentre todos esses homens, o número
de barbados que não são altos, mas são carecas é igual a
(A) 4.
(B) 7.
(C) 13.
(D) 5.
(E) 8.
Primeiro, quando temos 3 diagramas, sempre começamos pela
interseção dos 3, depois interseção a cada 2 e por fim, cada um
Se todo homem careca é barbado, não teremos apenas ho-
mens carecas e altos.
RACIOCÍNIO LÓGICO E MATEMÁTICO
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a solução para o seu concurso!
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Homens altos e barbados são 6
Sabe-se que existem 5 homens que são barbados e não são
altos nem carecas. Sabe-se que existem 5 homens que são carecas
e não são altos e nem barbados
Sabemos que 18 são altos
Quando somarmos 5+x+6=18
X=18-11=7
Carecas são 16
7+y+5=16
Y=16-12
Y=4
Então o número de barbados que não são altos, mas são care-
cas são 4.
Nesse exercício ficará difícil se pensarmos na fórmula, ficou
grande devido as explicações, mas se você fizer tudo no mesmo dia-
grama, mas seguindo os passos, o resultado sairá fácil.
Exemplo
(SEGPLAN/GO – Perito Criminal – FUNIVERSA/2015) Suponha
que, dos 250 candidatos selecionados ao cargo de perito criminal:
1) 80 sejam formados em Física;
2) 90 sejam formados em Biologia;
3) 55 sejam formados em Química;
4) 32 sejam formados em Biologia e Física;
5) 23 sejam formados em Química e Física;
6) 16 sejam formados em Biologia e Química;
7) 8 sejam formados em Física, em Química e em Biologia.
Considerando essa situação, assinale a alternativa correta.
(A) Mais de 80 dos candidatos selecionados não são físicos nem
biólogos nem químicos.
(B) Mais de 40 dos candidatos selecionados são formados ape-
nas em Física.
(C) Menos de 20 dos candidatos selecionados são formados
apenas em Física e em Biologia.
(D) Mais de 30 dos candidatos selecionados são formados ape-
nas em Química.
(E) Escolhendo-se ao acaso um dos candidatos selecionados, a
probabilidade de ele ter apenas as duas formações, Física e Quími-
ca, é inferior a 0,05.
Resolução
A nossa primeira conta, deve ser achar o número de candidatos
que não são físicos, biólogos e nem químicos.
n (F ∪B∪Q)=n(F)+n(B)+n(Q)+n(F∩B∩Q)-n(F∩B)-n(F∩Q)-
-n(B∩Q)
n(F ∪B∪Q)=80+90+55+8-32-23-16=162
Temos um total de 250 candidatos
250-162=88
Resposta: A.
PORCENTAGEM
O termo porcentagem se refere a uma fração cujo denomina-
dor é 100, seu símbolo é (%). Sua utilização está tão disseminada
que a encontramos nos meios de comunicação, nas estatísticas, em
máquinas de calcular, etc.
Os acréscimos e os descontos é importante saber porque ajuda
muito na resolução do exercício.
RACIOCÍNIO LÓGICO E MATEMÁTICO
6464
a solução para o seu concurso!
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Acréscimo
Se, por exemplo, há um acréscimo de 10% a um determina-
do valor, podemos calcular o novo valor apenas multiplicando esse
valor por 1,10, que é o fator de multiplicação. Se o acréscimo for
de 20%, multiplicamos por 1,20, e assim por diante. Veja a tabela
abaixo:
ACRÉSCIMO OU LUCRO FATOR DE MULTIPLICAÇÃO
10% 1,10
15% 1,15
20% 1,20
47% 1,47
67% 1,67
Exemplo: Aumentando 10% no valor de R$10,00 temos:
10 x 1,10 = R$ 11,00
Desconto
No caso de haver um decréscimo, o fator de multiplicação será:
Fator de Multiplicação =1 - taxa de desconto (na forma decimal)
Veja a tabela abaixo:
DESCONTO FATOR DE MULTIPLICAÇÃO
10% 0,90
25% 0,75
34% 0,66
60% 0,40
90% 0,10
Exemplo: Descontando 10% no valor de R$10,00 temos:
10 X 0,90 = R$ 9,00
Chamamos de lucro em uma transação comercial de compra e
venda a diferença entre o preço de venda e o preço de custo.
Lucro=preço de venda -preço de custo
Podemos expressar o lucro na forma de porcentagem de duas
formas:
Exemplo
(DPE/RR – Analista de Sistemas – FCC/2015) Em sala de aula
com 25 alunos e 20 alunas, 60% desse total está com gripe. Se x%
das meninas dessa sala estão com gripe, o menor valor possível
para x é igual a
(A) 8.
(B) 15.
(C) 10.
(D) 6.
(E) 12.
Resolução
45------100%
X-------60%
X=27
O menor número de meninas possíveis para ter gripe é se to-
dos os meninos estiverem gripados, assim apenas 2 meninas estão.
Resposta: C.
MÉDIAS
Média aritmética de um conjunto de números é o valor que se
obtém dividindo a soma dos elementos pelo número de elementos
do conjunto.
Representemos a média aritmética por .
A média pode ser calculada apenas se a variável envolvida na
pesquisa for quantitativa. Não faz sentido calcular a média aritméti-
ca para variáveis quantitativas.
Na realização de uma mesma pesquisa estatística entre diferen-
tes grupos, se for possível calcular a média, ficará mais fácil estabe-
lecer uma comparação entre esses grupos e perceber tendências.
Considerando uma equipe de basquete, a soma das alturas dos
jogadores é:
1,85 + 1,85 + 1,95 + 1,98 + 1,98 + 1,98 + 2,01 + 2,01+2,07+2,07
+2,07+2,07+2,10+2,13+2,18 = 30,0
Se dividirmos esse valor pelo número total de jogadores, obte-
remos a média aritmética das alturas:
A média aritmética das alturas dos jogadores é 2,02m.
Média Ponderada
A média dos elementos do conjunto numérico A relativa à adi-
ção e na qual cada elemento tem um “determinado peso” é chama-
da média aritmética ponderada.
Mediana (Md)
Sejam os valores escritos em rol: x1 , x2 , x3 , ... xn
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Sendo n ímpar, chama-se mediana o termo xi tal que o núme-
ro de termos da sequência que precedem xi é igual ao número de
termos que o sucedem, isto é, xi é termo médio da sequência (xn)
em rol.
Sendo n par, chama-se mediana o valor obtido pela média arit-
mética entre os termos xj e xj +1, tais que o número de termos que
precedem xj é igual ao número de termos que sucedem xj +1, isto é,
a mediana é a média aritmética entre os termos centrais da sequ-
ência (xn) em rol.
Exemplo 1:
Determinar a mediana do conjunto de dados:
{12, 3, 7, 10, 21, 18, 23}
Solução:
Escrevendo os elementos do conjunto em rol, tem-se: (3, 7, 10,
12, 18, 21, 23). A mediana é o termo médio desse rol. Logo: Md=12
Resposta: Md=12.
Exemplo 2:
Determinar a mediana do conjunto de dados:
{10, 12, 3, 7, 18, 23, 21, 25}.
Solução:
Escrevendo-se os elementos do conjunto em rol, tem-se:
(3, 7, 10, 12, 18, 21, 23, 25). A mediana é a média aritmética
entre os dois termos centrais do rol.
Logo:
Resposta: Md=15
Moda (Mo)
Num conjunto de números: x1 , x2 , x3 , ... xn, chama-se moda
aquele valor que ocorre com maior frequência.
Observação:
A moda pode não existir e, se existir, pode não ser única.
Exemplo 1:
O conjunto de dados 3, 3, 8, 8, 8, 6, 9, 31 tem moda igual a 8,
isto é, Mo=8.
Exemplo 2:
O conjunto de dados 1, 2, 9, 6, 3, 5 não tem moda.
SEQUÊNCIAS E PADRÕES (COM NÚMEROS, FIGURAS OU
PALAVRAS)
A lógica sequencial envolve a percepção e interpretação de
objetos que induzem a uma sequência, buscando reconhecer essa
sequência e estabelecer sucessores a este objeto.
Muitas vezes essas questões vêm atreladas com aspectos
aritméticos (sequências numéricas) ou geometria (construção de
certas figuras).
Não há como sistematizar este assunto, então iremos ver
alguns exemplos para nos inspirar para que busquemos resolver
demais questões.
Exemplos:
1 – A sequência de números a seguir foi construída com um
padrão lógico e é uma sequência ilimitada:
0, 1, 2, 3, 4, 5, 10, 11, 12, 13, 14, 15, 20, 21, 22, 23, 24, 25, 30,
31, 32, 33, 34, 35, 40, …
A partir dessas informações, identifique o termo da posição 74
e o termo da posição 95. Qual a soma destes dois termos?
Vamos analisar esta sequência dada:
1º) Vemos que a sequência vai de 6 em 6 termos e pula para a
dezena seguinte
Os primeiros 6 termos vão de 0 a 5
Do 7º termo ao 12º termo: 10 a 15
13º termo ao 18º termo: 20 a 25
2º) Vemos que o padrão segue a tabuada do 6
6 x 1 = 6 (0 até 5)
6 x 2 = 12 (10 até 15)
6 x 3 = 18 (20 até 25)
3º) O número que está multiplicando o 6 menos uma unidaderepresenta a dezena que estamos começando a contar:
6 x 1 1 - 1 = 0 (0 até 5)
6 x 2 2 - 1 = 1 (10 até 15)
6 x 3 3 - 1 = 2 (20 até 25)
4º) Se dividirmos 74 por 6 e 95 por 6 descobriremos seus va-
lores
74 : 6 = 12 (sobra 2)
95 : 6 = 15 (sobra 5)
5º) O termo 74 então está dois termos após 6 x 12
6 x 12 12 - 1 = 11 (110 até 115)
Então o termo 74 está no intervalo entre 120 até 125
O 74º termo é o número 121
6º) Da mesma forma, 95 está 5 após 6 x 15
6 x 15 15 - 1 = 14 (140 até 145)
O termo 95 está no intervalo entre 150 até 155
O 95º termo é o número 154
7º) Somando 121 + 154 = 275
2. Analise a sequência a seguir:
4; 7; 13; 25; 49
Admitindo-se que a regularidade dessa sequência permaneça a
mesma para os números seguintes, é correto afirmar que o sétimo
termo será igual a?
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1º) Do primeiro termo para o segundo, estamos somando 3.
2º) Do segundo termo para o terceiro, estamos somando 6.
3º) Do terceiro termo para o quarto, estamos somando 12.
4º) Do quarto termo para o quinto, estamos somando 24.
5º) Podemos estabelecer o padrão que estamos multiplicando a soma anterior por 2.
6º) Assim, do quinto termo para o sexto, estaríamos somando 48. E do sexto para o sétimo estaríamos somando 96
7º) Dessa forma, basta somarmos 49 com 48 e 96: 49 + 48 + 96 = 193
3 – Observe a sequência:
O padrão de formação dessa sequência permanece para as figuras seguintes. Desse modo, a figura que deve ocupar a 131ª posição
na sequência é idêntica à qual figura?
1º) Vemos que o padrão retorna para a origem a cada 7 termos.
2º) Os termos 14, 21, 28, 35, …, irão ser os mesmos que o padrão da 7ª figura.
3º) Os termos 8, 15, 22, 29, 36, …, irão ser os mesmos que o padrão da 1ª figura.
4º) Vamos então dividir 131 por 7 para descobrir essa equivalência.
131 : 7 = 18 (sobra 5)
5º) Justamente essa sobra, 5, será a posição equivalente.
Assim, a figura da 131ª posição é idêntica a figura da 5ª posição.
RACIOCÍNIO LÓGICO: PROPOSIÇÕES. CONECTIVOS. NEGAÇÃO. TABELA-VERDADE. EQUIVALÊNCIA E IMPLICAÇÃO LÓGICA.
ARGUMENTAÇÃO LÓGICA. ESTRUTURAS LÓGICAS. CONDIÇÃO NECESSÁRIA E SUFICIENTE
ESTRUTURAS LÓGICAS
Raciocínio lógico é o modo de pensamento que elenca hipóteses, a partir delas, é possível relacionar resultados, obter conclusões e,
por fim, chegar a um resultado final.
Mas nem todo caminho é certeiro, sendo assim, certas estruturas foram organizadas de modo a analisar a estrutura da lógica, para
poder justamente determinar um modo, para que o caminho traçado não seja o errado. Veremos que há diversas estruturas para isso, que
se organizam de maneira matemática.
A estrutura mais importante são as proposições.
Proposição: declaração ou sentença, que pode ser verdadeira ou falsa.
Ex.: Carlos é professor.
As proposições podem assumir dois aspectos, verdadeiro ou falso. No exemplo acima, caso Carlos seja professor, a proposição é
verdadeira. Se fosse ao contrário, ela seria falsa.
Importante notar que a proposição deve afirmar algo, acompanhado de um verbo (é, fez, não notou e etc). Caso a nossa frase seja
“Brasil e Argentina”, nada está sendo afirmado, logo, a frase não é uma proposição.
Há também o caso de certas frases que podem ser ou não proposições, dependendo do contexto. A frase “N>3” só pode ser classificada
como verdadeira ou falsa caso tenhamos algumas informações sobre N, caso contrário, nada pode ser afirmado. Nestes casos, chamamos
estas frases de sentenças abertas, devido ao seu caráter imperativo.
O processo matemático em volta do raciocínio lógico nos permite deduzir diversas relações entre declarações, assim, iremos utilizar
alguns símbolos e letras de forma a exprimir estes encadeamentos.
As proposições podem ser substituídas por letras minúsculas (p.ex.: a, b, p, q, …)
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Seja a proposição p: Carlos é professor
Uma outra proposição q: A moeda do Brasil é o Real
É importante lembrar que nosso intuito aqui é ver se a proposição se classifica como verdadeira ou falsa.
Podemos obter novas proposições relacionando-as entre si. Por exemplo, podemos juntar as proposições p e q acima obtendo uma
única proposição “Carlos é professor e a moeda do Brasil é o Real”.
Nos próximos exemplos, veremos como relacionar uma ou mais proposições através de conectivos.
Existem cinco conectivos fundamentais, são eles:
^: e (aditivo) conjunção
Posso escrever “Carlos é professor e a moeda do Brasil é o Real”, posso escrever p ^ q.
v: ou (um ou outro) ou disjunção
p v q: Carlos é professor ou a moeda do Brasil é o Real
: “ou” exclusivo (este ou aquele, mas não ambos) ou disjunção exclusiva (repare o ponto acima do conectivo).
p v q: Ou Carlos é professor ou a moeda do Brasil é o Real (mas nunca ambos)
¬ ou ~: negação
~p: Carlos não é professor
->: implicação ou condicional (se… então…)
p -> q: Se Carlos é professor, então a moeda do Brasil é o Real
⇔: Se, e somente se (ou bi implicação) (bicondicional)
p ⇔ q: Carlos é professor se, e somente se, a moeda do Brasil é o Real
Vemos que, mesmo tratando de letras e símbolos, estas estruturas se baseiam totalmente na nossa linguagem, o que torna mais
natural decifrar esta simbologia.
Por fim, a lógica tradicional segue três princípios. Podem parecer princípios tolos, por serem óbvios, mas pensemos aqui, que estamos
estabelecendo as regras do nosso jogo, então é primordial que tudo esteja extremamente estabelecido.
1 – Princípio da Identidade
p=p
Literalmente, estamos afirmando que uma proposição é igual (ou equivalente) a ela mesma.
2 – Princípio da Não contradição
p = q v p ≠ q
Estamos estabelecendo que apenas uma coisa pode acontecer às nossas proposições. Ou elas são iguais ou são diferentes, ou seja,
não podemos ter que uma proposição igual e diferente a outra ao mesmo tempo.
3 – Princípio do Terceiro excluído
p v ¬ p
Por fim, estabelecemos que uma proposição ou é verdadeira ou é falsa, não havendo mais nenhuma opção, ou seja, excluindo uma
nova (como são duas, uma terceira) opção).
DICA: Vimos então as principais estruturas lógicas, como lidamos com elas e quais as regras para jogarmos este jogo. Então, escreva
várias frases, julgue se são proposições ou não e depois tente traduzi-las para a linguagem simbólica que aprendemos.
TABELA VERDADE
Quando trabalhamos com as proposições compostas, determinamos o seu valor lógico partindo das proposições simples que a com-
põe. O valor lógico de qualquer proposição composta depende UNICAMENTE dos valores lógicos das proposições simples componentes,
ficando por eles UNIVOCAMENTE determinados.
• Número de linhas de uma Tabela Verdade: depende do número de proposições simples que a integram, sendo dado pelo seguinte
teorema:
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“A tabela verdade de uma proposição composta com n* proposições simples componentes contém 2n linhas.”
Exemplo:
3. (CESPE/UNB) Se “A”, “B”, “C” e “D” forem proposições simples e distintas, então o número de linhas da tabela-verdade da propo-
sição (A → B) ↔ (C → D) será igual a:
(A) 2;
(B) 4;
(C) 8;
(D) 16;
(E) 32.
Resolução:
Veja que podemos aplicar a mesma linha do raciocínio acima, então teremos:
Número de linhas = 2n = 24 = 16 linhas.
Resposta D.
EQUIVALÊNCIA
Duas ou mais proposições compostas são equivalentes, quando mesmo possuindo estruturas lógicas diferentes, apresentam a mesma
solução em suas respectivas tabelas verdade.
Se as proposições P(p,q,r,...) e Q(p,q,r,...) são ambas TAUTOLOGIAS, ou então, são CONTRADIÇÕES, então são EQUIVALENTES.
Exemplo:
5. (VUNESP/TJSP) Uma negação lógica para a afirmação “João é rico, ou Maria é pobre” é:
(A) Se João é rico, então Maria é pobre.
(B) João não é rico, e Maria não é pobre.
(C) João é rico, e Maria não é pobre.
(D) Se João não é rico, então Maria não é pobre.
(E) João não é rico, ou Maria não é pobre.
Resolução:
Nesta questão, a proposição a ser negada trata-se da disjunçãode duas proposições lógicas simples. Para tal, trocamos o conectivo
por “e” e negamos as proposições “João é rico” e “Maria é pobre”. Vejam como fica:
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Resposta: B.
LEIS DE MORGAN
Com elas:
– Negamos que duas dadas proposições são ao mesmo tempo
verdadeiras equivalendo a afirmar que pelo menos uma é falsa
– Negamos que uma pelo menos de duas proposições é verda-
deira equivalendo a afirmar que ambas são falsas.
ATENÇÃO
As Leis de Morgan ex-
primem que NEGAÇÃO
transforma:
CONJUNÇÃO em DISJUNÇÃO
DISJUNÇÃO em CONJUNÇÃO
IMPLICAÇÃO LÓGICA
A proposição P(p,q,r,...) implica logicamente a proposição Q(p,-
q,r,...) quando Q é verdadeira todas as vezes que P é verdadeira.
Representamos a implicação com o símbolo “⇒”, simbolicamente
temos:
P(p,q,r,...) ⇒ Q(p,q,r,...).
ATENÇÃO: Os símbolos “→” e “⇒” são completamente distin-
tos. O primeiro (“→”) representa a condicional, que é um conecti-
vo. O segundo (“⇒”) representa a relação de implicação lógica que
pode ou não existir entre duas proposições.
Exemplo:
Observe:
- Toda proposição implica uma Tautologia:
- Somente uma contradição implica uma contradição:
Propriedades
• Reflexiva:
– P(p,q,r,...) ⇒ P(p,q,r,...)
– Uma proposição complexa implica ela mesma.
• Transitiva:
– Se P(p,q,r,...) ⇒ Q(p,q,r,...) e
Q(p,q,r,...) ⇒ R(p,q,r,...), então
P(p,q,r,...) ⇒ R(p,q,r,...)
– Se P ⇒ Q e Q ⇒ R, então P ⇒ R
Regras de Inferência
• Inferência é o ato ou processo de derivar conclusões lógicas
de proposições conhecidas ou decididamente verdadeiras. Em ou-
tras palavras: é a obtenção de novas proposições a partir de propo-
sições verdadeiras já existentes.
Regras de Inferência obtidas da implicação lógica
• Silogismo Disjuntivo
• Modus Ponens
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• Modus Tollens
Tautologias e Implicação Lógica
• Teorema
P(p,q,r,..) ⇒ Q(p,q,r,...) se e somente se P(p,q,r,...) → Q(p,q,r,...)
Observe que:
→ indica uma operação lógica entre as proposições. Ex.: das
proposições p e q, dá-se a nova proposição p → q.
⇒ indica uma relação. Ex.: estabelece que a condicional P → Q
é tautológica.
Inferências
• Regra do Silogismo Hipotético
Princípio da inconsistência
– Como “p ^ ~p → q” é tautológica, subsiste a implicação lógica
p ^ ~p ⇒ q
– Assim, de uma contradição p ^ ~p se deduz qualquer propo-
sição q.
A proposição “(p ↔ q) ^ p” implica a proposição “q”, pois a
condicional “(p ↔ q) ^ p → q” é tautológica.
LÓGICA DE ARGUMENTAÇÃO
Quando falamos sobre lógica de argumentação, estamos
nos referindo ao processo de argumentar, ou seja, através de
argumentos é possível convencer sobre a veracidade de certo
assunto.
No entanto, a construção desta argumentação não é
necessariamente correta. Veremos alguns casos de argumentação,
e como eles podem nos levar a algumas respostas corretas e outras
falsas.
Analogias: Argumentação pela semelhança (analogamente)
Todo ser humano é mortal
Sócrates é um ser humano
Logo Sócrates é mortal
Inferências: Argumentar através da dedução
Se Carlos for professor, haverá aula
Se houve aula, então significa que Carlos é professor, caso
contrário, então Carlos não é professor
Deduções: Argumentar partindo do todo e indo a uma parte
específica
Roraima fica no Brasil
A moeda do Brasil é o Real
Logo, a moeda de Roraima é o Real
Indução: É a argumentação oposta a dedução, indo de uma
parte específica e chegando ao todo
Todo professor usa jaleco
Todo médico usa jaleco
Então todo professor é médico
Vemos que nem todas as formas de argumentação são verdades
universais, contudo, estão estruturadas de forma a parecerem
minimamente convincentes. Para isso, devemos diferenciar uma
argumentação verdadeira de uma falsa. Quando a argumentação
resultar num resultado falso, chamaremos tal argumentação de
sofismo1.
No sofismo temos um encadeamento lógico, no entanto, esse
encadeamento se baseia em algumas sutilezas que nos conduzem a
resultados falsos. Por exemplo:
A água do mar é feita de água e sal
A bolacha de água e sal é feita de água e sal
Logo, a bolacha de água e sal é feita de mar (ou o mar é feito
de bolacha)
Esta argumentação obviamente é falsa, mas está estruturada
de forma a parecer verdadeira, principalmente se vista com pressa.
Convidamos você, caro leitor, para refletir sobre outro exemplo
de sofismo:
Queijo suíço tem buraco
Quanto mais queijo, mais buraco
Quanto mais buraco, menos queijo
Então quanto mais queijo, menos queijo?
1 O termo sofismo vem dos Sofistas, pensadores não alinhados aos
movimentos platônico e aristotélico na Grécia dos séculos V e IV AEC,
sendo considerados muitas vezes falaciosos por essas linhas de pensa-
mento. Desta forma, o termo sofismo se refere a quando a estrutura
foge da lógica tradicional e se obtém uma conclusão falsa.
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PROBLEMAS DE CONTAGEM: PRINCÍPIO ADITIVO E PRIN-
CÍPIO MULTIPLICATIVO. ARRANJOS. COMBINAÇÕES. PER-
MUTAÇÕES
Análise Combinatória
A Análise Combinatória é a área da Matemática que trata dos
problemas de contagem.
Temos dois princípios de contagem: o aditivo e o multiplicativo.
Vejamos
Princípio aditivo
Se existem m1 possibilidades de ocorrer um evento E1, m2 pos-
sibilidades de ocorrer um evento E2 e m3 para ocorrer o evento
E3, o número total de possibilidades de ocorrer o evento E1 ou o
evento E2 ou o evento E3, será de m1+m2+m3.
O conectivo que caracteriza a aplicação do princípio aditivo é o
“OU”, que está associado a união de conjuntos.
Exemplo:
(CORPO DE BOMBEIROS MILITAR/MT – OFICIAL BOMBEIRO
MILITAR – COVEST – UNEMAT) A maioria das pizzarias disponibili-
zam uma grande variedade de sabores aos seus clientes. A pizzaria
“Vários Sabores” disponibiliza dez sabores diferentes. No entanto,
as pizzas pequenas podem ser feitas somente com um sabor; as
médias, com até dois sabores, e as grandes podem ser montadas
com até três sabores diferentes.
Imagine que um cliente peça uma pizza grande.
De quantas maneiras diferentes a pizza pode ser montada no
que diz respeito aos sabores?
(A) 10
(B) 720
(C) 100
(D) 820
(E) 730
Resolução:
As pizzas grandes podem ser montadas com ATÉ 3 sabores:
* 1 sabor: 10 maneiras
* 2 sabores: 10 . 9 = 90 maneiras
* 3 sabores: 10 . 9 . 8 = 720 maneiras
Como as pizzas podem ter 1 OU 2 OU 3 sabores, basta SOMAR
cada uma das possibilidades, temos: 10 + 90 + 720 = 820 maneiras.
Resposta: D
Princípio multiplicativo ou fundamental da contagem (PFC)
Constitui a ferramenta básica para resolver problemas de con-
tagem sem que seja necessário enumerar seus elementos, através
das possibilidades dadas. Podemos dizer que, um evento B pode
ser feito de n maneiras, então, existem m • n maneiras de fazer e
executar o evento B.
Exemplo:
(CÂMARA DE CHAPECÓ/SC – ASSISTENTE DE LEGISLAÇÃO E
ADMINISTRAÇÃO – OBJETIVA) Quantos são os gabaritos possíveis
para uma prova com 6 questões, sendo que cada questão possui 4
alternativas, e apenas uma delas é a alternativa correta?
(A) 1.296
(B) 3.474
(C) 2.348
(D) 4.096
Resolução:
4 . 4 . 4 . 4 . 4 . 4 = 4096
Resposta: D
Fatorial
É comum nos problemas de contagem, calcularmos o produto
de uma multiplicação cujos fatores são números naturais consecu-
tivos. Para facilitar adotamos o fatorial.
n! = n(n - 1)(n - 2)... 3 . 2 . 1, (n ϵ N)
Arranjo Simples
Denomina-se arranjo simples dos n elementos de E, p a p, toda
sequência de p elementos distintos de E.
Exemplo
Usando somente algarismos 5, 6 e 7. Quantos números de 2
algarismos distintos podemos formar?
Observe que os números obtidos diferem entre si:
Pela ordem dos elementos: 56 e 65
Pelos elementos componentes: 56 e 67
Cada número assim obtido é denominado arranjo simples dos
3 elementos tomados 2 a 2.
Indica-se A3,2
Permutação Simples
Chama-se permutação simples dos n elementos, qualquer
agrupamento(sequência) de n elementos distintos de E.
O número de permutaçõessimples de n elementos é indicado
por Pn.
Pn = n!
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7272
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Exemplo
Quantos anagramas tem a palavra CHUVEIRO?
Solução
A palavra tem 8 letras, portanto:
P8 = 8! = 8 . 7 . 6 . 5 . 4 . 3 . 2 . 1 = 40320
Permutação com elementos repetidos
De modo geral, o número de permutações de n objetos, dos quais n1 são iguais a A, n2 são iguais a B, n3 são iguais a C etc.
Exemplo
Quantos anagramas tem a palavra PARALELEPÍPEDO?
Solução
Se todos as letras fossem distintas, teríamos 14! Permutações. Como temos uma letra repetida, esse número será menor.
Temos 3P, 2A, 2L e 3 E
Combinação Simples
Dado o conjunto {a1, a2, ..., an} com n objetos distintos, podemos formar subconjuntos com p elementos. Cada subconjunto com i
elementos é chamado combinação simples.
Exemplo
Calcule o número de comissões compostas de 3 alunos que podemos formar a partir de um grupo de 5 alunos.
Solução
Números Binomiais
O número de combinações de n elementos, tomados p a p, também é representado pelo número binomial .
Binomiais Complementares
Dois binomiais de mesmo numerador em que a soma dos denominadores é igual ao numerador são iguais:
Relação de Stifel
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Triângulo de Pascal
LINHA 0 1
LINHA 1 1 1
LINHA 2 1 2 1
LINHA 3 1 3 3 1
LINHA 4 1 4 6 4 1
LINHA 5 1 5 10 10 5 1
LINHA 6 1 6 15 20 15 6 1
Binômio de Newton
Denomina-se binômio de Newton todo binômio da forma (a + b)n, com n ϵ N. Vamos desenvolver alguns binômios:
n = 0 → (a + b)0 = 1
n = 1 → (a + b)1 = 1a + 1b
n = 2 → (a + b)2 = 1a2 + 2ab +1b2
n = 3 → (a + b)3 = 1a3 + 3a2b +3ab2 + b3
Observe que os coeficientes dos termos formam o triângulo de Pascal.
NOÇÕES DE PROBABILIDADE
Experimento Aleatório
Qualquer experiência ou ensaio cujo resultado é imprevisível, por depender exclusivamente do acaso, por exemplo, o lançamento de
um dado.
Espaço Amostral
Num experimento aleatório, o conjunto de todos os resultados possíveis é chamado espaço amostral, que se indica por E.
No lançamento de um dado, observando a face voltada para cima, tem-se:
E={1,2,3,4,5,6}
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7474
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No lançamento de uma moeda, observando a face voltada para
cima:
E={Ca,Co}
Evento
É qualquer subconjunto de um espaço amostral.
No lançamento de um dado, vimos que
E={1,2,3,4,5,6}
Esperando ocorrer o número 5, tem-se o evento {5}: Ocorrer
um número par, tem-se {2,4,6}.
Exemplo
Considere o seguinte experimento: registrar as faces voltadas
para cima em três lançamentos de uma moeda.
a) Quantos elementos tem o espaço amostral?
b) Descreva o espaço amostral.
Solução
a) O espaço amostral tem 8 elementos, pois cada lançamento,
há duas possibilidades.
2x2x2=8
b)
E={(C,C,C), (C,C,R),(C,R,C),(R,C,C),(R,R,C),(R,C,R),(C,R,R),(R,R,R)}
Probabilidade
Considere um experimento aleatório de espaço amostral E com
n(E) amostras equiprováveis. Seja A um evento com n(A) amostras.
Eventos complementares
Seja E um espaço amostral finito e não vazio, e seja A um evento
de E. Chama-se complementar de A, e indica-se por , o evento
formado por todos os elementos de E que não pertencem a A.
Note que
Exemplo
Uma bola é retirada de uma urna que contém bolas coloridas.
Sabe-se que a probabilidade de ter sido retirada uma bola vermelha
é .Calcular a probabilidade de ter sido retirada uma bola que não
seja vermelha.
Solução
São complementares.
Adição de probabilidades
Sejam A e B dois eventos de um espaço amostral E, finito e não
vazio. Tem-se:
Exemplo
No lançamento de um dado, qual é a probabilidade de se obter
um número par ou menor que 5, na face superior?
Solução
E={1,2,3,4,5,6} n(E)=6
Sejam os eventos
A={2,4,6} n(A)=3
B={1,2,3,4} n(B)=4
Probabilidade Condicional
É a probabilidade de ocorrer o evento A dado que ocorreu o
evento B, definido por:
E={1,2,3,4,5,6}, n(E)=6
B={2,4,6} n(B)=3
A={2}
Eventos Simultâneos
Considerando dois eventos, A e B, de um mesmo espaço amos-
tral, a probabilidade de ocorrer A e B é dada por:
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QUESTÕES
1. (EBSERH/ HUPAA – UFAL – Analista Administrativo – Admi-
nistração – IDECAN) Mário começou a praticar um novo jogo que
adquiriu para seu videogame. Considere que a cada partida ele con-
seguiu melhorar sua pontuação, equivalendo sempre a 15 pontos
a menos que o dobro marcado na partida anterior. Se na quinta
partida ele marcou 3.791 pontos, então, a soma dos algarismos da
quantidade de pontos adquiridos na primeira partida foi igual a
(A) 4.
(B) 5.
(C) 7.
(D) 8.
(E) 10.
2. (TJ/PR - Técnico Judiciário – TJ/PR) Uma caixa contém certa
quantidade de lâmpadas. Ao retirá-las de 3 em 3 ou de 5 em 5, so-
bram 2 lâmpadas na caixa.
Entretanto, se as lâmpadas forem removidas de 7 em 7, sobrará
uma única lâmpada. Assinale a alternativa correspondente à quan-
tidade de lâmpadas que há na caixa, sabendo que esta comporta
um máximo de 100 lâmpadas.
(A) 36.
(B) 57.
(C) 78.
(D) 92.
3. (MP/SP – Auxiliar de Promotoria I – Administrativo – VU-
NESP) Para ir de sua casa à escola, Zeca percorre uma distância igual
a 3/4 da distância percorrida na volta, que é feita por um trajeto
diferente. Se a distância percorrida por Zeca para ir de sua casa à
escola e dela voltar é igual a 7/5 de um quilômetro, então a distân-
cia percorrida por Zeca na ida de sua casa à escola corresponde, de
um quilômetro, a
(A)
(B)
(C)
(D)
(E)
4. (TJ/SP - Auxiliar de Saúde Judiciário - Auxiliar em Saúde Bucal
– VUNESP) Para numerar as páginas de um livro, uma impressora
gasta 0,001 mL por cada algarismo impresso. Por exemplo, para nu-
merar as páginas 7, 58 e 290 gasta-se, respectivamente, 0,001 mL,
0,002 mL e 0,003 mL de tinta. O total de tinta que será gasto para
numerar da página 1 até a página 1 000 de um livro, em mL, será
(A) 1,111.
(B) 2,003.
(C) 2,893.
(D) 1,003.
(E) 2,561.
5. (SAP/SP - AGENTE DE SEGURANÇA PENITENCIÁRIA - MS-
CONCURSOS/2017) Um aparelho de televisão que custa R$1600,00
estava sendo vendido, numa liquidação, com um desconto de 40%.
Marta queria comprar essa televisão, porém não tinha condições de
pagar à vista, e o vendedor propôs que ela desse um cheque para
15 dias, pagando 10% de juros sobre o valor da venda na liquidação.
Ela aceitou e pagou pela televisão o valor de:
(A) R$1120,00
(B) R$1056,00
(C) R$960,00
(D) R$864,00
6. (TST – TÉCNICO JUDICIÁRIO – FCC/2017) A equipe de se-
gurança de um Tribunal conseguia resolver mensalmente cerca de
35% das ocorrências de dano ao patrimônio nas cercanias desse
prédio, identificando os criminosos e os encaminhando às autori-
dades competentes. Após uma reestruturação dos procedimentos
de segurança, a mesma equipe conseguiu aumentar o percentual
de resolução mensal de ocorrências desse tipo de crime para cer-
ca de 63%. De acordo com esses dados, com tal reestruturação, a
equipe de segurança aumentou sua eficácia no combate ao dano
ao patrimônio em
(A) 35%.
(B) 28%.
(C) 63%.
(D) 41%.
(E) 80%.
7. (TST – TÉCNICO JUDICIÁRIO – FCC/2017) Três irmãos, An-
dré, Beatriz e Clarice, receberam de uma tia herança constituída pe-
las seguintes joias: um bracelete de ouro, um colar de pérolas e um
par de brincos de diamante. A tia especificou em testamento que
as joias não deveriam ser vendidas antes da partilha e que cada um
deveria ficar com uma delas, mas não especificou qual deveria ser
dada a quem. O justo, pensaram os irmãos, seria que cada um re-
cebesse cerca de 33,3% da herança, mas eles achavam que as joias
tinham valores diferentes entre si e, além disso, tinham diferentes
opiniões sobre seus valores. Então, decidiram fazer a partilha do
seguinte modo:
− Inicialmente, sem que os demais vissem, cada um deveria
escrever em um papel três porcentagens, indicando sua avaliação
sobre o valor de cada joia com relação ao valor total da herança.
− A seguir, todos deveriam mostrar aos demais suasavaliações.
− Uma partilha seria considerada boa se cada um deles rece-
besse uma joia que avaliou como valendo 33,3% da herança toda
ou mais.
As avaliações de cada um dos irmãos a respeito das joias foi a
RACIOCÍNIO LÓGICO E MATEMÁTICO
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seguinte:
ANDRÉ Bracelete: 40% Colar: 50% Brincos: 10%
BEATRIZ Bracelete: 30% Colar: 50% Brincos: 20%
CLARICE Bracelete: 30% Colar: 20% Brincos: 50%
Assim, uma partilha boa seria se André, Beatriz e Clarice rece-
bessem, respectivamente,
(A) o bracelete, os brincos e o colar.
(B) os brincos, o colar e o bracelete.
(C) o colar, o bracelete e os brincos.
(D) o bracelete, o colar e os brincos.
(E) o colar, os brincos e o bracelete.
8. (CRBIO – AUXILIAR ADMINISTRATIVO – VUNESP/2017)
Uma empresa tem 120 funcionários no total: 70 possuem curso
superior e 50 não possuem curso superior. Sabe-se que a média
salarial de toda a empresa é de R$ 5.000,00, e que a média sala-
rial somente dos funcionários que possuem curso superior é de R$
6.000,00. Desse modo, é correto afirmar que a média salarial dos
funcionários dessa empresa que não possuem curso superior é de
(A) R$ 4.000,00.
(B) R$ 3.900,00.
(C) R$ 3.800,00.
(D) R$ 3.700,00.
(E) R$ 3.600,00.
9. (UFES - Assistente em Administração – UFES/2017) Uma de-
terminada família é composta por pai, por mãe e por seis filhos.
Eles possuem um automóvel de oito lugares, sendo que dois lugares
estão em dois bancos dianteiros, um do motorista e o outro do ca-
rona, e os demais lugares em dois bancos traseiros. Eles viajarão no
automóvel, e o pai e a mãe necessariamente ocuparão um dos dois
bancos dianteiros. O número de maneiras de dispor os membros da
família nos lugares do automóvel é igual a:
(A) 1440
(B) 1480
(C) 1520
(D) 1560
(E) 1600
10. (TJ/RS - Técnico Judiciário – FAURGS/2017) Tomando os al-
garismos 1, 2, 3, 4, 5, 6 e 7, quantos números pares de 4 algarismos
distintos podem ser formados?
(A) 120.
(B) 210.
(C) 360.
(D) 630.
(E) 840.
11. (IF/ES – Administrador – IFES/2017) Seis livros diferentes
estão distribuídos em uma estante de vidro, conforme a figura abai-
xo:
Considerando-se essa mesma forma de distribuição, de quan-
tas maneiras distintas esses livros podem ser organizados na estan-
te?
(A) 30 maneiras
(B) 60 maneiras
(C) 120 maneiras
(D) 360 maneiras
(E) 720 maneiras
12. (UTFPR - Técnico de Tecnologia da Informação –
UTFPR/2017) Em um carro que possui 5 assentos, irão viajar 4 pas-
sageiros e 1 motorista. Assinale a alternativa que indica de quantas
maneiras distintas os 4 passageiros podem ocupar os assentos do
carro.
(A) 13.
(B) 26.
(C) 17.
(D) 20.
(E) 24.
13. (TJM/SP – ESCREVENTE TÉCNICO JUDICIÁRIO – VU-
NESP/2017) Leia o enunciado a seguir para responder a questão.
A tabela apresenta o número de acertos dos 600 candidatos
que realizaram a prova da segunda fase de um concurso, que conti-
nha 5 questões de múltipla escolha
NÚMERO DE ACERTOS NÚMERO DE CANDIDATOS
5 204
4 132
3 96
2 78
1 66
0 24
A média de acertos por prova foi de
(A) 3,57.
(B) 3,43
(C) 3,32.
(D) 3,25.
(E) 3,19.
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77
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14. (SAP/SP - AGENTE DE SEGURANÇA PENITENCIÁRIA -
MSCONCURSOS/2017) A uma excursão, foram 48 pessoas, entre
homens e mulheres. Numa escolha ao acaso, a probabilidade de se
sortear um homem é de 5/12 . Quantas mulheres foram à excursão?
(A) 20
(B) 24
(C) 28
(D) 32
15. (UPE – TÉCNICO EM ADMINISTRAÇÃO – UPENET/2017)
Qual a probabilidade de, lançados simultaneamente dois dados ho-
nestos, a soma dos resultados ser igual ou maior que 10?
(A) 1/18
(B) 1/36
(C) 1/6
(D) 1/12
(E) ¼
16. (UPE – TÉCNICO EM ADMINISTRAÇÃO – UPENET/2017)
Uma pesquisa feita com 200 frequentadores de um parque, em que
50 não praticavam corrida nem caminhada, 30 faziam caminhada e
corrida, e 80 exercitavam corrida, qual a probabilidade de encontrar
no parque um entrevistado que pratique apenas caminhada?
(A) 7/20
(B) 1/2
(C)1/4
(D) 3/20
(E) 1/5
17. (CRF/MT - AGENTE ADMINISTRATIVO – QUADRIX/2017)
Num grupo de 150 jovens, 32 gostam de música, esporte e leitu-
ra; 48 gostam de música e esporte; 60 gostam de música e leitura;
44 gostam de esporte e leitura; 12 gostam somente de música; 18
gostam somente de esporte; e 10 gostam somente de leitura. Ao
escolher ao acaso um desses jovens, qual é a probabilidade de ele
não gostar de nenhuma dessas atividades?
(A) 1/75
(B) 39/75
(C) 11/75
(D) 40/75
(E) 76/75
18. (CRMV/SC – RECEPCIONISTA – IESES/2017) Sabe-se que
17% dos moradores de um condomínio tem gatos, 22% tem cachor-
ros e 8% tem ambos (gatos e cachorros). Qual é o percentual de
condôminos que não tem nem gatos e nem cachorros?
(A) 53
(B) 69
(C) 72
(D) 47
19. (UFAL – AUXILIAR DE BIBLIOTECA – COPEVE/2016) A ta-
bela apresenta o número de empréstimos de livros de uma biblio-
teca setorial de um Instituto Federal, no primeiro semestre de 2016.
MÊS EMPRÉSTIMOS
JANEIRO 15
FEVEREIRO 25
MARÇO 22
ABRIL 30
MAIO 28
JUNHO 15
Dadas as afirmativas,
I. A biblioteca emprestou, em média, 22,5 livros por mês.
II. A mediana da série de valores é igual a 26.
III. A moda da série de valores é igual a 15.
Verifica-se que está(ão) correta(s)
(A) II, apenas.
(B) III, apenas.
(C) I e II, apenas.
(D) I e III, apenas.
(E) I, II e III.
20. (DESENBAHIA – TÉCNICO ESCRITURÁRIO – INSTITUTO
AOCP/2017) Para realização de uma pesquisa sobre a preferência
de algumas pessoas entre dois canais de TV, canal A e Canal B, os
entrevistadores colheram as seguintes informações: 17 pessoas
preferem o canal A, 13 pessoas assistem o canal B e 10 pessoas
gostam dos canais A e B. Assinale a alternativa que apresenta o total
de pessoas entrevistadas.
(A) 20
(B) 23
(C) 27
(D) 30
(E) 40
21. (FUNDATEC - 2022 - Prefeitura de Caxias do Sul - RS - Técni-
co em Contabilidade) Na lógica proposicional, as proposições com-
postas são constituídas de conectivos e proposições simples. Na
sentença “Doze é número par, mas é múltiplo de três”, temos uma
sentença composta com o conectivo da ______________ e respec-
tivo valor lógico ______________.
Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamen-
te, as lacunas do trecho acima.
Alternativas
(A) negação – falsa
(B) disjunção – verdadeira
(C) disjunção – falsa
(D) conjunção – verdadeira
(E) conjunção – falsa
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22. (FUNDATEC - 2022 - SPGG - RS - Analista Arquiteto) Os co-
nectivos lógicos são palavras ou símbolos utilizados para conectar
proposições de acordo com as regras da lógica formal. A alternativa
que apresenta uma disjunção, uma conjunção e uma condicional,
nessa ordem, é:
Alternativas
(A) p → q, p v q e p ^ q
(B) p → q, p ^ q e p v q
(C) p v q, p ^ q e p → q
(D) p ^ q, p v q e p → q
(E) p v q, p → q e p ^ q
23. (COPS-UEL - 2018 - Câmara de Cambé - PR - Advogado) Se
Ana for para a Colônia de Férias, comprará um livro para a roda de
leitura. Quem gosta de comprar livro para a roda de leitura vai para
a Colônia de Férias. Com base nessas afirmações, assinale a alter-
nativa correta.
Alternativas
(A) Se Ana gostar de comprar livro para a roda de leitura, então
ela comprará um livro para a roda de leitura.
(B) Se Ana gostar de comprar livro para a roda de leitura, então
ela não vai para a Colônia de Férias.
(C) Se Ana comprou um livro para a roda de leitura, então ela
vai para a Colônia de Férias.
(D) Se Ana foi para a Colônia de Férias, então ela gosta de com-
prar livro para a roda de leitura.
(E) Se Ana foi para a Colônia de Férias, então ela não gosta de
comprar livro para a roda de leitura.
24. (MPU – 1996) Se Ana não é advogada, então Sandra é se-
cretária. Se Ana é advogada, então Paula não é professora. Ora,
Paula é professora. Portanto:
(A) Ana é advogada
(B) Sandra é secretária
(C) Ana é advogada, ou Paula não é professora
(D) Ana é advogada, e Paula é professora
(E) Ana não é advogada e Sandra não é secretária
25. (INAZ do Pará- 2017 - DPE-PR - Técnico em Informática)
Diz-se que duas preposições são equivalentes entre si quando elas
possuem o mesmo valor lógico. A sentença logicamente equivalen-
te a: “ Se Maria é médica, então Victor é professor” é:
Alternativas
(A) Se Victor não é professor então Maria não é médica
(B) Se Maria não é médica então Victor não é professor
(C) Se Victor é professor, Maria é médica
(D) Se Maria é médica ou Victor é professor
(E) Se Maria é médica ou Victor não é professor
26. Sabe-se que a ocorrência de B é condição necessária para
a ocorrência de C e condição suficiente para a ocorrência de D. Sa-
be-se, também, que a ocorrência de D é condição necessária e sufi-
ciente para a ocorrência de A Assim quando C ocorre,
(A) D ocorre e B não ocorre
(B) D não ocorre ou A não ocorre
(C) B e A ocorrem
(D) Nem B nem D ocorrem
(E) B não ocorre ou A não ocorre
27. (FUNDATEC - 2019 - Autarquia Municipal de Turismo Gra-
madotur) Se o cão late então o gato mia. Se o gato mia então o galo
canta. Se o galo canta então a criança acorda. Sabe-se que é verda-
de que a criança não acorda, logo conclui-se que:
Alternativas
(A) O galo não canta e o cão não late.
(B) O galo canta e o cão late.
(C) O gato mia e o cão late.
(D) O gato não mia e o cão late.
(E) A criança não acorda e o gato mia.
28. Observe esta sequência de figuras formadas por triângulos
brancos e pretos:
Seguindo-se esse mesmo padrão, a 4ª figura terá:
(A) 12 triângulos pretos
(B) 12 triângulos brancos
(C) 18 triângulos pretos
(D) 18 triângulos brancos
(E) 27 triângulos pretos
29. Rafaela recebeu uma planilha Excel em que havia uma se-
quência de cálculos utilizando as informações contidas nas células.
Observe, a seguir, os três primeiros termos dessa sequência:
1º termo: A1
2º termo: A1 + C4
3º termo: A1 + C4 + E7
Admitindo-se que o padrão apresentado até o 3º termo se
mantém, o 5º termo será:
(A) A1 + C4 + E7 + G10
(B) A1 + C4 + E7 + H10
(C) A1 + C4 + E7 + G10 + I13
(D) A1 + C4 + E7 + H10 + J12
(E) A1 + C4 + E7 + G10 + J12
30. Observe a sequência de nomes a seguir: ARLETE; ERICA,
ILMA, OLIVIA, …
Qual dos nomes a seguir completa esta sequência?
(A) Humberto
(B) Elvira
(C) Katiane
(D) Úrsula
(E) Amanda
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GABARITO
1 D
2 D
3 D
4 C
5 B
6 E
7 D
8 E
9 A
10 C
11 E
12 E
13 B
14 C
15 C
16 A
17 C
18 B
19 D
20 A
21 D
22 C
23 A
24 B
25 A
26 C
27 A
28 E
29 C
30 D
ANOTAÇÕES
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INFORMÁTICA
CONCEITO DE INTERNET E INTRANET. CONCEITOS E MO-
DOS DE UTILIZAÇÃO DE TECNOLOGIAS, FERRAMENTAS,
APLICATIVOS E PROCEDIMENTOS ASSOCIADOS À INTER-
NET/INTRANET. FERRAMENTAS E APLICATIVOS DE NAVE-
GAÇÃO, DE CORREIO ELETRÔNICO, DE GRUPOS DE DIS-
CUSSÃO, DE BUSCA, DE PESQUISA E DE REDES SOCIAIS.
REDES DE COMUNICAÇÃO - REDES SOCIAIS E TELECO-
MUNICAÇÕES
INTERNET
A Internet é uma rede mundial de computadores interligados
através de linhas de telefone, linhas de comunicação privadas, ca-
bos submarinos, canais de satélite, etc1. Ela nasceu em 1969, nos
Estados Unidos. Interligava originalmente laboratórios de pesquisa
e se chamava ARPAnet (ARPA: Advanced Research Projects Agency).
Com o passar do tempo, e com o sucesso que a rede foi tendo, o nú-
mero de adesões foi crescendo continuamente. Como nesta época,
o computador era extremamente difícil de lidar, somente algumas
instituições possuíam internet.
No entanto, com a elaboração de softwares e interfaces cada
vez mais fáceis de manipular, as pessoas foram se encorajando a
participar da rede. O grande atrativo da internet era a possibilida-
de de se trocar e compartilhar ideias, estudos e informações com
outras pessoas que, muitas vezes nem se conhecia pessoalmente.
Conectando-se à Internet
Para se conectar à Internet, é necessário que se ligue a uma
rede que está conectada à Internet. Essa rede é de um provedor de
acesso à internet. Assim, para se conectar você liga o seu computa-
dor à rede do provedor de acesso à Internet; isto é feito por meio
de um conjunto como modem, roteadores e redes de acesso (linha
telefônica, cabo, fibra-ótica, wireless, etc.).
World Wide Web
A web nasceu em 1991, no laboratório CERN, na Suíça. Seu
criador, Tim Berners-Lee, concebeu-a unicamente como uma lin-
guagem que serviria para interligar computadores do laboratório e
outras instituições de pesquisa, e exibir documentos científicos de
forma simples e fácil de acessar.
Hoje é o segmento que mais cresce. A chave do sucesso da
World Wide Web é o hipertexto. Os textos e imagens são interli-
gados por meio de palavras-chave, tornando a navegação simples
e agradável.
1 https://cin.ufpe.br/~macm3/Folders/Apostila%20Internet%20-%20
Avan%E7ado.pdf
Protocolo de comunicação
Transmissão e fundamentalmente por um conjunto de proto-
colos encabeçados pelo TCP/IP. Para que os computadores de uma
rede possam trocar informações entre si é necessário que todos os
computadores adotem as mesmas regras para o envio e o recebi-
mento de informações. Este conjunto de regras é conhecido como
Protocolo de Comunicação. No protocolo de comunicação estão de-
finidas todas as regras necessárias para que o computador de desti-
no, “entenda” as informações no formato que foram enviadas pelo
computador de origem.
Existem diversos protocolos, atualmente a grande maioria das
redes utiliza o protocolo TCP/IP já que este é utilizado também na
Internet.
O protocolo TCP/IP acabou se tornando um padrão, inclusive
para redes locais, como a maioria das redes corporativas hoje tem
acesso Internet, usar TCP/IP resolve a rede local e também o acesso
externo.
TCP / IP
Sigla de Transmission Control Protocol/Internet Protocol (Pro-
tocolo de Controle de Transmissão/Protocolo Internet).
Embora sejam dois protocolos, o TCP e o IP, o TCP/IP aparece
nas literaturas como sendo:
- O protocolo principal da Internet;
- O protocolo padrão da Internet;
- O protocolo principal da família de protocolos que dá suporte
ao funcionamento da Internet e seus serviços.
Considerando ainda o protocolo TCP/IP, pode-se dizer que:
A parte TCP é responsável pelos serviços e a parte IP é respon-
sável pelo roteamento (estabelece a rota ou caminho para o trans-
porte dos pacotes).
Domínio
Se não fosse o conceito de domínio quando fossemos acessar
um determinado endereço na web teríamos que digitar o seu en-
dereço IP. Por exemplo: para acessar o site do Google ao invés de
você digitar www.google.com você teria que digitar um número IP
– 74.125.234.180.
É através do protocolo DNS (Domain Name System), que é pos-
sível associar um endereço de um site a um número IP na rede.
O formato mais comum de um endereço na Internet é algo como
http://www.empresa.com.br, em que:
www: (World Wide Web): convenção que indica que o ende-
reço pertence à web.
empresa: nome da empresa ou instituição que mantém o ser-
viço.
com: indica que é comercial.
br: indica que o endereço é no Brasil.
INFORMÁTICA
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URL
Um URL (de Uniform Resource Locator), em português, Locali-
zador-Padrão de Recursos, é o endereço de um recurso (um arqui-
vo, uma impressora etc.), disponível em uma rede; seja a Internet,
ou uma rede corporativa, uma intranet.
Uma URL tem a seguinte estrutura: protocolo://máquina/ca-
minho/recurso.
HTTP
É o protocolo responsável pelo tratamento de pedidos e res-
postas entre clientes e servidor na World Wide Web. Os endereços
web sempre iniciam com http:// (http significa Hypertext Transfer
Protocol, Protocolo de transferência hipertexto).
Hipertexto
São textos ou figuras que possuem endereços vinculados a
eles. Essa é a maneira mais comum de navegar pela web.
Impressão de páginas
Para imprimir uma página da Internet, basta clicar no botão de
impressão do navegador. O navegador irá então abrir uma janela
de impressão, onde o usuário poderá configurar as opções de im-
pressão.
NAVEGADORES
Um navegador de internet é um programa que mostra informa-
ções da internet na tela do computador do usuário.
Além de também serem conhecidos como browser ou web
browser, eles funcionam em computadores, notebooks, dispositi-
vos móveis, aparelhos portáteis, videogames e televisores conec-
tados à internet.
Um navegador de internet condiciona a estrutura de um site
e exibe qualquer tipo de conteúdo na tela da máquina usada pelo
internauta.
Esse conteúdo pode ser um texto, uma imagem, um vídeo, um
jogo eletrônico, uma animação, um aplicativo ou mesmo servidor.
Ou seja, o navegador é o meio que permite o acesso a qualquer
página ou site na rede.
Para funcionar, um navegador de internet se comunica com
servidores hospedados na internet usando diversos tipos de pro-
tocolos de rede. Um dos mais conhecidos é o protocolo HTTP, que
transfere dados binários na comunicação entre a máquina, o nave-
gador e os servidores.
Funcionalidades de um Navegador de Internet
A principal funcionalidade dos navegadores é mostrar para o
usuário uma tela de exibição através de uma janela do navegador.
Ele decodifica informações solicitadas pelo usuário, através de
códigos-fonte, e as carrega no navegador usado pelo internauta.
Ou seja, entender a mensagem enviada pelo usuário, solicitada
através do endereço eletrônico, e traduzir essa informação na tela
do computador. É assim que o usuário consegue acessar qualquer
site na internet.
O recurso mais comum que o navegador traduz é o HTML, uma
linguagem de marcação para criar páginas na web e para ser inter-
pretado pelos navegadores.
Eles também podem reconhecer arquivos em formatoPDF,
imagens e outros tipos de dados.
Essas ferramentas traduzem esses tipos de solicitações por
meio das URLs, ou seja, os endereços eletrônicos que digitamos na
parte superior dos navegadores para entrarmos numa determinada
página.
Abaixo estão outros recursos de um navegador de internet:
– Barra de Endereço: é o espaço em branco que fica localiza-
do no topo de qualquer navegador. É ali que o usuário deve digitar
a URL (ou domínio ou endereço eletrônico) para acessar qualquer
página na web.
– Botões de Início, Voltar e Avançar: botões clicáveis básicos
que levam o usuário, respectivamente, ao começo de abertura do
navegador, à página visitada antes ou à página visitada seguinte.
– Favoritos: é a aba que armazena as URLs de preferência do
usuário. Com um único simples, o usuário pode guardar esses en-
dereços nesse espaço, sendo que não existe uma quantidade limite
de links. É muito útil para quando você quer acessar as páginas mais
recorrentes da sua rotina diária de tarefas.
– Atualizar: botão básico que recarrega a página aberta naque-
le momento, atualizando o conteúdo nela mostrado. Serve para
mostrar possíveis edições, correções e até melhorias de estrutura
no visual de um site. Em alguns casos, é necessário limpar o cache
para mostrar as atualizações.
– Histórico: opção que mostra o histórico de navegação do
usuário usando determinado navegador. É muito útil para recupe-
rar links, páginas perdidas ou revisitar domínios antigos. Pode ser
apagado, caso o usuário queira.
– Gerenciador de Downloads: permite administrar os downlo-
ads em determinado momento. É possível ativar, cancelar e pausar
por tempo indeterminado. É um maior controle na usabilidade do
navegador de internet.
– Extensões: já é padrão dos navegadores de internet terem
um mecanismo próprio de extensões com mais funcionalidades.
Com alguns cliques, é possível instalar temas visuais, plug-ins com
novos recursos (relógio, notícias, galeria de imagens, ícones, entre
outros.
– Central de Ajuda: espaço para verificar a versão instalada do
navegador e artigos (geralmente em inglês, embora também exis-
tam em português) de como realizar tarefas ou ações específicas
no navegador.
Firefox, Internet Explorer, Google Chrome, Safari e Opera são
alguns dos navegadores mais utilizados atualmente. Também co-
nhecidos como web browsers ou, simplesmente, browsers, os na-
vegadores são uma espécie de ponte entre o usuário e o conteúdo
virtual da Internet.
Internet Explorer
Lançado em 1995, vem junto com o Windows, está sendo
substituído pelo Microsoft Edge, mas ainda está disponível como
segundo navegador, pois ainda existem usuários que necessitam de
algumas tecnologias que estão no Internet Explorer e não foram
atualizadas no Edge.
Já foi o mais navegador mais utilizado do mundo, mas hoje per-
deu a posição para o Google Chrome e o Mozilla Firefox.
INFORMÁTICA
83
a solução para o seu concurso!
Editora
Principais recursos do Internet Explorer:
– Transformar a página num aplicativo na área de trabalho,
permitindo que o usuário defina sites como se fossem aplicativos
instalados no PC. Através dessa configuração, ao invés de apenas
manter os sites nos favoritos, eles ficarão acessíveis mais facilmente
através de ícones.
– Gerenciador de downloads integrado.
– Mais estabilidade e segurança.
– Suporte aprimorado para HTML5 e CSS3, o que permite uma
navegação plena para que o internauta possa usufruir dos recursos
implementados nos sites mais modernos.
– Com a possibilidade de adicionar complementos, o navega-
dor já não é apenas um programa para acessar sites. Dessa forma, é
possível instalar pequenos aplicativos que melhoram a navegação e
oferecem funcionalidades adicionais.
– One Box: recurso já conhecido entre os usuários do Google
Chrome, agora está na versão mais recente do Internet Explorer.
Através dele, é possível realizar buscas apenas informando a pala-
vra-chave digitando-a na barra de endereços.
Microsoft Edge
Da Microsoft, o Edge é a evolução natural do antigo Explorer2.
O navegador vem integrado com o Windows 10. Ele pode receber
aprimoramentos com novos recursos na própria loja do aplicativo.
Além disso, a ferramenta otimiza a experiência do usuário con-
vertendo sites complexos em páginas mais amigáveis para leitura.
Outras características do Edge são:
– Experiência de navegação com alto desempenho.
– Função HUB permite organizar e gerenciar projetos de qual-
quer lugar conectado à internet.
– Funciona com a assistente de navegação Cortana.
– Disponível em desktops e mobile com Windows 10.
– Não é compatível com sistemas operacionais mais antigos.
Firefox
Um dos navegadores de internet mais populares, o Firefox é
conhecido por ser flexível e ter um desempenho acima da média.
Desenvolvido pela Fundação Mozilla, é distribuído gratuita-
mente para usuários dos principais sistemas operacionais. Ou seja,
mesmo que o usuário possua uma versão defasada do sistema ins-
talado no PC, ele poderá ser instalado.
Algumas características de destaque do Firefox são:
– Velocidade e desempenho para uma navegação eficiente.
– Não exige um hardware poderoso para rodar.
2 https://bit.ly/2WITu4N
– Grande quantidade de extensões para adicionar novos recur-
sos.
– Interface simplificada facilita o entendimento do usuário.
– Atualizações frequentes para melhorias de segurança e pri-
vacidade.
– Disponível em desktop e mobile.
Google Chorme
É possível instalar o Google Chrome nas principais versões do
sistema operacional Windows e também no Linux e Mac.
O Chrome é o navegador de internet mais usado no mundo.
É, também, um dos que têm melhor suporte a extensões, maior
compatibilidade com uma diversidade de dispositivos e é bastante
convidativo à navegação simplificada.
Principais recursos do Google Chrome:
– Desempenho ultra veloz, desde que a máquina tenha recur-
sos RAM suficientes.
– Gigantesca quantidade de extensões para adicionar novas
funcionalidades.
– Estável e ocupa o mínimo espaço da tela para mostrar conte-
údos otimizados.
– Segurança avançada com encriptação por Certificado SSL (HT-
TPS).
– Disponível em desktop e mobile.
Opera
Um dos primeiros navegadores existentes, o Opera segue evo-
luindo como um dos melhores navegadores de internet.
Ele entrega uma interface limpa, intuitiva e agradável de usar.
Além disso, a ferramenta também é leve e não prejudica a qualida-
de da experiência do usuário.
Outros pontos de destaques do Opera são:
– Alto desempenho com baixo consumo de recursos e de ener-
gia.
– Recurso Turbo Opera filtra o tráfego recebido, aumentando a
velocidade de conexões de baixo desempenho.
– Poupa a quantidade de dados usados em conexões móveis
(3G ou 4G).
– Impede armazenamento de dados sigilosos, sobretudo em
páginas bancárias e de vendas on-line.
– Quantidade moderada de plug-ins para implementar novas
funções, além de um bloqueador de publicidade integrado.
– Disponível em desktop e mobile.
INFORMÁTICA
8484
a solução para o seu concurso!
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Safari
O Safari é o navegador oficial dos dispositivos da Apple. Pela sua otimização focada nos aparelhos da gigante de tecnologia, ele é um
dos navegadores de internet mais leves, rápidos, seguros e confiáveis para usar.
O Safari também se destaca em:
– Sincronização de dados e informações em qualquer dispositivo Apple (iOS).
– Tem uma tecnologia anti-rastreio capaz de impedir o direcionamento de anúncios com base no comportamento do usuário.
– Modo de navegação privada não guarda os dados das páginas visitadas, inclusive histórico e preenchimento automático de campos
de informação.
– Compatível também com sistemas operacionais que não seja da Apple (Windows e Linux).
– Disponível em desktops e mobile.
INTRANET
A intranet é uma rede de computadores privada que assenta sobre a suíte de protocolos da Internet, porém, de uso exclusivo de
um determinado local, como, por exemplo, a rede de uma empresa, que só pode ser acessada pelos seus utilizadores oucolaboradores
internos3.
Pelo fato, a sua aplicação a todos os conceitos emprega-se à intranet, como, por exemplo, o paradigma de cliente-servidor. Para tal, a
gama de endereços IP reservada para esse tipo de aplicação situa-se entre 192.168.0.0 até 192.168.255.255.
Dentro de uma empresa, todos os departamentos possuem alguma informação que pode ser trocada com os demais setores, poden-
do cada sessão ter uma forma direta de se comunicar com as demais, o que se assemelha muito com a conexão LAN (Local Area Network),
que, porém, não emprega restrições de acesso.
A intranet é um dos principais veículos de comunicação em corporações. Por ela, o fluxo de dados (centralização de documentos,
formulários, notícias da empresa, etc.) é constante, pretendendo reduzir os custos e ganhar velocidade na divulgação e distribuição de
informações.
Apesar do seu uso interno, acessando aos dados corporativos, a intranet permite que computadores localizados numa filial, se conec-
tados à internet com uma senha, acessem conteúdos que estejam na sua matriz. Ela cria um canal de comunicação direto entre a empresa
e os seus funcionários/colaboradores, tendo um ganho significativo em termos de segurança.
SITES DE BUSCA
Sites de busca são mecanismos de pesquisa que permitem buscar documentos, imagens, vídeos e quaisquer tipos de informações na
rede. Eles utilizam um algoritmo capaz de varrer todas as informações da internet para buscar as informações desejadas. São exemplos de
sites de busca mais comuns: Google, Bing e Yahoo.
3 https://centraldefavoritos.com.br/2018/01/11/conceitos-basicos-ferramentas-aplicativos-e-procedimentos-de-internet-e-intranet-parte-2/
INFORMÁTICA
85
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Formas de acesso
GOOGLE www.google.com.br
BING www.bing.com.br
YAHOO www.yahoo.com.br
Tipos de buscadores
Buscadores Horizontais: São aqueles buscadores que varrem a Internet inteira.
Por exemplo, temos o Google que vai em busca de qualquer conteúdo relacionado a palavra chave.
Buscadores Verticais: São aqueles mais específicos que varrem somente um tipo de site.
Por exemplo, temos o Youtube que é um repositório de vídeos, logo ao pesquisarmos dentro dele a busca será limitada aos vídeos.
Atualmente o site de busca mais utilizado é o Google vejamos mais detalhes:
1 – Nesta barra digitaremos o endereço do site: www.google.com.br;
2 – Nesta barra digitaremos a palavra-chave que queremos encontrar;
3 – Podemos também acionar este microfone para falar a palavra-chave e a mesma será escrita na barra de pesquisa;
4 – Podemos também acessar um teclado virtual que irá surgir na tela, permitindo a seleção dos caracteres desejados.
Após a entrada da palavra-chave, estamos prontos para realizar a pesquisa.
INFORMÁTICA
8686
a solução para o seu concurso!
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Outras funções do site de pesquisa do google
Menu do Google à direita, conforme a imagem acima
Gmail Acesso ao E-mail do Google;
Imagens
Acesso a barra de pesquisa imagens, neste caso
o buscador irá atuar somente na procura de ima-
gens, podemos digitar uma palavra-chave, ou até
mesmo colar uma imagem na barra para iniciar a
pesquisa;
Conta Acesso a informações de cadastro, nome, celular,
etc.;
Pesquisa Acesso ao buscador de pesquisas
Maps Acesso a informações de endereço e localização.
No caso do celular funciona como um GPS;
YouTube Acesso a vídeos publicados;
Play Acesso a loja de aplicativos, no caso do celular
temos a Play Store onde encontramos aplicativos;
Noticias Acesso a notícias;
Meet Acesso a Reuniões (vídeo chamadas);
Contatos Acesso a todos os contatos;
Drive Acesso ao local de armazenamento na internet de
arquivos, fotos, vídeos, etc.;
Agenda Acesso a agenda. É um local onde podemos mar-
car compromissos, tarefas, etc.;
Tradutor Acesso ao tradutor do Google;
Fotos
Acesso a todas as fotos armazenadas no drive,
estas fotos são armazenadas na sua conta google.
Conforme usamos o celular, enviamos as fotos
automaticamente para o drive, a frequência deste
envio depende de uma configuração prévia que
temos que realizar;
Livros Acesso a livros, neste caso somos remetidos para
uma barra somente para a pesquisa de livros.
Documentos
Acesso a documentos, neste caso são textos em
geral, semelhantes a documentos em WORD, po-
demos acessar e até criar documentos para o uso;
Planilhas
Acesso a planilhas eletrônicas, neste caso são pla-
nilhas semelhantes ao EXCEL, podemos acessar e
até criar planilhas para o uso;
Blogguer
Permite a criação e gerenciamento de um blog.
Blog é um site que permite a atualização rápida
através de postagens, isso deve-se a sua estrutura
extremamente flexível de uso;
Hangouts
Acesso a uma plataforma Google, onde podemos
conectar pessoas através de vídeo conferencia e
mensagens, etc.
A Google está frequentemente atualizando esse menu, visto a
adequação de aplicativos ao contexto atual.
E-MAIL
O e-mail revolucionou o modo como as pessoas recebem men-
sagem atualmente4. Qualquer pessoa que tenha um e-mail pode
mandar uma mensagem para outra pessoa que também tenha
e-mail, não importando a distância ou a localização.
Um endereço de correio eletrônico obedece à seguinte estru-
tura: à esquerda do símbolo @ (ou arroba) fica o nome ou apelido
do usuário, à direita fica o nome do domínio que fornece o acesso.
O resultado é algo como:
maria@apostilassolucao.com.br
Atualmente, existem muitos servidores de webmail – correio
eletrônico – na Internet, como o Gmail e o Outlook.
Para possuir uma conta de e-mail nos servidores é necessário
preencher uma espécie de cadastro. Geralmente existe um conjun-
to de regras para o uso desses serviços.
Correio Eletrônico
Este método utiliza, em geral, uma aplicação (programa de cor-
reio eletrônico) que permite a manipulação destas mensagens e um
protocolo (formato de comunicação) de rede que permite o envio
e recebimento de mensagens5. Estas mensagens são armazenadas
no que chamamos de caixa postal, as quais podem ser manipuladas
por diversas operações como ler, apagar, escrever, anexar, arquivos
e extração de cópias das mensagens.
Funcionamento básico de correio eletrônico
Essencialmente, um correio eletrônico funciona como dois pro-
gramas funcionando em uma máquina servidora:
– Servidor SMTP (Simple Mail Transfer Protocol): protocolo de
transferência de correio simples, responsável pelo envio de men-
sagens.
4 https://cin.ufpe.br/~macm3/Folders/Apostila%20Internet%20-%20
Avan%E7ado.pdf
5 https://centraldefavoritos.com.br/2016/11/11/correio-eletronico-
-webmail-e-mozilla-thunderbird/
INFORMÁTICA
87
a solução para o seu concurso!
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– Servidor POP3 (Post Office Protocol – protocolo Post Office) ou IMAP (Internet Mail Access Protocol): protocolo de acesso de cor-
reio internet), ambos protocolos para recebimento de mensagens.
Para enviar um e-mail, o usuário deve possuir um cliente de e-mail que é um programa que permite escrever, enviar e receber e-mails
conectando-se com a máquina servidora de e-mail. Inicialmente, um usuário que deseja escrever seu e-mail, deve escrever sua mensagem
de forma textual no editor oferecido pelo cliente de e-mail e endereçar este e-mail para um destinatário que possui o formato “nome@
dominio.com.br“. Quando clicamos em enviar, nosso cliente de e-mail conecta-se com o servidor de e-mail, comunicando-se com o pro-
grama SMTP, entregando a mensagem a ser enviada. A mensagem é dividida em duas partes: o nome do destinatário (nome antes do @)
e o domínio, i.e., a máquina servidora de e-mail do destinatário (endereço depois do @). Com o domínio, o servidor SMTP resolve o DNS,
obtendo o endereço IP do servidor do e-mail do destinatário e comunicando-se com o programa SMTP deste servidor, perguntando se o
nome do destinatário existe naquele servidor. Se existir, a mensagem do remetente é entregue ao servidor POP3 ou IMAP, que armazena
a mensagem na caixa de e-mail do destinatário.
Ações no correio eletrônico
Independente da tecnologia e recursos empregadosno correio eletrônico, em geral, são implementadas as seguintes funções:
– Caixa de Entrada: caixa postal onde ficam todos os e-mails recebidos pelo usuário, lidos e não-lidos.
– Lixeira: caixa postal onde ficam todos os e-mails descartados pelo usuário, realizado pela função Apagar ou por um ícone de Lixeira.
Em geral, ao descartar uma mensagem ela permanece na lixeira, mas não é descartada, até que o usuário decida excluir as mensagens de-
finitivamente (este é um processo de segurança para garantir que um usuário possa recuperar e-mails apagados por engano). Para apagar
definitivamente um e-mail é necessário entrar, de tempos em tempos, na pasta de lixeira e descartar os e-mails existentes.
– Nova mensagem: permite ao usuário compor uma mensagem para envio. Os campos geralmente utilizados são:
– Para: designa a pessoa para quem será enviado o e-mail. Em geral, pode-se colocar mais de um destinatário inserindo os e-mails de
destino separados por ponto-e-vírgula.
– CC (cópia carbono): designa pessoas a quem também repassamos o e-mail, ainda que elas não sejam os destinatários principais da
mensagem. Funciona com o mesmo princípio do Para.
– CCo (cópia carbono oculta): designa pessoas a quem repassamos o e-mail, mas diferente da cópia carbono, quando os destinatários
principais abrirem o e-mail não saberão que o e-mail também foi repassado para os e-mails determinados na cópia oculta.
– Assunto: título da mensagem.
– Anexos: nome dado a qualquer arquivo que não faça parte da mensagem principal e que seja vinculada a um e-mail para envio ao
usuário. Anexos, comumente, são o maior canal de propagação de vírus e malwares, pois ao abrirmos um anexo, obrigatoriamente ele
será “baixado” para nosso computador e executado. Por isso, recomenda-se a abertura de anexos apenas de remetentes confiáveis e, em
geral, é possível restringir os tipos de anexos que podem ser recebidos através de um e-mail para evitar propagação de vírus e pragas. Al-
guns antivírus permitem analisar anexos de e-mails antes que sejam executados: alguns serviços de webmail, como por exemplo, o Gmail,
permitem analisar preliminarmente se um anexo contém arquivos com malware.
– Filtros: clientes de e-mail e webmails comumente fornecem a função de filtro. Filtros são regras que escrevemos que permitem
que, automaticamente, uma ação seja executada quando um e-mail cumpre esta regra. Filtros servem assim para realizar ações simples e
padronizadas para tornar mais rápida a manipulação de e-mails. Por exemplo, imagine que queremos que ao receber um e-mail de “joao@
blabla.com”, este e-mail seja diretamente descartado, sem aparecer para nós. Podemos escrever uma regra que toda vez que um e-mail
com remetente “joao@blabla.com” chegar em nossa caixa de entrada, ele seja diretamente excluído.
6
6 https://support.microsoft.com/pt-br/office/ler-e-enviar-emails-na-vers%C3%A3o-light-do-outlook-582a8fdc-152c-4b61-85fa-ba5ddf07050b
INFORMÁTICA
8888
a solução para o seu concurso!
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Respondendo uma mensagem
Os ícones disponíveis para responder uma mensagem são:
– Responder ao remetente: responde à mensagem selecionada para o autor dela (remetente).
– Responde a todos: a mensagem é enviada tanto para o autor como para as outras pessoas que estavam na lista de cópias.
– Encaminhar: envia a mensagem selecionada para outra pessoa.
Clientes de E-mail
Um cliente de e-mail é essencialmente um programa de computador que permite compor, enviar e receber e-mails a partir de um ser-
vidor de e-mail, o que exige cadastrar uma conta de e-mail e uma senha para seu correto funcionamento. Há diversos clientes de e-mails
no mercado que, além de manipular e-mails, podem oferecer recursos diversos.
– Outlook: cliente de e-mails nativo do sistema operacional Microsoft Windows. A versão Express é uma versão mais simplificada e
que, em geral, vem por padrão no sistema operacional Windows. Já a versão Microsoft Outlook é uma versão que vem no pacote Microsoft
Office possui mais recursos, incluindo, além de funções de e-mail, recursos de calendário.
– Mozilla Thunderbird: é um cliente de e-mails e notícias Open Source e gratuito criado pela Mozilla Foundation (mesma criadora do
Mozilla Firefox).
Webmails
Webmail é o nome dado a um cliente de e-mail que não necessita de instalação no computador do usuário, já que funciona como uma
página de internet, bastando o usuário acessar a página do seu provedor de e-mail com seu login e senha. Desta forma, o usuário ganha
mobilidade já que não necessita estar na máquina em que um cliente de e-mail está instalado para acessar seu e-mail. A desvantagem da
utilização de webmails em comparação aos clientes de e-mail é o fato de necessitarem de conexão de Internet para leitura dos e-mails,
enquanto nos clientes de e-mail basta a conexão para “baixar” os e-mails, sendo que a posterior leitura pode ser realizada desconectada
da Internet.
Exemplos de servidores de webmail do mercado são:
– Gmail
– Yahoo!Mail
– Microsoft Outlook: versão on-line do Outlook. Anteriormente era conhecido como Hotmail, porém mudou de nome quando a Mi-
crosoft integrou suas diversas tecnologias.
7
Diferença entre webmail e correio eletrônico
O webmail (Yahoo ou Gmail) você acessa através de seu navegador (Firefox ou Google Chrome) e só pode ler conectado na internet.
Já o correio eletrônico (Thunderbird ou Outlook) você acessa com uma conexão de internet e pode baixar seus e-mails, mas depois pode
ler na hora que quiser sem precisar estar conectado na internet.
7 https://www.dialhost.com.br/ajuda/abrir-uma-nova-janela-para-escrever-novo-email
INFORMÁTICA
89
a solução para o seu concurso!
Editora
REDES SOCIAIS
Redes sociais são estruturas formadas dentro ou fora da inter-
net, por pessoas e organizações que se conectam a partir de inte-
resses ou valores comuns8. Muitos confundem com mídias sociais,
porém as mídias são apenas mais uma forma de criar redes sociais,
inclusive na internet.
O propósito principal das redes sociais é o de conectar pessoas.
Você preenche seu perfil em canais de mídias sociais e interage com
as pessoas com base nos detalhes que elas leem sobre você. Po-
de-se dizer que redes sociais são uma categoria das mídias sociais.
Mídia social, por sua vez, é um termo amplo, que abrange
diferentes mídias, como vídeos, blogs e as já mencionadas redes
sociais. Para entender o conceito, pode-se olhar para o que com-
preendíamos como mídia antes da existência da internet: rádio, TV,
jornais, revistas. Quando a mídia se tornou disponível na internet,
ela deixou de ser estática, passando a oferecer a possibilidade de
interagir com outras pessoas.
No coração das mídias sociais estão os relacionamentos, que
são comuns nas redes sociais — talvez por isso a confusão. Mídias
sociais são lugares em que se pode transmitir informações para ou-
tras pessoas.
Estas redes podem ser de relacionamento, como o Facebook,
profissionais, como o Linkedin ou mesmo de assuntos específicos
como o Youtube que compartilha vídeos.
As principais são: Facebook, WhatsApp, Youtube, Instagram,
Twitter, Linkedin, Pinterest, Snapchat, Skype e agora mais recente-
mente, o Tik Tok.
Facebook
Seu foco principal é o compartilhamento de assuntos pessoais
de seus membros.
O Facebook é uma rede social versátil e abrangente, que reúne
muitas funcionalidades no mesmo lugar. Serve tanto para gerar ne-
gócios quanto para conhecer pessoas, relacionar-se com amigos e
família, informar-se, dentre outros9.
WhatsApp
É uma rede para mensagens instantânea. Faz também ligações
telefônicas através da internet gratuitamente.
8 https://resultadosdigitais.com.br/especiais/tudo-sobre-redes-so-
ciais/
9 https://bit.ly/32MhiJ0
A maioria das pessoas que têm um smartphone também o têm
instalado. Por aqui, aliás, o aplicativo ganhou até o apelido de “zap zap”.
Para muitos brasileiros, o WhatsApp é “a internet”. Algumas
operadoras permitem o uso ilimitado do aplicativo, sem debitar do
consumo do pacote de dados. Por isso,muita gente se informa atra-
vés dele.
YouTube
Rede que pertence ao Google e é especializada em vídeos.
O YouTube é a principal rede social de vídeos on-line da atuali-
dade, com mais de 1 bilhão de usuários ativos e mais de 1 bilhão de
horas de vídeos visualizados diariamente.
Instagram
Rede para compartilhamento de fotos e vídeos.
O Instagram foi uma das primeiras redes sociais exclusivas para
acesso por meio do celular. E, embora hoje seja possível visualizar
publicações no desktop, seu formato continua sendo voltado para
dispositivos móveis.
É possível postar fotos com proporções diferentes, além de ou-
tros formatos, como vídeos, stories e mais.
Os stories são os principais pontos de inovação do aplicativo.
Já são diversos formatos de post por ali, como perguntas, enquetes,
vídeos em sequência e o uso de GIFs.
Em 2018, foi lançado o IGTV. E em 2019 o Instagram Cenas,
uma espécie de imitação do TikTok: o usuário pode produzir vídeos
de 15 segundos, adicionando música ou áudios retirados de outro
clipezinho. Há ainda efeitos de corte, legendas e sobreposição para
transições mais limpas – lembrando que esta é mais uma das fun-
cionalidades que atuam dentro dos stories.
Twitter
Rede social que funciona como um microblog onde você pode
seguir ou ser seguido, ou seja, você pode ver em tempo real as atu-
alizações que seus contatos fazem e eles as suas.
O Twitter atingiu seu auge em meados de 2009 e de lá para cá
está em declínio, mas isso não quer dizer todos os públicos pararam
de usar a rede social.
INFORMÁTICA
9090
a solução para o seu concurso!
Editora
A rede social é usada principalmente como segunda tela em
que os usuários comentam e debatem o que estão assistindo na
TV, postando comentários sobre noticiários, reality shows, jogos de
futebol e outros programas.
Nos últimos anos, a rede social acabou voltando a ser mais uti-
lizada por causa de seu uso por políticos, que divulgam informações
em primeira mão por ali.
LinkedIn
Voltada para negócios. A pessoa que participa desta rede quer
manter contatos para ter ganhos profissionais no futuro, como um
emprego por exemplo.
A maior rede social voltada para profissionais tem se tornado
cada vez mais parecida com outros sites do mesmo tipo, como o
Facebook.
A diferença é que o foco são contatos profissionais, ou seja: no
lugar de amigos, temos conexões, e em vez de páginas, temos com-
panhias. Outro grande diferencial são as comunidades, que reúnem
interessados em algum tema, profissão ou mercado específicos.
É usado por muitas empresas para recrutamento de profissio-
nais, para troca de experiências profissionais em comunidades e
outras atividades relacionadas ao mundo corporativo
Pinterest
Rede social focada em compartilhamento de fotos, mas tam-
bém compartilha vídeos.
O Pinterest é uma rede social de fotos que traz o conceito de
“mural de referências”. Lá você cria pastas para guardar suas inspi-
rações e também pode fazer upload de imagens assim como colocar
links para URLs externas.
Os temas mais populares são:
– Moda;
– Maquiagem;
– Casamento;
– Gastronomia;
– Arquitetura;
– Faça você mesmo;
– Gadgets;
– Viagem e design.
Seu público é majoritariamente feminino em todo o mundo.
Snapchat
Rede para mensagens baseado em imagens.
O Snapchat é um aplicativo de compartilhamento de fotos, ví-
deos e texto para mobile. Foi considerado o símbolo da pós-moder-
nidade pela sua proposta de conteúdos efêmeros conhecidos como
snaps, que desaparecem algumas horas após a publicação.
A rede lançou o conceito de “stories”, despertando o interesse
de Mark Zuckerberg, CEO do Facebook, que diversas vezes tentou
adquirir a empresa, mas não obteve sucesso. Assim, o CEO lançou
a funcionalidade nas redes que já haviam sido absorvidas, criando
os concorrentes WhatsApp Status, Facebook Stories e Instagram
Stories.
Apesar de não ser uma rede social de nicho, tem um público
bem específico, formado por jovens hiperconectados.
Skype
O Skype é um software da Microsoft com funções de videocon-
ferência, chat, transferência de arquivos e ligações de voz. O serviço
também opera na modalidade de VoIP, em que é possível efetuar
uma chamada para um telefone comum, fixo ou celular, por um
aparelho conectado à internet
O Skype é uma versão renovada e mais tecnológica do extinto
MSN Messenger.
Contudo, o usuário também pode contratar mais opções de
uso – de forma pré-paga ou por meio de uma assinatura – para
realizar chamadas para telefones fixos e chamadas com vídeo em
grupo ou até mesmo enviar SMS.
É possível, no caso, obter um número de telefone por meio pró-
prio do Skype, seja ele local ou de outra região/país, e fazer ligações
a taxas reduzidas.
Tudo isso torna o Skype uma ferramenta válida para o mundo
corporativo, sendo muito utilizado por empresas de diversos nichos
e tamanhos.
Tik Tok
O TikTok, aplicativo de vídeos e dublagens disponível para iOS
e Android, possui recursos que podem tornar criações de seus usu-
ários mais divertidas e, além disso, aumentar seu número de segui-
dores10.
10 https://canaltech.com.br/redes-sociais/tiktok-dicas-e-truques/
INFORMÁTICA
91
a solução para o seu concurso!
Editora
Além de vídeos simples, é possível usar o TikTok para postar
duetos com cantores famosos, criar GIFs, slideshow animado e sin-
cronizar o áudio de suas dublagens preferidas para que pareça que
é você mesmo falando.
O TikTok cresceu graças ao seu apelo para a viralização. Os usu-
ários fazem desafios, reproduzem coreografias, imitam pessoas fa-
mosas, fazem sátiras que instigam o usuário a querer participar da
brincadeira — o que atrai muito o público jovem.
GRUPOS DE DISCUSSÃO
Grupos de Discussão são agrupamentos de pessoas que que-
rem compartilhar um mesmo assunto, baseados em acontecimen-
tos, experiências e informações de diversas naturezas. Atualmente
temos os grupos de WhatsApp cujo conceito é o mesmo.
Temos sites gratuitos como o Google Groups e Grupos.com.br,
sendo que o líder de mercado é o Google Groups, que vamos ver
abaixo:
Passos para usar o Groups
• Possuir uma conta Google, isto é, um e-mail do Google, como
por exemplo: ( usuario@gmail.com )
• Fazer o login com a sua conta no google.
• Acessar o site do Google Groups ( Groups.google.com )
• A partir deste momento já podemos usar o site de grupos do
Google para a discussão de assuntos.
Confira o aplicativo no passo a passo a seguir:
1.
2.
3.
4.
Configurar as opções se necessário
5.
Após digitarmos o nome do grupo será criado automaticamen-
te um e-mail como o nome do grupo, no nosso caso o informati-
ca998@googlegroups.com.
INFORMÁTICA
9292
a solução para o seu concurso!
Editora
Qualquer mensagem direcionada a este e-mail será visualizada por todos os integrantes do grupo.
Moderador
O criador do grupo é o Moderador, isto é, a pessoa que administra o grupo, ela pode incluir, excluir participantes, excluir mensagens
indevidas e modificar configurações.
O Moderador também pode incluir tópicos para conversas (Fórum de discussão) bem como excluir se necessário.
NOÇÕES DE SISTEMA OPERACIONAL (AMBIENTE LINUX E WINDOWS)
WINDOWS 10
Operações de iniciar, reiniciar, desligar, login, logoff, bloquear e desbloquear
Botão Iniciar
O Botão Iniciar dá acesso aos programas instalados no computador, abrindo o Menu Iniciar que funciona como um centro de comando
do PC.
Menu Iniciar
INFORMÁTICA
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Expandir: botão utilizado para expandir os itens do menu.
Botão Expandir
Conta: apresenta opções para configurar a conta do usuário logado, bloquear ou deslogar. Em Alterar configurações da conta é possível
modificar as informações do usuário, cadastrar contas de e-mail associadas, definir opções de entrada como senha, PIN ou Windows Hello,
além de outras configurações.
Configurações de conta
Ligar/Desligar: a opção “Desligar” serve para desligar o computador completamente. Caso existam programas abertos, o sistema não
os salvará automaticamente, mas perguntaráao usuário se deseja salvá-los.
INFORMÁTICA
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Outras opções são:
a) Reiniciar: reinicia o computador. É útil para finalizar a instalação de aplicativos e atualizações do sistema operacional, mas, com
frequência, não é um processo necessário.
b) Suspender: leva o computador para um estado de economia de energia que permite que o computador volte a funcionar
normalmente após alguns segundos. Todas as tarefas são mantidas, podendo o usuário continuar o trabalho.
Em portáteis, o Windows salva automaticamente todo o trabalho e desliga o computador se a bateria está com muito pouca carga.
Muitos portáteis entram em suspensão quando você fecha a tampa ou pressiona o botão de energia.
c) Hibernar: opção criada para notebooks e pode não está disponível em todos os computadores. É um sistema de economia de
energia que coloca no disco rígido os documentos e programas abertos e desliga o computador. Hibernar usa menos energia do que
Suspender e, quando você reinicializa o computador, mas não volta tão rapidamente quanto a Suspensão ao ponto em que estava.
Além dessas opções, acessando Conta, temos:
d) Sair: o usuário desconecta de sua conta, e todas as suas tarefas são encerradas.
e) Bloquear: bloqueia a conta do usuário, mantendo todas as tarefas em funcionamento.
Para trocar o usuário, basta apertar CTRL + ALT + DEL:
f) Trocar usuário: simplesmente dá a opção de trocar de usuário, sem que o usuário atual faça o logoff. Assim, todas as tarefas são
mantidas em funcionamento, e quando o usuário quiser, basta acessar sua conta para continuar de onde parou.
Esquematizando essas opções:
INFORMÁTICA
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Ligar/Desligar e outras opções.
Área de trabalho, ícones e atalhos
Área de Trabalho
A Área de trabalho (ou desktop) é a principal área exibida na tela quando você liga o computador e faz logon no Windows. É o lugar
que exibe tudo o que é aberto (programas, pastas, arquivos) e que também organiza suas atividades.
Área de Trabalho do Windows 10.
INFORMÁTICA
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Ícones
Um ícone é um pequeno símbolo gráfico, usado geralmente para representar um software ou um atalho para um arquivo específico,
aplicação (software) ou diretório (pasta). Dito de outra forma, é o elemento gráfico que, em sistemas operacionais ou em programas com
interfaces gráficas, representa determinado objeto, operação ou link, sendo geralmente acionável por um clique de mouse.
Atalhos
Um atalho é um link que pode ser criado para um item (como um arquivo, uma pasta ou um programa) no computador. Permite
a execução de uma determinada ação para chamar um programa sem passar pelo caminho original. No Windows, os ícones de atalho
possuem como característica uma seta no canto inferior esquerdo.
Menu iniciar e barra de tarefas
Botão e Menu Iniciar
Depois de ter sido excluído do Windows 8, o recurso faz um retorno glorioso. É o ponto central da experiência com o Windows 10.
Os apps estilo metro ficam abrigados ali. O acesso a qualquer outro programa ou às configurações também tem acesso rápido e fácil.
O seu tamanho (ocupando mais ou menos espaço na tela) é ajustável.
Menu Iniciar.
Pasta
São estruturas que dividem o disco em várias partes de tamanhos variados as quais podem pode armazenar arquivos e outras pastas
(subpastas)11.
11 https://docente.ifrn.edu.br/elieziosoares/disciplinas/informatica/aula-05-manipulacao-de-arquivos-e-pastas
INFORMÁTICA
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Arquivo
É a representação de dados/informações no computador os quais ficam dentro das pastas e possuem uma extensão que identifica o
tipo de dado que ele representa.
Extensões de arquivos
EXTENSÃO TIPO
.jpg, .jpeg, .png, .bpm, .gif, ... Imagem
.xls, .xlsx, .xlsm, ... Planilha
.doc, .docx, .docm, ... Texto formatado
.txt Texto sem formatação
.mp3, .wma, .aac, .wav, ... Áudio
.mp4, .avi, rmvb, .mov, ... Vídeo
.zip, .rar, .7z, ... Compactadores
.ppt, .pptx, .pptm, ... Apresentação
.exe Executável
.msl, ... Instalador
Existem vários tipos de arquivos como arquivos de textos, arquivos de som, imagem, planilhas, etc. Alguns arquivos são universais
podendo ser aberto em qualquer sistema. Mas temos outros que dependem de um programa específico como os arquivos do Corel Draw
que necessita o programa para visualizar. Nós identificamos um arquivo através de sua extensão. A extensão são aquelas letras que ficam
no final do nome do arquivo.
Exemplos:
.txt: arquivo de texto sem formatação.
.html: texto da internet.
.rtf: arquivo do WordPad.
.doc e .docx: arquivo do editor de texto Word com formatação.
É possível alterar vários tipos de arquivos, como um documento do Word (.docx) para o PDF (.pdf) como para o editor de texto do
LibreOffice (.odt). Mas atenção, tem algumas extensões que não são possíveis e caso você tente poderá deixar o arquivo inutilizável.
Nomenclatura dos arquivos e pastas
Os arquivos e pastas devem ter um nome o qual é dado no momento da criação. Os nomes podem conter até 255 caracteres (letras,
números, espaço em branco, símbolos), com exceção de / \ | > < * : “ que são reservados pelo sistema operacional.
Bibliotecas
Criadas para facilitar o gerenciamento de arquivos e pastas, são um local virtual que agregam conteúdo de múltiplos locais em um só.
Estão divididas inicialmente em 4 categorias:
– Documentos;
– Imagens;
– Músicas;
– Vídeos.
INFORMÁTICA
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Windows Explorer
O Windows Explorer é um gerenciador de informações, arquivos, pastas e programas do sistema operacional Windows da Microsoft12.
Todo e qualquer arquivo que esteja gravado no seu computador e toda pasta que exista nele pode ser vista pelo Windows Explorer.
Possui uma interface fácil e intuitiva.
Na versão em português ele é chamado de Gerenciador de arquivo ou Explorador de arquivos.
O seu arquivo é chamado de Explorer.exe
Normalmente você o encontra na barra de tarefas ou no botão Iniciar > Programas > Acessórios.
Na parte de cima do Windows Explorer você terá acesso a muitas funções de gerenciamento como criar pastas, excluir, renomear, ex-
cluir históricos, ter acesso ao prompt de comando entre outras funcionalidades que aparecem sempre que você selecionar algum arquivo.
A coluna do lado esquerdo te dá acesso direto para tudo que você quer encontrar no computador. As pastas mais utilizadas são as de
Download, documentos e imagens.
Operações básicas com arquivos do Windows Explorer
• Criar pasta: clicar no local que quer criar a pasta e clicar com o botão direito do mouse e ir em novo > criar pasta e nomear ela. Você
pode criar uma pasta dentro de outra pasta para organizar melhor seus arquivos. Caso você queira salvar dentro de uma mesma pasta um
arquivo com o mesmo nome, só será possível se tiver extensão diferente. Ex.: maravilha.png e maravilha.doc
Independente de uma pasta estar vazia ou não, ela permanecerá no sistema mesmo que o computador seja reiniciado
• Copiar: selecione o arquivo com o mouse e clique Ctrl + C e vá para a pasta que quer colar a cópia e clique Ctrl +V. Pode também
clicar com o botão direito do mouse selecionar copiar e ir para o local que quer copiar e clicar novamente como o botão direito do mouse
e selecionar colar.
12 https://centraldefavoritos.com.br/2019/06/05/conceitos-de-organizacao-e-de-gerenciamento-de-informacoes-arquivos-pastas-e-programas/
INFORMÁTICA
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• Excluir: pode selecionar o arquivo e apertar a tecla delete ou clicar no botão direito do mouse e selecionar excluir
• Organizar: você pode organizar do jeito que quiser como, por exemplo, ícones grandes, ícones pequenos, listas, conteúdos, lista com
detalhes. Estas funções estão na barra de cima em exibir ou na mesma barra do lado direito.
• Movimentar: você pode movimentar arquivos e pastas clicando Ctrl + X no arquivo ou pasta e ir para onde você quer colar o arquivo
e Clicar Ctrl + V ou clicar como botão direito do mouse e selecionar recortar e ir para o local de destino e clicar novamente no botão direito
do mouse e selecionar colar.
Localizando Arquivos e Pastas
No Windows Explorer tem duas:
Tem uma barra de pesquisa acima na qual você digita o arquivo ou pasta que procura ou na mesma barra tem uma opção de Pesquisar.
Clicando nesta opção terão mais opções para você refinar a sua busca.
Arquivos ocultos
São arquivos que normalmente são relacionados ao sistema. Eles ficam ocultos (invisíveis) por que se o usuário fizer alguma alteração,
poderá danificar o Sistema Operacional.
Apesar de estarem ocultos e não serem exibido pelo Windows Explorer na sua configuração padrão, eles ocupam espaço no disco.
Configurações: é possível configurar o Menu Iniciar como um todo. Para isso, basta acessar a opção “Configurações” e, na janela
que se abre, procurar por “Personalização”. Depois, selecionar “Iniciar”. É possível selecionar o que será exibido no Menu Iniciar como
os blocos, as listas de recentes ou de aplicativos mais usados, além de outras configurações. Além da personalização, diversas outras
configurações podem ser acessadas por aqui como Sistema, Dispositivos, Rede e Internet e muito mais.
Configurações do Windows.
INFORMÁTICA
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Programas: a lista mostra programas instalados no computador. Esse menu apresenta os programas em ordem alfabética, além dos
programas mais usados.
Para manter um atalho permanente nesta área do Menu, clique com o botão direito sobre ele e em “Fixar em Iniciar”.
Dependendo do aplicativo ao qual o atalho é relacionado, é possível abrir diretamente um arquivo. Por exemplo, o Word lista os
últimos documentos abertos; o Excel lista as planilhas; e o Media Player, as mídias. Basta utilizar também o botão direito para acessar essa
lista.
Arquivos recentes para um programa.
Grupos: é possível agrupar aplicativos em grupos. Você pode criar vários grupos e adicionar aplicativos a eles. Por exemplo, um grupo
para Trabalho, um para Estudos e outro para Lazer.
Barra de Tarefas
A Barra de Tarefas é um dos itens mais utilizados no dia-a-dia. O papel da barra de tarefas é dar acesso aos programas instalados no
computador, permitindo alternar entre janelas abertas e abrir outras ou acessar rapidamente certas configurações do Windows. Esta barra
também ajuda na organização das tarefas, já que pode deixar visível os programas que estão em execução naquele momento, permitindo
alternar entre eles rapidamente, ou que podem ser executados com um simples clique.
INFORMÁTICA
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No Windows 10, a barra de tarefas fica, por padrão, na parte inferior da tela e normalmente visível, mas é possível movê-la para os
lados ou para a parte superior da área de trabalho, desde que ela esteja desbloqueada.
Vejamos a anatomia básica da barra de ferramentas do Windows 10.
Barra de Tarefas.
Execução de programas
Super Barra
A Super Barra contém uma série de ícones para, principalmente, executar softwares, incluindo arquivos mais usados ou pastas
favoritas.
Super barra na barra de tarefas.
Visão de tarefas: a visão de tarefas é uma espécie de visualização panorâmica do sistema na qual é possível pré-visualizar todas as
janelas abertas naquele momento.
Ao acessar este menu, você pode adicionar novas áreas de trabalho virtuais ao sistema. Ou seja, é possível ter diversas áreas de
trabalho funcionando simultaneamente dentro do Windows 10, ideal para organizar melhor o seu conteúdo quando muitas coisas
precisam ficar abertas ao mesmo tempo.
O atalho Windows ( ) + TAB abre a visão de tarefas.
Visão de Tarefas.
INFORMÁTICA
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Programas e pastas afixadas: ícones que permanecem na barra de tarefas mesmo sem estar em uso. Funcionam como atalhos para
as pastas e programas.
Para fixar o atalho de algum programa, execute-o, clique sobre o atalho e marque a opção “Fixar na Barra de tarefas”. É possível
mudar a ordem dos ícones fixados como você preferir, bastando clicar e arrastar os ícones para os lados. O procedimento para desafixar
é o mesmo, apenas o texto da opção muda para “Desafixar da Barra de tarefas”. A fixação pode ocorrer também clicando com o botão
direito nele e escolhendo a opção “Fixar na barra de tarefas”. Uma possibilidade interessante do Windows 10 é a fixação de atalhos para
sites da internet na Barra de tarefas. Com o Internet Explorer, arraste a guia à Barra de tarefas até que o ícone mude para “Fixar em Barra
de tarefas”.
Fixação de ícones na barra de tarefas.
Programas em execução: os programas em execução os as pastas abertas também ficam dispostos na barra de tarefas.
Quando um programa está em execução ele fica sublinhado na barra de tarefas. O Windows 10 trabalha com o agrupamento de
janelas de um mesmo programa no mesmo botão da barra de tarefas, assim, todos os arquivos ou instâncias sendo executadas referentes
a um mesmo programa ficarão organizados sob ícones sobrepostos do programa que os executa ou pasta que os contém.
Ao passar o mouse sobre o ícone de um programa aberto na Barra de Tarefas, poderá ver uma Miniatura do Programa Aberto, sem ter
que clicar em mais nada. E se passar o mouse em cima dessa miniatura, verá uma prévia da janela aberta em tamanho maior. Se desejar
alternar entre essas janelas, basta clicar na desejada.
Gerenciador de tarefas do windows
Gerenciador de Tarefas (Ctrl+Shift+Esc)
Gerenciador de tarefas é a ferramenta do Windows 10 que monitora em tempo real o desempenho de vários recursos do computador;
como memória, uso do espaço de armazenamento, processamento entre outras opções de hardware. Além de informações detalhadas
sobre o sistema operacional, o Gerenciador de Tarefas oferece a possibilidade de encerrar algum software que, porventura, vier a travar
ou o usuário deseja por assim encerrar.
INFORMÁTICA
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a solução para o seu concurso!
Editora
Para iniciar o Gerenciador de tarefas, tome qualquer uma das seguintes ações:
1. Pressione CTRL+ALT+DELETE e clique em Gerenciador de tarefas.
2. Pressione CTRL+SHIFT+ESC.
3. Clique com o botão direito em uma área vazia da barra de tarefas e clique em Gerenciador de tarefas.
Janelas; menus, faixa de opções e barras de comandos e de ferramentas; barra de estado
Barras de ferramentas: é possível adicionar ferramentas à Barra de tarefas, ou seja, atalhos para recursos simples e práticos para o
uso do Windows. Clique com o botão direito sobre a Barra e explore o menu “Barra de ferramentas”.
“Endereço” adiciona uma barra para digitar um caminho e abri-lo no Windows Explorer; “Links” exibe links de páginas da internet;
“Área de trabalho” oferece atalhos para diferentes áreas do Windows; A opção “Nova barra de ferramentas” permite a escolha de uma
pasta personalizada;
Opções para a organização de janelas: essas opções permitem organizar as janelas abertas de várias maneiras.
Opções de organização de janelas.
Prompt de Comando ou cmd
O Prompt de Comando (cmd.exe) é um interpretador de linha de comando nos sistemas baseados no Windows NT (incluindo Windows
2000, XP, Server 2003 e adiante até o mais recente Windows 10), isto é, ele é um shell para esses sistemas operacionais. Ele é um comando
análogo ao command.com do MS-DOS e de sistemas Windows 9x ou de shells utilizados nos sistemas Unix.
INFORMÁTICA
104104
a solução para o seu concurso!
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Na realidade, o cmd.exe é um programa do Windows que atua como interpretador de linha de comando.
O cmd.exe é mais utilizado por usuários avançados e possui uma série de comandos para realizar diversas funções. Por causa de alguns
comandos de sistema, é preciso executá-lo com privilégios de administrador. Para fazer isso, clique na caixa de pesquisa do Windows
10 e digite “cmd” (sem as aspas). Depois, clique com o botão direito em “cmd” e escolha a opção “Executar como administrador. Se for
solicitada a senha do administrador, digite-a ou apenas confirmea autorização.
Os principais comandos e suas funções são apresentadas no esquema a seguir:
Principais comandos cmd.exe.
Barras de Status
Uma barra de status é uma área na parte inferior de uma janela primária que exibe informações sobre o estado da janela atual (como o
que está sendo exibido e como), tarefas em segundo plano (como impressão, verificação e formatação) ou outras informações contextuais
(como seleção e estado do teclado)13.
As barras de status normalmente indicam status por meio de texto e ícones, mas também podem ter indicadores de progresso, bem
como menus para comandos e opções relacionados ao status.
13 https://docs.microsoft.com/pt-br/windows/win32/uxguide/ctrl-status-bars
INFORMÁTICA
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a solução para o seu concurso!
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Menus de contexto e atalhos de teclado
Menu de Contexto
O “Menu de contexto” exibe opções quando o usuário clica com o botão direito do mouse em sistemas operacionais como o Windows,
Mac OS e Linux. A implementação desse recurso varia em cada sistema, mas é no Windows que essa ferramenta têm um maior nível de
customização14. No sistema operacional da Microsoft, é possível que o usuário coloque aplicativos no acesso ao menu de contexto e criar
atalhos para recursos e comandos específicos: compactadores de arquivos, reprodutores de mídia (players) e antivírus.
O menu de contexto condensa comandos e atalhos que podem ser facilmente acessados via botão direito do mouse. A lista de atalhos
e comando disponíveis no menu podem variar conforme o local do sistema ou aplicativo em que o usuário está: o menu de contexto no
desktop do Windows será diferente daquele exibido em uma pasta ou quando um arquivo é selecionado.
Atalhos de Teclado
CTRL+A: seleciona todos os itens da Área de Trabalho (Desktop).
CTRL+C: copia os itens selecionados.
CTRL+X: recorta os itens selecionados.
CTRL+V: cola os itens selecionados.
CTRL+Z: desfaz a última ação.
CTRL+Y: refaz a última ação desfeita por meio do CTRL+Z.
CTRL+ESC: aciona o Menu Iniciar.
CTRL+SHIFT+ESC: abre o Gerenciador de Tarefas do Windows.
14 https://www.techtudo.com.br/noticias/2016/05/o-que-e-o-menu-de-contexto-do-windows.ghtml
INFORMÁTICA
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a solução para o seu concurso!
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ALT+TAB: alterna entre as janelas abertas, exibindo uma bandeja com miniaturas das janelas.
CTRL+ALT+DEL: exibe a tela de segurança do Windows, que dá as opções para bloquear o computador, trocar de usuário, fazer logoff,
alterar senha e iniciar o Gerenciador de Tarefas.
ALT+F4: fecha a janela atual.
ALT+I: aciona o Menu Iniciar.
DELETE: envia o item selecionado para a Lixeira do Windows.
SHIFT+DELETE: exclui o item selecionado definitivamente.
Tecla WINDOWS (também conhecida como tecla WIN ou Logotipo do Windows)
WIN (sozinha): aciona o Menu Iniciar (não sei se você percebeu, mas esta é a terceira forma de acionar este menu).
WIN+D: exibe a Desktop.
WIN+E: abre o Windows Explorer.
WIN+F: abre a Pesquisa do Windows, para localizar arquivos e pastas.
WIN+G: exibe os Gadgets do Windows, que são mini aplicativos do Desktop.
WIN+L: bloqueia o computador.
WIN+M: minimiza todas as janelas.
WIN+SHIFT+M: exibe todas as janelas minimizadas pelas teclas WIN+M.
WIN+R: inicia o caixa de diálogo Executar, que permite executar um arquivo ou programa.
WIN+T: exibe o Flip da Barra de Tarefas, que é a miniatura das janelas abertas, dos botões da Barra de Tarefas.
WIN+TAB: exibe o Flip 3D, que permite alternar entre as janelas abertas por meio de um visual em forma de cascata tridimensional.
WIN+ESPAÇO: exibe a Desktop através das janelas abertas, deixando-as transparentes, como se fosse uma visão de Raio-X. Este
recurso se chama Aero Peek, já comentado em artigos anteriores.
WIN+HOME: minimiza todas as janelas, exceto a que está ativa no momento, ou seja, aquela que está sendo acessada pelo usuário.
Esse recurso se chama Aero Shake.
WIN+PAUSE/BREAK: abre a janela de Propriedades do Sistema.
WIN+ →: redimensiona a janela ativa, fazendo-a ocupar a metade direita da tela.
WIN+ ←: redimensiona a janela ativa, fazendo-a ocupar a metade esquerda da tela.
WIN+ ↑: redimensiona a janela ativa, maximizando-a.
WIN+ ↓: redimensiona a janela ativa, restaurando-a, caso esteja maximizada ou minimizando-a, caso esteja restaurada.
Windows Explorer
Teclas de Função
F1: abre a ajuda do Windows.
F2: renomeia o item selecionado (pasta ou arquivo).
F3: abre o campo de pesquisa na própria janela ativa.
F4: abre o campo histórico de endereços, da barra de endereços.
F5: atualiza os itens exibidos.
F6: muda o foco do cursor entre os frames da janela.
F10: ativa o Menu Arquivo.
F11: alterna para exibição em tela cheia.
Operações de mouse, apontar, mover, arrastar
Arrastar e soltar é um método de mover ou copiar um arquivo ou vários arquivos usando o mouse ou o touchpad15.
Por padrão, ao clicar com o botão esquerdo e segurar o botão esquerdo do mouse ou do touchpad enquanto move o ponteiro do
mouse para um local de pasta diferente na mesma unidade, quando soltar o botão esquerdo do mouse, o arquivo será movido para o novo
local onde liberou o botão do mouse.
Se estiver movendo o arquivo para uma unidade diferente ou pela rede para uma unidade mapeada ou outro sistema, o arquivo será
copiado para o local de destino e o arquivo original permanecerá no local original.
Resolução de tela e configuração de múltiplos monitores de vídeo
Resolução de Tela
Na configuração padrão, o Windows utiliza a resolução nativa por ser a maior opção que o monitor permite16. Caso tenha alterado essa
definição ou precise usar um segundo monitor, basta fazer a alteração no painel de controle.
1. Abra as configurações do Windows pelo menu iniciar;
2. No painel de controle, selecione a opção “Sistema”;
15 https://www.dell.com/support/kbdoc/pt-br/000147309/move-and-copy-files-using-drag-and-drop-in-microsoft-windows#:~:text=Por%20pa-
dr%C3%A3o%2C%20se%20voc%C3%AA%20clicar,liberou%20o%20bot%C3%A3o%20do%20mouse.
16 https://canaltech.com.br/windows/como-consultar-resolucao-nativa-monitor-windows/
INFORMÁTICA
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a solução para o seu concurso!
Editora
3. Vá para a aba “Vídeo”. Caso esteja utilizando dois monitores, é possível clicar em cada um dos números para acessar as opções
individuais;
4. Desça a tela até o item “Resolução da tela” e clique para abrir a lista. A resolução marcada como “Recomendável” é a opção nativa
do seu computador.
INFORMÁTICA
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a solução para o seu concurso!
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O modo de resolução não depende apenas do tamanho do monitor: a placa de vídeo e os drivers instalados também influenciam na
configuração do Windows para obter a melhor qualidade de imagem. Ao alterar para uma resolução mais baixa do que a recomendada, os
textos podem ficar menos nítidos e com iluminação diferente.
Caso o computador não consiga reconhecer a resolução nativa do monitor, a recomendação é atualizar drivers de vídeo. Para isso,
abra as configurações, vá para a seção “Atualizações e Segurança” e procure por atualizações pendentes na tela “Windows Update”. Se o
problema persistir, talvez seja necessário instalar drivers específicos da fabricante.
Configuração de Múltiplos Monitores de Vídeo
Se você usa um notebook Windows, poderá conectar um monitor adicional através da porta HDMI, DisplayPort ou as legadas DVI e
VGA, dependendo do modelo do hardware17. Se você possui um desktop, é preciso verificar se a placa de vídeo ou a placa-mãe (no caso
de vídeo integrado) possuem mais de uma saída de vídeo, o que nem sempre é o caso.
De qualquer forma, o procedimento é bastante simples:
Conecte o monitor
Conecte o monitor adicional à saída de vídeo extra de seu computador e ligue-o. Por padrão, o Windows irá clonar a Área de Trabalho
no segundo monitor, e você terá a mesma imagem nas duas telas. Não é o que queremos, e sim utilizar uma das telas como uma extensão;
Acesse as configurações de tela
Dê um clique direito na Área de Trabalho, e depois em Configurações de tela.
17 GOGONI, R. Como usar dois monitores no mesmo computador (Windows)INFORMÁTICA
109
a solução para o seu concurso!
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Organize suas telas
Na nova janela, o Windows irá exibir os monitores conectados, cada um identificado com um número. Para saber qual monitor é qual,
clique no botão Identificar. Os números atribuídos serão exibidos em cada um dos monitores.
É possível trocar a identificação dos monitores, mudando o segundo monitor para ser o principal, de “2” para “1”. Isso é útil para
melhor organizar sua Área de Trabalho. Para isso, selecione o monitor que deseja usar como “1” e marque a caixa Tornar este meu vídeo
principal.
Conclua a configuração
Por fim, escolha a opção Estender estes vídeos, clique em Aplicar e depois em Manter alterações.
INFORMÁTICA
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a solução para o seu concurso!
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Feito isso, tem-se uma Área de Trabalho única, mas estendida para os dois monitores. Entretanto, é preciso lembrar que todos os apps
e programas que abrir serão exibidos no monitor principal, que foi definido como “1”, e eles só ocuparão ambos monitores quando em tela
cheia, ou se arrastados manualmente com o mouse.
Unidades locais e mapeamentos de rede
Mapeamentos de Rede
Mapeie uma unidade de rede para acessá-la no Explorador de Arquivos do Windows sem precisar procurá-la ou digitar seu endereço
de rede toda vez18.
1. Abra o Explorador de Arquivos na barra de tarefas ou no menu Iniciar, ou pressione a tecla de logotipo do Windows + E.
2. Selecione Este computador no painel esquerdo. Em seguida, na guia Computador, selecione Mapear unidade de rede.
18 https://support.microsoft.com/pt-br/windows/mapear-uma-unidade-de-rede-no-windows-29ce55d1-34e3-a7e2-4801-131475f9557d#ID0EB-
D=Windows_10
INFORMÁTICA
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a solução para o seu concurso!
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3. Na lista Unidade, selecione uma letra da unidade. (Qualquer letra disponível serve).
4. Na caixa Pasta, digite o caminho da pasta ou do computador ou selecione Procurar para localizar a pasta ou o computador. Para se
conectar sempre que você entrar no computador, selecione Conecte-se em entrar.
5. Selecione Concluir.
Observação: Se você não conseguir se conectar a uma unidade de rede ou pasta, o computador ao qual você está tentando se
conectar pode estar desligado ou talvez você não tenha as permissões corretas. Tente contatar o administrador de rede.
Rede e compartilhamento
Rede e Internet
A opção Rede e Internet é possível verificar o status da rede e alterar suas configurações, definir preferências para compartilhar
arquivos e computadores e configurar a conexão com a Internet.
Rede e Internet.
1. A Central de Rede e Compartilhamento exibe as informações básicas de rede e configurações de conexões. É possível conectar ou
desconectar de uma rede ou configurar nova conexão ou rede (sem fio, de banda larga, etc.).
2. Em Propriedades da Internet, é possível definir as configurações de conexão e exibição da Internet. Podem ser definidas as páginas
padrão a serem abertas, alterar o modo de exibição das guias dos navegadores e configurar ou excluir o histórico de navegação, entre
outras configurações.
3. Infravermelho permite configurar a transferência de arquivos por infravermelho.
Compartilhamento
Para compartilhar um arquivo ou pasta no Explorador de Arquivos, siga um destes procedimentos19:
Clique com o botão direito do mouse ou pressione um arquivo e selecione Dar acesso a > Pessoas específicas.
19 https://support.microsoft.com/pt-br/windows/compartilhamento-de-arquivos-por-meio-de-uma-rede-no-win-
dows-b58704b2-f53a-4b82-7bc1-80f9994725bf#ID0EBD=Windows_10
INFORMÁTICA
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a solução para o seu concurso!
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Selecione um arquivo, selecione a guia Compartilhar na parte superior do Explorador de Arquivos e, na seção Compartilhar com,
selecione Pessoas específicas.
Selecione um usuário na rede com o qual compartilhar o arquivo ou selecione Todos para dar a todos os usuários da rede acesso ao
arquivo.
Se selecionar vários arquivos de uma vez, você poderá compartilhar todos eles da mesma forma. Isso também é válido para pastas;
compartilhe uma pasta e todos os arquivos nela serão compartilhados.
LINUX UBUNTU
O Linux é um sistema operacional livre baseado no antigo UNIX, desenvolvido nos anos 60.
Ele é uma cópia do Unix feito por Linus Torvalds, junto com um grupo de hackers pela Internet. Seguiu o padrão POSIX (família de
normas definidas para a manutenção de compatibilidade entre sistemas operacionais), padrão usado pelas estações UNIX e desenvolvido
na linguagem de programação, C20.
Linus Torvalds, em 1991, criou um clone do sistema Minix (sistema operacional desenvolvido por Andrew Tannenbaun que era seme-
lhante ao UNIX) e o chamou de Linux21.
LINUS + UNIX = LINUX.
Composição do Linux
Por ser um Sistema Operacional, o Linux tem a função de gerenciar todo o funcionamento de um computador, tanto a parte de har-
dware (parte física) como a parte de software (parte Lógica).
O Sistema Operacional Linux é composto pelos seguintes componentes.
• Kernel (núcleo): é um software responsável por controlar as interações entre o hardware e outros programas da máquina. O kernel
traduz as informações que recebe ao processador e aos demais elementos eletrônicos do computador. É, portanto, uma série de arquivos
escritos em linguagem C e Assembly, que formam o núcleo responsável por todas as atividades executadas pelo sistema operacional. No
caso do Linux, o código-fonte (receita do programa) é aberto, disponível para qualquer pessoa ter acesso, assim podendo modificá-lo.
• Shell (concha): o intérprete de comandos é a interface entre o usuário e o sistema operacional. A interface Shell funciona como o
intermediário entre o sistema operacional e o usuário graças às linhas de comando escritas por ele. A sua função é ler a linha de comando,
interpretar seu significado, executar o comando e devolver o resultado pelas saídas.
• Prompt de comando: é a forma mais arcaica de o usuário interagir com o Kernel por meio do Shell.
Prompt de comando.22
20 MELO, F. M. Sistema Operacional Linux. Livro Eletrônico.
21 https://bit.ly/32DRvTm
22 https://www.techtudo.com.br/dicas-e-tutoriais/noticia/2016/09/como-executar-dois-ou-mais-comandos-do-linux-ao-mesmo-tempo.html
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113
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• Interface gráfica (GUI): conhecida também como gerenciador de desktop/área de trabalho, é a forma mais recente de o usuário
interagir com o sistema operacional. A interação é feita por meio de janelas, ícones, botões, menus e utilizando o famoso mouse. O Linux
possui inúmeras interfaces gráficas, sendo as mais usadas: Unity, Gnome, KDE, XFCE, LXDE, Cinnamon, Mate etc.
Ubuntu com a interface Unity.23
Principais Características do Linux
• Software livre: é considerado livre qualquer programa que pode ser copiado, usado, modificado e redistribuído de acordo com as
necessidades de cada usuário. Em outras palavras, o software é considerado livre quando atende a esses quatro tipos de liberdades defi-
nidas pela fundação.
• Multiusuário: permite que vários usuários acessem o sistema ao mesmo tempo. Geralmente o conceito se aplica a uma rede, na
qual podemos ter um servidor e várias pessoas acessando simultaneamente.
• Código aberto (Open Source): qualquer pessoa pode ter acesso ao código-fonte (receita) do programa.
• Multitarefa: permite que diversos programas rodem ao mesmo tempo, ou seja, você pode estar digitando um texto no Libre Office
Writer e ao mesmo tempo trabalhar na planilha de vendas do Calc, por exemplo. Sem contar os inúmeros serviços disponibilizados pelo
Sistema que estão rodando em background (segundo plano) e você nem percebe.
• Multiplataforma: o Linux roda em diversos tipos de plataformas de computadores, sejam eles x86 (32bits) ou x64 (64bits). As distri-
buições mais recentes do Ubuntu estão abolindo as arquiteturas de 32 bits.
• Multiprocessador: permite o uso de mais de um processador no mesmo computador.
• Protocolos: pode trabalhar com diversos protocolos de rede (TCP/IP).
• Case Sensitive: diferenciar letrasmaiúsculas (caixa alta) de letras minúsculas (caixa baixa). Exemplo: ARQUIVO1ºdt é diferente de
arquivo1ºdt.
O caractere ponto “.”, antes de um nome, renomeia o arquivo para arquivo oculto.
O caractere não aceito em nomes de arquivos e diretórios no Linux é a barra normal “/”.
• Preemptivo: é a capacidade de tirar de execução um processo em detrimento de outro. O Linux interrompe um processo que está
executando para dar prioridade a outro.
• Licença de uso (GPL): GPL (licença pública geral) permite que os programas sejam distribuídos e reaproveitados, mantendo, porém,
os direitos do autor por forma a não permitir que essa informação seja usada de uma maneira que limite as liberdades originais. A licença
não permite, por exemplo, que o código seja apoderado por outra pessoa, ou que sejam impostas sobre ele restrições que impeçam que
seja distribuído da mesma maneira que foi adquirido.
• Memória Virtual (paginada/paginação): a memória virtual é uma área criada pelo Linux no disco rígido (HD) do computador de
troca de dados que serve como uma extensão da memória principal (RAM).
• Bibliotecas compartilhadas: são arquivos que possuem módulos que podem ser reutilizáveis por outras aplicações. Em vez de o
software necessitar de ter um módulo próprio, poderá recorrer a um já desenvolvido e mantido pelo sistema (arquivo.so).
23 Fonte: http://ninjadolinux.com.br/interfaces-graficas.
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114114
a solução para o seu concurso!
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• Administrador (Super usuário/Root): é o usuário que tem
todos os privilégios do sistema. Esse usuário pode alterar tudo que
há no sistema, excluir e criar partições na raiz (/) manipular arquivos
e configurações especiais do sistema, coisa que o usuário comum
não pode fazer. Representado pelo símbolo: #.
• Usuário comum (padrão): é o usuário que possui restrições
a qualquer alteração no sistema. Esse usuário não consegue cau-
sar danos ao sistema devido a todas essas restrições. Representado
pelo símbolo: $.
Distribuições do Linux
As mais famosas distribuições do Linux são: Red Hat, Ubuntu,
Conectiva, Mandriva, Debian, Slackware, Fedora, Open Suse, Apa-
che (WebServer), Fenix, Kurumim, Kali, Kalango, Turbo Linux, Chro-
me – OS, BackTrack, Arch Linux e o Android (Linux usados em dispo-
sitivos móveis; Smartphone, Tablets, Relógios, etc.).
Os Comandos Básicos do Linux
O Linux entra direto no modo gráfico ao ser inicializado, mas
também, é possível inserir comandos no sistema por meio de uma
aplicação de terminal. Esse recurso é localizável em qualquer dis-
tribuição. Se o computador não estiver com o modo gráfico ativa-
do, será possível digitar comandos diretamente, bastando se logar.
Quando o comando é inserido, cabe ao interpretador de comandos
executá-lo. O Linux conta com mais de um, sendo os mais conheci-
dos o bash e o sh.
Para utilizá-los, basta digitá-los e pressionar a tecla Enter do
teclado. É importante frisar que, dependendo de sua distribuição
Linux, um ou outro comando pode estar indisponível. Além disso,
alguns comandos só podem ser executados por usuários com privi-
légios de administrador.
O Linux é case sensitive, ou seja, seus comandos têm que ser
digitados em letras minúsculas, salvo algumas letras de comandos
opcionais, que podem ter tanto em maiúscula como em minúscula,
mas terá diferença de resposta de uma para a outra.
A relação a seguir mostra os comandos seguidos de uma des-
crição.
bg: colocar a tarefa em background (segundo plano).
cal: exibe um calendário.
cat arquivo: mostra o conteúdo de um arquivo. Por exemplo,
para ver o arquivo concurso. txt, basta digitar cat concurso.txt. É
utilizado também para concatenar arquivos exibindo o resultado na
tela. Basta digitar: $ cat arquivo1 > arquivo2.
cd diretório: abre um diretório. Por exemplo, para abrir a pasta
/mnt, basta digitar cd /mnt. Para ir ao diretório raiz a partir de qual-
quer outro, digite apenas cd.
Cd–: volta para o último diretório acessado (funciona como a
função “desfazer”).
Cd~: funciona como o “home”, ou seja, vai para o diretório do
usuário.
Cd..: “volta uma pasta”.
chattr: modifica atributos de arquivos e diretórios.
chmod: comando para alterar as permissões de arquivos e di-
retórios.
chown: executado pelo root permite alterar o proprietário ou
grupo do arquivo ou diretório, alterando o dono do arquivo ou grupo.
# chown usuário arquivo
# chown usuário diretório
Para saber quem é o dono e qual o grupo que é o proprietário
da pasta, basta dar o comando:
# ls -l /
Dessa forma, pode-se ver os proprietários das pastas e dos ar-
quivos.
clear: elimina todo o conteúdo visível, deixando a linha de co-
mando no topo, como se o sistema acabasse de ter sido acessado.
cp origem destino: copia um arquivo ou diretório para outro
local. Por exemplo, para copiar o arquivo concurso.txt com o nome
concurso2.txt para /home, basta digitar cp concurso. txt /home/
concurso 2.txt.
cut: o comando cut é um delimitador de arquivos, o qual pode
ser utilizado para delimitar um arquivo em colunas, número de ca-
racteres ou por posição de campo.
Sintaxe: # cut <opções> <arquivo>
date: mostra a data e a hora atual.
df: mostra as partições usadas, espaço livre em disco.
diff arquivo1 arquivo2: indica as diferenças entre dois arqui-
vos, por exemplo: diff calc.c calc2.c.
dir: lista os arquivos e diretórios da pasta atual; comando “ls”
é o mais usado e conhecido para Linux. dir é comando típico do
Windows.
du diretório: mostra o tamanho de um diretório.
emacs: abre o editor de textos emacs.
fg: colocar a tarefa em foreground (primeiro plano).
file arquivo: mostra informações de um arquivo.
find diretório parâmetro termo: o comando find serve para lo-
calizar informações. Para isso, deve-se digitar o comando seguido
do diretório da pesquisa mais um parâmetro (ver lista abaixo) e o
termo da busca. Parâmetros:
name – busca por nome
type – busca por tipo
size – busca pelo tamanho do arquivo
mtime – busca por data de modificação
Exemplo: find /home name tristania
finger usuário: exibe informações sobre o usuário indicado.
free: mostra a quantidade de memória RAM disponível.
grep: procura por um texto dentro de um arquivo.
gzip: compactar um arquivo.
Entre os parâmetros disponíveis, tem-se:
-c – extrai um arquivo para a saída padrão;
-d – descompacta um arquivo comprimido;
-l – lista o conteúdo de um arquivo compactado;
-v – exibe detalhes sobre o procedimento;
-r – compacta pastas;
-t – testa a integridade de um arquivo compactado.
halt: desliga o computador.
help: ajuda.
history: mostra os últimos comandos inseridos.
id usuário: mostra qual o número de identificação do usuário
especificado no sistema.
ifconfig: é utilizado para atribuir um endereço a uma interface
de rede ou configurar parâmetros de interface de rede.
-a – aplicado aos comandos para todas as interfaces do sistema.
-ad – aplicado aos comandos para todos “down” as interfaces
do sistema.
-au – aplicado aos comandos para todos “up” as interfaces do
sistema.
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115
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Permissões no Linux
As permissões são usadas para vários fins, mas servem principalmente para proteger o sistema e os arquivos dos usuários.
Somente o superusuário (root) tem ações irrestritas no sistema, justamente por ser o usuário responsável pela configuração, adminis-
tração e manutenção do Linux. Cabe a ele, por exemplo, determinar o que cada usuário pode executar, criar, modificar etc. A forma usada
para determinar o que o usuário pode fazer é a determinação de permissões.
Observe:
Observe que a figura acima exibe uma listagem dos arquivos presentes no Linux. No lado esquerdo, são exibidas as permissões dos
arquivos.
• Detalhando as Permissões
Tipos de arquivos (observe a primeira letra à esquerda):
“d” Arquivo do tipo diretório (pasta)
“-” Arquivo comum (arquivo de texto, planilha, imagens…)
“l” Link (atalho)
Tipos de permissões (o que os usuários poderão fazer com os arquivos):
r: read (ler)
w: writer (gravar)
x: execute (executar)“-”: não permitido
Tipos de usuários (serão três categorias de usuários):
Proprietário (u)
Grupos de usuários (g)
Usuário comum (o)
Tabela de permissões (a tabela é composta de oito combinações):
0: sem permissão
1: executar
2: gravar
3: gravar/executar
4: ler
5: ler/executar
6: ler/gravar
7: ler/gravar/executar
Comando para alterar uma permissão:
chmod
Estrutura de Diretórios e Arquivos
O Linux, assim como o Windows, possui seu sistema de gerenciamento de arquivos, que pode variar de acordo com a distribuição. Os
mais conhecidos são: Konqueror, Gnome, Dolphin, Krusader, Pcman, XFE.
INFORMÁTICA
116116
a solução para o seu concurso!
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Gerenciador de arquivos Dolphin.24
Enquanto no Windows a partição raiz geralmente é “C:\”, os programas são instalados em “C:\Arquivos de Programas” e os arquivos
do sistema em C:\WINDOWS, no GNU/Linux, é basicamente o contrário: o diretório raiz é representado pela barra “/”, que pode ficar ar-
mazenado no disco físico ou em uma unidade de rede, e todos os arquivos e pastas do sistema ficam dentro dele. Vejamos:
/ – diretório raiz, armazena todos os outros.
/bin – armazena os executáveis dos comandos básicos do sistema.
/boot – é onde ficam o kernel e os arquivos de boot (inicialização) do sistema.
/cdrom – o diretório /cdrom não faz parte do padrão FHS, mas você pode encontrá-lo no Ubuntu e em outras versões do sistema
operacional. É um local temporário para CD-ROMs inseridos no sistema. No entanto, o local padrão para a mídia temporária está dentro
do diretório /media.
/dev – dispositivos de entrada/saída (disquete, disco rígido, paca de som etc.). Todos os arquivos contidos nesse diretório (/dev/hda,
/dev/dsp, /dev/fd0 etc) são ponteiros para dispositivos de hardware.
/etc – armazena os arquivos de configuração do sistema, como se fossem o arquivo de registro do Windows.
/home – aqui ficam as pastas e os arquivos dos usuários. O root tem acesso a todas elas, mas cada usuário só tem acesso às suas
próprias pastas.
/lib – bibliotecas do sistema, como se fosse o diretório System32 do Windows.
/lib64 – bibliotecas do sistema, arquitetura 64 bits.
/media – o diretório /media contém subdiretórios em que os dispositivos de mídia removível inseridos no computador são montados.
Por exemplo, quando você insere um CD, DVD, pen drive em seu sistema Linux, um diretório será criado automaticamente dentro do dire-
tório /media. Você pode acessar o conteúdo do CD dentro desse diretório.
/mnt – ponto de montagem para dispositivos de hardware que estão em /dev. O leitor de CD encontrado em /dev/fd0, por exemplo,
será montado em /mnt/cdrom. Ao contrário do Windows, no qual os discos e partições aparecem como C:, D:, E:, no GNU/Linux, eles
aparecem como hda1, hda2, hdb, sdb, CD-ROM etc.
/opt – possui os softwares que não fazem parte da instalação padrão do GNU/Linux.
/proc – é criado na memória (portanto, não ocupa espaço em disco) pelo kernel e fornece informações sobre ele e os processos ativos.
/root – diretório local do superusuário (root).
/run – o diretório /run é relativamente novo e oferece aos aplicativos um local padrão para armazenar arquivos temporários, como
soquetes e identificações de processos. Esses arquivos não podem ser armazenados em /tmp, pois os arquivos localizados em /tmp podem
ser apagados.
/sbin – contém arquivos referentes à administração e manutenção de hardware e software.
/snap – arquivos de implantação e um sistema de gerenciamento de pacotes que foi projetado e construído pela Canonical para o
sistema operacional Ubuntu phone. Com o suporte a Snap instalado em sua distribuição, já é possível instalar aplicativos diversos para o
Linux.
/srv – o diretório /srv contém “dados para serviços prestados pelo sistema”. Se você usa o servidor Apache em um site, provavelmente
armazena os arquivos do seu site em um diretório dentro do /srv.
/sys – a pasta sys tem basicamente a mesma finalidade atribuída ao diretório proc.
/tmp – arquivos temporários.
/usr – é o diretório com o maior número de arquivos, incluindo bibliotecas (/usr/lib) e executáveis (/usr/bin) dos principais programas.
24 https://linuxdicasesuporte.blogspot.com/2018/02/gerenciador-de-arquivos-dolphin-para.html
INFORMÁTICA
117
a solução para o seu concurso!
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/usr/X11 – arquivos do sistema do gerenciador de janelas.
/usr/man – manuais on-line.
/var – arquivos variáveis, que mudam com frequência.
Teclas de Atalhos
Ctrl + Q: fechar o aplicativo ativo.
Ctrl + A: selecionar tudo.
Ctrl + S: salvar o documento ou alterações feitas.
Ctrl + P: imprimir o documento.
Ctrl + C: copiar o conteúdo selecionado.
Ctrl + V: colar o conteúdo da área de transferência.
Ctrl + X: cortar o conteúdo selecionado.
Atalhos de Teclado com o Gnome
Ctrl + Alt + Barra de espaço: reiniciar o Gnome.
Alt + F2: abrir a caixa “Executar comando”.
Alt + F4: fechar a janela atual.
Alt + Tab: alternar entre janelas.
Ctrl + Alt + F1: mudar para o primeiro terminal ou tty1 (sem
modo gráfico).
Alt + Print: tirar uma captura de tela da tela ativa.
Atalhos de Terminal
Seta para cima ou para baixo: pesquisar entre o histórico de
comandos usados.
Ctrl + C: matar o processo atual ou em execução.
Ctrl + U: excluir a linha atual.
ACESSO À DISTÂNCIA A COMPUTADORES, TRANSFERÊN-
CIA DE INFORMAÇÃO E ARQUIVOS, APLICATIVOS DE ÁU-
DIO, VÍDEO E MULTIMÍDIA
ACESSO À DISTÂNCIA (ACESSO REMOTO)
Acesso à distância ou acesso remoto é uma tecnologia que
permite que um computador consiga acessar um servidor privado
– normalmente de uma empresa – por meio de um outro computa-
dor que não está fisicamente conectado à rede25. A conexão à dis-
tância é feita com segurança de dados em ambos os lados e pode
trazer diversos benefícios para manutenção, por exemplo.
Na prática, essa tecnologia é o que permite acessar e-mails e
arquivos corporativos fora do local de trabalho, assim como com-
partilhar a tela do seu computador em aulas ou palestras à distân-
cia, de modo a fazer com que o receptor visualize exatamente o que
é reproduzido no computador principal e, por vezes, faça edições e
alterações mediante permissão no PC.
Acesso remoto conecta servidores de empresas e permite con-
trolar máquinas.
O acesso remoto também pode ocorrer via Internet, e contro-
lar computadores de terceiros. Seu uso mais frequente é para su-
porte técnico de softwares, já que o técnico pode ver e até pedir
permissões para manipular a máquina completamente sem estar
diante do computador.
Utilizando as ferramentas adequadas, é possível acessar com-
putadores com qualquer sistema operacional, em qualquer rede, a
partir de desktop, smartphone ou tablet conectado.
A maneira mais comum de usar o acesso remoto é por meio de
uma VPN (Rede Privada Virtual, e português), que consegue estabe-
25 https://bit.ly/3gmqZ4w
lecer uma ligação direta entre o computador e o servidor de destino
– criando uma espécie de “túnel protegido” na Internet. Isto signi-
fica que o usuário pode acessar tranquilamente seus documentos,
e-mails corporativos e sistemas na nuvem, via VPN, sem preocupa-
ção de ser interceptado por administradores de outras redes.
Para criar uma VPN existem duas maneiras: por meio do proto-
colo SSL ou softwares. Na primeira, a conexão pode ser feita usando
somente um navegador e um serviço em nuvem. No entanto, sem
o mesmo nível de segurança e velocidade dos programas desktop.
Já na segunda e mais comum forma de acesso remoto, é necessário
um software que utiliza protocolo IPseg para fazer a ligação direta
entre dois computadores ou entre um computador e um servidor.
Nesse caso, a conexão tende a ser mais rápida e a segurança otimi-
zada.
26
TRANSFERÊNCIA DE INFORMAÇÃO E ARQUIVOS, BEM
COMO APLICATIVOS DE ÁUDIO, VÍDEO E MULTIMÍDIA
Um meio recente e também uma ótima forma de exemplo para
explicar a transferência remota são os aplicativos e sites de “Nu-
vem” isso é, Cloud. Google Drive e Dropbox são exemplos conhe-
cidos desses aplicativos, mas como isso funciona? A internet serve
nesse caso comoconexão entre o usuário e o servidor onde os ar-
quivos estão guardados, um usuário cadastrado pode acessar esses
arquivos de qualquer lugar do mundo, pode baixá-los (download)
ou até mesmo carregá-los (upload) na internet.
O processo não funciona diferente de movimentar pastas em
seu computador ou smartphone, porém essas pastas estão locali-
zadas em um computador ou servidor na maioria das vezes muitos
quilômetros longe do usuário.
Upload e Download
São termos utilizados para definir a transmissão de dados de
um dispositivo para outro através de um canal de comunicação pre-
viamente estabelecido27.
28
26 https://www.kickidler.com/br/remote-access.html
27 Hunecke, M. Acesso à Distância a Computadores, Transferência de
Informação e Arquivos.
28 https://www.cursosdeinformaticabasica.com.br/qual-a-diferenca-
INFORMÁTICA
118118
a solução para o seu concurso!
Editora
Download
Está relacionado com a obtenção de conteúdo da Internet, o
popular “baixar”, onde um servidor remoto hospeda dados que são
acessados pelos clientes através de aplicativos específicos que se
comunicam com o servidor através de protocolos, como é o caso do
navegador web que acessa os dados de um servidor web normal-
mente utilizando o protocolo HTTP.
Upload
O termo upload faz referência a operação inversa a do downlo-
ad, isto é, ao envio de conteúdo à Internet.
EDIÇÃO DE TEXTOS, PLANILHAS E APRESENTAÇÕES (AM-
BIENTES MICROSOFT OFFICE E LIBREOFFICE). PLANILHAS
- ELABORAÇÃO, FÓRMULAS E CONCEITOS LIGADOS AO
EXCEL. APRESENTAÇÕES - FORMATOS, DESIGNS, COMAN-
DOS E CONCEITOS LIGADOS AO POWERPOINT
MS OFFICE WORD 2016
Essa versão de edição de textos vem com novas ferramentas e
novos recursos para que o usuário crie, edite e compartilhe docu-
mentos de maneira fácil e prática29.
O Word 2016 está com um visual moderno, mas ao mesmo
tempo simples e prático, possui muitas melhorias, modelos de do-
cumentos e estilos de formatações predefinidos para agilizar e dar
um toque de requinte aos trabalhos desenvolvidos. Trouxe pou-
quíssimas novidades, seguiu as tendências atuais da computação,
permitindo o compartilhamento de documentos e possuindo inte-
gração direta com vários outros serviços da web, como Facebook,
Flickr, Youtube, Onedrive, Twitter, entre outros.
Novidades no Word 2016
– Diga-me o que você deseja fazer: facilita a localização e a
realização das tarefas de forma intuitiva, essa nova versão possui
a caixa Diga-me o que deseja fazer, onde é possível digitar um ter-
mo ou palavra correspondente a ferramenta ou configurações que
procurar.
-entre-download-e-upload/
29 http://www.popescolas.com.br/eb/info/word.pdf
– Trabalhando em grupo, em tempo real: permite que vários
usuários trabalhem no mesmo documento de forma simultânea.
Ao armazenar um documento on-line no OneDrive ou no Sha-
rePoint e compartilhá-lo com colegas que usam o Word 2016 ou
Word On-line, vocês podem ver as alterações uns dos outros no
documento durante a edição. Após salvar o documento on-line, cli-
que em Compartilhar para gerar um link ou enviar um convite por
e-mail. Quando seus colegas abrem o documento e concordam em
compartilhar automaticamente as alterações, você vê o trabalho
em tempo real.
– Pesquisa inteligente: integra o Bing, serviço de buscas da
Microsoft, ao Word 2016. Ao clicar com o botão do mouse sobre
qualquer palavra do texto e no menu exibido, clique sobre a função
Pesquisa Inteligente, um painel é exibido ao lado esquerdo da tela
do programa e lista todas as entradas na internet relacionadas com
a palavra digitada.
– Equações à tinta: se utilizar um dispositivo com tela sensível
ao toque é possível desenhar equações matemáticas, utilizando o
dedo ou uma caneta de toque, e o programa será capaz de reconhe-
cer e incluir a fórmula ou equação ao documento.
INFORMÁTICA
119
a solução para o seu concurso!
Editora
– Histórico de versões melhorado: vá até Arquivo > Histórico para conferir uma lista completa de alterações feitas a um documento e
para acessar versões anteriores.
– Compartilhamento mais simples: clique em Compartilhar para compartilhar seu documento com outras pessoas no SharePoint, no
OneDrive ou no OneDrive for Business ou para enviar um PDF ou uma cópia como um anexo de e-mail diretamente do Word.
– Formatação de formas mais rápida: quando você insere formas da Galeria de Formas, é possível escolher entre uma coleção de
preenchimentos predefinidos e cores de tema para aplicar rapidamente o visual desejado.
– Guia Layout: o nome da Guia Layout da Página na versão 2010/2013 do Microsoft Word mudou para apenas Layout30.
Interface Gráfica
Navegação gráfica
Atalho de barra de status
30 CARVALHO, D. e COSTA, Renato. Livro Eletrônico.
INFORMÁTICA
120120
a solução para o seu concurso!
Editora
Faixas de opções e modo de exibição
Guia de Início Rápido.31
Ao clicar em Documento em branco surgirá a tela principal do Word 201632.
Área de trabalho do Word 2016.
31 https://www.udesc.br/arquivos/udesc/id_cpmenu/5297/Guia_de_Inicio_Rapido___Word_2016_14952206861576.pdf
32 Melo, F. INFORMÁTICA. MS-Word 2016.
INFORMÁTICA
121
a solução para o seu concurso!
Editora
Barra de Ferramentas de Acesso Rápido
Permite adicionar atalhos, de funções comumente utilizadas no trabalho com documentos que podem ser personalizados de acordo
com a necessidade do usuário.
Faixa de Opções
Faixa de Opções é o local onde estão os principais comandos do Word, todas organizadas em grupos e distribuídas por meio de guias,
que permitem fácil localização e acesso. As faixas de Opções são separadas por nove guias: Arquivos; Página Inicial, Inserir, Design, Layout,
Referências, Correspondências, Revisão e Exibir.
– Arquivos: possui diversas funcionalidades, dentre algumas:
– Novo: abrir um Novo documento ou um modelo (.dotx) pré-formatado.
– Abrir: opções para abrir documentos já salvos tanto no computador como no sistema de armazenamento em nuvem da Microsoft,
One Drive. Além de exibir um histórico dos últimos arquivos abertos.
– Salvar/Salvar como: a primeira vez que irá salvar o documento as duas opções levam ao mesmo lugar. Apenas a partir da segunda
vez em diante que o Salvar apenas atualiza o documento e o Salvar como exibe a janela abaixo. Contém os locais onde serão armazenados
os arquivos. Opções locais como na nuvem (OneDrive).
– Imprimir: opções de impressão do documento em edição. Desde a opção da impressora até as páginas desejadas. O usuário tanto
pode imprimir páginas sequenciais como páginas alternadas.
INFORMÁTICA
122122
a solução para o seu concurso!
Editora
– Página Inicial: possui ferramentas básicas para formatação de texto, como tamanho e cor da fonte, estilos de marcador, alinhamento
de texto, entre outras.
Grupo Área de Transferência
Para acessá-la basta clicar no pequeno ícone de uma setinha para baixo no canto inferior direito, logo à frente de Área de Transferên-
cia.
Colar (CTRL + V): cola um item (pode ser uma letra, palavra, imagem) copiado ou recortado.
Recortar (CTRL + X): recorta um item (pode ser uma letra, palavra, imagem) armazenando-o temporariamente na Área de Transferên-
cia para em seguida ser colado no local desejado.
Copiar (CTRL+C): copia o item selecionado (cria uma cópia na Área de Transferência).
Pincel de Formatação (CTRL+SHIFT+C / CTRL+SHIFT+V): esse recurso (principalmente o ícone) cai em vários concursos. Ele permite
copiar a formatação de um item e aplicar em outro.
Grupo Fonte
Fonte: permite que selecionar uma fonte, ou seja, um tipo de letra a ser exibido em seu texto. Em cada texto
pode haver mais de um tipo de fontes diferentes.
Tamanho da fonte: é o tamanho da letra do texto. Permite escolher entre diferentes tamanhos de fonte na lista
ou que digite um tamanho manualmente.
Negrito: aplica o formato negrito (escuro) ao texto selecionado. Se o cursor estiver sobre uma palavra, ela ficará
toda em negrito. Se a seleção ou a palavra já estiver em negrito, a formatação será removida.
Itálico: aplica o formatoitálico (deitado) ao texto selecionado. Se o cursor estiver sobre uma palavra, ela ficará
toda em itálico. Se a seleção ou palavra já estiver em itálico, a formatação será removida.
Sublinhado: sublinha, ou seja, insere ou remove uma linha embaixo do texto selecionado. Se o cursor não está
em uma palavra, o novo texto inserido será sublinhado.
Tachado: risca uma linha, uma palavra ou apenas uma letra no texto selecionado ou, se o cursor somente estiver
sobre uma palavra, esta palavra ficará riscada.
Subscrito: coloca a palavra abaixo das demais.
Sobrescrito: coloca a palavra acima das demais.
Cor do realce do texto: aplica um destaque colorido sobre a palavra, assim como uma caneta marca texto.
Cor da fonte: permite alterar a cor da fonte (letra).
INFORMÁTICA
123
a solução para o seu concurso!
Editora
Grupo Parágrafo
Marcadores: permite criar uma lista com diferentes marcadores.
Numeração: permite criar uma lista numerada.
Lista de vários itens: permite criar uma lista numerada em níveis.
Diminuir Recuo: diminui o recuo do parágrafo em relação à margem esquerda.
Aumentar Recuo: aumenta o recuo do parágrafo em relação à margem esquerda.
Classificar: organiza a seleção atual em ordem alfabética ou numérica.
Mostrar tudo: mostra marcas de parágrafos e outros símbolos de formatação ocultos.
Alinhar a esquerda: alinha o conteúdo com a margem esquerda.
Centralizar: centraliza seu conteúdo na página.
Alinhar à direita: alinha o conteúdo à margem direita.
Justificar: distribui o texto uniformemente entre as margens esquerda e direita.
Espaçamento de linha e parágrafo: escolhe o espaçamento entre as linhas do texto ou entre parágrafos.
Sombreamento: aplica uma cor de fundo no parágrafo onde o cursor está posicionado.
Bordas: permite aplicar ou retirar bordas no trecho selecionado.
INFORMÁTICA
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a solução para o seu concurso!
Editora
Grupo Estilo
Possui vários estilos pré-definidos que permite salvar configurações relativas ao tamanho e cor da fonte, espaçamento entre linhas
do parágrafo.
Grupo Edição
CTRL+L: ao clicar nesse ícone é aberta a janela lateral, denominada navegação, onde é possível localizar
um uma palavra ou trecho dentro do texto.
CTRL+U: pesquisa no documento a palavra ou parte do texto que você quer mudar e o substitui por
outro de seu desejo.
Seleciona o texto ou objetos no documento.
Inserir: a guia inserir permite a inclusão de elementos ao texto, como: imagens, gráficos, formas, configurações de quebra de página,
equações, entre outras.
Adiciona uma folha inicial em seu documento, parecido como uma capa.
Adiciona uma página em branco em qualquer lugar de seu documento.
Uma seção divide um documento em partes determinadas pelo usuário para que sejam aplicados dife-
rentes estilos de formatação na mesma ou facilitar a numeração das páginas dentro dela.
Permite inserir uma tabela, uma planilha do Excel, desenhar uma tabela, tabelas rápidas ou converter o texto em tabela
e vice-versa.
INFORMÁTICA
125
a solução para o seu concurso!
Editora
Design: esta guia agrupa todos os estilos e formatações disponíveis para aplicar ao layout do documento.
Layout: a guia layout define configurações características ao formato da página, como tamanho, orientação, recuo, entre outras.
Referências: é utilizada para configurações de itens como sumário, notas de rodapé, legendas entre outros itens relacionados a iden-
tificação de conteúdo.
Correspondências: possui configuração para edição de cartas, mala direta, envelopes e etiquetas.
Revisão: agrupa ferramentas úteis para realização de revisão de conteúdo do texto, como ortografia e gramática, dicionário de sinô-
nimos, entre outras.
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Exibir: altera as configurações de exibição do documento.
Formatos de arquivos
Veja abaixo alguns formatos de arquivos suportados pelo Word 2016:
.docx: formato xml.
.doc: formato da versão 2003 e anteriores.
.docm: formato que contém macro (vba).
.dot: formato de modelo (carta, currículo...) de documento da versão 2003 e anteriores.
.dotx: formato de modelo (carta, currículo...) com o padrão xml.
.odt: formato de arquivo do Libre Office Writer.
.rtf: formato de arquivos do WordPad.
.xml: formato de arquivos para Web.
.html: formato de arquivos para Web.
.pdf: arquivos portáteis.
MS OFFICE EXCEL 2016
O Microsoft Excel 2016 é um software para criação e manutenção de Planilhas Eletrônicas.
A grande mudança de interface do aplicativo ocorreu a partir do Excel 2007 (e de todos os aplicativos do Office 2007 em relação as
versões anteriores). A interface do Excel, a partir da versão 2007, é muito diferente em relação as versões anteriores (até o Excel 2003). O
Excel 2016 introduziu novas mudanças, para corrigir problemas e inconsistências relatadas pelos usuários do Excel 2010 e 2013.
Na versão 2016, temos uma maior quantidade de linhas e colunas, sendo um total de 1.048.576 linhas por 16.384 colunas.
O Excel 2016 manteve as funcionalidades e recursos que já estamos acostumados, além de implementar alguns novos, como33:
- 6 tipos novos de gráficos: Cascata, Gráfico Estatístico, Histograma, Pareto e Caixa e Caixa Estreita.
- Pesquise, encontra e reúna os dados necessários em um único local utilizando “Obter e Transformar Dados” (nas versões anteriores
era Power Query disponível como suplemento.
- Utilize Mapas 3D (em versões anteriores com Power Map disponível como suplemento) para mostrar histórias junto com seus dados.
Especificamente sobre o Excel 2016, seu diferencial é a criação e edição de planilhas a partir de dispositivos móveis de forma mais fácil
e intuitivo, vendo que atualmente, os usuários ainda não utilizam de forma intensa o Excel em dispositivos móveis.
Tela Inicial do Excel 2016.
33 https://ninjadoexcel.com.br/microsoft-excel-2016/
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Ao abrir uma planilha em branco ou uma planilha, é exibida a área de trabalho do Excel 2016 com todas as ferramentas necessárias
para criar e editar planilhas34.
As cinco principais funções do Excel são35:
– Planilhas: Você pode armazenar manipular, calcular e analisar dados tais como números, textos e fórmulas. Pode acrescentar grá-
fico diretamente em sua planilha, elementos gráficos, tais como retângulos, linhas, caixas de texto e botões. É possível utilizar formatos
pré-definidos em tabelas.
– Bancos de dados: você pode classificar pesquisar e administrar facilmente uma grande quantidade de informações utilizando ope-
rações de bancos de dados padronizadas.
– Gráficos: você pode rapidamente apresentar de forma visual seus dados. Além de escolher tipos pré-definidos de gráficos, você
pode personalizar qualquer gráfico da maneira desejada.
– Apresentações: Você pode usar estilos de células, ferramentas de desenho, galeria de gráficos e formatos de tabela para criar apre-
sentações de alta qualidade.
– Macros: as tarefas que são frequentemente utilizadas podem ser automatizadas pela criação e armazenamento de suas próprias
macros.
Planilha Eletrônica
A Planilha Eletrônica é uma folha de cálculo disposta em forma de tabela, na qual poderão ser efetuados rapidamente vários tipos de
cálculos matemáticos, simples ou complexos.
Além disso, a planilha eletrônica permite criar tabelas que calculam automaticamente os totais de valores numéricos inseridos, impri-
mir tabelas em layouts organizados e criar gráficos simples.
• Barra de ferramentas de acesso rápido
Essa barra localizada na parte superior esquerdo, ajudar a deixar mais perto os comandos mais utilizados, sendo que ela pode ser
personalizada. Um bom exemplo é o comando de visualização de impressão que podemos inserir nesta barra de acesso rápido.
Barra de ferramentas de acesso rápido.
34 https://juliobattisti.com.br/downloads/livros/excel_2016_basint_degusta.pdf
35 http://www.prolinfo.com.br
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• Barra de Fórmulas
Nesta barra é onde inserimos o